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Metodologia de Intervenção Social Eficaz

Resumos

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Zilpa Soares
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Abordagem dos AS’s:

 A. Pragmática (acumulação de experiências através da prática profissional)


 A. Científica (recorre a instrumentos e métodos de investigação em ciências
sociais)

Conceitos:
 Ajuda (conjunto de processos que visam a autonomia dos indivíduos)
 Mudança (pode ser BRUSCA, RÁPIDA ou PROGRESSIVA, dependendo da vontade
do utente)
 Contradição (cada acontecimento tem uma relação contraditória)
 Interdependência (entre os indivíduos e o meio existem influências recíprocas)
 Equilíbrio dinâmico (congrega a MUDANÇA, CONTRADIÇÃO e
INTERDEPENDÊNCIA; fortemente ameaçada por factos inesperados que alteram
as estruturas familiares (mortes, doenças, separações).)

Nota- A intervenção do AS é intencional, pois consiste numa MUDANÇA resolvendo


problemas.

Fases da Metodologia, segundo Cristina Robertis


1- Identificação do problema social (quem pede o quê? / A quem é dirigido o
pedido?)
2- Análise da situação:
- Recolha de informação (pessoa, qual a sua situação?); o procedimento de
análise depende das condicionantes (competências do profissional)

3- Diagnóstico social (requer competências de intuição e de interpretação, não só


de observação)
Instrumentos: genograma (representação gráfica que permite descrever de uma
forma rápida uma grande quantidade de informação sobre o agregado familiar
através de níveis de ligação); eco mapa (complementa o genograma, pode ser
feito por individuo ou família, faz a correspondência entre as pessoas e serviços);
mapa de rede (organiza toda a informação obtida no eco mapa, consoante o
nível de ligação entre o individuo e os serviços).
- Depois Dos elementos recolhidos, realiza-se uma síntese e interpretação dos
dados que originaliza hipóteses de trabalho.
- Avaliação diagnóstica permite avaliar a admissibilidade do projeto; o problema
e as competências do utente.
- Tipos de diagnósticos: (consoante o conteúdo) Diagnóstico Dinâmico –
centrado na dinâmica do presente; Diagnóstico Clínico – centrado no
funcionamento psíquico; Diagnóstico Etiológico – centrado nas causas das
dificuldades, as mais distantes e associadas ao início do problema;
(desenvolvimento no tempo) Diagnóstico Preliminar – mais superficial, rápido e
intuitivo; Diagnóstico Operacional – especifica os objetivos e constrói o
projeto de intervenção; Avaliação dos Resultados – faz o ponto da situação.
- Grelha de avaliação diagnóstica: Identificação exploratória dos principais
problemas e recursos (grelha ou análise SWOT- interna: forças e fraquezas +
externa: oportunidades e ameaças); Recolha de informação
quantitativa/qualitativa dos dados; Tratamento de dados e análise das
informações (entrevista/ questionário); Análise e interpretação dos problemas e
estabelecimento de prioridades.
Nota- O diagnóstico permite interpretar as dinâmicas sociais do meio, na
identificação de problemas e recursos necessários para ultrapassar as
debilidades.
Funções do diagnóstico (Informar- problema e necessidade; Responder- causas
dos problemas; Identificar- recursos; Determinar- prioridades de intervenção;
Estabelecer- estratégias de ação).

4- Projeto(s) de intervenção e contratualização (estabelecer regras);

5- Implementação Projeto de intervenção:


- Pilares do projeto (NACIONALIDADE- conhecer o presente para desenvolver
projetos futuros; EFICÁCIA; NOBILIDADE DE RECURSOS- materiais, humanos…)
- Requisitos: Dimensão reflexiva (dá continuidade para avançar com o projeto);
Capacidade de priorizar (ter como prioridade o problema).
- Riscos associados: Rigidez, Ambição, Projeto Vitrine, Preocupação (resguardar
a entidade paternal).
- Indicadores de avaliação: parâmetros de avaliação do projeto, instrumentos
que dão a perceber de forma progressiva em que medida se age) - Qualitativo
ou Quantitativo.
- Consequências: EMPREGADOR (avaliar as competências que o técnico tem para
fazer face o problema); TÉCNICOS (capacidade de procurar alternativas) e
BENEFICIÁRIOS (responsabilidade de se envolver no projeto e consciência da
problemática que vivem).

6- Avaliação de Resultados (ao fim de 3 meses reavaliar, há situações que


requerem de mais tempo)
7- Terminus da intervenção
Formas de intervenção:
 Direta: ACOLHER; ORIENTAR (informar do caminho que deve seguir, informar
dos direitos…); INFLUENCIAR (aconselhamento); CONTROLAR (impor obrigações,
vigilante do utente); CRIAR OPORTUNIDADES (estimular capacidades, novas
experiências); ESTRUTURAR UMA RELAÇÃO DE TRABALHO COM O UTENTE
(dividir as competências do AS e do utente= estrutural).
 Indireta: VIGILÂNICA SOCIAL (intervenção indireta); CONDUÇÃO DE PROJETOS
DE TRABALHO SOCIAL DE GRUPO (trabalha a diferença); INTERVENÇÃO SOBRE A
ENVOLVENTE DAS PESSOAS (o meio influência o individuo, trabalham em REDE
com instituições para potenciar os indivíduos); COLABORAÇÃO (acordos=
equipas multidisciplinares).

 Ao nível das organizações sociais: INTERCESSÃO (o AS intercede pelo utente,


para obter benefícios das organizações); NEGOCIAR (o AS tenta persuadir as
instituições para obter resolução estável e favorável por um intercâmbio de
interesses); DISSUASÃO (apelar-se a instâncias superiores).

O contrato:
O sujeito é o alvo da intervenção; pretende reconhecer os sujeitos que de livre vontade
é o alvo da intervenção. Os requisitos são: presença das partes e o consentimento e o
objeto do contrato. Este deve ter objetivos, expectativas recíprocas, tempo, frequência
dos encontros (lugar). As condições do contrato são: a autodeterminação, a
participação, a negociação, a flexibilidade, duração e um processo. Com o contrato, a
intervenção é direcionada; reduzir os desvios; reforço de conhecimento dos utentes;
avaliação de resultados.

O Projeto:
Assenta em 3 princípios: Racionalidade; Eficácia e Mobilização de recursos (humanos,
materiais, financeiros e técnicos). Para a construção do projeto é necessário: Rigor,
Técnica e Precisão. Quando os projetos são de desenvolvimento local, as suas ações
ficam limitadas devido à localização geográfica; duração limitada; públicos-alvo
definidos e por fim, uma avaliação do trabalho que requer rigor, inovação e coerência.
Consequências: Empregador (avalia a adequação dos saberes e politicas da equipa do
projeto); população (toma consciência do seu problema e envolvendo-se na resolução)
e Trabalhadores Sociais (trabalho com racionalidade e técnica). Perigos: Rigidez na
elaboração; Sucesso sem pensar nas pessoas e entidades; Projeto Vitrina; Imagem dos
serviços esquecendo as pessoas.
É necessário utilizar: técnicas de planificação; organizar as ideias; precisar os objetivos;
definir as atividades, ações/tarefas. O contrato tem como objetivos: concretizar de
forma precisa o que se quer realizar; instrumentalizar as decisões tomadas; utilizar
recursos; desenvolver ações em ordem aos objetivos.
Notas: Não há uma causa mais justa que a outra; o conceito de caro e barato não existe
para quem financia projetos; uma boa causa é um bom produto; definição clara dos
objetivos do projeto; o dinheiro não é a única coisa que devemos valorizar; dificuldade
em ver como a nossa ideia pode auxiliar outras entidades; a captação de fundos não é
sinónimo de esmola ou favor.
Requisitos do projeto: Reflexão séria e rigorosa sobre o problema social; consciência
das múltiplas necessidades e das situações problemáticas; priorizar um problema e
apresentar uma solução viável; elaborar um plano sistemático, reflexivo (científico) e
flexível; original e criativo; construído a partir da ótica de quem vive o problema e da
solução que reconhece como viável.
Indicadores de avaliação do projeto: instrumentos que comprovam a objetividade,
evolução de acordo com as metas estipuladas.

ATITUDES E POSTURAS FUNDAMENTAIS DO INTERVENTOR


Atitudes: Abertura existencial; Presença a toda a prova; Autenticidade; respeito pelo
ritmo da rede; centrado sobre a pessoa e o coletivo e não sobre o problema; Negociação
entre as redes primárias e secundárias.
Posturas: multidisciplinar; Dinâmica; Abertura; Argumentação; Resistência à frustração;
clarificar o próprio problema; elaborar um projeto de ação; conhecer os recursos
existentes na comunidade.

Mapa de rede:

Relação
Relação Família
Amizade

Relação
Relação
Comunitária
Trabalho/ Escola

Saúde/
Serviço Social

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