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Direito Ambiental e Competências Legais

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SUMÁRIO

Direito ambiental na constituição federal e competências


em matéria ambiental ...........................................................................3
Responsabilidade ambiental ..............................................................5
Lei no 6.938/1981 ...................................................................................6
Da política nacional do meio ambiente .........................................8
Sistema nacional de unidades de conservação ....................... 10
Código florestal .................................................................................... 12
Competência administrativa ambiental ...................................... 13
Estatuto da cidade ............................................................................... 13
Política nacional sobre mudança do clima ................................ 15
Proteção à fauna .................................................................................. 15
Política nacional de recursos hídricos .......................................... 16
Gestão das florestas públicas .......................................................... 16
Política nacional dos resíduos sólidos ......................................... 17
Direito ambiental na constituição federal e
competências em matéria ambiental

É direito fundamental o meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,


bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações.

Existem dois princípios fundamentais, que são o da precaução e da prevenção,


são aplicados da seguinte forma:

Princípio da prevenção: o objetivo final do princípio da prevenção é evitar que


o dano possa chegar a produzir-se, para tanto, necessário se faz adotar medidas
preventivas. Certeza científica do impacto ambiental. Conhece e previne.

Princípio da precaução: é a garantia contra os riscos potenciais que de acordo


com o estado atual do conhecimento, não podendo ser ainda identificados.

Na constituição federal existem biomas que são pertencentes ao patrimônio


nacional, não proíbem nem inviabiliza a propriedade privada, ser patrimônio
nacional significa que eles gozam de uma proteção especial da CF e das demais
normas do nosso sistema. São os biomas:

Floresta amazônica As questões energéticas e nucleares estão


Mata atlântica dispostas na CF:
Pantanal mato-grossense
Art. 225. (...) (...) §6º As usinas que operem com
Zona costeira
reator nuclear deverão ter sua localização definida
Serra do mar em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

Agora vamos falar sobre as competências, que são de suma importância e


sempre estão nas entrelinhas das questões, não apenas no Exame da Ordem.

A Constituição Federal prevê a competência legislativa concorrente que toca


aos entes União, Estados e Distrito Federal. A competência exclusiva da União
está disposta no art. 21 da CF/1988. E a competência comum de todos os entes
federados está art. 23.
Competências Residuais A competência legislativa dos municípios
administrativa e legislativa, está adstrita a legislar sobre interesse local.
estão dispostos no art. 25
O direito ambiental tem diversos
§1º/CF.
princípios e vamos destrincha-los para que
fique mais fácil a interpretação na hora da prova.

1) Princípio do de uma garantia efetiva de um meio


desenvolvimento sustentável: ambiente ecologicamente
trata-se do desenvolvimento que faz equilibrado.
face às necessidades das gerações
presentes sem comprometer a 5) Princípio da
capacidade das gerações futuras de obrigatoriedade da intervenção
satisfazer suas próprias estatal: cabe ao poder público
necessidades; defender e preservar o meio
ambiente ecologicamente
2) Princípio da informação: as equilibrado para as presentes e
pessoas têm o direito de ser futuras gerações.
informadas e ter acesso a todas as
informações relativas à proteção, 6) Princípio do limite: é
preservação e repressão ao meio incumbência do poder público
ambiente. “controlar a produção, a
comercialização e o emprego de
3) Princípio da participação ou técnicas, métodos e substâncias que
princípio democrático: está comportem risco para a vida, a
disposto no caput do art. 225 da qualidade de vida e o meio
CF/1988 e no princípio 10 da ambiente”.
Declaração do Rio/1992, uma vez
que a Constituição Federal dispõe 7) Princípio do poluidor-
que é dever do poder público e da pagador: neste princípio, o poluidor
coletividade defender e preservar o deve arcar com os custos da
meio ambiente. prevenção dos possíveis danos ao
meio ambiente que a sua atividade
4) Princípio da educação venha a ocasionar (prevenção do
ambiental: é fundamental e dano).
determinante para a implementação

8) Princípio do usuário- 9) Princípio da prevenção: está


pagador: estabelece que o usuário relacionado à certeza científica do
de recurso natural deva pagar um impacto ambiental de determinado
valor por sua utilização. empreendimento, pois, com base
nesta certeza, são tomadas todas as
mediadas necessárias para que se 12) Princípio da equidade ou
evite o dano ambiental. solidariedade intergeracional:
revela a obrigação que as pessoas
10) Princípio da precaução: têm de preservar, proteger e
incide nas situações em que não há melhorar o meio ambiente para as
certeza científica absoluta se a gerações presentes e futuras.
atividade ocasiona danos ao meio
ambiente e também nos casos em 13) Princípio da vedação do
que não é possível se conhecer retrocesso ecológico (ou non cliquet
cientificamente a totalidade da ambiental): as garantias de proteção
extensão de um possível dano. ambiental não podem retroagir.

11) Princípio da função 14) Princípio da cooperação


socioambiental da propriedade: entre os povos: deve haver ampla
determina que cabe ao proprietário cooperação entre as nações no
exercer o seu direito sem ofender o sentido de tutelar o bem maior, que
meio ambiente, preservando e é o meio ambiente.
mantendo os recursos naturais
existentes.

As competências ambientais são estabelecidas pela lei (LC no 140/2011) e


pela aplicação do princípio da dominialidade dos bens envolvendo os entes
federados, ou seja, se o bem é da União, a competência para os atos
administrativos ambientais relativos ao bem será do ente federado
proprietário do bem.

Responsabilidade ambiental

A responsabilidade ambiental é um tríplice, ou seja, se dá por três esferas: penal,


administrativa e civil.

Na responsabilidade penal pessoas físicas e jurídicas respondem por crimes


ambientais.

Na responsabilidade administrativa é utilizado o poder de polícia admirativo


e atuação dos entes administrativos de acordo com a competência ambiental
material que está prevista no art. 23 III, VI, VII da CF/1988 c/c a LC no 140/2011.

Já na responsabilidade civil se tem o retorno ao status quo ante e obrigações


Porter rem.
O dano ambiental não tem um conceito específico na legislação vigente que
diga exatamente o que é. No entanto, há na legislação os conceitos de
degradação ambiental e poluição que formam a dimensão material do dano
(art. 3º, II e II, da Lei no 6.938/1981). Em regra, a doutrina tem conceituado o
dano como algo anormal, periódico, grave e causador de prejuízo ao meio
ambiente.

O dano ambiental pode ser ecológico puro, que se configura naquele que atinge
os componentes essenciais do ecossistema. Pode ser em sentido amplo (lato
sensu), quando atinge qualquer componente do meio ambiente (natural,
artificial, cultural ou até do trabalho).

O dano ambiental pode ser individual ou reflexo, que é aquele que atinge
interesses próprios do lesado (referentes ao microbem).

A reparabilidade pode ser de forma direta, quando o dano é individual,


reparando diretamente ao interessado que sofreu a lesão. E também pode ser
feita de forma indireta, nesse caso a reparabilidade é revertida a um fundo de
proteção de interesses difusos.

Ou seja, uma repara a pessoa lesada e outra reverte o que poderia ser para a
pessoa lesada em um fundo de proteção.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem,
fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente


de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem.

Lei no 6.938/1981

Art. 14. (...) § 1o Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é
o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou
reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua
atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para
propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio
ambiente.
E por isso existe a teoria do risco integral que originalmente legitimou a
responsabilidade objetiva e proclama a reparação do dano mesmo
involuntário, responsabilizando-se o agente por todo ato do qual fosse a
causa material, excetuando-se apenas os fatos exteriores ao homem.

Nesse caso o responsável O dano deve ser integralmente reparado, não


pela reparação do dano é o podendo ficar limitado ao pagamento de
uma indenização em dinheiro, pois a
poluidor, podendo ser pessoa
reparação civil deve, em primeiro lugar,
física, jurídica, privada ou
buscar a restauração e a recuperação do
pública.
meio ambiente poluído, e somente na
impossibilidade desta poderá se restringir a indenização pecuniária.

O poder público pode ser responsabilizado civilmente de duas formas:


objetivamente, quando for ele o empreendedor ou realizador da atividade, ou
seja, o próprio poluidor, e subjetivamente, quando comprovadamente por
culpa ou dolo deixa de exercer a adequada fiscalização que lhe é atribuída pelo
poder de polícia administrativa.

As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo admissível


cobrá-las do proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do
credor.

E para isso existe a ação civil pública para proteção do meio ambiente. Essa ação
busca a responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados ao meio
ambiente. A ação deve ser proposta no foro do local onde ocorreu o dano
e pode ter como objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de
obrigação de fazer ou não fazer.

Tem legitimidade para entrar com ação civil pública, o MP, a Defensoria Pública,
a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, a autarquia, empresa
pública, fundação ou sociedade de economia mista; e a associação que,
concomitantemente:

a) esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil;

b) inclua entre suas finalidades institucionais a proteção ao patrimônio


público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica,
à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
A responsabilidade penal tem a possibilidade da responsabilização
penal da pessoa física e da jurídica, ou seja, o sujeito ativo das infrações penais
pode ser qualquer pessoa.

Contudo, temos casos específicos de crimes próprios (que só podem ser


cometidos por determinadas pessoas), por exemplo, os crimes dos arts. 66 e
67 da Lei no 9.605/1998, que se referem expressamente ao funcionário público.

No direito penal, não pode ser aplicada responsabilidade objetiva, pois,


penalmente, é imprescindível a comprovação do elemento subjetivo da
conduta, ou seja, ou o dolo ou a culpa do agente.

Para que uma pessoa jurídica responda por crime ambiental, dois pressupostos
devem ser preenchidos cumulativamente:

1) a infração penal seja cometida por decisão de seu representante legal ou


contratual, ou de seu órgão colegiado;

2) a infração penal seja cometida no interesse ou benefício da sua entidade.

Da política nacional do meio ambiente

A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria


e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País,
condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

E para que essa política funcione, existem órgãos fundamentais responsáveis


pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, e o conjunto desses órgãos se
chama SISNAMA.

O órgão superior é o Conselho do Governo, que auxilia o presidente na


formulação de políticas públicas ligadas ao meio ambiente.

O órgão consultivo e deliberativo é o CONAMA, que é o conselho nacional


do meio ambiente. Por meio de resoluções é possível a realização dos
instrumentos da política nacional do meio ambiente.

O órgão central é o MINISTERIO DO MEIO AMBIENTE, é onde se centraliza


todas as políticas públicas do meio ambiente.
Os órgãos executores é o IBAMA e o ICMBio, suas funções são de executar e
fazer executar as políticas e diretrizes governamentais fixadas ao meio ambiente.

O ICMBIO atua conjuntamente Os órgãos seccionais, são órgãos ou


com às Unidades de Conservação entidades estaduais de responsáveis pela
Federais. execução de programas e projetos
relacionados ao controle e fiscalização de
atividades capazes de provocar uma degradação ambiental.

E por último temos os órgãos locais, que são órgãos ou entidades municipais,
responsáveis pelo controle de fiscalização de atividades, nas suas respectivas
jurisdições. Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente estão nos
incisos do art. 9º da Lei no 6.938/1981.

Pela servidão ambiental o proprietário rural, voluntariamente, renuncia à


exploração ou supressão (de parte) dos recursos naturais localizados em sua
propriedade.

Existe um instrumento denominado como EIA, é o estudo do impacto


ambiental, é um diagnóstico do empreendimento que está em vias de ser
licenciado pelo órgão ambiental competente, por meio dele avalia os impactos
e as medidas cabíveis para tal.

E temos também o RIMA, que é o relatório de impacto ambiental, ele tem


como finalidade de tomar compreensível para população o conteúdo técnico
elaborado no EIA.

Importante não se confundir com os próximos conceitos que serão abordados


a seguir, licenciamento é diferente de licença, e a resolução nº 237/1997
aborda esses conceitos.

Licenciamento ambiental é um procedimento administrativo pelo qual o órgão


ambiental compete a licencia a localização, a instalação, a ampliação e a
operação de determinados empreendimentos e atividades que utilizam de
recursos naturais para serem efetivas ou potencialmente poluidoras, ou que
possam causar degradação ambiental.

Por esse motivo se dá em três etapas/fases, vejamos:


Já a licença ambiental é o ato
LICENÇAPRÉVIA (LP)
administrativo por qual os órgãos
LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI) ambientais competentes estabelecem
LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO) condições, restrições e medidas de controle
ambiental, que deverão ser obedecidas na
hora de localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos e atividades
efetivas ou potencialmente poluidoras, ou que possam causar degradação
ambiental.

Sistema nacional de unidades de conservação

O SNUC como o nome já diz é formado pelo conjunto das unidades de


conservação de todos os entes federados se tratando do meio ambiente.

Podem integrar o SNUC, excepcionalmente e a critério do CONAMA, unidades


de conservação estaduais e municipais que, concebidas para atender a
peculiaridades regionais ou locais, possuam objetivos de manejo que não
possam ser satisfatoriamente atendidos por nenhuma categoria prevista na
Lei no 9.985/2000 e cujas características permitam, em relação a estas, uma
clara distinção.

As ações e a responsabilidade por todos os atos que dizem respeito à política


nacional de unidades de conservação da natureza passaram a ser atribuição do
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a partir da
Lei 11.516/2007.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é


uma autarquia federal ligada ao SISNAMA e ao Ministério do Meio Ambiente.

Alguns conceitos importantes abordados na lei:

1) Unidade de conservação: qual se aplicam garantias


espaço territorial e seus recursos adequadas de proteção;
ambientais, incluindo as águas
jurisdicionais, com características 2) Proteção integral: manutenção
naturais relevantes, legalmente dos ecossistemas livres de
instituído pelo poder público, alterações causadas por
com objetivos de conservação e interferência humana, admitido
limites definidos, sob regime apenas o uso indireto dos seus
especial de administração, ao atributos naturais;
3) Manejo: todo e qualquer socialmente justa e
procedimento que vise assegurar economicamente viável;
a conservação da diversidade
biológica e dos ecossistemas; 7) Plano de manejo: documento
técnico mediante o qual, com
4) Uso indireto: aquele que não fundamento nos objetivos gerais
envolve consumo, coleta, dano de uma unidade de conservação,
ou destruição dos recursos estabelece-se o seu zoneamento
naturais; e as normas que devem presidir
o uso da área e o manejo dos
5) Uso direto: aquele que envolve recursos naturais, inclusive a
coleta e uso, comercial ou não, implantação das estruturas físicas
dos recursos naturais; necessárias à gestão da unidade;

6) Uso sustentável: exploração do 8) Zona de amortecimento: o


ambiente de maneira a garantir a entorno de uma unidade de
perenidade dos recursos conservação, onde as atividades
ambientais renováveis e dos humanas estão sujeitas a normas
processos ecológicos, mantendo e restrições específicas, com o
a biodiversidade e os demais propósito de minimizar os
atributos ecológicos, de forma impactos negativos sobre a
unidade.

O SNUC será gerido por diversos órgãos, vejamos a seguir.

O órgão consultivo e deliberativo, ficará com as atribuições de acompanhar a


implementação do Sistema (CONAMA).

O órgão central, tem como finalidade coordenar o sistema (Ministério do Meio


Ambiente).

Os órgãos executores, o Instituto Chico Mendes e o IBAMA, em caráter supletivo,


os órgãos estaduais e municipais, com a função de implementar o SNUC,
subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de conservação
federais, estaduais e municipais, nas respectivas esferas de atuação.

As unidades de proteção integral são os locais onde é permitido apenas o uso


indireto dos atributos naturais. O uso indireto é aquele que não envolve
consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais.
As unidades de uso sustentável compatibilizam a conservação da natureza com
o uso sustentável de parte dos recursos naturais.

A criação de unidades de conservação da natureza pode ser realizada por lei ou


por decreto do chefe do Poder Executivo federal, estadual, do Distrito Federal ou
municipal. Da mesma forma ocorre quando se busca ampliar os limites da
unidade de conservação já estabelecida.

Todas as unidades de conservação devem possuir zona de amortecimento,


exceto as Áreas de Proteção Ambiental (APA) e Reserva Particular do Patrimônio
Natural (RPPN).

Código florestal

A principal e mais importante norma brasileira se tratando de meio ambiente é


o código florestal. E nele existe dois conceitos importantes, vejamos:

Área de Preservação Permanente (APP): área protegida, coberta ou não por


vegetação nativa com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a
paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de
fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Reserva legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural,


delimitada nos termos do art. 12, com a função de assegurar o uso econômico
de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a
conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação
da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora
nativa.

As APPs são fixadas e definidas por lei, não havendo espaço para mudança, bem
como são áreas que se constituem em espaços territoriais especialmente
protegidos descritos na Constituição Federal e organizados e regulados pela
legislação federal.

A reserva legal é um espaço territorial especialmente protegido que todo


imóvel rural deve manter, sem prejuízo das normas de APP.

A Lei no 12.651/2012 estabelece que o CAR é obrigatório para todos os imóveis


rurais, não sendo considerado título de reconhecimento do direito de
propriedade ou posse. É o que dispõe o art. 29 da Lei 12.651/2012.
A inscrição do CAR ocorre junto ao Sistema Nacional de Informação sobre Meio
Ambiente (SINIMA) e deve ser feito, de preferência, no órgão ambiental
municipal ou estadual.

Competência administrativa ambiental

No tocante às competências, é importante destacarmos o Princípio da


Predominância dos Interesses:

1) A União: interesse em todo o de seus municípios (interesse


país ou que importe a mais de regional).
um Estado (interesse nacional).
3) O Município: se o interesse não
2) O Estado: se o interesse for de transbordar os limites de um
todo o Estado, ou de mais de um único Município (interesse local).

Importante a leitura dos artigos 6º ao 10 da LC nº 140/2011 para entender e


compreender a relação de competências dos entes federados.

Estatuto da cidade

No estatuído da cidade são estabelecidos alguns instrumentos da política


urbana.

Planejamento municipal:

a) plano diretor;

b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo;

c) zoneamento ambiental;

d) plano plurianual;

e) diretrizes orçamentárias e orçamento anual;

f) gestão orçamentária participativa;

g) planos, programas e projetos setoriais;


h) planos de desenvolvimento econômico e social.

Institutos tributários e financeiros:

a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU);

b) contribuição de melhoria;

c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros.

Institutos jurídicos e políticos:

a) desapropriação;

b) servidão administrativa;

c) limitações administrativas;

d) tombamento de imóveis ou de mobiliário urbano;

e) instituição de unidades de conservação;

f) instituição de zonas especiais de interesse social;

g) concessão de direito real de uso;

h) concessão de uso especial para fins de moradia;

i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios;

j) usucapião especial de imóvel urbano;

l) direito de superfície;

m) direito de preempção;

n) outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso;

o) transferência do direito de construir;

p) operações urbanas consorciadas;


q) regularização fundiária;

r) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais


menos favorecidos;

s) referendo popular e plebiscito;

t) demarcação urbanística para fins de regularização fundiária;

u) legitimação de posse.

Política nacional sobre mudança do clima

A PNMC também tem conceitos importantes, essas partes são mais cobradas em
provas no geral, por isso o destaque principal nelas.

1) Gases de efeito estufa: constituintes gasosos, naturais ou antrópicos, que,


na atmosfera, absorvem e reemitem radiação infravermelha.

2) Mudança do clima: mudança de clima que possa ser, direta ou


indiretamente, atribuída à atividade humana que altere a composição da
atmosfera mundial e que se some àquela provocada pela variabilidade
climática natural observada ao longo de períodos comparáveis.

No artigo 12 é dissertado os objetivos da PNMC:

Art. 12. Para alcançar os objetivos da PNMC, o País adotará, como compromisso
nacional voluntário, ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa,
com vistas em reduzir entre 36,1% (trinta e seis inteiros e um décimo por cento)
e 38,9% (trinta e oito inteiros e nove décimos por cento) suas emissões
projetadas até 2020.

Parágrafo único. A projeção das emissões para 2020 assim como o


detalhamento das ações para alcançar o objetivo expresso no caput serão
dispostos por decreto, tendo por base o segundo Inventário Brasileiro de
Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa não Controlados
pelo Protocolo de Montreal, a ser concluído em 2010.

Proteção à fauna
A fauna no Brasil é protegida pela Lei nº 5.197/1967 e também por normas que
trazem a previsão de crimes ambientais contra a fauna, como a Lei no
9.605/1998.

Política nacional de recursos hídricos

Bem de domínio público


Recurso natural limitado e de valor econômico

Uso múltiplo
Uso prioritário: consumo humano > dessedentação
animal
Gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada

Os objetivos da PNRH são de assegurar para as presentes e futuras gerações a


disponibilidade de água de qualidade, utilização racional e integrada dos
recursos e prevenção e defesa contra eventos hidrológicos.

Gestão das florestas públicas

Florestas públicas são florestas, naturais ou plantadas, localizadas nos diversos


biomas brasileiros, em bens sob o domínio da União, dos Estados, dos
Municípios, do Distrito Federal ou das entidades da administração indireta.

Lei no 11.284/2006 - Art. 4º A gestão de florestas públicas para produção


sustentável compreende:

I – A criação de florestas nacionais, estaduais e municipais, nos termos do art.


17 da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, e sua gestão direta

II – A destinação de florestas públicas às comunidades locais, nos termos do


art. 6o desta Lei;

III – a concessão florestal, incluindo florestas naturais ou plantadas e as


unidades de manejo das áreas protegidas referidas no inciso I do caput deste
artigo.

A concessão florestal consiste na delegação onerosa, feita pelo poder


concedente, do direito de praticar manejo florestal sustentável para exploração
de produtos e serviços numa unidade de manejo, mediante licitação, à pessoa
jurídica, em consórcio ou não, que atenda às exigências do respectivo edital de
licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e
por prazo determinado.

Política nacional dos resíduos sólidos

Diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos,


incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público
e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

A Lei destina-se às pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado,


responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e às que
desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de
resíduos sólidos.

ATENÇÃO: essa lei não se aplica aos rejeitos radioativos.

Agora o que são resíduos sólidos? material, substância, objeto ou bem


descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação
final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados
sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas
particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos
ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente
inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

E o que são rejeitos? resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as


possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos
disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que
não a disposição final ambientalmente adequada.

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