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Princípios e Competências do Direito Ambiental

DIREITO AMBIENTAL - DAMÁSIO

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Leo Vieira
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Direito Ambiental

Luiz Antônio de Souza

1) INTRODUÇÃO: O meio ambiente é algo externo ao ser humano e ligado a vida


nas suas condições, leis, influências e interações de ordem física, química e
biológica.

a. CF/88:
i. Está positivado no capítulo “DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA”,
mais especificamente no art. 225 da Constituição Federal de
1988: “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações”.
1. Natureza Jurídica:
a. Coletividade = difuso (indivisível); Igualitário; Bem
de fruição coletiva (não apropriável); Essencial à
sadia qualidade de vida.

 Quem são todos?


o São todos que se encontram no Brasil (inclusive estrangeiros) e somente
seres humanos.
o EC 45/2004 (tratados internacionais).
 Equilíbrio ecológico:
o [...] vai além das acepções limitadas à paisagem, à ordenação do
território e à salubridade do ambiente, mais a utilização do pronome
indefinido ‘todos’ − ou outro termo que se refira à pessoa humana, [...]
e que tenha a mesma significação em uma interpretação constitucional,
que denote o princípio da unidade e também da harmonização.
 Uso comum do povo?
o Se o uso deste bem está disponível e assegurado para todos,
certamente estamos diante de um bem vinculado a interesses
transindividuais, mais do que individuais. Podemos dizer que o
legislador determinou a indeterminação das pessoas titulares do uso do
bem ambiental. Mais ainda, ao determinar este uso comum, o legislador
estabeleceu a natureza indivisível deste direito ao meio ambiente
equilibrado.
o Ao proclamar o meio ambiente como “bem de uso comum do povo”, foi
reconhecida a sua natureza de “direito público subjetivo”, vale dizer,
exigível e exercitável em face do próprio Estado, que tem também a
missão de o proteger.

 Essencial:
o Um dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil é o
da dignidade da pessoa humana, e, para que uma pessoa tenha a tutela
mínima de direitos constitucionais adaptada ao direito ambiental, deve
possuir uma vida não só sob o ponto de vista fisiológico, mas sobretudo
concebida por valores outros, como os culturais, que são fundamentais
para que ela possa sobreviver, em conformidade com a nossa estrutura
constitucional.

 Pode Público:
o Todos os entes federativos.
o O Poder Público bem como à coletividade tem o dever de defender o
bem ambiental, assim como o dever de preservá-lo;

 Geração Futura:
o O direito ambiental protege as futuras gerações (linha genealógica),
sendo que mesmo que a pessoa não exista já é titular de um direito.
Direito intergeracional.
b. Art. 3, I da Lei 6.938/81:
i. Meio-ambiente natural: É um conjunto de recursos naturais
concretos ou imateriais (criação que existe naturalmente).
ii. Meio-ambiente artificial: Tudo o que não é natural, ou seja, é
criado pelo ser humano.
iii. Meio-ambiente cultural: São bens imateriais ou materiais.
Elemento de expressão de cultura de um povo.
iv. Meio-ambiente de trabalho: Visa a proteção da saúde do
trabalhador.

PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL:


Compõe o direito ambiental e, independentemente da escola de pensamento a
que se filia o intérprete e aplicação do positivismo ou pós-positivista, culturalismo
jurídico etc.), os princípios são os fundamentos que dão legitimidade as regras.

Princípio da prevenção:
Dano futuro e certo. A partir da certeza científica sobre a ocorrência de um
dano decorrente de determinada atividade, cabe ao poder público e degradador evitar
a ocorrência do dano. Alternativamente, caberá, com a realização da obra ou da
atividade causadora de danos, adoção de mediadas de evitação/minimização do dano.
Cabe a todos evitar e reduzir os danos e os impactos. Se não for possível deverá
reparar os danos.

Princípio da precaução:
Dano futuro e incerto. Um estado de incerteza científica sobre um dano
ambiental deverá impedir a realização de obras ou atividades supostamente
causadoras de dano ambiental. Evitar o dano e se não evitar, deve reparar.
A criação da lei de Biossegurança teve, entre outros princípios, o da precaução
e da prevenção. O princípio da precaução, no caso dos transgênicos, é o mais notório
devido à falta de certeza quanto aos riscos à saúde humana e ambiental.
O princípio da precaução surge como um mecanismo de proteção a ser
aplicado toda vez que uma avaliação científica objetiva apontar motivos razoáveis e
indicativos de que, dessa inovação, possam decorrer efeitos potencialmente perigosos
– para o ambiente, para saúde das pessoas e dos animais - incompatíveis como os
padrões de proteção que se buscam garantir.
É visível na implementação desse princípio que, não é preciso o dano acontecer
para as providências serem previamente tomadas. Pois, a discordância científica, ou
seja, o fato de os próprios profissionais da área divergir entre si demonstra a
insegurança do uso dessas técnicas.

Princípio do Poluidor-Pagador: art. 225, §3


A exploração dos recursos ambientais gera externalidades e bônus. As
externalidades, negativas ou positivas, são suportadas pela comunidade impactada
com a degradação. O bônus é o resultado financeiro esperado pelo empreendedor.
Disso a necessidade da oneração do empreendedor pelos danos que provocar
ao ambiente. Nisso reside a legitimidade da responsabilidade do poluidor (civil,
administrativa e criminal). A atividade industrial é inevitável para a vivência humana,
mas deve ser pagar por aquele que tiver lucro com a poluição.
OU o Poluidor deverá restaurar a área OU indenizar em dinheiro para um fundo
ambiental.

Princípio do Usuário-Pagador:
Para tal princípio, compreende-se que todo aquele que usa recursos naturais
deverá pagar por eles. Usa o recurso ambiental de maneiras diversas.
Ex.: o reconhecimento da água como bem-dotado de valor econômico.

Art. 170, caput e III e VI da CF diz que a Ordem econômica fundada na valorização no
trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim levar dignidade a todos com base na
justiça social: III - função social da propriedade (social, econômica e ambiental - art.
1228, §1 do CC) + VI - respeito ao meio ambiente.
COMPETÊNCIA:
1. LEGISLATIVA: editar leis em sentido amplo. Art. 24 da CF prevê que compete a
a. União, aos Estados e ao Distrito Federal de forma concorrente, legislar
sobre meio ambiente. Incisos I, VI, VII e VIII.
i. § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais
não exclui a competência suplementar dos Estados.
ii. § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados
exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas
peculiaridades.
iii. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais
suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.

b. Municípios: art. 30, I e II da CF


i. Interesse local
ii. Suplementar legislação federal e estadual se couber.

2. ADMINISTRATIVA/EXECUTIVA/MATERIAL: Exercício do poder de


polícia/fiscalizatório -> Art. 23 da CF: é competência comum da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: III, IV, VI e VII.
a. Fiscalização múltipla: pode! Autuação múltipla: pode! Punição: não
pode!
i. Punição: se as infrações forem diferentes, neste caso todos os
entes poderão aplicar sanções.
ii. Art. 17, §3 da LC 140/11 = prevalecerá o AUTO DE INFRAÇÃO
AMBIENTAL lavrado pelo órgão que detém de atribuição de dar
a licença ou a autorização ambiental do empreendimento.

TUTELA ADMINISTRATIVA DO MEIO AMBIENTE:


1. Lei n.º 6.938/81: é uma lei estruturante, principiológica e trouxe
descentralização (competência para os Estados e Municípios).
a. Art. 3, 4, 6 (SISNAMA - Sistema nacional do meio ambiente), 8
(CONAMA), 10 e 14.

b. Instrumentos da política nacional do meio ambiente: art. 9

i. Meios do poder público para fazer esse controle.

c. Licenciamento Ambiental: art. 8 ou 9, inciso IV. É um procedimento


administrativo = feito em um órgão ambiental por um ente federativo
(art. 13, caput da LC 140/11) – os demais poderão participar de maneira
não vinculante. Exercício do poder de fiscalização prévia para fornecer
a licença.
i. A finalidade do empreendedor é receber a licença ambiental =
caso não receba -> responde por crime (Art. 60 da lei 9605/98) e
infração administrativa (art. 66 do Decreto 6514/08).

d. Para fazer o licenciamento: art. 10 da Lei 6938/81


i. Toda obra, atividade ou empreendimento quando utilizam
recursos ambientais -> se forem efetivas ou potencialmente
poluidores ou capazes de causar degradação ambiental, devem
fazer licenciamento ambiental prévio.
ii. RESOLUÇÃO CONAMA 237/97 sobre licenciamento: todos do
ANEXO 1 tem que fazer licenciamento.

e. Onde fazer o licenciamento: Art. 13, caput da LC 140/11


i. Até 12/2011 está atribuição estava definido no art. 4 ao 7 da
Resolução Conama 237/97 -> NÃO ESTÁ EM VIGOR.
ii. A LC 140/11 define a atribuição:
1. Licenciamento Federal: IBAMA (art. 7, XIV)
2. Licenciamento Municipal: art. 9, XIV + art. 15 da LC
140/11 – requisitos cumulativos:
a. Impacto Local
b. Órgão Municipal Capacidade
c. Conselho Municipal de Meio Ambiente
3. Licenciamento Estadual: É residual – art. 8 XIV
a. Tem atribuição supletiva – No lugar do município
quando não puder fazer.

f. Espécies:
i. Licenciamento Simplificado: art. 12, §1 da RC 237/97
1. É possível esse licenciamento quando o empreendimento
tiver pequeno impacto e autorização do conselho do
meio ambiente.
ii. Licenciamento Trifásico: para situações de médio e alto impacto.
3 fases: RC 237/97
1. 1ª fase: 8 etapas – Licenciamento prévio – art. 8, I e 18, I
– O prazo não pode passar de 5 anos.
2. 2ª fase: licença de instalação – art. 8, II e 18, II - O prazo
não pode passar de 6 anos.
3. 3ª fase: licença de operação – art. 8, III e 18, III –
autorização o funcionamento da empresa e o prazo não
pode passar de 4 a 10 anos.

Obs.: Licenciamento Trifásico


 Licenciamento prévio – 8 etapas: art. 10, I ao VIII da RC 237/97
o Projeto + Documentos + Estudo Ambiental: art. 10, I
o Apresenta a documentação para o órgão: art. 10, II
o Análise inicial: art.10, III
o Se faltar algo pede complementações e explicações: art. 10, IV
o Audiência Pública: não é obrigatória, somente quando a lei existe: art.
10, V e VI + RC 009/87, art. 2º.
o Encaminha ao corpo técnico do órgão para o parecer técnico conclusivo
e EVENTUAL parecer jurídico: art. 10, VII
o Autoridade administrativa ambiental para conceder ou negar a licença
prévia: art. 10, VIII
 Licenciamento de operação: de 4 a 10 anos
o O pedido de renovação tem que ser feito com pelo menos 120 dias
antes do vencimento (art. 14, §4 da LC 140/11)
 Licença de operação em vigor: art. 19, da RC 237/97
o O Poder Público mediante decisão motivada, pode modificar suspender
ou cancelar a licença ambiental em vigor.
o Quando o empreendedor descumpre a lei ou a licença ambiental
o Quando o órgão vê que houve falsidade dos documentos
o Superveniente de graves riscos ambientais à saúde.

g. Avaliação de Impactos Ambientas (AIA)


i. AIA – art. 9, III
ii. Todo licenciamento ambiental (art. 9, IV) tem que realizar a AIA
(art. 9, III).
iii. Quando? Durante a primeira fase do sistema trifásico.
iv. De todos, o mais importante (mas não vinculante) é o ESTUDO
TÉCNICO.
v. Quais os estudos técnicos exigidos? Em todas as hipóteses do
art. 2 da RCOI/86 + art. 225, §IV (outros casos que haja
significativa degradação ambiental.
1. EIA = Estudo prévio de impacto ambiental (art. 6,
RCOI/86)
2. RIMA = e relatório de impacto ambiental (art. 9, RCOI/86)
3. Caso não seja caso de EIA/RIMA: cada órgão vai exigir os
estudos que entender pertinentes (menos o EIA/RIMA).

h. ETEP – Espaços Territorialmente Especialmente Protegidos:


i. Legislação:
1. Art. 225, §1, II da CF – Cabe ao Poder Público instituir
ETEP em todas as unidades da federação.
2. Art. 9, VI da LPNMA – São instrumentos da política
nacional do MA as ETEP’s
3. LSNUC – Lei 9985/00 – Unidade de Conservação
ii. Conceitos: art. 2, I a XIX:
1. Unidade de Conservação: uma área delimitada que tem
uma importância ambiental qualificada pelo qual o poder
publico institui uma unidade de conservação, instalando
um regime especial de proteção e administração.
2. SNUC: Sistema Nacional de Unidades de Conservação
a. art. 3 da LSNUC 9985/00 -
b. Art. 6 da LSNUC 9985/00 – Órgão de gestão.

CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: Art. 2, 7 ao 21 e 22 ao 28


 A Lei n. 9.985/98 criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da
Natureza – SNUC e estabeleceu critérios e normas para a criação, implantação
e gestão das Unidades de Conservação, regulamentando parcialmente os
incisos I, II, III e IV do § 1º do art. 225 da Constituição Federal.
 Toda unidade de conservação exige estudos técnicos.
 Efetuar Consulta Pública
o Menos a estação ecológica e reserva biológica.
 Criar a unidade de conservação por ato do poder público (art. 22, caput):
o Mediante lei, decreto ou resolução.
o Grupo e categorias:
 UPI = Unidades de Proteção Integral (art. 7, I §1)
 Uso indireto de recursos naturais: não pode consumir,
coletar, destruir ou danificar.
 Art. 8 = estação ecológica, reserva ecológica, parque
nacional, monumento natural, refúgio de vida silvestre.
 UUS = Unidades de Uso sustentável (art. 7, II. §2)
 Admitem exploração sustentável de parcela dos recursos
naturais.
 Art. 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21.
o Plano de Manejo: art. 2, XVII, 27 e 28
 Todas têm que fazer em 5 anos.
 São normas e regras de controle, administração, utilização.
o Zona de Amortecimento: art. 2, XVIII + 25
 Todas têm que ter, com exceção APA e RPPN dispensam.
o Corredores Ecológicos: art. 2, XIX + 25
 Não são obrigados a exigir, o poder público que define

 Modificar / Extinção da Unidade de Conservação: art. 22, §5, 6 e 7


o Modificação para aumentar a proteção ambiental: consulta pública e
utilizar o mesmo ou maior hierarquia. Se for decreto = decreto ou lei. Se
for resolução = por resolução ou decreto. Se for lei = só lei.
o Se for diminuir a proteção ambiental: Art. 22, §7 da CF e Lei Específica.

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL:
1. Art. 225, §3 da CF: prevê condutas e atividades lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores as PJ’s e PF’s a uma tripla responsabilização (podem e
nem sempre): não há bis in idem:
a. Administrativa: subjetiva = análise dolo e culpa.
b. Penal: subjetiva = análise dolo e culpa.
c. Civil: Objetiva = análise de culpa

2. Responsabilidade civil:
a. art. 225, §3
b. art. 3, IV da Lei 6938/81
i. Poluidor pagador
c. art. 14, §1 da Lei 6938/81
i. Responsabilidade civil ambiental objetiva
d. Art. 927, § único do CC

3. Natureza Jurídica:
a. Sempre será OBJETIVA e SOLIDÁRIA.
b. Não precisa analisar dolo e culpa, mas precisa do NEXO CAUSAL.

4. Solidariedade: art. 275 do CC


a. O litisconsórcio passivo é FACULTATIVO, não precisa estar todos na
Ação.
b. Não tem denunciação da lide ou chamamento. Pode chamar a
seguradora somente.
i. Pode entrar com ação de regresso.

5. Elementos:
a. Conduta lesiva ao meio ambiente:
i. Poluidor/Infrator: art. 3, IV da Lei 6.938/81
ii. Poluidor é toda PF ou PJ de direito público ou privado,
responsável por causar conduta lesiva de modo direito ou
indireto.
b. Danos ambientais e pessoais -> Não prescreve
c. Nexo causal

6. Prescrição de Danos Ambientais:


a. Danos Ambientais: Não prescrevem – Tema 999/STF repercussão geral.
b. Danos Individuais: Prescrevem (CC)

7. Nexo causal:
a. Direto ou Indireto (mesmos os que contribuíram)

8. STJ:
a. SÚMULAS 613, 618, 623, 629
b. RREsp 1.374.284/MG

9. Jurisprudência:
a. STF: RE (Repercussão Geral) – Tema 999 – Danos Ambientais não
prescrevem
b. STJ:
i. Súmula 613 - Não se admite a aplicação da teoria do fato
consumado em tema de Direito Ambiental.
ii. Súmula 618 - A inversão do ônus da prova aplica-se às ações de
degradação ambiental.
iii. Súmula 623 - As obrigações ambientais possuem natureza
propter rem, sendo admissível cobrá-las do proprietário ou
possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor.
iv. Súmula 629 - Quanto ao dano ambiental, é admitida a
condenação do réu à obrigação de fazer ou à de não fazer
cumulada com a de indenizar.
v. RREsp 1.374.284/MG – Teoria do Risco da Atividade INTEGRAL.
Risco Criado (se houve caso fortuito, força maior ou fato de
terceiro – quebra a responsabilidade) e Risco Integral (não
quebra a responsabilidade).

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA:
1. Exercício do Poder de Polícia:
a. O Estado tem que fiscalizar, autuar e instaurar o processo
administrativo sancionador.
b. Quem pode fiscalizar: art. 23 da CF – TODOS os entes federados.
i. Cuidado com a competência.
1. União = IBAMA
2. Estado – (...)
3. Município = (...)
ii. Pode haver três processos administrativos e três sanções?
1. Se forem diferentes sim
2. LC 140/11 – Art. 17, §3 - Caso contrário prevalecerá a
autorização do órgão que detém atribuição de quem dá a
licença ou autorização ambiental.
2. Legislação:
a. LCA – 9.605/98 - art. 70 a 76.
b. Decreto 6514/08: Ler 19 e 112

3. Infração Administrativa:
a. Conceito: art. 70, da Lei 9.605/98 - Considera-se infração administrativa
ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso,
gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente.

b. Sanções Administrativas: art. 72, da Lei 9.605/98 - I - advertência; II -


multa simples; III - multa diária; IV - apreensão dos animais, produtos e
subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos
ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração; V - destruição
ou inutilização do produto; VI - suspensão de venda e fabricação do
produto; VII - embargo de obra ou atividade; VIII - demolição de obra; IX
- suspensão parcial ou total de atividades; XI - restritiva de direitos.

c. Princípios de Tipicidade e Legalidade: só será autuado se estiver


previsto em lei.
i. Decreto 6.514/05 – art. 24 a 93 (70 infrações)

d. Competência: art. 70, §1 da Lei 9.605/98


i. Funcionários do órgão do SISNAMA de fiscalização
ii. Agentes das capitanias dos Portos dos Agentes da Marinha.

e. Lavratura do Auto de Infração Ambiental (AIA):


i. É um ato administrativo que tem presunção relativa de
legalidade, legitimidade e veracidade.

f. Ônus da Prova:
i. Sempre será do infrator.
ii. Não há inversão do Ônus da prova.

g. STJ:
i. Até 2012 entendia que a responsabilidade era real (propter rem)
ii. Depois de 2012 a responsabilidade é pessoal.

h. STJ:
i. Até 2019 entendia que a responsabilidade era objetiva;
ii. Depois de 2019 a responsabilidade administrativa é SUBJETIVA
(dolo + culpa).

i. Prescrição:
i. Infrações administrativas Prescrevem – Decreto 6514/08
ii. Art. 25 – O poder público tem que lavrar o AIA em até 5 anos.
1. Se a infração for instantânea o prazo de 5 anos conta a
partir da ocorrência. Se a infração for permanente ou
continuada, conta do dia que cessar.
iii. Se por mais de 3 anos o processo ficar paralisado sem despacho
e sem decisão haverá a PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
iv. Infração Administrativa Ambiental: crime
1. Art. 109 – CP - O prazo para prescrição é o do Código
Penal: 16 anos. Para prescrição intercorrente é acima de
3 anos.
v. Prescrição Penal ou Administrativa:
1. Não afasta a responsabilidade civil
vi. Súmula 467/STJ: Prescreve em cinco anos, contados do término
do processo administrativo, a pretensão da Administração
Pública de promover a execução da multa por infração
ambiental.

RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL:


1. LCA 9.605/98
a. Art. 4 fala sobre a desconsideração da PJ
b. Art. 6 fala sobre requisitos para aplicar a sanção administrativa
c. Art. 70 a 76 fala sobre infrações administrativas
2. Natureza Jurídica:
a. É subjetiva – dolo + culpa.

3. Nexo Causal: imprescindível ou é autor ou é participe.

4. Ônus da Prova: No processo penal é sempre do acusador (MP) - presunção de


inocência.

5. Prescrição: todos os crimes ambientais prescrevem. Prazo no art. 109 do CP.

6. Responsabilidade Penal:
a. É reponsabilidade pessoal. Art. 5, XLV da CF

7. Competência:
a. Regra: Justiça Estadual;
b. Exceção: Art. 109 da CF - Quando a União, Autarquias, Empresas
Públicas Federais forem diretamente interessadas

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