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Trabalho de Estudo Ambiental II - ROGERIO COTOA 2025

O documento analisa os impactos ambientais causados por resíduos sólidos no bairro de Muchenga, Lichinga, destacando a importância da gestão adequada desses resíduos. A pesquisa busca identificar os impactos e propor medidas mitigadoras, utilizando uma metodologia qualitativa que inclui entrevistas e observações. O estudo revela a necessidade de melhorias na gestão de resíduos e a conscientização da população sobre os riscos associados ao descarte inadequado.

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Trabalho de Estudo Ambiental II - ROGERIO COTOA 2025

O documento analisa os impactos ambientais causados por resíduos sólidos no bairro de Muchenga, Lichinga, destacando a importância da gestão adequada desses resíduos. A pesquisa busca identificar os impactos e propor medidas mitigadoras, utilizando uma metodologia qualitativa que inclui entrevistas e observações. O estudo revela a necessidade de melhorias na gestão de resíduos e a conscientização da população sobre os riscos associados ao descarte inadequado.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distancia


Trabalho de Campo da Disciplina de Estudo Ambiental II

Impactos Ambientais Causados por Resíduos Sólidos-Caso no Bairro de Muchenga,


Cidade de Lichinga
Rogério Jacinto Mercha Cotoa – 708224541

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia


Ano de frequência: 4º Ano
Turma: C

Cuamba, Maio de 2025


Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchido
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Índice

Conteúdo Pág.

1. Introdução.................................................................................................................. 3

1.1. Objectivo Geral: ................................................................................................. 3

1.1.1. Objectivos Específicos: .................................................................................. 3

1.2. Metodologia ....................................................................................................... 3

2. Desenvolvimento Teórico ......................................................................................... 4

2.1. Conceitos: .......................................................................................................... 4

2.1.1. Definição de Resíduos Sólidos....................................................................... 4

2.2. Características dos resíduos sólidos ................................................................... 4

2.2.1. Classificação dos Resíduos Sólidos ............................................................... 5

2.2.2. Plano de Gestão de Resíduos Em Moçambique ............................................. 5

2.2.3. Gestão de Resíduos Sólidos em Moçambique ............................................... 6

2.2.4. Situação de Gestão dos Resíduos em Moçambique ....................................... 6

2.3.1. Aspectos Demográficos.................................................................................. 7

2.4. Problematização ................................................................................................. 7

2.4. 2. Metodologia ................................................................................................... 7

2.4.3. Local e A mostra do Estudo ................................................................................ 8

2.4.4. Análise Dos Dados .............................................................................................. 8

2.5. Resultados e Discussão ...................................................................................... 8

2.7. Prestação de Serviços de Recolha de Resíduos Sólidos Pelas Autoridades ...... 9

3. Considerações Finais ............................................................................................... 11

4. Referencia Bibliográfica ......................................................................................... 12


1. Introdução

Os resíduos sólidos mais precisamente denominados de lixo correspondem a todo


material proveniente das actividades diárias do homem em sociedade. Estes podem ser
encontrados nos estados sólido, líquido e/ou gasoso. Os resíduos podem ser descartados,
aqueles que são completamente imprestáveis para seu reaproveitamento ou podem ser
reutilizados mediante uma série de processamentos físicos e/ou químicos para a fabricação de
novos produtos. Conforme o projecto de lei no 1991/2007, os resíduos podem ser classificados
quanto à origem, ou seja, urbanos, industriais, de serviços de saúde, rurais e especiais ou
diferenciados. Podem ser também classificados quanto à finalidade, ou seja, resíduos sólidos
reversos ou rejeito. Por tanto a pesquisa visa trazer abordagens sobre os Impactos Ambientais
Causados por Resíduos Sólidos-Caso no Bairro de Muchenga, Cidade de Lichinga. E o
Trabalho segue a estrutura: Capa, contra capa, folha de feedback, Índice, Introdução,
desenvolvimento, Metodologia usada, Conclusão e Bibliografia. E os seus respectivos
objectivo:

1.1.Objectivo Geral:

 Descrever os impactos ambientais Causados por Resíduos Sólidos-Caso no Bairro de


Muchenga, Cidade de Lichinga.

1.1.1. Objectivos Específicos:

 Identificar os impactos ambientais Causados por Resíduos Sólidos-Caso no Bairro de


Muchenga, Cidade de Lichinga; e
 Propor medidas que visam mitigar os impactos ambientais Causados por Resíduos
Sólidos-Caso no Bairro de Muchenga, Cidade de Lichinga.

1.2.Metodologia

O método, segundo Gil (2008), procura garantir a objectividade necessária ao tratamento dos
factos sociais, oferecendo normas gerais destinadas a estabelecer a ruptura dos objectos
científicos com o senso comum. Portanto para a materialização do trabalho foi através da
consulta bibliográfica de livros, contendo informação a cerca do tema.

3
2. Desenvolvimento Teórico

2.1.Conceitos:

2.1.1. Definição de Resíduos Sólidos

Refere Fernando (2013), que:

As definições para resíduos sólidos ou mais comummente chamados “lixo” são designados
como sendo qualquer material considerado inútil, supérfluo, sem valor, gerado pela actividade
humana o qual precisa ser descartado.

Chama-se de lixo tudo aquilo que não serve mais e deve ser jogado fora, ou seja, para os
dicionários, a palavra lixo é definida como: aquilo que se varre da casa e se joga fora; entulho;
sujidade; sujeira; imundície; coisas inúteis, imprestáveis, velhas; qualquer material produzido
pelo homem que perde a utilidade e é descartado.

O conceito de lixo ou resíduo sólido tem essa concepção entendida pelo homem, mas para
a natureza não existe lixo e sim processos naturais inertes. Muitos desses resíduos podem ser
reaproveitados através de processos como reciclagem e reuso. (FERNANDO, 2013).

Resíduos sólidos são definidos como lixos sólidos ou semissólidos, sendo resultados das
atividades humanas e apresentam uma grande diversidade. Suas características físicas, químicas
ou biológicas podem ser explicadas pela atividade geradora (ABNT, 2014). Os resíduos sólidos
urbanos (RSUs) são gerados pelo homem durante suas atividades diárias de forma contínua.

2.2.Características dos resíduos sólidos

Os Resíduos Sólidos são compostos principalmente por papel, resíduos de alimento, resíduos
orgânicos, resíduos de poda, plástico, metais, têxteis, vidro e outros resíduos que são gerados
em domicílios residenciais, estabelecimentos comerciais e pequenas empresas de um município
(GUPTA; YADAV; KUMAR, 2015; SHARHOLY et al., 2008). Em escala global, observa-se
que a fracção orgânica constitui a maior parcela dos RS, seguida pelas frações de papel,
plástico, vidro e metal. A composição desses resíduos apresenta uma ampla variação entre
cidades, estados e países, pois as diferenças culturais, o padrão de vida da população local e a
extensão dos programas de reciclagem e reuso contribuem para tal característica
(CZAJCZYŃSKA et al., 2017; SHONHIWA, 2013; TAHERYMOOSAVI et al., 2017). Assim,
de um modo geral, as características dos RS pode ser utilizado como um indicador
socioeconômico, visto que normalmente em locais com renda elevada os resíduos são
4
compostos principalmente por papel, plástico e outros materiais inorgânicos, enquanto que em
locais de baixa renda os RSUs são maioritariamente compostos por resíduos orgânicos
(HOORNWEG; BHADA-TATA, 2012; CAMPOS, 2012; LIMA et al., 2018; MAYA et al.,
2016; SHONHIWA, 2013).

2.2.1. Classificação dos Resíduos Sólidos


Fernando (2013), Existe uma série de formas de classificar os resíduos sólidos, entre estas
se podem destacar: Resíduos quanto aos potenciais de contaminação do meio ambiente e
quanto à origem ou natureza.

Os resíduos classificados quanto aos riscos potenciais são:


 Classe I ou perigosos (são os resíduos inflamáveis, corrosivos, reactivos, tóxicos, etc.);
 Classe II ou não-inertes (são resíduos que apresentam combustibilidade,
biodegradabilidade ou solubilidade); e
 Classe III ou inertes (não apresentam riscos a saúde e ao meio ambiente).

Quanto à natureza ou origem, os resíduos podem ser:


 Lixo doméstico ou residencial (resíduos gerados em casas, apartamentos, condomínios e
demais edificações residenciais);
 Lixo comercial (resíduos gerados em estabelecimentos comerciais);
 Lixo público (resíduos presentes em logradouros públicos como: folhas, poeira, terra,
galhos, etc.);
 Lixo domiciliar especial (entulho de obras, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes e
pneus); e Lixo de fontes especiais (lixo industrial; lixo radioactivo;
 Lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários;
 Lixo agrícola (gerados a partir de restos de embalagens impregnados com pesticidas e
fertilizantes químicos, etc.); e
 Resíduos de serviços de saúde (todos os resíduos gerados nas instituições que lidam
com a saúde da população como: farmácias, hospitais, clínicas, laboratórios.
(FERNANDO, 2013).

2.2.2. Plano de Gestão de Resíduos Em Moçambique

Em Moçambique o plano de gestão de resíduos sólidos é regulado ao abrigo do disposto no


artigo 7 do decreto n.º 13 /2006 de 15 de Junho, as suas líneas:

Todas as entidades públicas ou privadas que desenvolvem actividades relacionadas com a


gestão de resíduos, deverão elaborar um plano de gestão dos resíduos por elas geridos, antes do
5
início da sua actividade, consoante esteja em causa, respectivamente, um aterro ou outra
operação de gestão de resíduos

2.2.3. Gestão de Resíduos Sólidos em Moçambique

A Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizada no


Rio de Janeiro em 1992, conhecida por Cimeira do Rio, reconheceu que a prosperidade, a paz e
o desenvolvimento econômico de um país depende do meio ambiente. Estas Cimeira adoptaram
a Agenda 21, a qual reconhece a necessidade das cidades tornarem-se sustentáveis,
independentemente do seu tamanho, olhando particularmente as necessidades de abastecimento
de água, acesso aos serviços do saneamento ambiental, gestão de águas residuais, resíduos
sólidos, sistemas de drenagem, controlo de vectores, entre outros (MINISTÉRIO PARA A
COORDENAÇÃO DA AÇÃO AMBIENTAL, 2012).

2.2.4. Situação de Gestão dos Resíduos em Moçambique

Os resíduos sólidos podem ser acondicionados de viárias foram para posterior recolha, como
em contentores, caçambas, tambores, entre outro, e posteriormente podem ser encaminhados
para o Lixão, o Aterro sanitário, as Usina de compostagem ou mesmo para a reciclagem,
mediante uma prévia colecta selectiva.

Segundo MICOA (2012), os resíduos representam um problema que não só afecta apenas os
grandes centros urbanos, mas também as cidades de pequenas dimensões, embora produzindo
menor quantidade, também sofrem com a degradação ambiental e social relacionadas com os
resíduos sólidos urbanos.

2.3.Descrição Da Área De Estudo


Segundo a Lei n.º 26/2013, administrativamente, a cidade de Lichinga é um Município, com
um governo local eleito, dista da capital do país, Maputo cerca de 2800 km, entre as
coordenadas: 13⁠º 19ʼ S 35⁠º 14ʼ E. Uma unidade administrativa local do Estado central
moçambicano.
Em termos administrativos, a Cidade de Lichinga está estruturada em 15 bairros comunais. Em
termos de limites, a cidade de Lichinga é contornada totalmente pelo distrito de Lichinga,
designadamente: a norte pela localidade de Lussanhando, a leste pelos Postos Administrativos
de Lione e Meponda, a sul e a leste pelo Posto Administrativo de Chimbonila (RELATÓRIO
CONSELHO MUNICIPAL DE LICHINGA, 2011).

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2.3.1. Aspectos Demográficos

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (2019), em 2017 a Autarquia de Lichinga possuía
uma população com 204.720 habitantes. Sendo que a população em 2007 era de 142,331 habitantes,
tem-se que, no último decénio, aumentou a população da Autarquia com mais 62,389 habitantes, e
um crescimento anual de 3.7%2.

2.4.Problematização
A problemática que envolve o homem e o lixo é tão antiga quanto a sua própria existência,
contudo, a sua capacidade de geração de resíduos era bastante limitada se comparada com os
dias atuais. O mais inerente a qualquer actividade dos homens é a produção de resíduos, ao se
alimentar, ao construir infra-estrutura, ao editar livros, os resíduos estão presentes
(EIGENHEER, 1999).
A composição e a quantidade variam, culturalmente, através da história e da geografia, assim
poder sei-a caracterizar o homem das cavernas pelas cinzas, ossos e cascas, como pelos
plásticos, vidros e matais o contemporâneo. Há proliferação de resíduos sólidos na cidade de
Lichinga, fato agravado pela exiguidade de contentores, revelando a falta de sensibilização e
educação sobre os riscos que o depósito de lixo em locais impróprios representa para a saúde
pública. Os resíduos são depositados no mesmo local (em contentores ou directamente ao solo),
não possuem locais específicos para depositar conforme a sua origem e natureza. Diante a
estas argumentações urgem uma questão:
 Até que ponto o conselho municipal da cidade de Lichinga tem gerido o resíduo sólido
oriundo no bairro de Muchenga?

2.4.2. Metodologia
Para este trabalho o tipo de estudo é uma pesquisa qualitativa que é conhecida também
como estudo de campo, por tanto baseou-se pela pesquisa bibliográfica pertinente ao tema
proposto por tratar-se de um procedimento reflexivo sistemático que possibilita definir,
esclarecer e tentar responder as questões indagadas pela comunidade científica, governos,
sociedade civil. Nesta pesquisa optou-se pela entrevista e assim como a observação.

O método de abordagem para responder aos objectivos do presente trabalho foi o


hipotético dedutivo, e para complementar o trabalho, fez-se também uma pesquisa
bibliográfica, observação, questionário e a entrevista. Constituíram-se estas como sendo as
principais técnicas de recolha de dados empregues na pesquisa para responderem aos objectivos
traçados.

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2.4.3. Local e A mostra do Estudo

O estudo foi feito exactamente no bairro de Muchenga, que-se encontra localizado no centro da
cidade de lichinga. A amostra da pesquisa foi de 15 pessoas, dentre quais 5 técnicos do
conselho municipal, e 10 moradores deste bairro, sendo 6 do sexo Feminino e os restantes do
sexo masculino. Que se predispuseram a fazer parte da pesquisa, sendo um técnico do Conselho
Municipal da área de vigilância em saneamento urbano.

2.4.4. Análise Dos Dados


O processamento dos dados foi feito mediante análise de conteúdo, o qual, segundo
Fonseca (2002), esclarece que pesquisas quantitativas podem ser quantificadas. Como as
amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são
tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa.
Pesquisa quantitativa se centra na objectividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a
realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o
auxílio de instrumentos padronizados e neutros.

2.5. Resultados e Discussão


Nesta parte apresentam-se os resultados dos levantamentos no campo, tendo em conta os objectivos
traçados e abordagem sobre deposição e colecta de resíduos sólidos e o nível de satisfação pelos
serviços prestados pelo município.
Por tanto para o trabalho baseou-se na variável, local do trabalho, e nesta vertente acolheu-se o
seguinte: para os entrevistados num total de 15 pessoas equivalente a 100%, 52% depositam
nas margens do rio Muchenga, 17% em aterros caseiros, 18,6% depositam o lixo em locais
apropriado pelo município, e os restante 12,4% depositam em outros lugares. Conforme o
gráfico a seguir:

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Fig 1. Locais de deposito do residuo solido

Margem do rio 52%


Local apropriado 18,6%
Aterro caseiro 17%
Outros locais 12,4%

2.6.Recolha dos Resíduos Sólidos

Os munícipes da Cidade de Lichinga depositam resíduos sólidos nos pontos de depósito em


horários distintos, 81% dos entrevistados responderam que o lixo é retirado no período da
manhã, 6% no período da tarde, 2% na calada da noite e 11% lixo não é retirado do local como
ilustra a figura 5, pese embora, o conselho municipal tenha um horário definido. Os resíduos
são, posteriormente, recolhidos pelas autoridades municipais.
A respeito da periodicidade da recolha de resíduos sólidos na zona suburbana pelo Conselho
Municipal, a maioria dos inquiridos afirmou que os resíduos são recolhidos no período da
manhã.
Quando questionado o Conselho Municipal da Cidade de Lichinga a existência de um plano de
gestão de R.S. afirmou categoricamente não existência de um plano de gestão, não obstante as
atividades realizadas de recolha de R.S. são feitas observando os locais de deposição de
resíduos se as quantidades estão elevadas para recolha, em locas com difícil acesso não é
efetuada recolha dos resíduos. Portanto, as informações convergem, no que concernente ao
período de recolha do resíduo solido, tendo em conta os locais de moradia.

2.7.Prestação de Serviços de Recolha de Resíduos Sólidos Pelas Autoridades

O nível de satisfação dos serviços prestados pelo Conselho Municipal da Cidade de Lichinga na
recolha dos resíduos sólidos. Dos inquiridos, 65% mostraram-se insatisfeitas com os serviços
de recolha de resíduos sólidos, 13% mostraram-se satisfeitos com os serviços de recolha de
resíduos sólidos e 22% mostraram-se indiferentes, como ilustra a figura 6. Com tudo, os longos
intervalos de recolha de resíduos e pela insuficiência de meios de acondicionamento de

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resíduos sólidos, assim como a não terceirização dos serviços de recolha, fazem com que os
serviços sejam deficitários.

Segundo Fernando (2013), para além do comprometimento e boa vontade da população, é


necessário que o gestor dos resíduos forneça infraestrutura adequada, pois a operação poderá
ser prejudicada se for gerada a expetativa sem a satisfação da necessidade.

Conforme Tavares et al. (2014), quando não existe um sistema de captação de descartados, o
lixo urbano é o destino “natural” de tudo o que se torna insensível no domicílio, materiais
orgânicos e inorgânicos, de diferentes tamanhos, misturados e colocados à disposição dos
órgãos públicos.

O Decreto número 94/2014 de 31 de dezembro no seu artigo 6, na sua alínea (a), obriga os
Conselhos Municipais e Governos Distritais a Garantir que os resíduos sólidos urbanos não
sejam lançados em praias, no mar, cursos e corpos de água, ou noutros locais que possam
constituir perigo para a saúde pública e para o meio ambiente.

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3. Considerações Finais

De acordo com o trabalho feito, chega-se a berma da conclusão, que uma grande parte
dos resíduos sólidos gerados no Município de Lichinga é do tipo orgânica de origem
domiciliar, limpeza de ruas, comércio entre outros locais. No entanto, os munícipes depositam
resíduos sólidos em locais inadequados, como no leito do rio, berma da estrada, entre outros
locais inapropriados, criando assim a proliferação de mosca, mosquito, barata e outros insectos
e a produção de cheiro nauseabundo. O processo de recolha dos resíduos sólidos não obedece a
um plano trançado, por tanto os planos de recolha são realizados dia após dia, podendo
verificar os locais críticos, a recolha é realizada no período da manhã. A frequência de recolha
dos resíduos sólidos é de uma vez por mês em zona suburbana e uma vez semanal na zona
urbana. A prestação de serviços de recolha de resíduos sólidos. Os serviços de recolha dos
resíduos sólidos não são abrangentes, elevando o nível de insatisfação dos munícipes da zona
suburbana.

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4. Referencia Bibliográfica

ANDREOLI, Cleverson V.; NADAI, Fabiana de; TRINDADE, Andreoli Tamara Vigolo;
HOPPEN, Cinthya. (2014): Resíduos sólidos: origem, classificação e soluções para destinação
final adequada.

BEZERRA, Maria do Carmo de Lima; FERNANDES, Marlene Allan (Coord). (2016):


Cidades Sustentáveis: subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. Brasília: Ministério
do Meio Ambiente: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis;
Consórcio Parceria 21 IBAMISER- REDEH.

FERNANDO, Agostinho.(2013): Diagnostico sobre o Gerenciamento de Resíduos sólidos


Urbanos no Município de Maxixe, Inhambane/Moçambique. Tese (Mestrado): Universidade
Federal de Uberlândia.

FONSECA, Edson Nery.(2002): Problemas de comunicação da informação científica. São


Paulo: Thesaurus.

LIMA, J. D. (2017): Gestao de residuos solidos urbanos no Brasil. Campina Grande ABES:
Associaçao Brasileira de Engenharia Ambiental.

MINISTÉRIO para a Coordenação da Acção Ambiental. Estratégia de Gestão Integrada de


Resíduos Sólidos Urbanos em Moçambique. Maputo, Setembro 2012.

MOÇAMBIQUE. Republica de Moçambique. Decreto 15/2006, de 13 junho, 2006.

MOÇAMBIQUE. Decreto número 94 /2014 de 31 de dezembro, sobre gestão de resíduos


sólidos urbanos 2014.

SÁNCHEZ, LE. (2004): As etapas do processo de Avaliçao de Impacto Ambiental. In:


Avaliaçao de impacto Ambiental. São Paulo: Secretaria do meio Ambiente.

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