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Formação e Meteorização de Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares representam apenas 5% a 10% da crosta terrestre e se formam através de processos de meteorização, erosão, transporte, sedimentação e diagênese. A meteorização pode ser física ou química, levando à alteração dos minerais e à formação de novos, como a argila a partir do feldspato. O documento também discute a importância dos ambientes sedimentares e os processos que contribuem para a formação de características geológicas únicas, como as 'Pedras Parideiras'.

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Formação e Meteorização de Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares representam apenas 5% a 10% da crosta terrestre e se formam através de processos de meteorização, erosão, transporte, sedimentação e diagênese. A meteorização pode ser física ou química, levando à alteração dos minerais e à formação de novos, como a argila a partir do feldspato. O documento também discute a importância dos ambientes sedimentares e os processos que contribuem para a formação de características geológicas únicas, como as 'Pedras Parideiras'.

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Rochas Sedimentares - Formação

Leya (adaptado)
AMBIENTES SEDIMENTARES MAIS COMUNS
As rochas sedimentares constituem apenas 5% a 10% do volume total da crusta terrestre.

Ambientes sedimentares continentais

Ambientes sedimentares de transição

Ambientes sedimentares marinhos


ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Rochas
preexistentes

Meteorização
Sedimentogénese

Sedimentogénese
Erosão Conjunto de processos que intervêm na formação
de sedimentos.
Transporte
Inclui a formação de materiais a partir de rochas
Sedimentação preexistentes, ou de restos de seres vivos, o seu
transporte e a sua deposição.

Diagénese

Rochas
sedimentares
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização
Alteração química e/ou física das rochas. Ocorre quando estas, à superfície, estão sujeitas à ação dos
fatores climáticos e a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua formação.

Meteorização química Meteorização física


Alteração dos minerais da
Fragmentação da rocha sem
rocha, com formação de
que haja alteração da sua
novos minerais (minerais de
composição.
neoformação), mais estáveis à
superfície. Principais agentes de
meteorização física: gelo,
Principais agentes de
seres vivos, diferença de
meteorização química: água,
temperatura e de pressão,
gases atmosféricos (oxigénio
água e vento.
e dióxido de carbono) e
substâncias produzidas pelos
seres vivos.
Como se altera o granito?
Atividade – página 12, manual Geologia

1- Em B, a rocha surge mais fraturada e com tonalidades


mais amareladas.

2- A tonalidade mais amarelada surge devido à formação


de novos minerais tais como minerais de argila e óxidos de ferro
Como se altera o granito?

Q1- Identifica os minerais mais resistentes à alteração.


Quartzo

Q2 – Compara a composição mineralógica de um granito pouco alterado com


um granito muito alterado. Explica as diferentes percentagens de feldspato
micas, argilas e óxidos de ferro.
A biotite formada a alta temperatura e rica em ferro irá alterar-se, sofrer meteorização
por oxidação, em óxidos de ferro / minerais de argila.
Os feldspatos são facilmente alterados pelas águas acidificadas, sofrendo reações de
hidrólise. O ião potássio e a sílica são removidos em solução e forma-se um mineral novo,
a argila (caulinite).
Minerais do granito
Meteorização do granito
Meteorização do granito
Meteorização do granito
Meteorização do granito
Meteorização do granito
Meteorização do granito
Meteorização física
Fragmentação da rocha sem que haja alteração da sua composição.

Principais agentes de meteorização física: gelo, seres vivos, diferença de temperatura


e de pressão, água e vento.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização física: - desagregação em fragmentos cada vez menores;
- conservação das características do material original;
- aumento da superfície de exposição aos agentes de meteorização.

A meteorização física potencia a meteorização química e vice-versa. A fragmentação da rocha


aumenta a sua superfície de exposição aos agentes de meteorização química. Por outro lado, uma
rocha quimicamente alterada torna-se mais facilmente quebrável.

O granito e outras rochas, de um modo geral, quando expostos aos agentes de geodinâmica externa
experimentam, simultaneamente, os dois tipos de transformações: meteorização física e química
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização física

TERMOCLASTIA
CRIOCLASTIA A dilatação e contração alternadas dos minerais que
Quando a água acumulada nas diáclases das reagem de diferentes modos às oscilações térmicas
rochas congela, aumenta de volume. A pressão do diárias aumenta a possibilidade de desagregação da
gelo provoca o alargamento das fendas e a rocha. Este tipo de meteorização é mais intenso em
desagregação da rocha. locais com grandes amplitudes térmicas.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização física

HALOCLASTIA
Os sais dissolvidos na água são introduzidos nas ATIVIDADE BIOLÓGICA
fendas das rochas. Com a evaporação da água As raízes das plantas que germinam e crescem em fendas
vão-se formando cristais que crescem e exercem de rochas contribuem para a separação dos blocos.
pressão sobre a rocha, ampliando a largura das Alguns animais escavam tocas ou galerias, favorecendo a
fendas. desagregação dos blocos rochosos.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização física

Alívio da pressão
As rochas formadas em profundidade, quando afloram, são aliviadas da pressão exercida pelos materiais que
estavam por cima. Isto leva à descompressão e à expansão da rocha produzindo-se diáclases (fraturas)
paralelas à superfície. Este processo está na origem da formação dos blocos arredondados, característicos da
paisagem granítica.
“Pedras parideiras”
O geossítio, “Pedras Parideiras” localizado no Concelho de Arouca, corresponde a
um pequeno corpo granítico, com idade estimada de 313-320 Ma, sendo
geologicamente conhecido por Granito nodular da Castanheira, nome que lhe
advém da sua proximidade à aldeia da Castanheira e à sua textura nodular.

Este corpo granítico é diferenciável dos restantes pela presença de nódulos, que
lhe conferem características únicas. Os nódulos, que lembram medalhões,
possuem uma dimensão variável entre 1 e 12 cm e são constituídos externamente
por uma capa de biotite e internamente por um núcleo quarzto-feldspático,
apresentando-se fortemente achatados, com uma distribuição diferenciada e
orientação bem determinada no seio do corpo granítico . Esses nódulos
destacam-se facilmente da rocha deixando nela o seu molde côncavo forrado pela
biotite.
Granito nodular da Castanheira
Granito nodular da Castanheira

Explica a libertação dos nódulos biotíticos no granito da Serra da Freita


Como explicar a libertação dos nódulos – “Pedras Parideiras” ?

A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

• referência ao processo de meteorização física, por termoclastia, através da


existência de fortes amplitudes térmicas da região (contrações e dilatações
das rochas) que provocam uma variação de volume do granito nodular;
• a água, ao congelar nas fraturas aumenta essas fraturas / diáclases, que
contribuem para a desagregação do granito, expondo os nódulos à
superfície da rocha-mãe;
• a pressão exercida pelas cunhas de gelo / alargamento das fissuras
provocadas pelo gelo, sobre os nódulos do granito provoca a sua expulsão
das «Pedras Parideiras»/do granito nodular, deixando na rocha uma
cavidade, cujas paredes estão revestidas por uma capa biotítica.
Meteorização química
Alteração dos minerais da rocha, com formação de novos minerais (minerais de neoformação),
mais estáveis à superfície.

Principais agentes de meteorização química: água, gases atmosféricos (oxigénio e dióxido de


carbono) e substâncias produzidas pelos seres vivos.

A temperatura tem grande influência na alteração química, uma vez que influencia a velocidade das
reações. Este tipo de meteorização é mais frequente, portanto, em regiões quentes e húmidas.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

DISSOLUÇÃO

A dissolução corresponde à reação dos minerais com a água ou com um ácido.

Ocorre quebra de ligações químicas entre os diferentes iões; os iões livres ficam dissolvidos na
solução.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

DISSOLUÇÃO
Exemplos muito comuns:

 Ao contrário da maioria dos minerais, a halite é um mineral muito solúvel na água. Dissolve-se
em contacto com a água originando água salgada, com iões de cloro e de sódio dissolvidos:

NaCℓ + H2O → Na+ + Cℓ-

 A calcite, presente nas rochas calcárias, não é solúvel na água mas reage facilmente com
água acidificada, formando produtos solúveis. Esta reação de alteração e destruição química
dos calcários designa-se carbonatação e traduz-se pela seguinte reação:

CaCO3 + H2CO3 → Ca2+ + 2(HCO3-)


Calcite Ácido Ião cálcio Ião
(insolúvel) carbónico (solúvel) Hidrogenocarbonato
(solúvel)
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

A dissolução da calcite (carbonato de cálcio) é o principal processo que leva à formação do modelado
cársico, paisagem sedimentar que inclui dos campos de lapiás, grutas e algares.
Modelado cársico

Exsurgência

Campo de lapiás
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Noutros locais, a calcite dissolvida é precipitada e formam-se estalactites e estalagmites.

As estalactites e as estalagmites resultam da seguinte reação química, que é, assim, inversa da


dissolução:
Ca(HCO3)2 → CaCO3 + H2O + CO2
A água da chuva dissolve o calcário, abrindo sulcos cada vez mais
profundos, o campo de lapiás.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Explique este fenómeno:
Nas regiões calcárias, em que o
calcário contém argila ferruginosa e
sílica, acumulam-se, por vezes,
depósitos de terra rossa. A terra rossa é
constituída por argila vermelha e sílica.

Proponha uma explicação para a


acumulação de terra rossa.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Explique este fenómeno:
Nas regiões calcárias, em que o
calcário contém argila ferruginosa e
sílica, acumulam-se, por vezes,
depósitos de terra rossa. A terra rossa é
constituída por argila vermelha e sílica.

Proponha uma explicação para a


acumulação de terra rossa.

O calcário é constituído principalmente


por carbonato de cálcio (calcite)mas
também pode conter sílica e argila. Parte
do calcário sofre dissolução, sendo
removido, enquanto a argila e a sílica não
sofrem alteração química e permanecem
no local ou são arrastados para os locais
de acumulação.
O Mosteiro da Batalha é um monumento calcário
que tem sofrido uma deterioração acelerada,
sobretudo após a construção do troço da estrada
IC2, que liga Lisboa ao Porto e que passa perto
dele.
Relacione a deterioração acelerada que o
Mosteiro da Batalha tem sofrido com a sua
localização.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química
HIDRÓLISE
Os catiões da estrutura de um mineral são substituídos pelos iões de hidrogénio.

Os iões H+ e OH- podem resultar da dissociação da água ou de um ácido.


A acidificação da água pode ser um processo natural

Ião hidrogenocarbonato

Esta reação de substituição iónica forma novos e diferentes minerais ou pode levar à total
desintegração do mineral original.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química
HIDRÓLISE

Exemplo muito comum de hidrólise – hidrólise do feldspato (ortóclase)

Os minerais de feldspatos decompõem-se parcialmente, produzindo sílica dissolvida e minerais de argila,


neste caso, a caulinite. A caulinite é um mineral de neoformação bastante estável à superfície. Esta reação
denomina-se caulinização.

O potássio fica disponível para as plantas ou forma um sal solúvel (KHCO3) que pode ser incorporado
noutros minerais ou ser arrastado até ao mar.

A sílica irá precipitar e preencher espaços vazios de corpos ou ser arrastada até ao mar.
.
Quando se combinam moléculas de CO2 e de água (da chuva), forma-se ácido carbónico
(H2CO3). O ácido carbónico ioniza-se posteriormente, formando iões hidrogénio (H+) e iões
hidrogenocarbonato (HCO-3), que reagem com o feldspato.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

OXIDAÇÃO / REDUÇÃO

As reações de oxidação e de redução estão ligadas entre si, não ocorrendo uma sem que ocorra a
outra. A oxidação é o processo pelo qual um átomo ou ião perde eletrões. A redução é o processo
que leva ao ganho de eletrões.

Os minerais são oxidados por ação do oxigénio.


ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

OXIDAÇÃO / REDUÇÃO

Exemplos:

 Transformação do ferro em ferrugem: o Fe2+ é transformado em Fe3+

 Transformação da pirite em hematite:

4 FeS2 + 3 O2 → 2 Fe2O3+ 8 S
(Pirite) (Hematite)
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

HIDRATAÇÃO/DESIDRATAÇÃO

Hidratação – Um exemplo comum:

Fe2O3+ 3 H2O → 2 Fe(OH)3

A hidratação de hematite leva à


formação de limonite
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

HIDRATAÇÃO/DESIDRATAÇÃO

Desidratação – Um exemplo comum:

CaSO4.2 H2O → CaSO4 + 2 H2O

Por desidratação do gesso forma-se


anidrite
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química

HIDRATAÇÃO/DESIDRATAÇÃO

Processo de meteorização que envolve a combinação química da água com os minerais (hidratação)
ou a remoção desta (desidratação).

No caso da hidratação ocorre um aumento de volume dos minerais o que facilita a desintegração das
rochas
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Meteorização química
Os seres vivos também podem intervir no processo de alteração química das rochas, por exemplo:

 As plantas aumentam a circulação de água e as suas raízes produzem elevadas quantidades de


CO2 permitindo a diminuição do pH do meio, o que favorece a hidrólise e a dissolução dos minerais.

 As plantas produzem fluidos e ácidos que, quando contactam com as rochas e com os minerais,
provocam a sua alteração química.

 A ação química das fezes de alguns animais, como por exemplo, os pombos, é particularmente
agressiva nas rochas calcárias.

 Os líquenes elaboram substâncias que reagem com as rochas facilitando a sua desagregação.

 Certos bivalves, produzem substâncias corrosivas que utilizam para abrir fendas nas rochas.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Erosão
A erosão corresponde ao processo de remoção dos materiais resultantes da meteorização.
É feita pela água, vento, gelo ou gravidade.
Erosão

Ação do vento
Erosão

Ação da água

Grand Canyon – Estados Unidos


Erosão - Ação da água de escorrência

Chaminés de fada
Erosão - Ação da água de escorrência

A água da chuva pode formar chaminés de fada se o terreno


contiver blocos rochosos ou estratos com diferentes resistências à
erosão.
Meteorização do granito
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Transporte
Os materiais provenientes da meteorização, depois de erodidos, podem ser deslocados para muito
longe do local de formação. A água, o vento e a gravidade são os principais agentes de transporte.
Nos continentes, os rios são os agentes de transporte mais importantes.

Os materiais podem ser transportados nos rios pela corrente O vento é um importante agente de transporte de materiais.
(por suspensão, saltação, rolamento ou por arrastamento) ou
ainda por dissolução.
Transporte
Manual página 24
1. Suspensão para os detritos mais finos,
saltação para os intermédios (areias), e
rolamento ou arrastamento para os detritos
mais grosseiros.
2. O arrastamento ou rolamento
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Durante o transporte:

Aumento do arredondamento dos grãos

Aumento da calibragem
A porosidade traduz o volume de
espaços vazios presentes numa
rocha e é influenciada pela
calibração dos detritos.
Análise da figura 27 – página 25 do manual

• Explica diferença de porosidade das amostras da


figura 27.
• A porosidade traduz o volume de espaços vazios
presentes numa rocha e é influenciada pela
calibração dos detritos.
• Assim, quanto mais bem calibrada for uma
amostra maior volume de vazios apresenta e,
consequentemente, maior porosidade tem.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Diagrama de Hjulström

Conforme a velocidade da corrente e do


tamanho dos grãos, pode ocorrer erosão,
transporte ou deposição.
No caso de uma bacia hidrográfica, os
sedimentos que atingem os oceanos são
predominantemente os de granulometria
média e fina. As argilas, por exemplo, podem
ser carregadas em suspensão a grandes
distâncias oceano adentro, depositando-se a
grandes profundidades (sobretudo na
plataforma e no talude; menos frequentemente
na planície abissal).
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Diagrama de Hjulström Conforme a velocidade da corrente e do


tamanho dos grãos, pode ocorrer erosão,
transporte ou deposição.

1. Qual a velocidade predominante da corrente


num troço de um rio, onde a quase totalidade
dos sedimentos depositados têm diâmetros
inferiores a 0,1 mm?
A velocidade predominante da corrente é
inferior a 1 cm/s.

2. Refere a tendência da velocidade da corrente


ao longo do curso de um rio.
A velocidade tende a diminuir.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Nas areias, a dimensão, a forma e o brilho dos grãos são características indicadoras do principal
agente de erosão e de transporte.

Areia de ambiente marinho


 Dimensão dos grãos – variada, dependendo da energia das ondas
e da distância da fonte dos sedimentos.
 Calibragem – normalmente bem a muito bem calibrada.
 Rolamento – grãos sub-rolados a rolados, polimento acentuado
conferido pela ação continuada da água na superfície dos grãos;
 Brilho/estado da superfície dos grãos ‐ grãos brilhantes e limpos
(lavados).
 Composição – sobretudo quartzo e outros minerais estáveis.
Contudo, se a fonte for próxima, podemos encontrar outros minerais.
Muitas vezes estão presentes fragmentos de bioclastos de natureza
muito variada (ex.: bivalves, gastrópodes, equinodermes…).
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Areia de ambiente fluvial


 Dimensão dos grãos – variada, dependendo fortemente da energia
do fluxo.
 Calibragem – normalmente mal calibrada a moderadamente calibrada.
 Rolamento – grãos angulosos a rolados, dependendo da distância ao
local de origem do grão – quanto mais prolongado o transporte, mais
rolados são os clastos.
 Brilho/estado da superfície dos grãos ‐ normalmente pouco
brilhantes, mas com superfícies “sujas” por argilas ou óxidos de ferro.
 Composição – próximo da fonte pode-se encontrar grande
diversidade de partículas minerais. Contudo, os materiais de menor
estabilidade alteram-se rapidamente durante o transporte. À medida
que se dá o afastamento da fonte, ocorre o aumento relativo de
minerais mais estáveis, como o quartzo.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES

Areia de ambiente eólico


 Dimensão dos grãos – fina a média, dependendo da intensidade
do vento. Normalmente, nas dunas litorais são mais grosseiras do
que nas dunas do deserto, pois as areias da praia que constituem
a fonte do depósito eólico podem ser mais grosseiras.
 Calibragem – muito bem calibradas.
 Rolamento – grãos rolados.
 Brilho/estado da superfície dos grãos – grãos normalmente
pouco brilhantes a baços mas geralmente com superfícies limpas.
 Composição – podem-se encontrar vários componentes,
dependendo dos materiais presentes na área da fonte.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
As cores das areias dão indicações da sua composição.

Cores Composição
Cores transparentes: incolor a cinzento (eventualmente Geralmente quatzo
tons amarelados ou alaranjados)
Cores esbranquiçadas, amareladas, rosada, castanho Geralmente feldspato, ou fragmentos de conchas de
avermelhado animais
Preto, castanho‐escuro
Basalto, magnetite (e outros óxidos de ferro), piroxenas

Cor branca ou castanha-clara em grãos com forma de Moscovite, biotite (micas)


escama e geralmente muito pequenos
Olivinas, anfíbolas, epídoto, espinhos de ouriço (grãos
Verde
alongados e estriados)

Cor‐de‐rosa pálido a vermelho-escuro Granada

Cores leitosas esbranquiçadas, rosadas ou alaranjadas Fragmentos de conchas


ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Sedimentação
Deposição dos sedimentos. Ocorre quando o
agente de transporte deixa de ter energia
suficiente para continuar o transporte.

Estratificação
Diagénese

Os sedimentos da base da sequência


estratigráfica são sujeitos a um
aumento da pressão e da
temperatura.
A intensificação da ação daqueles
agentes possibilita a diagénese do
depósito sedimentar.

A diagénese é constituída por


processos como a
compactação e a cimentação.
ETAPAS DA FORMAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
Diagénese
Conjunto de transformações que ocorre nos sedimentos depositados e que leva à formação
de rochas sedimentares coesas.

Compactação
Diagénese
Cimentação
Diagénese

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