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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTANCIA
FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA
4º ANO
DISCIPLINA: AUDITORIA DE GESTÃO
ELICHA SOLOMONE PEDRO
RISCO EM AUDITORIA DE GESTÃO
Beira, Março de 2024
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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTANCIA
FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA
4º ANO
DISCIPLINA: AUDITORIA DE GESTÃO
ELICHA SOLOMONE PEDRO
RISCO EM AUDITORIA DE GESTÃO
Trabalho de pesquisa de Auditoria de
Gestão a ser entregue à Faculdade de
Economia e Gestão. AVALIAÇÃO III
Código de estudante: 11210007
O Tutor: MSc. Eufrásia Sande Gomes
Beira, Março de 2024
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Índice
1.1. Introducao...................................................................................................................3
1.2. Objectivos...............................................................................................................3
1.2.1. Objectivo Geral................................................................................................3
1.2.2. Objectivos específicos......................................................................................3
2. Risco em Auditoria de Gestão.......................................................................................4
2.1. Classificação dos riscos:.........................................................................................6
2.1.1. Resposta dos exercícios A,B,C,D,e E..............................................................6
3. Conclusão......................................................................................................................8
4. Referencia Bibliográfica................................................................................................9
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1.1. Introducao
O termo risco da ocorrência de um evento é utilizado tendo em consideração a
probabilidade de ocorrência do determinado evento e o impacto do mesmo sobre os
objectivos almejados. O simples facto de uma actividade existir, abre a possibilidade da
ocorrência de eventos ou combinação deles, cujas consequências constituem
oportunidades para obter vantagens ou ameaças ao sucesso.
A análise de riscos é o processo pelo qual são relacionados os eventos, os impactos e
avaliadas as probabilidades e impactos destes, caso se materializem. Na área
administrativa geralmente se executa uma análise de riscos dentro de organizações que
estão planeando ou desenvolvendo projectos específicos ou para negócios, sendo a
abordagem de negócios a mais utilizada.
Neste sentido, o risco mede-se pelo resultado do produto conjugado entre a
probabilidade e o impacto da ocorrência de determinado evento.
1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo Geral
Compreender o papel da gestão de riscos na auditoria de gestão.
1.2.2. Objectivos específicos
Investigar a origem e a definição do conceito de risco, destacando sua
importância na gestão empresarial e na actividade de auditoria.
Explorar as diferentes perspectivas de risco na economia, considerando tanto sua
dimensão de incerteza quanto sua associação à probabilidade de perda
financeira.
Analisar as directrizes e normas internacionais que orientam a prática da
auditoria interna baseada no risco, destacando sua relação com os objectivos
organizacionais e estratégias de negócio.
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2. Risco em Auditoria de Gestão
Segundo PINHO (2011), na sua edição “Riscos Financeiros: Medição e Gestão”, a
palavra risco deriva do termo Italiano “risicare”, que significa desafiar. Nesta acepção,
o termo “risco” pode ser entendido como uma escolha do que como uma factualidade,
um fim ou um destino. Pensa-se que que a melhor definição de riscos tem a ver com a
dupla dimensão incerteza/indesejabilidade que podemos associar a um dado resultado
de um determinado acontecimento. Nesta acepção, estamos perante uma situação de
risco “quando existe a probabilidade de uma determinada situação de ter um resultado
que não é o desejado”.
Na economia, significa perigo de perda. Trata-se, pois, de algo objectivo que existe,
tanto sendo conhecido ou não, e que pode estar ligado tanto ao passado como ao
presente e ao futuro. Neste caso podemos definir risco é definido como a possibilidade
de que algum acontecimento desfavorável venha a ocorrer. Mais especificamente, é a
possibilidade de perda financeira. Risco é uma das principais variáveis que afectam os
resultados dos investimentos.
O Institute of Internal Auditor define o risco como sendo a incerteza de um evento
que possa ter impacto na realização dos objectivos da empresa. Qualquer ameaça ou
barreira que possa impedir uma organização de atingir seus objectivos. O Risco é
mensurado em termos de impacto e probabilidade.
A Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna, secção
2010, defende que a actividade de Auditoria Interna deve ser baseada na avaliação de
risco para determinar as prioridades da actividade da auditoria interna, de forma
consistente com as metas da organização.
Segundo o IIA (2009) Auditoria Baseada no Risco (ABR) é uma metodologia que
associa a auditoria interna ao arcabouço global de gestão de riscos de uma organização e
possibilita dar uma garantia ao conselho directivo de que os processos de gestão de
riscos estão gerindo os riscos de maneira eficaz em relação ao apetite por riscos.
A auditoria interna baseada no risco é suportada na análise de riscos do negócio e
focalizada nas áreas que apresentam riscos de maior grau de criticidade e urgência.
Actualmente, segundo o IIA a abordagem de Auditoria Interna está muito
direccionada para a focalização nos principais riscos do negócio, pelo que o
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planeamento de auditoria deverá estar alinhado com a estratégia da organização e o
plano de negócio. A actividade de auditoria interna deve auxiliar a organização na
manutenção de controlos eficazes, avaliando sua eficácia e eficiência e promovendo
contínuas melhorias.
De acordo com Cicco (2006), a auditoria, identifica, avalia e prioriza os riscos para
se focalizar nas áreas mais importantes a auditar. A avaliação de riscos permite ao
auditor delinear um programa de auditoria capaz de testar os controlos mais importantes
ou com maior nível de profundidade.
A auditoria interna baseada no risco não se foca exclusivamente nos riscos da área
financeira, não se preocupa só com factos passados, o adequado cumprimentos das
normas, regulamentos e procedimentos de controlo interno da organização. Passou a ter
outra preocupação que se trata de analisar, avaliar e controlar os riscos de negócio.
Passou a ter uma atitude mais pró-activa, mais comprometida com a Gestão, no
cumprimento dos objectivos. (FERREIRA, 2010)
Conforme referido pelo IIA (2008), a função da Auditoria Interna é conduzida em
diversos ambientes legais e culturais; entre organizações que variam de propósito,
tamanho, complexidade e estrutura; e por pessoas dentro ou fora da organização. É
portanto, diferente em cada organização.
Contudo, na prática, conforme afirma FERREIRA (2010) a função de Auditoria
Interna pode incluir alguns ou todos os seguintes pontos:
Focar o seu trabalho nos principais riscos do negócio, identificados pela gestão
da organização e efectuar auditorias aos processos de gestão de riscos
implementados;
Garantir que a gestão de riscos é eficaz e apoiar no processo de gestão de riscos
da organização;
Possibilitar a identificação/avaliação de riscos e promover formação sobre
gestão de riscos e controlo interno aos colaboradores;
Gerir a comunicação de riscos que é efectuada ao Conselho de Administração,
ao Comité de Auditoria, etc.
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De acordo com Cicco (2006) a auditoria baseada no risco começa e acaba com a
consideração dos riscos do negócio. Os controlos internos são uma parte importante do
tratamento de riscos, mas não são a solução completa.
2.1. Classificação dos riscos:
1. A falta de documentação completa por parte do Fornecedor A e a decisão do comité de
compras de desconsiderar a cotação do fornecedor mais barato sem justificação clara
podem ser classificados como Risco Elevado Vermelho, devido ao impacto significativo
sobre o controle interno e a necessidade de atenção imediata da gestão para desenvolver
uma estratégia de intervenção.
2. A selecção do Fornecedor B sem uma análise completa do valor agregado em relação ao
preço pode ser classificada como Risco Médio Laranja, pois o controle interno precisa
de melhorias e acções correctivas são necessárias para abordar essa questão.
3. Possíveis influências externas ou internas que levaram à escolha do Fornecedor B, como
relações pessoais, suborno ou corrupção, podem ser classificadas como Risco Elevado
Vermelho, devido ao impacto significativo sobre o controle interno e a necessidade de
uma estratégia de intervenção.
Caso: Um fornecedor chamado '' Fornecedor A '' que cotou um preço total de MZN
100.000 e cumpriu com todos os requisitos necessárias, excepto a carta de referência de
clientes anteriores, tendo o comité de compras também visitado a loja deste
fornecedores e verificou que todos os itens estão disponíveis em quantidade e qualidade
desejáveis, notamos que o comité de compras decidiu desconsiderar a cotação do menor
fornecedor e seleccionou outro fornecedor chamado '' Fornecedor B '' que cotou um
preço mais alto de MZN 145.000, que é MZN 45.000 acima do preço da cotação de ''
Fornecedor A '', o que resultou em uma perda financeira de cerca de MZN 45.000 em
prejuízo da instituição.
2.1.1. Resposta dos exercícios A,B,C,D,e E.
a) O risco é médio.
b) Os principais factores de risco incluem:
Falta de documentação completa por parte do Fornecedor A, especialmente a
carta de referência de clientes anteriores.
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O comité de compras decidiu desconsiderar a cotação do fornecedor mais barato
sem justificação clara.
A decisão de seleccionar o Fornecedor B, que oferece um preço mais alto, sem
uma análise completa do valor agregado em relação ao preço.
Possíveis influências externas ou internas que levaram à escolha do Fornecedor
B, como relações pessoais, suborno ou corrupção.
c) Os potenciais riscos incluem:
o Perda financeira devido à selecção de um fornecedor mais caro sem uma
justificativa adequada.
o Danos à reputação da instituição devido a decisões de compra questionáveis.
o Riscos legais e éticos associados a práticas de aquisição não transparentes ou
injustas.
d) O plano de acção pode incluir:
Conduzir uma investigação interna para entender os motivos por trás da decisão
do comité de compras.
Rever os procedimentos de aquisição e reforçar as políticas para garantir
transparência e justiça em processos de selecção de fornecedores.
Exigir uma justificação clara sempre que uma cotação mais alta for seleccionada
em detrimento de uma mais baixa.
Implementar medidas para garantir que todos os fornecedores sejam tratados
igualmente e que as decisões de compra sejam baseadas em critérios objectivos.
e) Recomendações/Acções correctivas:
- Realizar treinamento em ética de compras para membros do comité de compras
e pessoal envolvido em processos de aquisição.
Reforçar a importância da documentação completa e da avaliação objectiva de
fornecedores.
Estabelecer um sistema de revisão de pares para garantir que as decisões de
compra sejam justificadas e alinhadas com os interesses da instituição.
Considerar a implementação de medidas de controle interno mais robustas para
evitar práticas inadequadas de aquisição.
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3. Conclusão
Ao identificar e avaliar os riscos associados à escolha de fornecedores e às práticas
de aquisição, a organização pode mitigar perdas financeiras e proteger sua reputação.
No caso em questão, a falta de documentação completa por parte do Fornecedor A e a
decisão do comité de compras de seleccionar um fornecedor mais caro sem justificação
clara demonstram a necessidade urgente de melhorias nos controles internos e na
transparência do processo de aquisição. A implementação de medidas correctivas, como
treinamento em ética de compras, revisão de políticas e procedimentos e fortalecimento
dos controles internos, são passos essenciais para evitar práticas inadequadas e garantir
decisões de compra justas e alinhadas com os objectivos da organização. Em resumo, a
gestão eficaz de riscos é fundamental para o sucesso e a sustentabilidade de qualquer
organização.
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4. Referencia Bibliográfica
Manual de Licenciatura do curso de Licenciatura em contabilidade e Auditoria de
Gestão. Pdf.
ATTIE, Wiliam. Auditoria Interna. São Paulo: Atlas.
Da Costa, Carlos Baptista, Auditoria Financeira: Teoria e Prática, 9 Edição 2010; 4.
William Attie, auditoria, conceitos e aplicações 6 edição são Paulo, 2012;
Morais, Georgina e Martins, Isabel, Auditoria Interna- função e processo, aéreas
editoram. 2000;
ASSAF NETO, Alexandre. Avaliação de empresas. São Paulo: Mimeo, 1997. 7.
COMPARATO, Fábio Konder. O Poder de Controle nas Sociedades Anônimas. São
Paulo: RT, 2º edição, 1977