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Capitulo 1 Razoes Trigonometricas No Triangulo Retangulo

O documento aborda o triângulo retângulo, destacando sua importância em matemática e engenharia, e introduz conceitos fundamentais como o Teorema de Pitágoras e semelhança de triângulos. Além disso, apresenta as razões trigonométricas (seno, cosseno e tangente) e suas aplicações em problemas práticos. Exemplos ilustram como calcular essas razões em diferentes contextos.

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Capitulo 1 Razoes Trigonometricas No Triangulo Retangulo

O documento aborda o triângulo retângulo, destacando sua importância em matemática e engenharia, e introduz conceitos fundamentais como o Teorema de Pitágoras e semelhança de triângulos. Além disso, apresenta as razões trigonométricas (seno, cosseno e tangente) e suas aplicações em problemas práticos. Exemplos ilustram como calcular essas razões em diferentes contextos.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS


INSTITUTO DE FÍSICA E MATEMÁTICA
CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA A DISTÂNCIA

Matemática Elementar B (ME-B)

Capítulo 1 – Razões Trigonométircas no Triângulo Retângulo

1. O triângulo retângulo

O triângulo retângulo é um dos mais importantes tipos de triângulo, pela utilidade que ele
tem em Matemática e na vida cotidiana. Pelo fato de
possuir um ângulo reto, o triângulo retângulo é muito usado
em Engenharia, em construções de todos os tipos.

Há mais de 5 mil anos, os egípcios já utilizavam


triângulos de lados proporcionais a 3, 4 e 5, feitos de corda,
para obter ângulos retos.

Figura 1: Egípcios utilizando corda para


fazer medidas.

Em um triângulo retângulo, o maior lado é a hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto). Os


outros dois lados, perpendiculares entre si, são catetos. Os
ângulos agudos são complementares (𝜶 + 𝜷 = 𝟗𝟎°).

Figura 2: Triângulo Retângulo.

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1.1. Elementos do triângulo retângulo

Consideremos um triângulo 𝐀𝐁𝐂, retângulo em 𝐀, e o segmento 𝐀𝐃 perpendicular ao lado


̅̅̅̅.
𝐁𝐂, com 𝐃 em 𝐁𝐂

Figura 3: Elementos do Triângulo Retângulo.

Ficam definidos os seguintes elementos do ∆𝐀𝐁𝐂:

Lados: ̅̅̅̅ ̅̅̅̅, ̅̅̅̅


𝐀𝐁, 𝐁𝐂 𝐀𝐂
̂ 𝐂, 𝐀𝐁
Ângulos Internos: 𝐁𝐀 ̂ 𝐂, 𝐀𝐂̂𝐁

̅̅̅̅
Medidas dos Lados: 𝒂 = medida de 𝐁𝐂
̅̅̅̅
𝒃 = medida de 𝐀𝐂

𝒄 = medida de ̅̅̅̅
𝐀𝐁
̂ = medida de 𝐁𝐀
Medidas dos Ângulos: 𝐀 ̂𝐂

̂ = medida de 𝐀𝐁
𝐁 ̂𝐂

𝐂̂ = medida de 𝐀𝐂̂𝐁

1.2. Teorema de Pitágoras

Em um triângulo retângulo qualquer, o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos


quadrados das medidas dos catetos.

𝒂𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐

Figura 4: Teorema de Pitágoras.

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Exemplo:

O lado de um quadrado mede 2 cm. Quanto mede cada uma de suas diagonais?

Solução:

A diagonal desse quadrado forma com dois de seus lados


consecutivos um triângulo retângulo cujos lados medem 2 cm, 2 cm
e d cm.

Assim, podemos aplicar o teorema de Pitágoras:

𝒅𝟐 = 𝟐𝟐 + 𝟐𝟐 ⇒ 𝒅𝟐 = 𝟒 + 𝟒 ⇒

⇒ 𝒅 = √𝟖 ⇒ 𝒅 = 𝟐√𝟐 Figura 5: Quadrado de lado igual


a 2 cm.
Como as diagonais de um quadrado são congruentes, cada
uma delas mede 𝟐√𝟐 cm.

1.3. Semelhança de triângulos

Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, possuem os três ângulos ordenadamente
congruentes e os lados homólogos proporcionais.

Figura 6: Triângulos Semelhantes

∆𝐀𝐁𝐂 e ∆𝐀′𝐁′𝐂′ são semelhantes. Indicamos assim: ∆𝐀𝐁𝐂 ∼ ∆𝐀′𝐁′𝐂′.

E neste caso vale a seguinte relação:


𝒂 𝒃 𝒄
∆𝐀𝐁𝐂 ∼ ∆𝐀′ 𝐁 ′ 𝐂 ′ ⇔ ′
= ′= ′=𝒌
𝒂 𝒃 𝒄

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Exemplo:

A sombra de um prédio, num terreno plano, numa determinada hora do dia, mede 15 m. Nesse
mesmo instante, próximo ao prédio, a sombra de um
poste de altura 5 m mede 3 m. Qual a altura do prédio,
em metro?

Na figura 7 que apresenta os triângulos 𝐀𝐁𝐂 e 𝐀’𝐁’𝐂’,


construídos a partir do esboço apresentado na figura 8,
verifica-se que se trata de dois triângulos semelhantes
por apresentarem os ângulos congruentes de 90° e α.
Figura 7: Sombra projetada por prédio e
poste no mesmo instante do dia.

Aplicando a relação de semelhança de triângulos, temos:


𝒉 𝟏𝟓
= ⇒ 𝟑𝒉 = 𝟏𝟓 ∙ 𝟓 ⇒
𝟓 𝟑
𝟕𝟓
⇒ 𝟑𝒉 = 𝟕𝟓 ⇒ 𝒉 = = 𝟐𝟓
𝟑
Portanto, a altura do prédio é igual a 25 m.

Figura 8: Triângulos Semelhantes 𝑨𝑩𝑪 e


𝑨′𝑩′𝑪′.

2. Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo

Com base no conceito de semelhança de triângulos, veremos que, dados dois ou mais
triângulos retângulos semelhantes, as razões entre as medidas de seus lados são constantes. Algumas
dessas constantes são chamadas de razões trigonométricas.
̅̅̅̅ e 𝐅𝐆
Considere o triângulo 𝐀𝐁𝐂 abaixo, retângulo em 𝐀, e os segmentos 𝐃𝐄 ̅̅̅̅, paralelos a 𝐂𝐀
̅̅̅̅.

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̅̅̅̅, paralelos a 𝑪𝑨
̅̅̅̅ e 𝑭𝑮
Figura 9: Triângulo ABC, retângulo em A, e os segmentos 𝑫𝑬 ̅̅̅̅.

Os triângulos 𝐁𝐅𝐆, 𝐁𝐃𝐄 e 𝐁𝐂𝐀 são semelhantes, pois têm ângulos correspondentes
congruentes, conforme mostram as figuras abaixo.

Figura 10: Triângulos Retângulos BFG, BDE e BCA.

A semelhança dos triângulos 𝐁𝐅𝐆, 𝐁𝐃𝐄 e 𝐁𝐂𝐀 permite que escrevamos as seguintes
proporções:
𝐅𝐆 𝐃𝐄 𝐂𝐀
= =
𝐁𝐅 𝐁𝐃 𝐁𝐂
As razões entre as medidas do cateto oposto ao ângulo α e da hipotenusa do triângulo são
iguais a uma constante, que é chamada de seno do ângulo α.
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐎𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐚 𝜶
𝐬𝐞𝐧 𝜶 =
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐚 𝐇𝐢𝐩𝐨𝐭𝐞𝐧𝐮𝐬𝐚

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𝐁𝐆 𝐁𝐄 𝐁𝐀
Do mesmo modo, podemos dizer que: 𝐁𝐅 = 𝐁𝐃 = 𝐁𝐂

As razões entre as medidas do cateto adjacente ao ângulo α e da hipotenusa do triângulo são


chamadas de cosseno do ângulo α.
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐀𝐝𝐣𝐚𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝜶
𝐜𝐨𝐬 𝜶 =
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐚 𝐇𝐢𝐩𝐨𝐭𝐞𝐧𝐮𝐬𝐚

𝐅𝐆 𝐃𝐄 𝐂𝐀
Igualmente, podemos escrever: 𝐁𝐆 = = 𝐁𝐀
𝐁𝐄

As razões entre as medidas do cateto oposto ao ângulo α e do cateto adjacente ao mesmo


ângulo são chamadas de tangente do ângulo α.
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐎𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐚 𝜶
𝐭𝐠 𝜶 =
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐀𝐝𝐣𝐚𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝜶

As razões 𝒔𝒆𝒏 𝜶, 𝒄𝒐𝒔 𝜶 e 𝒕𝒈 𝜶 são conhecidas como razões trigonométricas.

Exemplos:

1) No triângulo retângulo 𝐃𝐄𝐅 representado abaixo, 𝜶 e 𝜷 são ângulos agudos, 𝑫𝑭 é o cateto


oposto ao ângulo α e 𝐃𝐄 é o cateto adjacente ao ângulo 𝜶.

Figura 11: Triângulo Retângulo de lados 3, 4 e 5.

Considerando o ângulo 𝜶, aplicando as definições, podemos escrever:


𝟑
• 𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝟓 = 𝟎, 𝟔
𝟒
• 𝒄𝒐𝒔 𝜶 = 𝟓 = 𝟎, 𝟖
𝟑
• 𝒕𝒈 𝜶 = 𝟒 = 𝟎, 𝟕𝟓

Em relação ao ângulo agudo 𝜷, o cateto oposto é 𝐃𝐄 e o cateto adjacente é 𝐃𝐅.

Aplicando as definições, obtemos:

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𝟒
• 𝒔𝒆𝒏 𝜷 = 𝟓 = 𝟎, 𝟖
𝟑
• 𝒄𝒐𝒔 𝜷 = 𝟓 = 𝟎, 𝟔

𝟒
• 𝒕𝒈 𝜷 = 𝟑 ≃ 𝟏, 𝟑𝟑

2) Na região do município de Óbidos, no Pará, encontra-se a garganta mais estreita do rio


Amazonas. De um ponto na margem esquerda avista-se, perpendicularmente, certa árvore na
outra margem. Caminhando 1.100 m pela margem esquerda, avista-se a mesma árvore sob
um ângulo de 60°, conforme mostra a figura 12.

Figura 12: Largura do rio Amazonas em Óbidos.

Sabendo que tg 60° ≃ 1,7321, calcule a largura aproximada do rio Amazonas nesse local.

Solução:

A largura do rio Amazonas pode ser calculada utilizando-se a razão trigonométrica da


tangente, assim:
𝒓 𝒓
𝒕𝒈 𝟔𝟎° = ⇒ = 𝟏, 𝟕𝟑𝟐𝟏 ⇒
𝟏. 𝟏𝟎𝟎 𝟏. 𝟏𝟎𝟎
⇒ 𝒓 = 𝟏, 𝟕𝟑𝟐𝟏 × 𝟏. 𝟏𝟎𝟎 = 𝟏. 𝟗𝟎𝟓, 𝟑𝟏

Assim, a largura do rio Amazonas no município de Óbidos é de aproximadamente 1.905


metros.

2.1. Relações entre seno, cosseno e tangente de ângulos agudos


2.1.1. Seno e cosseno de ângulos complementares
Considere o triângulo 𝐀𝐁𝐂, retângulo em 𝐀, e todas as razões trigonométricas que envolvem
os ângulos agudos 𝜶 e 𝜷.

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Figura 13: Triângulo Retângulo.


𝒃 𝒄 𝒃
𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒂 𝐜𝐨𝐬 𝜶 = 𝒂 𝒕𝒈 𝜶 = 𝒄
𝒄 𝒃 𝒄
𝒔𝒆𝒏 𝜷 = 𝒂 𝒄𝒐𝒔 𝜷 = 𝒂 𝒕𝒈 𝜷 = 𝒃

Com base nas razões acima, vamos estabelecer algumas relações importantes.
Note que os ângulos agudos 𝜶 e 𝜷 são complementares; portanto, podemos escrever 𝜷 em
função de 𝜶, ou seja, 𝜷 = 𝟗𝟎° − 𝜶.
𝒃
Observe que 𝒂 = 𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒄𝒐𝒔 𝜷. Como 𝜷 = 𝟗𝟎° − 𝜶, concluímos que:

𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝐜𝐨𝐬(𝟗𝟎° − 𝜶)
𝒄
Observe que = 𝒄𝒐𝒔 𝜶 = 𝒔𝒆𝒏 𝜷. Substituindo 𝜷 = 𝟗𝟎° − 𝜶 nessa igualdade, concluímos
𝒂
que:
𝐜𝐨𝐬 𝜶 = 𝒔𝒆𝒏(𝟗𝟎° − 𝜶)

Ângulos complementares
São ângulos cuja soma de suas medidas resulta em 𝟗𝟎°.

Escrevendo 𝜷 em função de 𝜶:
𝜷 = 𝟗𝟎° − 𝜶

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2.1.2. Relação fundamental da Trigonometria

Sendo 𝜶 um ângulo agudo, a equação abaixo, conhecida como relação fundamental da


Trigonometria, é sempre válida:

𝒔𝒆𝒏𝟐 𝜶 + 𝒄𝒐𝒔𝟐 𝜶 = 𝟏

Demonstração

No triângulo 𝐀𝐁𝐂, representado ao lado, sabemos que


𝒃 𝒄
𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒂 e 𝒄𝒐𝒔 𝜶 = 𝒂 .

Assim:

𝒃 𝟐 𝒄 𝟐
𝒔𝒆𝒏𝟐 𝜶 + 𝒄𝒐𝒔𝟐 𝜶 = (𝒂) + (𝒂) =

𝒃𝟐 𝒄𝟐 𝒃𝟐 +𝒄𝟐
= 𝒂𝟐 + 𝒂𝟐 = (I) Figura 14: Triângulo Retângulo
𝒂𝟐

Pelo teorema de Pitágoras, no triângulo ABC temos: 𝒂𝟐 = 𝒃𝟐 + 𝒄𝟐 (II)


𝒃𝟐 +𝒄𝟐 𝒂𝟐
De (I) e (II), podemos escrever: 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝜶 + 𝒄𝒐𝒔𝟐 𝜶 = = 𝒂𝟐 = 𝟏
𝒂𝟐

Portanto, quaisquer que sejam as medidas dos ângulos agudos de um triângulo retângulo, vale a
igualdade: 𝒔𝒆𝒏𝟐 𝜶 + 𝒄𝒐𝒔𝟐 𝜶 = 𝟏

2.1.3. Relação entre o seno, o cosseno e a tangente

Agora, vamos demonstrar a equação abaixo, que relaciona o seno o cosseno do ângulo agudo
𝜶 com sua tangente.
𝐬𝐞𝐧 𝜶
𝐭𝐠 𝜶 =
𝐜𝐨𝐬 𝜶
Demonstração
𝒃 𝒄
No triângulo 𝐀𝐁𝐂, sabemos que 𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒂 e 𝒄𝒐𝒔 𝜶 = 𝒂 e
𝒃
𝒕𝒈 𝜶 = 𝒄 .

Escrevendo 𝒃 em função de 𝒔𝒆𝒏 𝜶, temos:


𝒃
𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒂 ⇒ 𝒃 = 𝒂 ∙ 𝒔𝒆𝒏 𝜶 (I)

Figura 15: Triângulo Retângulo

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Também podemos escrever 𝒄 em função de 𝒄𝒐𝒔 𝜶:


𝒄
𝒄𝒐𝒔 𝜶 = ⇒ 𝒄 = 𝒂 ∙ 𝒄𝒐𝒔 𝜶 (II)
𝒂
Substituindo (I) e (II) na razão que fornece a tangente de 𝜶, temos:
𝒃 𝒂 ∙ 𝒔𝒆𝒏 𝜶 𝒔𝒆𝒏 𝜶
𝒕𝒈 𝜶 = = =
𝒄 𝒂 ∙ 𝒄𝒐𝒔 𝜶 𝒄𝒐𝒔 𝜶

Exemplo:
𝟓
Em um triângulo retângulo 𝑨𝑩𝑪, retângulo em 𝐀, com ângulos agudos 𝜶 e 𝜷, temos 𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝟔,
√𝟏𝟏 𝟓√𝟏𝟏
𝐜𝐨𝐬 𝜶 = e 𝒕𝒈 𝜶 = .
𝟔 𝟏𝟏

Figura 16: Triângulo Retângulo com ângulos agudos α e β.

a) Calcule 𝒔𝒆𝒏 𝜷, 𝐜𝐨𝐬 𝜷 e 𝒕𝒈 𝜷.

Solução:

Sabendo que 𝜶 e 𝜷 são ângulos complementares, utilizaremos as seguintes relações


trigonométricas:
𝒔𝒆𝒏 𝜷
𝒔𝒆𝒏 𝜶 = 𝒄𝒐𝒔 𝜷, 𝒄𝒐𝒔 𝜶 = 𝒔𝒆𝒏 𝜷 e 𝒕𝒈 𝜷 = 𝒄𝒐𝒔 𝜷

Assim, temos:

√𝟏𝟏
𝒔𝒆𝒏 𝜷 =
𝟔
𝟓
𝒄𝒐𝒔 𝜷 =
𝟔
√𝟏𝟏
√𝟏𝟏 𝟔 √𝟏𝟏
𝒕𝒈 𝜷 = 𝟔 = ∙ =
𝟓 𝟔 𝟓 𝟓
𝟔
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2.2. Seno, cosseno e tangente dos ângulos notáveis

Na Trigonometria, os ângulos de 30°, 45° e 60° são conhecidos como ângulos notáveis, pois
facilmente obtemos os valores do seno, do cosseno e da tangente desses ângulos.

2.2.1. Ângulo de 45°

Considere o quadrado de lado igual 𝒂 e diagonal 𝒅, representado ao


lado.

Aplicando o teorema de Pitágoras, temos:

𝒅𝟐 = 𝒂𝟐 + 𝒂𝟐

𝒅𝟐 = 𝟐𝒂𝟐

𝒅 = √𝟐𝒂𝟐
Figura 17: Quadrado de lado a 𝒅 = 𝒂√𝟐
e diagonal d.

De acordo com as definições, temos:


𝒂 𝒂 𝟏 √𝟐 √𝟐
➢ 𝐬𝐞𝐧 𝟒𝟓° = 𝐜𝐨𝐬 𝟒𝟓° = 𝒅 = 𝒂√𝟐 = ∙ =
√𝟐 √𝟐 𝟐
𝒂
➢ 𝐭𝐠 𝟒𝟓° = 𝒂 = 𝟏

2.2.2. Ângulos de 30° e 45°

Agora considere o triângulo equilátero de lado 𝒂 dividido pela altura 𝒉 em dois triângulos.

Figura 18: Triângulo equilátero de lado 𝒂 dividido pela altura 𝒉 em dois.

Aplicando o teorema de Pitágoras em um dos triângulos obtidos, temos:

𝒂 𝟐 𝒂𝟐 𝟑𝒂𝟐 𝟑𝒂𝟐 𝒂√𝟑


𝒂𝟐 = ( ) + 𝒉𝟐 ⇒ 𝒉𝟐 = 𝒂𝟐 − ⇒ 𝒉𝟐 = ⇒𝒉=√ ⇒𝒉=
𝟐 𝟒 𝟒 𝟒 𝟐

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Então, de acordo com as definições:


𝒂√𝟑 𝒂
𝒂 𝟏 𝟏
➢ 𝐬𝐞𝐧 𝟔𝟎° = 𝒂 =
𝒉 𝟐
=
𝒂√𝟑 𝟏
∙𝒂=
√𝟑 ➢ 𝐬𝐞𝐧 𝟑𝟎° = 𝟐
= 𝟐∙𝒂=𝟐
𝒂 𝟐 𝟐 𝒂

𝒂 𝒂√𝟑
𝒂 𝟏 𝟏 𝒉 𝒂√𝟑 𝟏 √𝟑
➢ 𝐜𝐨𝐬 𝟔𝟎° = 𝟐
=𝟐∙𝒂=𝟐 ➢ 𝐜𝐨𝐬 𝟑𝟎° = 𝒂 = 𝟐
= ∙𝒂=
𝒂 𝒂 𝟐 𝟐

𝒂√𝟑 𝒂 𝒂
𝒂 𝟐 𝟏 √𝟑 √𝟑
➢ 𝐭𝐠 𝟔𝟎° =
𝒉
𝒂 = 𝟐
𝒂 =
𝒂√𝟑 𝟐
∙ 𝒂 = √𝟑 ➢ 𝐭𝐠 𝟑𝟎° = 𝟐
= 𝟐
𝒂√𝟑
= 𝟐 ∙ 𝒂√𝟑 = ∙ =
𝟐 𝒉 √𝟑 √𝟑 𝟑
𝟐 𝟐 𝟐

Os resultados obtidos, que são frequentemente usados em problemas de Trigonometria,


podem ser organizados na seguinte tabela.

30° 45° 60°

seno 𝟏 √𝟐 √𝟑
𝟐 𝟐 𝟐

cosseno √𝟑 √𝟐 𝟏
𝟐 𝟐 𝟐

tangente √𝟑 1 √𝟑
𝟑

Exemplo:

Um triângulo equilátero tem 18 cm de altura. Determine a medida aproximada de seus lados.

Solução:

Como precisamos calcular o valor da hipotenusa do triângulo


retângulo 𝐀𝐃𝐂 e conhecemos o valor do cateto oposto ao ângulo
de 60°, devemos usar a relação trigonométrica do seno, assim:

𝟏𝟖 𝟏𝟖 √𝟑
𝒔𝒆𝒏 𝟔𝟎° = ⇒ = ⇒ √𝟑𝒍 = 𝟐 ∙ 𝟏𝟖 ⇒
𝒍 𝒍 𝟐
𝟑𝟔 √𝟑 𝟑𝟔√𝟑
⇒𝒍= ∙ = = 𝟏𝟐√𝟑 Figura 19: Triângulo Equilátero
√𝟑 √𝟑 𝟑
com altura medindo 18 cm.
Portanto, a medida do lado do triângulo equilátero é igual a 𝟏𝟐√𝟑
centímetros, o que equivale a aproximadamente 20,8 centímetros.

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2.3. Tabela de Razões Trigonométricas

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Referências

DANTE, Luiz Roberto. Matemática em Contextos: trigonometria e sistemas lineares, São Paulo: Ática,
2020.

IEZZI, Gelson. Fundamentos de Matemática Elementar 3: trigonometria 9. ed. São Paulo: Atual, 2013

SOUZA, Joamir Roberto de. Multiversos Matemática: Sequências e trigonometria: Ensino Médio. São
Paulo: Editora FTD, 2020.

Matemática Elementar A – Prof. Pedro Antonio Ourique Página 14

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