REVISTA CADERNO PEDAGÓGICO – Studies Publicações Ltda.
ISSN: 1983-0882
Educação inclusiva de surdos: conceitos envolvidos e evolução
histórica
Inclusive education of the deaf: Concepts involved and historical
evolution
DOI: 10.54033/cadpedv20n9-026
Recebimento dos originais: 15/11/2023
Aceitação para publicação: 18/12/2023
André Ricardo Magalhães
Doutor em Educação Matemática
Instituição: Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Endereço: R. Silveira Martins, 2555, Cabula, Salvador – BA
E-mail: andrerm@[Link]
Osvaldo Requião Melo
Mestrando em Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (UNEB)
Instituição: Universidade Católica do Salvador (UCSAL)
Endereço: Av. Prof. Pinto de Aguiar, 2589, Pituaçu, Salvador – BA, CEP: 41740-090
E-mail: [Link]@[Link]
RESUMO
Este artigo trata sobre os principais conceitos envolvidos na educação inclusiva
de alunos surdos, abordando as diversas classificações de surdos e examinando
os principais embates na prática educacional destes alunos surdos examinando
os principais movimentos da evolução histórica destes conceitos na prática
educacional destes alunos. O que entendemos como pessoas com
necessidades educacionais especiais, como deficientes, como deficientes
auditivos, como surdos, quais as principais classificações existentes dos surdos
e quais os principais embates travados na abordagem da educação envolvendo
estes alunos surdos: educação especial, educação integral e educação inclusiva;
estratégias de normalização e diferenciação; oralidade, língua dos sinais,
bilinguismo, comunicação total e pedagogia surda; essencialização e
plurarização.
Palavras-chave: educação inclusiva, surdez, inclusão escolar.
ABSTRACT
This article deals with the main concepts involved in the inclusive education of
deaf students, addressing the different classifications of deaf students and
examining the main obstacles in the educational practice of these deaf students,
examining the main movements of the historical evolution of these concepts in
the educational practice of these students. What do we understand as people
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with special educational needs, such as the disabled, the hearing impaired, the
deaf, the main existing classifications of the deaf, and the main obstacles to the
approach to education involving these deaf students: special education,
comprehensive education and inclusive education; standardization and
differentiation strategies; orality, sign languages, bilingualism, total
communication and deaf pedagogy; essentialisation and pluralization.
Keywords: inclusive education, deafness, school inclusion.
1 INTRODUÇÃO
As políticas educacionais deveriam garantir o direito de todos à uma
educação de qualidade (tanto o acesso inicial de todos a esta educação, quanto
a permanência destes mesmos indivíduos nela ao longo do tempo), respeitando
as suas possíveis singularidades.
A busca por maiores oportunidades de acesso à educação, resultado de
diversas pressões sociais, resulta numa crescente participação de indivíduos
nas salas de aula com as mais diversas características. Dentre estes, alunos
com atributos particulares por terem algum tipo de deficiência, que são
chamados de alunos especiais ou com necessidades especiais.
Diferentes estratégias foram adotadas ao longo do tempo para oferecer
este acesso à educação a pessoas com necessidades especiais: educação
especial, educação integral, educação inclusiva, normalização, diferenciação,
partidários do oralismo ou do uso das línguas de sinais que variaram ao longo
do tempo pela percepção do que seria o aluno surdo.
Dentre as pessoas com necessidades especiais, o aluno surdo possui,
além dos complicadores normais da inclusão de pessoas com deficiência física
e/ou sensorial, o diferencial do uso de uma outra língua para a comunicação (que
seria o uso de uma língua de sinais).
Professores e outros alunos (não surdos) normalmente não dominam a
língua de sinais. Esta situação provoca dificuldades na comunicação efetiva com
os alunos surdos e o acesso destes a diversos conteúdos educacionais.
Para os alunos surdos brasileiros: a linguagem brasileira de sinais (Libras)
é a primeira língua usada na comunicação e o português acaba sendo a sua
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segunda língua. Normalmente para estes alunos, os pensamentos são
construídos baseados na língua dos sinais.
O Brasil aumentou em cinco vezes o número de matrículas de pessoas com
deficiência em classes comuns da educação básica e em seis vezes e meia na
educação superior desde 2003. Segundo o Censo Demográfico de 2010 realizado
pelo IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA et al.,
2012), 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Desses, 2.147.366
apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70
e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos. Destes, em média
30% não sabem ler português, e dos outros 70%, só 15% lê português direito. Por
estes dados, a disponibilização de conteúdos ou aulas apenas em português,
acabam deixando de fora cerca de 85% dos alunos surdos.
O levantamento, do contexto histórico e dos principais conceitos
presentes na educação de alunos surdos que se faz neste artigo, faz parte de
um esforço inicial para entender o cenário atual e os principais embates
existentes nos processos educacionais envolvendo alunos surdos e será
utilizado num contexto maior para contribuir no projeto de uso de ferramenta para
auxiliar na inclusão dos alunos surdos nos processos educacionais.
Esta ferramenta informatizada deve permitir a realização de traduções de
conteúdos diversos trabalhados nas aulas (ou outros dispositivos auxiliares que
podem ser usados nas aulas) e que estejam disponíveis em português para seus
equivalentes em libras, usando teorias de tradução de linguagens formais
integrando os falantes destas duas línguas.
Neste artigo falaremos sobre os conceitos de alunos surdos e suas
classificações e sobre as abordagens históricas adotadas na educação dos
alunos surdos.
2 CONCEITOS DE SURDOS E SUAS PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES
A declaração universal dos direitos humanos (ONU, 1948) em seu artigo
primeiro reconhece que todos os homens nascem iguais em dignidade e direitos.
A constituição federal (BRASIL, 1988) no seu artigo 5º. Dispõe sobre o princípio
da igualdade como um dos pilares da sociedade brasileira. A igualdade
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pressupõe a liberdade e o direito à diversidade, respeitando nas pessoas suas
peculiaridades e particularidades. Para que o direito à igualdade seja um direito
real, ela tem que ser relativa, reconhecendo que as pessoas são diferentes e
que, portanto, elas têm necessidades distintas e devem ser garantidas para
estas pessoas as condições apropriadas de atendimento às suas peculiaridades
individuais, de forma a que todos estes possam usufruir por igual das diversas
oportunidades existentes.
Desta forma a atenção educacional aos alunos com necessidades
especiais, entre eles os alunos surdos, deve ser feita no sentido de garantir a
estes alunos igualdade de oportunidades.
Segundo (KASSAR; REBELO, 2011) o conceito de aluno especial, ou
aluno com necessidades especiais variou muito ao longo dos anos e depende
muito do contexto histórico examinado.
Segundo (PAULA, 2012), um dos distúrbios sensoriais que mais ocorre
entre os seres humanos é a deficiência auditiva. Pode ser percebido e iniciar em
qualquer fase da vida, pode ser fruto de fatores genéticos, interação ambiental
ou destes dois fatores combinados, e ainda pode aparecer com diversos graus
de gravidade e intensidade. Desta forma inicialmente examinaremos os
conceitos e as classificações das pessoas com deficiências auditivas de forma a
deixar claro o conceito de aluno surdo, que pode ter várias conotações e ter sido
alterado ao longo da história.
O conceito de surdez utilizado neste artigo é o de uma alteração ou no
sistema auditivo ou nas vias auditivas ou em ambos, que de alguma forma
reduza ou impeça o acesso do sujeito aos estímulos sonoros presentes no
ambiente em que ele vive (NUNES et al., 2015).
Existe também várias classifica- ções para a surdez. Ela irá depender da
intensidade da perda auditiva (leve, moderada, severa ou profunda) em várias
classificações disponíveis na literatura; da localização da perda (se é no ouvido
médio, no interno, se é unilateral, bilateral ou outras); e do momento da perda
(se antes ou depois do processo de aquisição da linguagem, o que recebe o
nome de surdez pré-linguística ou pós-linguística). Vamos tratar das principais
classificações a seguir.
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Levando-se, em conta a classificação do Bureau Internacional
Audiophonologie (BIAP,2005) e na Portaria Interministerial nº 186 de 10/03/78
(BRASIL, 1978), tem-se quatro definições para o portador de Surdez, e estão
subdivididas em dois grandes grupos: os parcialmente surdos e os surdos.
Parcialmente surdo pode ser o portador de surdez leve ou o portador de
surdez moderada. Já o surdo pode ser o portador de surdez severa ou o
portador de surdez profunda. As classificações podem ser melhor entendidas
na figura 1 abaixo.
Figura 1. Tipos de portadores de surdez
Fonte: Os autores.
• Portador de surdez leve: são pessoas com perda auditiva de até
quarenta decibéis. Com esse tipo de perda auditiva a pessoa não percebe
igualmente todos os fonemas de uma palavra e, mais ainda, quando se
usa voz fraca ou quando a voz está distante elas não são ouvidas. Geral-
mente as pessoas com esse tipo de deficiência auditiva são rotuladas
como pessoas desatentas, solicitando de forma frequente a repetição da-
quilo que lhes falam. Este tipo de perda auditiva não interrompe a aquisi-
ção normal da linguagem, mas poderá causar algum problema de caráter
articulatório ou de dificuldade na leitura e/ou escrita normal.
• Portador de surdez moderada: são as pessoas que apresentam
perda auditiva na faixa de quarenta e setenta decibéis. Esse tipo de perda
auditiva afeta a percepção da palavra, sendo necessário neste caso falar
mais alto para que elas possam escutar o que se diz com clareza. Nor-
malmente ocorrem atrasos de linguagem e alterações articulatórias e em
alguns casos, os portadores de surdez moderada apresentam diversos
problemas linguísticos. Pessoas com esse problema apresentam dificul-
dades de discriminação auditiva em ambientes ruidosos.
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• Portador de surdez severa: são pessoas que apresentam perda
auditiva na faixa de setenta e noventa decibéis. Com esse tipo de surdez
a pessoa identifica alguns ruídos familiares e poderá perceber apenas a
voz forte. Se a família estiver bem orientada pela área educacional, esta
pessoa poderá chegar a adquirir linguagem. A compreensão verbal irá
depender da aptidão destas pessoas em utilizar a percepção visual para
observar o contexto das situações.
• Portador de surdez profunda: são pessoas que apresentam
perda auditiva superior a noventa decibéis. As pessoas com esse grau de
perda auditiva ficam privadas das informações auditivas necessárias para
perceber e para identificar as vozes humanas, impedindo-as de adquiri-
rem naturalmente a linguagem oral. As perturbações da função auditiva
estão ligadas tanto à estrutura acústica, quanto à identificação simbólica
da linguagem.
Temos também a classificação da surdez segundo DAVIS e
SILVERMANN (1970 apud RUSSO, 2009). Essa classificação baseia-se na
média da soma do limiar encontrado em 500, 1000 e 2000 Hz. Assim é
considerado com audição normal o indivíduo com perda auditiva entre 0 a 25
dB, com perda leve o indivíduo que tem perda auditiva entre 26 a 40 dB, com
perda moderada o que tem perda auditiva entre 41 a 70 dB, com perda
severa o que tem perda de 71 a 90 dB e com perda profunda os que tem
perda acima de 90 dB.
De acordo com FINSTERER, J; FELLINGER, J (2005 apud PAULA ,
2012), é considerada surdez leve perda de 20 a 40 dB, as pessoas que possuem
perda auditiva leve não conseguem perceber os sons mais fracos e baixos e são
considerados desatentos, distraídos e durante a comunicação costumam
necessitar de total atenção ao transmissor da informação, é necessário que o
discurso seja repetido para que haja compreensão total das informações. Nesse
grau de surdez a língua oral é adquirida naturalmente e o indivíduo pode
ingressar no processo educativo normal. A surdez média ou moderada é
representada pela perda de 40 a 70 dB da capacidade auditiva, portadores de
tal grau de surdez encontram dificuldade em compreender a fala. É necessário
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que os sons sejam em tons fortes no momento da comunicação. Há também a
grande necessidade da percepção visual para que a mensagem seja
compreendida e um atraso muito grande na aquisição a língua falada, com
dificuldades no emprego de artigos, conjunções, pronomes entre outros. Surdez
severa (perda de 70 a 90 dB): Nesse grau de surdez apenas são percebidos
sons muitos fortes e algum ruídos já familiares. A compreensão oral depende de
apoio visual e do contexto. Nesse caso a língua oral só adquirida com
acompanhamento e em ambiente propicio. Surdez profunda é a perda superior
a 90 dB, os indivíduos portadores de surdez profunda, não conseguem perceber
sons e dessa forma não conseguem oralização, já que não existem registros que
sirvam de lembranças referentes à fala humana.
Já na classificação de STRNADOVÁ (2000) temos a surdez pré-
linguistica e a surdez pós-linguística. Neste tipo de classificação é
considerada a fase cronológica da vida em que a pessoa surda teve a sua perda
auditiva. A surdez pré- linguística (também chamada de surdez pré-lingual) é
quando o indivíduo já nasce com a surdez ou quando ele adquire a surdez antes
de aprender a falar. Desta forma o surdo não tem nenhuma lembrança de sons,
porém podem ouvir alguns ruídos e são capazes de sentir alguma espécie de
vibração. A surdez pós- linguística (também chamada de surdez pós-lingual) é
quando o indivíduo já teve contato com a língua oral. Quando a surdez ocorre
nessa fase o surdo já tem condições de desenvolver a oralidade. A partir desse
fato fica comprovado que a surdez não possui ligação com a mudez.
No censo demográfico de 2010 (INSTITUTO BRASILEIRO DE
GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA et al., 2012) a pesquisa estratifica os deficientes
auditivos em quatro níveis diferentes (avaliado com o uso de aparelho auditivo,
caso a pessoa pesquisada use) e ainda baseados nas declarações dadas pelo
próprio indivíduo: Não consegue de modo algum: para a pessoa que declarou
ser permanentemen- te incapaz de ouvir; Grande dificuldade: para a pessoa
que declarou ter grande dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando
aparelho auditivo; Alguma dificuldade para a pessoa que declarou ter alguma
dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo; ou
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Nenhuma dificuldade para a pessoa que declarou não ter qualquer dificuldade
permanente de ouvir, ainda que precisando usar aparelho auditivo.
A partir destas classificações pelo grau de capacidade auditiva, alguns
autores, defendem a possibilidade de oralizar surdos com alguma capacidade
auditiva, justificando o grau de desenvolvimento na verbalização da
comunicação destes. É interessante ressaltar que todas as classificações e
diagnóstico de surdez identificam níveis de incapacidade auditiva apenas, e que
portanto, fisicamente não há nenhuma ligação da surdez com a mudez e a
classificação de surdos-mudos, não é uma classificação válida, pois o surdo não
apresenta “deficiência no aparelho fonológico” e sim no auditivo.
A classificação estabelecida pela medicina para o surdo como deficiente
auditivo, o inferioriza, valorizando o que ele não tem em relação às outras
pessoas ouvintes, e não considerando o que ele como membro da sociedade
pode ter a contribuir para com as outras pessoas, apenas como uma forma de
comunicação diferente.
A necessidade de cuidados especiais na educação do aluno surdo vai
variando de acordo com a intensidade e o tipo da deficiência. As políticas
públicas e de inclusão são mais voltadas para os portadores de surdez severa
ou profunda e podem ajudar em maior ou menor grau os outros tipos de
portadores de surdez.
3 HISTÓRICO DAS CONCEPÇÕES DE SURDO NA EDUCAÇÃO
Nos primeiros grupos sociais a deficiência era considerada como um
fenômeno de possessão, ou como uma escolha divina para purgação dos
pecados dos indivíduos. Por muitos séculos a Inquisição Católica e a rigidez ética
e moral dos protestantes, contribuíram para que as pessoas com deficiência
fossem tratadas como se elas fossem uma espécie de mal encarnado e,
portanto, eram passíveis de castigos, de torturas e até mesmo da morte
(MEC/SEE, 2004). Com o tempo, os conhecimentos da Medicina foram sendo
criados e acumulados e a deficiência passou a ser vista como uma doença de
natureza incurável.
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De acordo com RAMOS (2003) o primeiro relato conhecido sobre a
história da vida dos surdos apresenta-se nos registros antigos do século XVIII
A.C. quando Moisés diz: “Não se deve maldizer o surdo, nem colocar obstáculos
frente ao cego.”, ficando evidenciada a preocupação com o respeito as
diferenças. Já os Hebreus antecipavam-se pensando em educar os surdos e
acreditavam na sua inteligência. De acordo com CAÑIZAL (2005), no século V
A.C. Aristóteles e Plínio criaram uma relação entre surdez e mudez, que se
estabeleceu durante muitos séculos. Aristóteles não acreditava na possibilidade
dos surdos serem educados pois acreditada que todo o processo de
aprendizagem se dava através do uso da audição. Próximo à era do cristianismo,
Celso defendeu que não existia surdez total e que o percentual auditivo mínimo
poderia ser aproveitado. Na idade média a igreja preconizava que o surdo não
poderia pleiteara salvação, pois não poderiam ouvir a palavra de Cristo. Filósofos
como Immanuel Kant e Arthur Schopenhauer afirmaram que as pessoas surdas
não seriam capazes de raciocinar nem de fazer pensamentos abstratos. Estas
crenças relacionadas aos surdos fortalecem a ideia de que o ensino de surdos
deveria acontecer pela oralização de forma a integrar o surdo com a sociedade.
No século V D.C. encontra-se o primeiro feito na tentativa de oralizar o surdo: o
bispo John of Bervely consegue fazer um surdo falar, segundo relato, com
clareza. Do século V ao XVIII D.C. exatamente na idade média, é relatada a
surdez como anomalia imperdoável, levando o surdo a condenação fatal. Já na
idade moderna, e na era do renascimento é concedido ao surdo o direito de
educar-se e socializar-se. Em pleno século XVII, na Espanha o autor Juan Pablo
Bonet, publica um livro que especifica o método de oralização, visa educar e
formar o surdo através de língua oral. A partir do século XVIII iniciam-se as
discussões sobre a educação do indivíduo surdo. Uma frente defendendo o
método oralista e outra frente, liderada por Charles Mitchel de L’Epée, defensor
do método de sinais.
A abordagem oralista se utiliza do canal oral auditivo para realizar a
comunicação dos alunos surdos com os professores. Já a abordagem do método
de sinais se utiliza do canal gestual-visual para realizar esta mesma
comunicação (LEITE, 2004).
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L’Epée percebeu quando ensinava para turmas de alunos surdos que
entre eles a comunicação em situações naturais de interação se dava sempre
através da língua de sinais. Desta forma ele passou a adotar a língua de sinais
em suas aulas de forma a facilitar a comunicação com os seus alunos. O abade
LÉpée passou a fazer anotações e observações sobre a língua de sinais utilizada
pelos seus alunos e por estes estudos concluiu que estes sinais organizados
pelos surdos seriam desconexos e agramaticais (pelo fato de serem organizados
com recursos gramaticais diversos dos que eram usados comumente nas
línguas orais). Baseado nesta sua conclusão ele desenvolveu um sistema
sinalizado baseado na antiga linguagem de sinais francesa e acrescentou a ela
diversos recursos gramaticais da língua oral francesa. Esta abordagem foi
difundida pela Europa e Estados unidos e acabou chegando também ao Brasil.
A maioria das línguas de sinais utilizadas hoje no mundo são derivadas deste
trabalho realizado pelo abade.
Os trabalhos também acabaram dando origem à primeira escola pública
para surdos do mundo. Antes disso poucos eram privilegiados em ter algum tipo
de formação educacional, realizada normalmente através de aulas particulares.
Também na França, neste mesmo século, os surdos passaram a ter direitos
como cidadãos.
Em 1880, em Milão na Itália foi realizado o Segundo Congresso
Internacional de Educadores de Surdos. Este congresso teve grande
representação histórica que determinou o método oral como a melhor forma de
socializar o surdo, e decidindo pela condenação da utilização dos sinais gestuais
para a formação do aluno surdo. Essa filosofia do ensino oral permaneceu como
um princípio dominante durante quase todo o século XX, e foi apoiada em grande
parte pelas inovações da tecnologia auditiva.
No século XIX já havia escolas para surdos em toda Europa e foi a partir
de lá que a educação para surdo foi difundida no Brasil. Ernest Huet, educador
surdo, oriundo da escola de l’Epée, veio da França para o Rio de Janeiro a
convite do imperador Dom Pedro II, em 1855 com o objetivo de oportunizar aos
surdos brasileiros o direito a educação, 1857 fundou o INES, Instituto Nacional
de Educação de Surdos. Desde então se iniciou o processo de educação para
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surdos brasileiros, usando o método de comunicação combinado, que segundo
SÁ (1995) é o método que agrega diversos outros, como a escrita, a leitura labial,
a oral e o uso das línguas gestuais. E desde então a língua de sinais brasileira,
na época já desenvolvida em algumas regiões do país, sofreu influência da
língua de sinais francesa e tornou-se uma língua de sinais única no Brasil a
LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), difundindo-se através dos alunos oriundos
de regiões diferentes, ao retornar as suas origens levavam o conhecimento da
língua unificando-a.
Desde então vem se a sociedade vem se preocupando em desenvolver a
melhor forma de educar e socializar o surdo vale ressaltar que após o oralismo
criou-se outra filosofia de educação “a comunicação total ou método combinado”,
a qual usa a união de diversos métodos, a oralização, treino da fala, leitura labial
e o treino auditivo, juntamente com a língua de sinais, mas esse método não foi
eficiente, pois não aceitava o surdo como diferente, obrigando o surdo a se
adaptar ao mundo ouvinte. Dentre todos os métodos criados e estudados
atualmente a comunicação gestual vem sido defendida como a melhor solução.
Na história da educação brasileira ouve uma tendência inicial à educação
especial que se transformou tempos depois em educação integral e que hoje é
entendido como mais adequado no caráter de educação inclusiva. No começo a
educação especial preconizava a criação de espaços e instituições
especializadas preferencialmente separados e vistos como mais adequados
para atender pessoas “especiais” ou fora dos padrões ditos normais vigentes
(KASSAR; REBELO, 2011). No Brasil, durante muitos anos o Imperial instituto
de Surdos Mudos (hoje conhecido como Instituto Nacional de Educação de
Surdos – INES) foi a única instituição dedicada ao ensino para os alunos surdos
(KALATAI; MANOSSO STREIECHEN, 2012). Na escola especial as classes
especiais, salas de apoio e oficinas eram desconectadas da vida escolar como
um todo. Este modelo foi muito criticado principalmente ao final da década de
1970 por diversos problemas que apresentava, entre eles crianças matriculadas
com diagnóstico questionável, forma camuflada de exclusão e o atendimento
infantilizado e lento das atividades propostas, segregação das crianças e
distanciamento das práticas usadas em outros espaços (KASSAR; REBELO,
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2011). Na década de 1990, e principalmente depois da Declaração de
Salamanca em 1994, a tendência determinada é de que as necessidades
especiais sejam atendidas dentro do sistema comum de educação integrando os
alunos surdos às classes comuns. Esta iniciativa é chamada de educação
integrada. Na educação integrada muitas vezes se percebe uma mera inserção
de pessoas com necessidades especiais na sala de aula regular. A grande
diferença entre a educação integrada e a educação inclusiva é que nesta última
a escola é pensada de forma a adaptar sua metodologia, práticas, métodos e
recursos pensando na diversidade de alunos e em suas necessidades, incluindo
então o aluno no contexto da educação como um todo (SILVA, 2007).
Ao longo da história são utilizadas basicamente três correntes filosóficas
educacionais em relação à educação de surdos: o oralismo, a comunicação total
e o bilinguismo. No Brasil cresce também o uso da Pedagogia Surda. (KALATAI;
MANOSSO STREIECHEN, 2012). No oralismo, defendido pelo congresso de
Milão, o principal objetivo é desenvolver a fala do surdo, enquadra-se num
modelo clínico e as salas de aula são transformadas em salas de tratamento com
estratégias terapêuticas, e seu uso significou como consequência a proibição do
uso das línguas de sinais. Com o fracasso das tentativas de educação pelo
oralismo surge uma proposta da Comunicação Total que prega o uso de
qualquer forma de comunicação (língua de sinais, gestos, mímicas, leitura labial
entre outras) para permitir o resgate da comunicação das pessoas surdas, de
forma a facilitar o desenvolvimento da língua oral. Não faz então uma negação
do oralismo mas se apresenta como um sistema de comunicação complementar.
Também não apresentou resultados satisfatórios. No bilinguismo são utilizadas
duas línguas no contexto escolar: a língua portuguesa na escrita e a língua
brasileira de sinais – Libras e, portanto, defende um espaço de destaque para a
língua de sinais e que cada uma das línguas usadas não se misture mantendo
suas características próprias. A pedagogia surda, defendida pela comunidade
surda pressupõe que o currículo leve em conta a condição histórica, cultural e
social dos surdos e requer a presença do professor surdo nas salas de aulas
regulares. Seriam professores surdos que ensinam os surdos. Infelizmente não
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existe hoje professores surdos preparados e em número suficiente para atender
a esta demanda (KALATAI; MANOSSO STREIECHEN, 2012).
A estratégia da normalização pretende tornar as pessoas com deficiência
ou com necessidades especiais o mais próximo possível das pessoas que não
tem esta deficiência. O termo refere-se à padronização, normas ou
uniformização. Se as normas não são incorporadas ou entendidas pode haver
prejuízo para a comunicação por exemplo. Outra estratégia é da diferenciação
que prega que as pessoas com deficiência devem ser aceitas considerando as
suas limitações, sem considerar que sejam melhores ou piores que as outras
pessoas, apenas com suas diferenças que devem ser respeitadas. A
normalização é necessária, mas não deve ser objetivo final e sim uma das
maneiras de se atingir a diferenciação pelas especificidades de cada um que
tenha deficiência, a exemplo dos surdos (CROCHÍK, 2007).
Não foram encontrados relatos de quando surgiram as línguas de sinais,
acredita-se que possivelmente elas tenham origem anterior as línguas orais, pós
a criança desenvolve a coordenação motora antes de desenvolver a fala. Assim
como as línguas orais, as línguas de sinais foram desenvolvidas
espontaneamente pelo ser humano e evoluíram com as necessidades de uso.
Ao contrário do que se pode imaginar cada possui a sua língua de sinais, não
existe uma língua de sinais única. Assim como as línguas orais, as línguas de
sinais variam de acordo com divisões sócio- geográficas, bem como, sofrem
influencias regionais, mudando o significado das expressões de acordo com o
regionalismo. Temos como exemplo o sinal da cor verde que no estado de São
Paulo e na cidade do Salvador são diferentes e pertencem à mesma língua. É
errado pensar que a língua de sinais deve ter relação com a língua oral da
mesma nacionalidade, a língua de sinais é autônoma e não necessita ser
relacionada com qualquer outra língua. Por exemplo, a língua de sinais utilizada
pela comunidade surda de Porto Rico é a ASL (Língua de Sinais Americana) e a
língua oral utilizada pela sociedade majoritária e ouvinte de Porto Rico é o
espanhol. Assim como Estados Unidos e Inglaterra, possuem línguas de sinais
independentes e falam a mesma língua oral. Da mesma forma que outras línguas
a LIBRAS possuem uma gramática própria e características linguísticas,
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fonologia, morfologia, sintaxe e semântica que serão explanadas no decorrer
deste capítulo, assim como um vocabulário e suas representações viso-espacial,
que nesse caso a distingue das demais línguas oral-auditivas. Nesse contexto a
LIBRAS faz uso do alfabeto datilológico11 para soletração de palavras
desconhecidas, a difusão desse alfabeto trouxe às pessoas a ideia de que a
língua de sinais é o emprego da união dos símbolos que o compõe, porém o uso
dessa forma de representação é limitado, como se estivesse havendo um
empréstimo de uma expressão que não pertence ao seu vocabulário original.
Segundo QUADROS e KARNOPP, “lingüística é o estudo cientifico das
línguas naturais e humanas, suas relações internas, funções, e papel na
sociedade.” Defendida por Platão, filosofo e estudioso de linguística, entende-se
como línguas naturais aquelas consideras como as que nascem com o homem.
Bilinguismo social é aquele que é adquirido, geralmente por comunidades
inferiorizadas e que possuem uma língua própria. A partir da necessidade de se
comunicar com a sociedade, já que a sua própria língua não é validada e usada
pelos demais, o indivíduo tem a obrigação de se tornar bilíngue, dominando sua
língua natural e a língua que a sociedade impõe como oficial. De acordo com
Carvalho e Rafaeli (2003), língua natural dos surdos é a língua de sinais, embora
anteriormente as línguas de sinais fossem consideradas mímicas e não línguas
de fato, hoje os estudos comprovaram a sua validade, pela comprovação de suas
características linguísticas. O surdo é obrigado a ser um bilinguista social,
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos últimos anos foi ampliado o discurso e a necessidade de inclusão
tanto nas esferas sociais de um modo geral, como na esfera educacional. Esta
inclusão atinge a diversos grupos como os portadores de necessidades
especiais, as minorias e em especial os surdos, objeto da pesquisa em questão.
Identificamos neste processo uma crescente visibilidade para pessoas que até a
pouco tempo atrás ficavam à margem do processo social. Desta forma eles hoje
1Alfabeto datilológico: Segundo o INES, “O alfabeto datilológico usado atualmente no Brasil é o
conjunto de 27 formatos, ou configurações diferentes de uma das mãos, cada configuração
corresponde a uma das letras do alfabeto, do português escrito incluindo o “Ç””.
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são objeto de diversas políticas públicas, ganham espaço na mídia e ocupam,
aos poucos seu lugar nas diversas esferas da sociedade. A inclusão neste caso
pode ser entendida também como busca de um espaço de liberdade para as
pessoas que antes eram segregadas (vide as propostas iniciais da educação
especial em salas isoladas).
Especificamente no caso dos surdos: ao longo de muitos anos eles
tiveram seu processo de comunicação reprimido e a língua natural usada por
estas pessoas foi marginalizada, e algumas vezes até proibida de ser utilizada.
Na perspectiva da educação inclusive eles ganham o direito de serem educados
com o uso dessa língua, que agora já passa a ser reconhecida e legalizada como
uma expressão linguística alternativa a ser usada nos espaços das salas de aula.
A educação inclusiva então deve ser compreendida como uma forme de
estabelecer a igualdade de oportunidades para a comunidade surda e todos os
seus indivíduos quer seja na esfera educacional como também na vida destas
pessoas nas etapas que se sucedem após a escola, permitindo a mesma
qualidade de ensino para todas as pessoas.
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