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Fracos Métodos de Ensino Participativos na Massinga

O documento analisa os fatores que influenciam o fraco uso de métodos de ensino participativos nas escolas primárias de Massinga, focando na 7ª classe. A pesquisa busca identificar e descrever esses fatores, além de propor estratégias para melhorar a aplicação desses métodos no ensino. A justificativa destaca a importância de um ensino centrado na criança e a necessidade de capacitação dos professores para a adoção de metodologias mais ativas.

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Fracos Métodos de Ensino Participativos na Massinga

O documento analisa os fatores que influenciam o fraco uso de métodos de ensino participativos nas escolas primárias de Massinga, focando na 7ª classe. A pesquisa busca identificar e descrever esses fatores, além de propor estratégias para melhorar a aplicação desses métodos no ensino. A justificativa destaca a importância de um ensino centrado na criança e a necessidade de capacitação dos professores para a adoção de metodologias mais ativas.

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Naima Adriano

Factores que Influenciam o Fraco Uso dos Métodos de Ensino Participativos na Escola
Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau da Massinga. Caso de Estudo: 7ᵃ classe

Licenciatura em Ciências da Educação com Habilitações em Administracao Gestao da Educacao


Universidade Save

Extensão da Maxixe

2024

Naima Adriano

Factores que Influenciam o Fraco Uso dos Métodos de Ensino Participativos na Escola
Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Matadouro. Caso de Estudo: 7ᵃ classe

Projecto a ser Apresentada ao Departamento de Ciências da Educação e Psicologia da


Universidade Save-Maxixe, como proposta de Realização da Monográfica a servir como
Requisito para Obtenção do Grau Académico de Licenciatura em Ciências da Educação com
Habilitações em Administracao Gestao da Educacao.
Universidade Save

Extensão da Maxixe

2024

Introdução

o projecto aqui presente tem como proposta para o trabalho de conclusão do curso intitulado ”
Factores que Influenciam o Fraco Uso dos Métodos de Ensino Participativos na Escola
Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga. Caso de Estudo: 7ᵃ classe”.

O uso dos métodos de ensino participativo consiste nos fundamentos da pedagogia moderna,
baseada no ensino activo e centrado no aluno. Na constante preocupação pela melhoria da
qualidade de ensino, um dos desafios é a investigação das metodologias a utilizar no processo de
ensino-aprendizagem.

Com tudo, no método de ensino participativo, o aluno torna-se agente na construção de seu
próprio conhecimento. O estímulo gerado pela participação ativa no processo de aprendizado
desenvolve outras habilidades como o raciocínio, o senso crítico apurado, a forte noção para a
aplicação adequada do conhecimento, bem como uma grande capacidade de solução dos
problemas.

Tradicionalmente, o processo de ensino tem sido caracterizado pelo método expositivo, com o
propósito de transmitir conhecimentos aos alunos. Eis porque o “Guião de Métodos
participativos”, elaborado pela GIZ (2015:15), diz que, actualmente, a abordagem do ensino-
aprendizagem encontra-se num processo de mudança de uma “transmissão” de conhecimentos,
baseada na passividade do aluno, para a mediação, onde o aluno é o centro da aprendizagem,
requerendo, para isso, um “processamento” activo e consciente de informação pelos alunos.

Objectivos

Geral:

• Compreender os factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos
da 6ᵃ classe na Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga.

Específicos

• Identificar os factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos da
6ᵃ classe na Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga;

• Descrever os factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos da 6ᵃ
classe na Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga;

• Propor estratégias que visem melhorar a aplicação dos métodos participativos no processo de
ensino e aprendizagem na escola.

Justificativa

A escolha do tema “factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos
da Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Matadouro. Caso de Estudo: 7ᵃ classe”, tem como a sua
pertinência numa altura em que muito se fala a cerca de um ensino centrado na valorização da
criança que esteja doptada de liberdade e iniciativa, respeitando as capacidades e aptidões
individuais dos alunos.

A escolha do local deve-se pelo facto da pesquisadora ter constatado durante a participacao de
um trabalhos científicos na Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga que havia um fraco uso
de métodos participativos na leccionação das aulas por parte dos professores, destacando-se o
uso de métodos tradicionais como é o caso do “método expositivo”.

Ao nível pessoal, esta pesquisa vai ajudar na aquisição de novos conhecimentos práticos ligados
ao tema em estudo, pois a autora vai entrar em contacto com a realidade vivida na Escola
Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga.

A nível social, esta pesquisa é importante na medida em que vai apresentar propostas
pedagógicas para garantir a utilização dos métodos de ensino participativo no ensino primário.

No âmbito académico, espera-se que, esta pesquisa possa auxiliar nas escolas de formação de
professores em matérias de estratégias da utilização dos métodos de ensino participativo no
processo de ensino e aprendizagem. Espera-se ainda, que o mesmo sirva como fonte de
inspiração para as futuras investigações, sugerindo que sejam feitos estudos com amostra de
maior dimensão, com intuito de reforçar a consistência dos resultados a se obterem neste estudo.

Problematização

As recentes abordagens do processo de ensino e aprendizagem cuja essência é a aprendizagem


centrada no aluno acarreta dificuldades quer nos professores quer nos estudantes dada a viragem
que os mesmos impõem na metodologia de ensino e aprendizagem.

O processo de ensino e aprendizagem na Escola Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga, é


orientado por professores que na sua maioria, mesmo tendo o conhecimento, não aplica os
métodos de ensino participativos no processo de ensino e aprendizagem.

É observavel também a ausência da rigorosidade percistencia metódica, inobservância da


realização de pesquisa, assim como a reflexão crítica por parte dos alunos e professores na
actividade a que exercem, pautando assim, na transferência vertical de conhecimentos no
momento de leccionação de conteúdos que apenas são de interpretação de conteúdos pré-
planificados para posterior memorização por parte dos estudantes.

Como se pode notar, toda essa prática dos alunos e professores, concorre a ausência da prática de
métodos de ensino participativos. Desta feita, FREIRE (1996:14) refere da "importância do papel
do educador, no mérito da paz com que viva a certeza de que faz parte de sua tarefa docente não
apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo." Em função da informação
acima abordada é preocupação fazer a seguinte questão de partida: Quais são os factores que
influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos da 6ᵃ classe na Escola Primária
do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Massinga?

Hipóteses

• A ausencia de capacitação dos professores em matéria de métodos de ensino


participativos pode contribui no fraco uso dos mesmo na aprendizagem dos alunos;

• A dimensão dos alunos em sala de aula pode contribuir para o fraco uso dos métodos de
ensino participativo na aprendizagem dos alunos

• A fraca supervisão por parte da directora adjunta escolar concorre para o fraco uso dos
métodos de ensino participativos.

CAPÍTULO I: MARCO TEÓRICO

O marco teórico é o primeiro capítulo do presente trabalho, para o efeito fez-se uma revisão
literária com a finalidade de trazer conceitos e teorias debatidos sobre óptica de vários autores
para sustentar a nossa pesquisa, depois das várias posições deixamos ficar nossas ideias sobre
tais conceitos e teorias.

Conceitos-chave

Métodos de Ensino

Para que o processo ensino-aprendizagem seja proveitoso e produza os resultados esperados, é


necessário que sejam adotados métodos e técnicas adequadas. O método pode ser conceituado
como um roteiro geral para a atividade. Situa-se na linha do pensamento da orientação, indicando
as grandes linhas de ação, sem se deter em operacionalizá-las. Orienta em termos gerais onde se
quer chegar.
Os métodos, quanto à actividade, podem ser considerados sob os seguintes aspectos (SCHMITZ,
1984: 17).

• Socializado;

• Individual;

• Sócio-Individualizado.

Método Socializado

É usado no momento da comunicação. Supõe, evidentemente, que haja algo a comunicar.


Pressupõe e exige que tenha havido, ou que venha a haver, posteriormente, atividade
individualizada. Sendo a educação sistemática uma atividade de socialização, de relacionamento,
é claro que o método socializado toma-se importante.

Todavia não poderá ser usado de forma exclusiva, especialmente por se tratar da aprendizagem
de certos conteúdos que não podem ser reduzidos a simples comunicação ou assimilação mais ou
menos passiva. Geralmente é a partir de um trabalho individual, de pesquisa, intuição, procura,
experimentação, que uma comunicação se toma frutuosa (SCHMITZ, 1984: 20). A comunicação
sempre deve partir de uma vivência pessoal, individual. Consiste em pôr em comum, em
confrontar valores e experiências que, por sua vez, podem levar a novas experiências coletivas
ou individuais. Entretanto, o resultado mesmo das vivências coletivas sempre se caracteriza pela
individualização.

Método Individual

Situa-se mais na linha da reflexão, do trabalho pessoal de aprofundamento, de pesquisa. É muito


importante tanto no início da atividade para oferecer elementos de conhecimento e informação,
como no final da aprendizagem, para aprofundar e integrar os conhecimentos adquiridos de
outras fontes e propiciar as vivências e a aplicação.

Sem individualização a aprendizagem não se realiza, pois ela é um fenômeno ou processo


essencialmente individual. É o indivíduo quem aprende e não o grupo. O grupo pode ser uma
condição, um método, uma técnica, ou até um recurso, mas nunca será o sujeito da educação ou
da aprendizagem que é sempre a pessoa em si. Os integrantes do grupo, colaborando uns com os
outros, é que aprendem. As atividades, hábitos e habilidades são sempre individuais. Podem,
porém, ser adquiridos por meio da colaboração; mas, como tais, são fenômenos estritamente
individuais, que podem ser usados no grupo (SCHMITZ, 1984: 19).

Método Sócio-Individualizado
Une os dois métodos anteriores e situa-se mais na linha das vivências. Não separa nitidamente os
dois aspectos de qualquer atividade. Ao mesmo tempo que se comunica alguma coisa, ela é
aprofundada através da reflexão, da pesquisa, da integração pessoal, aproximando e pondo em
comum os dados de todos os integrantes da situação.

Sem dúvida, poderá ser considerado o método ideal para a atividade educativa, contanto que
usado com critério e competência, escolhendo bem os momentos da comunicação e do
aprofundamento individual, e com a devida dosagem desses momentos. O somar das
experiências individuais, num clima de aprofundamento, favorece o grupo e os indivíduos
(SANTOMÉ, 1998: 42).

Métodos de Ensino Utilizados

Um método tem como significado etimológico o “caminho a seguir para alcançar um fim”
(PILETTI, 2004: 102) ou “são os meios adequados para realizarem objetivos” (LIBÂNEO, 1994:
150). Neste contexto, um método de ensino, pode ser compreendido com um procedimento
didático composto por fases e operações para se alcançar um objetivo.

No entanto, acrescenta LIBÂNEO (1994: 151) que o docente estimula o processo de ensino
através de um conjunto de ações e procedimentos. Deste modo, os métodos de ensino
intermedeiam as relações entre o professor e o aluno, constituindo condições necessárias e
favoráveis, mas não suficientes do processo de ensino.

Assim, de acordo com as temáticas a serem desenvolvidas, os docentes podem utilizar vários
métodos de ensino. MORAIS (2008) investigou em Bianchini; Gomes (2007), Capraro (2007),
Sanchez; Tsan Hu (2007) e Silva; Pinto; Subramanian (2007) os principais métodos disponíveis
ao ensino de Engenharia de Produção, destacando:

Método Expositivo

Aula Expositiva Dialogada – Método que propõe a substituir a palestra docente e que tem como
vantagem é permitir a participação do estudante. Pressupõe um debate acerca do tema, onde o
estudante traz contribuições à classe, sendo o professor responsável por avaliar a pertinência ou
não de tal contribuição.

Aula Expositiva Cognitiva – Objetiva ancorar novos conhecimentos sobre realidades já


existentes para o estudante, este método também é conhecido como Abordagem Ausubeliana.
Este método deve englobar quatro etapas distintas: identificação dos conceitos e proposições
mais relevantes do assunto; identificação dos conceitos, idéias e proposições especificamente
relevantes para a aprendizagem e compreensão do conteúdo a ser ministrado; diagnóstico do que
foi assimilado por parte dos estudantes antes da instrução do conteúdo; e ensinar, considerando o
que os estudantes já sabem, observando então os conteúdos programáticos adequados.

Estudo Dirigido

Consiste em um estudo orientado pelo professor, de modo que falhas pontuais detectadas ao
longo do processo de construção do conhecimento sejam complementadas. Constitui um método
pontual e saneador, e, portanto, deve ser utilizado próximo ao fechamento do assunto.

Solução de Problemas (Aprendizagem pela Solução de Problemas – PBL)

Consiste no enfrentamento por parte do aluno de uma situação nova, que exige reflexão, crítica e
criatividade a partir da observação e estudo do problema apresentado. Com a utilização deste
método o estudante desenvolve atividades como obtenção e organização de dados, o
planejamento, a imaginação e a elaboração de hipótese, além da interpretação e tomadas de
decisão.

Seminário

Apresentação oral e relatório escrito de um tema, a partir da pesquisa experimental, de campo ou


bibliográfica, dando ênfase ao processo de produção e sua aplicação na produção de produtos ou
serviços, confrontando tecnicamente seus aspectos teóricos e industriais, abordando também,
questões sociais, organizacionais, ambientais e de segurança (GERALDI, 1984:65).

Estudo de Caso

O estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno dentro de um contexto
da vida real. A realização de um estudo de caso fornece ao aluno a oportunidade de adquirir
novos conhecimentos sobre um assunto relacionado à sua área; promove o aprendizado de outras
formas de aprendizagem. Estudos de casos implicam em visitas ao local de estudo, onde os
estudantes observam situações problemas, identificam e propõe alternativas para solução dos
problemas, com base em experimentos realizados (KARLING, 1991:43).

Desenvolvimento de Projetos ( Ensino com Pesquisa)

Método de ensino que tem como finalidade a aproximação do estudante ao ambiente da pesquisa,
bem como o desafio de deixar para trás a mera reprodução e iniciar-se na reprodução e análise,
adquirindo desta forma, maior autonomia na construção do conhecimento. Este método de
ensino, embora complexo, pode ser utilizado gradualmente nas disciplinas como forma de
aumentar a base teórica dos estudantes, favorecendo uma ampliação da linguagem técnica e
propiciando acesso a outras bibliografias que não as tidas como básicas (Idem).

Simulação

Os softwares de simulação podem viabilizar a interação educativa, funcionando como


facilitadores didáticos, isto é, como ferramentas de apoio ao ensino, uma vez que sua principal
vantagem é a utilização de animações que proporcionam maior inteligibilidade do aluno a
respeito dos conceitos relativos aos sistemas de produção em uma situação prática. O emprego
de recursos computacionais pode complementar o conteúdo e possibilitar o atendimento dos
conceitos apresentados em sala de aula.

Visitas técnicas

Consistem em visitas a empresas ou institutos, com o intuito de visualizarem como os processos


são empregados, praticados e gerenciados na prática. O objetivo desta técnica é proporcionar aos
alunos o conhecimento e a vivência industrial dos processos de produção (MIALARET,
1977:71).

Práticas laboratoriais

Nos cursos de Engenharia é comum também o uso de práticas de laboratório e desenvolvimento


de projetos como forma de complementação do conteúdo teórico. Essas práticas costumam
apresentar bons resultados, uma vez que atendem alguns princípios como participação,
personalização e internalização dos conceitos (Ibidem:34).

Métodos Participativos de Ensino

A utilização de métodos participativos no ensino parece ser uma proposta nova. Porém, de
acordo com Del FIACO (2005) no final do século XIX já existiam notas sobre processos de
ensino, através de aprendizagem grupal. De acordo com SANLER (2001) apud Del Fiaco (2005)
os métodos participativos levam o estudante a vivenciar situações propícias que possibilitam sua
conversão em um ente ativo, criador, capaz de contribuir com o desenvolvimento do entorno
social e sua própria autotransformação. Além de desenvolver talentos individuais, garante a
formação de um alto grau de responsabilidade social e cidadã, os métodos participativos são
capazes de desafiar o aluno a argumentar e pensar, contribuindo para a construção de um
aprendizado mais ativo.
Dentre as características dos métodos participativos, DAVID (1998), destaca que as mais
importantes são: a centralização nos processos de descobrimento, criação e recriação de
conhecimentos; os conhecimentos que emergem dos participantes são de fundamental
importância fundamental para a estruturação dos problemas e das ações superadoras; os
processos desenvolvidos devem responder às necessidades concretas do grupo; a existência de
uma estreita ligação entre os referenciais teóricos que explicam a prática e uma prática que
organiza novos referenciais teóricos; no transcorrer do processo, tanto os pesquisadores como os
objetos estudados e as ações propostas devem sintonizar-se com os objetivos do trabalho; a
sistematização do saber, a produção do conhecimento e a forma de organização das atividades
devem obedecer a uma ordenação lógica e a um rigor científico; e tanto a dimensão da pesquisa
como a dimensão pedagógica devem ser construída a partir de um esforço ativo, ordenado,
sistemático, reflexivo e consciente por parte do coletivo envolvido (SCHMITZ, 1984:23).

Formula para Utilização dos Métodos e Técnicas

O critério principal, para a decisão sobre qual o método e técnica que se deverá adotar, deve ser o
que atenda a situação concreta. Um bom método e técnica precisa atender as características,
capacidade, objetivos e aspirações, necessidades e possibilidades, recursos e circunstâncias, não
só do aluno, mas do seu ambiente e de todos os elementos envolvidos no processo da educação.
Não são os alunos ou os professores sozinhos que determinarão qual será a técnica e o método a
serem utilizados, mas o conjunto dos fatores que neles confluem e os desafiam (ADAMS,
1967:54).

Acrescenta HILST (1994: 14), “cabe ao professor, a todo momento, julgar as situações e decidir,
juntamente com os alunos, quais os melhores procedimentos, métodos e técnicas a serem
utilizados. Também se pode dizer que cada momento da aprendizagem exige tratamento
particularizado”. E, para IANNI (1994:87), “uma boa técnica de iniciação num assunto pode não
ser boa para o aprofundamento ou a revisão. Daí a necessidade de estar alerta às características
do momento educacional e didático, e à reação dos alunos, para que a todo momento, a partir de
uma contínua avaliação, seja possível adotar o método e técnica mais conveniente”.
CAPÍTULO II. METODOLOGIA DA PESQUISA

Constitui propósito fundamental deste capítulo apresentar a estratégia metodológica adoptada


para a análise do problema em pesquisa, os aspectos relacionados com a população, amostra,
instrumentos de recolha de dados e método de apresentação, analise e interpretação dos dados.

2.1. Método

De origem grega, methodos refere-se ao caminho ou via, com etapas e processos a ser seguido
para se atingir um determinado objectivo. (Gil, 2008).

Ainda Marconi e Lakatos (2010: 65), "definem método como conjunto de actividades
sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objectivo,
conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e
auxiliando as decisões do cientista".

2.1.1. Metodologia

Para Kauark, et all (2010: 54), metodologia é a explicação minuciosa, rigorosa e exacta de toda
acção desenvolvida no método do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do
instrumental utilizado, do tempo previsto, da equipa de pesquisadores e da divisão do trabalho,
das formas de tabulação e tratamento dos dados, de forma sintética é a análise de tudo que se
utilizou no trabalho de pesquisa.

2.1.2. Pesquisa

Segundo Marconi e Lakatos (2008), a pesquisa pode ser considerada um procedimento formal
com método de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no
caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais. Significa muito mais
do que apenas procurar a verdade, mas descobrir respostas para perguntas ou soluções para os
problemas levantados através do emprego de métodos científicos.
Para Gil (2008), a pesquisa tem um carácter pragmático, é um “processo formal e sistemático de
desenvolvimento do método científico. O objectivo fundamental da pesquisa é descobrir
respostas para problemas, mediante o emprego de procedimentos científicos.”

Entretanto, pesquisa é um conjunto de acções, propostas para encontrar a solução para um


problema, as quais têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada
quando temos um problema e não temos informações para solucioná-lo.

2.2. Tipos de Pesquisa

No que diz respeito aos tipos de pesquisa podem ser classificadas quanto aos objectivos,
procedimentos e abordagem do problema, (Gil, 2003: 17)

2.2.1. Quanto à natureza

Quanto a sua natureza o presente trabalhou optou por uma pesquisa aplicada, pois tem como
característica fundamental o interesse na aplicação, utilização e consequências práticas dos
conhecimentos, sua preocupação está menos voltada para o desenvolvimento de teorias de valor
universal que para a aplicação imediata numa realidade circunstancial. A pesquisa aplicada
objectiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas
específicos. Envolve verdades e interesses locais, (Marconi e Lakatos, 2008).

2.2.2. Quanto aos objectivos

Nesta ordem a presente pesquisa é explicativa, pois objectiva tornar compreensíveis os factores
que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos da 6ᵃ classe na Escola
Primária do 1ᵒ e 2ᵒ Grau de Matadouro, omo sustenta De Sousa (2013:12), pesquisa explicativa é
quando o pesquisador procura explicar os porquês das coisas e suas causas, por meio do registo,
da análise, da classificação e da interpretação dos fenómenos observados. Visa identificar os
factores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenómenos, aprofunda o
conhecimento da realidade, explica a razão e o por quê das coisas.

2.2.3. Quanto à forma de abordagem

Sob o ponto de vista da abordagem esta pesquisa é mista, ou seja:

• Quantitativa

Porque considera que, tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números as
opiniões e informações, para classificá-las e analisá-las. Requer-se o uso de recursos e de
técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de
correlação, análise de regressão, etc.), (Gil, 2003: 20).
• Qualitativa

Porque considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo
indissociável entre o mundo objectivo e a subjectividade do sujeito que não pode ser traduzido
em números. A interpretação dos fenómenos e a atribuição de significados são básicas no
processo de pesquisa qualitativa. Esta não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas, (Idem)

Na presente monografia a abordagem quantitativa será usada para a análise e interpretação das
entrevistas aplicadas no campo, como forma de agrupar os inquiridos em categorias numéricas e
ou percentual, e a qualitativa para descrever o posicionamento ou a dinâmica das relações no que
tange aos factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino Participativos por parte
dos inquiridos durante a recolha de dados.

2.2.4. Quanto aos meios de investigação

Em relação aos meios de investigação a pesquisa privilegiou os seguintes:

• Pesquisa bibliográfica

Quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros,


revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias,
dissertações, teses, material cartográfico, internet. Na pesquisa bibliográfica, é importante que o
pesquisador verifique a veracidade dos dados obtidos, observando as possíveis incoerências ou
contradições que as obras possam apresentar, (Gil, 2008).

• Pesquisa de campo

Consiste na observação de factos e fenómenos tal como ocorrem espontaneamente, na colecta de


dados a eles referentes e no registo de variáveis que presumimos relevantes, para analisá-los. As
pesquisas deste tipo se caracterizam pela interrogação directa das pessoas cujo comportamento se
deseja conhecer.

Basicamente se procede a solicitação de informações a um grupo significante de pessoas acerca


do problema estudado para em seguida obter as conclusões correspondentes dos dados
colectados, (Gil, 2008).

2.3. Técnicas de recolha de dados

Para o presente trabalho foram privilegiadas as seguintes técnicas:

2.3.1. Entrevista

Segundo Marconi e Lakatos (2003:195), a entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de
que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma
conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a
colecta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social.

Este instrumento de recolha de dados será aplicado aos docentes e membros da direcção, para
deles tomar informações sobre os factores que influenciam o fraco uso dos métodos de Ensino
Participativos. No caso dos docentes faremos entrevistas colectivas mas cada elemento tinha a
responsabilidade de responder de forma singular. De salientar que a entrevista permite a
capitação imediata e corrente da informação desejada, praticamente com qualquer tipo de
informante e sobre os mais variados tópicos, por essa razão optamos por este instrumento como
nossa ferramenta para recolha de dados.

2.4. População e Amostra

2.4.1. População

Para Gil (200:89) "Universo ou população é um conjunto definido de elementos que possuem
determinadas características".

A Universidade Pedagógica-Maxixe conta com um total de 14 cursos (até 2018), repartidos em 5


departamentos, os mesmos são leccionados nas modalidades: Presencial que corresponde aos
períodos laboral e pós-laboral e também na modalidade do Ensino à Distância.

Para a realização da presente pesquisa tivemos como população um total de 73 docentes, que
correspondem ao número de docentes efectivos, 365 estudantes do 4˚ano, respectivamente dos
Cursos de: Ciências da Educação, Educação Física e Desporto, Ensino de História, Ensino de
Filosofia, Ensino de Português e Ensino de Inglês.

Estes dados são de estudantes inscritos até o segundo semestre de 2018, altura em que a
pesquisa foi desenvolvida. Encontramos também 7 técnicos dos Serviços Distritais da Educação
da Maxixe (Repartição de Recursos Humanos).

Optamos em colocar o número total dos docentes da instituição como população uma vez que
existem docentes que leccionam em mais de 3 cursos, o que poderia levar a uma repetição na
contagem dos mesmos por curso. E a escolha dos cursos supra citados como parte da população
é pelo facto de que todos estão virados ao Processo de Ensino e Aprendizagem. E aos Técnicos
dos Serviços Distritais da Educação vimos a pertinência em incluí-los para percebermos o grau
da aceitabilidade do curso no mercado de emprego.
2.4.2. Amostra

A amostra é uma parcela convenientemente seleccionada do universo ou população, é um


subconjunto do universo (Marconi, 2003:161). Entretanto, em função dos objectivos da pesquisa
foi privilegiada a selecção de dados amostrais para representação da população, onde: 12
correspondentes ao corpo docente, 78 correspondentes aos estudantes e 2 correspondentes aos
Técnicos dos Serviços Distritais da Educação de Maxixe, totalizando o número de 92 elementos.

2.4.3. Tipos de Amostragem

Para o caso dos Docentes e Técnicos dos Serviços Distritais da Educação, pautou-se pela
amostragem por acessibilidade ou por conveniência tendo em conta a explicação de Gil (2008:
94), ao referir que o pesquisador selecciona os elementos a que tem acesso, admitindo que estes
possam, de alguma forma representar o universo.

Quanto aos estudantes pautamos pela amostra probabilística, que para Gil (1999: 72), esta se
baseia na escolha aleatória dos pesquisados, significando que a selecção é feita de forma a dar
mesma oportunidade a cada membro da população.

Tabela 1: Especificação da População e Amostra


Descrição População Amostra Percentagem
Docentes Efectivos 73 12 16%
Estudantes do 4˚ ano dos cursos de: 365 78 21%
Ciências da Educação, Educação
Física e Desporto, Ensino de
História, Ensino de Filosofia, Ensino
de Português e Ensino de Inglês
Técnicos dos serviços distritais da 7 2 28%
educação (Repartição de Recursos
Humanos)
Total 451 92 20%

Fonte: Adaptado pelo autor a partir dos dados fornecidos pelo Registo Académico da
Universidade Pedagógica-Maxixe, e pelos Técnicos do SDEJT-Maxixe.

2.5. Método de apresentação análise e interpretação dos dados


Para facilitar a análise e interpretação dos dados, recorremos a gráficos e resumos das
informações colhidas no campo através dos instrumentos de pesquisa, a análise e interpretação
dos dados é do tipo descritivo.

2.6. Procedimentos Éticos

Para a colecta de dados foram seguidas todas normas prescritas na Universidade Pedagógica,
sendo que para tal foi submetida a credencial à instituição, nesse caso a Universidade Pedagógica
da Maxixe. Tendo em conta a necessidade de preservar a imagem da nossa população, os nomes
de todos os que forneceram os dados para a compilação do presente trabalho não foram
mencionados em nenhum parágrafo do mesmo. Prometemos confidencialidade a todos os
participantes, como forma de salvaguardar a sua integridade.

Referências bibliográficas

ADAMS, ET ALLII. Princípios básicos de prática de Ensino. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura,
1967.

DAVID, N. A. Contribuições do método participativo para capacitação de professores de


Educação Física escolar. Revista Pensar a Prática. vol. 1, 1998.

DEL FIACO, J. L. M. Métodos Participativos: Fundamentação teórica e um plano de aula para


uma disciplina de Teoria Geral da Administração e a Teoria da Atividade. Revista
Administração. Ano 2, n. 2, 2005.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 21 ed. São
Paulo: Paz e Terra,1996.

FRANCISCO, Egídio etal. Fundamentos da Didáctica, 7ᵃ ed, Sá Leopoldo, Editora Unisinos.


1993.

GERALDI, João Wanderley (org). O texto na sala de aula: leitura e produção. 2a ed.,
ASSOESTE, 1984.

HILST, Vera Lúcia Scortecci. A Tecnologia Necessária. Piracicaba: Unimep, 1994.

IANNI, O. O Mundo do trabalho. Perspectiva. v.8 n . l , . São Paulo, 1994.

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