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Gerenciamento de Recursos Hídricos do Rio Paraguaçu

Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA GERENCIAMENTO

DOS RECURSOS HÍDRICOS DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO RIO


PARAGUAÇU E DO RECÔNCAVO NORTE E INHAMBUPE

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAGUAÇU

PP02A - RELATÓRIO DE CARACTERIZAÇÃO DA BACIA

VOLUME I - ANÁLISE INTEGRADA

0389-RF-10-MA-001 R-00 NOVEMBRO/2018


GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

Rui Costa
Governador

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

José Geraldo dos Reis Santos


Secretário

INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS

Márcia Cristina Telles de Araújo Lima


Diretora Geral

DIRETORIA DE ÁGUAS - DIRAG

Eduardo Farias Topázio


Diretor

COORDENAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS

Bruno Jardim da Silva


Coordenador

Equipe Técnica
Antônio Pereira Menezes
Daniella Blinder
José George dos Santos Silva
Maria do Carmo Nunes Pereira
Rossana Cavalcanti Araújo Silva
Sandra da Silva Paes Cardoso
Wendell Vilas Boas Santos

PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA GERENCIAMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS DAS BACIAS
HIDROGRÁFICAS DO RIO PARAGUAÇU E DO RECÔNCAVO NORTE E INHAMBUPE

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAGUAÇU

PP02A – RELATÓRIO DE CARACTERIZAÇÃO DA BACIA

VOLUME I – ANÁLISE INTEGRADA

0389-RF-10-MA-001 R-00 NOVEMBRO/2018


EQUIPE TÉCNICA DO CONSÓRCIO PAEPRNI HYDROS ENGEPLUS

RESPONSÁVEIS TÉCNICOS
Engº Rodrigo Gesteira Regis – Hydros
Engº Jairo Barth - Engeplus

COORDENAÇÃO EXECUTIVA
Sandro Luiz de Camargo (Geólogo)

COORDENAÇÃO ADJUNTA
Daniela Reitermajer (Bióloga)

EQUIPE CHAVE
Antônio Eduardo Leão Lanna (Engº Civil)
Daniela Reitermajer (Bióloga)
Eduardo Antônio Audibert (Sociólogo)
Jana Alexandra Oliveira da Silva (Socióloga)
Waldir Duarte da Costa (Geólogo)

EQUIPE TÉCNICA
Andrea Carla Brock (Eng. Sanitarista e Ambiental)
Carolina Schreiner Heck (Engª Ambiental)
Claudia Regina Freitag (Bióloga)
Cristian Sanabria Silva (Sociólogo)
Elisângela Neves de Araújo (Eng. Mecânica)
Fernando Genz (Eng. Civil)
Fernando R. F. Fagundes (Eng. Civil)
Isaac Góes de Queiroz (Geólogo)
Isabel Rekowsky (Geógrafa)
Juan Santiago Ramseyer (Eng. Recursos Hídricos)
Marcela Ramirez Matus (Bióloga)
Márcia Dmericis Barbosa (Eng. Civil)
Paula Riediger (Eng. Ambiental)
Roseane Palavizini (Arquiteta)
Silvana Medeiros da Rosa (Eng. Agrônoma)
Silvio Humberto Vieira Regis (Eng. Civil)
Ulysses Fontes Lima (Eng. Civil)
Vinícius Montenegro (Eng. Cartógrafo)

0389-RF-10-MA-001 R-00
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

LISTA DE FIGURAS

Figura 1.1 - RPGA X – Rio Paraguaçu - Localização ..................................................................................8


Figura 1.2 - RPGA X – Rio Paraguaçu – Uso e Ocupação do Solo .............................................................9
Figura 1.3 - Localização das unidades de balanço estabelecidas ...........................................................15
Figura 1.4 - Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos..............................................16

LISTA DE QUADROS

Quadro 1.1 - Unidades de Balanço da RPGA X .....................................................................................11


Quadro 1.2 - Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia do rio
Paraguaçu........................................................................................................................14
Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos
conforme a UPGRH (RPGA X) ..........................................................................................36

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ANA Agência Nacional de Águas


ACP Área de Concentração de População
BHP Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu
Cerb Companhia Ambiental e de Recursos Hídricos da Bahia
CERH Cadastro Estadual de Usuários de Recursos Hídricos da Bahia
CPTEC Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos
COMON Coordenação de Monitoramento do Inema
DBO Demanda Bioquímica de Oxigênio
DIFIM Diretoria de Fiscalização e Monitoramento do Inema
DIRRE Diretoria de Regulação do Inema
DIRAG Diretoria de Águas do Inema
DNOCS Departamento Nacional de Obras Contra as Secas
Embasa Empresa Baiana de Águas e Saneamento
ERGIRS Estudo de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
FIEB Federação das Indústrias do Estado da Bahia
Ferhba Fundo Estadual de Recursos Hídricos da Bahia
IAP Índice de Ativação das Potencialidades
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDH Índice de Desenvolvimento Humano
IDHM Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
IDHM-E Índice de Desenvolvimento Humano Municipal para Educação
IDHM-L Índice de Desenvolvimento Humano Municipal para saúde (ou Longevidade)
IDHM-R Índice de Desenvolvimento Humano Municipal para Renda
ICH Índice de Comprometimento Hídrico
IET Índice do Estado Trófico
IMA Instituto do Meio Ambiente
Inema Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
INGA Instituto de Gestão das Águas e Clima
INMET Instituto Nacional de Meteorologia
IQA Índice de Qualidade das Águas
0389-RF-10-MA-001 R-00
NOUT Núcleo de Outorga do Inema
NT Nota Técnica
OD Oxigênio Dissolvido
OMM Organização Meteorológica Mundial
PAEPRNI Plano de Ações Estratégicas para Gerenciamento dos Recursos Hídricos da Bacia
Hidrográfica do Rio Paraguaçu e do Recôncavo Norte e Inhambupe
PAE Plano de Ações Estratégicas
PERH-BA Plano Estadual de Recursos Hídricos
PEMAPES Plano Estadual de Manejo de Águas Pluviais e Esgotamento Sanitário
PDA Programa de Desenvolvimento Ambiental
PIB Produto Interno Bruto
RAIC Relatórios de Anuais de Informações ao Consumidor
RAS Razão de Absorção de Sódio
RPGA Região de Planejamento e Gestão das Águas
RM Região Metropolitana
SEDUR Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia
Seia Sistema Estadual de Informações Ambientais da Bahia
Sema Secretaria do Meio Ambiente
Sigo Sistema de Gerenciamento de Controle de Outorga do Inema
SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
SNIRH Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos
SPA Superintendência de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema
SPI Índice de Precipitação Padronizada
TGCA Taxa geométrica de crescimento populacional anual
UB Unidade de Balanço
UC Unidade de Conservação
UPGRH Unidade de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos
ZEE Zoneamento Ecológico Econômico da Bahia

0389-RF-10-MA-001 R-00
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................................................. 6

1 A REGIÃO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DAS ÁGUAS (RPGA) X – BACIA DO RIO


PARAGUAÇU ..................................................................................................................... 7
1.1 REGIONALIZAÇÃO DA RPGA X ...................................................................................................10
1.2 SÍNTESE DOS TEMAS RELEVANTES APRESENTADOS NAS NOTAS TÉCNICAS.............................17

2 DEFINIÇÃO DE VARIÁVEIS PARA A ANÁLISE INTEGRADA ................................................... 35

3 IDENTIFICAÇÃO DE LACUNAS DE INFORMAÇÕES .............................................................. 41

REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 43

0389-RF-10-MA-001 R-00
APRESENTAÇÃO

O Consórcio PAEPRNI Hydros Engeplus, formado pelas empresas HYDROS Engenharia e Planejamento
S/A e ENGEPLUS Engenharia e Consultoria Ltda. apresenta a Edição Final do Relatório PP02A -
CARACTERIZAÇÃO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS – BACIA DO RIO PARAGUAÇU, parte integrante do
escopo definido pelo Contrato nº 013/2017-PDA de prestação de serviços de consultoria para a
ELABORAÇÃO DO PLANO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA GERENCIAMENTO DOS RECURSOS
HÍDRICOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PARAGUAÇU E DO RECÔNCAVO NORTE E INHAMBUPE
(PAEPRNI), firmado entre o CONSÓRCIO e a SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DA BAHIA
(SEMA), com interveniência do INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS (INEMA).

Este documento apresenta a consolidação da FASE ESTRUTURANTE (FASE B) do estudo, trazendo todo
o conteúdo gerado pela equipe técnica de especialistas, incluindo as doze Notas Técnicas produzidas
nesta fase.

A estratégia adotada para o desenvolvimento deste Plano conduziu os trabalhos para a elaboração de
um Diagnóstico Integrado, a partir da avaliação em conjunto das Notas Técnicas elaboradas,
resultando em um diagnóstico focado no planejamento, refletindo a condição atual da bacia. Assim, o
diagnóstico integrado (FASE C) corresponde a uma visão sintética e focada no planejamento do
conjunto de Notas Técnicas tomadas como base.

Dessa forma o produto PP02A em sua edição final é apresentado em 13 volumes conforme relacionado
a seguir:

 Volume I – Análise Integrada


 Volume II – NT1 – Regionalização, Uso e Ocupação do Solo
 Volume III – NT2 – Caracterização Física e Biótica
 Volume IV – NT3 – Caracterização Socioeconômica e Demográfica
 Volume V – NT4 – Saneamento Ambiental
 Volume VI – NT5 – Águas Superficiais
 Volume VII – NT6 – Águas Subterrâneas
 Volume VIII – NT7 – Qualidade das Águas
 Volume IX – NT8 – Usos e Demandas Hídricas
 Volume X – NT9 – Balanço Hídrico
 Volume XI – NT10 – Estrutura Institucional, Legal, Planos, Programas e Projetos e Atores
Estratégicos
 Volume XII – NT11 – Análise da Situação Atual dos Instrumentos de Gestão
 Volume XIII – NT12 – Situação e Estudo de Potencial de Cobrança

O presente documento corresponde ao Volume I - Análise Integrada (Documento nº


0389-RF-10-MA-001 R-00).

0389-RF-10-MA-001 R-00
1 A REGIÃO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DAS ÁGUAS (RPGA) X – BACIA DO RIO PARAGUAÇU

A Região de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA) X – Rio Paraguaçu situada na região centro-leste
do estado da Bahia possui área de 54.923,18 km2 (Figura 1.1). Compreende toda a bacia do rio
Paraguaçu, desde as nascentes deste rio e de seus contribuintes, até sua foz na baía de Todos os
Santos.

Em função de sua grande extensão, regiões com diversas características geoambientais e de ocupação
são englobadas na RPGA. Os dois extremos da área se destacam: no extremo oeste situa-se a formação
associada aos metassedimentos do Grupo Chapada Diamantina, que, associados a maiores índices
pluviométricos, propiciam uma malha hídrica significativa e uma maior disponibilidade, garantindo,
além da maior preservação ambiental, uma economia agrícola mais produtiva e atividades associadas
ao ecoturismo. Já o extremo leste, associado ao reservatório de Pedra do Cavalo e à Região
Metropolitana de Feira de Santana, reflete um maior desenvolvimento econômico, em função da
proximidade com a capital do estado e sua Região Metropolitana, com elevado PIB e forte
infraestrutura logística. Toda a porção central da RPGA está representada por região de clima
semiárido, principalmente sobre a Unidade Geomorfológica do Pediplano Sertanejo, com menores
índices de pluviosidade e maiores restrições na disponibilidade de água, predominando nesta área
atividades agropecuárias de subsistência e extensivas.

A Figura 1.2 mostra o mapa de uso e ocupação da RPGA.

7
0389-RF-10-MA-001 R-00
42°W 41°W 40°W 39°W

45°W 40°W

FIGURA 1.1
RPGA X – RIO PARAGUAÇU – LOCALIZAÇÃO XVI
11°S

11°S
XV

10°S

10°S
XIX
RPGA DO RIO PARAGUAÇU XIV
XVII ESTADO DA BAHIA XVII
XII XII
XVIII
XIII
XXI
XI
XX X

IX
XXIII
São Valente XXII
Domingos
!
. XXIV VIII
XVIII São José
do Jacuípe !
.Gavião !
. XXV

15°S

15°S
!
. !
. VII
Retirolândia

BA-131
Morro do

BA-425
ípe Várzea !
. VI
!
. Chapéu Jacu Varzea Nova
Rio do Poço
Fátima BA
. da Roça
! !
. -4
09
V
IV
. Capela
!

4
Piritiba do Alto

2
-4
!
. BR

BA
Ichu III

BA
!
. Mairi Alegre -3
24 Riachão
!
.

-4
Pintadas do Jacuípe Candeal

22
I II III
!
. !
. !
.
!
. Mundo !
.
!
. Novo Pé de

Rio do
BA Tapiramuta

BA-120
-4
2 Baixa Serra 45°W 40°W
9
Mulungu Bonito Grande

Ri o C ap
BA

!
. do Morro !
. Tanquinho
!
.

Peixe
!
-4

BA-427 .
12°S

12°S
32

BA-421
Convenções Cartográficas

BA
BA
-05

-41
iv a ri
2
Souto !
. !
. Serra XI Localidade

4
Utinga Macajuba Preta
Soares ! Ipirá !
. Sede municipal
.BA-484
BR-122

!
. !
. !
.Anguera
Rede viária
4
-14

BA-046 Feira de
BA

. Iraquara
! Rodovia Pavimentada
!
.Ruy Barbosa . Santana
!
-48
3 !
.Wagner Rio Saracura . Ipecaetá
! Rodovia Implantada
BA Lajedinho 33

BA
BA-486 BA-2 Rafael Hidrografia

30
!
.

-49
-1
Seabra Jambeiro Santo Antônio
BA

9
!
. Cardoso Rios Perenes
!
. Estevão!
. !
. Rios Intermitentes
Itaberaba Cabaceiras
BR-242 do Paraguacu Barragens
!
. !
. !
. Governador
BA
R io C oc h ó

Palmeiras !
. Limite municipal
-48

Mangabeira
Lençóis São Félix
7

Cruz das !
. !
2

..Cachoeira
-14

Ibiquera .!
!
BA-122

BA

!
. Almas Muritiba
!
. !
.
Boa Vista Itatim
!
. !
. BA
Santa
Boninal do Tupim -49
3 Terezinha

6
Maragogipe
BA

-11
Andaraí . Iaçu
! !
. !
.
-24

BR
!
.
5

Nova !. Milagres
Redenção
!
.

guaçu
13°S

13°S
!
. Para !
.
!
. Rio
Itaetê Marcionílio
Mucugê
Souza
XX
BA-5

7
BA-40
59

IX
26
-0
A
B

Região de planejamento e
gestão das águas (RPGA)
VIII
RPGA X – Bacia do Rio Paraguaçu
Oceano
Atlântico

20 10
±
0 20 km

Fonte: Sistema de Coordenadas Geográficas


14°S

14°S
Elaborado a partir de dados do IBGE (2015) Datum de Referência: Sirgas 2000

42°W 41°W 40°W 39°W

8
42°W 41°W 40°W 39°W

45°W 40°W

FIGURA 1.2
RPGA X – RIO PARAGUAÇU – USO E OCUPAÇÃO DO SOLO XVI
11°S

11°S
XV

10°S

10°S
XIX
RPGA DO RIO PARAGUAÇU XIV
XVII ESTADO DA BAHIA XVII
XII XII
XVIII
XIII
XXI
XI
XX X

IX
XXIII
São Valente XXII
XVIII Domingos
!
. [
· XXIV VIII
[
· São José
do Jacuípe !
.Gavião !
. XXV

15°S

15°S
!
. !
. VII
Retirolândia

BA-131
[!. Morro do

BA-425
· Chapéu Rio
Jacu
ípe Várzea !
do Poço
.
Varzea Nova VI
Fátima BA
. da Roça
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. -4
09
V
IV
. Capela
!

4
Piritiba do Alto

2
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!
. BR

BA
Ichu III

BA
Alegre
[!.
· Mairi -3
24 Riachão
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.

-4
[
· Pintadas do Jacuípe Candeal

22
I II III
!
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!
. Mundo !
.
!
. Novo Pé de

Rio do
BA Tapiramuta

BA-120
-4
2 Baixa Serra 45°W 40°W
9
Mulungu Bonito Grande [
·

Ri o C ap
BA

!
. do Morro !
. Tanquinho
!
.

Peixe
!
-4

BA-427 .
12°S

12°S
32

BA-421
Convenções Cartográficas

BA
BA
-05

-41
iv a ri
2
Souto !
.
[
· !
.
[
Serra XI x
! Terminal hidroviário Rede viária

4
Soares ·
Utinga Macajuba
!
.BA-484 Ipirá
Preta
Rodovia Pavimentada
[
·
BR-122

!
. !
. !
.Anguera Aeródromo e aeroporto
Rodovia Implantada
4
-14

BA-046
[
· Feira de Localidade
BA

. Iraquara
! Regiões turísticas
!
.Ruy Barbosa . Santana
! !
. Sede municipal
48
3 !
.Wagner Rio Saracura . Ipecaetá
! Região metropolitana
A-
B Lajedinho 33 Hidrografia

BA
BA-486 BA-2 Rafael Limite municipal

30
!
.

-49
-1
Seabra Jambeiro Santo Antônio Rios Perenes
BA

9
!
. !
. Cardoso
Estevão!
. !
. Rios Intermitentes

[!.
· [
· Itaberaba
[
· BR-242
Cabaceiras
do Paraguacu
!
. !
. Governador
BA
R io C oc h ó

Palmeiras !
.
-48

Mangabeira
Lençóis São Félix
7

Cruz das !
. !
2

..Cachoeira
-14

Ibiquera .!
!
BA-122

BA

!
. Almas Muritiba
!
. !
.
Boa Vista Itatim Região de planejamento e gestão das águas (RPGA)
!
. !
. BA
Santa
Boninal do Tupim -49
3 Terezinha

6
Maragogipe Uso do Solo
BA

-11
Andaraí . Iaçu
! !
. · !
.
-24

BR
!
. Floresta Ombrófila Estágio Primário
5

Nova !. Milagres
Redenção
!
. x
! Floresta Ombrófila Estágio Médio/Avançado de Regeneração
Floresta Ombrófila Estágio Inicial de Regeneração
Floresta Estacional
guaçu
13°S

13°S
!
.
[
· !
. Rio
Para !
. Floresta de transição
[Mucugê
· Itaetê Marcionílio
Souza Restinga
XX
BA-5

Caatinga Arbórea
7
BA-40

Caatinga Arbustiva
59

Cerrado
IX Mata Ciliar
26

Manguezal
-0
A
B

Rios, lagoas e demais áreas úmidas


Reservatórios
Ilha
Áreas de predomínio da agropecuária
VIII
Pivô de irrigação
Oceano
Urbano
Atlântico

20 10
±
0 20 km

Fonte:
Elaborado a partir de dados do DDF (1998); Sistema de Coordenadas Geográficas
14°S

14°S
Farias et al. (2017); ANA (2016) e imagens Landsat Datum de Referência: Sirgas 2000

42°W 41°W 40°W 39°W

9
1.1 REGIONALIZAÇÃO DA RPGA X

A área em estudo toma como referência e limites as bacias de drenagem da Região do Planejamento
da Água (RPGA). Para a elaboração do PAE, foi realizada a regionalização das Unidades de
Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRH), a qual consiste no processo de subdivisão da
RPGA para fins de análise e planejamento.

O fator físico, mais especificamente, a rede hidrográfica, é o ponto principal para a regionalização e
para a definição das Unidades de Balanço (UB). Entretanto, considerando-se que a dinâmica regional
se apresenta influenciada por elementos internos e externos próprios ao seu contexto, condicionando
alterações no território, há que se levar em conta, na definição das Unidades de Planejamento e Gestão
de Recursos Hídricos (UPGRH), fatores outros que não apenas a hidrologia (ou a hidrogeologia).

Assim, a regionalização adota uma metodologia que inicialmente define as Unidades de Balanço dos
Recursos Hídricos superficiais (UB) para então, a partir de homogenias de demais fatores
condicionantes, aproximar as Unidades de Balanço semelhantes, criando as Unidades de Planejamento
e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRH).

As UPGRH se constituem na base para a análise das unidades de paisagem no diagnóstico integrado e,
posteriormente, no estudo de prognóstico e na fase final de planejamento. Com efeito, a compreensão
da paisagem de forma sistêmica pressupõe metodologia de apreensão do conhecimento de forma a
integrar elementos físicos, biológicos e antrópicos e como se dão as interações e inter-relações
espaciais e, principalmente, seu potencial de interferência nos recursos hídricos.

A regionalização para o PAE, envolveu dois momentos: um primeiro que considerou critérios hídricos
e hidrológicos associados às unidades de balanço e aos pontos de controle e um segundo envolvendo
uma abordagem integrada e multidisciplinar das unidades de paisagem, que envolveu a análise do
contexto de cada unidade de balanço a partir de fatores condicionantes de homogenia.

As Unidades de Balanço e as Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos consolidadas


para a RPGA X são apresentadas em maior detalhe na NT1 – Regionalização, Uso e Ocupação do Solo.

A regionalização da RPGA do rio Paraguaçu foi elaborada considerando como ponto de partida as
subdivisões do espaço geográfico que foram adotadas nos estudos anteriores, principalmente o Plano
Estadual de Recursos Hídricos (Bahia, 2004) e pela sua revisão, realizada em 2012. No PERH-BA (Bahia,
2004) as subdivisões das RPGA foram denominadas unidades de balanço. O conceito de unidade de
balanço definido no plano foi assim estabelecido:
Uma unidade de balanço (UB) é uma região hidrográfica com características relativamente
homogêneas onde as disponibilidades e demandas hídricas são conhecidas e suficientes,
com precisão adequada à identificação dos conflitos hídricos relevantes do PERH-BA para
efetuar o balanço hídrico. A mencionada região poderá ser parte ou o todo de uma bacia
hidrográfica ou, eventualmente, de um conjunto de bacias[...] (Bahia, 2004, grifo nosso)

A revisão do Balanço Hídrico do PERH-BA (Bahia, 2012) manteve o conceito de Unidade de Balanço
definido no PERH-BA (Bahia, 2004). Nessa revisão do Balanço Hídrico do PERH-BA, os contornos das
Unidades de Balanço foram estritamente ajustados aos divisores d'água das sub-bacias (ou conjunto
de bacias) incluídas nas respectivas RPGA. Então, foram sendo eliminados outros critérios de
subdivisão utilizados no PERH-BA anterior (Bahia, 2004) para a definição de algumas unidades de
balanço baseadas em limites de aquíferos e municípios. Destaca-se ainda que na revisão do Balanço
Hídrico do PERH-BA foram considerados reservatórios de grande porte aqueles com volume de
acumulação total superior a 5 hm³.

10
0389-RF-10-MA-001 R-00
Com base na divisão inicial do PERH e de sua revisão, foram realizados procedimentos para a definição
das Unidades de Balanço a serem trabalhadas no PAE.

A partir de uma série de critérios adotados foram definidos os pontos de controle para a bacia do rio
Paraguaçu, destacando que no caso da UB 10.2 ficaram definidos dois pontos de controle, admitindo-
se a simplificação de considerar que representam o local de confluência do Rio Santo Antônio com o
riacho Baixa do Jacu e com o Rio Paraguaçu, em função da pequena distância da real confluência desses
rios (4 km). Isso permitiu separar áreas do ambiente de metassedimentos (afluentes da margem direita
Rio Santo Antônio e bacia incremental do Rio Paraguaçu) do ambiente cárstico.

A RPGA do rio Paraguaçu foi subdividida em dez Unidades de Balanço, com base nos pontos de controle
adotados. A Figura 1.3 apresenta as unidades de balanço definidas para a bacia do rio Paraguaçu. O
Quadro 1.1 apresenta as principais características destas dez UB.

Quadro 1.1 - Unidades de Balanço da RPGA X


Unidade de
Características
Balanço
Constitui a sub-bacia hidrográfica da nascente do rio Paraguaçu, que por conter um relevo relativamente
plano, sobre um pacote de sedimentos espessos de Formação Guiné, que ocorre entre a Formação Lagoa
de Dentro e Formação Tombador (Serra do Sincorá), associada a ocorrência de precipitação acima de 800
mm anuais, apresentou condições para o desenvolvimento agrícola.
UB1 – Bacia do
O rio Paraguaçu nessa UB é perene e contém a barragem de Apertado, instalada no curso principal do rio.
Alto Paraguaçu
O reservatório de Apertado possui um volume de 108,69 hm³ e vazão regularizada de 7,6 m³/s,
interferindo de maneira significativa na disponibilidade hídrica da bacia.
Hoje se encontra instalado o Agropólo de Mucugê, no entorno da barragem de Apertado e no trecho de
rio a montante, tendo o uso intenso da água para a irrigação de culturas através de pivôs centrais.
A UB2, como o indica o nome, tem grande parte de sua área dentro do Parque Nacional da Chapada
Diamantina. Constitui-se uma bacia incremental do rio Paraguaçu que recebe vários afluentes que
nascem e se desenvolvem no ambiente do Grupo Chapada Diamantina, de solos Neossólicos
Litólicos, que geram grande escoamento superficial na época das chuvas. A região tem altos índices
de pluviosidade (acima de 1.000 mm anuais) e relevo bastante acidentado, inúmeros rios e
UB2 – Parque cachoeiras estão presentes. Os principais rios são: São José, Ribeirão, Brejinho, Baiano e Roncador.
Nacional da Destaca-se ainda a presença de um trecho do rio Santo Antônio, onde se forma os Marimbus,
Chapada conhecido como “Pantanal Baiano”.
Diamantina Com exceção do curso principal do rio Paraguaçu, onde o escoamento é perene, os afluentes têm
característica de rios intermitentes, já que o substrato não tem capacidade de armazenamento da
água da chuva.
A UB2 se destaca pela qualidade ambiental dos remanescentes vegetais e pela paisagem ímpar
associada ao relevo. Isso faz com que esta seja uma das principais zonas turísticas da Bahia, associada
ao ecoturismo, o qual explora a rede hoteleira significativa e as inúmeras trilhas existentes.
Constitui a sub-bacia hidrográfica das nascentes do rio Cochó, que ao encontrar o rio Preto forma o
rio Santo Antônio.
Situa-se em uma região de domínio de metassedimentos do Grupo Chapada Diamantina (Serras das
Bordas Oriental e Ocidental), porém com ocorrência de rochas carbonáticas na área dos municípios
de Iraquara, Souto Soares, Mulungu do Morro, Palmeiras e Seabra. No entanto, devido à falta de
UB3 – Bacias dos
informações hidrológicas que permitam caracterizar os recursos hídricos dessa região de ambiente
Rios Cochó e
cárstico, essa área manteve-se integrada à bacia do rio Santo Antônio e a UB3.
Santo Antônio
Diferente das UB 1 e 2, a precipitação anual em grande parte da UB3 é inferior a 700 mm. O rio Cochó
tem característica de rio intermitente, enquanto que o trecho do rio Santo Antônio é perene.
A UB3 está ocupada com áreas de predomínio agropecuário (65%), que fica mais concentrado nas
porções localizadas a oeste da Chapada Diamantina. A atividade turística é importante na região da
Chapada Diamantina e nos municípios que contém cavernas e rios cristalinos do ambiente cárstico.
(continua)

11
0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 1.1 - Unidades de Balanço da RPGA X (continuação)
Unidade de
Características
Balanço
Esta unidade é definida pela totalidade da área sub-bacia hidrográfica do rio Utinga, um afluente
importante pela margem esquerda do rio Santo Antônio.
Parte da UB4, na sub-bacia do rio Bonito, que aflui ao rio Utinga pela margem direita, ocorrem rochas
metassedimentares. Na outra parte ocorrem rochas carbonáticas do Grupo Una, estendendo-se
desde a região de Utinga a norte até o vale do rio Utinga e seus afluentes pela margem esquerda.
UB4 – Bacia do
Apesar do índice pluviométrico anual desta UB ser mais baixo (entre 600 e 700 mm) que os
rio Utinga
observados nas UB anteriores, o rio Utinga é perene e adiciona uma vazão importante para o rio
Santo Antônio no período de estiagem, devido ao substrato carbonático.
O rio Utinga destaca-se atualmente em função da expansão da agricultura, inclusive irrigada, em suas
margens, causando conflitos associados à menor disponibilidade de água, agravada pela baixa
pluviosidade dos últimos anos.
A UB5 constitui uma bacia hidrográfica incremental do rio Paraguaçu que inicia na confluência do rio
Santo Antônio e finaliza na barragem Bandeira de Melo.
Na UB5, que faz a transição entre o Alto e Médio Paraguaçu, ocorrem com menor expressão rochas
metassedimentares, em terras de altimetria mais elevada, a oeste, e rochas carbonáticas, a leste, já
em terrenos mais baixos, em contato com rochas do embasamento cristalino.
UB5 - Bacia
Em ambas as margens do rio Paraguaçu são encontradas rochas carbonáticas. Sobre elas se
Incremental do
desenvolvem na margem esquerda os riachos Baixa do Jacu, Boa Sorte e de Pedra. Na margem direita
Rio Paraguaçu no
o principal afluente é o rio Una, que tem parte de suas nascentes ocorrendo sobre metassedimentos
Cárstico
e o restante da bacia está sobre as rochas carbonáticas.
A UB5, seguindo o curso rio Paraguaçu, avança cerca de 25 km sobre a área do embasamento
cristalino para abranger o reservatório e a barragem Bandeira de Melo, que interfere de forma
significativa na disponibilidade hídrica da bacia. O reservatório de Bandeira de Melo possui um
volume de 111,59 hm³ e vazão regularizada de 20,6 m³/s.
A bacia hidrográfica incremental inicia a jusante da barragem Bandeira de Melo, acompanhando o
curso principal do rio Paraguaçu e seus afluentes, até encontrar o reservatório da barragem Pedra
do Cavalo. É a unidade de balanço com a maior área (23.340,92 km²).
UB6 - Bacia
A UB6 abrange o médio curso da bacia, ocorre em área de topografia mais baixa, drenando
Incremental do
predominantemente as rochas que compõem o embasamento cristalino. O clima é semiárido e em
Rio Paraguaçu no
grande parte da unidade a precipitação anual varia entre menos de 500 mm a 700 mm.
Semiárido
Com exceção do curso principal do rio Paraguaçu, onde o escoamento é perene na maioria dos anos,
os afluentes são intermitentes. Apesar as áreas de drenagem dos afluentes chegarem a milhares de
quilômetros quadrados, o substrato não tem capacidade de armazenamento da água da chuva.
A bacia hidrográfica do Rio Jacuípe se assemelha em parte com o padrão encontrado ao longo da
bacia do rio Paraguaçu, quando nasce em áreas elevadas da borda da Chapada Diamantina, região
de Morro do Chapéu, e tem seu curso principal orientado para leste. O rio tem regime de escoamento
intermitente.
A UB7 abrange a sub-bacia do Alto rio Jacuípe. O rio, após um percurso de aproximadamente 60 km
em terras altas do Planalto de Morro do Chapéu, desce a Serra do Tombador, nas encostas da
Chapada Diamantina, e adentra nos terrenos rebaixados do embasamento cristalino, em cotas de
UB7 - Bacia do 600 metros, permanecendo neste tipo de terreno até o reservatório formado pela barragem de São
Alto Rio Jacuípe José do Jacuípe.
Nas terras altas de Morro do Chapéu o clima é do tipo Subúmido a Seco e a precipitação anual varia
entre 700 a 1.000 mm. Logo abaixo dessa região se encontra a barragem de França. O reservatório
de França possui um volume de 33,17 hm³ e vazão regularizada de 0,45 m³/s.
No limite de jusante da UB7, localiza-se a barragem de São José do Jacuípe. O reservatório possui
uma capacidade de armazenamento de 357 hm³ (cerca de dez vezes superior ao de França) e vazão
regularizada de 1,6 m³/s. A barragem tem importante interferência na disponibilidade hídrica do rio
Jacuípe.
A UB8 é uma bacia incremental do rio Jacuípe. Ela se inicia a jusante da barragem de São José do
Jacuípe, estendendo-se até a posição da estação fluviométrica Ponte do Rio Branco, cerca de 5 km a
UB8 - Bacia do montante do braço do reservatório da barragem de Pedra do Cavalo.
Médio e Baixo Na UB ocorrem rochas do embasamento cristalino e o clima semiárido predomina, com precipitação
Rio Jacuípe anual variando entre 600 e 700 mm. O rio Jacuípe é intermitente nesse trecho.
A agropecuária é a atividade predominante na unidade, associada à ampla degradação ambiental.
Uma parte rural do município de Feira de Santana ocupa a UB8 no seu trecho final.
(continua)

12
0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 1.1 - Unidades de Balanço da RPGA X (conclusão)
Unidade de
Características
Balanço
A UB9 abrange as sub-bacias hidrográficas dos afluentes que drenam diretamente ao reservatório
da barragem Pedra do Cavalo, com exceção do curso principal dos rios Paraguaçu e Jacuípe.
A UB9 contém o reservatório e a barragem Pedra do Cavalo. O reservatório possui um volume de
4.630,96 hm³ e vazão regularizada de 58,3 m³/s, gerando importante interferência na disponibilidade
hídrica da bacia.
O reservatório da barragem Pedra do Cavalo se estende por dois braços, um trecho sobre a calha do
rio Paraguaçu e outro sobre o rio Jacuípe, que após a confluência formam o curso final do rio
Paraguaçu. Os principais afluentes diretos ao reservatório são: o Ribeirão do Cavaco e o riacho
UB9 - Montante Aguilhadas pela margem direita do braço sobre o rio Jacuípe; o rio Curumutaí pela margem esquerda
do Reservatório do braço sobre o rio Paraguaçu e o rio Jenipapo pela margem direita.
de Pedra do A UB9 tem uma área total de 2.015 km², onde ocorrem rochas do embasamento cristalino. As
Cavalo nascentes dos rios Curumutaí e Ribeirão do Cavaco estão em área de clima semiárido, porém a
medida que se aproxima do reservatório da barragem, a precipitação anual aumenta chegando a
1.000 mm.
Parte da área urbana da sede do município de Feira de Santa ocupa a UB9, mas a atividade
agropecuária predomina o uso do solo. O entorno do reservatório da barragem Pedra do Cavalo tem
alto grau de degradação ambiental.
Nesta UB estão localizadas as captações superficiais realizadas no reservatório da barragem de Pedra
do Cavalo que fornecem água para o abastecimento humano das principais cidades no entorno e
para a Região Metropolitana de Salvador.
A UB10 abrange o curso principal do rio Paraguaçu e as sub-bacias hidrográficas dos afluentes a
jusante da barragem Pedra do Cavalo, até a entrada do rio na Baía de Todos os Santos - BTS.
Em função da dimensão do reservatório, a operação da barragem Pedra do Cavalo impõe as
condições hidrológicas a jusante e tem alterado o regime de escoamento desse trecho do rio.
As sub-bacias que drenam ao curso principal do rio têm tamanho relativamente pequeno diante da
bacia contribuinte do rio Paraguaçu nesse ponto (mais de 50.000 km²). Os principais rios afluentes
UB10 – Jusante
ao rio Paraguaçu são: rio Capivari (310 km²), Cachoerinha (116 km²) e Sinunga (67 km²).
da Barragem
A precipitação anual varia entre 1.000 mm, próximo da barragem Pedra do Cavalo, e 1.700 mm, no
Pedra do Cavalo
trecho que deságua na BTS. O clima é úmido a subúmido. Nas áreas a montante da falha de
Maragogipe, na Baía de Iguape, ocorre o embasamento cristalino, enquanto que a jusante há a
presença de sedimento da Bacia do Recôncavo, além de depósitos costeiros recentes.
Nessa UB o rio Paraguaçu está na transição para o desague no Oceano Atlântico, que ocorre através
da BTS, a partir da Baía de Iguape, constituindo um ambiente estuarino, que lhe traz comportamento
hidrológico, hidrodinâmico e ecológico bastante rico, peculiar e complexo.
Fonte: Elaboração própria, 2017.

O Quadro 1.2 e a Figura 1.4 apresentam as Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos
(UPGRH) definidas para a RPGA X.

13
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Quadro 1.2 - Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia do rio Paraguaçu
Unidades de
UPGRH Características de Homogenia Identificadas
Balanço na UPGRH
Clima úmido a subúmido.
Rio principal com regime de escoamento perene.
Interferência hídrica da barragem de Apertado no curso principal e outras nos
afluentes.
Predomínio do aquífero fissural nas bordas formando zonas de recarga do aquífero
UPGRH1 UB1/ UB2
sedimentar e cárstico.
Atividade agrícola pressionando a conservação ambiental.
Restrição de uso imposto pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Baixa densidade demográfica.
Turismo como atividade importante.
Clima subúmido a seco.
Predomínio de metassedimentos do Grupo Chapada Diamantina.
UPGRH2 UB3
Ambiente cárstico sem informações hidrológicas.
Atividade agropecuária e turismo são predominantes.
Clima semiárido predominante.
Transição entre o Grupo Chapada Diamantina e o Embasamento cristalino.
Ocorrência predominante de rochas carbonáticas.
UPGRH3 UB4/ UB5
Afluentes com regime de escoamento perene.
Atividade agrícola em expansão.
Potencial de exploração da água subterrânea.
Clima semiárido e embasamento cristalino predominantes.
Interferência hídrica de barragem no curso principal do rio.
Afluentes intermitentes.
UPGRH4 UB6
Curso principal do rio perene, na maioria dos anos.
Atividade agropecuária predominante.
Captações de água ao longo do curso do rio principal.
Clima semiárido e embasamento cristalino predominantes.
Afluentes intermitentes.
Interferência hídrica das barragens no curso principal e afluentes.
UPGRH5 UB7/ UB8
Atividade agropecuária predominante.
UB muito antropizadas, com exceção da região mais a montante, em Morro do Chapéu, na
UB7.
Ambas as UB estão fortemente ligadas a barragem Pedra do Cavalo, seja pelos efeitos
de montante ou de jusante.
Interferência hídrica de barragem.
UPGRH6 UB9/ UB10 Captações de água expressivas no reservatório da barragem.
Atividade agropecuária predominante.
Maior densidade demográfica da bacia.
Áreas urbanas, infraestrutura e logística importantes.
Fonte: Elaboração própria, 2017.

14
0389-RF-10-MA-001 R-00
42°W 41°W 40°W 39°W

45°W 40°W

FIGURA 1.3
LOCALIZAÇÃO DAS UNIDADES DE BALANÇO ESTABELECIDAS XVI
11°S

11°S
XV

10°S

10°S
XIX
RPGA DO RIO PARAGUAÇU XIV
XVII ESTADO DA BAHIA XVII
XII XII
XVIII
XIII
XXI
XI
XX X

IX
XXIII
São Valente XXII
Domingos
!
. XXIV VIII
XVIII São José
do Jacuípe !
.Gavião !
. XXV

15°S

15°S
!
. !
. VII
Várzea !
. Retirolândia
ípe VI
!
.Morro do Jacu Varzea Nova
Rio do Poço Capela Fátima
Chapéu 10.7 . da Roça
! do Alto !
. V
Alegre IV
!
.
!
. Ichu III
!
. Mairi Riachão
Piritiba 10.8 do Jacuípe
!
.
Pintadas Candeal I II III
!
. !
. !
.
!
. Mundo !
.
!
. Novo Pé de

Rio do
Tapiramuta
Baixa Serra 45°W 40°W
Mulungu Bonito Grande

Ri o C ap
!
. do Morro !
. Tanquinho
!
.

Peixe
!
.
12°S

12°S
Convenções Cartográficas

iv a ri
Souto !
. 10.4 !
. Serra XI Localidade
Soares Utinga Macajuba Preta
!
. Ipirá !
. Sede municipal
!
. !
. !
.Anguera
Hidrografia
Feira de
. Iraquara
! Rios Perenes
!
.Ruy Barbosa . Santana
!
!
.Wagner Rio Saracura . Ipecaetá
! Rios Intermitentes
Lajedinho Rafael Barragens
!
.
Seabra 10.6 Jambeiro Santo 10.9 Antônio
!
. !
. Cardoso
Estevão!
. !
.
10.3 Cabaceiras
Itaberaba do Paraguacu
!
. !
. . Governador
!
R io C oc h ó

Palmeiras !
. Mangabeira
Lençóis Boa Vista São Félix
Cruz das !
. ! ..Cachoeira
Ibiquera do Tupim Almas
.!
!
!
. !
. Muritiba
Itatim !
.
Boninal !
. Santa 10.10
!
.
Nova Terezinha Maragogipe
10.2 !
. !
. !
.
Redenção Iaçu
Andaraí !
. !
. Milagres
!
.

10.5 Itaetê
Mucugê guaçu Região de planejamento e
13°S

13°S
!
. Para !
.
!
. Rio Marcionílio gestão das águas (RPGA)
Souza Unidade de Balanço (UB)
XX
10.1 - Bacia do Alto Paraguaçu
10.1 10.2 - Parque Nacional da Chapada Diamantina
10.3 - Bacias dos rios Cochó e Santo Antônio
IX
10.4 - Bacia do rio Utinga
10.5 - Bacia incremental do rio Paraguaçu no Cárstico
10.6 - Bacia incremental do rio Paraguaçu no Semiárido
10.7 - Bacia do Alto rio Jacuípe
10.8 - Bacia do Médio e Baixo rio Jacuípe
10.9 - Montante do Reservatório de Pedra do Cavalo
VIII
10.10 - Jusante do Reservatório de Pedra do Cavalo
Oceano
Atlântico

20 10
± 0 20 km

Fonte: Sistema de Coordenadas Geográficas


14°S

14°S
Elaboração própria (2017) Datum de Referência: Sirgas 2000

42°W 41°W 40°W 39°W

15
42°W 41°W 40°W 39°W

45°W 40°W

FIGURA 1.4
UNIDADE DE PLANEJAMENTO E GESTÃO XVI
DOS RECURSOS HÍDRICOS
11°S

11°S
XV

10°S

10°S
XIX
RPGA DO RIO PARAGUAÇU XIV
XVII ESTADO DA BAHIA XVII
XII XII
XVIII
XIII
XXI
XI
XX X

IX
XXIII
São Valente XXII
Domingos
!
. XXIV VIII
XVIII São José
do Jacuípe !
.Gavião !
. XXV

15°S

15°S
!
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. VII
Várzea !
. Retirolândia
ípe VI
!
.Morro do Jacu Varzea Nova
Rio do Poço Capela Fátima
Chapéu 10.7 . da Roça
! do Alto !
. V
Alegre IV
!
.
!
. Ichu III
!
. Mairi Riachão
Piritiba 10.8 do Jacuípe
!
.
Pintadas Candeal I II III
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. Novo Pé de

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Tapiramuta
Baixa Serra 45°W 40°W
Mulungu Bonito Grande

Ri o C ap
!
. do Morro !
. Tanquinho
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.

Peixe
!
.
12°S

12°S
Convenções Cartográficas

iv a ri
Souto !
. 10.4 !
. Serra XI Localidade
Soares Utinga Macajuba Preta
!
. Ipirá !
. Sede municipal
!
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.Anguera
Hidrografia
Feira de
. Iraquara
! Rios Perenes
!
.Ruy Barbosa . Santana
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.Wagner Rio Saracura . Ipecaetá
! Rios Intermitentes
Lajedinho Rafael Barragens
!
.
Seabra 10.6 Jambeiro Santo 10.9 Antônio
!
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.
10.3 Cabaceiras
Itaberaba do Paraguacu
!
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Nova Terezinha Maragogipe
10.2 !
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Redenção Iaçu
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10.5 Itaetê
Mucugê guaçu
13°S

13°S
!
. Para !
.
!
. Rio Marcionílio
Souza
XX
Região de planejamento e
10.1 gestão das águas (RPGA)
Unidade de Balanço (UB)
IX
Unidade de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos
UPGRH1 - Bacia do Alto rio Paraguaçu
UPGRH2 - Bacia dos rios Cochó e Santo Antônio
UPGRH3 - Bacia do Alto rio Paraguaçu - Cárstico
UPGRH4 - Bacia do rio Paraguaçu - Semiárido
UPGRH5 - Bacia do rio Jacuípe
VIII
UPGRH6 - Pedra do Cavalo
Oceano
Atlântico

20 10
± 0 20 km

Fonte: Sistema de Coordenadas Geográficas


14°S

14°S
Elaboração própria (2017) Datum de Referência: Sirgas 2000

42°W 41°W 40°W 39°W

16
1.2 SÍNTESE DOS TEMAS RELEVANTES APRESENTADOS NAS NOTAS TÉCNICAS

Apresentam-se nas fichas a seguir as sínteses dos temas relevantes abordados pelas Notas Técnicas.

ASPECTOS CLIMÁTICOS

A precipitação anual na RPGA apresenta valores superiores a 800 mm na parte alta da bacia, na região da Chapada da
Diamantina, com áreas onde a chuva pode acumular entre 1.100 a 1.300 mm. A parte do médio curso do rio, na região do
Semiárido, as chuvas anuais são inferiores a 700 mm. Já no baixo curso do rio, as precipitações variam de 1.000 até
1.400 mm.

Considerando a área de contribuição, a precipitação no alto rio Paraguaçu tem maior importância relativamente às outras
duas mencionadas. Por outro lado, a evapotranspiração potencial tem variação menor, entre 1.300 e 1.550 mm, o que
resulta num balanço hídrico deficitário em quase toda a bacia, com exceção da área do baixo curso do rio. Essas condições
levam à existência de áreas com clima do tipo Semiárido e Subúmido a Seco, onde o balanço hídrico é deficitário em vários
meses ao longo do ano.

A análise da variabilidade interanual da precipitação indica que na década de 1940 houve alternância nas anomalias
negativas e positivas. Na década de 1950 predominaram as anomalias negativas e sequenciais, sendo interrompidas por
uma anomalia positiva ocorrida em 1957, sendo um dos períodos de estiagem bastante crítico de toda a série de dados.
Na década de 1960 ocorreu uma seca intensa de 1961 a 1963 e uma cheia importante no ano de 1964. A década de 1970
apresentou predominância de anomalias positivas, destacando-se a sequência de eventos no final da década e nos dois
primeiros anos da década seguinte. Nessa mesma década, de 1980, nos anos restantes as anomalias positivas e negativas
se intercalaram. A década de 1990 foi marcada por anomalias negativas em sequência (1993 a 1995) e também em 1998.
Na década de 2000, alternaram-se anomalias positivas e negativas de magnitude menor (< ±1). De 2010 a 2014 as
anomalias são negativas e acentuadas (< -1) (adaptado de Genz, 2016).

Em relação ao comportamento das secas, vamos considerar nessa síntese somente o Índice de Precipitação Padronizada
(SPI) definido para a área da Chapada Diamantina, que representa quase toda a bacia. A área da Chapada Diamantina
utiliza a estação 01241017 – Porto, cuja as séries do SPI iniciam com um período chuvoso nas décadas de 1910 e 1930,
seguidos por eventos de seca severa nas décadas de 1940 e 1950 e uma seca extrema na década de 1960, segundo as
escalas de 24 e 36 meses. Nas décadas de 1970 e 1980 predomina uma situação de maior chuva. Na década de 1990 é
determinado o menor valor do SPI da escala de 48 meses, indicando a seca mais severa da região no que se refere à
duração (persistência). O SPI nas escalas de 12 e 24 meses apontam um evento de seca importante de 2010 a 2013. Os
períodos mais extensos de secas (moderada, severa ou extrema) para maioria das escalas de tempo ocorrem em 1947,
1952, 1995/1996/1997 e 2012. Destaca-se que o período de 1995 a 1997 é aquele com a seca mais extensa, enquanto na
escala de 12 meses o evento de 2012 é o de maior intensidade, da categoria extrema (Silva et al., 2013).

A avaliação da perspectiva de mudança climática utilizou os resultados das simulações climáticas do modelo regional do
clima Eta/CPTEC sobre a América do Sul, obtidos com o membro padrão (“controle”), para o período de 2011 a 2040
(futuro), comparado como período de 1961 a 1990 (presente), obtidos por Genz et al. (2011). O clima futuro para o período
de 2011 a 2040 projeta um aumento de temperatura média anual na bacia do rio Paraguaçu entre 1,25ºC a 1,4ºC. A
alteração da umidade relativa do ar foi pequena, com redução de até 3%. Em relação ao vento, a projeção é de aumento
da velocidade em até 0,2 m/s. Destaca-se a magnitude das alterações na precipitação, uma vez que a precipitação exerce
o maior impacto na resposta dos rios. O clima futuro para o período de 2011 a 2040 projeta uma redução entre 100 e 300
mm na precipitação média anual na bacia do Rio Paraguaçu. Em termos percentuais, a redução é bastante similar, variando
de 18 a 22%. Esse cenário indica possibilidade de maior escassez hídrica na RPGA. No entanto, a tendência apontada
extrapola o horizonte de análise do Plano. Ainda não há previsão de que exista influência significativa nos moldes
apontados previamente antes de 2030/40, ao menos em confronto com a variabilidade climática natural, que se mostrou
muito significativa nos últimos anos. Além disso, será necessário aguardar que modelos de simulação climática
regionalizados demostrem melhor congruência em relação à diminuição ou aumento das chuvas neste período, embora
as projeções concordem que devem ocorrer eventos extremos de seca e excesso de chuvas com maior intensidade e
frequência. A análise da rede pluviométrica e os dados disponíveis no SNIRH da ANA indicou um número considerável de
estações em operação (45), em comparação ao número mínimo de estações indicadas pela OMM (94 para estações do
tipo convencional e 10 do tipo com registrador), quando se leva em conta que as estações do Inema (29) têm equipamento
registrador. Além disso, ficou claro que muitas estações direcionados a fornecer informações para o setor de meteorologia
não tem seus dados integrados com o SNIRH.

17
0389-RF-10-MA-001 R-00
GEOLOGIA, GEOMORFOLOGIA E SOLOS

O rio Paraguaçu tem suas nascentes na região da Chapada Diamantina, que representa um conjunto topograficamente
elevado, situado em cotas que variam entre 800 e 1.300 metros, formadas por metassedimentos dispostos em amplos
dobramentos, com eixos orientados na direção NNO-SSE. Nestas áreas elevadas, eventualmente interrompidas por
modelados planos, o relevo reflete um forte controle da estrutura, as quais foram realçadas por processos de erosão,
caracterizando-se por elevações residuais onde as influências litoestruturais são determinantes.

A extensa cadeia de montanhas que forma a Chapada Diamantina funciona grosseiramente como um divisor de água entre
a bacia do rio São Francisco, a oeste, e a bacia do Paraguaçu a leste.

A região do Alto Paraguaçu está compartimentada em dois grandes domínios morfoestruturais: Estruturas Dobradas da
Chapada Diamantina e Bacia e Cobertura Sedimentar Carbonática. Na região da Chapada Diamantina encontram-se duas
unidades geomorfológicas: metassedimentos siliciclásticos dobrados que formam a cadeia montanhosa e os Pediplanos
Karstificado, correspondendo às áreas mais rebaixadas e de ocorrência de rochas carbonático-pelíticas.

Adjacente a essa cadeia montanhosa da Chapada Diamantina, em direção a leste, ocorrem rochas do embasamento do
Cráton, correspondente a regiões morfológicas dos Patamares do Médio Paraguaçu, Serras Marginais e Pediplano
Sertanejo.

Os Patamares do Médio Paraguaçu e as Serras Marginais, de topografia mais movimentada, representam relevos de
transição entre a região montanhosa da Chapada Diamantina, a oeste, e as superfícies planas e arrasadas do Pediplano
Sertanejo, a leste.

O pediplano Sertanejo corresponde a grandes extensões de terras aplanadas sobre o embasamento cristalino, em áreas
pedregosas, de solos rasos e com frequentes lajedos, e onde se destacam alguns relevos residuais, a exemplo de
inselbergs.

Em direção a leste, particularmente na margem esquerda do curso principal do Paraguaçu e nas regiões próximas ao
reservatório de Pedra do Cavalo, ocorrem áreas de relevos tabulares, de topos planos e pouco elevados, relacionados
depósitos de cobertura, compondo dos Tabuleiros Interioranos e Pré-Litorâneos.

Por fim, já próximo a foz do Rio Paraguaçu, ocorre a unidade das Baixadas litorâneas, relacionadas terrenos da Bacia
Sedimentar do Recôncavo e sedimentos costeiros recentes.

Com relação aos solos, a distribuição dos tipos de solos demostra uma predominância de Latossolos Vermelho-Amarelos
e Neossolos Litólicos na região do alto curso, correspondente a região fisiográfica da Chapada Diamantina e parte do
Piemonte Oriental. Na região de Iraquara e Mulungu do Morro, bem como na região de Itaetê, no Piemonte da Chapada,
ocorrem Latossolos com fertilidade mais elevada (eutróficos) associados a ocorrência de rochas carbonáticas e pelíticas
do Grupo São Francisco. Na região de Bonito e Utinga, onde já existe uma cultura de irrigação consolidada a partir das
águas dos rios homônimos, ocorrem manchas de Argissolos e Cambissolos também de boa fertilidade, associados a rochas
da Formação Bebedouro e Formação Caboclo.

Na região do Semiárido, porção central da bacia, predominam Argissolos Vermelho-Amarelo eutrófico nas áreas de relevo
mais movimentado, relacionados às unidades dos Patamares do Médio Paraguaçu e Serras Marginais, e Planossolos
Háplicos Eutróficos Solódicos, nas áreas mais planas e secas do Pediplano Sertanejo, ambos desenvolvidos sobre litotipos
do Embasamento Cristalino.

Próximo à foz, no entorno e à montante da Barragem de Pedra do Cavalo, predominam Chernossolsos e Latossolos
Amarelos nas áreas planas de tabuleiros da região de Santo Estevão e Cruz das Almas, respectivamente, e solos associados
ao manto de alteração do Embasamento Cristalino.

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ASPECTOS AMBIENTAIS
Representada por uma área que alcança diversas tipologias climáticas, variando entre úmido no litoral, com a porção
central caracterizada como semiárido (quase 70% da RPGA) e tornando a se caracterizar como úmido e subúmido no
extremo oeste (região da Chapada Diamantina), a RPGA do Rio Paraguaçu apresenta uma grande diversidade de
ecossistemas. Some-se a esta variação climática, a variação geológica e geomorfológica, permitindo o estabelecimento de
diversas comunidades biológicas específicas e ecossistemas de transição, o que confere um grande significado ambiental
à região.

Esta diferenciação climática (e geomorfológica/geológica), e consequentemente, a riqueza de ambientes, propicia uma


elevada biodiversidade, destacando-se a presença de floresta ombrófila, floresta de transição, caatinga e cerrado (e
grandes áreas de campos rupestres, especialmente na Chapada Diamantina).

Os ambientes aquáticos consistem também em ecossistemas muito diversos, envolvendo, além dos rios, o estuário do rio
Paraguaçu e seus manguezais e importantes áreas úmidas. Destacam-se os rios associados à Chapada Diamantina (Serras
das Bordas Oriental e Ocidental), que sustentam a vazão do rio Paraguaçu e apresentam-se em boas condições de
conservação, apesar da existência de algumas pressões.

A biodiversidade presente mostra-se insuficientemente conhecida até o momento O conhecimento sobre a biodiversidade
representa apenas uma parte da compreensão necessária sobre os aspectos ambientais da região, sendo, porém,
fundamental para o entendimento dos processos ecológicos e das relações estabelecidas com o meio físico e funções
ambientais. Dentre as regiões, o conhecimento sobre os compartimentos ambientais destaca-se na Chapada Diamantina,
para a qual já se investigou a diversidade de alguns grupos e a região mais próxima ao litoral, em função especialmente
de processos de licenciamento de alguns empreendimentos. Diversos grupos vêm pesquisando a biodiversidade da
Chapada Diamantina ao longo das últimas três décadas, sendo que ainda há muita informação a ser obtida, em função de
sua riqueza ambiental.

Dois biomas estão presentes na RPGA X: Caatinga e Mata Atlântica. Sua situação de conservação é muito variável na RPGA,
mas, no geral, observa-se uma elevada degradação da cobertura vegetal nativa, e, por conseguinte, da conectividade e da
biodiversidade. Situação semelhante se observa com relação aos ambientes aquáticos, com uma série de pressões
atuando sobre os sistemas ambientais, culminando com perda de qualidade.

Para os ecossistemas terrestres, as mais importantes pressões associam-se às atividades agropecuárias. Quanto aos
ecossistemas aquáticos, as pressões estão associadas principalmente à agropecuária, ao lançamento de esgotos sem o
devido tratamento e à construção de barragens.

Ao se analisar o território da RPGA verifica-se que cerca de 77% deste é classificado como área antropizada, sendo que a
cobertura vegetal em bom estado de conservação corresponde a apenas cerca de 22% deste. Considerando-se a
importância da cobertura vegetal para a produção e conservação das águas, tem-se uma situação preocupante,
especialmente porque as nascentes e as matas ciliares, componentes mais importantes para o cumprimento do papel de
proteção das águas associado à cobertura vegetal, estão, em geral, degradados.

Poucas Unidades de Conservação foram criadas na região, sendo que a sua presença, normalmente não está associada às
áreas mais importantes para a produção de água. Dentre as poucas UC existentes, a maior parte consiste em UC de uso
sustentável e encontram-se com seus instrumentos de gestão apenas parcialmente implementados.

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USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
A RPGA é composta por 84 municípios que estão totalmente ou parcialmente inseridos em seu território, destes, 61 com
sede dentro do limite territorial da RPGA, incluindo a Região Metropolitana de Feira de Santana, que se configura como a
mais densa em termos de número de municípios e hierarquia de centralidade.

No que se refere às atividades antrópicas, o grande destaque na RPGA X são os pivôs de irrigação, localizados na região
do Alto Paraguaçu. De acordo com Embrapa (Guimarães, 2014), apesar do benefício potencial da irrigação para a produção
agrícola, estratégias para promover o aumento da produção agrícola irrigada devem considerar restrições relacionadas
com a disponibilidade, qualidade e conflitos de uso da água das bacias hidrográficas em que estão inseridas.

Em termos de formação territorial, a ocupação da RPGA X por populações não indígenas, que deu origem à configuração
territorial atual, decorreu da chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500 e da formação das cinco
capitanias hereditárias estabelecidas entre os anos de 1534 e 1566, a saber: Capitania da Bahia de Todos os Santos, de
Porto Seguro e de Ilhéus formadas em 1534; de Itaparica de 1558; e a do Recôncavo ou Paraguaçu formada em 1566.
Durante as expedições organizadas pelos Portugueses no século XVI, ribeirões e rios serviam de rotas de deslocamento,
especialmente às suas margens por proporcionarem pontos de referência em um território pouco explorado. Dentre estes
rios, destaca-se o rio Paraguaçu. As águas do Paraguaçu cortam desde o sertão até o litoral, sendo um divisor das terras
do Sertão e das do Recôncavo.

Já no século XVII, o objetivo comum presente naquela região passou a ser, além da busca exploratória de metais preciosos,
o avanço agrícola associado ao plantio da cana-de-açúcar. Ao longo do século XVII a região viu o apogeu e o declínio do
ciclo da cana-de-açúcar e o início do ciclo do gado, fumo e a mineração de ouro.

Especificamente em relação à RPGA X, a água é um tema estratégico para o seu desenvolvimento econômico e possui uma
dimensão social importante, especialmente por se tratar de uma região de semiárido. Como visto, o processo histórico e
a formação social na região da RPGA se deu em torno da água. Atualmente, a Barragem do Apertado abastece o perímetro
irrigado da região e faz dela local estratégico na produção da batata, sendo responsável por grande parte do
abastecimento deste produto em todo o Nordeste. Além disso, na Chapada Diamantina, o Paraguaçu serve de base ao
cultivo de árvores frutíferas como a maçã e ameixa. A região também preserva o que restou do Brasil colonial, tendo o
turismo como atividade econômica.

Destaca-se, assim, a importância da atividade agropecuária, a qual tem registrado redução da área plantada ou destinada
à colheita de cultivos temporários, principalmente, e também permanentes. A única atividade agrícola que está
expandindo sua área é a silvicultura de eucalipto. A pecuária também registrou redução de rebanhos.

Quanto a cobertura vegetal o destaque na RPGA X são as formações nativas remanescentes, as quais recobrem quase 22%
da RPGA, abrigando diferentes formações de grande valor ambiental. São observadas áreas florestais, de caatinga,
cerrado, mangue, brejos, restingas e matas ciliares, sendo que esses tipos de uso estão diretamente ligados à preservação
da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, sendo que devem, na medida do possível, ser mantidos e/ou restaurados,
principalmente aqueles localizados em áreas de mananciais e de recarga de aquíferos.

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POLARIZAÇÃO REGIONAL
A RPGA conta, em seu território com uma parcela da Região Metropolitana de Feira de Santana.

A RM de Feira de Santana é formada por seis municípios, sendo cinco destes integrantes da RPGA: Amélia Rodrigues,
Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. Além dos municípios que compõem
a RM de Feira de Santana há outros quatro municípios na RPGA X que fazem parte da chamada Área de Expansão da RM:
Coração de Maria, Irará, Santa Bárbara e Santanópolis, consolidando um polo regional de grande envergadura econômica
e populacional. A Região Metropolitana de Feira de Santana ocupa uma área de 2.312 km² e conta com um contingente
populacional de aproximadamente 673.637 habitantes, configurando-se, em termos populacionais, como a 27ª entre as
52 regiões metropolitanas do país. A RM Feira de Santana possui papel relevante na base econômica estadual, pois
concentra 5,3% do PIB baiano e sedia importantes atividades industriais, comerciais e de serviços. Tendo como cidade
polo Feira de Santana, que possui o 2º maior PIB do Estado e apresenta alta concentração de serviços.

Com base nos resultados do estudo do IBGE (2008), a RPGA possui uma rede urbana que conta, internamente ao seu
território, com a Área de Concentração de População (ACP) Feira de Santana, classificada como Capital Regional B (nível
2), nível 2 de hierarquia, abaixo de Metrópole), que polariza Serrinha (Centro de Sub-regional A - nível 3); Conceição do
Coité (Cento de Zona A - nível 4), que polariza Valente (Centro de Zona B); Riachão do Jacuípe (Centro de Zona B - nível 4);
e Centros Locais em seu entorno. A rede urbana de influência de Feira de Santana é a mais densa em termos de número
de municípios e hierarquia de centralidade, estendendo-se em toda a porção Leste, Noroeste e parte do Norte da RPGA.

A ACP Feira de Santana, com mais de meio milhão de habitantes em 2010, contando apenas com o município de Amélia
Rodrigues, tem concentrado no próprio município de Feira de Santana a maior parte da área urbana da ACP.

Não ligadas à ACP Feira de Santana, mas diretamente com a ACP Salvador, além de diversos Centros Locais, estão
presentes na RPGA outras três redes menores: Cruz das Almas (Centro Sub-Regional B - nível hierárquico 3) na porção
Sudeste da RPGA; Itaberaba (Centro Sub-Regional B) localizada na porção central e parte do Sul da RPGA; e Seabra (Centro
de Zona A - nível hierárquico 4), na porção Oeste da RPGA. Há ainda, na porção Norte da RPGA, quatro Centros Locais
polarizados por Jacobina, assim como na porção Noroeste seis polarizados por Irecê. Ao Sul, Jequié e Vitória da Conquista
polarizam outros cinco Centros Locais.

Apesar da polarização da ACP Feira de Santana, estas três últimas redes não estão ligadas a ela, por registrarem intensa
conexão externa ao seu território, diretamente com a ACP Salvador, mais precisamente com a Metrópole Salvador. Capim
Grosso, Centro de Zona B, polariza Gavião (Centro Local) e é polarizado diretamente por Salvador. Há também nove outros
Centros Locais distribuídos na RPGA que são polarizados diretamente por Salvador.

Esta configuração de uma rede de cidades concentrada em Feira de Santana e redes menores e municípios dispersos
polarizados direta ou indiretamente por Salvador não é ocasional, mas reflete o grau de concentração de população e
atividade econômica na porção Leste da RPGA.

A gestão do território no que diz respeito à gestão federal, está centralizada na Metrópole Salvador que registra um nível
de centralidade forte, seguida da Capital Regional Feira de Santana com nível de centralidade médio.

A gestão empresarial, apesar de ser mais expressiva em Feira de Santana (nível de centralidade médio), distribui-se em
menor grau de centralidade entre os municípios de Cruz das Almas (nível de centralidade muito fraco), Itaberaba, Riachão
do Jacuípe, Serrinha e Valente, com níveis de centralidade classificados como “fraco” respectivamente.

No que concerne às atividades de serviços e comerciais, observa-se um menor grau de concentração, visto que os níveis
de centralidade se distribuem de forma mais homogênea entre os municípios que compõem a rede urbana da RPAG X,
onde a maior parte dos municípios apresenta nível de centralidade médio para fraco.

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ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

A RPGA X Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu abrange total ou parcialmente a área de um conjunto de 84 municípios da
Bahia. Em 2010, este conjunto de municípios somava uma população total de 2.213.167 pessoas, predominando a
população urbana (1,44 milhão de habitantes ou 65,3% do total) sobre a população rural (768 mil, correspondendo a
34,7%). Esta população representava 18,6% da população total da Bahia em 2010, sendo 20,6% da população urbana e
15,8% da rural.

O município mais populoso entre os que são abrangidos total ou parcialmente pela RPGA é Feira de Santana, que contava
em 2010 com população total de 556,6 mil habitantes (25,2% da população total do conjunto de municípios e 35,3% da
população urbana do conjunto de municípios).

O segundo município mais populoso é Serrinha com 76,8 mil habitantes em 2010 (3,5% do conjunto dos municípios). Com
população entre 62 mil e 58 mil habitantes encontravam-se os municípios de Conceição do Coité, Itaberaba, Ipirá e Cruz
das Almas. Todos os demais municípios possuíam população menor que 48 mil habitantes em 2010, sendo que 56 dos 84
municípios (66,6%) registravam população até 20 mil habitantes.

Em 2010 era estimada uma população residente na RPGA de 1,42 milhão de pessoas, representando 64,2% da população
total dos municípios que estão contidos parcial ou totalmente na RPGA. A população rural estimada era de 534,9 mil
pessoas (37,7% do total) e a urbana 885,1 mil (62,3%). Segundo estimativa, o conjunto dos municípios possuiria em julho
de 2017 uma população total estimada de 2,42 milhões de habitantes.

Do total de 84 municípios, 41 possuem 100% de sua área na RPGA, participando com 62,1% da área da RPGA. Outros 21
municípios têm área entre 50% e 99% na RPGA, sendo que apenas dois não têm sua sede na RPGA. Estes municípios
participam com 30% da área da RPGA, mas com 44,6% da população total dos 81 municípios, devido à população de Feira
de Santana. Os 22 municípios restantes têm participação de até 49% de seu território na RPGA, e apenas um possui sede
na RPGA.

Em termos de dinâmica populacional, o conjunto dos 84 municípios da RPGA registrou um crescimento de 0,7% a.a. no
período 2000/2010 (1,6% a.a. na população urbana e -0,9% a.a. na rural.), taxa pouco maior que a do período 1991-2000
(0,6% a.a.). Com crescimento da população modesto comparativamente ao estadual, contudo, enquanto a população da
Bahia desacelerou seu ritmo de crescimento, a população dos 81 municípios manteve uma taxa de crescimento estável.

No conjunto dos municípios que fazem parte da RPGA, a densidade populacional em 2010 era de 29,0 hab/km² enquanto
no interior da RPGA a densidade populacional estimada era menor, de 25,8 hab/km² e na área dos municípios que está
fora da RPGA era de 37,0 hab/km², por conta principalmente da área urbana de Feira de Santana que não faz parte da
RPGA.

O resultado em termos gerais da dinâmica demográfica é uma tendência de redução da taxa de crescimento da população
por conta principalmente da redução da taxa de fecundidade, processo mais ou menos homogêneo nacionalmente,
atenuada parcialmente e temporariamente pela longevidade da população até que esta venha a se estabilizar em um
patamar superior. Esta tendência é afetada, conjunturalmente, por assim dizer, pelos movimentos migratórios, que estão
relacionados a investimentos e oportunidades melhores ou piores em diferentes locais, fruto da dinâmica econômica
regional. Em uma região metropolitana, os movimentos migratórios (de mudança de local de residência) se articulam com
movimentos pendulares de deslocamento entre municípios diferentes para trabalho e acesso a serviços de ensino e saúde,
principalmente.

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ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL, POBREZA E ANALFABETISMO

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da maior parte dos municípios da RPGA (51 municípios), situou-
se na faixa de baixo desenvolvimento humano em 2010 (0,500 a 0,599). Outros 32 municípios classificaram-se como de
médio desenvolvimento humano (0,600 a 0,699). O único município com IDHM alto (0,700 a 0,799) em 2010 era Feira de
Santana e nenhum município registrou IDHM muito alto.

Os dez municípios da RPGA com os maiores IDHM são: Feira de Santana, Cruz das Almas, Muritiba, Cachoeira, Governador
Mangabeira, Palmeiras, São Domingos, São Félix, Valente e Retirolândia. Destacam-se os municípios de Feira de Santana
e Cruz das Almas que aparecem no ranking dos dez melhores IDHM da Bahia.

Dentre os IDHM mais baixos dos municípios que fazem parte da RPGA estão: Andaraí, São José do Jacuípe, Boa Vista do
Tupim, Ipecaetá, Ipirá, Lajedinho, Várzea da Roça, Macajuba, Nova Itarana e Ibiquera. Ressalta-se que o município de Nova
Itarana figura entre os dez piores IDHM do Estado da Bahia.

Em 2010, a dimensão que mais contribuiu positivamente para o IDHM entre os municípios da RPGA X foi a Longevidade
(IDHM-L), composta pelo indicador de expectativa de vida ao nascer. Doze municípios da RPGA superaram o índice
estadual (0,783), quais sejam: Feira de Santana (0,820); Santo Estêvão (0,808); Santa Teresinha (0,804); Cruz das Almas e
Muritiba (0,796); Maragogipe (0,793); Mundo Novo (0,791); Milagres e Boninal (0,789); Mucugê e Candeal (0,787); e
Barrocas (0,786).

A segunda dimensão que mais pesou no IDHM 2010 foi a Renda (IDHM-R), composta pelo indicador de renda per capita.
Esta dimensão é a que apresenta maior distância em relação ao IDH da Bahia (0,660), pois somente os municípios de Feira
de Santana e Cruz das Almas superam o índice estadual. Entre os demais municípios o índice desta dimensão variou de
0,638 em Itaberaba a 0,506 em Ipecaetá.

Educação foi a dimensão que mais contribuiu negativamente na composição do IDHM 2010 dos municípios da RPGA X. O
IDHM-E é composto pelos indicadores de escolaridade da população adulta e fluxo escolar da população jovem. Apenas
14 municípios superaram o índice estadual (0,555), com destaque para os municípios de Cruz das Almas (0,650) e Feira de
Santana (0,619), que figuram como de médio desenvolvimento humano neste quesito.

Em termos de evolução recente do IDHM, a maior parte dos municípios da RPGA X (31 municípios) apresentaram taxa de
crescimento do IDHM na faixa de 30% a 40%, no período entre 2000 e 2010. Outros 24 municípios registraram crescimento
na faixa de 40% a 50% no mesmo período. Os municípios que mais aumentaram seu IDHM foram Bonito (72,1%), Lajedinho
(60,1%) e Rafael Jambeiro (59,8%).

Com relação à renda, no somatório dos domicílios dos 84 municípios estudados, 10,2% possuíam renda familiar per capita
de até 1/8 de salário mínimo em 2010 (ou seja, renda per capita familiar de até R$ 63,75). Na faixa de rendimento entre
1/8 e 1/4 de salário mínimo se encontravam 13,9% e na faixa de 1/4 a 1/2 salário mínimo 25,3%. O conjunto dos 84
municípios que fazem parte total ou parcialmente da RPGA possuía 10,2% de seus domicílios na condição de extrema
pobreza (65 mil domicílios aproximadamente), 24,2% na condição de pobreza (153,6 mil domicílios) e 49,5% na condição
de vulnerabilidade à pobreza (314,6 mil domicílios).

Os municípios com maior concentração de extrema pobreza (na faixa de 20,1% a 24,3% dos domicílios) são Souto Soares,
Mulungu do Morro, Cabaceiras do Paraguaçu, Iraquara, Macajuba, Ibiquera, Andaraí e Nova Itarana. Os municípios com
menor concentração de extrema pobreza em 2010 (entre 3,2% e 6,8%) são Conceição da Feira, Gavião, São Domingos,
São Gonçalo dos Campos, Cruz das Almas, Valente e Feira de Santana, em ordem decrescente (este último com a menor
taxa).

As taxas de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no conjunto de municípios que estão incluídos
total ou parcialmente na RPGA pode ser considerada elevada em 2010 (18,1%) comparativamente ao conjunto dos
municípios da Bahia (16,6%). Entre os 84 municípios em estudo a menor taxa é registrada em Feira de Santana (9,1%),
sendo que apenas 11 municípios registraram taxas menores que a da Bahia. As maiores taxas de analfabetismo estavam
em Planaltino, Quixabeira, Marcionílio Souza, Nova Itarana, Boa Vista do Tupim e Ibiquera, com valores entre 30,1% e
32,24% em 2010.

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DINÂMICA SOCIOECONÔMICA DAS ATIVIDADES PRODUTIVAS

O conjunto dos 84 municípios que fazem parte da RPGA foi responsável em 2014 por um PIB total de 26,3 bilhões, o que
representava 11,7% do PIB da Bahia naquele ano. O município com maior PIB entre o grupo de 84 municípios da RPGA era
Feira de Santana, com nada menos que 44,7% do total, resultando em grande concentração territorial da riqueza. O
segundo município com maior participação no PIB do conjunto de municípios é Cruz das Almas, com 3,1%, seguido de
Serrinha (2,7%) e Itaberaba (2,4%).

Em termos per capita, o PIB do conjunto dos municípios era de R$ 11.019,00 em 2014. No interior da RPGA, contudo, era
estimado um PIB per capita bem menor, de R$ 8.696,00, enquanto na porção dos municípios fora da RPGA era estimado
em R$ 16.062,00.

A estrutura setorial da economia do conjunto dos 84 municípios era muito próxima da estrutura setorial do conjunto dos
municípios da Bahia, predominando o setor de serviços mercantis (44,1% no primeiro e 44,4% na Bahia). A administração
pública, entretanto, registra maior participação no conjunto dos 84 municípios (22,6%) do que na Bahia (18,0%),
resultando na redução relativa da participação dos demais setores e dos impostos.

Em 2010, o conjunto dos 84 municípios da RPGA X contava com uma população total ocupada de 906,3 mil pessoas, das
quais a maioria (44,0%) estava ocupada no setor de serviços mercantis, que somada às pessoas ocupadas na administração
pública (4,9%) perfaz um total de 48,96%, ou seja, praticamente a metade do total de ocupados.

O segundo setor com maior proporção de pessoas ocupadas é o agropecuário, com pouco mais de um terço (34,5%),
seguido da indústria com 16,5%. Ainda no conjunto dos 84 municípios, a população economicamente ativa, formada pelos
ocupados e desocupados, representava 61,1% da população em idade ativa. A taxa de desocupação em 2010 era de 10,0%
no conjunto dos municípios.

A evolução da área plantada estimada de cultivos temporários na RPGA no período 2006/2016 aponta para uma sensível
diminuição, principalmente se comparada ao Brasil e ao estado da Bahia. No conjunto dos 84 municípios da RPGA em
2016 era plantada uma área de 161 mil hectares de cultivos temporários, o que representava 4,9% da área plantada
naquele ano na Bahia. A área destinada à colheita de cultivos permanentes no conjunto dos 84 municípios da RPGA era
de 136,2 mil hectares, correspondentes a 10,2% da área destinada a esta finalidade na Bahia em 2016. Segundo a base de
dados da pesquisa de Produção Agrícola Municipal do IBGE, a redução da área de cultivos permanentes estimada na RPGA
X não foi tão acentuada no período 2006/2016 do que a área plantada de cultivos temporários. A redução da área estimada
destinada à colheita de cultivos permanentes na RPGA X no período 2006/2016 foi de 13,6% e acompanhou tendência
registrada na Bahia (-7,5%) e no Brasil (-11,2%).

Do conjunto de 84 municípios da RPGA X, apenas nove têm registro de área de silvicultura em 2016, totalizando 7.864
hectares. Em 2016 as maiores áreas com silvicultura estavam nos municípios de Maracás e Lençóis, com registro desde
2014, e Planaltino, com registro apenas em 2016, sendo o principal responsável pelo aumento da área total cultivada
neste último ano. A espécie cultivada atualmente é somente eucalipto. Em 2014 há registro de apenas 30 hectares de
outras espécies cultivada em Seabra, registro este que não se mantém nos anos seguintes

No que se refere aos rebanhos da pecuária, o conjunto dos municípios da RPGA se destaca pela participação no somatório
de cabeças de todos os rebanhos (17,8 milhões) em relação ao mesmo somatório para o estado da Bahia, representando
28,1% deste.

Em 2016 o conjunto dos 68 municípios que fazem parte da RPGA com vínculos de empregos industriais, somavam um
estoque de 40.911 vínculos de emprego no setor industrial em 31/12 daquele ano. Esse contingente de empregos
representava 18,4% do total de empregos no setor industrial na Bahia. A indústria da transformação correspondia a 39,3
mil destes empregos (96,1% do total), enquanto a indústria extrativa mineral respondia por apenas 1,6 mil empregos
(3,9% do total). As principais seções de atividade da indústria em número de vínculos de emprego são a Preparação de
Couros e Fabricação de Artefatos de Couro, Artigos para Viagem e Calçados (13,2 mil vínculos de emprego, representando
32,3% do total de vínculos do conjunto dos 68 municípios), a Fabricação de Produtos Alimentícios (6,5 mil empregos;
15,8%) e a Fabricação de Produtos de Borracha e de Material Plástico (4,2 mil empregos; 10,3%).

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SANEAMENTO

A população da RPGA é 67% urbana e 33% rural, sendo que, a população urbana se apresenta distribuída nas sedes e em
pequenos núcleos urbanos, distribuídos ao longo da bacia. O município de Feira de Santana se destaca dentre os demais,
pois, mesmo estando parcialmente inserido na RPGA, a sua população urbana inserida na bacia, corresponde a,
aproximadamente, 25% da população urbana total da bacia. Em 98% dos 84 municípios total ou parcialmente inseridos
na Bacia, a operação do serviço de abastecimento de água é feita pela Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento,
companhia estadual que possui concessão do serviço.

Nesta RPGA merece destaque a Barragem Pedra do Cavalo, como manancial estratégico para a bacia e também para a
Bacia Hidrográfica do Recôncavo Norte e Inhambupe, pois a Região Metropolitana de Salvador é fortemente dependente
das suas águas para o abastecimento urbano – e outros usos. A vazão total captada para abastecimento urbano na bacia
do rio Paraguaçu é de 10.305,85 L/s, sendo que, aproximadamente, 68% da vazão é captada pela adutora da Pedra do
Cavalo, que transpõe a água para o abastecimento da bacia do Recôncavo Norte e Inhambupe, e o restante, 32%, abastece
os municípios da bacia.

Na Bacia existem 13 sistemas integrados que abastecem 37 municípios, incluindo localidades, e 53 sistemas isolados.
Dentre os sistemas integrados, que abastecem os municípios da bacia, destaca-se o Sistema Integrado de Feira de Santana,
que capta 1.500 L/s da Barragem da Pedra do Cavalo. Esse sistema abastece os municípios de Feira de Santana, Conceição
da Feira, Santa Bárbara, São Gonçalo dos Campos, e Tanquinho.

Dos 84 municípios total ou parcialmente inseridos na bacia, 64 municípios possuem captações na RPGA X, sendo que 88%
dos municípios é abastecida por mananciais superficiais, 7%, subterrâneos, e 5%, mistos. Considerando as vazões totais
captadas para o abastecimento dos municípios, 95% dos mananciais são superficiais e somente 5%, subterrâneos.

Em termos da cobertura dos sistemas de abastecimento de água, de acordo com SNIS (2017) nota-se que na área urbana,
o atendimento de água é universalizado na maior parte dos municípios, sendo que na Bacia o índice de atendimento
urbano é de 99%. O município de Ibicoara destaca-se dos demais, pois possui somente 37% da população urbana atendida.
Considerando a população total, urbana e rural, o índice de atendimento total ponderado pela população na RPGA é de
78%. A população rural é, na maior parte, 39%, abastecida por água da rede geral de abastecimento, 12,1% por poço ou
nascente na propriedade, 17,2% por água da chuva armazenada em cisterna e 31,7% é abastecida por outra forma (poço
ou nascente fora da propriedade, carro-pipa, água da chuva armazenada de outra forma, rio, açude, lago ou igarapé).

O índice de perdas médio, ponderado pela população, na RPGA é e 31. Este tema é de extrema importância para a bacia,
pois, embora os resultados mostrem que as perdas médias não são altas, há indícios de estimativas que possam estar
mascarando os reais valores de perdas, em função de deficiências na micromedição da água, e, na medida em que a água
é um recurso escasso, e as perdas devem ser fortemente combatidas.

Em termos do esgotamento sanitário, a Embasa também possui preponderância na operação dos sistemas. Nota-se que
a RPGA possui índices de cobertura de coleta e tratamento bastante baixos na maior parte dos municípios, no entanto,
alguns como São Félix, Ipirá, Castro Alves e Rachão do Jacuípe, possuem índices de coleta e tratamento superiores a 80%.
O índice de coleta médio da RPGA é de 44%, e de tratamento, 35%.

A avaliação da situação da drenagem urbana foi realizada a partir do que é apresentado no PEMAPES que, das fontes
pesquisadas, apresenta de forma mais completa os dados acerca da drenagem urbana a partir da composição de
indicadores bastante completos. Como crítica foi identificada a região média da bacia do rio Jacuípe, que é prioritária pelo
agrupamento de municípios com problemas relacionados à drenagem.

O resultado da análise global das doenças de veiculação hídrica evidencia que está ocorrendo uma redução no número de
casos das doenças associadas aos recursos hídricos.

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INDÚSTRIA

A FIEB considera que a RPGA possui 330 estabelecimentos industriais. Deste total, 234 possuem potencial poluidor:
 Alto potencial poluidor: 14 estabelecimentos industriais;
 Médio potencial poluidor: 116 estabelecimentos industriais;
 Baixo potencial poluidor: 104 estabelecimentos industriais.

Os estabelecimentos industriais concentram-se principalmente na Região Metropolitana de Feira de Santana,


especificamente nos municípios de Conceição do Jacuípe e Riachão do Jacuípe, que juntos somam 48 estabelecimentos,
segundo dados da FIEB. Outros três municípios destacam-se nas atividades industriais: Cruz da Almas, com 37
estabelecimentos, Ipirá com 23 e Itaberaba com 19.

Na RPGA, dos estabelecimentos industriais classificados com potencial poluidor alto, e cuja demanda estimada é maior
que 200.000 L/dia, destacam-se: Oleoplan Nordeste Industria de Biocombustível Ltda (252.668 L/dia - Biocombustível);
Santo Expedito Industria de Papeis Ltda (285.402 L/dia – Fabricação de papel); e Mastrotto Brasil S/A (4.560.000 L/dia –
Beneficiamento de couros e peles com uso de produto químico). Os demais estabelecimentos, juntos somam pouco mais
de 100.000 L/dia de demanda estimada e congregam diversas tipologias: fabricação de cerâmicas, produtos químicos
orgânicos e inorgânicos, fertilizantes e defensivos, embarcações e plataformas, além de frigorífico (e/ou abate).

Dos estabelecimentos classificados com médio potencial poluidor, destaca-se a atividade de beneficiamento de couros e
peles sem uso de produto químico no município de Ipirá, por ordem crescente de demanda estimada: Aredda Ind e Com
de Artefatos de Couro Eirelli (243.200 L/dia); Classe Couro Industria e Artefatos de Couro Eireli – EPP (744.800 L/dia);
Classe Industria e Artefatos de Couro Eireli – EPP (820.800 L/dia); e Dass Nordeste Calçados e Artigos Esportivos S/A
(948.905,50 L/dia).

Dos estabelecimentos classificados com baixo potencial poluidor, destacam-se, quanto a demanda estimada, os 8
estabelecimentos industriais do setor fabricação de artigos de couro, que juntos representam 97% da demanda estimada
para esta classificação.

Verificou-se uma divergência significativa entre o número e vazões outorgadas para as indústrias do número das
ocorrências industriais listadas. Por sua vez, as indústrias que tiveram altas estimativas de vazões de demanda e altos
potenciais poluidores não são necessariamente as tipologias mais ocorrentes na RPGA.

Verifica-se ainda uma disparidade no que se refere às outorgas de lançamento de efluentes industriais e o número de
estabelecimentos. Em se tratando da aplicação do instrumento de Outorga de uso de Recursos hídricos, na modalidade
de lançamento, os dados apresentados indicam necessidade prioritária de procedimentos de verificação da concessão de
outorgas às tipologias.

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ÁGUAS SUPERFICIAIS - QUANTIDADE

Na bacia do rio Paraguaçu foram identificadas 85 barragens, segundo o Inventário Estadual de Barragens elaborado pelo
INEMA. Destas, somente 18 se enquadram nos critérios de levantamento das informações, ou seja, altura maior ou igual
a 15m, volume maior ou igual a 3 hm³, dano potencial médio ou alto e estratégica para a disponibilidade hídrica. As
barragens têm características que as diferenciam claramente quanto ao uso e empreendedor. As barragens destinadas,
principalmente, ao abastecimento de água pertencem à CERB (Angico, Apertado, Bandeira de Melo, França, Pedra do
Cavalo, Riacho dos Poços e São José do Jacuípe), EMBASA (rio Tijuco) e DNOCS (Juraci Magalhaes e Valente) e àquelas
ligadas a atividade agrícola da Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda (Arizona I, II e III, Brejinho Saladino I e Roncador), de Nelson
Y. Igarashi (Tremedal) e de Shuichi Hayashi (Campinas, Capão do Mel e Guará).

A análise da rede fluviométrica e os dados disponíveis no SNIRH da ANA indicou um número de estações em operação na
área do alto curso do rio (18) que supera o número de estações indicadas pela OMM. Observou-se que existe uma maior
quantidade de estações concentradas na bacia do rio Utinga, enquanto que no trecho do alto rio Paraguaçu, onde ocorre
grande demanda de uso da água para irrigação, ainda há um número reduzido de estações. Já na parte do médio e baixo
curso a densidade está aquém daquela recomendada pela OMM. Na parte do Semiárido, as estações estão localizadas
principalmente no curso do rio principal, seja do rio Paraguaçu ou do rio Jacuípe. É importante ainda destacar que a partir
de 2005 a Votorantim Energia, que passou a gerar energia na Barragem de Pedra do Cavalo, instalou e opera algumas
estações fluviométricas a montante e a jusante do reservatório. Esses dados ainda não estão incorporados na base do
SNIRH. Assim, essas estações deverão ser consideradas no futuro for realizada uma revisão da rede fluviométrica.

A disponibilidade hídrica e o potencial hídrico nas UB foram definidos através dos dados das estações fluviométricas, bem
como pelo estudo de regionalização de vazões e de regularização da vazão em reservatório. A regionalização hidrológica
serviu para estimar a vazão média (Qm) e a vazão com 90% de permanência (Q90) em locais sem dados medidos,
espacializando a informação. Na avaliação da disponibilidade também entram as vazões transferidas de outras UB ou
bacias hidrográficas de fora da RPGA. As vazões Q90, regularizadas, transferidas e o somatório obtido por unidade de
balanço constam na Tabela a seguir, assim como o Índice de Ativação das Potencialidades (IAP) e as classes obtidas.

Vazões Qm, Q90, Qreg, Qtransf da Barragem Pedra do Cavalo e IAP por Unidade de Balanço
Q90 Qreg Qtransf Total IAP
UB Nome IAP
(m³/s) (m³/s) (m³/s) (m³/s) Classe
UB1 Bacia do Alto Paraguaçu 0,32* 7,808 8,128 56% Crítico
UB2 Parque Nacional da Chapada Diamantina 1,85 1,85 8% Baixo
UB3 Bacias dos Rios Cochó e Santo Antônio 2,21 2,21 20% Médio
UB4 Bacia do rio Utinga 0,96 0,315 1,275 31% Alto
UB5 Bacia Incremental do Rio Paraguaçu no Cárstico - 20,6 22,19 189% Crítico
Bacia Incremental do Rio Paraguaçu no
UB6 0 0 0% Baixo
Semiárido
UB7 Bacia do Alto Rio Jacuípe - 2,05 2,05 103% Crítico
UB8 Bacia do Médio e Baixo Rio Jacuípe 0 0 0% Baixo
UB9 Montante do Reservatório de Pedra do Cavalo - 58,3 -7 51,3 57% Crítico
UB10 Jusante da Barragem Pedra do Cavalo 0,78 0,78 19% Médio
*Referente à bacia incremental a jusante da Barragem de Apertado.
Fonte: Elaboração própria,2017.

Em relação ao Índice de Ativação das Potencialidades (IAP), destacam-se aquelas classificadas como “Crítico”, a saber, as
UB da Bacia do Alto Paraguaçu (UB1), Bacia incremental do Rio Paraguaçu no Cárstico (UB5), Bacia do Alto Rio Jacuípe
(UB7) e Montante do Reservatório de Pedra do Cavalo (UB9), que são resultados da existência de grandes reservatórios.
A Bacia do Rio Utinga (UB4), que ficou na classe de IAP “Alto”, deve-se a magnitude da Q90 relativamente alta à vazão
média.

A análise da variabilidade interanual da vazão indicou que o período mais crítico ocorreu na década de 1990 (Genz, 2016)
e deve sempre estar contemplada nos estudos de disponibilidade hídrica da RPGA, como é o caso do presente trabalho.

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ÁGUAS SUPERFICIAIS - QUALIDADE
O Programa Monitora cumpre seu papel enquanto objetiva realizar um monitoramento amplo no território e a longo
prazo, sem interrupções que agravam a sequência de informações obtidas sobre os corpos d’água do Estado da Bahia.

Os 59 pontos já amostrados pelo Programa Monitora distribuem-se da seguinte forma nas UPGRH:
 UPGRH1 – Bacia do Alto Paraguaçu: 8 pontos;
 UPGRH2 – Bacias dos Rios Cochó e Santo Antônio: 7 pontos;
 UPGRH3 – Bacia do Alto Rio Paraguaçu – Cárstico – 6 pontos;
 UPGRH4 – Bacia do Rio Paraguaçu - Semiárido: 9 pontos;
 UPGRH5 – Bacia do Rio Jacuípe: 17 pontos;
 UPGRH6 – Pedra do Cavalo: 12 pontos.

Verifica-se nessa distribuição que há uma concentração de pontos na UPGRH4, na qual o maior número de pontos estaria
associado ao maior território ocupado por esta UPGRH, a qual apresenta uma área de 23.340,92 km 2, representando
42,49% da Bacia Hidrográfica do Paraguaçu.

Com as revisões realizadas na malha do Programa Monitora, atualmente há uma configuração que vem sendo mantida,
de 45 pontos monitorados na RPGA, sendo oito na UPGRH1, cinco na UPGRH2, cinco na UPGRH3, oito na UPGRH4, dez na
UPGRH5 e nove na UPGRH6.

Ao se analisar os dados do Programa Monitora se verificaram várias violações aos critérios legais, destacando-se OD,
coliformes termotolerantes, fósforo total. De maneira geral os rios monitorados apresentaram violações ao longo do
tempo, principalmente de OD. Já as barragens de França e São José do Jacuípe destacam-se pela elevada salinidade. Os
resultados indicam problemas associados à qualidade de água. Destaca-se, porém, que o Programa Monitora não realiza
avaliações associadas à contaminação por químicos ou hidrocarbonetos e os dados de auto monitoramento de
empreendimentos não estão disponíveis no Inema. Os principais problemas associados à qualidade de água superficial
são:
 Implantação não licenciada de pequenas barragens ao longo dos rios. Estes barramentos podem acelerar
o processo de salinização e eutrofização dos corpos d’água;
 Lançamento irregular de efluentes e resíduos nos corpos d’água e manguezais;
 Escassez de chuva em função do clima semiárido que aumenta o grau de salinização das águas;
 Supressão da vegetação de Área de Preservação Permanente, culminando como o aumento de material
terrígeno para o corpo hídrico, causando assoreamento e eutrofização potenciais;
 Ocupação urbana nas margens de corpos d’água – lançamento de efluentes domésticos e inundações
potenciais;
 Entrada de fertilizantes e defensivos agrícolas no corpo d’água em função de atividades agropecuárias;
 Atividades industriais associadas ao processamento de celulose e fabrico de papel e cortumes como grandes
demandantes e potenciais lançadores de efluentes contaminados;
 Deficiências dos serviços de recolhimento de resíduos sólidos;
 Deficiências da cobertura do esgotamento sanitário à população e tratamento dos efluentes levando à
poluição orgânica das águas.

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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS - QUANTIDADE

A principal base de dados utilizada para caracterização das captações e do uso dos mananciais hídricos subterrâneos na
bacia do rio Paraguaçu foi o cadastro de poços da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia – CERB. O
cadastro de poços da CERB apresentou o total de 2.165 poços cadastrados na bacia do Paraguaçu, definida pelos divisores
de águas superficiais, os quais não necessariamente coincidem com os divisores de água subterrânea.

De acordo com o cadastro, 46% dos poços estão localizados no Sistema Aquífero Fissural em terras de predomínio de
clima semiárido a árido, no qual a escassez de água é mais pronunciada, e a disponibilidade de água superficial ao longo
do ano, sobretudo nos períodos secos, fica restrita àquelas acumuladas em reservatórios superficiais. Nestas áreas,
eventualmente, a única fonte de água para dessedentação é àquela armazenada em subsuperfície.

Ainda considerando a distribuição espacial dos poços, aproximadamente 24,4% está na região dos metassedimentos,
porção alta da bacia, onde o efeito de altitude produz maiores precipitações, e 16,7% está em zonas de ocorrência de
rochas calcárias.

Estes poços encontram-se distribuídos na bacia de uma forma muito heterogênea, função das demandas locais e da
disponibilidade. Algumas regiões da bacia se destacam pela concentração de poços, a exemplo dos municípios de Seabra,
com 119 poços e Morro do Chapéu com 99 em áreas de metassedimentos do alto Paraguaçu. Andaraí (68); Souto Soares
(63) e Iraquara (61) com uma grande quantidade de poços no Aquífero Cárstico; e o Município de Ipirá, em zona semiárida,
com 110 poços no Aquífero Fissural.

A bacia do rio Paraguaçu apresenta regiões muito contrastantes quanto à disponibilidade e potencialidade das águas
subterrâneas, que vão desde terrenos de topografia elevada em áreas de afloramento de rochas metassedimentares, com
precipitações pluviométricas mais elevadas e melhor distribuídas ao longo do ano, até terrenos planos e rebaixados onde
predomina um clima semiárido a árido, em terrenos compostos por rochas duras e compactas do embasamento cristalino,
passando também por áreas de ocorrência de rochas calcárias e rochas sedimentares arenosas em clima úmido e chuvoso.

A estimativa de disponibilidade hídrica subterrânea foi calculada considerando-se os distintos sistemas aquíferos, as suas
áreas de afloramento, a precipitação média anual sobre essas áreas e uma taxa de infiltração, que define, dentro do ciclo
hidrológico, a parcela de água que deixou de escoar superficialmente e que é incorporada anualmente ao manancial
subterrâneo, definindo a Reserva Reguladora.

No quadro a seguir é apresentado o resultado final da estimativa das reservas reguladoras e potencialidade em cada
unidade de balanço (UB).

Unidade de Área Reserva Reguladora Potencialidade


Balanço Km² hm³/ano m³/s hm³/ano m³/s
UB10.1 1.768 19,04 0,6036 21,89 0,6941
UB10.2 1.364 15,21 0,4824 17,49 0,5547
UB10.3 6.253 74,52 2,3630 85,70 2,7175
UB10.4 2.921 48,30 1,5315 55,54 1,7612
UB10.5 5.952 114,18 3,6207 131,31 4,1638
UB10.6 22.192 84,64 2,6838 97,33 3,0864
UB10.7 4.334 28,04 0,8892 32,25 1,0226
UB10.8 7.440 27,00 0,8562 31,05 0,9847
UB10.9 2.055 11,43 0,3623 13,14 0,4167
UB10.10 859 30,14 0,9557 34,66 1,0991
Totais 55.137 452,49 14,3485 520,37 16,5008
Fonte: Elaboração própria, 2017.

A avaliação quantitativa das reservas de águas subterrâneas e da potencialidade da explotação é dificultada pela
precariedade de dados e pela falta de programas sistemáticos de monitoramento e estudos dirigidos a essa finalidade.

Assim, os valores apresentados neste estudo são estimativos, sendo necessário ampliar o conhecimento da bacia a partir
de estudos específicos sobre mananciais hídricos subterrâneos, sobre a interação entres recursos hídricos superficiais e
subterrâneos, bem como atividades de controle e monitoramento do uso desses mananciais.

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ÁGUAS SUBTERRÂNEAS - QUALIDADE

Atualmente não se dispõe de uma rede de monitoramento de qualidade das águas subterrâneas que contemple parte ou
a totalidade das terras da bacia hidrográfica do Paraguaçu. Os dados mais abrangentes e disponíveis para uma avaliação
qualitativa das águas subterrâneas são aqueles das análises de água do cadastro de poços da Cerb, os quais se referem a
amostragens feitas na época da perfuração, após a conclusão e instalação do poço, não refletindo as características
químicas atuais. Faltam ainda dados que reflitam a qualidade em função de contaminações antrópicas, tais como
compostos das séries nitrogenadas (principalmente nitrato), compostos orgânicos diversos e parâmetros microbiológicos,
bem como aqueles específicos, que pode refletir contaminação por lixões e aterros sanitários, postos de combustível,
cemitérios, dentre outros.

Devido à escassez de dados e buscando uma maior representatividade dos índices de qualidade das águas dos sistemas
aquíferos foram utilizados poços não somente no interior das bacias, como também poços nas proximidades dos divisores
de águas. Para o sistema aquífero sedimentar, por exemplo, que possui 04 poços dentro dos limites da bacia foram
incluídos outros três poços próximos aos divisores de água, mas no mesmo contexto geológico e sistema aquífero.

Na avaliação qualitativa das águas foram analisados os parâmetros: (i) a tipologia hidroquímica das águas, através do
diagrama de Piper; (ii) o conteúdo de Sólidos Totais Dissolvidos, Cloreto e Dureza, que definem de forma genérica a
possibilidade de uso para abastecimento humano e dessedentação animal e; (iii) o índice RAS (Razão de Adsorção de
Sódio) que define a prestabilidade das águas para irrigação.

Considerando os dados de outorga de 91 poços na bacia do Paraguaçu, o uso da água subterrânea se destina a
abastecimento humano, abastecimento animal, uso industrial e irrigação. De acordo com esses dados 41,8% são para
abastecimento industrial, 33% para irrigação, 22% para abastecimento humano e 3,3 % para abastecimento animal e
irrigação.

A partir da análise estatística dos dados sólidos totais dissolvidos, dureza e cloreto obtidos no banco de dados da Cerb
tem-se que: apenas os aquíferos Metassedimentar e Sedimentar apresentam águas dentro do padrão organoléptico de
potabilidade e os aquíferos cársticos apresentam valores médios um pouco acima dos limites para os três parâmetros; os
aquíferos fissurais apresentam valores médios muito elevados, notadamente em áreas com precipitação inferior a 800
mm, cujos valores de cloreto ultrapassam dez vezes o limite máximo recomendado.

Com relação a classificação quanto a tipologia (doce, salobra ou salina), o maior percentual de água doce ocorre no Sistema
Aquífero Metassedimentar em 86,4% poço e no Sistema Aquífero Sedimentar em 100% dos poços. Os percentuais de água
doce nos sistemas cársticos são muito próximos, com 33% de águas doces. No Sistema Aquífero fissural em zona de clima
mais árido o percentual de poços com água doce é de apenas 5,8%, enquanto que no Sistema Aquífero fissural em áreas
mais chuvosas (p > 800 mm) o percentual de poços com água doce é de quase 40%.

Quanto à qualidade das águas para irrigação, nos metassedimentos se mostra excelente, visto que o risco de salinização
é muito baixo, com 67% das amostras na Classe C1 e 27,4% na C2, perfazendo 94,5% em ambas as classes. O risco de
sodificação também é muito baixo, com praticamente 100% das amostras na classe S1. Já no aquífero cárstico da região
de Iraquara/Souto Sares 81% das amostras estão nas classes C2 e C3 de salinidade e 100% das amostras na classe S1,
indicando risco de salinização médio a alto. Já os aquíferos cársticos na região dos rios Una e Utinga apresentam risco alto
de salinização, com 62% das amostras em classes superiores a C3 que corresponde a águas de salinidade alta e que só
podem ser utilizadas em terrenos de boa drenagem.

O aquífero fissural em áreas de baixa precipitação apresenta águas com quantidades levadas de sódio em 38,7% das
amostras, que podem conduzir a acumulações de sódio na maior parte dos solos, com risco de intoxicação das plantas. Da
mesma forma, apresenta 79% das amostras nas classes C4 e C5 que corresponde a águas de salinidade extremamente
elevada, que geralmente não podem ser utilizadas na irrigação. Quando analisados os dois índices, apenas 10,7% das
amostras apresenta águas que podem ser utilizadas na agricultura irrigada.

As águas do aquífero fissural em áreas de precipitação mais elevada (p > 800 mm) apresentam menor percentual de
amostras com teor de sódio elevado (15,6%) e apenas 33,3% com águas nas classes C4 e C5, que corresponde a águas de
salinidade extremamente elevada. Neste sistema aquífero 36,5% das águas apresenta boa qualidade para uso na
agricultura irrigada.

No sistema aquífero sedimentar todas as amostras apresentam índices C1-S1 e C2-S1, indicando que podem ser utilizadas
sem restrições na agricultura irrigada.

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USOS E DEMANDAS
O quadro a seguir mostra a consolidação das demandas por Unidade de Balanço para a RPGA. Dentre as atividades,
verifica-se que a irrigação (246,8 hm3/ano) é aquela que demanda a maior quantidade de água, seguida pelo
abastecimento humano (69,717 hm3/ano).

Demandas estimadas consolidadas por unidades de balanço


Unidade de balanço Demandas por tipo de uso Demanda total

Abastecim. Dessedent.
Irrigação Indústria Aquicultura
Código Nome Humano Animal (hm³/ano) (%)
(hm³/ano) (hm³/ano) (hm³/ano)
(hm³/ano) (hm³/ano)
10.1 Bacia do Alto Paraguaçu 139,684 0,602 0,294 0,402 0,000 140,982 40,7%
Parque Nacional da
10.2 12,390 0,919 0,130 0,000 0,000 13,439 3,9%
Chapada Diamantina
Bacias dos Rios Cochó e
10.3 7,396 4,614 0,853 0,833 0,000 13,696 4,0%
Santo Antônio

10.4 Bacia do Rio Utinga 29,010 1,679 0,782 0,639 0,000 32,110 9,3%
Bacia Incremental do Rio
10.5 9,383 1,536 1,158 0,000 0,000 12,077 3,5%
Paraguaçu no Cárstico
Bacia Incremental do Rio
10.6 38,162 16,690 11,864 0,415 0,242 67,373 19,5%
Paraguaçu no Semiárido
10.7 Bacia do Alto Rio Jacuípe 4,332 3,057 1,731 0,645 0,000 9,765 2,8%
Bacia do Médio e Baixo
10.8 0,000 11,306 5,981 0,000 0,000 17,287 5,0%
Rio Jacuípe
Montante do
10.9 4,971 21,340 0,674 0,455 0,345 27,785 8,0%
Reservatório de Pedra do
Cavalo da Barragem
Jusante
10.10 1,472 7,973 2,291 0,000 0,000 11,736 3,4%
Pedra do Cavalo
246,800 69,717 25,758 3,389 0,587 346,251 100,0%
TOTAL DA RPGA X
71,3% 20,1% 7,4% 1,0% 0,2% 100,0%
Fonte: Elaboração própria, 2017.

Com relação ao abastecimento humano observa-se que o índice de atendimento urbano nas bacias é em média de 70%,
sendo que 19% municípios atendem a mais de 80% da população urbana. Como esperado, o município de Feira de Santana
apresenta a maior demanda de abastecimento, a qual equivale a aproximadamente 23% da demanda total da RPGA X. Na
sede municipal de Feira de Santana encontram-se os divisores de águas das bacias dos rios Jacuípe, Pojuca e Subaé.

As demandas de abastecimento são bastante reduzidas, a metade das demandas municipais são inferiores a 0,50 hm³/ano
e em 93% dos municípios não superam 1,50 hm³/ano. Os cinco municípios nos quais ocorrem as maiores demandas (7%
do total da RPGA) são: Ipirá, Cruz das Almas, Santo Estevão, Itaberaba e Feira de Santana.

O consumo per capita decrescente na região registrado nos últimos seis anos pode ser explicado por uma série de fatores,
porém, o valor médio dos últimos anos inferior a 90 L/hab/dia é um indicador que a demanda na região se encontra
reprimida, já que as normas técnicas estabelecem um per capita em torno de 120 L/hab/dia.

As demandas dos usos não consuntivos não afetam diretamente o balanço hídrico, porém condicionam as vazões mínimas
a serem mantidas nos aproveitamentos hidrelétricos e/ou trechos dos cursos de água onde as mesmas estão definidas.
Na barragem Pedra do Cavalo, nesta RPGA, foi implantada a usina hidrelétrica operada pelo Grupo Votorantim, com
operação iniciada em 2005, com duas turbinas de vazão mínima operacional a jusante equivalente a uma vazão contínua
de 10 m³/s. Destaca-se como de importância o uso não consuntivo de diluição de efluentes industriais, a qual
potencialmente compromete a qualidade das águas e, consequentemente, os demais usos.

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BALANÇO HÍDRICO
A pressão das demandas sobre disponibilidade hídrica, na maioria das UB, caracteriza uma situação crítica, condição que
exige ações de planejamento e, eventualmente a realização de investimentos para mitigar os conflitos de uso de água.
Destaca-se a o comprometimento hídrico muito crítico na UB 10.1 (Alto Paraguaçu) pelo intenso uso da água para
irrigação, mesmo contando com a vazão regularizada no reservatório de Apertado. O resultado mais significativo deste
balanço hídrico total é atribuído à UB 10.9 (Montante do Reservatório de Pedra do Cavalo), onde o comprometimento
hídrico manteve a classificação crítica, apesar do aumento significativo da disponibilidade hídrica produzido pela vazão
regularizada neste reservatório.

Entradas (hm3/ano)
Unidades de
Disponibilidades Hídricas Vazões de Total
Balanço Importação Total
Superficial Subterrânea Retorno Acumulado
10.1 256,33 19,04 - 0,65 276,02 276,02
10.2 58,34 15,21 - 0,70 74,26 587,36
10.3 69,70 74,52 0,50 2,51 147,22 147,22
10.4 40,21 48,30 0,03 1,34 89,87 89,87
10.5 225,07 114,18 - 0,60 339,85 927,22
10.6 - 84,64 1,60 9,42 95,65 1.022,87
10.7 64,65 28,04 0,02 2,02 94,73 94,73
10.8 - 27,00 7,22 5,23 39,45 134,18
10.9 1.124,26 11,43 - 15,06 1.150,75 2.307,79
10.10 24,60 30,14 5,94 4,68 65,36 2.373,16
Total 1.863,15 452,50 15,30 42,21 2.373,16
Fonte: Elaboração própria, 2017.
Saídas (hm3/ano)
Unidades Demandas
de Total
Balanço Abastecimento Dessedentação Indústria Exportação Total
Irrigação Aquicultura Acumulado
Humano Animal
10.1 0,602 0,294 0,402 139,684 0 0 140,982 140,982
10.2 0,919 0,13 0 12,39 0 0 13,439 200,873
10.3 4,614 0,853 0,833 7,396 0 0,031 13,727 13,727
10.4 1,679 0,782 0,639 29,01 0 0,615 32,725 32,725
10.5 1,536 1,158 0 9,383 0 0,405 12,482 213,355
10.6 16,69 11,864 0,415 38,162 0,242 1,524 68,897 282,252
10.7 3,057 1,731 0,645 4,332 0 2,727 12,491 12,491
10.8 11,306 5,981 0 0 0 0 17,287 29,779
10.9 21,34 0,674 0,455 4,971 0,345 230,759 258,544 570,575
10.10 7,973 2,291 0 1,472 0 0,025 11,762 582,337
Total 69,717 25,758 3,389 246,8 0,587 236,086 582,337
Fonte: Elaboração própria, 2017.
O quadro a seguir mostra o Balanço Hídrico obtido por Unidade de Balanço, verificando-se que as disponibilidades se
mostram superiores às demandas, sendo que para a RPGA observa-se um resultado de 1.790,82 hm3/ano. Apresenta-se
ainda o Índice de Comprometimento Hídrico (ICH) estimado para cada Unidade de Balanço e para a RPGA. Quanto às UB,
destaca-se a situação muito crítica da UB 10.1, com ICH de 51%.
Unidades de Balanço Balanço ICH
10.1 + 135,035 51% Muito crítica
10.2 + 60,816 34% Crítica
10.3 + 133,490 9% Confortável
10.4 + 57,149 36% Crítica
10.5 + 327,371 23% Crítica
10.6 + 26,756 28% Crítica
10.7 + 82,236 13% Preocupante
10.8 + 22,162 22% Crítica
10.9 + 892,203 25% Crítica
10.10 +153,600 25% Crítica
Total + 1.790,819 25% Crítica
Fonte: Elaboração própria, 2017.

32
0389-RF-10-MA-001 R-00
ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO
O Plano Estadual de Recursos Hídricos está desatualizado. Segundo o Inema, “o documento passa por uma ampla revisão,
que leva em consideração as mudanças ambientais, legais, econômicas e sociais ocorridas ao longo dos últimos cinco anos,
e vem atender também à necessidade de se promover a participação do poder público, dos usuários das águas e das
comunidades na gestão descentralizadas das águas” (Inema, 2017). Cabe ressaltar que, com a fusão dos antigos órgãos
ambientais e de recursos hídricos (IMA e Ingá), reestruturados no Inema, a revisão e elaboração do PERH passou à
responsabilidade da Superintendência de Políticas e Planejamento Ambiental (SPA) da Sema, devido ao seu caráter
estratégico. Entre 2009 e 2011 foi realizada uma revisão, que ficou restrita à atualização dos balanços hídricos.
A elaboração do Plano de Bacia nos últimos anos abrangeu onze RPGA (rio Corrente, rio Grande, rio Paraguaçu, bacias do
Recôncavo Norte e Inhambupe, bacias do Recôncavo Sul, bacias do Leste, rio de Contas, rios Verde e Jacaré, rios Paramirim
e Santo Onofre, rio Salitre e rio Itapicuru). Destes, somente foram concluídos os planos das RPGA dos Rios Verde e Jacaré,
Rio Salitre e Rios Paramirim e Santo Onofre. Os demais planos ainda terão que ser elaborados e ou retomados.
O instrumento de Enquadramento dos corpos de água na BHP foi aplicado em alguns poucos rios na condição de
enquadramento transitório, que deverão ser revisados quando da elaboração do Plano de Bacia e de Enquadramento.
O instrumento de outorga no Estado da Bahia, do ponto de vista prático, encontra-se em funcionamento, sob
responsabilidade do Inema, que tem um corpo técnico alocado no Núcleo de Outorga (NOUT) para análise dos processos
de solicitação de outorga. Atualmente a outorga tem seus processos de solicitação, tramitação e análise ocorrendo através
do Seia. Inicialmente uma interface de outorga permitia aos usuários da água fazer seus os requerimentos, mediante o
preenchimento de vários dados técnicos de entrada. A partir de outubro de 2014, com o funcionamento da versão 2.0 do
Seia, os novos processos de solicitação de direito de outorga de uso da água passaram ao banco de dados do próprio Seia.
Em março de 2016, os dados outorgados começaram a ser arquivados no banco de dados do Seia para algumas finalidades
e as funções para as demais estão em desenvolvimento ou foram concluídas no segundo semestre de 2017.
O balanço entre disponibilidade e demanda para fins de outorga tem sido realizado através do Sistema de Gerenciamento
de Controle de Outorga (Sigo), implantado em planilha eletrônica no Excel ®. No entanto, há várias limitações relacionadas
à inserção de barragem, metodologia de transferência da informação, controle do prazo de vigência e à segurança quanto
a preservação das informações utilizadas. Em 2016 foi iniciado o desenvolvimento do módulo de disponibilidade hídrica
para fins de outorga dentro do Seia, onde as informações dos usuários provenientes do banco de dados, a análise espacial
de ordenamento dos usuários no curso de água e o tamanho da área de drenagem serão definidas e analisadas de forma
integrada e automática. O trabalho foi interrompido, sendo que atualmente há uma diretriz de retomar o
desenvolvimento desse módulo.
O instrumento de monitoramento dos recursos hídricos está em funcionamento, com rede própria do Inema e de outras
instituições, abrangendo aspectos quantitativos, nas modalidades de chuva, nível, vazão e meteorologia, e qualitativos.
A fiscalização de recursos hídricos somente tem acontecido mediante denúncias, que podem ser resultado de solicitações
da Sema para atendimento de ofícios municipais, reportagens e denúncias na mídia e solicitações do Ministério Público.
Operações de fiscalização preventiva e periódica não tem ocorrido. Os recursos financeiros obtidos pelo Ferhba, apesar
de limitados, não têm sido utilizados por falta de projetos e institucionalmente está situado na Sema.
O cadastro dos usuários está sendo realizado no sistema Seia, através do Cadastro Estadual de Usuários de Recursos
Hídricos (CERH). O módulo do cadastro foi implantado no segundo semestre de 2017, parcialmente.
De um ponto de vista conceitual, os instrumentos de gestão dos recursos hídricos foram concebidos para funcionar de
forma complementar um aos outros. Assim, a não efetivação de um ou mais instrumento acaba interferindo nos demais.
A integração dos diversos instrumentos dentro do Inema é outro grande desafio. Eles estão sob responsabilidade de
diferentes diretorias (fiscalização, monitoramento e cadastro – DIFIM, outorga – DIRRE, cobrança e planos – DIRAG). No
caso da DIFIM e DIRRE, esses instrumentos concorrem com outros da Lei de Meio Ambiente, e como alerta a OCDE (2015),
nesse tipo de estrutura que juntou as políticas de meio ambiente e recursos hídricos, há tendência para maior valorização
dos aspectos ambientais. Há claro conflito de atribuições quanto à fiscalização, pois ela está sob responsabilidade da
DIFIM, no entanto o Núcleo de Outorga da DIRRE também executa ações nesse sentido. A Coordenação de Monitoramento
(COMON) conta com uma sala de situação dos recursos hídricos, cujas informações não têm sido utilizadas por outros
setores do Inema, como Outorga e Fiscalização. As ações de gestão, como planejamento de uso da água dos reservatórios
ou enfrentamento de situações críticas, seja de seca ou enchente, não têm setor com atribuição específica. Outro exemplo
de falta de integração das ações de diferentes setores no Inema pode ser visto em relação às barragens que constam no
INVENTÁRIO DAS BARRAGENS DO ESTADO DA BAHIA, elaborada pela Coordenação de Segurança de Barragem da DIRAG
e aquelas outorgadas. Várias delas não estão registradas como intervenções outorgadas, incluídos aqueles grandes
barramentos pertencentes à EMBASA e CERB (Apertado, Bandeira de Melo, França, São José do Jacuípe e Pedra do Cavalo).
Desta maneira, conclui-se que é necessário repensar as relações entre os setores e a própria estrutura organizacional do
Inema, no que cabe à aplicação dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos.

33
0389-RF-10-MA-001 R-00
SITUAÇÃO DA COBRANÇA

As arrecadações totais tendo por base as outorgas do Inema e as estimativas de uso de água realizadas pelo Consórcio são
bem próximas, mas com diferenças consideráveis entre as parcelas correspondentes a cada segmento usuário. Os totais
cobrados por captação, seja de águas superficiais, seja de águas subterrâneas, estão próximos, porém o valor cobrado
pelas outorgas de saneamento, muito maiores que os usos estimados desta categoria, foram compensados pelos valores
cobrados do setor irrigação, nos quais os usos outorgados são muito menores do que os estimados.

O Quadro a seguir apresenta as estimativas associadas à cobrança na RPGA.

Cobrança usando as outorgas do INEMA e as estimativas do Consórcio, na bacia do Paraguaçu (valores em Reais)
USOS Setor usuário INEMA CONSÓRCIO
Abastecimento animal 10.305,00 1.001.110,00
Abastecimento humano 832,00 -
CAPTAÇÃO + CONSUMO Abastecimento industrial 272.573,00 128.782,00
SUPERFICIAL Irrigação - -
Saneamento 13.154.413,00 2.582.883,00
TOTAL R$13.438.123,00 R$ 3.712.775,00
Abastecimento animal - -
Abastecimento humano 9.951,00 -
CAPTAÇÃO + CONSUMO Abastecimento industrial - -
SUBTERRÂNEA Irrigação 277.131,00 11.846.400,00
Saneamento 426.924,00 83.827,00
TOTAL R$714.007,00 R$ 11.930.227,00
Abastecimento animal 10.305,00 1.001.110,00
Abastecimento humano 10.784,00 -
CAPTAÇÃO + CONSUMO Abastecimento industrial 272.573,00 128.782,00
SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA Irrigação 277.131,00 11.846.400,00
Saneamento 13.581.336,00 2.666.710,00
TOTAL R$14.152.130,00 R$ 15.643.002,00
Saneamento 648.867,00 297.842,00
LANÇAMENTO DE EFLUENTES Indústria 1.448.839,00 1.115.472,00
TOTAL R$2.097.705,00 R$ 1.169.696,00
TOTAL R$16.249.835,00 R$16.812.698,00
Fonte: Elaboração Própria, 2017.

34
0389-RF-10-MA-001 R-00
2 DEFINIÇÃO DE VARIÁVEIS PARA A ANÁLISE INTEGRADA

Este capítulo apresenta, com base na regionalização adotada para a RPGA X, uma série de
variáveis/indicadores delimitados a partir da análise crítica dos aspectos abordados nas 12 Notas
Técnicas apresentadas. Estas variáveis dizem respeito aos diversos temas tratados e são trazidas neste
final de desenvolvimento da FASE B na forma preliminar, sendo, portanto, consolidadas durante o
processo de elaboração da FASE C do estudo.

Como a FASE C diz respeito à análise integrada dos estudos, estas variáveis deverão sofrer uma redução
numérica, porém, agregarão, em sua natureza, aspectos integrados de diversos temas, relacionados
aos objetivos do PAE. Sua consolidação se dará com base nas reuniões setoriais a serem realizadas,
bem como a partir de reuniões de integração a serem realizadas com a participação dos diversos
especialistas.

O Quadro 2.1 apresenta as 47 variáveis identificadas, bem como o seu comportamento para cada
UPGRH da RPGA X.

35
0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos conforme a UPGRH (RPGA X)
UPGRH 2 UPGRH 3 UPGRH 4
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS UPGRH 1 UPGRH 5 UPGRH 6
BACIA DOS RIOS COCHÓ E SANTO BACIA DOALTO RIO PARAGUAÇU - BACIA DO RIO PARAGUAÇU -
ASPECTOS DAS UPGRH BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO JACUÍPE PEDRA DO CAVALO
ANTÔNIO CÁRSTICO SEMIÁRIDO
PRECIPITAÇÃO MÉDIA ANUAL 800 a 1300 mm 500 a 1100 mm 700 a 900 mm 500 a 1000 mm 500 a 1100 mm 700 a 1300 mm
EVAPOTRANSPIRAÇÃO MÉDIA
1300 e 1350 mm 1350 a 1550 mm 1300 a 1400 mm 1300 a 1550 mm 1450 a 1550 mm 1450 a 1550 mm
ANUAL
DENSIDADE DE ESTAÇÕES
1.043 km²/estação (3 estações) 850 km²/estação (9 estações) 695 km²/estação (9 estações) 826 km²/estação (14 estações) 2.918 km²/estação (8 estações) 1.489 km²/estação (2 estações)
PLUVIOMÉTRICAS
Predomínio do sistema aquífero Presença de sistema aquífero Presença de sistema aquífero de Sistema aquífero fissural de muito Sistema aquífero fissural em 88% Sistema aquífero de potencialidade
metassedimentar com média a alta metassedimentar em 78% da área média potencialidade em rochas baixa potencialidade e águas com da área com muito baixa baixa a média. Possibilidades de
potencialidade, com destaque para com média a alta potencialidade. calcárias da Formação Salitre que qualidade comprometida em potencialidade e águas com boas vazões nas áreas de
PRESENÇA DE AQUÍFEROS DE a áreas dos Gerais de Mucugê - Na região de Iraquara - Souto perfazem 46% da área. função da salinidade elevada. qualidade comprometida em Cobertura (Feira de Santana-Santo
ALTA POTENCIALIDADE região do Agropolo. Constituem Soares ocorre aquíferos cársticos Metassedimentos com menor função da salinidade elevada. Estevão) e na região da bacia
áreas importantes de recarga para pouco explorados (22% da área). potencialidade em 45% da área. sedimentar (entorno da Baia de
a bacia do Paraguaçu. Iguape, representando 6% da
área).
Predomínio da infiltração sobre o Predomínio da infiltração sobre o Predomínio o escoamento de base Predomínio de escoamento Predomínio de escoamento Predomínio de infiltração nas áreas
escoamento com alta escoamento. Elevada dos sistemas aquíferos. Os rios Una superficial com parcela pouco superficial com parcela pouco de coberturas arenosas no
conectividade e interdependência conectividade hídrica na região e Utinga são alimentados por significativa de infiltração. significativa de infiltração. semiárido e escoamento nos
entre mananciais superficiais e cárstica, importante na descargas subterrâneas da região Conectividade hídrica muito baixa Conectividade hídrica muito baixa terrenos argiloso, em clima mais
CONECTIVIDADE DAS ÁGUAS
subterrâneos. Ocorre significativo manutenção do patrimônio da Chapada Diamantina ou inexistente. ou inexistente. úmido. Escoamento de base
SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEAS
escoamento de base que alimenta Espeleológico. Ao longo do leito do (metassedimentos), a oeste limitado a períodos chuvosos.
as nascentes do Paraguaçu. rio Santo Antônio as águas Conectividade hídrica baixa.
Destaque para a região do superficiais e subterrâneas não
Marimbus. apresentam delimitação clara.
O rio Cochó tem característica de Interferência hídrica de barragem
Afluentes intermitentes.
Rio principal, Paraguaçu, com rio intermitente, enquanto que o Afluentes com regime de no curso principal do rio. Afluentes
MALHA HÍDRICA SUPERFICIAL Interferência hídrica das barragens Interferência hídrica de barragem.
regime de escoamento perene. trecho do rio Santo Antônio é escoamento perene. intermitentes. Curso principal do
no curso principal e afluentes.
perene. rio perene, na maioria dos anos.
Com seu território distribuído Com seu território distribuído Com seu território distribuído Com seu território distribuído
Com seu território distribuído de Com seu território distribuído
principalmente no bioma Mata principalmente no bioma Caatinga principalmente no bioma Caatinga principalmente no bioma Mata
forma semelhante entre os biomas principalmente no bioma Caatinga
Atlântica e com ambientes naturais e com poucos ambientes naturais e com poucos ambientes naturais Atlântica e com poucos ambientes
REPRESENTATIVIDADE DA Caatinga e Mata Ombrófila e com e com ambientes naturais
significativos conservados, a conservados, a UPGRH possui conservados, a UPGRH possui naturais conservados, a UPGRH
COBERTURA VEGETAL NATIVA ambientes naturais significativos significativos conservados, a
UPGRH possui 37% de cobertura apenas 17% de cobertura vegetal apenas 12% de cobertura vegetal possui apenas 8% de cobertura
REMANESCENTE conservados, a UPGRH possui 56% UPGRH possui 35% de cobertura
vegetal nativa, especialmente nativa remanescente, nativa remanescente, vegetal nativa remanescente,
de cobertura vegetal nativa, vegetal nativa, especialmente
floresta de transição, floresta predominando floresta estacional predominando floresta estacional predominando floresta de
especialmente de cerrado. floresta de transição e cerrado.
estacional e cerrado. e caatinga arbustiva. e cerrado. transição.
REPRESENTATIVIDADE DO Quase 37% da UPGRH encontra-se Quase 20% da UPGRH encontra-se Apenas cerca 5% da UPGRH Apenas 1,2% da UPGRH encontra- Apenas 1,3% da UPGRH encontra- Cerca de 18% da UPGRH encontra-
TERRITÓRIO PROTEGIDO POR protegido por Unidades de protegido por Unidades de encontra-se protegido por se protegido por Unidades de se protegido por Unidades de se protegido por Unidades de
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Conservação. Conservação. Unidades de Conservação. Conservação. Conservação. Conservação.
Em 83,1% do território da UPGRH
Em 26,8% do território da UPGRH Em 64,3% do território da UPGRH Em 62,4% do território da UPGRH Em 82% do território da UPGRH
preponderam atividades Em 87,3% do território da UPGRH
preponderam atividades preponderam atividades preponderam atividades preponderam atividades
agropecuárias, destacando-se o preponderam atividades
agropecuárias, destacando-se café, agropecuárias, destacando-se o agropecuárias, destacando-se o agropecuárias, destacando-se o
PRESENÇA DE ATIVIDADES feijão, milho, melancia, mandioca, agropecuárias, destacando-se o
batata, milho e feijão. Dentre os café, sisal milho, feijão e a café, milho, feijão e a mamona. milho, feijão e mandioca, além da
AGROPECUÁRIAS além do sisal, banana e café. sisal, milho e feijão. Dentre os
rebanhos, a atividade mais mamona. Dentre os rebanhos, as Dentre os rebanhos, as atividades laranja e limão. Dentre os
Dentre os rebanhos, a atividade rebanhos, a atividade mais
significativa é a criação de aves, atividades mais significativas são a mais significativas são a criação de rebanhos, a atividade mais
mais significativa é a criação de significativa é a criação de aves.
seguida de bovinos. criação de aves e de bovinos. aves e de bovinos. significativa é a criação de aves.
bovinos, seguida de aves.
(continua)

36
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Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos conforme a UPGRH (RPGA X) (continuação)
UPGRH 2 UPGRH 3 UPGRH 4
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS UPGRH 1 UPGRH 5 UPGRH 6
BACIA DOS RIOS COCHÓ E SANTO BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO PARAGUAÇU -
ASPECTOS DAS UPGRH BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO JACUÍPE PEDRA DO CAVALO
ANTÔNIO - CÁRSTICO SEMIÁRIDO
Atividades de silvicultura
Atividades de silvicultura Atividades de silvicultura Atividades de silvicultura
relacionadas principalmente com o
relacionadas principalmente com o relacionadas principalmente com o relacionadas principalmente com o
plantio de eucalipto, ocupando
plantio de eucalipto, ocupando plantio de eucalipto, ocupando plantio de eucalipto, ocupando Baixa representatividade de
18,2% do território da UPGRH. Não existem registros de
ATIVIDADES DE SILVICULTURA 5,1% do território da UPGRH. 8,6% do território da UPGRH. 15,2% do território da UPGRH. silvicultura nesta UPGRH, menos
Observou-se uma relativa silvicultura nesta UPGRH
Observou-se uma pequena Observou-se uma redução Observou-se um aumento de de 2% de sua área.
manutenção da representatividade
redução da área cultivada entre representativa da de área plantada quase 30% da área plantada entre
de área plantada entre os anos de
2014 e 2016. entre os anos de 2014 e 2016. os anos de 2014 e 2016.
2014 e 2016.
Menos de 1% da UPGRH é ocupada Nesta UPGRH estão localizadas 17 Representam 3,13% da área total
Menos de 1% da UPGRH é ocupada Apenas 0,2% da UPGRH é ocupada
por áreas urbanas, apesar de sedes municipais, além de parte da da UPGRH, abrigando 12 sedes
por áreas urbanas, concentradas por áreas urbanas, de sedes de 0,31% da UPGRH é ocupada por
abrigar seis sedes municipais área urbana de Serrinha, a qual é a municipais, no entanto apenas três
PRESENÇA DE ÁREAS URBANAS nas sedes municipais de Lençóis, pequeno porte: Bonito, Ibiquera, áreas urbanas, apesar de ter 16
(Boninal, Iraquara, Mulungu do mais representativa na unidade. (Feira de Santana, Santo Estevão e
Andaraí, Mucugê e na vila de Itaetê, Nova Redenção, Utinga e sedes municipais em seu território.
Morro, Palmeiras, Seabra e Souto Somadas as áreas urbanas desta Cruz das Almas) concentram quase
Cascavel (município de Ibicoara). Wagner.
Soares). UPGRH representam 0,6% do total. 70% do total.
Distribuição das atividades Distribuição das atividades Distribuição das atividades Distribuição das atividades Distribuição das atividades Distribuição das atividades
agropecuárias (representatividade agropecuárias (representatividade agropecuárias (representatividade agropecuárias (representatividade agropecuárias (representatividade agropecuárias (representatividade
DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES de cada setor, comparando as de cada setor, comparando as de cada setor, comparando as de cada setor, comparando as de cada setor, comparando as de cada setor, comparando as
AGROPECUÁRIAS (2016) (em UPGRH): UPGRH): UPGRH): UPGRH): UPGRH): UPGRH):
área plantada, exceto rebanho, - culturas temporárias: 8,8% - culturas temporárias: 14,2% - culturas temporárias: 9,7% - culturas temporárias: 20,2% - culturas temporárias: 23,2% - culturas temporárias: 23,9%
em efetivo de cabeças) - culturas permanentes: 10,4% - culturas permanentes: 11,9% - culturas permanentes: 18,7% - culturas permanentes: 9,4% - culturas permanentes: 38,4% - culturas permanentes: 11,3%
- silvicultura: 5,1% - silvicultura: 18,2% - silvicultura: 8,6% - silvicultura: 15,2% - silvicultura: 0% - silvicultura: 1,8%
- rebanhos: 0,4% - rebanhos: 1,5% - rebanhos: 2,3% - rebanhos: 10,9% - rebanhos: 22,9% - rebanhos: 61,9%
Apresenta um perfil bastante
A polarização principal é Salvador, A polarização principal é Salvador, diferenciado e, apesar da
indiretamente através dos centros indiretamente através dos centros proximidade às regiões
destas redes menores. Apresenta destas redes menores. Apresenta Apresenta baixa densidade Apresenta baixa densidade metropolitanas, apresenta ainda
baixa densidade populacional e baixa densidade populacional e populacional e conta com núcleos populacional e conta com núcleos Conta com núcleos urbanos baixa densidade populacional e
conta com núcleos urbanos conta com núcleos urbanos urbanos menores, no qual a rede urbanos menores, no qual a rede menores de baixa densidade conta com núcleos urbanos
CENTRALIDADE URBANA menores, no qual a rede urbana de menores, no qual a rede urbana de urbana de Itaberaba desempenha urbana de Itaberaba desempenha populacional. UPGRH diretamente menores, nos quais a rede urbana
Seabra (Centro de Zona A) Seabra (Centro de Zona A) o papel de polarização urbana o papel de polarização urbana influenciada pela ACP Feira de de Cruz das Almas (Centro Sub-
desempenha o papel de desempenha o papel de regional compatível com o porte regional compatível com o porte Santana (Centro Regional B). Regional B) desempenha o papel
polarização urbana regional polarização urbana regional populacional dos centros locais. populacional dos centros locais. de polarização urbana regional
compatível com o porte compatível com o porte compatível com o porte
populacional dos centros locais. populacional dos centros locais. populacional da maioria dos
centros locais.
Na porção Norte da UPGRH há
apenas Feira de Santana com IDH
Ocorrência de maior concentração Ocorrência de maior concentração mais elevado, cercado por
Ocorrência de maior concentração Ocorrência de maior concentração Predominância de municípios
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO de municípios classificados na faixa de municípios classificados na faixa municípios predominantemente,
de municípios classificados na faixa de municípios classificados na faixa classificados na faixa de médio
HUMANO de médio desenvolvimento de médio desenvolvimento com médio desenvolvimento. Na
de baixo desenvolvimento humano de baixo desenvolvimento humano desenvolvimento humano
humano humano porção Sul predominam os
municípios com baixo
desenvolvimento humano
8,6% dos domicílios da UPGRH com 17,6% dos domicílios da UPGRH 17,7% dos domicílios da UPGRH 13,2% dos domicílios da UPGRH 11,3% dos domicílios da UPGRH 7,5% dos domicílios da UPGRH com
DISTRIBUIÇÃO DE DOMICÍLIOS
população extremamente pobre e com população extremamente com população extremamente com população extremamente com população extremamente população extremamente pobre e
COM POPULAÇÃO POBRE E
22,4% dos domicílios com pobre e 33,3% dos domicílios com pobre e 36,4% dos domicílios com pobre e 29% dos domicílios com pobre e 27,7% dos domicílios com 18,8% dos domicílios com
EXTREMAMENTE POBRE
população pobre. população pobre. população pobre. população pobre. população pobre. população pobre.
TAXA DE ANALFABETISMO DA
16,1% da população ≥15 anos 18,3% da população ≥15 anos 24,8% da população ≥15 anos 24,6% da população ≥15 anos 22% da população ≥15 anos 13,9% da população ≥15 anos
POPULAÇÃO
(continua)

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0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos conforme a UPGRH (RPGA X) (continuação)
UPGRH 2 UPGRH 3 UPGRH 4
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS UPGRH 1 UPGRH 5 UPGRH 6
BACIA DOS RIOS COCHÓ E SANTO BACIA DOALTO RIO PARAGUAÇU - BACIA DO RIO PARAGUAÇU -
ASPECTOS DAS UPGRH BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO JACUÍPE PEDRA DO CAVALO
ANTÔNIO CÁRSTICO SEMIÁRIDO
Taxa de urbanização de 69% e Taxa de urbanização de 45,2% e Taxa de urbanização de 53% e Taxa de urbanização de 58,8% e Taxa de urbanização de 54,1% e Taxa de urbanização de 74,9% e
TAXA DE URBANIZAÇÃO E
densidade da população de densidade da população de densidade da população de densidade da população de densidade da população de densidade da população de
DENSIDADE POPULACIONAL
10,3 habitantes/km2. 18,3 habitantes/km2. 10,7 habitantes/km2. 15,6 habitantes/km2. 27,3 habitantes/km2. 167,2 habitantes/km2.
POPULAÇÃO TOTAL EM 2017 34.669 habitantes e 124.140 habitantes e 86.704 habitantes e 387.946 habitantes e 337.334 habitantes e 570.840 habitantes e
(ESTIMATIVA) E TGCA (% a.a) TGCA = 1,1%a.a TGCA = 1,2%a.a TGCA = 0,8%a.a TGCA = 0,9%a.a TGCA = 0,9%a.a TGCA = 1,6%a.a
PIB total de R$ 514.750.000, PIB total de R$ 913.494.000, PIB total de R$549.055.000, PIB total de R$3.135.634.000, PIB total de R$2.157.956.000, PIB total de R$6.926.011.000,
PIB (R$) E PIB PER CAPITA (R$)
equivalendo a 3,6% do PIB da equivalendo a 6,4% do PIB da equivalendo a 3,9% do PIB da equivalendo a 22,1% do PIB da equivalendo a 15,2% do PIB da equivalendo a 48,8% do PIB da
(2014)
RPGA. PIB per capita de R$ 19.909 RPGA. PIB per capita de R$8.701 RPGA. PIB per capita de R$ 5.395 RPGA. PIB per capita de R$7.888 RPGA. PIB per capita de R$3.972 RPGA. PIB per capita de R$15.087
Distribuição da estrutura setorial Distribuição da estrutura setorial Distribuição da estrutura setorial Distribuição da estrutura setorial Distribuição da estrutura setorial Distribuição da estrutura setorial
da economia: da economia: da economia: da economia: da economia: da economia:
- agropecuária - 43,2% - agropecuária - 7,0% - agropecuária - 22,4% - agropecuária - 10,6% - agropecuária - 9,5% - agropecuária - 3,7%
ESTRUTURA SETORIAL DA
- indústria - 6,5% - indústria - 9,4% - indústria - 5,0% - indústria - 13,6% - indústria - 9,3% - indústria - 20,2%
ECONOMA (%)
- serviços - 25,2% - serviços - 40,6% - serviços - 26,5% - serviços - 36,8% - serviços - 36,3% - serviços - 46,1%
- administração pública - 21,6% - administração pública - 36,8% - administração pública - 42,9% - administração pública - 32,2% - administração pública - 39,6% - administração pública - 18,2%
- impostos - 3,5% - impostos - 6,3% - impostos - 3,3% - impostos - 6,9% - impostos - 5,3% - impostos - 8,7%
Participação dos setores da Participação dos setores da Participação dos setores da Participação dos setores da Participação dos setores da Participação dos setores da
economia no número de pessoas economia no número de pessoas economia no número de pessoas economia no número de pessoas economia no número de pessoas economia no número de pessoas
ocupadas: ocupadas: ocupadas: ocupadas: ocupadas: ocupadas:
- agropecuária - 41,2% - agropecuária - 47,3% - agropecuária - 56,8% - agropecuária - 45% - agropecuária - 46,5% - agropecuária - 27,9%
PESSOAS OCUPADAS - indústria - 10,8% - indústria - 13,1% - indústria - 7,5% - indústria - 13,4% - indústria - 13,8% - indústria - 18,4%
- serviços - 39,6% - serviços - 35,4% - serviços - 29,4% - serviços - 36,6% - serviços - 34,5% - serviços - 49%
- administração pública - 8,4% - administração pública - 4,3% - administração pública - 6,4% - administração pública - 5,0% - administração pública - 5,2% - administração pública - 4,7%
Total de ocupados: 12.423 Total de ocupados: 43.022 Total de ocupados: 32.134 Total de ocupados: 136.246 Total de ocupados: 133.986 Total de ocupados: 196.422
(2,2% do total da RPGA X) (7,8% do total da RPGA X) (5,8% do total da RPGA X) (24,6% do total da RPGA X) (24,2% do total da RPGA X) (35,4% do total da RPGA X)
VAZÃO CAPTADA PARA
100,1 76,9 183,67 640,9 213,5 2004,8
ABASTECIMENTO (L/s)
ÍNDICE DE PERDAS DO
20% 14% 17% 26% 26% 38%
ABASTECIMENTO
ÍNDICE DE ATENDIMENTO
75% 96% 100% 100% 100% 100%
URBANO - ABASTECIMENTO
ÍNDICE DE ATENDIMENTO
45% 58% 41% 28% 45% 45%
RURAL - ABASTECIMENTO
ÍNDICE DE COLETA DE ESGOTO 41% 11% 6% 54% 54% 42%
ÍNDICE DE TRATAMENTO DE
28% 9% 1% 40% 31% 42%
ESGOTO
CARGAS REMANESCENTES DE
1,26 3,11 2,56 9,66 9,00 16,55
ESGOTO (TON/DIA)
Porção a montante com
Parte significativa do território
FRAGILIDADE DA Índices de desprezível a baixo. Índices de desprezível a baixo. predomínio da classe requer
Índices de desprezível a muito classificada como requer atenção. Municípios a jusante concentram a
INFRAESTRUTURA DE Único resultado na classe requer Único resultado na classe requer atenção. Porção média concentra
baixo Único resultado na classe elevado: classificação requer atenção.
DRENAGEM URBANA atenção: Mulungu do Morro atenção: Bonito. municípios classificados como
Mairi.
elevado.
Na porção média, Gavião e a
Boninal, a montante a apresenta Itaeté e Wagner classificados como Iaçi, Baixa Grande e Mundo Novo
jusante, Riachão do Jacuípe
FRAGILIDADE A INUNDAÇÕES Índices variando de baixo a requer classe elevado. Porção média requer atenção, o restante, classificados como requer atenção, Não há concentração de
classificados como elevado. O
RIBEIRINHAS atenção apresenta municípios classificados maioria varia de desprezível a o restante, maioria varia de ocorrências de desastres.
restante, maioria, varia de
como requer atenção baixo. desprezível a baixo.
desprezível a baixo.
(continua)
38
0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos conforme a UPGRH (RPGA X) (continuação)
UPGRH 2 UPGRH 3 UPGRH 4
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS UPGRH 1 UPGRH 5 UPGRH 6
BACIA DOS RIOS COCHÓ E SANTO BACIA DOALTO RIO PARAGUAÇU - BACIA DO RIO PARAGUAÇU -
ASPECTOS DAS UPGRH BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO JACUÍPE PEDRA DO CAVALO
ANTÔNIO CÁRSTICO SEMIÁRIDO
Porção a montante com
Parte significativa do território
IMPACTO NAS ÁREAS CRÍTICAS Índices de desprezível a baixo. Índices de desprezível a baixo. predomínio da classe requer
Índices de desprezível a muito classificada como requer atenção. Municípios a jusante concentram a
RELACIONADAS COM A Único resultado na classe requer Único resultado na classe requer atenção. Porção média concentra
baixo Único resultado na classe elevado: classificação requer atenção.
DRENAGEM URBANA atenção: Mulungu do Morro atenção: Bonito. municípios classificados como
Mairi.
elevado.
ÍNDICE DE COLETA DE RESÍDUO
96% 92% 94% 96% 95% 97%
SÓLIDO
Maioria dos municípios apresenta Unidade com melhor situação, mas
Maioria dos municípios apresenta
ADEQUABILIDADE DA baixa adequabilidade. Exceção de ainda apresenta municípios com
Município de Lençóis, a jusante, baixa adequabilidade. Exceção de Maioria dos municípios apresenta Maioria dos municípios apresenta
DESTINAÇÃO DO RESÍDUO Nova Redenção e Itaeté, sobre o baixa adequabilidade de destino. E
apresenta baixa adequabilidade Palmeiras, sobre o qual não foram baixa adequabilidade. baixa adequabilidade.
SÓLIDO qual não foram encontradas essas estão a montante da Pedra
encontradas informações.
informações. do Cavalo.
Número de estabelecimentos Número de estabelecimentos Número de estabelecimentos Número de estabelecimentos Número de estabelecimentos Número de estabelecimentos
industriais com potencial poluidor industriais com potencial poluidor industriais com potencial poluidor industriais com potencial poluidor industriais com potencial poluidor industriais com potencial poluidor
conforme o Decreto 14.024/12: conforme o Decreto 14.024/12: conforme o Decreto 14.024/12: conforme o Decreto 14.024/12: conforme o Decreto 14.024/12: conforme o Decreto 14.024/12:
- alto: 0 - alto: 1 - alto: 0 - alto: 4 - alto: 3 - alto: 6
PRESENÇA DE
- médio: 0 - médio: 6 - médio: 0 - médio: 40 - médio: 34 - médio: 36
ESTABELECIMENTOS
- baixo: 1 - baixo: 8 - baixo: 0 - baixo: 26 - baixo: 31 - baixo: 38
INDUSTRIAIS
- total de industrias com potencial - total de industrias com potencial - total de industrias com potencial - total de industrias com potencial - total de industrias com potencial - total de industrias com potencial
poluidor: 1 poluidor: 15 estabelecimentos poluidor: 0 poluidor: 70 poluidor: 68 poluidor: 80
Total de estabelecimentos Total de estabelecimentos Total de estabelecimentos Total de estabelecimentos Total de estabelecimentos Total de estabelecimentos
industriais conforme a FIEB: 11 industriais conforme a FIEB: 27 industriais conforme a FIEB: 1 industriais conforme a FIEB: 95 industriais conforme a FIEB: 90 industriais conforme a FIEB: 106
DISPONIBILIDADE HÍDRICA
9,98 2,21 23,47 0 2,05 52,08
SUPERFICIAL TOTAL (m3/s)
ÍNDICE DE ATIVAÇÃO DAS
27% 20% 146% 0% 23% 1441%
POTENCIALIDADES (IAP)
DENSIDADE DE ESTAÇÕES
626 km²/estação (5 estações) 2.551 km²/estação (3 estações) 625 km²/estação (10 estações) 3.890 km²/estação (6 estações) 2.314 km²/estação (5 estações) - km²/estação (0 estações)
FLUVIOMÉTRICAS
Cinco barramentos presentes,
6 barramentos presentes, sendo 1
Um barramento presente Dois barramentos presentes, entre eles França e São José Um barramento presente,
associado ao abastecimento de
PRESENÇA DE GRANDES (Bandeira de Melo), associado ao associados ao abastecimento de Jacuípe, todos associados ao associado ao abastecimento de
água (Apertado), acumulando um Sem barramentos presentes
BARRAGENS abastecimento de água água, acumulando um volume abastecimento de água, água, acumulando um volume
volume total de 108,69 Hm³ e
(111,59 Hm3). total de 13,78 Hm3 acumulando um volume total de total de 4.630,96 Hm3
cinco associados a irrigação.
418,33 Hm3
Reserva reguladora total = Reserva reguladora total = Reserva reguladora total = Reserva reguladora total = Reserva reguladora total = Reserva reguladora total =
DISPONIBILIDADE HÍDRICA
34,25 hm³/ano 74,52 hm³/ano 162,48 hm³/ano 84,64 hm³/ano 55,04 hm³/ano 41,57 hm³/ano
SUBTERRÂNEA
Potencialidade = 39,38 hm³/ano Potencialidade = 85,70 hm³/ano Potencialidade = 186,85 hm³/ano Potencialidade = 97,33 hm³/ano Potencialidade = 63,3 hm³/ano Potencialidade = 47,8 hm³/ano
8 Pontos de amostragem 5 Pontos de amostragem 5 pontos de amostragem 8 Pontos de amostragem 10 pontos de amostragem 9 pontos de amostragem
monitorados analisados. Violações monitorados analisados. Violações monitorados analisados. Violações monitorados analisados. Violações monitorados analisados. Violações monitorados analisados. Violações
verificadas pelo Programa verificadas pelo Programa verificadas pelo Programa verificadas pelo Programa verificadas pelo Programa verificadas pelo Programa
QUALIDADE DE ÁGUA
Monitora: Monitora: Monitora: Monitora: Monitora: Monitora:
SUPERFICIAL - NÚMERO DE
OD: 30% das amostras OD: 28% das amostras OD: 20% das amostras OD: 14,6% das amostras OD: 30% das amostras OD: 27% das amostras
VIOLAÇÕES AO CONAMA
Col. Term.: 2,3% das amostras Col. Term.: 1,3% das amostras col. term.: 7,9% das amostras Col. Term.: 11% das amostras Col. Term.: 22,7% das amostras Col. Term.: 44,4% das amostras
DBO: 3,4% das amostras DBO: 4,8% das amostras DBO: 3,6% das amostras DBO: 3% das amostras DBO: 2,3% das amostras DBO: 11,4% das amostras
P Total: 4,4% das amostras P total: 5,3% das amostras P total: 1,3% das amostras P total: 29% das amostras P total: 41,6% das amostras P total: 89,9% das amostras
(continua)

39
0389-RF-10-MA-001 R-00
Quadro 2.1 - Comportamento das Variáveis Identificadas ao Final da Fase B dos Estudos conforme a UPGRH (RPGA X) (conclusão)
UPGRH 2 UPGRH 3 UPGRH 4
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS UPGRH 1 UPGRH 5 UPGRH 6
BACIA DOS RIOS COCHÓ E SANTO BACIA DOALTO RIO PARAGUAÇU - BACIA DO RIO PARAGUAÇU -
ASPECTOS DAS UPGRH BACIA DO ALTO RIO PARAGUAÇU BACIA DO RIO JACUÍPE PEDRA DO CAVALO
ANTÔNIO CÁRSTICO SEMIÁRIDO
IET médio dos pontos de IET médio dos pontos de IET médio dos pontos de
IET médio dos pontos de IET médio dos pontos de
amostragem variando entre as amostragem variando entre as IET médio dos pontos de amostragem variando entre as
QUALIDADE DE ÁGUA amostragem variando entre as amostragem variando entre as
condições de mesotrofia e condições de oligotrofia e amostragem variando entre as condições de mesotrofia e
SUPERFICIAL - ÍNDICE DO condições de mesotrofia e condições de oligotrofia e
ultraoligotrofia e IET Médio total ultraoligotrofia e IET Médio total condições de ultraoligfotrofia e hipereutrofia e IET Médio total
ESTADO TRÓFICO oligotrofia e IET Médio total para a hipereutrofia e IET Médio total
para a UPGRH de 45,1 para a UPGRH de 44,6 hipereutrofia. para a UPGRH de 66,2
UPGRH de 52,2 (Mesotrófico) para a UPGRH de 61,3 (Eutrófico)
(Ultraoligotrófico) (Ultraoligotrófico) (Supereutrófico)
IQA médio dos pontos de IQA médio dos pontos de IQA médio dos pontos de IQA médio dos pontos de IQA médio dos pontos de IQA médio dos pontos de
QUALIDADE DE ÁGUA amostragem variando entre as amostragem variando entre as amostragem variando entre as amostragem variando entre as amostragem variando entre as amostragem variando entre as
SUPERFICIAL - ÍNDICE DE condições de ruim e boa e IQA condições de péssima e boa e IQA condições de ruim e ótima e IQA condições de boa a aceitável e IQA condições de boa a aceitável e IQA condições de boa a aceitável e IQA
QUALIDADE DAS ÁGUAS Médio total para a UPGRH de 56,2 Médio total para a UPGRH de 51,8 Médio total para a UPGRH de 52,4 Médio total para a UPGRH de 66,5 Médio total para a UPGRH de 66,5 Médio total para a UPGRH de 66,5
(BOA) (BOA) (BOA) (ÓTIMA) (ÓTIMA) (ÓTIMA)
Demanda para abastecimento Demanda para abastecimento Demanda para abastecimento
Demanda para abastecimento 3
humano de 4,614 hm /ano. 1 humano de 3,215 hm3/ano. 1 humano de 16,69 hm3/ano. 1
humano de 1,521 hm3/ano. 1
usuário outorgado para captação usuário outorgado para captação usuário outorgado para captação Demanda para abastecimento Demanda para abastecimento
usuário outorgado para captação
de água superficial para fins de de água superficial para fins de de água superficial para fins de humano de 14,363 hm3/ano. 1 humano de 29,313 hm3/ano. 1
de água superficial para fins de
DEMANDA DE CAPTAÇÃO PARA abastecimento humano (captação abastecimento humano (captação abastecimento humano (captação usuário outorgado para captação usuário outorgado para captação
abastecimento humano (captação
ABASTECIMENTO HUMANO de 0,043 hm3/ano). Para a de 0,096 hm3/ano). Para a de 0,044 hm3/ano). Para a de água superficial para fins de de água superficial para fins de
de 0,08 hm³/ano). Para a captação
captação de água subterrânea captação de água subterrânea captação de água subterrânea abastecimento humano (captação abastecimento humano (captação
de água subterrânea verifica-se um
verifica-se um total de 4 usuários verifica-se um total de 1 usuário verifica-se um total de 3 usuários de 0,99 hm3/ano). de 288 hm3/ano).
total de 1 usuário outorgado
outorgados (captação de 1,03 outorgado (captação de outorgados (captação de
(captação de 1,09 hm3/ano) 3
hm /ano) 0,219 hm3/ano) 0,06 hm³/ano)
DEMANDA IRRIGAÇÃO IRRIGAÇÃO: 152,074 hm³/ano IRRIGAÇÃO: 7,396 hm³/ano IRRIGAÇÃO: 38,393 hm³/ano IRRIGAÇÃO: 38,162 hm³/ano IRRIGAÇÃO: 4,332 hm³/ano IRRIGAÇÃO: 6,443 hm³/ano
INDÚSTRIA: 0,402 hm³/ano. INDÚSTRIA: 0,833 hm³/ano INDÚSTRIA: 0,639 hm³/ano. INDÚSTRIA: 0,415 hm³/ano. INDÚSTRIA: 0,645 hm³/ano INDÚSTRIA: 0,455 hm³/ano.
DESSEDENTAÇÃO ANIMAL: DESSEDENTAÇÃO ANIMAL: DESSEDENTAÇÃO ANIMAL: DESSEDENTAÇÃO ANIMAL: DESSEDENTAÇÃO ANIMAL: DESSEDENTAÇÃO ANIMAL:
DEMAIS DEMANDAS 3 3
0,424 hm /ano 0,853 hm /ano 1,94 hm³/ano 11,864 hm3/ano 7,712 hm³/ano 2,965 hm3/ano
AQUICULTURA - 0 AQUICULTURA - 0 AQUICULTURA - 0 AQUICULTURA - 0,242 hm³/ano AQUICULTURA - 0,0 hm³/ano AQUICULTURA - 0,345 hm³/ano
154,421 hm3/ano: 13,696 hm³/ano: 44,187 hm3/ano: 67,373 hm3/ano: 27,052 hm3/ano: 39,521 hm3/ano:
- abastecimento humano - 1,0% - abastecimento humano - 33,7% - abastecimento humano - 7,3% - abastecimento humano - 24,8% - abastecimento humano - 53,1% - abastecimento humano - 74,2%
- indústria - 0,24% - indústria - 6,1% - indústria - 1,5% - indústria - 0,6% - indústria - 2,4% - indústria - 1,2%
DEMANDA TOTAL
- irrigação - 98,5% - irrigação - 53,9% - irrigação - 86,9% - irrigação - 56,6% - irrigação - 16% - irrigação - 16,3%
- dessedentação animal - 0,26% - dessedentação animal - 6,3% - dessedentação animal - 4,3% - dessedentação animal - 17,6% - dessedentação animal - 28,5% - dessedentação animal - 7,4%
- aquicultura - 0% - aquicultura - 0% - aquicultura - 0% - aquicultura - 0,4% - aquicultura - 0% - aquicultura - 0,9%
Índice de Comprometimento
Índice de Comprometimento
Hídrico nas UB variando entre Índice de Comprometimento Índice de Comprometimento Índice de Comprometimento Índice de Comprometimento
Hídrico nas UB variando entre
CRÍTICA E MUITO CRÍTICA (A Hídrico na UB - CONFORTÁVEL Hídrico nas UB - CRÍTICA (A Hídrico na UB - CRÍTICA (A situação Hídrico nas UB - CRÍTICA (A
BALANÇO HÍDRICO E ÍNDICE DE PREOCUPANTE E CRÍTICA (A
situação é muito crítica, exigindo (Pouca atividade de gerenciamento situação é crítica, exigindo intensa é crítica, exigindo intensa atividade situação é crítica, exigindo intensa
COMPROMETIMENTO HÍDRICO situação é crítica, exigindo intensa
intensa atividade de é necessária. A água é considerada atividade de gerenciamento e de gerenciamento e grandes atividade de gerenciamento e
atividade de gerenciamento e
gerenciamento e grandes um bem livre) grandes investimentos) investimentos) grandes investimentos)
grandes investimentos)
investimentos)
Fonte: Elaboração própria, 2017.

40
0389-RF-10-MA-001 R-00
3 IDENTIFICAÇÃO DE LACUNAS DE INFORMAÇÕES

As lacunas de informação importantes para o aprimoramento dos diversos temas abordados nas Notas
Técnicas e que podem implicar fragilidades ao processo atual e futuro de planejamento para a RPGA
são apresentadas a seguir. Destaca-se que na Fase C deste estudo, correspondente à análise integrada
dos temas trabalhados, as equipes de especialistas buscarão realizar análises direcionadas aos
objetivos do PAE, as quais poderão suprir, com maior ou menor sucesso, os déficits de informação
existentes.

 Mapa de cobertura vegetal do estado desatualizado (encontra-se atualmente em processo de


atualização);
 Falta de banco de dados organizado contendo resultados de estudos para o licenciamento, o
que poderia destacar a presença de espécies de flora e fauna (terrestre e aquática) de
interesse ecológico;
 O Programa Monitora envolve um rol limitado de parâmetros associados aos pontos de
monitoramento de qualidade de água superficial, o que, associado ao desconhecimento sobre
situação, carga e localização dos lançamentos de efluentes, dificulta o estabelecimento de
relações causa-efeito;
 O índice de secas SPI precisa ser atualizado com dados posteriores a 2012, pois houve
continuidade na ocorrência de precipitação abaixo da média nos anos seguintes, de forma a
confrontar com os períodos da década de 1990 e 1950;
 As estações climatológicas do INMET e meteorológicas do Inema não foram consideradas na
definição de estações em operação e com dados disponíveis;
 Falta de banco de dados com os dados de clima, em especial a pluviometria, com mesmos
formatos, permitindo exportação amigável, integrado com as bases das demais instituições
que coletam informações;
 As informações obtidas a partir do Censo Agropecuário, cuja última edição é de 2006 e se
encontra bastante defasado com relação a área utilizada para irrigação;
 Juntamente com o Censo Agropecuário deveria ter sido feita a contagem da população,
voltada para os municípios com menor população. Por razões orçamentárias, não será feita a
contagem da população e informação atualizada de população com base censitária está
prevista apenas para o Censo Demográfico de 2020;
 Desconhecimento sobre a localização das captações subterrâneas, agravado pela insuficiência
de outorgas;
 Falta de sistematização das informações dos sistemas de abastecimento da Embasa, estando
disponíveis somente nos Relatórios de Anuais de Informações ao Consumidor (RAIC), que
apresentam informações dispersas, não padronizadas, por vezes incompletas e incongruentes.
 Localização de algumas das estações de tratamento indicadas no Atlas Esgotos da ANA – os
dados não estão disponíveis;
 Ausência de sistematização de informações sobre localização dos aterros e lixões atualizadas:
os dados que foram enviados do ZEE não correspondem às localizações dos locais de
disposição de resíduos sólidos;
 Informações incompletas e já desatualizadas no ERGIRS (Estudo de Regionalização da Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos – elaborado pela Sedur): O conceito empregado no ERGIRS é
bom, contudo o estudo, de 2010, já se encontra desatualizado e carece de completitude em
suas informações. O mesmo conceito pode, e deve ser utilizado num processo de atualização
que contemple a totalidade dos municípios;
 As estimativas de demandas realizadas nesta nota técnica foram elaboradas com base em
dados secundários provenientes de diversas fontes, de pleno acordo com as instruções
contidas no Termo de Referência, porém dados mais organizados poderiam gerar uma
estimativa mais precisa;

41
0389-RF-10-MA-001 R-00
 Informações críticas para a re-espacialização da Revisão do PERH-BA, 2012 não estavam
disponíveis:
o Revisão do Balanço Hídrico do PERH-BA
o Planilhas das demandas pontuais ou municípios e tipo de uso do
recurso hídrico e
o Arquivos vetoriais (shapes) com as respectivas espacializações;
 As demandas de irrigação foram calculadas através do cadastro de outorgas atualizado
fornecido pelo Inema (notas técnicas NT 53/2017 e NT 71), seguindo os mesmos critérios,
definições e procedimentos adotados na Revisão do PERH-BA, 2012. As demandas
recalculadas para o PAE tornaram pouco relevante a lacuna de informações presente na
Revisão do PERH, 2012. Entretanto, pela analogia de procedimentos de dados utilizados, a
demanda recalculada apresenta as mesmas fragilidades que a do estudo precedente. Além das
fragilidades do método de cálculo baseado na vazão de outorga, a demanda de irrigação
acumula as limitações do próprio cadastro de outorgas. As informações disponibilizadas estão
compostas por um conjunto muito reduzido de dados e não apresentam qualificador do
estado das outorgas (vigente, desatualizada, reavaliada, cancelada, etc.).
 Na área do médio e baixo curso do rio Paraguaçu as estações de monitoramento têm áreas
muito grandes (milhares de km²), o que limita o uso das equações regionais para estudos
específicos de outorga do uso da água com captação a fio d´água nos afluentes aos cursos
principais dos rios;
 A regionalização da vazão média apresentou maiores limitações que aquela da Q90, pois as
informações das estações do Inema não puderam ser utilizadas, já que no estudo de Genz
(2016) apenas a Q90 foi estimada, sem necessidade de gerar a série de vazão. Nas equações
regionais da Q90 foi possível contar com dados de estações com cerca de 100 km² na bacia do
alto curso do rio Paraguaçu, enquanto que para a equação regional da Qm partiu de 736 km².
O ideal seria trabalhar com as séries de vazão das estações do Inema;
 Das barragens selecionadas pelos critérios adotados (total de dezoito), em sete delas os
estudos hidrológicos não foram localizados, sendo estas desconsideradas na estimativa da
disponibilidade hídrica;
 As estações fluviométricas instaladas pela Votorantim Energia no entorno do reservatório de
Pedra do Cavalo ainda não têm dados disponíveis, mas deverão ser consideradas em estudos
futuros, caso seja verificado que as informações possam a ser disponibilizadas;
 Apesar da barragem de São José do Jacuípe ter sido considerada na definição da
disponibilidade hídrica, as águas do reservatório têm algumas restrições de uso em função da
qualidade;
 Insuficiência do cadastro de usuários;
 PERH-BA elaborado há muito tempo, desatualizado quanto aos instrumentos de gestão dos
Recursos Hídricos e sobre a estrutura atual do Órgão gestor;
 Desconhecimento sobre a qualidade das águas subterrâneas, inclusive sobre resultados de
monitoramento realizado por poluidores potenciais;
 Ausência de informações organizadas sobre o uso de agrodefensivos;
 Ausência de banco de dados organizado sobre a legislação municipal, em especial, quanto a
leis ambientais, Planos de Saneamento e Planos de Desenvolvimento Urbano.

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