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Relatório Anual-Oim 2024 2

O Relatório Anual da Comissão para o Acompanhamento das Actividades Inerentes a OIM apresenta as atividades realizadas em 2024, incluindo reuniões e workshops sobre migração e trabalho na SADC. O documento também contém recomendações para melhorar a política migratória, promover o recrutamento ético e facilitar a circulação de pessoas. Além disso, destaca a necessidade urgente de desenvolver uma Política de Migração Laboral em Angola.
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Relatório Anual-Oim 2024 2

O Relatório Anual da Comissão para o Acompanhamento das Actividades Inerentes a OIM apresenta as atividades realizadas em 2024, incluindo reuniões e workshops sobre migração e trabalho na SADC. O documento também contém recomendações para melhorar a política migratória, promover o recrutamento ético e facilitar a circulação de pessoas. Além disso, destaca a necessidade urgente de desenvolver uma Política de Migração Laboral em Angola.
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RELATÓRIO ANUAL

COMISSÃO PARA O ACOMPANHAMENTO DAS ACTIVIDADES INERENTES A


OIM

Rua dos Municípios Portugueses S/N LUANDA /+244


JANEIRO-DEZEMBRO/
222 336 095 2024
Município da Ingombota contacto@maptss.gov.ao
Luanda www.maptss.gov.ao
ANGOLA
I. INTRODUÇÃO

A Comissão para o Acompanhamento das Actividades Inerentes a OIM, criada por


meio do Despacho n.º 001/2023, de 23 de Janeiro, posteriormente alterado pelo
Despacho n.º 24/2024, de 10 de Maio, no âmbito das suas competências, previstas
no ponto 4 do Despacho sobre a sua alteração, apresenta o Relatório Anual de
Actividades Realizadas, com as devidas Conclusões e Recomendações.

Durante o ano de 2024, a Comissão para o Acompanhamento das Actividades


Inerentes a OIM participou de algumas actividades, com a seguinte Ordem
Cronológica:
 Reunião dos Chefes de Imigração, Comissários do Trabalho e Estatística da
SADC sobre o Alinhamento do Plano de Acção da Política de Migração da
SADC com os Relatórios GCM, realizada em Livingstone-Zâmbia, entre os dias
6 a 10 de Maio, em que participou o Dr. Gabriel Capingala.
 Técnicas Modernas de Colecta de Análise de Dados de Migração, realizada de
2 a 5 de Julho, em Luanda, em que participou o Dr. Bruno Nicolau.
 Workshop sobre a Validação das Directrizes de Recrutamento Ético para a
Região da África Austral, realizado nos dias 6 e 7 de Agosto, em Sandton,
África do Sul, participaram as Dras. Teresa Correia e Juvência Ngunza.
 Conferência Sobre A Migração como catalisador do Desenvolvimento através
do Desenvolvimento de Políticas Baseadas em Evidências, Envolvimento da
Diáspora e Colaboração Internacional, realizado de 23 a 26 de Agosto, em
Sandton, África do Sul, participou o Dr. Momento Simão.
 Reunião do Comité Técnico do Sector do Emprego e Trabalho da SADC sobre
a Migração Laboral, de 8 a 11 de Outubro, Harare, Zimbabué, participou o Dr.
David Kinjica e a Dra. Suzilene Dala.
 Workshop sobre Validação para as Directrizes da União Africana e Conjunto de
Ferramentas para a Escolha e Utilização de Dados Administrativos de
Qualidade para Estatísticas de Migração Laboral em África, de 02 à 04 de
Dezembro, África do Sul, participou o Dr. Etelvino Anástácio.
 Diálogo sobre o Progresso na Implementação do Protocolo da SADC sobre
Facilitação da Circulação de Pessoas (2005), realizado de 02 a 06 de
Dezembro, em Johanesburgo, África do Sul, participou o Dr. Danilson
Penelas.

2
II. RECOMENDAÇÕES EMANADAS DAS REFERIDAS ACTIVIDADES
No que diz respeito a Reunião dos Chefes de Imigração, Comissários do
Trabalho e Estatística da SADC sobre o Alinhamento do Plano de Acção da
Política de Migração da SADC com os Relatórios GCM, realizada em
Livingstone-Zâmbia, entre os dias 6 a 10 de Maio, foram feitas as seguintes
recomendações:
 Articulação do funcionamento do Observatório Migratório Nacional e do
Observatório Nacional para o Emprego, com o objectivo de articular a
produção dos dados do mercado de trabalho, tendo em conta indicadores que
dão visibilidade da situação migratória da população estrangeira activa e a
elaboração de uma política para a migração laboral;
 Desagregação dos dados do mercado de trabalho por sector de actividade,
incluindo o sector informal;
 Alargamento/activação da actividade dos postos de fronteira inoperantes para
a garantia da livre circulação de pessoas e bens, tendo como escopo o
fomento do turismo e a captação do investimento estrangeiro;
 Promoção de campanhas de sensibilização e programas educativos sobre
vulnerabilidade dos fluxos migratórios;
 Actualização da Política Migratória Vigente, em conformidade com as
tendências internacionais, sobretudo do ponto de vista de migração laboral;
 Actualização do pacote legislativo migratório (Regime Jurídico dos
Estrangeiros em Angola, Lei sobre o requerente de asilo e refugiados).

Relativamente ao Workshop sobre a Validação das Directrizes de


Recrutamento Ético para a Região da África Austral, realizado nos dias 6 e 7 de
Agosto, em Sandton, África do Sul, ficou recomendado o seguinte:
 Maior compreensão: Uma compreensão mais profunda das práticas de
recrutamento ético e das suas implicações para os trabalhadores migrantes e
os governos na região da África Austral;

 Acção Colectiva: O workshop promoveu a colaboração entre as partes


interessadas, incluindo o Ministério do Trabalho dos 16 estados membros, a
SADC, a OIT e a OIM, destacando a necessidade de uma acção colectiva
para enfrentar os desafios relacionados com o recrutamento antiético;

 Intercâmbio de conhecimentos: Os delegados partilharam as melhores


práticas e experiências dos seus respetivos contextos, enriquecendo a
discussão e promovendo a aprendizagem mútua;
3
 Processo de Consulta: Realizar consultas mais amplas com as principais
partes interessadas, incluindo trabalhadores migrantes, agências de
recrutamento, sindicatos, empregadores e departamentos governamentais
relevantes, para recolher feedback e contributos sobre o projecto de
Directrizes;
4

 Capacitação: Desenvolver programas de formação e iniciativas de


capacitação para melhorar a capacidade dos recrutadores, empregadores e
trabalhadores migrantes sobre as Directrizes de Recrutamento Ético e a sua
implementação;

 Monitorização e Avaliação: Estabelecer mecanismos para monitorizar o


cumprimento das Orientações e avaliar a sua eficácia na promoção de
práticas éticas de recrutamento, com foco na garantia de prestação de contas
e transparência;

 Investigação e recolha de dados: Criação de mecanismos para alocar


recursos destinados a investigação e recolha de dados a fim de obter
conhecimentos sobre a migração laboral e as práticas de recrutamento na
África Austral, apoiando o desenvolvimento de políticas e programas
baseados em evidências;

 Iniciativas de Sensibilização: Implementar campanhas direcionadas para


capacitar os trabalhadores migrantes, os empregadores e o público sobre as
Diretrizes e o Kit de Ferramentas de Recrutamento Ético, destacando os seus
direitos e obrigações;

 Integração de Políticas e Legislação: Promover a incorporação de


Orientações de Recrutamento Ético e Tooklit nos quadros políticos nacionais
e regionais para estabelecer práticas de recrutamento ético e melhorar a
supervisão regulamentar.

No que pertence a Conferência Sobre A Migração como catalisador do


Desenvolvimento através do Desenvolvimento de Políticas Baseadas em
Evidências, Envolvimento da Diáspora e Colaboração Internacional, realizado
de 23 a 26 de Agosto, em Sandton, África do Sul, ficou recomendado o
seguinte:
 Concluir a elaboração da Política Nacional sobre Migração Laboral, em
colaboração com a Organização Internacional para as migrações:

4
 Implementar medidas para reduzir taxas de remessas, incentivando o
investimento e poupança;
 Realizar um mapeamento abrangente.
 Investir no treinamento dos funcionários que trabalham com a migração,
garantindo que estejam preparados para lidar com as complexidades do
engajamento da diáspora;

Sobre a Reunião do Comité Técnico do Sector do Emprego e Trabalho da


SADC sobre a Migração Laboral, de 8 a 11 de Outubro, Harare, Zimbabué, foi
recomendado o seguinte:

 Acelerar a ratificação do Protocolo sobre a Facilitação da Circulação de


Pessoas de 2005 e do Protocolo da SADC sobre Emprego e Trabalho de
2023, uma vez que estes instrumentos proporcionam um quadro jurídico
favorável para uma melhor governação da migração laboral;
 Acelerar o desenvolvimento e a implementação de políticas ou estratégias
nacionais de migração laboral, a fim de domesticar eficazmente o LMAP, e
estar em condições de estabelecer a capacidade institucional necessária para
a gestão da migração laboral. Esta capacidade necessária incluía o seguinte:
 Recursos humanos que servem unidades dedicadas de migração
laboral nas áreas relevantes, Ministérios ou Departamentos;
 Financiamento e coordenação entre as diferentes partes interessadas
a nível nacional; e
 Enquadramento de adidos laborais na região.
 Reforçar a cooperação em matéria de portabilidade das prestações de
segurança social, assegurando que os acordos de cooperação bilaterais
incluam medidas práticas para a localização conjunta dos beneficiários e
assistência administrativa mútua envolvendo a coordenação das instituições
de segurança social. As organizações de trabalhadores, sob os auspícios da
SATUCC, foram instadas a desempenhar um importante papel facilitador nos
esquemas de portabilidade;
 Reforçar a cooperação bilateral, assegurando que os Memorandos de
Entendimento (MdE) proporcionem termos de cooperação e modalidades de
implementação específicos e claros para facilitar um maior progresso e,
 Reforçar os Sistemas de Informação do Mercado de Trabalho (LMIS) e
garantir a disponibilidade de dados sobre a migração laboral, o que
contribuirá para o Observatório do Mercado de Trabalho.

5
No que concerne ao Workshop sobre Validação para as Directrizes da União
Africana e Conjunto de Ferramentas para a Escolha e Utilização de Dados
Administrativos de Qualidade para Estatísticas de Migração Laboral em África,
de 02 à 04 de Dezembro, África do Sul, ficou recomendado o seguinte:
 Estabelecer uma abordagem padronizada para gerenciar transferências de
dados transfronteiriços de forma eficaz e segura;
 Garantir a conformidade com as Leis e regulamentações internacionais de
protecção de dados;
 Proteger a integridade e a confidencialidade dos dados durante as
transferências;
 Melhorar a integração e o compartilhamento de dados é vital para uma gestão
eficaz na migração laboral;
 Fortalecer a colaboração entre órgãos regionais e nacionais, facilitando dados
de migração;
 Fluxos contínuo de dados de migração de mão de obra em diferentes partes
interessadas, melhorando a coordenação de políticas.

Relativamente ao Diálogo sobre o Progresso na Implementação do Protocolo


da SADC sobre Facilitação da Circulação de Pessoas (2005), realizado de 02 a
06 de Dezembro, em Johanesburgo, África do Sul, ficou recomendado o
seguinte:
 As directrizes de harmonização de dados de migração (que devem incluir a
partilha de dados);
 A avaliação da capacidade de dados de migração deve ser realizada em
todos os Estados-Membros da SADC;
 Um modelo de progresso da implementação do Protocolo poderia/deveria ser
considerado;
 Os Estados-Membros necessitam de ratificar o Protocolo para que este
possa ser considerado para revisão;
 A formação sobre o Protocolo e os programas de sensibilização devem ser
iniciados e priorizados;
 O perfil dos viajantes e a avaliação dos riscos devem ser interoperáveis em
toda a região da SADC.
É ponto assente que o Estado Angolano não tem uma Política de Migração Laboral.

No pretérito ano de 2018, desenvolveu-se a Política de Migração, com vista a gestão


dos fluxos migratórios, o estudo das tendências migratórias, a integração dos

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migrantes e a reintegração dos nacionais, a recolha, análise e publicação de dados
relativos à migração, a análise dos efeitos das alterações climáticas nas políticas de
migração, a promoção do turismo como elemento-chave do desenvolvimento, o
envolvimento da diáspora e o seu contributo para o desenvolvimento de Angola, o
regresso dos nacionais qualificados e a prevenção da criminalidade transfronteiriça.

O Estado Angolano é considerado como País de origem, trânsito e destino de


migrantes mistos.

A Migração Laboral proporciona Benefícios para os Trabalhadores, que se resumem


no aumento dos níveis de rendimento, aquisição de competências e melhoria das
condiçoes de vida das famílias e comunidades.

Embora haja benefícios neste sentido, há questões candentes relativas a esse tema
que carecem de uma observação rigorosa, uma delas é ligada a Portabilidade da
Segurança Social para os Trabalhadores Migrantes.

Nestes termos, reiteramos que há urgência na criação de um grupo Técnico


Multissectorial para a Elaboração da Política de Migração Laboral nacional, bem
como, para a aprovação do diploma, visando legitimar o funcionamento do referido
grupo técnico.

Assim, tratando-se de uma matéria de interesse nacional, torna-se imperioso que


voltemos a encetar contactos com a Casa Civil do Presidente da República, no
sentido de termos o conforto necessário para a materialização dessa pretensão,
uma vez que o dossier outrora enviado sobre este assunto, não teve o feedback
esperado.

O COORDENADOR

____________________________________

DAVID JACINTO JOSÉ KINJICA

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