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DIAGNÓSTICO

O Estado do Espírito Santo, que originalmente tinha quase 90% de sua área coberta por Mata Atlântica, agora possui apenas 10%, com apenas 2,7% dessas áreas sendo protegidas. O município de Vitória abriga 17 Unidades de Conservação, mas enfrenta desafios como poluição hídrica e conflitos entre renda e arborização. O Plano Diretor Urbano de Vitória carece de diretrizes específicas para a integração de espaços públicos e a melhoria do transporte público.
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DIAGNÓSTICO

O Estado do Espírito Santo, que originalmente tinha quase 90% de sua área coberta por Mata Atlântica, agora possui apenas 10%, com apenas 2,7% dessas áreas sendo protegidas. O município de Vitória abriga 17 Unidades de Conservação, mas enfrenta desafios como poluição hídrica e conflitos entre renda e arborização. O Plano Diretor Urbano de Vitória carece de diretrizes específicas para a integração de espaços públicos e a melhoria do transporte público.
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DIAGNÓSTICO

Meio Ambiente e
Infraestrutura
ÁREAS DE
PRESERVAÇÃO
LOCALIZAÇÃO
Originalmente o Estado do Espírito Santo possuía quase 90%
de sua superfície coberta por Mata Atlântica, mas com o
processo de ocupação desordenado esta área ficou restrita
a cerca de 10%. No entanto, estas áreas remanescentes
abrigam ainda uma enorme diversidade biológica e um alto
grau de endemismo, o que reforça a necessidade de sua
preservação. Destas áreas florestais restantes no Estado,
apenas 2,7% estão sob a forma de áreas protegidas. Dentre
esses remanescentes de Mata Atlântica está a Área de
Preservação do Municipio de Vitória, capital do Espirito
Santo onde encontra se uma diversidade de especies em
sua flora e fauna.

Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb


ÁREAS DE
PRESERVAÇÃO
CARACTERIZAÇÃO
Os remanescentes de Mata Atlântica e outros ecossistemas
associados são preservados em Vitória, como UC (Unidade
de Conservação). Estas áreas, compostas por diferentes
formações vegetais do bioma Mata Atlântica e seus
ecossistemas associados, somam um total de 3.271,64ha de
área, entre UC de Proteção Integral e de Uso Sustentável. O
município de Vitória possui hoje um total de 17 UC, sendo
oito classificadas o seu manejo como de Proteção Integral,
duas de Uso Sustentável e sete com forma de manejo
indefinida. Uma das UC é a APP Baía das Tartarugas tem
como objetivo conservar e recuperar a vida marinha que
existe desde o início da Praia de Camburi até a Terceira
Ponte.

Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb


POTÊNCIAL
DIALÓGO ENTRE APP E
ÁREAS PUBLICAS
A elaboração do mapa ao lado foi realizado baseado nos
arquivos SHP fornecidos pelo Geoweb. A analise foi focada
em compreender um possível dialogo entreas áreas de
preservação ambiental e as áreas de uso público pela cidade
de Vitória. Segundo a analise podemos perceber que de fato
as área de uso público tem um dialogo com as áreas de
proteção ambiental. Existe um cuidado do governo municipal
de Vitória de qualificar essas áreas com equipamentos
urbanos (academias, brinquedos e etc), exemplo dessa
questão são os parques urbanos de Vitória que trazem a
população para utilizar essas áreas de preservação. São
essas áreas: 1 - PARQUE MOSCOSO (24.142,00 M²)
2 - PARQUE DE BARREIROS (46.106,15 M²)
3 - PARQUE HORTO DE MARUÍPE (49.715,02 M²)
4 - PARQUE PADRE AFONSO PASTORE (44.921,50 M²)
5 - PARQUE ÍTALO BATAN RÉGIS (PEDRA DA CEBOLA) (100.005,00 M²)
6 - PARQUE MUNICIPAL SÃO BENEDITO (96.082,50 M²)
7 - PARQUE MANGUE SECO (20.052,28 M²)
8 - PARQUE DA FAZENDINHA (22.853,78 M²)
9 - PARQUE DO CENTRO DE ESPORTE E LAZER EUCALIPTO (8.605,43 M²)
10 - PARQUE MORRO DA GAMELA (96.830,45 M²)
11 - PARQUE BARÃO DE MONJARDIM (79.711,19 M²) Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb
12 - PARQUE ATLÂNTICO (146.949,00 M²)
13 - PARQUE MUNICIPAL DA ILHA DO PAPAGAIO (15.298,75 M²)
14 - PARQUE MUNICIPAL DE FRADINHOS (17.168,47 M²)
CONFLITO
RENDA VS ARBORIZAÇÃO
A elaboração do mapa ao lado foi realizado baseado nos
arquivos SHP fornecidos pelo Geoweb e o mapa de
rendimento nominal médio mensal por bairro de Vitória feito
em 2010 pelo IBGE. A analise foi focada em compreender
possíveis ligações entre renda e arborização pela cidade de
Vitória. Segundo a analise podemos perceber que os bairros
com renda superior a cinco salários mínimos possuem uma
arborização urbana mais evidente do que os bairros com
renda menor que cinco salários mínimos. Essa analise ressalta
que a desigualdade social de renda se revela totalmente
ligado a qualidade espacial dos bairros, também como a
arborização é um quesito mercadológico imobiliário de
valoziração da moradia ou seja quanto mais arborizado o
bairro mais se eleva o valor da terra. Atenuando as
desigualdades sociais já existentes na cidade de Vitória. Um
exemplo evidente é a Ilha do Frade onde a renda minima é
acima de dez salários minimos e onde se encontra um dos
locais mais arborizados do municipio.
Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb
REDE HIDROGRAFICA
LOCALIZAÇÃO E
CARACTERIZAÇÃO
O Municipio de Vitória tem em sua rede hidrografica o
desemboque na Baía de Vitória do Rio Santa Maria da
Vitória cuja nascente se encontra em Santa Leopoldina. O
canal da passagem marca a divisão entre a ilha de vitória e
o restante do territorio do municipio de vitória. A orla da
praia de Camburi é um elemento marcante na rede
hidrografica levando em consideração o seu potencial
turistico.

Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb


Mapa baseado em informação fornecidas pelo Geoweb

CONFLITO
POLUIÇÃO DOS
RECURSOS HÍDRICOS
A problema da poluição dos corpos hidricos da região da
baía de vitória, é uma indagação muito frequente feita por
moradores e trabalhadores que utilizam a cidade
diariamente. Este problema é talvez reflexo de um
crescimento desordenado dos anos anteriores ao que
vivemos. Não existia uma fiscalização efetiva por parte do
poder público relativo ao tratamento de esgoto. Grande parte
da matéria orgânica eram lançadas diretamente nos corpos d
´agua sem passar por tratamento devido, estudos mostram
que após o poder público implementar uma politica de
fiscalização para que os moradores façam sempre o descarte
correto de seus lixo doméstico diminuiu em muito a
quantidade de poluição no curso da baía de vitória. Devemos
destacar também que a baía de vitória é onde desagua o
curso d'agua da bacia do Rio Santa Maria, ou seja a poluição
lançada nos afluentes vem desaguar em sua totalidade na
baía de vitória, sendo necessária então uma ação conjunta
em toda bacia de drenagem. Observando o mapa ao lado
vemos um estudo realizado por D'Agostini onde é apontado o Mapa faciológico dos sedimentos superficiais da Baía de Vitória.
indice de matéria orgânica em toda extenção da Baía de Fonte: D'AGOSTINI, 2005.
Vitória em 2005.

FONTE: CONFLITOS DE USOS NA BAÍA DE VITÓRIA: DIAGNÓSTICO DA


GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA E COSTEIRA, CÁSSIO BECACICI ESTEVES VIANNA
CONFLITO
ATERRAMENTO
Foram aterradas extensas regiões, antes compostas por
ecossistemas de suma importância ecológica e social, e
diversos manguezais foram suprimidos, espelhos d'água
foram sobrepujados, ilhas costeiras conectadas a terra,
atualmente persistem algumas áreas de vegetação nativa
remanescente, tais como a Estação Ecológica Municipal
Ilha do Lameirão, o estuário do Rio Santa Maria,e a foz do
Rio Aribiri. As áreas aterradas no passado estão totalmente
ocupadas por habitações e atividade portúaria que foi o
grande impulsionador para a promoção do aterramento de
parte da antiga orla de Vitória para haver facilidade a
carga e descarga do porto na região. Grande parte se
deve também ao desejo de expansão do centro urbano
pela falta de espaço geográfico para a crescente massa
populacional e intensa ocupação territorial na região
costeira. O Governo não encontrou outros meios, senão Baía de Vitória e do Espírito Santo no século XIX (A)
efetivar a já caótica invasão de áreas através de aterros. e em 2002 (B), respectivamente. Fonte: NUNES, 2005.

FONTE: CONFLITOS DE USOS NA BAÍA DE VITÓRIA: DIAGNÓSTICO DA


GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA E COSTEIRA, CÁSSIO BECACICI ESTEVES VIANNA
CONFLITO
ATERRAMENTO
Foram aterradas extensas regiões, antes compostas por
ecossistemas de suma importância ecológica e social, e
diversos manguezais foram suprimidos, espelhos d'água
foram sobrepujados, ilhas costeiras conectadas a terra,
atualmente persistem algumas áreas de vegetação nativa
remanescente, tais como a Estação Ecológica Municipal
Ilha do Lameirão, o estuário do Rio Santa Maria,e a foz do
Rio Aribiri. As áreas aterradas no passado estão totalmente
ocupadas por habitações e atividade portúaria que foi o
grande impulsionador para a promoção do aterramento de
parte da antiga orla de Vitória para haver facilidade a
carga e descarga do porto na região. Grande parte se
deve também ao desejo de expansão do centro urbano
pela falta de espaço geográfico para a crescente massa
populacional e intensa ocupação territorial na região
costeira. O Governo não encontrou outros meios, senão Baía de Vitória e do Espírito Santo no século XIX (A)
efetivar a já caótica invasão de áreas através de aterros. e em 2002 (B), respectivamente. Fonte: NUNES, 2005.

FONTE: CONFLITOS DE USOS NA BAÍA DE VITÓRIA: DIAGNÓSTICO DA


GESTÃO AMBIENTAL PORTUÁRIA E COSTEIRA, CÁSSIO BECACICI ESTEVES VIANNA
ANALISE

PDU VITÓRIA / DOTS


1° Ação
O Plano Diretor Urbano da cidade de Vitória não prevê
a predileção de ocupação do solo em vias com rota de
transporte público e tão pouco de rotas cicloviárias. O PDU
defende a requalificação de ciclovias, como vemos no
Art.48, além da obrigatoriedade de implantação em novas
edificações (Art. 50 – I) , embora quando se trata de
empreendimentos privados, as mesmas obrigatoriedades
são afrouxadas (Art. 51). Logo, não existem áreas que
possam ser vinculadas a uma preocupação com eixos
de mobilidade.
2° Ação
A fim de combater a ociosidade do solo, o PDU prevê a
instituição do IPTU progressivo no tempo (Art. 234), onde o
proprietário é tributado em um prazo de 5 anos, até que
parcele, edifique ou utilize seu imóvel ou lote, sendo sua
alíquota progressiva e de dívida inegociável. (Art. 234 –
3º). Este instrumento obriga o proprietário a não manter
seu imóvel ou lote ociosos por tempo indeterminado.
3° Ação
Em relação a diversidade do padrão de moradia, o
instrumento vigente no Plano se trata da
obrigatoriedade das ZEIS (Art. 24), estas estão
dividias em duas tipologias: ZEIS I (Art. 26-I), que
prevê a regularização fundiária de áreas desprovidas
de infraestrutura urbana e assentamentos
irregulares. E a ZEIS II (Art26-II), que prevê a
ocupação de imóveis públicos ou privados, não
utilizados ou subutilizados, dotado parcialmente de
infraestrutura urbana, que podem ser objetos de
parcelamento, edificação ou utilização compulsória.
Este que por sua vez, pode garantir a ocupação de
locais distintos da cidade e não somente em
assentamentos irregulares, proporcionando opção
para essas pessoas e também possibilidade de
ocupação e usufruto de bairros mais bem
urbanizados e estruturados, como um todo.
4° Ação
Não existem artigos específicos que defendam a integração
de espaços públicos e privados, o tornando obrigatoriedade
para os proprietários, nem mesmo instrumentos que
instiguem essa prática.
5° Ação
Não existem artigos específicos que defendam a
criação de espaços públicos e áreas verdes e a
tornem uma obrigatoriedade para os proprietários. O
que o PDU especifica são políticas referente a áreas
permeáveis dentro dos lotes, o que necessariamente
não qualificam áreas verdes e estas são seriam de
interesse da cidade ou da população em geral.
6° Ação
O PDU não demonstra interesses explícitos em
qualificar ou melhorar o transporte público, unindo a
implantação destes com questões relativas ao uso do solo
ou mesmo transporte cicloviário. Em contrapartida, cita
diversas requalificações de vias e recortes de interesse de
melhoria das vidas, mas não necessariamente relacionadas
à melhoria do transporte ou mesmo implantação de novos
modais de transporte público. Logo, podemos concluir que
não há explícito interesse em desestimular o uso de
automóveis.
7° Ação
Não existem artigos específicos que defendam a conecção
de equipamentos urbanos com os eixos de mobilidade de
forma que se torne uma diretriz para a elaboração de
espaços de uso público do município.
8° Ação
Em relação ao transporte cicloviário, o PDU da cidade
de Vitória possuí notória preocupação com o mesmo. O
Artigo 45 demonstra todas as categorias cicloviárias de
interesse ao município, que são estas: ciclovias (possuem
um mapeamento específico demonstrando as atuais
existentes e aquelas previstas de implantação, citando
também a localização de bicicletários e/ou paraciclos),
ciclofaixas e ciclorotas. As duas últimas não possuem
informações consistentes sobre sua implantação e
funcionamento.

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