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O documento apresenta um projeto de pesquisa sobre a avaliação do desempenho agronômico do gergelim em função de diferentes níveis de espaçamento nas condições edafoclimáticas do distrito de Nampula, Moçambique, visando otimizar a produtividade e qualidade da cultura. O estudo justifica-se pela necessidade de informações sobre práticas de manejo adequadas, especialmente em relação ao espaçamento, que impacta diretamente o crescimento e a produtividade do gergelim. O objetivo geral é determinar o espaçamento ideal para maximizar a produção e a eficiência agronômica da cultura na região.

Enviado por

Charles Maier
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O documento apresenta um projeto de pesquisa sobre a avaliação do desempenho agronômico do gergelim em função de diferentes níveis de espaçamento nas condições edafoclimáticas do distrito de Nampula, Moçambique, visando otimizar a produtividade e qualidade da cultura. O estudo justifica-se pela necessidade de informações sobre práticas de manejo adequadas, especialmente em relação ao espaçamento, que impacta diretamente o crescimento e a produtividade do gergelim. O objetivo geral é determinar o espaçamento ideal para maximizar a produção e a eficiência agronômica da cultura na região.

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Dierecção Científica e Pedagógica

Faculdade de Ciências Agrárias

Delegação de Nampula

Avaliação do Desempenho Agronômico de Gergelim em Função de Diferentes


Níveis de Espaçamento nas Condições Edafoclimáticas do Distrito de
Nampula, no Campus da UMBB, na Campanha de 2024/2025.

Autor: Ancha Cabu Ussene

Supervisor: Eng.º Muhomade Momade

Nampula, Março de 2025


Ancha Cabu Ussene

Avaliação do Desempenho Agronômico de Gergelim em Função de Diferentes


Níveis de Espaçamento nas Condições Edafoclimáticas do Distrito de
Nampula, no Campus da UMBB, na Campanha de 2024/2025.

Projecto de pesquisa do fim do curso ( PPFC) apresentado a Faculdade de


Ciências Agrarias da Universidade Mussa Bin Bique Delegação de
Nampula, como exigência para elaboração de monografia a fim de obter
o grau de licenciatura em Ciências Agrárias

Supervisor: Eng.º Muhomade Momade

Nampula, Março de 2025

Índice
CAPITITULO I : INTRUDUÇÃO..................................................................................................1
1.1. Generalidade.............................................................................................................................1
1.2. Problematização......................................................................................................................................2
1.2.1. Justificativa:.........................................................................................................................................3
1.2.2. Objetivos.............................................................................................................................................3
1.2.3. Objetivo Geral......................................................................................................................................3
1.2.4. Objetivos Específicos...........................................................................................................................3
1.2.5. Hipotese...............................................................................................................................................3
CAPÍTULO II: REVISÃO LITERATURA....................................................................................4
2.1. Cultura de gergelim..................................................................................................................4
2.2. Origem....................................................................................................................................................5
2.3.1. Características Morfológicas.................................................................................................6
2.3.2. Importância economica do gergelim e os seus beneficios.....................................................7
2.3.3. Propriedades:........................................................................................................................................8
2.3.4. Fonte de Nutrientes Essenciais............................................................................................................9
2.3.5. Fortalecimento dos Ossos..................................................................................................................10
2.3.6. Saúde da Pele e Cabelos...................................................................................................................10
2.3.7. Propriedades Anti-inflamatórias e Antioxidantes..............................................................................10
2.3.8. Propriedades:......................................................................................................................................10
2.4. Fatores que Influenciam o Desempenho Agronômico do Gergelim....................................................11
2.4.1. Clima..................................................................................................................................................11
2.4.3. Calagem e adubação..........................................................................................................................12
2.5. Adubação..............................................................................................................................................13
2.5.1. Tratos culturais...................................................................................................................................14
2.5.2. Doenças..............................................................................................................................................14
2.5.3. Pragas.................................................................................................................................................18
2.6. Colheita.................................................................................................................................................20
3. CAPÍTULO III. MATERIAL E MÉTODOS..........................................................................................21
3.1. Descrição e localização geográfica da área de estudo..........................................................................21
3.2.Características climáticas da região do estudo.......................................................................................21
3.3.Delineamento Experimental...................................................................................................................22
3.4. Instalação e Condução do Ensaio.........................................................................................................22
3.4.1. Discrição dos tratamentos..................................................................................................................23
3.5.2. Sementeira..........................................................................................................................................23
3.5.2. Rega...................................................................................................................................................23
3.5.4.Rotação de culturas...............................................................................................................24
3.5.5.Controle fitossanitário.........................................................................................................................24
3.5.6. Pragas.................................................................................................................................................24
3.5.7. Doenças..............................................................................................................................................24
3.5.8. Colheita..............................................................................................................................................24
3.5.9. Rendimento........................................................................................................................................25
3.6. Características observáveis e de medição.............................................................................................25
3.6.1.Altura da planta...................................................................................................................................25
3.6.2. Diametro do caule..............................................................................................................................25
3.6.5. Peso de 1000 sementes.......................................................................................................................26
3.6.4. Rendimento Kg/ha.............................................................................................................................26
3.6.5. Análise Estatística..............................................................................................................................26
3.6.6. Resultados esperado...........................................................................................................................26
CAPITULO IV: CRONOGRAMA DE ACTIVIDADE...............................................................27
4.1. Actividades...........................................................................................................................................27
3.2. Orçamento.............................................................................................................................................28
5. Bibliográfia................................................................................................................................30
6. Anexo.........................................................................................................................................32
Anexo 02: Protocolo de ensaio....................................................................................................................32
ANEXO 01: Esquema do Ensaio.................................................................................................................34
CAPITITULO I : INTRUDUÇÃO

1.1. Generalidade

O gergelim (Sesamum indicum L.) é uma cultura oleaginosa de grande importância econômica e
social em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Em Moçambique, particularmente
no distrito de Nampula, o gergelim tem se destacado como uma cultura promissora, com
potencial para contribuir para a segurança alimentar e geração de renda dos agricultores locais.
No entanto, para maximizar o rendimento e a qualidade da produção de gergelim, é fundamental
otimizar as práticas de maneio, incluindo o espaçamento entre plantas.

A África é considerada o continente de origem porque ali existe a maioria das espécies silvestres
do gênero Sesamum, ao passo que na Ásia encontra-se uma riqueza de formas e variedades das
espécies cultivadas. O gergelim possui grande heterogeneidade de características morfológicas,
podendo ser anual ou perene, com 0,50 m a 3,00 m de altura, de caule ereto, com ou sem
ramificações, com ou sem pelo e com sistema radicular pivotante, depenendo das condições da
região.

O espaçamento adequado é um fator crucial que influencia o desenpenho agronômico do


gergelim e a sua produtividade. Portanto, a determinação do espaçamento ideal para o cultivo de
gergelim nas condições edafoclimáticas específicamente do distrito de Nampula é essencial para
garantir o sucesso da produtividade da cultura.

O gergelim é uma cultura de grande importância socioeconômica em diversas regiões do mundo,


especialmente em países em desenvolvimento, como exemplo de Moçambique. A semente é
uma rica fonte de alimentos por apresentar teor de óleo, variando de 46% a 56% de excelente
qualidade nutricional, medicinal e cosmética. O óleo é rico em ácidos graxos insaturados, como
oleico (47%) e linoleico (41%), e apresentam vários constituintes secundários importantíssimos
na definição de sua propriedade química, como o sesamol, a sesamina e a sesamolina. Suas
sementes são utilizadas na produção de óleo comestível, doces, pães e outros produtos
alimentícios. A cultura é adaptada às condições de seca e baixa fertilidade do solo, sendo uma
alternativa viável para a diversificação agrícola e o aumento da resiliência dos sistemas de

1
produção. A produção mundial de gergelim, em Moçambique tem apresentado crescimento
significativo na última década, estimada em 4,09 milhões de toneladas, cultivadas em 6,62
milhões de hectares,resultando em uma produtividade média de 617,4kg por hactares. No meado
de 2023 de acordo com o Inquérito Agrário Integrado, aprodução de gergelim em Moçambque
foi de 335.393 toneladas. Este valor representa um aumento significativo em relação à campanha
agricola de 2020/21, onde aproduçã foi de 291.000toneladas.

Diante desse contexto, busca responder a questão por meio da avaliação do Desempenho
Agronômico de Gergelim em Função de Diferentes Níveis de Espaçamento nas Condições
Edafoclimáticas do Distrito de Nampula, no Campus da UMBB₋Nampula.

1.2. Problematização

Em Moçambique , em patricular no distrito de Nampula a produtividade do gergelim, encontra-


se abaixo do potencial produtivo,limitando o aproveitamento econômico e social .O espaçamento
é um fator agronômico essencial que influência diretamente o crescimento, desenvolvimento e
produtividade das cultura agrícolas em especial o gergelim, uma vez que a densidade
populacional afeta diretamente a competição por recursos como luz, água e nutrientes.

Em Nampula, as condições edafoclimáticas são caraterizadas por solos predominatemente


arenosos. A definição inadequada do espaçamento pode comprometer o rendimento da cultura,
afetando o crescimento das plantas, a influência na utilização de recursos do solo e a incidência
de pragas e doenças.

No distrito de Nampula, as condições edafoclimáticas variam significativamente, tornando


essencial a busca por um espaçamento que maximize a produtividade sem comprometer a
sustentabilidade do cultivo. No entanto, há uma carência de estudo que determinam qual o
espaçamento ideal para o gergelim nessa região, dificultando a adoção de práticas agricolas mais
eficientes pelos produtores locais.

1.2.1. Justificativa:

A produção de gergelim em Moçambique, especialmente no distrito de Nampula, enfrenta


desafios relacionados à falta de informação sobre as melhores práticas de maneio, incluindo o

2
espaçamento adequado. A otimização do espaçamento pode resultar em aumento da
produtividade, melhoria da qualidade das sementes e maior rentabilidade para os agricultores.

Este estudo busca gerar informações relevantes e aplicáveis sobre o espaçamento ideal para o
cultivo de gergelim nas condições edafoclimáticas locais, contribuindo para o desenvolvimento
da cultura na região. Os resultados poderão auxiliar os agricultores a adotar práticas de maneio
mais eficientes, promovendo a sustentabilidade da produção de gergelim e o desenvolvimento
socioeconômico das comunidades. Assim, este estudo se justifica pela necessidade de gerar
conhecimentos téncos que possam orientar agricultores e extensionistas sobre a melhor
espaçamento do plantio, visando maximizar a produtividade e a eficiência agronômica da
cultura.

1.2.2. Objetivos

1.2.3. Objetivo Geral

Avaliar o desempenho agronômico do gergelim em função de diferentes niveis de espaçamentos


nas condições edafoclimáticas do distrito de Nampula, nos campos da UMBB₋Nampula.

1.2.4. Objetivos Específicos

 Avaliar o crescimento vegetativo do gergelim(altura das plantas, diametro do caule e numero


de ramos) sob diferentes niveis de espaçamento.
 Comparar a ocorrência de pragas e doenças em diferentes espaçamentos;
 Quantificar número de cápsulas por planta em cada parcela,
 Determinar o rendimento da cultura do gergelim em função dos diferentes espaçamentos,
avaliando a produtividade de sementes (kg/ha).

1.2.5. Hipotese: O estaplecimento de espaçamentos adequado entre as plantas de gergelim,


favorecem a formação de cápsula mais uniformes e graus de maior qualidade, com maior teor de
oleo e proteinas, devido a menor competição por recursos.

3
CAPÍTULO II: REVISÃO LITERATURA

2.1. Cultura de gergelim

O gergelim (Sesamum indicum L.) é uma cultura oleaginosa de grande importância econômica e
social em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Em Moçambique, particularmente
no distrito de Nampula, o gergelim tem se destacado como uma cultura promissora, com
potencial para contribuir para a segurança alimentar e geração de renda dos agricultores locais.
No entanto, para maximizar o rendimento e a qualidade da produção de gergelim, é fundamental
otimizar as práticas de maneio, incluindo o espaçamento entre plantas (Mucavele, 2000).

A África é considerada o continente de origem porque ali existe a maioria das espécies silvestres
do gênero Sesamum, ao passo que na Ásia encontra-se uma riqueza de formas e variedades das
espécies cultivadas. O gergelim possui grande heterogeneidade de características morfológicas,
podendo ser anual ou perene, com 0,50 m a 3,00 m de altura, de caule ereto, com ou sem
ramificações, com ou sem pelo e com sistema radicular pivotante, depenendo das condições da
região (BARROS et al., 2001; LANGHAM; WIEMERS, 2002).

O espaçamento adequado é um fator crucial que influencia o desenpenho agronômico do


gergelim e a produtividade. A densidade populacional afeta a competição por recursos como luz,
água e nutrientes, além de influenciar a incidência de pragas e doenças (Lima et al., 2011).
Portanto, a determinação do espaçamento ideal para o cultivo de gergelim nas condições
edafoclimáticas específicamente do distrito de Nampula é essencial para garantir o sucesso da
produtividade da cultura.

O gergelim é uma cultura de grande importância socioeconômica em diversas regiões do mundo,


especialmente em países em desenvolvimento, como exemplo de Moçambique. A semente é
uma rica fonte de alimentos por apresentar teor de óleo, variando de 46% a 56% de excelente
qualidade nutricional, medicinal e cosmética. O óleo é rico em ácidos graxos insaturados, como
oleico (47%) e linoleico (41%), e apresentam vários constituintes secundários importantíssimos
na definição de sua propriedade química, como o sesamol, a sesamina e a sesamolina. Suas
sementes são utilizadas na produção de óleo comestível, doces, pães e outros produtos
alimentícios.
4
A cultura é adaptada às condições de seca e baixa fertilidade do solo, sendo uma alternativa
viável para a diversificação agrícola e o aumento da resiliência dos sistemas de produção
(Catálogo das Variedades de Gergelim, 2021).

De acordo com a ( FAO,2012), em Moçambique, a produção mundial de gergelim tem


apresentado crescimento significativo na última década, estimada em 4,09 milhões de
toneladas, cultivadas em 6,62 milhões de hectares,resultando em uma produtividade média de
617,4kg por hactares. No meado de 2023 de acordo com o Inquérito Agrário Integrado,
aprodução de gergelim em Moçambque foi de 335.393 toneladas. Este valor representa um
aumento significativo em relação à campanha agricola de 2020/21, onde aproduçã foi de
291.000toneladas.

2.2. Origem

O gergelim (Sesamum indicum L.) é uma das plantas oleaginosas mais antigas cultivadas pela
humanidade. Sua origem exata é debatida, com alguns autores apontando para a África tropical,
enquanto outros sugerem a Índia ou regiões da Ásia como seu berço. Independentemente da
origem precisa, o gergelim tem sido amplamente cultivado em regiões tropicais e subtropicais ao
redor do mundo, incluindo Moçambique.

2.2.1. Características Botânicas

2.2.2. Classificação Sistemática

Reino : Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Lamiales

Família: pedaliaceae

Genero : Sesanum

Espécie: Sesamum indicum L.

5
2.3.1. Características Morfológicas

Hábito de Crescimento: Planta herbácea anual, podendo atingir de 0,5 m a 3,0 m de altura,
dependendo da variedade e das condições ambientais (Ashri,2007).

Sistema Radicular: Raiz pivotante, permitindo à planta acessar camadas mais profundas do
solo.

Caule: eretos, ramificados ou não, de seção quatrangular.

Folhas: Apresentam disposição alternada ou oposta. As folhas inferiores são geralmente mais
largas e dentadas ou lobadas, enquanto as superiores são estreitas e lanceoladas.

Flores: Completas e axilares,(harmafroditas,zigomorfas), variando de 1 a 3 por axila foliar. As


flores podem apresentar coloração que varia do branco ao rosa ou púrpura.

Frutos: Cápsulas alongadas, pilosas, que podem ser deiscentes (abrem-se na maturidade) ou
indeiscentes, com comprimento entre 2 cm e 8 cm, dependendo da variedade.

Sementes: Pequenas, com peso médio de 1.000 sementes variando entre 2 g e 4 g. A coloração
das sementes pode variar do branco ao preto, passando por tons de creme e marrom.

Em Moçambique, o gergelim é cultivado principalmente nas províncias de Sofala, Manica, Tete,


Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado. A produção nacional tem crescido
significativamente, alcançando cerca de 291.000 toneladas na campanha agrícola de 2020/2021.

Dada a sua adaptabilidade a climas tropicais e subtropicais, o gergelim destaca-se como uma
cultura de grande importância econômica e nutricional, especialmente em regiões como
Moçambique.

Ciclo da cultura

O ciclo de vida do gergelim (Sesamum indicum L.) é composto por várias fases, desde a
germinação até a maturidade e colheita. Após a semeadura, as sementes germinam em
aproximadamente 3 a 5 dias, dependendo das condições ambientais. A fase vegetativa segue,
caracterizada pelo desenvolvimento das folhas e do caule, que pode durar de 20 a 30 dias. Em
seguida, ocorre a fase reprodutiva, onde surgem as flores, geralmente entre 30 a 45 dias após a
germinação. A maturação das vagens ocorre entre 60 a 80 dias após a semeadura, momento em

6
que a colheita pode ser realizada. É importante notar que esses períodos podem variar conforme
a variedade e as condições ambientais.

2.3.2. Importância economica do gergelim e os seus beneficios

O gergelim tem grande relevância econômica para pequenos produtores, especialmente em


países tropicais, onde é cultivado em sistemas agrícolas de baixo custo e resistência à seca, sua
produção é uma oportunidade de geração de renda para pequenos e médios produtores (Bedigian,
2010).

Com base em literaturas científicas, ogergelim é valorizado por diversos fatores e beneficios:

Uso na Indústria Alimentícia: Suas sementes são amplamente utilizadas na produção de óleos,
farinhas e produtos panificados, sendo uma importante fonte de energia e nutrientes como
cálcio,ferro,magnésio e zinco, importantes para a saúde óssea e imunologica (Ashri,2007).

Valor Nutricional: O gergelim é rico em óleos(40₋60℅),proteínas(18₋25℅), lipídios


insaturados e compostos bioativos como lignanas e tocoferóis, que possuem propriedades
antioxidantes (Pathak et al., 2022).

O valor nutricional do gergelim pode variar dependendo de como ele é consumido (cru, torrado,
em pasta ou óleo), mas aqui está uma ideia geral dos principais nutrientes encontrados em 100g
de sementes de gergelim cruas:

 Calorias: 573 kcal


 Carboidratos: 23,5 g
 Fibras: 11,8 g
 Açúcares: 0,3 g
 Proteínas: 18 g
 Gorduras totais: 49,7 g
 Gorduras saturadas: 6,7 g
 Gorduras insaturadas (mono e poli): 43,0 g
 Ômega-6: 39,0 g

7
 Cálcio: 975 mg (cerca de 98% da ingestão diária recomendada)
 Magnésio: 351 mg
 Ferro: 14,6 mg
 Fósforo: 629 mg
 Potássio: 468 mg
 Zinco: 7,8 mg

Vitaminas:

 Vitamina B1 (Tiamina): 0,8 mg


 Vitamina B2 (Riboflavina): 0,2 mg
 Vitamina B3 (Niacina): 4,5 mg
 Vitamina B6: 0,8 mg
 Vitamina E: 0,2 mg

2.3.3. Propriedades:

Alta densidade calórica: devido ao seu alto teor de gorduras saudáveis, o gergelim fornece uma
boa quantidade de energia.

Fonte significativa de cálcio: com um dos maiores teores de cálcio entre os alimentos vegetais,
é excelente para a saúde óssea.

Proteínas vegetais de alta qualidade: contém aminoácidos essenciais, sendo uma boa fonte de
proteína para dietas vegetarianas e veganas.

Esses valores podem ser ajustados quando o gergelim é processado, como na produção de pasta
de gergelim (tahine) ou óleo, já que o teor de gordura pode ser mais concentrado, mas as outras
propriedades nutricionais permanecem em grande parte.

Benefícios para a Saúde: Estudos indicam que o consumo regular de gergelim pode contribuir
para a redução do colesterol LDL e para a melhoria da saúde cardiovascular (Ghosh et al., 2020).

8
O gergelim (Sesamum indicum) é uma semente oleaginosa altamente nutritiva, rica em gorduras
saudáveis, proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Seu consumo traz diversos benefícios para a
saúde humana, incluindo:

2.3.4. Fonte de Nutrientes Essenciais

 Rico em cálcio, magnésio, ferro e zinco, essenciais para a saúde óssea, sistema imunológico e
metabolismo.
 Contém vitaminas do complexo B, que auxiliam na produção de energia e no funcionamento
do sistema nervoso.

Saúde Cardiovascular

 Possui ácidos graxos insaturados (ômega-6 e ômega-9) que ajudam a reduzir o colesterol
LDL (ruim) e aumentar o HDL (bom), prevenindo doenças cardiovasculares.
 Contém antioxidantes naturais, como sesamina e sesamolina, que combatem os radicais
livres e reduzem inflamações.

Controle da Pressão Arterial

 A presença de magnésio e antioxidantes auxilia na redução da pressão arterial, prevenindo


hipertensão.

Saúde Digestiva

 Fonte de fibras que promovem a digestão saudável, prevenindo constipação e regulando o


trânsito intestinal.

Controle do Açúcar no Sangue

 O consumo regular de gergelim pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir os


níveis de glicose no sangue, auxiliando na prevenção e controle do diabetes tipo 2.

9
2.3.5. Fortalecimento dos Ossos

 O alto teor de cálcio e magnésio é essencial para a saúde óssea, prevenindo doenças como a
osteoporose.

2.3.6. Saúde da Pele e Cabelos

 Rico em vitamina E e antioxidantes, o gergelim ajuda a manter a pele jovem, combate o


envelhecimento precoce e fortalece os cabelos.

2.3.7. Propriedades Anti-inflamatórias e Antioxidantes

 Ajuda a reduzir inflamações no organismo, prevenindo doenças crônicas, como artrite e


problemas cardiovasculares.

Energia e Desempenho Físico

 Fonte de proteínas e gorduras saudáveis, o gergelim é excelente para quem pratica atividades
físicas, fornecendo energia e auxiliando na recuperação muscular.

Seu consumo pode ser feito de diversas formas, como sementes cruas, torradas, em pastas
(tahine), óleos ou adicionadas a receitas. Além de saboroso, o gergelim é um verdadeiro aliado
para a saúde!

2.3.8. Propriedades:
Alta densidade calórica: devido ao seu alto teor de gorduras saudáveis, o gergelim fornece uma
boa quantidade de energia.

Fonte significativa de cálcio: com um dos maiores teores de cálcio entre os alimentos vegetais,
é excelente para a saúde óssea.

Proteínas vegetais de alta qualidade: contém aminoácidos essenciais, sendo uma boa fonte de
proteína para dietas vegetarianas e veganas.

10
Esses valores podem ser ajustados quando o gergelim é processado, como na produção de pasta
de gergelim (tahine) ou óleo, já que o teor de gordura pode ser mais concentrado, mas as outras
propriedades nutricionais permanecem em grande parte.

2.4. Fatores que Influenciam o Desempenho Agronômico do Gergelim

2.4.1. Clima

Apesar da adaptabilidade a lugares secos, o gergelim pode ser cultivado em regiões mais úmidas
tropicais e subtropicais. As temperaturas ideais para o crescimento e desenvolvimento da planta
situam se entre 25 °C e 30 °C, inclusive para germinação das sementes.

Temperaturas abaixo de 20 °C provocam atraso na germinação e no desenvolvimento da planta,


e abaixo de 10 °C todo o metabolismo fica paralisado, levando à morte da planta, temperaturas
superiores a 40 °C causam abortamento de flores e não enchimento de grãos. Temperaturas
médias de 27 °C favorecem o crescimento vegetativo e a maturação dos frutos.

Quedas de temperatura, durante o período de maturação, afetam a qualidade das sementes e do


óleo, interferindo negativamente nos teores de sesamina e sesamolina. O máximo de rendimento
é obtido em precipitações de 500 mm a 650 mm de precipitações bem distribuídas durante o
ciclo da cultura: com 35% da água no período da germinação ao florescimento; 45% durante o
florescimento e 20% no início de maturação dos frutos (BELTRÃO et al., 2001; AMORIM
NETO et al., 2001).

2.4.2. Solos

O gergelim se desenvolve bem em diversos tipos de solo; porém, a planta atinge a plenitude em
solos profundos, pelo menos 60 cm, bem drenados e de boa fertilidade natural, francos do ponto
de vista textural, desde franco-arenosos até franco-argilosos. Os solos muito argilosos devem ser
evitados, pois as plantas são extremamente susceptíveis, mesmo a curtos períodos de
alagamento, e em qualquer estádio do seu desenvolvimento.

A planta tem preferência por solos de reação neutra, pH próximo de 7,0, não tolera acidez
elevada, abaixo de pH 5,5, nem alcalinidade excessiva, acima de pH 8,0, sendo extremamente

11
sensível à salinidade, e especialmente à alcalinidade, em virtude do sódio trocável que pode
tornar-se tóxico ao metabolismo da planta, dependendo da concentração, desenvolvimento da
plântula, o gergelim apresenta tolerância à salinidade; porém, nos demais estádios de
crescimento, é extremamente sensíve l(BELTRÃO et al., 2001; LIMA 2009).

2.4.3. Calagem e adubação

A correção do solo compreende o uso de calcário para corrigir a acidez e o emprego de


fertilizantes, a fim de elevar a fertilidade do solo a níveis adequados, conforme as exigências da
cultura. As recomendações para correção de acidez e adubação devem ser feitas com base em
resultados de análise química e física do solo.

Calagem - Correção de acidez

Em Moçambique, a calagem via cálcio e carbonato é importante para neutralização da acidez do


solo; e além de fornecer os nutrientes cálcio e magnésio, também melhora o aproveitamento dos
fertilizantes e dos elementos já existentes no solo por corrigir o pH (MANUAL
INTERNACIONAL DE FERTILIDADE DO SOLO, 1998).

Para calagem, é recomendado dar maior ênfase à porcentagem de saturação de alumínio do que
ao seu teor isoladamente; porém, devem ser também levados em consideração os teores de cálcio
e magnésio do solo. Em áreas já calcariadas, que serão aproveitadas com rotação de culturas, a
amostragem, para fins de indicação de fertilizantes, pode ser feita logo após a maturação
fisiológica da cultura anterior.

Se houver necessidade de calagem em áreas onde se pretende produzir gergelim pela primeira
vez, a amostra do solo tem que ser feita de modo a possibilitar que o calcário esteja incorporado
pelo menos dois meses antes da semeadura do gergelim, para poder reagir e exercer seu papel de
correção do solo. Para a correção da acidez, deve-se dar preferência ao uso de calcário
dolomítico, que possui de 25% a 30% de CaO e mais 12% de MgO.

A aplicação pode ser feita manual ou mecânica, com bastante uniformidade na distribuição. Para
os solos ácidos, tanto cauliníticos quanto de Cerrado, Oxissolos, recomenda-se o uso de gesso
agrícola como complemento da calagem. No caso dos solos ácidos, a mistura de calcário mais o

12
gesso aumentam a velocidade de percolação de bases e a correção da acidez das camadas
profundas. Porém, em solos com baixos teores de potássio, não se recomenda o uso de gesso
(BELTRÃO et al., 2001).

2.5. Adubação

Para que a planta possa externar todo seu potencial produtivo, é necessário que o solo forneça
nutrientes em quantidade adequada. O gergelim extrai do solo, em termos relativos, quantidades
elevadas de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), que variam conforme a produção, o estado
nutricional, a variedade utilizada e a parte da planta colhida. Em geral, a planta precisa de 50 kg
ha -1 – 14 kg ha -1 – 60 kg ha -1 de N-P2O5–K2O para produzir 1.000 kg de sementes.

O corte das plantas para colheita implica na perda de quase 97% dos nutrientes extraídos do solo
pelas plantas. Desse total, os frutos contêm de 33% a 60% do NPK extraído (BASCONES;
RITAS, 1961). As plantas de gergelim absorvem pouco NPK até os 30 dias após o plantio.

A partir dessa data, os requerimentos da planta por esses nutrientes crescem rapidamente
alcançando a demanda máxima de nitrogênio aos 74 dias, de fósforo dos 60 aos 90 dias e de
potássio, depois dos 35 dias crescendo até o final do ciclo (FERREIRA, 2005).

Em relação aos principais macronutrientes, se a análise do solo evidenciar um teor de fósforo


assimilável menor que 10 mg/dm3 (10 ppm), teor de matéria orgânica inferior a 2,6% e teor de
potássio abaixo de 0,23 cmolc/dm3 , há necessidade de correção com o uso de fertilizantes, cuja
aplicação deve ser feita em razão da mobilidade do nutriente no solo e da textura do solo.

O fósforo, cuja mobilidade no solo é mínima, deve ser aplicado de uma vez por ocasião do
plantio; o nitrogênio, cuja mobilidade é grande, pode ser aplicado em duas vezes: metade após o
desbaste e metade 25 dias depois, e, de preferência, usando como fonte o sulfato de amônio.
Graças à elevada dinâmica do nitrogênio, os fertilizantes devem ser usados em cobertura, em
sulcos cobertos para reduzir as perdas por volatização, denitrificação e outros. O potássio, por
possuir mobilidade intermediária, pode ser aplicado no plantio ou dividido junto com o
nitrogênio, dependendo da capacidade de lixiviação do solo (BELTRÃO et al., 2001b).

13
2.5.1. Tratos culturais

As plantas daninhas competem com a cultura principal, em água, luz e nutrientes. A intensidade
da competição das ervas daninhas depende de vários fatores, como espécie, densidade,
fertilidade do solo, disponibilidade de água e hábito de crescimento da cultura em cultivo. O
gergelim é uma planta de crescimento inicial bastante lento, e os primeiros 45 dias depois da
emergência das plântulas são críticos para essa cultura, que deve ser mantida livre de plantas
daninhas nesse período. O preparo adequado do solo pode funcionar como excelente método de
controle da vegetação daninha. Devem ser feitas de 2 a 3 capinas durante o ciclo da planta, com
enxada ou cultivador(QUEIROGA et al., 2008).

Variedade: A escolha da variedade adequada é fundamental para o sucesso do cultivo do


gergelim. As variedades devem ser adaptadas às condições edafoclimáticas locais, além de
apresentar alta produtividade, resistência a pragas e doenças e boa qualidade das sementes
(Catálogo das Variedades de Gergelim, 2021).

Maneio da cultura: O maneio adequado da cultura, incluindo o preparo do solo, a adubação, o


controle de plantas daninhas, pragas e doenças, e a colheita, é fundamental para garantir o bom
desempenho agronômico do gergelim.

Espaçamento entre plantas: O espaçamento entre plantas é um dos fatores de maneio que mais
influenciam o desempenho agronômico do gergelim. O espaçamento adequado permite otimizar
o uso dos recursos naturais, além de reduzir a competição entre plantas e o ataque de pragas e
doenças (Lima et al., 2011).

2.5.2. Doenças

A cultura do gergelim pode ser afetada por vários patógenos, os quais causam doenças que
podem induzir severos danos à cultura e perdas expressivas à produção. Não existem fungicidas
registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para controle de doenças do
gergelim. Nesse sentido, o controle deve se basear em medidas de exclusão e no uso de
variedades resistentes. As principais medidas utilizadas para minimizar os danos por elas
ocasionados. As principais doenças do gergelim são as manchas foliares causadas por fungos, as
14
quais podem causar sérios prejuízos à cultura quando as condições são favoráveis ao seu
desenvolvimento (LIMA et al., 2001).

Mancha-angular

A doença é causada pelo fungo Mycosphaerella sesamicola Sivan, que tem como forma
assexuada ou anamórfica Pseudocercospora sesami (Hansf.) Deighton (sin. Cercoseptoria sesami
(Hansf.) Deighton, Cylindrosporium sesami Hansford, = Cercospora sesamicola (Mohanty).
Afeta principalmente as folhas mais velhas induzindo a formação de manchas angulares e
irregulares de cor pardo-escura na face adaxial e mais claras na face abaxial, sendo limitadas em
um ou mais lados pelas nervuras e é encontrada com maior intensidade no terço inferior da
planta.

O fungo é transmitido pelas sementes, as quais constituem fonte de inóculo inicial. A propagação
da doença em área plantada ocorre por meio do vento, que transporta os esporos das plantas
infectadas para plantas sadias. O meio mais eficiente de controle dessa doença é o uso de
variedades resistentes. Embora não haja fungicidas registrados para controle da doença, o
tratamento das sementes com fungicidas à base de carbendazim ou tiofanato metílico e a
pulverização com sulfato de cobre quando as plantas atingem 25 cm a 30 cm de altura têm-se
mostrado medidas eficientes na redução dos danos causados pela doença(Ashri,2007).

Mancha-de-cercospora

É causada por Cercospora sesami e ocorre em todas as regiões produtoras de gergelim,os


sintomas se caracterizam por apresentar manchas arredondadas, com centro de cor cinza-clara a
esbranquiçada e bordas marrons. Nos caules e pecíolos, as lesões são largas e elípticas, chegando
a formar cancros com área necrosada e deprimida. Plantas severamente afetadas apresentam
desfolha acentuada. O fungo penetra no interior da cápsula e alcança as sementes, tornando-as
enegrecidas. Lesões nos cotilédones podem dar origem a infecções secundárias.

Para controle da doença, o tratamento de sementes com fungicidas à base de carbendazin e


tiofanato metílico apresenta bons resultados. Para evitar a disseminação do patógeno,
recomenda-se tratar as sementes com fungicidas à base de carbendazin e tiofanato metílico e

15
fazer pulverizações preventivas com fungicidas cúpricos, pois tais tratamentos apresentam
resultados satisfatórios no controle. O uso de cultivares resistentes deve ser encorajado.

Podridão-negra-do-caule

É causada pelo fungo Macrophomina phaseolina e é uma das mais importantes doenças do
gergelim nas principais regiões produtoras do mundo, assim como em Moçambique.O fungo
afeta, principalmente, o caule e os ramos da planta, ocasionando lesões de cor marrom-clara que
podem circundar essas partes da planta ou se estenderem de forma longitudinal, podendo
alcançar o broto terminal da planta. Nas lesões, podem ser observadas pontuações negras que
correspondem aos picnídios do patógeno. Cortes longitudinais dos tecidos afetados ao longo do
caule exibem também pontuações negras que correspondem aos microescleródios do fungo.

As plantas afetadas murcham, podendo secar e morrer. Altas temperaturas e baixa umidade do
solo favorecem o desenvolvimento da doença. A disseminação ocorre principalmente por meio
da água da chuva ou irrigação, partículas de solo transportadas por máquinas e implementos e
sementes infectadas. O controle da podridão-negra se baseia na rotação de culturas, no uso de
sementes sadias, na eliminação de restos culturais e no uso de cultivares resistentes.

Murcha-de-fusário

Ocorre em todas as regiões produtoras de gergelim do Brasil. É causada por um fungo habitante
do solo, o Fusarium oxysporum f. sp. Sesami, sendo a planta suscetível ao patógeno em todos os
estádios de desenvolvimento. Os sintomas se caracterizam pelo amarelecimento inicial e
posterior flacidez e murcha da planta, que, em seguida, seca e morre. Fazendo-se um corte
transversal no caule, pode-se observar o enegrecimento dos tecidos do sistema vascular.

O fungo sobrevive no solo na forma de esporos de resistência chamado clamidósporos ou


vivendo saprofiticamente em restos de cultura. Sua disseminação é feita por partículas do solo e
gotas de água da chuva ou de irrigação. As medidas de controle baseiam-se em práticas culturais,
tais como o uso de sementes sadias, uma vez que o patógeno é transportado e transmitido por
elas, rotação de culturas, eliminação de restos de cultura e o plantio de variedades resistentes.

16
Virose

Embora a doença tenha sido associada ao Blackeye cowpea mosaic virus (BlCMV), o agente
causal é conhecido atualmente como uma estirpe do Bean common mosaic virus (BCMV). A
virose é transmitida pela cigarrinha-verde, a partir de planta infectada, por feijão e por malváceas
(guaxumas, vassourinhas). Para evitar a disseminação, deve-se promover a erradicação e queima
das plantas afetadas e o controle da cigarrinha.

Mancha-bacteriana

É causada pela bactéria Xanthomonas campestris pv. sesami e ocorre com frequência quase em
toda parte da África. Inicialmente, aparecem manchas escuras arredondadas ou angulares, nas
folhas, nos caules e nas cápsulas, que, posteriormente, adquirem coloração marrom avermelhada
ou negra, e que podem coalescer formando uma área necrosada. A mancha-bacteriana é
disseminada pela água da chuva junto com o vento e transmitida pela semente. Pode sobreviver
em restos culturais. Alto teor de nitrogênio no solo favorece essa doença. Para seu controle,
recomenda-se a eliminação de restos culturais, a rotação de culturas e o uso de sementes sadias.

Mancha-de-alternária

É causada pelo fungo Alternaria sesami, Os sintomas dessa doença caracterizam-se por manchas
marrons, circulares ou irregulares nas folhas e nos caules, que podem coalescer e levar à necrose
da área afetada, causando e induzindo ao desfolhamento e à morte da planta. Nas cápsulas, as
lesões apresentam, frequentemente, anéis concêntricos de tecido necrosado com diâmetro de até
2 cm. Altas temperaturas favorecem o surgimento dessa doença, que é transmitida pelas
sementes. Como medida de controle recomenda-se fazer rotação de culturas, eliminação de
restos culturais e uso de sementes sadias.

Podridão-do-colo

É uma doença causada pelo fungo habitante do solo Sclerotium rolfsii, bastante destrutiva, uma
vez que pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento das plantas e induzir 100% de
mortalidade. Os sintomas se caracterizam pela perda progressiva da coloração normal das
plantas, seguido pelo seu tombamento. As raízes infectadas se tornam de coloração marrom-
clara, fazendo com que as plantas sejam facilmente destacadas do solo.
17
Escleródios caracterizados como estruturas de coloração branca a castanho podem ser vistos em
volta das raízes infectadas. Os sintomas podem atingir a haste e causar a sua destruição. O
controle da doença é feito com base em práticas culturais que incluem a rotação de culturas,
sobretudo com gramíneas, a drenagem adequada do solo, a destruição e queima de restos
culturais, o manejo da matéria orgânica, evitando sua acumulação no colo da planta, o plantio em
solos com boa drenagem e o uso de cultivares resistentes( FAO,2012).

2.5.3. Pragas

As principais pragas do gergelim são: lagarta-enroladeira, pulgão, mosca-branca, cigarrinha-


verde, vaquinha-amarela e saúvas (ARAÚJO; SOARES, 2001). Lagarta-enroladeira (Antigastra
catalaunalis) – É a principal praga da cultura, exigindo controle sistemático em grandes lavouras
ou em áreas tradicionais de cultivo. Ataca o cultivo entre o décimo quinto dia de emergência das
plântulas até o amadurecimento das cápsulas.

No estágio inicial do ataque, ocorre atrofiamento de ramos e folhas. As larvas, dobram o limbo
foliar no sentido longitudinal, tecem teias e alimentam-se da face dorsal das folhas, de brotos,
flores, cápsulas imaturas e sementes. O inseto adulto é uma mariposa que mede 8 mm de largura
e 15 mm de envergadura.

Pulgão (Aphis sp.)

Os pulgões ocorrem em cultivos irrigados. O ataque inicial é feito em reboleiras. Formam


colônias na face inferior das folhas, que se tornam brilhosas por causa da excreção da “mela”
proveniente da sucção do açúcar. O açúcar serve de substrato para o desenvolvimento da
fumagina, que impede a fotossíntese. Eles são transmissores de viroses. Para seu controle,
recomendase o uso de inseticidas sistêmicos, estritamente necessários para não eliminar a
população de inimigos naturais.

Mosca-branca (Bemisia argentifolii)

Os danos são causados tanto pelo inseto adulto como pelas ninfas, que se estabelecem em
colônias na face inferior das folhas Altas infestações da praga definham a planta, provocando a
“mela”, também ocasionando o aparecimento da fumagina. Os adultos são transmissores de

18
viroses causadas por Nicotiana 10 vírus. Para seu controle, é preciso eliminar as plantas
daninhas, fazer barreiras com milho ou sorgo forrageiro e usar inseticidas para adultos e ninfas,
com detergentes neutros (160 mL/20 L de água) ou óleos (0,5% a 0,8%) ou sabões para redução
do número de ninfas em pulverizações dirigidas à parte inferior da folha. Não repetir o mesmo
princípio ativo, nem usar misturas de produtos, pois essa prática promove resistência ao
inseticida. Vários inimigos naturais têm sido associados ao complexo de espécies de mosca-
branca, como os do gênero Chrysoperla, Hippodamia, Coleomegilla e Cycloneda(Mucavele,
2000).

Cigarrinha-verde (Empoasca sp.)

De acordo com (Lima et al., 2011), ao sugar a seiva, o inseto inocula uma toxina que
compromete o desenvolvimento da planta e sua produção. As plantas atacadas apresentam as
folhas de coloração verde amarelada, com bordas enroladas para baixo e os ramos tenros,
estiolados. A cigarrinha-verde é transmissora de viroses e da filoidia do gergelim, especialmente
quando existem lavouras de feijãomacaçar e malváceas (guaxumas e vassourinhas) infectadas
com viroses em áreas próximas ao plantio. O controle químico é feito com inseticidas sistêmicos
à base de demeton-metílico, thiometon ou pirimicarb.

Saúvas (Atta spp.)

Cortam folhas e ramos tenros, podendo destruir completamente as plantas na sua fase inicial de
desenvolvimento. O controle químico por meio de iscas tóxicas granuladas é muito utilizado,
mas deve ser evitado em dias chuvosos e solos úmidos. As iscas devem ser distribuídas em
porções ou dentro de porta-iscas, ao lado dos carreiros ativos. É importante que se efetue vistoria
frequente na área. Ressalta-se que o gergelim é conhecido tradicionalmente pelo controle de
formigas cortadeiras.

Peres Filho e Dorval (2003) observaram que iscas granuladas à base de farinhas de folhas de
gergelim (15%) apresentam-se como alternativa de controle de Atta sexdans rubropilosa; porém,
estudos ainda devem ser conduzidos com o objetivo de aumentar a eficiência do produto e
diminuir o tempo necessário para atingir o nível máximo de controle.

19
2.6. Colheita

A colheita do gergelim é uma etapa crucial que influencia significativamente o rendimento final
da produção, podendo ocorrer perdas de sementes superiores a 50% devido à abertura espontânea
das cápsulas após a maturação completa. Para minimizar essas perdas, é recomendado programar
a colheita para períodos de estiagem, alinhando-a ao ciclo da cultivar, que geralmente varia entre
90 e 110 dias(Oliveira et al., 2021).

Indicadores para a colheita

Segundo Abreu (2011), os agricultores podem acondicionar o gergelim em saca .A colheita deve
ser iniciada quando as hastes, folhas e frutos apresentarem um amarelecimento completo, mas
antes que os frutos se abram totalmente. Em cultivares com tendência à deiscência, os frutos na
base da planta abrem-se primeiro, sinalizando o momento adequado para a colheita.

Métodos de colheita

Manual: Consiste no corte das plantas a aproximadamente 20 cm do solo, formando feixes de


cerca de 30 cm de diâmetro. Esses feixes são empilhados no campo para secagem ao sol por
aproximadamente 10 dias. Após a secagem, realiza-se a batedura para separar as sementes dos
frutos. Este método pode representar entre 60% e 70% do custo total de produção devido à sua
laboriosidade.

20
3. CAPÍTULO III. MATERIAL E MÉTODOS

3.1. Descrição e localização geográfica da área de estudo

O estudo será realizado nos campos da Universidade Mussa Bin Bique,localiza ₋se na localidade
de Muriaze, posto administrativo de Anchilo no distrito de Nampula que dista aproximadamente
a 11km da cidade de Nampula, na estrada via Mogovolas. Todavia, o valor máximo da
temperatura do ar situa-se a 33.2 ºC e o mínimo de 19 ºC. Regra geral, as regiões de maior
elevação do distrito, apresentam-se com temperaturas mais suaves em relação as outras zonas.
Quanto a precipitação, media e de 1.045 mm anual (MAE, 2014, pág. 1).

O distrito de Nampula está localizado a Oeste da Cidade Capital Provincial, confinando a Norte
com os distritos de Mecuburi e Muecate, a Sul com o distrito de Mogovolas, a Este com o
distrito de Meconta e a Oeste com o Distrito de Murrupula O solo da região é do tipo franco-
arenoso de cor vermelha ou cinzenta, de textura grossa, possui elevada percentagem de fracção
areia com 66.6% e poucas percentagens de argila e silte, de 23.8% e 7.6% respectivamente, com
o pH variando entre 5.5 a 6.5 (MAE, 2014, pág. 1). Figura 1: Localização geográfica da área
do estudo.

21
Fonte: Autor (2025)

3.2.Características climáticas da região do estudo

O clima do distrito de Nampula é do tipo tropical húmido com duas estações, de verão que parte
de Maio a Outubro, e de inverno que começa do final de Novembro prolongando-se ate no mês
de Abril. precipitação média anual oscila é de 1050 mm e temperaturas médias anuais de 22-27
ºC (MAE 2014).

3.3.Delineamento Experimental

será realizado o delineamento de blocos completos casualizados (DBCC), dispostos em


experimento monofactorial com cinco (5) repetições e quatro (4) tratamentos. Os tratamentos
serão compostos por quatro tipos de espaçamento: T1 (50x30); T2 (50x50); T3 (60x40); T4
(70x50). O experimento terá uma area total de 123.75m2 (16,5mx7.5m) que terá cinco (5) blocos
e cada cada um dos blocos terá quatro (4) parcelas e cada terá 3.75m2 (2.5mx1.5m) totalizando
20 parcelas em toda area do ensaio. Visto que o estudo vai avaliar diferentes níveis de
espaçamento descrito acima, cada parcela dentro do bloco terá diferente número de plantas por
linhas assim como entre as plantas, isso está de acordo de cada tratamento. Exmplo concreto do
espaçamento de 50cm x30cm terá doz (12) plantas dentro da parcela, cuja cinco (5)entre linhas e
três (3)entre plantas, com uma área util de 0.15 ( 0.5x0.3) por planta e 1.5(0.15x10) do
resuldado de 10 plantas avaliada dentro da parcela. Apois disso seré possível saber o númer total
de área util de todas plantas avaliada dentro das parcela por tratamento dentro dos bloco 49.5 ¿ ),

22
e 315 é o número total de plantas em toda área de ensaio (
T 1 … .20 Plantas por parcela x 5 parcelas=100+T 2 … .15 px 5+T 3 … .16 px 5+T 4 ….12 px 5), a
área util total do ensaio é de 75 m2 (3.75x20parcelas). A separação entre os blocos será de 1m e
entre as parcelas será de 0.5m.

3.4. Instalação e Condução do Ensaio

O estabelecimento do ensaio, será realizado na 4ª semana de Março de 2025. O campo será


estabelecido num solo franco-arenoso de textura grossa e a preparação do solo far-se-á
manualmente envolvendo abertura do campo, lavoura, e a formação de blocos. A sementeira far-
se-á na 4ª semana de Março, obedecendo as regras dos tratamentos,as regras sera de uso de
diferentes tipos de espaçamentos. Estes tratamentos apresentarão muitos beneficios do ponto de
vista do estudo.

3.4.1. Discrição dos tratamentos

Os tratamentos serão atribuido em função de diferentes niveis de espaçamento e sera da seguinte


forma: T1 –(50x30), T2 – (50x50), T3 – (60x40) e T4 – (70x50).

3.4.2. Tratamento T1(50cmx30cm)

O tratamento T1 será defenido pelo espaçamento de 50 cm entre linhas e 30 cm etre plantas.

3.4.3. Tratamento T2 ( 50cm x 50cm)

Tratamento T2 será estabelecido com o espaçamento de 50 cm entre linhas e 50 cm entre plantas.

3.5. Tratamento ( 60cm x 40 cm )

O tratamrnto T3 será descrito pelo espaçamento de 60 cm entre linhas e 40 cmentre plantas.

3.5.1. Tratamento ( 70cm x 50 cm )

O tratamento T4 aplicar₋se₋á com espaçamento de 70 cm entre linhas e 50 cm entre plantas.

3.5.2. Sementeira
23
A sementeira será realizado no treceiro dia da 3ª semana de Março, seguindo todos os
procedimentos do espaçamentos para não comprometer o ensaio.

3.5.2. Rega

De acordo com Ayres e Westcot (1991), os principais parâmetros a serem avalidos na água de
irrigação da cultura de gergelim incluem o pH, deve estar dentro de uma faixa adequada para
não afetar a disponobilidade de nutrientes e a saúde das plantas. Condutividade Elétrica, reflete a
concentração de sais dissolvido na água. O gergelim é extremamente sensível à salinidade, e
águas com alta CE podem reduzir significativamente seu desenvolvimento. Nesse contexto, caso
não haja umidade do no solo far₋se₋à a rega para umidecer o solo entes da sementeira,
permitindo uma rapida germinação e o seu desenvolvimento.

3.5.3. Sacha

Esta prática, será realizada de modo a eliminar as infestantes que competiram com a cultura pela
luz, a água e os nutrientes. Às vezes, fornecem abrigo aos organismos patogénicos. Portanto,
realizar-se-á duas sachas manualmente, a primeira será realizada na 4ª semana de Março do ano
em curso e a segunda na 1ª semana de Abril.

3.5.4.Rotação de culturas

Pode se fazer rotação de culturas. Mais como se trata de um estudo de espaçamentos não é
necessario.

3.5.5.Controle fitossanitário

Serão realizadas duas ou mais pulverizações, dependendo do nivel de ataque. Uma contra pragas
e outra preventiva contra doenças, aplicar-se-á alguns pesticidas usando um pulverizador dorsal
de 16 litros de capacidade.

3.5.6. Pragas

24
As principais pragas do gergelim são: lagarta-enroladeira, pulgão, mosca-branca, cigarrinha-
verde, vaquinha-amarela e saúvas.

Controlo
Será realizado usando pelos métodos quimicos e culturais.

3.5.7. Doenças

As principais doenças do gergelim são as manchas foliares causadas por fungos, as quais podem
causar sérios prejuízos à cultura quando as condições são favoráveis ao seu desenvolvimento.

Controlo: pode ser quimico, mecânico e cultural. Ou por outro lado, o controle deve se basear
em medidas de exclusão e no uso de variedades resistentes.

3.5.8. Colheita

A colheita será realizada no inicio quando as hastes, folhas e frutos apresentarem um


amarelecimento completo, mas antes que os frutos se abram totalmente e serão levado para o
local de secagem.

3.5.9. Rendimento

O rendimento será obtido depois da colheita e secagem do gergelim existentes nos tratamentos em
diferentes blocos, depois pesados com uma balança eletrónica. Os rendimentos serão determinados
em função do peso por unidade de área útil.

3.6.1. Descrição da variedade usada no ensaio

Será utilizado a variedade Mizeripan, é uma variedade de meia estacão, tem


altos rendimentos, tem um crescimento tipo determinado, com uma
quantidade moderada de folhas, planta adulta atinge 2m a 3m de altura.

3.6. Características observáveis e de medição

3.6.1.Altura da planta

25
A altura da planta será medida 30 dias após a sementeira, momento em que o gergelim estará na
fase de crescimento e desenvolvimento. Considerar-se-á a altura a partir da superfície da planta
até o ápice apical e será utilizada uma fita métrica de 5,0 m.

3.6.2. Diametro do caule

Será a valiada o diâmetro do caule, para ver qual será o espaçamento que influenciou o malhoir
número do diâmetro por tratamento.

3.6.3. Número de ramos por planta

Será avaliada o número de ramos por planta , pois cada ramo adicional pode potencilmente
produzir mais cápsulas e sementes.

3.6.4. Número de cápsulas por planta

Será colectado através da contagem por planta, após a cultura completar 90 dias. De seguida
será determinado o total de cápsula por tratamento dividindo pelo número total de plantas de
amostra, para se obter o valor médio de cápsula.

3.6.5. Peso de 1000 sementes

Será escolhidas 1000 sementes de cada tratamento aleatoriamente e pesadas numa balança de
precisão.

3.6.4. Rendimento Kg/ha

Para a determinação do rendimento será necessário o uso da fórmula abaixo e os valores serão
convertidos em quilogramas por hectare.
ton Peso 2
Rendimento : = ×10 . 000 m
ha Area do talha o

3.6.5. Análise Estatística

26
Análise estatística após a colecta dos dados no campo, em fichas de registo, far-se-á a descarga e
a codificação no Microsoft Excel 2010. Seguidamente serão importados para a planilha do
pacote/ programa estatístico Sisvar versão mais recente. Com este pacote estatístico serão
analisadas as seguintes variáveis: altura da planta, número de frutos, peso do fruto e o
rendimento. Para saber se os tratamentos diferem ou não quanto ao seu efeito sobre as variáveis
far-se-á a análise de variância cuja execução será precedida pela verificação dos pressupostos de
adesividade, normalidade e homogeneidade de variâncias recorrendo aos testes de Shapiro-Wilk
e Bartlett's para os dois últimos pressupostos será Detectada a existência ou não de diferenças
significativas entre os tratamentos em relação às variáveis, e depois proceder-se-á ao teste de
comparações de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.

3.6.6. Resultados esperado

Com a realização da pesquisa,no caso especifico da avaliação de diferentes níveis de


espaçamento na cultura de gergelim espera-se:
 Melhoria no rendimento da cultura gergelim através do uso de diferistes níves de
espaçamentos;
 Que seja identificada a melhor espaçamento com bons rendimentos económicos.

27
CAPITULO IV: CRONOGRAMA DE ACTIVIDADE

4.1. Actividades

MESES

Actividades Março Abril Maio Junho Julho

1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4

Preparação do campo

Demarcação do

campo

Sementeira

Sacha e amontoa

Adubação

28
Acompanhamento

Controlofitossanitário

Levamento de dados

Colheita

Análise de dados

Entrega de relatório

3.2. Orçamento
N0 de Materi Preç Qua Cus
Ordem ais ⁄ Insumos o Unit.⁄mt ntidades to Total ⁄mt
01 Caneta 15,00 2 30,00
02 Bloco de nota 50,00 1 50,00
03 Boné 150,00 2 300,00
04 Ancinho 200,00 1 200,00
05 Enxada 100,00 1 100,00
06 Catana 150,00 1 150,00
07 Régua 50,00 1 50,00
08 Fita métrica 350,00 50 m 350,00
09 Maquina 150 1 150,00
calculadora
10 Pulverizador 3000 2 6.000,00
11 Semente 250,00 20g 250,00
12 Pesticidas (litro) 250,00 1L 250,00
13 Regadores de 13litros 500,00 3 1500,00
14 Macacão ⁄uniforme 900,00 1 900,00
115 Botas ⁄galochas 450,00 1 450,00
16 Luvas 150,00 10 1500,00
17 Mascaras 150,00 10 1500,00
18 Custos de Transporte aliment 90/dia 300,00 27.000,00
19 Serradura de 50kg 80,00 4 320,00
20 Capim elefante 7 molhos 100,00 2 700,00

29
21 Transporte 500,00 **** 500,00
Valor 59.000,50,00
total

5. Bibliográfia

5.1. Referências

Abreu C.L.M.; Arriel N.H.C. (2011). Diretrizes técnicas para o cultivo do gergelim no estado de
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Apêndice

32
6. Apêndice

Apendice 01: Protocolo de ensaio


N/O Protocolo de ensaio
01 Responsável do ensaio: Ancha Cabu Ussene
02 Supervisor Eng.º Muhomade Momade
03 Local do ensaio UMBB- Nampula
04 Ano de ensaio 2024/2025
05 Espécie vegetal Gergelim (Sesamum indicum L)
Avaliar o desempenho agronômico do gergelim em
06 Objectivo de ensaio função de diferentes niveis de espaçamentos nas
condições edafoclimáticas do distrito de Nampula, nos
campos da UMBB₋Nampula.
07 Delineamento Experimental DBCC
08 Tratamentos T1 –( 50 cm x 30 cm )
T2 – (50 cm x 50 cm )
T3 – (60 cm x 40 cm )
T4 – (70 cm x 50 cm )
09 Esquema do ensaio Monofactorial
Número de blocos 5
Numero total de parcelas 20 (4x5)
Área das parcelas 3.75m2 (3m × 2 m)
Área útil total de todas plantas 49.5 ¿ x5)
Área total de ensaio 1 23.75m2 (16,5m × 7.5 m)
Comprimento do ensaio 16,5 m
Largura do ensaio 7.5m
Distância entre blocos 1m
Distância entre parcelas 0.5 m
10 Trabalhos a realizar
Preparação e demarcação do campo: Março/2025
Sementeira será 2ª Semana de Março
33
Quantidade de sementes 1000g
Compasso é variante a espaçamento 70cm x 50cm; 60x 40cm;50cmx50cm;50x30cm
População/cova de 1planta 1
Nᴼ de plantas/ linha variam de 3a4
Nᴼ total de plantas por parcela variam 12 a 20
Nᴼ total de plantas no ensaio 315
Sachas e monda 2 vezes
Pulverizações 2 vezes
Colheita 2ª Semana de Maio
11  Altura da planta
Medições e observações  Número de ramos por planta
Número da cápsula por planta
 Peso de 1000 sementes
 Rendimento
12 Responsável pela avaliação do ensaio: UMBB-Nampula

Apêndice 02: Esquema do Ensaio

11.5m
13.5 m
1.5m B1 B2 B3 B4 B5
3m T1 1 1m T2 1m T1 3m T2 T4

0.5m 0.5m 1.5m 1.5m

T1 T3
3m T2 1m T1 1m T4
1.5 m 0.5m 0.5m 0.5m
T2
T3 T4 1m T3 T4
0.5m 0.5m 0.5m

T4 T3 T2 T3 T1
1m

34

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