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Guia Completo IRPF 2022: Passo a Passo

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Curso IRPF De A a Z 2022

Prof. Gabriel Rabelo

Sumário
1 Conceitos Iniciais ...................................................................................................... 6
1.1 Conceito de tributo ........................................................................................ 6
1.2 Funções do tributo ......................................................................................... 6
1.3 Espécies Tributárias ........................................................................................ 7
1.3.1 Impostos.................................................................................................. 7
1.4 Princípios do direito tributário ....................................................................... 7
1.4.1 Princípio da legalidade ............................................................................ 7
1.4.2 Princípio da Isonomia.............................................................................. 8
1.4.3 Princípio da Irretroatividade ................................................................... 8
1.4.4 Princípio da Anterioridade do Exercício ................................................. 9
1.4.5 Princípio da noventena ........................................................................... 9
2 Imposto de Renda: Conceitos Iniciais ....................................................................... 9
2.1 Qual a legislação relativa ao Imposto de Renda? ........................................ 10
2.2 Quando ocorre o fato gerador do Imposto de Renda? ................................ 10
3 Origens e Aplicações de Recursos .......................................................................... 11
3.1 Origens de recursos ...................................................................................... 11
3.2 Aplicações de recursos ................................................................................. 12
4 Como Começar o IR? .............................................................................................. 13
4.1 Quanto cobrar para fazer uma Declaração de Imposto de Renda? ............ 13
4.2 Passo Inicial .................................................................................................. 13
4.3 Documentação ............................................................................................. 13
4.3.1 Informações pessoais............................................................................ 13
4.3.2 Dados de Rendimentos: ........................................................................ 13
4.3.3 Pagamentos efetuados/Bens/Doações: ............................................... 14
5 Ano Calendário e Exercício Financeiro ................................................................... 14
6 Conceito de Renda e Proventos ............................................................................. 14
6.1 Renda............................................................................................................ 15
6.2 Provento ....................................................................................................... 15
6.3 Acréscimos não correspondentes aos rendimentos declarados ................. 15
7 Formas de apuração mensal do Imposto de Renda ............................................... 15
7.1 Declaração de Ajuste Anual - Conceito ........................................................ 15
7.2 Retenção....................................................................................................... 16
7.3 Carnê-Leão ................................................................................................... 16
8 Programa IRPF 2022 e Entrega da Declaração. ...................................................... 16
8.1 Equipamento Necessário ............................................................................. 16
8.2 Prazo para apresentação.............................................................................. 16
8.3 Formas de Elaboração da Declaração .......................................................... 16
8.4 Quem pode apresentar a declaração ........................................................... 17
8.4.1 Procuração para fazer o IR .................................................................... 17
8.5 Multa por atraso........................................................................................... 18
8.6 Tipos de Declaração ..................................................................................... 18
8.6.1 Iniciar Importando Declaração ............................................................. 18
8.6.2 Iniciar Declaração a partir da Pré-Preenchida ...................................... 19
8.6.3 Iniciar Declaração em Branco ............................................................... 19

1
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Prof. Gabriel Rabelo
9 Ficha 1 - Identificação ............................................................................................. 19
9.1 Contribuintes ................................................................................................ 20
9.2 Quem está obrigado a declarar o IRPF? ....................................................... 20
9.3 Recibo do ano anterior ................................................................................. 21
9.4 Dispensa da entrega da declaração ............................................................. 21
9.5 E quem mudou do país? ............................................................................... 22
10 Ficha 2 – Dependentes ........................................................................................... 22
10.1 Valor por dependente .................................................................................. 22
10.2 Quem pode ser dependente ........................................................................ 22
10.3 CPF do Dependente...................................................................................... 23
11 Ficha 3 – Alimentando ............................................................................................ 24
11.1 Diferença entre Alimentandos e dependentes ............................................ 24
11.2 Tratamento para quem recebe .................................................................... 24
11.3 Tratamento para quem paga ....................................................................... 24
11.4 Campo Alimentando no IRPF ....................................................................... 24
11.5 Pensão Alimentícia ....................................................................................... 25
12 Ficha 4 – Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica............................................ 26
12.1 Comprovante de rendimentos ..................................................................... 26
12.2 Tabela Progressiva Mensal e Anual.............................................................. 27
12.2.1 Mensal................................................................................................... 27
12.2.2 Anual ..................................................................................................... 27
12.3 Rendimento Bruto ........................................................................................ 27
12.4 Rendimentos Tributáveis ............................................................................. 28
12.5 Tributação sobre 13º .................................................................................... 28
12.6 Importar Arquivo da Fonte Pagadora .......................................................... 28
13 Ficha 5 – Rendimentos Recebidos de PF/Exterior .................................................. 29
14 Carnê-Leão .............................................................................................................. 29
14.1 Exemplos de atividades sujeitas ao Carnê-Leão .......................................... 30
14.2 Tabela progressiva Carnê-Leão .................................................................... 31
14.3 Dependentes ................................................................................................ 31
14.4 Cálculo do Carnê Leão .................................................................................. 31
14.5 Deduções no Carnê-leão .............................................................................. 32
14.6 Aba Rendimento do Trabalho Não Assalariado ........................................... 32
14.7 Aba “Outras Informações”. O que entra? .................................................... 33
14.7.1 Aluguéis Recebidos ............................................................................... 33
14.7.2 Pensão Alimentícia e Outros Recebidos ............................................... 33
14.8 Livro Caixa .................................................................................................... 33
14.8.1 Deduções Livro Caixa ............................................................................ 34
14.9 Legislação – Regulamento do Imposto de Renda ........................................ 35
14.9.1 Prestação de serviços com veículos ...................................................... 35
14.9.2 Aluguéis e royalties ............................................................................... 35
14.9.3 Pensão alimentícia ................................................................................ 36
14.10 Rendimentos Recebidos do Exterior ............................................................ 36
14.10.1 Residente no Brasil ............................................................................... 36
14.10.2 Não residente no Brasil ......................................................................... 36
15 Ficha 6 – Rendimentos Isentos e Não Tributáveis ................................................. 37

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16 Ficha 7 – Rendimentos Sujeitos à Tributação Definitiva/Exclusiva ........................ 39
17 Ficha 8 – Rendimentos Tributáveis de PJ (Imposto com Exigibilidade Suspensa) . 40
18 Ficha 9 – Rendimentos Recebidos Acumuladamente ............................................ 40
18.1 Opção pela forma de tributação - Ajuste Anual........................................... 41
18.2 Opção pela forma de tributação - Exclusiva na Fonte ................................. 41
18.2.1 Exemplo................................................................................................. 41
19 Ficha 10 – Imposto Pago/Retido ............................................................................ 42
19.1 Imposto Complementar ............................................................................... 42
20 Ficha 11 - Pagamentos Efetuados .......................................................................... 42
20.1 Despesas Médicas ........................................................................................ 43
20.1.1 Comprovação das despesas médicas.................................................... 43
20.1.2 Despesas médicas que não podem ser deduzidas ............................... 44
20.2 Despesas com Instrução ............................................................................... 45
20.3 Pensão Alimentícia ....................................................................................... 46
20.4 Previdência ................................................................................................... 47
20.4.1 Diferença entre PGBL e VGBL ............................................................... 47
20.4.2 Condições para abater a PGBL .............................................................. 48
20.4.3 VGBL onde declarar?............................................................................. 48
20.4.4 Previdência Complementar do Servidor Público (Exemplo FUNPRESP)49
20.5 Despesas não dedutíveis de informação obrigatória ................................... 50
21 Ficha 12 – Doações Efetuadas ................................................................................ 50
21.1 Doações para fundos de Estatuto da Criança e Adolescente ...................... 50
21.2 Doações para Incentivo à Cultura ................................................................ 50
21.3 Incentivo à Atividade Audiovisual ................................................................ 51
21.4 Incentivo ao Desporto .................................................................................. 51
21.5 Doações – Estatuto do Idoso ........................................................................ 51
21.6 Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com
Deficiência (Pronas/PCD) ................................................................................................ 51
21.7 Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) 52
21.8 Outras doações............................................................................................. 52
22 Ficha 13 - Doações Diretamente na Declaração..................................................... 52
23 Ficha 14 - Bens e Direitos ....................................................................................... 54
23.1 Avaliação de bens adquiridos à vista ........................................................... 60
23.2 Bens adquiridos a prazo ............................................................................... 60
23.3 Bens e Direitos Situados no Exterior ............................................................ 61
23.4 Depósitos em Banco no Exterior .................................................................. 61
23.5 Casos Especiais ............................................................................................. 61
23.5.1 Consórcios Não Contemplados em 2021: ............................................. 61
23.5.2 Consórcio Contemplado em 2021: ....................................................... 61
23.5.3 Leasing .................................................................................................. 62
23.5.4 VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre ............................................... 63
24 Ficha 15 – Dívidas e Ônus Reais.............................................................................. 63
25 Ficha 16 – Espólio ................................................................................................... 64
25.1 Espólio .......................................................................................................... 64
25.2 Declaração inicial de espólio ........................................................................ 65
25.3 Declaração intermediária de espólio ........................................................... 65

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25.4 Declaração final de espólio .......................................................................... 65
26 Ficha 17 – Doações a Partidos Políticos ................................................................. 66
27 Ficha 18 – Importações........................................................................................... 66
28 Ficha 19 – Verificar Pendências .............................................................................. 66
29 Resumo da Declaração ........................................................................................... 66
29.1 Rendimentos tributáveis e deduções........................................................... 67
29.1.1 Rendimentos tributáveis ....................................................................... 67
29.1.2 Deduções............................................................................................... 67
29.2 Base de Cálculo do Imposto ......................................................................... 67
29.3 Apuração Anual do Imposto de Renda ........................................................ 68
29.4 Cálculo do Imposto....................................................................................... 68
29.4.1 Pagamento em Quotas ......................................................................... 68
29.4.2 Onde pagar............................................................................................ 69
29.4.3 Como o imposto pode ser pago ............................................................ 70
29.4.4 Prazo Recolhimento IR .......................................................................... 70
29.5 Outras Informações ...................................................................................... 70
29.5.1 Evolução patrimonial ............................................................................ 70
29.5.2 Outras informações .............................................................................. 70
29.6 Desconto Simplificado .................................................................................. 70
30 Entrega de Declaração ............................................................................................ 71
31 Acompanhamento da Declaração .......................................................................... 71
31.1 Acesso ao ECAC ............................................................................................ 71
31.1.1 O que aconteceu com acesso por certificado digital no E-CAC? .......... 73
31.2 Meu Imposto de Renda ................................................................................ 73
31.3 Principais situações das declarações apresentadas no Meu Imposto de Renda
(Extrato da DIRPF)........................................................................................................... 73
31.4 Dentro do Meu Imposto de Renda .............................................................. 74
32 Retificação da Declaração ...................................................................................... 75
33 Situações Especiais ................................................................................................. 75
33.1 Contribuinte casado ou que tenha companheiro ou divorciados que se casou
novamente...................................................................................................................... 75
33.1.1 Separado ............................................................................................... 75
33.1.2 Conjunto................................................................................................ 76
33.2 Contribuinte viúvo ........................................................................................ 76
33.3 Contribuinte menor de idade ....................................................................... 76
33.4 Contribuinte incapaz .................................................................................... 76
34 Ganhos de Capital ................................................................................................... 77
34.1 Aplicação ...................................................................................................... 77
34.2 Isenção ......................................................................................................... 77
34.3 Ganho de capital tributável.......................................................................... 78
34.4 Não tributado ............................................................................................... 78
34.4.1 Único imóvel ......................................................................................... 78
34.4.2 Bens de pequeno valor ......................................................................... 78
34.4.3 Imóvel residencial ................................................................................. 78
34.5 Alíquotas....................................................................................................... 79
34.6 Responsabilidade pelo pagamento do imposto........................................... 79

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34.7 Prazo para pagamento do imposto .............................................................. 79
34.8 Dedução do valor da corretagem................................................................. 79
34.9 Custo de aquisição ....................................................................................... 79
34.10 Podem integrar o custo de aquisição ........................................................... 79
34.11 Fichas ............................................................................................................ 80
34.11.1 Conceito de à vista, a prazo e à prestação ........................................... 80
34.11.2 Valor de Alienação ................................................................................ 81
34.11.3 Bens e direitos vinculados a financiamentos ou a consórcios ............. 81
34.11.4 Situações ............................................................................................... 81

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1 Conceitos Iniciais
1.1 Conceito de tributo
Segundo o Código Tributário Nacional.
Art. 3.º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela
se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

1.2 Funções do tributo


Função Fiscal: Meramente arrecadatória. Quando o objetivo principal do Estado é
apenas obtenção de recursos financeiros.
Exemplo: ICMS possui como principal função a arrecadação de receita para
financiamento das atividades estatais.
Função Extrafiscal: Quando o tributo é utilizado para interferir em um setor específico
do Estado.
Exemplo: Para incentivar a exportação, a União poderá reduzir ou isentar das operações
o imposto de exportação. Fazendo com que a exportação se torne menos onerosa para
o exportador. Logo, é possível interferir em setores econômico-sociais apenas
aumentando ou diminuindo tributos.
As funções que um tributo pode desempenhar não são excludentes. Todo o tributo pode
possuir as duas funções, sendo uma predominante em relação a outra.
Ex: Imposto de Renda
→ Função precípua: arrecadar recursos (Função fiscal)
→ Função extrafiscal: distribuição de renda. Quem geralmente paga mais imposto de
renda é quem tem maior poder aquisitivo. Estas pessoas, na maioria das vezes, não
fazem uso das atividades custeadas pela receita de arrecadação dos impostos como, por
exemplo, o sistema público de saúde.
Quem, na maioria das vezes, utiliza desses serviços, são as pessoas quem tem uma
condição financeira menor e que, consequentemente, pagam menos Imposto de Renda.

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1.3 Espécies Tributárias


Atualmente no Sistema Tributário brasileiro temos cinco espécies de tributos, são eles:

Impostos
Taxas
Contribuições de Melhoria
Empréstimos Compulsórios
Contribuições Especiais
1.3.1 Impostos
São tributos não vinculados à atuação do Estado, ou seja, o Estado não precisa atuar
para que o fato gerador do imposto aconteça. Portanto, esse tributo não tem caráter
contraprestacional, dizemos que são manifestações de riqueza do sujeito passivo (quem
pagará o tributo).
Além disso, a receita arrecadada com a instituição do imposto se destina a financiar
atividades gerais do Estado, os chamados serviços universais (uti universi), e não uma
atividade específica. Por exemplo, a receita arrecadada com o IPVA pode ser destinada
à saúde, e não, necessariamente, à manutenção das estradas.
Sempre que possível os impostos terão caráter pessoal.
Ex: Será levado em conta as condições de cada pessoa para a cobrança do tributo. Ex:
uma pessoa solteira que tem uma renda de 5000 reais, não pagará o mesmo valor de
Imposto de Renda que uma pessoa que também ganha 5000 reais, porém, tem filhos,
gastos médicos, com escola e etc. Essa pessoa, pagará menos IR que a pessoa solteira
sem dependentes.

1.4 Princípios do direito tributário

1.4.1 Princípio da legalidade


Como consta no artigo 3º do CTN, a instituição de tributo depende de lei. Para essa
exigência não há exceção, ou seja, TODO tributo será instituído mediante lei. A regra é
que essa lei seja ordinária, exceto para a instituição de: Empréstimos Compulsórios,
Impostos Residuais, Contribuições Residuais e Impostos de Grande Fortuna.
Apesar de não termos exceção para instituição do tributo, temos algumas exceções para
a majoração da alíquota, são elas:
1. Imposto de Importação
2. Imposto de Exportação

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3. Imposto sobre Produto Industrializados
4. Impostos sobre Operações Financeiras
5. CIDE – Combustível (Decreto do Chefe do Poder Executivo)
6. ICMS- Combustível (ou ICMS-Monofásico) – Convênio da CONFAZ.

1.4.2 Princípio da Isonomia


Este princípio consiste em tratar de maneira igual os que se encontram em situações
iguais e, de maneira desigual os que se encontram em situações desiguais.
Assim, se dois contribuintes que recebem o mesmo salário e possuem as mesmas
despesas, pagarão a mesma alíquota do imposto de renda. Um terceiro contribuinte,
com salário e despesas diferentes, poderá pagar uma alíquota diversa da dos dois
contribuintes citados inicialmente.
Relacionada à isonomia tributária temos o princípio da capacidade contributiva trazido
pela Constituição Federal.
Ele confere aos impostos, sempre que possível, um caráter pessoal, vide o imposto de
renda.
Art. 145. § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os
direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte.

1.4.3 Princípio da Irretroatividade


A Constituição Federal veda, em seu art. 150, inciso III, alínea a, que os entes federados
cobrem tributos de fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei.
Vamos lá…
Vamos imaginar que antes da existência de lei estadual que instituísse o IPVA, você
comprou um carro.
Até então, comprar um carro não era fato gerador do IPVA (porque ele não existia).
Pouco tempo depois da sua compra, a lei instituindo o IPVA começou a viger. O estado
poderá exigir que você efetue o pagamento do tributo relativo a algo lá do passado?
Não!
Agora, passados alguns anos, você decidiu se desfazer do carro e comprar um novo. A
compra desse novo carro configura fato gerador do IPVA, já que a lei já está em vigor.
Entenderam? Essa vedação trazida no texto constitucional não possui qualquer exceção,
e configura uma espécie de segurança jurídica para o cidadão.

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1.4.4 Princípio da Anterioridade do Exercício
É vedado aos entes tributantes a cobrança no mesmo exercício financeiro em que tiver
sido publicada lei instituindo ou majorando tributos. Ou seja, se lei aumentando a
alíquota do ITBI for publicada no ano X1, sua cobrança só poderá acontecer a partir de
primeiro de janeiro do ano X2.
Essa regra apresenta diversas exceções, são elas:
1. II, IE, IPI e IOF
2. Impostos Extraordinários de guerra
3. Empréstimos Compulsórios para guerra e calamidades públicas
4. Contribuições para financiamento da Seguridade Social
5. ICMS-Monofásico sobre Combustíveis
6. CIDE-combustível.
Esses tributos poderão ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que tiveram suas
alíquotas majoradas.

1.4.5 Princípio da noventena


Mais um princípio cujo objetivo é conferir segurança jurídica ao contribuinte. Em regra,
ele deverá ser observado cumulativamente com o princípio da anterioridade anual. Este
princípio exige o cumprimento do prazo mínimo de 90 dias para a cobrança de um
tributo que tenha sido instituído ou majorado.
O imposto de renda não está sujeito ao princípio da noventena. Sendo assim, a
majoração de alíquotas feita até 31.12 do exercício anterior, pode gerar efeitos a partir
do exercício seguinte.

2 Imposto de Renda: Conceitos Iniciais


Segundo a Constituição Federal:
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
III - renda e proventos de qualquer natureza;
O Imposto de Renda, portanto, é um tributo de competência da União.
Maior arrecadador entre os impostos federais.
É um imposto progressivo. Quanto mais se ganha, mais se paga.
Incide não apenas sobre a renda, mas também sobre os proventos de qualquer
natureza.

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A Constituição diz que o Imposto de Renda deve obedecer à generalidade,
universalidade e progressividade.
“Generalidade e universalidade” quer dizer que todas as pessoas são tributadas em
todas as suas rendas. Salvo, é claro, rendas isentas e não tributadas.

2.1 Qual a legislação relativa ao Imposto de Renda?


Hoje, principalmente o Decreto n. 9.580, de 22 de novembro de 2018.
Além disso, há a Instrução Normativa 1.500, de 29 de outubro de 2014.
Fora isso, anualmente, a Receita Federal disponibiliza uma Instrução Normativa
contendo as regras para elaboração da Declaração de Ajuste Anual de cada exercício.
Além, é claro, do Código Tributário Nacional e da Constituição Federal.

2.2 Quando ocorre o fato gerador do Imposto de Renda?


Segundo o Código Tributário Nacional:
Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer
natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica:
I - de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de
ambos;
II - de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais
não compreendidos no inciso anterior.
Todo tributo precisa ser lançado. No imposto de renda pessoa física, temos o
lançamento chamado de lançamento por homologação.
Código Tributário Nacional
Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação
atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da
autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando
conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.
§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito,
sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento.
§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência
do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado,
considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se
comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.
Por determinação legal, o imposto de renda das pessoas físicas será devido
mensalmente, à medida que os rendimentos forem sendo percebidos, cabendo ao
sujeito passivo a apuração e o recolhimento independentemente de prévio exame da
autoridade administrativa, o que caracteriza a modalidade de lançamento por

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homologação, cujo fato gerador ocorre em 31 de dezembro de cada ano, tendo o fisco
cinco anos, a partir dessa data, para efetuar eventuais lançamentos, nos termos do § 4º
do art. 150, do Código Tributário Nacional. (Acórdão nº 104-21716).
Lei 7.713/1088
Art. 7º Ficam sujeito à incidência do imposto de renda na fonte, calculado de acordo
com o disposto no art. 25 desta Lei:
I - os rendimentos do trabalho assalariado, pagos ou creditados por pessoas físicas ou
jurídicas; (Vide Lei complementar nº 150, de 2015)
II - os demais rendimentos percebidos por pessoas físicas, que não estejam sujeitos à
tributação exclusiva na fonte, pagos ou creditados por pessoas jurídicas.
§ 1º O imposto a que se refere este artigo será retido por ocasião de cada pagamento
ou crédito e, se houver mais de um pagamento ou crédito, pela mesma fonte pagadora,
aplicar-se-á a alíquota correspondente à soma dos rendimentos pagos ou creditados à
pessoa física no mês, a qualquer título.

3 Origens e Aplicações de Recursos


Tal qual estudamos na Contabilidade, toda aplicação de recursos deve ter uma origem.
E esta é a base do Imposto de Renda Pessoa Física.
Eu, Gabriel, não posso surgir com um Porsche Panamera, de quase R$ 1.000.000,00
(aplicação), se não tiver condições suficientes para tanto (origem).
Por isso, quando há mais aplicações do que origens, isso certamente implicará malha
fina.
Quando há mais origens do que aplicações, é um bom sinal de que o contribuinte pode
não estar omitindo receitas do fisco. Mas também não é garantido.

3.1 Origens de recursos


As origens de recursos em síntese são rendas, empréstimos e doações obtidas pela
pessoa física.

Rendas

Origens Empréstimos

Doações Recebidas

Portanto, no Imposto de Renda, temos como possíveis origens:


1 - Renda tributável

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2 - Renda Isenta ou Não Tributada
3 - Doações Recebidas
4 - Empréstimos Obtidos

3.2 Aplicações de recursos


Já as aplicações são as formas como os recursos são gastos. Você não precisa informar,
no Imposto de Renda, que comprou 1 kg de arroz. Mas, de forma geral, os seus gastos
têm de ser compatíveis com o que você ganha.
No Imposto de Renda são aplicações:
1 - Compras de bens em geral
2 - Integralização de capital em sociedade
3 - Pagamentos Diversos, como médicos, instruções
4 - Doações e diversas outras

Compras de bens

Integralização de
capital em sociedade

Aplicações Pagamentos diversos

Doações

Empréstimos feitos

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4 Como Começar o IR?


4.1 Quanto cobrar para fazer uma Declaração de Imposto de Renda?
Acredito que essa resposta seja bastante pessoal. Depende da localidade e também da
complexidade do trabalho.
Geralmente, os profissionais começam cobrando R$ 100,00 para declarações mais
simples e esses valores aumentam conforme a complexidade.
Alguns profissionais também fixam o valor em função do montante a restituir ou a pagar.
É bom verificar tabela existente no Conselho Regional da sua região.
Se algum cliente achar que está caro, diga a ele todas as implicações que pode haver
caso a declaração seja feita de forma incorreta, inclusive com Representação Fiscal para
Fins Penais (Ministério Público).
Valorize o seu trabalho!

4.2 Passo Inicial


- Falar com o cliente, entender o que ele faz.
- Verificar se houve atividades que demandem o preenchimento de programas como
Carnê Leão, Ganhos de Capital ou Atividade Rural. Isso é algo fora da Declaração de
Ajuste Anual.
- Se não preencheu, orientar a preencher ou fazer esse serviço extra.
Melhor fazer e recolher com pagamento de juros e multa do que declarar apenas na
Declaração de Ajuste Anual.

4.3 Documentação
Reunir os principais documentos.

4.3.1 Informações pessoais


- Declaração anterior (Ver tópico Recibo do ano anterior).
- Identificação (nome, CPF, título de eleitor, dados profissionais e residenciais).
- CPF dos dependentes (precisa de CPF dos dependentes de todas as idades). Antes era
apenas para maiores de 12 anos.
- Dados bancários para o caso de haver tributo a restituir.

4.3.2 Dados de Rendimentos:


- Informes de rendimentos de todos os lugares em que trabalhou em 2021.
- Informe de bens, rendimentos e dívidas dos dependentes.

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- Se for aposentado ou pensionista, coletar as informações junto ao INSS.
- Se for declaração conjunta, informe de rendimentos do cônjuge.
- Informes de instituições financeiras (contendo saldo de contas correntes, poupanças e
investimentos). Solicitar também das corretoras de investimentos.
- Quem comprou vendeu ações e fez operações com renda variável deve ter detalhado
os documentos de controle de compra e venda, com apuração mensal do imposto e
também as DARFs.
- Aluguéis recebidos, com endereço, valor recebido, nome do locador, CPF do locador.

4.3.3 Pagamentos efetuados/Bens/Doações:


- Recibos de despesas médicas e com educação. Esses documentos podem ser
solicitados pelo Fisco no período decadencial do imposto. Portanto, é importante
guardar.
Não valem cursos extracurriculares ou livres. Apenas ensino fundamental, médio,
superior, pós ou técnico.
- Documentos referentes a bens (carros, imóveis, outros bens).
- Se tiver financiamento, o nome do banco, o valor financiado, o valor da entrada e das
prestações pagas.
- Se tiver feito ou recebido doações, os documentos correspondentes.
- Resultados dos programas auxiliares (Carnê-Leão, Ganhos de Capital, Atividade Rural).
Atenção! Despesa com INSS de empregado doméstico não pode mais ser abatida a
partir de 2019.
- Se for autônomo, livro caixa, contendo as entradas e saídas dos valores.

5 Ano Calendário e Exercício Financeiro


Ano calendário é o período ao qual o Imposto de Renda se refere.
Em 2022 declararemos o IR relativo ao ano calendário de 2021.
Exercício financeiro é o ano em que fazemos a Declaração e transmissão ao Fisco.
Portanto, a Declaração é Exercício 2022, Ano Calendário 2021.

6 Conceito de Renda e Proventos


Como dissemos, o Imposto de Renda incide sobre a renda e proventos de qualquer
natureza.
Segundo a Instrução Normativa 1.500/2014:

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Art. 3º Constituem rendimentos tributáveis todo o produto do capital, do trabalho ou
da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidos em dinheiro e, ainda, os
proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais
não correspondentes aos rendimentos declarados.

6.1 Renda
Renda: O produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos.
Como exemplo de renda do trabalho, temos os salários, honorários, pró-labore e todos
aqueles que decorram do trabalho da pessoa física.
Como exemplo de renda do capital, temos rendimentos de aplicações financeiras ou
mesmo o valor de um aluguel recebido relativo a um imóvel.
E quanto a ambos, temos a atividade empresarial, pois além de você empregar seu
capital para exercer uma atividade, ainda pode trabalhar e receber valores relativos à
empresa.

6.2 Provento
Proventos de qualquer natureza.
Por exemplo, aposentadoria, pensão alimentícia, indenizações.

6.3 Acréscimos não correspondentes aos rendimentos declarados


Se você ainda teve um aumento nos seus rendimentos de valores que não estão
declarados, o Fisco considera isso como um valor tributável. Isto é, quando suas
aplicações são maiores do que as origens.

7 Formas de apuração mensal do Imposto de


Renda
7.1 Declaração de Ajuste Anual - Conceito
A Declaração que fazemos ao Imposto de Renda, no período de março a abril, é chamada
de Declaração de Ajuste Anual.
Vejam que o nome é Declaração de Ajuste Anual. Todavia, o Imposto de Renda deve ser
recolhido em apurações mensais, com base no chamado Regime de Caixa.
Ao final do ano, fazemos os ajustes para ver se há necessidade pagar mais tributos ou,
então, se você pagou mais do que deveria, restituir algum montante.
Existem duas formas de apuração do tributo mensalmente: retenção ou carnê leão.

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7.2 Retenção
A retenção ocorre quando a pessoa física recebe renda de uma pessoa jurídica ou
mesmo de uma pessoa física empregadora.
Neste caso, a fonte pagadora é obrigada a reter o valor do IRPF e repassar à União.

7.3 Carnê-Leão
No caso do carnê-leão, a apuração é feita pela própria pessoa física que recebeu a renda
ou provento.
Portanto, o Carnê-Leão é utilizado para recebimento de uma pessoa física (pessoa física
pagando para pessoa física).
Ou seja, a pessoa física que está pagando não é uma fonte pagadora e não está obrigada
a fazer retenção.

8 Programa IRPF 2022 e Entrega da


Declaração.
Para o ano calendário de 2021 é utilizado o Programa IRPF 2022 para preenchimento da
Declaração de Ajuste Anual.
O programa deve ser baixado no site da Receita Federal.

8.1 Equipamento Necessário


O Programa IRPF foi desenvolvido para os sistemas operacionais Windows, Linux, Mac
OS e possui também uma versão Multiplataforma. Com exceção da versão
“multiplataforma (zip)”, o programa já vem com o Java “embutido”, ou seja, não é
necessário instalar ou atualizá-lo em separado.
Para instalar a versão multiplataforma ou os programas dos anos anteriores, é
necessário que tenha instalada no computador a versão atualizada da máquina virtual
Java (JVM).

8.2 Prazo para apresentação


Geralmente, a Declaração pode ser apresentada do dia 01 de março até 30 de abril.
Se o contribuinte estiver viajando, não há postergação do prazo.

8.3 Formas de Elaboração da Declaração


- Através de computador, no site da Receita Federal, em download do programa.
- Pelo E-CAC, através do Menu Meu Imposto de Renda.
- Por tablets e smartphones, através do aplicativo Meu Imposto de Renda.

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8.4 Quem pode apresentar a declaração
O próprio contribuinte ou representante.

8.4.1 Procuração para fazer o IR


Lembre-se de que para poder fazer a declaração de IR dos seus clientes e acessar a base
de dados deles no E-CAC, existe a necessidade de que seja feita procuração.
Existem dois tipos de Procuração:
Procuração RFB – Feita sem certificado digital por parte do outorgante.
Procuração Eletrônica (E-CAC) – Precisa de certificado digital por parte do outorgante.
Essa procuração pode ser feita com ou sem certificado digital por parte do outorgante.
Todavia, o procurador precisa ter sistema de certificação digital.
[Link]
Outorgante: Quem transfere os poderes
Outorgado: Quem recebe os poderes
Se emitir pelo site, deve autenticar e levar à RFB.
Se fizer pelo E-CAC, não precisa levar à RFB.
INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1751, DE 16 DE OUTUBRO DE 2017

[Link]
notado
A partir de 20/10/20, com a publicação do Ato Declaratório Executivo Cogea nº 7/2020,
a Procuração RFB (também denominada Procuração para uso do e-CAC), outorgada pelo
contribuinte que não possui certificado digital para outra pessoa que já o possui, DEVE:
a) ter firma reconhecida em cartório;
b) ser protocolada somente pelo Portal e-CAC, via Dossiê Digital de Atendimento aberto
em nome do outorgante ou do outorgado (procurador digital).
Caso o contribuinte decida não efetuar o reconhecimento de firma em cartório e não se
trate de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado, o protocolo
da Procuração RFB poderá se dar nas unidades presenciais, sempre mediante prévio
agendamento.
Já a Procuração Eletrônica é outorgada pelo contribuinte que já possui certificação
digital para outra pessoa que também a possui. Nesse caso, o procedimento é todo feito
pelo Portal e-CAC, com efeitos imediatos após a assinatura eletrônica, sem necessidade
de se dirigir às unidades presenciais.

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8.5 Multa por atraso
O contribuinte obrigado a apresentar a declaração, no caso de apresentação após o
prazo previsto ou da não apresentação, fica sujeito ao pagamento de multa por atraso,
calculada da seguinte forma:
- Existindo imposto devido, multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso,
incidente sobre o imposto devido, ainda que integralmente pago, observados os valores
mínimos de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido;
- Inexistindo imposto devido, multa de R$ 165,74.
A entrega de Declaração de Ajuste Anual retificadora não está sujeita à multa por atraso
na entrega.
O contribuinte que deixou de apresentar, no prazo previsto, a Declaração de Ajuste
Anual, quando estava obrigado a fazê-lo, deverá fazer o download, do sítio da RFB na
Internet, do programa relativo ao ano-calendário correspondente e após preencher a
declaração de acordo com as instruções vigentes para aquele ano, apresentá-la.

8.6 Tipos de Declaração


Declaração de Ajuste Anual: Deve ser apresentada pela pessoa física residente no Brasil
que está obrigada a apresentar Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda.
Declaração Final de Espólio: Deve ser apresentada pelo inventariante, cônjuge ou
companheiro, sucessor a qualquer título ou por representante do de cujus relativa a
espólio cuja decisão judicial transitada em julgado da partilha, sobrepartilha ou
adjudicação ou lavratura da escritura pública de inventário e partilha dos bens tenha
ocorrido no ano-calendário de 2021.
Declaração de Saída Definitiva do País: Deve ser apresentada pela pessoa física que, em
2021, se retirou do Brasil em caráter permanente ou passou à condição de não residente
no Brasil, quando houver saído do território nacional em caráter temporário.

8.6.1 Iniciar Importando Declaração


Neste caso, o programa vai buscar sua declaração anterior.
Se você não altera, geralmente será criada uma pasta no seu Disco C:, com o nome
Arquivos de Programas RFB.
Caso você esteja fazendo para terceiro, pegue a última declaração enviada pelo
contribuinte no exercício anterior.
Aparecerá um nome do tipo:
[Link]
Se for retificadora, constará:
[Link]

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O arquivo DEC é da declaração como um todo.
O arquivo REC é apenas o recibo.

8.6.2 Iniciar Declaração a partir da Pré-Preenchida


Para essa opção é necessário que você tenha o certificado digital, caso esteja fazendo
sua própria declaração.
Caso esteja fazendo por terceiros, e o contribuinte não tenha certificado digital, mesmo
assim você consegue acesso com o seu certificado digital, se tiver sido feita procuração.
Essa opção facilita bastante o preenchimento da declaração, pois ela já busca diversos
dados que foram informados pelas fontes pagadoras, bancos, pagamentos que você fez
e foram declarados em seu nome (ou de dependentes).
É só ajustar com dados adicionais e a declaração estará pronta.

8.6.3 Iniciar Declaração em Branco


Neste caso, você começará uma nova declaração. Do zero.

9 Ficha 1 - Identificação
Informar se a Declaração é de Ajuste Anual ou Retificadora.
Declaração de Ajuste Anual é a primeira declaração feita no ano para aquele
contribuinte.
Declarações Retificadoras são as que ajustam a primeira.
Se for Declaração de Ajuste Anual, incluir o número da Declaração do ano anterior.
Se for retificadora, incluir o número da Declaração que está sendo retificada.
Possui Cônjuge ou Companheiro? Se houver, preencher que sim, mesmo que este faça
sua Declaração separadamente.
No campo ocupação, colocar a principal ocupação.
No campo Um dos declarantes é pessoa com doença grave ou deficiência física ou
mental?
Assinale se “um dos declarantes (ou dependentes) é pessoa com deficiência, física ou
mental, ou doença grave, com base em conclusão da medicina especializada para o
tratamento da patologia”, marque para obter prioridade no pagamento da restituição
do IRPF, conforme previsto no art. 69-A da Lei nº 9.784, de 1999

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9.1 Contribuintes
As pessoas físicas que perceberem renda ou proventos de qualquer natureza, inclusive
rendimentos e ganhos de capital, são contribuintes do imposto sobre a renda, sem
distinção de nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão (RIR 2018, artigo 1º).
Os rendimentos e os ganhos de capital percebidos por menores e outros incapazes serão
tributados em seus respectivos nomes, com o número de inscrição próprio no Cadastro
de Pessoas Físicas – CPF (art. 3º).
Responsabilidade: dos pais, tutor, curador ou responsável pela guarda.
Incapazes poderão ser considerados dependentes.
São também contribuintes as pessoas físicas que perceberem rendimentos de bens de
que tenham a posse como se lhes pertencessem, de acordo com a legislação em vigor.

9.2 Quem está obrigado a declarar o IRPF?


Não há limite mínimo ou máximo de idade.
Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2022,
a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2021:
I - recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi
superior a R$ 28.559,70;
II - recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte,
cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;
III - obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito
à incidência do Imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias,
de futuros e assemelhadas;
IV - relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 (cento e quarenta e dois mil,
setecentos e noventa e oito reais e cinquenta centavos); ou
b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2021 ou posteriores, prejuízos de anos-
calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2021;
V - teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive
terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);
VI - passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição
encontrava-se em 31 de dezembro; ou
VII - optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital
auferido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na
aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta)

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dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº
11.196, de 21 de novembro de 2005.
Observações:
O simples fato de você ser titular ou sócio de empresa não obriga à declaração do IR.
Não existe idade máxima para obrigatoriedade ou dispensa da apresentação da DAA.
O critério utilizado para avaliação de bens e direitos é o custo de aquisição. Para bens
comprados a partir de 1995.
O contribuinte deve apresentar apenas uma declaração de ajuste anual. Não importa
a quantidade de fontes pagadoras, informando todos os rendimentos do ano de 2020.

9.3 Recibo do ano anterior


Importante: Para fazer a declaração é preciso do número de recebido da declaração
anterior.
Dispensado o número de recibo se:
a) a soma dos rendimentos, do titular e dos dependentes, sujeitos ao ajuste anual for
inferior a R$ 200.000,00;
b) a transmissão da declaração for feita com o uso de certificado digital; ou
c) o contribuinte não tiver apresentado Declaração de Ajuste Anual relativa ao exercício
de 2021, ano-calendário de 2020.
O contribuinte pode obter a cópia da Declaração de Ajuste Anual anterior mediante
acesso ao sítio da RFB na Internet, utilizando a opção “e-CAC”, por intermédio de
certificação digital, ou solicitá-la, por escrito, ao titular da unidade da Secretaria Especial
da Receita Federal do Brasil (RFB) de sua jurisdição fiscal.
Os pedidos de cópias de quaisquer documentos estão sujeitos ao recolhimento prévio
de taxa específica para ressarcimento de despesas, que deve ser recolhida por meio de
DARF, utilizando-se o código 3292.

9.4 Dispensa da entrega da declaração


1 - Se você é dependente de outra pessoa.
2 - Aquele que é casado/união estável, declarado por companheiro, se tiver apenas bens
(sem renda tributável) e o valor dos bens privativos não passar de R$ 300.000,00.
Ou, é claro, se você não satisfaz qualquer critério para a entrega da Declaração.
Se você está desobrigado e, mesmo assim, quiser apresentar a Declaração de Imposto
de Renda, para restituir valores, não há problema.

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9.5 E quem mudou do país?
Deve apresentar Declaração de Saída Definitiva do País.
Apresenta a declaração relativa a 1º de janeiro até o dia anterior à data em que se
mudou.

10 Ficha 2 – Dependentes
Os gastos com dependentes reduzem a base de cálculo do valor a pagar. Todavia, como
o próprio programa salienta:

Quando você inclui um dependente, todos os seus bens e direitos, além dos
rendimentos tributáveis vêm junto.
Assim, geralmente, será viável incluir um dependente no caso de ele não ter renda.
O dependente não precisa estar nesta condição ao longo de todo o ano calendário. Por
exemplo, minha filha Luísa nasceu em maio de 2020 e, na declaração de 2021, foi
incluída como minha dependente, mesmo que por um período menor de tempo.
O mesmo vale para um dependente que venha a falecer.

10.1 Valor por dependente


Art. 71. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto
sobre a renda, poderá ser deduzida do rendimento tributável a quantia, por
dependente, de:
VI - R$ 189,59 (cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos), para os meses
de abril a dezembro do ano-calendário de 2015.
Isso dá um valor de dedução anual de R$ 2.275,08 por dependente.

10.2 Quem pode ser dependente


I - O cônjuge;
II - O companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por mais de cinco
anos ou por período menor se da união resultou filho;
A PGFN reconhece, desde 2011, a união homoafetiva como factível de declaração
como dependente.
III - A filha, o filho, a enteada ou o enteado, até vinte e um anos, ou de qualquer idade
quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

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IV - O menor pobre, até vinte e um anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual
detenha a guarda judicial;
V - O irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até vinte e um anos, desde que o
contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer idade quando incapacitado física
ou mentalmente para o trabalho;
VI - Os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos, tributáveis ou
não, superiores ao limite de isenção mensal; e
VII - O absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou curador.
§ 2º Os dependentes a que referem os incisos III e V do § 1º poderão ser assim
considerados quando maiores até vinte e quatro anos de idade, se ainda estiverem
cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau (Lei nº 9.250, de 1995, art.
35, § 1º).
É vedada a dedução concomitante do montante referente ao mesmo dependente, na
determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda, por mais de um
contribuinte.
Resumindo: Minha filha Luísa não pode ser dependente concomitantemente na minha
declaração e na da minha esposa, se feita em separado.
Os dependentes comuns poderão, opcionalmente, ser considerados por qualquer um
dos cônjuges (Lei nº 9.250, de 1995, art. 35, § 2º).
Na hipótese de filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes aqueles
que ficarem sob a guarda do contribuinte, em cumprimento de decisão judicial ou de
acordo homologado judicialmente.
No caso de exclusão de dependentes relacionados, o programa automaticamente
excluirá os dados relativos a esses dependentes.

10.3 CPF do Dependente


É obrigatória a inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) das pessoas físicas que
constem como dependente para fins do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Antes era apenas a partir de 12 anos.
Instrução Normativa RFB nº 1.548, de 13 de fevereiro de 2015, art. 3º, inciso III,§ 2º.

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11 Ficha 3 – Alimentando
11.1 Diferença entre Alimentandos e dependentes
A primeira coisa é saber a diferença entre alimentando e dependente.
Alimentando é alguém que seja beneficiário de pensão alimentícia, em razão de decisão
judicial. Não necessariamente são aquelas pessoas na lista de dependentes. Pode ser
ex-marido, ex-esposa, filha, filho, e assim por diante.
Já os dependentes são as pessoas que estudamos acima. Uma pessoa cujas despesas
são basicamente custeadas por quem está declarante.

11.2 Tratamento para quem recebe


Quanto à pensão alimentícia, para o recebedor, temos as seguintes nuances:
1 – Ela é tributável para quem recebe, sendo lançada em Rendimentos Tributáveis
Recebidos por Pessoa Física/Exterior.
2 – No caso de o montante ser superior a R$ 1.903,98, há que recolher imposto
mensalmente via Carnê-Leão.
3 – Posteriormente, na Declaração de Ajuste Anual, você importa os valores do Carnê
para o programa gerador da declaração (PGD).

11.3 Tratamento para quem paga


Para o pagador, temos as seguintes peculiaridades:
1 – O valor é dedutível da base de cálculo do IRPF.
2 – Quem paga deve cadastrar o Alimentando na ficha correspondente.
3 – Além disso, deve informar os valores em Pagamentos Efetuados, nos Códigos 30 a
34.
4 – Só pode ser abatido o valor permitido em sentença judicial e destinados à
alimentação, despesas médicas e instrução (observado o limite).
5 – Pagamentos com viagens, aluguéis, entre outros não podem constar.

11.4 Campo Alimentando no IRPF


Nessa ficha devem ser informados os alimentandos em razão de decisão judicial ou de
acordo homologado judicialmente ou por escritura pública, a que se refere o art. 733
da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 - Código de Processo Civil:
a) que sejam beneficiários de pensão alimentícia; e/ou
b) com quem o declarante efetuou despesas de instrução e/ou despesas médicas.

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As despesas com instrução e despesas médicas com alimentados apenas poderão ser
deduzidas na Declaração de Ajuste Anual, desde que previstas em sentença judicial,
acordo homologado judicialmente ou escritura pública.
A legislação do Imposto de Renda não define quem satisfaz ou não os requisitos para
ser enquadrado como alimentando.
Se constar de sentença judicial, acordo homologado judicialmente ou escritura pública,
pode ser alimentando.
Não há restrições quanto à idade, sexo, renda, parentesco, na legislação do Imposto de
Renda.
Portanto, caso a pensão alimentícia seja paga sem qualquer tipo de aval do Judiciário
ou escritura pública, não poderá haver a dedução no cálculo do Imposto de Renda.
Ademais, caso, por exemplo, a mãe resolva pagar uma viagem a Nova York para seu
alimentado, isso não será abatido.
É apenas a pensão alimentícia, destinada aos alimentos, como o próprio nome diz e
despesas médicas e com instrução, desde que previstas em sentença judicial.
Os demais gastos não são dedutíveis no caso de alimentando.
Na ficha Alimentandos há apenas a informação de quem são os alimentandos que você
possui. Neste campo do programa não é feita qualquer dedução.

11.5 Pensão Alimentícia


Art. 72. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto
sobre a renda, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia
observadas as normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão
judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, de acordo homologado
judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 733 da Lei nº 13.105, de 16
de março de 2015 - Código de Processo Civil (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, caput , inciso
II).
§ 1º A partir do mês em que for efetuado o pagamento, é vedada a dedução relativa ao
mesmo beneficiário do valor correspondente ao dependente.
§ 4º Não se caracterizam como pensão alimentícia nem são dedutíveis da base de
cálculo mensal as importâncias pagas a título de despesas médicas e de educação dos
alimentandos, ainda que realizadas pelo alimentante em decorrência de cumprimento
de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública a
que se refere o art. 733 da Lei nº 13.105, de 2015 - Código de Processo Civil (Lei nº 9.250,
de 1995, art. 4º e art. 8º, § 3º).
§ 5º As despesas a que se refere o § 4º poderão ser deduzidas pelo alimentante na
determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda na declaração de ajuste

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anual, a título de despesa médica ou de despesa com educação, de acordo com o
disposto nos art. 73 e art. 74, desde que realizadas pelo alimentante em decorrência de
cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, ou de
escritura pública a que se refere o art. 733 da Lei nº 13.105, de 2015 - Código de Processo
Civil ( Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 3º ).

12 Ficha 4 – Rendimentos Recebidos de


Pessoa Jurídica
Neste campo entram os valores recebidos de pessoa jurídica e recebidos de pessoa física
com a qual você tenha vínculo empregatício.
Como já dissemos anteriormente, são os valores sujeitos à retenção mensal do imposto.
Operações com atividades rurais, ganhos de capital e em bolsa não devem ser
incluídas nesta parte.
Quando você preenche esses valores, eles são automaticamente transportados para o
campo Resumo da Declaração e também para o Cálculo do Imposto.

12.1 Comprovante de rendimentos


A fonte pagadora é obrigada a apresentar o comprovante de rendimentos até 28.02.
A fonte pagadora, pessoa física ou jurídica, deve fornecer à pessoa física beneficiária,
até o último dia útil do mês de fevereiro do ano subsequente àquele a que se referirem
os rendimentos ou por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, se esta ocorrer antes
da referida data, documentos comprobatórios, em uma via, com indicação da natureza
e do montante do pagamento, das deduções e do imposto retido no ano-calendário de
2021, conforme modelo oficial.
No caso de retenção na fonte e não fornecimento do comprovante, o contribuinte deve
comunicar o fato à unidade de atendimento da Secretaria Especial da Receita Federal
do Brasil (RFB) de sua jurisdição, para as medidas legais cabíveis.
Ocorrendo inexatidão nas informações, tais como salários que não foram pagos nem
creditados no ano-calendário ou rendimentos tributáveis e isentos computados em
conjunto, o interessado deve solicitar à fonte pagadora outro comprovante preenchido
corretamente.
Caso a fonte pagadora seja desobrigada a apresentar comprovante de rendimentos,
você pode se utilizar de outros documentos, tais quais contracheques e recibos.

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12.2 Tabela Progressiva Mensal e Anual

12.2.1 Mensal
O Imposto de Renda é calculado com base em uma tabela progressiva e, quanto maior
sua renda, maior a alíquota a que você está sujeito.
A seguir, a tabela progressiva mensal para o Imposto de Renda:
TABELA PROGRESSIVA MENSAL
BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR DO IMPOSTO (R$)
Até 1.903,98 - -
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36

Essa tabela não tem atualização desde 2015.

12.2.2 Anual
A seguir a tabela anual, utilizada na Declaração de Ajuste Anual.
Valor Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)
Até R$ 22.847,76 Isento R$ 0,00
De R$ 22.847,77 até R$ 33.919,80 7,5% R$ 1.713,58
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 15% R$ 4.257,57
De R$ 45.012,61 até R$55.976,16 22,5% R$ 7.633,51
Acima de R$ 55.976,16 27,5% R$ 10.432,32

Essa tabela não tem atualização desde 2015.


É a multiplicação da tabela mensal por 12 meses.

12.3 Rendimento Bruto


Constituem rendimento bruto todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação
de ambos, os alimentos e as pensões percebidos em dinheiro, os proventos de qualquer
natureza e os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos
declarados (RIR, artigo 33).
A tributação independe da denominação dos rendimentos, dos títulos ou dos direitos,
da localização, da condição jurídica ou da nacionalidade da fonte, da origem dos bens
produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou dos proventos, sendo
suficiente, para a incidência do imposto sobre a renda, o benefício do contribuinte por
qualquer forma e a qualquer título (RIR, art. 34).
Sem prejuízo do ajuste anual, se for o caso, os rendimentos serão tributados no mês em
que forem recebidos, considerado como tal aquele da entrega de recursos pela fonte
pagadora, inclusive por meio de depósito em instituição financeira em favor do
beneficiário (RIR, art. 34, parágrafo único).

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12.4 Rendimentos Tributáveis
São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações
por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer
proventos ou vantagens percebidas, tais como (RIR, art. 36):
(Lista exemplificativa)
I - salários, ordenados, vencimentos, soldos, soldadas, vantagens, subsídios, honorários,
diárias de comparecimento, bolsas de estudo e de pesquisa e remuneração de
estagiários;
II - férias;
III - licença especial ou licença-prêmio;
IV - gratificações, participações, interesses, percentagens, prêmios e quotas-partes de
multas ou receitas;
V - comissões e corretagens;
Art. 38. São tributáveis os rendimentos do trabalho não assalariado, tais como (Lei nº
5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, art. 43, § 1º ; e Lei nº 7.713, de 1988, art.
3º, § 4º) :
I - honorários do livre exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado,
dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor,
escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas;

12.5 Tributação sobre 13º


O décimo terceiro salário tem retenção de IRRF apenas na ocasião da quitação. Na data
da antecipação não há incidência do imposto.
Resumindo: incide apenas na segunda parcela, que ocorre até 20/12.
Você apresenta como rendimento recebido de pessoa jurídica, mas o valor não vai para
o cálculo do IR, é considerado como rendimento exclusivamente na fonte,
separadamente dos demais rendimentos.
Isso implica que ele não está sujeito ao ajuste na Declaração como os demais. A
tributação é definitiva. Então, ela não colabora nem para saldo a pagar, tampouco para
qualquer valor a restituir.

12.6 Importar Arquivo da Fonte Pagadora


Existe a possibilidade de a fonte pagadora enviar um arquivo já preenchido para o
beneficiário. Neste caso, basta ir no canto do programa e importar.
Importante:

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Informar também todos os rendimentos recebidos de pessoa jurídica pelos
dependentes.
Isso é importante, para evitar que o contribuinte caia na malha.

13 Ficha 5 – Rendimentos Recebidos de


PF/Exterior
São os dados oriundos do carnê leão. É possível importar os dados diretamente do
carnê-leão.
Se é o caso de preenchimento do programa, e o contribuinte não o fez, é melhor baixar
o programa e fazer mês a mês, pois evitará uma multa de 50%.
Caso o valor recebido esteja na faixa isenta do imposto (menos de R$ 1.903,98), você
não precisa fazer o programa carnê-leão, mas deve preencher os dados manualmente.
Até por que este valor vai somar com o valor do Imposto de Renda recebido de pessoa
jurídica para fins de cálculo do tributo.
Os médicos, odontólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais,
advogados, psicólogos, corretores e administradores de imóveis deverão informar na
Ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior da Declaração de
Ajuste Anual (DAA) o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do titular
do pagamento e do beneficiário dos serviços por eles prestados, bem como o valor dos
referidos serviços.
Se não for obrigado a preencher o CPF o beneficiário, como no caso de outros
profissionais que prestam serviços que não são dedutíveis, você pode marcar a opção
CPF não foi informado.

14 Carnê-Leão
Os rendimentos sujeitos ao carnê-leão estão também sujeitos ao ajuste anual na
Declaração de Ajuste Anual, e o imposto pago será considerado antecipação do
apurado nessa declaração.
As importâncias descontadas em folha a título de pensão alimentícia em face das
normas do direito de família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo
homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais, não estão
sujeitas à retenção na fonte, devendo o beneficiário da pensão efetuar o recolhimento
mensal obrigatório (carnê-leão), se for o caso.
O rendimento sujeito ao Carnê-leão obriga o beneficiário do rendimento a apurar e
recolher o imposto até o último dia útil do mês subsequente ao do recebimento do
rendimento.

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Considera-se recebimento a entrega de recursos ao beneficiário, ainda que mediante
depósito em instituição financeira em seu nome.
Art. 118. Fica sujeita ao pagamento mensal do imposto sobre a renda a pessoa física que
receber de outra pessoa física, ou de fontes situadas no exterior, rendimentos que não
tenham sido tributados na fonte, no País, tais como:
II - Os rendimentos recebidos em dinheiro, a título de alimentos ou de pensões inclusive
alimentos provisionais;
IV - Os rendimentos de aluguéis recebidos de pessoas físicas;
VI - Os rendimentos de prestação a pessoas físicas de serviços de transporte de carga ou
de passageiros, observado o disposto no art. 39; e
Art. 120. Os rendimentos sujeitos à incidência mensal do imposto sobre a renda também
integrarão a base de cálculo do referido imposto na declaração de ajuste anual e o
imposto sobre a renda pago será deduzido do apurado nessa declaração

14.1 Exemplos de atividades sujeitas ao Carnê-Leão


Estão sujeitos ao pagamento do Carnê-leão os rendimentos tributáveis recebidos de
pessoa física e de fonte situada no exterior, tais como os relativos a:
1 - Trabalho sem vínculo empregatício;
2 - Locação e sublocação de bens móveis e imóveis;
3 - Arrendamento e subarrendamento;
4 - Pensões, inclusive alimentícia, ou alimentos provisionais, mesmo que o pagamento
tenha sido feito por meio de pessoa jurídica;
5 - Prestação de serviços a embaixadas, repartições consulares, missões diplomáticas ou
técnicas ou a organismos internacionais;
6 - Prestação de serviços de representante comercial autônomo, intermediário na
realização de negócios por conta de terceiros;
7 - Emolumentos e custas dos serventuários da Justiça, como tabeliães, notários, oficiais
públicos e demais servidores, independentemente de a fonte pagadora ser pessoa física
ou jurídica, exceto quando forem remunerados pelos cofres públicos;
8 - Prestação de serviços de transporte de cargas - no mínimo 10% (dez por cento) do
total dos rendimentos recebidos;
9 - Prestação de serviços de transporte de passageiros - no mínimo 60% (sessenta por
cento) do total dos rendimentos recebidos;
10 - Rendimentos decorrentes da atividade de leiloeiro.

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14.2 Tabela progressiva Carnê-Leão
TABELA PROGRESSIVA MENSAL

BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR DO IMPOSTO (R$)

Até 1.903,98 - -

De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80

De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80

De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13

Acima de 4.664,68 27,5 869,36

Art. 123. O imposto sobre a renda apurado na forma prevista nas tabelas progressivas
constantes do art. 122 deverá ser pago até o último dia útil do mês subsequente àquele
em que os rendimentos ou os ganhos forem percebidos (Lei nº 8.383, de 1991, art. 6º).

14.3 Dependentes
Fazer o mesmo processo para os dependentes.

14.4 Cálculo do Carnê Leão


O imposto relativo ao carnê-leão é calculado mediante a aplicação da tabela progressiva
mensal, vigente no mês do recebimento do rendimento, sobre o total recebido no mês,
devendo ser recolhido até o último dia útil do mês subsequente ao do recebimento do
rendimento, com o código 0190.
Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, quando não
utilizados para fins de retenção na fonte, podem ser deduzidos, observados os limites e
condições fixados na legislação pertinente:
I - as importâncias pagas em dinheiro a título de pensão alimentícia em face das normas
do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo
homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou de
escritura pública a que se refere o art. 733 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 -
Código de Processo Civil;
II – a quantia de R$ 189,59, por dependente, no ano-calendário de 2021;
III - as contribuições para a Previdência Social da União, dos estados, do Distrito Federal
e dos municípios, cujo ônus tenha sido do próprio contribuinte e desde que destinado a
seu próprio benefício;
IV - as despesas escrituradas em livro-caixa;
A tributação incide sobre o valor total recebido no mês, independentemente de os
valores unitários recebidos serem inferiores ao limite mensal de isenção.

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14.5 Deduções no Carnê-leão
Desde que não tenham sido utilizadas como dedução de rendimento sujeito à retenção
do imposto na fonte, são admitidas as seguintes deduções na base de cálculo do
imposto:
Contribuição previdenciária oficial;
Dependentes (R$ 189,59 por dependente);
Pensão alimentícia paga em face das normas do Direito de Família, quando em
cumprimento de decisão judicial, inclusive os alimentos provisionais, de acordo
homologado judicialmente ou de escritura pública a que se refere o art. 733 da Lei nº
13.105, de 16 de março de 2015 – Código de Processo Civil (CPC);
Livro Caixa – as despesas escrituradas em livro Caixa podem ser deduzidas somente pelo
trabalhador autônomo, leiloeiro, e titular de serviços notariais e de registro.

14.6 Aba Rendimento do Trabalho Não Assalariado


O que entra?
- Profissão, ocupação e prestação de serviços (inclusive de representante comercial
autônomo);
- Honorários de autônomos, como médico, dentista, engenheiro, advogado, veterinário,
professor, economista, contador, jornalista, pintor, escultor, escritor, leiloeiro;
- 10% (dez por cento), no mínimo, do rendimento do trabalho individual no transporte
de carga e de serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e
assemelhados, quando o veículo ou a máquina utilizada for de propriedade do
contribuinte, ou locado, e conduzido exclusivamente por ele;
- 60% (sessenta por cento), no mínimo, do rendimento do trabalho individual no
transporte de passageiros;
A pessoa física equipara-se a pessoa jurídica caso possua mais de um veículo ou
máquina e explora-os em conjunto com outras pessoas ou contrata profissional
qualificado para conduzi-los ou operá-los.
O restante dos valores deve ser lançado como rendimentos isentos e não tributáveis.
– Direitos autorais de obras artísticas, didáticas, científicas, urbanísticas, projetos
técnicos de construção, instalação ou equipamento, quando explorados diretamente
pelo autor ou criador do bem ou da obra;
– Exploração individual de contratos de empreitada de trabalho, como trabalho
arquitetônico, topográfico, de terraplenagem e de construção;
– Emolumentos e custas dos serventuários da Justiça, exceto quando pagos
exclusivamente pelos cofres públicos;

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Não inclua os rendimentos de trabalho com vínculo empregatício, recebidos de
pessoas físicas, que devem ser informados na aba “Titular” da ficha Rendimentos
Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.

14.7 Aba “Outras Informações”. O que entra?

14.7.1 Aluguéis Recebidos


Aluguel, assim considerados a ocupação, sublocação, uso ou exploração de bens móveis,
imóveis e royalties (direitos autorais de obras artísticas, didáticas, científicas,
urbanísticas, projetos técnicos de construção, instalação ou equipamento, quando não
explorados diretamente pelo autor ou criador do bem ou da obra).
Do valor do aluguel recebido, podem ser excluídos os seguintes encargos, desde que o
ônus tenha sido exclusivamente do locador:
– Impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que produzir o rendimento;
– Aluguel pago pela locação de imóvel sublocado;
– Despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento;
– Despesas de condomínio.

14.7.2 Pensão Alimentícia e Outros Recebidos


Importâncias recebidas em dinheiro a título de pensões ou alimentos (inclusive
provisionais), mesmo que o pagamento tenha sido feito por intermédio de pessoa
jurídica;
– Juros recebidos de empréstimos concedidos a pessoa física;
– Lucro obtido no comércio ou na indústria pelo contribuinte que não exerça
habitualmente a profissão de comerciante ou industrial;
– Valor decorrente de reajustamento e juros recebidos na alienação a prazo ou a
prestação de bens ou direitos.

14.8 Livro Caixa


É o livro no qual são relacionadas, mensalmente, as receitas e despesas relativas à
prestação de serviços sem vínculo empregatício. Está dispensado o seu registro na
Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) ou em cartórios.
O programa Carnê-leão permite a escrituração eletrônica do livro Caixa, com diversas
vantagens para o contribuinte, tais como:
1. Cálculo do limite mensal de dedução;
2. Transporte do excedente das despesas para o mês seguinte, até dezembro;
3. Plano de contas básico e ajustável à sua atividade profissional;

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4. Impressão do livro Caixa, inclusive dos termos de abertura e encerramento;
5. Importação dos dados cadastrais do livro Caixa e do plano de contas ajustado à
atividade profissional do contribuinte, de um exercício para o exercício seguinte.
As despesas relacionadas em livro Caixa podem ser deduzidas dos rendimentos de:
- trabalho não assalariado;
- titular de serviços notariais e de registro;
- leiloeiro.
A utilização do livro Caixa por titular de serviços notariais e de registros em geral,
exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, não se estende às
pessoas que para eles trabalham, assalariadas ou autônomas.
O livro Caixa não pode ser utilizado para rendimentos de aluguel e de transporte.
Podem ser deduzidos os pagamentos escriturados em livro Caixa relativos a:
a) remuneração de terceiros com vínculo empregatício e os respectivos encargos
trabalhistas e previdenciários;
b) emolumentos pagos a terceiros;
c) despesas de custeio necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte
produtora.
Atenção:
A contribuição previdenciária do próprio contribuinte não pode ser lançada no livro
Caixa, pois esta já é dedutível no cálculo do Carnê-leão.
A dedução das despesas relacionadas no livro Caixa está limitada ao valor do
rendimento recebido, no mês, de pessoa física, de pessoa jurídica e do exterior
decorrentes da prestação de serviços sem vínculo empregatício.
No caso de as despesas serem superiores aos rendimentos recebidos de pessoa física,
de pessoa jurídica e do exterior, no mês, o excesso pode ser somado às despesas dos
meses seguintes, até dezembro. Esse excesso é calculado automaticamente pelo
programa Carnê-leão.
Na existência de excesso de despesas em dezembro, este valor não pode ser utilizado
no ano seguinte.

14.8.1 Deduções Livro Caixa


A coluna Livro Caixa (aba “Outras Informações”) deve ser preenchida pelas pessoas
físicas que receberam rendimentos do trabalho não-assalariado, inclusive os titulares
dos serviços notariais (exceto quando remunerados exclusivamente pelos cofres
públicos) e de registro e os leiloeiros.

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A dedução do livro Caixa não pode ser utilizada pelos transportadores de passageiros e
de carga, e pelo contribuinte que receba rendimentos de aluguéis.
Informe os valores dos pagamentos escriturados no livro Caixa, decorrentes do exercício
da atividade de prestação de serviços, e comprovados com documentação idônea,
relativos a:
- Remuneração de terceiros com vínculo empregatício e os respectivos encargos
trabalhistas e previdenciários;
- Emolumentos;
- Despesas de custeio necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte
produtora.
Preencha, em cada mês, o valor das despesas escrituradas em livro Caixa, limitado ao
valor da receita mensal recebida de pessoa física e/ou jurídica.
No caso de as despesas escrituradas no livro Caixa excederem as receitas recebidas de
pessoas físicas e do exterior e de pessoas jurídicas em determinado mês, o excesso pode
ser somado às despesas dos meses subsequentes, até dezembro de 2021.

14.9 Legislação – Regulamento do Imposto de Renda

14.9.1 Prestação de serviços com veículos


Art. 39. São tributáveis os rendimentos provenientes da prestação de serviços de
transporte, em veículo próprio ou locado, inclusive por meio de arrendamento
mercantil, ou adquirido com reserva de domínio ou alienação fiduciária, nos seguintes
percentuais (Lei nº 5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, art. 43, § 1º; e Lei nº
7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, e art. 9º):
I - dez por cento do rendimento total, decorrente do transporte de carga; e
II - sessenta por cento do rendimento total, decorrente do transporte de passageiros.

14.9.2 Aluguéis e royalties


Art. 41. São tributáveis os rendimentos decorrentes da ocupação, do uso ou da
exploração de bens corpóreos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 21; Lei nº 5.172, de
1966 - CTN, art. 43, § 1º; e Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º):
I - aforamento, locação ou sublocação, arrendamento ou subarrendamento, direito de
uso ou passagem de terrenos, seus acrescidos e suas benfeitorias, inclusive construções
de qualquer natureza;
§ 2º Serão incluídos no valor recebido a título de aluguel os juros de mora, as multas por
rescisão de contrato de locação e quaisquer outras compensações pelo atraso no
pagamento, inclusive a atualização monetária.

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Art. 42. Não serão computados no rendimento bruto, na hipótese de aluguéis de imóveis
(Lei nº 7.739, de 16 de março de 1989, art. 14 ):
I - o valor dos impostos, das taxas e dos emolumentos incidentes sobre o bem que
produzir o rendimento;
II - o aluguel pago pela locação de imóvel sublocado;
III - as despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento; e
IV - as despesas de condomínio.
Portanto, repetindo, do valor do aluguel recebido podem ser deduzidas, quando o
encargo tenha sido exclusivamente do locador, as quantias relativas a:
- Impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que produzir o rendimento;
- Aluguel pago pela locação de bem sublocado;
- Despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento;
- Despesas de condomínio.
Atenção:
O aluguel é declarado pelo valor líquido, descontadas as despesas mencionadas acima,
quando for o caso.

14.9.3 Pensão alimentícia


Art. 46. São tributáveis os valores percebidos, em dinheiro, a título de alimentos ou de
pensões, em cumprimento de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente ou
de escritura pública registrada em cartório, inclusive a prestação de alimentos
provisionais.

14.10 Rendimentos Recebidos do Exterior

14.10.1 Residente no Brasil


Estão sujeitos ao pagamento do Carnê-leão os rendimentos recebidos de fontes situadas
no exterior por pessoa física residente no Brasil, observada a existência de acordos,
tratados ou convenções internacionais entre o Brasil e o país de origem dos
rendimentos, ou tratamento de reciprocidade, para evitar a dupla tributação.

14.10.2 Não residente no Brasil


Os rendimentos recebidos por não residentes de fontes situadas no Brasil são tributados
exclusivamente na fonte. Os rendimentos recebidos de fontes situadas no exterior não
são alcançados pela tributação brasileira.

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15 Ficha 6 – Rendimentos Isentos e Não


Tributáveis
Você está obrigado a declarar o IRPF se recebeu mais de R$ 40.000,00 de rendimentos
isentos e não tributáveis.
Os rendimentos isentos e não tributáveis não afetam o cálculo do imposto.
É importante que você conheça bem esse campo para evitar incluir rendimentos
isentos como tributáveis, pagando, assim, imposto a mais.
Alguns campos você preenche, outros são importados diretamente de outros campos
da declaração.
Lista exaustiva artigo 35 (Regulamento do IR).
Destaque:
a) a alimentação, o transporte e os uniformes ou as vestimentas especiais de trabalho,
fornecidos gratuitamente pelo empregador a seus empregados, ou a diferença entre o
preço cobrado e o valor de mercado.
b) o auxílio-alimentação pago em pecúnia aos servidores públicos federais civis ativos
da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.
c) o valor recebido de pessoa jurídica de direito público a título de auxílio-moradia, não
integrante da remuneração dos beneficiários, em substituição ao direito de uso de
imóvel funcional.
f) as diárias destinadas exclusivamente ao pagamento de despesas de alimentação e
pousada, por serviço eventual realizado em Município diferente ao da sede de trabalho,
inclusive no exterior.
g) o valor do salário-família.
p) o valor dos serviços médicos, hospitalares e dentários mantidos, ressarcidos ou pagos
pelo empregador em benefício de seus empregados;
IV - os seguintes rendimentos de participações societárias:
a) os lucros ou os dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do
mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base
no lucro real, presumido ou arbitrado, inclusive os lucros ou os dividendos pagos ou
creditados a beneficiários de todas as espécies de ações previstas no art. 15 da Lei nº
6.404, de 15 de dezembro de 1976 , ainda que a ação seja classificada em conta de
passivo ou que a remuneração seja classificada como despesa financeira na escrituração
comercial (Lei nº 9.249, de 1995, art. 10) ;
b) os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular ou ao sócio da microempresa
ou da empresa de pequeno porte optante pelo Regime Especial Unificado de

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Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte - Simples Nacional, exceto aqueles que corresponderem a pro labore,
aluguéis ou serviços prestados (Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006,
art. 14 )
V - os seguintes rendimentos obtidos no mercado financeiro e assemelhados:
a) os rendimentos auferidos em contas de depósitos de poupança.
Os valores que você tem na caderneta vão para bens e direitos. Aqui constam apenas
os rendimentos.
c) a remuneração produzida pelas letras hipotecárias, pelos certificados de recebíveis
imobiliários e pelas letras de crédito imobiliário.
d) os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliários cujas quotas
sejam admitidas à negociação exclusiva em bolsas de valores ou em mercado de balcão
organizado
e) os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista de
ações nas bolsas de valores e em operações com ouro, ativo financeiro, cujo valor das
alienações realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais)
para o conjunto de ações e para o ouro, ativo financeiro, respectivamente.
i) o acréscimo patrimonial decorrente da variação cambial de depósitos mantidos em
instituições financeiras no exterior, pelo valor do saldo desses depósitos em moeda
estrangeira convertido em reais pela cotação cambial de compra em 31 de dezembro.
VI - os seguintes rendimentos obtidos na alienação de bens e direitos:
b) o ganho de capital auferido na alienação do único imóvel que o titular possua, cujo
valor de alienação seja de até R$ 440.000,00 (quatrocentos e quarenta mil reais), desde
que não tenha sido realizada qualquer outra alienação nos últimos cinco anos, nos
termos e nas condições estabelecidos no § 4º do art. 13 3 (Lei nº 9.250, de 1995, art.
23).
As indenizações por rescisão de contrato de trabalho, PDV, acidente de trabalho e
FGTS também entram no campo rendimentos isentos e não tributáveis.
Entra também a parcela isenta relativa à aposentadoria de quem tem mais de 65 anos.
A parcela isenta na declaração está limitada mensalmente até o valor R$ 1.903,98, de
Janeiro a Dezembro, independentemente de recebimento de uma ou mais
aposentadorias, pensões e/ou reforma. O valor excedente deve ser informado como
rendimento tributável.

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16 Ficha 7 – Rendimentos Sujeitos à


Tributação Definitiva/Exclusiva
São valores que são tributados em definitivo e não vão para o cálculo do ajuste, como
rendimentos de aplicações financeiras, 13º salário, valores recebidos de prêmios de
loteria, entre outros.
Portanto, não fazem parte do cálculo do ajuste anual.
13º salário você preenche em rendimentos provenientes de pessoa jurídica e puxa
automaticamente para esta aba.
Ganhos de capital também entram aqui (Importados do Programa GCAP).
Rendimentos de aplicações financeiras:
Informe os valores líquidos (rendimentos menos imposto) de aplicações
financeiras, conforme comprovante de rendimentos fornecido pela instituição
financeira, tais como:
– Renda fixa;
– Fundos de investimento financeiro (FIF);
– Fundos de aplicação em quotas de fundos de investimento;
– Fundos de ações ou de investimento em quotas de fundos de ações;
– Operações swap.
Rendimentos recebidos acumuladamente.
Juros sobre capital próprio.
Dividendos de ações e fundos imobiliários são isentos/não tributáveis. Os juros pagos
ou creditados, a título de remuneração do capital próprio, devem ser tributados
exclusivamente na fonte à alíquota de 15%, na data do pagamento ou crédito. O
imposto retido não pode ser compensado na Declaração de Ajuste Anual.
Participação nos lucros os resultados (PLR).

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17 Ficha 8 – Rendimentos Tributáveis de PJ


(Imposto com Exigibilidade Suspensa)
Exemplo: débitos parcelados ou processo em andamento.
Geralmente, são rendas provenientes de ações judiciais.
Para conseguir as informações sobre estes rendimentos:
- Ou há indicação no comprovante de rendimentos de que se trata de tributo com
exigibilidade suspensa.
- Ou, caso não haja, você pode comprovar através de outros documentos, como
contracheques ou recibos.
Os valores que você lançar aqui serão transportados para o campo Resumo da
Declaração. Todavia, não afetarão o cálculo do tributo, posto que a exigibilidade está
suspensa. Isto é, o Fisco não pode cobrar o montante.

18 Ficha 9 – Rendimentos Recebidos


Acumuladamente
São rendimentos recebidos que se referem a mais de um período. Por exemplo, decisões
da Justiça do Trabalho, Federal, Estadual.
Por exemplo, fulano entrou com uma ação trabalhista, relativa ao período trabalhado
de 2017 a 2020. Em 2021, ele obtém sentença favorável.
Imagina que o valor seja de R$ 20.000,00.
Se fosse tributado integralmente no mês em que recebeu, isso resultaria na alíquota de
27,5%.
Todavia, caso se referisse a 2 anos, o valor seria de menos de R$ 1.000,00 por mês, o
que daria isenção do valor a pagar.
Todavia, ao tributar como rendimento recebido acumuladamente, você separa isso de
acordo com o tempo, tornando o valor a pagar mais justo para o contribuinte.
A regra geral determina que os RRA sejam tributados exclusivamente na fonte, porém a
totalidade dos rendimentos recebidos no decorrer do ano-calendário poderá integrar a
base de cálculo da Declaração de Ajuste Anual (DAA), à opção irretratável do
contribuinte.
Caso a fonte pagadora esteja desobrigada de fornecer o comprovante de rendimentos,
pela inexistência de imposto sobre a renda retido na fonte, ou as informações prestadas

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estejam incorretas, devem ser utilizados outros documentos hábeis e idôneos para
informar os rendimentos recebidos, tais como contracheques ou recibos.
Não devem ser declarados nesta ficha os rendimentos recebidos acumuladamente que
se refiram ao próprio ano-calendário do recebimento, independente da natureza do
rendimento recebido.
Os valores com a ação judicial, no caso de indenizações, podem ser abatidos, inclusive
com advogados. Se uma parte dos valores recebidos for isenta ou não tributável e
outra parte tributável, os gastos judiciais podem ser proporcionalizados.
Podem existir, por exemplo, valores de 2019, 2020 e 2021. Aí não há problema lançar
os valores como rendimentos recebidos acumuladamente.
Todavia, não se pode lançar neste campo rendimento que sejam, por exemplo, apenas
de 2021.

18.1 Opção pela forma de tributação - Ajuste Anual


No caso de opção pela forma de tributação “Ajuste Anual” (opção irretratável do
contribuinte), os valores relativos aos RRA integrarão a base de cálculo do Imposto
sobre a Renda na DAA do ano-calendário do recebimento. Neste caso, o imposto
decorrente da tributação exclusiva na fonte efetuada durante o ano-calendário pela
fonte pagadora é considerado antecipação do imposto devido apurado na referida DAA.
Deve marcar essa opção o contribuinte cuja tributação dos RRA na fonte ocorreu:
a) de forma exclusiva e ele quer alterar a forma de tributação para ajuste anual; e
b) pelo ajuste anual e ele quer confirmar a opção por essa forma de tributação.
Atenção
O contribuinte somente pode alterar a forma de tributação dos rendimentos recebidos
acumuladamente para ajuste anual até 30/04/2022.

18.2 Opção pela forma de tributação - Exclusiva na Fonte


No caso de opção pela forma de tributação “Exclusiva na Fonte”, o imposto é calculado
mediante a utilização de tabela progressiva resultante da multiplicação da quantidade
de meses a que se refiram os rendimentos pelos valores constantes da tabela
progressiva mensal correspondente ao mês do recebimento ou crédito.
Geralmente, a opção “Exclusivamente na Fonte” tende a ser mais vantajosa, pois você
se aproveita da tabela progressiva mensal, enquanto que no ajuste anual, você soma
aos demais rendimentos.

18.2.1 Exemplo
Recebimento de R$ 50.000,00 relativos a recebimento de 24 meses passados.

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TABELA PROGRESSIVA MENSAL
BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR DO IMPOSTO (R$)
Até 1.903,98 x 24 - -
De 1.903,99 até 2.826,65 x 24 7,5 142,80 x 24
De 2.826,66 até 3.751,05 x 24 15 354,80 x 24
De 3.751,06 até 4.664,68 x 24 22,5 636,13 x 24
Acima de 4.664,68 x 24 27,5 869,36 x 24

O que resultará em
TABELA PROGRESSIVA MENSAL
BASE DE CÁLCULO (R$) ALÍQUOTA (%) PARCELA A DEDUZIR DO IMPOSTO (R$)
Até 45.695,52 - -
De 45.695,52 até 67.839,60 7,5 3.427,20
De 67.839,61 até 90.025,20 15 8.515,20
De 90.025,20 até 111.952,32 22,5 15.267,12
Acima de 11.952,32 27,5 20.864,64

19 Ficha 10 – Imposto Pago/Retido


19.1 Imposto Complementar
O recolhimento complementar é um recolhimento facultativo que pode ser efetuado
pelo contribuinte para antecipar o pagamento do imposto de renda devido na
Declaração de Ajuste Anual, no caso de recebimento de duas ou mais fontes pagadoras
pessoa física e jurídica, ou mais de uma pessoa jurídica.

20 Ficha 11 - Pagamentos Efetuados


Relacione todos os pagamentos efetuados a:
– Pessoas físicas, tais como pensão alimentícia, aluguéis, arrendamento rural, instrução,
pagamentos a profissionais autônomos (médicos, dentistas, psicólogos, advogados,
engenheiros, arquitetos, corretores, professores, mecânicos etc.);
– Pessoas jurídicas, quando dedutíveis na declaração.
Você é obrigado a declarar os itens acima. A falta dessas informações sujeita o
contribuinte à multa de 20% (vinte por cento) do valor não declarado.
Os comprovantes devem ser guardados pelo contribuinte à disposição da Secretaria
Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários (geralmente 5 anos) relativos às situações e aos fatos a que se refiram.
Mesmo que o contribuinte escolha o Desconto Simplificado, esta ficha deve ser
preenchida.

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20.1 Despesas Médicas
Só podem ser abatidas se forem: do declarante, do dependente, dos alimentandos por
determinação judicial.
Não há limite para dedução.
Podem ser deduzidos gastos com:
1 - Médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais,
fonoaudiólogos, hospitais, e com exames laboratoriais e serviços radiológicos, aparelhos
ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias.
Observação: Consideram-se aparelhos ortopédicos e próteses
ortopédicas: pernas e braços mecânicos, cadeira de rodas, andadores
ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, qualquer outro aparelho
ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos
membros ou das articulações.
São também dedutíveis gastos com parafusos e placas em cirurgias
ortopédicas ou odontológicas, com marca-passo e com a colocação de
lente intraocular em cirurgia de catarata, desde que os valores relativos
a esses gastos integrem a conta hospitalar.
2 – Empresas domiciliadas no Brasil, destinados à cobertura de despesas com
hospitalização, cuidados médicos e dentários, e a entidades que assegurem direito de
atendimento ou ressarcimento destas despesas.
3 - Estabelecimento geriátrico qualificado como hospital, nos termos da legislação
específica.
4 - Estabelecimentos especializados relativos à instrução de pessoa com deficiência física
ou mental.
5 - Empresa ou entidade onde o contribuinte trabalhe, ou a fundação, caixa e sociedade
de assistência, no caso de a entidade manter convênio direto para cobrir total ou
parcialmente tais despesas.

20.1.1 Comprovação das despesas médicas


As despesas médicas são comprovadas mediante documentos contendo o nome, o
endereço e, no caso de beneficiário (pessoa ou empresa a quem efetuou pagamentos)
residente ou domiciliado no Brasil, o seu número de inscrição no CPF ou no CNPJ,
podendo ser substituídos por cheque nominativo ao beneficiário, de sua própria
emissão, do cônjuge ou do dependente.
Tratando-se de reembolso, total ou parcial, se a empresa ou empregador, fundação,
caixa assistencial ou entidade reteve os recibos ou pagou diretamente as despesas,
esses valores devem constar do comprovante de rendimentos fornecidos por eles.

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Para a pessoa com deficiência física ou mental são exigidos laudo médico atestando o
estado de deficiência e comprovação de pagamento a entidades especializadas para
esse fim.
No caso de aparelhos e próteses ortopédicos e próteses dentárias, são exigidos o
receituário médico ou odontológico e a nota fiscal em nome do beneficiário.

20.1.2 Despesas médicas que não podem ser deduzidas


Não podem ser deduzidas as despesas:
– Reembolsadas ou cobertas por apólice de seguro;
– Com enfermeiros e remédios, exceto quando constarem da conta hospitalar;
– Com a compra de óculos, lentes de contato, aparelhos de surdez e similares;
– Com planos de saúde pagos no exterior.
- Com acompanhante, inclusive de quarto particular utilizado por este.
- Com prótese de silicone, exceto se o valor integrar a conta emitida pelo
estabelecimento hospitalar relativamente à despesa médica dedutível.
- Exame de DNA para investigação de paternidade.
- Com vacinas e medicamentos, exceto se integrar a conta hospitalar.
No exterior, as despesas médicas podem ser deduzidas, mas o Plano de Saúde não
pode ser deduzido.
Regulamento do Imposto de Renda
Art. 73. Na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda devido na
declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-
calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos,
terapeutas ocupacionais e hospitais, e as despesas com exames laboratoriais, serviços
radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias.
§ 1º Para fins do disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 2º):
I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País
destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, e a
entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da
mesma natureza;
II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao próprio
tratamento e ao de seus dependentes;
III - limita-se aos pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, do
endereço e do número de inscrição no CPF ou no CNPJ de quem os recebeu, e, na falta
de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o
pagamento;

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IV - não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas
por contrato de seguro; e
V - na hipótese de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e
dentárias, exige-se a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do
beneficiário.
§ 4º As despesas de internação em estabelecimento para tratamento geriátrico somente
poderão ser deduzidas se o estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos
da legislação específica.
§ 5º As despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em
decorrência de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado
judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 733 da Lei nº 13.105, de
2015 - Código de Processo Civil, poderão ser deduzidas pelo alimentante na
determinação da base de cálculo da declaração de ajuste anual (Lei nº 9.250, de 1995,
art. 8º, § 3º).

20.2 Despesas com Instrução


Só podem ser abatidas se forem: do declarante, do dependente, dos alimentandos por
determinação judicial.
Limite: R$ 3.561,50 por pessoa.
Podem ser deduzidos:
– A educação infantil, compreendendo as creches e as pré-escolas;
– O ensino fundamental;
– O ensino médio;
– A educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação
(mestrado, doutorado e especialização);
– A educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico.
Os gastos devem ser comprovados por: recibos, notas fiscais e outros documentos
idôneos.
Não podem ser deduzidos os gastos relativos, dentre outros, a:
– Uniforme, material e transporte escolar e elaboração de dissertação de mestrado;
– Aquisição de enciclopédias, livros, revistas e jornais;
– Aulas particulares;
– Aula de música, dança, natação, ginástica, tênis, pilotagem, dicção, corte e costura,
informática e assemelhados;
– Cursos preparatórios para concursos e/ou vestibulares;

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– Aulas de idiomas;
– Contribuições a entidades que criem e eduquem menores desvalidos e abandonados;
– Contribuições às associações de pais e mestres e às associações voltadas para a
educação;
– Passagens e estadas para estudo no Brasil ou no exterior.
Deve ser informado o valor total pago para cada instituição de educação, ainda que
superior ao limite de dedução.
O que passar do limite não pode ser transferido para outro dependente.
Regulamento do Imposto de Renda:
Art. 74. Na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda devido na
declaração de ajuste anual, poderão ser deduzidos os pagamentos de despesas com
instrução do contribuinte e de seus dependentes, efetuados a estabelecimentos de
ensino, relativamente à educação infantil, ao ensino fundamental, ao ensino médio, à
educação superior, e à educação profissional, até o limite anual individual de:
VI - R$ 3.561,50 (três mil, quinhentos e sessenta e um reais e cinquenta centavos), a
partir do ano-calendário de 2015.
§ 1º É vedada a transferência de valor de despesas superior ao limite individual de uma
pessoa física para outra
§ 4º Para fins do disposto neste artigo, também são considerados estabelecimentos:
I - de educação infantil - as creches e as pré-escolas;
II - de educação superior - os cursos de graduação e de pós-graduação; e
III - de educação profissional - os cursos de ensino técnico e de ensino tecnológico.
§ 5º Para fins do disposto no § 4º, são considerados cursos de pós-graduação:
I - a especialização;
II - o mestrado; e
III - o doutorado.

20.3 Pensão Alimentícia


Podem ser deduzidas as importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das
normas do Direito de Família, em cumprimento de decisão judicial inclusive a prestação
de alimentos provisionais de acordo homologado judicialmente, ou em decorrência de
separação ou divórcio consensual realizado por escritura pública, a que se refere o art.
733 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 - Código de Processo Civil.

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O CPF a ser informado na Declaração de Ajuste Anual é o do Alimentando, daquele em
nome de quem a pensão alimentícia é paga. Não colocar, por exemplo, o nome da
mãe.
As despesas médicas e com instrução pagas pelo alimentante não são dedutíveis como
pensão alimentícia judicial.
Utilize o valor gasto como dedução de despesas médicas, integralmente, e com
instrução, observado o limite, desde que em cumprimento de decisão judicial, acordo
homologado judicialmente ou escritura pública, a que se refere o art. 733 da Lei nº
13.105, de 2015 - Código de Processo Civil.
O contribuinte que se separou judicialmente ou se divorciou em 2021 e pagou pensão
alimentícia, somente em relação ao ano-calendário de 2021, exercício de 2022, pode
considerar alimentando como dependente na declaração e, também, deduzir a pensão
alimentícia paga.
Mas em regra ou é alimentando ou é dependente.
As deduções de Dependentes e de pensão alimentícia judicial não podem ser
cumulativas, salvo se houve mudança na relação de dependência durante o ano.
Não pode ser deduzida a pensão paga informalmente, isto é, por liberalidade.
A pensão alimentícia incidente sobre o décimo terceiro salário constitui dedução apenas
para o cálculo da tributação exclusiva na fonte do décimo terceiro salário.
Pode deduzir apenas a pensão do tipo alimentícia, destinada a alimentos.
Se tiver que pagar aluguel, condomínio, transporte, etc, esses valores não são
dedutíveis.

20.4 Previdência
São dedutíveis os pagamentos efetuados pelo contribuinte em seu nome e no de seus
dependentes, relacionados na declaração, a entidades de previdência complementar
domiciliadas no Brasil destinados à obtenção de benefícios complementares
assemelhados aos da Previdência Social.
A dedução relativa às contribuições para entidade de previdência complementar
somada às contribuições para o Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi),
cujo ônus seja da pessoa física, fica limitada a 12% (doze por cento) do total dos
rendimentos computados na determinação da base de cálculo do imposto devido na
declaração de rendimentos, não sendo considerados para efeito de apuração do
referido limite os rendimentos isentos e não tributáveis e/ou sujeitos à tributação
exclusiva ou definitiva.

20.4.1 Diferença entre PGBL e VGBL


Somente pode ser deduzida previdência do tipo PGBL. A VGBL não pode ser deduzida.

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VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres)
são planos por sobrevivência (de seguro de pessoas e de previdência complementar
aberta, respectivamente) que, após um período de acumulação de recursos (período de
diferimento), proporcionam aos investidores (segurados e participantes) uma renda
mensal - que poderá ser vitalícia ou por período determinado - ou um pagamento único.
O primeiro (VGBL) é classificado como seguro de pessoa, enquanto o segundo (PGBL) é
um plano de previdência complementar.
A principal diferença entre os dois reside no tratamento tributário dispensado a um e
outro.
Em ambos os casos, o imposto de renda incide apenas no momento do resgate ou
recebimento da renda.
Entretanto, enquanto no VGBL o imposto de renda incide apenas sobre os
rendimentos, no PGBL o imposto incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido
sob a forma de renda.
No caso do PGBL, os participantes que utilizam o modelo completo de declaração de
ajuste anual do IRPF podem deduzir as contribuições do respectivo exercício, no limite
máximo de 12% de sua renda bruta anual.
Os prêmios/contribuições pagos a planos VGBL não podem ser deduzidos na declaração
de ajuste anual do IRPF e, portanto, este tipo de plano seria mais adequado aos
consumidores que utilizam o modelo simplificado de declaração de ajuste anual do IRPF
ou aos que já ultrapassaram o limite de 12% da renda bruta anual para efeito de dedução
dos prêmios e ainda desejam contratar um plano de acumulação para complementação
de renda.

20.4.2 Condições para abater a PGBL


- Pagar a previdência oficial (INSS ou Regime Próprio). Exceto se já aposentado ou
pensionista.
- Se feita em nome de dependente, o declarante deve ser contribuinte do INSS ou
Regime Próprio.
Na hipótese de dependente com mais de 16 (dezesseis) anos, a dedução fica
condicionada ao recolhimento também de contribuições para o regime geral de
previdência social pelo titular da declaração e, ainda, ao recolhimento, em nome do
dependente, de contribuições para o regime geral de previdência social, observada a
contribuição mínima, ou, quando for o caso, para regime próprio de previdência social
dos servidores titulares de cargo efetivo da União, dos estados, do Distrito Federal ou
dos municípios.

20.4.3 VGBL onde declarar?


Os valores relativos à VGBL devem ser declarados na aba Bens e Direitos.

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20.4.4 Previdência Complementar do Servidor Público (Exemplo FUNPRESP)
São dedutíveis os pagamentos efetuados pelo contribuinte em seu nome e no de seus
dependentes, relacionados na declaração, às Fundações de Previdência Complementar
do Servidor Público dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário até o limite da
contribuição do patrocinador.
Os valores de contribuição para as entidades de previdência complementar fechadas de
natureza pública excedentes à contribuição do patrocinador poderão ser deduzidos
desde que seja observado que a dedução relativa às contribuições para entidade de
previdência complementar somada às contribuições para o Fundo de Aposentadoria
Programada Individual (Fapi), cujo ônus seja da pessoa física, fica limitada a 12% (doze
por cento) do total dos rendimentos computados na determinação da base de cálculo
do imposto devido na declaração de rendimentos, não sendo considerados para efeito
de apuração do referido limite os rendimentos isentos e não tributáveis e/ ou sujeitos à
tributação exclusiva ou definitiva.
Regulamento do Imposto de Renda
Art. 75. Na determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda devido na
declaração de ajuste anual poderão ser deduzidas as contribuições para (Lei nº 9.250,
de 1995, art. 8º, caput, inciso II, alíneas “d”, “e” e “i”; Lei nº 9.532, de 1997, art. 11; e
Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001, art. 61):
I - a previdência social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II - as entidades de previdência privada domiciliadas no País, cujo ônus tenha sido do
contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da
previdência social e para o FAPI, cujo ônus seja da pessoa física e o titular ou o quotista
seja o próprio declarante ou o seu dependente; e
III - as contribuições para as entidades fechadas de previdência complementar de
natureza pública de que trata o § 15 do art. 40 da Constituição, cujo ônus tenha sido do
contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da
previdência social.
§ 1º As deduções previstas no inciso II do caput ficam condicionadas ao recolhimento,
também, de contribuições para o Regime Geral de Previdência Social ou, quando for o
caso, para Regime Próprio de Previdência Social dos servidores titulares de cargo efetivo
da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, observada a contribuição
mínima, e limitadas a doze por cento do total dos rendimentos computados na
determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda devido na declaração de
ajuste anual (Lei Complementar nº 109, de 2001, art. 69, caput ; Lei nº 9.532, de 1997,
art. 11 ; e Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001, art. 61 ).

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20.5 Despesas não dedutíveis de informação obrigatória
Esses valores não afetam a base de cálculo do imposto de renda.
Códigos 60 a 99
- Advogados, engenheiros, arquitetos e outros profissionais liberais, aluguéis,
arrendamentos, outros.

21 Ficha 12 – Doações Efetuadas


Relacione todas:
- Doações efetuadas aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Idoso
Nacional, Distrital, estaduais ou municipais;
- Doações ou patrocínios efetuados aos programas de incentivo à cultura, à atividade de
audiovisual, ao desporto, Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com
Deficiência (Pronas/PCD) e ao Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).
O somatório da Dedução, que inclui Doações em 2021 - Estatuto da Criança e do
Adolescente, Incentivo à Cultura, Incentivo à Atividade Audiovisual, Incentivo ao
Desporto e Doações em 2019 - Fundos Controlados pelos Conselhos do Idoso, está
limitado a 6% (seis por cento) do imposto sobre a Renda devido apurado na
declaração.
Este limite é calculado pelo próprio programa e a dedução só se aplica à declaração
em que o contribuinte optar pelas deduções legais.

21.1 Doações para fundos de Estatuto da Criança e Adolescente


Podem ser deduzidas as quantias referentes às contribuições efetuadas diretamente
aos fundos controlados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente
Nacional, Distrital, estaduais ou municipais, comprovadas por documento emitido pelos
conselhos.
Não é permitida a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades
assistenciais.
Neste campo, não são doações feitas diretamente na Declaração.

21.2 Doações para Incentivo à Cultura


Podem ser deduzidas as quantias despendidas no ano-calendário de 2021 a título de
doações ou patrocínios, tanto mediante contribuições ao Fundo Nacional de Cultura
(FNC) como em apoio direto, desde que enquadrados nos objetivos do Programa
Nacional de Apoio à Cultura, a programas, projetos e ações culturais.

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21.3 Incentivo à Atividade Audiovisual
Podem ser deduzidas do imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual, as quantias
aplicadas no ano-calendário 2021 referentes a:
I. Investimentos feitos na produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras
de produção independente, mediante a aquisição de cotas representativas de direitos
de comercialização sobre as referidas obras;
II. Patrocínio feito à produção de obras cinematográficas brasileiras de produção
independente;
III. Aquisição de cotas dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica
Nacional (Funcines);
IV. Investimentos em projetos específicos credenciados pela Agência Nacional do
Cinema (Ancine);
V. Patrocínios em projetos específicos ou em programas especiais de fomento
instituídos pela Ancine.

21.4 Incentivo ao Desporto


Podem ser deduzidas as quantias despendidas no ano-calendário anterior a título de
doações ou patrocínios, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos
previamente aprovados pelo Ministério do Esporte.

21.5 Doações – Estatuto do Idoso


Podem ser deduzidas as quantias referentes às contribuições efetuadas diretamente
aos fundos controlados pelos Conselhos Nacional, Distrital, estaduais ou municipais do
Idoso, comprovadas por documento emitido pelos conselhos.
Não é permitida a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades
assistenciais.

21.6 Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da


Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD)
Podem ser deduzidos os valores referentes às doações e aos patrocínios despendidos
no ano-calendário anterior, a que se refere a Declaração de Ajuste Anual, diretamente
efetuados em prol de ações e serviços previamente aprovados pelo Ministério da Saúde,
segundo a forma e o procedimento estabelecidos em ato do Poder Executivo, e devem
estar em consonância com a política definida para o setor no Plano Nacional de Saúde e
nas diretrizes desse Ministério e desenvolvidos por pessoas jurídicas de direito privado
sem fins lucrativos que se destinam ao tratamento de deficiências físicas, motoras,
auditivas, visuais, mentais, intelectuais, múltiplas e de autismo no âmbito do Programa
Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

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A dedução está limitada a 1% (um por cento) do Imposto sobre a Renda devido
apurado na declaração, não está sujeito ao limite global de 6% (seis por cento).

21.7 Incentivo ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica


(Pronon)
Podem ser deduzidas as quantias referentes às doações e aos patrocínios despendidos
no ano-calendário anterior, a que se refere a Declaração de Ajuste Anual, diretamente
efetuados em prol de ações e serviços, previamente aprovados pelo Ministério da
Saúde, segundo a forma e o procedimento estabelecidos em ato do Poder Executivo, e
devem estar em consonância com a política definida para o setor no Plano Nacional de
Saúde e nas diretrizes desse Ministério, e desenvolvidos pelas instituições de prevenção
e combate ao câncer que englobam à promoção da informação, à pesquisa, o
rastreamento, o diagnóstico, o tratamento, os cuidados paliativos e a reabilitação
referentes às neoplasias malignas e afecções correlatas destinatárias no âmbito do
Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).
A dedução está limitada a 1% (um por cento) do Imposto sobre a Renda devido
apurado na declaração, não está sujeito ao limite global de 6% (seis por cento).

21.8 Outras doações


Você também deve declarar doações feitas a outras pessoas físicas ou jurídicas neste
campo, embora não sejam dedutíveis para fins de cálculo da Declaração do Imposto de
Renda.
Quem recebeu deve declarar no campo Rendimentos Isentos ou Não Tributáveis.
Neste caso, não afeta o cálculo do imposto de renda.

22 Ficha 13 - Doações Diretamente na


Declaração
Para os Fundos de Criança e Adolescente ou Idoso, você pode fazer doações diretamente
na Declaração de Ajuste Anual.
A pessoa física pode optar pela dedução das doações, em espécie, aos fundos
controlados pelos Conselhos Nacional, Distrital, estaduais ou municipais dos Direitos da
Criança e do Adolescente e do Idoso, observando-se o seguinte:
a) As doações poderão ser deduzidas até o percentual de 3% sobre o Imposto sobre a
Renda devido apurado na declaração;
b) A dedução está sujeita ainda ao limite global de 6% (seis por cento) do Imposto sobre
a Renda devido apurado na declaração, juntamente às demais deduções de incentivo,
inclusive quanto às contribuições efetuadas aos fundos controlados pelos Conselhos

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Nacional, Distrital, estaduais ou municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e
do Idoso no decorrer do ano-calendário de 2021;
c) O pagamento da doação deve ser efetuado, impreterivelmente, até 30 de junho de
2022, até o encerramento do horário de expediente bancário das instituições financeiras
autorizadas, inclusive se realizado pela Internet ou por terminal de autoatendimento;
d) O não pagamento da doação até 30 de junho de 2022 implica a glosa definitiva dessa
parcela de dedução, e obriga a pessoa física ao recolhimento da diferença de imposto
devido apurado na Declaração de Ajuste Anual com os acréscimos legais previstos na
legislação.
Considerando-se um exemplo em que o Imposto sobre a Renda devido apurado na
declaração tenha sido de R$ 10.000,00, teríamos os seguintes limites legais de dedução:
a) Global: R$ 600,00 (6% de R$ 10.000,00);
b) Relativo às doações ao “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)” ou “Fundos
controlados pelos Conselhos do Idoso” diretamente na DAA: R$ 300,00 (3% de R$
10.000,00).
Neste caso, se ele já doou R$ 600,00 durante o ano-calendário, não vale a pena (se for
apenas para fins de Imposto de Renda) doar os R$ 300,00, pois há a sujeição ao limite
total de R$ 600,00.
Agora, se ele tiver doado durante o ano de calendário o valor de R$ 300,00, poderá fazer
a doação de outros R$ 300,00, caso queira, diretamente na Declaração de Ajuste Anual.
Atenção! Lembrando que esta opção não é permitida para quem optar pelo
Desconto Simplificado. Apenas pela Declaração Completa.
O Programa calcula automaticamente este valor.

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23 Ficha 14 - Bens e Direitos


Relacione, de forma discriminada, os bens e direitos (no Brasil e no exterior) do titular e
os de seus dependentes, retratando a situação em que se encontravam em 31 de
dezembro de 2020 e de 2021.
Bens e Direitos que Devem ser Declarados:
- Imóveis, veículos automotores, embarcações e aeronaves, independentemente do
valor de aquisição.
- Outros bens móveis e direitos de valor de aquisição unitário igual ou superior a R$
5.000,00.
- Saldos de conta corrente bancária, caderneta de poupança e demais aplicações
financeiras, de valor individual superior a R$ 140,00 em 31/12/2021.
- Conjunto de ações, quotas ou quinhão de capital de uma mesma empresa, negociadas
ou não em bolsa de valores, e de ouro, ativo financeiro, cujo valor de aquisição unitário
seja igual ou superior a R$ 1.000,00.
O contribuinte, ao relacionar cada bem e/ou direitos na ficha Bens e Direitos, deve
selecionar no campo Localização (País) o país em que se encontra o respectivo bem ou
direito.
Se usou a opção de importação da Declaração de 2021, a declaração de bens será
importada com o preenchimento automático do campo Situação em 31/12/2020. Nesse
caso, o contribuinte deve revisar as informações importadas e preencher o campo
Situação em 31/12/2021.
Fica dispensada, em relação a valores existentes em 31 de dezembro de 2021, a inclusão
de:
I - Saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor
unitário não exceda a R$ 140,00 (cento e quarenta reais);
II - bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os
direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
III - conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa
de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição
seja inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais);
IV - dívidas e ônus reais, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Informações necessárias:

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Os bens e direitos devem ser relacionados conforme a titularidade de sua propriedade,


obedecendo ao disposto nos artigos 1.639 a 1.688 e 1.723 a 1.727 da Lei nº 10.406, de
10 de janeiro de 2002 - Código Civil (CC).
São considerados bens e direitos comuns os resultantes de casamento em regime de
comunhão total, os adquiridos na constância de casamento em regime de comunhão
parcial, independentemente do nome sob o qual estejam registrados, e os adquiridos

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na constância da união estável, observado, se houver, contrato escrito entre
companheiros.
Os bens e direitos adquiridos em condomínio devem ser declarados na proporção de
sua parte.
Declaração em Conjunto
São incluídos os bens e direitos do casal e dos dependentes, inclusive os gravados com
cláusula de incomunicabilidade ou inalienabilidade, seus respectivos rendimentos e as
pensões de gozo privativo.
Os bens e direitos do dependente são relacionados na declaração daquele que o
considerou como dedução na ficha Dependentes.
Declaração em Separado
Bens privativos
Os bens e direitos privativos devem ser relacionados na declaração do proprietário.
Bens comuns
Os bens e direitos comuns devem ser declarados da seguinte forma:
- A totalidade dos bens e direitos comuns deve ser informada na declaração de um dos
cônjuges
- Na declaração do contribuinte em que não constar os bens e direitos, por constarem
na declaração do cônjuge, deve ser incluída informação no campo “Discriminação”,
utilizando-se o código 99, relatando que os bens e direitos comuns estão apostos na
declaração do cônjuge, informado também o nome e número de inscrição no Cadastro
de Pessoas Físicas (CPF) do cônjuge.

23.1 Avaliação de bens adquiridos à vista


Os bens, em regra, são avaliados no Imposto de Renda pelo valor do custo de aquisição.
Não é comum a prática da atualização a valor de mercado dos bens e direitos.
O lançamento se dá pelo custo de aquisição. Exceto no caso de benfeitorias, que podem
ser somadas ao valor do imóvel.
Manter a guarda da documentação correspondente às benfeitorias realizadas.

23.2 Bens adquiridos a prazo


Tratando-se de aquisições de bens e direitos em prestações ou financiados, nas quais o
bem é dado como garantia do pagamento, tais como os sujeitos às regras do Sistema
Financeiro de Habitação ou consórcio a cada ano você vai somando e acumulando o tal
pago.

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23.3 Bens e Direitos Situados no Exterior
No campo Discriminação, informe o valor de aquisição constante no instrumento de
transferência de propriedade na moeda do país em que estiverem situados. Informe,
ainda, se na aquisição foram utilizados rendimentos auferidos originariamente em reais
ou em moeda estrangeira.
No campo Situação na data da caracterização da condição de não residente (R$),
informe o valor correspondente convertido em dólares dos Estados Unidos da América
e, em seguida, em reais pela cotação do dólar fixada, para venda, pelo Banco Central
do Brasil, na data da aquisição.

23.4 Depósitos em Banco no Exterior


No campo Discriminação, informe o valor em moeda estrangeira, o banco e o nº da
conta corrente.
No campo Situação na data da caracterização da condição de não residente (R$),
informe o saldo convertido em dólares dos Estados Unidos da América e, em seguida,
em reais pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil, no dia
anterior ao da caracterização de não residente.

23.5 Casos Especiais

23.5.1 Consórcios Não Contemplados em 2021:


No campo CNPJ e Discriminação, selecionado o código 95, informe o nome e o número
de inscrição no CNPJ da administradora do consórcio, o tipo de bem objeto do contrato,
a quantidade de parcelas pagas e a pagar.
No campo Situação em 31/12/2020, informe o valor constante na declaração do
exercício de 2021, ano-calendário de 2020. No campo Situação em 31/12/2021,
preencha o valor declarado acrescido das parcelas pagas em 2021.
Se o consórcio foi adquirido em 2021, não preencha o campo Situação em 31/12/2020
e preencha o campo Situação em 31/12/2021 com o valor das parcelas pagas em 2021.

23.5.2 Consórcio Contemplado em 2021:


No campo CNPJ e Discriminação, selecionado o código 95, informe o nome e o número
de inscrição no CNPJ da administradora do consórcio, o tipo de bem objeto do contrato,
a quantidade de parcelas pagas e a pagar.
No campo Situação em 31/12/2020, informe o valor constante na declaração do
exercício de 2021, ano-calendário de 2020 e não preencha o campo Situação em
31/12/2021. Se o consórcio foi adquirido em 2021, não preencha os campos Situação
em 31/12/2020 e 31/12/2021.

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Adicione um novo item com o código específico do bem recebido e informe, no campo
Discriminação, os dados do bem e do consórcio. Não preencha o campo Situação em
31/12/2020.
No campo Situação em 31/12/2021, preencha o valor declarado acrescido das parcelas
pagas em 2021.

23.5.3 Leasing
No caso de arrendamento (leasing) fica assim:

[Link] Opção de compra exercida em 2021


- Opção de compra exercida ao final do contrato, em 2021. Você declara o código do
bem (e não o Código 96).
- Discrimina todos os dados relativos ao bem.
- No campo 31.12.2020, os valores pagos até 2020. Se não houver, deixar em branco.
- No campo 31.12.2021, o valor do campo em 31.12.2020 mais os valores pagos em 2021
e o valor residual.

[Link] Opção de compra a ser exercida de 2022 para frente


- Se o leasing foi feito em 2021 e a opção de compra se dá ao final do contrato.
- Selecionar o Código 96. Discriminar, informar os dados do bem, do contrato e o total
dos pagamentos efetuados.
- Não preencher situação em 31.12.2020, nem situação em 31.12.2021.
- Se o leasing foi feito antes de 2021 e a opção de compra já foi feita no ato do contrato.
- Marcar o código do bem (e não o Código 96).
- Informar Discriminação e dados do bem e contratante.
- No campo situação em 31.12.2020 e 31.12.2021, informar o valor do bem.
- No campo Dívidas e Ônus Reais, em situação em 31.12.2020 e 31.12.2021, informar o
valor da dívida naquelas datas.
- Se o leasing foi feito em 2021, e a opção de compra foi exercida no ato do contrato,
- Selecionar o código do bem (e não o código 96) e
- Discriminar o bem e demais campos específicos, informar os dados do bem e
contratante.
- Não preencher a Situação em 31.12.2020.
- No campo Situação em 31.12.2021, informar o valor do bem.

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- Na ficha Dívidas e Ônus Reais, informar o valor remanescente da dívida no campo
situação em 31.12.2021.

Atenção
No caso de alienação fiduciária, informe, no campo Situação em 31/12/2021, o total dos
valores pagos, NÃO incluindo a dívida na ficha Dívida e Ônus Reais.
Se você não pagar o bem, eles pegam o bem de volta e tudo certo!

23.5.4 VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre


Utilize o código 97 para declarar plano de seguro de vida com cláusula de cobertura por
sobrevivência.
No campo CNPJ e Discriminação, informe os dados da sociedade seguradora a quem
efetuou os pagamentos. No campo Situação em 31/12/2020 (R$), informe os valores
pagos até 31/12/2020.
No campo Situação em 31/12/2021 (R$), informe o valor constante no campo Situação
em 31/12/2020 (R$) acrescido, se for o caso, dos valores pagos em 2021.

24 Ficha 15 – Dívidas e Ônus Reais


Informe, por dívida, a natureza da dívida, o nome e o número de inscrição no CPF ou no
CNPJ do credor.
Informe os saldos das dívidas e ônus reais em seu nome e no de seus dependentes e o
valor total de pagamentos efetuados em 2021.
Se a declaração for em conjunto ou se os bens e direitos comuns forem relacionados em
sua declaração, inclua, também, as dívidas do cônjuge ou companheiro.
Tratando-se de declaração com inclusão de rendimentos de dependente, informe o
valor das dívidas e ônus reais do dependente.
Não inclua as dívidas e ônus reais de:
- Valor igual ou inferior a R$ 5.000,00 em 31 de dezembro de 2021.
- Financiamentos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou sujeitos às mesmas
condições, ou seja, aqueles nos quais o bem é dado como garantia do pagamento.
Ex: Alienação fiduciária, hipoteca, penhor;
- Bens adquiridos por consórcio;
- Atividade rural (Demonstrativo da Atividade Rural).

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25 Ficha 16 – Espólio
Se for declaração de ajuste anual, selecionar em ocupação 81 – Espólio.
Espólio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de quem faleceu.
Quando for o caso, faz-se uma declaração inicial de espólio (do exercício em que
faleceu), as declarações intermediárias de espólio até a declaração final de espólio,
quando sair a decisão judicial sobre a partilha dos bens.
As declarações do espólio são apresentadas em nome da pessoa que faleceu e não do
inventariante.
De acordo com a legislação tributária, depois que a pessoa morre, suas obrigações não
se extinguem imediatamente.
Depois que houver a decisão judicial, com inventário e partilha é que se dissolve o
espólio e extingue-se a responsabilidade.
A responsabilidade do imposto devido por quem faleceu é do espólio.
Depois da partilha, a responsabilidade passa a ser de quem recebeu a herança, limitado
ao valor recebido.
Neste campo, espólio da DAA, faz-se a identificação do inventariante.
Se pessoa que faleceu não estava obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual,
então pode não haver necessidade de Declaração Inicial e Intermediária.
Mas a declaração final é obrigatória se houver bens a partilhar.

25.1 Espólio
Espólio é o conjunto de bens, direitos e obrigações da pessoa falecida.
Se houver bens a inventariar, o imposto deve ser pago pelo espólio.
Embora a Lei Civil disponha que “Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo,
aos herdeiros legítimos e testamentários” é indispensável o processamento do
inventário, com a emissão do formal de partilha ou carta de adjudicação e a transcrição
desse instrumento no registro competente, a fim de que o meeiro, herdeiros e legatários
possam usar, gozar e dispor, de forma plena e legal, dos bens e direitos transmitidos
causa mortis (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, arts. 1.784, 1.991,
2.013 a 2.022; Lei nº 6.015 de 31 de dezembro de 1973, art. 167, inciso I, itens 24 e 25).
Para a legislação tributária, a pessoa física do contribuinte não se extingue
imediatamente após sua morte, prolongando-se por meio do seu espólio (Regulamento
do Imposto sobre a Renda – RIR/2018, art. 9º, aprovado pelo Decreto nº 9.580, de 22
de novembro de 2018). O espólio é considerado uma universalidade de bens e direitos,

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responsável pelas obrigações tributárias da pessoa falecida, sendo contribuinte distinto
do meeiro, herdeiros e legatários.
Para os efeitos fiscais, somente com a decisão judicial ou por escritura pública de
inventário e partilha, extingue-se a responsabilidade da pessoa falecida, dissolvendo-se,
então, a universalidade de bens e direitos.
Com relação à obrigatoriedade de apresentação das declarações de espólio, aplicam-
se as mesmas normas previstas para os contribuintes pessoas físicas. Assim, caso haja
obrigatoriedade de apresentação, a declaração de rendimentos, a partir do exercício
correspondente ao ano-calendário do falecimento e até a data da decisão judicial da
partilha ou da adjudicação dos bens ou da lavratura da escritura pública de inventário e
partilha, é apresentada em nome do espólio, classificando-se em inicial, intermediária e
final.
Havendo bens a inventariar, a apresentação da declaração final de espólio é obrigatória,
independentemente de outras condições de obrigatoriedade de apresentação.

25.2 Declaração inicial de espólio


É a que corresponde ao ano-calendário do falecimento.

25.3 Declaração intermediária de espólio


Referem-se aos anos-calendário seguintes ao do falecimento, até o ano-calendário
anterior ao da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação ou da lavratura
da escritura pública de inventário e partilha dos bens.
Aplicam-se, quanto à obrigatoriedade de apresentação das declarações de espólio
inicial e intermediárias, as mesmas normas previstas para os contribuintes pessoas
físicas.

25.4 Declaração final de espólio


É a que corresponde ao ano-calendário da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou
adjudicação ou da lavratura da escritura pública de inventário e partilha dos bens. Essa
declaração corresponde ao período de 1º de janeiro à data da decisão judicial ou da
lavratura de escritura pública de inventário e partilha.
É obrigatória a apresentação da Declaração Final de Espólio elaborada em computador
mediante a utilização do Programa Gerador Declaração IRPF 2022, sempre que houver
bens a inventariar.
A Declaração Final de Espólio deve ser enviada pela Internet ou entregue em mídia
removível, nas unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Se o espólio não estava obrigado a apresentar as declarações inicial e intermediárias,
havendo bens a inventariar, é obrigatória a apresentação da Declaração Final de
Espólio?

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Sim, a entrega da Declaração Final de Espólio é obrigatória sempre que houver bens a
inventariar.
As declarações de espólio devem ser apresentadas em nome da pessoa falecida, com a
indicação de seu número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), utilizando o
código de natureza de ocupação relativo a espólio (81) deixando em branco o código de
ocupação principal, devendo tal apresentação ser efetuada pelo inventariante,
indicando seu nome, o número de inscrição no CPF e o endereço.
Enquanto não houver iniciado o inventário, as declarações são apresentadas pelo
cônjuge meeiro, sucessor a qualquer título ou por representante do de cujus.

26 Ficha 17 – Doações a Partidos Políticos


Não é uma despesa dedutível, ou seja, não altera o saldo do valor a pagar ou restituir.
Relacione todas as doações efetuadas a partidos políticos e a candidatos a cargos
eletivos, inclusive os gastos, no ano-calendário de 2021, em cumprimento ao que dispõe
a legislação eleitoral.
Informe o número de inscrição no CNPJ e o nome do candidato ou partido político a
quem efetuou doações e o valor doado.
Até 10% da receita bruta anual (Resolução 23.607/2019 TSE).
Doações acima de R$ 1.064,10 só podem ser feitas por transferência bancária.

27 Ficha 18 – Importações
Nesta parte do programa, você pode importar tudo o que fez durante o ano
relativamente ao programa Carnê-Leão, Ganhos de Capital e Atividade Rural.
Você pode também importar o informe de rendimentos enviado pela fonte pagadora.
O mesmo vale para o informe do Plano de Saúde.

28 Ficha 19 – Verificar Pendências


Nesta ficha de verificar pendências, se atentar ao seguinte:
- Os triângulos amarelos são apenas avisos, mas não impedem o envio da Declaração.
- Os triângulos vermelhos impedem o envio da declaração.
Não é um aviso sobre o conteúdo, apenas do preenchimento dos campos na declaração.

29 Resumo da Declaração
Neste campo você tem três opções:

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- Rendimentos tributáveis e deduções
- Cálculo do imposto
- Outras informações.
Vejamos uma a uma.

29.1 Rendimentos tributáveis e deduções

29.1.1 Rendimentos tributáveis


A base de cálculo do imposto é encontrada pela diferença entre os rendimentos
tributáveis e as deduções.
Resumindo, você pega tudo o que ganhou e é tributável, tira tudo aquilo que pode
abater.
Neste campo, entram apenas os rendimentos recebidos de pessoa jurídica, os
rendimentos recebidos de pessoa física e do exterior e os rendimentos recebidos
acumuladamente, caso seja feita a opção de ajuste na declaração, além do resultado
tributáveis da atividade rural.
Veja que rendimentos isentos, não tributáveis, empréstimos, rendimentos tributados
exclusivamente na fonte não entram aqui, não afetando o cálculo do imposto.

29.1.2 Deduções
Aqui são os valores permitidos pela legislação que reduzem o valor da base de cálculo e
do imposto a pagar.
São eles: contribuições previdenciárias, dependentes, despesas com instrução, despesas
médicas, pensão alimentícia, livro caixa.

29.2 Base de Cálculo do Imposto


A base de cálculo do imposto devido é a diferença entre a soma dos rendimentos
recebidos durante o ano-calendário (exceto os isentos, não tributáveis, tributáveis
exclusivamente na fonte ou sujeitos à tributação definitiva) e as deduções permitidas
pela legislação.
Art. 76. A base de cálculo do imposto sobre a renda devido no ano-calendário será a
diferença entre as somas:
I - dos rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não
tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva;
e
II - das deduções relativas ao somatório dos valores de que tratam o art. 68 , o art. 70 ,
o art. 72 ao art. 75 , e da quantia, por dependente, de:

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f) R$ 2.275,08 (dois mil, duzentos e setenta e cinco reais e oito centavos), a partir do
ano-calendário de 2015.
§ 1º A quantia correspondente à parcela isenta dos rendimentos provenientes de
aposentadoria, de pensão, de transferência para a reserva remunerada ou de reforma,
pagos pela previdência social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno, ou por entidade de
previdência privada, representada pela soma dos valores mensais computados a partir
do mês em que o contribuinte completar sessenta e cinco anos de idade, não integrará
a soma de que trata o inciso I do caput ( Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 1º ).

29.3 Apuração Anual do Imposto de Renda


Art. 79. O imposto sobre a renda devido na declaração de ajuste anual incidente sobre
os rendimentos de pessoas físicas será calculado de acordo com a tabela progressiva
anual correspondente à soma das tabelas progressivas mensais vigentes nos meses de
cada ano-calendário.
Parágrafo único. Têm prioridade no recebimento da restituição de que trata este artigo:
I - a pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos (Lei nº 10.741, de 1º de outubro
de 2003, art. 1º, e art. 3º, parágrafo único, inciso IX) ; e
II - a pessoa com deficiência, ou o contribuinte que tenha dependente nessa condição (
Lei nº 9.250, de 1995, art. 35, § 5º ).

29.4 Cálculo do Imposto


Aqui você compara aquilo que é devido com o que já foi pago.
Se:
Imposto devido > Imposto pago = Valor a pagar
Imposto devido < Imposto pago = Valor a restituir
Agora o sistema aponta qual a sua alíquota efetiva, isto é, quanto efetivamente você
pagou de imposto de renda.

29.4.1 Pagamento em Quotas


O saldo do imposto pode ser pago em até 8 (oito) quotas, mensais e sucessivas,
observado o seguinte:
a) nenhuma quota deve ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais);
b) o imposto de valor inferior a R$ 100,00 (cem reais) deve ser pago em quota única.
c) a primeira quota ou quota única vence em 30 de abril de 2022, sem acréscimo de
juros, se recolhida até essa data.

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d) as demais quotas vencem no último dia útil de cada mês subsequente ao da
apresentação, e seu valor sofre acréscimo de juros equivalentes à taxa referencial do
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), para títulos federais, acumulada
mensalmente, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao previsto para a
apresentação da declaração até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% referente ao
mês do pagamento, ainda que as quotas sejam pagas até as respectivas datas de
vencimento.
Caso o pagamento venha a ser efetuado posteriormente ao prazo legal, incide a multa
de mora de 0,33% ao dia, limitada a 20%.
O saldo do imposto a pagar que resultar inferior a R$ 10,00 não deve ser pago, devendo
ser adicionado ao imposto correspondente aos exercícios subsequentes, até que o total
seja igual ou superior a R$ 10,00, quando, então, deve ser pago no prazo estabelecido
na legislação para este último exercício.
Caso queira:
- Pode antecipar o imposto, não precisando apresentar Declaração Retificadora.
- Aumentar o número de quotas, apresentando Declaração Retificadora ou no site da
RFB, Extrato da DIRPF.
Exemplo do cálculo parcelado:
1ª quota ou quota única: o valor apurado na declaração;
2ª quota: valor apurado, mais 1%;
3ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic de maio, mais 1%;
4ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic acumulada (maio e junho), mais 1%;
5ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic acumulada (maio, junho e julho), mais
1%;
6ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic acumulada (maio, junho, julho e agosto),
mais 1%;
7ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic acumulada (maio, junho, julho, agosto e
setembro), mais 1%;
8ª quota: valor apurado, mais juros à taxa Selic acumulada (maio, junho, julho, agosto,
setembro e outubro), mais 1%.

29.4.2 Onde pagar


O pagamento pode ser efetuado em qualquer agência bancária integrante da rede
arrecadadora de receitas federais, independentemente do domicílio fiscal do
contribuinte.

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29.4.3 Como o imposto pode ser pago
O pagamento integral do imposto, ou de suas quotas, e de seus respectivos acréscimos
legais pode ser efetuado mediante:
I - transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos das instituições
financeiras autorizadas pela RFB a operar com essa modalidade de arrecadação;
II - Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), em qualquer agência
bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamento
efetuado no Brasil; ou
III - débito automático em conta corrente bancária.

29.4.4 Prazo Recolhimento IR


Art. 116. O saldo do imposto a pagar, na forma estabelecida no art. 81, deverá ser pago
até o último dia útil do mês fixado para a entrega da declaração de ajuste anual,
observado o disposto no art. 917 ( Lei nº 9.250, de 1995, art. 13, parágrafo único ).

29.5 Outras Informações

29.5.1 Evolução patrimonial


Neste campo temos a evolução patrimonial.
Se o contribuinte tem uma evolução patrimonial (aplicação) que não é plausível de se
explicar pelas suas origens, então esse pode ser um critério para que o contribuinte caia
na malha fina.

29.5.2 Outras informações


São outros valores constantes da Declaração do Imposto de Renda que não afetaram o
cálculo da declaração.

29.6 Desconto Simplificado


No desconto simplificado o contribuinte tem uma dedução de 20% nos rendimentos
tributáveis, em substituição a todas as despesas dedutíveis.
O limite é de R$ 16.754,34.
Portanto, só vale a pena se suas despesas forem inferiores a esse montante.
Quando você tem valores elevados com gastos médicos, instrução e alguns
dependentes, a opção completa tende a valer mais a pena.
Art. 77. Independentemente do montante dos rendimentos tributáveis na declaração
de ajuste anual, recebidos no ano-calendário, o contribuinte poderá optar por desconto
simplificado, que substituirá todas as deduções admitidas na legislação, correspondente
à dedução de vinte por cento do valor dos rendimentos tributáveis na declaração de

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ajuste anual, dispensadas a comprovação da despesa e a indicação de sua espécie,
limitada a (Lei nº 9.250, de 1995, art. 10, caput):
VI - R$ 16.754,34 (dezesseis mil, setecentos e cinquenta e quatro reais e trinta e quatro
centavos), a partir do ano-calendário de 2015.

30 Entrega de Declaração
Uma vez que a declaração foi feita é hora de entregá-la.
Você pode fazer isso diretamente através do botão entregar declaração, que consta do
canto inferior esquerdo do programa.
Pelo desktop, não é mais necessário se utilizar de um programa separado para enviar a
declaração.
Depois disso, é importante imprimir tanto a declaração como também o número do
recibo.
Além disso, se tiver que pagar imposto, imprima também o DARF para pagamento.
Guardar essa documentação pelo prazo prescricional.
Também é interessante gravar uma cópia da declaração do Imposto de Renda.

31 Acompanhamento da Declaração
31.1 Acesso ao ECAC
Site: [Link]
Você pode acessar gerando Código de Acesso ou por Certificado Digital.
O código de acesso gerado é válido por 2 anos. Após esse período, ele será revogado
automaticamente.
Para gerar o Código de Acesso é necessário do número do recibo do IRPF dos dois
últimos exercícios anteriores.

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Exemplo de geração do Código de Acesso:

Depois disso, basta acessar o E-CAC através do endereço seguinte:


[Link]

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31.1.1 O que aconteceu com acesso por certificado digital no E-CAC?
Agora, o acesso será feito pelo [Link], que é uma base única do governo para acesso a
todos os sistemas do Governo Federal.
Este é o ambiente dentro do E-CAC

31.2 Meu Imposto de Renda


Para acompanhar a situação da Declaração de IRPF clique em Meu Imposto de Renda.

Principais situações das declarações:

31.3 Principais situações das declarações apresentadas no Meu Imposto


de Renda (Extrato da DIRPF)

Situação Significado

Em A declaração foi recebida, mas o processamento ainda não foi concluído.


processamento

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Situação Significado

Em Fila de Indica que após o processamento da declaração, o contribuinte tem direito a


Restituição restituição, mas que ainda não foi disponibilizada na rede bancária.

Para recebimento da restituição, o contribuinte não poderá ter pendências de


débitos no âmbito da RFB e ou da PGFN.

Processada A declaração foi recebida e o seu processamento concluído.

AVISO: A situação “processada” não significa que o resultado apurado tenha sido
homologado, podendo ser revisto de ofício pela Administração Tributária (artigo
150, § 4º, do Código Tributário Nacional - CTN).

Com Pendências Durante o processamento da declaração foram encontradas pendências em


relação a algumas informações. O contribuinte deve regularizar as pendências.

Em Análise Indica que a declaração foi recepcionada, encontra-se na base de dados da


Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e aguarda:

a) a apresentação de documentos solicitados em intimação enviada ao


contribuinte; ou
b) a conclusão da análise de documentos entregues pelo contribuinte por meio de
agendamento, em atendimento à intimação a ele enviada, ou para apresentar
Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL).

Retificada Indica que a declaração anterior foi substituída integralmente por declaração
retificadora apresentada pelo contribuinte.

Cancelada Indica que a declaração foi cancelada por interesse da administração tributária ou
por solicitação do contribuinte, encerrando todos os seus efeitos legais.

Tratamento A declaração está sendo analisada. Aguarde correspondência da Secretaria


Manual Especial da Receita Federal do Brasil.

31.4 Dentro do Meu Imposto de Renda

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32 Retificação da Declaração
Se, após a apresentação da declaração, o contribuinte verificar que cometeu erros ou
omitiu informações, deve apresentar uma declaração retificadora. Para fazer isso
existem alguns caminhos, tais como:
- Na tela inicial do programa “O que você deseja fazer?”, selecione na Aba
“Transmitidas” a declaração a ser retificada e em seguida clique no ícone R ; ou
- Na parte lateral, em Declaração, clique em Retificar, em seguida selecione a declaração
que deseja retificar; ou
- Na Ficha “Identificação do Contribuinte”, responder à pergunta - “Que tipo de
declaração você deseja fazer?” - Marcando a opção “Declaração retificadora”.
Após responder à pergunta, o programa abre um campo para o contribuinte informar o
número do recibo da declaração imediatamente anterior do exercício de 2022. Esse
número é obrigatório e pode ser obtido, na folha 2 do recibo ou por meio do menu
Declaração, opção Abrir, do programa IRPF2022.
A declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente
apresentada, substituindo-a integralmente. Essa declaração deve conter todas as
informações anteriormente declaradas com as alterações e exclusões necessárias, bem
como as informações adicionadas, se for o caso.
É permitida a troca de opção pela forma de tributação - utilizando as deduções legais ou
o desconto simplificado, até 30 de junho de 2022. Após essa data, a declaração
retificadora deve ser entregue na mesma opção pela forma de tributação utilizada para
a declaração apresentada anteriormente.

33 Situações Especiais
33.1 Contribuinte casado ou que tenha companheiro ou divorciados que
se casou novamente
A declaração pode ser separada ou em conjunto com o cônjuge.

33.1.1 Separado
a) cada cônjuge deve incluir na sua declaração o total dos rendimentos próprios e 50%
dos rendimentos produzidos pelos bens comuns, compensando 50% do imposto pago
ou retido sobre esses rendimentos, independentemente de qual dos cônjuges tenha
sofrido a retenção ou efetuado o recolhimento; ou
b) um dos cônjuges inclui na sua declaração seus rendimentos próprios e o total dos
rendimentos produzidos pelos bens comuns, compensando o valor do imposto pago ou

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retido na fonte, independentemente de qual dos cônjuges tenha sofrido a retenção ou
efetuado o recolhimento.
Os dependentes comuns não podem constar simultaneamente nas declarações de
ambos os cônjuges.

33.1.2 Conjunto
É apresentada em nome de um dos cônjuges, abrangendo todos os rendimentos,
inclusive os provenientes de bens gravados com cláusula de incomunicabilidade ou
inalienabilidade, e das pensões de gozo privativo.
A declaração em conjunto supre a obrigatoriedade da apresentação da Declaração de
Ajuste Anual a que porventura estiver sujeito o outro cônjuge.

33.2 Contribuinte viúvo


No curso do inventário, apresenta declaração com o número de inscrição no Cadastro
de Pessoas Físicas (CPF) próprio, abrangendo bens e rendimentos próprios e os
provenientes de bens não integrantes do inventário do cônjuge falecido.
O viúvo pode optar por tributar 50% dos rendimentos produzidos pelos bens comuns na
sua declaração ou integralmente na declaração do espólio.

33.3 Contribuinte menor de idade


Apresenta declaração da seguinte maneira:
a) em separado: os rendimentos recebidos pelo menor são tributados em seu nome com
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) próprio; ou
b) em conjunto: os rendimentos recebidos pelo menor devem ser tributados em
conjunto com um dos pais.
No caso de menor sob a responsabilidade de um dos pais, em virtude de sentença ou
acordo judicial, a declaração em conjunto só pode ser feita com aquele que detém a
guarda judicial do menor.
A declaração em conjunto supre a obrigatoriedade da apresentação da declaração a que
porventura estiver sujeito o menor.

33.4 Contribuinte incapaz


A declaração é feita em nome do incapaz pelo tutor, curador ou responsável por sua
guarda, usando o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do incapaz.
Opcionalmente, o incapaz pode ser considerado dependente do tutor, curador ou
responsável por sua guarda judicial, desde que o declarante inclua os rendimentos do
incapaz em sua declaração.

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34 Ganhos de Capital
34.1 Aplicação
Em regra, o Programa Ganhos de Capital aplica-se a todas aquelas pessoas físicas que
venderam bens móveis, imóveis, ações (exceto negociadas em Bolsa), veículos, joias,
moedas em espécie e mais.
Aplica-se também àqueles que receberam herança de bens por valores superiores aos
que constavam da Declaração de Imposto de Renda.
Quando se tratar de alienações de participações societárias, ações e outros ativos
financeiros efetuadas em bolsas de valores no Brasil, preencha o Demonstrativo de
Renda Variável na Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2022, ano-calendário de
2021 – programa IRPF2022.

34.2 Isenção
1. Alienação de imóvel adquirido até 1969;
2. Alienação de bem ou direito ou conjunto de bens ou direitos de mesma natureza, em
um mesmo mês, de valor até:
I - R$ 20.000,00, no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão;
II - R$ 35.000,00, nos demais casos; e
3. Alienação, por valor igual ou inferior a R$ 440.000,00, do único bem imóvel que o
titular possua, desde que não tenha efetuado, nos últimos cinco anos, alienação de
outro imóvel a qualquer título, tributada ou não;
4. Alienação de bens localizados no exterior ou representativos de direitos no exterior,
adquiridos em moeda estrangeira, a qualquer título, por pessoa física na condição de
não residente no Brasil;
5. Alienação de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira por pessoa física
na condição de não residente no Brasil:
a) correspondentes ao primeiro crédito de rendimentos ocorrido a partir da data da
caracterização da condição de residente no Brasil, na hipótese de aplicação financeira
realizada por tempo indeterminado, inclusive depósito remunerado;
b) apuradas na liquidação ou resgate, a partir da data da caracterização da condição de
residente no Brasil, de aplicação financeira realizada por tempo determinado;
Nas situações descritas acima, não deve ser preenchido o Demonstrativo de Ganhos de
Capital. Nesses casos, informe o resultado, se positivo, do valor de alienação, liquidação
ou resgate menos o respectivo custo de aquisição ou o valor original na ficha
Rendimentos Isentos da Declaração de Ajuste Anual do IRPF do exercício de 2022, ano-
calendário de 2021.

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34.3 Ganho de capital tributável


É a diferença positiva entre:
O valor de alienação dos bens ou direitos e o respectivo custo de aquisição.
O valor de transferência dos bens ou direitos entregues para integralização de capital e
o respectivo valor constante em Declaração de Ajuste Anual.
O valor de mercado atribuído, na transferência do direito de propriedade a herdeiros e
legatários, na sucessão causa mortis, a donatários, inclusive em adiantamento da
legítima, ou a ex-cônjuge ou ex-convivente, na dissolução da sociedade conjugal ou da
união estável, e o valor constante na Declaração de Ajuste Anual do de cujus, do doador,
do ex-cônjuge ou do ex-convivente que os tenha transferido, inclusive na hipótese de
alienação de bens e direitos adquiridos ou às aplicações financeiras realizadas em
moeda estrangeira.

34.4 Não tributado

34.4.1 Único imóvel


Alienação, por valor igual ou inferior a R$ 440.000,00, do único bem imóvel que o titular
possua individualmente, em condomínio ou em comunhão, independentemente de se
tratar de terreno, terra nua, casa ou apartamento, ser residencial, comercial ou de lazer,
e estar localizado em zona urbana ou rural, desde que não tenha efetuado alienação de
outro imóvel, a qualquer título, tributada ou não, nos últimos cinco anos. O limite deve
ser considerado em relação:
a) À parte de cada condômino ou coproprietário, no caso de bens possuídos em
condomínio, inclusive na união estável.
b) Ao imóvel possuído em comunhão, no caso de sociedade conjugal.

34.4.2 Bens de pequeno valor


Alienação de bem ou direito ou conjunto de bens ou direitos de mesma natureza, em
um mesmo mês, de valor até:
a) R$ 20.000,00, no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão no
Brasil ou no exterior;
b) R$ 35.000,00, nos demais casos.

34.4.3 Imóvel residencial


Alienação de imóveis residenciais, desde que o alienante, no prazo de 180 (cento e
oitenta) dias contado da celebração do contrato, aplique o produto da venda na
aquisição, em seu nome, de imóvel residencial localizado no Brasil.

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34.5 Alíquotas
15% (quinze por cento) sobre a parcela dos ganhos que não ultrapassar R$ 5.000.000,00
(cinco milhões de reais).
Depois disso, a alíquota vai aumentando até 22,5% (ganhos maiores do que R$
30.000.000,00).
Se você tiver ganhos de mais de R$ 5.000.000,00, o programa faz o cálculo da alíquota
média.

34.6 Responsabilidade pelo pagamento do imposto


Alienante, se residente no Brasil.
Adquirente, residente no Brasil, quando o alienante for pessoa física ou jurídica não
residente.
Inventariante, em nome do espólio, no caso de transferência causa mortis.

34.7 Prazo para pagamento do imposto


Se o alienante for residente no Brasil, até o último dia útil do mês subsequente àquele
em que o ganho ou parcela houver sido recebido.

34.8 Dedução do valor da corretagem


A despesa de corretagem paga na alienação pode ser deduzida do valor desta, se o ônus
for do alienante. Na alienação à prestação, o valor da corretagem paga deve ser
deduzido do valor da parcela recebida no mês do pagamento da corretagem.

34.9 Custo de aquisição


O custo de aquisição dos bens e direitos, adquiridos até 31 de dezembro de 2020,
corresponde ao valor efetivamente pago constante no campo Situação em 31/12/2020
da declaração de bens e direitos da Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2021,
ano-calendário de 2020.
Tratando-se de bens e direitos adquiridos em prestações ou financiados, considera-se
como custo o valor pago, isto é, o sinal ou a entrada, acrescido das parcelas pagas até o
mês da alienação, desprezando-se o saldo financiado, se transferido ao adquirente.

34.10 Podem integrar o custo de aquisição


Quando comprovados com documentação hábil e idônea e discriminados na Declaração
de Ajuste Anual do ano-calendário da realização da despesa, podem integrar o custo de
aquisição:
a) para os bens imóveis:

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- Os dispêndios com a construção, ampliação, reforma e com pequenas obras, tais como
pintura, reparos em azulejos, encanamentos, pisos, paredes;
- Os dispêndios com demolição de prédio construído no terreno, desde que seja
condição para se efetivar a alienação;
- As despesas de corretagem referentes à aquisição e/ou alienação de imóvel, desde que
suportado o ônus pelo contribuinte;
- Os juros e a correção monetária pagos no financiamento para a aquisição do imóvel;
b) para outros bens e direitos, os dispêndios realizados com conservação e reparos,
comissão ou corretagem, quando não transferido o ônus ao adquirente, os juros pagos
no financiamento para a aquisição dos bens e direitos, retífica de motor etc.

34.11 Fichas
Esse Programa contém cinco fichas principais de preenchimento, sendo a primeira
Identificação do contribuinte e as demais, de apuração do ganho de capital tributável:
Bens Imóveis, Direitos/Bens Móveis, Participações Societárias e Moedas em Espécie.
Contém, na barra de tarefas, a opção Verificar Pendências para alertar o contribuinte
sobre a obrigatoriedade de preenchimento de todos os dados solicitados, sob pena de
ficar impedida sua exportação para a Declaração de Ajuste Anual.
Clique na Barra de Tarefas em Demonstrativo >> Novo ou em Criar Novo Demonstrativo,
em resposta à pergunta O que você deseja fazer?
Informe os dados solicitados no quadro aberto Novo Demonstrativo.
Selecione uma das fichas Bens Imóveis, Direitos/Bens Móveis, Participações Societárias
ou Moedas em Espécie, clique no botão Novo, para abrir um item onde serão
informados os dados da operação.
Para cada bem ou direito alienado, participação societária, aplicação financeira no
exterior, operação de moeda em espécie deve ser preenchido um novo item na ficha
correspondente.

34.11.1 Conceito de à vista, a prazo e à prestação


Para efeito de apuração do ganho de capital, considera-se alienação:
- À vista - aquela cujo valor de alienação é recebido integralmente dentro do próprio
mês da alienação;
- A prazo - aquela cujo valor de alienação é recebido em uma única parcela após o mês
da alienação;
- À prestação - aquela cujo valor de alienação é recebido em duas ou mais parcelas, em
diferentes meses.

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34.11.2 Valor de Alienação
Informe o valor total contratado na operação de alienação, ainda que o pagamento seja
parcelado.

34.11.3 Bens e direitos vinculados a financiamentos ou a consórcios


Quando se tratar de bens e direitos vinculados a qualquer espécie de financiamento ou
a consórcios, em que o saldo devedor tenha sido transferido para o adquirente, o valor
de alienação é o correspondente ao valor recebido, devendo ser desprezado o valor da
dívida transferida.

34.11.4 Situações

[Link] Imóvel com valor abaixo de R$ 35.000,00.


Quando o valor de alienação do imóvel, informado na aba OPERAÇÃO, foi até R$
35.000,00, responda às seguintes perguntas.
O valor do conjunto dos bens ou direitos da mesma natureza, alienados em mm/aaaa*,
é superior a R$ 35.000,00? mm/aaaa* - mês da alienação.
Se a resposta foi NÃO, as abas APURAÇÃO e CÁLCULO DO IMPOSTO são
automaticamente preenchidas pelo Programa, não havendo imposto a pagar.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O imóvel objeto desta alienação é residencial?
Se a resposta foi NÃO, termina o rol de perguntas nesta ficha e as abas APURAÇÃO e
CÁLCULO DO IMPOSTO serão automaticamente preenchidas, apurando-se o imposto
devido.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O produto da alienação foi ou será aplicado na aquisição de imóvel residencial localizado
no Brasil no prazo de 180 dias, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 2005?
Se a resposta foi SIM, o Programa preenche o campo Valor da Aplicação com o valor da
alienação informado na aba anterior, não havendo apuração e cálculo do imposto.
Se a resposta foi NÃO, o Programa apura e calcula o valor do imposto devido.
Se a resposta foi PARCIALMENTE, informe o valor que foi ou será aplicado na aquisição
de imóvel residencial no Brasil no campo Valor da Aplicação. O Programa apura e calcula
automaticamente o imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital da parcela
não aplicada na aquisição de imóvel residencial no Brasil.

[Link] Imóvel entre R$ 35.000,00 e R$ 440.000,00.


A - Você possui outro imóvel, seja como proprietário individual, em condomínio ou em
comunhão?

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Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte:
O imóvel objeto desta alienação é residencial?
Se a resposta foi NÃO, termina o rol de perguntas nessa aba. As abas APURAÇÃO e
CÁLCULO DO IMPOSTO são preenchidas pelo Programa automaticamente, apurando-se
a base de cálculo, a alíquota e o imposto devido.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O produto da alienação foi ou será aplicado na aquisição de imóvel residencial no Brasil
no prazo de 180 dias, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 2005?
Se a resposta foi SIM, o programa preenche o campo Valor da Aplicação com o valor da
alienação informado na aba anterior, diminuído, se for o caso, do Custo de Corretagem.
O imposto devido será igual a zero, pois não foi apurado ganho de capital nesta
operação.
Se a resposta foi NÃO, o Programa inibe o campo Valor da Aplicação e as abas
APURAÇÃO e CÁLCULO DO IMPOSTO são automaticamente preenchidas, informando o
valor do imposto sobre a renda devido.
Se a resposta foi PARCIALMENTE, informe o valor que foi ou será aplicado na aquisição
de imóvel residencial no Brasil no campo Valor da Aplicação. O Programa apura e calcula
automaticamente o imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital da parcela
não aplicada na aquisição de imóvel residencial no Brasil.
B - Você possui outro imóvel, seja como proprietário individual, em condomínio ou em
comunhão?
Se a resposta for NÃO, responda à pergunta seguinte.
Nos últimos cinco anos, você efetuou outra alienação de imóvel a qualquer título,
tributada ou não?
Se a resposta foi NÃO, termina o rol de perguntas nesta aba e o programa preenche
automaticamente as Abas Apuração e Cálculo do Imposto. O imposto devido é igual a
zero tendo em vista que, pelos dados digitados, não foi apurado ganho de capital
tributável nesta operação.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O imóvel objeto desta alienação é residencial?
Se a resposta foi NÃO, termina o rol de perguntas nesta ficha. O imposto sobre a renda
devido será automaticamente calculado nas abas seguintes.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O produto da alienação foi ou será aplicado na aquisição de imóvel residencial no Brasil
no prazo de 180 dias, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 2005?

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Jaqueline Loboda - jaquelineloboda2019@[Link] - IP: [Link]
Curso IRPF De A a Z 2022
Prof. Gabriel Rabelo
Se a resposta foi SIM, o programa preenche o campo Valor da Aplicação com o valor da
alienação diminuído, se for o caso, do Custo de Corretagem na alienação. O imposto
devido é igual a zero tendo em vista que, pelos dados digitados, não foi apurado ganho
de capital nessa operação.
Se a resposta foi NÃO, o Programa inibe o campo Valor da Aplicação e considera todo o
valor do ganho de capital como tributável, apurando-se o imposto devido.
Se a resposta foi PARCIALMENTE, informe o valor que foi ou será aplicado na aquisição
de imóvel residencial no Brasil no campo Valor da Aplicação. O Programa apura e calcula
automaticamente o imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital da parcela
não aplicada na aquisição de imóvel residencial no Brasil.

[Link] Venda de Imóvel Superior a R$ 440.000,00


O imóvel objeto desta alienação é residencial?
Se a resposta foi NÃO, termina o rol de perguntas nesta ficha. O imposto sobre a renda
devido será automaticamente calculado nas abas seguintes.
Se a resposta foi SIM, responda à pergunta seguinte.
O produto da alienação foi ou será aplicado na aquisição de imóvel residencial no Brasil
no prazo de cento e oitenta dias, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 2005?
Se a resposta foi SIM, o programa preenche o campo Valor da Aplicação com o valor da
alienação diminuído, se for o caso, do custo de corretagem na alienação. O imposto
devido é igual a zero tendo em vista que, pelos dados digitados, não foi apurado ganho
de capital nessa operação.
Se a resposta foi NÃO, o programa inibe o campo Valor da Aplicação e considera todo o
valor do ganho de capital como tributável. O imposto sobre a renda devido será
automaticamente calculado nas abas seguintes.
Se a resposta foi PARCIALMENTE, informe o valor que foi ou será aplicado na aquisição
de imóvel residencial no Brasil no campo Valor da Aplicação. O Programa apura e calcula
automaticamente o imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital da parcela
não aplicada na aquisição de imóvel residencial no Brasil.

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Jaqueline Loboda - jaquelineloboda2019@[Link] - IP: [Link]

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