Disciplina de Impactos Ambientais
Sistema de Gestão Ambiental
Direito Ambiental
DIREITO
DIREITO PRIVADO
DIREITO PÚBLICO DIREITO AMBIENTAL
DIREITO DIREITO DIREITO
PÚBLICO AMBIENTAL PRIVADO
DIREITO DIFUSO
DIREITO
DIFUSO
DIREITO PÚBLICO
Trata de interesses comuns aos cidadãos (coletividade), regulando a
relação entre a sociedade e o Estado: direito penal, leis de trânsito, dentre
outros.
DIREITO PRIVADO
Trata de interesses particulares, cujo enfoque principal é a propriedade:
direito do consumidor, direito comercial, direito de família e contratos, dentre
outros.
DIREITO DIFUSO
Os bens agredidos interessam a todos de forma generalizada e cuja
individualização do lesado passa a ser quase impossível, uma vez que
todos tem direito sobre esses bens. São interesses trans-individuais
(ultrapassam o interesse do indivíduo) e metaindividuais (ultrapassam o
interesse do Estado).
DIREITO AMBIENTAL
O objetivo é defender o direito de toda a sociedade. É considerado Direito
Difuso por pertencer a uma pluralidade de sujeitos não identificáveis, onde
os bens protegidos são de todos e são de uso comum: ar, água,
biodiversidade, etc.
Direito Ambiental
Segundo Custódio, 1996 (adaptado):
“O conjunto de princípios e regras
impostos, coercitivamente, pelo Poder
Público competente, e disciplinadores de
todas as atividades direta ou indiretamente
relacionadas com o uso racional dos
recursos naturais, bem como a promoção
dos bens culturais, tendo por objeto a defesa
e a preservação do patrimônio ambiental
(natural e ambiental) e por finalidade a
incolumidade da vida em geral, tanto a
presente como a futura”.
Direito Ambiental
Princípios Gerais do Direito
Hierarquia
Poder de Polícia
Discricionariedade
Finalidade Legalidade
HIERARQUIA:
- Respeito as normas: Federal, Estadual,
Municipal;
- Evita antagonismo entre normas;
- A legislação inferior pode ser mais
restritiva que a superior, nunca o
contrário, e a restritiva deverá ser
respeitada.
DISCRICIONARIEDADE:
- Capacidade que o Poder Público possui de limitar direitos
dos cidadãos;
- Mecanismo de fiscalização do Poder Público;
- Liberdade não integral, necessidade de agir sob pena de
omissão.
LEGALIDADE:
- Capacidade do Poder Público pautar
suas ações em um permissivo legal;
- Só a permissão de praticar ou não
um ato se este vier expressamente
autorizado por lei;
- Não superveniência do acordo de
vontades.
FINALIDADE:
- Prática de atos que permitam
atingir o objetivo da norma, o
interesse público;
- Proibição da prática de atos que
não baseados no interesse
público;
- Visa impedir a perseguição, o
favoritismo e o desvio de
finalidade com a satisfação de
interesses privados.
PODER DE POLÍCIA:
- Limita ou disciplina direito;
- Restrição ao uso da propriedade e de atividades em geral;
- Poder sancionador (não há discricionariedade).
Direito Ambiental
Princípios do Direito Ambiental
Desenvolvimento Sustentável
Poluidor-pagador Prevenção
Princípios
Participação Informação
Educação Cooperação
O que vem a ser Princípio de Direito
Ambiental ou Princípio Geral de
Direito?
Princípios são pensamentos, idéias,
posturas e filosofias que servirão
como base para o legislador dar
início a elaboração de uma lei ou
norma jurídica.
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
É o princípio que procura
conciliar a proteção do meio
ambiente com o desenvolvimento
socioeconômico para a melhoria da
qualidade de vida do homem. É a
utilização racional de recursos
naturais.
PREVENÇÃO
Abrange efetivamente o caráter preventivo, pois é muito
mais fácil, simples e econômico prevenir o dano; a
reparação é incerta e onerosa. A degradação, como regra,
é irreparável.
INFORMAÇÃO
Todas as informações acerca das
questões ambientais são de interesse
público. Qualquer cidadão pode
requerê-las do Poder Público, que
deve sempre pautar pela
transparência em suas atitudes. O
EIA/RIMA é o principal efeito de
publicidade.
COOPERAÇÃO
Os sistemas ecológicos são complexos, onde ações ou
intervenções podem resultar em efeitos deletérios, não só
para o local da interferência, mas também em locais onde
se organiza a população humana.
COOPERAÇÃO
Este princípio deve ser entendido sob dois focos: o
externo (cooperação entre países) e o interno
(cooperação do Poder Público, coletividade, ONG’s,
sociedade civil, empresas privadas, sempre
buscando soluções para os problemas ambientais.
EDUCAÇÃO
A Educação Ambiental possui como características:
EDUCAÇÃO
INTERDISCIPLINARIDADE:
É a busca pela superação das disciplinas, a
busca da unidade, ir além das dicotomias e
fragmentações, sempre respeitando as
diversidades. É a integração das diferentes
áreas do conhecimento.
EDUCAÇÃO
TRATAMENTO SISTÊMICO:
Visa o estudo do fenômeno
(conscientização ambiental) no seu
aspecto global e sistêmico. O objeto
de estudo é interdependente; é
dependente de fatos que só poderão
ser alterados a partir do
conhecimento e da educação.
EDUCAÇÃO
MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
É de vital importância, uma vez que nos referimos “a bens”,
os quais são direitos difusos e podem ser exigidos por
todos.
EDUCAÇÃO
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E QUALIDADE DE
VIDA:
A mudança do paradigma atual depende da nova
visão e do conceito de economia, desenvolvimento,
utilização de recursos e progresso, pois o bem maior
a ser tutelado pelo Poder Público e o Privado é a
qualidade de vida.
PARTICIPAÇÃO
Enfoca a ideia de que para as soluções dos
problemas do ambiente deve ser dada
atenção especial à participação de toda a
coletividade, que se dá através da
cooperação entre Estado e sociedade na
formulação e execução da política
ambiental. As audiências públicas de
EIA/RIMA’s são exemplos de aplicações
desse princípio.
POLUIDOR-PAGADOR
Aquele que polui fica obrigado a pagar pela
poluição ocasionada e reparar danos. O
princípio não objetiva tolerar a poluição
mediante um preço, tampouco se limita a
compensar os danos causados; busca
evitar o dano ao ambiente. Não confundir
com “pagador-poluidor” (pagou, pode
poluir). Esta liberalidade não existe.
Direito Ambiental
Patrimônio Ambiental
Ar - Atmosfera
Água – Rios, mares e águas subterrâneas
Solo – recurso natural (plantações) ou espaço social (edificações)
Flora - Florestas
Fauna – Espécies animais
Biodiversidade – Patrimônio genético, propriedade industrial
Ambiente Cultural – obras, formas de expressão, costumes
Ambiente Artificial – Espaços Urbanos
Direito Ambiental
Política Nacional de Meio Ambiente
A PNMA é a lei ambiental mais
importante depois de Constituição Federal.
Nela está traçada toda a sistemática
necessária para a aplicação da política
ambiental necessária, como, por exemplo:
conceitos básicos, objeto, princípios,
objetivos, diretrizes, instrumentos, etc.
Direito Ambiental
Política Nacional de Meio Ambiente
Objeto
Objeto
Definição
Definição
Objetivo Finalidade
Objetivo Finalidade
DEFINIÇÃO
A PNMA “é o conjunto de
instrumentos legais, técnicos,
científicos, políticos e econômicos
destinados a promoção do
desenvolvimento sustentado da
sociedade e economia.”
OBJETO:
Garantir a qualidade
ambiental para a atual e
futuras gerações.
OBJETIVO:
Preservar, melhorar e
recuperar a natureza e
os ecossistemas.
FINALIDADE:
Estabelecer e obedecer o equilíbrio entre
o desenvolvimento socioeconômico e a
preservação da qualidade do meio, áreas
prioritárias definidas, critérios e padrões
de qualidade ambiental, bem como uso e
manejo dos recursos ambientais.
Direito Ambiental
Instrumentos da PNMA
Padrões
Zoneamento Tombamento
AIA Licenciamento
PADRÕES:
- Existem dois tipos: o de emissão e o de qualidade do meio;
- São os valores limites de emissão para fontes novas e para fontes já
instaladas;
- Estabelece os parâmetros e a freqüência do controle de todos os tipos de
emissões;
TOMBAMENTO:
- É uma limitação administrativa aplicada devida à importância histórica,
cultural ou estética ;
- O poder Judiciário não pode anular o ato, exceto se por vícios.
LICENCIAMENTO:
- Procedimento administrativo (mecanismo para se obter a Licença);
- Estabelece condições, restrições e medidas de controle ambiental.
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL:
- “É o conjunto de estudos ambientais,
abrangendo todas as análises relacionadas à
localização, instalação, operação e ampliação de
uma atividade. Tem como objetivo analisar a
viabilidade de um projeto. Serve como subsídio
para a concessão da licença requerida ;
- Principais estudos: Estudo (Prévio) de Impactos
Ambientais - EIA e respectivo Relatório de
Impactos ao Meio Ambiente - RIMA.
ZONEAMENTO:
- É a conseqüência direta do
planejamento (urbano ou industrial);
- É a divisão do território em unidades nas
quais uma atividade é proibida ou
autorizada, de forma relativa ou absoluta;
- Deve-se prever a intermediação das
áreas, espaços verdes, áreas de lazer;
- Principal mecanismo: Lei Orgânica do
Município (Plano Diretor).
Direito Ambiental
Responsabilidade Ambiental
RESPONSABILIDADES
OBJETIVA SUBJETIVA
RESPONSABILIDADE:
Tem sua origem na palavra latina respondere,
que significa responder à alguma coisa, o ainda
“necessidade que existe de responsabilizar
alguém por seus atos danosos”, sendo também a
tradução para o ordenamento jurídico do dever
moral de, a outro, não prejudicar (Stoco, 1999).
A função da responsabilidade é obrigar aquele
que causou o dano a repará-lo.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA:
Tem como fundamento a diferenciação da capacidade econômica e
organizacional de uma empresa frente a um cidadão comum, situação na qual o
causador do dano é o único capaz de provar e demonstrar que não agiu com
nenhuma das modalidades de culpa. A noção de culpa do agente não é
pressuposto fundamental.
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL:
A responsabilidade ambiental é objetiva, pois causado o dano ambiental é
obrigatório indenizar/reparar.
RESPONSABILIDADE SUBJETIVA:
Baseada na culpa, quando esta deverá ser provada para que exista a obrigação
de indenizar (ato de responsabilizar-se).
São as modalidades de culpa: imprudência, negligência e imperícia.
Introdução ao SGA
Normas Ambientais Internacionais
Sistemas de Gestão
ISO
Série ISO 14000
É uma federação mundial, (International
Standardization Organization), de entidades nacionais
de normalização não-governamental que congrega mais
de 100 países.
Objetivo principal: criar normas internacionais que
representem e traduzam o consenso dos diferentes
países do mundo para a homogeneização de
procedimentos, medidas, materiais etc.
A norma ISO 14001 define como: “Parte do Sistema de
Gestão Global que inclui a estrutura organizacional,
planejamento de atividades, responsabilidades, práticas,
procedimentos, processos e recursos para o
desenvolvimento, implantação, alcance, revisão e
manutenção da política ambiental”
Dalia Maimon define SGA como: “Um conjunto de
procedimentos para gerir ou administrar uma
organização na sua interface com o meio ambiente.”
É a forma pela qual a empresa se mobiliza, interna e
externamente, através de procedimentos, planejamento
e implantação de atividades, para a conquista da
qualidade ambiental desejada.
A ISO 14001 é a norma da organização não -
governamental ISO que contém requisitos para a
implantação do Sistema de Gestão Ambiental.
As normas para modelos de demonstração de Sistemas
de Gestão servem para facilitar as organizações na
estruturação do sistema, determinando os elementos que
os compõem.
Introdução ao SGA
Preparando o Ambiente na Empresa
• As organizações de todos os tipos estão cada
vez mais preocupadas em atingir e
demonstrar um comprometimento ambiental
sólido, através do controle de impactos
ambientais das suas atividades, produtos ou
serviços, tendo em consideração a sua política
e objetivo ambientais.
• Participação da Alta Administração.
• Escolha de um responsável ou uma equipe.
• Sensibilização.
• Treinamento.
Introdução ao SGA
Benefícios
O SGA promove ordem e consciência:
Através da alocação de recursos;
Designação de responsabilidades; e
Com uma avaliação continuada de práticas,
procedimentos e processos.
Introdução ao SGA
Benefícios
Dificuldades:
1. Problemas culturais;
2. Legislação ambiental genérica;
3. Parques industriais antigos;
4. Falta de incentivos;
5. Difícil acesso a tecnologias ambientais
Benefícios:
1. Cumprimento da legislação;
2. Marketing Ambiental;
3. Vantagem competitiva;
4. Atendimento aos clientes;
5. Desenvolvimento Sustentável.
Introdução ao SGA
Elementos
Melhoria Contínua Política Ambiental
Análise Planejamento
PDCA
Crítica
Monitoramento e ação corretiva Implementação e Operação
O SGA representa um ciclo contínuo
de planejamento, implementação,
revisão melhoria e melhoria das
ações da organização para que
possam ser cumpridas as obrigações
ambientais. A maioria dos modelos de
gerenciamento baseiam-se no
princípio de melhoria contínua no
conhecido ciclo da qualidade ou
PDCA:
P
Plan - Planejar
D
Do - Fazer
C
Check - Controlar
A
Act - Atuar
POLÍTICA AMBIENTAL:
Declaração da organização, expondo suas
intenções e princípios, em relação ao seu
desempenho ambiental global, que prevê uma
estrutura para ação e definição de seus
objetivos e metas ambientais.
Introdução ao SGA
Política Ambiental
Este é o primeiro elemento do contexto
da NBR ISO 14001. Representa o
compromisso da alta administração e da
empresa com o meio ambiente.
Introdução ao SGA
Política Ambiental
Este é o primeiro elemento do
contexto da NBR ISO 14001.
Representa o compromisso da alta
administração e da empresa com
o meio ambiente.
A política fundamenta o SGA,
promovendo uma visão unificada
dos princípios empregados e deve
servir de base para o cumprimento
dos objetivos e metas. Todos na
empresa devem entendê-la.
Introdução ao SGA
Política Ambiental
Valores: Cultura da empresa
Política Ambiental Visão: Ideal a ser buscado
Missão: Por que a empresa existe
Estudo de Caso
Política Ambiental
A Política Ambiental é a declaração da
organização, expondo suas intenções e
princípios em relação ao seu desempenho
ambiental global, que prevê uma estrutura
para ações e definição de seus objetivos e
metas.
Estudo de Caso
Método - Política Ambiental
▪ Para a efetiva implantação do SGA, após a sensibilização da alta gerência sobre
a necessidade de investimentos no gerenciamento ambiental, a direção do hotel
viu-se imbuída em estabelecer uma política voltada a posicionar a empresa na
busca da excelência na qualidade ambiental. A metodologia adotada para a
elaboração desta política ambiental foi a abordagem dos requisitos ambientais
estabelecidos pela embratur para hotéis cinco estrelas, embora o referido hotel
em que o estudo foi desenvolvido seja três estrelas. Baseado nestes requisitos
foram estabelecidos, em reunião entre o gerente e o dono do hotel juntamente
com o eco-time, os quesitos da política ambiental.
Estudo de Caso
Resultados - Política Ambiental
▪ Implementação e manutenção de
um Sistema de Gestão Ambiental;
▪ Aplicar práticas e tecnologias, que
minimizem o impacto ambiental e
poluição gerada pelas atividades
na prestação de serviços
hoteleiros;
Manter-se em conformidade com a legislação ambiental referente à atividade da
empresa, assim como outras exigências relevantes as quais a empresa
possa estar submetida;
Implementar procedimentos que busquem a melhoria contínua de seu SGA;
Capacitar o pessoal operacional do hotel em todas as atividades relacionadas
aos aspectos ambientais levantados;
Revisar os objetivos e metas através de auditorias internas anuais;
Estudo de Caso
Resultados - Política Ambiental
▪ Aperfeiçoar o processo de comunicação interna e
externa visando a conscientização dos
colaboradores e de práticas de boa vizinhança.
▪ Manter um programa interno de treinamento de
colaboradores para redução do desperdício de
energia elétrica e do desperdício de água;
▪ Manter um programa interno de separação de
resíduos sólidos, em recipientes nas cores
internacionalmente indicadas para coleta seletiva;
▪ Manter um local adequado para armazenamento de
resíduos sólidos até que sejam devidamente
recolhidos;
▪ Dispor de critérios específicos para destinação
adequada dos resíduos sólidos;
▪ Manter monitoramento específico sobre consumo
de energia elétrica;
Estudo de Caso
Resultados - Política Ambiental
▪ Manter critérios especiais e privilegiados para aquisição de produtos e
equipamentos que se apresentem com melhor eficiência energética;
▪ Manter monitoramento específico sobre o consumo de água;
▪ Manter critérios especiais e privilegiados para aquisição e uso de
equipamentos e complementos que promovam a redução do consumo de
água;
▪ Manter registro específico e local adequado para armazenamento de
produtos nocivos e poluentes;
▪ Manter critérios especiais e privilegiados para aquisição e uso de produtos
biodegradáveis;
▪ Manter critérios de qualificação de fornecedores levando em consideração
as “ações ambientais” por eles realizadas.