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Índice

CAPITULO I

I. INTRODUÇÃO............................................................................................................................1

1.1 Análise de assunto em abordagem.............................................................................................2

1.2 Objectivos..................................................................................................................................3

1.2.1 Objectivo Geral.......................................................................................................................3

1.2.2 Objectivos específicos............................................................................................................3

1.3 Metodologia...............................................................................................................................3

CAPITULO II

II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..............................................................................................4

2.1 Conceito da Agenda 2025..........................................................................................................5

2.2 Visão..........................................................................................................................................5

2.3 Objectivos da AGENDA 2025...................................................................................................5

2.4 Análise e Discussão dos Resultados..........................................................................................6

CAPITULO III

III. CONCLUSÃO.........................................................................................................................11

IV. Bibliografia..............................................................................................................................12

0 Trabalho de Pesquisa - Agenda 2025


CAPITULO I

I. INTRODUÇÃO
A Agenda 2025 tem como principal objectivo o estabelecimento de novos caminhos para
impulsionar o desenvolvimento de Moçambique. Tal situação assume particular acuidade na fase
actual, face à constatação de que Moçambique figura entre os países mais pobres do mundo
tendo, em 2002, ocupado o 170º lugar, num universo de 175 países.

Analisada a situação de Moçambique sob o ângulo do seu desempenho nos diversos organismos
regionais e continentais, mantém-se a posição de Moçambique como um dos países com índice
mais baixo de desenvolvimento humano, no seio da SADC, PALOP e CPLP. Como se pode
depreender, é longo e duro o caminho a percorrer para inverter o estágio actual essencialmente
dominado pelo agravamento das privações e limitadas escolhas para se ter acesso a uma vida
condigna.

Moçambique, como país em vias de desenvolvimento, é directamente afectado pelo impacto das
deliberações das principais organizações financeiras mundiais. A fraca capacidade competitiva,
aliada à escassez de recursos humanos adequados, tornou inevitável o caminho para a
marginalização, apesar de registos em anos recentes de sinais encorajadores de crescimento
económico assinalável.

O desenvolvimento futuro de Moçambique depende da forma como o País souber explorar os


seus recursos, as sinergias e as parcerias internas, bem como o aproveitamento integral das
oportunidades que a integração regional e a globalização oferecem em matéria de serviços e
negócios. Serão relevantes para os países exportadores de matéria-prima não manufacturada, as
reformas a serem alcançadas no seio da Organização Mundial do Comércio (OMC)
relativamente ao acesso de produtos provenientes dos países em vias de desenvolvimento aos
mercados dos países industrializados.

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1.1 Análise de assunto em abordagem
A Agenda 2025 é um documento visionário que analisa a situação actual e desenvolve cenários
desejáveis em que o país se deveria encontrar em 2025. As prioridades das questões culturais
identificadas correspondem grandemente a esta Estratégia. O conhecimento das práticas e a
medicina local são considerados elementos importantes do capital social e humano. A Cultura é
considerada importante, principalmente porque a adopção dos conteúdos da educação ao nível
local são fundamentais para as comunidades e para uma educação completa do indivíduo.
A ausência de uma política linguística, uma das questões que a presente Estratégia aborda, é vista
pela Agenda 2025, como uma das maiores fraquezas para o desenvolvimento do capital humano
e o acesso limitado à informação por parte da maioria da população devido a obstáculos de
língua é considerado uma das fraquezas da governação. A Agenda também reitera a importância
da integração dos factores endógenos ao processo de desenvolvimento, assim como apela para a
promoção da leitura e a transferência de valores e tradições culturais às novas gerações como
estratégias de construção do capital humano.

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1.2 Objectivos

1.2.1 Objectivo Geral


Esta pesquisa tem os seguintes objectivos:
a) Apresentar informações relativas ao processo de elaboração, Visao, objectivos da Agenda
2025.

1.2.2 Objectivos específicos


a) Conceituar a definição de Políticas Públicas e agenda 2025;
b) Compreender o processo da elaboração da agenda 2025.
c) Caracterizar o contexto e a influência dos processos políticos para toda a actividade de
elaboração da Agenda 2025;
d) Descrever e explicar os objectivos da agenda 2025;
e) Fazer uma análise e discussão da agenda 2025.

1.3 Metodologia
A abordagem foi essencialmente de carácter qualitativo. Deste modo foi possível entender o
contexto em que os actores do processo de formulação de políticas públicas estão envolvidos,
bem como compreender as suas acções, pensamentos e o modo como eles concebem e
interpretam as suas experiências.
As principais técnicas de recolha de informação utilizadas foram por um lado a revisão de
documentos relevantes para o entendimento dos processos de políticas públicas, as suas bases
institucionais e constitucionais, e para a análise e interpretação dos dados foram seleccionadas as
técnicas de análise de conteúdo, que nos permitiram compreender e interpretar os discursos, as
praticas e as representações que os actores desses processos têm sobre a agenda 2025.

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CAPITULO II

II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


O conceito de políticas públicas caracteriza segundo Dewey (1927) citado por Parsons (1995) o
que é “público e os seus problemas”. Está relacionado com o modo como os assuntos e
problemas são definidos e construídos, e como igualmente são colocados na agenda política ou
de políticas6. É também para alguns autores o estudo de como, porquê e quais os efeitos de os
Governos seguirem certos cursos de acção ou inacção ( Heidenheimer), ou ainda segundo Dye o
que o Governo faz, porquê faz e que diferença faz. A variedade de definições do conceito de
políticas públicas ajudam-nos claramente a compreender aquilo que é o campo de análise das
Políticas Públicas como disciplina científica e académica.

Segundo Dunn (1981) as Políticas Públicas enquanto disciplina científica são na essência uma
ciência social aplicada. Esta disciplina está preocupada em gerar um corpo de conhecimentos que
possibilite o entendimento dos processos de políticas públicas, de modo a encontrar soluções
para problemas práticos.

Dentro do que constituem as ferramentas teóricas para análise de políticas públicas, a noção de
políticas públicas como um processo é fundamental para o nosso entendimento sobre os
fenómenos de que a disciplina de Politicas Pública versa. Tradicionalmente o processo de
políticas públicas ou ciclo de políticas públicas é entendido como sendo um conjunto de “fases”
que implica: a existência de um problema, a definição do problema, identificação de respostas
alternativas ou soluções, avaliação das opções, selecção da política, implementação e avaliação.

“Na análise de políticas públicas nós precisamos de ser capazes de organizar as nossas ideias e
conceitos. O mundo é um lugar complexo, para perceber essa complexidade temos que à
simplificar. Quando simplificamos no sentido de compreender a multiplicidade de factores e
forças que configuram os problemas e processos sociais, nós construímos modelos, mapas, ou
pensamos em termos de metáforas. Estas constituem ferramentas com as quais e através delas
nós pensámos e explicamos. Os modelos de análise têm diferentes objectivos e propósitos,
embora na prática esses podem por vezes serem confusos ou distorcidos da realidade”. A ideia de

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ciclo de políticas públicas ou fases de políticas públicas em si representa um modelo de análise
dos processos de políticas públicas.

2.1 Conceito da Agenda 2025


A Agenda 2025 é uma visão nacional partilhada e que traça as linhas gerais de orientação, a
médio e longo prazo, para o nosso desenvolvimento integrado e fornece-nos uma base para a
actuação dos sectores público, privado e da sociedade civil.
A referida Agenda foi elaborada por um grupo de cidadãos, representando todas as sensibilidades
e sectores, enaltecendo a riqueza da diversidade cultural e da história do nosso povo e apresenta
os possíveis cenários assim como aponta opções estratégicas para o desenvolvimento do capital
humano, para a economia e o desenvolvimento, para a boa governação e para as relações
internacionais.

2.2 Visão
“A Agenda 2025 – Visão e Estratégias da Nação, elaborada a partir das aspirações expressas
de todo o povo, sem qualquer discriminação, são lançadas como resultado de um exercício
estratégico de reflexão sobre o futuro de Moçambique”.

2.3 Objectivos da AGENDA 2025


A Agenda 2025 é um exercício estratégico de reflexão sobre o futuro de Moçambique, tendo
como objectivos:

 Criar, através de um processo participativo, uma Visão Nacional de longo prazo;

 Preparar, através de um processo participativo, uma Estratégia Nacional de


Desenvolvimento que defina as políticas e os programas necessários para dar respostas
aos objectivos identificados na visão nacional de desenvolvimento;

A consecução destes objectivos possibilitará:

 Aumentar a capacidade do governo, das instituições e da sociedade civil de definir e


implementar políticas, programas e projectos económicos nacionais;

 Garantir a consistência entre as políticas económicas e sociais de curto, médio e longos


prazos;
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 Aumentar a capacidade do governo para assumir um papel determinante na coordenação
e gestão da cooperação para o desenvolvimento.

A principal função da Visão nacional partilhada foi a de proporcionar um conjunto de linhas


gerais de actuação a médio e longos prazos, aos líderes e decisores, nos sectores público, privado
e nas organizações da sociedade civil.

O processo participativo de preparação da Agenda 2025 foi um exercício de capacitação nacional


tão importante quanto os seus resultados ou, por outras palavras, o processo foi tão útil quanto o
produto final. Este processo permite, ainda, apoiar os esforços com vista a instituir, no País, uma
cultura mais participativa, cooperativa e democrática.

2.3.1 Foram remetidos três elementos-chave no processo:


 Participação dos cidadãos: o processo foi participativo. Todos os segmentos da
sociedade, todas as regiões do País e todos os grupos de interesse participaram na
preparação da Visão Nacional e Estratégias da Nação;
 Aprendizagem nacional: a Agenda 2025 consistiu em perspectivar o futuro. Contudo,
os Moçambicanos podem servir-se dela como um processo para conhecer o ambiente
estratégico. Os parceiros devem aproveitar as vantagens do processo para conhecerem as
oportunidades e os constrangimentos que se colocam ao desenvolvimento.
 Visão Comum e Estratégia Nacional de Desenvolvimento: a Agenda 2025 contribuiu
para se criar consenso nacional sobre o que Moçambique deve ser no ano 2025 e para se
formular uma Estratégia Nacional, abrangente e consistente, para a concretização dessa
Visão.

2.4 Análise e Discussão dos Resultados


A revitalização e reactualização desta Agenda face as mudanças operadas na arena nacional e
internacional, remete-nos a algumas breves observações:
 Qualquer Plano Estratégico, depois de adoptado, em princípio, deve merecer uma
monitorização regular por um Comité Permanente de Especialistas que, pode incluir,
preferencialmente, alguns dos membros da equipa que o elaborou.
 Deve ainda estar sujeito a uma reavaliação, pontual, por parte da equipa que o elaborou
de modo a verificar o grau de implementação e produzir as devidas recomendações para o

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Comité Permanente de Especialistas que fazem a monitoria regular da implementação do
plano.
É de salientar nunca chegou a criar-se um Comité Permanente de Especialistas para a monitoria
regular da implementação do referido plano bem como nunca ficou claro se, de facto, o nosso
Governo está ou não a implementar as recomendações da referida Agenda

A título de exemplo, na primeira versão do Programa Quinquenal de Governo, submetido à


Assembleia da República, para apreciação e aprovação, em meados de 2005, nem sequer fazia-se
menção à Agenda 2025 e, não fossem as críticas de alguns deputados, esta matéria nem sequer
seria incluída no documento final do Programa Quinquenal de Governo para o mandato
respectivo.

Assim, ao se decidir por se revitalizar o Comité de Conselheiros da Agenda 2025 para revisitar e
actualizar o documento, julgo que dever-se-ia incluir somente 25 % da equipa inicial e incluir-se
no grupo outras personalidades, reflectindo, naturalmente, a mesma lógica inicial, mas
constituída por ilustres personalidades das mais variadas áreas do saber e de preferência de
personalidades críticas e presentes nos vários campos de pesquisa e investigação e nos variados
debates da opinião pública e que se entenda serem as mais adequadas para a fase actual e futura
do desenvolvimento e da dinâmica que se pretende adoptar para o nosso país.

Diante das descobertas de enormes jazigos de carvão, gás, fosfato e outros minerais e
hidrocarbonetos, dever-se-ia reflectir melhor quanto à selecção de personalidades de modo a
melhor responder a estes novos desafios. A necessidade premente de novas vias de escoamento
da produção de carvão e gás natural bem como a necessidade de se construir novos portos e
também de se assegurar uma melhor gestão dos nossos recursos hídricos, modernizando-se os
sistemas de irrigação e de retenção das águas, entre outros desafios prioritários e emergentes,
requerem necessariamente, outro tipo de abordagem e de competências nem sempre presentes na
actual equipa de conselheiros.

A localização estratégica de algumas dessas riquezas em zonas propensas a potenciais conflitos


dado ao facto de o nosso processo de consolidação territorial e de unidade nacional ainda estar

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numa fase de construção, não deixa de requerer análises cuidadosas por parte de determinadas
competências técnicas nem sempre presentes neste momento na equipa ora mandatada.

A definição clara e realística das nossas prioridades nacionais requer a intervenção de


personalidades, nem sempre alinhadas com o pensamento “politicamente correcto”; pois, é por
todos nós sabido que as sociedades que mais se desenvolveram no mundo, foram aquelas que
souberam “conviver” e “tolerar” com o “pensar diferente” construindo-se a partir das suas
diferenças os consensos e os imperativos nacionais de desenvolvimento.

Julgamos pertinente reforçar o comité de conselheiros da Agenda 2025 com personalidades que
reúnam determinados perfis de competência técnica e de liberdade de pensamento e mandatar-
lhes para que reflictam sobre as melhores práticas a serem adoptadas particularmente na
exploração do carvão e gás natural de modo a que os benefícios que advierem da exploração
destes recursos sirvam a maioria dos moçambicanos e contribuam decisivamente para o
desenvolvimento sustentável e harmonioso dos moçambicanos. Existem hoje, um pouco por todo
o mundo, diversificadas experiências nesse contexto, pelo que não estamos a pedir que se invente
a roda mas que de forma pensada e investigada se estude as melhores práticas para que o nosso
Governo possa promover o desenvolvimento e os consensos e a estabilidade política necessárias
nesta nova fase da nossa história.

Neste âmbito, Agenda 2025 considera que a nação moçambicana tem de investir
substancialmente para o desenvolvimento da primeira infância, alicerce da formação do capital
humano que responda às exigências de uma sociedade moderna. Esta deve merecer uma atenção
especial e deve estar dotado dos recursos necessários. Os jovens devem possuir uma formação de
nível técnico para poderem desenvolver uma actividade produtiva, sem dependerem de outrem. É
neles que se devem concentrar os esforços de transformação, pois deles depende o futuro do país.

A investigação científica ganha maior estatuto na revisão da Agenda 2025, através da análise e
sugestões de medidas em secção própria, considerando a importância do capital de conhecimento
e a inovação e modernização da economia, das infraestruturas, das instituições e da sociedade.

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A criação de emprego em volume suficiente para absorver a população, que entra anualmente no
mercado de trabalho, e a redução do volume das actividades informais de obtenção de renda
constituem grandes desafios da economia moçambicana. Nos actuais padrões dominantes de
acumulação concentrada, a distribuição dos benefícios do crescimento requere mudanças
estruturais na economia, no sentido da configuração de bases de acumulação socialmente amplas
e sistemas redistributivos mais transparentes e equitativos.

A Agenda 2025 sugere formas que permitam transformar os rendimentos da exploração dos
recursos naturais em riqueza nacional assente em recursos renováveis, convertendo-os, assim, em
projectos que criam emprego e acrescentam valor na agricultura, na pecuária, nas florestas, na
indústria de processamento e de exportação, nos transportes, incluindo fluvial e cabotagem, e nas
infraestruturas. A economia marítima de Moçambique, com efeitos a longo prazo - que engloba o
comércio, o transporte ferro-portuário, os hidrocarbonetos offshore, a pesca, os serviços
associados às riquezas minerais do mar e seu leito -, poderá desenvolver-se como um aglomerado
socioeconómico de magnitudes e complexidades que importa desde já avaliar e fomentar.

A Agenda sugere que se encontrem mecanismos de renegociação dos contratos de concessão de


licenças de exploração de recursos. Sugere que se colham lições das experiências já adquiridas,
para que futuros contratos relacionados com grandes projetos garantam maiores receitas fiscais,
maior entrada de divisas, maiores cuidados na integração da economia local e das populações
reassentadas, e maior responsabilização corporativa das empresas, no que respeita a benefícios
sociais e apoio ao desenvolvimento dos grupos mais desprovidos e vulneráveis.
A preservação do ambiente e dos recursos naturais renováveis ganha maior acuidade com
intervenções de natureza capital intensiva: por exemplo, a preservação da qualidade da terra e da
água, a exploração sustentável da floresta, fauna bravia e pescas, a conservação de parques e
reservas naturais e a defesa contra a erosão das dunas costeiras e das zonas montanhosas. Apesar
de representar algo que ultrapassa o horizonte de 2025, a subida do nível do mar irá representar
um problema gravíssimo, dadas as características da costa moçambicana; esta situação exige
medidas imediatas que visem a promoção da integridade ambiental e a sustentabilidade
ecossistémica do território nacional, bem como a definição de estratégias de médio e longo
prazo.

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A Agenda 2025 transmite o desejo de um Moçambique democrático, de igualdade de
oportunidades, onde os cidadãos se sintam livres e não discriminados por alguma característica
genética, de origem social, regional, religiosa ou de posicionamentos políticos, ideológicos, de
culturas e de outras naturezas.
Além da introdução, o documento contém quatro capítulos:
i. No primeiro capítulo: justifica-se a necessidade de rever a Agenda 2025, elaborada nos
princípios da primeira década deste século;
ii. No segundo capítulo: apresenta-se o contexto da sociedade e economia moçambicanas,
que inclui tendências e desafios regionais e internacionais, focalizando- se nos sectores e
nas áreas de actividade sugeridas como prioritárias;
iii. Terceiro capítulo: apresenta a concepção de desenvolvimento, isto é, a argumentação
que justifica as opções de priorização sectorial e as medidas de política económica
correspondente, ou que contribuem para alcançar os objectivos sugeridos no horizonte do
ano 2025;
iv. Quarto Capítulo: apresenta as políticas económicas e sectoriais concernentes aos
objectivos sugeridos.
A agenda não pretende ser uma obra de cariz académico. No entanto, na sua elaboração,
procurou-se fundamentar as opções e definir conceitos, por forma a facilitar a reflexão e o debate
após a sua publicação.

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CAPITULO III

III. CONCLUSÃO
Em suma importa salientar que o processo de elaboração de políticas públicas, é um processo
inclusivo e participativo que não se reduz a esfera dos actores políticos, exige a participação
activa da sociedade civil e principalmente dos principais destinatários.
A elaboração de políticas públicas é um produto da intervenção dos políticos, da sociedade civil
e dos técnicos profissionais da administração pública.
Em Moçambique existe um fórum tripatidário, chamado observatório do desenvolvimento que
integra o Governo, os parceiros e a sociedade civil, que constitui uma plataforma de consulta e
de participação da sociedade civil na fase de elaboração, implementação e monitoria das políticas
públicas com destaque para o PARPA. É um fórum que precisa de ser consolidado no sentido de
que seja mais inclusivo, participativo, interventivo e descentralizado.
Esta pesquisa, permitiu-nos, através da análise da agenda 2025, chegar as seguintes conclusões
tentativas, sobre o processo de formulação de políticas públicas e o papel dos actores relevantes
para o processo.
A literatura sobre políticas públicas tem reservado um papel central para as médias no processo
de elaboração de políticas públicas, no caso Moçambicano a contribuição das médias tem sido
pouco efectiva.
Quanto a Assembleia da República, podemos concluir que o seu papel no processo de elaboração
de políticas públicas está a ser subalternizado, uma vez que este ao não participar do processo da
Agenda 2015, que tem um papel de destaque no sistema de planeamento público, o que leva a
que a sua actividade fiscalizadora não seja efectiva. Por essa via pode-se ainda colocar questão
da responsabilização ou seja a quem o governo presta contas.

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IV. Bibliografia
a) Moçambique (2003), Agenda 2025: Visão e Estratégias da Nação. Comité de
Conselheiros
b) EGRSP (Estratégia Global da Reforma do Sector Público) 2001-2011 G20: Relatório
Anual da Pobreza, 2005.
c) Ref. SITOE, Eduardo, Políticas Públicas, Maputo, 2006.
d) CEC (2003). Agenda 2025, Visão e Estratégia da Nação 2025. Maputo: Comité
Estratégico de Conselheiros. Maputo: YOYOYOYO.
a) Da Silva, Pedro Pereira da e Rui Antunes (2004). ‘Balanced Scorecard: Centre-se na
Obtenção de Resultados Estratégicos’. Gestão Pura Abril/Maio: 24-28.

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