0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações7 páginas

Fichamento - Dir. Ambiental

O documento aborda o Direito Ambiental no Brasil, destacando a responsabilidade do poluidor, a proteção constitucional do meio ambiente e a importância do desenvolvimento sustentável. A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) estabelece princípios como prevenção, precaução e poluidor-pagador, enquanto a legislação define competências entre União, Estados e Municípios. Além disso, enfatiza a necessidade de participação popular na gestão ambiental e a responsabilidade civil por danos ambientais.

Enviado por

Jamylle Vitória
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações7 páginas

Fichamento - Dir. Ambiental

O documento aborda o Direito Ambiental no Brasil, destacando a responsabilidade do poluidor, a proteção constitucional do meio ambiente e a importância do desenvolvimento sustentável. A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) estabelece princípios como prevenção, precaução e poluidor-pagador, enquanto a legislação define competências entre União, Estados e Municípios. Além disso, enfatiza a necessidade de participação popular na gestão ambiental e a responsabilidade civil por danos ambientais.

Enviado por

Jamylle Vitória
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

FICHAMENTO DE ESTUDO – • Poluidor-pagador:

DIREITO AMBIENTAL Responsabilização de quem degrada


o meio ambiente.
1. Meio Ambiente como Direito
Fundamental • Desenvolvimento Sustentável:
Equilíbrio entre crescimento
A Constituição Federal de 1988 concedeu
econômico e preservação ambiental.
status constitucional à proteção ambiental.
O Brasil, seguindo uma tendência global, Os principais objetivos são:
incorporou valores ambientais à sua
• Preservação e recuperação da
legislação fundamental, refletindo a
qualidade ambiental.
importância da sustentabilidade e da
proteção da biodiversidade. • Definição de áreas de proteção
especial.
2. Competência Constitucional em
Matéria Ambiental • Desenvolvimento de tecnologias
sustentáveis.
A competência para legislar sobre meio
ambiente no Brasil é concorrente (art. 24, 4. Fontes Materiais do Direito
CF/88). Isso significa que a União Ambiental
estabelece normas gerais, enquanto
As fontes materiais são aquelas que
estados e municípios podem
influenciam a criação das normas jurídicas.
complementar com legislações mais
No direito ambiental, incluem:
restritivas, desde que respeitem o mínimo
nacional. • Constituição Federal (art. 225)
• União: Normas gerais de proteção • Legislação infraconstitucional
ambiental. (Lei 6.938/81, Código
Florestal, etc.)
• Estados: Normas suplementares e
específicas, podendo estabelecer • Tratados e convenções
padrões mais rígidos. internacionais (ex: Acordo de
Paris)
• Municípios: Normas locais,
especialmente sobre ordenamento • Decisões judiciais e doutrina
territorial e impactos ambientais ambiental
regionais.
• Normas administrativas e
3. Princípios e Objetivos da Política regulamentos ambientais
Nacional do Meio Ambiente (PNMA)
5. Estudo Prévio de Impacto
A PNMA (Lei 6.938/1981) estabelece Ambiental (EIA/RIMA)
diretrizes para a preservação ambiental.
O EIA é um instrumento da PNMA, exigido
Seus princípios incluem:
para atividades potencialmente
• Prevenção e Precaução: Atuar poluidoras. Ele avalia os impactos antes da
para evitar danos ambientais antes implantação do projeto, garantindo
que ocorram. medidas mitigadoras. O RIMA (Relatório
de Impacto Ambiental) apresenta os o Preservação ambiental,
resultados do EIA para a sociedade. desenvolvimento
sustentável, participação
6. Conservação da Diversidade
popular na política
Biológica
ambiental.
A proteção da biodiversidade envolve
4. Fontes materiais do direito
criação de áreas de conservação, controle
ambiental:
de espécies invasoras e regulamentação do
acesso ao patrimônio genético. No Brasil, o Constituição, leis
há unidades de conservação divididas em: ambientais, tratados
internacionais,
• Proteção integral: Parques,
jurisprudência,
reservas biológicas, estações
regulamentos
ecológicas.
administrativos.
• Uso sustentável: Florestas
5. EIA/RIMA:
nacionais, reservas de
desenvolvimento sustentável. o Estudo prévio para avaliar
impactos ambientais antes
7. Educação Ambiental
da execução de projetos
Prevista na Constituição e regulamentada poluidores.
pela Lei 9.795/1999, visa sensibilizar a
6. Conservação da diversidade
população sobre a importância da
biológica:
sustentabilidade. Deve estar presente em
todos os níveis de ensino e nas políticas o Criar e manter unidades de
públicas. conservação, proteger
ecossistemas e regulamentar
uso sustentável.
Respostas aos Tópicos do Quadro de
7. Educação ambiental:
Revisão
o Instrumento essencial para
(Análise baseada no material enviado)
conscientização e promoção
1. Competência constitucional da sustentabilidade.
em matéria ambiental:
o Competência concorrente
entre União, estados e
municípios (art. 24, CF/88).
2. Princípios da PNMA:
o Prevenção, Precaução,
Poluidor-pagador,
Desenvolvimento
Sustentável.
3. Objetivos da PNMA:
1. Conceito Doutrinário de Direito Ambiental
O Direito Ambiental é o ramo do direito que regula as relações entre o homem e o meio
ambiente, visando à sua proteção e uso sustentável. Ele se baseia em princípios ecológicos,
normas jurídicas e políticas públicas para garantir o equilíbrio ambiental e a qualidade de
vida para as presentes e futuras gerações.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, assegura que "todos têm direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado", cabendo ao Poder Público e à coletividade o
dever de protegê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Além disso, a Lei
6.938/81, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), estabelece os
princípios e instrumentos necessários para a efetivação da proteção ambiental no Brasil.

2. Autonomia do Direito Ambiental

O Direito Ambiental possui autonomia em quatro aspectos:

• Jurisdicional: Aplicação de normas ambientais pelos tribunais e órgãos


administrativos, garantindo a proteção jurídica ao meio ambiente com base no artigo
225 da Constituição Federal de 1988, que impõe ao Poder Público o dever de
fiscalização e aplicação da legislação ambiental.

• Legislativa: Regulamentação por meio de leis próprias, sendo a Lei 6.938/81


(Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA) a principal norma. Além disso, a
competência legislativa em matéria ambiental é concorrente entre União, Estados e
Municípios, conforme disposto no artigo 24, VI e VIII, da Constituição Federal.

• Doutrinária: Desenvolvimento de princípios e teorias próprios pelos estudiosos da


área, fundamentados em normas como a Declaração do Rio sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento (1992) e os princípios ambientais reconhecidos
internacionalmente, como o Princípio da Precaução e o Princípio do Poluidor-
Pagador.

• Científica: Baseia-se em conhecimentos técnicos e científicos para embasar normas


e decisões, conforme previsto no artigo 9º, inciso V, da Lei 6.938/81, que
estabelece o zoneamento ambiental e os estudos de impacto ambiental como
instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente.
3. Princípios da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) – Lei 6.938/81

A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) estabelece diretrizes para a proteção


ambiental no Brasil e se baseia em princípios fundamentais, previstos na Lei 6.938/81, que
tem como objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental.

• Princípio da Prevenção e Precaução

Este princípio determina que a atuação preventiva deve ser priorizada na tutela
ambiental, evitando a ocorrência de danos antes que eles aconteçam. A precaução se
aplica nos casos em que há incerteza científica sobre os impactos ambientais de
determinada atividade.

Fundamentação Jurídica:

• Art. 9º, inciso III, da Lei 6.938/81:


“A avaliação de impactos ambientais como um dos instrumentos da Política Nacional do
Meio Ambiente.”
• Art. 225, §1º, IV, da Constituição Federal de 1988:
“Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora
de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a
que se dará publicidade.”

• Princípio do Poluidor-Pagador

Estabelece que aquele que causa danos ao meio ambiente deve arcar com os custos da
reparação e compensação. Seu objetivo é desestimular práticas degradadoras e
internalizar os custos ambientais nas atividades econômicas.

Fundamentação Jurídica:

• Art. 14, §1º, da Lei 6.938/81:


“Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado,
independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao
meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade.”
• Art. 225, §3º, da Constituição Federal de 1988:
“As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados.”

• Princípio do Desenvolvimento Sustentável

Garante a compatibilização do crescimento econômico com a preservação ambiental,


buscando atender às necessidades da geração presente sem comprometer os recursos das
gerações futuras.
Fundamentação Jurídica:

• Art. 4º, inciso I, da Lei 6.938/81:


“A compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da
qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.”
• Art. 225, caput, da Constituição Federal de 1988:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade
o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

• Princípio da Função Socioambiental da Propriedade

Estabelece que a propriedade privada deve cumprir sua função social, respeitando as
normas ambientais e promovendo o uso sustentável dos recursos naturais.

Fundamentação Jurídica:

• Art. 2º, inciso I, da Lei 6.938/81:


“Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio
ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido,
tendo em vista o uso coletivo.”
• Art. 186, II, da Constituição Federal de 1988:
“A função social é cumprida quando a propriedade atende [...] a utilização adequada dos
recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente.”

4. Proteção Constitucional do Meio Ambiente – Art. 225 da CF/88


O artigo 225 da Constituição Federal estabelece que todos têm o direito a um meio
ambiente ecologicamente equilibrado, essencial para a sadia qualidade de vida, e impõe ao
Poder Público e à coletividade a responsabilidade pela sua defesa e preservação para as
presentes e futuras gerações. Esse artigo, portanto, é um pilar fundamental da legislação
ambiental brasileira.
Também estabelece a divisão das competências entre os entes federativos, conforme a
necessidade de uma gestão ambiental mais eficaz e adaptada às realidades locais:
• União: Tem a competência para legislar sobre normas gerais de proteção
ambiental, sendo responsável por estabelecer diretrizes nacionais para a
conservação do meio ambiente e o controle de impactos em nível global e
intermunicipal.
• Estados: Podem criar normas complementares e mais restritivas que atendam a
necessidades ambientais específicas de sua região. A competência dos Estados visa a
adequação das normas gerais federais à realidade estadual, proporcionando
um controle ambiental mais eficaz conforme as particularidades de cada local.
• Municípios: Os municípios são responsáveis pelo ordenamento do território e pelo
controle de impactos ambientais locais. Isso significa que a gestão do meio
ambiente nas cidades deve considerar a proteção do meio ambiente urbano, controle
do uso do solo, e a fiscalização de atividades que possam causar degradação local,
como o manejo de resíduos e o controle de poluição.

• Exemplo de aplicação:

Em uma cidade, a União pode estabelecer normas gerais sobre a qualidade do ar e a


preservação de ecossistemas, como a obrigatoriedade de tratar efluentes industriais. No
entanto, o Estado, ao perceber a crescente degradação de um rio que corta vários municípios,
pode adotar medidas mais rigorosas, como a implementação de um sistema de monitoramento
de emissões para indústrias específicas, com penalidades mais severas para infrações. O
município, por sua vez, ao perceber um aumento na poluição do ar devido ao tráfego excessivo
de veículos em áreas centrais, pode criar um zoneamento que restrinja a circulação de veículos
mais poluentes em determinadas áreas, e ainda implementar medidas como a arborização
urbana para melhorar a qualidade do ar.

5. Responsabilidade Civil Ambiental – Status Quo


A responsabilidade civil ambiental visa à reparação dos danos ambientais causados por
particulares ou pelo Estado.
Neste âmbito, deve-se ressaltar que o objetivo da reparação ambiental é restaurar a área
degradada de forma a se restabelecer equilíbrio, tendo em vista que a reparação do status
quo ante é praticamente inalcançável.

[Link]
dano-ambiental/1559300960

“Por sua vez, a responsabilidade civil objetiva pelo dano ambiental propõe-se a reparação"
integral "do dano, o que implica a imposição ao poluidor de obrigações voltadas a
prevenção de novos danos, a restauração dos aspectos reversíveis, com vistas ao retorno
ao status quo ante, e a indenização de danos extrapatrimoniais e de danos materiais
irreversíveis.
Saliente-se que a reparação integral é um ideal jurídico, não necessariamente atingível
na realidade fática. Sob o ponto de vista da Ecologia, todos os danos ambientais são
irreversíveis, já que a matéria e a energia perdidas, após a degradação de uma área, são
irrecuperáveis. (BERTAO, 2007, p. 389).
No entanto, haverá a reparação Jurídica integral, mesmo quando a restauração natural
for impossível, quando do pagamento de uma indenização que encerre a maior parte dos
valores associados ao dano.”
“O que deve ser entendido como reparação ao dano ambiental, portanto, é, em um
primeiro plano, a reparação com objetivo de se restabelecer o equilíbrio ecológico, por
meio de ações que visem ao retorno da situação anterior de forma mais próxima possível.
E, na hipótese de não ser viável a restauração natural do equilíbrio, é que, num segundo
plano, se poderia impor a compensação econômica (indenização).
Destarte, somente é cabível a indenização nas hipóteses em que a recuperação in
situ ou ex situ não for possível, o que só pode ser avaliado através de análise dos casos
concretos.”

*Hipótese da cumulação de reparação e indenização ao dano ambiental.

5.1 O que é o Dano Ambiental – In re ipsa


O dano ambiental é caracterizado por sua existência presumida (in re ipsa), ou seja, basta a
comprovação da degradação ao meio ambiente, sem necessidade de demonstrar culpa.
Responsabilidade Objetiva – Art. 14, §1º da Lei 6.938/81
A responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva, ou seja, independe da existência de
culpa, bastando a comprovação do nexo causal entre a atividade poluidora e o dano
ambiental.
Direitos Coletivos vs. Direitos Difusos
• Direitos Coletivos: Protegem grupos determinados de pessoas, com interesses
comuns.
• Direitos Difusos: São indivisíveis e pertencem a toda coletividade, como a proteção
ambiental.
[Link]
responsabilidade-civil-ambiental/

6. Princípio da Participação Popular


A participação popular é essencial na gestão ambiental, garantindo o envolvimento da
sociedade na tomada de decisões e na fiscalização de políticas públicas. Esse princípio se
concretiza por meio de:
• Audiências públicas para grandes projetos ambientais.
• Ação civil pública e instrumentos processuais coletivos.
• Conselhos e órgãos de controle ambiental com participação social.

Você também pode gostar