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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Laboratorial

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Laboratorial

Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Laboratorial SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA 2007/2008
Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Laboratorial SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA 2007/2008

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

2007/2008

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA Considera Considera ç ç ões ões gerais gerais SSíífilisfilis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubRubééolaola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA CONSIDERACONSIDERAÇÇÕESÕES GERAISGERAIS

– – CONSIDERA CONSIDERA Ç Ç ÕES ÕES GERAIS GERAIS A proteína ou componente depende da

A

proteína ou componente depende da resposta imunitária do doente pelo que a detecção de anticorpos é utilizada para avaliar qualitativa e quantitativamente essa resposta.

presença de um anticorpo para uma determinada

A detecção de anticorpos e antigénios depende da

formação do complexo antigénio-anticorpo. Uma das partes (Ag ou Ac) é definida podendo ou não estar “marcada” e é usada para “procurar” a outra parte.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA CONSIDERACONSIDERAÇÇÕESÕES GERAISGERAIS

– – CONSIDERA CONSIDERA Ç Ç ÕES ÕES GERAIS GERAIS Um Ac monoclonal específico é usado

Um Ac monoclonal específico é usado para um determinado epitopo antigénico e a formação do complexo Ag-Ac é monitorizada pela precipitação do complexo ou pela presença de um marcador (fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac.

(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em
(fluorescência, radioactividade ou enzimas) ligado ao Ac. Quando os Ac e os Ag estão presentes em

Quando os Ac e os Ag estão presentes em quantidades equimolares formam complexos insolúveis que precipitam naturalmente. As concentrações de Ag e Ac são os factores mais determinantes para a formação dos complexos.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA CONSIDERACONSIDERAÇÇÕESÕES GERAISGERAIS

A
A

precipitação máxima ocorre quando as concentrações de

Ac e Ag são equivalentes – zona de equivalência, nas zonas com excesso de Ag ou de Ac observa-se uma diminuição do precipitado <> formação de complexos.

A formação de imunocomplexos pode ser usada para

quantificar um Ag se a concentração do Ac usado for

conhecida.

ZONA EQUIVALÊNCIA
ZONA
EQUIVALÊNCIA

IC formados

ZONA DE EXCESSO DE AC

ZONA DE EXCESSO DE AG

Concentração de Ag

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA CONSIDERACONSIDERAÇÇÕESÕES GERAISGERAIS

•

TESTES QUE DEPENDEM DA FORMAÇÃO DOS COMPLEXOS

Imunodifusão

• nefelometria/turbidimetria

• Fixação do complemento

• Crioglobulinas

TESTES NOS QUAIS O AG/AC ESTÁ LIGADO FASE SÓLIDA

• Aglutinação

• ELISA

• Ensaios de micropartículas

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais S S í í filis filis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS ETIOLOGIA ETIOLOGIA TreponemaTreponema pallidumpallidum

ETIOLOGIAETIOLOGIA

TreponemaTreponema pallidumpallidum sppspp pallidumpallidum

FamFamíílialia EspiroquetasEspiroquetas GGééneronero TreponeTreponemmaa EspEspééciecie TreponeTreponemmaa pallidumpallidum

EspEsp éé ciecie TreponeTreponemmaa pallidumpallidum ConstituiConstitui ççãoão :: membranamembrana

ConstituiConstituiççãoão:: membranamembrana citoplasmcitoplasmááticatica peptidoglicanopeptidoglicano (sens(sensíívelvel àà penincilinapenincilina)) membranamembrana externaexterna

NãoNão éé visvisíívelvel aoao microscmicroscóópiopio comumcomum emem coloracoloraççõesões dede gramgram ouou giemsagiemsa AsAs formasformas mmóóveisveis podempodem serser vistasvistas aoao microscmicroscóópiopio dede fundofundo escuroescuro ouou comcom coloracoloraççãoão comcom anticorposanticorpos antianti--treponematreponema marcadosmarcados comcom fluorescência.fluorescência.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA Distribuição mundial

EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA

Distribuição mundial

incidência nos anos 40 com a introdução da terapêutica com penincilina mas agora mais estável

Vias de transmissão:

- sexual

- placentária

- tranfusional

A contagiosidade da doença é influenciada pelo estadio

da doença

(principalmente nos estadios iniciais)

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS EVOLU EVOLU Ç Ç ÃO ÃO

EVOLUEVOLUÇÇÃOÃO CLCLÍÍNICANICA

I.I. SSíífilisfilis precoceprecoce

1- Sífilis primária – ulceração / cancro duro 2- Sífilis secundária 3- Sífilis latente precoce – testes serológicos positivos mas sem sintomatologia no primeiro ano após a infecção

II.II. SSíífilisfilis tardiatardia

1- Sífilis latente tardia inicia-se um ano após a infecção

2- Sífilis terceária

gomas neurosífilis * sífilis cardiovascular

*Doentes imunocomprometidos

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO
INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECÇÃO DIRECTA DE T. PALLIDUM POR MICROSCOPIA

O diagnóstico de sífilis primária, secundária ou congénita pode ser feito rapidamente pelo exame do exsudado das lesões em microscopia de fundo escuro. O treponema surge com movimentos em espiral. Nas lesões orais e anais é díficil diferenciar o T. pallidum de outros treponemas não patogénicos, pelo que a técnica de campo escuro não se deve aplicar. Para excluir o diagnóstico requerem-se 3 exames negativos.

Imunofluorecência – consiste na marcação do T. pallidum com anticorpos antitreponema marcados com fluorescência

Imunofluorecência – consiste na marcação do T. pallidum com anticorpos antitreponema marcados com fluorescência

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS

A infecção sifilítica produz dois tipos de anticorpos, os anticorpos reagínicos e os anticorpos anti-treponema específico. O diagnóstico da sífilis é feito na maioria dos doentes com base nos testes serológicos que podem ser não–treponémicos e treponémicos

Testes não-treponémicos avaliam os Ac IgM e IgG dirigidos a um antigénio lipídico que é o resultado da interacção do T. Pallidum com os tecidos do doente (cardiolipina-lecitina-colesterol) e provavelmente também do próprio Treponema pallidum

Os testes não-treponémicos mais usados são:

RPR - Rapid Plasm Reagin VDRL Venereal Disease Rechearch Laboratory

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS IIII

VDRL Prova de microaglutinação não treponémica teste qualitativo que utiliza como Ag uma solução de cardiolipina, lecitina e colesterol positivo 6 semanas após a infecção 2 a 3 semanas após lesão primária

RPR teste de floculação macroscópica que utiliza micropartículas de carvão que diferencia melhor o positivo e o negativo usa soro não aquecido

que utiliza micropartículas de carvão que dife rencia melhor o positivo e o negativo usa soro

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS IIIIII

Testes não-treponémicos

Tanto o RPR como o VDRL são bons marcadores da infecção na sua fase aguda e úteis no controlo da resposta ao tratamento. Ambos podem ser executados rapidamente, mas o VDRL exige uma inactivação a 56ºC e a sua leitura é microscópica, ao contrário do RPR cuja leitura é macroscópica e permite fazer titulações importantes na monitorização da resposta terapêutica

O VDRL é a prova de eleição para o diagnóstico da neurosífilis em amostras de LCR.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS IVIV

Testes não-treponémicos – Problemas

Falsos positivos – inf. virais (hepatite, sarampo, varicela, MNI) inf. por parasitas (malária) doenças do colagénio doenças autoimunes neoplasias gravidez

Fenómeno zona – ausência de aglutinação nas diluições iniciais

Positivos crónicos

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS VV

Testes treponémicos são testes com Ac específicos que se baseiam na resposta aos componentes antigénicos do T. Pallidum e estabelecem uma alta probabilidade de infecção seja presente ou passada.

Os testes treponémicos mais usados são:

FTA-ABS

TPHA

ELISA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS VIVI

Testes treponémicos – FTA-ABS teste treponémico, específico e sensível em todas as fases da sífilis, que se mantém sempre positivo. Uma vez positivo mantém-se para toda a vida pelo que não deve ser usado como controlo da eficácia terapêutica.

Ag T. pallidum

Complexo Ag-Ac

+

+

amostra doente Ac anti Tp

Ag T. pallidum Complexo Ag-Ac + + amostra doente Ac anti Tp Complexo Ag-Ac Conjugado Ac

Complexo Ag-Ac

pallidum Complexo Ag-Ac + + amostra doente Ac anti Tp Complexo Ag-Ac Conjugado Ac marcado com

Conjugado Ac marcado com fluoresceína

pallidum Complexo Ag-Ac + + amostra doente Ac anti Tp Complexo Ag-Ac Conjugado Ac marcado com

FLUORESCÊNCIA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS VIIVII

Testes treponémicos - TPHA usa um antigénio treponémico e detecta IgM e IgG. Útil para teste confirmatório dos testes não treponémicos ou quando estes são negativos. Não é muito sensível na sífilis primária.

GV + partic. Treponema céls sensibilizadas

céls sensibilizadas + Ac doente Aglutinação

Treponema céls sensibilizadas céls sensibilizadas + Ac doente Aglutinação Sem aglutinação Aglutinação

Sem aglutinação

Aglutinação

Treponema céls sensibilizadas céls sensibilizadas + Ac doente Aglutinação Sem aglutinação Aglutinação

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA SSÍÍFILISFILIS

INFECCIOSA INFECCIOSA – – S S Í Í FILIS FILIS DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

DETECDETECÇÇÃOÃO INDIRECTAINDIRECTA DEDE T.T. PALLPALLIDUMIDUM PROVASPROVAS SEROLSEROLÓÓGICASGICAS VIIIVIII

Testes treponémicos – ELISA Permite a detecção de Ac IgM e IgG, especialmente útil para screening de grandes populações

Como regra geral uma prova treponémica negativa indica a ausência de infecção, passada ou presente. A maioria das pessoas tratadas adequadamente permanecem positivas para provas treponémicas para muitos anos e muitas para toda a vida.

Biologia molecular (sondas e PCR)
Biologia molecular
(sondas e PCR)

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais SSíífilisfilis Brucelose

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE ETIOLOGIA ETIOLOGIA Género Brucella 44 espesp éé ciescies

ETIOLOGIAETIOLOGIA

Género Brucella

BRUCELOSE BRUCELOSE ETIOLOGIA ETIOLOGIA Género Brucella 44 espesp éé ciescies B.B. melietensismelietensis

44 espespééciescies B.B. melietensismelietensis (caprinos)(caprinos) mais patogénica B.B. suissuis (bovinos)(bovinos)

B.B. abortusabortus (su(suíínos)nos) B.B. caniscanis (cães)(cães)

pequeno coco – bacilo gram negativo, imóvel e não- capsulado, que não forma esporos; fastidioso desenvolve-se melhor a 37ºC com atmosfera enriquecida em CO2; não fermentam hidratos de carbono; catalase +; oxidase+

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA Os seres humanos desenvolvem a

EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA

Os seres humanos desenvolvem a doença após a ingestão de produtos alimentares provenientes de animais contaminados (queijo fresco) ou pelo contacto directo com a Brucella através da pele escoriada (ordenha de animais com mastite; queijarias; veterinários).

A nível mundial a B. melitensis constitui a causa mais frequente de brucelose. Existem grandes diferenças na incidência anual da brucelose humana em diferentes países, dependendo principalmente da extensão da brucelose animal. As áreas com maior prevalência são as do Mediterrâneo (Portugal, Espanha; Itália e Malta), Ásia e América Central e do Sul.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE EVOLU EVOLU Ç Ç ÃO ÃO CL CL Í Í

EVOLUEVOLUÇÇÃOÃO CLCLÍÍNICANICA

A Brucelose pode ser assintomática, com apenas evidência serológica da infecção. As manifestações da brucelose sintomática podem ser divididas em brucelose aguda, doença localizada e brucelose crónica

Brucelose aguda O período de incubação da brucelose aguda varia entre 7 e 21 dias. O início é, com frequência, insidioso, com febre baixa e sem queixas localizadas. Mal-estar geral, fraqueza, fadiga, cefaleias, mialgias, sudorese e calafrios são sintomas mais frequentes. O exame objectivo é muito pobre, os principados achados são esplenomegália (10-20%), adenopatias (15%) e hepatomegália (<10%). Laboratorialmente leucopénia com linfocitose, anemia e V.S.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE EVOLU EVOLU Ç Ç ÃO ÃO CL CL Í Í

EVOLUEVOLUÇÇÃOÃO CLCLÍÍNICANICA -- IIII

Brucelose localizada A doença localizada pode ocorrer em quase todos os locais mas as mais frequentes são: osteomielite abcesso esplénico endocardite infecção genito-urinária doença pulmonar

Brucelose crónica Quando as consequências da doença se prolongam durante anos. É de difícil limitação com artralgias, impotência funcional musculo-esquelética, parestesias e alterações neurovegetativa

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL A

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

A Brucelose é uma doença com sintomatologia inespecífica e cujo diagnóstico diferencial deve ser feito com algumas doenças como MNI, toxoplasmose, tuberculose, hepatite, lupus eritematoso sistémico e febre tifoide.

CULCULTTURAURA (isolamento(isolamento dodo agente)agente) O isolamento de Brucella constitui o método de diagnóstico definitivo. Este isolamento é feito a partir da cultura de sangue periférico (hemoculturas) ou de medula óssea (mielocultura).

À

medida

frequente

que

a

doença

progride

a

bacteriémia

é

menos

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL CUL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

CULCULTTURAURA (caracter(caracteríísticassticas ee sensibilidadesensibilidadess))

CUL T T URA URA (caracter (caracter í í sticas sticas e e sensibilidade sensibilidade s

Franco et al, 2007

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL - -

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL--IIII

SEROLOGIASEROLOGIA Na maioria dos casos o diagnóstico de brucelose é feito por serologia

Testes de aglutinação são os mais testes frequentes devido à sua rapidez e facilidade. O aumento significativo do título de anticorpos é a base do diagnóstico da doença

Reacção de Rosa de Bengala – usa um antigénio tamponado corado pelo Rosa de Bengala, que detecta precocemente aglutininas específicas. Proporciona um diagnóstico em poucos minutos com uma sensibilidade e especificidade elevadas. Apresenta um elevado grau de correlação com a seroaglutinação pelo que, devido á sua simplicidade, é muito útil como screening ou despiste inicial. É negativa na 1ª semana e por vezes na 2ª mas mantém-se positiva durante muito tempo

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL - -

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL--IIIIII

SEROLOGIASEROLOGIA--IIII

Reacção de Wright (seroaglutinação em tubo) – diluições crescentes do soro em estudo às quais se adiciona uma quantidade constante de B. abortus . Este antigénio tanto reage com os dessa

espécie como com os B. Melitensis e B. Suis

Um título positivo de 1/160 considera-se o cut-off para o diagnóstico da doença não sendo raros valores de 1/640 ou mais nos estadios inicias da mesma. Detecta anticorpos da classe IgM que surgem por volta do 10º dia da doença, apresentam um pico às 3-4 semanas e desaparecem em 3 a 6 meses quer haja ou não cura da doença

Falsos positivos – cólera, tularémia, linfomas, LED, yersínia, tuberculose miliar Falsos negativos – quando existem Ac bloqueantes

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL - -

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL--IVIV

SEROLOGIASEROLOGIA--IIIIII

Teste de Coombs – é de grande interesse para o diagnóstico da brucelose crónica. Demonstra a presença de Ac aglutinantes e não aglutinantes, fundamentalmente IgG. O soro de Coombs (imunoglobulina humana) facilita a aglutinação de Ac não aglutinantes do soro em estudo previamente colocado numa suspensão antigénica de B. Abortus . O título obtido é geralmente muito mais elevado quanto maior for a evolução da doença

Prova do 2-mercaptoetanol – é uma modificação da seroaglutinação em que se usa uma solução salina com 2- mercaptoetanol. Este composto é capaz de destruir as moléculas de IgM perdendo a sua capacidade aglutinante sem interferir com as IgG que são as que se quantificam nesta prova.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA BRUCELOSEBRUCELOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – BRUCELOSE BRUCELOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL - -

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL--VV

SEROLOGIASEROLOGIA--IVIV

Em regra a seroaglutinação em tubo – reacção de Wright e o teste de Coombs permitem o diagnóstico da maioria dos casos. Resultados negativos em ambos os testes, salvo nos primeiros dias da doença, permite excluir a doença.

Imunofluorescência indirecta e fixação do complemento

Apresentam

maior

complexidade

técnica

vantagens aos métodos anteriores.

sem

acrescentar

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais SSíífilisfilis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

A
A

ETIOLOGIAETIOLOGIA

síndrome

de

mononucleose

infecciosa

(com

ou

cervicais

caracteriza-se por febre,

exsudado

frequentemente

ambas.

odinofagia

adenopatias

ou

faríngeo)

com

hepato

esplenomegália

(MI)

sem

e

ou

Existem várias causas para este síndrome mas mais de 80% dos casos são devido à infecção aguda pelo Vírus Epstein-Barr (EBV)

causas para este síndrome mas mais de 80% dos casos são devido à infecção aguda pelo

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA ETIOLOGIA ETIOLOGIA Agentes associados ao síndrome de MI

ETIOLOGIAETIOLOGIA

Agentes associados ao síndrome de MI

Agente específico

Frequência

• Vírus Epstein-Barr

• Citomegalovírus

• Primoinfecção pelo VIH

Toxoplasma gondii

• Vírus herpes humano 6 (VHH-6)

80-90%

5-7%

pouco frequente pouco frequente pouco frequente

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA PATOG PATOG É É NESE NESE Infecção EBV céls orofaringe

PATOGPATOGÉÉNESENESE

INFECCIOSA INFECCIOSA PATOG PATOG É É NESE NESE Infecção EBV céls orofaringe B Activação dos lyn
INFECCIOSA INFECCIOSA PATOG PATOG É É NESE NESE Infecção EBV céls orofaringe B Activação dos lyn

Infecção EBV céls orofaringe

PATOG PATOG É É NESE NESE Infecção EBV céls orofaringe B Activação dos lyn T citotóxicos
B
B

Activação dos lyn T citotóxicos pelos Ag EBV Produção de lyn atípicos

B
B
T citotóxicos pelos Ag EBV Produção de lyn atípicos B T Infecção dos lyn B EBNA
T
T

Infecção dos lyn B

EBNA T
EBNA
T

Produção de Ac heterófilos

T citotóxicos pelos Ag EBV Produção de lyn atípicos B T Infecção dos lyn B EBNA
T citotóxicos pelos Ag EBV Produção de lyn atípicos B T Infecção dos lyn B EBNA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA CL CL Í Í NICA NICA A MI pelo EBV

CLCLÍÍNICANICA

A MI pelo EBV apresenta-se com um quadro febril de duração variável (2 a 3 semanas), faringite associada a exsudado em 30% dos casos e adenopatias cervicais.

Na fase prodómica observa-se cansaço, astenia, anorexia, cefaleias e febre. Os sintomas são geralmente mais intensos no fim da 1ª semana e diminuem progressivamente nas semanas seguintes.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA CL CL Í Í NICA NICA II II A esplenomegália

CLCLÍÍNICANICA IIII

A esplenomegália é frequente.

Raramente ocorre dor abdominal, exantema, hepatomegália, icterícia e edema palpebral.

O exantema ocorre em cerca de variável.

5% dos

doentes e é

90-100% dos doentes medicados com ampicilina nos 10 dias precedentes apresentam exantema maculo-papular.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

-
-

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

- DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL Os doentes apresentam caracteristicamente: Leucocitose -

Os doentes apresentam caracteristicamente:

Leucocitose

- Linfocitose com linfócitos atípicos/estimulados/activados

células grandes mononucleadas com abundante citoplasma e núcleo habitualmente excêntrico. O citoplasma é basófilo.

- Trombocitopénia (50%)

- Anemia hemolítica (3%)

- Transaminases

(50%) - Anemia hemolítica (3%) - Transaminases Critérios de diagnóstico para MI por EBV Febre, odinofagia

Critérios de diagnóstico para MI por EBV

Febre, odinofagia e adenopatias cervicais Linfocitose 50% Linfocitose atípica 10%

suspeita de MI (em jovens) sensibilidade 66% especificidade 80% sensibilidade 74% especificidade 90%

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL LINFLINFÓÓCITOSCITOS ACTIVADOSACTIVADOS

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

O

fundamentalmente serológico.

diagnóstico

definitivo

da

MI

por

EBV

é

Actualmente dispomos de técnicas que detectam Ac heterófilos cujo aparecimento é comum no decorrer da doença e outras que demonstram a presença de Ac específicos para determinadas proteínas do vírus.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL SEROLOGIASEROLOGIA

STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL SEROLOGIA SEROLOGIA AC HETERÓFILOS São maioritariamente Ac da classe IgM

AC HETERÓFILOS São maioritariamente Ac da classe IgM Fixam-se a Ag localizados na membrana dos eritrócitos de mamíferos Não reagem com os Ag do EBV Surgem em 80-90% dos doentes com MI e idade >10 anos

Doentes com idade <10 anos surgem em < 50%

Aparecem na fase aguda da doença (durante primeira semana) Raramente persistem para além dos 2 meses EXCELENTE MARCADOR DA FASE AGUDA DA DOENÇA Não aparecem nos síndromes “MI like” de outras etiologias A especificidade deste teste é próxima dos 100% A sensibilidade varia consoante o grupo etário (idade > 10 anos é de

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

ANTICORPOS PARA EBV

Podem ser detectados Ac anti complexos antigénicos do EBV:

VCA – proteínas da cápside viral EA – “early antigen” proteínas não estruturais que intervêm na replicação do ácido nucleico viral EBNA – “EBV nuclear antigen” proteínas reguladoras multifuncionais não estruturais de localização nuclear

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL SEROLOGIASEROLOGIA

ANTICORPOS PARA EBV A cinética deste Ac durante a primoinfecção a EBV é característica:

Fase aguda: VCA IgM e EA

os VCA IgM desparecem na fase da convalescência, raramente persistem por mais de 6 meses

Pouco depois: seroconversão VCA IgG (aparecimento quase simultâneo

ao VCA IgM)

Durante o primeiro mês: EBNA IgM (podem não ser detectados)

Entre o 2º eo 6º mês: EBNA IgG – permanecem por toda a vida

Reactivação: EBNA IgG e reaparecimento Ac anti-EA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL SEROLOGIASEROLOGIA

MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL SEROLOGIA SEROLOGIA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL SEROLOGIASEROLOGIA

INTERPRETAÇÃO DOS TESTES SEROLÓGICOS

Susceptibilidade - se não existirem Ac VCA o doente é susceptivel a infecção pelo EBV

Infecção primária – Ac VCA IgM e Ac EBNA ausente Um título elevado de Ac VCA IgG e AC EBNA negativo após 4 semanas de doença é muito sugestivo de infecção primária. 80% dos doentes com infecção activa EBV produzem Ac EA

Infecção antiga – Ac VCA e Ac EBNA presentes (IgG) 95% dos adultos foram infectados com EBV pelo que apresentam Ac durante anos não se tratando de infecção recente.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL SEROLOGIASEROLOGIA

INTERPRETAÇÃO DOS TESTES SEROLÓGICOS

Reactivação - na presença de Ac EBNA um Ac EA é sugestivo de reactivação. VCA IgM pode também estar presente A reactivação da infecção a EBV pode não estar associada a um síndrome clínico definido, muitas vezes ocorre assintomaticamente.

Infecção crónica EBV

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Suspeita

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

Suspeita clínica de MI
Suspeita clínica de MI
Pesquisa de Ac heterófilos POSITIVA MI por EBV
Pesquisa de Ac heterófilos
POSITIVA
MI por EBV

NEGATIVA ou DUVIDOSA

Ac anti EBNA IgG

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA MONONUCLEOSEMONONUCLEOSE INFECCIOSAINFECCIOSA

– – MONONUCLEOSE MONONUCLEOSE INFECCIOSA INFECCIOSA ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Ac anti

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

Ac anti EBNA IgG
Ac anti EBNA IgG
ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Ac anti EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA)
ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Ac anti EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA)
ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Ac anti EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA)
ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Ac anti EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA)
POSITIVO
POSITIVO
NÃO É MI (AGUDA)
NÃO É MI (AGUDA)
NEGATIVO
NEGATIVO
Ac anti VCA IgM
Ac anti VCA IgM
EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA) NEGATIVO Ac anti VCA IgM POSITIVO MI por EBV
EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA) NEGATIVO Ac anti VCA IgM POSITIVO MI por EBV
EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA) NEGATIVO Ac anti VCA IgM POSITIVO MI por EBV
EBNA IgG POSITIVO NÃO É MI (AGUDA) NEGATIVO Ac anti VCA IgM POSITIVO MI por EBV
POSITIVO
POSITIVO
MI por EBV
MI por EBV

NEGATIVO

Procurar outras causas de MI

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais SSíífilisfilis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ETIOLOGIA ETIOLOGIA Toxoplasma gondii parasita que infecta

ETIOLOGIAETIOLOGIA

Toxoplasma gondii

parasita que infecta algumas espécies de animais e o Homem causando a doença toxoplasmose.

Os gatos são o único reservatório do T. gondii sendo infectados a partir da ingestão de animais infectados.

Os oocistos são excretados pelas fezes e podem sobreviver no meio ambiente durante meses.

de animais infectados. Os oocistos são excretados pelas fezes e podem sobreviver no meio ambiente durante

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ETIOLOGIA ETIOLOGIA O Homem pode infectar-se de vários
INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ETIOLOGIA ETIOLOGIA O Homem pode infectar-se de vários

ETIOLOGIAETIOLOGIA

O Homem pode infectar-se de vários modos:

-Ingestão de carne mal cozinhada -Ingestão de frutas/legumes mal lavados contaminados (via

fecal)

-Transmissão placentária

-Inoculação acidental

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE CL CL Í Í NICA NICA A toxoplasmose em doentes

CLCLÍÍNICANICA

A toxoplasmose em doentes imunocompetentes é geralmente assintomática. Cerca de 10-20% dos doentes podem apresentar um quadro semelhante a sind. gripal com adenopatias cervicais. A evolução é habitualmente benigna.

Nos doentes com SIDA a encefalite por toxoplasma é a causa mais frequente de lesão intracerebral e parece ser devida a reactivação da infecção.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE CL CL Í Í NICA NICA Nos doentes imunodeprimidos pode

CLCLÍÍNICANICA

Nos doentes imunodeprimidos pode existir doença do SNC, olho e pulmão e resulta de nova infecção ou reactivação de infecção latente.

A toxoplasmose congénita resulta de infecção primária adquirida pela mãe durante a gravidez. A sua incidência e gravidade varia consoante o trimestre durante o qual ocorreu a infecção.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL O

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

O diagnóstico da toxoplasmose pode ser efectuado por:

Observação do parasita em amostras dos doentes como LBA (doentes imunodeprimidos) ou em biópsias de nódulos linfáticos

Isolamento do parasita a partir do sangue ou outro líquido orgânico através de inoculação intraperitoneal em ratos

Detecção do parasita por PCR (infecções congénitas in utero)

Testes serológicos – que constituem a rotina habitual para o diagnóstico da toxoplasmose uma vez que as técnicas anteriores são dispendiosas, complexas e não acrescentam mais informação.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

A pesquisa de Ac da classe IgG e IgM são os testes mais utilizados

Um título de IgG positivo indica contacto com o parasita num período de tempo passado ou presente.

Para melhor caracterizar esta situação deve-se pesquisar Ac IgM:

um resultado negativo exclui infecção recente

um resultado positivo é difícil de interpretar porque os Ac IgM toxoplasmose podem ser detectados até 18 meses após a infecção aguda.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

Na determinação dos Ac IgM podem ocorrer duas situações:

1. IgM positiva e IgG negativa

2. IgM positiva e IgG positiva

Como proceder?

1. IgM positiva e IgG negativa

Colher 2ª amostra 2 a 3 semanas após a 1ª e testá-las em paralelo:

Se a primeira colheita coincidiu com um estadio muito inicial da doença a 2ª amostra apresentará agora valores aumentados de IgG e IgM – evolução da doença

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

Se a 2ª amostra confirmar os dados da primeira este resultado deve ser considerado como um falso positivo e o doente não está infectado

2. IgM positiva e IgG positiva

Colher 2ª amostra e testá-las em paralelo (considerar o envio para lab

de referência em toxoplasmose):

Grávida – efectuar o teste da avidez das IgG:

forte avidez nas 12-16 semanas exclui infecção durante a

gestação.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA

fraca avidez das IgG não deve ser de imediato considerado como

infecção recente (alguns doentes apresentam fraca avidez durante meses após

a infecção), uma 2ª amostra poderá ser colhida para documentar a subida dos títulos de Ac IgG.

Em qualquer dos casos estas amostras devem ser estudadas num lab de referência antes de intervenção terapêutica.

Como estes casos correspondem a situações de toxoplasmose certa/provável deve-se realizar um estudo de infecção do feto – detecção de toxoplasma por PCR no líquido amniótico

deve-se realizar um estudo de infecção do feto – detecção de toxoplasma por PCR no líquido

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO Pesquisa

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgG
Pesquisa de Ac
anti-toxoplasma IgG
DIAGN Ó Ó STICO STICO Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgG IgG POSITIVA Contacto com parasita (infecção
DIAGN Ó Ó STICO STICO Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgG IgG POSITIVA Contacto com parasita (infecção
DIAGN Ó Ó STICO STICO Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgG IgG POSITIVA Contacto com parasita (infecção
DIAGN Ó Ó STICO STICO Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgG IgG POSITIVA Contacto com parasita (infecção
IgG POSITIVA
IgG POSITIVA
Contacto com parasita (infecção antiga vs recente)
Contacto com parasita
(infecção antiga vs recente)

IgG NEGATIVA

Ausência de Infecção

(repetir após 3 semanas se suspeita clínica de infecção aguda)

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO IgG

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

IgG POSITIVA
IgG POSITIVA
Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgM (datar a infecção) IgG POSITIVA IgM NEGATIVA INFECÇÃO PASSADA (>
Pesquisa de Ac anti-toxoplasma IgM
(datar a infecção)
IgG POSITIVA
IgM NEGATIVA
INFECÇÃO PASSADA
(> 6 MESES)

IgG POSITIVA IgM POSITIVA

INFECÇÃO RECENTE ou IgM FALSAS POSITIVA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE

INFECCIOSA INFECCIOSA – – TOXOPLASMOSE TOXOPLASMOSE ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO IgG

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

IgG POSITIVA IgM POSITIVA Determinação da avidez dos Ac IgG FORTE AVIDEZ FRACA AVIDEZ INFECÇÃO
IgG POSITIVA
IgM POSITIVA
Determinação da avidez dos Ac IgG
FORTE AVIDEZ
FRACA AVIDEZ
INFECÇÃO PASSADA
INFECÇÃO RECENTE PROVÁVEL
(ATÉ 12 SEMANAS
ANTES)

OBTER 2ª AMOSTRA 3 SEMANAS APÓS A 1ª ENVIAR PARA LAB DE REFERÊNCIA

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais SSíífilisfilis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA ETIOLOGIA ETIOLOGIA Vírus da rubéola: togavírus

ETIOLOGIAETIOLOGIA

Vírus da rubéola: togavírus RNA vírus facilmente inactivável por agentes químicos, luz ultra violeta e calor

Descoberto no século XVIII – inicialmente descrito como uma variante do sarampo

1ª referencia enquanto entidade clínica distinta foi na literatura alemã em 1814.

Síndrome da rubéola congénita – descrito pelo oftalmologista australiano Norman Gregg em 1941 que reportou 78 casos de crianças com cataratas ocorridos após infecção materna no início da gravidez.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA • PATOG PATOG É É NESE

PATOGPATOGÉÉNESENESE

Transmissão do vírus por via aérea

Replicação do vírus na nasofaringe e no gânglios linfáticos locais

Virémia 5-7 dias após a exposição com disseminação aos tecidos

A placenta e o feto são infectados durante a virémia

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA CL CL Í Í NICA NICA

CLCLÍÍNICANICA

RUBRUBÉÉOLAOLA ADQUIRIDAADQUIRIDA

Período de incubação 14 dias (pode variar de 12-23 dias)

Até 50% dos casos são assintomáticos

Pródromo de febre baixa, fadiga, mau-estar, adenopatias e

sintomas respiratórios antes do rash. Nas crianças o rash pode ser a

manifestação inicial e não existir pródromo.

O rash é caracteristicamente maculo-papular e surge 14-17 dias após a exposição. A sua evolução é craneo-caudal.

As adenopatias estão mais frequentemente localizadas às cadeias retroauriculares, occipitais e cervicais posteriores.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA CL CL Í Í NICA NICA

CLCLÍÍNICANICA

RUBRUBÉÉOLOLAA CONGCONGÉÉNITANITA

A infecção pode afectar todos os orgãos

Pode conduzir a aborto, morte in utero ou parto pré-termo

A gravidade da lesão do feto depende da idade gestacional em que

a infecção ocorreu: 3-12 sem

85% infecção fetal 35% infecção fetal risco mínimo infecção fetal

13-16 sem > 16 sem

85% das crianças infectadas no 1º trimestre de gestação apresentam doença

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA CL CL Í Í NICA NICA

CLCLÍÍNICANICA

SSÍÍNDROMENDROME DADA RUBRUBÉÉOLOLAA CONGCONGÉÉNITANITA

Surdez é o mais comum e por vezes o único sintoma

Cataratas outas alterações oculares incluem glaucoma, retinopatia e microftalmia

Defeitos cardíacos

Microcefalia

Atraso mental

Alterações ósseas

Lesões hepáticas e esplénicas

As manifestações podem só ocorrer 2 a 4 anos após o nascimento.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA CL CL Í Í NICA NICA

CLCLÍÍNICANICA

COMPLICACOMPLICAÇÇÕESÕES DADA RUBRUBÉÉOLOLAA

Artralgia ou artrite

adulto

crianças rara

até 70%

Púrpura trombocitopénica

1/3 000 casos

Encefalite

1/6 000 casos

Neurite

rara

Orquite

rara

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

O diagnóstico da rubéola pode ser efectuado por:

Isolamento do vírus a partir de amostras de urina ou nasofaríngeas em culturas celulares

Detecção do vírus por PCR

Testes serológicos Ac anti rubéola IgM positivo ou Aumento do título de Ac anti rubéola IgG

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL
DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

O
O

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

vírus da rubéola pode ser isolado de amostras nasais, sangue,

faríngeas, urina e LCR . Na orofaringe o vírus pode ser isolado 1 semana antes do rash e até 2 semanas após o seu aparecimento. Idealmente estas amostras deveriam ser colhidas até 4 dias após o rash.

Apesar deste método ser diagnóstico é laborioso e dispendioso pelo que não é o escolhido por rotina.

A detecção do vírus por PCR pode ser efectuada nas culturas celulares

ou directamente a partir das amostras.

Estas amostras poderão ser usadas para caracterização molecular útil em vigilância epidemiológica

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

A
A

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

serologia acaba por ser o método mais comum para confirmar o

diagnóstico de rubéola.

A infecção aguda é confirmada serologicamente pelo aparecimento de

Ac anti-rubéola IgGM:

- Os Ac IgM podem não ser detectados nos primeiros 4-5 dias após o rash pelo que se deve proceder a nova colheita depois. Poderá haver falsos positivos em pessoas com outras inf virais (parvovírus, EBV, CMV) ou factor reumatoide positivo

A infecção aguda é também confirmada pela subida dos títulos de Ac

anti-rubéola IgG na fase aguda e na convalescência Habitualmente colher a 1ª amostra 7º-10º dia e depois 14º-21º dia

(min 7 dias)

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA ALGORITMO ALGORITMO DIAGN DIAGN Ó Ó

ALGORITMOALGORITMO DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO

IgG IgM IgG NEGATIVA IgM POSITIVA
IgG
IgM
IgG NEGATIVA
IgM POSITIVA
IgG POSITIVA IgM NEGATIVA IMUNIDADE OBTER 2ª AMOSTRA 1 SEMANA APÓS IgG negativa IgG positiva
IgG POSITIVA
IgM NEGATIVA
IMUNIDADE
OBTER 2ª AMOSTRA 1 SEMANA APÓS
IgG negativa
IgG positiva
IgM positiva
IgM positiva
Falso positivo
Seroconversão

Início de seroconversão Falso positivo

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA RUBRUBÉÉOLAOLA

INFECCIOSA INFECCIOSA – – RUB RUB É É OLA OLA IgG POSITIVA IgM POSITIVA • Primo-infecção
IgG POSITIVA IgM POSITIVA
IgG POSITIVA
IgM POSITIVA
• Primo-infecção • IgM persistente • Reinfecção • Reacção cruzada • Estimulação não especifica do
• Primo-infecção
• IgM persistente
• Reinfecção
• Reacção cruzada
• Estimulação não especifica do sistema imunitário
Determinação da avidez IgG
FORTE AVIDEZ
FRACA AVIDEZ
INFECÇÃO PASSADA (>2-3 meses)
INFECÇÃO PASSADA
(>2-3 meses)
INFECÇÃO RECENTE PROVÁVEL (<2 meses)
INFECÇÃO RECENTE PROVÁVEL
(<2 meses)
meses) INFECÇÃO RECENTE PROVÁVEL (<2 meses) (OBTER 2ª AMOSTRA 2 SEMANAS APÓS E COMPARAR O TÍTULO
meses) INFECÇÃO RECENTE PROVÁVEL (<2 meses) (OBTER 2ª AMOSTRA 2 SEMANAS APÓS E COMPARAR O TÍTULO
(OBTER 2ª AMOSTRA 2 SEMANAS APÓS E COMPARAR O TÍTULO DE IgG)
(OBTER 2ª AMOSTRA 2 SEMANAS APÓS E COMPARAR
O TÍTULO DE IgG)
Infecção fetal: IgM (sangue fetal) RNA viral (liq. amniótico/vilosidades)
Infecção fetal: IgM (sangue fetal) RNA viral (liq. amniótico/vilosidades)
Infecção fetal: IgM (sangue fetal) RNA viral (liq. amniótico/vilosidades)
Infecção fetal: IgM (sangue fetal) RNA viral (liq. amniótico/vilosidades)

Infecção fetal:

IgM (sangue fetal) RNA viral (liq. amniótico/vilosidades)

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA ConsideraConsideraçç õesões geraisgerais SSíífilisfilis

ConsideraConsideraççõesões geraisgerais SSíífilisfilis BruceloseBrucelose MononucleoseMononucleose InfecciosaInfecciosa ToxoplasmoseToxoplasmose RubeolaRubeola VIHVIH

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH ETIOLOGIA ETIOLOGIA Vírus do VIH: retrovírus possui

ETIOLOGIAETIOLOGIA

Vírus do VIH: retrovírus possui transcriptase reversa que permite ao vírus sintetizar uma cópia DNA do seu genoma RNA

2 tipos de VIH:

sintetizar uma cópia DNA do seu genoma RNA 2 tipos de VIH: VIH 1 – África

VIH 1 – África central, EUA, Europa e Austália VIH 2 – África ocidental, alg reg Europa

Várias variantes de VIH 1 e VIH 2 são conhecidas:

VIH 1 – grupo M (major) mais predominante grupo O (outlier) nº pequeno de estirpes divergentes

Em relação ao VIH 1, o VIH 2 tem um período de latência clínica maior e uma taxa de transmissão vertical menor.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

PATOGPATOGÉÉNESENESE
PATOGPATOGÉÉNESENESE

Ligação da gp120 ao receptor

CD4

PATOGPATOGÉÉNESENESE Ligação da gp120 ao receptor CD4 Fusão do vírus e da membrana da célula e
PATOGPATOGÉÉNESENESE Ligação da gp120 ao receptor CD4 Fusão do vírus e da membrana da célula e

Fusão do vírus e da membrana da célula e mediada pela gp41

do vírus e da membrana da célula e mediada pela gp41 Penetração do vírus na célula

Penetração do vírus na célula

célula e mediada pela gp41 Penetração do vírus na célula Transcriptase transversa Integração no DNA do

Transcriptase transversa Integração no DNA do hospedeiro

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA A primeira referência foi em

EPIDEMIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA

A primeira referência foi em 1981 nos EUA

Grande epidemia mundial

De 1981 até 2005 mais de 900 000 casos de SIDA nos EUA

TRANSMISSÃO

- via sexual

- transmissão vertical

- administração de sangue ou derivados contaminados (hoje

muito raro)

- partilha de seringas contaminadas

Comportamentos de risco

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH CL CL Í Í NICA NICA 1. DOENÇA

CLCLÍÍNICANICA

1. DOENÇA DA SEROCONVERSÃO Após a infecção com o VIH o individuo pode permanecer assintomático ou desenvolver um quadro agudo de doença MI like. Este quadro surge 2-6 semanas após a infecção com febre, fadiga, mal estar, amigdalite, adenopatias e rash cutâneo.

Neste período os Ac podem ser detectados

2. PERÍODO DE INCUBAÇÃO Durante este período o doente é completamente assintomático e pode durar alguns meses até 10 anos. A mediana é de 8-10 anos. Nas crianças o periodo de incubação é menor.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

3.
3.

CLCLÍÍNICANICA

INFECÇÃO VIH SINTOMÁTICA No fim do período de incubação podem surgir sinais e sintomas que evidenciam a disfunção progressiva do sistema imunitário como febre persistente, perda de peso, diarreia crónica, alterações dermatológicas.

CD4; citopénias

2. SIDA A transição para esta fase pode ocorrer lenta ou rapidamente e parece ser influenciada por cofactores. O diagnóstico de SIDA é estabelecido com o aparecimento de infecções oportunistas como pneumonite a pneumocystis jiroveci , toxoplasmose, meningite a criptococcus ou sarcoma de Kaposi .

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIA

O diagnóstico da infecção a VIH é baseado em testes serológicos:

1. “Screening” VIH – detecção de anticorpos os testes ELISA são os mais usados para a detecção de anticorpos anti VIH. A sua sensibilidade e especificidade é > 99% mas mesmo assim podem ocorrer reacções falsas positivas ou negativas.

os testes iniciais não detectavam Ac anti VIH 2 e VIH 1 grupo O.

os ELISA actuais permitem detectar Ac anti VIH 1 e VIH 2

PROBLEMA: RN filhos de mães seropositivas (Ac maternos atravessam a placenta e podem persistir até 15 meses.

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIA

2. Seroconversão – detecção de antigénios

na fase inicial da doença não se detectam Ac no soro, estes geralmente surgem 3-4 semanas após a infecção.

A antigenémia VIH ( p24) precede a seroconversão e permite detectar a doença nesta fase inicial.

após a infecção. A antigenémia VIH ( p24) precede a seroconversão e permite detectar a doença

SEROLOGIASEROLOGIA INFECCIOSAINFECCIOSA VIHVIH

SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL
SEROLOGIA SEROLOGIA INFECCIOSA INFECCIOSA – – VIH VIH DIAGN DIAGN Ó Ó STICO STICO LABORATORIAL LABORATORIAL

DIAGNDIAGNÓÓSTICOSTICO LABORATORIALLABORATORIAL

SEROLOGIA

3. Testes confirmatórios

um teste ELISA positivo deve ser confirmado por Western blot.

um teste ELISA negativo não necessita de confirmação.

Detecta Ac específicos para proteínas do VIH Interpretação por vezes subjectiva, mas existem critérios para designar positivo, indeterminado ou negativo. Geralmente a presença de 2-3 proteínas virais (p24, gp41 e gp 120/160) constituem um resultado positivo.

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OUTROS TESTES CARGA VIRAL A carga viral tem grande valor prognóstico na avaliação do doente VIH + e monitoriza a resposta ao tratamento antiretrovital. Os doentes cuja carga viral era menor na fase inicial da doença ou que diminuiu após intituição de terapêutica têm melhor prognóstico.

viral era menor na fase inicial da doença ou que diminuiu após intituição de terapêutica têm

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OUTROS TESTES

CONTAGEM DE CD4

Apesar da monitorização com a carga viral a contagem de células CD4+ continua a ser de grande valor na avaliação da progressão da doença e da resposta terapêutica indicando o esatdio da doença.

“The measurement of HIV viral load tells us where the disease is going, whereas CD4 tells us where the disease is at this moment”

TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIRETROVIRAIS

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OUTROS TESTES

TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIRETROVIRAIS

Podem ser fenotípicos ou genotípicos

Fenotípicos – define se uma estirpe em particular é sensivel ou resistente a um agente antiretroviral determinando a concentração de fármaco necessária para inibir o crescimento do

vírus in vitro

nem todas as estirpes crescem em culturas celulares

Genotípicos – determinação de mutações associadas a resistência por tecnologia de biologia molecular (PCR)