ESCOLA MUNICIPAL NORMA SUELI BORGES
UBERABA - MG
LITERATURA – Texto de apoio – 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Professora Larissa de Almeida Martins
GÊNEROS LITERÁRIOS
Os Gêneros literários classificam ou agrupam os textos em categorias, conforme seus elementos
semânticos, estilísticos e formais utilizados pelos autores em suas obras para caracterizá-las de
acordo com a sua visão da realidade e o público a que se destinam.
As primeiras classificações ocorreram na Grécia Antiga, por Aristóteles e Platão, em três grupos:
1. Gênero Narrativo: é aquele em que um narrador conta uma história na qual existem
personagens envolvidas em ações, que acontecem em determinado espaço físico, durante certo tempo.
relato de um enredo, que pode ser baseado em fatos ou ficcional
De acordo com a estrutura específica assumida pela narrativa, dizemos tratar-se de:
ROMANCE: apresenta um acontecimento ficcional que envolve várias personagens e pode tratar
de diferentes temas (aspectos da vida pessoal, familiar ou social de uma ou várias personagens). Tem
uma estrutura mais complexa que as demais formas narrativas, pois geralmente comporta um conflito
central, envolvendo a personagem (ou personagens) principal, e outros conflitos secundários que se
articulam ao central formando-se assim o enredo.
NOVELA: narrativa menos complexa que o romance. Em sua estrutura o aspecto mais valorizado é
o da ação. Apresenta vários conflitos de igual importância, todos articulados entre si e se
desenvolvendo ao mesmo tempo. É importante ressaltar que a relação entre as novelas literárias e as
do rádio ou televisão baseia-se na estrutura: várias personagens e muita ação transcorrendo ao
mesmo tempo, além de a forma de narrar ser muito semelhante, sempre deixando “ganchos” de
interesses a serem retomados depois.
CONTO: narrativa curta, com poucas personagens e um único conflito, que se resolve em pouco
tempo.
FÁBULA: narrativa de intenção pedagógica com estrutura simples e de curta duração. O objetivo é
transmitir noções de moral e ética, muitas vezes utilizando-se de animais como personagens. Se as
personagens são objetos inanimados, a fábula recebe a denominação de apólogo.
CRÔNICA: narrativa informal, que procura captar um flagrante da vida cotidiana, com linguagem
breve e um toque de humor.
2. Gênero lírico: é a manifestação literária em que predominam os aspectos subjetivos
(sentimentos e emoções) do autor, explorando a musicalidade das palavras. O termo “Lírico” vem do
latim e significa “lira”, um instrumento musical da Grécia antiga que dava melodia aos poemas da
época. O foco, portanto, está no interior de quem o escreve, o eu lírico. Não confundir “eu lírico” com o
autor. O “eu lírico” ou “eu poético” é uma espécie de personalidade poética criada pelo autor que dá
vazão a sensações e/ou impressões.
São várias as formas poéticas utilizadas pelos autores na produção de textos líricos.
POEMA: expressão artística com o foco na palavra.
ELEGIA: poema originário da Grécia Antiga sobre acontecimentos tristes, muitas vezes enfocando
a morte de um ente querido ou de alguma personalidade pública.
ÉCLOGA: poema que retrata a vida bucólica dos pastores, em um ambiente campestre.
ODE: poema que apresenta uma espécie de exaltação de valores nobres, caracterizando-se pelo
tom de louvação. Geralmente música.
SONETO: a mais conhecida das formas líricas. Poema de catorze versos, distribuído em dois
quartetos e dois tercetos.
3. Gênero dramático: textos para serem representados no palco, mas atualmente é difícil
diferenciar um texto dramático dos outros gêneros, devido à tendência em transformar qualquer tipo
de texto em roteiro. Ainda temos os tipos de dramatizações
TRAGÉDIA: tematiza as paixões e os vícios humanos. Tais eram apresentados por personagens
nobres, e os conflitos encenados quase sempre eram sobre questões de honra e poder.
COMÉDIA: satirização dos costumes sociais. Trata-se de fatos comuns, cotidianos, corriqueiros,
relacionados à vida de pessoas também comuns. O principal objetivo da comédia era a crítica dos
costumes por meio do riso.
Drama: envolve a tragédia e a comédia.
FARSA: pequena peça, cujo conteúdo envolve situações ridículas ou grotescas. Tinha como
objetivo a crítica dos costumes por meio da ridicularização.
AUTO: peça curta, na maioria das vezes de cunho religioso. Os atores, geralmente, não
representavam seres humanos, mas sim entidades abstratas, como a bondade, a virtude, a hipocrisia,
o pecado, a gula, a luxúria. Isso fazia com que os autos tivessem um conteúdo fortemente simbólico e,
muitas vezes, moralizante.