TJ-SP
AMBIENTAL
Professor Edison Burlamaqui
TEMAS ABORDADOS
• Princípios do Direito Ambiental
• Direito Ambiental Constitucional
• Política Urbana
• Licenciamento
• Lei de Crimes Ambientais
• Responsabilidade Civil/ Administrativa Ambiental
• Julgados
Princípios de Direito Ambiental
• Princípio do Poluidor-Pagador - Segundo este princípio o agente poluidor deve arcar
com os custos da degradação ambiental.
– Entretanto, este princípio NÃO autoriza a degradação ambiental mediante
pagamento de um preço.
• Princípio do Protetor-Recebedor - Este princípio incentiva economicamente aquele
que protege o meio ambiente, deixando (ou minimizando) de utilizar de seus recursos,
estimulando assim a preservação. (ex.: incentivos fiscais - redução alíquotas)
• Princípio do Usuário-Pagador - Segundo esse princípio, as pessoas que se utilizam dos
recursos naturais escassos devem pagar pela sua utilização, ainda que não haja poluição.
• Princípio da Reparação Integral - É imprescindível que todos os danos
causados ao meio ambiente, em sua integralidade, sejam RESTAURADOS ou
COMPENSADOS.
• Princípio da Prevenção - Este relaciona-se com um PERIGO CONCRETO
(conhecido) de um dano ambiental. Dessa forma, não se deve esperar que o
dano se efetive adotando-se medidas capazes de evitá-lo.
• Princípio da Precaução - Este relaciona-se com o PERIGO ABSTRATO
(desconhecido) de um dano ambiental. Dessa forma, o princípio da precaução
é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do
conhecimento, não podem ser ainda identificados. Ex.: (OGM).
•Princípio da Cooperação entre os Povos - É um princípio fundamental da
República, devendo nortear as relações internacionais do Brasil (art. 4º,
CF/88). Dessa forma, as nações devem cooperar entre si na busca pela
proteção do meio ambiente, sobretudo porque os danos ambientais
ultrapassam as divisas territoriais de um país.
•Princípio da Solidariedade Intergeracional (Equidade) - Consiste na
solidariedade entre as gerações futuras e presentes no sentido de preservar o
meio ambiente, atuando de forma sustentável a fim de que as próximas
gerações possam continuar usufruindo de nossos recursos naturais.
•Princípio da Natureza Pública (Obrigatoriedade da Proteção) - Segundo esse
princípio, o meio ambiente é um direito difuso, indispensável à vida, sendo a
sua proteção um dever irrenunciável do Poder Público. Dessa forma, o
Estado deve atuar como agente normativo (editando normas ambientais) e
regulador (fiscalizando o cumprimento das normas) da ordem econômica
ambiental.
•Princípio da Participação Comunitária (Participação Popular) - Segundo esse
princípio, as pessoas possuem o direito de participar ativamente das decisões
políticas ambientais, na medida em que os danos ambientais são
transindividuais. Ex.: Audiência Públicas, Ação Popular, etc.
Direito Ambiental Constitucional
• Art. 225 da CF - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, BEM DE USO COMUM DO POVO e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
– Importante ressaltar que o meio ambiente é bem GERAL, DIFUSO,
INDIVISÍVEL, INDISPONÍVEL e IMPENHORÁVEL.
– O direito ambiental, como DIREITO DE TERCEIRA GERAÇÃO, apresenta
uma estrutura bifronte, posto que trata-se de um DIREITO PRESTACIONAL E
DE DEFESA.
Incumbe ao Poder Público:
• III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, SENDO A ALTERAÇÃO E A
SUPRESSÃO PERMITIDAS SOMENTE ATRAVÉS DE LEI, vedada qualquer utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
• IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, ESTUDO PRÉVIO DE
IMPACTO AMBIENTAL, a que se dará publicidade;
– O Estudo Prévio de Impacto ambiental está calcado no princípio da
PREVENÇÃO.
•VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem
em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais a crueldade.
– Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se
consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que
sejam MANIFESTAÇÕES CULTURAIS (ex.: vaquejada), conforme o § 1º do art.
215 desta Constituição Federal, registradas como bem de natureza
imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser
regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais
envolvidos (reversão jurisprudencial ou reação legislativa).
Política Urbana
•A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal,
conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ORDENAR O PLENO
DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES SOCIAIS DA CIDADE E GARANTIR O BEM-ESTAR DE
SEUS HABITANTES.
•Plano Diretor - Aprovado pela Câmara Municipal, OBRIGATÓRIO PARA CIDADES COM
MAIS DE VINTE MIL (20.000) HABITANTES, é o instrumento básico da política de
desenvolvimento e de expansão urbana.
• A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de
ordenação da cidade expressas no plano diretor.
•Meios de Intervenção da Propriedade Urbana - É facultado ao Poder Público municipal,
mediante lei específica para ÁREA INCLUÍDA NO PLANO DIRETOR, exigir, nos termos da
lei federal, do proprietário do solo urbano NÃO EDIFICADO, SUBUTILIZADO OU NÃO
UTILIZADO, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
– I - parcelamento ou edificação compulsórios;
– II - IPTU progressivo no tempo;
– III - desapropriação
•Usucapião Constitucional Especial Urbano - Aquele que possuir como sua área urbana
de até 250m², por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de
outro imóvel urbano ou rural.
– Concedido apenas uma vez para o mesmo possuidor, não podendo recair sobre imóveis públicos.
Licenciamento
•O licenciamento ambiental decorre diretamente do PODER DE POLÍCIA da
Administração Pública, prevenindo a ocorrência de impactos negativos ao
meio ambiente e impondo condicionantes ao exercício das atividades e dos
empreendimentos.
•Conceito de Licenciamento - É um PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
destinado a licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de
recursos naturais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob
qualquer forma, de causar degradação ambiental (art. 1º da Res. Conama
237/97 e art. 2º da LC 140/2011).
• Obrigatoriedade de Licenciamento - O licenciamento ambiental é uma
exigência a que estão sujeitos os empreendimentos ou atividades que
empregam recursos naturais ou que possam causar algum tipo de poluição ou
degradação ao meio ambiente (art. 1º da Res. Conama 237/97).
• Atividades Sujeitas ao Licenciamento Ambiental - art. 2º, § 1º da RES. 237/97
CONAMA - Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e as
atividades relacionadas no Anexo 1, parte integrante desta Resolução.
– Ex.: Extração de minério; indústria de madeira; indústria de borracha; indústria de couro e
peles; etc.
– A resolução traz um ROL NÃO TAXATIVO (exemplificativo), pois o ente ambiental poderá
complementá-lo conforme as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras
características do empreendimento ou atividade.
– O licenciamento é exigido não só para a instalação de determinado empreendimento, mas
também para a sua localização, ampliação e operação.
• Poder de Fiscalização - Compete AO ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELO LICENCIAMENTO OU
AUTORIZAÇÃO, conforme o caso, de um empreendimento ou atividade, lavrar auto de
infração ambiental e instaurar processo administrativo para a apuração de infrações à
legislação ambiental cometidas pelo empreendimento ou atividade licenciada ou
autorizada (art. 17 da LC 140/2011). Dessa forma, em regra, quem tem competência
para licenciar tem competência para fiscalizar.
– Importante destacar que, qualquer pessoa legalmente identificada, ao constatar infração ambiental
decorrente de empreendimento ou atividade utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou
potencialmente poluidores, pode dirigir REPRESENTAÇÃO ao órgão competente, para efeito do
exercício de seu poder de polícia.
– Adicionalmente, na hipótese de iminência ou ocorrência de degradação da qualidade ambiental, o ente
federativo que tiver conhecimento do fato DEVERÁ determinar medidas para evitá-la, fazer cessá-la
ou mitigá-la, comunicando imediatamente ao órgão competente para as providências cabíveis.
– Cabe apontar ainda que não existe impedimento para o exercício pelos entes federativos da
ATRIBUIÇÃO COMUM DE FISCALIZAÇÃO, PREVALECENDO, CONTUDO, O AUTO DE INFRAÇÃO
AMBIENTAL LAVRADO PELO ÓRGÃO QUE DETENHA A ATRIBUIÇÃO DE LICENCIAMENTO OU
AUTORIZAÇÃO.
• Licenciamento por Ente Único - Os empreendimentos e atividades são
licenciados ou autorizados, ambientalmente, POR UM ÚNICO ENTE
FEDERATIVO, em conformidade com as atribuições estabelecidas.
– Entretanto, os demais entes federativos interessados podem manifestar-se ao órgão
responsável pela licença ou autorização, de maneira não vinculante, respeitados os
prazos e procedimentos do licenciamento ambiental.
• Atuação Supletiva Vs. Atuação Subsidiária (art. 2º, II e III da LC 140/2011):
– ATUAÇÃO SUPLETIVA: ação do ente da Federação que se SUBSTITUI ao ente federativo
originariamente detentor das atribuições;
– ATUAÇÃO SUBSIDIÁRIA: ação do ente da Federação que VISA A AUXILIAR no desempenho
das atribuições decorrentes das competências comuns, QUANDO SOLICITADO (provocado)
pelo ente federativo originariamente detentor das atribuições.
• Publicidade - Os PEDIDOS DE LICENCIAMENTO, SUA RENOVAÇÃO E A
RESPECTIVA CONCESSÃO deverão ser publicados para que os legitimados
possam realizar a devida fiscalização do procedimento (art. 10, § 1º da Lei
6.938/81).
Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98)
• Responsabilidade Ambiental CONCORRENTE - Quem, de qualquer forma, concorre para a
prática dos crimes ambientais (com dolo ou culpa), incide nas penas a estes cominadas, na
medida da sua culpabilidade (diretores, administradores, membros de conselho ou órgão
de direção etc.)
• Responsabilidade da Pessoa Jurídica - As pessoas jurídicas serão responsabilizadas
ADMINISTRATIVA, CIVIL E PENALMENTE por infrações cometidas por decisão de seus
representantes.
• Teoria da Dupla Imputação - ATUALMENTE NÃO APLICADA (STF e STJ) - Para essa teoria
somente é possível responsabilizar a pessoa jurídica se também responsabilizadas as
pessoas físicas responsáveis pelo crime ambiental.
– Dessa forma, atualmente, é possível a responsabilização penal da pessoa jurídica
por delitos ambientais independentemente da responsabilização concomitante da
pessoa física que agia em seu nome.
• Desconsideração da Personalidade Jurídica - Poderá ser desconsiderada a
pessoa jurídica SEMPRE (teoria menor) que sua personalidade for obstáculo
ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.
• Princípio da Insignificância - Segundo o STJ e STF, em regra, é possível aplicar
o princípio da insignificância para crimes ambientais.
• Tipo de Ação Penal - A ação penal decorrente da prática de crime ambiental é
PÚBLICA INCONDICIONADA.
• Competência - Será determinada DE ACORDO COM O BEM AMBIENTAL
AFETADO. Assim, em regra, a competência é da Justiça Estadual, salvo se o
delito for praticado contra bens, serviços ou interesses da União.
• Substituição da Pena Privativa de Liberdade por Restritiva de Direitos:
– Crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade inferior a quatro (4) anos;
– A culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem
como os motivos e as circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja suficiente
para efeitos de reprovação e prevenção do crime.
•Ao contrário do CP, a Lei de Crimes Ambientais exige que a pena seja
inferior a 4 anos, já o CP exige que seja não superior a 4 anos, ou seja, igual
ou inferior.
– Além disso, diferentemente do CP, em seu art. 44, a lei não proibiu expressamente o
benefício para a reincidência em crime doloso, nem para reincidente em crime específico.
• Não é crime o abate de animal, quando realizado: i) em estado de
necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; ii) para proteger
lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de
animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade
competente; iii) por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo
órgão competente.
• Liquidação Forçada da Pessoa Jurídica - art. 24 da Lei - A pessoa jurídica
constituída ou utilizada, PREPONDERANTEMENTE, com o fim de permitir,
facilitar ou ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada sua
liquidação forçada, seu patrimônio será considerado instrumento do crime e
como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional.
• Suspensão Condicional da Pena - A suspensão condicional da pena pode ser
aplicada nos casos de condenação a pena privativa de liberdade NÃO
SUPERIOR A TRÊS (03) ANOS.
• Suspensão Condicional do Processo - É ADMISSÍVEL, mas a declaração de
extinção da punibilidade dependerá de laudo de constatação de reparação
do dano ambiental, salvo impossibilidade de fazê-lo, permitida a prorrogação
do prazo (até o período máximo de suspensão de 4 anos, acrescido de mais
um ano), se incompleta a reparação, com suspensão da prescrição.
• TAC e Ação Penal - A assinatura do termo de ajustamento de conduta (TAC)
com órgão ambiental não impede a instauração de ação penal. (Info 625 do
STJ).
Responsabilidade Civil Ambiental
• Responsabilidade Objetiva - É o poluidor obrigado, INDEPENDENTEMENTE DA
EXISTÊNCIA DE CULPA, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a
terceiros, afetados por sua atividade.
• Responsabilidade Solidária - Segundo a doutrina e a jurisprudência a responsabilidade
por dano ambiental é SOLIDÁRIA entre todos os poluidores, inclusive o próprio Estado.
– O Estado responde pelos danos ambientais objetivamente, quer por conduta
COMISSIVA, quer por conduta OMISSIVA (EXECUÇÃO SUBSIDIÁRIA COM DIREITO DE
REGRESSO).
• Natureza da Obrigação de Reparação - Tal obrigação independe do fato de ter
sido o proprietário o autor da degradação ambiental, pois se trata de obrigação
PROPTER REM, que adere ao título de domínio ou posse (Súmula 623 do STJ).
• Imprescritibilidade - O direito ao pedido de REPARAÇÃO DE DANOS
AMBIENTAIS, dentro da logicidade hermenêutica, está protegido pelo manto
da IMPRESCRITIBILIDADE, por se tratar de direito inerente à vida,
fundamental e essencial à afirmação dos povos, independentemente de não
estar expresso em texto legal.
• Teoria do Risco Integral - A posição que prevalece na doutrina ambiental é
no sentido de que a Lei nº 6.938/81 adotou, em seu art. 14, § 1º, a
responsabilidade objetiva na modalidade do risco integral, ou seja, o dever de
reparação é fundamentado simplesmente pelo fato de existir uma atividade
de onde adveio o prejuízo, SENDO DESPREZADAS AS EXCLUDENTES DA
RESPONSABILIDADE, COMO O CASO FORTUITO OU A FORÇA MAIOR, ou seja,
não há necessidade de verificar a intenção do agente, bastando que se
configure um prejuízo relacionado com a atividade praticada.
• Cumulação de Pedidos - É plenamente possível a cominação de
obrigação de reparação com a indenização pecuniária
cumulativamente, até que haja a recuperação total do dano, se
possível (Súmula 629 do STJ).
• Inversão do Ônus da Prova - Apesar de não haver previsão legal
expressa neste sentido, o STJ passou a admitir a inversão do
ônus da prova nas ações de reparação dos danos ambientais,
com base no interesse público da reparação e no Princípio da
Precaução (Súmula 618 do STJ).
Responsabilidade Administrativa Ambiental
•Natureza - A posição mais segura e atual a ser adotada é
a de que a responsabilidade administrativa em matéria
ambiental é SUBJETIVA, OU SEJA, DEPENDE DA
EXISTÊNCIA DE DOLO OU CULPA. (Info. 650 do STJ).
Decisões Importantes/Jurisprudência
•Animal Silvestre Criado Irregularmente Há Muito Tempo -
“Inexiste violação do art. 25 da lei 9.605/1998, pois a legislação
deve buscar a efetiva proteção dos animais. Após mais de 20 anos
de convivência, sem indício de maltrato, é desarrazoado
determinar a apreensão de duas araras para duvidosa reintegração
ao seu habitat.” (REsp. 1425943/RN)
•É Inconstitucional a REDUÇÃO de Unidade de Conservação por
meio de Medida Provisória - A redução ou supressão de unidade
de conservação somente é permitida mediante lei em sentido
formal. Apesar da MP possuir força de lei, o art. 225, § 1º, III, da
CF/88 exige lei em sentido estrito.
• Entretanto, o STF entendeu que é possível a edição de medidas
provisórias tratando sobre matéria ambiental, desde que
veiculando normas favoráveis ao meio ambiente.
• Constitucionalidade de Lei Estadual que Permite o Sacrifício de
Animais em Cultos de Religiões de Matriz Africana
– O STF entendeu que não há violação a competência da União para legislar
sobre direito penal. Adicionalmente, afirmou que a competência para
legislar sobre o direito ambiental é concorrente.
– A Corte entendeu que não há violação ao art. 225 da CF, posto que deve-se
evitar que a tutela de um valor constitucional relevante (meio ambiente)
aniquile o exercício de um direito fundamental (liberdade de culto),
revelando-se desproporcional impedir todo e qualquer sacrifício religioso
quando diariamente a população consome carnes de várias espécies.
• Prescrição da Execução da Multa Ambiental - Súmula 467 do STJ
- Prescreve em cinco anos, contados do término do processo
administrativo, a pretensão da Administração Pública de
promover a execução da multa por infração ambiental.
• Inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado ao Direito
Ambiental - Súmula 613 do STJ - Não se admite a aplicação da
teoria do fato consumado em tema de Direito Ambiental.
• Inversão do Ônus - Súmula 618 do STJ - A inversão do ônus da
prova aplica-se às ações de degradação ambiental.
• Natureza da Obrigação de Indenizar Ambiental - Súmula 623 do
STJ - As obrigações ambientais possuem natureza propter rem,
sendo admissível cobrá-las do proprietário ou possuidor atual
e/ou dos anteriores, à escolha do credor.
• Possibilidade de Cumulação de Pedidos nas Ações
Indenizatórias Ambientais - Súmula 629 do STJ - Quanto ao dano
ambiental, é admitida a condenação do réu à obrigação de fazer
ou à de não fazer cumulada com a de indenizar.