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IPC - Introdução ao Pensamento Contemporâneo

2º Semestre – 2005/06

ETAPAS DE PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS


1ª Etapa – Pergunta de partida
Formular a pergunta de partida tendo em contra o cuidado de respeitar:
- As qualidades de clareza
- As qualidades de exequibilidade
- As qualidades de pertinência
2ª Etapa – A exploração
As leituras
- Seleccionar os textos
- Ler com método
- Resumir
- Comparar:
- Os textos entre si
- Os textos com as entrevistas
As entrevistas exploratórias
– Preparar a entrevista
– Encontrar-se com os peritos, testemunhas e outras pessoas implicadas
- Adoptar uma atitude de escuta e de abertura
- Descodificar os discursos
3ª Etapa – A problemática
- Fazer o balanço das leituras e das entrevistas
- Estabelecer um quadro teórico
- Explicar a problemática retida
4ª Etapa – A construção
a) Construir as hipóteses e o modelo, precisando:
o As relações entre os conceitos
o As relações entre as hipóteses.
b) Construir conceitos, precisando:
o As dimensões
o Os indicadores
5ª Etapa – A observação
- Delimitar o campo de observação
- Conceber o instrumento de observação
- Testar o instrumento de observação
- Proceder à recolha das informações

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
feitos sem grandes preciosismos, ou, ainda, podem representar temáticas estudadas em anos diferentes dos actuais e que por isso
poderão incorrer em imprecisões normativas ou doutrinais. 1
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6ª Etapa – A análise das informações


- Descrever e preparar os dados para a análise
- Medir as relações entre as variáveis
- Comparar os resultados esperados com os resultados observados
- Procurar o significado das diferenças
7ª Etapa – Conclusão
- Recapitular o procedimento.
- Apresentar os resultados, pondo em evidência:
o Os novos conhecimentos
o As consequências práticas
- Exemplos sobre a aplicação de modelos teóricos nas ciências sociais
- As ciências sociais e a consciência possível das classes sociais na construção da realidade
Exemplo da aplicação dos modelos teóricos:
Quer ao nível do pensamento contemporâneo, quer ao nível da análise científica,
existem vários pensamentos teóricos para analisar (recurso a vários modelos para a
construção da realidade social)
Há autores a defender o método indutivo e outros o dedutivo (hoje em dia são ambas
as pluralidades de teorias e métodos são aceitáveis. Há também quem defenda que os dois
métodos podem coexistir abordando-os conjuntamente (conhecimento dos factos com
facilidade)
As ciências sociais e humanas tiveram alguma dificuldade de implementação, surgiram
tardiamente e tiverem dificuldades sobretudo devido às escolhas (subjectivas) já que os
fenómenos eram novos e por não serem ciências exactas não têm possibilidade de
comprovação.
Modelos teóricos exemplo nas ciências sociais:
- Análise sistemática
- Análise estrutural (estruturalismo)
- Análise funcional (funcionalismo)
O funcionalismo tem em conta o conceito de função. A ideia é estabelecer uma
analogia entre o funcionamento dos seres vivos e dos órgãos sociológicos que desempenham
determinada função e a sociedade, porque quer nas instituições quer num grupo social, há
pessoas a exercer funções específicas no grupo. (ideias que nos permitem analisar as funções
dentro de um sociedade) foi adoptado primeiro na antropologia (das comunidades)
A análise estrutural é diferente. Já não tem a ideia da função nas de estrutura. Foi
também adoptado pela antropologia seguido da sociologia.
É um conceito que serve para estudar fenómenos sociais (económica, ideológica,
política, etc.) No caso da sociologia está presente na noção de classe social – uma sociedade há
várias (classificação dos indivíduos numa sociedade com a classificação das diversas profissões)
que diverge de país para país. Serve porque vários estudos recorreram aos estudos
económicos de desenvolvimento. É uma ideia que se prende com a noção de estrutura.

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
feitos sem grandes preciosismos, ou, ainda, podem representar temáticas estudadas em anos diferentes dos actuais e que por isso
poderão incorrer em imprecisões normativas ou doutrinais. 2
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Na psicologia passa-se o mesmo. A análise dos grupos também estuda os grupos


sociais.
Na economia (macro/ micro)
A análise sistemática é um outro tipo de análise que foi inicialmente desenvolvida nos
EUA (teoria cibernética de informação) paralelamente surgem os sistemas – informático, etc. –
Hoje há vários: Sistema político, sistema informático, (análise sistemática).
Tem também nas ciências sociais o seu lugar. A ideia de sistema e ainda referindo
esquemas conhecidos, usa – se na área da família (que é um sistema) que é na totalidade
(grupo composto por vários elementos) em que o pai e a mãe são o subsistema parental, os
filhos compõem o subsistema filial.
Os modelos teóricos não são só teoria, servem para a pesquisa da realidade (há
receitas diferentes que se desenvolvem ao longo da história).
Estas teorias e modelos nos vários domínios (não devem ser) tem de se ter em conta a
realidade sócio – cultural de uma determinada sociedade (se são todas diferentes económica,
política, social, etc.) quando se adapta esses modelos há que ter em conta a especificação
concreta da sociedade a que se destina.
Textos Estudados
1. “Identificação de um país… chamado Portugal – quinze princípios portugueses”, Agostinho
Da Silva
É um texto interessante, mas complexo. Faz um estilo com contraposição de ideias e
metáforas identificando traços do Portugal. Curiosamente escreveu este texto, para este livro,
numa semana sociológica. Identifica 15 princípios da sociedade portuguesa do passado,
presente e futuro:
a) Primordiais:
- Do total; Do mistério; Do geral.
b) Práticas:
- Do viver; Do saber; Do fazer; Do poupar; Do servir
c) Futuros:
- Das naves; Dos braços; Das ofertas; Das buscas; Do poderes; Das pontes; Dos abraços.
São estes os 15 princípios portugueses.
A) OS PRIMORDIAIS: é a introdução, os práticos no sentido da maneira de vida dos
portugueses e o futuro é que ele tinha para Portugal.
1. Do total, diz que vivemos uma civilização que permite escolher (liberdade de escolha
que deve ser objecto de auto reflexão). No papel da igreja, da filosofia (Platão a
Aristóteles) da igreja nos povos (em especial no português) por ser muito religioso,
fala muito de Deus, Espírito Santo e Santíssima Trindade.
2. Mistério – do divino em dois aspectos: Por um lado que as missas antes eram lidas
em latim, o que a transformava num mistério (a velha que ia à missa e não entendia
nada) acabou-se com a prática (latim), mas mantém-se o mistério. A modernização
da Igreja Católica devia ir no sentido da fraternidade e do sonho. Até Camões
questionou os sábios e as escritura. A Igreja devia ir no sentido do sonho.

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
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3. Geral – fala da pátria, do V Império. Contrapõe, ora a ideia do patriotismo, ora a


ideia de missão (espírito de missão do mundo na época dos descobrimentos de que
Portugal foi um persecutor);
B) PRÁTICOS – fala de El Rei D. Sebastião que morreu pela pátria e sua consolidação e do mito
de Sebastianismo (que ainda existe) que se traduz por vezes como saudade, traduzem um
pouco o perfil dos portugueses.
O autor faz-nos um apelo para não viver só no passado, mas com o mesmo espírito de batalha
que caracterizou os portugueses e as novas batalhas exigem nova coragem (como consultar os
psiquiatras)
1. Do Viver – Certa filosofia de vida que consiste por um lado numa certa maneira de
estar dos portugueses que é pacífica mas também é de espera. Espera por dias
melhores. Tanto neste princípio como em outros fala-nos de El Rei, esta é a primeira
espera, através deste mito sebastianista que foi muito sentido pelos portugueses. É a
prova de que os portugueses vivem de forma passiva, à espera. É uma espera que se
reflecte na busca do divino, que nos faz esperar pela paz, pela resolução dos
problemas mais difíceis (é uma paz pelo menos de espírito)
2. Do Saber – O aspecto do saber. Há na diferença entre o homem do renascimento e o
contemporâneo. O do renascimento assumiu sem medo (na arte, na poesia, no sonho)
o contemporâneo caminha na especialização, mas necessitamos de reavivar a
criatividade (o que o nosso saber exige o recuperar a vitalidade) ele diz que não
devemos imitar o que vem do estrangeiro, mas ser “Directores de Orquestra “.
3. Do fazer – a acção humana de fazer as coisas é que contribui para o progresso do
mundo (as grandes acções do homem).
4. Do poupar – no mundo contemporâneo cada vez mais vimos o não poupar os nossos
recursos (naturais). Temos que inventar o processo de gastar e começar a poupar para
que no futuro possamos viver (ambiente, natureza, meios, dinheiro, etc.).
5. Do servir – Diz respeito a uma certa crítica aos governantes (sobretudo no nosso país)
que procuram velhas ou novas receitas para resolver os problemas, muitas vezes
receitas já usadas (mas que devem servir o povo – democracia representativa)
C) FUTUROS:
1. Das naves: o mito do Sebastianismo e a ideia de que Portugal está à espera do El Rei
renovado que traga prosperidade (que o Céu desça à terra sobre Portugal);
2. Dos braços – O Sebastianismo renovado, soldado verdadeiro, universidade renovada e
Deus aberto a todos.
3. Das ofertas – Regresso às origens do rural da terra e espírito comunitário que está
assente nas sociedades modernas.
4. Buscas – O livro, a escola e a biblioteca que deve ser reformulada. À escola cabe
descobrir o novo caminho, o livro e a biblioteca são o repositório de grandes estantes
que são museus de ignorantes (escolher o que se lê);
5. Dos Poderes – A ideia de que o poder emana das bases (democracia representativa –
os governantes ao serviço dos povos);
6. Das Pontes – Portugal edificou muitas pontes e destruiu outras (ideia de Lusófonia –
Brasil, África, China, etc.);
7. Dos Abraços – A ideia de uma igreja universal ao serviço de todas e ecuménica (todas
as formas de fé, religião)
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2. “A via média da União Política Europeia”, Francisco Lucas Pires


A união europeia é um dos maiores mercados do mundo, cerca de 320 milhões de
habitantes, mais cerca de 40 milhões que a união soviética e mais 80 milhões que os E.U.A. por
isso um dos maiores mercados mundiais. Hoje e depois do alargamento com 450 milhões de
habitantes. Alerta-nos para a ideia de cooperar com a URSS e não estar de costas voltadas.
Fala dos elevados montantes em dinheiro gastos pelos países do terceiro mundo em
armamento (6 ou 7 vezes mais do que recebem em ajudas) o que origina grandes dívidas
externas aos países industrializados, acentuando cada vez mais as assimetrias existentes.
Aborda a ideia de que as funções políticas na comunidade deveriam conquistar maior
coesão interna, cooperar com vista à eficácia das decisões ao nível da política externa e de
segurança.
Alerta para os diversos tratados europeus que têm surgido ao longo dos anos desde a
criação da comunidade europeia, até aos referendos falhados sobre a constituição europeia,
referindo o propósito inicial da comunidade como cooperação económica e o
desenvolvimento desta reforçando novos princípios como a coesão política, moeda única e os
sucessivos alargamentos.
A unidade política constitui ou abarca factores importantes para reforçar e melhorar
níveis qualitativos dos membros, tecnológicos e a própria economia de mercado.
Lucas Pires era já favorável à união monetária como forma mais fácil de gerir os
mercados, alerta para os limites estruturais da união europeia, referindo que o primeiro limite
é o princípio da subsidariedade: a união política não se destina a substituir os estados e as
nações, mas a chegar onde ambos ainda não chegam, isto é, às políticas que implicam meios
desproporcionados para cada membro de per si ou permitam substanciais economias de
escala quando conjugadas; às de regulações de conflitos e compensações das desigualdades
intra comunitárias.
Refere que o critério da subsidariedade deveria ser reforçado ao nível da produção
normativa, devendo os órgãos comunitários ocupar-se ais com a legislação do que com a
regulamentação.
Refere como segundo limite: liberdade do cidadão europeu, se o poder da comunidade
deve crescer então a liberdade do cidadão deve aumentar, só deve haver transferência de
poder para a comunidade quando a sua democratização e liberalização progredirem
proporcionalmente.
3. “O lugar e o papel dos «Estados Africanos» na modernização da sociedade portuguesa
contemporânea”, Manuel Ferreira
Os discursos da afectividade que se relatam na época das descobertas reflectem o
fenómeno cultural de mestiçagem. Portugal, de África retirou várias contribuições e por esse
facto faz todo o sentido, o bom relacionamento e comunicação com os PALOP.
A melhor forma de compreender estes contributos é estudar África através de uma
perspectiva interdisciplinar não só da história mas de outras ciências. O estado é referido no
texto como importante para o estudo de África com novos cursos superiores, portanto
interveniente na sistematização, as instituições culturais do nosso país necessitam de
estabelecer laços de intercâmbio com as instituições culturais dos países africanos. Às nossas
universidades cabe como ponto importante e irreversível o trato de um intercâmbio activo não
só de experiências do saber, como também de projectos comuns.
O autor refere que conhecer África não é ter dela uma ideia superficial, é conhecer os
seus comportamentos, a sua filosofia, a sua antropologia, sociologia, literatura e para isso o
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papel das instâncias de poder é fundamental. Note-se que após o 25 de Abril em nenhuma
universidade portuguesa se ensina qualquer língua africana ao contrário do que sucedia
anteriormente, enquanto na França, Bélgica ou Inglaterra é ministrado o ensino de várias
línguas africanas.
É importante transpor para as gerações vindouras a riqueza da cultura e influência
histórica dos países africanos no desenvolvimento de Portugal, a disponibilidade africana no
homem português que hoje se quer despido de complexos colonialistas ou paternalistas e,
com certeza, erradicado ou a erradicar-se de complexos neocolonialistas.
4. “As ciências sociais e humanas na história da modernização da sociedade portuguesa”,
Armando Castro
- Este texto é sobre o papel destas ciências sociais e humanas na modernização da sociedade
Portuguesa contemporânea.
- Em Portugal, também surgiram estas ciências sociais e humanas no Séc. XIX e Séc. XX, mas a
sua institucionalização só foi após a década de 60.
- Até ai há uma ideia de fase pré-cientifíca das ciências sociais
- O autor prefere mais a designação de ciências do homem que ciências sociais.
- Nesta análise levanta duas problemáticas:
1. Complexidade teórica das ciências do homem aliada ao facto de ser difícil desvendar o
conhecimento sobre o homem. (o que sabemos nós do homem? - S. Jonh Pirse)
2. Saber concretamente qual a função social das ciências sociais e humanas na
modernização da sociedade Portuguesa.
Há duas distinções a considerar, o autor faz uma abordagem sobre:
1. Reflexões sobre o Social
Essas reflexões são antigas, XII-XIII, antes de existirem as ciências sociais.
O bispo, Durando Pais, fala já no séc. XIII, de 3 ciências morais: economia, ética e
politica
Mesmo a intervenção social e prática na Idade Média, já requeria uma forma de
entendimento das questões sociais.
2. Ciências Sociais
Quando surgiram como ciências:
Economia – XVIII
Linguística – XIX
Sociologia e História – fim XIX
Antropologia e psicologia – XX
- O Prof. faz a distinção entre o saber científico (traz novas dimensões de entendimento às
coisas, ultrapassa o conhecimento do senso comum em entendimento) e o senso comum
(saber prático, vulgar, sobre as coisas, é um conhecimento não aprofundado).
-As ciências sócias têm uma possibilidade de INTERVENÇÃO no social, no político, no
comportamento dos indivíduos. Ex.: gestor que é um interventor na economia, o assistente
social, etc.

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5. “O lugar e o papel da medicina social no desenvolvimento da sociedade portuguesa”,


Nuno Grande
Análise do desenvolvimento da medicina social ao longo de vários períodos de história
humana, desde a pré-história até ao Século XXI. Os vários tipos de medicina, consoante os
períodos e civilizações:
- A medicina mítica;
- A medicina sacerdotal;
- A medicina medieval;
- A medicina pré-cientifíca;
- A medicina cientifica;
O desenvolvimento da medicina social no caso português. O professor analisa o que foi
a medicina desde a pré-história, ao longo dos tempos. Analise que contem o contributo das
diferentes civilizações até chegar aos nossos dias.
Seja qual for a época da história que estudemos, aparece sempre o papel da medicina
ligada ao homem como seu principal agente. Na mais remota antiguidade (ainda no tempo
sem tempo) o curandeiro era já um homem especial com capacidades mágicas que ajuda a dar
resposta à inquietação motivada pela doença e a morte. Os grupos dirigentes são
influenciados por esta personalidade e começa a estratificação das classes sociais e os
privilégios que daí resultam.
Na Grécia antiga o diálogo bio-postura (proibir de comer carne de porco, não permitir
casamentos consanguíneos, prostituição, etc.) tem um papel determinante que influenciou a
sociedade grega. As suas escolas especialmente a de Cos chegou a todos os povos do mundo
clássico e conceitos marcantes revela o conhecimento que eles já tinham. A influência social
traduziu-se na criação de uma nova relação mestre/discípulo que democratizou o ensino da
medicina e lhe deu um estatuto de ciência. Na idade média aparecem outras escolas como
Paris, Bolonha, Oxford. Entramos a era da história científica que beneficiou da explosiva
contribuição dos progressos das ciências subsidiárias (microscópio, anti-sepsia, anatomia, etc.).
Nos nossos dias o direito à igualdade aumenta a procura e a oferta de serviços médicos e a
preocupação maior divide-se em 2 vertentes: 1ª a preservação da qualidade de vida e a
assistência na doença e 2ª o cidadão português, vertentes estas em que a eficácia da segunda
pressupõe que a primeira tem os problemas estudados e resolvidos.
VÁRIOS TIPOS DE MEDICINA AO LONGO DA HISTÓRIA
- Este texto fala da medicina social e a sua evolução ao longo da história
- Fala-nos dos contributos de certas civilizações na evolução da medicina
- Faz uma análise concreta ao conceito de medicina social, quando a medicina se volta para a
sociedade, para o interesse público, pois nem sempre a medicina procurou o interesse público
TIPOS DE MEDICINA
A. Medicina Mítica
O papel do CURANDEIRO ou FEITICEIRO é importante, ele é um homem influente no meio, ele
é que possui poderes mágicos e faz a ligação do homem com a divindade.
B. Medicina Sacerdotal
Remonta a uma época longínqua, cerca de 5000 anos, em que a medicina se tornou
uma verdadeira religião, ligada aos SACERDOTES ou IMPERADORES.
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C. Medicina Medieval
A pouco e pouco a medicina foi recolhida nos mosteiros e analisado pelos MONGES.
Mas o código moral dos Monges, proibia a análise anatómica, cirurgias, logo neste
período a medicina retrocedeu.
D. Medicina Pré-cientifíca
Séc. XVII é quando a medicina ganha novo alento, principalmente com a descoberta do
Microscópio.
E. Medicina Cientifica
A revolução inglesa do séc. XVIII veio propiciar um desenvolvimento da medicina, com
a urbanização, requereu-se certas medidas de carácter social, evitar epidemias,
obrigatoriedade de vacinações.
• Medicina Tecnológica
- Maior rigor dos actos médicos
- Divulgação dos progressos médicos
- Domínio de grandes agentes patogénicos
- Cria-se o sistema de Saúde dependente do Estado, SNS, associado à carta universal
dos direitos do homem, é garantido o direito à saúde a todas as classes
- Contrapartida os impostos
6. “O lugar e o papel da ecologia na modernização de Portugal contemporâneo”, J. F. Santos
Oliveira
- Analise sobre o papel da ecologia nas sociedades contemporâneas e portuguesa em
particular
- A ecologia vem da dimensão grega, ciência que se ocupa do arranjo do saber sobre a casa
onde vive o homem.
- Ecossistema – Ciclo de matéria e energia, as duas interligadas por um fluxo de energia e
matéria, de entrada e saída, de igual maneira.
- A terra teve um processo de criação longo
- Permiano
- Cretaceo
- Terceario
- O homem teve um processo de adaptação, desenvolveu instrumentos e técnicas associadas à
cultura onde vivia.
- Outro aspecto focado são os recursos, que como nós sabemos são finitos, define 2 tipos:
• Renováveis
• Não renováveis – não se renovam após serem consumidos
- Fala também do poder do homem no ambiente, intervêm nele de 2 formas:
• Consome recursos naturais
• Cria produtos que se destinam à sua sobrevivência
- Aspectos positivos dessa intervenção
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• Aumenta os recursos à disposição das pessoas


- Aspectos negativos
• Desequilíbrios causados no ambiente
Existem grandes disparidades entre os recursos existentes no nosso planeta, certas regiões
têm mais que outras.
3 Tipos de grau de desenvolvimento
• Desenvolvidos / Centrais
• Em vias de desenvolvidos / periféricos
• Subdesenvolvidos/ semiperiféricos
-Há um papel das ciências económicas e sociais no sentido de combater os desequilíbrios.
- O desenvolvimento das sociedades humanas não pode ser feito, há revelia das questões
ambientais, pois corremos o perigo de nos autodestruir, destruir os recursos, assim tem que
haver um DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
3 FACTORES PARA DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL
• Desenvolvimento Económico
• Desenvolvimento Ambiental
• Desenvolvimento Social
DESIQUILIBRIOS CAUSADOS PELA INTERVENÇÃO DO HOMEM NO AMBIENTE
• Crise na energia
• Fome
• Poluição
• Endemias
• Pandemias
- Poluição é uma alteração indesejável das características físicas, químicas e biográficas do ar,
do solo e da água, que pode afectar as espécies e os recursos naturais.
7. “Os paradigmas da modernidade e da pós modernidade no âmbito do Direito
Constitucional e da Ciência Politica”, J. Gomes Canotilho
O direito tem que estar aberto para ver em que ponto é que determinados vocábulos trazem
nova reflexão e nova abertura ao direito (vocábulos como paradigma) Prof. Gomes Canotilho)
Ele diz que há palavras viajantes:
I – Novos paradigmas, novos saberes, novos direitos
II – As palavras viajantes
III – O paradigma do informal
O I tem a ver com o facto do fim da década de 80 início 90 começou este tipo de reflexão da
ciência política e do Direito sobre estes novos paradigmas. Há que haver abertura a estes
vocábulos. Segundo o Prof. Canotilho alguns vocábulos estão em crise a constituição, estado,
Lei, democracia, soberania e nação que ele estabelece como viajantes.
Tinham um carácter fixo imutável, mas que hoje vão perdendo o sentido.
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Constituição – é um vocábulo que vai mudando este movimento (chamado movimento


filosófico cultural) começou nos EUA nos anos 30 em que autores filosofia, etc. foram
analisando as mudanças da sociedade. No país só se fala no âmbito do direito nos anos 80.
Tinham um carácter fixo imutável, mas que hoje vão perdendo o sentido.
1 – Constituição (Moderna e Pós-Moderna) – é um vocábulo que significa ordenação
sistemática e racional da comunidade política, plasmado num documento escrito, mediante o
qual se garantem direitos e deveres fundamentais e se organiza de acordo com o princípio da
divisão de poderes. Esta palavra foi mudando e este movimento (chamado movimento
filosófico cultural) começou nos EUA nos anos 30 em que autores filosofia, etc. foram
analisando as mudanças da sociedade. No país só se fala no âmbito do direito nos anos 80.
A ideia de constituição como centro de um conjunto normativo é posta em causa. Ela deixa de
se inserir no processo histórico de emancipação da sociedade e conduz-se cada vez mais para
o conceito de: é um estatuto reflexivo que através de certos procedimentos permite a
existência de uma pluralidade de acções políticas, etc.
2 – Estado (Moderno e Pós-moderno) – desde o século passado que estado é assumido como
uma forma histórica de um ordenamento jurídico geral cujas características eram a
territorialidade (espaço soberania que perdeu o sentido com a integração europeia),
população (que também se altera com a integração), politicidade com fins definidos e
individualizados (a noção de indivíduo perdeu o sentido que sempre teve).
3 – Lei (Modernidade e Pós-Modernidade) – podia definir-se como acto normativo geral e
abstracto editado pelo parlamento cuja finalidade essencial é a defesa da liberdade e
propriedade dos cidadãos. Com o primado do direito europeu, a jurisdização do mundo (TPI), a
parlamentarização europeia, etc., como centrar o conceito de lei.
4 - A invenção do território e do Estado-nação – a noção de estado (estado nacional, estado
de direito, democrático, social) estará provavelmente no fim. Os fenómenos da globalização
nas formas de independência e modificação de normas e controle dos regimes políticos levam
à questão de saber como definir deveres e obrigações para lá do “estado territorial”, a carta de
identidade política e cultural cada vez mais se articulam com conceitos novos como cidade
mundo, Europa comunitária, casa europeia, unidade africana, etc.
5 - Direitos individuais (Modernidade e Pós-Modernidade) – que quer fossem considerados
direitos naturais, direitos inalienáveis ou direitos racionais do indivíduo possuíam uma
dimensão projectiva universal que se vê hoje alterada pelo subjectivismo dos direitos
fundamentais onde só existe um singular: o indivíduo (que passou a ser um espectador de
aconteceres soberanamente indiferente).
6 -Pactos fundadores: Razão Moderna ou Mitopoiética Pós-Moderna? – Que eram estruturas
básicas de forma a permitir o funcionamento de uma sociedade bem ordenada. Pelo acima
exposto, os conceitos de constituição, lei, etc. transformaram-se em mitopoiética (conjunto de
mitos, etc.).
8. “Repercussões sociais e humanas da biologia moderna”, Luís Archer
A biologia moderna é a desmontagem analítica dos seres vivos. É possível reproduzir
plantas resistente, animais de maiores dimensões, bactérias para produzir maciça e
economicamente a insulina humana e outros compostos, a inseminação in-vitro, a
possibilidade de alterar características do ser humano e planear o futuro da espécie, tudo
graças à engenharia genética. Trata-se de administrar as forças biológicas da natureza de
forma engenhosa com base em interesses provêm da necessidade de melhorar a qualidade de
vida ou que podem ser económicos.

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O futuro desta biologia afigura-se preocupante já que possibilidades podem ser


assustadoramente infindáveis.
As repercussões sociais e humanas dividem-se (segundo Archer) em 15 partes a saber:
1. A imagem que o homem tem de si próprio. Em que o homem se vê com poderes que
antes eram reservados à natureza (procriação). Contra Reacção: Os anseios ancestrais
de domínio da espécie passam agora a ser “direitos”;
2. Cultura tornou-se técnica. Antes as ideias comandavam o mundo que
consequentemente impulsionavam as civilizações. Hoje é a tecnologia que faz andar o
mundo e o factor humano desaparece. Contra Reacção: A busca do meta-racional
parapsiocológico e espiritualista;
3. Família em que cada vez mais crianças têm como pai legal um homem que não
contribuiu para a sua existência biológica (a família biológica perde terreno). A
procriação antes era fruto de uma relação interpessoal e hoje pode ser apenas um
acto técnico. Contra Reacção: equipas científicas que protestam e param;
4. Reprodução – perante a posse de espermatozóides e óvulos, criam-se seres humanos
que pode fazer imaginar uma fábrica de seres humanos sem família. Contra Reacção:
equipas científicas que protestam e param;
5. A saúde onde há uma progressiva introdução do artificial (rins, corações, e próteses
das mais variadas). Contra Reacção: revivescência de terapias sem tradição ocidental
como acupunctura;
6. Futuro em que o planeamento da espécie humana é ditado por experiências com
embriões humanos. Contra Reacção: equipas científicas que protestam e param;
7. Indústria onde vemos as indústrias biológicas de ponta a substituir as químicas
convencionais (a insulina que se obtinha por extracção química dispendiosa, hoje é
produzida em quantidades ilimitadas e em condições altamente económicas por uma
bactéria a que se deu o gene da insulina humana);
8. Economia, que tem sido uma verdadeira revolução económica com a engenharia
biológica, com maiores investimentos iniciais garante mais lucros. Contra Reacção:
acordos económicos internacionais;
9. Equilíbrios internacionais em que a perturbação com o perigo de neocolonialismos
industriais já que todas as revoluções antes mencionadas se dão nos países
desenvolvidos criando uma dependência maior dos países em vias de
desenvolvimento. Contra Reacção: Organizações internacionais;
10. Trabalho em que o surgimento de novas tecnologias altera a distribuição de trabalho
(maior procura de técnicos especializados e maior desemprego de trabalhadores
indiferenciados). O tratamento de dados genéticos que permitem prever tendências
de doenças de manifestação tardia e que dão à entidade empregadora um poder
sobre o direito das pessoas (Democracia  Genocracia);
11. Direito, alterações no âmbito do direito ao trabalho já que todas as alterações terão
enquadramento jurídico/legislativo. O direito de família (de paternidade) e o direito a
ter parentes;
12. Ambiente, pois além dos homens, todo o ambiente se altera em consequência desta
nova biologia (plantas, herbicidas, pesticidas, animais e até pessoas geneticamente
modificados). Contra Reacção: organizações para defesa da biosfera, reservas
naturais, etc;

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
feitos sem grandes preciosismos, ou, ainda, podem representar temáticas estudadas em anos diferentes dos actuais e que por isso
poderão incorrer em imprecisões normativas ou doutrinais. 11
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13. Valores, todas estas alterações se projectam nos valores fundamentais da nossa
civilização (introdução no ambiente de organismos modificados por engenharia
genética, herbicidas, pesticidas e despoluentos biológicos). Mantêm-se a defesa dos
direitos do homem e da dignidade da pessoa humana – até onde? Até onde permitam
a pressão dos outros valores;
14. Religião, em que o distanciamento dum corpo doutrinal, conceptualista e racionalista
é, cada vez maior. Contra Reacção: revivescência de aspectos vivencialistas;
15. Política, em que o know-how técnico e o invest são os poderes. O Estado é obrigado
politicamente a investigar e a investir na periferia. O desenvolvimento feito tendo em
conta que estabelece uma política científica.
9. “O papel da «Nova Museologia» ou «Museologia Social» na sociedade contemporânea”,
Mário Canova Moutinho
 Reflexão sobre o papel dos museus na sociedade portuguesa
 Reflexão que introduz a ideia de nova museologia ou museologia social.
 Novas formas de ver os museus nas sociedades contemporâneas
 O autor introduz na ideia de museu e museologia, uma reflexão do ponto de vista
económico e empresarial.
 Dá o exemplo de museologia como forma privilegiada de comunicação
 Faz uma reflexão conjunta do papel dos museus, que vai desde a arquitectura à
tecnologia
 Apela-se á formação permanente e interdisciplinar (como especialistas de outras áreas)
 Privilegia uma abordagem económica do museu em detrimento da abordagem cultural.
 Os museus são intervenientes na sociedade
 Há a ideia de empresa nos museus e dentro dessa empresa tem que ter os mesmos
objectivos que as empresa (espírito de iniciativa, inovação, formação continua).
 É importante o papel de “gestor” dos museus, deve ser alguém com experiência,
habilidade
 O museu deve ter em consideração a participação da população e envolvimento do
museu na comunidade
 Ideia nova – ideia de museologia popular
 Promove-se o acesso das populações de todas as classes
 Tem-se desenvolvido esforços para desenvolver cursos e mestrados de museologia,
mas é considerada uma área restrita da cultura, pelo que há uma certa inércia
 Houve uma evolução na ideia de museu. A ideia é que haja uma menor atribuição de
verbas do Estado aos museus, mas que eles se organizem como empresa, recolhendo fundos
para a subsistência e desenvolvimento.
10. “O papel dos sociólogos e da sociologia na modernização da sociedade”, António
Brandão Moutinho
 Reflexão no sentido e sensibilizar as organizações/empresas para o factor humano
 O homem é cada vez mais substituído pela máquina

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
feitos sem grandes preciosismos, ou, ainda, podem representar temáticas estudadas em anos diferentes dos actuais e que por isso
poderão incorrer em imprecisões normativas ou doutrinais. 12
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 Segundo o autor tem que haver equilíbrio entre a intervenção do homem no processo
produtivo como na sua ausência
 Tem que se repensar o papel do homem no processo produtivo, como em caso de
acidentes de trabalho
 Outro alerta, das ciências sociais e humanas, é o que podem fazer no papel do
sindicato, no papel da fiscalização
 Tem que haver uma interacção entre a técnica, ciência, sociedade e política, só aí será
possível uma maior intervenção das associações e dos sociólogos nas indústrias.
 No entanto essa tarefa é difícil, as dificuldades dos sociólogos na intervenção deve-se a
factores como: os cursos de sociologia têm uma vertente mais técnica e menos prática;
 As organizações do trabalho devem ter um papel interdisciplinar. O sociólogo não deve
estar isolado, deve estar associado com gestores;
 Ainda há resistência nas empresas na aceitação dos sociólogos, estas não aceitam
muito bem o papel das ciências sociais e humanos, como tal é necessário uma renovação das
mentalidades
11. “Novas tecnologias e emprego: Ameaça ou oportunidade?”, Artur Parreira
Novas tecnologias e o empate no campo empresarial
Conceito
 Tratamento automático da informação como ferramenta produtiva
 Modo de produção de bens e serviços assente nos serviços técnicos
 Rentabilização da produtividade e da qualidade
Efeitos das novas tecnologias
 Volume do emprego (mais ou menos emprego)
 Estrutura qualitativa do emprego (qualificação)
 Organização profissional
As novas tecnologias (condicionam quer a empresa, na sua estrutura, quer o mercado de
trabalho na sua qualificação e atitudes)
A empresa – actua sobre o mercado de trabalho (possui oferta de emprego, política de gestão)
O mercado de trabalho é constituído por autores sociais com determinadas competências
Há uma dialéctica entre os efeitos (efeitos de novas tecnologias)
Há reorganização em função das qualificações profissionais
Cultura empresarial
 Mais produtividade
 Maior precisão e qualidade
 Menos custos (os trabalhadores são custas e não recursos)
 Novas tecnologias substituem com vantagens os trabalhadores
 Segundo o autor esta cultura empresarial deve mudar a sua atitude, pois é uma
internacionalização do espaço económico, o que leva a ser necessária uma nova geração de
empresários
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 Em Portugal, os trabalhadores têm estratégias para se defenderem nesta matéria


• Estratégia individualista – não é a mais eficaz, conduz ao desemprego e á
reforma antecipada
• Estratégia colectiva – é um tipo de estratégia mais eficaz, mais apoio, melhor
negociação
 Hoje em dia a força de trabalho ainda é visto como algo instrumental
 Há um modelo competitivo entre a oferta e a procura de trabalho, o que origina uma
procura pelas melhores qualificações
 Variáveis: formação, sexo interacção dos sindicatos, qualificações – estas são algumas
variáveis que estão em jogo no modelo competitivo
 As novas tecnologias serão uma ameaça ou oportunidade – há estudos que dizem que
quanto mais tecnologia mais influência. Terão os recursos humanos que procurar novas
qualificações para essas máquinas. O pessoal administrativo diminui, mas aumentam outros
cargos, mais técnicos
Pós-Modernidade
É condição sócio-cultural e estética do estágio do capitalismo pós-industrial, que é o
contemporâneo. Teóricos e académicos têm ≠ concepções s/ o termo. Para os críticos
marxistas, a Pós-Modernidade é a “lógica cultural do capitalismo tardio”. Jürgen Habermas, a
Pós-Modernidade estaria relacionada a tendências políticas e culturais neoconservadoras,
determinadas a combater os ideais iluministas e de esquerda. O francês François Lyotard
prestigia a Pós-Modernidade como verdadeiro rompimento com as antigas verdades
absolutas, como marxismo e liberalismo, típicas da Modernidade.

Estes, bem como muitos dos apontamentos disponibilizados no blog Direito Lusófono, são de autoria desconhecida, ou foram
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