Auditoria e Governança – A responsabilidade pela
detecção de fraudes
Participantes
Everson Carlin – Conselheiro do CRCPR
Wesley Figueira – Auditor Independente
Edson Costa – Auditor Independente
Objetivos do Painel
• Conhecer o limite atual da responsabilidade dos auditores
independentes sobre a detecção de fraudes;
• Discutir as expectativas da sociedade sobre a função do
auditor independente na detecção de fraudes;
• Inferir sobre conflitos e limitações do auditor independente.
As regras
✓ Pela Norma ISA 240 da IASB, fraude é um “ato intencional praticado por
um ou mais indivíduos, entre gestores, responsáveis pela governança,
empregados ou terceiros, envolvendo o uso de falsidade para obter uma
vantagem injusta ou ilegal.”
✓ Pelas Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC-TA (R1), o termo fraude
se refere ao ato intencional de omissão ou manipulação de transações,
adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis.
Quem é o Responsável pela Detecção das Fraudes?
Normas de Auditoria
Normas Contábeis – IFRS – Prof. Everson Luiz Breda Carlin
Quem é o Responsável pela Detecção das Fraudes?
Normas de Auditoria
Normas Contábeis – IFRS – Prof. Everson Luiz Breda Carlin
A Sociedade
• O que a sociedade (lato sensu) entende da função de auditoria
independente;
• O que a sociedade ESPERA de nós;
• O que podemos dar à sociedade, dentro do escopo de nossa
profissão.
Impactos das Fraudes no Mundo Empresarial
Responsabilidades por Fraudes
✓ A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da
fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da
sua administração, por isso as empresas dão hoje maior
importância para os programas de integridade (Compliance)
✓ O Auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de
auditoria é responsável por obter segurança razoável de que
as demonstrações contábeis, como um todo, não contém
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
Auditoria e os Pilares da Governança Corporativa
A Sociedade, RJs e as Fraudes
Fonte: CNN Brasil
A Sociedade – AMER3 - O Imbróglio
Fonte: CNN Brasil
Fraude – A “Contabilidade Criativa”
✓ Contabilidade criativa é o uso de práticas contábeis que são questionáveis
quanto à ética, por desviarem o "espírito" do verdadeiro objetivo da
contabilidade, que seria informar o estado financeiro, econômico e
patrimonial das organizações.
Fonte: Revista Exame e KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Contabilidade criativa maquiando as demonstrações contábeis
Fraude – A “Contabilidade Criativa”
✓ O termo tem origem anglo-saxônica, e até hoje é motivo de inúmeros
debates sobre seu uso no universo empresarial, e os estudos sobre o
tema se iniciaram no Reino Unido na década de 80 posteriormente
passando a ser investigado por outros países a partir da década de 90.
Fonte: Revista Exame e KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. Contabilidade criativa maquiando as demonstrações contábeis
Fraude – Tripé Construtivo
Origem: moral e ética
condicionadas numa sociedade
que relativiza quase tudo.
A Fraude
Nível:
- Baixo Clero – baixa e média gestão / “rogue employees”
- Alto Clero – executivos e “C-levels”
Origem:
- Interna
- Externa
- Mista
Governança
De dentro para fora:
• Conselho de Administração
• Auditoria Interna (terceirizada ou própria)
De fora para dentro:
• Conselho Fiscal
• Auditoria Independente
• Comitê de Auditoria
Escopo X Possibilidades
• Formulação e aumento de escopo
• Limites impostos pelas empresas - custos
• Limites impostos pelas circunstâncias do trabalho
Conclusões
• Até onde deve e pode ir o auditor independente?
• Qual é o direito da sociedade cobrar do auditor independente a
responsabilidade sobre fraudes?
• Qual é a função e os limites do poder público como árbitro
entre as partes?
Perguntas?
Obrigado!