0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 44 visualizações15 páginasAfricanos No Brasil Dominação e Resistência
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu,
reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
Dois elementos sdo comuns a todas
mn ree
icangara!
€ssas pessoas: sao afrodescendentes e ali
nhecimento social © prestigio nas suas
a ional.
Tespectivas areas de atuacao profission
Sas personalidades?
s elas atuam?
ih
sob:
1 ileiros?
© Os ancestrais desses brasileiros?
78° npane 2 DIVERSIOADE € PLURALISMO ci tiie,Hoje, os estudiosos da historia da Af
e dos afro-brasileiros c
ffordam que a escravidao era praticada na Africa antes da chegada do Wistar
Muropeus ao litoral do continente, no século XV, easliahes
Segundo a historiadora Leila Leite Hernandez, na Africa o individuo po: |
fia ser escravizado por quatro motivos principai |
% guerra: essas guerras se davam entre diferentes povos envolvidos em lo ¢ Souza, Leila
disputas por terra, pode: Leite Hernandez, Nei
‘as por terra, poder e/ou prestigio. Os vencidos eram escraviza- | topes, entre outros
dos ou vendidos pelos vencedores.
% fome: quando a fome se abatia sobre um grupo, ocorria de familias
inteiras oferecerem a si mesmas como escravas em troca de alimentos
e moradia.
% punicao judicial: em algumas sociedades tradicionais africanas, os
criminosos eram condenados a escravidao. Fac-simile da capa
» penhora humana: o individuo era escravizado como uma espécie de % te al
: a a Africa,
garantia para o pagamento de débito. José Rivair
Mas € consenso também entre os estudiosos da Africa que a escraviddo Macedo. a
icana possuia caracteristicas proprias.
Observa o historiador José Rivair Macedo que, diferentemen-
do que ocorria na Grécia e na Roma Antiga, nas sociedades
dicionais africanas, os escravizados eram minoria; além dis-
Iso, a escravidao africana tinha caracteristicas proprias: a per-
da da liberdade pessoal nao era completa, e os cativos eram
integrados a0 grupo dos vencedores em posicdes subalternas.
Em muitos casos podiam casar-se com pessoas livres e, com o
tempo, ascender socialmente tornando-se comerciantes, minis- ann
tros ou funciondrios da Corte de um poderoso. Nas sociedades F =
tradicionais africanas, os descendentes de escravizados tinham Nal eve
os mesmos direitos das pessoas livres, podendo, inclusive, com-
prar e herdar bens.
Para refletir $
0 texto a seguir foi escrito pelo africanista Alberto da Costa e Silva. Leia-o com atengao.
0s africanos escravizavam africanos?
CAPITULO 4 | AFRICANOS NO BRASIL: DOMINACAO E RESISTENCIA 7.Q
~
——————— rrfulas, bijagds, axantes, daomeanos, vs cel
jundas, niamuézis, macuas, Xones~ e io vizavam :
migos € 0S estranhos, Quando um chete elique dey,
Calabar vendia a um navio europe Vn grupo de
dendo africanos nem negros, ry
ibos, nao estava ven 1 g
uma gente que, por ser considerada por ele
bara, podia ser escravizada.I
condenado por crime, vendia quem,
deixara de pertencer ao grupo.
Ocomércio transatlantico de escravos er
pelos grandes da terra, pelos poderosos da
‘Africa e das Américas. Fazia parte de um
integragao econémica do Atlantico, que
fdugao e a comercializagao, em grande escala, de;
algodao, tabaco, café e outros bens tropicals,
Facsimile da capa cesso no qual a Europa entrava com 0 cap
tivo A Africa exlicoda 205 ag coma terra e a Africa com 0 trabalho, is
4 ‘
meses de Albeo mg de obra cativa
SIA, Alberto da Costa e. A Africa exp
Rio de Janeiro: Ae
a) Com base no texto é correto afirmar que “africanos” escravizavam
vendé-los como escravos? Justifique.
b) Em que contexto o autor insere o trafico atlantico?
c) Interprete: 0 comércio transatlantico era controlado pelos “gi
wl 0 inicio da roedura
Reece Na ATTIC a dinamica e a intensidade da escravidao mudai
suraderticnos Mette depos da chegada ds europeus ao litoal africana Em
esata, : tugueses erqueram uma feitoria em Arguim, na costa ocidental,
Acesse: itp, Nou como um ponto de comércio de africanos escravizados. Poste
im/jsoviw>. foram erguidos outros entrepostos de escravizados pertaide
© Gambia (1456), e em Séo Jorge da Mina (1482), no Golfo da
Guerra e escravidao
Inic y
nicialmente, europeus armados obtinham escravos no litoral
Por meio do sequestro, Mas
@ ser um negocio grande as me " x
africanos e as duas mi
mento acompanhando
30 _untoave 2 | o1verstoave ¢ PLURALISMO Clima)» Passo 1: traficantes
europeus ou americanos forneciam manufatu
rados europeus (armas de fogo, pélvora) ou americanos (tabaco
aguardente) a chefes africanos, Em troca, exigiam prisioneiros de
guerra
» Passo 2: de posse de armas/pélvora, os chefes africanos provocavam
guerras a fim de ampliar seu poder e obter mais pristoneiros.
» Passo 3: 0s novos prisioneiros eram trocados por mais armas/pélvora
trazidas pelos traficantes, as quais alimentavam novas guerras. Os
prisioneiros de guerra serviam como moeda de troca para os chefes
africanos € como mercadoria para os traficantes,
Por varias vezes, a Coroa portuguesa interveio militarmente em dispu-
e conflitos entre africanos para manter no governo autoridades africa-
nas coniventes com o trafico e a escravidao; tanto no Reino do Ndongo
ingola) quanto no Reino do Congo, os portugueses auxiliaram na imposi-
gao de monarcas déceis ligados aos interesses do trafico atlantico.
Conforme os europeus foram dominando a América, a partir do século
, a demanda por escravos cresceu muito. Diante disso, europeus, ame-
icanos (inclusive brasileiros) e africanos organizaram dos dois lados do
“oceano um enorme e lucrativo empreendimento envolvendo a obtencao, 0
(OcEANO
NoICO
Trafico atlantico:
ome dado a0 comércio
de homens € mulher
pelo Atlantica ent
shewlos AVI € HD
Processo de roedura:
exgressdo de Joseoh
Ki-Terbo, professor
e metodotogia da
Histor da Aria, para
caracterizar a genetracao
4 exploracao
colonialista na Africa,A travessia
acoes dé madeira ou pedra, 0S escravizados aguardaya,
Ja a carga, para garantiralgn?
as em barracoes
i pletad
6 parti ientadose inka d
alimentados e tinham de resp
i
Par yy
m seus pordes, &r #
sede também era com
UT
St
de doencas e 0 contagio. A
a para nao ocupar espace & evitar excesso d ‘
ua can
rados nas feitoria
Aglomer
egreiros, que
chegada dos navi
tividade da viage'
10 que favorecia
arregavam pouc
os n
Mm. Amontoados en
ar viciad a ocorrencia
as pipas de 49
navios, que ¢
Ilustragao mostrando
como os escravizados
Viajavam: amontoados
‘em pordes e com
poucas condicées de
sobrevivencia, Até
fo Rio de Janeiro, as
viagens duravam cerca
de 45 dias a partir
da Costa da Mina; de
33 a 40 dias a partir
da regio congo-
-angolana; cerca de
75 dias a partir de
Mocambique.
jnanigdo e desidratagao. Mesmo
gem ocasionavam mortes Por
OS escravos eram
1s costas brasileiras,
ino valia o dobro de um do sea
de via
ites eram altos. Chegando a:
dos, Um adulto do sexo mascu
ca ou um idoso.
Essas péssimas condigoes
assim, os lucros dos trafican
examinados, avaliados e negocial
feminino e trés vezes mais que uma crian
‘A danca dos nimeros
Com base em pesquisa rigorosa, os historiadores estadunidenses
de Columbia, e David Eltis, da Universidade Emory, afirmam que cerca
deivaram a costa da Africa rumo 4 América entre 1500 e 1867. Destes,
ro Brasil. Segundo esses especialistas, as regides de origem dos quase 5 milhdes de
sembarcados no Brasil eram tré
» A Africa ocidental - regiao que vai
de africanos entrados no Brasil.
» 0 Centro-Oeste africano ~ onde estava situ
total.
» 0 Sudest
restantes.
Mas com o auxilio de geneticistas,
terial genético compartilhado por brasileiros e africanos,
Hebert Klein, da Universidade
de 12,5 milhdes de africanas |
4,9 milhdes desembarcaran
africanos d&
do Senegal a Nigéria atuais que forneceu 10% do total
‘ada a col6nia portuguesa de Angola, 73% desst
+ africano ~ onde estava situada a colonia portuguesa de Mocambiauss am
esses historiadores esto revendo seus dados. ‘Analisando >
0s geneticistas Sérgio Danilo Pena (ue
1) UNIDADE 2 | DIVERSIDADE E PLURALISMO CULTURALMar 1a Bortolini (UERGS) d
y Cobriram que a proporcao de africanos oriundos da Africa ocidental
pod “Has a quatro vezes maior que o contabilizado até o momento. Pena e sua equipe
anal Tostras de sangue de 120 paulistas que se autoclassificaram como ne
que, quatro de cada dez deles, apresentavam material genético tipico da Africa ocidenta
Catira e Tabita Hilnemeier (UFRGS), por sua vez, analisaram 94 negros ¢ 7
31 " originarios da Africa ocidental, sendo que a maioria, como ja se s
do Centro-Oeste, regiao congo-angolana, &
ssa é também a regido de origem da maioria
nalisados por elas; apenas 18% deles eram da Africa ocidental
Independentemente da sua regiao de origem, esses milhdes de africanos que aqui chegaram
trouxeram, além de sua forca de trabalho, suas ricas culturas e seus modos de viver e de expressar
sentimentos.
negros gauichos a
Manifestagao da cultura banto: Grupo Jongo
de Piquete - danca de roda de origem africana com
acompanhamento de tambores e solista. Piquete Tambor de Crioula, manifestagao da cultura jeje
(SP), 2007. no Maranhao, 2008.
Manifestacdo da cultura de
‘rigem joruba, em 2003:
dancarinas do Tlé Aiy@, bloco afro
que nasceu no Curuzu, no bairro da
Liberdade, em Salvador (BA). 0 Tl8
Aiyé preserva e recria importantes
elementos da cultura ioruba e
desenvolve um trabalho social
reconhecido nacionalmente.
Ql
Dica! Video que aborda a historia
do comércio de seres humanos
sendo contada através das vozes de
escravizados, [Duragdo: 34 minutos).
Acesse: <[Link]>,
CAPITULO 4 | AFRICANOS NO BRASIL: DOMINACAO E RESISTENCIA 3