Núcleo Universitário Betim - Graduação em Direito – Noite

FILOSOFIA II

ÉTICA

ANIETTE CABRERA BASTOS

BETIM 09/2011

ou moral.Os saberes teóricos. quem definiu o campo no qual valores e obrigações morais podem ser estabelecidos pela determinação de seu ponto de partida. Define o sujeito ético. ou seja. Reflete sobre as diferentes morais e formas de justificar-se racionalmente a vida moral para orientar. como um todo. o senso moral e a consciência moral do indivíduo. estabelecendo três grupos de saberes: . . Física e Biologia. na consciência do agente moral. além das questões sobre os costumes. o campo da moral. Dentre eles citamos as ciências naturais. é um saber normativo que pretende orientar as ações humanas. A ética inicia-se com Sócrates. os conceitos de ética como reflexão sobre a moral. busca-se compreender o caráter de cada pessoa. Devemos a Aristóteles a distinção entre saber teorético ou contemplativo e o saber prático. também referida como filosofia moral. indiretamente. o que ocorre de fato no mundo e suas causas objetivas. a metaética e as diferentes concepções do termo moral. seus métodos e funções. A ética. no Ocidente. buscando o sentido do que somos e fazemos. o significado de suas intenções e atitudes. A filosofia moral nasce quando. assim como a essência dos valores morais. tais como Química. Tem a função de esclarecer. no se texto Ética. uma concepção moral razoável que referencie nossos comportamentos. ajudando a criar diferentes juízos morais. A ética é conceituada no texto como um tipo de saber construído racionalmente através de conceitos e métodos de análise próprios da Filosofia.O seguinte trabalho objetiva abordar. objetivando compreender a dimensão moral da pessoa humana. como aquele que sabe o que faz e conhece as causas e os fins de sua ação. na visão dos autores Adela Cortina e Emílio Martines. de forma reflexiva. São saberes descritivos que independem da vontade humana. Dedica-se a reflexão filosófica sobre a moral. de forma sucinta. que estudam o que são as coisas.

Atualmente. A segunda. Na filosofia moderna. assim como os poéticos. embora a felicidade continue a fazer parte da Filosofia prática. A primeira. sua validade e sistematização na formação de códigos de forma coerente. que está mais preocupada com os conceitos de justiça.. A Filosofia política continua a fazer parte da filosofia prática. Procuram oferecer uma orientação sobre o que fazer para conduzir a vida de forma justa e adequada para viver uma vida boa. procuram estabelecer normas e padrões sobre como agir para alcançar determinado objetivo. porque o fenômeno religioso deve ser analisado a partir da perspectiva prática e não teórica. O pensamento filosófico dos gregos afirma alguns princípios da vida moral. embora seja classificada como filosofia teórica. nos guiam na elaboração de objetos úteis ou artísticos. na opinião dos autores. O Aristóteles inclui a Ética. pode incluir-se a Filosofia da Religião no âmbito da filosofia prática. destinada a orientar a tomada de decisões de forma prudente para conseguir uma vida boa. . Diferenciam-se dos anteriores porque não são descritivos da realidade em volta. Já a Filosofia do direito. que só podem ser alcançados pela conduta virtuosa. Hoje. encarregada de realizar uma boa administração dos bens da casa e das cidades. a partir de Kant. não é mais o núcleo da reflexão ética moderna. saberes que só existem como consequência da nossa ação. Por natureza. paz e liberdade. a .Os saberes poéticos servem para a construção de produtos conforme a vontade humana. analisando a legitimidade do poder político e os critérios orientadores para o planejamento de melhores modelos de organização política. o homem aspira ao bem e à felicidade. a Economia e a Política neste grupo. A terceira. São saberes normativos mas não pretendem ser referência para toda a vida e sim para obter determinado resultado almejado de forma objetiva. é considerada uma disciplina independente da ética e da Filosofia política porque seu alvo de reflexão são as normas jurídicas. um saber prático que objetiva o bom governo das cidades. temos os saberes práticos que também são volitivos e normativos.Por último.

 A Moral também é tida como disposição de espírito produzida pelo caráter e por atitudes adquiridas por uma pessoa ou grupo. da existência de códigos morais que orientam a conduta humana. Reflete uma forma de vida. justificada com argumentos morais. é um conjunto de convicções morais pessoais. Ao nível do individuo. das confissões religiosas e das crenças e suas interpretações. juízo morais. Enquanto as teorias éticas são uma tentativa de explicar o fato da moralidade. São uma sínteses do patrimônio moral do grupo social que a pessoa está inserida e da elaboração pessoal que ela faça do herdado do grupo. Estas pertencem ao plano filosófico. Continuam os autores discorrendo sobre o termo “moral” e os múltiplos usos dados a este. Aquelas pertencem ao plano das morais concretas. concreta. Nesta . São construídas a partir das tradições ancestrais do bem e do mal transmitidas de geração em geração. Existem os tratado sistemáticos que abordam as questões morais. Esta ciência estuda as ações humanas marcadas conforme a bondade ou a maldade. Um conjunto de princípios e normas de conduta. as doutrinas morais concretas e as teorias éticas. valores e preceitos. As doutrinas morais tratam de sistematizar um conjunto concreto de princípios e normas.existência de Deus deixou de ser própria do âmbito científico para ser uma questão de “fé racional”. é uma metalinguagem que tem as morais concretas como linguagem-objeto. um código moral próprio que guia os atos de uma pessoa concreta ao longo d sua vida. São o conjunto de princípios que servem ao individuo para emitir juízos de valores.  Do ponto de vista social.  Ainda na dimensão da “Moral como substantivo” está a Moral como ciência. que regem o comportamento  do grupo. condicionada pelos diversos fatores biológicos e sociais que sobre ela influenciem. naquele lugar e tempo concretos. de acordo com os valores locais. é um modelo de conduta estabelecido em uma sociedade determinada. A Moral como substantivo abrange vários aspectos.

Tem sua base num código moral que rege e emissão dos juízos de valor. São funções atribuídas à Ética:   Esclarecer o que é a moral e quais suas caraterísticas específicas. Fundamentar a moralidade mediante razões para se adotar uma ou outra moral. Esses costumes são anteriores ao nosso nascimento. . Em contraste. de aprovação ou reprovação de determinada conduta.  Temos a moral como oposto a imoral. A ética é uma disciplina filosófica que constitui uma reflexão de segunda ordem sobre os problemas morais. costumes e valores que cada geração transmite à seguinte com o objetivo de orientar sobre o modo de viver de forma justa e boa.  Finalmente temos “moral como dimensão da vida humana”. seja em situações relacionadas ou estranhas à Ética. Usado o termo moral para aqueles que possuem determinada moralidade e amoral para os que carecem dela. Ela os estuda e se posiciona frente a eles de forma crítica para. orientar a ação das pessoas. Usado como termo valorativo. A ética não é neutra frente as diversos códigos morais. um caráter. pela qual nos vemos obrigados a tomas decisões e dar explicações ao seu respeito. respectivamente. usa-se o termo moral também como adjetivo.perspectiva a moral não é apenas um saber ou dever. mas uma atitude. A moral é um conjunto de normas. Sendo moral e imoral equiparado a moralmente correto e incorreto. através da síntese. Nesta análise não pode confundir-se moral e ética.  E a moral como oposto a amoral. com base no pluralismo moral. de modo que acabam sendo inquestionáveis e as sociedades tendem a torna-los como naturais e obrigatórios.

pretende estabelecer argumentativamente princípios universais. kantiana e discursiva. o fenomenológico. Diferentemente da ética. com suas concepções morais próprias e elementos caraterísticos de cada uma delas que conflitam. o absolutista de Hegel. como uma variedade de tradições que nos influenciam ao longo da história. utilitarista. Sendo assim. mas orientadores do conhecimento e da ação. A Filosofia procura expressar conteúdos universais mediante uma forma que se pretende universal. Ao longo da história surgiram diferentes modelos éticos que procuraram cumprir com essas funções supracitadas. que possam aspirar a ser compreendidos a aceitos por todos. Numa segunda parte do texto os autores analisam as diversas concepções morais. o dialético-materialista de Marx. racionalmente fundamentada. ou serão todas igualmente válidas. surge na filosofia analítica o termo metaética. e não um dogma historicamente imposto. cuja análise detalhada não é objetivo do presente trabalho. esclarece os problemas tanto linguísticos como epistemológicos da ética. são as teorias éticas aristotélica. uns com os outros. de caráter geral. que é expressão da moral. a metaética é análise da linguagem moral. os métodos empirista e racionalista nascidos na era moderna. A Ética compartilha os métodos filosóficos. É uma forma de reflexão e de linguagem éticas. No século XX. Assim temos o método empírico racional projetado por Aristóteles. o nietzchiano. surgem as interrogações ao respeito de qual é a melhor. o método de análise de linguagem e do neocontratualista. das concepções morais concretas. não o sendo qual parâmetro vou adotar para identificar a mais adequada? . O método transcendental kantiano. Aplicar aos diferentes âmbitos sociais os conceitos morais para que o grupo possa adotar uma moral crítica.

A moralidade é tida como “forma de consciência”. como objetivo de alcançar um bem maior no conjunto da vida. a felicidade era entendida como a realização da atividade própria para cada ser.. Na pósmodernidade vê-se a moralidade como um fenômeno que se manifesta na existência de uma “linguagem moral”. ponderando os diferentes elementos a considerar em cada situação. feliz. estudos. não era só ele. na ausência de sofrimentos. Para os eudaimonistas. A formação do caráter permite ao individuo enfrentar . São consequências deste enfoques as diversas considerações tecidas ao respeito da natureza da moralidade. Para os hedonistas.. felicidade era o prazer com a satisfação dos sentidos. a razão moral é a razão calculista ao serviço do cálculo de prazeres e sofrimentos. filosofar. Mas para ambos a moralidade é busca da felicidade e portanto.Ao longo da história o foco de análise da moral foi mudando. Já para Santo Agostinho. Aristóteles dentre eles. a razão moral é uma qualidade que permite achar os meios adequados para alcançar o fim  A moralidade do caráter individual é a capacidade de viver sem desmoralização. destacando o amor como uma atividade superior ao conhecimento. A Filosofia Antiga e Medieval centrava-se na noção do ser e a moralidade era entendida como “dimensão do ser humano”. independentemente do prazer. tendo o Epicuro como representante.  A moralidade como âmbito da realização de uma vida boa. Para os Hedonistas. etc. Na Era Moderna. Os gregos discrepavam sobre a interpretação da felicidade. da deliberação. tentando obter um saldo positivo para os primeiros. a razão moral é a sazão prudencial. a consciência moral como consciência do dever. a felicidade vai além da atividade intelectual. Estas atividades incluíam reflexões. que permitem ao individuo refletir sobre os meios e estratégias que podem conduzi-lo ao alcance da felicidade. a auto realização. mesmo que reconhecido como elemento necessário. a filosofia deixou de centrar-se no ser para adotar a consciência. Atualmente verifica-se acorrente hedonista no utilitarismo. tem sua base no uso adequado da racionalidade. Para os eudaimonistas.

São sistemas éticos que colocam a noção de dever em um lugar central.  A moralidade do dever é a moral como cumprimento de deveres para com o que é fim em si mesmo... também no século XX funda-se numa filosofia comunitarista que propõe entender a moral como uma questão de identificação do individuo com o seu .desafios da vida com um espirito forte. Na Antiguidade. já no século XX. São imprescindíveis a esta formação de caráter a auto realização e a autoestima como valor moral que permite levar adiante qualquer projeto proposto. onde cada um renuncia a parte de sua vontade individual para ingressar na vontade geral. A maior grandeza do homem é a sua capacidade de agir segundo a lei que se impõe a si mesmo ”. os estoicos já entendiam a moralidade como ajustamento da conduta aos preceitos universais da razão.. Devendo predominar uma reflexão social diante dos enfoques que centram a moralidade no individual. com Kant: .  A moralidade como pratica solidaria das virtudes comunitarista. Tem suas raízes em Rousseau com o Contrato Social. . moralmente fortalecido.para explicar adequadamente a moralidade é necessário justificar que a felicidade individual encontra limite no respeito que a razão nos obriga a ter por qualquer ser humano. Nesta concepção exige-se a realização dos homens como seres racionalmente capazes de decidir e justificar mediante o dialogo suas leis. A moralidade é tida mais como problema filosófico político do que de qualquer outro ramo filosófico. de forma semelhante aos outros seres naturais porque a felicidade é um fim natural. relegando-se a um segundo plano a felicidade. Na Ética Medieval.  Outra visão da moralidade é como aptidão para a solução pacífica dos conflitos. fortaleceu-se a moralidade centrada na noção do dever.”Os homens tendem à felicidade. mas esta dimensão naturalista deve ser superada.. como uma capacidade para o homem alcançar seus objetivos.

que permitem avaliar o grau de moralidade das normas de qualquer comunidade. porque o ser é livre para realiza-los ou não. A moral tem semelhanças com o direito quanto ao aspecto prescritivo de suas normas. defendida por Kohlberg. Também são semelhantes quanto aos conteúdos de suas normas que com frequência convergem. pelos diversos enfoques éticos. Independentemente da maneira como seja reconhecida a moral. que explica a existência de um nível de consciência moral pós convencional onde a pessoa é capaz de diferencia normas comunitárias. o fato das concepções morais exporem conceitos e princípios a serem seguidos de maneira obrigatória. dos princípios universalistas de justiça. seria uma teoria simplista que fecha os olhos à solidariedade universalista. a atos voluntários e por tanto que geram responsabilidade e imputabilidade. e por tanto. se comunica.grupo social. O ser humano só se identifica.  Por último temos a moralidade como cumprimento de princípios universais. convencionalmente estabelecidas. constituindo-se num código moral. ou seja. Mas podemos apontar várias diferenças. com sua comunidade. Mas não podemos ver a moralidade como simples solidariedade grupal. em face ao individualismo moderno de consumo que converteu as cidades em agregados de pessoas isoladas e alienadas por uma cultura de massas. ele deve obedecê-las mesmo que não as aceite porque sua violação importa em . como enunciados que indicam a obrigatoriedade de certos atos. e portanto externas ao indivíduo. A seguir comentarei algumas diferenças colocadas pelos autores entre estes âmbitos normativos. é uma auto obrigação que o indivíduo se impõe e que. todos reconhecem sua natureza normativa. se não cumprida é sua consciência que o recriminará. que não podem ser confundidas com normas jurídicas. Referem-se ambas. quando pertence a uma comunidade e com ela se socializa. religiosas e sócias. comportando-se como um tribunal de última instancia. dentre elas que as normas morais tem uma obrigação intrínseca. só adquire sua personalidade. As normas jurídicas são imposições estatais.

dada a grande diversidade de religiões e crenças. Mas também podem estabelecer-se diferenças porque nas normas religiosas a auto obrigação imposta pelo individuo desparece se este abandonar a religião dada. que geralmente seguem as normas de forma inconsciente quanto a sua dupla dimensão. Assim como o código religioso. A moral possui infinidade de conteúdos em comuns com as normas de convivência social. interna para amoral e externa ou social para as normas sociais. As normas estatais diferem de um estado para outro. diferentemente das morais. o que não acontece com as normas morais que permanecem por serem impostas por sua consciência e não por uma autoridade divina. Finalmente podem-se estabelecer diferenças também entre a moral e as normas técnicas. . não é apenas um código moral e sim um modo determinado de compreender e relacionar-se com a transcendência humana. As normas morais apontam para os fins ultimas da ação. Se comparadas. assim como a imputabilidade e responsabilidade pelo fato de orientarem atos livre. que lhe imporá determinada sanção. as normas morais com as religiosas. Nem todas as prescrições morais tem conteúdo religioso porque a moral para ser universalmente aceita precisa ter um caráter laico. o individuo responde perante o grupo social. comparte com elas a função de controle social para uma melhor convivência em sociedade. dada pelas doutrinas elaboradas pelas religiões de grande tradição históricas que se usaram da moral para elaborar seu códigos religiosos e apresenta-los aos seus fies. e só tem validade para o Estado específico que as elaborou. Mas destas normas também difere quanto a origem as obrigações. e não perante sua consciência como ultima instância. que tem caráter universal e portanto são exigíveis para qualquer ser humano.reponsabilidade perante os órgãos judiciários. moral e religiosa. que embora semelhantes quanto a função orientadora do individuo para alcançar seus objetivos propostos. vemos uma confusão histórica quanto a sua natureza. diferem porque a moral objetiva ação em si mesma enquanto as normas técnicas objetivam produzir um bem material. Se transgredidas as normas sociais.

As normas técnicas tem um caráter hipotético. pertencem ao mundo das teses.para a bondade. proporcionando habilidades concretas que não são alcançadas através das normas morais. a moral tem caráter categórico. guiando-o para comportar-se como ser humano racional. já as técnicas apontam para fins imediatos da ação. expressa os limites da racionalidade do homem. . para a eficácia.

97.4 6:0 .8 .085. 5. /4 3/. 247.   247.8 .0390 6:.. . 8:.2-F2 54/02 089.4  .42 .7.. 1:34 47039. 48 .8 3472.438. 5.708 247..3/097. 247. 504 3/.-00.3.8 /4:973.-. 907 :2 ..8 3472.  .39484 0J.8 . 5.O/4 247. .H3.4  /.43.394 ..30. 8:. 25:9.7 80: .07 /10703. 0 09073.03/H3.7.394 .02 547 80702 25489.8.42. .2/. 036:.8 6:0 5072.8 /10702 /0 :2 089.8 :2 .H3. 704 /.7.8 247.. 0 34 547 :2.7.7E907 ./0 /.3.  8 3472.20390 80:02 .9.8 7048./.  02 94/.:947/. .8  $0 97.39047:5484.3.8 089.2 574/:7 :2 -02 2.20390 .431:84 89O7./4 0850.48 80:8 108  6:0 07.-47. 02 84.2-F2 /1070 6:.7 80./.:2.6:07807:2.8 /089.5708039./.8 3472./0 507. 247.-474:/107039020390/.424:92../:4708543/0507.702 .0 80 0890 ./:4 /085.07 80 /10703.7.7.  3. 50./489O7.-/.8 5476:0 3.08  39073.4 02 8 2082. /20384  247..3893.J1. 84. 247.8 .09.8 /0 ./4 /0 .8 9./47. 7.7.4390. 4702 .8 3472../. :2.94 /0 47039..790 .0. /:5.425../. .438.8 3472.42 .4390/4 70484 5476:0 . 0 .70.34  034507.394 .7.3870//../0 5.0 . 0 7048. 570.439740 84.  .8.. 8020.8 9F.3/43./0 /0 .0248 :2..8 3472.8 7008/07.425.H3. 6:.8 9F.6:.394 .8 247.7E907:3.3.8 3472.8 6:0902.8 4-7.  /.9:70.882 .42:38 .424 4 ....20390 54/02 80 089.8 50.E748  8 3472.438.-/.3/0 /.. 807 :3. 6:002547E/090723.O/4 70484  34 F .48 574548948  /10702 5476:0 ../:4 5..8  882 .705438.8 0.7 .8 5708. . 5.:94 4-7.2 5.078/.8 /0 1472.8  6:0 02-47.. .4 25489. 4: 84.078.H3.4390/48 02 . ./.8 547 8:. 4:974  0 8O 902 .8 902 . 1:34 /0 .8 9..42 .-00.-47.7.907.394 .43.7. .O/48 704848 0 . 2047 ..078./4 5../0 0 7085438.703..8 3472.42 0.34  $0 .8 9.8247..8 3472.8 4-09. 5488: 313/.38.8 247.4257003/07070.70  . 48 138 :92.5. 0 82 :2 24/4 /090723. 4 89.  4 6:0 34 .8 84.8  4 3/.247./0 504 1...05479.8 84.948 .8 3472.5439.3908:./0  . 3... 3.8  .424 .7. .8 .8  .8 0.-/.0/.8 /..503.2-F2 03970 .8 7048.86:0 80:8.43.3.390 48 O748 :/.7./0 /0 7008 0 .7 80:8 4-09. 4-09.3908 6:./.8 .

8  8 3472./0 /4 4202  :. 01..8 9F.4  5.3. .97./. 7..948 /.E. 48 2908 /.-/.3/4 4 5.424 807 :2./0 E ./. 247. -43/.5439.7 80 .8 6:0 34 84 .8 3472. .F8 /.7.2 5.02 . .       .90O7.7. ..8 9F.43.4 2:3/4 /.3/4 .8 902 :2 . 138 20/.43. 902 ..3.43.425479..7E907 .  574547..7.347..4  057088.8 .8 .5.8 247.43.8 90808  .4  507903..709.3...7.7E907 549F9../08 .