Modelos Atômicos
Atomistas Gregos
No século V A.C., filósofos gregos buscavam apresentar interpretações da origem do mundo material.
Alguns apresentaram ideias da origem da matéria a partir da água, da terra, do ar e do fogo. Um dos mais
proeminentes teóricos foi Aristóteles que colocou a origem da matéria como uma interação entre os quatro
elementos.
Demócrito, discípulo do filósofo Leucipo, apresentou a ideia de que a matéria possuía uma parte, que mesmo
após muitas divisões e repartições, não haveria mais partições. Demócrito chamou essa parte de (átomo)
traduzindo, sem divisão. No entanto, a teoria atômica grega, entrou em desuso devido a questões políticas e
religiosas ao longo do império romano, sendo revisitada apenas no século XVIII D.C. após o racionalismo.
Modelos Atômicos Modernos
John Dalton – 1803
O químico inglês John Dalton, a partir de estudos de compressão de gases, formulou uma teoria de que a
matéria era composta por partículas pequenas, onde residia a massa de toda matéria, que se diferenciavam entre
si de acordo com os tipos. Dalton chamou essas partículas, em homenagem aos atomistas gregos, de átomo.
Identificando as seguintes características na partícula: Esférico; Maciço; Indivisível; e Indestrutível.
(representação visual do modelos de Dalton)
Joseph John Thomson – 1898
O químico inglês Joseph John Thomson, a partir de estudos da interferência do eletromagnetismo sobre a
matéria, Thomson em testes com tubos de raios catódicos, identificou a presença de uma partícula muito
pequena de carga negativa, que era responsável pela condução da eletricidade, devido a isso, Thomson a
chamou de Elétron.
(Ampola de Crookes / Tubo de Raios catódicos)
A partir dessa nova característica, Thomson aperfeiçoou as características do átomo proposto por Dalton,
adicionando cargas, onde os elétrons estão encrustados na massa positiva do átomo. Apresentando as seguintes
características: Esférico; Maciço; Indestrutível; Parcialmente divisível (elétron pode ser removido); e Com
cargas elétricas.
(representação visual do modelo de Thomson)
Ernest Rutherford – 1911
O químico neozelandês Ernest Rutherford, a partir de experimentos com materiais radioativos, parte deles
cedido por Marie e Pierre Curie, identificou em 1899 os decaimentos e , observando as propriedades
eletromagnéticas e a carga de cada partícula, é positiva mais massiva e é negativa e menos massiva.
A partir de suas descobertas sobre as partículas do decaimento radioativo, levou Rutherford a realizar um
experimento sobre a estrutura física do átomo. Montando um aparato que envolvia uma lâmina finíssima de
ouro, uma caixa de chumbo com um material radioativo de emissão , uma chapa de Sulfeto de Zinco (detector
de radiação).
O esperado, a partir do modelo atômico presente naquele momento, era que as partículas passassem
devido ao tamanho e a carga das partículas. Mas o encontrado foi que as partículas eram deslocadas
(1:10.000), em vezes até retornavam (1:100.000).
A partir desses resultados, Rutherford concluiu que o átomo possuía uma parte interna, onde estava a massa
do átomo, de carga positiva, a qual ele chamou de núcleo, e uma parte externa, onde estariam os elétrons,
chamada de eletrosfera. Em 1919, após muitos estudos sobre radioatividade, Rutherford identificou uma nova
partícula, por ter carga positiva, o chamou de próton.
(representação visual do modelo de Rutherford)
Niels Bohr – 1913
O químico dinamarquês Niels Bohr, aluno de E. Rutherford, pode aperfeiçoar o modelo de Rutherford a
partir de uma questão em aberto no modelo recente. Devido a característica das cargas positivas no núcleo e
negativa na eletrosfera dos elétrons, a questão sobre o motivo dos elétrons não colapsarem no núcleo ficou sem
resposta, inclusive de Rutherford.
Diferentemente de todos os outros modelos anteriores, o modelo de Bohr foi um modelo puramente
matemático e teórico. A partir de estudos quânticos do átomo, Bohr identificou que os elétrons tinham níveis de
energia, ou seja, os elétrons estavam distribuídos de acordo com um nível de energia. Bohr chamou esses níveis
de energia de camadas, onde cada camada teria um número máximo de elétrons.
(representação visual do modelo de Bohr)
As camadas de elétrons ficaram divididas da seguinte forma:
Primeira camada mais próxima do núcleo: K. Quantidade máxima de elétrons na camada: 2
Segunda camada mais próxima do núcleo: L. Quantidade máxima de elétrons na camada: 8
Terceira camada mais próxima do núcleo: M. Quantidade máxima de elétrons na camada: 18
Quarta camada mais próxima do núcleo: N. Quantidade máxima de elétrons na camada: 32
Quinta camada mais próxima do núcleo: O. Quantidade máxima de elétrons conhecidos na camada:
32
Sexta camada mais próxima do núcleo: P. Quantidade máxima de elétrons conhecidos na camada: 18
Sétima camada mais próxima do núcleo: Q. Quantidade máxima de elétrons conhecidos na camada:
8
Erwin Schrödinger – 1927 (atual)
O físico alemão na década de 20 do século XX postulou sua teoria da mecânica quântica. A partir de seus
estudos sobre as propriedades ondulatórias do elétron, pode-se explicar algumas características e
comportamentos estranhos que o elétron possui.
O elétron tem energia, isso já tinha sido identificado, mas diferente do que Bohr postulou, dentro de uma
mesma camada dois elétrons podem ter energias distintas. Para agrupar esses elétrons de acordo com as
energias, ficou-se dividido em números quânticos:
Número quântico principal (n): camada à qual o elétron pertence (números inteiros positivos maiores
que 1)
Número quântico secundário (ℓ): subcamada à qual o elétron pertence (números inteiros positivos
maiores que 0 até n-1)
Número quântico magnético (mℓ): orbital onde ao qual o elétron pertence (números inteiros entre - ℓ
e + ℓ)
Número quântico de spin (ms): valor de spin, +½ ou -½.
O conjunto desses quatro números quânticos compõe o que podemos considerar como um endereço exato,
ao redor do núcleo, em que um determinado elétron se encontra.