FILOSOFIA
10.º ANO
Sara Raposo
Carlos Pires
[Link]
Caros colegas,
Este Manual teve como ponto de partida o blogue «Dúvida Metódica», criado por nós em 2008. Nessa altura a nossa intenção
foi mos trar como a Filosofia pode ser uma disciplina apelativa e útil. Essa mesma intenção também nos guiou agora ao
conceber este Manual. E, tal como acontecia no blogue, diversos recursos disponibilizados foram aplicados na sala de aula
com os nossos alunos e devem muito ao que aprendemos na interação com eles.
Há, como é natural, muitas formas de enten der o ensino da Filosofia, mas em todas elas se valoriza o pensamento crítico e a
discussão de problemas. Para nós, como autores e profes sores, estas são ideias básicas em que se tem alicerçado o nosso
trabalho. Preocupámo-nos também com a utilização de uma linguagem clara e acessível – que torne o discurso facil mente
inteligível – e com a análise e discussão de casos concretos a partir das teorias estuda das, evidenciando a aplicabilidade da
Filosofia às questões da vida.
Este Manual encontra-se organizado por rubri cas, idênticas na maior parte dos capítulos, exceto no 2 (Lógica) e no 7
(tema/problema) devido à natureza peculiar dos conteúdos e dos objetivos pretendidos. As rubricas são as seguintes:
dž ĕťūÑîçĺ ĕıĕëĕÑĩ – um caso concreto apelati vo que visa captar a atenção dos alunos; as questões orientadoras, sem
grandes pressu postos, pretendem promover o interesse e a reflexão pelo problema em causa;
dž ,ƄøŗëĕťÑ – em diversos momentos de cada capítulo são propostos exercícios de aplica ção e de revisão dos conteúdos,
com caráter formativo, para que o aluno verifique se está ou não a acompanhar a matéria;
dž øĩøİêŗÑ ĕñøĕÑŜǞëđÑžø – síntese dos aspetos fundamentais de cada um dos capítulos; dž #ĕŜëūťø – debate, a propósito
de situações concretas apresentadas em imagens ou tex tos, dos problemas filosóficos estudados, tendo em vista o
posicionamento pessoal e crítico dos alunos (que podem trabalhar individualmente, em pares ou em grupo alar gado);
dž ¯ĕŜĕĺıÑ – pequenos vídeos explicativos e um filme acerca dos temas de cada capítulo, acompanhados de um guião;
dž ıÑĩĕŜÑ ťøƄťĺŜ – textos, numa linguagem acessível aos alunos, acompanhados de um guião com questões de análise e
aplicação;
dž ŒøǞťø á ŔŗĺžÑ – questões relativas à totali dade dos conteúdos de cada capítulo, para que o aluno possa avaliar os seus
conheci mentos.
Três das ideias que nos orientaram na constru ção deste Manual são:
dž ÑŔŗøŜøıťÑŗLj de forma sistemática, instrumen tos facilitadores da compreensão: øƄøİŔĩĺŜ ĕĩūŜťŗÑťĕžĺŜ, øŜŖūøİÑŜ, ŖūÑñŗĺŜ
ëĺİŔÑŗÑťĕ žĺŜ, ĕİÑČøıŜ e ıĺťÑŜ øƄŔĩĕëÑťĕžÑŜ para alu nos e professores;
dž ūťĕĩĕƍÑŗ, em todos os capítulos, ŗøëūŗŜĺŜ ø Ñťĕ žĕñÑñøŜ ŔŗĺİĺťĺŗÑŜ ñÑ ŗøċĩøƄçĺ;
dž proporcionar uma ŖūÑıťĕñÑñø ŜĕČıĕċĕëÑťĕžÑ ñø İÑťøŗĕÑĕŜ ñĕñÒťĕëĺŜ a alunos e professo res, ñĕŜťŗĕêūėñĺŜ ñø ċĺŗİÑ
ĺŗČÑıĕƍÑñÑ ø øŖūĕ ĩĕêŗÑñÑ pelo aÑıūÑĩ, Ññøŗıĺ ñĺ ĩūıĺ e #ĺŜŜĕü ñĺ ŗĺċøŜŜĺŗ.
O Ññøŗıĺ ñĺ ĩūıĺ teve como objetivo prin cipal ajudar os alunos a estudar melhor, explo rando de forma autónoma outros
recursos e informações, além dos sugeridos no Manual, e
ț øƄťĺ ȟ #ŬžĕñÑ aøťĻñĕëÑLj ưƯǍƪ Ñıĺ
fornecendo algumas sugestões práticas e infor mações (como fazer um ensaio argumentativo ou responder a diferentes tipos
de perguntas em Filosofia). Contém 20 fichas de trabalho acom panhadas de propostas de resolução; textos complementares
e informações (para o aluno explorar de forma autónoma, de acordo com os seus interesses); indicações para aceder à Aula
Digital; sugestões de Bibliografia e Webgrafia
(pensadas para alunos do ensino secundário). Pensamos que os materiais do #ĺŜŜĕü ñĺ ŗĺċøŜŜĺŗ devem ter uma natureza,
sobretudo, prática. Por isso, apresentamos uma grande diversidade de sugestões de atividades e recur sos (incidindo em
competências diferentes) para implementar com os alunos na sala de aula e para dar aos professores possibilidades
alternativas relativamente aos instrumentos de avaliação:
dž ūøŜťŒøŜǞÑūĩÑ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ dž Ñıëĺ ñø ŖūøŜťŒøŜ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ dž øŜťøŜ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ
ǹ ?ūĕçĺ ñø øŜťūñĺ ŔÑŗÑ ĺŜ ťøŜťøŜ
dž ,ıŜÑĕĺ ċĕĩĺŜĻċĕëĺ
Incluímos também outro tipo de sugestões e informações:
dž diferentes ċĺŗİÑŜ ñø ĕıťøČŗÑŗ ø ñøŜøıžĺĩžøŗ ĺŜ ťøİÑŜǓŔŗĺêĩøİÑŜ ċĕĩĺŜĻċĕëĺŜ em trabalhos de natureza interdisciplinar,
nomeadamente ıÑ ÒŗøÑ ñø ĕñÑñÑıĕÑ ø #øŜøıžĺĩžĕİøıťĺ;
dž textos complementares para todos os capí tulos do Manual;
dž ťøİÑŜǓŔŗĺêĩøİÑŜ ÑĩťøŗıÑťĕžĺŜ Ñĺ ñĺ İÑıūÑĩ ǚñøŜĺêøñĕüıëĕÑ ëĕžĕĩǛ: eutanásia e discrimina ção positiva;
dž ıĺťÑŜ øƄŔĩĕëÑťĕžÑŜLj ıÑ İÑĕĺŗĕÑ ñĺŜ ëÑŔėťūĩĺŜ ñĺ aÑıūÑĩLj para os professores, que escla recem, desenvolvem ou
aprofundam certos conteúdos filosóficos;
dž øƄøİŔĩĺŜ ñø ÑŗČūİøıťĺŜ ċĕĩĺŜĻċĕëĺŜ ilustra tivos de algumas formas de inferência váli da, estudadas na Lógica
proposicional;
dž ŔŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ ñø ťĺñÑŜ ÑŜ ŗūêŗĕëÑŜ do Manual: ĕťūÑîçĺ ĕıĕëĕÑĩ; Exercita; Discu te; ¯ĕŜĕĺıÑ; ıÑĩĕŜÑ ťøƄťĺŜ e
ŒøǞťø á ŔŗĺžÑ, organizadas por capítulo;
dž ťĕŔĺĩĺČĕÑ ñø ŖūøŜťŒøŜ: características dos vários tipos de itens e exemplificação dos mesmos;
dž ŔĩÑıĕċĕëÑîŒøŜ (anual e por tema/unidade); dž øıŜĕıĺ #ĕČĕťÑĩ, recursos disponíveis online, na ūĩÑ #ĕČĕťÑĩ (para
informações mais deta lhadas por capítulo, consultar o guião de recursos multimédia): ıĕİÑîões ñÑ ŗūêŗĕ ca ĕťūÑîçĺ
ĕıĕëĕÑĩ, ñø ñĕĩøİÑŜ İĺŗÑĕŜ ø ñø ċÑĩÒëĕÑŜ (formais e informais) para identifi car; ıĕİÑîŒøŜ ëĺİ øƄŔĩĕëÑções sobre como
resolver certos exercícios de Lógica; ĕİūĩÑ ñĺŗ ñø YĻČĕëÑ que permite realizar diferentes tipos de exercícios online;
ŔŗøŜøıťÑîŒøŜLj øİ ċĺŗİÑťĺ ĺſøŗ ĺĕıť, dos principais ëĺıťøŬ ñĺŜ ñĺŜ ëÑŔėťūĩĺŜ; Ñıëĺ ñø øŜŖūøİÑŜ (numa versão interativa) ø ñø
ĕİÑČøıŜ (disponibili zam-se todas as imagens por capítulo e res petivas questões de exploração, para apoiar a apresentação
dos conteúdos e momentos de debate na sala de aula); VėñøĺŜ curtos e trailers ñø ċĕĩİøŜ (legendados em português) da
rubrica ¯ĕŜĕĺıÑ; øŜťøŜ ĕıťøŗÑťĕžĺŜ (com 10 questões de resposta fechada e com cor reção automática, incidindo nos
principais conteúdos de cada capítulo) e WÑđĺĺť (10 questões disponibilizadas neste formato); dž êĕêĩĕĺČŗÑċĕÑ e
°øêČŗÑċĕÑ que permitem apro fundar e pesquisar outras informações sobre os temas de todos os capítulos.
Quanto aos ĕıŜťŗūİøıťĺŜ ñø ÑžÑĩĕÑîçĺ, procu rámos apresentar um vasto leque de tarefas que apelassem a competências de
natureza diferente, com graus de complexidade varia dos e abrangendo competências especifica mente filosóficas, como a
problematização, a conceptualização e a argumentação (de acordo com o que se encontra definido nas Aprendizagens
Essenciais), bem como as áreas
ț øƄťĺ ȟ #ŬžĕñÑ aøťĻñĕëÑLj ưƯǍƪ Ñıĺ
de competências elencadas no Perfil dos Alunos à Saída da escolaridade Obrigatória, entre outras, «O pensamento crítico e
cria tivo» e «O desenvolvimento pessoal e auto nomia».
Nas ūøŜťŒøŜǞÑūĩÑ (duas ou três por cada um dos capítulos), as tarefas propostas podem ser realizadas individualmente ou
em grupo e adaptadas ao perfil das turmas e dos alu
nos. No Ñıëĺ ñø ŖūøŜťŒøŜ existe, para cada capítulo, uma grande quantidade e diversi dade de recursos, de modo a que os
colegas tenham margem de escolha.
São apresentadas ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ para todas as atividades e, no caso dos tes tes, também guiões de estudo para os alu
nos. Este procedimento pode ser adotado em
qualquer atividade e não apenas nos testes. Por exemplo, no caso do ,ıŜÑĕĺ ċĕĩĺŜĻċĕëĺ,
também faz sentido comunicar previamente aos alunos as regras de elaboração e os cri térios de avaliação.
Os recursos aqui apresentados resultam em grande medida das aprendizagens que fomos fazendo com os nossos alunos e
cole gas, ao longo de vários anos. Com esta parti lha esperamos contribuir para que cada um de vós descubra a melhor forma
de tornar as aulas estimulantes e pedagogicamente efi cazes. Dito por outras palavras: esperamos ajudar a fazer aquilo que
todos nós, professo res e autores, procuramos fazer diariamente
desde que nos dedicámos a esta profissão. Contamos com o vosso feedback para conti nuar a aprender.
Votos de um bom trabalho!
kŜ ÑūťĺŗøŜ
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Índice
ưǍ ūøŜťŒøŜǞÑūĩÑ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ ...................................................... 7 ÑŔǍ ư ǝ k Ŗūø ù Ñ >ĕĩĺŜĺƧÑǎ Ŝ ŖūøŜťŒøŜ ñÑ >ĕĩĺŜĺƧÑ. . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 ÑŔǍ Ʊ ǝ >øŗŗÑİøıťÑŜ ŬťøĕŜ á ÑťĕžĕñÑñø ƧĩĺŜĻƧëÑLJ ıĺîŒøŜ ñø YĻČĕëÑ ǚċĺŗİÑĩ ø ĕıċĺŗİÑĩǛ . . . . . . . . 11 ÑŔǍ Ʋ
– Determinismo e liberdade na ação humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 ÑŔǍ Ƴ – O problema da natureza dos juízos
morais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 ÑŔǍ ƴ – O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant
e a ética utilitarista de Stuart Mill . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 ÑŔǍ Ƶ – O problema da organização de uma
sociedade justa: a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
ƱǍ Ñıëĺ ñø ŖūøŜťŒøŜ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ .................................................. 37 ÑŔǍ ư ǝ k Ŗūø ù Ñ >ĕĩĺŜĺƧÑǎ Ŝ ŖūøŜťŒøŜ ñÑ >ĕĩĺŜĺƧÑ. . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 ÑŔǍ Ʊ ǝ >øŗŗÑİøıťÑŜ ŬťøĕŜ á ÑťĕžĕñÑñø ƧĩĺŜĻƧëÑLJ ıĺîŒøŜ ñø YĻČĕëÑ ǚċĺŗİÑĩ ø ĕıċĺŗİÑĩǛ . . . . . . . . 43 ÑŔǍ
Ʋ – Determinismo e liberdade na ação humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 ÑŔǍ 4 – O problema da natureza dos juízos
morais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 ÑŔǍ ƴ – O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant
e a ética utilitarista de Stuart Mill . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 ÑŔǍ Ƶ – O problema da organização de uma
sociedade justa: a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ ....................................................................... 75
ƲǍ øŜťøŜ ǹ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ ǹ ?ūĕões ñø øŜťūñĺ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 ÑŔǍ ư ǝ k Ŗūø ù Ñ >ĕĩĺŜĺƧÑǎ Ŝ
ŖūøŜťŒøŜ ñÑ >ĕĩĺŜĺƧÑ. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 ÑŔǍ Ʊ ǝ >øŗŗÑİøıťÑŜ ŬťøĕŜ á ÑťĕžĕñÑñø ƧĩĺŜĻƧëÑLJ ıĺîŒøŜ ñø YĻČĕëÑ
ǚċĺŗİÑĩ ø ĕıċĺŗİÑĩǛ . . . . . . . . 87 ÑŔǍ Ʋ – Determinismo e liberdade na ação humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 ÑŔǍ Ƴ – O
problema da natureza dos juízos morais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 ÑŔǍ ƴ – O problema do critério da moralidade das
ações: a ética deontológica de Kant
e a ética utilitarista de Stuart Mill . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 ÑŔǍ Ƶ – O problema da organização de uma
sociedade justa: a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
?ūĕões ñø øŜťūñĺ ............................................................................. 116
ƳǍ ,ıŜÑĕĺ ƧĩĺŜĻƧëĺ .............................................................................. 123
ƴǍ ĕñÑñÑıĕÑ ø #øŜøıžĺĩžĕİøıťĺLJ ťøİÑŜǓëĺİŔøťüıëĕÑŜ ëĺİūıŜ áŜ žÒŗĕÑŜ ñĕŜëĕŔĩĕıÑŜ ø ŜūČøŜťŒøŜ ñø ÑťĕžĕñÑñøŜ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129
ƵǍ øƄťĺŜ ëĺİŔĩøİøıťÑŗøŜ ...................................................................... 143 ÑŔǍ ư ǝ k Ŗūø ù Ñ >ĕĩĺŜĺƧÑǎ Ŝ ŖūøŜťŒøŜ ñÑ >ĕĩĺŜĺƧÑ. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 ÑŔǍ Ʊ ǝ >øŗŗÑİøıťÑŜ ŬťøĕŜ á ÑťĕžĕñÑñø ƧĩĺŜĻƧëÑLJ ıĺîŒøŜ ñø YĻČĕëÑ ǚċĺŗİÑĩ ø ĕıċĺŗİÑĩǛ . . . . . . . . 151 ÑŔǍ Ʋ –
Determinismo e liberdade na ação humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 ÑŔǍ Ƴ – O problema da natureza dos juízos
morais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163 ÑŔǍ ƴ – O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de
Kant
e a ética utilitarista de Stuart Mill . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 ÑŔǍ Ƶ – O problema da organização de uma
sociedade justa: a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
ƶǍ ĩÑıĕƧëÑîŒøŜLJ ÑıūÑĩ ǹ Ŕĺŗ ūıĕñÑñøǓťøİÑ ...................................................... 181
ƷǍ ,ıŜĕıĺ #ĕČĕťÑĩ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199 Ensino Digital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201 Roteiro Aula Digital . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . 213 Guião de recursos digitais do projeto Dúvida Metódica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231
ț øƄťĺ ȟ #ŬžĕñÑ aøťĻñĕëÑLj ưƯǍƪ Ñıĺ
ƸǍ ŗĺŔĺŜťÑŜ ñø ŗøŜĺĩūîçĺ ñÑŜ ÑťĕžĕñÑñøŜ ñø ťĺñÑŜ ÑŜ ŗūêŗĕëÑŜ ñĺ aÑıūÑĩ ........................ 247 ÑŔǍ ư ǝ k Ŗūø ù Ñ >ĕĩĺŜĺƧÑǎ Ŝ ŖūøŜťŒøŜ ñÑ
>ĕĩĺŜĺƧÑ
Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 249 Discute . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . 249 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 250 Analisa textos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 251 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 251
ÑŔǍ Ʊ ǝ >øŗŗÑİøıťÑŜ ŬťøĕŜ á ÑťĕžĕñÑñø ƧĩĺŜĻƧëÑLJ ıĺîŒøŜ ñø YĻČĕëÑ ǚċĺŗİÑĩ ø ĕıċĺŗİÑĩǛ Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 252 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . 252 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 255 Analisa textos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 256 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . 256
ÑŔǍ Ʋ – Determinismo e liberdade na ação humana
Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 257 Discute . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . 258 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259 Analisa textos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 261
ÑŔǍ Ƴ – O problema da natureza dos juízos morais
Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262 Discute . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . 263 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 263 Analisa textos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 265
ÑŔǍ ƴ – O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266 Discute . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . 268 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 269 Analisa textos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
ÑŔǍ Ƶ – O problema da organização de uma sociedade justa: a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel
Situação inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272 Exercita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272 Discute . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . 273 Visiona . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 274 Analisa textos . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275 Põe-te à prova . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276
ưƯǍ kūťŗĺŜ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 279 Tema/problema «Eutanásia» . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281 Tema/problema «Discriminação positiva» . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . 295 ,ƄøİŔĩĺŜ ñø ÑŗČūİøıťĺŜ ƧĩĺŜĻƧëĺŜ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303 Notas para o professor. . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307 Tipologia de questões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . 315 ĕêĩĕĺČŗÑƧÑ Ǔ °øêČŗÑƧÑ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317
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Cada Questão-aula é constituída por três a cinco itens que avaliam várias competências filosóficas.
São apresentadas duas Questões-aula nos capítulos 1, 2, 4 e 6 e três Questões-aula nos capítulos 3 e 5.
Esta atividade pode ser utilizada para diversificar os instrumentos de avaliação, da forma que o
professor entender mais adequada do ponto de vista pedagógico. Pode ser aplicada individualmente
ou em grupo. A duração e o número de questões podem ser adaptados, nomeadamente ao perfil da
turma.
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1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
1
1. Lê, atentamente, as alíneas seguintes.
A. Em democracia, deve haver limites à liberdade de expressão?
B. De acordo com a legislação portuguesa, o incitamento à violência é um crime?
C. A prática da eutanásia será moralmente correta ou incorreta?
D. Como se define, em termos médicos, o conceito de morte cerebral?
E. Será que tudo o que fazemos se encontra determinado por causas anteriores?
F. De que modo os progenitores transmitem características físicas, como por exemplo
a cor dos olhos, aos seus descendentes?
1.1 Identifica as alíneas que correspondem a problemas filosóficos. Justifica.
1.2 Indica o nome das áreas de estudo da Filosofia que se ocupam de dois
dos problemas filosóficos referidos nas alíneas anteriores.
2. Analisa a notícia de jornal sobre uma mulher
(residente em Portugal, mas proveniente de MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA
outro país) que sujeitou a sua filha ainda bebé a
uma tradição, do seu país de origem, designada Mutilaçã[Link]óriada
mutilação genital feminina*.
1.ª condenação
* É um ritual realizado em vários países.
Geralmente, é feito ou antes da puberdade começar ou
Mulher foi condenada a 3 anos de prisão por tersujeitado a
na
filha bebé à mutilação genital, que é crime em Portugal desde
2015. primeira infância e consiste em remover parte ou a
Caso foi descoberto no centro de saúde e há outros dois em totalidade dos órgãos sexuais externos femininos,
investigação. nomeadamente o clítoris.
Jornal Observador, 8/01/2021
2.1 Dá dois exemplos de questões – uma filosófica e outra não filosófica – que se
podem colocar a propósito desta notícia.
2.2 Indica o nome da disciplina em que é debatida a questão filosófica que formulaste
na resposta anterior.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 9
1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
2
1. Analisa, atentamente, o seguinte cartoon.
Quino, Gente En Su Sitio, Lumen, Barcelona, 2008
1.1 Identifica quem, no cartoon, adota uma atitude acrítica.
1.2 Na tua opinião, como poderá ser interpretado o facto de o indivíduo que
questiona ser removido da multidão?
2. Preenche o esquema seguinte com palavras ou expressões equivalentes.
básicas:
conceptuais:
controversas:
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 10
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
1
1. A partir da premissa «Se matar é sempre errado, então a eutanásia não é moralmente
permissível», constrói um argumento válido, aplicando as seguintes formas de
inferência válida:
A. modus tollens;
B. contraposição;
C. silogismo hipotético.
2. Considera a frase «Algumas religiões são politeístas».
2.1 Preenche o quadrado da oposição que se segue.
.
2.2 Identifica a relação lógica existente entre as proposições que constituem a
negação uma da outra.
2.3 Refuta, através de um contra exemplo, a proposição expressa pela frase «Todas as
religiões são politeístas».
2.4 Se se descobrisse que é verdade que «Todas as religiões são politeístas», qual seria
o valor de verdade da sua contrária?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 11
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
2
1. Analisa, com atenção, o texto seguinte.
A filósofa norte-americana Judith Jarvis Thomson, a propósito da discussão ética do
aborto, apresentou um argumento, onde descreve a seguinte situação imaginária
(o que em Filosofia designamos como experiência mental):
«Imaginemos, diz ela, que acordamos numa manhã e descobrimos que
estamos numa cama de hospital, ligados de uma maneira qualquer a um
homem inconsciente deitado numa cama ao lado. Dizem-nos que esse
homem é um famoso violinista com uma doença renal. A única forma de ele
sobreviver é ligar o seu sistema circulatório ao sistema de outra pessoa com o
mesmo grupo sanguíneo e nós somos a única pessoa com o sangue adequado.
De modo que uma sociedade de melómanos [apreciadores de música] nos
raptou, mandou realizar a operação de ligação e aqui estamos. Como nos
encontramos agora num hospital respeitável, poderíamos ordenar a um
médico que nos desligasse do violinista; mas, nesse caso o violinista morreria
pela certa. Por outro lado, se nos mantivermos ligados apenas (apenas?) por
nove meses, o violinista terá recuperado e podemos então desligar-nos sem o
pôr em perigo.
Thomson pensa que, se nos encontrássemos nesta dificuldade inesperada,
não teríamos a obrigação moral de permitir que o violinista usasse os nossos
rins durante nove meses (…).»
Peter Singer, Ética Prática,
Gradiva, Lisboa, 2000, pp. 166-167
1.1 Qual foi o tipo de argumento não dedutivo utilizado pela filósofa Judith Jarvis
Thomson? Porquê?
1.2 Na tua opinião, o argumento apresentado por esta filósofa é forte ou fraco?
Justifica.
2. Considera como premissa a seguinte frase «Até hoje observei nas aulas que os alunos
desatentos baixavam o seu aproveitamento nos testes» e apresenta a conclusão de
uma:
2.1 previsão;
2.2 generalização.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 12
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
3. Identifica as falácias informais que se seguem.
A. Eu tenho de sair à noite porque todas as pessoas da minha idade o fazem. B. O
cartoon seguinte pressupõe, de forma implícita, os argumentos (consoante o
personagem em que nos
focarmos):
Exercitas o corpo ou
exercitas a mente.
Não exercitas a mente.
Logo, exercitas o corpo.
Exercitas o corpo ou
exercitas a mente.
Não exercitas o corpo.
Logo, exercitas a mente.
C. No cartoon a seguir apresentado está a ser usado o argumento:
«A Terra não é redonda, mas plana, dado que todas as pessoas sabem que é
plana».
D. Na aula de Matemática, o
José discordou
da Maria, quanto à
proposta de resolução
apresentada para um problema,
argumentando: «A minha proposta é
preferível à tua, pois como és mulher não
tens jeito para o raciocínio abstrato».
E. Quem acredita em superstições, como
aquela que se encontra implícita no cartoon
ao lado, incorre em que falácia?
Quino, Condições Humanas,
D. Quixote, Lisboa, 1992
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 13
3 Determinismo e liberdade na ação humana
1
1. Analisa, com atenção, a situação descrita e responde às questões apresentadas. A
Joana, ao discutir o problema do livre-arbítrio na aula de Filosofia, argumentou da
seguinte forma:
«Se, como podemos diariamente constatar, todos os fenómenos (mesmo os mais
estranhos) são causados por acontecimentos anteriores, então a natureza funciona de
modo regular e segundo leis que se mantêm constantes. Não vejo, por isso, como é
que as ações humanas – que também são acontecimentos – podem ser uma exceção.
Parece-me óbvio que os nossos atos resultam sempre de algo que os antecedeu e,
portanto, não temos qualquer margem de escolha, o que fazemos é completamente
inevitável e explicável a partir dos acontecimentos do passado e das leis que regem a
natureza».
1.1 Identifica a tese defendida pela Joana acerca do problema filosófico do livre-
-arbítrio e a perspetiva em que esta se enquadra (libertismo / determinismo
moderado / determinismo radical).
1.2 Qual é o conceito de livre-arbítrio pressuposto na tese defendida pela Joana?
1.3 Um determinista moderado concordaria com a tese da Joana? Porquê?
1.4 O determinismo moderado insere-se numa perspetiva compatibilista ou
incompatibilista? Justifica.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 14
3 Determinismo e liberdade na ação humana
2
1. Analisa, com atenção, a situação descrita e responde às questões apresentadas.
Avião no rio Hudson e o piloto Chesley Sullenberger, cuja história foi depois adaptada ao cinema
por Clint Eastwood, no filme Sully: O Herói do Rio Hudson.
Em 15 de janeiro de 2009, depois de descolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova
Iorque, um avião, com 150 passageiros e cinco tripulantes a bordo, é gravemente
danificado por um bando de pássaros e cai no rio Hudson, em Nova Iorque, mas todos
se salvaram. O aparelho ficou a flutuar nas águas do rio. O comandante Chesley
Sullenberger («Sully») e o copiloto conseguiram concretizar com sucesso a amaragem
do avião no rio, algo que é muito difícil e exige, além de conhecimentos técnicos,
coragem e rapidez nas decisões.
1.1 Segundo a perspetiva libertista, Sully e o copiloto agiram livremente? Justifica.
1.2 Para reconhecer que o piloto do avião foi responsável por um ato heroico, temos
de admitir que o livre-arbítrio existe? Porquê?
2. De acordo com um determinista radical, por que motivo julgamos ter uma vontade
livre, quando na realidade isso não acontece?
3. Como refutaria um libertista a ideia de que a liberdade da vontade é ilusória?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 15
3 Determinismo e liberdade na ação humana
3
1. Estabelece as correspondências entre as duas colunas, escrevendo as letras adequadas
a cada número. Algumas frases podem corresponder a mais do que uma alínea.
1. Algumas ações não dependem
de acontecimentos anteriores.
______________
2. Todas as ações são determinadas por
acontecimentos anteriores.
______________
3. O livre-arbítrio é a capacidade de autodeterminação
que nós, seres humanos, temos; trata-se de agir sem
estarmos sujeitos a quaisquer eventos prévios, dando
início a uma nova cadeia causal.
______________
4. Algumas ações são livres.
______________
5. As verdadeiras causas das nossas ações são
[Link] radical 6. Ter livre-arbítrio significa agir de
acordo com as crenças e desejos do
B. Libertismo
agente, mas também a possibilidade
de agir de outro modo, se tais
C. Determinismo moderado
crenças e desejos fossem diferentes.
fatores exteriores, não escolhidos por
______________
nós, que nos dirigem/controlam,
tirando-nos qualquer margem de 7. Não há contradição entre crença no
manobra. determinismo e a crença na
______________ existência de genuína
responsabilidade moral do agente.
______________ ______________
8. O facto de ser possível, do ponto 9. Algumas das ações que praticamos
de vista moral, a censura, o remorso são evitáveis e dependem
e o louvor pressupõe que os seres inteiramente das nossas decisões.
humanos são dotados de livre-arbítrio______________
e, ao agir, se podem autodeterminar.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 16
3 Determinismo e liberdade na ação humana
2. Analisa, atentamente, a banda desenhada seguinte.
Michael Patton e Kevin Cannon,
Introdução à Filosofia em Banda Desenhada,
Gradiva, Lisboa, 2018, p. 104
2.1 De acordo com David Hume, temos possibilidades alternativas de ação? Porquê?
2.2 Explica a objeção que Demócrito apresenta a David Hume.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 17
4 O problema da natureza dos juízos morais
1
1. Analisa, atentamente, as imagens e as afirmações das alíneas seguintes.
Invasão do Capitólio, em Washington, por apoiantes de Donald Trump no dia 6 de janeiro de 2021.
A. A Maria Albertina, a propósito da invasão do Capitólio nos EUA, argumentou a
favor da existência de limites à divulgação de mensagens nas redes sociais,
nomeadamente aquelas que incitem ao recurso à violência como forma de
protesto.
B. Apesar de todos os defeitos que possa ter, a democracia é preferível a
qualquer outra forma de governação.
C. Nos EUA, os apoiantes de Donald Trump, em protesto contra a vitória eleitoral
de Joe Biden, invadiram o Capitólio.
D. É errado não aceitar a vontade da maioria dos eleitores.
1.1 Identifica a alínea ou alíneas em que é expresso um juízo de facto. Justifica.
1.2 Identifica a alínea ou alíneas em que é expresso um juízo de valor. Justifica.
2. Completa os espaços vazios no seguinte quadro.
Teorias Tese defendida Os juízos morais
baseiam-se em quê?
Subjetivismo
Relativismo
Objetivismo
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 18
4 O problema da natureza dos juízos morais
2
1. Das teorias que estudaste sobre o problema da natureza dos juízos morais, identifica
as que negam a existência de verdades morais objetivas e universais.
Justifica.
2. Analisa, com atenção, o cartoon seguinte.
Quino, Potentes, Prepotentes e Impotentes,
D. Quixote, Lisboa, 1990
2.1 Em que medida se pode relacionar o cartoon com o conceito de etnocentrismo?
2.2 Indica uma razão apontada pelos defensores do relativismo para recusar o
etnocentrismo.
3. Com base em que teoria é defensável que o respeito pelos direitos humanos deve ser
universal?
Que objeção apresentaria um defensor do relativismo a essa tese?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 19
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
1
Kant versus Mill
Link: [Link] Duração:
3:16
____
GUIÃO DE ANÁLISE
Depois de ver o vídeo, responde às questões seguintes.
1. Identifica os diferentes critérios morais que Kant e Mill apresentam para considerar
uma ação boa.
2. Qual é a relevância atribuída às consequências das ações por Kant e Mill?
3. Em que consiste o bem maior para Kant e para Mill?
4. Que posição defende Kant quanto à existência de deveres morais absolutos? Mill
concorda com ele? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 20
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
2
1. Lê, atentamente, a banda desenhada e responde às questões.
Nota: 20 contos equivale, aproximadamente, a 100 euros. continua
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 21
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
continuação
continua
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 22
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
continuação
Bill Amend, Fox Trot – Isto é um assalto!, Gradiva, pp. 80-84
1.1 Qual é o dilema ético que os personagens Peter e Jason têm entre mãos (quarta
tira)? 1.2 Quais são os valores e as normas morais em conflito?
1.3 Relaciona a argumentação do Peter para justificar a devolução do envelope com
duas das ideias de Kant que estudaste.
1.4 Para Kant, o facto de o Jason não se sentir feliz com a devolução do envelope será
moralmente relevante? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 23
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
2
1. Lê, atentamente, a banda desenhada e responde às questões.
continua
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 24
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
continuação
Scott e Jim Borgman, Zits – Querido, Ampliei o Miúdo, Gradiva, pp. 61-63 (adaptado)
1.1 A ação de roubar a tabuleta contraria que dever moral?
1.2 Segundo a teoria de Mill, Jeremy, ao ficar com a tabuleta, agiu de forma
moralmente correta ou incorreta? Justifica.
1.3 Jeremy entregou a tabuleta à polícia. Ao fazê-lo ele praticou, de acordo com a
teoria de Kant, uma ação com valor moral? Justifica.
1.4 Na tua opinião, roubar será sempre errado? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 25
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
1
1. Pode-se considerar que a imagem seguinte ilustra o problema da justiça distributiva.
Formula-o através de uma pergunta.
A fotografia retrata, em São Paulo, a fronteira entre Paraisópolis, uma favela, e o bairro rico do Morumbi.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 26
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
2. Nas situações descritas, nas alíneas seguintes, foram desrespeitados alguns dos
princípios da justiça apresentados por Rawls. Identifica-os e explica porquê. A. Na
China existe uma minoria de chineses muçulmanos que, segundo a notícia do
jornal «Público» (citando outros jornais internacionais), tem sido alvo de
discriminação por parte do governo.
CHINA
Novo
documento
revela
detalhes da
perseguição
à minoria
muçulmana de
Xinjiangda
Documento revelado pela imprensa internacional
lista motivos que levaram à detenção de chineses
muçulmanos, como deixar crescer a barba ou ser
casado com uma mulher que usa véu islâmico. Exterior de um campo de «educação ideológica e
Centenas de milhares de pessoas passaram nos formação profissional» em Xinjiang
REUTERS/THOMAS PETER
últimos anos pelos campos de reeducação do
Noroeste da China.
Ter «demasiados» filhos ou ter usado véu foram motivos que determinaram a
detenção de centenas de milhares de muçulmanos em campos de internamento e
reeducação na China. Um documento revelado esta segunda-feira pela britância BBC,
pela alemã Deutsche Welle e por outros órgãos de imprensa internacionais
demonstra como as autoridades chinesasseguiram e registaram detalhadamente
pormenores da vida privada de membros da minoria muçulmana de Xinjiang, região
autónoma no Noroeste do país.
Jornal Público, 17/02/2020
B. Nos EUA (e em muitos outros países) existem grandes desigualdades económicas.
De acordo com a opinião de diversas pessoas, os mais ricos não pagam impostos
suficientes para combater eficazmente essas desigualdades. Uma dessas pessoas é
Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo.
DESIGUALDADE
Os ricos que
paguem
mais
impostos?
Os portugueses mostram ser, na sua grande maioria,
defensores da aplicação de mais impostos sobre os
ricos. Mas é nos Estados Unidos que este debate
está neste momento mais aceso.
«Definitivamente, os mais ricos são pouco taxados em comparação com o resto da
população». A frase, que podia estar no programa de um partido bem à esquerda no
espetro político, foi dita no mês passado por Warren Buffett, terceiro classificado no
ranking da Forbes dos maisricos do
planeta, dono de uma fortuna equivalente a cerca de um terço do PIB português e,
portanto, uma das pessoas no mundo que mais beneficia com a situação que
descreve.
Jornal Público, 25/03/2019
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 27
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
3. Analisa, atentamente, a banda desenhada e responde à questão seguinte,
selecionando a alternativa correta.
Quino, Toda a Mafalda, Verbo, 2014.
Ao considerar que os pobres são pobres porque querem, a Susaninha está,
implicitamente, a defender que eles não devem ser ajudados. Do ponto de vista da
teoria de Rawls, a afirmação dela é correta ou incorreta?
A. Correta, porque a desigualdade económica e social se deve à falta de empenho
dos mais desfavorecidos para tentarem sair da situação em que se encontram.
B. Correta, porque a desigualdade económica e social diz respeito a cada um e o
Estado não tem de intervir para corrigir desigualdades escolhidas.
C. Incorreta, pois a pobreza em grande medida deve-se à lotaria social e natural, não
resultando de meras escolhas individuais.
D. Incorreta, pois a pobreza não é voluntária e ocorre quando todos os princípios da
justiça são desrespeitados por parte do Estado.
4. Nozick rejeita a ideia de que o Estado deve ter funções sociais, nomeadamente na
saúde e na educação. Concordas com esta tese? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 28
Determinismo e liberdade na ação humana O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
2
1. A figura seguinte pode relacionar-se com duas das ideias da teoria de Rawls. Identifica-
-as e explicita-as.
2. Uma das críticas de Nozick a Rawls tem a ver com o ajuda incondicional que o Estado
deve prestar aos desfavorecidos. Do ponto de vista de Nozick, que consequências
negativas poderá ter este apoio?
3. Indica dois dos objetivos que, segundo Sandel, uma sociedade deve procurar alcançar
para ser justa.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 29
Capítulo 1 1.1 As alíneas A, C e E o modo como se
O que é a Filosofia? As correspondem a problemas responde a problemas mais
questões da Filosofia filosóficos, porque são específicos acerca do
questões • básicas: a mesmo assunto;
resposta a estas influencia • conceptuais (não
QUESTÃO-AULA 1
empíricas): só podem ser
respondidas com uma atitude eutanásia não deve
recorrendo ao dogmática ou legalizada. Nota: «A eutanásia
pensamento e à acrítica, poderão, por isso, não deve ser legalizada» é
argumentação (e não à querer silenciar quem uma possibilidade entre
experiência); levanta dúvidas ou outras, como por exemplo:
• controversas: são alvo de exprime pontos de vista «A eutanásia não deve ser
discussão; entre os diferentes. defendida» ou «A eutanásia
especialistas não existem 2. básicas: são mais gerais, a sua deve ser rejeitada».
respostas unânimes ou resposta condiciona a resposta 2.1
consensuais. a outras mais específicas;
[Link] as religiões são
1.2Duas das seguintes áreas conceptuais: não podem ser
politeístas.
de estudo: respondidas recorrendo à
[Link] religião é
[Link] política. experiência, mas apenas ao
politeísta.
C.Ética ou Filosofia moral pensamento e à
argumentação; [Link] religiões são
[ou Ética aplicada mais politeístas.
especificamente]. controversas: são
discutíveis, [Link] religiões não
E. Metafísica. são politeístas.
não há consenso entre os
2.1 Exemplo de uma especialistas, existem 2.2 Relação de contraditoriedade.
questão filosófica (entre 2.3 O cristianismo (ou o
diferentes respostas.
outras
islamismo ou o judaísmo) é uma
possíveis):
religião e não é politeísta (ou é
O que é considerado Capítulo 2 monoteísta).
certo ou errado
Ferramentas úteis à 2.4 A sua contrária (Nenhuma
dependerá apenas da religião é politeísta) seria
cultura de cada povo? atividade filosófica: noções
de Lógica (formal e falsa.
(Ou:
haverá valores e normas informal)
QUESTÃO-AULA 2
morais que devem ser
QUESTÃO-AULA 1 1.1 Um argumento por analogia,
universais?)
pois baseia-se na ideia de que
Exemplo de uma questão 1. A. 1.ª premissa: Se
duas situações diferentes (a do
não filosófica (entre matar é sempre
violinista ligado a nós durante 9
outras errado, então a
meses e a do bebé ligado à
possíveis): Qual é a pena eutanásia não é
mãe durante 9 meses) têm
existente na legislação moralmente permissível.
semelhanças quanto a
portuguesa para quem 2.ª premissa: Ora, a certos aspetos (mais
pratica a mutilação genital eutanásia é moralmente evidentes) e
feminina? permissível. conclui-se que têm,
2.2 A questão filosófica referida Conclusão: Logo, matar provavelmente,
na resposta anterior é não é sempre errado. semelhanças noutros
discutida no âmbito da B.1.ª premissa: Se matar é aspetos (menos
Ética. sempre errado, então a evidentes).
eutanásia não é 1.2 Se o aluno alegar que o
QUESTÃO-AULA 2 moralmente permissível. argumento é forte,
1.1 A multidão de pessoas que Conclusão: Logo, se a pode
caminha, sem se questionar, eutanásia é moralmente justificar, dizendo que as
na mesma direção. permissível, semelhanças existentes
1.2 Exemplo de uma então matar não é sempre são, quanto à conclusão,
resposta possível (já errado. em
que esta é uma C.1.ª premissa: Se matar é número suficiente,
questão de opinião, devem sempre errado, então a relevantes e as diferenças
ser aceites outras eutanásia não é não são
interpretações do cartoon, moralmente permissível. significativas. Assim sendo,
desde que 2.ª premissa: Se a tal como o estranho em
devidamente eutanásianão é moralmente relação ao violinista não
fundamentadas): Ter um permissível, tem a
ponto de vista crítico pode então a eutanásia não obrigação moral de o manter
levar a questionar o que a deve legalizada. ligado ao seu corpo, também
maioria aceita e a tentar Conclusão: Logo, se a mulher não tem essa
mostrar que esta não tem matar é sempre errado, obrigação em relação ao
razão. Algumas pessoas, então a feto.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 31
1.3 Se o aluno alegar que o dizendo que as diferenças involuntária, não se passa o
argumento é fraco (uma falsa são significativas: a ligação mesmo na ligação entre a
analogia), pode justificar, entre nós e o violinista é mãe e o feto, que é
voluntária (com exceções, deterministas moderados existência de
como é o caso da violação). defendem que existe responsabilidade e atribuir,
Além disso, poderá existir livre‑arbítrio e que justificadamente, mérito ao
uma relação afetiva algumas ações são livres. ato realizado pelo piloto e o
entre o bebé e a mãe, que A defesa copiloto, já que as pessoas
deve cuidar e proteger o desta tese é possível são responsáveis apenas
filho, que não existe no porque entendem o pelas
caso do livre-arbítrio ações de que são autoras.
violinista. como o poder de realizar De acordo com o
Outro ponto de vista, ações sem compulsões ou determinismo radical,
desde que devidamente coações (internas ou mesmo admitindo que a
fundamentado. externas) e que derivem das crença no
2.1 O próximo aluno desatento crenças e desejos do livre-arbítrio é falsa (e,
(ou os próximos alunos agente. As ações têm causas portanto, os agentes não
desatentos) que eu anteriores que o agente não têm genuína
observar nas aulas irá controla, mas isso não lhes responsabilidade
baixar o seu retira liberdade nem mérito pelas boas
aproveitamento no teste. (desde que o agente não ações), as pessoas devem
2.2 Todos os alunos desatentos tenha sido compelido). ser
nas aulas baixam o seu Assim sendo, existem responsabilizadas, pois
aproveitamento nos testes possibilidades alternativas: desse modo promove-se a
(ou outra frase que o agente faz uma coisa, mas realização de boas ações e
expresse uma proposição podia ter feito dissuade-se a prática das
universal – tipo A – outras, caso o tivesse más. 2. Porque, geralmente,
logicamente desejado. desconhecemos as causas
equivalente; por exemplo: 1.4 Insere-se numa que determinaram as
Qualquer aluno desatento perspetiva nossas ações e desejos
nas aulas baixa o seu compatibilista: considera atuais / não temos noção de
aproveitamento nos compatíveis ou conciliáveis que aquilo que nos
testes). 3. a crença no determinismo acontece no momento
[Link] ao povo e no livre-arbítrio – todas presente é um resultado
(ou ad populum). as ações são determinadas inevitável de tudo o que já
por causas anteriores, mas nos aconteceu no passado.
[Link] dilema.
algumas são 3. Um libertista diria que é falsa
[Link] ao povo livres. a ideia de que a liberdade é
(ou ad populum).
ilusória porque, ao contrário do
[Link] hominem QUESTÃO-AULA 2 que julgam os
(ou ataque pessoal). deterministas radicais,
1.1 Os defensores da perspetiva
E. Falsa relação causal. libertista alegam que o sujeito além da causalidade da
possui a capacidade de se natureza, existe a
autodeterminar, isto é, de causalidade do
Capítulo 3 agir, independentemente de agente; esta permite que o
Determinismo e liberdade quaisquer causas anteriores; sujeito tenha a capacidade,
na ação humana a única causa da ação é a ao decidir e agir, de se
própria decisão (chamam a autodeterminar e dar início
QUESTÃO-AULA 1 isto a causalidade do a uma nova cadeia causal,
agente). Neste caso independente dos
1.1 Tese defendida pela Joana:
concreto, o piloto e o acontecimentos anteriores
não há livre-arbítrio. Esta
copiloto, em condições e, por isso, algumas ações
tese enquadra-se no
muito difíceis, foram livres são
determinismo radical.
para tomar a decisão de livres. O argumento da
1.2 Conceito de livre-arbítrio: Se
tentar a amaragem do experiência é uma prova de
existisse, o livre-arbítrio seria
avião; tinham outras que assim é: sentimos
o poder de agir
alternativas, mas muitas vezes que temos
independentemente de
escolheram esta, não essa
causas anteriores, ou seja,
foram obrigados a fazê-lo. liberdade de escolher que
a vontade seria livre se a
1.2 De acordo com o libertismo nos é dada pelo
ação do sujeito não fosse
e com o determinismo livre-arbítrio.
determinada por
moderado, temos de admitir
acontecimentos prévios e
que o livre-arbítrio existe, QUESTÃO-AULA 3
desse origem a uma nova
pois sem este pressuposto 1. 1. B 2. A e C 3. B 4. B e C 5. A
cadeia causal.
não é possível conceber a 6. C 7. C 8. B 9. B
1.3 Não concordaria. Os
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 32
2. há possibilidades alternativas desejos diferentes, possa
2.1 Sim. Numa certa situação de ação caso o agente, se tiver agir de outro modo,
fazendo algo diferente. 1. As teorias que consideram universalmente, leva-nos a
Por exemplo: que não há verdades morais adotar um ponto de vista
alguém está num dos lados objetivas e universais são o intolerante e etnocêntrico
de um rio, mas poderia subjetivismo e o quanto às tradições
estar no lado oposto, caso relativismo. A primeira diferentes daquelas que são
tivesse defende que as admitidas na cultura
desejado lá estar. verdades morais dizem ocidental. Por isso,
2.2 Demócrito discorda do respeito aos criticar, em nome dos
conceito de sentimentos/preferências direitos humanos, as
livre-arbítrio pessoais e a segunda à tradições culturais aceites
apresentado por Hume, já cultura. Por isso, não há pela maioria das
que considera que os juízos morais que possam pessoas numa certa
desejos do agente resultam ser aceites por sociedade não é legítimo.
sempre de todas as pessoas nem
causas anteriores e, avaliados de forma objetiva Capítulo 5
portanto, ele não tem e imparcial, O problema do critério da
reais independentemente de uma
possibilidades alternativas
moralidade das ações: a
certa perspetiva.
de ação. Essa é uma ideia ética deontológica de Kant
2.1 No cartoon, o adulto está a
ilusória, resultante do facto ensinar à criança que o mais e a ética utilitarista de
de o agente desconhecer os importante é o país a que Stuart Mill
acontecimentos anteriores pertence (e, por
que motivaram os seus consequência, a sua QUESTÃO-AULA 1
desejos. cultura), os outros países 1. Os critérios morais são: para
são secundários. Como o Kant, o imperativo categórico;
Capítulo 4 conceito de etnocentrismo para Mill, o princípio da
O problema da natureza significa a valorização utilidade (ou o princípio da
dos juízos morais excessiva de uma cultura maior felicidade).
(considerada superior) em 2. Segundo Kant, o que é
QUESTÃO-AULA 1 detrimento de outras (tidas relevante para determinar
como inferiores) – o que o valor moral de uma
1.1 Alíneas que expressam justifica a imposição ou o ação é a intenção (agir
juízos de facto: A e C. domínio de certas por dever ou
Justificação: estes exemplos culturas/países sobre cumprir o imperativo
correspondem a juízos de outras – no cartoon está a categórico) e não as
facto porque são descritivos ser consequências. Na
– no defendida, implicitamente, perspetiva de Mill, o que
primeiro é-nos dada uma uma atitude etnocêntrica. mais importa são as
informação sobre um facto 2.1 O etnocentrismo considera consequências (ou os efeitos
(o que a Maria Albertina que existem culturas que têm previsíveis) proporcionarem
disse), tal como no segundo, mais valor do que outras. Os maior felicidade ou
que relativistas discordam desta bem-estar, a intenção é
descreve uma situação ideia, pois defendem que todas irrelevante.
concreta que ocorreu nos EUA. as culturas têm igual valor (Ou: 3. Kant: a boa vontade.
1.2 Alíneas que expressam juízos as crenças etnocêntricas Mill: a felicidade.
de valor: B e [Link]ção: tendem a justificar práticas 4. Kant defende que há deveres
ambos os exemplos expressam discriminatórias morais absolutos, ou seja,
uma avaliação, faz-se uma repudiadas pelo normas morais que devem
apreciação e expressa-se relativismo). ser seguidas
uma preferência de natureza 3. Com base na teoria do incondicionalmente, sem
política. 2. objetivismo. exceções e que são válidas
Um defensor do para todos. Mill não
relativismo, emrelação à concorda comKant:
tese de que o considera que as
respeito pelos direitos normas morais não são
humanos deve ser absolutas, pois podem
universal, poderia existir situações em que
apresentar a seguinte estas sejam desrespeitados
objeção: os direitos para promover a maior
humanos não exprimem felicidade ou reduzir a
valores universais, mas sim infelicidade.
QUESTÃO-AULA 2 ocidentais; tentar impô-los,
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 33
QUESTÃO-AULA 2 1.1 O dilema ético é o seguinte: ou o Peter e o Jason ficam com
o dinheiro que encontraram na irrelevante. consequências (OU
rua num envelope (e compram promover uma maior
coisas de que gostam, mas não QUESTÃO-AULA 3 felicidade global)
fazem o que reconhecem ser 1. Deves ser honesto / Não te do que não roubar, então
correto) ou devolvem o deves apropriar dos bens será correto roubar.
dinheiro à pessoa cujo alheios / Não deves roubar. Se o aluno defender que
nome se encontra no nunca é correto roubar,
2. Segundo Stuart Mill, a ação de
envelope (fazem o que poderá
roubar a tabuleta é moralmente
reconhecem ser correto, justificar a sua posição
incorreta, pois não está de
mas não compram coisas de através de ideias kantianas,
acordo com o princípio da
que gostam). tais como: – roubar é uma
utilidade: produz felicidade
1.2 Valores em conflito: ação contrária
unicamente ao próprio
Honestidade / Prazer ou Jeremy (e apenas no ao dever, pois não
interesse pessoal. início), respeita o imperativo
Normas morais em conflito: prejudicando muitas outras categórico, já que • uma
Deves ser honesto (ou não pessoas, que ficam máxima permitindo o
deves ficar com o que não impedidas de saber o nome roubo não é
te pertence) / Deves agir da rua onde se encontram. universalizável;
em 3. Não. O Jeremy, ao devolver OU
função dos teus interesses e a tabuleta, praticou uma • roubar implica
do teu prazer (ou deves ação considerar as pessoas
procurar antes de mais o meramente conforme ao roubadas como
teu bem-estar). dever. O Jeremy disse sendo meros meios e não
1.3 Peter argumenta que é sentir-se fins em si mesmas.
necessário devolver o culpado. Ora, assumir que se
envelope pelas seguintes fez o que não se devia ter
razões: eles feito (isto é, que se é Capítulo 6
sabem a quem pertence o culpado por algo O problema da organização de
dinheiro, têm o dever de ser errado) pode ser uma ação uma sociedade justa: a teoria
honestos e devolver o que por dever, caso a sua da justiça de Rawls e as
não lhes pertence. A ação motivação críticas de Nozick e Sandel
que Peter se propõe realizar seja o reconhecimento
(e acaba por concretizar) sincero do erro. Contudo, a
pode ser
QUESTÃO-AULA 1
culpa
relacionada com a existência assumida pelo Jeremy 1. Uma formulação possível
de normas morais absolutas parece ser causada pelo (entre outras): Uma
(como ser honesto) e está facto de não querer ser sociedade em que existam
de acordo com a primeira apanhado pela desigualdades sociais e
formulação do imperativo polícia nem de ser económicas muito
categórico: a lei acentuadas será justa?
censurado pelos pais,
universal, a ideia de que as pela Sara (a 2.
máximas de uma ação namorada) e pelos A. As práticas
devem poder ser mecânicos. Por isso, a discriminatórias
universalizadas. devolução da relatadas no artigo do
Outra possibilidade de tabuleta foi motivada pelo jornal
resposta: ao pretender interesse e não tem valor violam:
devolver o moral. Um sinal de que a – o princípio da liberdade
envelope (e realizando essa motivação do Jeremy nãofoi igual, por exemplo:
ação), Peter demonstrou o dever é que, depois de a liberdade religiosa eo
ter uma boa vontade, devolver a tabuleta, ele direito à vida privada;
realizando uma ação por mentiu e disse à polícia – o princípio da
dever (e com chamar-seHector (o nome oportunidade justa: a
valor moral). do seu amigo), o que é minoria muçulmana não
1.4 Não. Jason pretendia que ele uma ação contrária ao tem acesso ao exercício de
e o irmão praticassem uma dever (e, cargos e funções abertos a
ação contra o dever: não naturalmente, sem valor pessoas de outras etnias e
devolver o envelope e ficar moral). religiões.
com o dinheiro, 4. Resposta aberta. B. Nos países em que
mesmo sabendo a quem
Se o aluno defender que existem grandes
este pertencia.
roubar por vezes é correto, desigualdades e os
Para Kant, o que poderá mais ricos pagam poucos
importa,do ponto de justificar a sua posição impostos é violado o
vista moral, é o através de ideias princípio da diferença, uma
respeito pelo imperativo utilitaristas, tais como: – se vez que isso não permite
categórico – se isso pode
numa certa situação promover políticas
proporcionar ou não
roubar tiver melhores redistributivas capazes de
felicidade ao agente é
diminuir tais desigualdades.. 4. Resposta aberta. perspetiva deNozick,
3. Resposta correta: C. Se o aluno concordar com a poderá alegar que:
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 34
– um Estado com funções da lotaria natural e possibilidade de
sociais (mais extenso do social; escolher os princípios da
que o estado mínimo – colocadas na posição justiça que irão reger a
defendido por Nozick) original e cobertas por um sociedade em que irão viver;
implicaria cobrar impostos véu de •do véu da ignorância: quem
elevados para o financiar, ignorância, as pessoas se encontra na posição
o que poria em causa as escolheriam princípios de original
liberdades justiça que promovem um não sabe que características
individuais; estado com funções individuais irá ter ou que
– a cobrança coercitiva de sociais e não um estado posição social irá ocupar
impostos, tendo em vista mínimo. nessa sociedade: poderá
a redistribuição, constitui Se o aluno discordar da ser uma
uma violação de direitos perspetiva de Nozick e mulher, uma criança, um
fundamentais: o direito à concordar com Sandel, homem, uma pessoa rica
liberdade e à poderá alegar que o estado ou uma pessoa pobre,
propriedade; – e leva à mínimo: – não conseguiria entre
instrumentalização promover a outras. Só deste modo, se
dos cidadãos, negando a justiça social, pois poderá garantir a
sua autonomia moral / o permitiria grandes imparcialidade na escolha
facto de o Estado ajudar, desigualdades sociais que, dos princípios da justiça.
de forma incondicional, além de significarem 2. As consequências negativas
os pobreza e sofrimento para são levar à desresponsabilização
desfavorecidos leva à muitas pessoas, dos desfavorecidos e isso não ser
desresponsabilização impediriam a coesão justo para quem trabalha de
destes – o que é injusto social; forma honesta e esforçada, já
para quem é empenhado e – não permitiria uma vida que estas pessoas são
cumpridor, pois é obrigado obrigadas, pelo Estado, a
comunitária plena e um
a financiar pessoas que, trabalhar para os outros,
adequado exercício da
muitas vezes, não se desrespeitando-se assim o
cidadania democrática.
esforçam. direito à liberdade de
Se o aluno discordar da fazerem com os seus bens
QUESTÃO-AULA 2
perspetiva de Nozick e o que bem entenderem.
concordar com Rawls, 1. Ideias de Rawls com que
3. Os dois objetivos podem ser:
poderá alegar que: a figura se relaciona são a
a diminuição das desigualdades
– um estado mínimo não •da posição original: a económicas e sociais; a
conseguiria promover a experiência mental diminuição da segregação
justiça social e a proposta por Rawls em entre grupos e classes
redistribuição da riqueza que as pessoas – seres sociais (ou: o aumento da
necessária para racionais colocados solidariedade e da coesão
combater as injustiças numa situação de social).
equidade – têm a
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 35
B
s
ts
BANCO DE QUESTÕES E PROPOSTAS
DE RESOLUÇÃO
© Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano
1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. O significado etimológico da palavra «filosofia» é
A. sabedoria.
B. amor da sabedoria.
C. capacidade de argumentar.
D. pensamento.
2. Qual destas questões é filosófica?
A. Em Portugal há alguma lei acerca dos maus tratos contra animais?
B. Que diferenças existem entre o sistema jurídico português e o sistema jurídico
francês? C. O modo como a velhice é encarada numa certa sociedade influencia ou não
a prática da eutanásia?
D. O conhecimento humano será genuíno ou ilusório?
3. Qual destas questões é filosófica?
A. As crianças bilingues começam a falar mais tarde do que as outras?
B. Porque é que há línguas mais faladas do que outras?
C. Como é que as crianças aprendem a sua língua materna?
D. Que faz uma palavra significar qualquer coisa?
4. As questões filosóficas são conceptuais, na medida em que são
A. reflexivas.
B. polémicas.
C. difíceis.
D. consensuais.
5. Qual é a frase que não se aplica à Filosofia?
A. Questiona ideias muito comuns que as pessoas usam todos os dias sem
pensar. B. Poucos dos resultados obtidos ficam por desafiar muito tempo.
C. Ocupa-se de questões muito gerais.
D. Usa métodos lógicos que asseguram o consenso entre os especialistas.
6. Analisa, com atenção, as frases apresentadas e seleciona a resposta
correta. i. A tauromaquia deve receber subsídios do Estado destinados às
Artes?
ii. Que características deve um objeto ou atividade possuir para ser considerado uma
obra de arte?
A. i. é uma questão mais básica que ii.
B. ii. é uma questão mais básica que i.
C. i. e ii. são questões igualmente básicas.
D. i. e ii. são questões específicas e não básicas.
Nota
Acrescentar em itens deste género a expressão «seleciona a alternativa correta» (ou outra equivalente) pode
parecer redundante (já que essa indicação é dada no início, mesmo que por outras palavras). Contudo, a nossa
experiência, e de outros colegas, mostra que essa repetição ajuda os alunos (sobretudo aqueles que têm mais
dificuldades) a compreender melhor o que é solicitado. Nos Exames Nacionais tal indicação costuma ser dada
apenas no início.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 39
1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
7. A Filosofia é uma
A. ciência social.
B. atividade humana, como a religião, a arte e a ciência.
C. história das grandes ideias.
D. área do saber caracterizada pela valorização do pensamento acrítico.
8. Na Filosofia valoriza-se a
A. incerteza.
B. ignorância.
C. atitude crítica.
D. atitude dogmática.
9. «Pensemos (…) numa afirmação como “Nenhum objeto pode viajar mais depressa do
que a luz“. As afirmações das ciências empíricas são afirmações do género desta:
afirmações que se referem ao mundo que podemos observar pelos sentidos ou que
podemos inferir a partir de observações e medições complicadas realizadas com
instrumentos como um espectrómetro ou um radiotelescópio. Mas por mais que
façamos medições e observações não iremos descobrir se os animais têm direitos, nem
se Deus existe.»
Desidério Murcho, «O Que É a Filosofia?»
in Crítica – [Link] (consultado em 5/03/2021)
Este texto refere-se ao facto de a Filosofia ser
A. um estudo conceptual.
B. empírica.
C. uma reflexão acerca de problemas que não fazem parte da nossa vida.
D. uma área de estudos onde não há respostas consensuais.
10. A Filosofia distingue-se da Matemática, porque, contrariamente a esta,
A. recorre a métodos empíricos.
B. não possui métodos formais de demonstração.
C. nunca fala de números.
D. não é racional.
11. Analisa, atentamente, as frases apresentadas e seleciona a resposta
correta: i. O que é a verdade?
ii. A teoria do Big Bang é verdadeira?
A. i. é mais básica do que ii.
B. ii. é mais básica do que i.
C. i. e ii. são igualmente básicas.
D. Nem i. nem ii. são questões básicas.
12. Qual é a frase falsa?
A. A Filosofia tem um caráter eminentemente argumentativo.
B. A argumentação filosófica raramente conduz a resultados consensuais.
C. Atualmente não existem filósofos.
D. Os problemas filosóficos são problemas em aberto.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 40
1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
13. Na «Alegoria da Caverna», a libertação do prisioneiro simboliza
A. a passagem do conhecimento para a sabedoria.
B. a passagem da ignorância para o conhecimento.
C. o facto de algumas pessoas não estarem dispostas a discutir as suas crenças com
as outras pessoas.
D. a transformação de uma atitude crítica numa atitude acrítica.
14. Na «Alegoria da Caverna», o facto de o prisioneiro libertado inicialmente ficar
ofuscado com a luz simboliza
A. a passagem do conhecimento para a sabedoria.
B. a passagem da ignorância para o conhecimento.
C. as dificuldades associadas à aprendizagem de coisas novas.
D. a transformação de uma atitude crítica numa atitude acrítica.
15. Na «Alegoria da Caverna», o prisioneiro libertado regressa à caverna
A. porque desiste de viver fora da caverna.
B. para explicar aos outros prisioneiros que não vale a pena sair da caverna. C. para
explicar aos outros prisioneiros que fora da caverna só existem ilusões. D. para
explicar aos outros prisioneiros que estão enganados acerca do que é ou não real.
16. Uma crença básica é uma crença
A. verdadeira.
B. cuja verdade ou falsidade se reflete na verdade ou falsidade das crenças
derivadas. C. cuja verdade ou falsidade depende da verdade ou falsidade das
crenças derivadas. D. que quase todas as pessoas se preocupam em justificar.
17. Analisa, com atenção, as frases apresentadas e seleciona a resposta correta: i. Ter
uma atitude filosófica implica pensar por si mesmo e avaliar de modo imparcial as
ideias.
ii. Ter uma atitude filosófica implica concordar com a ideia que nos parece
melhor justificada, seja quem for o seu autor.
iii. A Mafalda terá uma atitude filosófica se defender sempre a sua opinião pessoal,
sejam quais for as ideias em confronto.
A. i. e ii. são corretas; iii. é incorreta.
B. i. e iii. são corretas; ii. é incorreta.
C. ii. e iii. são corretas; i. é incorreta.
D. i., ii. e iii. são corretas.
18. A Filosofia
A. é constituída por várias disciplinas que tratam de problemas
específicos. B. estuda apenas problemas a que a ciência e a religião não
respondem.
C. estuda somente os problemas a que a ciência não responde.
D. corresponde a uma única área de estudo.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 41
1 O que é a Filosofia? As questões da Filosofia
19. O problema «Existirão boas razões a favor ou contra a existência de Deus?» é
abordado pela A. ciência.
B. religião.
C. Filosofia da religião.
D. Filosofia da ciência.
20. Considera os seguintes problemas filosóficos:
i. Haverá juízos morais que possam ser verdadeiros ou falsos independentemente
da cultura?
ii. O que é a justiça social?
iii. Como se distingue um objeto artístico de um objeto vulgar?
As disciplinas filosóficas onde se debatem estes problemas são,
respetivamente: A. Ética, Filosofia política e Filosofia da arte.
B. Filosofia política, Ética e Filosofia da arte.
C. Filosofia da religião, Filosofia política e Filosofia da arte.
D. Epistemologia, Filosofia política e Filosofia da arte.
GRUPO II
(Outras questões)
1. Quais são as disciplinas filosóficas que estudam, respetivamente, a argumentação, o
livre- -arbítrio, a eutanásia e a justiça social?
2. Indica uma expressão cujo significado seja equivalente a «atitude socrática».
3. Mostra porque é que a rapariga do cartoon a seguir apresentado tem razões para
ficar surpreendida com aquilo que a professora diz.
4. Aprender coisas novas é muitas vezes difícil. Qual é a parte da «Alegoria da Caverna»
que simboliza essa dificuldade. Porquê?
5. Na «Alegoria da Caverna», o modo como o prisioneiro é recebido pelos outros
quando regressa à caverna pode ser interpretado como uma expressão do
dogmatismo. Concordas? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 42
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. A Lógica não é
A. um estudo empírico do valor de verdade desta ou daquela
proposição. B. um estudo da distinção entre argumentos válidos e
inválidos.
C. um estudo da distinção entre vários tipos de proposição.
D. uma disciplina filosófica.
2. Afirmar que uma certa frase tem valor de verdade significa que
ela A. é verdadeira.
B. não tem valor lógico.
C. é muito plausível.
D. pode ser verdadeira ou falsa.
3. «Há vida na lua de Júpiter chamada Europa.»
Esta frase
A. expressa uma proposição, mesmo que não se saiba se é verdadeira ou
falsa. B. não expressa uma proposição, pois não sabemos se é verdadeira
ou falsa. C. não expressa uma proposição, pois não tem valor de verdade.
D. expressa uma proposição, pois é verdadeira.
4. Há ambiguidade quando
A. várias frases exprimem o mesmo pensamento.
B. uma frase exprime mais do que uma proposição.
C. uma frase só se pode interpretar de uma maneira.
D. diversas frases declarativas têm o mesmo significado.
5. Analisa as frases apresentadas e seleciona a resposta correta:
i. Frase que contém pelo menos uma palavra com mais do que um significado.
ii. Frase com mais do que um significado devido ao modo como as palavras
estão ordenadas.
A. i. e ii. referem-se à ambiguidade semântica.
B. i. e ii. referem-se à ambiguidade sintática.
C. i. refere-se à ambiguidade semântica; ii. refere-se à ambiguidade
sintática. D. i. refere-se à ambiguidade sintática; ii. refere-se à
ambiguidade semântica.
6. Uma proposição simples é uma
A. frase com poucas palavras.
B. proposição fácil de perceber.
C. proposição só com um operador proposicional.
D. proposição sem nenhum operador proposicional.
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2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
7. Considera a seguinte frase:
«Se X é uma pintura, então X é uma obra de arte.»
No exemplo anterior,
A. «X é uma pintura» é uma condição necessária e «X é uma obra de arte» é
uma condição suficiente.
B. «X é uma pintura» é uma condição suficiente e «X é uma obra de arte» é uma
condição necessária.
C. «X é uma pintura» e «X é uma obra de arte» não são nem condições suficientes
nem condições necessárias.
D. «X é uma pintura» e «X é uma obra de arte» são simultaneamente
condições suficientes e condições necessárias.
8. Qual é a forma canónica da proposição expressa pela frase seguinte?
«Ser capaz de ler é uma condição necessária para compreenderes os exercícios de
Lógica.» A. Se compreendes os exercícios de Lógica, então é necessário que sejas capaz
de ler. B. Se és capaz de ler, então compreendes necessariamente os exercícios de
Lógica. C. Se compreendes os exercícios de Lógica, então és capaz de ler.
D. Se és capaz de ler, então compreendes os exercícios de Lógica.
9. A condicional P
→ Q é verdadeira na circunstância em que a antecedente é falsa
e a consequente verdadeira, pois
A. P é condição suficiente, mas não necessária, de Q.
B. P não é nem condição suficiente nem condição necessária de Q.
C. P é condição necessária, mas não suficiente, de Q.
D. Q é condição suficiente, mas não necessária, de P.
10. A forma proposicional ¬ P ∨ [¬ (Q
→ R) ∧S] é uma
A. disjunção exclusiva.
B. disjunção inclusiva.
C. condicional.
D. conjunção.
11. As condições de verdade de uma forma proposicional podem ser apresentadas
através A. de uma tabela de verdade.
B. da forma canónica.
C. da formalização.
D. da forma lógica.
12. Um argumento não é
A. um conjunto de proposições organizado de um modo tal que uma dessas
proposições se apresenta como consequência da(s) outra(s).
B. uma maneira de tentar justificar uma afirmação.
C. uma inferência.
D. qualquer sequência de proposições.
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2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
13. Qual é a frase que se aplica aos argumentos válidos?
A. A conclusão segue-se efetivamente das premissas.
B. As premissas seguem-se efetivamente da conclusão.
C. A conclusão parece seguir-se das premissas.
D. As premissas parecem seguir-se da conclusão.
14. Usando a forma de inferência válida da contraposição, qual é conclusão que
podemos obter a partir de «Se duvido, então penso»?
A. Se penso, então duvido.
B. Se penso, então não duvido.
C. Se não duvido, então não penso.
D. Se não penso, então não duvido.
15. Usando a forma de inferência válida do modus tollens, indica a conclusão que
podemos obter a partir de
«Se todo o nosso conhecimento tem origem na experiência, então a mente não
possui ideias inatas».
A. O nosso conhecimento não tem origem na experiência.
B. Nem todo o nosso conhecimento tem origem na experiência.
C. Todo o nosso conhecimento tem origem na experiência.
D. A mente possui ideias inatas.
16. Qual é a frase que se relaciona com o facto de os argumentos dedutivos
válidos preservarem a verdade?
A. A conclusão dos argumentos dedutivos válidos é verdadeira.
B. As premissas dos argumentos dedutivos válidos são verdadeiras.
C. Se as premissas forem verdadeiras, será impossível a conclusão ser falsa. D. Se as
premissas forem falsas, será impossível ou improvável a conclusão ser verdadeira.
17. Num argumento não dedutivo forte, a verdade
A. das premissas torna provável a falsidade da conclusão.
B. da conclusão torna improvável a falsidade das premissas.
C. das premissas torna impossível a falsidade da conclusão.
D. das premissas torna improvável a falsidade da conclusão.
18. A força dos argumentos não dedutivos
A. é informal.
B. é formal.
C. é ilógica.
D. baseia-se na sua forma canónica.
19. A validade dos argumentos dedutivos que estudaste é
A. sólida.
B. formal.
C. informal.
D. baseada no seu conteúdo.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 45
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
20. Num argumento dedutivo inválido
A. não pode suceder todas as proposições serem verdadeiras.
B. não pode suceder as premissas serem verdadeiras e a conclusão ser
falsa. C. não pode suceder as premissas e a conclusão serem falsas.
D. Pode suceder qualquer uma das possibilidades referidas nas alíneas anteriores.
21. Num argumento dedutivo válido não pode suceder
A. as premissas e a conclusão serem falsas.
B. as premissas serem falsas e a conclusão ser verdadeira.
C. as premissas serem verdadeiras e a conclusão ser falsa.
D. uma premissa ser falsa, outra premissa ser verdadeira e a conclusão ser verdadeira.
22. Qual é a frase verdadeira?
A. Pode-se falar de verdade sem falar de validade, mas não vice-versa.
B. Pode-se falar de validade sem falar de verdade, mas não vice-versa.
C. Explicar o que é a verdade implica referir a validade e explicar o que é a validade
implica referir a verdade.
D. Pode-se explicar o que é a verdade sem referir a validade e pode-se explicar o que
é a validade sem referir a verdade.
23. Um argumento por analogia é um argumento não dedutivo em que
A. se calcula o que é provável suceder numa próxima situação.
B. a existência de semelhanças óbvias entre A e B leva a concluir que,
provavelmente, existem também semelhanças menos óbvias.
C. se defende uma ideia devido ao facto de esta ser defendida por alguém que sabe
mais do que nós sobre o assunto em causa.
D. se afirma que a totalidade de uma classe possui uma propriedade observada em
certos membros.
24. Uma previsão é um argumento não dedutivo em que
A. se calcula o que é provável suceder na próxima ou nas próximas ocasiões. B. a
existência de certas parecenças entre A e B leva a concluir a existência provável de
outras.
C. se defende uma ideia devido ao facto de esta ser defendida por alguém que sabe
mais do que nós sobre o assunto em causa.
D. se afirma que a totalidade de uma classe possui uma propriedade observada em
certos membros.
25. Uma generalização é um argumento não dedutivo em que
A. se calcula o que é provável suceder na próxima ou nas próximas ocasiões. B. a
existência de certas parecenças entre A e B leva a concluir a existência provável de
outras.
C. se defende uma ideia devido ao facto de esta ser defendida por alguém
que presumivelmente sabe mais do que nós sobre o assunto em causa.
D. se afirma que a totalidade dos membros de uma classe possui uma
propriedade observada em certos membros.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 46
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
26. Um argumento de autoridade é um argumento não dedutivo em que
A. se calcula o que é provável suceder na próxima ou nas próximas ocasiões. B. a
existência de certas parecenças entre A e B leva a concluir a existência provável de
outras.
C. se defende uma ideia devido ao facto de esta ser defendida por alguém
que presumivelmente sabe mais do que nós sobre o assunto em causa.
D. se afirma que a totalidade de uma classe possui uma propriedade observada em
certos membros.
27. Os portugueses gostam muito de ler, já que 99% da vasta clientela da livraria «O
Mundo dos Livros» declarou gostar de ler. Trata-se de uma
A. falácia da amostra não representativa.
B. generalização precipitada.
C. generalização forte.
D. previsão forte.
28. Criticar os antepassados de uma pessoa, dizendo, por exemplo, que o avô era
contrabandista ou alcoólico, para justificar o facto de se discordar de uma opinião
dela, é a falácia A. do apelo à ignorância.
B. da derrapagem.
C. do espantalho.
D. ad hominem.
29. Ao incluir nas premissas a ideia que se quer defender comete-se a
falácia A. da petição de princípio.
B. do apelo à ignorância.
C. do falso dilema.
D. do espantalho.
30. Ao rejeitar uma ideia alegando, implausivelmente, que ela provocará uma
sequência de efeitos progressivamente piores comete-se a falácia
A. do apelo à ignorância.
B. da derrapagem.
C. do falso dilema.
D. do espantalho.
31. Ao deturpar um argumento para facilitar a sua refutação comete-se a
falácia A. do apelo à ignorância.
B. da derrapagem.
C. do espantalho.
D. ad hominem.
32. Ao concluir que algo é falso devido ao facto de não se ter provado que é
verdadeiro comete-se a falácia
A. da petição de princípio.
B. do apelo à ignorância.
C. do falso dilema.
D. do espantalho.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 47
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
33. Ao reduzir um assunto a duas alternativas quando existem outras comete-se a
falácia A. do apelo à ignorância.
B. da derrapagem.
C. do falso dilema.
D. do espantalho.
34. Uma petição de princípio é uma falácia em que
A. se conclui algo a partir do facto de ignorarmos o oposto disso.
B. se critica, de modo irrelevante, a pessoa em vez de criticar as suas
ideias. C. a conclusão está pressuposta nas premissas.
D. não se consideram alternativas relevantes.
35. Na falácia da derrapagem
A. não se consideram alternativas relevantes.
B. critica-se a pessoa em vez de criticar as suas ideias.
C. procede-se à distorção das ideias do interlocutor para ser mais fácil rejeitá-las. D.
tiram-se consequências progressivamente mais graves de uma ideia na tentativa de
a refutar.
36. A falácia ad hominem é uma falácia em que
A. a conclusão está pressuposta nas premissas.
B. se critica a pessoa em vez de criticar as suas ideias.
C. se conclui algo a partir do facto de ignorarmos o oposto disso.
D. se distorce as ideias do interlocutor para ser mais fácil rejeitá-las.
37. O boneco de palha é uma falácia em que
A. não se consideram alternativas relevantes.
B. se critica a pessoa em vez de criticar as suas ideias.
C. se distorce as ideias do interlocutor para ser mais fácil rejeitá-las.
D. se tiram consequências progressivamente mais graves de uma ideia na tentativa
de a refutar.
38. O falso dilema é uma falácia em que
A. não se consideram alternativas relevantes.
B. a conclusão está pressuposta nas premissas.
C. se conclui algo a partir do facto de ignorarmos o oposto disso.
D. se distorce as ideias do interlocutor para ser mais fácil rejeitá-las.
39. O apelo à ignorância é uma falácia em que se
A. critica a pessoa em vez de criticar as suas ideias.
B. conclui algo a partir do facto de ignorarmos o oposto disso.
C. distorce as ideias do interlocutor para ser mais fácil rejeitá-las.
D. tiram consequências progressivamente mais graves de uma ideia na tentativa
de a refutar.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 48
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
40. Uma falácia informal é um argumento
A. em que o erro reside na forma lógica.
B. que parece inválido, mas é válido.
C. que não possui nenhuma forma lógica.
D. em que o erro não reside na forma lógica.
GRUPO II
(Outras questões)
1. Explica qual é o erro de caráter lógico cometido no seguinte título de jornal.
Governo invocou argumentos falsos
para justificar escolha de magistrado
para procurador europeu
Numa carta enviada ao Conselho Europeu, o Governo português invoca argumentos falsos
para justificar a escolha do magistrado.
Jornal Público, 30/12/2020,
[Link]
ficar
escolha-magistrado-procurador-europeu-19446
91
2. Indica quais das seguintes frases exprimem proposições.
A. Que livro andas a ler?
B. Viva a vida!
C. É mais plausível o mundo ser real do que ser ilusório.
D. Cala-te já com essa conversa de a vida ser um sonho!
E. Por favor, ajuda-me!
F. Existem seres extraterrestres inteligentes.
G. Portugal não está em crise.
H. Neste preciso momento estás na praia.
3. Quantas proposições são expressas pelas frases a seguir apresentadas?
A. Que programa do Windows vais abrir?
B. A crise económica é grave.
C. The window is open.
D. A janela está aberta.
E. Não feches a janela.
F. Janela.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 49
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
4. Reescreve as seguintes frases de modo a que fiquem na forma canónica. A. Na
eventualidade de os juízos morais serem subjetivos, não será legítimo censurar os
assassinos nem argumentar contra opiniões diferentes da nossa.
B. A Filosofia é difícil de entender ou pouco útil, se não é estudada com uma
atitude crítica.
C. Uma condição necessária para existir livre-arbítrio é existirem
possibilidades alternativas de ação.
D. A Sociologia estuda a integração social dos imigrantes, embora também
estude a pobreza.
5. Elabora o dicionário das frases seguintes e formaliza-as.
A. Um ato é uma ação se, e apenas se, é voluntário e consciente.
B. Se a Filosofia investiga problemas conceptuais ou polémicos, estudar
Filosofia é principalmente refletir e não decorar as matérias.
C. A ética é objetiva ou não é objetiva, contudo é sempre importante.
D. A existência de Deus e o sentido da vida são problemas estudados pela Filosofia se,
e só se, a Filosofia não for uma disciplina empírica.
E. Ou aquela frase declarativa exprime uma proposição ou não exprime, mas se
não exprime é uma frase absurda.
F. A vida é bela, mas difícil ou breve.
6. Traduz a forma proposicional ¬ (P
→ ¬ Q) para a linguagem natural (língua
portuguesa), tendo em conta o seguinte dicionário:
P: Há sofrimento desnecessário no mundo.
Q: Existe um Deus omnipotente.
7. Considera os exemplos das alíneas seguintes.
A. Alguns dos mais importantes progressos na história das ideias devem-se à
insistência no rigor na investigação dos factos. Muitas pessoas de épocas diferentes
tiveram essa atitude. Três das que merecem maior destaque foram o historiador
Heródoto, o físico e matemático Galileu e o químico Louis Pasteur.
B. Ao prender os animais em locais pequenos e estreitos e ao matá-los de
seguida, as indústrias alimentares fazem-nos sofrer muito. Como tal, esse
modo de tratar os animais é moralmente errado.
C. A Sociologia estuda temas muito diferentes. Por exemplo: o namoro, os grupos
sociais e o modo como a pobreza e as desigualdades podem ser transmitidas de
geração em geração.
D. Nelson Mandela, que era sul-africano, lutou contra o racismo e pela liberdade,
igualdade e democracia. As suas ideias e ações influenciaram muitas pessoas, no
seu país e no estrangeiro.
E. A Joana não deve ser condenada, uma vez que agiu em legítima defesa e as
pessoas têm o direito de se defender.
7.1 Indica se os exemplos anteriores constituem ou não argumentos.
7.2 No caso dos exemplos que são argumentos, identifica a conclusão.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 50
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
8. Indica o nome dos argumentos a seguir apresentados e coloca-os na forma canónica.
A. No caso de ouvires música clássica com frequência, ficarás mais inteligente. E
quando ficares mais inteligente, poderás ter melhores notas. Portanto, no caso de
ouvires essa música com frequência terás melhores notas.
B. O sofrimento insuportável é moralmente errado? Então alguns doentes devem ser
ajudados a morrer. Mas se alguns doentes devem ser ajudados a morrer, a
eutanásia deve ser legalizada. Portanto, caso o sofrimento insuportável seja
moralmente errado, a eutanásia deve ser legalizada.
9. Considera os argumentos seguintes.
A. Se não pensas criticamente, não és capaz de defender as tuas opiniões. Pensas
criticamente se, e só se, sabes argumentar. Logo, se sabes argumentar, és capaz
de defender as tuas opiniões.
B. Se há mal desnecessário no mundo, então é difícil justificar a crença num Deus
omnipotente. Se é difícil justificar a crença num Deus omnipotente, então o
problema da existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em
nome de Deus. Logo, se há mal desnecessário no mundo, o problema da
existência de Deus não está resolvido e não faz sentido matar em nome de Deus.
C. Os animais não têm direitos, já que não são seres racionais.
D. Reciclar é importante, pois permite poluir menos.
9.1 Elabora o dicionário e formaliza os argumentos A e B.
9.2 Identifica a conclusão dos argumentos C e D.
9.3 Explicita a premissa subentendida nos argumentos C e D.
9.4 Como se chamam os argumentos que têm uma premissa subentendida?
10. Analisa o seguinte argumento.
«Se os telemóveis roubados estão na mochila do Manuel, então foi ele quem os
roubou. Os telemóveis roubados não estão na mochila do Manuel.
Por isso, não foi ele quem os roubou.»
Este argumento é (escolhe duas alternativas):
A. Inválido, pois é possível imaginar circunstâncias em que as premissas são
verdadeiras e a conclusão é falsa.
B. Inválido, pois é possível imaginar circunstâncias em que as premissas são falsas
e a conclusão é verdadeira.
C. Inválido, pois é possível imaginar circunstâncias em que tanto as premissas
como a conclusão são falsas.
D. Inválido, pois o facto de os telemóveis roubados não estarem na mochila do
Manuel não impede que ele os tenha roubado e colocado noutro lugar.
E. Válido, pois se as suas premissas forem verdadeiras a conclusão não poderá ser
falsa. F. Válido, pois o facto de os telemóveis roubados não estarem na mochila do
Manuel mostra que ele não os roubou.
G. Válido, pois a validade é algo diferente da verdade e por isso a falsidade
das proposições não impede a validade do argumento.
H. Válido, pois há conexão lógica entre as premissas e a conclusão.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 51
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
11. Considera a forma proposicional (P ∨ Q)
→ ¬ R como a primeira premissa de um
silogismo hipotético e completa a forma argumentativa.
12. Considera a frase «Se os portugueses não trabalharem mais, a crise continuará»
como a primeira premissa de um modus tollens e completa o argumento.
13. Considera a forma proposicional Q ∨ R como a conclusão de um modus ponens e
completa a forma argumentativa.
14. Considera «Se o bom nome é mais importante do que a liberdade de expressão,
então é errado fazer críticas fortes aos políticos» como premissa de um modus tollens
e completa o argumento.
15. Considera «Vivemos numa democracia ou numa ditadura» como premissa de
um silogismo disjuntivo e completa o argumento.
16. Considera «Se a vida não tem sentido, então não vale a pena fazer sacrifícios»
como premissa de uma contraposição e completa o argumento.
17. «Não é verdade que há igualdade de oportunidades em Portugal ou a sociedade
portuguesa é injusta.» Aplicando uma das leis de De Morgan, o que é possível
concluir a partir desta frase?
18. «Não é verdade que o livre-arbítrio e a responsabilidade existam.» Aplicando uma
das leis de De Morgan, o que é possível concluir a partir desta frase?
19. Considera ¬ P
→ ¬ R como a conclusão de um silogismo hipotético e completa a
forma argumentativa.
20. Considera Q ∧R como premissa de um modus tollens e completa a forma argumentativa.
21. Considera ¬ Q
→ P como a conclusão de uma contraposição e completa a
forma argumentativa.
22. Considera ¬ P
→ ¬ (R ∧S) como a conclusão de um silogismo hipotético e
completa a forma argumentativa.
23. Como se chamam as seguintes formas argumentativas? Indica também se são
válidas ou inválidas.
A. ¬ P (¬ Q ∧R) ∴ ¬ (¬ Q ∧ R)
→ →P
B. (¬ P ¬ Q) ∨ ¬ R, R ∴ ¬ P
→ → ¬Q
C. ¬ P
→ ¬ Q, ¬ Q ∴ ¬ P
D. ¬ P
→ Q, P ∴ ¬ Q
∧¬ Q)
E. ¬ (P → ¬ (R ∨ ¬ S), ¬ (P ∧¬ Q) ∴ ¬ (R ∨ ¬ S)
F. ¬ P
→ Q, ¬ Q ∴ P
24. Indica o que existe de errado nas seguintes formas proposicionais.
A. P ∨ Q
→R
B. PQ
C. P ¬ ∧ Q
25. A negação correta de ¬ P ¬ Q será ¬ P ∧ Q ou P
→ → Q? Justifica a tua
resposta construindo a tabela de verdade das formas proposicionais
apresentadas.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 52
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
26. Analisa o exemplo que se segue.
O senhor Trump, depois de passar vários dias na Quinta do Lago e na Quinta da
Marinha (dois dos locais de Portugal em que os terrenos e as casas atingem preços
mais elevados) e de ter convivido com muitas dezenas de pessoas que lá vivem,
concluiu que os portugueses têm um excelente nível de vida.
26.1 Como se chama o argumento utilizado pelo senhor Trump?
26.2 Que regra dos argumentos não dedutivos o senhor Trump
inequivocamente infringiu? Porquê?
27. Analisa o exemplo que se segue.
Conheço sete futebolistas profissionais e todos os sete adoram ler
romances. Por isso, qualquer futebolista profissional gosta de ler
romances.
27.1 Como se chama o argumento apresentado?
27.2 Que regra dos argumentos não dedutivos é inequivocamente infringida por
esse argumento? Porquê?
28. Analisa o exemplo que se segue.
Os mosquitos costumam picar.
Por isso, aquele mosquito que está no meu quarto é bem capaz de me tentar
picar. 28.1 Como se chama o argumento apresentado?
28.2 É forte ou fraco? Porquê?
29. Analisa o exemplo que se segue.
O livro A Vida em Surdina, que já li, e o livro A Vida Amorosa das Minhocas, que não li,
têm capas da mesma cor, o mesmo formato, foram publicados no mesmo ano e pela
mesma Editora. Além disso, o nome próprio de ambos os autores é David (David Lodge
e David Cabeça Vazia, respetivamente).
Ora, A Vida em Surdina é muito bom.
Por isso, A Vida Amorosa das Minhocastambém deve ser muito bom.
29.1 Como se chama o argumento apresentado?
29.2 É forte ou fraco? Porquê?
30. Na imagem a seguir apresentada existe um
argumento, embora um
pouco dissimulado: Cristiano Ronaldo, que é
um grande futebolista,
usa Linic. Logo, é boa ideia usar Linic. Trata-se
de um argumento de
autoridade. O que há de errado com esse argumento?
31. Esclarece se o argumento seguinte é ou não falacioso:
É claro que é errado recorrer ao aborto, pois a maioria das pessoas
tem essa opinião.
32. Imagina que num debate estás a defender a necessidade de o Estado apoiar os
mais desfavorecidos e alguém, ao discordar de ti, afirma o seguinte:
«És uma pessoa antipática e arrogante.
Por isso, é evidente que não estás a dizer a verdade.»
Quem contra-argumenta deste modo, está a utilizar que falácia informal? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 53
2 Ferramentas úteis à atividade filosófica: noções de Lógica (formal e informal)
33. Identifica a falácia cometida no argumento «Alguns filósofos, como Sartre e
Nietzsche, defendem que Deus não existe. Logo, os filósofos são ateus». Justifica.
34. Será forte ou fraco o argumento subjacente às palavras de Trump contra a atriz
Rosie O’Donnel? Porquê?
«Se
mandasse no programa “The View”, despediria Rosie O’Donnel (*). Olharia
diretamente para aquela cara gorda e feia e diria: “Rosie, estás despedida!”»
(*) A atriz Rosie O’Donnel criticou publicamente as decisões políticas de Donald Trump.
35. Como é que se pode demonstrar se um argumento dedutivo é válido ou inválido?
36. Identifica a falácia contida no cartoon seguinte:
Na imagem: Homer Simpson, uma das personagens da série televisiva Os Simpsons.
37. Identifica a falácia existente no seguinte exemplo:
Se o relógio não funciona, não nos diz que horas são. Ora, o relógio funciona. Por isso,
diz- -nos que horas são.
38. Como pode um falso dilema ser uma falácia, se a sua forma lógica é um silogismo
disjuntivo? 39. Que outro nome pode ser dado a uma petição de princípio?
40. Numa petição de princípio é possível as premissas serem verdadeiras e a conclusão
falsa? Porquê?
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3 Determinismo e liberdade na ação humana
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. Dizer que os seres humanos têm livre-arbítrio é dizer que têm
A. uma vontade livre.
B. liberdade política.
C. liberdade social.
D. a possibilidade de fazer tudo o que quiserem.
2. Qual é a pergunta que não exprime o problema do livre-arbítrio?
A. A liberdade de escolha é ou não conciliável com a circunstância de todos
os acontecimentos terem causas anteriores?
B. O livre-arbítrio será compatível ou incompatível com o determinismo?
C. Os seres humanos têm ou não livre-arbítrio?
D. A liberdade de expressão deve ter limites?
3. «O problema do livre-arbítrio e do determinismo surge devido a uma aparente
contradição entre duas ideias plausíveis. A primeira é a ideia de que os seres humanos
têm _______ para fazer ou não fazer o que queiram. A segunda é a ideia de que tudo o
que acontece neste universo é causado, ou determinado, por acontecimentos ou
circunstâncias _______.»
Howard Kahane, «Livre-arbítrio, determinismo e responsabilidade moral»
– [Link] (consultado em 5/03/2021)
Os espaços em branco devem ser preenchidos com as palavras
A. «liberdade» e «anteriores».
B. «determinismo» e «anteriores».
C. «livre-arbítrio» e «posteriores».
D. «livre-arbítrio» e «desconhecidas».
4. «É difícil dizer algo consensual [relativamente a este assunto], mas comumente
aceita-se que uma condição necessária para ____________ é poder decidir-se de outro
modo.»
Pedro Merlussi, «Em defesa do incompatibilismo»
– [Link] (consultado em 5/03/2021 e adaptado)
No espaço em branco falta a expressão
A. «haver determinismo».
B. «ter livre-arbítrio».
C. «não ter livre-arbítrio».
D. «não ter possibilidades alternativas de ação».
5. O determinismo radical defende que
A. algumas ações humanas não são determinadas.
B. nenhuma ação humana é determinada.
C. algumas ações humanas são livres.
D. nenhuma ação humana é livre.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 55
3 Determinismo e liberdade na ação humana
6. Inúmeras descobertas científicas revelam causas determinantes do comportamento,
não havendo nenhum facto cientificamente sustentado que milite a favor da ideia de
uma vontade humana livre. Esta tese enquadra-se no
A. libertismo.
B. determinismo moderado.
C. determinismo radical.
D. determinismo radical e no determinismo moderado.
7. Não somos moralmente responsáveis pelo que fazemos, mas devemos ainda assim
ser responsabilizados, já que isso pode influenciar positivamente o nosso
comportamento. Esta tese enquadra-se no
A. libertismo.
B. determinismo radical.
C. determinismo moderado.
D. determinismo radical e no determinismo moderado.
8. Podemos ser profundamente condicionados pelos genes e pelos costumes sociais,
entre outros fatores, sem perceber que isso está a suceder. Esta frase pode ser
apresentada como objeção ao
A. libertismo.
B. determinismo.
C. determinismo radical.
D. determinismo moderado.
9. A causalidade do agente é um conceito utilizado pelo
A. determinismo moderado.
B. determinismo radical.
C. libertismo.
D. determinismo moderado e pelo libertismo.
10. Em termos causais, as escolhas humanas são completamente diferentes dos
outros acontecimentos do mundo. Esta tese pode ser defendida por um
A. determinista radical e por um determinista moderado.
B. determinista moderado.
C. determinista radical.
D. libertista.
11. Temos inúmeras vezes a sensação de que as nossas escolhas dependem apenas de nós,
ou seja, sentimos muito frequentemente que escolhemos livremente.
Por isso, é certo que o livre-arbítrio existe.
Este argumento enquadra-se no
A. libertismo.
B. determinismo radical.
C. determinismo moderado.
D. determinismo moderado e no libertismo.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 56
3 Determinismo e liberdade na ação humana
12. Segundo Jean Paul Sartre,
A. somos tão livres que até podemos recusar a liberdade.
B. somos tão livres que podemos não fazer escolhas.
C. somos tão livres que não podemos recusar a própria liberdade.
D. se escolhermos não escolher deixamos de ser livres.
13. Segundo Jean Paul Sartre,
A. a essência precede sempre a existência.
B. no caso dos seres humanos, a existência precede a essência.
C. a existência precede sempre a essência.
D. no caso dos seres humanos, a essência precede a existência.
14. Segundo o determinismo moderado,
A. se não há coação imediata, então não há qualquer cadeia causal relacionada
com a ação e, portanto, esta é livre.
B. mesmo que haja uma forte coação imediata, o desejo do agente é a causa da
ação e, portanto, esta é livre.
C. se escolhermos fazer algo e se nada nos impede de o fazer, ao fazê-lo
estamos a exercer o nosso livre-arbítrio.
D. as ações livres são aquelas que, na ausência de causas anteriores, derivam do
desejo do agente.
15. O determinismo moderado considera que as ações humanas têm causas anteriores,
mas A. apesar disso existe livre-arbítrio e o determinismo é falso.
B. a sua influência não é suficientemente forte para coagir sempre o agente e impedir
que todas as ações sejam livres.
C. estas só influenciam as pessoas com pouca força de vontade.
D. a sua influência não constitui uma coação e por isso não impede que algumas
ações sejam livres.
16. Os seres humanos podem agir livremente, mas não são capazes de decidir fazer algo
a partir do nada e, por isso, quem entende o livre-arbítrio como o poder de iniciar
ações independentemente de quaisquer causas anteriores está a confundir os seus
desejos com a realidade.
Esta tese enquadra-se no
A. libertismo.
B. determinismo radical.
C. determinismo moderado.
D. no libertismo e no determinismo radical.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 57
3 Determinismo e liberdade na ação humana
17. Analisa, com atenção, as frases apresentadas e seleciona a resposta correta: i.
Quando analisamos uma ação qualquer encontramos sempre causas anteriores
à decisão do agente.
ii. Se todas as ações tiverem causas anteriores, então a existência de
possibilidades alternativas de ação é impossível.
iii. Evolutivamente, é implausível que a crença no livre-arbítrio seja uma mera ilusão.
A. i. Objeção ao libertismo; ii. Objeção ao determinismo moderado; iii. Objeção
ao determinismo radical.
B. i. Objeção ao determinismo moderado; ii. Objeção ao libertismo; iii. Objeção
ao determinismo radical.
C. i. Objeção ao determinismo radical; ii. Objeção ao determinismo moderado; iii.
Objeção ao libertismo.
D. i. Objeção ao libertismo; ii. Objeção ao determinismo radical; iii. Objeção
ao determinismo moderado.
18. Analisa, com atenção, as frases apresentadas e seleciona a resposta
correta: i. Dizer que o livre-arbítrio não envolve a autodeterminação do
agente é uma simplificação grosseira do conceito de livre-arbítrio.
ii. O facto de sentirmos que escolhemos livremente algo não prova a existência
de escolhas livres.
iii. Negar a existência de liberdade da vontade é um erro, pois isso implica negar
também a existência de responsabilidade moral.
A. i. Objeção ao libertismo; ii. Objeção ao determinismo moderado; iii. Objeção
ao determinismo radical.
B. i. Objeção ao determinismo moderado; ii. Objeção ao libertismo; iii. Objeção
ao determinismo radical.
C. i. Objeção ao determinismo radical; ii. Objeção ao determinismo moderado; iii.
Objeção ao libertismo.
D. i. Objeção ao libertismo; ii. Objeção ao determinismo radical; iii. Objeção
ao determinismo moderado.
19. Considera as afirmações apresentadas e seleciona a resposta correta:
i. As pessoas que não ponderam as consequências dos seus atos não merecem
ter liberdade.
ii. Nas democracias, os cidadãos têm mais liberdades do que nos outros regimes políticos.
A. Nenhuma das afirmações é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio.
B. Ambas as afirmações são relevantes para a discussão do problema do livre-arbítrio.
C. Apenas a afirmação 1 é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio. D.
Apenas a afirmação 2 é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio. (IAVE /
Exame Nacional de Filosofia / 1.ª Fase / 2019)
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 58
3 Determinismo e liberdade na ação humana
20. Imagina que queres ouvir música e que, em seguida, pões os auscultadores e
ouves música.
De acordo com o determinismo radical, o facto de quereres ouvir música
A. é um indício de livre-arbítrio apenas se não foi sujeito a coação.
B. resulta de uma causa mental independente da natural.
C. não tem qualquer conexão com uma suposta vontade livre.
D. não tem uma causa, sendo um mero produto do acaso.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 1.ª Fase / 2019)
GRUPO II
(Outras questões)
1. Qual é a diferença entre a liberdade política e o livre-arbítrio?
2. Como se distinguem as perspetivas incompatibilistas e compatibilista acerca do
problema do livre-arbítrio?
3. A ideia de que uma ação pode ser simplesmente causada por uma decisão do
agente é implausível e contraria os dados científicos. Esta afirmação constitui uma
crítica a que teoria?
4. A educação e as influências sociais fazem parte das causas dos comportamentos
humanos mas não impedem as escolhas de serem livres. Qual é a teoria que defende essa
ideia?
5. Alguma das teorias que estudaste defende que ter livre-arbítrio implica poder fazer
tudo o que se quer, sem quaisquer limites? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 59
4 O problema da natureza dos juízos morais
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. Os valores não são
A. ideias como solidariedade, honestidade ou beleza.
B. ideias como flor, quadrado ou largura.
C. objetivos importantes.
D. critérios de escolha.
2. Qual é o juízo de facto?
A. A Internet é perigosa.
B. A privacidade é um valor fundamental.
C. A Internet deve ser regulamentada.
D. Nos últimos anos foram feitas diversas leis relativas aos direitos de privacidade.
3. Qual é o juízo de valor?
A. Immanuel Kant considerava a pena de morte um castigo justo.
B. A pena de morte é, por vezes, designada como pena capital.
C. A pena de morte é incompatível com os direitos humanos.
D. Na União Europeia nenhum país pratica a pena de morte.
4. Os juízos de valor e de facto distinguem-se na medida em
A. um juízo de valor visa dizer como algo é e um juízo de facto envolve uma tomada
de posição a favor ou contra algo.
B. um juízo de valor envolve uma tomada de posição a favor ou contra algo e um juízo
de facto visa dizer como algo é.
C. um juízo de valor envolve uma tomada de posição a favor ou contra algo e um juízo
de facto visa dizer como algo devia ser.
D. um juízo de valor visa dizer como algo devia ser e um juízo de facto envolve
uma tomada de posição a favor ou contra algo.
5. Qual é o juízo de valor ético?
A. A ópera é a arte mais completa que existe.
B. Deus é misericordioso.
C. A tolerância é uma virtude muito importante.
D. Em Portugal, a maioria das pessoas considera a pena de morte eticamente errada.
6. Qual é a frase falsa?
A. Os juízos de valor podem fazer-se em áreas diferentes.
B. Os juízos de valor podem ser religiosos.
C. Os juízos de valor podem ser estéticos.
D. Qualquer juízo de valor é ético.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 60
4 O problema da natureza dos juízos morais
7. Se um juízo é normativo,
A. procura acomodar a realidade ao pensamento.
B. procura acomodar o pensamento à realidade.
C. ajusta a realidade ao pensamento.
D. ajusta o pensamento à realidade.
8. A formulação mais precisa da tese subjetivista é:
A. A grande maioria dos juízos morais baseia-se nos sentimentos
pessoais. B. Todas as afirmações sobre o certo e o errado são
subjetivas.
C. Quase todos os juízos éticos são subjetivos.
D. Só um pequeno número de verdades morais é objetivo.
9. Para um subjetivista, os juízos de valor morais exprimem
A. sentimentos.
B. razões.
C. factos.
D. tradições.
10. Para um subjetivista moral, dizer «o casamento infantil é moralmente errado»
equivale a dizer:
A. Os padrões morais da nossa sociedade reprovam o casamento infantil.
B. O casamento infantil provoca sofrimento nas crianças e, por isso, é
errado. C. Não gosto do casamento infantil.
D. Há boas razões para não fazer as crianças sofrerem.
11. Para um relativista, os juízos de valor morais baseiam-se
A. em razões adequadas.
B. em factos.
C. nos sentimentos e preferências das pessoas.
D. nos costumes e tradições das sociedades.
12. A formulação mais precisa da tese relativista é:
A. Nenhuma verdade ética é universal.
B. Muitas verdades éticas são universais.
C. Todas as verdades éticas são universais.
D. Nem todas as verdades éticas são universais.
13. Se as pessoas debatem assuntos éticos para descobrir uma verdade aceitável para
todos, então existem verdades éticas objetivas e universais. Esta tese é rejeitada
A. apenas pelo objetivismo.
B. apenas pelo relativismo.
C. pelo objetivismo e pelo subjetivismo.
D. pelo relativismo e pelo subjetivismo.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 61
4 O problema da natureza dos juízos morais
14. A excisão é objetivamente errada, porque viola os direitos humanos. Um relativista
rejeita este argumento, pois pensa que os direitos humanos
A. são ideias que apenas fazem sentido em algumas culturas, não tendo
«validade» transcultural.
B. são ideias que fazem sentido em todas as culturas, tendo um alcance
transcultural. C. têm importância moral e não jurídica.
D. são universais, mas não objetivos.
15. Se todas as tradições culturais fossem admissíveis, então não poderíamos
criticar as tradições intolerantes, o que é implausível. Trata-se de uma objeção
ao
A. etnocentrismo.
B. relativismo.
C. subjetivismo.
D. objetivismo.
16. A tese defendida por um objetivista é que
A. alguns juízos de valor morais são objetivos.
B. todos os juízos de valor morais são objetivos.
C. nenhum juízo de valor moral é subjetivo.
D. não há juízos de valor morais.
17. A tese defendida por um objetivista é que
A. algumas verdades éticas são universais.
B. todas as verdades éticas são universais.
C. não há verdades na ética.
D. nenhuma verdade ética é universal.
18. Analisa, com atenção, as seguintes frases:
i. Há divergências de opinião relativamente à clonagem.
ii. Nenhuma opinião sobre a clonagem vale mais do que outra.
Para se ter uma posição subjetivista ou relativista acerca da clonagem
A. basta defender i.
B. basta defender ii.
C. não é preciso defender nem i. nem ii.
D. é preciso defender simultaneamente i. e ii.
19. Se houver juízos morais objetivos, então
A. as sociedades que tiverem valores diferentes dos nossos devem corrigir tais
valores. B. a correção, ou a incorreção, desses juízos não pode ser discutida.
C. esses juízos estão certos ou errados independentemente dos costumes.
D. as pessoas que tiverem valores diferentes dos nossos pensam e agem erradamente.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 2.ª Fase /
2019)
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 62
4 O problema da natureza dos juízos morais
20. A liberdade religiosa é a liberdade de cada um praticar a religião que é do seu
agrado, ou de não praticar qualquer religião. Se a liberdade religiosa for um valor
objetivo, então A. todos defendem a liberdade religiosa.
B. a liberdade religiosa é um elemento central de muitas culturas.
C. deve haver liberdade religiosa.
D. a liberdade religiosa é mais importante do que os outros valores.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 2.ª Fase / 2017)
GRUPO II
(Outras questões)
1. Como se podem relacionar os valores e as ações?
2. Dá o exemplo de um valor que não seja nem ético, nem estético, nem
religioso. 3. O que há de comum entre o subjetivismo e o relativismo?
4. Reconhecer a existência de uma enorme diversidade cultural, na ética e não só, implica
ser relativista?
5. Defender a objetividade da ética implica necessariamente uma atitude de
arrogância e etnocentrismo? Porquê?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 63
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. Para Kant, a única motivação admissível para as ações morais era
A. a felicidade do agente.
B. o bem-estar da humanidade.
C. o dever.
D. o progresso social.
2. «Para Kant, a motivação de uma ação _________ do que a própria ação e as suas
consequências. Ele pensava que, para saber se alguém está a agir moralmente ou
não, temos de saber _________ dessa pessoa.»
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia, 2.ª ed., Gradiva, Lisboa, 2007, p. 77
Os espaços em branco devem ser preenchidos com as expressões
A. «era muito mais importante» e «a intenção».
B. «era muito menos importante» e «as consequências do comportamento».
C. «tinha a mesma importância» e «a intenção».
D. «tinha a mesma importância» e «as consequências do comportamento».
3. Segundo Kant, se uma empresa farmacêutica, no contexto de uma campanha
promocional, oferecesse vacinas anti Covid-19 a duas mil pessoas de um país pobre,
essa ação seria
A. contrária ao dever e sem valor moral.
B. meramente conforme ao dever e sem valor moral.
C. realizada por dever e com valor moral.
D. motivada por sentimentos e sem valor moral.
4. Segundo Kant, se o Pedro, dominado pelo intenso amor que sente pela Julieta, ficasse
junto dela e a ajudasse quando esta contraiu Covid-19 (correndo assim o risco de
também ficar doente), realizaria uma ação
A. motivada por sentimentos e sem valor moral.
B. contrária ao dever e sem valor moral.
C. motivada por sentimentos e sem valor moral.
D. realizada por dever e com valor moral.
5. Na perspetiva de Kant, se a Matilde ajudar uma vizinha idosa devido ao facto de
pensar que essa é a coisa certa a fazer, realizará uma ação
A. motivada pelo interesse e sem valor moral.
B. motivada por sentimentos e com valor moral.
C. contrária ao dever e sem valor moral.
D. por dever e com valor moral.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 64
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
6. De acordo com a ética kantiana, para uma ação ser moralmente correta a
máxima subjacente tem de
A. ser universalizável.
B. promover bons resultados.
C. maximizar a felicidade global.
D. ser adequada aos objetivos que o agente pretende atingir.
7. Analisa, com atenção, as frases apresentadas e seleciona a resposta correta: i. «O seu
peso, ou força motivadora, depende dos desejos concretos do sujeito a quem eles se
dirigem. (…)
ii. Tem a pretensão de obrigar o sujeito independentemente dos seus
desejos concretos».
Roger Scruton, Breve História da Filosofia Moderna, Guerra & Paz, Lisboa, 2010, p. 198 (adaptado)
A. i. refere-se ao imperativo categórico; ii. refere-se ao imperativo hipotético.
B. i. refere-se ao imperativo hipotético; ii. refere-se ao imperativo categórico.
C. i. refere-se ao imperativo categórico e hipotético; ii. refere-se ao imperativo
hipotético. D. i. refere-se ao imperativo hipotético; ii. refere-se aos imperativos
categórico e hipotético.
8. «Este imperativo é concebido para captar, numa frase filosoficamente prenhe, a
força persuasiva da questão moral a que todos os seres racionais reagem, a
questão “E se os outros agirem de igual maneira?”»
Roger Scruton, Breve História da Filosofia Moderna, Guerra & Paz, Lisboa, 2010, p. 199
Esta afirmação
A. refere-se ao imperativo categórico.
B. refere-se ao imperativo categórico e ao imperativo hipotético.
C. refere-se ao imperativo hipotético.
D. não se refere nem ao imperativo categórico nem ao imperativo hipotético.
9. «Uma das versões de Kant do imperativo categórico era «trata as pessoas como fins
em si e nunca apenas como meios. Esta é uma forma de dizer que não devemos…»
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia, 2.ª ed., Gradiva, Lisboa, 2007, pp. 80-81 (adaptado)
Qual é a alínea que permite completar corretamente a última frase do texto?
A. ser manipuladores ou cruéis com as outras pessoas, caso queiramos a sua
amizade. B. desrespeitar as pessoas que nos podem ser úteis.
C. tratar mal as outras pessoas, pois isso tem maus resultados para elas e para
nós. D. usar as pessoas e que devemos, ao invés, reconhecer a sua
humanidade.
10. Para Kant, o único bem irrestrito é
A. a capacidade de pensar.
B. os bons sentimentos.
C. a boa vontade.
D. a felicidade da humanidade.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 65
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
1. Para Kant, tirarmos a nossa própria vida é errado, pois isso
A. consiste em usar a nossa própria pessoa como um meio de acabar com o
nosso sofrimento.
B. é contrário a diversas normas jurídicas e à generalidade dos costumes e
tradições sociais.
C. é contrário aos mandamentos religiosos.
D. provoca sofrimento nas outras pessoas.
1. Segundo o utilitarismo, ao determinar o que fazer, devemos orientar-nos _________
das nossas ações.
O espaço em branco deve ser preenchido com a expressão
A. «pelas causas».
B. «pelos motivos».
C. «pelas intenções».
D. «pelas consequências».
13. «Mill argumentou que qualquer pessoa que tenha conhecido os prazeres elevados
(que eram, na sua perspetiva, sobretudo ______), iria automaticamente preferi-los
aos chamados prazeres baixos (que eram sobretudo ______).»
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia, 2.ª ed., Gradiva, Lisboa, 2007, p. 86
Os espaços em branco devem ser preenchidos com as expressões
A. «intelectuais» e «físicos».
B. «estéticos» e «éticos».
C. «físicos» e «intelectuais».
D. «intelectuais» e «morais».
14. «… o famoso _______ que afirma que a maior felicidade de todos aqueles cujo
interesse esteja em causa é o único fim correto e apropriado, e universalmente
desejável, da ação humana.»
Roger Scruton, Breve História da Filosofia Moderna, Guerra & Paz, Lisboa, 2010, p. 296
O espaço em branco deve ser preenchido com a expressão
A. «imperativo categórico».
B. «imperativo hipotético».
C. «princípio da utilidade».
D. «princípio do dever».
15. O princípio da utilidade supõe que a felicidade
A. dos amigos e familiares deve ser valorizada relativamente à felicidade de
pessoas desconhecidas.
B. de cada pessoa é tão importante como a de qualquer outra.
C. pessoal é moralmente mais relevante do que a felicidade das outras pessoas.
D. da comunidade em que estamos inseridos é moralmente mais relevante do
que a felicidade das outras comunidades.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 66
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
16. «___________ que, se uma atividade torna as pessoas felizes sem que alguém
seja prejudicado, não pode ser errada.»
James Rachels, Problemas da Filosofia, Gradiva, Lisboa, 2009, p. 275
O espaço em branco deve ser preenchido com a expressão
A. «Qualquer teoria ética implica»
B. «A ética deontológica implica»
C. «O utilitarismo e a ética deontológica implicam»
D. «O utilitarismo implica»
17. «Não há nenhuma razão (…) para pensar que todo o prazer de um indivíduo não
pode ser sacrificado para maior benefício do todo.»
Roger Scruton, Breve História da Filosofia Moderna, Guerra & Paz, Lisboa, 2010, p. 297
Esta frase apresenta
A. uma ideia utilitarista.
B. uma ideia de Kant.
C. uma ideia comum ao utilitarismo e à ética deontológica.
D. uma objeção ao utilitarismo.
18. «Uma teoria ética não pode limitar-se a ponderar consequências e terá de
incluir considerações sobre o tipo de pessoa que devemos ser.»
Faustino Vaz, «A ética de Mill», Crítica – [Link] (consultado em 5/03/2021)
Esta frase apresenta uma
A. ideia utilitarista.
B. objeção ao utilitarismo.
C. objeção à ética deontológica.
D. objeção ao utilitarismo e, simultaneamente, à ética deontológica.
19. De acordo com a ética de Kant, temos a obrigação de respeitar os princípios
seguintes: • Nunca se deve violar contratos.
• Nunca se deve quebrar promessas.
Supõe que alguém prometeu fazer algo, não se apercebendo de que isso implicava
violar um contrato.
Que problema levantaria este caso à ética de Kant?
A. O primeiro princípio deverá ser desrespeitado, pois tem menos força do que o
segundo. B. O segundo princípio deverá ser desrespeitado, pois tem menos força do
que o primeiro. C. Os dois princípios deixam de ter importância moral, pois mostram
não ser
universalizáveis.
D. O conflito de princípios é irresolúvel, pois ambos constituem proibições absolutas.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 2.ª Fase /
2018)
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 67
5 O problema do critério da moralidade das ações: a ética deontológica de Kant e a ética utilitarista de Stuart Mill
20. A perspetiva ética de Mill enfrenta a objeção seguinte.
A. A felicidade não pode ser uma questão meramente quantitativa.
B. É errado não dar prioridade aos interesses da maioria das pessoas.
C. Dar sempre prioridade à felicidade geral é demasiado exigente.
D. Temos de ser responsáveis pelas consequências do que fazemos.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 2.ª Fase / 2015)
GRUPO II
(Outras questões)
1. Será fácil calcular as consequências das ações? Porquê?
2. O que são o imperativo categórico e o princípio da utilidade?
3. Os motivos das ações não são relevantes para avaliar a moralidade das ações, mas
sim o caráter do agente. Esta ideia é defendida por Kant ou por Stuart Mill?
4. Qual é a relação entre o imperativo categórico de Kant e a chamada «regra de ouro»
(não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti)?
5. O que há de comum entre as teorias éticas de Kant e de Stuart Mill?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 68
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
GRUPO I
(Questões de resposta fechada)
Indica a alternativa correta.
1. O problema da justiça social pode formular-se do seguinte modo:
A. Qual é o sistema económico que permite produzir mais riqueza?
B. Quais são as sociedades humanas com a riqueza mais bem distribuída?
C. Como deve ser distribuída a riqueza numa sociedade?
D. Como deve a justiça ser aplicada para que numa sociedade exista segurança?
2. John Rawls propôs uma abordagem não consequencialista da justiça social. Esta
afirmação é A. verdadeira, pois ele critica o utilitarismo e considera-o incompatível
com o princípio da liberdade.
B. falsa, pois ele considera que o véu de ignorância leva à escolha de
princípios consequencialistas.
C. verdadeira, pois ele critica o utilitarismo e considera-o uma teoria ética e não
política. D. falsa, pois ele aceita os princípios de uma redistribuição utilitarista da
riqueza.
3. A teoria da justiça como equidade, de Rawls, é uma teoria contratualista na medida em
que A. aceita, tal como outras teorias consideradas contratualistas, que certos
princípios seriam adotados numa situação inicial devidamente definida.
B. procura investigar as condições sociais em que as pessoas podem fazer um
«contrato» e comprometerem-se com certos princípios éticos e políticos.
C. procura determinar momentos históricos em que se criaram consensos políticos
que permitiram fazer as leis fundamentais de certas comunidades.
D. é uma teoria que procura um equilíbrio entre o igualitarismo e o liberalismo.
4. As designações pelas quais é conhecida a teoria de Rawls são reveladoras de algumas
das suas teses principais, a saber:
A. Igualitarismo ou teoria da justiça como equidade.
B. Liberalismo igualitário ou teoria da titularidade justa.
C. Liberalismo radical ou teoria da justiça como equidade.
D. Liberalismo igualitário ou teoria da justiça como equidade.
5. «Imagina que somos livres, lúcidos e conhecemos todos os factos relevantes, mas não
conhecemos o nosso lugar na sociedade (se somos ricos ou pobres, negros ou
brancos, de sexo feminino ou masculino). A limitação do conhecimento tem o objetivo
de assegurar ________. Por exemplo, se não sabemos qual é a nossa raça, não
podemos manipular as regras para favorecer uma raça e prejudicar outras.»
Harry Gensler, «Justiça Distributiva», Crítica – [Link]
(consultado em 5/03/2021)
5.1 De acordo com a teoria de Rawls, o espaço em branco deve ser completado
com a expressão
A. «a coesão social».
B. «a riqueza».
C. «a imparcialidade».
D. «a liberdade».
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 69
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
5.2 De acordo com a teoria de Rawls, o texto refere-se diretamente
A. à posição original.
B. ao véu de ignorância.
C. à posição inicial.
D. à democracia.
6. «Segundo a perspetiva igualitária todos deveriam ter exatamente a mesma riqueza.
Mas desse modo a sociedade estagnaria, uma vez que as pessoas teriam poucos
incentivos para fazerem coisas difíceis (como tornarem-se médicos ou inventores) que
acabam por beneficiar todas as pessoas. Por isso, preferiríamos uma regra que permite
incentivos.»
Harry Gensler, «Justiça Distributiva», Crítica – [Link]
(consultado em 5/03/2021)
A «regra que permite incentivos» é, segundo Rawls, o princípio
A. da oportunidade justa.
B. da liberdade igual.
C. da diferença.
D. maximin.
7. Direito de votar, direito de ser candidato a cargos públicos, direito de
expressar publicamente opiniões…
De acordo com a teoria de Rawls, estes exemplos pretendem ilustrar o
princípio A. da oportunidade justa.
B. da liberdade igual.
C. da diferença.
D. maximin.
8. «Um sistema de ensino pode permitir aos estudantes mais dotados o acesso a maiores
apoios se, por exemplo, as empresas em dificuldade vierem a beneficiar mais tarde do
seu contributo, aumentando os lucros e evitando despedimentos. Outro caso
permitido é o de os médicos ganharem mais do que a maioria das pessoas desde que
isso permita aos médicos ter acesso a tecnologia e investigação de ponta que tornem
mais eficazes os tratamentos de certas doenças e desde que, claro, esses tratamentos
estejam disponíveis para os menos favorecidos.»
Faustino Vaz, «A teoria da justiça de John Rawls», Crítica –
[Link]
/pol_justica.html
(consultado em
5/03/2021)
De acordo com a teoria de Rawls, estes exemplos pretendem ilustrar o
princípio A. da oportunidade justa.
B. da liberdade igual.
C. da diferença.
D. maximin.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 70
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
9. «Por exemplo, se já tens um rendimento mínimo que te permite viver, não podes
abdicar da tua liberdade e aceitar a restrição de não poderes sair de uma exploração
agrícola na condição de passares a ganhar mais. Outro exemplo que a teoria de Rawls
rejeita seria o de abdicares de gozar de liberdade de expressão para um dia teres a
vantagem económica de não te serem cobrados impostos.»
Faustino Vaz, «A teoria da justiça de John Rawls», Crítica –
[Link]
/pol_justica.html
(consultado em
5/03/2021)
De acordo com a teoria de Rawls, estes exemplos pretendem ilustrar a
prioridade do A. princípio da liberdade igual relativamente aos outros princípios
de justiça. B. princípio da oportunidade justa relativamente aos outros princípios
de justiça. C. princípio da diferença relativamente aos outros princípios de
justiça.
D. princípio maximin relativamente aos outros princípios de justiça.
10. Segundo Rawls, a lotaria social e natural não deve determinar a qualidade de vida de
uma pessoa, pois
A. é injusto limitar a quantidade de riqueza que uma pessoa pode possuir.
B. a justiça requer que todas as pessoas tenham a mesma riqueza.
C. os seus efeitos põem em causa a coesão social e a solidariedade entre os
cidadãos. D. são fatores moralmente arbitrários e pelos quais ela não é
responsável.
11. «Tudo o que ganhas honestamente através do teu esforço e de acordos justos é teu.
Se alguém ganhou legitimamente o que tem, então a distribuição que daí resulta é
justa — independentemente de poder ser desigual. Ainda que outros tenham muito
menos, ninguém tem o direito de se apropriar das tuas posses. Esquemas (como
taxas diferenciadas de impostos) que forçam a redistribuição de riqueza são errados
porque violam o teu direito à propriedade.»
Harry Gensler, «Justiça Distributiva», Crítica – [Link]
(consultado em 5/03/2021)
Esta perspetiva é defendida por
A. Michael Sandel e pode ser designada por «comunitarismo».
B. Robert Nozick e pode ser designada por «liberalismo igualitário».
C. Michael Sandel e pode ser designada por «titularidade das posses
justas». D. Robert Nozick e pode ser designada por «titularidade das
posses justas».
12. De acordo com Robert Nozick,
A. as transferências de riqueza não devem aumentar as desigualdades
sociais e económicas.
B. tudo o que é legitimamente adquirido pode ser livremente transferido.
C. as transferências de riqueza não devem pôr em causa a solidariedade social. D.
tudo o que é propriedade de uma pessoa, independentemente do modo como
foi adquirido, pode ser livremente transferido.
13. Segundo Nozick, o Estado
A. deve organizar a sociedade de modo a existir plena igualdade.
B. deve existir e ter funções sociais alargadas.
C. deve existir, mas ser mínimo.
D. não devia existir.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 71
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
14. Qual das seguintes frases apresenta diretamente uma crítica de Nozick à cobrança
coerciva de impostos?
A. A tributação sem consentimento daqueles a quem se aplica é equivalente a
trabalho forçado.
B. O direito à liberdade e à propriedade não deve ser limitado.
C. As conceções padronizadas de justiça são incompatíveis com a liberdade de
escolha. D. O Estado não deve ter funções sociais.
15. De acordo com Sandel, somos livres, mas não independentes em relação à
comunidade. A razão de ser disso não é o facto de
A. sermos «eus» situados, isto é, socialmente enraizados.
B. a comunidade ter peso moral.
C. a nossa identidade se alicerçar na história das comunidades de que fazemos
parte. D. a sociedade nos constranger e oprimir.
16. Segundo Sandel, uma razão fundamental para tentar diminuir a desigualdade
social é o facto de esta prejudicar
A. a solidariedade entre os membros de uma sociedade democrática.
B. a solidariedade entre pessoas da mesma profissão ou classe social.
C. a solidariedade entre as pessoas mais empreendedoras e empenhadas.
D. a vida económica.
17. Na perspetiva de Sandel, o sentido de comunidade
A. é lesado pelas desigualdades sociais excessivas, pois estas fazem com que as
pessoas compitam umas com as outras.
B. não é lesado pelas desigualdades sociais excessivas, pois estas fazem com
que as pessoas se tentem ajudar umas às outras.
C. é lesado pelas desigualdades sociais excessivas, pois estas fazem com que as
pessoas tenham vidas separadas e não convivam.
D. não é lesado pelas desigualdades sociais excessivas, pois estas fazem com
que as pessoas se esforcem para melhorar as suas condições de vida e isso
beneficia a comunidade.
18. Sandel sublinha o facto de o exercício da cidadania democrática requer
A. igualdade entre todos.
B. principalmente eleições periódicas.
C. que existam cidadãos conhecedores capazes de assumir responsabilidades
políticas. D. espaços e instituições públicas onde pessoas diferentes se possam
encontrar e trocar ideias.
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 72
O problema da organização de uma sociedade justa:
a teoria da justiça de Rawls e as críticas de Nozick e Sandel 6
19. Rawls defende que, na posição original, a escolha dos princípios da justiça seguiria a
estratégia maximin. Supõe que há 100 unidades de bem-estar para distribuir por três
pessoas. Seleciona a opção que apresenta o modelo de distribuição que está mais de
acordo com a estratégia maximin.
A. Na melhor das hipóteses, pode receber-se 65 unidades de bem-estar e, na pior,
pode receber-se 15.
B. Na melhor das hipóteses, pode receber-se 60 unidades de bem-estar e, na pior,
pode receber-se 20.
C. Na melhor das hipóteses, pode receber-se 80 unidades de bem-estar e, na pior,
pode receber-se 5.
D. Na melhor das hipóteses, pode receber-se 45 unidades de bem-estar e, na pior,
pode receber-se 15.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 1.ª Fase / 2017)
20. Segundo Rawls, os princípios da justiça por si apresentados
A. proíbem diferenças entre os indivíduos.
B. são aqueles que indivíduos racionais escolheriam na posição original.
C. asseguram a igualdade económica e social.
D. são aqueles que os indivíduos escolheriam sem o véu de ignorância.
(IAVE / Exame Nacional de Filosofia / 1.ª Fase / 2014)
GRUPO II
(Outras questões)
1. Analisa a situação seguinte e responde às questões apresentadas.
«No país X existiam leis que impediam as pessoas da etnia B de desempenhar certas
profissões (que, por sinal, eram as melhor remuneradas). Depois, as leis mudaram e as
pessoas dessa etnia deixaram de ser legalmente proibidas de exercer essas profissões.
Os anos foram passando, mas essas pessoas continuaram a não desempenhar tais
profissões, pois eram pobres e não tinham dinheiro para pagar a formação escolar
necessária para desempenhá-las. Além disso, as diferenças étnicas, económicas e
sociais entre as pessoas do país X eram tão acentuadas que estas viviam de costas
voltadas umas para as outras e até parecia que não faziam parte da mesma
comunidade.»
Jonathan Wolff, Introdução à Filosofia Política, Gradiva, Lisboa, 2004, p. 194
1.1 Segundo Rawls, a alteração das leis foi suficiente para assegurar a igualdade
de oportunidades? Porquê?
1.2 Do ponto de vista de Nozick, o Estado deve tomar medidas para que as pessoas
da etnia B tenham acesso à educação? Porquê?
1.3 De acordo com o modo de pensar de Sandel, não há justiça social no país X.
Porquê? 2. O que são, segundo Rawls, «bens sociais primários»?
3. «Uma tradição, na esteira de Locke, supõe que a valorização da liberdade exige
o reconhecimento de fortíssimos direitos naturais de propriedade.»
Qual dos filósofos considerados no capítulo de Filosofia política se insere na
tradição referida no texto?
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 73
Capítulo 1 dificuldade em ver, apesar de 3. A 17. D 31. C 4. B 18. A 32. B
no exterior da caverna a 5. C 19. B 33. C 6. D 20. D 34. C
O que é a Filosofia? visibilidade ser muito melhor 7. B 21. C 35. D 8. C 22. A 36. B
As questões da Filosofia do que no seu interior, as 9. A 23. B 37. C 10. B 24. A 38.
GRUPO I pessoas que realizam
A 11. A 25. D 39. B 12. D 26. C
1. B 8. C 15. D 2. D 9. A 16. B 3. aprendizagens muito
40. D 13. A 27. A
D 10. B 17. A 4. A 11. A 18. A 5. diferentes daquilo a que
estavam habituadas 14. D 28. D
D 12. C 19. C 6. B 13. B 20. A 7.
B 14. C muitas vezes manifestam GRUPO II
dificuldades, nomeadamente
GRUPO II 1. O erro é que não
seas novidades puserem em
1. A Lógica, a Metafísica, a existem argumentos
causa crenças anteriores.
falsos. Os
Ética (aplicada) e a Filosofia 5. Os prisioneiros que argumentos são válidos ou
política. 2. Atitude crítica. permaneceram na caverna inválidos (ou fortes ou
Outras não acreditariam no fracos). As proposições é que
possibilidades: atitude prisioneiro que esteve no são
filosófica, pensamento exterior da cavernae talvez verdadeiras ou falsas. Se o
crítico... o tentassem matar. Isso jornal tivesse escrito, por
3. A professora foi incoerente, pode ser visto como uma exemplo,
pois dizer aos alunos para os expressão de dogmatismo na «razões falsas», esse erro já
alunos irem buscar respostas medida em que significa uma não existiria.
«prontas» não promove o recusa em analisar as 2. As frases que exprimem
pensamento próprias crenças,
crítico (ora, o site chamava-se proposições são: C, F, G e H.
presumindo que são
«pensamento crítico»). Daí a 3. São expressas duas
corretas sem
surpresa. O pensamento proposições: na B e na C e D (as
questioná-lasnem as
crítico implica pensar por frases C e D exprimem a mesma
confrontar com
si mesmo, proposição).
crençasdiferentes.
avaliar se as ideias são 4. Frases na forma
Capítulo 2
verdadeiras ou não / canónica: A. Se os
questionar se as opiniões Ferramentas úteis à juízos morais são
têm ou não fundamento. atividade filosófica: noções subjetivos, então não é
4. É quando o prisioneiro, após de Lógica (formal e legítimo censurar os
ser libertado e sair da caverna, informal) assassinos e não é legítimo
fica encandeado com a luz. Tal argumentar contra opiniões
comoo prisioneiro inicialmente GRUPO I diferentes da nossa.
tem 1. A 15. B 29. A 2. D 16. C 30. B B. Se a Filosofia não é
estudada com uma atitude S: Estudar Filosofia é decorar F. P: A vida é bela.
crítica, então a Filosofia é as matérias. Q: A vida é difícil.
(R ∧¬ S)
difícil de entender ou (a R: A vida é breve.
(P V Q)
Filosofia) épouco útil. → P ∧(Q V R)
C. Se existe livre-arbítrio, C. P: A ética é objetiva. 6. Não é verdade que se há
então existem Q: A ética é sempre sofrimento desnecessário
possibilidades importante. no mundo, então não
alternativas de ação.
(P V ¬ P) ∧ Q existe um Deus
D. A Sociologia estuda a omnipotente.
D. P: A existência de Deus é
integração social dos 7.
um problema estudado
imigrantes e (a Sociologia pela 7.1 B e E são argumentos.
estuda) a pobreza. Filosofia. 7.2 Conclusão de B: «esse
5. Dicionário e Q: O sentido da vida é um modo de tratar os animais é
formalização: A. P: Um problema estudado pela moralmente errado».
ato é uma ação. Filosofia. Conclusão de E: «A Joana
Q: Um ato é voluntário. R: A Filosofia é uma não deve ser
R: Um ato é consciente. disciplina empírica. condenada».
P ∧Q) 8.
←→ (Q ∧R) (P ←→ ¬ R A. Silogismo hipotético:
B. P: A Filosofia investiga E. P: Aquela frase Se ouvires música clássica
problemas conceptuais. declarativa exprime com frequência, então
Q: A Filosofia investiga uma proposição. ficarásmais inteligente.
problemas polémicos. Q: Aquela frase declarativa é Se ficares mais inteligente,
R: Estudar Filosofia é absurda. então poderás ter melhores
principalmente refletir. ∧(¬ P Q)
(P V ¬ P) →
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 75
notas. ∴ (P V Q) ¬S
P →
Logo, se ouvires música → Q
(¬ R ∧¬ S)
clássica com frequência, 12. Se os portugueses não
Q
então poderás ter → trabalharem mais, a crise
melhores notas. ∴P (¬ R ∧¬ S) continuará.
B. Silogismo hipotético: Se
→ A crise não continuará. Logo,
o sofrimento 9.2 Conclusão de C: «Os animais os portugueses trabalhammais.
não têm direitos». Conclusão de 13. P (QV R)
insuportável é
D: «Reciclar é importante».
→
moralmente errado, então
9.3 Premissa subentendida em P
alguns doentes devem ser
C: «(Todos) os seres com ∴QVR
ajudados a morrer. Se
direitos são racionais». Ou: 14. Se o bom nome é mais
alguns doentes devem ser
«Apenas os seres racionais têm importante do que a
ajudados a morrer, então a
direitos». Premissa liberdade de expressão, então
eutanásia deve ser
subentendida em D: «Poluir é errado fazer críticas fortes
legalizada. Logo, se o
menos é importante». Ou: aos políticos. Não é errado
sofrimento insuportável é
«(Tudo) aquilo que permite fazer críticasfortes aos
moralmente errado, então
poluir menos é importante». políticos.
a eutanásia deve ser legalizada.
9.4 Chamam-se Logo, o bom nome não é
9.
entimemas. 10. A e D. mais importante do que a
9.1 liberdade de expressão.
11. (P V Q) ¬R
A. P: Pensas criticamente. → 15. Vivemos numa democracia
Q: És capaz de defender as ou numa ditadura.
tuas opiniões. ¬R
→S Não vivemos numa ditadura.
R: Sabes argumentar. Logo, vivemos
¬P ¬Q ∴ (P V Q)
→ →S numademocracia. Ou:
Trata-se do modo mais Vivemos numa democracia
P
←→ R simples de completar o ou numa ditadura.
silogismo Não vivemos numa democracia.
∴R
→Q hipotético, dada a Logo, vivemos numa ditadura.
B. P: Há mal desnecessário premissa apresentada. 16. Se a vida não tem sentido,
no mundo. Mas existem, então não vale a pena fazer
Q: É difícil justificar a crença obviamente, outras sacrifícios. Logo, se vale a pena
num Deus omnipotente. possibilidades. Por exemplo: fazer
(P V Q) ¬R
R: O problema da existência → sacrifícios, então a vida tem
de Deus está resolvido. sentido.
¬R ¬S
S: Faz sentido matar em → 17. Não é verdade que há
nome de Deus. igualdade de oportunidades em
Portugal ou a A negação correta de ¬ P ¬
22. ¬ P →
sociedadeportuguesa é injusta. →Q
Logo, não há igualdade de ¬ (R ∧S) Q ∧Q e não P Q,
Q
→ é¬P →
oportunidades em Portugal
pois
e a sociedade portuguesa ∴¬P ¬ (R ∧S) como se vê nas colunas
não é injusta. →
assinaladas na tabela de
23.
verdade é ¬ P ∧Q que
A lei de De Morgan aplicada
foi a negação da disjunção. A. Contraposição. É válida. verdade opostos a
18. Não é verdade que o B. Silogismo disjuntivo. É temvalores de
livre- -arbítrio e a ¬P ¬ Q.
responsabilidade existam.
válida. C. Falácia da → 26.
afirmação da
Logo, o livre-arbítrio não consequente. É inválida. 26.1 O senhor Trump fez uma
existe ou a generalização, mas falaciosa:
D. Falácia da negação da
responsabilidade não cometeu a falácia da amostra
antecedente. É inválida.
existam. não representativa.
E. Modus ponens. É válida.
A lei de De Morgan aplicada 26.2 É inequívoco que
F. Modus ponens. É válida. infringiu a regra segundo a
foi a negação da conjunção.
24. qual a
19. ¬ P
→Q A. Falta um parêntesis: amostra deve ser
(P V Q) R ou P V (Q
Q
→
¬R → → representativa, pois os
portugueses com quem
∴¬P ¬R R).
→ B. Falta uma conetiva contactou são pessoas muito
Outra possibilidade: ∧, V, , etc.
ricas e com
¬P ¬Q entre P e Q: → rendimentosmuito
→ C. A negação devia estar superiores à média nacional.
¬Q ¬R O exemplo é omisso
→ antes de
relativamente à quantidade
∴¬P ¬R P ou de Q: ¬ P ∧Q ou P ∧¬
→ Q. 25.
de portugueses com quem
o
20. P ¬ (Q ∧R)
→
Q∧ R
∴¬P
21. ¬ P
→Q
∴¬Q
→P
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 76
senhor Trump contactou 28.2 Em princípio é uma Ronaldo é pago para fazer o
(não sabemos se a amostra previsão forte, pois trata-se de anúncio e por isso tem
era ou não reduzida), pelo um uminteresse particular, o que
que não é inequívoco que comportamento muito nos dá razões para duvidar da
tenha frequente nos mosquitos. veracidade do que diz).
infringido a regra 29. 31. O argumento é falacioso: é
segundo a qual a mostra um apelo ao povo. Mesmo
29.1 Trata-se de um argumento
deve ser que a maioria das pessoas
por analogia, mas falacioso: é
significativa. uma falácia da falsa analogia. tenha essa opinião, isso não
27. prova que seja verdadeira.
29.2 Infringe a regra segundo a
27.1 Trata-se de uma qual as semelhanças devem ser 32. Está a usar a falácia ad hominem,
generalização, masfalaciosa: é relevantes (assemelhanças pois em vez de criticar as
uma falácia da generalização ideias de que discorda,
referidas são irrelevantes
precipitada. critica aspetos pessoais do
para determinar a
27.2 Infringe a regra segundo a orador que, mesmo
qualidade
qual a mostra deve que sejam verdadeiros,
literária de umlivro). É,
sersignificativa (conhecer sete nada têm a ver com o
consequentemente, um
futebolistas assunto em causa.
argumento muito fraco.
profissionais é 33. Trata-se de uma
30. O argumento de autoridade generalização precipitada. O
manifestamente pouco para
implícito no anúncio infringe a facto de dois
justificar a
regra segundo a qual a filósofos defenderem essa
conclusão de que todos
autoridade invocada deve ser posição não significa que
gostam de lerromances).
especialista na área (Cristiano todos a defendam: a amostra
Além disso, é óbvio que
Ronaldo não é especialista em é
existem
cabelo) e a regra segundo a
contraexemplos. manifestamente
qual a autoridade invocada
28. demasiado pequena.
deve ser imparcial (Cristiano
28.1 Trata-se de uma previsão. 34. É um argumento fraco, pois
Trump não apresenta razões premissa falsa, mas que a liberdade de expressão,
justificativas do pode parecer verdadeira), etc. Se não existir
despedimento. Apenas sendo por isso uma falácia livre-arbítrio, podem ainda
refere aspetos informal. assim existir sociedades com
irrelevantes: o aspeto físico 39. Argumento circular. liberdade política. Por outro
de Rosie e o facto de o ter 40. Não, pois a conclusão está lado, se existir livre-arbítrio,
criticado (numa democracia, pressuposta nas premissas: a isso não impedirá que possa
o exercício da liberdade de conclusão não pode ser falsa haver sociedades sem
expressão é normal e não quando as premissas são liberdade política.
um motivo de verdadeiras, porque a 2. O incompatibilismo defende
despedimento). Trata-se, conclusão é uma proposição que o livre-arbítrio e o
portanto, de uma falácia ad que também faz parte das determinismo são
hominem. premissas. incompatíveis. Tanto o
35. Pode-se avaliar Uma petição de princípio é determinismo radical
intuitivamente o argumento, um argumento válido, mas como o libertismo são
tentando perceber se há ainda assim falacioso, já que teorias
circunstâncias em que as as incompatibilistas.
premissas sejam verdadeiras e a premissas não justificama O determinismo radical
conclusão falsa (se houver, é conclusão, limitando-se a alega que não há
inválido), ou formalizá-lo e testá repeti-la. livre-arbítrio, pois todas as
lo através de uma tabela de ações humanas são
validade (se houver uma ou mais determinadas por causas
linhas em que as premissas Capítulo 3 anteriores e pelas leis da
sejam verdadeiras e a natureza. O libertismo alega
Determinismo e liberdade
conclusão falsa, o argumento é que há livre-arbítrio, pois
inválido). 36. É a falácia da na ação humana nem todas as ações
afirmação da consequente. GRUPO I humanassão
37. É a falácia da negação determinadas por causas
1. A 8. A 15. D 2. D 9. C 16. C 3.
da antecedente. anteriores e pelas leis da
A 10. D 17. A 4. B 11. A 18. B 5.
38. Um falso dilema é uma natureza.
D 12. C 19. A 6. C 13. B 20. C 7.
falácia, apesar de a sua forma O compatibilismo defende
B 14. C que o livre-arbítrio e o
lógica ser um silogismo
disjuntivo, que é um argumento GRUPO II determinismo são
sempre válido. O caráter compatíveis.
1. O livre-arbítrio é a liberdade
falacioso do falso dilema não O determinismo
da vontade. A liberdade
advém da sua moderado é uma teoria
política é a possibilidade de
forma, mas sim do compatibilista e
exercer direitos como o voto,
conteúdo (tem uma alega que há livre-arbítrio,
Editável e fotocopiável © Texto | Dúvida Metódica, 10.º ano 77