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Estrutura e Operações de Busca e Salvamento

O documento aborda a atividade de busca e salvamento (SAR), definindo suas operações, objetivos e regulamentações internacionais, como a IAMSAR. Destaca a importância da coordenação entre centros de resgate e a execução eficiente das operações em situações de emergência. Além disso, descreve as etapas do processo SAR e a estrutura organizacional necessária para garantir a eficácia das ações de salvamento.

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Estrutura e Operações de Busca e Salvamento

O documento aborda a atividade de busca e salvamento (SAR), definindo suas operações, objetivos e regulamentações internacionais, como a IAMSAR. Destaca a importância da coordenação entre centros de resgate e a execução eficiente das operações em situações de emergência. Além disso, descreve as etapas do processo SAR e a estrutura organizacional necessária para garantir a eficácia das ações de salvamento.

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Busca e Salvamento

Uma equipa de busca e salvamento.

A actividade de busca e salvamento sendo executada em qualquer situação e condição.

O termo busca e salvamento (inglês: Search And Rescue) ou simplesmente SAR, define e
descreve internacionalmente, todas as organizações e operações voltadas à localizar e salvar
pessoas em situação de risco.

Objectivos
Em termos globais, desenvolver uma estrutura internacional na qual as actividades de busca e
salvamento, em terra e no mar, independente da localização, sendo coordenadas por uma ou
mais organizações SAR sem levar em conta as fronteiras.

Em termos locais, executar ou contribuir em actividades que empregando recursos públicos


ou privados, civis ou militares e usando esforços razoáveis, tenham como objectivo: salvar
vidas, evitar ferimentos, minimizar perdas e danos materiais, assegurando a prioridade na
segurança marítima e aeronáutica com medidas preventivas executadas por pessoal
qualificado em actividades SAR.
ABREVIATURAS

SAR-search and rescue

RCC-rescue coordination centre

RSC-rescue sub-centre

SRU-search and rescue unit

ELT-emergency location transmitter

EPIRB-emergency position indicating radio beacon

PLB-personal locator beacon

FIR- flight information region

SRR-Search and rescue Region

ICAO/OACI-international civil aviation organization

OC- search and rescue coordinator

OSC- on-scene coordinator

ATC- air traffic control

ATS- air traffic service

SMC- search and rescue mission coordination

INCERFA- the code word used to designate an uncertain phase

ALERFA- the code word used to designate an alert phase

DETRESFA- the code word used to designate a distress phase

IFR- instrument flight rules

VFR- visual flight rules

POB- persons on Board

SOLAS- safety oy life at sea

IAMSAR- international Aeronautical and Maritime search and rescue

SPOC- search and rescue point of contact

MRCC-maritime rescue Co-ordination centre

MRSC-maritime rescue Sub-centre


COSPAS-cosmischeskaya system poiska avarivnich sudov

SARSAT-search and rescue satellite aided tracking

IMO-international maritime organization (organização marítima internacional)

IFF-identification friend or foe

SIF-selective identification feature

TACAN-tactical air navigation system (Sistema de navegação aérea táctica)

VORTAC- VOR and TACAN

ETA-estimated time arrive

Regulamentação
A base regulatória para a organização de sistemas SAR ao nível global, regional e nacional
foi documentada por intermédio de uma associação de organizações internacionais (IMO e
ICAO) referência: Doc 9731- chamado IAMSAR (International Aeronautical Maritime
search and rescue (SAR).

Manual (Doc 7931) IAMSAR Volume I- Organization and Management

Manual (Doc 7931) IAMSAR Volume II- Mission Co-ordination

Manual (Doc 7931) IAMSAR Volume III- Mobile Facilities

Estados participantes da convenção internacional para segurança de vida no mar "Safety of


Life at Sea" (SOLAS), a convenção internacional de busca e salvamento e a convenção
internacional de aviação civil, se comprometeram com a implementação de serviços
coordenados de SAR marítimos e aeronáuticos.

Todos os sistemas SAR devem ser estruturados para executar, de maneira efectiva, as
seguintes funções:

 Receber notificações de desastres, registar e retransmitir;


 Coordenar a resposta SAR;
 Conduzir as operações SAR
O

O serviço de busca e salvamento e uma acção que e efectuada com o objectivo de localizar e
salvar pessoas ou bens em perigo.

Este serviço aqui em Moçambique funciona com RCC-rescue coordination centre que e o
centro de coordenação de busca e salvamento que se localiza na beira.

Temos também dois RSC-rescue-sub centre’s que são subcentros de busca e salvamento, um
em Nampula e outro em Maputo.

Estes dois subcentros coordenam todas as acções relacionadas com busca e salvamento com o
centro de coordenação da Beira –RCC.

ETAPAS DE UMA EMERGENCIA SAR

FASES DE EMERGENCIA

Fase de Incerteza

Fase de Alerta

Fase de Perigo

 Designação do RCC responsável por iniciar a acção SAR


 Planeamento e realização de uma acção SAR
. Determinação do Datum
. Determinação da Área de Busca
 Factores Teóricos
. Largura da Varredura – sweep WIDTH (w)
. Espaçamento entre trajectórias- track spacing (S)
. Factor de cobertura – coverage tactor (C)
 Circuitos de Busca (Search patterns)
 Procedimento para a aeronave de busca apos localizar a área do acidente
 Conclusão das Operações SAR

CONSIDERACOES SOBRE O INCIDENTE SAR

 O sucesso de uma operação sar depende da rapidez com que a operação e planeada e
executada.
 As informações sobre um incidente devem ser recolhidas e avaliadas para determinar
a natureza, a fase de emergência e a acção adequada a ser tomada.
 E da máxima importância que todas as informações relacionadas aos incidentes sejam
levadas ao RCC que, na posse desses dados, desencadeia os planos especialmente
preparados para as Operações SAR.
 O sucesso duma operação de busca e salvamento depende, fundamentalmente, do
RCC receber, em tempo oportuno, toda a informação necessária a rápida avaliação da
situação e a tomada de decisão sobre a melhor modalidade de acção a utilizar
imediatamente.
 Só assim se pode assegurar que seja possível localizar, alcançar, apoiar e salvar os
sobreviventes no mais curto espaço de tempo.

Etapas das operações SAR

Numa situação de emergência onde e accionado o serviço de busca e salvamento vamos


encontrar cinco etapas das operações SAR que são:

 Conhecimento
 Acção inicial
 Planeamento
 Operações
 Conclusões

Etapas das operações SAR

 Os incidentes SAR geralmente atravessam etapas definidas que podem ser usadas
para ajudar a organizar as actividades de resposta.
 Essas etapas devem ser interpretadas com flexibilidade, da mesma forma que
muitas acções descritas podem ser executadas simultaneamente ou com ordem
diferente adaptando-se as circunstâncias específicas.
 A resposta para um incidente SAR em particular pode não requerer o
cumprimento de todas as etapas.
 Para alguns incidentes as actividades de uma etapa podem sobrepor-se as
actividades de outra etapa, de tal forma que partes de duas ou mais etapas venham
a ser executadas simultaneamente.

As 5 Etapas das accoes SAR sao:

Conhecimento – Tomada de conhecimento por qualquer pessoa ou agencia do Sistema SAR


de que uma situação de emergência que existe ou que pode vir a existir.

Acção inicial – Acção preliminar e obter mais informações, onde vão ser avaliadas e
classificadas as informações recebidas e alertar as facilidades de SAR para poder se
desempenhar as actividades relativas a outras etapas.

Planeamento – O desenvolvimento de planos operacionais onde se inclui planos para Busca,


Salvamento e outras acções finais relativas aos sobreviventes, encaminhando-os as equipas
medicas ou deslocando-os para lugares seguros conforme seja apropriado,

Operações – Aqui já e a execução propriamente dita que inclui as operações para o


deslocamento dos recursos de SAR a cena, a condução das buscas, o salvamento dos
sobreviventes, o auxilio a aeronave ou embarcações em perigo e a assistência de emergência
para os sobreviventes e o encaminhamento das vitimas para equipas medicas.

Conclusão – Esta e a última etapa que e o retorno dos SRU’s search and rescue unit para um
local onde possa proceder um debrifing e possam ser reabastecidas, receberem recursos e
serem preparados para outras missões; nessa fase também ocorre o retorno dos recursos SAR
para as actividades normais bem como o preenchimento e a conclusão de toda a
documentação requerida.

PLANO DE ACAO DE BUSCA

Um plano de acção de busca e salvamento deve conter, geralmente, os 6 assuntos:

 Situação;
 Área de busca;
 Execução;
 Coordenação;
 Comunicações e
 Reportes.
O conteúdo de cada um deles deve ser suficientemente explicativo e a necessidade da sua
existência devera ser determinada pelo SMO

 Situação:
o Breve descrição do incidente, posição e hora;
o Numero de pessoas a bordo (POB-persons on Board);
o Objecto (s) a pesquisar;
o Quantidade e tipo de equipamento de sobrevivência (se conhecido);
o Previsão meteorológica seu período de validade;
o Unidade SAR no local (se houver)

 Área de busca
o Identificação da Área;
o Limite da Área
o IFF/SIF
o TACAN/VORTAC

 Execução
o Identificação da área;
o Unidade SAR
o Organização/Esquadra;
o Tipo de busca;
o Factor de cobertura (C);
o Espaçamento;
o Largura da banda de pesquisa;
o Voltas (direita e esquerda);
o Progressão;
o Altitude;
o Ponto inicial de busca.

 Coordenação
o SMC designado;
o O OSC designado;
o ETA das unidades SAR a área;
o Reservas de espaço aéreo;
o Instruções de segurança;
o Instruções de comando na área;
o Instruções de apoio da entidade directora;
o Autorização para aeronaves não SAR a operarem na área.
 Comunicações
o Frequências com o RCC, primarias e secundarias;
o Frequências no local, primarias e secundarias;
o Frequências de escuta;
o Frequência para órgãos de imprensa.

 Reportes
o Reportes do OSC sobre o desenrolar da situação e final da mesma;
o Reportes das entidades apoiantes;
o Reportes dos meios aéreos ou esquadras no fim das operações do dia com o numero
de saídas, horas voadas, área explorada e factor de cobertura atingido.

ORIGEM SAR

BUSCA E SALVAMENTO

Suas principais atribuições são:

- Localizar ocupantes de aeronaves ou embarcações em perigo;

- Resgatar tripulantes e vítimas de acidentes aeronáuticos ou marítimos com


segurança;

- Interceptar e escoltar aeronaves em emergência;

A evolução do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico


Com o surgimento da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), em 1944, e o
término da segunda-guerra mundial, diversos mecanismos foram criados para
proporcionar maior apoio e segurança à navegação aérea internacional, dentre eles a
Divisão de Busca e Salvamento, responsável pelo estabelecimento de normas e
recomendações que visavam a disciplinar a atividade em todo o mundo.
 Em 1944, antevendo o grande desenvolvimento da aviação nos anos seguintes e em
resposta ao convite dos estados unidos, representantes de 54 nações compareceram a
uma reunião em Chicago, cujo objectivo era estabelecer normas reguladoras
adicionais para o transporte aéreo internacional.
 Dessa reunião resultou a convecção de aviação civil internacional (CACI).
 O encontro ocorreu em Chicago e diferentes assuntos sobre aviação foram debatidos,
dentre os quais relacionados as actividades de busca e salvamento. (SAR)
 Nessa convecção iniciou-se a criação de uma instituição que viria a tornar-se a
organização de aviação civil internacional (OACI-ICAO).
 Dela fazia parte uma Divisão de Busca e Salvamento, cuja atribuição inicial seria
elaborar normas e métodos recomendados para as actividades de Busca e
Salvamento. (SAR)
 Os trabalhos foram realizados e, apos longa tramitação entre os diferentes sectores
daquela organização, passaram a constituir, em 25 de maio de 1950, o anexo 12 a
Convenção de Aviação Civil internacional, aprovado em 1 de Dezembro do mesmo
ano com vigência a partir de 1 de Marco de 1951.

ANEXO 12 – SEARCH and RESCUE

 E o Documento base da doutrina SAR


 Elaborado e editado pela organização de aviação civil internacional (ICAO).
 Tem por objectivo a aplicação de normas e recomendações, com vista ao
estabelecimento, manutenção e operação dos serviços de Busca e Salvamento nos
territórios sob responsabilidade dos Estados contratantes e sobre o alto mar, assim
como, definir a cooperação dos serviços SAR entre esses Estados.

ESTRUTURA SAR INTERNACIONAL

 Principais unidades em cada SRR

. RCC-rescue coordination centre

. MRSC-maritime rescue co-ordination centre

 SUB-CENTROS DE BUSCA E SALVAMENTO (SAR)

. RSC-rescue sub-centre

. MRSC-maritime rescue sub-centre

NOTA:

. os RCC’s são responsáveis pelas acções SAR relativas a acidentes com aeronaves
no mar

 CENTRO DE COORDENACAO DE BUSCA E SALVAMENTO AEREO (rescue


co-ordination centre-RCC)
(RCC) Centro de Coordenação de Busca e Salvamento

Os Centros de Coordenação e Salvamento - ou RCC, do inglês Rescue Coordination


Center - são os órgãos regionais responsáveis pelas ações de busca e salvamento em
suas respectivas áreas de jurisdição. Também chamados de Salvamento, são dotados
de uma adequada rede de comunicação e guarnecidos por pessoal altamente especiali-
zado, em permanente estado de alerta, sete dias por semana, 365 dias por ano.

Unidade responsável por promover uma organização eficiente dos serviços de busca e
salvamento e por coordenar a realização das operações de busca e salvamento numa
determinada Região de Busca e Salvamento (SRR).

Ações integradas de Busca e Salvamento

O Sistema SAR Aeronáutico prevê, ainda, a integração com as demais Forças e


instituições, somando-se aos recursos e meios da Marinha, do Exército e de
organizações públicas, privadas e não-governamentais.
O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico, por sua estrutura e concepção
sistêmica, atua conjugando esforços com essas instituições, empregando aeronaves,
órgãos de coordenação e pessoal especializado, para localizar e resgatar sobreviventes
de acidentes aéreos ou mesmo marítimos - quando, por exemplo, é necessária uma
aeronave para a localização de pessoas, botes ou embarcações em perigo no alto mar.

Os Estados estabelecidos para cada SRR um RCC que devera estar guarnecido 24 horas por
dia com pessoal treinado, proficiência na língua utilizada em comunicações radiotelefónicas,
alem de ser recomendável também possuir proficiência na língua inglesa

 REGIAO DE BUSCA E SALVAMENTO AEREO

(Search and rescue Region-SRR)

E uma área de dimensões definidas, que possui um Centro de Coordenação de Busca e


Salvamento (RCC) na qual são prestados serviços SAR.

As SRR ajudam a determinar quem tem a principal responsabilidade em termos de


coordenar as reacções as situações de perigo em todas as áreas do mundo, mas não tem a
intenção de impedir que qualquer um preste Socorro a pessoas em perigo.

As SRR são estabelecidas para assegurar a provisão da infra-estrutura de comunicações


adequadas, um eficiente encaminhamento de alertas de Socorro e uma coordenação
operacional apropriada para apoiar eficazmente os serviços de Busca e Salvamento dentro
de uma mesma região SAR.
Os Estados delimitarão as SRR de tal modo que sejam contiguas as regiões vizinhas e não
tenham sobreposições, além de ser recomendável que as SRR coincidem com as
correspondentes Regiões de Informação de Voo (FIR)

 SUB-CENTRO DE COORDENACAO DE BUSCA E SALVAMENTO AEREO


(rescue sub- centre-RSC)

Unidade subordinada a um Centro de Coordenação de Busca e Salvamento (RCC),


estabelecida para complementa-lo de acordo com as determinações das autoridades
responsáveis.

 UNIDADE DE BUSCA E SALVAMENTO


 (Search and rescue unit-SRU)

Unidade constituída por pessoal treinado e dotada de equipamentos adequados para uma
rápida realização de operações de busca e salvamento.

SISTEMA DE BUSCA E SALVAMENTO

The Components and Operation of the Cospas-

(Introduzir figura de satélites)

Sistemas de satélites, estacoes terrestres e balizas de emergências em 406 MHz,


desenvolvido para fornecerem alertas de Emergências e dados de Localização no intuito de
auxiliar as operações de busca e salvamento.

 HISTÓRIA DO COSPAS-SARSAT
O uso operacional do COSPAS-SARSAT por agência SAR teve início com a queda de um
pequeno avião no Canada, da qual três pessoas foram resgatadas com vida em 10 de
Setembro de 1982.

Desde então, o Sistema tem sido usado em operações SAR como ferramenta no salvamento
de milhares de vidas em todo mundo.

O Sistema foi declarado operacional em 1985 e denominado com o acrónimo COSPAS-


SARSAT, proveniente do:

- Sistema Espacial de Busca de Embarcações em Situação de Emergência (do russo


cosmischeskaya sistyema poiska avarivnich sudov)

- Sistema de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélite (do ingles search and rescue
satélite aided tracking).

- Em Janeiro de 1992, o Governo da Rússia assumiu a responsabilidade pelas obrigações da


extinta União Soviética.

- Alguns Estados não participantes do Acordo se associaram ao Programa, e deste modo


puderam contribuir com estacoes terrestres de recepção que aumentaram a capacidade de
detenção de alertas do COSPAS-SARSAT.

Busca e Salvamento
Rastreamento de aviões em Emergência

E se fosse possível que uma aeronave, antes mesmo de entrar em emergência e de, talvez, se
acidentar, pudesse informar a sua localização para os órgãos de busca e salvamento
espalhados ao redor do mundo? E se, ao descolar para uma missão de busca e salvamento, as
equipes de resgate já soubessem em qual área a aeronave caiu, eliminando a demorada tarefa
de localizar fuselagens e vítimas em enormes massas de água? Isso aumentaria a chance de
encontrar sobreviventes e salvar suas vidas. Esse é o futuro da busca e salvamento, e o Brasil
é pioneiro no desenvolvimento do dispositivo que permitirá que as aeronaves emitam sinais
de maneira autónoma durante o voo sempre que alguma anormalidade na operação for
detectada. Por meio desse sistema, a aeronave será capaz de, sem a intervenção do piloto,
identificar panes e enviar, a cada minuto, o sinal de emergência com a sua localização ainda
em voo. Até mesmo em caso de falha eléctrica total, a aeronave terá essa capacidade.

Desenvolver um dispositivo que permita o rastreamento de uma aeronave antes do acidente


é o objectivo do grupo de trabalho criado pela Organização da Aviação Civil Internacional
(OACI). A necessidade foi identificada após o desaparecimento do voo MH370 da Malásia
Airlines, em Março de 2014, que transportava 239 pessoas e provocou a maior operação de
busca marítima e terrestre. Destroços que podem ser do avião desaparecido foram
localizados mais de um ano depois, mas sem confirmação. A proposta da OACI é que o
sistema esteja disponível para as aeronaves a partir de 2021, podendo permitir a localização
da aeronave desaparecida num raio de até seis milhas. O mundo está pesquisando soluções
para atender a esses requisitos, esta em estudo meios de fazer uma adaptação no
Transmissor Localizador de Emergência (conhecido como ELT, sigla de Emergency Locator
Transmitter) para criar uma tecnologia com a capacidade requerida.

Essa tecnologia que está sendo pesquisada é uma adaptação do ELT, que é accionado no
momento do acidente, pelo efeito mecânico do impacto, e transmite o sinal para um dos
SPOCs (sigla de SAR points of contact), antenas capazes de receber o sinal. Essas antenas
pertencem a um dos provedores terrestres COSPAS SARSAT, um sistema que reúne 42
países e organizações. Uma aeronave pode ter até dois ELTs, entretanto, alguns factores
podem impedir o seu accionamento como, por exemplo, se forem danificados durante o
choque da aeronave com a água ou o solo. Além disso, em baixo d’água a onda que transmite
o sinal não se propaga. Por essas razões, além da questão da precisão da localização, é que a
nova tecnologia, que possivelmente se chamará ELT - DT (Emergency Locator Transmitter
for Distress Tracking), será tão importante para aprimorar as missões de busca e
salvamento.

FIM

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