01 - Chase - Chantal Fernando
01 - Chase - Chantal Fernando
Resisting Love #1
Chantal Fernando & Dawn Martens
Sinopse:
Cego pela sua intensidade em tê-la, Chase não vai parar por nada até fazê-
la sua.
Fevereiro/2014
Proibido todo e qualquer uso
comercial
Como um anjo.
Que me note.
Para ver se ela sente esta atração que estou sentindo por ela.
Ela está conversando com outra garota e rindo alto. Acho que os meus próprios
lábios estão se contraindo.
Eu não sei o que me atrai nela, mas nunca me senti assim com outra mulher antes.
Algo... Diferente.
— Não vá por aí. — Ouço um barulho perigoso atrás de mim. É meu amigo, cuja
casa estou visitando. Eu o ignoro, meus olhos ainda continuam sobre o anjo, mas ele
continua: — Eu não o deixaria perto de uma das minhas irmãs ou primas, mas ela não,
definitivamente não com ela. — Eu mordo o interior da minha bochecha. — Ela é uma boa
menina, e tem apenas dezessete anos. Venha, vamos sair daqui. — Ele bate nas minhas
costas amigavelmente, como se para suavizar o golpe de suas palavras.
Olho ansiosamente para ela uma última vez, antes de me virar e segui-lo.
E u estava ferrada.
Voltei a olhar para o jornal na minha mão, a página cheia de círculos vermelhos.
Depois de ver cinco lugares diferentes que ficavam perto de minha universidade, este era
o último. Os outros tinham sido terríveis. Eu não quero nem mencionar o que o cara da
última casa me ofereceu, espero que ele ainda esteja deitado no chão em posição fetal
depois da joelhada que dei em seu saco. Começo as aulas em uma semana e ainda não
tenho lugar para ficar. Repito, eu estava ferrada.
Eu cresci em uma cidade pequena com a minha família, e vim dirigindo de lá para
cá procurando por um lugar. Tenho me hospedado em um hotel nas duas últimas noites,
tentando a sorte procurando por um lugar decente para ficar aqui nessa área. Eu olho para
o último anúncio que selecionei. Quarto disponível para alugar. Cem dólares por semana.
Perfeito para um estudante. Fica apenas a cinco minutos de distância da minha faculdade,
o que é perfeito. Eu coloco o jornal no banco da frente do meu carro Subaru Forrester Sti
GT preto e dirijo para a casa.
Eu estaciono o meu carro atrás de um jipe preto, e caminho até a porta da frente. Há
também, uma Harley sexy estacionada na entrada da garagem. A casa é linda, moderna e
de dois andares, toda em creme e preto. Eu bato na porta e ninguém atende. Eu espero
alguns minutos e bato novamente. Desta vez, a porta se abre. Um cara enfia a cabeça para
fora, com cabelos loiros despenteados. Aparentemente ele tem dois anos a mais que os
meus vinte, e devo dizer que ele é muito bonito. Olhos azuis pálidos, um nariz reto e
lábios cheios, na parte inferior um piercing com um pequeno aro através dele. Sexy!
Ele me olha de cima a baixo e sorri. Seus olhos azuis enrugando, 'Olá'. Seu sorriso é
contagiante e me pego sorrindo também.
— Oi, eu sou Layla. Estou aqui por causa do quarto para alugar? — Ele parece
momentaneamente confuso, mas depois concorda em afirmação.
— Claro, venha, Layla. — Eu olho para baixo e só então percebo que ele está sem
camisa, vestindo apenas uma cueca boxer. Eu fico corada e olho para o chão, e então o ouço
rindo. Lentamente levanto os meus olhos para ver o seu divertimento.
Ele sorri. — Ótimo! Bem, você parece normal o suficiente. Definitivamente bonita o
suficiente.
A última parte não foi mais que um sussurro. Eu rio. Eu sei o que ele quer dizer,
considerando os últimos lugares que visitei. É mais difícil do que você pensa encontrar
pessoas que não sejam assustadoras para compartilhar uma casa.
Eu olho em volta, mais uma vez, estou um pouco hesitante em compartilhar uma
casa com homens, mas este lugar é incrível, e atualmente estou sem opções. Oh, que
inferno. Concordo com a cabeça.
— Perfeito! Você não tem quaisquer problemas com festas e coisas do tipo, não é?
— Ele pergunta sério. — Porque esta é uma casa bem movimentada. — Seus lábios se
contraem em um sorriso quando diz a palavra 'movimentada'.
Eu sorrio. — Não, acho que toda a vida universitária está sendo uma experiência.
Eu saio da casa e vou para o quarto de hotel para pegar as meus pertences. Eu não
trouxe muita coisa, apenas uma mala enorme e duas caixas. Ainda precisava comprar
todos os meus livros escolares, artigos de papelaria e necessidades. James me deu uma
cópia da chave da casa, e eu ofereci o dinheiro do aluguel, mas ele me disse para entregar
para o senhorio, quando ele voltasse para casa. Ele parecia um cara engraçado, até fez um
comentário sobre me sentir a vontade para trazer as minhas amigas bonitas. Eu rio para
mim mesma, porque no momento, amigos são algo que eu não tenho em abundância. Eu
venho de uma família muito grande, e esta é a primeira vez que estou por conta própria.
Em vez de me assustar, o pensamento de independência me emociona. Depois que minha
irmã deixou o ninho para viajar, minha mãe tornou-se extremamente autoritária, e tanto
quanto eu a amo é bom ficar longe de tudo isso.
Quando retorno para casa já é noite. Eu pego minha mala e caminho até a porta,
pegando a minha chave para abri-la. A visão que me cumprimenta quando entro na
cozinha me faz perguntar onde exatamente eu me meti. Dois caras estão juntos com James,
rindo e comendo pizza. Todos olham surpresos para mim quando eu entro, exceto James,
que está com um enorme sorriso.
— Layla! Venha aqui e sente-se. Eu vou levar suas coisas até o seu quarto.
— Layla, este é Kade, que mora aqui com a gente, e nosso amigo Derek.
Eu olho para Kade, ansiosa para conhecer quem mais mora aqui. Ele se parece
muito com James, com seu cabelo loiro claro e olhos azuis. Seu cabelo é mais comprido do
que o de James, para abaixo do queixo e um pouco ondulado. Definitivamente são
parentes. Derek tem cabelos castanhos e olhos castanhos profundos, e é muito bonito e
musculoso. Inferno, todos eles são. Sobrecarga de gostosura. Um suspiro suave me escapa.
Todos dizem oi para mim e me oferecem pizza e cerveja, que eu educadamente recuso.
— A que tipo de garota você está se referindo? — Eu digo com os olhos apertados.
— Você sabe, aquelas que não comem na frente de um cara, ou talvez apenas
fiquem contando cada caloria. — Ele diz e eu posso ouvir o desafio em sua voz.
Começo a rir. Embora sim, eu seja um pouco tímida, o que é parte da razão pela
qual eu recusei. Mas a razão principal é que eu não estou com muita fome. Ele levanta a
sobrancelha para a minha risada.
— Uma vez que vamos morar juntos, você será capaz de ver por si mesmo que eu
não sou esse tipo de garota que mencionou. Mas a forma de estereótipo, Kade. — Eu
replico. — Acredite em mim, eu como muito. Você vai ver algo especial. — Eu digo com
uma piscadela. Kade ri, batendo a mão na mesa.
— Então, de onde você é Layla? — Kade pergunta, sua voz agora rouca e baixa.
— Umm, bem, minha mãe é do Sri Lanka e meu pai é australiano. Eles vivem
algumas horas ao sul daqui.
Meu cabelo é longo, grosso e preto, a minha pele bronzeada e os olhos amendoados
e marrons, insinuando algum tipo de etnia mista. James caminha até mim e
carinhosamente enrola uma mecha do meu cabelo em torno de seus dedos.
— Desculpe, mas de maneira alguma. — Estou segurando o riso, porque todos eles
parecem ficar com o coração partido. Eu sei cozinhar, mas eu não digo isso.
Kade suspira dramaticamente. — Tudo bem, o bom é que temos uma gaveta cheia
de cardápios.
— Estamos em 2013, sabia? Você pode pegar uma frigideira e aprender a cozinhar.
— Eu digo simplesmente. — Igualdade dos sexos e tudo mais.
— Eu acho que você é tudo o que esta casa precisa, Layla. — Derek diz, dando-me
um pequeno sorriso.
Kade repreende Derek com um olhar. — Nem pense em flertar com a nossa nova
colega de casa, Derek, ela é muito inteligente para isso.
Kade cruza os braços sobre o peito largo, puxando os meus olhos para os braços
musculosos. Eu levanto o meu olhar para ver que seus olhos estão brilhando. Pega em
flagrante. Tento me esquivar. — Vamos lá, todos você são muito sexy. — Deixo escapar.
Ele sorri, abre uma cerveja e entrega para mim. Desta vez, eu aceito.
Kade levanta a cerveja para mim e eu faço um brinde com a minha, rindo.
Esses caras são uma boa diversão. Todos nós jogamos conversa fora. Jogamos um
pouco de PS3, e devo dizer que não sou tão ruim. Peço licença para terminar de arrumar
as minhas coisas e tomar um banho. Gostaria de saber com qual dos meninos eu estou
compartilhando o banheiro, considerando que há produtos masculinos em todo o lugar.
Depois de ligar para os meus pais, assegurando-lhes que está tudo bem, eu pulo na cama e
durmo.
Capítulo Dois
E u acordo em uma casa vazia e sou grata por isso, me sentindo mais
confortável para verificar o lugar. A casa é muito grande. Cinco quartos, três banheiros
enormes, e eles têm uma pequena academia. Depois de uma manhã separando e
arrumando o meu quarto, eu faço algumas compras no supermercado, compras de livros
para a faculdade e pego alguma coisa para comer. Quando eu chego em casa quase
trombo com Kade, que está saindo do nosso banheiro. Sim, é com Kade que estou
compartilhando o banheiro. Eu me sinto um pouco estranha dividindo um banheiro com
um cara. Eu sequer tenho irmãos. Realmente, isso está fora da minha zona de conforto.
— Layla! Justo quem eu estava procurando. Vamos, preciso que você venha
comigo em um lugar. — Ele fala entusiasmado.
— Onde? — Pergunto com desconfiança, quando ele agarra meu braço e me puxa
para a porta da frente. Ele abre a porta do seu Hummer e me ajudar a subir no assento.
O passeio é silencioso, mas não desconfortável. Kade tem uma presença marcante.
Eu não sei como explicar isso, mas eu sinto que ele é o tipo de homem que você poderia
dizer qualquer coisa, e ele nunca iria te julgar. Está tocando Nine Inch Nails quando olho
para fora da janela e me pergunto onde diabos ele está me levando. Eu não posso evitar,
mas me sinto nervosa e animada.
Eu checo as horas no meu celular, uma da tarde. — Um pouco cedo, você não acha?
— Eu falo.
— Viva um pouco, Layla. — Kade diz enquanto caminhamos para o bar. Sentamos
em rústicos bancos vermelhos e Kade pede duas cervejas para nós.
Inclino-me para mais perto dele e sussurro: — Você vai me dizer por que estamos
aqui? — Sério. A curiosidade e o suspense estão me matando.
— Como eu disse, eu preciso da sua ajuda com uma coisa. — Ele diz
misteriosamente. Eu suspiro, e tomo minha cerveja. — Este é o meu bar favorito. — Ele diz
de forma aleatória.
— Ok?
— E aqui vem a razão pela qual eu preciso de você aqui. Eu te devo essa, Layla. —
Ele diz rapidamente.
— Kade, o que diabos você está... Quem é essa vadia? — Eu me viro e fico cara a
cara com uma mulher extremamente brava. Seu rosto está vermelho, e parece que ela vai
matar alguém. E esse alguém seria eu.
— Kate. — Kade acena com desdém. — Esta é a minha namorada. Eu disse para
você que terminamos então você precisa entender isso. Foi divertido enquanto durou, mas
como você pode ver, eu segui em frente. — Ele coloca o braço em volta de mim e me puxa
contra seu corpo extremamente duro. Eu o belisco com força. Ele ri. O cretino ri!
Kate me olha até o chão e, em seguida diz: — Ele está apenas te usando, depois ele
vai jogá-la fora e vai voltar para mim. Aproveite enquanto puder.
Kate sai furiosamente, balançando os quadris exageradamente. Quando ela fica fora
de vista, eu me viro e encaro Kade.
Kade balança a cabeça. — Sim. Este é o meu bar. Ela continua vindo até aqui,
armando cenas e fazendo drama.
— Um: normalmente estou aqui nesse horário, e dois: um amigo meu enviou uma
mensagem e me contou.
Kade ri. — Eu vou. Vamos lá, essa é uma experiência de vínculo. Você não se sente
mais confortável comigo agora? Eu sei que ontem à noite você estava um pouco cautelosa
com todos nós. Eu sei que é difícil ficar próximo a um homem tão sexy como eu, mas com
o tempo você vai se acostumar com isso, Layla. — Ele parece convencido. Eu dou um tapa
de brincadeira em seu braço.
— Você é demais, Kade! Vou ter mulheres fazendo bonecas de voo doo1 e outras
coisas, só para me prejudicar. — Murmuro secamente.
Kade me beija suavemente no rosto, fazendo-me corar. — Eu lhe devo uma, Layla.
— Sim, você deve! Venha, vamos jogar sinuca, enquanto estamos aqui.
— Você pode parar de se curvar tanto quando vai acertar a bola? — Kade rosna
para que só eu possa ouvir.
— Há homens olhando. — Ele aponta para o meu peito. — Para seus peitos! — Eu
olho para o meu peito, e só está aparecendo um pouco da divisão.
— Essa garota, Kate tem dez vezes mais peito do que eu, e você está me dando uma
bronca? — Eu assobio defensivamente. Kade cruza os braços sobre seu peito, com o taco
de sinuca ainda na mão.
Eu fico calada.
******
— Sim? — Eu falo.
— Claro.
1
Voo doo – um tipo de ritual onde a pessoa faz um boneco de pano, e prejudica alguma parte do corpo da pessoa.
2 Leitor de e-book
Ele abre a porta e coloca a cabeça para dentro, dando uma olhada ao redor.
Ele ri. — Você está pedindo por uma insinuação sexual agora.
— Bem, parece que você tem se escondido em seu quarto o dia todo, então eu
queria lhe dizer para deixar de ser uma esnobe e vir ficar com a gente. Nós estamos
tomando alguns drinques na varanda.
— Vamos lá, não seja tímida. Esta é a sua casa também. — Ele me diz em um tom
sério.
— Ok. — Digo, suspirando forte. Eu salto da cama e saio com Kade. Quando eu
vejo apenas James sentado na varanda, com a bebida na mão, eu me viro e dou um olhar
para Kade. Ele me dá um sorriso fácil em troca. Sento-me e James me dá uma cerveja.
— Eve, esta é Layla, ela mora aqui com a gente. — Kade nos apresenta.
Eve aponta. — Ela mora aqui... Com você? — Ela repete lentamente.
— Você não precisa gostar de nada. — Kade diz antes de tomar um gole de cerveja.
Olho para James, que está mandando mensagens de texto para alguém. Eu me
levanto e vou para a cozinha. — Aonde você vai, Layla? — Kade pergunta imediatamente,
pensando que sua namorada está me colocando para fora.
— Escute aqui, se você está pensando fazer algum movimento para Kade, vai se
arrepender. Ele é meu, e só porque você mora aqui, deixando sua buceta conveniente para
ele, você não vai tê-lo. — Ela cospe em mim.
— O que exatamente você vai fazer sobre isso? — Eu pergunto. Eu não tenho
nenhuma intenção de fazer qualquer coisa com Kade, mas esta menina está pedindo por
isso.
— Eu vou fazer com que Kade a expulse daqui, sua vadia! — Ela grita.
Estou prestes a dizer-lhe exatamente onde ela pode enfiar essa ameaça, quando
Kade entra na cozinha, com os olhos piscando raivosamente.
— Você teve a porra da audácia de falar assim com a minha amiga? Eu não preciso
dessa merda. Saia agora, Eve. — Ele exige.
Eve sai pisando duro, gritando algumas palavras de maldição para Kade antes de
bater a porta da frente, se afastando.
— Você não precisa aturar qualquer uma dessas merda, está bem Layla? — Ele me
diz. Sua voz suave agora. — Você mora aqui, você se sente confortável aqui. Você tem
prioridade. Se alguém disser merda para você, ou se você não gostar de algo, venha até
mim ou a James, que vamos tomar conta disso. — Ele diz, enquanto puxa suavemente
uma mecha do meu cabelo.
— Não precisa me agradecer, você pode simplesmente dividir o que está assando e
que tem um cheiro tão bom. — Ele diz com os olhos brilhando. Eu rio.
Trinta minutos mais tarde, eu levo os brownies e sorvete de baunilha. Todos nós
nos sentamos na varanda para comer.
— Isso está bom pra caralho, Layla. — Kade rosna. — A garota sabe cozinhar.
— Isso é verdade. — James elogia. — Espere, pensei ter ouvido você dizer que não
sabia cozinhar?
Kade olha para mim e sorri. — Eu acho que nós vamos nos tornar melhores amigos.
— Ele diz antes de empurrar uma enorme colher de brownie em sua boca.
Eu rio.
Capítulo Três
M inha terceira noite na casa foi divertida. Kade e James me fizeram sentir
bem-vinda, por isso não é tão estranho quanto eu pensei que seria. Nós acabamos
assistindo alguns filmes, e jogamos mais PS3. Acontece que eu sou muito boa em Call of
Duty3 e Kade ficou murmurando comentários de “convencida” cada vez que eu jogava
bem. Nós pedimos comida chinesa para o jantar e, quando tentei pagar, Kade e James
quase tiveram um ataque. Eu pedi a meu usual frango agridoce e arroz frito, e os caras
pediram o suficiente para alimentar um exército. Quando eles comeram tudo, devo dizer
que fiquei impressionada.
— Oh, vamos lá! Encontre algo melhor que isso, por favor! — Eu imploro.
— Talvez. Eu gosto de Star Wars. — É a sua resposta. Ugh. É princesa Leia não
Layla. Mas que seja.
— O que você fará hoje? — Pergunto depois de colocar dois pedaços de pão na
torradeira.
— Então me conte algo sobre o misterioso dono da casa. Estou muito curiosa para
saber.
— Ele vem e vai, você só vai vê-lo uma vez por mês ou algo assim. — Diz James.
— E ele está aqui agora. Mas eu acho que ele está indo embora hoje.
— Eu vou sair e resolver algumas coisas. Sabe se existe algum salão aqui por perto?
— Pergunto com a boca cheia de torrada.
Faço o meu caminho para o meu quarto e ouço barulhos vindos do quarto principal.
Acho que o homem que é dono desta casa está aqui hoje. Sem pensar mais nisso, eu fecho
a porta do quarto e troco de roupa. Cerca de trinta minutos depois, ouço passos no
corredor e, em seguida, murmúrios. Então, ouço uma voz feminina. Silenciosamente,
aproximo o ouvido da minha porta e escuto: — Que porra é essa? Sou boa o suficiente
para foder, mas você não vai nem me oferecer um café?
Minha boca cai aberta. Eu não consigo segurar uma pequena risada.
Em seguida, outra voz, uma que eu não reconheço. Uma voz profunda.
— Eu disse para sair. Você conhece as regras. Viemos para casa, transamos depois
você vai embora. Você deveria ter saído ontem à noite.
— Foda-se, todo mundo estava certo. Você nem mesmo é tão bom de cama!
— Bom, isso significa que você não vai voltar para mais. Saia. — Eu ouço a porta
da frente se fechar com uma batida. Uau, eu me pergunto se todas as transas de uma noite
acabam assim. Muito estranho. Poucos minutos depois, ouço a porta se fechar novamente.
Eu termino de me arrumar e vou até a cozinha para pegar um pouco de suco antes de sair.
Kade e James estão ambos de pé, conversando. Eu ando com uma enorme interrogação em
meu rosto.
Kade sorri. — Era apenas o nosso senhorio tentando se livrar da sua última
conquista.
James ri. — Yeah, aquele homem pega todos os casos loucos. Sorte que você perdeu.
James e Kade olham um para o outro. — Provavelmente não vai. É raro ele estar
aqui. Mas quando ele está geralmente não está sozinho. Então provavelmente você vai
ouvir mais disso.
Eu tremo. Pelo menos não estão dizendo ainda — Layla, quero me deitar com você.4
Quando volto para casa algumas horas mais tarde, sou uma mulher empregada.
Uma coisa a menos para me preocupar, e estou contente. Kade e James estão sentados à
mesa quando eu entro.
— Laylay! Você voltou! Venha jogar cartas com a gente! — Diz James.
— Meu macacão? Apenas a coisa mais confortável! Agora, que jogo de cartas
vamos jogar? — Pergunto ansiosamente.
— Será que essa roupa é para nos colocar fora de nosso jogo? Eu acho que pode dar
certo. — James murmura.
— Que tal fazer este jogo mais interessante? — Pergunto para eles.
4
Um trocadilho com o apelido Laylay: “Layla, i wanna lay ya”.
Eles olham para mim, curiosos.
— Um... Não. Estava pensando mais na linha se eu vencer vocês, nunca mais me
chamam Laylay novamente — Sou brilhante, eu medito.
— Você terá que aprender a cozinhar nossas refeições favoritas. — Kade diz
lentamente.
— E terá que cozinhar usando algo bem sensual. Como lingerie ou um biquíni. —
Acrescenta James com um sorriso.
Ambos riem.
Alguns jogos de vinte e um mais tarde e eu nunca mais vou ouvir a palavra Laylay
novamente.
Capítulo Quatro
refrigerante. Abro a geladeira e tiro uma soda. Abro a lata e tomo um gole enorme. Ouço
alguém limpando a garganta. Fecho a geladeira e olho para Kade, cujos olhos estão muito
abertos.
Ele olha para baixo e acena com a cabeça para meu corpo. Eu olho para baixo. Oh,
merda. Estou vestindo nada mais que uma camiseta e minha calcinha do super-homem.
Eu abaixo o meu refrigerante e suspiro. — Tenho certeza de que não é nada que você não
tenha visto antes. — Digo com meu rosto ficando ligeiramente vermelho.
Kade ri. — Não tenho certeza sobre isso, princesa. — Eu suspiro. Ele ri. — Você
disse que não era para chamar de Laylay, não de princesa.
— Acho que você não pode vencer todas. — Eu dou um gemido. Oh bem, princesa
é muito melhor do que Laylay.
— Você tem um corpo quente pra caralho. Eu não me importo de desfrutar desta
vista todas as manhãs. — Kade diz. Seu olhar percorrendo lugares que não deveria.
— Então, uma vez que nós decidimos que podemos andar pela casa de pijama na
parte da manhã, espere me ver nu amanhã. — Ele ri novamente e sai. Eu balanço minha
cabeça e volto para o meu quarto, levando meu refrigerante comigo.
Naquela noite, saio do meu quarto e vou para sala querendo assistir um filme. Kade
e James estão sentados lá, ambos com uma menina no colo. Lentamente, dou um passo
para trás, tentando sair sem ser notada. Acho que estou salva quando eu ouço: — Princesa
venha aqui. — Suspiro. Kade. Enfio a minha cabeça dentro da sala.
Eu me levanto.
— Kade! — Eu grito.
— Kade, vá se vestir agora mesmo! E é melhor eu não ver a sua bunda pelada
novamente ou eu vou ser a maior empara foda que você já viu! — Eu grito para ele.
Mais tarde naquela noite, as gêmeas Barbie aparecem novamente. Estou surpresa,
admito. Duas noites seguidas deve ser o maior compromisso que esses caras já tiveram.
Eles pulam as preliminares e vão direto para seus quartos. Eu bato na porta de Kade uma
vez, mas ele não responde. Então eu começo a bater novamente. Ele finalmente atende,
vestindo nada além do que uma dura carranca. Ele me vê e aperta os olhos,
ameaçadoramente.
Meu sorriso fica ainda maior. — Estava me perguntando se você quer sair? —
Pergunto, inocentemente.
Kade rosna e bate a porta e começo a rir. Eu bato de novo e a porta se abre
instantaneamente dessa vez.
— A menos que você queira se juntar a nós, sugiro que pare. — Kade diz seguido
por um suspiro longo e sofrido.
Cruzo os braços contra o peito, e não falo nada. Kade também cruza os braços e
continua a me encarar. Ouço um “Kade!” frustrado ao fundo, e dou-lhe um olhar
presunçoso.
— Tudo bem. — Ele suspira. — Você não vai mais me ver nu pela casa novamente.
Bela jogada Layla, bela jogada. — Ele ri, me dá um tapinha na cabeça e bate a porta
novamente.
******
Kade.
No chuveiro.
Pelado (óbvio).
Mas isso não é mesmo a pior parte. Kade não estava sozinho. Eu grito. A mulher
envolve a cortina de chuveiro ao seu redor, e Kade dá alguns passos para fora, sorrindo,
nu em toda a sua glória.
Eu me viro e corro para o meu quarto, ouvindo Kade rir atrás de mim.
Uma hora mais tarde, finalmente reúno coragem o suficiente para enfrentar Kade
novamente. Eu entro na cozinha e fico na frente dele. Ele está amarrando seu cabelo loiro
na nuca com uma faixa de couro e me dá um sorriso quando me vê.
James ri. — Você vai deixar uma cicatriz na garota para o resto da vida, mano.
— Ei, ela simplesmente entrou.
— Sim, porque a porta não estava trancada! Limites, Kade! Precisamos de alguns.
—Digo em voz cantada. — Eu acho que deveria ter um banheiro só para mim. Vocês dois
podem compartilhar. Vamos, por favor? — Eu acrescento, batendo meus cílios.
— Você pode fazer isso. A propósito, certifique-se de não matar alguém com essa
coisa. — Eu digo apontando para sua virilha.
No dia seguinte, quando vou para o banheiro, todas as coisas do Kade sumiram.
******
Eu estava sendo preguiçosa, descansando no sofá quando meu telefone toca com
uma mensagem de texto de minha melhor amiga, Nikki. Nikki e eu somos amigas desde o
jardim de infância. Sentamos uma ao lado do outra na sala de aula, e combinamos
perfeitamente. Eu era um pouco tímida e Nikki... Não. Temos sido parceiras no crime
desde então.
N: Venha para a minha casa hoje à noite! Vamos dançar. Se arrume aqui comigo. xx
Eu suspiro. Nikki queria que eu ficasse na casa dela com seus pais, mas fica a trinta
minutos de carro até a minha universidade e eu não queria me impor para sua família. Eu
escrevo de volta:
Eu arrumo uma mala e saio do meu quarto, quase colidindo com Kade.
Ele olha para a minha mala e pergunta exigente: — Para onde você está indo?
Concordo com a cabeça e lhe dou um pequeno abraço, que ele retorna, envolvendo
os braços em volta de mim com força. Kade dá bons abraços.
— Vejo você amanhã. Não faça nada que eu não faria! — Eu grito enquanto
caminho até a porta da frente.
Abro a porta da frente e fico cara a cara com James. — Onde você pensa que vai? —
Ele me pergunta exigente.
— Será que essa amiga tem um pênis? — Ele pergunta ridiculamente, estreitando
os olhos para mim.
Estou dando um sorriso fácil. — Por que ela não pode ficar aqui?
Seus lábios torcem, chamando a atenção para o seu piercing labial sexy.
— Ligue para nós se você precisar de alguma coisa. — Ele grita. Aqueles dois! O
que eu provavelmente precisaria? Eles estão me mimando muito!
Eu dirijo até a casa de Nikki e entro na casa sem bater. Eles ficariam ofendidos se eu
batesse. Eu ouvi sermão da mãe dela muitas vezes. A casa é de dois andares e é feita de
tijolos. É enorme, mas tem esse ambiente acolhedor que eu amo. Eu sempre me sinto
confortável aqui. Encontro minha melhor amiga em seu quarto, olhando para seu guarda-
roupa, com uma enorme pilha de roupas sobre a cama. Uma música do Nirvana toca pelo
quarto. Ela se vira e me vê. Um enorme sorriso substituindo a carranca no rosto. Seu
cabelo ruivo está em um rabo de cavalo alto, com o rosto livre de maquiagem. Seus olhos
verdes são grandes e hipnotizantes, o nariz bonito como um botão. Ela odeia quando eu
digo isso a ela. Nikki está estudando relações públicas na Universidade, e ela é muito
ambiciosa. Ela é o tipo de garota que sabe o que quer, e vai trabalhar duro para conseguir.
— Hey! Tendo dificuldade em encontrar algo para vestir hoje à noite? — Eu aceno
para a óbvia pilha de roupas em sua cama.
Eu rio e me deito de costas no pequeno espaço da sua cama que não está coberto
com roupas. O quarto é a cara de Nikki, cores fortes e brilhantes decoradas de forma
criativa. Nós pegamos algo para comer na cozinha, os pais de Nikki estavam no trabalho,
mas sua mãe sempre deixa comida em casa. Após ficarmos saciadas, começamos com o
embelezamento.
Eu olho para o espelho, delineio meus olhos castanhos escuros com cajal preto e
várias camadas de rímel e, em seguida, contemplo o que fazer com o cabelo. Meu cabelo
era a minha característica favorita, longo até a minha cintura, tão negro que parecia azul.
Era tão grosso e cheio, e eu tinha que cortar em camadas para torná-lo mais leve e mais
fácil de arrumar. Mechas pretas azuladas caem ao lado, emoldurado meu rosto em forma
de coração. Decidi deixá-lo como estava. Eu passei meu batom vermelho favorito e estava
pronta para ir.
— Duas doses de tequila, por favor — Nikki pede. — Layla, tem alguns caras
seriamente quentes aqui esta noite! — As sobrancelhas de Nikki balançam
sugestivamente, me fazendo rir.
A coisa era que ela não precisava me dizer isso. Eu estava com os meus olhos em
alguém, e ele estava a olhando em nossa direção. Cabelos pretos grossos e bagunçados,
com um queixo marcante e um rosto esculpido. Olhos azuis cristalinos emoldurados com
cílios grossos e um corpo de morrer. Ombros largos, quadris estreitos e eu só podia
imaginar o que tinha sob sua calça jeans preta e sua camisa. E que os céus me ajudem,
podia ver algumas tatuagens aparecendo em seus braços. A única coisa errada na imagem
era que ele estava cercado por mulheres.
Todas bonitas, e todas em pé perto dele, disputando sua atenção. Mas por alguma
razão, seus olhos não estavam sobre elas, eles estavam em mim. Nossos olhos se
encontraram e, por um momento, foi como se toda aquela gente desaparecesse.
— Layla, dance com ele. Ele não consegue tirar os olhos de você e ele é
malditamente quente! — Nikki me tirou do meu transe com seu comentário, e eu desviei o
olhar.
De repente, senti mãos sobre meus quadris e me virei para ver um cara bonito atrás
de mim. Ele não estava sendo muito sentimentalóide, então dancei um pouco com ele.
Outro cara chamou Nikki para dançar, por isso ficamos apreciando a música.
De repente eu vejo o Sr. Misterioso caminhar até mim e pegar a minha mão. Com
seus olhos nos meus, ele me puxa lentamente para longe do meu parceiro de dança,
entrelaçando a minha mão na sua, e me puxa para fora da pista de dança. Olho para Nikki,
ela sorri e acena para mim. O cara que eu estava dançando tenta agarrar a minha mão, mas
o Sr. Misterioso dispara um olhar para ele. E se olhares pudessem matar... O cara saiu e
pegou alguém para dançar. Substituída em dois segundos. Adorável.
— Qual é seu nome, linda? — Eu suspirei. Sua voz era hipnotizante. Profunda e
sensual.
Ele sorriu para mim, e uma covinha apareceu. Eu quase desmaiei. Eu memorizo
suas características faciais. Seu lábio inferior estava um pouco mais cheio do que o de
cima, e eu queria mordê-los. Sua mandíbula forte e nariz reto foram colocados
perfeitamente em seu rosto lindamente angular. Seus cílios eram tão grossos e longos, que
era completamente injusto, mas os belos olhos enquadrados foram o que realmente
chamaram minha atenção. Eles eram hipnóticos, grandes profundezas azuis. E eu queria
me perder neles.
Sua altura me fez sentir pequena e feminina. Eu tenho 1,65m então, ele deve ter
cerca de 1,90m.
— Layla, eu sou Chase. — Ele falou meu nome com reverência, quase como se
estivesse saboreando-o em sua língua.
— Confie em mim, o prazer é todo meu. Há inúmeras mulheres neste clube, mas
foda-se, por algum motivo eu não consigo tirar os meus olhos de você. — Seus lábios
puxam para baixo em uma pequena carranca quando ele disse isso, como se ele não
tivesse certeza do porquê.
— Eu tenho certeza que você diz isso para todas as mulheres. — Tento flertar.
— Talvez eu diga, mas desta vez eu realmente quero dizer isso. — Ele responde
com voz rouca.
— Bem, o que você vai fazer sobre isso? — Santo inferno, eu realmente disse isso?
Ele corre o dedo pelo meu pescoço, coloca meus cabelos para trás, segurando a
parte de trás do meu pescoço.
Antes que eu pudesse acenar com a cabeça, seus lábios descem para a minha boca
suavemente, com beijos suaves. Então ele se inclina para mim e me beija mais forte, seus
lábios cheios devorando os meus. Eu passo os meus braços ao redor de seu pescoço e me
perco em seus beijos. Quando ele finalmente se afasta de mim, nós dois estávamos
ofegantes. Ele beija meus lábios mais uma vez, e então a minha testa.
— Merda, é ainda melhor do que eu pensava. Você tem um gosto doce pra caralho.
— Ele me olha com curiosidade, como se ele não tivesse ideia do que fazer comigo.
— Eu sinto muito...
Billie, que usa uma petulante carranca, está prestes a dizer algo mais, quando Nikki
se aproxima. Nikki estreita os olhos para Billie e vem e fica ao lado de Chase, movendo-a
para fora do caminho. Billie bufa e vai embora, finalmente, entendendo o recado.
Nikki me dá um sorriso diabólico. Eu reviro os olhos para ela. Nikki adora drama.
Lembro-me de uma vez, ela deu um soco em uma menina, por nenhuma outra razão do
que ela estava nos dando olhares de reprovação. Ela é cabeça quente. Ruivas
aparentemente têm mau humor.
Chase sorri. — Olá Nikki. Eu não quero dizer adeus a Layla ainda. Posso levá-las
para casa?
Caminhamos até o carro de Chase e Nikki assobia. — Que carro é esse? — Ela
pergunta curiosa.
— Você quer que eu pegue algo para comer, Layla? — Chase pergunta.
— Não, obrigada, eu não estou com muita fome. — Digo a ele. E é a verdade, estou
muito nervosa para comer agora. Tudo o que posso sentir são as borboletas no meu
estômago.
— Obrigado pela carona, Chase. Layla me mande mensagem quando você chegar
segura em casa. — Ela enfatiza a palavra “segura” e encara Chase quando diz isso,
fazendo com que seus lábios contorçam. A covinha quase aparece.
— Não, sério. Eu vou ficar chateada se você for um serial killer ou algo assim. — O
corpo de Chase agora está tremendo com uma silenciosa risada.
— Sim, você vai! — Ela responde e sai. Esperamos até ela esteja segura em casa e
saímos.
— Venha passar a noite comigo. — Aquilo soa mais como uma ordem do que uma
pergunta.
Quero muito, mas eu sei que não deveria. Eu nunca fiz nada parecido antes.
Ele deve notar a batalha acontecendo na minha cabeça, porque ele emenda. — Nós
não precisamos fazer nada esta noite, Layla, venha passar a noite comigo, sem
expectativas.
Oh, que o inferno. Eu quero este homem, e você só vive uma vez.
— Ok. — Concordo.
Ele sorri e solta a respiração como se estivesse aliviado. — Então, me fale sobre
você. Qual é a sua etnia? Você é deslumbrante, mas eu não posso adivinhar. Você é tão
linda. — Eu coro.
— Bem, minha mãe nasceu no Sri Lanka, e meu pai é australiano. — Eu espero que
ele não saiba onde diabos fica Sri Lanka, como a maioria das pessoas, mas ele me
surpreende.
— Sri Lanka, hein. Eu sempre quis ir para lá. — Diz ele. Eu sorrio.
Essa é a única razão pela qual as pessoas tendem a saber onde é o Sri Lanka. Por
alguma razão as pessoas tendem a pensar que o Sri Lanka e a Índia ocupam a mesma
localização geográfica. E continuam perguntando: — Sri Lanka não é o mesmo que a
Índia? — que é uma excelente maneira de conseguir um trabalho. Se fosse o mesmo, qual
que possivelmente seria a razão dos países terem se separados? É uma pequena ilha
abaixo da Índia, com alimentos diferentes, línguas e costumes. Claro que há semelhanças,
mas sim, eles são diferentes! Ok, é de endoidecer.
— Então, para quem você torce para quando o Sri Lanka está jogando contra a
Austrália? — Ele pergunta com um sorriso.
— Quando eu estou aqui, eu torço pelo Sri Lanka. Quando estou no Sri Lanka, eu
torço pela Austrália. — Digo-lhe com sinceridade.
— Vinte. Você?
Ele meio que faz uma careta quando eu digo vinte anos, então eu me pergunto o
quão mais velho ele é. — Tenho vinte e cinco.
Ele olha para mim de lado e sorri. — Vai ter que servir, porque eu quero muito
você.
O carro se enche de tensão, uma tensão que eu nunca tinha experimentado antes.
Nós ficamos calados depois disso, sua mão ainda esfregando a minha, fazendo círculos
suaves. Até que eu adormeço.
Capítulo Cinco
enorme. Estou enrolada em lençóis de cetim preto e Chase está ao meu lado, dormindo de
bruços. Ele está vestindo apenas calças de pijama pretas, ele deve ter chutado os lençóis.
Santo inferno, até a suas costas são sexy. Seu cabelo negro está cobrindo um de seus olhos,
dando-lhe uma aparência quase infantil, com o rosto virado para mim. Ele deve ter me
levado de seu carro para a casa. Eu olho para baixo e percebo que eu estou usando o que
deve ser uma de suas camisetas. Eu não sei o que pensar sobre isso. Eu volto a olhar para
Chase, e vejo que agora ele está acordado e me olhando, seus olhos suaves, as pálpebras
pesadas.
— Bom dia, linda garota. — Sua voz matinal estava mais profunda e rouca do que
na noite passada. Minha respiração parou.
— Bom dia. — Murmuro. Eu não sou uma pessoa matinal. E acabei de me lembrar
que eu não mandei uma mensagem para Nikki. Ela vai me esfolar viva.
— Nikki ligou e eu atendi e disse que estava tudo bem, espero que não tenha
problema. — Ele me informa. — Ela me disse que eu poderia estar mentindo e que é
melhor que a primeira coisa que faça, seja ligar para ela. — Diz ele, com os olhos
brilhando.
— Eu te vesti com uma de minhas camisetas. Tentei não olhar tanto quanto
poderia. — Ele parece tímido e eu sorrio com sua honestidade. Ele sorri para mim e me
puxa para seus braços, e eu não posso evitar, relaxo neles.
— Você está bem? — Ele pergunta assim que eu me envolvo em seus braços, a
cabeça descansando em seu peito.
Eu olho para ele e reviro os olhos. Meus olhos fixam em seus lábios e ficam ali.
— Quando você olha para mim desse jeito, porra! — Ele quase sussurra, seu tom é
rouco. Eu olho em seus olhos, os meus segurando um convite. Ele me puxa para mais
perto, me levantando mais alto em seu peito.
— Requintado. — É tudo o que ele diz, antes que seus lábios grudem nos meus. Ele
beija meus lábios, e faz o caminho até meu pescoço, com especial atenção para a junção
entre o pescoço e os ombros. Eu não sei por quanto tempo nós ficamos dando amassos
parecendo dois adolescentes, mas aqui estamos. Estou tão excitada agora, e os gemidos
que Chase está emitindo, e a dureza que posso sentir através de sua calça fina de pijama,
me faz pensar que ele sente o mesmo.
Ele me solta de repente com uma maldição. Deitamos ofegantes, tentando nos
controlar.
— Eu não quero apressar isto, Layla. Você é... Diferente. — Ele está sério quando
me diz isso. — Por que você não toma um banho rápido enquanto eu começo a fazer o café
da manhã? — Ele sugere.
Ele geme. — Droga, Layla. Se você continuar com isso, minhas boas intenções
sairão pela janela.
Eu me afasto e dou um sorriso sedutor. Antes que eu possa sair, ele me puxa e toma
meu rosto em suas mãos, segurando-me suavemente.
— Certo?
Eu caminho pelas paredes creme familiares, direto para a cozinha. Eu quero morrer
de vergonha. Eu me sento no banco, com o que deve ser uma expressão de horror no rosto.
Chase está lá, comendo uma barra de chocolate Twix e parece que está se divertindo, até
que ele vê meu rosto. Então, coloca o chocolate na mesa e corre, segurando meu rosto em
suas mãos, como ele fez no quarto.
Antes que eu possa responder, James sai de seu quarto. Isso poderia ficar pior?
Chase me solta e fica me olhando preocupado. James sorri para mim calorosamente, e
bagunça meu cabelo, fazendo com que o rosto de Chase se aperte, e os seus olhos esfriem.
— Bom dia princesa! Vejo que você conheceu o proprietário. Como foi a noite com
seus amigos? Sentimos sua falta por aqui. — Diz ele, antes de se virar para Chase.
— Ei mano, como foi ontem à noite? Pegou alguma gostosa? Ou conhecendo você,
duas gostosas? — James ri para si mesmo.
Completamente alheio à tensão a sua volta, ele continua: — Eu já avisei Layla que
ela verá mulheres desconhecidas na casa. Elas costumam sair antes do café da manhã,
como da última vez.
Antes que Chase responda, eu me levanto, evitando qualquer contato visual, quase
derrubando a cadeira, balbucio uma desculpa e vou até o meu quarto. Posso sentir os
olhos de Chase em mim, enquanto saio às pressas. O ditado 'não faça merda onde você
come' continua aparecendo na minha cabeça. Isso não pode estar acontecendo. Chase não
pode ser o mesmo homem que foi tão insensível com aquela mulher, chutando-a para fora
da cama. Ele não tem sido nada mais que uma pessoa doce e respeitosa comigo, ou é
assim, até que consiga o que quer? Já ouvi falar de homens assim.
Não faz nem três segundos que estou na minha cama, quando ouço uma batida na
porta. Sei que é ele, e eu preferia estar em outro lugar agora. A porta se abre sem o meu
convite e Chase entra e senta-se na minha cama. Ele me dá um prato com panquecas,
bacon, ovos e torradas. Por que ele tem que ser tão doce? Argh! Isso é tão estranho.
Eu suspiro. — Sou eu. E quais são as chances? — Murmuro a última parte para mim
mesma. Acho que preciso definitivamente de algum tipo de sundae antes que eu possa
mentalizar qualquer coisa.
Eu olho para Chase e o vejo sorrindo. Não tenho nenhuma ideia do porque esse
homem está sorrindo.
A pergunta deve ter aparecido em meu rosto, porque ele diz: — Agora eu posso vê-
la todos os dias, quer você goste ou não. James mencionou que a nova garota era quente.
— Ele franze a testa, depois de dizer aquilo. Como se ele não gostasse da ideia de James
pensando que sou atraente.
Eu olho feio para ele, e ele me dá um pequeno sorriso em troca. Fico feliz por ele
estar se divertindo. Não é ele que ficará sem um teto quando for substituído por outra
mulher.
— Chase, você percebe o quanto essa situação é confusa? — Sussurro para ele.
Ele se vira para olhar para mim, sem humor nos olhos. — Qual é o problema Layla?
— Ele me pergunta com um tom preocupado.
Eu abro minha boca e, em seguida, fecho. Eu não tenho nenhuma ideia de como
dizer isso sem ofendê-lo, então, vou simplesmente colocar para fora.
— Eu estava aqui. Da última vez que você veio, algumas semanas atrás? Quando
você gritou rudemente para uma garota sair do seu quarto? Lembra-se de alguma coisa?
— Pergunto secamente.
Chase encolhe visivelmente. Sim, acho que ele entende onde quero chegar.
— Layla, droga...
— Você a tratou como merda, Chase, e pelo que eu ouvi sobre você, isso
definitivamente não é uma boa ideia. — Pronto. Eu disse isso.
Chase passa as mãos pelo seu cabelo em sinal de frustração. — Eu sinto muito que
você ouviu aquilo Layla. Eu sei que isso parece ruim, e eu não estou dizendo que não sou
aquela pessoa que você acha que eu sou. Mas estou dizendo isso para você, com você vai
ser diferente. Eu serei diferente. Você é diferente! Eu quero que você confie em mim, pode
apostar nisso. Apenas me dê uma chance, Layla. Prometo que vou tratar você com
cuidado, que serei digno de alguém como você. — Diz ele solenemente.
Eu sei que estou sendo estúpida por considerar isso. Mas ele me olha com aqueles
olhos, implorando com os meus.
— Eu não estou fazendo nenhuma promessa, Chase. Quero dizer, talvez possamos
tentar. Mas...
— Isso é tudo que eu preciso. Vou provar para você, anjo. — Chase me beija na
testa e diz: — Coma, baby.
E u visto calças pretas de corrida e uma camiseta regata e caminho de volta para
a cozinha com o meu prato vazio. Conforme entro posso ver Chase, James e Kade
conversando em voz baixa, uma conversa intensa. Chase não parecia feliz. Na verdade,
nenhum deles parece. Ele é o mais alto, com cerca de 1,90m. Os outros dois apenas um
pouco mais baixos. Ele ainda está sem camisa, e eu não posso deixar de admirar sua
estrutura muscular magra, o seu tanquinho e o V em cima de sua pélvis. Sua tatuagem
tribal no braço é extremamente deliciosa também.
— Tudo bem? — Eu pergunto quando passo por eles e lavo e seco meu prato.
Chase está atrás de mim e brinca com o meu cabelo com uma mão, a outra
repousando possessivamente no meu quadril.
— De nada. E está tudo bem. Estava apenas conversando com meus irmãos. — Ele
sussurra em meu ouvido, arrepiando o meu cabelo.
Eu olho ao redor, meus olhos procurando pelos de James e Kade, que estão ambos
olhando carrancudos em nossa direção.
— Eles são seus irmãos? — A única semelhança são os olhos azuis, exceto que os
deles eram mais claros. Bem, James e Kade certamente se parecem irmãos, mas Chase se
parece com um estranho. Chase agarra meus quadris, me levanta e me coloca sentada na
bancada, se colocando entre as minhas pernas. Tudo bem, aquilo foi quente.
— Sim, os dois são meus irmãozinhos. — Ele sorri com carinho quando responde, e
eu posso ver que eles devem ser próximos.
— James, eu definitivamente devo a você, mano. — Chase sorri para James, que
ainda está carrancudo.
Kade dá um passo para frente. — Eu não acho que isso seja uma boa ideia, quando
a merda não funcionar, vai ficar estranho para todos.
A única coisa que ouvi, foi o 'quando' isso não funcionar. Ele disse “quando”, e não
“se”. Tenho certeza que sei como pegá-los. Eu me contorço para saltar do balcão, mas as
mãos de Chase me mantêm no lugar. O olhar em seu rosto me mantém no lugar.
Ele parece irritado. — Kade, eu lhe disse para ficar fora disso. — Eu posso ver que
uma discussão está se formando e não quero ser o motivo da briga entre os irmãos.
— Olha Chase, talvez eles estejam certos. — Lamento pelas palavras assim que elas
saem da minha boca, porque Chase parece bravo e magoado.
— Foda-se isso. — Ele diz com firmeza, inclinando-se para longe de mim e sai da
cozinha sem dizer uma palavra. Todos nós o vemos sair, e então nos encaramos.
— Layla. — Os dois começam ao mesmo tempo, mas eu aceno que não quero ouvir
isso. Eu passo por eles e vou para o meu quarto. Tanto para não deixar as coisas estranhas.
Antes de ir para o meu quarto, eu decido mudar de direção e vou para o quarto de
Chase. A porta está ligeiramente aberta, e quando minha batida continua sem resposta eu
abro a porta e entro. Eu posso ouvir o chuveiro assim que entro e me sento em sua cama.
Seu telefone toca e meus olhos vão automaticamente para ele. Uma garota chamada
Aubrey está ligando. Interessante. Muito interessante.
A porta do banheiro se abre e ele sai. Cabelo preto molhado e desgrenhado, gotas
de água escorrendo pelo seu corpo coberto por uma toalha. Tenho certeza de que minha
boca está aberta.
— Ei, você. Sinto muito pelo que aconteceu antes. Eu não quero ser motivo de briga
entre vocês.
— Sim, sim, você ficará. — Ele cheira meu pescoço, em seguida, se afasta e olha nos
meus olhos. — Layla, não se preocupe com nada dessa merda. Ou você me quer ou não. E
eu acho que você quer, portanto vamos fazer isso funcionar. Ok? Um passo de cada vez.
Antes que eu possa responder, os seus lábios estão nos meus e eu me esqueço de
protestar. Estou montada em seus quadris, enquanto ele ainda está sentado na ponta da
cama, e estamos nos beijando como se fosse o nosso último dia na Terra. Eu o empurro
para que fique deitado de costas na cama, comigo por cima, mas então ele me vira, ficando
por cima. Eu posso sentir o quanto ele está duro através de sua toalha, e isso me deixa
ainda mais excitada.
— Porra, Layla. — Ele geme enquanto beija todo meu pescoço. Seu telefone toca
novamente e ele para com a tortura. Ele inclina a cabeça na curva do meu pescoço. — Eu
preciso trabalhar baby. — Sussurra com pesar. Ele se afasta relutantemente, passando as
mãos pelos cabelos em frustração.
— Chase...
— Se isso não der certo vai ser estranho e eu vou ter que me mudar. Você sabe
disso, certo? — Digo-lhe com sinceridade.
Ele olha diretamente nos meus olhos e diz: — Apenas confie em mim, Layla.
Ele se levanta, se vira para o seu guarda-roupa e deixa cair a toalha no chão. Ele se
vira e me dá um grande sorriso, em seguida, entra no banheiro. Essa provocação. Eu rio e
saio do quarto, levando minha bolsa que tinha deixado lá dentro. Eu verifico meu telefone,
vendo cinco chamadas de Nikki e uma mensagem. Ela vai me matar.
N: Eu vou matar você! Atenda o telefone. Melhor ainda, me dê seu endereço, porque eu estou indo
até aí!
Enquanto ando pelo corredor até o meu quarto, não posso deixar de ouvir Kade e
James conversando.
— Ela vai se machucar Kade. E então isso vai ficar muito estranho e ela vai querer
se mudar! Eu realmente gosto dela, ela é uma garota incrível e eu gosto dela vivendo aqui.
Kade responde: — Não há nada que possamos fazer sobre isso, mano. É a casa dele
e ele está inflexível sobre tê-la. Ele até fez café da manhã para ela. Essa é a primeira vez. Eu
gosto dela vivendo aqui também, eu me sinto protetor com relação ela, como uma irmã
mais nova.
Eu ando até o meu quarto e fecho a porta. Eu decido viver essa felicidade ignorante
por um tempo.
Chase coloca a cabeça dentro do meu quarto e diz: — Eu vou te levar para jantar
hoje à noite. Estarei em casa por volta das sete, fique pronta.
— Mandão, hein? E se eu tiver planos? — Eu não tenho, mas falo mesmo assim.
— Eu mal posso esperar. — Ele sussurra, beijando minha testa, em seguida, sai.
— Nós só demos uns amassos. Eu passei a noite na casa dele. — Eu ouço seu
suspiro.
— Onde diabos você estava escondendo esse aqui, Layla? — Nikki ronrona.
Oh cara, aqui vamos nós. Os olhos de Kade estreitam sobre os dela por um
segundo, antes que ele sorria e responda: — Eu estava prestes a perguntar a Layla a
mesma coisa.
— Esta é Nikki. Primeira vez aqui! — Eu rio. — Mas Kade, conheça Nikki. Nikki,
conheça Kade. E sintam-se a vontade para continuar se encarando como se eu não
estivesse aqui.
Isso chama a atenção de Kade. — Nos encarando? — Ele ri. — Você não pode
sequer dizer “se comendo com os olhos”. Você é adorável, Layla.
Eu faço beicinho. — No trabalho. — Eu gesticulo para Kade. — Ele é seu irmão mais
novo.
Os olhos de Nikki se ampliam mais uma vez. — Merda. Que ótima genética! Então
Kade, o que vocês fazem da vida? — As perguntas de Nikki me lembram de que eu nunca
perguntei nada para Chase.
Eu não sei quase nada sobre ele, exceto que ele é muito sexy, intenso e que beija
fantasticamente. Então, felizmente para mim, minha melhor amiga começa seu
interrogatório.
— Eu sou gerente de um negócio. Este é o meu último ano até eu me formar. James
está em seu segundo ano de engenharia. E como você sabe, Chase é arquiteto. — Eu
realmente não sabia, mas eu aceno como se soubesse. Eles conversam mais um pouco, e eu
descubro mais alguns detalhes.
Kade e James frequentam a mesma universidade que eu, ao contrário de Nikki, que
frequenta uma diferente. Chase é muito bem sucedido, e é dono de sua própria empresa
de arquitetura. Eu estou intimidada. É um negócio pequeno com dois escritórios, um aqui
e outro localizado em Sydney, e é por isso que ele viaja muito a trabalho. Ele
definitivamente faz muito sucesso para alguém de sua idade.
James entra na sala um pouco mais tarde e se senta ao meu lado. Nós todos
comemos comida chinesa e assistimos clipes de músicas antigas. Só dou algumas
mordidas, pois ainda estou cheia do café da manhã.
Enquanto Kade e Nikki conversam entre si, James me fala: — Layla, sobre antes. —
Eu tento abrir minha boca, mas ele gesticula com a mão. — Por favor, apenas deixe-me
terminar o que eu tenho a dizer. — Eu aceno com a cabeça e, ele continua. — Eu amo meu
irmão, mas ele não tem o melhor histórico com as mulheres. Nenhum de nós tem, para
falar a verdade. Esse é o motivo pelo qual discutimos anteriormente, que se o nosso novo
colega de casa fosse do sexo feminino, teríamos que tratá-la como alguém da família, e
ninguém poderia se envolver com ela. Mas, então, vocês se conheceram na noite passada,
e agora isso aconteceu. Sinto muito pelo que aconteceu antes. Vocês sabem onde estão se
metendo, sendo assim, não vou falar mais nada. Não é meu problema, só não quero que
você se machuque, e nós realmente amamos ter você vivendo aqui.
Nikki olha para ele. — Peça a Layla, uma massagem. Ela é qualificada.
Kade puxa Nikki e a arrasta para fora da sala, sem sequer dar qualquer explicação.
Que legal. Eu vejo James esticando o seu pescoço, pobre rapaz.
— Tire sua camisa, vou fazer uma massagem. Mas eu sou uma massagista, e não
uma quiropata.
Ele olha para mim em agradecimento. — Obrigado, Layla. Acho que uma
massagem relaxante vai resolver isso.
Eu me levanto e vou buscar o meu óleo de massagem e quando volto James está
sem camisa e deitado de bruços no sofá. Inferno, ele é lindo. Mas ele não é nada como meu
Chase. Meu Chase? Eu me chuto mentalmente. Começo a massagear suas costas, e os seus
ligeiros gemidos me dizem que ele está gostando disso. Depois de dez minutos, a porta se
abre e Chase entra com um sorriso no rosto. Mas assim que ele nos vê, seu sorriso se
transforma em um rosnado.
— Que porra está acontecendo aqui? — Ele exige, e eu posso praticamente ver o
vapor saindo de seus ouvidos. Eu pulo como se fosse culpada, mesmo que não tenha feito
nada.
Eles se encaram pelo que parece ser minutos, até Chase dizer: — Layla vá esperar
no meu quarto. Agora! — A última parte é gritada para mim, e eu não gosto nada disso.
— Eu acho que você está exagerando. — Eu falo calmamente, fazendo com que
James faça um “Hmmph” em concordância.
— Layla. Vá. Para. O. Maldito. Quarto! — Sua voz estava cheia de raiva.
Eu fico revoltada com a forma como ele está gritando, sendo que não fiz nada
errado. Eu saio da sala e vou para o meu quarto, trancando a porta atrás de mim. Eu posso
ouvir James e Chase gritando entre si, e então, no outro quarto, posso ouvir Nikki rindo
alto. Puta que o pariu! Eu coloco o meu iPod e aumento o volume da música, permitindo
que 'Your winter' de Sister Hazel bloqueie tudo ao meu redor.
— O que diabos você está fazendo com isso? — Eu falo alto com meus olhos
arregalados.
Ele me encara e suspira. — Ah bom, você saiu. Poupou-me de arrancar sua porta. —
Minhas sobrancelhas sobem até a linha do cabelo.
— Sim. Eu bati por cerca de dez minutos sem nenhuma resposta. — Ele me olha
com seus olhos azuis gentis, e eu derreto.
— Por que, para que possam terminar a sua “massagem”? Você nem me fez uma e
ele já recebeu? — Sim, ele fez aspas sarcasticamente com as mãos. Eu não posso evitar, e
começo a rir.
— Você acha isto engraçado, Layla? Que você me faça ficar tão agitado e com
ciúme do meu próprio irmão? — Eu paro de sorrir instantaneamente.
Eu agarro a mão dele e o puxo para meu quarto. — Chase, sim, seus irmãos são
bonitos. — Ele faz uma careta. — Mas eles são apenas amigos. E companheiros de casa.
Eles nunca tentaram nada comigo. E eu sou uma massagista qualificada, isso é
profissional. — Eu o beijo para distraí-lo, e funciona. — Além disso, eu conheço você, tem
o quê, menos de um dia? Quando eu tive tempo para lhe fazer uma?
— Bem observado. — Chase diz e então me beija novamente. Ele é mais agressivo
do que o habitual, beijando-me mais forte, menos suave do que ele foi antes. E me vejo
gostando disso, amando que ele tenha se deixado levar, amando que ele tenha perdido o
controle. Ele me levanta em seus braços. As minhas pernas se enrolam ao redor da sua
cintura, e me empurra contra a parede. Suas mãos estão em minhas nádegas, minha mão
enterrada em seu cabelo. Eu me afasto suavemente e o observo lutar para se controlar.
— Merda. Eu sinto muito, Layla. Eu não quero te pressionar antes que estejamos
prontos. E me desculpe por ter gritado com você mais cedo. — Ele suspira, antes de me
levar até a cama, e se deitar comigo. Ele espera em silêncio, por alguns momentos antes de
falar. — Você me deixa louco, sabia? Não acho que já fiquei tão louco assim por uma
mulher antes, e eu não sei como lidar com isso. Então, você terá que ter paciência comigo,
Layla. — Ele diz, esfregando uma mão em seu rosto. — Eu não quero ir muito rápido,
quero que tenhamos todo o tempo para nos conhecer. Eu quero que isto seja mais do que
sexo.
— Okay. — Eu digo suavemente. Estou bem com isso. Para ser honesta, eu já tive
um namorado antes, mas nunca dormimos juntos, mas isso não o impediu de tentar
sempre que podia. No final, nós terminamos porque ele não podia guardar seu pênis
dentro das calças. Alegando que se eu não podia fazer, ele iria encontrar quem pudesse.
Meu primo Ryder descobriu sobre isso e “deu um jeito” o que eu presumo que signifique
chutar sua bunda.
Chase me aconchegou mais ao seu lado, me beijou na testa e disse: — Ótimo. Venha
comigo até lá embaixo. — Ele me puxou fora da cama e andamos de mãos dadas, saindo
do meu quarto e entramos na sala de estar, onde James ainda estava sentado. Ele me dá
um sorriso torto quando me vê e Chase aperta a minha mão e me puxa para me sentar em
seu colo. Por que Chase está sendo tão inseguro com o seu próprio irmão? Há algo que
definitivamente não estou conseguindo compreender.
Nikki e Kade se juntam a nós, sem ter ideia do drama que perderam. Nikki parece
estar envergonhada, Kade parece extremamente satisfeito. Eu balanço minhas
sobrancelhas para Nikki e rio quando seu rosto fica vermelho. Chase levanta as
sobrancelhas para os dois, provavelmente se perguntando como diabos isso aconteceu. Eu
sorrio e enterro meu rosto em seu peito.
Capítulo Sete
A lgumas horas mais tarde, eu estou toda arrumada e pronta para jantar com
Chase. Nikki foi para casa depois de me ajudar a escolher o que vestir. Eu estava com uma
blusinha vermelha com os ombros de fora e calça jeans skinny azul. Kade e James tinham
saído, e eu não sabia para onde. Chase e eu fomos até seu carro, e ele abre a porta para
mim. Quem imaginaria que cavalheirismo não estava morto? Eu não. Quando estávamos
sentados no carro, perguntei sobre o seu trabalho.
— Então, você é um famoso arquiteto? — Ele olha de relance para mim antes de
responder.
— Eu não sei nada sobre o famoso, mas sim, eu sou arquiteto. — Isso foi tudo o que
ele me ofereceu e não perguntei mais nada. — E quanto a você, o que está estudando? —
Ele toma minha mão na sua enquanto eu respondo.
— Acho que você será uma excelente enfermeira. E você não terá que massagear
mais nenhum homem. — Ele resmunga.
Eu rio.
Ele franze os lábios antes de responder: — Chase Dean Jackson. — Ele olha para
mim verificando minha reação, eu não tenho ideia do por que, então eu simplesmente
sorrio para ele. Ele parece satisfeito com a minha resposta, e isso me deixa completamente
confusa.
Ele me leva para um bom restaurante, não muito extravagante e sou grata por isso.
Eu odeio esses lugares luxuosos. O jantar estava delicioso e tudo estava maravilhoso, até
que uma menina caminha para nossa mesa. Eu olho primeiro e vejo seus olhos grudados
em Chase. Ela é loira, estonteante, com muita maquiagem e seios falsos. Ela limpa a
garganta até que Chase finalmente a percebe. Ele não parece muito empolgado em vê-la.
— Olá, Chase, faz tempo que não te vejo. — Ela ronrona. Chase olha para mim,
parecendo envergonhado.
— Oi. Uhhh... — Merda, ele não pode nem mesmo se lembrar do nome dela. Estou
olhando para qualquer lugar além deles. Isto é muito estranho.
Como se ela já não tivesse notado. Não posso acreditar que existem tantas mulheres
iguais a essa por ai. Tão atiradas. E aparentemente, elas não entendem as indiretas.
— Oh, é claro. Eu só queria ver vocês. Eu posso passar por lá esta semana?
Chase olha feio para ela, com a paciência diminuindo. — Eu acho que não. Tchau,
Candy.
— Oh, vamos lá, lembre-se como nos divertimos. Me ligue quando você já tiver se
cansado dessa aí. — Ela faz um gesto para mim, me dá um olhar mortal e se afasta antes
que Chase possa dizer alguma coisa.
Eu olho fixamente para meu prato como se ele tivesse todas as respostas para os
mistérios da vida.
— Está tudo bem. — Eu murmuro. Exceto que não estava tudo bem, mas o que
mais eu poderia dizer? Ele me encara por um momento, como se quisesse dizer mais, mas
suspira e acaba chamando o garçom e pedindo a conta. Ele toma a minha mão e me leva
para o carro, abre a porta para mim, beija a minha testa, em seguida, esperar eu entrar
antes de fechar a porta. Ficamos em silêncio por alguns momentos e posso vê-lo com seus
pensamentos.
— Layla, eu não era um santo antes de conhecer você. — Eu quase bufei. — E não
vou pedir desculpas por causa disso.
— No entanto, eu sinto muito que você tenha que ver isso. A coisa é: eu tenho um
passado, ele não só me levou a você, mas também permitiu que eu reconhecesse
exatamente o que quero e preciso em uma mulher, e também ser capaz de apreciar uma
boa mulher quando eu vejo uma. E você, baby, é um diamante bruto. — Okay, isso foi
doce. — Eu tenho andado por ai e agora estou pronto para algo maior e melhor. Portanto,
estamos bem? — Eu aceno com a cabeça. — Bom. — Responde com a voz mais suave que
já o vi usar.
Quando chegamos em casa, vou para o chuveiro e coloco meu short de cetim e
camiseta de dormir. É realmente estranho saber que Chase está no final do corredor. Eu
vou até a sala para ver os três rindo e jogando vídeo game. Chase olha para mim e repara
na minha roupa. Eu vejo os seus olhos se estreitando ligeiramente e suas narinas inflando.
Ele deixa cair seu controle, agarra a minha mão e me puxa para seu quarto.
— Baby, não quero você usando essa merda sexy na frente de ninguém além de
mim, okay? — Eu não acho que isso é uma 'merda sexy', mas tudo bem.
— Chase.
— Você realmente é especial, Layla. Tão bonita, e você nem sequer sabe o quanto.
— Ele me dá um beijo firme.
— Eu não gosto de você dividir o banheiro com Kade. — Ele diz, de repente. —
Você deveria usar o meu.
Eu decido acabar com a sua miséria. — De qualquer maneira, nós não estamos mais
dividindo o banheiro. Ele divide com James agora. Após o último incidente...
— Não foi nada. Eu perguntei se ele poderia compartilhar com James, e ele aceitou.
Fim da história.
Ele olha para mim por um momento, os olhos se estreitando.
— Bom. — Ele abranda. — Vamos para a cama. — Ele se move para me puxar para
sua cama.
— Tudo está acontecendo tão rápido, acho melhor dormir em meu próprio quarto.
Além do mais, você não falou que deveríamos ir devagar? — Eu falo isso para ele, embora
o que mais quero é passar uma noite em seus braços, mas toda situação precisa de uma
pouco de normalidade.
— É mais fácil se você desistir, Chase. — Eu sorrio. Ele ri, sacudindo a cabeça para
mim. Ele ama que eu dê tão bem quanto receba.
— Noite, baby.
— Noite, Chase.
******
Estou deitada na minha cama, pensando em Chase, e em como ele me faz sentir.
Segura, querida, até mesmo necessária. Tudo está acontecendo tão rápido, quase fora de
controle. Estou perdida em pensamentos quando ouço alguém abrir a porta do quarto. E
eu lentamente, movo a minha mão para o taco golfe que escondo entre a minha cama e a
parede. Minha mão quase pega o taco, quando o intruso se arrasta em minha cama, puxa a
coberta sobre ele, e ri suavemente.
Ele embrulha seus braços ao meu redor, de conchinha, coloca um beijo na minha
cabeça e dorme. Eu suspiro, relaxando contra ele, apreciando o calor. Eu penso em dizer
para ele sair, mas depois de alguns momentos, eu estou dormindo também.
Capítulo Oito
rápido e coloco meu macacão de caveira. Sim, esse é um daqueles dias. Eu não tenho nada
para fazer hoje, com exceção ficar em casa estudando. Faço um coque bagunçado com os
meus cabelos, e coloco a minha pantufa de oncinha. Sim, estou sexy hoje. Eu agarro meu
laptop e os livros e vou para a mesa de jantar, pronta para começar o meu estudo. Eu deixo
tudo em cima da mesa e vou para a cozinha, onde posso ouvir Chase, Kade e James.
Chase olha a minha roupa e pisca. Kade está com sorriso largo. — Você vai se
acostumar com suas roupas estranhas, não se preocupe. — Diz com uma risada. Olho para
Chase e ele franze a testa. Eu tenho a sensação de que ele não gosta do fato dos seus
irmãos me conhecerem melhor do que ele. Acho que só o tempo pode corrigir isso. James
parece distraído, olhando para seu telefone.
Ele olha para cima e me dá um sorriso. — Sim, apenas algumas coisas do trabalho.
— Ele anda até mim e beija a minha testa.
— Você está fofa. — Diz em uma voz suave. Ouço Chase resmungar.
Chase vai até mim e dá um beijo firme em minha boca. Quando ele se distancia,
olha presunçoso, falando para seus irmãos. — O café da manhã estará pronto em dez
minutos, por que vocês não se sentam? — Ele gesticula para as banquetas. Eu escolho um
assento e assisto enquanto Chase prepara o café da manhã. Kade está fazendo café. James
está agora fazendo algum tipo de shake saudável no liquidificador. Chase me serve café e
se senta na minha frente, junto com as panquecas que ele fez.
— Layla não bebe café. — Kade diz instantaneamente. É verdade, eu não bebo. O
rosto de Chase endurece e algo treme em seus olhos. Ele pega o café e praticamente joga-o
na pia, antes de sair tempestuosamente para seu quarto. James e eu olhamos fixamente
para Kade. Kade e James estão tentando não rir. E estão falhando.
— O quê? Você não bebe! — Kade diz, encolhendo os ombros. Eu solto um gemido.
Hora de controlar os danos. Levanto-me e vou para o quarto de Chase. Eu bato na porta,
mas não tenho nenhuma resposta. Eu posso ouvir fracamente o chuveiro ligado. Eu
suspiro, e volto para a cozinha para terminar minhas panquecas. Elas estão deliciosas.
Quando Chase volta para a cozinha, estou tentando estudar, o que é um código para estar
fazendo compras online.
— Layla. — Ele resmunga. — Eu não gosto disso. — Eu sei exatamente ao que ele
está se referindo. Ele não gosta do fato de que nós somos... O que quer que seja que nós
somos... E ainda assim seus irmãos conhecerem mais sobre mim e terem gasto mais tempo
comigo.
— Você teria me conhecido antes, se você tivesse saído de seu quarto depois de ter
chutado aquela mulher para fora. — Eu digo, não ajudando muito.
Chase rosna. — É isso aí! Nós vamos passar todo o nosso tempo juntos. Cada.
Minuto!
— Nós deveríamos começar agora, certo? — Sugiro. — Eu tenho esta enorme tarefa
que eu preciso entregar no primeiro dia de aula. Nós poderíamos fazê-la juntos!
Eu sou um gênio.
Chase ri com uma voz rouca: — Boa tentativa, Layla. Além disso, tenho certeza que
Ebay não é estudar. — Ele me beija mais uma vez, antes de sair da sala. Eu gemo alto.
Hora de estudar.
******
Chase finalmente está conseguindo sua massagem. Ele está deitado de bruços, em
minha cama, e eu passo o óleo em suas costas. Eu começo a partir de seu cotovelo para seu
ombro, massageando sua tatuagem. — Sua tatuagem é tão sexy. — Deixo escapar,
verificando o desenho tribal e os padrões que adornam a metade de seu braço.
Naquela noite, eu me arrumo. Chase vai me levar a algum lugar. Eu olho fixamente
no espelho, checando meu cabelo e maquiagem. Meu cabelo está solto, caindo em ondas,
repartido no meio. Eu estou vestindo uma faixa dourada na cabeça. Passei meu batom
vermelho e o delineador, adicionando um pouco de brilho dourado. Meu vestido de
chiffon preto completa o visual etéreo. Eu caminho para sala e ganho assobios de Kade e
James.
— Layla! Eu quero me deitar com você5! — Grita Kade. Ele faz um movimento
obsceno com sua pélvis.
Chase sai de seu quarto e sua boca se abre. — Anjo. — Diz baixinho, mas eu consigo
ouvir. — Você está deslumbrante, Layla. — Ele sussurra em minha orelha. Eu fico
arrepiada.
— Pare de ser pervertido com a minha mulher, Kade! — Chase rosna, olhando para
seus irmãos. Eles sorriem impertinentes. Nós nos despedimos, em seguida, saímos.
Quando Chase entra comigo no Deception Club, devo dizer que estou surpresa. Ele
está olhando para mim, querendo saber a minha reação.
— É verdade! — Eu concordo.
— O quê? — Eu exclamo.
5
No original em inglês: Layla! I wanna lay ya.
Ele acena com a cabeça. — Vem, vamos. Eu tenho algo para te mostrar.
Nós andamos para a área VIP, onde tinha sido reservada uma mesa decorada com
velas. Estava lindo. Chase puxa a cadeira para mim e eu me sento. A música continua alta
no andar de baixo, mas com as portas fechadas ainda podemos ouvir um ao outro
perfeitamente. Somos servidos com um delicioso jantar, e Chase me trata como uma
princesa. Ele coloca um pouco de seu cheesecake de chocolate em seu garfo e me alimenta.
— Você até come com sensualidade, Layla. Eu não acho que você está ciente disso.
— Ele diz com uma voz rouca.
— Eu disse. Você sequer percebe. Quão sexy você é, quão fodidamente linda.
Ele me alimenta com mais uma porção de cheesecake, seus olhos nunca deixando
meus lábios. A tensão sexual chega a um alto nível, ele inclina-se sobre a mesa e beija o
canto da minha boca. — Você tem um pouco de chocolate aqui. — Ele murmura, e se
inclina novamente, desta vez me beijando na boca, dando-me um beijo profundo, o que eu
avidamente aceito. Quando seus lábios finalmente deixam os meus, estou ofegante. Chase
ajusta suas calças, e eu não posso impedir o sorriso de satisfação que se espalha em meus
lábios.
Nós voltamos para casa e eu estou seguindo-o para seu quarto, sedução em minha
mente. Eu começo beijando-o, tirando sua camisa. — Layla, eu quero tanto você, mas
ainda não. — Ele me pede. Eu me pergunto quanto tempo a sua determinação vai durar.
Eu começo a beijá-lo novamente, saboreando-o. Eu esfrego minha mão sobre sua ereção, e
ele resmunga se afastando de mim.
— Layla, merda! Eu quero você tanto que quase dói. Mas você não está pronta. —
Ele diz. Sua voz cheia de necessidade e também um pouco de arrependimento.
— Não assuma que você sabe para o que estou pronta, Chase! — Eu assobio,
ficando com raiva.
— Olha Layla, Eu nunca fiz isso antes. Conhecer uma mulher antes de saltar para
cama com ela. Tenha um pouco de paciência, por favor. Vai valer a pena no final, prometo
para você. — Ele implora.
— Eu vou fazer você se sentir malditamente bem, Layla. Você vai ver que valeu a
pena ter esperado. Isso é uma tortura, mas é o que eu preciso okay?
Eu aceno com a cabeça lentamente concordando. Nós damos um beijo de boa noite
e eu o deixo em seu quarto, olhando de relance para ele uma última vez, antes de fechar a
porta. Ele está correndo suas mãos através dos cabelos. Eu suspiro. É um pouco duro ser a
única garota com quem ele não vai dormir, mesmo com suas razões. Eu salto na minha
cama e me forço a dormir.
Na manhã seguinte, após uma noite em minha própria cama, (Mesmo que Chase
tenha acabado sorrateiramente nela no meio da noite, de novo), eu acordo antes de Chase
e sigo para a cozinha para fazer o café da manhã. Ele acorda cerca de vinte minutos
depois, vestindo nada além de calças de pijama. Ele está incrivelmente quente.
— Mmmmm, que cheiro gostoso, Layla. — Ele diz, enterrando o rosto em meu
cabelo.
Kade limpa a garganta. — Bem, eu estou indo correr. — E ele caminha para fora,
dando-me um sorriso de despedida.
— Layla. — Ele rosna, o corpo endurece, e suas mãos apertam minha cintura em
uma advertência silenciosa.
— Tudo bem, mas não é nada, então não precisa reagir exageradamente. — Ok,
bem, talvez tenha sido alguma coisa. Eu vi o pênis de Kade.
— Foi apenas um incidente nu, ou dois. — Eu digo, tentando jogar isso fora.
— Você o viu nu? — Diz ele lentamente. Eu encolho os ombros com indiferença. —
Eu vou matá-lo. — Ele sibila.
Eu deixo de fora a parte em que Kade me viu seminua, porque sou inteligente.
Chase entra em seu quarto e sai vestindo roupas de corrida. — Estou saindo para
uma corrida, logo estarei de volta. — Ele diz, colocando um beijo na minha testa. Hmm, eu
posso apenas imaginar com quem ele está indo correr. Eu suspiro. Homens.
Uma hora depois, Kade e Chase caminham juntos, cobertos de lama. Eles devem ter
mergulhado na lama. Ou rolado nela. Começo a rir. Ambos fazem uma carranca, e eu rio
mais ainda. Isto é, até Chase me agarrar e me puxar para um abraço cheio de lama.
— Chase! — Eu grito.
Capítulo Nove
pintando as unhas do pé com um vermelho brilhante e Chase estava tomando uma cerveja
e fazendo ligações para o trabalho.
— Eu poderia, mas então eu não estaria aqui sentado apreciando a vista, certo? —
Ele aponta para o meu vestido de verão branco e curto.
Eu mostro a minha língua para ele. Ele aperta os olhos para mim. — Não faça
promessas que não pode manter baby.
Eu lentamente coloco a minha língua para fora mais uma vez, mas desta vez eu
lambo o meu lábio inferior. Chase bate o copo no chão e parece que está prestes a se lançar
sobre mim, quando seu telefone toca e ele o olha e depois resmunga.
— Merda, eu tenho que atender. Não mova um músculo, baby. — Ele ordena,
levantando-se e entrando em casa.
Após dez minutos, ele retorna, parecendo brincalhão como sempre. Ele me pega e
coloca os braços em torno de mim.
— Vamos para a praia, linda. Eu acho que vê-la em um biquíni fará o meu dia. —
ele beija meu pescoço e eu corro para dentro para me trocar.
Eu escolho o biquíni vermelho, meu favorito, porque ele realça a minha pele
morena. Coloco um vestido por cima, e arrumo meu nécessaire. Levamos 30 minutos para
chegar até o local. A praia está completamente lotada, e nós nos sentamos atrás, afastados
do tumulto. Eu jogo a minha bolsa no chão e tiro o meu vestido. O calor nos olhos de
Chase me faz sentir tão sexy, tão querida. Ele passa protetor solar em mim, da cabeça aos
pés. Ele parece incrível vestindo apenas seu short. Eu posso ver os olhares femininos em
cima dele.
— Chase, eu acho que você deveria colocar sua camisa antes de se tornar a atração
turística. — Eu provoco.
Ele ri, e começa a me fazer cócegas. — Olha quem está falando, se eu tivesse que
dizer, você ficaria completamente coberta. Nem mesmo um pedaço de sua pele estaria à
mostra. — Eu rio.
Estamos perdidos em nosso próprio mundo quando ouço um... — Umm. Oi, Sr.
Jackson.
Chase e eu olhamos para cima para ver as três mulheres que estavam ali olhando
para ele. Uma está girando o cabelo dela com o dedo, uma mordendo o lábio e a outra está
descaradamente quase colocando os peitos para fora. Eu dou gemido. Algumas mulheres.
Chase sorri educadamente, mas não muito calorosamente.
— Senhoritas. — Ele acena com a cabeça para elas, então se vira para mim,
ignorando-as por completo, até que a que está mexendo no cabelo dá um passo para
frente. Ela tem longos cabelos loiros claros e olhos azuis, e seu biquíni rosa não deixa nada
para a imaginação.
— Nós não o vimos no trabalho há algum tempo, senhor. Isto é, nós estávamos nos
perguntando...
Eu suspiro alto quando ela diz que trabalha com ele, ou para ele imagino.
Chase ouve e tenta o seu melhor para se livrar dessas mulheres o mais rápido
possível. — Senhoritas, eu sinto muito, mas estou aqui com a minha mulher. Então... —
Ele diz com uma voz inexpressiva.
— É claro Sr. Jackson. Talvez, quando você e ela terminarem, você pode me ligar?
— Ela ronrona.
— Você só pode estar brincando comigo. — Isto veio de Chase. Meus pensamentos
exatos, mas vocalizados por ele.
As meninas olham uma para a outra, agora inseguras. — É que ouvimos que gosta
de... — Isto veio daquela que estava mordendo o lábio. Cabelo castanho curto e elegante,
olhos castanhos, extremamente bronzeada e sardenta, ela estava usando um maiô branco
que era de uma peça unido pela corrente fina anexada na parte superior para a parte
inferior.
Chase puxa para baixo os óculos de sol, para que elas possam ver a animosidade
em seus olhos. — Qual é a parte sobre eu estou sentado aqui com a porra da minha
mulher que você não entendeu? Fui pego. Essa mulher aqui. — Ele aponta para mim. —
Ela me possui. Então. Eu. Não. Estou. Fodidamente. Interessado. — Ele diz
grosseiramente. Elas recuam apressadamente murmurando adeus. Ele olha para mim e
suspira, obviamente esperando um interrogatório. O que ele recebe.
— Elas trabalham para você? — Digo isto lentamente.
— Bem, acho que elas trabalham. Eu não conheço pessoalmente todos os meus
funcionários. — Ele disse defensivamente.
— Você tem certeza disso? — Murmuro, mais para mim mesma, mas ele ouve de
qualquer maneira.
Chase sorri e diz: — Eu tenho certeza que essas são palavras de briga, baby.
******
— Quando é que eu vou dar uma volta nessa sua Harley sexy? — Pergunto para
Chase quando chegamos em casa. Desde que eu descobri que era dele, eu estive olhando
para ela. Eu nunca tinha o visto andar nela. Ele me dá um lento sorriso sexy.
— Você sabe que sim, mas eu vou dar um passeio em sua moto, já que é tudo o que
você está oferecendo. — Eu sorrio.
Ele ri: — Que tal agora? Eu estou livre, e agora que você mencionou, eu não posso
esperar para tê-la pressionada atrás de mim.
— Espere, eu preciso vestir alguma roupa apropriada. Eu não quero parecer uma
lula! — Não me diga que você não aprende as coisas nos livros da Sherrilyn Kenyon.
Caminhamos para a moto e ele me levanta para a Harley, coloca a jaqueta de couro
em mim, e um capacete. Ele sobe, e eu envolvo meus braços em torno dele, sentindo os
músculos tensionados. Ele é estupidamente sexy. Eu dou um gemido, causando-lhe uma
risada.
Ele não precisa me dizer duas vezes. Nós andamos cerca de duas horas, e eu
continuo cantando Grease two’s ‘Cool rider na minha cabeça. Quando finalmente chegamos
em casa, Chase puxa meu capacete e me dá um beijo tão apaixonado e quente que minhas
entranhas derretem. Ele pisca para mim, me tira de cima da moto e entra na casa,
segurando-me como se eu fosse uma noiva na noite de núpcias. Como é que me tornei tão
sortuda?
Capítulo Dez
rotina. Ele me leva nas aulas quase todos os dias, quando o seu horário de trabalho é
flexível, e então ele vai me pegar e me leva para jantar, para ver um filme ou ficamos em
casa e eu cozinho para todos. Várias vezes, Chase precisa resolver algumas pendências do
seu negócio pelo telefone para que ele não tenha que sair todas as vezes. Deve ser bom ser
empresário.
— Tenho certeza de que Layla é o seu amuleto da sorte. Deixe-a vir sentar no meu
colo para que eu possa provar a minha teoria. — Isso vem de Kade, que está sentado lá
vestindo jeans e uma camiseta branca apertada com gola V, o cabelo solto ao redor de seu
rosto. Seus olhos estão brilhando de malícia.
Chase olha para ele e zomba. — Boa tentativa, mano. Mas você está convidado a
trazer o seu próprio amuleto da sorte no próximo jogo.
Um sorriso traça os lábios de Kade. — Muitas escolhas, como eu sei que alguém vai
me trazer sorte? Talvez eu traga um par de garotas quentes da próxima vez, e ter uma
diferente sentada no meu colo para cada jogo.
Chase olha nos meus olhos quando ele diz: — Oh acredite em mim, você saberá.
Chase simplesmente sorri e coloca o nariz na minha nuca, colocando alguns beijos
castos lá. Meu telefone toca, e eu suspiro quando vejo que é a minha mãe. — É melhor eu
atender. — Eu me levanto do seu colo, mas ele me mantém lá, não me deixando sair.
— Oi mãe.
Com uma voz ligeiramente acentuada, minha mãe responde. — Layla, você está
ocupada demais para ligar para sua mãe?
— Não, eu...
Ela me corta antes que eu possa continuar. — Eu tenho a sua irmã do outro lado do
mundo, e você, nem mesmo mantem contato. Como está a faculdade? É melhor você estar
estudando Layla, e não festejando com estes homens com quem você vive...
— Nós sentimos sua falta. Você vai voltar para casa em breve, ou devemos ir até
aí? Eu não me importo de ver como estes homens vivem por aí. Eu ainda não gosto, Layla,
isto não é apropriado.
Alguém me mate.
— Tchau mamãe.
— Tchau querida, lembre-se que você não precisa beber nada alcoólico para se
encaixar.
Eu desligo e gemo. E esse é o motivo pelo qual eu saí de casa. Eu olho para cima
para ver os olhos de todos me encarando, então todos rindo.
— Onde está sua mãe? Eu tenho certeza que eu adoraria ouvir algumas histórias
sobre vocês.
Chase sorri: — Está no exterior agora. Ela viaja muito, quando voltar, você pode
conhecê-la. Eu sou seu favorito, sabia? — Ele parece convencido.
James geme: — Eu não queria falar isso, mas ela disse que eu era!
Comecei a rir, enquanto os três continuavam discutindo. Tenho certeza que a mãe
deles estava jogando com todos.
******
Mais tarde, naquela noite, eu estou aconchegada na cama com Chase, assistindo
Game of Thrones.
— Se você continuar olhando para ele desse jeito, eu vou proibi-la de assistir isso!
— Ele resmunga.
— Se algum dia eu ver esse Jason Momoa, eu vou chutar seu traseiro! — Ele está
praticamente fazendo beicinho.
— Eu acho que seria uma luta justa. — Ele flexiona seus bíceps, se exibindo.
Eu enfio meu rosto no travesseiro rindo. Quando eu o levanto procurando por ar,
asseguro: — Não se preocupe Chase. Você é meu homem número um. O seu ego está
melhor agora?
O canto de seu lábio se contorce e eu sofro querendo beijá-lo. Seus olhos escurecem
quando ele percebe que estou olhando para seus lábios.
— Chase. — Eu digo.
— Sim, baby.
— Beije-me.
******
Eu acordo no meio da noite para encontrar a cama vazia. Eu verifico meu telefone e
ele diz que são duas horas da manhã. Vou até a cozinha, onde eu posso ouvir alguém
abrindo os armários. É Chase, vestindo apenas uma boxer do superman.
Eu solto uma risada. — Querido, venha para a cama. Eu vou comprar um monte
pra você amanhã.
— Eu sei que não é um Twix, mas eu tenho uma barra de Snickers na minha bolsa,
se você estiver interessado.
— Você é a melhor, Layla! Eu sabia que amava aquela enorme mala cheia de
porcaria.
Ele come a barra de chocolate com gosto, escova os dentes, em seguida volta para a
cama.
******
Na manhã seguinte, mando uma mensagem para Nikki. Não falei com ela desde a
última vez que passou por aqui. Nós trocamos mensagens algumas vezes, mas ela tem
estado muito ocupada com a escola para aparecer. Hoje não foi diferente. Kade entra e se
senta ao meu lado.
— Eu estou falando com a Nikki. — Eu resmungo. — Ela não tem vindo e eu sinto
falta dela.
— Ela mencionou por que ela não pode vir aqui? — Sua voz está baixa.
— Não, só diz que está ocupada com aulas e outras coisas. — Eu amuo.
Ele parece perdido em pensamentos, em seguida, se levanta e diz que vai sair um
pouco.
Capítulo Onze
animais. Eu sou uma grande amante dos animais, e quero ajudar de qualquer maneira que
eu puder. Estou prestes a sair de casa quando os três rapazes saem da cozinha e me
perguntam onde estou indo.
— Indo para o abrigo de animais para fazer algum trabalho voluntário. — Eu digo.
Todos os três rapazes parecem surpresos.
— Ei, você está quebrando as regras sobre utilizar esse nome! — Eu digo, irritada.
Realmente odeio esse apelido estúpido.
Eu rio: — Você está indo para o trabalho e eu vou ajudar. — Eu sorrio para ele que
suspira, inclinando-se e dando-me um beijo.
******
Eu entro e conheço o homem na recepção, cujo nome é Gage. Ele tem cerca de trinta
e cinco anos, olhos castanhos e cabelos loiros. O abrigo fica em um grande armazém perto
de um prédio.
— Ok, então você está pronta para caminhar com alguns dos cães? — Ele pergunta-
me depois de me dar um tour. Concordo com a cabeça. Eu poderia sem dúvida fazer um
exercício também.
Eu vou direto para casa e tomo um longo banho quente. Chase chega em casa cerca
de uma hora mais tarde, quente e suado depois de uma longa corrida.
— Você é uma mão cheia, Layla. Não acho que eu posso lidar com mais. — Diz ele
descaradamente.
Ele se abaixa.
Pego meu celular e toco ‘Handle me’ de Robyn para ele ouvir a letra. Ele ri. Um som
gutural e profundo.
— Quais são os planos para esta noite? Estou com fome. Acho que devemos ir para
o pub. — Sugiro.
— Acho que podemos fazer isso. Tenho que alimentar minha mulher, não posso
deixá-la perder essas curvas pelas quais eu sou tão apaixonado. — Diz em um tom rouco.
— Frango, batata e uma salada. — Estou planejando o que vou comer. Realmente
estou com fome.
Chase balança a cabeça para mim. — É melhor eu tomar banho e me vestir antes
que você fique faminta e mal-humorada.
Kade faz uma careta. — É melhor ir agora. Apressem-se! — Enquanto James acena
com conhecimento de causa.
— Eu fico pronto em cinco minutos. — Eles saem para se arrumar. Eu não fico tão
mal-humorada quando estou com fome. Fico?
Chase não está mais preocupado em me ver perto de Kade e James. Minha teoria é
que qualquer mulher na casa era divida entre eles. Eu fui a primeira mulher que não era,
de modo que ele precisava estabelecer limites. Seus irmãos não são nada além de leais.
Eles me provocam e brincam, mas eu sei que só me veem como uma irmã mais nova.
******
Estou sem jeito, sentada no Hummer de Kade ao lado de uma garota qualquer que
ele pegou no pub. Estranhamente, esta é a primeira garota que eu vi Kade trazer para casa
depois de algum tempo. James e Kade estão na frente, e eu estou na parte de trás,
imprensada entre Chase e Crystal. Ela continua olhando para Chase, e eu sinto minhas
garras saindo. Chase está gostoso hoje, está vestindo calça jeans desbotada e uma camiseta
branca de gola V. Seus braços são fortes, e eu quase posso ver seu abdômen tonificado
através de sua camiseta. Gostoso. O único problema é que a Miss Crystal aqui também
pode ver. Ela está enrolando o cabelo na mão, e eu estou fazendo beicinho, com os braços
cruzados sobre o peito. Eu percebi uma coisa hoje. Estou tão acostumada a estar em casa
com os três irmãos, brincando e tal, que agora quando saímos e eles me ignoram, eu me
pego agindo como uma criança de dois anos e de mau humor. Chase me olha
disfarçadamente. Eu vejo como ele morde o lábio para impedir de sorrir.
— Você, baby. — Ele completa um sorriso agora. — Você está agindo como uma
criança mimada.
Kade olha para mim através do espelho retrovisor e franze a testa. — O que há de
errado, princesa? — ele pergunta, em tom preocupado.
— Nada. — Eu resmungo.
James vira e olha para mim, curioso. — Diga-me. — Ele exige. Eu olho para Crystal,
que está me atirando punhais.
— Tudo bem, vocês pediram por isso! O que aconteceu com “irmão antes das
vadias”? Eu queria sair e ter uma boa noite juntos, mas não, você tinha que sair flertando
com qualquer coisa, me ignorando. — Pronto, eu disse isso.
Crystal bufa e eu olho para ela. Ela é bonita. Voluptuosa e curvilínea, ela tem um
corpo de matar. Ruiva de olhos azuis, inferno, eu mesmo me pego olhando pra ela.
Chase ri novamente, chamando minha atenção para ele. — Você é muito mimada,
baby. — Ele joga um braço em volta de mim e me beija na cabeça.
— Eu sei que sim, baby. Porque você merece. Eu sempre vou te tratar bem. Assim
como os meus irmãos caçulas. — Ele sussurra em meu ouvido.
Cerca de dez minutos depois, meu bom humor pacífico vai direto para o inferno.
— Então Chase, você se lembra de mim? — Crystal diz perto de mim. Minha
cabeça gira tão rápido, eu tenho sorte de não ter saído do lugar.
Ela faz beicinho: — Mas eu pensei que uma vez que você está me levando para casa,
todos nós iríamos nos divertir um pouco.
Kade pisa no freio e para o carro. Ok, eu sei que eu não possuo estes homens, eles
não são meus ou qualquer coisa assim, especialmente Kade e James. Mas dói saber que
esta cadela cabeça de vento ignorante ao meu lado teve um pedaço de todos eles.
Especialmente de Chase.
Ela salta para fora do carro, olhando chocada, e pega o telefone. Provavelmente
para chamar alguém para buscá-la. Antes de James fechar a porta do carro, eu pulo para
fora também, evitando Chase, que estava chegando para me pegar. Imediatamente os três
irmãos saem do carro, movendo-se em minha direção.
— O que você está fazendo, Layla? — Chase pergunta, sua voz cheia de surpresa e
preocupação.
Eu olho para Chase, então para Kade e James. — Eu não mereço essa merda! —
Grito com todos eles. Vejo Chase recuar. James olha para o chão e Kade esfrega a parte de
trás do seu pescoço com a palma da mão.
Sim, eu estou sendo dramática, sei disso. Mas, diabos. Já tive o suficiente desta
merda.
— Entre no carro, Layla. Podemos falar sobre isso em casa. Vamos lá, baby. — Diz
ele em voz baixa, num tom suave.
— Você vai entrar na porra do carro, Layla. — Ele rosna para mim, parecendo
irritado.
Ele me coloca no meio, James fica de um lado, Chase no outro. Como se eu fosse
tentar saltar de um carro em movimento? Agora quem está sendo dramático?
Cruzo os braços e faço cara feia por todo o caminho de volta para casa.
Eu ignoro todos eles quando tentam falar comigo no carro e empurro as mãos de
Chase toda vez que ele tenta me tocar. Acho que o tratamento de silêncio de Layla
Crawford está dando certo. Quando ele estaciona, eu espero Chase sair antes de disparar
até a porta, abrindo-a com a minha chave. Praticamente corro para o meu quarto e tranco-
o atrás de mim.
Uma hora mais tarde e ninguém bateu na minha porta. Eu não posso evitar, mas me
sinto um pouco irritada. Onde estão todas as desculpas? — Idiotas. — Eu xingo para mim
mesma. Eu me forço a estudar quando finalmente, cerca de meia hora mais tarde, há uma
batida na minha porta. Eu abro, esperando ver Chase, mas em vez disso eu recebo todos
os três. Estão todos segurando buquês de flores e com sorrisos envergonhados de
desculpas. Chase está segurando girassóis, que é minha flor favorita e Kade e James ambos
têm rosas brancas. Olho para Kade, ofegando quando eu vejo que ele tem um corte no
lábio. — O que aconteceu, Kade? — Eu pergunto, preocupada. Kade estreita os olhos para
Chase, e meus olhos se arregalaram em espanto. Chase limpa a garganta, atraindo meu
olhar de volta para ele.
— Nós sentimos muito. — Todos dizem ao mesmo tempo. Eu não posso evitar
quando os meus lábios se contraem levemente.
— Sinto muito Layla, a culpa foi minha. Fui eu quem a trouxe, não pensei em nada
disso. Foi um erro meu. — Eu suspiro, e dou um grande abraço em Kade.
— Ok, tire as malditas mãos dela agora. — Chase reclama atrás de mim. Eu rio e
solto Kade, segurando as rosas dele. Eu passo para James e lhe dou um beijo na bochecha.
Braços cheios de rosas brancas. Dou a Chase um sorriso atrevido. Ele balança a
cabeça para mim e levanta meu queixo entre as mãos, erguendo meu rosto para um beijo
ardente.
Eu coloco os três buquês em vários vasos e sorrio. Dirijo-me a todos eles e digo: —
Vocês todos sabem que eu estava exagerando, né?
trabalho uma vez durante três dias, o que seriamente foi um saco. Ele fez Kade e James
tomarem conta de mim o tempo todo. Eu sei que ele tem tentado evitar viajar o máximo
que pode. Pelo que James mencionou, esta é a primeira vez que ele fica tanto tempo em
casa. Isso nunca aconteceu. Ainda não fizemos sexo. Embora eu possa sentir seu controle
minguando. Eu comecei meu trabalho no salão. É uma empresa pequena, mas as meninas
são bastante agradáveis e eu realmente me divirto quando estou lá. Chase fica mau
humorado toda vez que eu trabalho; ele quer que eu fique com ele. Uma pena para ele.
— Por que você deve trabalhar quando eu tenho dinheiro suficiente? Não faz
nenhum sentido Layla!— Ele diz. Mas é só uma coisa que eu preciso fazer por mim. Não
vou tirar proveito dele e eu realmente gosto do trabalho.
Hoje estou em uma missão. Missão de seduzir Chase. Ele não será capaz de resistir
a mim desta vez. Espero. Chase saiu para buscar o jantar, e eu estou me arrumando. É
noite de sábado então Kade e James estão fora fazendo seja o que for que eles fazem. Eles
saíram separadamente. Às vezes os dois são muito reservados. Eu estou usando uma
lingerie preta sexy, com liga e meia sete oitavos, sapato preto de salto agulha bem alto e
meu batom vermelho favorito. Meu cabelo está solto e cacheado, com bastante volume na
parte da frente. Estou usando um robe de cetim vermelho por cima para me dar um ar de
pudor. Ouço o carro dele estacionando na garagem, e corro para seu quarto, quase
tropeçando no caminho. Muito suave Layla. Coloco minha playlist ‘Criar o Clima’ em meu
iPod e ‘Bed' de J. Holiday agora está derivando através dos alto-falantes.
Quando não respondo ele chama meu nome novamente e depois vem em busca de
mim. Ele vem direto para seu quarto e quando abre a porta, estou ali de pé, olhando pra
ele, me perguntando o que fazer com as mãos ou que pose seria mais atraente. Assim que
eu o vejo, decido ir direto ao ponto e soltar o robe, deixando-me ali de pé, parecendo uma
gatinha do sexo. A resposta do Chase é impagável. Seus olhos estão arregalados, como
piscinas azuis, a boca ligeiramente aberta. Ele sacode a cabeça, como se para limpá-la. Os
olhos se transformam conforme o choque desaparece e se transforma em outra coisa. Seus
olhos estão aquecidos, ardentes. Eu posso ver o desejo neles, a necessidade.
— Você está sexy pra caralho, Layla. Você não tem ideia do que você faz comigo. —
Sua voz é tensa. — Porra, eu sou um homem de sorte.
Ele caminha na minha direção, lentamente e pega meu queixo em sua mão. Ele
começa a me beijar, suavemente no início e depois mais profundamente. Ele se afasta e
emite um ruído do fundo de sua garganta.
— Tem certeza? Nós não temos que fazer nada se você não estiver pronta.
Ele começa a tirar minha lingerie, me deixando ali de salto alto e meia sete oitavos.
Ele me toma, olhando cada centímetro de mim. Eu realmente não tenho problema algum
com meu corpo, mas ainda estou tímida com ele olhando para mim tão descaradamente.
Tenho certeza de que minhas bochechas estão vermelho vivo.
Eu sei que meu corpo atrai a atenção masculina. Eu não sou vaidosa, mas é o que é.
Eu tenho peitos grandes, uma cintura minúscula com quadris e coxas grossos. A forma
como Chase está olhando para mim faz meu corpo todo formigar e minhas pernas ficarem
fracas. Ele ainda está totalmente vestido. Ele toca meu rosto e em seguida, arrasta o dedo
delicadamente para baixo no meu pescoço, meu ombro, meu peito e bem em cima do meu
mamilo. Eu gemo. Chase dá uma risada. Um som profundo, sensual, cheio de promessas.
Em um instante sua boca está na minha, exigente. Ele aprofunda o beijo, movendo a língua
com a minha. Sua boca se move de meus lábios para meu pescoço, deixando um rastro
molhado de beijos. Ele me levanta pela cintura e me coloca no meio da cama. Eu assisto
enquanto ele sedutoramente se despe, removendo todos os artigos de vestuário. Ele é
deslumbrante. Sua construção magra tem a quantidade perfeita de músculo, o V de seus
quadris direcionam meu olhar mais abaixo. Eu olho para ele para ver o canto de sua boca
transformar-se. Ele sabe que eu gosto do que vejo. Diabos, ele tem motivos para se
orgulhar, isso é certo. Não que eu seja uma especialista - longe disso. Mas para mim ele é
tudo que eu sempre sonhei em um homem. Sua ereção se contrai e parece estar apontando
para mim. Eu engulo. Chase inclina-se sobre a cama e em seguida levanta-se sobre mim.
— Chase...
Ele me silencia com seus lábios. Acho que acabou o tempo para conversar. Ele tira
meus sapatos e joga-os no chão, deixando-me apenas com as meias sete oitavos. Há algo
que preciso dizer a ele, no entanto. O que era mesmo? Ele me beija profundamente mais
uma vez, desce para meu pescoço, arrastando cada vez mais baixo. Após esbanjar atenção
aos meus seios, ele vai ainda mais pra baixo, me fazendo gemer alto. Inferno é a primeira
vez que qualquer homem faz isso comigo e eu posso ver o porque de todo o alarde a
respeito. Um gemido preenche o quarto, e vagamente percebo que está vindo de mim. Um
calor se acumula em meu estômago e quando ele chupa o meu clitóris, eu explodo. Minhas
pernas ainda tremem quando eu volto à realidade e Chase tem um olhar satisfeito, primal
em seu rosto.
— Linda, eu não acho que algum dia eu vou ter o suficiente disso. — A voz dele é
tão tensa, tão crua. Posso dizer que seu controle está no fim.
Antes que eu consiga pensar nisso, ele pega uma camisinha da gaveta, coloca-a e
desliza em mim com um empurrão. Havia uma coisa que eu queria dizer a ele...
'Porra!' Eu grito.
Sim outro momento 'foda'. Isso doeu seriamente. Eu posso ver a realização no rosto
de Chase, as sobrancelhas quase atingem a linha do cabelo. Ainda dentro de mim, ele se
acalma, os olhos de um azul cristal se estreitando acusatoriamente.
— Layla. Baby... Que porra? Por que você não me disse?— Ele põe a cabeça na
dobra do meu pescoço, respirando pesadamente.
Exatamente meus pensamentos. Ele se move para sair de dentro de mim, mas eu
enrolo as pernas em torno de seus quadris para mantê-lo no lugar.
Seus lábios se fundem com os meus e ele me beija com ternura, enquanto
lentamente empurra para dentro e para fora. A dor se transforma em extremo prazer.
Definitivamente eu estava perdendo. Ele bate seu quadril no meu com golpes suaves e
encontro-me levantando meus quadris para encontrar os seus.
Os dedos dele encontram meu ponto doce e após cerca de um minuto, posso sentir
que vou gozar outra vez. A liberação consome, entorpece a mente. Desta vez Chase
termina junto comigo, mantendo seus olhos nos meus o tempo todo. A coisa toda foi
intensa e tão perfeita. Eu não poderia ter imaginado uma primeira vez mais perfeita. As
razões da minha inocência são chatas. Não me guardei para aquela pessoa ou qualquer
coisa assim. Foi uma combinação de muitas coisas. Eu não estava pronta quando estava
namorando meu ex, Kyle, e quando ele ficou cansado de esperar, ele encontrou alguém
para dar isso a ele. Eu realmente não saí com ninguém depois disso. Adicionei trabalho,
escola e meu primo superprotetor Ryder à isso, e eu pinto um retrato muito patético.
Costumo ser muito fechada também. Então não dei a muitos homens a abertura para uma
chance comigo.
Seus olhos seguem meu corpo, pousando nos meus seios me fazendo rir. Ele
levanta a sobrancelha para mim. — Agora que eu já experimentei, acho que vou ficar
viciado.
— Baby, você devia ter me dito. — Ele sussurra para mim. — Eu teria sido mais
delicado. Porra, eu sabia que você era muito inocente, mas não pensei que você fosse
virgem. Pensei que você tivesse tido um amante, ou algo assim. Não vou mentir, o homem
das cavernas em mim ama o fato de eu ser o primeiro. — Ele me abraça, e eu me encaixo
perfeitamente contra seu corpo, seu músculo contra minha suavidade.
— Eu ia te dizer, mas então eu m e distraí. E Chase, foi perfeito do jeito que foi.
Ele beija o topo da minha cabeça e sussurra — Obrigado por me dar isso. —
Adormeço com um sorriso em meu rosto.
Capítulo Treze
Fico na cama preguiçosamente por mais uma hora antes de me levantar e entrar no
chuveiro. Estou um pouco dolorida, mas nada muito drástico. Faço ligações rápidas para
meus pais e Nikki, apenas checando. Eu também mando um e-mail para minha irmã
Tenielle, que está fora em algum lugar da Europa, alimentando seu desejo de viajar.
A campainha toca e abro a porta para encontrar duas meninas ali. Talvez James e
Kade tivessem as convidado. Nikki me disse que eles não estavam se encontrando. As
garotas me examinam e lançam olhares de reprovação. Ambas estão vestindo vestidos
curtos, saltos altos e as duas têm cabelo loiro quase branco com longos apliques. Bimbo6
número um me aborda antes de eu possa perguntar se posso ajudá-las.
6
Referência a Bimbo Bakeries: Uma das mais importantes empresas de panificação do mundo. Tem como logo um
Urso branco (por causa do cabelo das garotas).
— Quem é você? Deixa para lá. Estou aqui para ver Chase.
Eu tinha certeza que ouvi errado. Porque não só ela estava perguntando pelo meu
homem. Já passaram meses desde o último incidente, e pensei que isto tivesse acabado. Ela
também estava falando com voz falsa de bebê, o que fez a minha pele arrepiar. Os homens
acham isso atraente? Mulheres que tentam soar como crianças insolentes? Aparentemente
Chase gosta disso, passa por minha cabeça. Ah, inferno. Meu cérebro está virando contra
mim. Antes que eu pudesse responder com uma resposta espirituosa, a voz de Kade
deriva por trás de mim.
— Ele não está disponível, e ele não estará. Está fora do mercado. — Ele rosna,
parecendo irritado.
— Ele está. Agora cale-se sobre isso.— Kade rosna, olhando para mim.
As meninas me encaram, obviamente tendo a ideia de que Chase agora está comigo.
— Meninas, por que vocês não vão acordar James de uma forma que ele vai
apreciar? — Kade sugere.
Ambas riem.
Eu lentamente as sigo para ver as duas meninas entrarem no quarto de James. Oh,
eu me pergunto por que Kade não pegou uma delas. Assim que escuto barulhos
sugestivos, eu sei que é hora de partir.
Eu vou a um café e peço um suco de maçã grande, porque eu não bebo café. Não
gosto de leite, me processe. Embora eu tome sorvete, não tomo iogurte, milk-shakes ou
qualquer coisa assim. Sim, eu sou um pouco diferente. Também peguei um croissant de
presunto e queijo.
— Layla, eu te disse...
— Sim, você disse. Mas talvez você deva chamar seu harém e deixar que elas
saibam que você não está disponível agora. Ou talvez você esteja disponível. Se isto é
casual, tudo bem para mim. Só me avise para eu saber a contagem e poder evitar me sentir
estúpida quando me deparo com situações como esta. O que, com você, parece ser uma
ocorrência diária. Estou ficando tão farta disto, Chase. — Com isso, eu desligo. Tome essa
Chase Jackson!
Meu telefone toca mais algumas vezes e em seguida para. Acho que ele está
aceitando a dica de que eu o estou evitando. Eu retiro meu kindle e permito que Kristen
Ashley melhore meu humor, o que me mantem ocupada por cerca de uma hora. Eu estou
querendo saber como conseguir uma dentro com um motociclista quente quando alguém
se aproxima da minha mesa e limpa a garganta. É Candy, a garota do restaurante. Pelo
menos não é aquela com voz de bebê. Ei, eu sou um tipo de garota ‘copo meio cheio’. Eu
ergo minha sobrancelha para ela quando ela desdenha de mim.
— Então, você é o tempero da semana de Chase?— Ela ronrona. — Diga a ele para
me ligar quando terminar com você. Eu sei que vai ser em breve. Ele é tipo, muito quente
para você.
— Foi muito mais de uma semana. Tente uns dois meses. — Eu me gabo.
— Acredite no que quiser. Vou te dizer uma coisa, apenas pergunte a ele da
próxima vez que estranhamente acontecer de você estar no mesmo lugar que nós. — Estou
tão farta desta conversa.
Eu suspiro e abaixo meu kindle. — Se eu sou tão pouco atraente, por que você se
sente ameaçada? Pode ir agora. — Eu sorrio docemente. Mate-as tratando-as com
bondade. Elas nunca sabem o que pensar.
Chase liga novamente e imagino que este é o momento perfeito para atender. — Olá
Chase...
Acho que sua curiosidade bate sua raiva. — O que? Onde você está? Você está bem?
— Eu estou bem. Tomando suco com sua amiga Candy.
Silêncio.
Eu racho de rir.
Eu o ouço ranger os dentes. Olho para cima para falar com Candy, mas ela nem
sequer está mais ali. Isso não foi muito simpático da parte dela. Acho que a brincadeira
acabou.
— Rastreando meu... Inferno! Chase, estou indo para casa agora. Acalme-se. —
Muito perseguidor.
Passo na mercearia no caminho de casa e faço as compras para fazer o jantar para
todos. Eu envio mensagem de texto à Nikki.
Não vejo Nikki há muito tempo e tenho as minhas suspeitas. Acho que ela está
evitando Kade. Porque ela é terrível em inventar desculpas, e ela está sempre tentando me
fazer ir a casa dela ao invés de ir à minha, porque 'seu gato está doente'. Ela sequer tem
um gato. Eu rio, essa menina é tão louca.
Quando que eu chego em casa, Chase nem está lá. Ele provavelmente estava
ligando do trabalho e nem estava em casa! Idiota! Não há ninguém em casa, então eu vou
para a cozinha e começo a cozinhar.
Cerca de uma hora mais tarde, a mesa está posta com uma lasanha enorme, duas
saladas diferentes, pão de alho, vinho e cerveja. Esta é uma refeição simples para mim. Eu
sou bem decente na cozinha. Quando todo mundo chega em casa eu estou de banho
tomado e vestindo pijama. Esse tem grandes estampas de sorvetes. Minha irmã e eu temos
uma coisa por pijamas estranhos e de frutas. Gostamos de ver quem pode encontrar os
mais incomuns. Nós somos estranhas assim. Estou sentada à mesa de jantar quando ele
pisa em casa com uma expressão carrancuda. Ele me vê sentada bebendo vinho e seu rosto
suaviza, sua carranca escorregando.
— Baby...
— O quê?
— Você. Você é adorável. Eu entrei aqui esperando que estivesse irritada e pronta
para a batalha. Mas em vez disso você está sentada aqui com seu pijama ridiculamente
fofo depois de cozinhar para todos nós e bebendo vinho. Porra, isso cheira bem também.
— Um sorriso traça meus lábios.
Ele caminha em minha direção e tira o copo de vinho da minha mão, colocando-o
na mesa e então me puxa em seus braços. Estou sentada no colo dele, enquanto ele
sussurra palavras doces no meu ouvido, quando Kade e James entram.
— Porra, algo cheira bem! — James entra radiante. Eles pegam a refeição que
preparei.
Ambos sentam e começam a encher seus pratos. Tanto esperar Nikki. Kade come
um pouco e geme.
— Lembro-me quando disse que não sabia cozinhar, Layla! — Ele rosna com a boca
meio cheia.
James aperta seus olhos em mim, então seus lábios se contorcem. — Todos me
devem por encontrá-la!
Chase está me alimentando de seu prato quando Nikki entra. — Querida, estou em
casa! — Ela grita.
Ela entra e fala conosco. — Obrigada por me esperar! — Ela diz fingindo
aborrecimento. — A propósito, sua porta está destrancada. Ah e olhem para vocês dois! —
Ela gesticula para mim e Chase. Ela se serve e em seguida senta-se ao lado de James, não
ao lado de Kade. Kade estreita os olhos para ela, e um músculo em seu maxilar aperta.
Interessante.
Os rapazes insistem em limpar, enquanto converso com Nikki na sala de estar. Ela
põe o filme 'Ela é o cara', e como de costume, estamos rindo muito. Esse filme nunca deixa
de ser hilário.
Capítulo Quatorze
no sofá com Nikki. Olho para ele, dormindo de costas, parecendo sexy como o inferno.
Com um sorriso maroto, eu beijo meu caminho até seu abdômen tenso, lambendo as
ondulações enquanto eu desço. Quando eu chego ao recuo de seus quadris, eu lentamente
puxo as calças para baixo e continuo beijando meu caminho para o meu destino.
Seus olhos ficaram em mim o tempo todo e o calor neles está seriamente me
excitando. Eu não me afasto. Em vez disso começo a chupar com mais força quando ele
termina.
— Melhor bom dia de todos, baby. Agora venha aqui, porque está prestes a ficar
ainda melhor para você. — E ele fez. Melhor dia de todos.
— Nós vamos ter que sair da cama eventualmente, Layla. — Chase diz através de
uma risada. São 11:00 horas e ainda estamos deitados na cama, como dois pombinhos. —
Vamos, baby, vamos tomar um banho juntos. — Hmmm, isso parece bom. Quando eu não
me mexo imediatamente, ele pula em mim e começa a me fazer cócegas.
Devo ter dito isso em voz alta, porque Chase ri e diz: — Você definitivamente vai se
acostumar a isso.
Ele está atrás de mim e começa a beijar meu pescoço. Ele sabe que eu adoro isso. Ele
coloca seus braços em volta e espalma meus seios. Eu inclino minha cabeça contra ele,
desfrutando de todas as sensações. Eu posso sentir sua excitação atrás de mim, dura e
exigindo entrada. Chase lentamente me inclina para frente e eu seguro minhas mãos
contra o azulejo do banheiro. Ele entra em mim suavemente, suas mãos agarrando meus
quadris. Estou um pouco dolorida, mas ainda me sinto incrível. Posso ouvi-lo gemer,
enquanto ele entra em mim, seus lábios no meu pescoço, meu ombro. Seus quadris se
movem dentro e fora, até que ambos estamos ofegantes. Eu posso sentir meu orgasmo se
construindo, a tensão prestes a romper. Ele morde meu pescoço e gozo instantaneamente,
o calor se espalhando por todo meu corpo, a liberação forte e poderosa. Um gemido é
arrancado da garganta de Chase, como se ele pudesse sentir o meu orgasmo. Após o
término do pulsar, ele agarra no meu quadril com mais força e estoca mais algumas vezes
até que atinge o seu clímax. Depois ele se retira de mim, me vira e me beija suavemente.
— Droga! — Ele resmunga. — Nós não usamos camisinha. Precisamos que você
comece a tomar pílula, baby.
Sim, precisamos. Eu faço uma anotação mental para procurar um médico o mais
rápido possível. Mentalmente eu conto os dias, e eu não deveria estar ovulando agora.
Duvidoso, eu sei.
— Essa foi a primeira vez que eu transei sem camisinha, porra, pareceu tão incrível,
Layla, ainda mais porque foi com você. Não pode ficar melhor que isso. — Ele me beija de
novo, lentamente, chupando meu lábio inferior.
— Para o meu quarto para me vestir? — Faço disso uma pergunta, mesmo que não
seja.
— Você não pode sair de toalha! — Ele exclama.
— Não acho que alguém esteja mesmo em casa. — Eu espio fora de sua porta, a
casa está em um silencio mortal. Tiro a toalha, jogo-a na cama dele, então corro para o meu
quarto totalmente nua.
— Layla!— Posso ouvi-lo chamando meu nome. Eu corro para dentro do meu
quarto e visto um conjunto de sutiã e calcinha amarelo. Chase entra parecendo
exasperado.
— Você gosta de me torturar não é? — Ele rosna. — Você tem sorte que eles não
estavam em casa ou eu teria que matar meus irmãos mais novos. — Eu reviro os olhos.
Muito dramático. Eu corro para ele e salto em seus braços, envolvendo minhas pernas ao
seu redor. Ele me pega sem nem recuar pelo impacto. Eu olho nos olhos dele e então deixo
meu olhar vagar mais abaixo para seus lábios. Eu o beijo com reverência, uma, duas vezes.
Ele suspira. — Você me desfaz Layla.
******
— Meus olhos estão aqui em cima, Layla. — Eu olho pra cima em seus olhos azuis,
dançando com diversão.
— Você está aqui, usando apenas um calção de basquete com cós baixo, fazendo
panquecas para mim! Toda esta cena é quente, o que você espera?
Isso me rende uma risada gutural. Ele vira a panqueca se exibindo e então estende
as mãos acima da cabeça, fazendo com que os músculos nas costas ondulem. Eu suspiro.
Ainda não acredito que isto é todo meu. Chase me serve um prato com três panquecas e
me passa o xarope. Eu olho para o xarope e depois de volta para ele, levantando uma das
minhas sobrancelhas perfeitamente arqueadas.
Chase também olha para o xarope e, em seguida, para mim, antes de dizer —
Primeiro você come, eu não vou deixar minha mulher com fome. — Em um tom
perigosamente sedutor. Ele me observa comer cada mordida. Quando finalmente termino
ele agarra o xarope e arrasta-me para o quarto. Tenho certeza de que a rua inteira poderia
ter escutado meus gritos.
Chase relutantemente vai trabalhar, seu telefone tocou o dia inteiro. Eu ando até a
cozinha e preparo um macarrão com frango. Eu como e depois deixo o resto para quando
os homens chegarem em casa. Há uma mensagem na secretária eletrônica, então eu a
escuto.
— Sr. Jackson, nós não conseguimos falar com você em seu telefone celular. Estamos tendo
um problema com senhorita Belle. Por favor, nos ligue de volta o mais rápido possível, obrigado.
Hum, me pergunto quem é senhorita Belle. Empurro isso da minha mente e estou
prestes a sair para ir às compras, quando a campainha toca. Eu abro a porta para um
entregador.
Assino e em seguida, levo as duas caixas grandes para meu quarto. Desfaço a fita
vermelha sobre a primeira, e abro a tampa. Lá dentro tem um elegante, deslumbrante
vestido preto de cetim, com um doce decote de coração. A segunda caixa contém uma
caixa de sapatos Jimmy Choo e também uma pequena caixa da Tiffany. Puta merda, eu
nunca fui tão mimada em toda minha vida. Eu não sou muito materialista, mas isso me
impressionou. Abro a caixa de sapato para ver um par de sandálias de tiras de salto
agulha sexy. A caixa da Tiffany contém um lindo colar de diamante. Eu pego o bilhete:
Layla,
Para o evento de hoje à noite. Você ficará deslumbrante.
Chase.
O evento de caridade. A razão pela qual eu estava saindo para o shopping center.
Chase me convidou para um evento de negócios, um evento de caridade realizado pela
sua empresa. Eu olho para os itens animadamente e em seguida pego o meu telefone para
enviar uma mensagem.
Eu sorrio e então vou para o salão para arrumar o meu cabelo e fazer maquiagem.
******
Chase bate na minha porta hesitante. — Baby, você está pronta?
Eu me olho no espelho. O vestido preto se apega a cada curva e eu adoro isso. Meu
cabelo está artisticamente preso, com alguns cachos caindo. Meus lábios estão com batom
nude, meus olhos esfumaçados. A gargantilha está pendurada em meu pescoço, aninhada
entre os meus seios. Nunca me senti tão linda na minha vida. Eu abro a porta e vejo Chase.
Ele parece delicioso, em um terno preto e camisa branca. Eu lambo os meus lábios. Chase
olha em meu cabelo, maquiagem e o vestido, os olhos dele se aquecem. Ele pega minha
mão e me gira, fazendo-me rir.
— A mulher mais bonita que eu já vi. — Eu duvidava muito disso, mas parece que
ele está falando sério. — Eu estou pensando que talvez nós devêssemos ficar em casa. A
maneira que o vestido se apega ao seu corpo, merda Layla. Não posso brigar em um
evento de caridade, porra. — Eu reviro os meus olhos. Ele está sendo dramático como
sempre.
— Você está tão bonito Chase, muito sexy. — Ele sorri e me puxa para um beijo.
— Vamos, baby.
Capítulo Quinze
Quando me bate o que ele quis dizer, eu coro como uma louca. — Nem todos me
veem como você, Chase. — Eu retruco.
Chase olhou para mim como se eu fosse louca. O jantar estava delicioso, e eu adorei
ver Chase comer. Ele me viu olhando para ele e propositadamente lambeu os lábios. Eu
sufoquei um gemido. Fiquei chocada quando vi um rosto familiar. O namorado da minha
prima, Colton. Levanto-me quando Colton vem para me cumprimentar, envolvendo-me
em um abraço caloroso. Eu posso sentir Chase arrepiar por outro homem colocar as mãos
em mim.
— Ela não está aqui, nós uhh, estamos dando um tempo. — Ele diz um pouco
acanhado.
— Oh. — Eu respondo. Não tinha ideia. Eu pensei que aqueles dois estavam firmes.
Eu fiz uma nota mental para ligar para ela para ver como estava.
— Chase.
— Ele estava olhando para você! Seus seios, seus quadris... — Ele sussurra no meu
ouvido, para que ninguém possa ouvir.
— Bem a 'família' está atualmente olhando seu traseiro. — Ele rosna, sua voz
ficando agressiva.
— Bom, então estamos quites porque eu tive que aturar olhares de várias mulheres
toda a noite. Os piores olhares são os presunçosos. Porque seus olhos estão me dizendo
que elas já tiveram você!— Agora eu estou ficando com raiva.
Chase sorri. — Nós temos. Mas é mais malvisto do que qualquer coisa. — Seu
sorriso some e seu rosto fica preocupado. — Não quero que fique desconfortável Layla.
Você quer ir embora?
— Não. — Eu respondo rapidamente. — Mas você também pode lidar com Colton
olhando minha bunda a noite toda. — Eu balanço os quadris sedutoramente.
Chase olha para trás de mim e rosna. — Olhos bastardos estão malditamente
colados no seu traseiro.
— Karma. — Eu rio.
Seus lábios se contorcem e, em seguida, ele me gira e então estou virada para o
outro lado.
******
Como estou em casa sozinha, eu começo a dançar a música Kiss you, de One
Direction, enquanto eu aspiro e esfrego o chão todo. Eu faço um pequeno movimento
requebrando, dou um passo para trás e pouso em alguém. Grito e me viro, agarrando o
esfregão como uma arma. Vejo os três irmãos ali, olhando e rindo. Eu ando até a minha
base e desligo a música.
Kade levanta seu telefone. — Eu tenho isso gravado, se você quiser ver. Minha
parte favorita é você usar o esfregão como microfone. — Ele irrompe em risos novamente.
Eu gemo. — Mostre isso a alguém Kade, e eu juro! Serei a maior empata foda na
próxima vez que suas amigas vierem!
Isso faz com que James rache de rir novamente. Estes homens! Chase me beija e me
olha curioso.
— Por que você está limpando? Você sabe que temos alguém que vem mais ou
menos uma vez por semana.
Eu franzo a testa. — O que ela é, uma fada? Nunca vi ninguém aqui antes.
Isso faz com que todos os três riam, embora eu não faça ideia do porquê.
— Ela vem nas manhãs de segunda feira. Eu acho que você tem aula neste dia.
De fato eu tenho aulas às segundas feiras. Acho que isso faz sentido. Chase puxa o
esfregão para longe e me abraça.
— Então, eu não sabia que você era fã de One Direction. — Diz ele, a voz à beira do
riso.
— Então como você tem várias músicas deles no seu iPod? — Kade diz alegremente
como se tivesse bisbilhotado no meu IPod! Argh!
— Você pode dançar assim sempre que quiser. — Chase balbucia através de um
sorriso torto.
******
7
A Quinta Emenda da Constituição Americana garante aos norte-americanos o direito de permanecerem calados,
evitando assim a auto-incriminação.
Ele geme. — Está bom.
Eu zombo. — Tem certeza? Tenho certeza que vocês estão limitando suas façanhas
sexuais por minha causa. — Só estava supondo, mas o rubor de James respondeu à minha
pergunta.
— Vou me ausentar neste fim de semana. Vocês podem fazer o que quiserem. Só
limpem todos os balcões depois, por favor.
James ri. — Vou me lembrar disso. Mas é sério, nós não nos importamos. De
qualquer maneira, Kade está no seu melhor comportamento atualmente. — Ele diz,
torcendo a boca. Huh. — Nós respeitamos você e Chase nos caçará se fizermos você se
sentir desconfortável. Mas eu ainda saio com garotas. Eu não estou virando um santo por
sua causa.
— Sabe, Chase não aceita meu dinheiro do aluguel, por isso está acumulando no
meu quarto. Posso dá-lo a você? — James engasgou com um pedaço de frango que estava
comendo.
— Sim, sobre isso. Chase disse que você não precisa pagar nada. Não precisamos do
dinheiro, só queríamos um companheiro de casa para quando formos embora, o que pode
ser frequentemente durante os feriados e a casa for apenas deixada vazia.
Eu estava irritada.
Eu era muitas coisas, mas uma mulher mantida não era uma delas. Só namoramos
por tipo, pouco tempo! É melhor ele entender que eu preciso pagar o meu próprio
caminho. Eu envio uma mensagem para ele.
L: O dinheiro do aluguel está literalmente sentado no meu quarto. Pode pegar, por favor? Minha
gaveta realmente não fecha mais.
C: Baby...
C: Layla, compromisso.
C: A caminho de casa.
— Você vai me deixar pagar, não é Chase? — Pergunto a ele, correndo as mãos
lentamente sobre o meu corpo. Seu olhar segue as minhas mãos.
— Eu nunca vi nada tão sexy na minha vida. — Ele diz. Bem, eu nunca me senti tão
sexy na minha vida.
Eu abro a parte de trás do meu sutiã e continuo: — Diga sim, Chase. — Eu digo
num tom abafado.
Eu sorrio. — Você vai me deixar pagar por alguma coisa nessa casa. Caso contrário
vou me sentir estranha.
— Hum. Tudo bem baby, merda. Não provoque, tire-o. Agora. — Ele comanda.
Eu tiro meu sutiã depois me sento e o agarro pela gravata e o puxo para baixo na
cama. Eu lentamente tiro sua roupa, afastando suas mãos quando ele tenta ajudar. Quando
ele está nu, fica em cima de mim em um segundo.
motocicleta. Olho do outro lado e vejo Chase lá, sentado em sua Harley. Usando botas de
jogador, calça jeans e uma jaqueta de couro desgastada. Ele realmente é demais. Ele retira
seu capacete quando eu ando em direção a ele. Eu observo as meninas olhando pra ele, e
não posso evitar um sorriso presunçoso. Aquele homem sexy é todo meu.
— Você é uma distração. Não consegui nem mesmo trabalhar, só conseguia pensar
em você. — Ele murmura. — Seu gosto, seu sorriso... — As mãos dele correm em minhas
costas e agarram minha bunda. — E outras coisas, claro. — Ele sorri diabolicamente.
— Vamos para casa, minha menina linda. Eu tenho alguns planos para você.
Eu envolvo meus braços ao redor dele, enquanto ele sai com a moto e vamos para
casa.
Acontece que seus planos para mim eram exatamente como eu pensei que seriam.
******
Naquela noite nós estamos aconchegados na cama dele, falando sobre tudo e nada.
— Tudo bem, mas da próxima vez, e cada vez de agora em diante, você é minha. —
Ele decide.
— Baby...
— Hmmm?
— Beija aqui.
Nós fazemos amor pela manhã, lenta e suavemente, e em seguida Chase sai para
pegar seu voo. Ele me beija na porta, longa e profundamente e eu posso sentir sua
relutância em me deixar.
— Querido, vá! — Eu rio enquanto tenho que literalmente empurrá-lo para fora da
porta.
— Tudo bem. Ligue para mim e deixe-me saber que está bem. — Ele exige.
******
Depois de passar tempo com os meus pais e ouvir mais sermões da minha mãe,
decidi vir para casa um dia mais cedo para surpreender Chase. Eu sei, eu sou uma tola,
mas sinto a falta dele como uma louca. Estamos trocando mensagens sem parar. Chase
voltou à cidade esta manhã, então eu pensei em dirigir de volta e chegar lá à noite. Meu
telefone emite um sinal sonoro com uma mensagem dele:
C: Sentindo sua falta como louco, baby! Mal posso esperar até amanhã!
Paro na casa de Nikki no caminho de volta e fico lá por um tempo. Tomo um banho
e ponho um lingerie sexy debaixo de um vestido preto apertado. Os pais dela exigem que
eu fique para o jantar, eu não posso recusar. Quando ela me acompanha até o meu carro
eu pergunto algo que quero perguntar faz algum tempo.
Quando eu chego em casa, minha boca cai aberta. Eles estão dando uma festa.
Alguém se esqueceu de mencionar isso. Existem vários carros na frente da casa, então
estaciono na grama. Eu posso ouvir música alta batendo, acredito que a música é
Hypnotize de Gemini. Eu amo essa música, mas eu não imaginava que os caras ouvissem
esse tipo de coisa.
Eu tenho um mau pressentimento. Tiro meu telefone e ligo para Chase. Nenhuma
resposta. Eu saio do carro e caminho até a porta da frente. Não preciso da minha chave
porque a porta está aberta. Entro e vejo alguns homens que eu não conheço, andando pela
casa.
Eu arrasto minha mala para o quarto de Chase e a coloco no chão. Eu acendo a luz e
tenho o choque da minha vida. Há uma garota, com longos cabelos castanhos. Dormindo.
Na nossa cama. Vestindo o que parece ser pouca roupa. Que se dane. Isto é onde a merda
bate no ventilador eu acho.
Eu saio do quarto dele e vou para a sala de estar, há algumas pessoas dando alguns
amassos lá, mas não conheço nenhuma deles. Eu vou para a sala de jantar e vejo que a
maioria das pessoas está festejando lá fora, não aqui dentro. E lá está ele. O bastardo da
vez. Ele está sentado sozinho bebendo uma cerveja, até que uma garota aleatória vem e se
senta em seu colo e ele ri, mas então lentamente a remove do colo. O que me deixa puta da
vida. Eu ando pelo corredor e dou de cara com a última pessoa que esperava ver.
Meu primo mais velho, Ryder. Atordoada, eu congelo quando seus olhos cinzentos
enormes travam nos meus, uma expressão dura aparecendo no rosto. Deixe-me contar um
pouco sobre Ryder. Meu primo do lado do meu pai tem vinte e cinco anos e é
extremamente protetor com suas irmãs e primas. Ele é o filho mais velho de todos os
nossos primos, e ele leva a sua responsabilidade muito a sério. Ele ama muito a todos nós
e é extremamente autoritário.
— Layla, o que está fazendo numa festa como essa? — Indaga rigidamente.
Ele me checa por cima da cabeça aos pés, em seguida, rosna: — Eu vou levar você
para casa, Layla. Os homens aqui vão te comer viva.
— Chase? — Ele repete incrédulo. De repente seu rosto fica mais irritado, e uma
tempestade ganha forma em seus olhos. — Aquele maldito pedaço de merda! — Ele rosna
através dos dentes. — Espere no seu quarto um segundo Layla, pode você fazer isso por
mim, por favor? — Os olhos dele encaram os meus.
Eu aceno, e ele dispara pelo corredor. Eu olho para o corredor da porta do meu
quarto e depois volto para onde Ryder saiu também. Importando-me, sigo Ryder e enfio a
cabeça para fora da porta de correr do corredor a tempo de ver Ryder socar Chase bem na
cara.
Que. Diabos.
Chase se levanta e empurra Ryder para longe dele, na mesa da cozinha. Eu corro
justamente quando Ryder grita: — Eu disse para ficar longe da minha prima, canalha
maldito. Você nunca será bom o suficiente para ela! — A animosidade em sua voz me
atordoa. Kade corre e se coloca entre os dois homens, dizendo algo baixinho para Chase.
Ryder me vê e grita: — Eu lhe disse para ficar no seu quarto, Layla!
— Não grite com ela! — Chase grita com ele, avançando até Kade puxá-lo de volta.
Ryder sorri diabolicamente. — Ela é minha priminha, idiota. Falo com ela do jeito
que eu quiser. Você disse que ficaria longe dela! — Ele grita.
Chase me olha por cima e depois suspira. Para mim era o suficiente. — Sobre o que
ele está falando Chase? — Eu tremo.
Ryder olha para mim com as sobrancelhas franzidas. — Não se lembra dele? Chase
e eu éramos bons amigos, ele veio para nossa casa uma vez e você estava lá. Você tinha
apenas dezessete anos. Ele não tirava a merda dos olhos de você. Da forma que ele usava e
descartava as mulheres, nem no inferno é que eu ia deixá-lo chegar perto de você. Eu disse
a ele para ficar longe de você, e ele concordou. — Ele olha para Chase. — Eu acho que sua
palavra não significa nada hoje em dia, certo Chase?
Chase Olha para meu primo e diz: — Olha Ryder, me desculpa. A vi no clube e
porra! Nunca pensei que a veria novamente. Eu sabia que ela era pra mim. Sei disso desde
que eu a vi há três anos e eu não podia deixá-la escapar duas vezes. Ela está mais velha
agora, e sinto que você está chateado, mas eu não vou desistir dela. Ela é minha e não vai a
lugar algum!
Ryder está prestes a bater em Chase novamente quando eu chamo: — Não importa
Ryder. Chase e eu terminamos. — Olho para Chase enquanto eu digo isso, meus olhos
mostrando-lhe o quão séria estou. Eu disparo para meu quarto, apenas para ser abordada
no corredor.
— Ei, sexy. — Algum idiota ronrona quando me agarra pelos quadris. Uma de suas
mãos chega perto para pegar na minha bunda, e estou prestes a demonstrar minhas
habilidades de autodefesa quando ele é jogado longe de mim e bate contra a parede. Chase
está furioso. Seus olhos azuis estão tão frios, tenho que me impedir de dar um passo para
trás.
Ele agora segura Joel pela garganta. Eu deveria parar com isso. Usando minha voz
de autoridade 'me escute', calmamente digo: — Solte-o, Chase. Agora!
Chase não olha para mim, mas eu sei que ele me ouve porque ele deixa o pervertido
cair.
— Saia daqui. — Ele sussurra para Joel em um tom mortal. Joel se separa
diretamente para longe. Parece que ele tinha um pouco de senso comum, afinal. Chase
toma algumas respirações profundas, e sei que ele está tentando se acalmar antes que
tenha que lidar comigo. Quando ele finalmente me olha e pega meu vestido curto, seus
olhos estreitam.
— Você deve estar brincando comigo! Eu vim aqui te fazer uma surpresa! — Digo
acaloradamente.
— Nós não terminamos Layla, só porque Ryder não aprova. Isso é problema dele.
Deixei você em paz quando tinha 17 anos porque era jovem demais. Não vou me afastar
de você nunca. — Ele diz sério. — Você deveria ter me dito que estava vindo e eu teria
dito para Kade cancelar sua festa! — Ele estende a mão para me tocar, e eu me movo para
fora de seu alcance. As sobrancelhas dele se levantam. — Baby...
— Sabe de uma coisa Chase? Foda-se. Você... Nós terminamos. Vá foder uma de
suas putas. — Eu digo com os dentes cerrados.
Eu tento fazer uma saída dramática, mas ele me agarra e me pega, levantando-me
por cima do ombro. Eu luto e então ele bate na minha bunda, um tanto quanto forte
também. Bastardo. Bem, é seguro dizer que Chase me fez usar palavras de baixo calão
como se fossem adjetivos. E pensar que há mais de uma semana atrás eu jurei usá-las
apenas em emergências. Idiota. Aparentemente disse a última palavra em voz alta porque
ele bateu na minha bunda novamente. Ele me joga em minha cama, menos gentilmente do
que poderia ter feito e meu vestido levanta para revelar a tanga de renda que usava para
ele. O calor nos olhos dele quase me faz esquecer porque estava com tanta raiva, mas
depois o calor se transforma em raiva. Por que ele está com raiva, não tenho ideia. Posso
ver seu lábio e queixo ficando vermelho de onde Ryder deu um soco nele. Eu sabia que ele
poderia tê-lo acertado de volta, mas Chase se segurou. Eu acho que ambos combinam.
Quem sabe quem ganharia essa luta?
— Aquele cara estava agarrando você enquanto você estava usando isso? Que
porra, Layla! — Ele começa a andar de um lado para o outro. — Você andou através de
uma casa que está cheia de homens, vestindo esse pequeno pedaço de sucata! Agora, por
favor, me esclareça a respeito de por que você está tão brava? Porque fizemos uma festa e
eu não te disse? Porque seu primo é um idiota que pensa que eu não sou bom o suficiente
para você? — Ele está furioso. Mas eu também.
— Não, de maneira alguma é por isso que estou com raiva, Chase. Sim, toda essa
coisa de Ryder é... Nem sei o que é. Mas talvez seja porque eu vim para casa mais cedo
porque eu estava com saudades do meu homem, apenas para encontrá-lo em uma festa
selvagem, com uma vagabunda sentada em seu colo. E isso nem é a pior parte. A pior
parte seria a garota que está dormindo na sua maldita cama!!! — Eu grito a última parte, e
lágrimas escorrem dos meus olhos.
Os olhos do Chase alargam, e acho que ele finalmente entende quanto dano já foi
feito. Sua voz é suave e gentil quando ele fala como se estivesse falando com um animal
arisco.
— Baby, o que...
— Saia, Chase. Se você não sair agora, vou arrumar minhas coisas e não vou voltar.
Ele amaldiçoa. — Vamos falar sobre isto depois, tranque a porta assim que eu sair.
Eu vou lidar com essa merda, incluindo seu primo. — Ele tenta me beijar, mas eu o rejeito.
O olhar em seus olhos é desolador, mas agora eu não poderia me importar menos. Ele sai e
tranco a porta, tiro a roupa, apago as luzes, coloco meu iPod no volume máximo e vou
dormir.
Acordei antes do amanhecer, abrindo minha porta lentamente para não fazer
barulho. Estou vestida discretamente. Eu estou usando um macacão preto (procurava uma
ocasião apropriada para usá-lo, e eu acho que é agora) e sapatilhas pretas. Depois de
passar a noite chorando e sentindo pena de mim mesma, eu decidi engolir isso e seguir em
frente. Pessoas se separam todos os dias, certo? Mulheres conhecem homens que pensam
que são perfeitos para elas e, em seguida, encontram mulheres dormindo em suas camas,
certo? Bem, não vou mais ficar me lastimando. Na verdade eu vou, mas não onde ele terá
a satisfação de ver.
Eu saio do quarto e encontro o meu primeiro problema. Chase está dormindo no
chão à minha porta. Ou ele sabia que eu ia fugir ou ele estava apenas preocupado comigo.
Ele parece tão jovem assim, cachos negros caem sobre seu rosto. Ele parece tão quente com
a barba por fazer, maldito. E essa covinha. Eu vou sentir falta dessa maldita covinha. Eu
passo sorrateiramente em torno dele, minha mochila nas costas e ando na ponta dos pés
até a porta da frente.
Antes que eu possa sair algo me ocorre. Chase não está na sua cama porque alguém
está? Nova missão aceite. Eu vou até seu quarto e entro. A cama está vazia.
Saio do quarto dele e dou de cara com um peito duro. Olhando nos olhos azuis
curiosos, agradeço minhas estrelas da sorte porque é a pessoa mais fácil do grupo. Eu
envolvo meus braços em volta dele e assisto suas sobrancelhas levantarem-se e os olhos
arregalarem. Ele pega em meus braços, fazendo os lábios se contorcerem.
James coloca seus braços ao meu redor e suspira. Me leva até o carro. — O que
aconteceu ontem à noite, Layla?
— A história curta é: Vim para casa mais cedo, vocês estavam tendo sua orgia, vejo
uma garota no colo de Chase e havia uma garota na cama dele.
— Quem é ela?— Eu exijo. James brinca com seu piercing labial e evita a minha
pergunta. — Oh, e Chase é amigo do meu primo, Ryder, que não está feliz que por
estarmos juntos. — Suspiro dramaticamente.
— Ele vai me matar se eu simplesmente deixar você sair dirigindo, você sabe.
Ontem ele saiu disparado do seu quarto e expulsou todos. Incluindo Aubrey. Foi a
primeira vez, com certeza. Ele e Ryder tiveram uma longa conversa. Ryder disse que ele
estará de volta para falar com você amanhã. — Ele suspira. — Volte pra casa hoje a noite
princesa. Não o deixe te expulsar da sua própria casa. — Ele sai do carro e volta para
dentro, enquanto eu arranco para longe de casa.
U ma hora mais tarde, eu estou sentada na cama, cercada por vários pedidos de
C: Estou te dando algumas horas, e então estou indo te buscar. Desfrute da sua estadia no
hotel.
Desgraçado. Esqueci-me sobre suas habilidades de rastreamento de telefone. Eu
respondo a mensagem de texto.
L: não se incomode. Tenho certeza de que suas dançarinas e strippers irão mantê-lo
ocupado.
— Deixe-me falar, Layla, ok? Ouça antes de dizer qualquer coisa. — Eu aceno,
posso lhe dar isso.
— Eu nunca menti para você. Eu sou arquiteto. Eu tenho meu próprio negócio.
Decidi expandir então projetei e construí meu próprio clube. Eu decidi fazer um clube de
strip depois que os lucros não foram como eu esperava. Eu quase não vou mais lá. Tem
gente que faz todo o trabalho para mim. Quanto a Aubrey, ela era uma dançarina famosa
em Las Vegas, e eu a trouxe para se apresentar no Heat. Nós namoramos por um tempo.
Quase um ano e, em seguida, nós terminamos. Isso foi há mais de um ano. Agora nós
somos estritamente amigos. E sobre Ryder, ele e eu éramos amigos, e sim eu te vi na casa
dele uma vez. Não podia explicar aquilo. Eu só estava atraído por você. Você era tão linda,
graciosa e não conseguia tirar meus olhos de você. Ryder percebeu e me disse para ficar
longe, com o que eu concordei. Até que eu vi você no clube, e eu soube que era o nosso
momento.
Ele parece chocado, e então, com raiva. — É claro que você tem um lugar para ficar.
Não importa o que aconteça. Porra Layla, eu não sou um idiota.
— E quanto a James e Kade? Esse artigo diz que você era o único filho de Wayne
Jackson. Você me disse que eram irmãos.
— Nós somos. Meu pai teve um caso com minha mãe. Resultou em mim. Mais tarde
ela se casou e teve James e Kade. Somos irmãos, temos apenas diferentes pais.
— Olha Chase. Você pode não ter mentido, mas você omitiu. Um inferno de um
monte de coisas. E não há nenhuma maneira no inferno que eu esteja ok com sua ex
dormindo na sua cama. Não acho que estou nem mesmo bem com vocês sendo amigos
próximos, ou ela vindo quando você sabia que eu não estaria lá. Você nunca me falou
sobre o clube de strip. Me faz pensar que talvez haja mais coisas que você está escondendo
de mim!
— Layla, não tem nada acontecendo entre nós! Toda essa atuação insegura que você
está arrancando não é bonita!
— Porra. Vamos lá, vamos para casa, podemos falar mais no caminho. — Ele
começa a pegar minhas coisas e embalá-las na minha mochila.
— Eu não vou a lugar algum com você! — Eu grito.
— Sim, você vai. Vou carregá-la até o carro se for preciso. — Seu tom me diz que ele
fala sério.
— Vai ser uma covarde, então? Com medo de ir para sua própria casa? — Ele
levanta a sobrancelha em desafio.
— Não se mexa ou eu vou fazer uma cena. — Aquilo me cala. Minha mãe me
ensinou a ser uma dama, infelizmente, espetáculos públicos não eram coisas das quais eu
queria fazer parte.
Quando chegamos no saguão do hotel, ele me coloca suavemente no chão. Ele faz o
checkout para mim e paga a conta com o seu cartão. Ele me diz para deixar meu carro
aqui. Ele vai pedir para um empregado levá-lo para casa. Provavelmente uma stripper.
Assim que chegarmos ao carro começo a interrogá-lo.
— Por que ela estava na sua cama?— Minha voz está rouca.
— Nós estávamos todos festejando juntos. Ela estava cansada e bêbada, então ela
perguntou se ela podia ficar. Eu ia dormir no sofá. — Ele soa como se realmente achasse
que não fez nada errado.
— Então se um ex-namorado meu vem e me pede para dormir na minha cama, tudo
bem? Você surtou porque eu massageei seu irmão! Você não pode ter dois pesos e duas
medidas! — Suas mãos apertam no volante quando eu menciono outro homem na minha
cama. Muito hipócrita.
— Isso é totalmente diferente, Layla. Nenhum homem jamais estará na sua cama
além de mim, então não faz sentido falar hipoteticamente.
Argh! Inacreditável. — Essa porcaria de dois pesos e duas medidas não é justo,
Chase! Como está tudo bem outra mulher estar em sua cama, mas não outro homem estar
na minha? Imagine como me sinto agora! — Eu respiro fundo.
— Você tinha uma mulher sentada em seu maldito colo! É esse o padrão que você
está definindo para o nosso relacionamento? Então eu estou autorizada a sentar no colo de
outros homens? — Eu assobio.
— Não brinque comigo, Layla. Uma mulher se sentou no meu colo, sim, mas eu a
tirei dali!— Ele rosna.
— Sim, depois de meia hora! — Ok, estava mais para aproximadamente trinta
segundos, mas tanto faz!
— Layla, agora você está apenas procurando razões para ficar com raiva. — Ele
assobia.
— Então eu vou ganhá-lo. Você é minha, baby. E eu sou seu. Eu não posso sequer
explicar isso. Nós só... Encaixamos. Eu soube naquela época e eu sei agora.
O resto da viagem é silenciosa. Não há nada que eu possa dizer que ele não terá
uma resposta também. O homem deveria ter se tornado um maldito advogado. Eu penso
na coisa toda com Ryder. Isso explica porque Chase me queria tanto instantaneamente,
porque estava interessado desde a primeira vez que ele me viu. Eu mentalmente me
castigo por pensar que é romântico. Ele carrega minha bolsa para dentro e a coloca no meu
quarto. Eu entro na sala de estar e encontro James e Kade assistindo Supernatural. Demais!
Ambos parecem felizes em me ver. Eu sento no sofá no meio dos dois e como um pouco
da pipoca de James. Chase entra e franze a sobrancelha. Começa a abrir a boca, mas pensa
melhor e então ele senta sozinho na cadeira. Posso sentir seus olhos em mim e não na
televisão. Ele está de mau humor, à sua maneira viril. Em qualquer outro momento eu
teria rido.
Meu telefone começa a tocar, e eu sei instantaneamente que é Ryder pelo toque, que
é 'Lightning Crashes’, uma de suas canções favoritas.
— Ei, garotinha. Está tudo bem? Se você não quiser ficar aí você sempre pode vir
ficar comigo, ok?— Ele diz, suas palavras apressadas.
Eu o ouço murmurar. — Aquele filho da puta. — E eu não posso evitar, meu lábio
começa a torcer um pouco.
— Obrigada por cuidar de mim, Ryder, mas eu não sou mais uma garotinha, eu sei
me cuidar. Eu sei que você se sente protetor comigo por causa do que aconteceu com Kyle,
mas você não pode sair por aí socando todos que me machucam. — Eu tinha esquecido
completamente do público quando deixo essa frase escorregar. Eu posso ver os punhos de
Chase enrolados em bolas apertadas, e eu evito qualquer contato visual com ele.
— Eu sei, eu sei. — Ele resmunga. — Ligue para mim se precisar de alguma coisa,
certo? Qualquer coisa. Eu queria ir te ver, mas a banda está vindo ensaiar.
— O que aconteceu a Layla? Eu vou matar esse desgraçado com minhas próprias
mãos! — Chase fala. As três frases foram ditas ao mesmo tempo. Dirijo-me ao comentário
de Chase primeiro. — Então, só você está autorizado a me machucar? — Digo
rancorosamente. Instantaneamente me arrependo do golpe baixo quando eu vejo o olhar
em seu rosto. Ele parece machucado, seu olhar caindo para os punhos. Eu limpo a minha
garganta. Vejo Kade e James ambos olhando para mim com decepção. Ah, inferno. — É só
meu ex, ele me traiu. Ryder descobriu e perdeu completamente a cabeça.
James pede o nome completo do idiota. Kade sorri porque adorou a ideia de James.
Aqueles dois! Chase está me encarando em silêncio, como se estivesse me vendo sob uma
nova luz, e eu sei exatamente o que ele está pensando. Mas Chase não está pagando pelos
erros de Kyle. Diabos, Kyle não era nada sério, só um cara com quem eu saía no ensino
médio. Todos nós voltamos nossos olhares para a televisão, e eventualmente eu adormeço
no ombro de James.
Capítulo Dezoito
A cordei algum tempo depois, os caras discutindo. James deve ter me movido,
— Por que você sequer a convidou para a festa, Chase? — Kade pergunta.
— Ela vem a todas as festas! Eu mencionei sobre isso e ela disse que ela queria vir,
pois não via qualquer um de nós há séculos. E nós somos amigos, não há nada de
romântico entre nós, mas isso não significa que eu vou cortá-la da minha vida. Fui eu
quem a trouxe da Austrália. Eu não posso deixá-la se virar sozinha agora. Mas porra, eu
nem pensei. Não estou exatamente acostumado a ter que explicar minhas ações a qualquer
um, ou ter uma mulher que eu pretendo manter permanentemente. Não pensei sobre
sentimentos de Layla. Estraguei tudo, Ok!!
— Por que diabos você ainda está cuidando dela? Ela é uma mulher crescida e não é
sua responsabilidade. — Kade rosna. — O que aconteceu foi fodido Chase, todos nós
sabemos disso. Todos nós sentimos. Mas já faz um ano. Por que você ainda atura as
merdas dela? — Hmm, eu me pergunto do que ele está falando.
— Ela é uma maldita sanguessuga! — Esse comentário foi feito por James.
Kade concorda.
— Não vou convidá-la para qualquer lugar a partir de agora, não se preocupem. Foi
um erro. Layla é minha prioridade agora e não vou fazer nada para estragar tudo.
— Você ainda tem que lidar com ela no trabalho e ela é tão exigente, ela vai ser uma
puta de propósito agora, para tentar obter a sua atenção.
— Eu sei, porra. Eu deveria cancelar o show. Não podemos ter outra atuação. Não é
grande coisa. Seus clientes regulares podem ficar chateados, mas eu não posso evitar isso.
— Chase responde. Seu telefone emite um sinal sonoro e ele amaldiçoa. — Falando do
diabo. Problemas no clube. Já, pelo amor de Deus. Se for Aubrey, vou ficar puto.
— Baby, você está acordada. — Sua voz suaviza quando fala comigo, e eu odeio que
eu ame isso.
— Se você estiver indo ao Heat, você vai me levar junto. — Eu posso ver um
músculo movimentar em sua mandíbula e seus lábios franzidos.
— De jeito nenhum você vai entrar lá baby, mas boa tentativa. — Eu me endireito,
cruzando meus braços sobre o peito.
— Qual é o problema? A menos que você esteja escondendo mais alguma coisa? —
James e Kade saem da sala. Homens inteligentes aqueles dois.
Chase considera e então diz: — Eu vou te levar com uma condição. Promete não
sair de casa e ameaçar ir embora novamente. Você vê algo que você não gosta, vamos lidar
com isso. Juntos. Sem fugir.
— Prometo que não vou fugir. Não tenho nenhum lugar para ir! Mas não estamos
mais juntos, Chase, nós não somos um casal. Não consigo lidar com isso, todas as
mulheres, todo o drama, só vou me magoar repetidas vezes. Podemos apenas ser amigos.
— Isso dói demais.
— Amigos? — Ele cospe a palavra com veneno. — Desde que sejamos amigos
exclusivos e ninguém esteja tocando em você, você pode me rotular como quiser. Vista-se
e sairemos em vinte minutos.
— Não estamos juntos, então não é da sua conta quem eu deixo me tocar. Você
precisa entender isso Chase. — Eu digo em um tom aquecido.
Chase Olha para mim como se eu fosse louca e tivesse perdido a razão. Talvez eu
tenha.
— Ninguém vai te tocar, você é minha... — Ele caminha até mim e agarra um pouco
do meu cabelo em seu punho na parte de trás da minha cabeça, levantando meu rosto para
ele.
— Eu não sou sua, Chase, não mais. — Eu posso sentir sua excitação contra minha
barriga. Aparentemente, nós dois discutindo o excita.
Ele ri e não é um som agradável. É amargo e sarcástico. Com isso, ele se vira e dá
um soco na parede.
— Você está com raiva agora, mas quando você se acalmar, vai mudar de ideia.
Então eu lhe darei este jogo por enquanto. Mas não me importo com o que você diz,
nenhum outro homem vai te tocar, porra. Vista-se. — Ele tenta me beijar, mas eu o afasto.
Seus lábios franzem com raiva, ele vira e vai para seu quarto.
Saio vestindo meu short de cintura alta preto, um top apertado com um laço preto.
Meu cabelo está em sua forma natural, ondulado longo, madeixas pretas. Eu adicionei um
pequeno volume com minha escova provocante e adicionei um pouco de cor dourada aos
os meus olhos. Eu queria parecer sexy, mas não tão sexy que eu poderia parecer trabalhar
no clube.
Os olhos de Chase se aquecem quando ele me vê, posso vê-lo me olhar dos pés à
cabeça. Quando os olhos dele encontram os meus, eu posso ver o calor se transformando
em raiva. Ele rosna uma palavra. — Troque!
— Sim, você parece malditamente bem. Você quer me torturar não é? — Ele faz
uma pausa por um momento e então balança a cabeça e suspira. — Merda, vamos acabar
com isso. Vamos lá.
Mesmo com raiva, ele ainda abre a porta para mim. Eu tento esconder meu sorriso.
Quando nos aproximamos do Heat, Chase começa a ficar visivelmente nervoso.
Eu, não vou mesmo ficar aqui. Eu quero explorar. Alguns minutos depois que ele
sai, volto para o lugar de onde viemos para ver um segurança bloqueando o caminho por
onde preciso sair. Chase disse para ele fazer isso? Maldição. Aquele homem me conhece
bem. Eu espero por alguns minutos, contemplando o meu próximo passo, quando ele se
distrai por um grande par de peitos. Lentamente, esgueiro-me através dele e então vou
para o bar. A bartender é uma bela ruiva, ela tem muitas tatuagens e se parece com uma
modelo pin up.
Eu tomo as doses, então tenho que fazer um duplo esforço quando vejo algumas
caras conhecidas. As três garotas da praia estão aqui. Elas olham em minha direção, mas
não devem se lembrar de mim. Acho que elas tinham os olhos em Chase o tempo todo.
Agora sei por que Chase estava nervoso. Não só é Aubrey que trabalha aqui, mas
exatamente com quantas dessas garotas ele dormiu? Seus irmãos também. Tenho a
sensação de que eles compartilham as meninas e realmente não ligam e esse é o motivo
pelo qual no início Chase não confiava neles em torno de mim. Porque normalmente eu
teria sido um jogo justo. Dormindo com suas empregadas? Não é muito profissional Sr.
Jackson. E sei que irmãos são feitos para compartilhar, mas vamos lá!
Um senhor mais velho senta-se ao meu lado, sem nem se preocupar em esconder o
seu interesse.
— Uma linda garota em um clube de strip, sozinha. Eu acho que essa é a minha
noite de sorte.
Ele inclina-se mais perto do homem e diz: — Você deve ter um maldito desejo de
morrer, sentado aí, tentando seduzir minha mulher. — Antes que o homem possa
responder e antes que eu possa protestar que não sou a garota dele, Chase sinaliza para
um segurança vir. Ele agarra o homem pelo braço e o arrasta para fora.
Chase desliza para o local agora desocupado. — Tenho certeza que eu disse para
ficar no escritório.
— Eu odeio que você possui este lugar. Que você venha aqui. E que provavelmente
você escolhe a dedo estas meninas. — Aponto para as meninas que ensaiam no pole. — E
acima de tudo o que eu mais odeio é o fato de ter compartilhado você com sabe quantas
mulheres deste prédio agora. Odeio que essas garotas, essencialmente estas garotas, sejam
suas.
A voz de Chase é solene quando ele responde. — É o que é, Layla. Essas garotas são
bem cuidadas, bem tratadas. Ninguém pode tocá-las, elas são mantidas em segurança.
Não escolho as meninas, Layla, contrato pessoas para todas essas tarefas. Sim, eu não fui
profissional no passado, mas isso foi há muito tempo. Eu era jovem, estúpido e tinha um
monte de dinheiro em minhas mãos que eu não sabia o que fazer com ele e com tudo isso,
vieram muitas mulheres. Mas eu não sou desse jeito agora, Layla. Eu só quero você, eu
gostaria que você pudesse ver isso. Não há nada de errado com essas meninas fazerem o
que fazem para enfrentarem a vida, você não deveria julgar tão severamente.
— Você está me julgando por ficar com essas meninas por causa da profissão delas.
— Essas meninas optaram por fazer isso, quem somos nós para julgá-las sobre isso?
Ele está fazendo parecer que estou exagerando em tudo. Preciso de cinco minutos
sozinha, então eu me levanto.
— Vou ao banheiro.
Eu ando pelo corredor até o banheiro. No caminho até lá, posso ver que a porta de
um camarim está aberta. Curiosa, eu olho para dentro. Várias mulheres estão em
diferentes estados despindo-se, sentindo-me como uma pervertida, me viro para sair.
Uma morena deslumbrante com olhos escuros rapidamente agarra-me pelo braço e
pergunta: — Você é a garota nova? Winter?
— Huh?
— Não tenha medo. Não será assim tão mau Winter. Aqui, esta é a sua roupa. —
Ela me entregou uma pilha de roupas que parecem lingerie, então vira e começa a falar
com algumas das outras garotas. Uma ideia se forma na minha cabeça.
Capítulo Dezenove
S ó tenho alguns minutos antes que ele comece a me procurar, então eu me troco
rapidamente. Eu estou usando uma máscara de baile branca com penas, um vestido estilo
baby-doll branco e calcinha fio dental branca. Essencialmente é tudo de lingerie. Eu
mantive meu sutiã. Estou usando um sapato de salto agulha prata, que é um pouco alto
demais, mas eu me viro.
Eu vou para o inferno por isto, eu sei. Mas preciso dar uma lição a este homem. Está
tudo bem as mulheres fazerem strip, é escolha delas. E é. Não quero meu homem
trabalhando neste negócio. As outras mulheres podem fazer como quiserem, tenho certeza
que algumas delas estão aqui por necessidade. É horrível pensar sobre isso. Mas ele me
acusou de estar julgando. Bem, eu estou escolhendo dançar hoje à noite, segundo ele, está
tudo bem elas fazerem isso. Vamos ver se ele acha que está tudo bem para mim.
Estou morrendo de medo agora. Eu não tenho medo dos movimentos de dança.
Tenho dançado toda a minha vida. Talvez não em um poste, mas posso compensar com
alguns movimentos de requebrar, aqueles de baixo acordo. Entro no palco, como a música
'She doesn’t mind' de Sean Paul tocando nos alto-falantes. De repente o holofote está sob
mim e começo a me mover. Eu olho ao redor e vejo que Chase não está ali, deve ter ido me
procurar. Eu o empurro da minha cabeça e finjo que não vejo olhos ávidos de vários
homens em mim.
Eu giro os quadris, giro ao redor e abaixo-me no pole. Ei, isto é divertido. Eu posso
ouvir alguns assobios, então eu devo estar fazendo algo certo. Perdida na música, eu
sensualmente balanço os quadris e levanto as minhas mãos sobre minha cabeça. Ouço um
barulho estalado e o som de vidro quebrando no chão. Abro os olhos e posso ver Chase
espumando. Ele está parado ao lado do bar, com os punhos cerrados, olhos treinados em
mim. Os olhos dele estão gelados, sua expressão dura. Sua postura é tão imponente, ele
parece pronto para matar alguém. Nunca o vi com tanta raiva antes. O vidro quebrado é
do bar, o que ele, ao que parece, quebrou tudo num estado de raiva.
Ele caminha na minha direção determinado, com longos passos intencionais. Ele
pula no palco, me agarra e me leva para fora pelo caminho que eu vim do camarim. Ele
olha em volta procurando algo para me vestir, mas os únicos artigos disponíveis nesse
camarim são semelhantes aos que eu já estou usando.
Tremendo de raiva, ele solta da minha mão e puxa a sua camisa. Ele grosseiramente
a coloca em mim e a abotoa. Ela vai até quase os joelhos. Ele agarra minhas outras roupas
e sapato, retoma o meu braço e continua a me arrastar para fora até a porta dos fundos. Ele
praticamente corre para o carro, me arrastando junto com ele.
— Não comece, Layla! — Ele rosna, sua voz parecendo um trovão. Abre a porta do
carro e eu sou empurrada para dentro, no instante em que estou sentada, ele bate a porta
fechada. Ele entra no lado do motorista e senta-se ali em silêncio por alguns instantes,
respirando pesadamente, as mãos tremendo. Posso ver que os nós dedos estão ralados e
sangrando um pouco.
— Chase...
— E você?
Eu saio do carro e noto que meu carro está volta na garagem, acho que um de seus
minions8 deixou aqui. Eu caminho até a porta da frente com passos rápidos. Assim que eu
abro a porta, ele engata a ré e acelera para fora. Merda! Acho que fui bem sucedida em
afastá-lo. É o que eu queria mesmo, certo? Então, por que estou me sentindo uma merda?
8
Referência ao filme Meu Malvado Favorito. Minions são os seres amarelos ajudantes do Gru.
Eu tomo um banho rápido e deito na cama. Após algumas horas de inquietação,
entro no quarto de Chase para descobrir que ele ainda não está em casa. Ligo para seu
telefone, mas sem resposta.
******
Chase
Eu estou sentado no bar, agitado, esperando Layla voltar do banheiro. Faz cinco
minutos, por que diabos ela está demorando tanto? Ficando preocupado, levanto-me para
procurá-la, quando começa a música de palco. Os homens começam a assobiar, e meus
olhos automaticamente vão ao palco.
Ela quer me matar? Meu coração para de bater e olho fixamente para sua roupa
branca quase inexistente. Graças a Deus ela está vestindo um sutiã, mas ela está usando
uma calcinha fio dental. Olho por cima de todos os homens que estão devorando-a com os
olhos. Eu vejo vermelho. Sinto ódio.
Em um acesso de raiva, eu esmago qualquer coisa que posso com minhas mãos. Os
copos que estavam alinhados no bar, qualquer coisa. Eu bato na caixa de vidro, vidro indo
por todos os lados.
Olho para ela e vejo que ela parou de dançar e está olhando para mim.
A coisa mais fodida sobre toda esta situação, é que se ela não fosse minha, minha
Layla, eu teria olhado para ela e pensado que ela pertencia àquele lugar. Seu corpo é feito
para o pecado, e os homens parecem concordar comigo. Ela teria feito um monte de
dinheiro nesse clube.
Minha mulher, lá em cima, sendo cobiçada por todos estes pervertidos idiotas.
O que aconteceu a seguir é um borrão, mas sei que eu a agarrei para fora do palco e
a levei para meu carro. Ela tenta falar comigo, mas eu não consigo agora. Estou muito
puto. Com ela, mas principalmente comigo mesmo. No que a reduzi a fazer. Eu a deixo em
casa, sabendo que eu não entrarei com ela. Sinto que estou bruto, preciso de algum tempo
sozinho.
Espero até que ela esteja em segurança dentro de casa e em seguida dirijo direto
para meu apartamento. Este lugar é só para mim. Ninguém vem aqui, nenhuma mulher,
ninguém. É o meu lugar. Eu entro e me sirvo um uísque. Recebo uma mensagem de texto
de Layla, mas não posso falar com ela agora.
Merda.
Felizmente, Layla não a viu no clube. Ela estava tendo outro maldito ajuste,
tentando usar seu trabalho como uma forma de me manipular. Eu não poderia me
importar menos. Acabou-se o seu domínio sobre mim.
K ade me levou à Universidade no dia seguinte. Chase não veio para casa e eu
não sabia onde ele estava. Eu não perguntei a Kade ou James também, embora eu estivesse
morrendo de vontade de saber. Kade acompanhou-me até a sala de aula.
— Ok, obrigada pela carona. — Ele beija a minha cabeça e vai embora. Eu poderia
ter vindo sozinha, mas Kade insistiu, porque ele vinha pra cá de qualquer jeito. No
entanto, tenho a sensação de que Chase lhe pediu para ficar de olho em mim.
— Layla, certo?
— Derek, Oi! Como vai? Não te vejo desde a minha primeira noite em casa.
— Bem, eu apareci de última hora, não sabia que eles iam fazer uma festa.
— Então você está namorando alguém neste momento? — Ele me pergunta com
interesse. Oh, Uau. Não sabia que ele estava interessado.
Eu rio. — Não, mas é sério. Eu posso fazer amigos. Venha, vou caminhar com você
até sua próxima aula.
K: Estou indo.
Ele chega alguns minutos mais tarde. — Como foi seu dia? — Indaga.
— Somos oficialmente amigos. Confie em mim. Eu poderia usar todos aqueles que
conseguir.
— Disseram-me para ficar de olho em você, e você volta como melhor amiga do
playboy do campus. Chase vai adorar isto. — Ele resmunga.
— Chase e eu terminamos, então Chase não tem que adorar nada. — Eu digo sem
emoção.
Kade suspira e fica tenso com as mãos no volante. Rapidamente mudo de assunto.
— Ei! Derek é seu amigo. Além disso, acho que você ou o James que tem o título de
playboy do campus.
Kade ri. — Bem, nós somos amigos dele por um motivo. — Ele olha para mim e
agita as sobrancelhas. — Interesses semelhantes e outras coisas.
Kade ri. — Não princesa, talvez seja mais como um esporte. Ou um hobby.
— Nós deveríamos juntar Nikki e Derek. Ou, melhor ainda, Ryder e Nikki, ele
sempre teve uma queda por ela. — Digo, arrancando uma reação dele. Ele franze seus
lábios, mas é a única reação exterior dele.
— O quê? — Pergunto inocentemente, mesmo que ele não tenha dito nada. — Ela
estava dizendo que queria fazer sexo.
— Layla...
— Sim?
— Cale a boca.
Quando chego em casa, a primeira coisa que faço é procurar pelo carro de Chase,
mas nada. Depois de um banho quente e uma hora de estudo, não aguento mais. Eu disco
para o número do Chase.
— Olá?— Uma mulher atende. Eu desligo. Que se dane. Chase tinha a vantagem,
mas ele acabou de perder. Meu telefone emite um sinal sonoro com uma mensagem.
Derek: Olá. Almoço amanhã depois da sua aula? Amigos almoçam, certo?
Eu posso ouvir os rapazes chegando em casa a noite. Verifico meu telefone e são
4:00h da manhã. Fãs de festas. Eu os ouço tropeçar em coisas e rirem. Eles estão
definitivamente bêbados. Eu entro na cozinha de camisola e vejo James remexendo na
geladeira, Kade na despensa.
— Uma festa.
— Eu duvido disso. Sentem-se. Eu vou fazer alguma coisa para vocês comerem.
— Eu limpo e vocês vão para a cama. Antes que quebrem alguma coisa. — Vejo
Kade tirando uma foto minha com seu telefone. — Você parece quente nesta foto, com sua
camisola rosa. — Ele ri de si mesmo e depois me dá seu telefone. Ele enviou a minha foto
para o telefone de Chase e escreveu: ‘materiall para casar’. Material escrito com dois L's. Se
ele ao menos soubesse que Chase está com outra mulher agora, mais provavelmente
Aubrey.
— Irmãozão! Como está? Sim, talvez a gente tenha tomado algumas bebidas. Não,
Layla está bem. Uma mulher tão boa. É por isso que eu chamo a princesa, sabia? — Ele
franze a sobrancelha. Acho que Chase está gritando com ele. — Não, ela não foi para a
festa. Embora ela tenha feito amizade com Derek. Sim, eu sei que ele a quer. Pena que você
não está aqui. — Ele ri. Puxa vida. — Tchau mano!
— Noite, Kade. — Eu me pergunto por que James está tão quieto. Eu olho e vejo
que ele já está dormindo, com a cabeça sobre a mesa.
— James? — Eu o sacudo. Ele se levanta e anda como um zumbi para seu quarto.
— O que eu disse para você sobre você andar pela casa praticamente nua? — Ele
rosna.
— Quem é? — Ha!
— O que você quer Chase? Já terminou com seu novo brinquedo que atendeu esta
manhã? Parece que fiz a escolha certa ao terminar com você. — Eu desligo.
O telefone toca novamente, uma vez, duas vezes, três vezes. Eu o coloco no
silencioso e volto para a cama.
Capítulo Vinte e Um
— O que...
— Sim, porque não queria falar com você, então pegue a dica!
— Eu não estava com outra mulher, baby. Você ligou quando eu estava no trabalho,
uma empregada atendeu porque eu deixei meu telefone no escritório.
— Você tem um apartamento? Está vendo? É disso que estou falando, Chase. Você
mantém tudo escondido como se fosse um enorme segredo, até mesmo pequenos detalhes
como esse. Eu estava preocupada com você.
— Baby...
Ele me prende em baixo dele e eu luto por um tempo, até que, eventualmente eu
desisto e caio no sono.
*****
O dia amanhece e Chase já está fora da cama, ouço-o malhando na Academia. Tomo
banho e visto jeans apertado e um top, então começo a fazer um café da manhã enorme
para todos. Panquecas, bacon e ovos, batatas suíças – tudo. Chase entra na cozinha de
banho tomado no momento em que terminei de cozinhar e me abraça por trás enquanto eu
estou na pia lavando a louça.
— Você não tem que cozinhar baby, eu poderia ter te levado para tomar café da
manhã fora. — Eu o ignoro e continuo lavando a louça.
— Parece delicioso. Você nos mima, Layla. — Eu me viro para olhar para ele. Ele é
tão bonito. Ele está vestindo nada além de um jeans desbotados, o primeiro botão aberto.
Sua barriga é apenas, sim, uau... Tão esculpida, devia pertencer a um museu.
James aparece. Acho que ele sentiu o cheiro do bacon. — Ei mano. Layla, isso cheira
tão bem. Você é uma maldita guardiã! — Ele beija minha bochecha e começa a comer.
Chase se senta lá, comendo em silêncio, olhando furiosamente para todos na mesa.
Não faço ideia do porque, nem vou perguntar. Eu vou para meu quarto e arrumo minha
mochila para a aula. Quando eu saio, Chase e seus irmãos estão discutindo, mas quando
eu entro todos param. Esta casa é cheia de drama. Eu saio e vou para o meu carro sem
dizer uma palavra.
******
Já se passou uma semana e Chase e eu ainda estamos separados. Bem, pelo menos
eu não nos considero mais um casal. Chase está convencido que estou apenas zangada
com ele e guardando rancor. Ele me magoou muito. Esta noite eu vou sair para jantar com
Kade, ele disse que quer ter uma conversa comigo. Vamos a um restaurante mexicano que
adoro chamado 'Salsas'. Tem a melhor comida.
— Então, sobre o que você quer falar Kade? — Pergunto depois que estamos
sentados.
Minhas sobrancelhas atingem meu couro cabeludo. — E por que isso, Kade? —
Pergunto.
— Ele está fodidamente apaixonado por você, Layla. Ele está triste sem você.
Caramba, nunca pensei que algum dia o veria assim. Ele quis você desde a primeira vez
que te viu há três anos. Isso significa algo para você?
— Ele me machucou, Kade. — Digo em uma voz baixa. Eu vejo os olhos do Kade
amolecendo.
— Eu sei que ele fodeu tudo, princesa. Ele é só um homem, um que nunca se sentiu
assim por uma mulher antes. Eu sei que isso soa como um monte de desculpas, mas dê um
desconto, Layla. Ele te ama. Isso é meio patético na verdade.
Não consigo evitar um pequeno sorriso. — Eu queria que fosse fácil, Kade, de
verdade. Preciso de um tempo para pensar. Está bem?
— Nachos. E você?
— Eu estava pensando em pedir tacos. — Mas nachos soam bem demais. — Disse
pensativo.
******
No dia seguinte, eu estou me preparando para sair para a aula. Quando vou abrir a
porta do carro, Chase corre para fora, me puxa para ele e me beija. Isso me pega de
surpresa, e no primeiro instante eu simplesmente o deixo provar meus lábios. Quando
estou prestes a empurrá-lo, ele me supera, já se afastando.
— Qualquer um com olhos pode ver que sou louco por você!
Eu reviro os meus olhos para ele. — Falamos disso depois da aula, ok? Você estará
em casa?
— Eu estarei aqui, baby. Qualquer problema ligue para mim, ok? — Ele beija minha
têmpora e em seguida, caminha para dentro de casa, deixando-me admirando os músculos
de suas costas e bunda nessa calça. Esse homem! Muito bom para seu próprio bem.
Algumas horas mais tarde minhas aulas do dia terminam, e eu estou em meu
caminho para um almoço rápido com Derek. Eu entro no restaurante e vejo Derek ali
sentado, conversando com a garçonete. Eu sento ao lado dele, enquanto a garçonete lhe dá
seu número escrito em um guardanapo. Ela me lança um olhar obsceno quando sai.
— Ah vamos lá, tenho certeza que... — Ele olha para o guardanapo. — Katie não é
tão má. — Ele sorri quando diz. Tenho certeza que ele sabe exatamente o quão maliciosas
podem ser algumas mulheres.
— Ha! Vamos lá, vamos pedir, estou morrendo de fome. — Verifico o cardápio e
peço frango, como sempre. Derek pede um bife. — Como foi a aula? — Pergunto a ele.
Ficamos de conversa fiada. Ele é um cara muito legal e parece gostar genuinamente
da minha amizade. Ele não deu em cima de mim uma vez e não olhou abaixo dos meus
olhos.
— Então quem é esse cara que você complicadamente não está vendo? — Questiona
ele.
Eu rio. — Chase.
— Muito engraçado, Layla. Quem você está vendo? — Ele tenta rir como se eu
tivesse feito uma piada. Meus sentimentos estão feridos. Por que eu não estaria com
Chase?
Ele deve ter visto a minha cara porque ele chega mais perto e segura minha mão.
— Ei, me desculpe. É só que Chase, não namora. Ele fode. Ele é uma lenda no
campus. Por isso que eu ouvi esta história quando...
— Ok, Derek! Eu entendi. Bem, nós estávamos namorando. Agora não estamos,
mas ainda é complicado.
Derek geme. — Eu posso imaginar. Não me admira James ter dito que ele estava
ficando em casa mais frequentemente. Ele geralmente só fica lá de vez em quando. Ele tem
várias outras casas e geralmente se muda.
Interessante. Eu estava aprendendo mais com essa conversa com Derek do que toda
a curiosidade do mundo sobre aqueles três irmãos.
— Por que eles queriam um companheiro de quarto? Eles certamente não precisam
do dinheiro. — Estou tentando obter informações.
— Kade e James viajam muito. Durante as férias de verão vão para a Europa. Então
eles queriam alguém na casa. Chase quase não fica lá, ele vai e vem. Eles não precisam
dividir uma casa. Apenas gostam da companhia um do outro. — Hmm. Isso faz sentido.
— Então, e quanto a você, ouvi dizer que é um pouco playboy. Que vergonha tentar
me transformar em seu alvo!
Ele ri. — Estou me divertindo no campo. Eu sou jovem. Não se preocupe Layla,
você foi oficialmente colocada na zona da amizade.
Ele caminha até nós e se senta bem perto de mim. Seus olhos estão em Derek, ele
nem mesmo olha em minha direção.
Finalmente, ele olha em minha direção. — Amigo? Sinceramente você é tão ingênua
de pensar que ele quer amizade? Pelo amor de Deus Layla...
Eu corto seu discurso retórico no meio da frase. — Gostei do almoço Derek, te
mando uma mensagem de texto mais tarde.
— Uma ova que vai. — Chase resmunga furiosamente olhando para Derek. Ele
puxa sua carteira e deixa dinheiro suficiente para as nossas refeições e uma boa gorjeta.
Seus olhos desafiam Derek a se opor. Esta é sua maneira de tomar o controle da situação,
de fazer uma reivindicação, à sua própria maneira Neandertal. Nenhum outro homem vai
cuidar de mim, diz o seu gesto. O que é estúpido, porque eu ia realmente pagar por minha
própria refeição.
— Venha para casa comigo. Eu vou chamar alguém para pegar seu carro. — Ele
exige.
— Sério, qual é o objetivo disso? Eu vou segui-lo até em casa, não precisa
incomodar seus minions.
— Não, eu não...
Essa única palavra vinda dele, e sinto-me amolecer. Eu entro em seu carro sem mais
birras.
Ele me ignora. — Sugiro que você nunca mais veja Derek, ou ele vai se arrepender.
— Você está seriamente ameaçando um dos poucos amigos que tenho? Que diabos,
Chase!
— Ele não quer ser seu amigo, Layla. Ele quer o que é meu. Mas ele não vai
conseguir. — Ele bate a mão no volante.
— Somos só amigos.
— Homens e mulheres não podem ser só amigos, Layla, especialmente com uma
mulher como você.
Chase Olha para mim e então seus olhos se abrem em realização. — É disso que se
trata. — Ele parece ter tido uma epifania.
— Não, não é! Sim, estou apontando o padrão duplo, mas eu gosto de Derek, como
amigo. Ele é um cara legal Chase.
— O que o merdinha disse para você? Eu acho que eu vou fazer uma visita, Ensinar
a ele uma lição!— Ele rosna cada palavra.
— Você não vai. Ele não disse nada. Só não acreditou quando eu disse que eu
estava namorando você.
— Você quer dizer nada como éramos. — Ele faz um barulho de grunhido e olho
para o lado e os nós dos dedos dele estão brancos. — O que significa isso? Outro tipo de
relacionamento? Gostaria de uma resposta real desta vez, Chase! Eu estou tão cansada de
suas respostas enigmáticas e táticas evasivas!
— Merda, Layla, a razão pela qual não te conto essas merdas é porque eu sei que
você está procurando qualquer maldita desculpa para não estar comigo. E eu tenho um
tipo de passado onde você vai encontrar um monte de razões. Odeio olhar em seus lindos
olhos castanhos e ver dor e decepção, porra, isso me mata Layla.
— Está vendo, Layla! Porra. Não é como você e eu. Eu não olhei para outra mulher
desde que te conheci, e eu nunca vou te trair. Eu não estou compartilhando enquanto
estou com você. Então não comece com essa merda agora, porque o que temos baby, não é
e nunca será nada como Aubrey e eu. Você significa tanto para mim, Layla. Eu entendo
que estou um pouco enferrujado com essa coisa de relacionamento, mas estou tentando
aqui, baby. Eu nunca tive que perseguir uma mulher antes, é frustrante como o inferno.
Mas eu sei que vale a pena, então nunca vou desistir de você. Eu nunca vou deixar de te
querer.
Não sabia o que dizer. Então eu só olhei para fora da janela em silêncio.
Ele estende o braço e coloca a mão na minha coxa, não de uma forma sexual, mas
para me confortar. Ainda assim, não quero seu conforto neste momento. Empurro a mão
dele e ele murmura um raivoso — Porra!— Ele bate a mão no volante.
Ele engata a marcha ré e está prestes a arrancar quando a porta se abre e Aubrey
sai. Lembro-me do cabelo. Longo, loiro quase branco, embora não seja grosso como o meu.
Eu tenho certeza que é aplique. É a primeira vez que dou uma boa olhada nela, ela tem
uma figura agradável, embora menos curvilínea do que eu. O rosto dela, no entanto
parece comprimido e amargo.
— Que diabos ela faz aqui? E o que, você ia sair dirigindo para me despejar em
algum lugar e em seguida voltar para lidar com ela? — Ele estaciona o carro e fecha os
olhos. Ele os abre e, em seguida, vira-se para olhar para mim.
— Não sei o que ela está fazendo aqui, mas não quero que você fique chateada,
Layla.
— Tarde demais, Chase. Vamos lá, eu estou morrendo para ver o que ela tem a
dizer. — Eu digo sarcasticamente.
Ele fica olhando ansiosamente para fora da janela, em seguida, suspira e abre a
porta do carro. Ele caminha até o meu lado e abre a porta para mim, entrelaçando sua mão
com a minha. Eu não me afasto ou digo qualquer coisa. Apresentamos uma frente unida.
Caminhamos até ela. Ela observa nossas mãos juntas e zomba.
— Novo brinquedo, Chase? — Ela murmura.
Dou um passo à frente, mas Chase segura minha mão mais apertado.
— O que você quer Aubrey? E se disser algo sobre Layla, vai se arrepender.
— Venha para dentro. Qualquer coisa que você precisa me dizer, você pode dizer
na frente de Layla.
Todos nós sentamos sem jeito na sala de estar. Chase me puxa para seu colo.
— O quê é, Aubrey? Layla e eu temos planos. — Ele rosna. Na verdade não temos,
mas estou feliz que ele queira se livrar dela.
Ela olha para mim, irritada, depois olha para Chase. Ela está usando um top muito
decotado e shorts jeans curto, eu tenho certeza que ela veio aqui com a intenção de
seduzir.
— Eu só estou me perguntando por que nós não podemos ser mais amigos? Quero
dizer, eu sei que a última vez que dormimos juntos foi apenas algumas semanas antes de
você se considerar 'fora do mercado', mas... — Ela sorri maldosamente. Esta mulher é a
encarnação do diabo. Eu me lembro da manhã quando ouvi Chase chutar uma mulher
duramente para fora de sua cama. Aquela mulher não era Aubrey. Ele é tão... Argh! Eu
vou matar alguém agora.
Chase aperta os dedos na minha cintura. Eu tiro suas mãos de mim e me levanto. —
Você disse que não esteve com ela por cerca de um ano, Chase.
— Mas ele ainda queria me comer. — Ela acrescenta. Sua intromissão não é bem
vinda neste momento.
— Dê o fora daqui, Aubrey. Você quer começar a merda, mas adivinha, nunca vou
voltar com você, ou fodê-la novamente, nunca mais!— A voz dele é alta e ameaçadora.
Ele se vira para mim. — Baby, eu não estive com ninguém desde que te conheci e eu
não quis também! Aubrey me deu todo esse maldito sentimento de culpa sobre como
poderíamos ser apenas amigos, então pensei, por que não? Eu não sabia que ia ser uma
maldita vadia e começar a merda, tentando arruinar a minha única chance de felicidade!
Ele se volta para Aubrey. — Por que você ainda está parada aí? Dê o fora daqui! E
volte para Las Vegas, porque seus shows no Heat estão encerrados...
— Você não pode fazer isso comigo, Chase! Depois do que eu e você passamos?
Como você pode simplesmente me por para fora? Será que ela significa tão pouco para
você?— Aubrey grita.
Eu assisto a cor sumir do rosto de Chase. Os olhos dele ficaram assombrados, seu
rosto aflito. Que diabos foi isso?
Kade aparece, obviamente, ouviu a maior parte da discussão. Ele olha para Aubrey
e diz: — Eu vou acompanhá-la.
Kade ri. — De jeito nenhum. — Ele a leva pelo braço e mostra-lhe a porta.
— Um ano. Você disse faz um ano que não fica com ela! — Eu quase sussurro.
Chase sacode a cabeça como se para limpá-la, para trazê-lo de volta do que quer
que seja que ele estava pensando.
Eu não tenho resposta para isso. — Isso só... dói, Chase. Você nunca me diz nada!
Você acha que eu gosto de ouvir coisas assim dela? Me faz parecer estúpida! — Me movo
para sair da sala.
— Eu não estou fugindo, Chase. Eu vou tomar um banho quente. Preciso pensar. —
Ele corre as mãos pelo seu cabelo, os fios pretos saindo desordenadamente.
— Por favor, esteja aqui quando eu voltar. Podemos conversar. — Eu aceno, e ele se
vira e vai embora.
— Espere.
S aio em meu roupão macio, depois de um longo banho. Kade está usando seu
— Só por isso, você não vai conseguir nenhum! — Eu bufo. Bastardo chauvinista.
— Eu não iria conseguir nada de você de qualquer maneira, Layla. — Diz ele, no
meio de um ataque de riso.
Estes homens! Ironicamente, eu estava indo para a cozinha para assar alguns
cookies de chocolate antes de meu pequeno interlúdio com Kade. Era hora de um pouco
de comida de conforto para me ajudar a sentir pena de mim mesma. Eu fiz três fornadas
até o momento em que Chase chega em casa. Kade está sentado na mesa da cozinha, como
um menino de escola, esperando para provar qualquer coisa que pudesse conseguir em
suas mãos. Eu continuo batendo na mão dele, dizendo que ele não comeria depois dos
comentários que fez. Chase observa a cena e tenta um pequeno sorriso.
— Livrou-se do demônio? — Kade pergunta, pegando um dos cookies de
macadâmia quando eu não estava prestando atenção.
— Vendi o Heat. Não quero ter mais nada a ver com aquilo. — Seus olhos ainda
estão nos meus, procurando, cheios de esperança.
— Depois daquela noite, quando você tirou essa merda no palco, quando eu não
vim para casa, fui ao meu apartamento para me acalmar. Na manhã seguinte fui procurar
de um comprador. — Ele sussurra para mim. — Merda, quando eu vi você lá em cima,
nunca fiquei tão bravo na minha vida, Layla. Vendo aqueles homens olhando para você
daquele jeito, como se você fosse fácil, um pedaço maldito de carne, lá só para eles. Porra.
Eu queria matar todos e cada um deles só porque eles viram o seu corpo lindo. Você é
minha, Layla. Nenhum homem fica olhando para o que é meu. E pensar que esses homens
estão em casa, provavelmente, se tocando com a sua imagem, me faz querer caçá-los.
— O que você quer dizer com Layla no palco do Heat? — Kade pergunta com o tom
nada menos do que ameaçador.
Chase olha para Kade e eles devem ter uma conversa com olhares, porque Kade
simplesmente acena.
Ele levanta meu rosto para olhar nos meus olhos. — Qualquer coisa para fazer você
feliz, Layla. Qualquer coisa. — Ele me beija com ternura, e eu deixo. Um pequeno sorriso
enfeita os lábios dele antes que ele se afaste.
— Não, Chase. — Eu suspiro. Eu olho para ele e ofereço um cookie. — Por agora,
que tal um cookie?
Ele ri, escondendo sua decepção. — Não vou recusar um dos seus cookies, isso é
certo.
Ele dá uma grande mordida e geme. — Eles são malditamente bons, Layla. — Ele
pega um punhado. Kade volta, entra e pega um punhado para si mesmo. Eles acenam um
para o outro concordando na bondade.
Chase vai para o chuveiro e eu decido ligar para James. Eu pego o telefone e disco
seu número. Toca um par de vezes antes que ele atenda.
— O quê? — James late em um tom que nunca ouvi dele antes. Estou chocada em
silêncio. Ouço-o amaldiçoar e desligar. O que diabos estava acontecendo? Depois de me
sentar por alguns momentos em silêncio, eu me levanto e vou para o meu quarto. Mais
tarde naquela noite, quando vou dar boa noite à Chase, ele permanece o quanto pode. Eu
sei que ele não quer me deixar. Mas ainda tenho algumas coisas para pensar antes de
saltar de cabeça em um relacionamento com ele novamente.
*****
Alguns dias depois, Nikki e eu vamos sair para uns drinques. Saio do meu quarto
toda arrumada e começo a ser analisada pelos irmãos.
— Que bar? — James pergunta. Eu não falo com ele desde aquela noite que eu
liguei, acho que ele nem sabe que fui eu quem ligou, porque está agindo totalmente
normal comigo.
— Eu poderia sair para tomar alguns drinques. — Chase diz com uma voz alegre.
Todos nós nos sentamos e Chase se senta à minha frente. Não muito perto, mas
perto o suficiente. Pedimos a nossa primeira rodada de bebidas, e logo estamos todos um
pouco embriagados. O bar é um bar de karaokê, e cantamos junto com todas as músicas
que estão tocando. Vou ao banheiro, verificando meu reflexo pelo caminho. Estou com
uma aparência jovem e brincalhona, em um vestido curto floral e salto anabela. Meu rosto
está sem maquiagem, exceto um pouco de pó e rímel. Estou voltando para nossa mesa
quando ouço o início da canção 'Wait for you' de Elliot Yamin. Eu amo essa música. Eu
olho para cima e fico chocada quando vejo que é Chase que está prestes a cantar. Ele está
de pé lá sozinho, vestindo jeans que lhe caem como uma luva e uma camisa branca
enrolada até os cotovelos. A camisa está aberta na frente, expondo a parte superior do seu
peito impressionante. Meu coração palpita quando eu o vejo segurar o microfone e levá-lo
até sua boca bonita. — Essa é para Layla. — Diz ele com a voz rouca, os olhos nos meus,
antes do primeiro verso começar. Eu suspiro. Desde o primeiro verso, ele me deixa sem
fôlego. Quando ele chega ao refrão, encontro-me tão emocionada. Estou segurando as
lágrimas.
Estamos conectados.
Ele é incrível.
Todos nós aplaudimos quando ele termina, enquanto ele caminha até mim e me
beija uma vez nos lábios. — Você não vai se ver livre de mim, Layla. Vou esperar por você
para sempre. — Ele sussurra no meu ouvido. Eu não digo nada, minha boca abre em um
suspiro surpreso.
Como um ímã, sou atraída para ele. Não consigo evitar. Ele é a minha droga. Minha
paixão.
******
Estou almoçando com Derek no dia seguinte. Nos encontramos no mesmo lugar da
última vez, depois que minhas aulas da manhã terminam.
— Estou assinando minha sentença de morte por estar aqui hoje? — Ele indaga.
— Não, nós não estamos fazendo nada de errado. Como está a vida? — Pergunto.
— O de sempre. Escola, trabalho, diversão. — Seu lábio se curva quando ele diz
‘diversão’. Típico.
— Você sabe que Chase pode chutar minha bunda, né? — Olho fixamente para seus
músculos, ponderando, e ele começa a rir. — Normalmente eu consigo lidar com isso, mas
Chase é um lutador fodão.
— O quê?
— Sim, você não sabia? Ele é uma lenda no campus. — Assim me disseram.
— Então ele é conhecido por suas habilidades de luta e por ser mulherengo? —
Pergunto.
Derek acena. — Praticamente resume tudo. Mas ele é um lutador louco. Ouvi uma
história quando...
— Derek, sério!
scrabble9. Eu tive um sentimento de culpa por colocá-lo para jogar comigo, mas agora eu
acho que ele adora.
— Então, eu ouvi que você e Derek têm saído ultimamente. — Kade diz, parecendo
irritado.
— Amigo? — Ele zomba. — Você sabe que ele quer te quer, certo?
Eu dou de ombros. — Exceto no primeiro dia, ele não tem sido nada além de um
amigo e não fez nenhum movimento. Eu gosto dele.
— Kade. — Diz ele calmamente. — Que porra é essa que você tem na sua mão?
Kade olha para sua mão e então seus olhos se arregalam. Eu olho para ver o que
diabos está acontecendo e quase rio quando vejo Kade comendo uma das barras de Twix
de Chase.
Kade morde o lábio para conter o riso. — Eu vou reabastecer seu estoque, mano, eu
juro.
— Eu sabia que era você que os estava roubando! — Chase rosna, saindo em
disparada para seu quarto.
9
Scrabble: Mais conhecido no Brasil como Palavras Cruzadas
Kade e eu olhamos um para o outro e começamos a rir.
— Você acha que eu estou autorizada a comer o chocolate dele? — Pergunto, ainda
rindo.
— Você deveria tentar. Essa seria uma prova de amor verdadeira, se ele
compartilhar com você. — Diz Kade, seu corpo tremendo com o riso.
— Bem, para ser justa, eu sou a única que geralmente os compra para ele quando
eu faço as compras de supermercado.
— Sim, bem, eu percebi que eu estava fazendo a minha parte para a humanidade
assegurando-me que você não engravidaria metade da cidade! — Eu provoco.
Kade coloca as mãos sobre o coração e finge estar ferido. — Você me feriu, Layla.
Fico feliz que você me conheça tão bem, apesar disso. Tamanho enorme do pênis e tudo
mais.
Eu coro. — Sim, bem, seu pênis foi o primeiro que eu vi. — Eu admito, evitando
contato com seus olhos.
— Você está falando sério? — Ele diz, rindo: — Que ótima primeira impressão você
teve então. Não precisa me agradecer.
— Será que o seu ego pode ficar maior? — Eu assobio, meu rosto vermelho vivo.
— Ei, foi você que me disse que eu tinha um pênis enorme. —Kade diz através de
um ataque de riso. Eu mostro minha língua para ele.
Chase volta para a sala e nós dois nos calamos de imediato, os nossos corpos
balançando silenciosamente.
******
Nikki vem mais tarde naquela noite, completamente arrumada. Estou surpresa em
vê-la aqui. Seu cabelo está amarrado em um coque complicado, seus olhos verdes
esfumados. Sento-me na minha cama, e a vejo em seu mini vestido de cetim verde e seus
sapatos de tiras sensuais. Ela está vestida para matar.
— Está mais para aonde nós vamos. Vista-se, Layla! Você me deve uma noite das
garotas! — Ela tem o seu olhar 'não mexa comigo'.
— Mas...
— Mas o quê? Vamos lá, nós não dançamos desde a noite em que você conheceu
Chase. O bar não conta, a gente não dançou. Eu vou te dar 30 minutos para ficar pronta.
E ela sai do meu quarto. Eu gemo. Estou tão sem vontade de sair, mas eu acho que
não tenho escolha. Eu me forço para um banho quente e, rapidamente, seco o cabelo e
aplico a maquiagem. Eu pulo meus lábios vermelhos habituais usando um ameixa escuro
no lugar, parece sensual e ousado. Uma leve poeira dourada em meus olhos, delineador
rápido e alguns cílios falsos, e eu estou pronta para ir. Coloco um vestido de chiffon
branco, com uma combinação por baixo, e minhas sandálias cravejadas de estrela do rock.
Eu saio do meu quarto e entro na sala de estar. Nikki está sentada lá discutindo com Kade,
mas assim que eu entro na sala eles param. Ambos me olham da cabeça aos pés, e Kade
assobia.
Chase escolhe esse momento para entrar. Ele faz uma dupla tomada e me vê, seu
olhar me esquadrinhando.
— Aonde diabos você vai vestida assim? — Ele pergunta, seu tom agressivo.
— Noite das garotas. — Nós estamos tendo uma guerra silenciosa com os nossos
olhos. Os dele estão dizendo: — Uma ova que você vai. — E os meus estão dizendo: — Me
observe.
Surpreendendo-me, ele se acalma e acena com a cabeça. — Ok, baby, você merece
uma noite de diversão. Divirtam-se meninas. — Ele sorri para Nikki e, em seguida, sai.
Huh. Por que me sinto estranhamente desapontada por não ter havido confronto?
Kade está olhando chocado também. Nikki pega a minha mão, nós nos despedimos e
depois saltamos para o carro. Chase nem sequer me deu beijo de despedida, ou qualquer
coisa. Eu não tenho ideia do que pensar agora.
— Como é que você vai dirigir hoje? — Pergunto a Nikki. Costumamos pegar um
táxi para que nós duas possamos beber.
— Não vou beber esta noite, eu tenho uma apresentação amanhã e não posso ficar
de ressaca. — Ela olha para mim e sorri. — Viu como eu estou ficando madura? — Ela
balança as sobrancelhas nós rimos.
— Qual é o problema com Kade? — Eu uso a linha contra ela. Ela franze o nariz,
então sorri.
— Impasse, cadela. — Diz ela.
Eu rio.
— Hoje à noite nós vamos só nos divertir, não teremos machos alfa sensuais em
nossas mentes, ok? — Ela desvia um pouco o carro e vai até o meio fio. — Oops. — Ela
murmura, casualmente. A mulher é uma motorista horrível.
Uma hora mais tarde, eu um pouco embriagada, e uma Nikki muito sóbria, estamos
dançando pra caramba na pista de dança. Ela faz esse movimento que nós aprendemos em
nossa equipe de dança do ensino médio, e começo a rir. Nikki morava no sul comigo, até
que ela e seus pais se mudaram logo depois que ela se formou no colegial. Nós utilizamos
nossas coreografias escolares para dançar. Nossa professora de dança foi uma das pessoas
mais incríveis que eu já conheci. Eu ainda penso nela de vez em quando, ela teve um
grande impacto na minha vida. Eu faço o próximo passo na sequência que ela tinha
escolhido, dou uma risadinha, viro e faço o meu movimento de requebrar favorito. 'Rude
boy', de Rihanna começa a tocar e é um dos meus ritmos favoritos de música de requebrar.
Eu viro as costas para Nikki, e giro os quadris sensualmente. Nikki sempre me disse
que sou parecida com a Shakira, e eu não estou tão certa sobre isso, no entanto, eu tenho o
movimento de quadril ajustado de Shakira. De repente a atmosfera muda, a tensão enche a
sala, e eu posso sentir um par de olhos em mim. Eu sei quem é antes mesmo de me virar.
Não me admira que o homem agisse de modo indiferente, ele ia me seguir até aqui! Eu me
viro e meus olhos fazem contato com o seu. O calor em seus olhos está cheio de
promessas, promessas que ele pretende cumprir. Eu me viro para Nikki e aceno com a
cabeça na direção de Chase. Ela revira os olhos ao vê-lo e me diz para ir até ele. Logo eu
posso ver o porquê. Kade está caminhando para tomar meu lugar como seu parceiro de
dança. Eu ando até Chase, e não posso evitar dar-lhe um pequeno sorriso.
Ele me puxa para ele e sussurra em meu ouvido: — Você estava maravilhosa lá,
Layla e eu estou duro como uma rocha.
Eu rio. — Você sempre está duro, Chase. — Eu vibro meus cílios para ele
inocentemente.
— Perto de você, sim. — Ele rosna. Ele me puxa para mais perto e eu posso sentir
que ele está, de fato, extremamente excitado.
— Eu não quero você dançando assim quando eu não estou por perto, Layla. Eu
tive que encarar vários canalhas que estavam olhando para você. — Eu reviro os olhos.
— Vem dançar comigo. — Eu remexo meus quadris contra o dele e ele geme.
Eu abro minha boca para dizer alguma coisa. O que eu não tenho ideia, mas ele
coloca um dedo na minha boca para me calar.
Eu não digo nada, mas chupo seu dedo dentro da minha boca. Seus olhos se
estreitam e ele morde o lábio.
— Nós vamos para casa agora. — Ele diz. Sua voz tensa.
Ele caminha até Kade e Nikki, que agora parecem estar discutindo.
— Kade, você pode certificar-se que Nikki chegue em casa com segurança?
Ele balança a cabeça: — Claro. Vocês dois se divirtam. — Ele sorri maliciosamente,
até adicionando um abanar de sobrancelha desprezível.
Eu mostro minha língua para ele brincando e pergunto sem emitir som para Nikki,
— Tudo bem? — Ela hesita em primeiro lugar, depois, concorda.
— Isso significa que você está nos dando outra chance? Aceitando que você é
minha? Porque eu não vou deixá-la se afastar de mim novamente.
Com isso, toda a conversa cessa. Tateamos para dentro de sua cobertura e nem
sequer fomos até a cama. Encontramos a superfície mais rápida, neste caso, o seu sofá. Nos
despimos, sem finesse ou paciência, nós não precisamos de sedução lenta hoje à noite, só
precisamos um do outro. Ele me deita, não muito gentilmente, e então desliza dentro de
mim. Essa noite toda foi uma preliminar e não precisamos de mais nada. Nosso amor é
quase desesperado, eu sinto que ele está me reivindicando como sua. Ele me vira sobre a
borda do sofá e entra novamente em mim por trás, batendo contra mim mais e mais. Do
sofá passamos para a mesa da cozinha e finalmente acabamos na cama.
Capítulo Vinte e Quatro
encontro sentindo um pouco de dor. Chase e eu fizemos amor mais duas vezes durante a
noite, eu adoro o fato de ele não conseguir ter o suficiente de mim. Ele entra vestindo
apenas sua cueca boxer, parecendo mais sexy do que nunca. Ele parece um pouco mais
musculoso do que antes.
Eu mordo meu lábio para conter o meu sorriso. — O que temos aqui? — Eu
gesticulo para a bandeja em suas mãos.
— Não olhe para mim desse jeito Chase, porque estou um pouco dolorida demais
para fazer alguma coisa a respeito. — Ele vem e me entrega a bandeja quando eu sento.
Seus olhos estão preocupados sobre os meus — Merda, eu sinto muito baby, eu não
consegui me conter na noite passada.
Eu abro minha boca e em seguida, fecho-a. — Chase, estou feliz por estarmos juntos
novamente, mas será que podemos ir um pouco mais devagar? Vamos apenas namorar
por um tempo, então podemos falar sobre isso novamente.
Ele parece decepcionado, mas acena com a cabeça em concordância. Beija-me na
cabeça. — Tudo bem. Estou apenas feliz por você não estar mais me afastando. — Ele me
beija lentamente. Eu termino o meu café da manhã e depois vamos para o chuveiro.
Juntos.
******
Eu olho para a menina e vejo-a de olho em Chase. Ela é pequena e delicada, com o
cabelo pretos chanel bem curto e franja enrolada, como o da Betty Boop. Seus olhos são
escuros e redondos, sua pele clara. Por alguma razão, eu não gosto dela. Talvez seja pelo
olhar malvado que ela está enviando em minha direção. — Layla, esta é Ashley, uma
amiga minha. — Kade nos apresenta. A mão de Chase me aperta enquanto eu coloco um
sorriso e digo: Olá.
Olho para James, que parece cansado. Vou até ele e beijo sua bochecha. — Onde
você tem andado, James? Você está bem? — Ele me dá um leve sorriso.
— Eu tinha um trabalho para fazer, eu estou bem, princesa. Estou feliz por você e
Chase terem resolvido sua merda, agora ele pode parar de ficar mal humorado pela casa!
Chase o encara.
— Sim Ashley, a última vez que te vi, você estava saindo do quarto de James, creio
eu. — Acrescenta Chase pensativo.
Eu olho para James para vê-lo sorrindo sem remorsos. Estes homens!
Chase me joga na cama, com os olhos brilhando. — O que foi aquela explosão?
— Eu acabei de voltar com você, não preciso de outra prostituta tentando criar
problemas entre nós. É óbvio que você esteve com, talvez, a Austrália toda, mas uma vez
que eu decidi fazer dar certo, eu vou ter que lidar com isso.
Ele pula na cama ao meu lado e me abraça. — Eu não sei se eu mereço você, mas eu
sou muito egoísta para me importar. Você é incrível, Layla. — Eu murmuro em acordo,
fazendo com que ele me agracie com sua covinha.
******
Rindo, eu chamo os meninos para a cozinha e entrego a eles os outros doces que eu
fiz, sabendo que Chase não iria dividir.
Kade passa seu braço em volta de mim e suspira. — Você vai ser a melhor cunhada
de todas! — Fazendo-me engasgar com o cookie que eu estava comendo. Ele me dá um
tapinha nas costas, rindo alegremente. Seu cabelo cresceu ainda mais, grosso e claro,
parecia quente. Olho para Chase para ver se ele ouviu o comentário. Ele estava enchendo
sua boca com um muffin, mas ele também estava com um enorme sorriso. Eu não sei se
era sobre o comentário ou o muffin. Meu voto é para o muffin.
Kade sorri lentamente e passa as mãos por ele. — As mulheres parecem gostar. —
Ele se orgulha.
— Vamos ter uma festa neste fim de semana. Então aqui está a sua notificação,
princesa.
******
— Eu estou, então o que você vai fazer a respeito disso? — Ele ri, um som rouco
que me dá arrepios. — Você deveria ter me acordado, você sabe, se queria divertir-se. —
Eu levanto uma sobrancelha para ele.
— Você parecia tão calma, eu não queria te acordar. — Ele sorri e deixa cair a
toalha. Este homem é confiante sobre seu corpo, e ele não tem nenhuma razão para ser
tímido. Ele já está excitado e pronto para ir. Ele espreita sobre a cama, e puxa o cobertor de
cima de mim. Ele corre as mãos dos meus tornozelos até minhas coxas, e então puxa
minha calcinha rendada vermelha. Ele me senta e me dá um beijo profundo e molhado,
parando apenas para levantar a minha camisola. Ele faz uma pausa para me olhar, e
sussurra a sua aprovação. Eu vejo seus olhos permanecerem avidamente sobre os meus
seios. — Porra. — Ele lamenta. — Você é linda, malditamente perfeita. — Ele me beija de
novo, desta vez mais desesperado. Ele se afasta e murmura — Acho que eu vou atrasar
para o trabalho. — Sorri, e depois continua.
Estou no trabalho, e o tempo está se arrastando. Rylie, uma colega de trabalho, está
fazendo minhas unhas. Não temos clientes e o chefe não está presente o dia todo, por isso
somos apenas nós duas.
— Sim, parece bom. — Rylie é uma coisinha pequena, com cerca de 1,58m. Ela é
uma menina absolutamente linda, com cabelo castanho e olhos deslumbrantes, uma cor
quase violeta. Nós trabalhamos juntas uma vez por semana e nos damos muito bem.
— Eu tenho que ir pegar minhas coisas com meu ex-namorado. — Diz ela com um
suspiro exagerado.
Um sino toca quando a porta se abre e nós duas nos viramos. Estou chocada ao ver
Chase ali de pé, parecendo quente em jeans desgastados e uma camiseta branca apertada.
Ele tem o seu capacete e jaqueta de couro nas mãos.
— Quente desse jeito? — Rylie pergunta, seus olhos grandes como pires.
— É isso que você faz todos os dias no trabalho, Layla? Não é à toa que você adora.
— Chase provoca enquanto entra e me beija na têmpora.
— Ok. — Eu sussurro de volta. Ele sai e ambas, Rylie e eu, olhamos para as costas
em retirada.
— Bem, foda-me. — Ela murmura. Eu rio. — Não, é sério, Layla. Você fez muito
bem. Agora, vá para casa, eu vou fechar.
— Positivo. Vejo você semana que vem. — Diz ela, levantando-se e indo para a
registradora.
— Não me agradeça, vá e divirta-se com esse pedaço de homem. — diz ela, com
um suspiro sonhador.
Eu saio e vejo Chase esperando pacientemente no estacionamento. — Vamos para
casa Chase. — Eu exijo. Ele vê o olhar nos meus olhos e vejo os seus se estreitarem, suas
narinas dilatadas. Ele me levanta bruscamente e me coloca na moto, antes de saltar sobre
ela.
camiseta regata preta apertada. Cabelo liso escorrido que é tão longo que me levou uma
hora de chapinha e a maquiagem clássica inspirada em Marilyn Monroe, lábios vermelhos,
delineador e rímel pesado em meus olhos.
Eu saio do meu quarto e vou para a sala de estar, onde Chase, James, Kade e Nikki
estão sentados. Eu posso ver os olhos aquecidos do Chase em mim, me conferindo. —
Vamos lá. Espero que vocês estejam prontos para isso. — Eu digo, fazendo com que Nikki
ria. Os três saltam no carro de Kade, enquanto Chase e eu vamos em sua Harley. Ele
coloca sua jaqueta de couro em mim, que tem seu cheiro, eu não posso deixar de respirar o
perfume. Chase me vê fazendo isso e seus lábios contraem. Eu dou-lhe um sorriso, sem
arrependimento. Recebo um pequeno beijo, então ele sobe na moto, eu envolvo meus
braços em torno dele e estamos indo.
— Chase?
— Hmmmm?
Eu me aproximo dele, descansando minhas costas em seu peito. Ele envolve seus
braços em volta de mim apertados e coloca beijos molhados macios no meu pescoço.
— Nós não podemos deixar vocês dois sozinhos nem por cinco minutos! — Minha
melhor amiga grita do outro lado do estacionamento. Ela está usando um vestido baby-
doll preto, com sandálias altíssimas.
Kade e James estão cada um de um lado, como dois enormes guarda-costas. Ambos
parecem extremamente sexys. Todos nós entramos no bar e pedimos algumas bebidas.
Ele aperta os olhos para mim, e depois sacode a cabeça com um pequeno sorriso.
Dou-lhe um em troca. Ele pede, e depois me dá um shot. Eu lambo o sal sedutoramente,
com os meus olhos nos dele, depois bebo o álcool. Chase assiste meus lábios atentamente,
seus olhos nunca deixando meu rosto. Puxo-o para um beijo rápido. Chase e Kade não
estão bebendo, já que estão dirigindo hoje.
— Vamos ao que interessa? — Pergunto a todos eles. Chase sorri e gesticula para
que eu lidere o caminho. Nikki se levanta primeiro com sua interpretação de 'Single' de
Natasha Bedingfield. Eu amo minha melhor amiga, mas cantar não é exatamente o seu
melhor atributo. Vejo Kade rindo pra caramba com ela, e Nikki não dá a mínima, ela está
olhando diretamente para Kade enquanto canta. Eu realmente não entendo esses dois.
— Existe alguma coisa em que você não seja bom? — Pergunto a ele. Estou séria
também.
Levanto-me em seguida e começo a cantar “Who knew” da Pink. Eu tenho uma voz
bastante decente. Quase todo mundo na minha família canta. Eu tenho alguns membros
da família no Sri Lanka que são muito bem conhecidos por seus talentos. Chase mantém
os olhos em mim o tempo todo, e é quase como se ninguém mais estivesse na sala. A
música termina e todo mundo aplaude, sendo Chase o que aplaude mais alto. Ele me
levanta no ar e me abraça forte, e eu me sinto segura, amada.
— Você canta como um anjo. — Ele diz baixinho no meu ouvido. Ele me coloca no
chão, mas me puxa para o seu colo.
******
Uma hora mais tarde, James e Kade, que se recusaram a cantar, estão conversando
com algumas garotas no bar. Nikki continuou atirando punhais em Kade, exceto agora
que ela está conversando com um cara aleatório, e Kade é quem está encarando como se a
qualquer momento fosse se dirigir até lá e socar a cara do rapaz. Aqueles dois! Eu não
estou bebendo mais, pois caso contrário Chase disse que eu teria que ir para casa com
Kade, e de maneira alguma eu perderia um passeio em sua moto. Depois de cantar a
minha segunda música, “Call your girlfriend”, de Robyn, Chase sai para atender uma
ligação do trabalho, dizendo a seus irmãos para ficarem de olho em mim. Eu estou sentada
no bar, sozinha, quando um homem se senta ao meu lado e coloca o braço em volta de
mim. Eu empurro o braço dele instantaneamente, e me levanto para sair. Antes que eu
possa ir embora, ele agarra meus quadris e levanta-me em seu colo. Este é o momento
exato que Chase volta para dentro eu teria sabido que ele retornou, mesmo se eu não o
visse, pois o clima mudou instantaneamente. O ar tornou-se espesso e pesado. Eu saio do
colo do homem aleatório decadente, mas ignorando o perigo que ele estava correndo, ele
me agarra novamente. Eu dou uma cotovelada forte nele e me levanto somente para ele
me dar um tapa na bunda. Chase irrompe e eu olho para Kade e James que não têm ideia
do que está acontecendo. Kade ainda está olhando para Nikki, e James está olhando para
os peitos enormes de alguma garota.
— É na minha mulher que você estava colocando suas malditas mãos sujas. — Ele
rosna, o tom agressivo.
Chase agarra-o pelo pescoço e o rosto do homem fica vermelho vivo. Kade está lá,
tentando acalmar Chase. Chase finalmente o larga e o homem cai no chão.
— Acalme-se, Chase, porra! — Isso vem de Kade, que aparentemente está calmo,
mas eu posso ver que ele está com raiva, seus olhos estão brilhando.
Chase respira fundo e se afasta, virando-se para ver como estou. O homem estúpido
se levanta e diz nas suas costas: — A cadela não vale a pena de qualquer maneira.
Chase vira e lhe dá um soco bem no nariz. Eu ouço som de estalido horrível,
seguido por muitos e muitos pingos de sangue.
Nikki me puxa mais para trás, enquanto Chase vai bater no homem novamente,
mas desta vez Kade e James pulam em cima dele, tentando puxá-lo de volta. O bartender
está gritando, dizendo que ele vai chamar a polícia.
Que desastre.
Eu avanço e agarro o braço de Chase. Ele olha para mim, e seus olhos duros
amolecem um pouco.
— Leve-me para casa, Chase. — Eu digo com uma voz forte e calma. Chase olha
para o homem e depois de volta para mim, e acena uma vez. Eu posso ouvir Kade e James
suspirando de alívio. Chase pega a minha mão e todos nós vamos para fora em silêncio.
Ele me põe na moto e me olha mais uma vez, para ter certeza que eu estou bem. — Eu
estou bem, Chase. Como está a sua mão?
Ele ignora minha pergunta, coloca a jaqueta em mim e me entrega o capacete. Kade
se aproxima e diz: — Deixe-me levar Layla para casa. Você precisa se acalmar antes de sair
com ela na moto. — Chase olha pra ele, e seu olhar poderia matá-lo.
— Está dizendo que eu não posso cuidar da minha mulher? — Ele zomba de seu
irmão.
Kade faz um movimento de calma com as mãos. — Eu não estou dizendo isso de
maneira alguma, Chase. Eu estou dizendo que você ainda está com raiva e eu te conheço.
Você vai andar de forma imprudente.
— Eu vou cuidar de Layla, não se preocupe, eu estou bem. — Eles se olham nos
olhos por um momento até Kade acenar satisfeito. Chase se afasta de Kade e sobe na moto,
ele olha por cima de mim. — Você está bem? — Eu aceno. Ele liga a moto e sai. Chase
conduz com cuidado, e eu sei que ele está fazendo um esforço extra para se certificar de
que ele o faz. Eu acho que com o humor que ele está normalmente ele teria saído em
disparada, liberando a adrenalina. Chegamos em casa e ele me ajuda a descer da Harley.
— Tire a roupa, Layla. Agora. — Ele ordena com uma voz áspera. Eu tiro minhas
botas e, em seguida, desabotoo minha calça jeans, deslizando-a para fora. Tiro minha
blusa e agora estou ali de pé com uma calcinha fio dental rosa fluorescente e sutiã
combinando. Chase se despe, com os olhos intensos. Parece que ele está se livrando de sua
agressividade de forma diferente esta noite. E eu tenho a impressão que eu vou adorar. Ele
me empurra para baixo na cama, deitado em cima de mim. Ele me beija apaixonadamente,
sua língua brincando com a minha, até que eu estou mais do que pronta para ele ir direto
ao ponto.
— Por favor...
— Você vai ter o que você está pedindo, Layla. — Ele rosna.
Então ele me faz gritar. Uma, duas, três vezes, antes de eu desmaiar de exaustão.
******
Abro um olho e verifico a hora no meu telefone. Oito horas da manhã, eu preciso
me apressar para o trabalho. Estou prestes a rolar para fora da cama, quando os braços
musculosos me envolvem por trás.
— Trabalhar.
Um sorriso traça seus lábios. — Bom. Desculpe-me se te assustei no bar, mas aquele
filho da puta tinha as mãos em você, e eu simplesmente perdi o controle.
Chase suspira, franzindo a testa. Ou mais parecido com mau humor. Eu quase rio.
Eu fico pronta, tomo um rápido café da manhã e saio para trabalhar. Hoje é dia de
folga de Chase, embora ele provavelmente vá acabar recebendo ligações do trabalho. Até o
momento em que estou vestida, Chase está correndo na esteira. Kade está levantando
pesos e James está fazendo abdominais. Malditamente quente. Chase olha e seus olhos se
estreitam.
— Você está babando, Layla, e é melhor que seja só para mim. — Ele grita, me
fazendo rir.
— Talvez eu seja a garota viva mais sortuda agora! — Eu digo de volta, fazendo
com que os três riam. — Vejo vocês a tarde! — Eu grito.
começo a pirar. Por que, você pergunta? Porque o carro da minha mãe está estacionado na
minha garagem. Ela nem sequer ligou! Um ataque furtivo, é o que isso é. Eu entro na
cozinha, onde Chase está sentado à mesa de jantar, conversando com minha mãe. Minha
mãe é muito bonita, elegante e delicada. Seu cabelo preto é na altura dos ombros, e ela
aparenta ser muito mais jovem do que seus quarenta e cinco anos. Chase me vê e ri da
minha expressão.
— Layla, aí está você! Como você está querida? — Ela vem e me abraça.
— O que você está fazendo aqui? — Pergunto um pouco mais afiada do que eu
pretendia.
Ela estreita os olhos para mim. — Eu não sou bem-vinda para visitar minha própria
filha? — Ela pergunta.
— Não, claro que você é. É só que... Bem, você nunca ligou nem nada, e... — Como
de costume, ela me corta.
— Sim, bem, eu tinha que vir e ver como você está. Algum motivo para você não
me contar que estava namorando esse ótimo cavalheiro? — Ela aponta para Chase, que
está tentando conter o sorriso. E falhando.
— Eu tive que ouvir isso dele! Minha própria filha não me diz essas coisas. — Ela
reclama.
Eu suspiro, vou até a mesa, sentando-me ao lado de Chase. Ele pega a minha mão
na sua, e me dá um pequeno aperto.
— Como foi o trabalho, baby? — Ele pergunta.
Minha mãe olha para nós de mãos dadas e sorri. Eu gemo interiormente. Ela
prepara o jantar para nós e nos sentamos ao redor da mesa, conversando.
Uma hora depois ela vai embora, me ameaçando que se eu não levar Chase para
casa, ela trará toda a família para a minha casa. Eu rapidamente digo a ela que iremos. Eu
fecho a porta da frente, inclino-me contra ela e suspiro. Chase começa a rir.
— Pelo menos eu descobri algo que é um bom presságio para mim. — Diz ele com
um sorriso.
— Você ainda vai ser uma gata com quarenta e cinco. — Ele ri.
Eu dou um tapa no braço dele, fazendo sua risada se transformar em uma risada
gutural.
******
Eu entro no restaurante, procurando por Ryder. Ele está sentado em uma cabine no
canto esquerdo, eu posso ver a sua cabeça com cabelo castanho escuro. Eu ando até ele e
dou-lhe um beijo na bochecha, antes de saltar no assento à sua frente. Era hora de Ryder e
eu termos uma conversa. Eu sei que meu relacionamento não é da conta dele, mas ele
realmente me ama e estava pensando em meus interesses.
Ouço Ryder suspirar, e sacudir a cabeça tristemente. — Ok, eu vou direto ao ponto.
Você ainda está com ele?
Ele parece pensativo. — Você sabe que você merece muito mais, não é?
— Ry...
— Não. Escute, Layla. Conheço Chase faz um longo tempo, e enquanto ele é um
bom amigo, eu vi como ele é com as mulheres. — Seus olhos invocam os meus.
— Ryder, eu sou adulta. Eu sei que ele tem um histórico ruim, mas ele mudou.
— Eu sei que você pode cuidar de si mesma, mas você é família. Ele vai te
machucar. — Ele passa as mãos sobre o rosto quando diz isso.
Ele não diz nada por um tempo, apenas olha nos meus olhos, procurando.
— E eu te amo, Layla. Por isso, se é isso que você quer... Eu não vou dizer mais
nada. Mas, para que conste, eu não acho que isso é uma boa ideia. Se ele te machucar, diga
que eu vou matá-lo — Ele rosna a última parte.
— Então, eu não vi Nikki ultimamente. O que ela tem feito? — Ele pergunta com
indiferença. Eu conheço Ryder, eu acho que ele teve uma queda por Nikki por um tempo,
mas por algum motivo, ele parece estar escondendo. Mais ou menos como Kade. Os
homens são tão confusos!
— Ela está bem. — Digo-lhe. — Ainda equilibrando escola e festas. Está rolando
alguma estranha relação entre ela e Kade.
— Sim, algo está acontecendo. Eu continuo perguntando a ela sobre isso, mas não
obtenho respostas. — Estava ficando frustrante.
Ryder tensiona a mandíbula e eu posso ver seus dedos ficarem brancos enquanto
aperta seu punho na mesa.
— A qualquer hora linda. — Ele beija minha testa. — Nos vemos em breve. — Diz
ele antes de caminhar até seu carro. Ele me espera sair e então vai embora. Sempre um
cavalheiro, meu Ryder.
Mais tarde naquela noite, estamos todos sentados na varanda, os rapazes estão
bebendo cerveja, e estou bebendo uma margarita.
Três pares de olhos se viram para mim e eu limpo minha garganta. — O lance de
compartilhar as garotas, qual é o negócio? — Kade e James olham Chase, que ainda está
olhando para mim.
— Elas nos usam tanto quanto nós as usamos, confie em mim. E elas sabem onde
estão se metendo, não fazemos falsas promessas. Estamos adiantando que não queremos
nada sério. — Acrescenta James.
Música alta está bombando, mulheres seminuas em todos os lugares. Tenho certeza de que
há duas mulheres para cada homem aqui. Não é de se admirar que todo mundo adore as
festas de Kade. Eu vejo Chase em pé no balcão do café da manhã com Kade e James. Kade
tem uma mulher em cada lado dele, um braço envolto em torno de cada uma. James está
conversando com alguma loira explosiva. Chase olha e me vê, os olhos brilhando. Estou
usando jeans skinny preto, um top preto justo e sapato de salto vermelho vivo. Eu não
quis me arrumar muito considerando que a festa é em nossa casa e eu não pretendo
socializar por muito tempo.
— Você está sexy. — Chase sussurra quando eu chego e fico ao lado dele.
Encontro-me desejando que Nikki estivesse aqui, mas ela tinha um programa de
família que não poderia faltar. Eu quase esbarro em Ashley quando vou ao banheiro. Eu
tento ignorar, mas ela vem até mim para conversar.
— Então, Layla. Como estão as coisas com Chase? — Ela exige ruidosamente.
— Oh, por favor, eu sei como estes irmãos trabalham. Eles não se importam em
compartilhar garotas. — Diz ela com indiferença.
— Ah, então você está indo atrás do fator três. — Eu digo com conhecimento de
causa. Ela teve Chase e James, agora ela quer suas garras em Kade.
— Então vá atrás de Kade? Eu nunca o vi recusar uma mulher antes, não importa
quão horríveis elas sejam. — Eu digo a ela.
Ela está em silêncio, e eu não posso deixar de rir. — Ele te recusou? Ai... Deve doer.
— Eu digo a ela honestamente. Eu sei que estou sendo uma cadela, mas ela começou.
Maduro, eu sei. Eu me peço licença e volto até Chase. Ele envolve seus braços em mim
possessivamente. Uma hora depois, todos nós estamos rindo de uma história que Kade
está nos contando, quando Aubrey entra. Eu me viro e olho para Chase, que olha e a vê.
Seu rosto fica enraivecido.
A porta do quarto está aberta, e eles estão em pé lá dentro falando no que parece ser
uma discussão acalorada. Aubrey parece chateada. Chase parece frustrado.
Eu não sei o que pensar, mas eu espero que ele me diga quando estiver pronto. —
Ok.
******
Eu estive temendo isso. Uma festa familiar na casa dos meus pais. Minha mãe
realmente me ameaçou dizendo que se eu não levasse todos, eu estaria na merda. São duas
horas dirigindo, e Kade, James e Nikki estão no Hummer de Kade atrás de nós. Estou
nervosa, minha família pode ser um pouco... Autoritária. Ok, muito autoritária. Chegamos
à casa dos meus pais, e estacionamos um pouco antes da garagem. É uma grande casa de
dois andares, um pouco antiga, mas ainda adorável. Eu amo esta casa.
— Estou tão feliz por você ter vindo, Layla. — Diz ela. — Vamos todos!
Ela nos leva para o quintal, onde há uma fantasia toda criada, e pessoas em todos os
lugares. Meu pai se aproxima e me abraça calorosamente.
— Minha Layla, senti sua falta, garotinha. — Ele parece feliz em me ver, seus olhos
cinzentos sorrindo, mostrando suas linhas de expressão.
— Senti sua falta também pai. — Eu digo com sinceridade. — Pai, esse é Chase.
Chase, este é o meu pai. — Eu apresento. Eles apertam as mãos e começam a falar sobre
quem sabe o quê. Eu vejo minha prima Sasha correndo até mim. Ela está linda. Seu cabelo
é liso e reto e até os ombros, e ela está vestindo calça jeans e uma blusa. Ela tem uma figura
esbelta ainda bem torneada, e ela demanda atenção em qualquer lugar que vai.
Ninguém fala por um tempo, e depois Sasha diz: — James e eu costumávamos sair.
— Olha, foi há muito tempo. Eu falo com você daqui a pouco, Layla. — Diz ela,
com tristeza.
— Como eu ia saber que ela era sua prima? Merda, Layla. — Ele rosna.
— James. — Eu digo, não querendo que ele vá. Ele me dá um beijo na bochecha.
Inferno.
— Você está bem? — Chase sussurra em meu ouvido. Concordo com a cabeça,
procurando por Sasha. Vou querer respostas, caramba. Vejo Ryder andando em minha
direção, seus olhos cinzentos brilhando.
— Como está a minha linda menina? — Pergunta ele, me abraçando. Chase rosna.
— Eu estou bem. Chase, Kade. — Ele acena para eles antes de olhar para Nikki. —
Nicole, muito tempo sem te ver.
Ryder pisca seu sorriso que eu tenho certeza que pode levá-lo dentro e fora de
qualquer coisa. Vejo Kade agarrar a mão de Nikki, e Nikki se solta. Aqueles dois. Uma
maldita novela, eu juro.
Todos nós enchemos nossos pratos com o monte de comida que a minha mãe
preparou. São momentos em como estes que eu sinto falta da minha irmã, Tenielle. Ela
teria animado completamente essa reunião. Sorrio com o pensamento.
— Por que está sorrindo? — Chase pergunta, não perdendo uma batida.
Chase está prestes a responder quando eu vejo Sasha. Eu entrego o meu prato para
Chase. — Segure isto por um segundo, por favor?
— Eu pensei que ele fosse o cara. — Diz ela, enfatizando as duas últimas palavras.
Fui pega desprevenida. Sasha tem mais jogo quando se trata de homens, ela normalmente
os mantem enrolados em seu dedo mindinho bem cuidado.
— Ok, bem, ele foi embora então saia e fique comigo. — Eu exijo.
Quando andamos de volta Chase está falando com o meu pai novamente. Ambos
sorriem quando me veem.
Eu vejo minhas primas Isabella, Giselle e Liana flertando com Kade, e Nikki
olhando de onde ela está falando com Ryder. Vou até Ryder e dou-lhe o meu melhor olhar
malvado.
Eu suspiro. Ninguém me diz nada. Uma ou duas horas mais tarde e eu estou mais
do que pronta para ir embora. Minha mãe está conversando e rindo com Chase. Enquanto
ela está fazendo isso, eu carrego um monte de comida para James.
Minha mãe vem e me dá um abraço. — Eu o adoro, Layla! Ele é perfeito para você,
vocês deveriam se casar no verão! — Minha mãe sorri.
Nós nos despedimos de todos, minha mãe tentando nos fazer passar a noite.
Eu respeitosamente declino.
E u saio para a varanda quando ouço vozes, e estou surpresa de ver Ryder
sentado tomando cerveja com Chase e Kade. James deve ter ido a algum lugar.
— Ry, o que você está fazendo aqui? — Eu ando até ele e dou-lhe um grande
abraço. Eu amo meu primo.
— Eu vim para ver como esses idiotas estão te tratando. — É sua resposta. Olho
para Chase bem a tempo de ver o lampejo de seus olhos.
— Você acha que eu não sei como tratar uma mulher? — Chase sibila com os
dentes cerrados.
— Eu não achei que você soubesse. — Ryder começa. — Mas eu vou admitir que
você é bom para Layla, então isso é tudo que importa para mim.
Kade pega um também. — Mmmm, Layla é a melhor pessoa para se morar junto,
eu juro. — Comenta Kade, dando outra grande mordida no cupkace.
Chase agarra meus quadris e me puxa para o seu colo. Ficamos conversando por
algumas horas antes de Ryder ir embora para casa. Eu amo o fato de que ele e Chase
resolveram suas diferenças. Chase se levanta comigo ainda em seu colo, me leva ao meu
quarto, e começa a me mostrar o quão bem ele sabe como tratar uma mulher. Duas vezes.
******
A mãe de Chase está de volta à cidade por pouco tempo, e todos nós estamos indo
visitá-la. Kade convidou Nikki, e eu estou grata por isso. Ela tentou se safar no início, mas
finalmente cedeu. A mãe dele, cujo nome é Lucy, tem uma bela casa perto da praia. É uma
grande casa branca, com pilares e parece muito elegante. Ficando um pouco nervosa, eu
ajeito o meu vestido pela terceira vez.
Fácil para ele dizer. Quando todos nós saímos do carro, uma mulher sai correndo
para nos cumprimentar. Ela tem cabelo loiro, curto, com um corte elegante, mais comprido
na frente e mais curto na parte de trás. Ela tem os mesmos olhos azuis pálidos que James e
Kade têm, e uma pequena figura, esbelta. Ela é uma daquelas mulheres que sempre será
bonita não importa a sua idade. Ela está usando um vestido longo e esvoaçante na cor
pêssego pálido, e sandálias de bronze.
— Meus meninos! Como eu senti saudades de vocês! — Diz ela, puxando todos em
um abraço. Chase dá um passo para trás e me agarra pelos meus quadris.
— Esta é Nikki. — Diz Kade, dando a Nikki um olhar possessivo. Bem, o inferno.
Lucy lança olhares de Nikki para Kade, e depois volta. Ela sorri maliciosamente. —
Prazer em conhecê-la Nikki. Eu sou Lucy, mas você pode me chamar de mãe se quiser.
Vamos todos para dentro.
Nós vamos para dentro e sentamos na espaçosa sala de estar. Chase me levanta
para o seu colo e eu tento me esquivar, mas ele me segura lá. Eu faço careta para ele, mas
ele só me dá um sorriso fácil em troca.
— O que todos querem beber? — Pergunta Lucy. Todo mundo bebe café com
exceção de mim, que pego um suco. — Então Chase, como você conseguiu conquistar esta
beleza? — Ela brinca me dando uma piscadela.
Lucy zomba, e olha mais para mim. — Como você suporta o ego dele, Layla?
Lucy ri. — Eu gosto dela, ela tem fogo. — Ela toma um gole de café e olha para
Kade. — E você, Kade. Como tem passado, filho?
Kade olha para Nikki, enquanto diz: — Eu estou bem, mamãe, muito bem.
Olho para James que está olhando para sua bebida. — Mamãe, você fez meu café,
um café irlandês? — Pergunta ele, chocado.
Lucy apenas sorri. — Porque sim, eu fiz. Só se vive uma vez não é mesmo?
******
Uma semana depois, eu acordo em uma cama vazia, e presumo que Chase foi
trabalhar mais cedo. A casa está bastante impecável, eles devem ter contratado alguém
para limpar de manhã cedo. Estou estudando para os exames, quando Chase entra. Ele
está vestindo um terno preto, e caminha me dando um sorriso fraco. Ele parece esgotado, e
seus olhos azuis não têm seu brilho habitual.
— Não, eu só vou malhar por um tempo. — Ele beija minha cabeça distraidamente
e caminha para o seu quarto. Ele aparece vestindo apenas um calção de basquete azul
marinho e se dirige para sua academia improvisada. Eu não posso evitar, mas vejo como
ele anda ao redor da casa, graciosamente, os músculos ondulando com cada movimento.
Duas horas mais tarde ele ainda está se exercitando. Eu enfio a cabeça dentro da
porta e ele está correndo na esteira, suor escorrendo pelo seu corpo. Estou prestes a sair
quando ele para de correr e inclina-se nas barras de esteira. Ele abaixa a cabeça e fica assim
por alguns instantes. Eu sinto que estou me intrometendo. Ele parece aborrecido, até
mesmo com o coração partido. Eu gostaria que ele me dissesse do que se trata. Vou para o
meu quarto e tento estudar, mas acabo ali sentada olhando para o meu laptop.
Chase entra em meu quarto cerca de uma hora depois, sentando ao meu lado na
cama e me puxando para um abraço. — Estou indo para o trabalho. Volto tarde, ok? —
Antes que eu possa fazer um milhão de perguntas, ele me beija suavemente nos lábios e
sai. Eu não tenho nenhuma ideia do que está acontecendo agora. Durante a noite eu espero
por uma ligação, uma mensagem de texto, qualquer coisa. Mas eu não recebo nada.
tive notícias de Chase. Odeio me sentir assim, insegura, perdida, confusa. Vulnerável. Eu
preciso falar com ele, resolver isso. Perguntar-lhe se ele está bem, por que ele não voltou
para casa. Saio mais cedo do trabalho e vou para o seu escritório. Estive aqui apenas uma
vez, quando estávamos fora e Chase teve que parar para deixar alguma coisa. Eu olho no
espelho retrovisor e adiciono um pouco de batom, e certifico-me de que estou bem. Vou
até a porta de seu escritório, abro-a e entro. O ar condicionado frio me atinge, e uma
mulher mais velha usando um blazer bege está atrás do balcão da recepção, uma mulher
diferente de quando eu estive aqui.
Traída.
*****
— Acho que vamos adicionar perseguição em sua lista de muitas falhas? O quê,
destruir um lar não é suficiente? — Eu digo agressivamente.
Seu rosto se aperta mais ainda, e pelo seu olhar, posso dizer que esta conversa não
vai correr bem.
— Você acha que é a toda poderosa, mas não sabe de nada. Chase esconde muito
de você. — Ela sussurra com veemência.
— Você pelo menos sabe onde ele estava ontem? Porque ele estava comigo. — Eu
quero dar um tapa nela por causa deste olhar presunçoso em seu rosto.
— Se você não acredita em mim aqui, leia nossas mensagens. — Ela me entrega o
telefone, e eu não posso deixar de olhar para baixo. E lá está, bem ali.
Enviado ontem de manhã, por volta das nove da manhã. Meu coração para. A
cadela continua a falar.
— Ele te disse que me engravidou? — Ela ri ao ver a expressão que deve estar no
meu rosto. — Sim, foi quando estávamos juntos. Não foi planejado, mas eu sabia que ele ia
ser um grande pai.
— Como ele sabia que era dele? Vocês não tinham um relacionamento aberto? —
Pergunto baixinho.
Ela levanta a sobrancelha para mim. — É isso que ele te disse? Sim, ele tinha um
relacionamento aberto. Eu não pude fazê-lo comprometer-se mais do que isso. Mas isso
não significa que eu estava autorizada a ficar com ninguém, você conhece Chase, ele pode
ser possessivo desse jeito. — Eu acho que ia passar mal. — Eu a perdi. Meu bebê. Eu tive
um aborto espontâneo aos cinco meses. — Sua voz é suave, e o meu coração se parte por
ela, pela perda do bebê de Chase. Eu não desejo a perda de um bebê para ninguém.
Ela está observando a minha reação, alimentando seu ódio nisso, gostando. Antes
que ela saia, ela me dá um último golpe de despedida.
— Ele me disse que nem quer mais filhos, uma vez que a perda de nossa filha o fez
sofrer tanto.
Então ela sai, levando meu coração com ela. Eu pego meu celular e ligo para Chase.
— Layla, é complicado...
— Sim, mas...
Eu limpo minha garganta. — Ela estava grávida. — Minha voz ainda sai rouca.
— Aubrey.
Ele suspira, infeliz. — Sim, ela estava. Nós a perdemos. Perdemos... Lilly.
Lilly. Era um nome bonito para o que teria sido uma menina bonita.
— Eu sinto muito pela sua perda, Chase. Eu teria gostado de ouvir isso de você,
não por Aubrey. Por que você não quer compartilhou essa parte de você comigo?
— Você não me disse que o seu — relacionamento aberto — era unilateral, que
você se preocupou tanto com ela a ponto de ser possessivo. Você também nunca
mencionou que não queria filhos no futuro. — Algumas lágrimas escorrem pelo meu
rosto.
—Aubrey visitou você? Baby, eu posso explicar tudo. Eu vou voltar para casa
agora, ok? — Ele soa um pouco em pânico.
— Baby, nós nunca falamos sobre crianças. Perder Lilly foi muito difícil para mim,
e sim, eu disse que eu não queria nunca mais passar por essa possibilidade. Mas...
— Tudo bem? Merda! Parte meu coração ouvi-la chorar. Estou saindo agora. Sem
fugir, baby. — Eu posso ouvir ruídos.
— Eu vi você hoje. — Eu quase soluço. Eu sei que ele pode ouvir a dor em minha
voz, e a acusação.
— Eu acho que eu não fui a única mulher com quem você dormiu sem camisinha
no fim das contas. — Eu digo sem rodeios. Eu nem sei por que eu penso nisso.
Eu desligo.
Então eu arrumo minha mala. Eu fico olhando para a enorme pilha de dinheiro na
minha gaveta, o aluguel e as contas que ele nunca me deixou pagar. Chase ficava dizendo
que pegaria depois, mas ele nunca fez. Dane-se. Eu pego o dinheiro e o enfio na minha
bolsa. Conforme estou indo para o carro, Kade estaciona na calçada. Ele salta para fora e
corre em minha direção.
— Onde diabos você está indo? — Ele exige, parecendo cheio de preocupação.
— Eu acho que Chase está me traindo com Aubrey. — Eu digo, as lágrimas agora
escorrendo pelo meu rosto.
— Não há nenhuma maneira no inferno que ele faria isso com você, Layla. — Ele
parece acreditar nisso.
— Eu o vi beijando-a, Kade! Fui ao seu escritório, e...
Chase
difícil para mim, e sim, eu disse que eu não queria mais passar pela possibilidade disso
acontecer mais uma vez... Mas...
Mas eu adoraria ter filhos com Layla, eu gostaria de construir uma família com ela,
casar com ela. Gostaria de aproveitar essa oportunidade com ela. Eu faria qualquer coisa
por ela. Antes que eu possa dizer-lhe isso, ela me corta.
— Tudo bem. — Ela sussurra. Eu posso ouvir em sua voz que ela está chorando,
mal se aguentando.
— Tudo bem? Merda! Parte meu coração ouvi-la chorar. Estou saindo agora. Sem
fugir, baby. — Eu digo desesperadamente, já em pé agarrando minha pasta, pronto para
sair.
— Eu vi você hoje. — Ela me diz e vejo a dor em sua voz. Porra, ela está me
quebrando.
Por favor, oh merda, faça com que ela não tenha visto isso. Aubrey tinha aparecido
sem avisar e tentou me seduzir.
Quando isso falhou, ela pulou em mim e me beijou. Eu a empurrei para longe e
disse-lhe para sair.
— Eu acho que eu não fui a única mulher com quem você dormiu sem camisinha
no fim das contas. — Diz ela sem rodeios, de forma aleatória.
Ela pensa que eu sou um mentiroso, mas eu não menti para ela uma única vez.
Omitir, sim.
Esquivando-me, talvez.
Ela desliga o telefone. Eu fodi tudo. Muito. Ela não disse que não ia fugir, como ela
sempre faz quando eu vou por esse caminho.
Merda.
Eu corro para o meu carro e pulo nele, quase voando todo o caminho para casa.
Espero que ela esteja lá. Se ela não estiver eu vou localizá-la. Aubrey, porra! Por que ela
não pode me deixar ser feliz? Dói pensar sobre a criança que eu perdi, por isso eu não
disse a Layla. Eu não disse a ela que eu não permitia que Aubrey fodesse com ninguém
porque eu sabia que ela iria levar para o caminho errado. Não é que eu fosse possessivo,
por assim dizer com Aubrey, mas eu não ia permitir que o que eu tinha naquela época que
considerava meu saísse com outros caras. Eu disse a Aubrey as regras, ela concordou.
Inferno, ela teria feito qualquer coisa para ser capaz de me afirmar como seu homem. Eu
tenho certeza que ela me usou mais do que eu a ela.
Quando eu descobri que ela estava grávida, eu não fiquei satisfeito. Só porque eu
tinha certeza que ela fez isso para me prender. Ela disse que estava tomando pílula, mas
eu ainda usava preservativo toda vez. Uma vez, porém, o preservativo se rompeu, e ela
ficou grávida. Claramente, ela não estava tomando pílula apesar de tudo. Mas era o meu
filho e eu iria gostar dele ou dela de qualquer maneira. Só quando eu estava me
acostumando com a ideia de ser pai, ela perdeu o bebê. Fiquei arrasado. Mas isso tudo está
no passado, e Layla é o meu futuro. Eu estava com Aubrey ontem, mas só porque fomos à
lápide de Lilly. Eu sempre fico deprimido, nesses dias, e eu sei que foi fodido da minha
parte me fechar para Layla assim. Mas eu vou corrigir isso, eu vou explicar tudo para ela.
Ela fugiu.
Merda.
Kade corre para o quarto e ele está puto. Sua mandíbula está tensa, e as suas mãos
estão enroladas em punhos. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, seu punho se
conecta com meu lábio e estou batendo contra a parede. Eu não me incomodo em revidar,
estou seriamente fodido.
— Que porra é essa que você fez, Chase? Ela não podia sair daqui rápido o
suficiente, de tanto chorar, porra! — Ele cospe com veemência.
— Não aconteceu nada, porra. Kade, Aubrey tentou alguma merda, eu a empurrei
para longe. Layla entrou no pior momento possível. Você acha que eu iria estragar isso
com Layla por causa de Aubrey? Você sabe como me sinto sobre Layla!
Kade olha nos meus olhos, procurando. Doeu como o inferno que meu próprio
irmão não confie em mim completamente.
Depois de alguns momentos, ele acena com a cabeça, sua postura relaxa. — Traga-a
para casa, Chase. Você precisa corrigir isso. — Ele põe a mão no meu ombro, apertando-o
uma vez, antes de sair do quarto.
Eu caio de joelhos quando ele sai do quarto. Respiro profundamente várias vezes,
me permitindo um momento de fraqueza.
Então eu me levanto.
Em primeiro lugar, eu vou me certificar que Aubrey me deixe em paz, de uma vez
por todas.
******
Aubrey
Nossos pais queriam que nos casássemos durante anos. Eles eram parceiros de
negócios, ainda são. Eu sou próxima ao pai de Chase. Muito próxima.
Meu coração perde uma batida quando eu a vejo parada em frente aos testes de
gravidez. Ela pega um. Merda. Não, isso não pode estar acontecendo comigo! Eu tenho
tentado há meses conseguir Chase de volta, e esta vadiazinha não vai ficar no caminho,
grávida ou não. Eu nunca vou admitir a derrota quando se trata dele.
Eu lhe disse que só seria sua. No entanto, após ser negligenciada algumas vezes,
quando ele sentia que queria outra mulher, eu decidi que eu não aguentava mais. Se ele ia
se divertir, eu também ia. Eu também sou uma mulher muito desejável. Não demorou
muito para eu seduzir outros homens, aqueles dispostos a serem discretos. Eu nunca vou
deixá-lo descobrir que Lilly não era filha dele. Lilly é o meu último elo com Chase.
Eu vou até o trabalho de Chase, vestida para matar. Usando um vestido apertado,
com um grande decote e sapatos de saltos agulha para foder. Meu homem sempre teve
uma queda por saltos altos sensuais.
— O que você está fazendo aqui, Aubrey? — Ele rosna, em um tom irritado.
— Agora, Chase, você não tem que ser tão rude. Estávamos bem juntos, querido,
poderíamos ter isso de volta. — Eu ando em direção a ele, balançando os meus lábios
sedutoramente.
— Aubrey! Entenda a dica, nós terminamos. Eu amo a Layla, e não vou mudar de
ideia. Você precisa seguir em frente. — Diz ele sem emoção.
Eu me viro para sair, e então vejo Layla no lobby falando com a recepcionista. Ela
não poderia ter vindo em melhor hora.
Sem aviso, eu ando até ele, envolvo meus braços em torno de seu pescoço e
empurro os meus lábios nos dele. Ele agarra meus quadris e me empurra para longe, eu
bato na parede.
— Vá embora, Aubrey. Não volte. — Diz ele com raiva. Eu olho para a porta
entreaberta, não vejo Layla. Eu sorrio presunçosamente.
Quando ela abre a porta, me dá um tapa no rosto. Talvez eu devesse ter esperado
por isso... — Sua vadia! — Eu grito. Isso doeu.
— Eu acho que nós vamos adicionar perseguição à sua lista de muitas falhas? O
que, destruir um lar não é o suficiente? — Ela zomba de mim.
— Você acha que é a toda poderosa, mas você não sabe de nada. Chase esconde
muita coisa de você. — Eu assobio para ela.
— Aparentemente. — Ela diz com amargura. — E eu suponho que você está aqui
para me contar?
— Você ao menos sabe onde ele estava ontem? Porque ele estava comigo.
— Se você não acredita em mim aqui, leia nossas mensagens de textos. — Eu lhe
entrego meu telefone, e ela parece que vai passar mal. Bom. — Ele lhe disse que me
engravidou? — Eu rio, vendo o olhar em seu rosto. — Sim, foi quando estávamos juntos.
Não foi planejado, mas eu sabia que ele ia ser um grande pai.
— Como ele sabia que era seu? Vocês não tinham um relacionamento aberto? —
Ela pergunta em voz baixa.
— É isso o que ele te disse? Sim, ele tinha um relacionamento aberto. Eu não pude
fazê-lo comprometer-se mais do que isso. Mas isso não significa que eu estava autorizada
a ficar com ninguém, você conhece Chase, ele pode ser possessivo desse jeito. Eu a perdi.
Meu bebê. Eu tive um aborto espontâneo, aos cinco meses. — Ainda dói falar sobre isso às
vezes.
— Não, você não sente. — Zombo. — E não é por isso que estou aqui, por sua
piedade. Estou aqui para dizer-lhe que ele nunca vai me deixar ir totalmente, porque
passamos por tanta coisa juntos perdendo a nossa menina. Nós sempre teremos algo que
você nunca será capaz de apagar. Quando eu estive no escritório hoje, nos reconciliamos.
Como você pôde ver. Ele me disse que não quer mais filhos, uma vez que a perda de nossa
filha que o machucou muito.
Com meu trabalho feito, eu saio. Chase pode ficar bravo a princípio, mas ele vai
superar isso. Ele precisa de uma mulher forte como eu.
Estou na cama, quando eu ouço uma batida na minha porta. Eu olho para o relógio,
na hora certa. Eu não estou vestindo nada, apenas o meu robe. Abro a porta e o convido
para entrar.
— Eu sabia que você viria para mim, querido. — Eu sorrio, abrindo meu robe um
pouco, para que ele possa ver o que está perdendo. De repente, eu estou contra a parede.
Ooh, preliminares, minha favoritas. Mas quando eu olho para o rosto dele, eu vacilo na
frieza em seus olhos. Seus lábios estão franzidos, e ele é tão intenso em sua fúria. Um
gemido escapa de minha garganta.
— Sua vadia de merda. Por que você não pode me deixar em paz? Como você ousa
dizer essa merda para Layla, que não era da sua conta, Aubrey. — Ele cospe.
— Que verdade seria essa, hein? Que estamos nos reconciliando? É malditamente
certo que isso não vai acontecer. — Ele zomba.
— Pare de me chamar assim, merda. Eu não sou o seu querido. — Seu aperto está
começando a doer.
— Você disse que nunca iria ter filhos após o que aconteceu com Lilly. — eu
sussurro.
— Eu estava de luto quando eu disse isso. — Ele grita comigo. — Layla é isso para
mim. Ela é tudo que eu quero. Ela tem o meu coração, o meu respeito, meu amor. Algo
que você nunca teve. Chega de ser legal com você, Aubrey, chega de apaziguar você. A
próxima vez que você chegar perto, eu não vou ser tão bom assim. Fique fora da porra da
minha vida.
meus pais, dando-lhes o meu novo número e dizendo-lhes que estou bem. Aqui estou eu,
quatro dias depois que meu coração foi esmagado, escondida em algum hotel aleatório,
deitada na cama, sentindo pena de mim mesmo. Estou ouvindo a música “Let Her Go” do
Passenger, no modo repetir no meu iPod.
Eu sei que terei que voltar e enfrentá-lo. Todas as minhas coisas estão lá. Mas eu
precisava de tempo para pensar. Não é mais só em mim que tenho que pensar. Eu olho
para a minha barriga. Eu tenho que pensar no meu bebê.
Minha menstruação tinha uma semana de atraso, mas isso não era muito incomum
para mim. Então eu esperei mais uma semana antes de começar a me preocupar. No dia
em que vi Chase beijando Aubrey tinha acabado de fazer um teste de gravidez naquela
manhã. Deu positivo. E Aubrey escolheu a hora perfeita. Eu já estava me sentindo
vulnerável antes de ela jogar tudo aquilo em mim. Chase não tem o meu novo número de
telefone, mas ele está me enviando e-mails sem parar. Eu não li nenhum deles. Meu
telefone toca com toque de Nikki “About a girl” do Nirvana.
******
Chase
Nikki está em pé na minha cozinha, cercada por mim, Kade e James. Nós estamos
todos olhando para ela enquanto ela disca o número de Layla. Ela me entrega o telefone e
minha mão está tremendo. Demorou cerca de uma ou duas horas para convencê-la a fazer
isso, porque ela se sentia como se estivesse traindo Layla. Layla só tinha dado o seu novo
número a seus pais e a Nikki, ninguém mais. Nós a convencemos de que Layla estava
exagerando, e de que ela precisava voltar para casa. Kade puxou-a para o quarto e teve
uma conversa com ela, e ela de alguma forma cedeu. Porra, eu precisava da minha mulher
em casa. Eu estava cheio dessa merda. Eu estou fodidamente infeliz sem ela. Expliquei a
Nikki sobre o beijo. Aubrey está fazendo de tudo para manter Layla longe de mim.
Vadiazinha manipuladora.
******
Layla
— Layla, deixe-me explicar, porra. Eu mereço isso pelo menos. Em que hotel você
está? Eu vou buscá-la. Por favor, Layla. — Ele implora, mágoa vazando através de sua
voz.
— Você não merece nada, Chase. Mas não se preocupe, eu estou voltando para casa
amanhã, eu preciso pegar minhas coisas. Seria atencioso se você não estivesse em casa. —
Eu digo amargamente.
Ouço Chase rosnar, ele quer dizer tantas coisas, mas ele está com medo que eu não
vá voltar para casa amanhã.
— Tudo bem. — Ele sussurra através do que eu imagino que são dentes cerrados.
Eu desligo.
******
Passei a manhã vomitando. Eu não contei a ninguém sobre o bebê ainda. Eu me
sinto culpada. Chase merece saber, mesmo se não estivermos juntos. Eu preciso dizer-lhe
hoje. Eu faço o check-out do hotel e vou para casa. É apenas cerca de uma hora de
distância. Eu estaciono meu carro e vejo que todos os carros se foram, exceto o carro e a
moto de Chase. Respiro fundo e me preparo mentalmente. Eu ainda estou sentada no
carro quando Chase sai. Ele caminha até o meu carro e abre minha porta e eu dou uma boa
olhada nele. Ele parece exausto. Provavelmente, da mesma forma que eu. Ele coloca a mão
para me ajudar, que eu ignoro e saio sozinha. Talvez eu pareça mesquinha, mas eu preciso
manter meus muros e tocá-lo não vai me ajudar com isso. Ele suspira para mim, e me puxa
em sua direção em um abraço. Um abraço que eu não retribuo.
— Eu senti tanto sua falta, baby. — Ele sussurra no meu ouvido. Eu me afasto, e
caminho em direção à porta. Nós entramos lado a lado, mas a milhas de distância ao
mesmo tempo. Uma vez que estamos dentro, eu vou para o meu quarto e começo a pegar
as roupas do meu armário. Chase está atrás de mim, tão perto que quase posso sentir o
calor de seu corpo. O ar é denso, pesado.
Eu puxo meu braço para longe dele e me afasto. — Você a beijou! — Eu grito de
repente, fazendo-o recuar. — O que mais você fez com ela? — A intensidade na minha voz
surpreende até a mim mesma.
— Nada. Eu não fiz nada com ela, Layla. Me escute! — Ele parece tão frustrado, e
um pouco derrotado.
— Eu vi você, Chase! Não adianta tentar mentir! Mereço mais do que isso!
Chase se aproxima e coloca suas mãos sobre meus ombros. — E eu mereço que você
me dê a chance de me explicar.
Seu hálito quente afaga minhas bochechas, e dói muito tê-lo tão perto de mim. Eu
costumava olhar com desprezo as mulheres que perdoavam os homens que traíam, mas
eu adoraria nada mais do que esquecer que isso aconteceu. Se fosse assim tão fácil.
Chase se senta na minha cama, e me puxa para perto dele. — Aubrey apareceu, sem
ser convidada, inesperadamente. Ela me beijou. Que foi quando você entrou, Baby. Eu a
empurrei para longe imediatamente. Por que eu iria querer beijá-la? Tudo o que eu quero
e vejo é você, Layla.
Eu tomo uma respiração instável, considerando as suas palavras. Eu olho para ele, e
pela primeira vez, observo que seu lábio está cortado e inchado. Parece que Kade teve
uma conversa com ele depois de tudo. Eu não gosto que ele esteja machucado, acho que
isso não me traz nenhuma satisfação.
— Eu tentei protegê-la, Layla... Eu sei que eu estraguei tudo. Muito. Lidei mal com
tudo. Deixe-me corrigir isso, Layla. Eu quero passar o resto da minha vida te
compensando por isso. — Sua voz é cheia de sinceridade. — Eu vou explicar tudo... Eu
vou...
Seus olhos se arregalaram, mostrando a sua surpresa. Ele vai falar, mas eu o
interrompo.
— Eu sei que estava a tomado pílula, mas ainda assim pode acontecer e... — Eu
engulo. — Eu sei que isso não é algo que você quer, e se você não quiser ter nada a ver
com o bebê, está tudo bem, eu não quero que você se sinta obrigado ou qualquer coisa.
Quero dizer, se você quiser estar presente na vida dele ou dela, então poderíamos
trabalhar com algum tipo de visita. — Eu divago.
— Você acha que eu não quero ter nada a ver com o meu próprio filho? Meu filho
ou filha? — Sua voz é calma, mas eu posso ouvir a raiva e a mágoa atadas dentro dele.
— Considerando que você disse que não queria filhos depois... — Ele me corta.
— Eu não tenho o direito de mudar de ideia sobre algo que eu disse, de forma
imprudente, quando eu ainda estava de luto? — Diz ele, ofendido.
Tentando não me acovardar com a intensidade de sua voz, eu digo: — Desde o dia
em que te vi beijando Aubrey.
— Você fugiu sozinha, sabendo que estava carregando o meu bebê? Não era
seguro, Layla. — Ele estala.
Agora eu estava ficando com raiva.
— Bem, me desculpe por ficar chateada por ver o amor da minha vida beijando sua
ex-namorada, depois de ele não voltar para casa na noite anterior e se fechar
completamente para mim! — Eu grito. Eu levanto e começo a andar de um lado para o
outro. — E como não é seguro? Eu sou adulta. Eu posso cuidar de mim mesma!
Os olhos de Chase suavizam com a minha explosão. — Baby, tudo isso é culpa
minha, eu devia ter te dito... — Suspira. — Eu saí com Aubrey naquela manhã porque nós
fomos ao cemitério para levar flores a Lilly. Quando cheguei em casa, eu ainda estava
aborrecido e eu a ignorei. Eu estraguei tudo, Layla. Eu nunca tive alguém, uma mulher
como você, para compartilhar essas coisas. Eu só fui para o meu apartamento, tomei
algumas bebidas e dormi naquela noite. Então Aubrey apareceu no meu escritório e me
beijou. Eu a empurrei para longe, e a expulsei de lá. Porra, eu sei que parece ruim, mas
como eu poderia querer alguém além de você? Você é meu tudo, Layla, eu nunca pensei
em um milhão de anos que eu seria tão abençoado por encontrar alguém que é perfeita
como você é.
— Talvez sim, mas você é fodidamente perfeita para mim, baby. — Diz ele de
forma significativa, olhando nos meus olhos. Ele caminha até onde estou e fica de joelhos,
levantando minha blusa. Ele coloca um beijo suave no meio da minha barriga.
— Eu te amo. E eu amo o nosso bebê. — Ele ronca contra a minha barriga. Ele olha
nos meus olhos, e eu posso ver a sua felicidade, a sua admiração. Mas também a sua
ansiedade.
— Eu vou ser um pouco superprotetor, Layla. Você vai ter que lidar com isso. —
Ele me dá um pequeno sorriso e beija minha barriga novamente.
— Papai ama você, pequenino. Muito. — Ele quase sussurra, sua voz tão suave que
traz lágrimas aos meus olhos. Ele olha para mim novamente. — Não chore amor. — Diz.
— Já era hora.
Eu rio através das minhas lágrimas. Ele se levanta e me puxa para um profundo e
longo beijo.
******
Para desgosto de Chase, eu decidi passar a noite com Nikki. Eu quero um pouco de
tempo para pensar, para me recuperar. Eu tinha vinte chamadas perdidas dela e um
milhão de mensagens de texto, desculpando-se. Resolvi aparecer e acabar com seu
sofrimento. Eu entro em seu quarto e a encontro de pernas cruzadas em seus lençóis cor de
rosa. Ela pula quando me vê.
— Layla? Oh meu Deus, me desculpe, eu dei-lhe o seu número! Mas eu ouvi o seu
lado e eu percebi que você estava sendo estúpida e...
— Sim, mas ainda temos muitas coisas para resolver. — Eu digo com sinceridade.
— Eu aposto que vamos ter uma noite de meninas com filmes e junk food. — Ela
sugere.
— O que você quer assistir? — Nikki perguta, retirando todos os seus DVDs.
******
Eu dirijo para casa no dia seguinte, e vejo que Chase é a única pessoa na casa. Ele
me cumprimenta na porta, me dando um abraço apertado e um beijo longo e profundo. —
Graças a Deus que você chegou em casa — Diz ele, aliviado.
— Eu sei, e, embora isso quase me matou, eu te dei esse tempo. Mas o seu tempo
acabou, Layla. Se você precisar pensar, terá que fazê-lo perto de mim, comigo. Chega
dessa merda. Fui ao inferno na noite passada, eu estava andando para cima e para baixo,
tentando me impedir de arrastá-la para casa, onde você pertence. — Ele rosna
acaloradamente.
— Eu amei isso. — Digo-lhe, colocando um beijo em cada letra do meu nome. Ouço
um gemido gutural quando ele rasga minha calcinha frágil com impaciência, rasgando a
última barreira entre nós.
Ele me esmaga contra a sua excitação, até que eu estou choramingando com a
necessidade. — Monte-me, Layla. — Ele exige, com um olhar selvagem. Ele desliza para
dentro de mim, e os meus choramingos se tornam gemidos. — É isso baby, assim. — Ele
incentiva, quando eu movo meus quadris para cima e para baixo em movimentos suaves.
Agarro seu rosto nas palmas das minhas mãos, e colo meus lábios nos dele, beijando-o
desinibidamente. Ele chama meu nome e gemo, quebrando em um milhão de pedaços.
Chase aperta meus quadris, levantando os seus contra os meus, batendo em mim com
movimentos rápidos, até que eu sinto seu corpo tremer com a sua libertação. Estamos tão
ofegantes e agarrados um ao outro. Chase afasta os fios de cabelo que caíram no meu
rosto. — Eu te amo Layla. — Ele sussurra, cheio de emoção.
Chase ri. — Tenho certeza de que nós não somos os primeiros, baby. — Eu torço o
nariz com o pensamento. Nós nos aconchegamos por um momento antes de eu ir para o
banheiro me limpar. Eu, então entro em meu quarto para encontrá-lo limpo, vazio. Estou
sendo expulsa?
— Vamos lá, baby, vamos dar uma volta. — Ele me chama. Eu saio, curiosa, e
permito que ele me leve para o carro. Ele olha para a moto na saída e murmura: — Nada
de motos para você. — Eu reviro os olhos. Nós dirigimos para seu apartamento, e eu dou-
lhe um olhar desconfiado, recebendo um sorriso malicioso em troca.
— Chase?
Entramos em seu apartamento, e a primeira coisa que eu vejo é que ele foi
redecorado. De olhos arregalados, eu olho em volta, e parece muito bom. Chase me leva
para seu quarto e é aí que eu vejo todas as minhas coisas. As malas já desfeitas. Em seu
quarto.
— Sim, ideia perfeita, você não acha? — Ele parece muito feliz consigo mesmo.
Eu estreito meus olhos para ele. — E se eu não quiser morar aqui? Eu gosto muito
de morar com os seus irmãos, você sabe. — Eu olho para ele inocentemente, atraindo-o.
******
— Só perguntando. — Eu medito.
Chase olha para mim, de bruços na cama e levanta uma sobrancelha questionando.
— Layla, olhe para mim. — Ele exige. Eu lentamente levanto os olhos para ele. Ele
encontra o meu olhar e pega meu kindle, o coloca na cama, e me puxa para perto dele.
— Não houve nenhuma outra mulher nesse apartamento a não ser você. — Ele diz
suavemente, roçando seu nariz com o meu. Ele desliza sobre a linha da minha mandíbula
com a boca, colocando beijos leves como borboleta.
— Portanto, não se preocupe mais com essas coisas, ok, baby, porque eu sou todo
seu, para sempre. — Ele sussurra em meu ouvido.
Ele coloca a mão na minha barriga. — Este é o início de nossa família, e eu não
poderia estar mais feliz. Eu não poderia estar mais orgulhoso, e eu não poderia amar
alguém mais do que eu te amo, e ao nosso filho.
Eu começo a chorar, malditos hormônios. Chase ri. Eu dou uma cotovelada nele.
Nós ficamos aconchegados juntos por pouco tempo, ele acariciando meu cabelo.
— Estou ficando melhor nesses pequenos discursos não estou? — Diz ele, agora se
divertindo. Eu estreito meus olhos para ele, e ele me dá um sorriso maroto. — Então,
quando é que você vai se casar comigo? — Pergunta ele de repente.
— Por favor, não diga que você está falando sério? — Diz ele em um tom estranho.
Eu dou de ombros.
Ele chega à primeira gaveta da mesa de cabeceira e tira uma caixa preta elegante.
Ele abre e tem um anel deslumbrante com um diamante em corte princesa e ouro branco
olhando para mim. É lindo. Eu suspiro.
— Layla, eu te amo, amo tudo sobre você. Eu sempre te amei e te amarei para
sempre. Desde o momento que te vi, eu sabia que ninguém jamais se compararia a você.
Você pode me dar a honra de ser minha esposa? — Ele pergunta carinhosamente, seus
olhos com fome nos meus.
— Sim. — Eu sussurro, ficando com lágrimas nos olhos novamente. Ele coloca o
anel no meu dedo, e ele se encaixa perfeitamente. Assim como nós.
— A propósito, eu comprei esse anel para você há muito tempo. Antes que eu
soubesse que estávamos esperando um bebê. Eu sempre vou cuidar de você, baby, nós
nascemos para amar um ao outro. — Ele me puxa para um beijo ávido e longo.
******
É a minha primeira consulta médica. Chase está ao meu lado, olhando com
admiração para o pequeno ponto no monitor. — Ela é linda. — Ele sussurra reverente. Ele
tem certeza de que é uma garotinha.
Eu rio, e ganho uma carranca. — Sério Chase, eu nem mesmo posso ver alguma
coisa. — Eu reclamo novamente. O médico me mostra pela terceira vez e eu aceno com um
sorriso. Eu ainda não vejo nada dele ou dela. Eu me sinto como Rachel em Friends agora.
Eu vou para casa com uma imagem de ultrassom, e um pai muito orgulhoso. Chase está
literalmente radiante, e isso me faz tão feliz de ver. Eu não sei como eu pude ter pensado
que ele não iria querer essa criança. Sinto-me estúpida em retrospecto. Chase gruda a foto
na geladeira, me fazendo rir.
E então ele me beija, profundamente, sensualmente. Ele se afasta, olha nos meus
olhos e diz: — Eu te amo, minha vida.
Eu o beijo neste momento, com fome, com avidez. — Eu também te amo. Agora me
leve para a cama.
Ele Leva.
Capítulo Trinta e Dois
— Ei, cara. — Kade diz assim que sai de seu quarto, o cabelo loiro solto e
bagunçado.
— Reunião familiar na sala de estar! — Chase diz com um sorriso enorme no rosto.
Eu rio. Ele é tão bonito quando está empolgado.
Kade encolhe os ombros e vai para a sala de estar. Eu ouço um carro estacionar em
frente, deve ser Nikki. Chase vai chamar James e eu espero por Nikki na porta da frente.
— Hey Layla, está tudo bem? — Ela parece preocupada. Seu cabelo ruivo está
amarrado em duas tranças, e ela está vestindo calça preta com um top verde de um ombro
só. Ela está bonita.
Entramos na sala de estar, onde os três homens estão esperando. Kade e Nikki
olham um para o outro, uma estranha tensão entre eles. Chase caminha até mim e coloca
os braços em volta de mim.
— Estamos grávidos! — Chase deixa escapar. Ele olha para mim e me dá o sorriso
mais devastador, sua covinha mais profunda do que nunca. — E nós vamos nos casar!
Kade e James olham surpresos, com os olhos arregalados. Eles vêm imediatamente
nos felicitar, me envolvendo em abraços calorosos.
Kade beija minha testa. — Obrigado por me fazer tio. — Ele diz com sinceridade.
— Por que não estaria? Eu amo crianças, eu não posso esperar para ter o meu um
dia. — Ele olha para Nikki quando diz. — E eu vou especialmente amar o meu sobrinho
ou sobrinha. — Diz ele em voz baixa.
Eu olho em volta dele e Nikki está olhando para Kade com uma aparência suave
nos olhos. Quando me vê olhando para ela, ela vem e me abraça com força. — Estou tão
feliz por você, Layla. Eu vou ser tia Nikki certo? — Diz ela com a mão em seu quadril.
— Também posso estar lá quando você contar para seus pais? — Nikki pergunta
com um sorriso maligno, agarrando minha mão e dando uma olhada no meu anel.
Eu balanço minha cabeça para ela, com os olhos arregalados. Ela começa a rir. —
Vai ficar tudo bem, não se preocupe, Layla. Puta merda, este diamante é enorme. — Ela
deixa escapar, os olhos arregalados.
Nós todos saímos para comemorar. Chase está contando para todo mundo que vai
ser pai. A maioria deles não poderia se importar menos, mas é super adorável.
Nikki diz que ela está se mudando da casa deu seus pais, e está à procura de
lugares.
— Por que você não fica com o antigo quarto de Layla na casa, Nikki? — Diz Chase
ao meu lado.
— Sim, não, eu não acho que vai funcionar. — Diz ela olhando para Kade com uma
sobrancelha levantada.
— Por que não? Eu acho que é uma boa ideia. — Diz Kade, sorrindo. Alguma coisa
está acontecendo.
— Você deveria Nikki. — Eu digo a ela. — Eu vou ver você o tempo todo, porque
eu estou sempre aqui, e Kade e James são divertidos de se viver. Nunca um momento de
tédio, isso é certo.
Ela faz uma pausa e pensa sobre isso, olhando para Kade sob seus cílios. — Eu acho
que eu poderia fazer uma tentativa. É mais ou menos perto do meu novo trabalho. — Ela
concorda, eventualmente.
Olho para Kade, que parece relaxado, um leve sorriso traçando seus lábios.
— Nikki, você quer se juntar a mim, por favor. — Eu digo, mais uma demanda do
que um pedido.
Nikki geme. — Nós dormimos juntos. Antes de você conhecê-los, algumas semanas
antes, na verdade.
— Você tinha acabado de ir morar com eles, e estava namorando seu irmão. A coisa
toda ficou um pouco estranha. — Ela explica.
— Nada. É complicado. Mas, por agora, nada. — Diz ela com sinceridade.
— Tudo bem. — Murmuro. — Tudo está bem apesar de tudo, não é Nikki? — Eu
pergunto-lhe em voz baixa.
******
James dá uma festa, o que é muito incomum, pois normalmente é Kade que as
organiza. Nikki entra na casa, com as mãos cheias de sacolas. Eu disse a ela para pegar um
pouco de comida em seu caminho do trabalho até aqui. Nikki se mudou na semana
passada e até agora tudo bem. Bem, isso é o que ela está me dizendo.
— Você é a melhor, Nik. — Eu digo a ela, vasculhando um dos sacos. Uma amiga
de Kade, Ashley, se aproxima e eu franzo a testa.
— Esta é a minha melhor amiga, Nikki, ela mora aqui agora. — Eu digo a Ashley.
Esta menina não joga limpo, então eu estou querendo saber o que ela está fazendo.
— Oh yeah, você é aquela vadia que disse para Layla para ficar longe de Kade! —
Diz Nikki, rindo maliciosamente.
— Oh, eu vou ficar com Kade. — Ashley ronrona. — Eu já apreciei os outros dois,
especialmente Chase. — Ela me dá um olhar complacente quando diz o nome de Chase.
Bem, merda.
— Ninguém fala com a minha melhor amiga desse jeito, porra! — Nikki zomba.
— Layla? — Chase pergunta. Digo-lhe o que ela disse e seu corpo enrijece.
Kade não diz nada enquanto acompanha Ashley para fora, e da janela, o vejo
levando-a para seu carro e saindo da garagem.
— Por que diabos Kade é amigo dela? Ela vai voltar. — James murmura.
— Por que diabos todo mundo transa com ela? — Nikki cospe.
— Nikki, eu entendo que você tem que defender Layla, mas ela está grávida. Ela
não pode mais ser sua parceira no crime, a qualquer hora que você perde a cabeça! —
Chase explode.
Eu tremo. Nikki olha para mim e seus olhos amolecem. — Desculpe. — Ela diz para
mim. Dou-lhe um sorriso. Eu não estava em perigo, eu estava bem ao lado deles. Chase
precisa perceber que eu cuido do meu bebê em primeiro lugar. Se eu estivesse em perigo
de me machucar, eu daria o fora de lá.
— Vamos lá, Nikki, vamos te limpar, você tem sangue por toda parte. Quem teria
pensado que você poderia nocautear uma cadela assim. — James ri quando ele lhe estende
o braço e se dirige ao banheiro.
— Quando ela fica como? Perde a paciência e recorre à violência? Você nunca faz
isso, não é querido?
Chase estreita os olhos para mim. — Você está grávida anjo, eu não quero que você
se machuque. Eu morro antes de você se machucar. — Ele sussurra.
as compras, ele afirma que odeia, mas eu tenho certeza que ele está tão animado em
comprar coisas de bebê quanto eu. Agora estou com quatro meses, e eu já tenho uma
pequena barriga. Chase acha que é adorável. Estou comendo uma grande casquinha de
sorvete, e Chase está me provocando sobre isso, fazendo comentários pervertidos, quando
vejo Aubrey. Ela tem a mesma aparência, está usando uma minissaia quase inexistente e
um top apertado. Chase olha para ver o que eu estou olhando, e ele instantaneamente fica
tenso. Ela nos vê, e seu rosto aperta ainda mais do que o habitual. Seu rosto fica um pouco
vermelho, eu quase posso ver o vapor saindo de suas orelhas. Ela caminha com um sorriso
no rosto.
— Vejo que ainda estão juntos. Que adorável. — Diz ela com sarcasmo.
— É claro que sim. Nem mesmo você pôde nos separar. — Eu digo secamente. Eu
levanto a minha mão para que ela possa ver o anel.
Ela olha para ele e, em seguida, seu olhar vai para a minha barriga, e seu rosto fica
pálido. Ela olha para cima, olha para Chase, e começa a chorar.
— Era para ser nós. Não você e ela! Era sempre suposto ser a gente. — Ela sussurra
a última parte.
— Não, Aubrey, não era. Você também sabe que não, você precisa esquecer isso. —
Ele diz isso em voz macia, suave.
— Espere até seu pai ouvir sobre isso! Ele vai ficar furioso! Você sabe que ele
esperava que nós ficássemos juntos! — Ela está desesperada neste momento.
— Eu não poderia me importar menos. É o que eu quero e não o que ele quer. —
Chase diz.
— Você disse que nunca iria se casar, que não era do tipo que se compromete!
— Obviamente eu mudei Aubrey. — Ele diz a ela suavemente. Ela abaixa a cabeça,
chorando dramaticamente.
Depois de alguns momentos, ela olha para cima, rímel escorrendo pelo rosto, ela
franze a testa. — Você está certo, Chase, você está absolutamente certo. Quer saber um
segredo? — Ela se inclina e sussurra falsamente: — Lilly não era sua filha. — Ela dá um
passo para trás e tem o sorriso mais feio no rosto. Eu olho para Chase, e parece que ele vai
passar mal. A cor foi drenada de seu rosto, seus olhos estão mortos.
— O quê? — ele sussurra chocado. Ele, obviamente, não esperava por essa.
— É verdade. Você acha que eu fiquei sentada esperando por você? Tenho homens
fazendo fila por uma chance comigo. Lilly não é sua. Eu sempre soube disso.
— Todo esse tempo... Eu lamentei por ela, eu ainda lamento. — Chase está sem
palavras, então eu assumo.
— Você é uma vadia! É o pior tipo de mulher, Aubrey! — Eu rosno. Juro, se eu não
estivesse grávida no momento...
Chase está tremendo. Merda, eu tenho que levá-lo para casa. Parece que ele quer
bater nela. Eu conheço o sentimento.
— Vamos lá, baby, ela não vale a pena. — Eu me viro para olhar para Aubrey,
meus olhos se estreitaram. — Karma é uma droga, Aubrey. — E antes que ela cuspa
qualquer outro veneno para fora de sua boca, eu arrasto um Chase silencioso para casa.
******
Depois de Chase ficar quieto todo o caminho pra casa, olhando para fora da janela,
eu estava começando a ficar preocupada.
Essa é uma boa pergunta. Eu não duvidaria dela. Mas, novamente, ela
simplesmente desistiu de sua única ligação com Chase.
— Por que você não continua visitando o túmulo de Lilly? Nós podemos nunca
saber a verdade, mas eu acho que ela é sua, não importa o quê, porque você a amava. —
Digo-lhe baixinho.
Ele considera e, em seguida, concorda. — Eu sei que você não vai gostar disso, mas
eu preciso falar com Aubrey, eu quero saber, não, eu preciso saber, se eu era o pai dela.
— Eu entendo. — Eu digo-lhe baixinho. Ele pega a minha mão na sua, e eu suspiro
aliviada. Ele não está me deixando de fora. Podemos passar por isso, juntos.
******
Nós estamos indo ver o pai de Chase. Estou nervosa, principalmente porque Chase
está nervoso. Ele está batendo com os dedos no volante, e eu posso ver as diferentes
emoções desempenharem em seu rosto. Ouvi dizer que o pai de Chase é um idiota. De
várias fontes, inclusive de Chase. Há toda uma trapaça, sobre o fiasco do casamento.
Tenho certeza de que a mãe de Chase não sabia que ele era casado na época, ela já estava
grávida de Chase. Paramos em uma enorme mansão. Quando eu digo enorme, quero dizer
ENORME. Eu pisco.
— Esta é a casa onde o seu pai vive? — Repito, pela terceira vez, a boca ainda
aberta.
Chase olha para mim: — Sim, Layla, esta é a casa onde ele vive. — Ele sai do carro
enquanto eu me sento aqui, ainda olhando para a casa. Chase abre minha porta e me puxa
suavemente para fora, dando alguns beijos suaves em minha boca. Eu estou preocupada
com o que acontecerá aqui. Estou preocupada por ter vindo aqui. De qualquer forma,
estou muito nervosa agora. — Vamos lá, baby, vai ficar tudo bem, ok? — Chase me
garante enquanto ele esfrega a mão na minha barriga em um gesto de proteção. Concordo
com a cabeça. Eu olho para a minha roupa, e espero que eu esteja vestindo algo
apropriado. Eu fui com um vestido longo preto e sandálias douradas. Meu cabelo está em
uma longa trança de peixe, e eu estou usando maquiagem neutra, marrom em meus olhos
e um lábio nude.
— Você parece um anjo, Layla, você está perfeita, então pare de se preocupar. —
Diz ele em voz baixa.
— Ok, vamos fazer isso. — Eu digo mais para mim do que para Chase.
— Filho! — Ele reconhece Chase. — Há quanto tempo! — Ele caminha até ele,
coloca a mão em seu ombro e olha mais para mim. — E quem é essa beldade? — Ele
pergunta, em um tom que não parece muito apropriado. Chase agarra a minha mão de
uma forma protetora e me puxa para perto dele.
— Esta é a minha noiva, Layla. — Chase sorri para mim quando ele diz, e eu posso
ver o orgulho em seus olhos. Eu não posso evitar o sorriso hesitante que se espalha em
meus lábios.
Assim que Chase diz a palavra noiva, o ambiente se torna imediatamente tenso. Seu
pai, Chase me disse que seu nome era Dean, olha para Chase com um sorriso de escárnio.
— Noiva? O que deu em você, Chase? Eu pensei que você ia sossegar com aquela
linda menina Aubrey?
— Já chega pai, me casar com uma stripper faria você feliz? Eu amo Layla, e eu vou
me casar com ela. Aubrey é história, e boa viagem! — Assobia Chase.
Dean olha para Chase pensativo. — Por que você quer... — Ele para e acena com a
cabeça. — Eu vejo. Você engravidou esta garota. Tem que ser por isso. — Ele olha para
mim e me alfineta com um olhar maligno. Olho para Chase, bem a tempo de ver a raiva
em seus olhos.
— Você tem que ter muita coragem... — Ele começa a caminhar em direção a seu
pai pronto para um confronto. Eu pego sua mão, meus olhos suplicantes nos dele.
— Chase, podemos ir, por favor? — Peço em voz baixa. Eu queria sair daqui. Eu
realmente não merecia isso.
— Você não precisa se casar com ela Chase, eu posso dar a ela um cheque. — Diz o
pai maliciosamente. Na verdade, ele começa a puxar seu talão de cheques. — O pai de
Aubrey e eu estávamos esperando tanto para vocês finalmente se amarrarem. Nossos
planos não serão arruinados por causa de alguma paixão que você tenha.
Isso é um desastre. Chase me senta na cadeira, e olha diretamente nos meus olhos.
— Fique aqui um momento, anjo. Você pode fazer isso por mim? — Ele pergunta, com voz
suave. Concordo com a cabeça. Ele me beija na testa e em seguida, olha para o pai.
— Outra sala. Agora. — Ele rosna, os dentes cerrados. Os dois saem e Chase fecha
gentilmente a porta. Alguns momentos depois, posso ouvir um monte de gritos e Chase
dizer a palavra foda-se muitas vezes. Então eu ouvi um estrondo. Eu me sinto horrível. Eu
não quero causar um abismo ainda maior entre eles.
Poucos minutos depois Chase caminha de volta e me pega pela mão. Os nós de seus
dedos estão sangrando. Eu olho para ele preocupada. — Chase, você está bem?
— Vamos para casa, baby. — Ele tenta dizer suavemente, mas eu posso ouvir a
raiva controlada. Concordo com a cabeça. Eu não podia sair daqui rápido o suficiente.
******
— Eu sinto muito, Layla, você não devia ter que ouvir isso. Eu estraguei tudo. —
Chase foi desculpando-se por todo o caminho para casa. Não é culpa dele afinal, mas eu
ainda me sinto terrível. — Eu não tinha ideia de que ele seria tão canalha. — Ele resmunga
miseravelmente. Pego sua mão e entrelaço nossos dedos.
— Está tudo bem, Chase, mas eu realmente não quero passar por isso de novo. —
Eu digo sem rodeios. — Foi estranho como o inferno, e eu me sinto uma merda agora. Eu
não quero que você brigue com seu pai. — Eu tomo uma respiração profunda. — Espere
um minuto, você conhece Aubrey faz tempo. Eu achava que ela era apenas uma garota
aleatória que você conheceu e namorou.
Chase suspira. — Sim, eu a conheço desde que éramos crianças. Eu nunca tive nada
a ver com ela. Eu não a vi durante anos, até que eu encontrei com ela em Las Vegas,
naquela época ela já era uma dançarina popular. Ela me seguiu de volta para casa e pediu
um emprego no Heat. Começamos a sair depois disso. Não vamos falar mais sobre ela. —
Diz ele com a voz suplicante. Aubrey ainda é obviamente um assunto delicado. O carro
fica em silêncio por alguns instantes.
— Eu não vou te levar lá nunca mais, baby. Sinto muito. Você nunca deve ser
tratada assim, especialmente por alguém que eu trouxe para sua vida. Porra! — Chase fala
de repente.
— Ei, vocês dois, alguma ideia de onde Nikki está? — Eu digo quando eu tomo um
assento ao lado de Kade. Chase vai para a cozinha, provavelmente para se servir uma
bebida. Ele precisa.
— Disse algo sobre um maldito encontro. — Kade diz em um tom gelado. Ok,
então.
— O maior. — Murmuro secamente. Chase caminha com duas bebidas na mão. Ele
me dá um suco de maçã e se senta.
— Eu não sei por que você sequer se preocupou. — Kade acrescenta, ganhando um
olhar aquecido de Chase.
— Eu estou falando sério, Chase. Ela está grávida, ela não precisa do stress das
merdas de nossa família. — Eu acho que Kade tem um desejo de morte.
Eu olho para o meu suco de maçã, que de repente ficou extremamente interessante.
— Você acha que eu não sei disso? —Chase vocifera. — Ele é o avô do meu bebê
apesar de tudo, eu só queria dar-lhe uma chance. Ele pode ser um idiota, mas ele foi um
pai decente enquanto eu crescia.
— Sim, bem você poderia ter dito a ele sozinho, não arrastando Layla nessa merda
estranha. Você jogou isso nele, é claro que ele ia reagir mal. — Kade cospe de volta.
— Vocês precisam parar com isso! — Eu grito, ficando de pé. — Foi uma situação
horrível, admito, mas aconteceu e está feito. Eu não sou frágil, ambos estão exagerando!
Então parem de brigar. Agora. — Eu exijo.
Chase
eu coloco a minha chave e abro eu mesmo. Comprei este apartamento para Aubrey
quando estávamos namorando. Layla não sabe disso e eu estou surpreso que Aubrey não
tenha jogado isso em sua cara até agora. A verdade é que eu mantive Aubrey como uma
amante. Colocando-a em um apartamento que eu comprei, comprando pra ela coisas
bonitas, e esperava que ela me desse o que eu precisava, quando eu precisava. Mas eu
também estava livre para fazer o que quisesse, e eu nunca tive que responder a ela.
Quando eu ando em direção a seu quarto, ouço os sons inconfundíveis de pessoas fazendo
sexo. Bom, porra. Eu definitivamente vim em um momento ruim. Deixo a minha chave em
cima da mesa da cozinha, eu nem sei por que eu ainda a tenho. Estou prestes a sair,
quando Aubrey sai, nua, rindo. Um homem está atrás dela, também nu.
— Por que diabos você queria que eu me casasse com ela quando você está
obviamente fodendo com ela? — Eu cuspo para meu pai.
Aubrey grita quando ela finalmente me vê, e corre para o quarto. Meu pai
realmente parece envergonhado, mas eu não poderia me importar menos. — Chega, pai.
Vá se foder, não entre em contato comigo, finja que você nem me conhece mais. — Eu
grito, saindo antes que eu bata em meu próprio pai.
— Aconteceu Chase. — Diz ele em voz baixa, tentando fazer com que aquilo soasse
melhor. — Uma coisa levou a outra e...
— Se você estiver mentindo para mim, Aubrey, vou tornar sua vida um maldito
inferno! — Eu assobio para ela.
— Eu juro, não era você. Mas Lilly seria parecida com você, porque... — Ela olha
para trás. Eu sigo o olhar dela, direto para o olhar culpado no rosto do meu pai.
— Lilly? Você era o pai dela? — Eu berro com ele, a violência na minha voz faz
com que ele dê um passo para trás. — Você queria que eu me casasse com Aubrey, por
que então? Porque você nunca vai se casar com ela? Isto é tão fodido!
Com isso eu saio, deixando tanto a minha ex quanto meu próprio pai na poeira.
Uma hora depois eu entro em minha casa, onde Layla está tirando um cochilo na
nossa cama. — Hey Chase. — Ela diz com uma voz sonolenta enquanto desperta. Porra,
mas ela é sexy. E ela é honesta e real. Ela é uma lufada de ar fresco. — Como foi com
Aubrey? — Ela pergunta em voz baixa, enquanto amarra o cabelo em um coque no alto da
cabeça.
— Lilly não era minha filha. — É tudo o que eu lhe digo. Não, ela não era minha
filha, mas ela era minha irmãzinha. Eu vou sempre amar Lilly.
— Sinto muito. Venha cá, eu vou cuidar de você. — Diz ela, estendendo a mão para
mim.
Eu não digo a Layla sobre meu pai e Aubrey. Eu não vou manchá-la com essa
merda. Ela está agora em meus braços, e eu tenho uma sensação de paz.
Layla é tudo que eu preciso. Para respirar, para viver, para prosperar.
******
Layla
Decidi contar a minha mãe pelo telefone sobre a minha gravidez. Eu peguei o
telefone cerca de dez vezes nos últimos 30 minutos, apenas para me acovardar no último
minuto. Eu exalo forte e, finalmente reúno coragem suficiente para discar o número.
Trinta minutos mais tarde, eu ainda estou recebendo sermão. Depois de um tempo,
porém, ela se acalma.
— Mãe, eu quero me casar depois, eu não quero me casar enquanto estiver grávida!
— Eu lamento.
— Você deveria ter pensado nisso antes, você não acha? — Ela cospe. Ugh.
Ela coloca o meu pai na linha e ele realmente parece feliz em ser avô. Prometo
visitá-los em breve.
Chase ligou para sua mãe, que estava fora em algum lugar da Itália. Ela ficou tão
feliz por nós e acabei conversando com ela por mais de uma hora. Ela disse que vai estar
aqui para o casamento e o nascimento de seu primeiro neto. Chase e eu estamos
emocionados.
******
— Você não vai para aquele maldito abrigo de animais. Eu já liguei e disse que
você não pode mais ser voluntária! — Chase explode.
— Você está grávida, os cães podem pular em você, ou mordê-la, pelo amor de
Deus, Layla. — Ele está gritando agora.
Eu suspiro. Chase tem sido muito superprotetor ao longo da gravidez. — Ok, está
certo — Eu cedo. Eu acho que não seria seguro, realmente. Primeiro ele ligou no meu
trabalho e se demitiu por mim e agora isso. Mas eu sei que ele está apenas preocupado
com o bebê.
Ele suspira aliviado. Eu tive que tirar uma folga da Universidade também. Minha
vida está tomando um rumo diferente, mas eu não estou chateada com isso. Minha família
vem em primeiro lugar.
Eu reviro os olhos.
me disser: “Você deve dar a luz a qualquer momento”, eu acho que eu vou gritar. Estou
grávida de oito meses, falta mais um mês inteiro. Deixamos que o sexo do bebê seja uma
surpresa. Chase tem certeza de que é uma menina, mas eu acho que é um menino. Eu
entro no quarto do bebê. Chase pintou com um amarelo suave, tem um berço branco,
cômoda e uma cadeira de balanço no canto. Há uma parede temática como decoração.
Chase pagou um artista para criá-la. É um tema de selva, a parede coberta de árvores, um
lago e vários animais. É impressionante. Minha parte favorita é o grande pôr-do-sol. Chase
caminha atrás de mim, envolvendo os braços em volta da minha barriga. Ele enterra seu
rosto no meu cabelo, respirando o meu cheiro.
— Não falta muito tempo agora para a pequena Ariana. — Ele sussurra.
Eu zombo — Mais para Nate. — Esse era o meu nome da semana. Eu mudei um
milhão de vezes.
Chase encosta o nariz em meu pescoço. — Venha para a cama, anjo. — Eu estou
enorme e ele ainda não consegue obter o suficiente de mim. Se isso não é amor verdadeiro,
eu não sei o que é. Fazemos amor lentamente, com cuidado. Chase é sempre tão gentil
comigo, tão carinhoso. Eu sei que ele está preocupado com o bebê, eu continuo
assegurando-lhe que tudo vai ficar bem.
Eu não posso esperar para dar-lhe seu filho. Para sermos uma família.
Um mês mais tarde
Chase
Ela grita de novo, e enfia as unhas em minha palma. Estou tentando manter a calma
por fora, mas por dentro eu estou malditamente enlouquecendo. Eu odeio vê-la assim,
com tanta dor, e não poder fazer nada além de assistir.
Eu não posso levar essa dor embora por ela, eu não posso carregar esse fardo.
— Empurre, anjo. Você pode fazer isso, você está indo muito bem. — Eu digo a ela,
incentivando-a. Ela empurra novamente, então agarra o gás como se fosse sua tábua de
salvação, sugando uma enorme quantidade. Depois de alguns momentos seu corpo
acalma, a contração diminui.
— Nós nunca faremos sexo de novo, Chase Jackson! — Ela grita comigo, pela
quinta vez, com a voz rouca.
Três horas mais tarde, Layla dá o empurrão final. Estou em reverência. Um pacote
pequeno é colocado em minhas mãos.
A cabeça cheia de cabelos pretos, olhos castanhos, lábios carnudos que agora estão
abertos na forma de um O.
Ele começa a chorar e eu olho para Layla, sobrecarregado. Ela está exausta, mas
muito, muito bonita. Ela está olhando para mim e nosso filho com um olhar terno. Sinto
lágrimas nos meus olhos, que eu tento dissipar.
— Obrigado por meu filho, anjo. — Eu sussurro: — Eu vou passar o resto da minha
vida amando vocês dois.
Lágrimas correm pelo seu rosto agora. — Qual é o nome dele? — Eu pergunto-lhe.
Eu os amo.
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Epílogo
C hego em casa do meu turno de trabalho. Chase não queria que eu trabalhasse,
ainda não quer. Mas depois que eu finalmente consegui meu diploma de enfermagem,
decidi que iria trabalhar em tempo parcial, apenas dois dias por semana. Eu adoro. Abro a
porta e entro no corredor, olhando para fotos do meu casamento. Chase e eu tivemos um
grande casamento, quando Cole tinha quatro meses. Nikki, Sasha e Tenielle foram minhas
damas de honra. Kade, James e Ryder foram os padrinhos de Chase. Foi mágico.
Eu entro na sala de estar e vejo como seus rostos se iluminam quando todos correm
para me cumprimentar.
— Nós todos sentimos sua falta. — Diz Chase. Eu olho para ele e vejo desenhos em
seus braços. Eu rio. Chase sorri timidamente. Ele me dá outro beijo, este um pouco mais
longo, e um pouco mais voraz.
— Eca, pai! — Reclama um Cole agora com oito anos de idade. Ele é a cara de
Chase, só que tem os meus olhos. Ele está vestindo uma camiseta que diz “Tranquem suas
filhas”, que seu tio Kade e tia Nikki compraram para ele.
Eu troco de roupa e assisto enquanto Chase leva os meninos para tomar banho.
Fim