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Português 9° Ano

O documento aborda a sintaxe da língua portuguesa, detalhando as vozes verbais, tipos de sujeito, predicação verbal e classificações sintáticas. Explica conceitos como voz ativa e passiva, sujeito simples e composto, além de predicados e funções sintáticas de termos na oração. Também inclui exemplos de figuras de linguagem e funções da partícula 'se'.

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Português 9° Ano

O documento aborda a sintaxe da língua portuguesa, detalhando as vozes verbais, tipos de sujeito, predicação verbal e classificações sintáticas. Explica conceitos como voz ativa e passiva, sujeito simples e composto, além de predicados e funções sintáticas de termos na oração. Também inclui exemplos de figuras de linguagem e funções da partícula 'se'.

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SINTAXE

VOZES VERBAIS
A voz verbal leva em consideração o papel do sujeito da ação verbal.
● Voz Ativa: o sujeito realiza a ação expressa pelo verbo.
Exemplo: O cientista matou a mulher.
● Voz Passiva: o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.
Dica: Uma frase na voz ativa só pode ser passada para a voz passiva se ela tiver um
objeto direto, ou seja, deve haver ou um verbo transitivo direto ou um verbo
transitivo direto e indireto.
- Voz Passiva Analítica: formada a partir do uso de um verbo auxiliar
(geralmente o verbo “ser”) e o particípio do verbo que se deseja levar à
passiva.
Exemplo: As flores foram plantadas pela mulher.
Se passarmos essa frase para a voz ativa, fica: A mulher plantou as flores.
Nota-se que o sujeito da voz ativa passa a ser o agente da passiva, enquanto
o objeto direto da voz ativa se torna o sujeito.
- Voz Passiva Sintética: formada a partir da associação do verbo à partícula
apassivadora “se” (ela também pode ser chamada de pronome apassivador).
Exemplo: Guardaram-se os livros na estante
Notaremos mais a frente que a construção do sujeito indeterminado é
parecida com a da voz passiva sintética e, por isso, não devem ser
confundidos.
● Voz Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação expressa pelo verbo.
Exemplo: Ele se olhou no espelho.

TIPOS DE SUJEITO
● Sujeito Simples: contém apenas um núcleo.
Exemplo: Minha mãe adora cozinhar.
● Sujeito Composto: contém dois ou mais núcleos.
Exemplo: Eu e meu primo fomos ao teatro ontem.
● Sujeito Desinencial: o sujeito não está expresso na frase, porém, graças à
conjugação, é possível deduzir quem é.
Exemplo: Aproveitei para comer muito no buffet ontem. - sujeito implícito: EU
● Sujeito Indeterminado: não dá para ter certeza sobre o sujeito da oração.
a) Formação onde encontramos o verbo conjugado na terceira pessoa do
singular e a partícula indeterminadora (ou índice de indeterminação do
sujeito) “se”.
Exemplo: Vive-se muito bem nessa cidade.
ATENÇÃO: Essa estrutura do sujeito indeterminado só pode ser utilizada com verbos
intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação. O verbo também nunca estará conjugado no
plural pois, como não sabemos o sujeito, não tem com quem ele concordar.
Demonstração:
Arremessou-se a bola. (verbo transitivo direto, sujeito sujeito paciente simples “a bola”)
Anda-se muito de bicicleta na praia. (verbo intransitivo, sujeito agente indeterminado)
Compraram-se todos aqueles livros. (verbo transitivo direto + conjugado no plural,
concordando com o sujeito paciente simples “todos aqueles livros”)
b) Formação onde encontramos o verbo conjugado na terceira pessoa do plural.
Nessa estrutura, podem ser usados qualquer tipo de verbo.
Exemplo: Mandaram isto para você. (não pode ser confundido com a voz
passiva sintética já que a partícula apassivadora “se” não está presente’
● Oração Sem Sujeito/Sujeito Inexistente/Verbos Impessoais
a) Orações com verbos e expressões que significam fenômenos da natureza
(anoitecer, amanhecer, chover, anoitecer, nevar, trovejar, fazer calor, fazer
frio, etc)
Exemplo: Ventou muito ontem a noite.
b) O verbo “haver” no sentido de existir, ocorrer e tempo decorrido.
Exemplo: Há muitos anos que não a vejo.
c) O verbo “ser” indicando tempo em geral.
Exemplo: Já era noite quando ela apareceu.
d) O verbo “fazer” indicando tempo decorrido.
Exemplo: Faz muito tempo que não durmo direito.

PREDICAÇÃO VERBAL
● Verbos de Ligação: são aqueles que relacionam dois sintagmas atribuídos um ao
outro. Normalmente, são estudados como verbos desprovidos de conteúdo
significativo de ação. Ele vai sempre ligar o sujeito ao predicativo do sujeito e pode
indicar aspecto transitório, permanente ou incoativo.
Exemplos (respectivamente): Pedro estava triste.
Pedro continuou calado.
Pedro tornou-se arquiteto.
ATENÇÃO: Os verbos de ligação podem, eventualmente, assumir significações em que
tenham conteúdo nocional. Olhe a diferença entre:
Ele anda preocupado. (nesse caso, o verbo andar não está sendo empregado no seu
sentido literal, e sim no sentido de “estar (de algum modo) faz um tempo”; por isso continua
sendo um verbo de ligação, sendo que o “preocupado” é o predicativo do sujeito)
Ele anda rápido. (nesse caso, o verbo “andar” está sendo empregado no sentido literal da
ação andar, e por isso é um verbo intransitivo, sendo que “rápido” é o adjunto adverbial de
modo)
● Verbos Transitivos: são aqueles que precisam de um complemento para fazerem
sentido. Alguns verbos podem ser transitivos ou intransitivos, dependendo do
contexto.
a) Verbos Transitivos Diretos: não é necessário colocar uma preposição antes
do complemento.
Exemplo: Júlio comeu o bolo todo.
b) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos: é necessário colocar uma preposição
antes do complemento.
Exemplo: Eu olhei para ele a aula toda.
c) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos: aceitam ambos os tipos de
complemento.
Exemplo: Meu namorado comprou um anel para mim.
● Verbos Intransitivos: não precisam de complemento para fazerem sentido.
Exemplo: Dormi o dia todo.
PREDICADO - é tudo o que resta da oração, sem o sujeito.
● Nominal: é o predicado cujo núcleo é o predicativo do sujeito.
● Verbal: é o predicado cujo núcleo é o verbo de ação.
● Verbo-Nominal: é o predicado que tem dois núcleos: o predicativo do sujeito e o
verbo de ação.
Exemplo: Carla chegou preocupada. (nesse caso, temos a ação “chegar” junto com
o atributo “preocupada”)

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES SINTÁTICAS:


● Objeto Direto: complementa o verbo transitivo direto.
Exemplo: Eu pintei aquele quadro.
● Objeto Direto Preposicionado: ocorre quando uma emoção forte quer ser enfatizada
ou para esclarecer uma frase que pode ser interpretada de duas maneiras
diferentes.
Exemplos (respectivamente): Ele magoou a todos.
Venceram os americanos aos iraquianos. (sem a preposição “a”, ficaria “venceram
os americanos os iraquianos” e dessa maneira cabe à interpretação decidir quem é
o sujeito e quem é o objeto)
● Objeto Indireto: complementa o verbo transitivo indireto.
Exemplo: Dei meu coração para ela.
● Predicativo do Sujeito: atribuiu uma característica ao sujeito, geralmente antecedido
pelo verbo de ligação.
Exemplo: O pão parece velho.
● Predicativo do Objeto: atribui uma característica ao objeto, porém só pode aparecer
graças à presença do verbo, diferentemente do adjunto adnominal.
Exemplo: O presidente considera a economia excelente.
ATENÇÃO: O predicativo do objeto pode aparecer preposicionado. Para testar se é um
predicativo ou não, basta substituir o objeto direto por um pronome átono. Se o adjetivo em
questão for um predicativo, ele ficará fora dessa substituição.
Exemplo: O rapaz chamou a namorada de traidora. – O rapaz a chamou de traidora.
Sem a presença da preposição, o adjetivo “traidora” exerceria função de adjunto adnominal:
“O rapaz chamou a namorada traidora.”
● Adjunto Adnominal: ele acompanha e modifica um substantivo nuclear da oração
(núcleo do objeto direto, do sujeito, etc), conferindo-lhe características e atributos.
Exemplos: Aquela casa branca é do casal mais idoso.
● Adjunto Adverbial: acompanha um verbo, um adjetivo ou outro advérbio e não é
necessário. Ele traz alguma circunstância (de que maneira, quando, onde).
Exemplos: Ficamos paralisados de medo. (adjunto adverbial de causa)
Fizemos tudo aquilo para conquistar o troféu. (adjunto adverbial de finalidade)
Cavei o buraco com a pá. (adjunto adverbial de instrumento.)
Viemos de carro. (adjunto adverbial de meio)
Ela não parava de falar sobre o namorado. (adjunto adverbial de assunto)
Elas não me chamaram para ir ao cinema ontem. (adjunto adverbial de tempo)
Nos encontramos no shopping? (adjunto adverbial de lugar)
Quero ir com vocês. (adjunto adverbial de companhia)
● Complemento Nominal: completam substantivos e aparecem sempre depois de
preposição.
Exemplos: A compra da casa foi adiada. / Ele tem medo da morte.
● Aposto: é um dos termos acessórios da oração. Ele acompanha substantivos,
pronomes ou verbos.
a) Explicativo: Paris, capital da França, é uma das cidades mais conhecidas da
Europa.
b) Enumerativo: Tenho duas coisinhas no peito: amor e compaixão.
c) Recapitulativo ou Resumidor: Protetor solar, boné, lanterna, biscoitos, tudo
dentro da mochila que vou levar.
d) Comparativo: A ambição, corcel galopante, não pode ser freada.
e) etc.

FIGURAS DE LINGUAGEM – são recursos usados para dar maior ênfase à comunicação e
torná-la mais bonita.
1. Metáfora: retira uma palavra do seu contexto convencional e a transporta para um
novo campo de comunicação. Isso se dá por uma comparação, similaridade entre as
duas.
Exemplo: Buscava o coração do Brasil. (o Brasil não tem um literal coração, mas o
coração, assim como a cidade que é o polo econômico de um país, é uma das
partes mais importantes e significativas da estrutura a qual pertence)
2. Catacrese: é uma variedade de metáfora natural da língua, de emprego corrente,
que serve para suprir a inexistência de um nome específico para determinadas
coisas. É um tipo de metáfora desgastada.
Exemplos: nariz do avião, dente de alho, pé da mesa, boca da noite.
3. Sinestesia: acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos
diferentes.
Exemplo: Com aqueles olhos frios, disse que não me amava mais.
4. Hipérbole: exagero intencional na expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
5. Eufemismo: utilizado para suavizar o discurso.
Exemplo: Entregou a alma a Deus. (ou seja, morreu)
6. Personificação/prosopopeia/animização: atribuição de qualidades e sentimentos
humanos aos seres irracionais.
Exemplos: O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
7. Antítese: uso de termos que são opostos.
Toda guerra finaliza por onde deveria ter começado: a paz.
8. Paradoxo: uso de ideias que se contradizem.
Exemplos: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom.
9. Hipérbato: alteração da ordem direta da oração.
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos.
10. Pleonasmo: repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o
significado.
Exemplo: A mim me parece que isto está errado.
11. Metonímia: substituição de palavras com sentidos próximos.
1. O efeito pela causa ou a causa pelo efeito: Não respeitam meus cabelos brancos.
(simbolização para a idade avançada da pessoa)
2. A parte pelo todo ou o todo pela parte: Vou sair das casas dos meus pais e ter
meu próprio teto. (ao não usar “casa” e sim “teto” há uma valorização dessa parte da
casa)
3. O autor pela obra: Estou lendo José Alencar. (a pessoa está lendo um livro de
José Alencar, e não o autor literalmente)
4. O concreto pelo abstrato ou o abstrato pelo concreto: Qual será o futuro da
humanidade? (humanidade está fazendo referência aos “seres humanos”)
5. A marca pelo produto: Vou pedir à empregada para arecer essas panelas com
bombril. (esponja de aço)
6. O singular pelo plural: O aluno deverá manter o silêncio dentro da biblioteca.
(todos os alunos devem manter o silência dentro da biblioteca)
7. O continente pelo conteúdo: Ele comeu o prato todo. (ele não comeu literalmente
o prato e sim o que tinha nele)
8. A classe pelo indivíduo: Quanto mais o Homem constrói, mais o Homem destrói.
(está fazendo referência a todos os seres humanos)
9. O instrumento pelo utilizador: Os computadores trabalharam a noite toda. (alguém
usou os computadores a noite todo, eles não trabalham sozinhos)
10. A matéria pelo objeto: A mulher usou seu ouro todo para impressionar os
convidados. (não usou o ouro literalmente e sim suas joias)
11. O sinal pela coisa significada: A coroa espanhola está sendo comentada nas
redes sociais. (não é literalmente a coroa que está sendo comentada e sim a família
real)
12. O proprietário pela propriedade: Vou ao veterinário com minha cadela. (não vai
literalmente na casa do veterinário e sim no consultório)
13. O lugar pelo produto: Vamos beber um Porto? (não vão beber literalmente o
porto e sim um vinho que vem dele)

FUNÇÕES DA PARTÍCULA “SE”


● Substantivo: nesse caso, aparece antecedido de um determinante ou especifica
outro substantivo.
● Exemplo: Este “se” não está classificado corretamente.
● Conjunção:
- Conjunção Subordinativa Integrante: introduz uma oração subordinada
substantiva. E
Exemplo: Analisamos se as propostas eram convincentes.
- Conjunção Subordinativa Causal: relaciona-se a “já que”, “uma vez que”.
Exemplo: Se não tinha competência para o cargo, não poderia ter aceito a
proposta.
- Conjunção Subordinativa Condicional: estabelece um sentido de condição,
podendo equivaler-se a “caso não”.
Exemplo: Se tivéssemos saído mais cedo, poderíamos aproveitar mais o
passeio.
● Pronome:
- Pronome Apassivador: relaciona-se a voz passiva sintética.
- Índice de Indeterminação do Sujeito: relaciona-se ao caso onde o sujeito de
uma oração é indeterminado.
- Parte Integrante do Verbo: integra verbos essencialmente pronominais, ou
seja, aqueles que necessariamente trazem junto de si o pronome oblíquo,
denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito. São
eles: queixar-se, submeter-se, arrepender-se, entre outros.
Exemplo: Os garotos queixaram-se do meu atendimento.
- Pronome Reflexivo: dependendo da predicação a que se relaciona o
verbo, o pronome “se” pode exercer a função de objeto direto, indireto
ou sujeito de um infinitivo, assumindo o sentido de “a si mesmo”.
Exemplo: A garota penteou-se diante do espelho.
- Pronome Reflexivo recíproco: podendo também funcionar como objeto
direto ou indireto, o pronome corresponde a “ao outro”. Tal
reciprocidade refere-se a ação do próprio sujeito.
Exemplo: Inacreditavelmente, aqueles amigos parecem respeitar-se.
- Partícula de Realce ou Expletiva: utilizado para realçar a ação
praticada, sendo que pode ser retirado da frase sem que haja
alteração no sentido.
Exemplo: Toda plateia riu-se diante do palhaço trapalhão.

REGÊNCIA VERBAL
1.1. Verbos com apenas uma regência:
→ Agradecer: geralmente são 2 complementos: um OD (coisa) e um OI (preposição “a” –
pessoa). Agradecer algo a alguém.
● Exemplo: Agradeci a ele o favor recebido.
→ Preferir: geralmente são 2 complementos, nesse caso: um OD (coisa, pessoa) e um OI
(preposição “a” – outra coisa, outra pessoa). Preferir algo a algo OU Preferir alguém a
alguém.
● Exemplo: Prefiro cinema a teatro.
→ Responder: geralmente são 2 complementos: um OD (a declaração dada como resposta)
e um OI (preposição “a” – a coisa ou a pessoa a quem se dá a resposta).
● Exemplo: Eu respondi isso à (a + a) minha mãe (“isso” foi minha resposta e “minha mãe”
foi a pessoa a quem respondi).
→ Simpatizar: é 1 complemento: um OI (preposição “com” – com quem se simpatiza).
Simpatizar com alguém.
● Exemplo: Não simpatizei com aquela menina.
→ Obedecer / Desobedecer: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a quem se obedece
/ desobedece). Obedecer / Desobedecer a alguém.
● Exemplo: Você deve obedecer a seu pai.

1.2. Verbos com duas regências:


→ Agradar: a) Sentido de “acariciar”: é 1 complemento: um OD (quem se está agradando).
Agradar alguém.
● Exemplo: Sempre que passo por aquela rua, agrado o cachorro da casa 27 (faço carinho
no cachorro).
b) Sentido de “satisfazer”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a quem se está
agradando). Agradar a alguém.
● Exemplo: Este tipo de comportamento não agradou aos (a + os) coordenadores (o
comportamento não contentou os coordenadores).
→ Aspirar: a) Sentido de “inspirar”: é 1 complemento: um OD (o que se aspira). Aspirar
algo.
● Exemplo: Aspirando toda aquela poeira diariamente, havia de ficar resfriado (respirei tanta
poeira que adoeci).
b) Sentido de “almejar”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a que se aspira). Aspirar
a algo.
● Exemplo: Aspiro a um país melhor (desejo um país melhor).
→ Esquecer / Lembrar: a) Quando não pronominal, é 1 complemento: um OD. Esquecer /
Lembrar algo.
● Exemplo: Ele esqueceu o caderno. Esse cheiro lembra a casa de minha avó.
b) Quando pronominal (esquecer-se, lembrar-se), é 1 complemento: um OI (preposição
“de”). Esquecer-se / Lembrar-se de algo.
● Exemplo: Acabei me esquecendo de enviar os arquivos.
Só me lembrei disso (de + isso) agora.
OBS: o verbo lembrar pode ter 2 complementos.
Veja: “Lembrei o combinado à (a + a) minha filha” (LEMBRAR ALGO A ALGUÉM)
“Lembrei minha filha do (de + o) combinado” (LEMBRAR ALGUÉM DE ALGO).
→ Implicar: a) Sentido de “acarretar”: é 1 complemento: um OD. Implicar algo.
● Exemplo: Essa conduta implicará suspensão (a atitude terá como consequência
suspensão).
b) Sentido de “importunar”: é 1 complemento: um OI (preposição “com” – com que se
implica). Implicar com alguém.
● Exemplo: Meus filhos não param de implicar com a irmã mais nova deles (meus filhos
importunam, impacientam sua irmã mais nova).
→ Informar: são 2 complementos: um OD e um OI. Há dois casos. a) OD (o que será
informado) e OI (preposição “a” – a quem será informado). Informar algo a alguém.
● Exemplo: Amanhã, irei informar as notas aos meus alunos.
b) OD (quem será informado) e OI (preposição “de” – de que certa pessoa será informada).
Informar alguém de algo.
● Exemplo: Amanhã, irei informar os meus alunos das notas.
OBS: perceba que é incorreto dizer: “Irei informar os meus alunos as notas” E “Irei informar
aos meus alunos das notas”, pois um verbo só pode ter no máximo 1 OD e 1 OI.
→ Pagar: são 2 complementos: um OD (o que se paga) e um OI (preposição “a” – a quem
se paga). Pagar algo a alguém.
● Exemplo: Estou pagando o chinelo à (a + a) vendedora.
→ Perdoar: igual à regência do verbo “pagar”.
→ Querer: a) Sentido de “desejar”: é 1 complemento: um OD (aquilo que se quer). Querer
algo.
● Exemplo: Quero muito um livro de capa dura (desejo um livro de capa dura).
b) Sentido de “estimar”: é 1 complemento: um OI (a quem se quer). Querer a alguém.
● Exemplo: Quero a meus pais (tenho afeto para com meus pais).

1.3. Verbos com três regências:


→ Assistir: a) Sentido de “dar assistência”: é 1 complemento: um OD (quem se assiste).
Assistir alguém.
● Exemplo: Venha assistir a sua mãe, ela precisa de ajuda (venha ajudar a sua mãe).
b) Sentido de “ver”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a que se assiste). Assistir a
algo.
● Exemplo: Fui ao cinema e assisti a um filme decepcionante (vi um filme decepcionante).
c) Sentido de “pertencer”, “caber”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a quem tal
coisa assiste). Assistir alguém.
● Exemplo: Esse é um direito que assiste ao (a + o) trabalhador (o direito cabe ao
trabalhador). OBS.: no sentido de “caber”, “pertencer”, o verbo aceita a forma oblíqua “lhe”,
na qual vem subentendida uma preposição, para formar o OI. Nesse caso, a frase seria:
“Esse é um direito que lhe assiste”.
→ Proceder: a) Sentido de “ter fundamento”: o verbo é intransitivo e não aceita
complemento algum.
● Exemplo: Tal acusação não procede (a acusação não tem fundamento).
b) Sentido de “executar”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – a que se procede).
Proceder a algo.
● Exemplo: Em casos como esse, procederemos a um desempate (teremos de fazer um
desempate).
c) Sentido de “originar-se”: é 1 complemento: um OI ou ADJUNTO ADVERBIAL (preposição
“de” – de onde se procede). Proceder de algo OU Proceder de algum lugar.
● Exemplo: Essa palavra procede do (de + o) latim (a palavra em questão vem do latim).
OBS: nos casos em que o complemento indica lugar, é um ADJUNTO ADVERBIAL DE
LUGAR e o verbo é intransitivo. No caso acima, “do latim” é OI e o verbo é VTI.
→ Visar: a) Sentido de “mirar”: é 1 complemento: um OD. Visar alguém.
● Exemplo: Caso ouça um barulho de animal, você deve, a uma distância segura, visar o
animal antes de atirar (você deve mirar na presa).
b) Sentido de “dar visto”: é 1 complemento: um OD. Visar algo.
● Exemplo: É necessário visar o passaporte (é necessário que se dê o visto no passaporte).
c) Sentido de “ter em vista”: é 1 complemento: um OI (preposição “a” – aquilo que se visa).
Visar a algo.
● Exemplo: Estudo visando a uma nota máxima (quando estudo, tenho em vista uma nota
máxima).
OBS: no último caso (sentido de “ter em vista”), o verbo não admite a forma oblíqua “lhe”.

1.4. Outros casos / verbos:


→ Chegar / Ir: os complementos costumam ser ADJUNTOS ADVERBIAIS DE LUGAR, pois
ambos os verbos são intransitivos.
a) A preposição “a” é utilizada para indicar direção ou circunstância de lugar.
● Exemplo: Pretendo ir a São Paulo semana que vem (“a São Paulo” – adjunto adverbial de
lugar).
b) A preposição “para” também é utilizada para indicar direção ou lugar. Porém, na norma
culta, é usada quando se quer indicar que se irá ficar por tempo indeterminado no lugar.
Usada no sentido de fixar residência.
● Exemplo: Vou para outro bairro (“para outro bairro” – adjunto adverbial de lugar; nesse
caso, ficarei por tempo indeterminado nesse outro bairro).
OBS: desse modo, percebe-se que é incorreto dizer: “Vou para a praia”.
c) A preposição “em” e seus derivados (no, na) são usados para indicar tempo ou meio.
● Exemplo: Cheguei aqui em Julho (“em Julho” – adjunto adverbial de tempo). Ele vai
chegar na (em + a) hora de apagar as velas (“na hora de apagar as velas” – adjunto
adverbial de tempo).
→ Informar: admite-se a construção “Amanhã, vou informar meus alunos sobre as notas”.
Nesse caso, “sobre as notas” será ADJUNTO ADVERBIAL DE ASSUNTO. Isso ocorre por
analogia ao verbo “falar” (falar sobre, acerca de, a respeito de).
→ Avisar / Certificar / Cientificar / Notificar / Prevenir: ocorre com esses verbos o mesmo
que ocorre com o verbo “informar”, como descrito acima.
→ Adaptar-se: quem se adapta, se adapta a algo OU a alguém.
● Exemplo: Não foi fácil me adaptar às (a + as) novas regras.
→ Confiar: quem confia, confia em algo OU em alguém.
● Exemplo: Confio em você.
→ Deparar-se: quem se depara, se depara com algo OU com alguém.
● Exemplo: Ao me deparar com aquela situação, me vi automaticamente desesperado.
→ Dirigir-se: quem se dirige, se dirige a algum lugar.
● Exemplo: Estamos nos dirigindo à (a + a) sala do diretor.
→ Esforçar-se: quem se esforça, se esforça para algo.
● Exemplo: Esforcei-me muito para que pudesse satisfazê-lo.
→ Gostar: quem gosta, gosta de algo OU de alguém.
● Exemplo: Eu não gosto do (de + o) mesmo filme que vocês.
→ Referir-se: quem se refere, se refere a algo OU a alguém.
● Exemplo: Os problemas aos (a + os) quais me refiro não são de sua preocupação.
→ Socorrer: quem socorre, socorre alguém (não há preposição)
● Exemplo: Fui o único que sobrou para socorrer os moradores do prédio.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS


Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo. As
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem função de adjunto adverbial do
antecedente.
● Oração Subordinada Adjetiva Restritiva: é a que restringe ou especifica o sentido do
termo a que se refere, individualizando-o. Nessas orações, não há marcação de
pausa.
Exemplo: Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza do homem que passava
naquele momento.
● Oração Subordinada Explicativa: é a que realça um detalhe ou amplifica dados
sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido.
Exemplo: O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.
Observações:
- As orações subordinadas podem vir coordenadas entre si: “É uma realidade que
degrada e assusta a sociedade.”
- As orações subordinadas podem ter um pronome como antecedente: “Não sei o que
vou almoçar.”
Mais um exemplo para explicar a diferença entre as Restritivas e as Explicativas:
“Mandei um telegrama para meu irmão que mora em Roma”. (Restritiva)
No período acima, podemos afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem,
no mínimo, dois irmãos, um que mora em Roma e um que mora em outro lugar, A palavra
“irmão”, no caso, precisa ter seu sentido limitado, ou seja, é preciso restringir o seu
universo.
“Mandei um telegrama para meu irmão, que mora em Roma.” (Explicativa)
Nesse período, é possível afirmar com segurança que a pessoa que fala ou escreve tem
apenas um irmão, o qual mora em Roma. A informação de que o irmão mora em Roma não
é uma particularidade, ou seja, não é um elemento identificador, e sim um detalhe que se
quer realçar.
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS — tem valor de substantivo e vem
introduzida, geralmente, por conjunção integrante (que, se). Os pronomes interrogativos
(que, quem, qual) e os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, como) também
introduzem as orações subordinadas substantivas.
● Orações Subordinada Substantiva Subjetiva: função sintática de sujeito. Dica: o
verbo sempre estará na terceira pessoa do singular.
Exemplos: É fundamental que você compareça à reunião.
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
Convém que não se atrase para a entrevista.
● Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: função sintática de objeto direto.
Exemplo: A professora verificou se todos os alunos estavam presentes.
● Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: função sintática de objeto
indireto. Pode vir marcada de preposição ou não.
Exemplo: Marta não gosta que a chamem de senhora.
● Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: função sintática de
complemento nominal. Vem marcada de preposição.
Exemplo: Sentimos orgulho de que você se comportou.
● Oração Subordinada Substantiva Predicativa: função sintática de predicativo. Vem
sempre depois do verbo ser.
Exemplo: Nosso desejo era que desistisse.
● Oração Subordinada Substantiva Apositiva: função sintática de aposto.
Exemplo: Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA ADVERBIAL – exerce função de adjunto


adverbial do verbo da oração principal, pode exprimir circunstância, tempo, modo, fim,
causa, condição, hipótese, etc.
● Oração Subordinada Adverbial Causal: está diretamente ligada àquilo que provoca
um determinado fato. Vem introduzida de conjunções subordinativas causais, como:
porque, pois, pois que, uma vez que, visto que.
Exemplo: Já que você não vai, eu também não vou.
● Oração Subordinada Adverbial Consecutiva: exprime um fato que é uma
consequência, que é efeito do que se declara na oração principal. Vem introduzida
das conjunções subordinativas consecutivas, como: que, de forma que, de sorte
que, tanto que, tão…que, tanto…que, tamanho…que.
Exemplo: Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os.
● Oração Subordinada Adverbial Condicional: é quando se impõe como necessário
algo para a realização ou não de um fato. Vem introduzida das conjunções
subordinativas condicionais, como: se, caso, contanto que, desde que, salvo se,
exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma vez que.
Exemplo: Caso você se case, convide-me para a festa.
● Oração Subordinada Adverbial Concessiva: admite uma contradição ou um fato
inesperado. Vem introduzida por conjunções subordinativas concessivas, como:
embora, conquanto, ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que,
apesar de que.
Exemplo: Embora fizesse calor, levei agasalho.
● Oração Subordinada Adverbial Comparativa: estabelece uma comparação com a
ação indicada pelo verbo da oração principal. Vem introduzida pelas conjunções
subordinativas comparativas, como: como, tão…como (quanto), mais (do) que,
menos (do) que. É comum a omissão do verbo nesse tipo de oração.
Exemplo: O orador foi mais brilhante do que profundo.
● Oração Subordinada Adverbial Conformativa: exprime uma regra, um modelo
adotado para a execução do que se declara na oração principal. Vem introduzida
pelas conjunções subordinativas conformativas, como: conforme, como, consoante,
segundo.
Exemplo: Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais.
● Oração Subordinada Adverbial Final: indica intenção, finalidade daquilo que se
declara na oração principal. Vem introduzida pelas conjunções subordinativas finais,
como: a fim de que, para que, que, porque.
Exemplo: Felipe abriu o carro para que sua namorada entrasse.
● Oração Subordinada Adverbial Proporcional: exprime ideia de proporção, ou seja,
um fato simultâneo ao expresso na oração principal. Vem introduzida pelas
conjunções subordinativas proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo
que, quanto maior…(maior), quanto maior…(menor), quanto menor…(menor),
quanto menor…(maior), quanto mais…(mais), quanto mais.,,(menos), quanto
menos…(mais), quanto menos…(menos).
Exemplo: Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
● Oração Subordinada Adverbial Temporal: acrescentam uma ideia de tempo ao fato
expresso na oração principal. vem introduzida das conjunções subordinativas
temporais, como: quando, enquanto, mal, assim que, logo que, todas as vezes que,
antes que, depois que,, sempre que, desde que.
Exemplo: Mal você saiu, ela chegou.

CRASE – fusão de duas vogais da mesma natureza


Regra Geral:
Haverá crase sempre que:
- o termo antecedente exija preposição “a” e o termo consequente aceite o artigo “a”
Exemplos: Fui à cidade. / Conheço a cidade.

Nunca ocorre crase:


- Antes de masculino
- Antes de pronome em geral (Eu me referia a esta menina)(exceto os que aceitarem
artigo, como: mesma, própria, etc)
- Antes de verbo
- Antes de pronomes de tratamento (exceto: senhora, senhorita e dona)
- Expressões formadas por palavras repetidas (Venceu de ponta a ponta)
- Antes de alguns nomes de cidade (Cheguei a Curitiba/Cheguei de Curitiba)(Cheguei
à Itália/Cheguei da Itália)(Se o nome da cidade vier determinado por adjunto
adnominal, aceitará artigo e exigirá crase: Cheguei á Curitiba dos pinheirais)
- Quando um “a” (sem o “s” do plural) vem antes de um nome plural (Falei a pessoas
estranhas)
- Se o antecedente exigir crase e tiver o “s” do plural, haverá crase (Falei às pessoas
estranhas)
- Antes de nomes de pessoas famosas (Fazia referência a Mariah Carey)
Sempre ocorre crase:
- Na indicação pontual do número de horas
- Com as expressões “à moda de” e “à maneira de”
- Expressões adverbiais femininas (Caminhavam às pressas)(Ando à procura de
meus livros)
Pode ou não ocorrer antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de pronomes
possessivos femininos (Falei à Maria/Falei a Maria)(Falei à sua classe/Falei a sua classe)

Casos Especiais:
- Casa, no sentido de lar, residência, e terra, no sentido de chão firme, só aceitam
artigo quando vierem determinadas por um adjunto adnominal. Portanto, se esse
não for o caso, não poderá ser empregue a crase
- Antes dos pronomes relativos “quem” e “cujo” não ocorre crase
- Antes dos pronomes relativos a qual/as quais, ocorrerá crase se o correspondente
masculino for ao qual/aos quais
- Sempre que o termo antecedente exigir crase e vier seguido dos pronomes
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo, haverá crase
- Pode ou não ocorrer a crase se a preposição “até” vier seguida de um nome
feminino
- Pode ocorrer crase antes do pronome relativo “que” caso haja a junção da
preposição “a” com o pronome demonstrativo “a” equivalente a “aquela”. (Houve um
palpite anterior ao que você deu/Houve uma sugestão anterior à que você deu)(Não
gostei do filme a que você se referia/Não gostei da peça a que você se referia)
A mesma coisa acontece para o “de” (Meu palpite é igual ao de todos/Minha opinião
é igual à de todos)ao

CONCORDÂNCIA VERBAL
1. Sujeito coletivo - verbo no singular.
Exemplo: A multidão ultrapassou o limite.
2. Sujeito coletivo especificado - verbo no singular ou no plural
Exemplo: A multidão de fãs ultrapassou/ultrapassaram o limite.
3. Sujeito coletivo partitivo (a maioria de, grande parte de, a maior parte de) - verbo no
singular ou plural
Exemplo: Grande número dos presentes se retirou/retiraram.
4. Sujeito com expressões “mais de”, “menos de”, “cerca de” - verbo concorda com o
numeral
Exemplos: Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias.. / Menos de três
pessoas chegaram antes do horário.
5. Sujeito com “mais de” repetido indicando reciprocidade - verbo no plural
Exemplo: Mais de uma professora se abraçaram.
6. Sujeito formado por nome próprio (topônimos grafados no plural) - a flexão do verbo
é feita considerando a presença ou não de artigos
Exemplo: Os Estados Unidos influenciam o mundo. / Estados Unidos influencia o
mundo.
7. Pronome relativo “que” - verbo concorda com o antecedente do pronome
Exemplo: Foi tu que levaste.
8. Pronome relativo “quem” - verbo na terceira pessoa do singular ou concordando
com o antecedente do pronome
Exemplo: Fui eu quem afirmou/afirmei.
9. Sujeito formado pela expressão “um dos que” - verbo no singular ou no plural
Exemplo: Ele foi um dos que mais contribui/contribuíram. ]
10. Sujeitos formados por sinônimos - verbo no plural, no singular ou concordando
com o núcleo mais próximo
Exemplo: Preguiça e lentidão destacaram/destacou aquela gerência.
11. Sujeitos formados por palavras em graduação e enumeração - verbo no plural ou
concordando com o núcleo mais próximo
Exemplo: Um mês, um ano, uma década de poder não supriu/supriram a saúde.
12. Sujeitos formados por pessoas gramaticais diferentes - verbo no plural
concordando com a pessoa por ordem de prioridade
Exemplo: Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite.
13. Sujeitos ligados por “ou” quando a ação estiver se referindo a todos os núcleos -
verbo no plural
14. Exemplo: Água ou suco refrescam nesse calor.
15. Sujeitos ligados por “ou” quando o sentido é e retificação - verbo concorda com o
último elemento
Exemplo: A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios.
16. Sujeitos ligados por “ou” quando a ação verbal se refere a apenas um dos elementos
- verbo no singular
Exemplo: O marido ou a mulher vai ao supermercado hoje.
17. Sujeitos ligados por “nem” - verbo no plural
Exemplo: Nem chuva nem frio são bem recebidos.
18. Sujeitos ligados por “com”, no sentido de “e” - verbo no plural
Exemplo: O autor com seus convidados chegaram.
19. Sujeitos ligados por “com” , no sentido de “em companhia de” (o segmento “com” é
travado entre vírgulas) - verbo concorda com o antecedente
Exemplo: O patrão, com o funcionário, saiu para almoçar.
20. Sujeitos ligados por “não só, mas também”, “tanto, quanto”, “não só, como” - verbo
no plural ou concordando com o núcleo mais próximo
Exemplo: Tanto Rafael quanto Marina participaram/participou da competição.
21. Partícula “se”, quando é índice de indeterminação - verbo conjugado na terceira
pessoa do singular
Exemplo: Confia-se em todos.
22. Partícula “se”, quando é partícula apassivadora - concorda com o sujeito
Exemplo: Construíram-se novas igrejas.
23. Orações com verbos impessoais -
Exemplo: Chove muito nessa cidade.
24. Sujeitos seguidos por “tudo”, “nada”, “ninguém”, “nenhum”, “cada um” - verbo no
singular
Exemplo: Diretores, professores, funcionários, cada um pensa de um jeito.
25. Sujeitos ligados por “como”, “assim como”, “bem como” - verbo no plural
Exemplo: O trabalho, assim como a confiança, fizeram dela uma mulher forte.
26. Concordância com as locuções “é muito”, “é pouco”, “é mais de”, “é menos de”
(indicam peso, preço e quantidade) - verbo no singular
Exemplo: Dois quilos de laranja é pouco para fazer o suco.
27. Verbos “dar”, “soar” e “bater” quando falam das horas - concorda com o número de
horas
Exemplo: Deu uma hora que espero.
ATENÇÃO: “Deu duas horas o relógio do escritório.” não é a mesma coisa que:
“Deram duas horas no relógio do escritório.”
28. Concordância na indicação das datas - concorda com a indicação numérica
Exemplo: Hoje são 2 de maio.
29. Concordância com a indicação das datas porém com a presença da palavra “dia” -
verbo concordando com “dia”
Exemplo: Hoje é dia 2 de maio.
30. Sujeitos compostos pospostos ao verbo - pode ir para o plural ou concordar com
o núcleo mais próximo
Exemplo: Saiu/saíram pai e filho do consultório.
31. Sujeitos formados por pronome indefinido no singular e pronome pessoal - verbo
concorda com o pronome indefinido
Exemplo: Qual de nós fez o trabalho?
32. Sujeitos formados por pronome indefinido no plural e pronome pessoal - verbo
concorda com o pronome indefinido ou com o pronome pessoal
Exemplo: Quais de nós fizeram/fizemos o trabalho?
33. Pronomes de tratamento como sujeito - verbo concorda na terceira pessoa
Exemplo: Sua Santidade determinou o fechamento de alguns setores do Vaticano.
34. Em caso de locução verbal onde o verbo principal é impessoal, ele passará sua
impessoalidade para o verbo auxiliar.
Exemplo: Vai haver grandes festas este final de semana.

EMPREGO E FUNÇÃO DOS PRONOMES RELATIVOS


Que:
● Sujeito (Eis os artistas que representarão o nosso país)
● Objeto direto (Trouxe o documento que você pediu)
● Objeto indireto (Eis o caderno de que preciso)
● Complemento nominal (Estas são as informações de que ele tem necessidade)
● Predicativo do sujeito (Você é o professor que muitos querem ser)
● Agente da passiva (Este é o animal por que fui atacado)
● Adjunto adverbial (O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram)

Quem:
● Objeto direto preposicionado (Clarice, a quem admiro muito, influenciou-me
profundamente)
● Objeto indireto (Este é o jogador a quem me refiro)
● Complemento nominal (Este é o jogador a quem sempre faço referência)
● Agente da passiva (O médio por quem fomos assistidos é um dos mais renomados)
● Adjunto adverbial (A mulher com quem ele mora é grega)

O qual e variantes: igual a “que”, usado para evitar ambiguidade e após preposições com
duas ou mais sílabas.
● Sujeito (Conhecemos uma das irmãs de PEdro, a qual trabalha na Alemanha)
● Objeto direto (Trouxe o livro o qual você me pediu)
● Objeto indireto (Este é o garoto do qual você reclama?)
● Complemento nominal (Essa é a informação da qual ele tem necessidade)
● Predicativo do sujeito
● Agente da passiva (Agradeceu a mulher pela qual foi encontrada)
● Adjunto adverbial (Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual às vezes gosto de dar um
bom cochilo)

Cujo:
● Adjunto adnominal (Não consigo conviver com as pessoas cujas aspirações sejam
essencialmente materiais)
● Complemento nominal (O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes
anos da ditadura)

Onde:
● Adjunto adverbial de lugar (Quero uma cidade tranquila, onde possa passar alguns dias
em paz)

Quanto:
● Sujeito (Tento examinar todos quantos comparecerem ao consultório)
● Objeto direto (Comeu tudo quanto queria)

Como:
● Adjunto adverbial de modo (É estranho o modo como ele me trata)

Quando:
● Adjunto adverbial de tempo (É a hora quando o sol começa a deitar-se)

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