MOTORES DE COMBUSTÃO
INTERNA
AULA 6
Prof. Ernesto Francesco Ronchi
CONVERSA INICIAL
Conhecidos os elementos que compõem o motor, vamos tratar agora de sistemas que auxiliam
seu funcionamento. Sem eles, não seria possível gerar transformação da energia, pois os
componentes do motor não suportariam seu desgaste, o que seria prejudicial.
Dessa forma, sistemas de lubrificação, arrefecimento, sobrealimentarão, alimentação de ar e de
combustível são primordiais para as transformações energéticas do motor.
TEMA 1 – SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO
O sistema de lubrificação tem a função de lubrificar os componentes mecânicos que se
encontram em atrito durante o funcionamento do motor.
Os diversos componentes móveis estão em atrito entre si necessitam, além de redução de
contato entre si, de remoção de sujidades e da temperatura da interface de contato.
Dessa forma, o sistema de lubrificação deverá suprir os componentes do motor, com volume e
pressão adequados ao trabalho dos componentes móveis, com fluido de adequada viscosidade,
porém bombeável. Além de realizar as atividades já mencionadas, não deve ser um freio ao
movimento dos sistemas, auxiliando na vedação da câmara de combustão.
Vários componentes integram o sistema de lubrificação.
Figura 1 – Sistema de lubrificação
Crédito: udaix/Shutterstock.
1.1 CÁRTER
Componente já tratado em aulas anteriores, o cárter é o reservatório onde ficará alojado o óleo
lubrificante, para que seja disponibilizado ao motor através da bomba de óleo. Sua função é
armazenar, resfriar e decantar o óleo lubrificante.
1.2 CAPTADOR DE ÓLEO
Dispositivo instalado na bomba de óleo, no duto de captação de óleo da bomba, com a função
de captar o óleo lubrificante na posição mais inferior do cárter, porém sem encostar na sua base.
Apresenta uma tela que não permite a entrada de partículas de grande porte, capazes de avariar a
bomba de óleo.
1.3 BOMBA DE ÓLEO
Principal componente do sistema, a bomba de óleo tem a função de pressurizar o óleo
lubrificante e levá-lo a todos os pontos do motor, em volume, pressão e vazão adequados.
Normalmente, as bombas são feitas de alumínio, com elementos internos em aço. Entram em
funcionamento quando a árvore de manivelas começa a girar, por estar conectada diretamente a ela,
por engrenagem, conexão direta com a árvore de manivelas ou corrente.
Figura 2 – Bomba de óleo
Crédito: rocharibeiro/Shutterstock.
1.4 FILTRO DE ÓLEO
O óleo lubrificante encontra-se no cárter. Por meio do captador, a bomba de óleo capta o óleo e o
pressuriza antes de enviá-lo ao filtro de óleo, onde é filtrado antes de seguir para o sistema do motor.
O filtro de óleo tem a finalidade de filtrar o óleo lubrificante do motor, removendo sujeiras e
contaminantes sólidos do sistema, que poderiam reduzir a vida útil de elementos móveis do motor e
prejudicar o seu bom funcionamento.
Com isso, o filtro remove partículas que poderiam ser danosas ao motor, aumentando sua vida
útil.
Assim como o óleo lubrificante perde suas propriedades com o passar do tempo, havendo por
isso a necessidade de troca, o filtro de óleo vai tendo sua trama de filtragem entupida, de modo que
também requer substituição. O filtro de óleo deve ser sempre substituído com o óleo lubrificante.
Apresenta uma válvula de segurança que, caso haja necessidade de grande vazão de óleo, se
abre para que não falte óleo no motor; e uma válvula anti-retrocesso, que mantém o filtro de óleo
sempre cheio para rápida lubrificação quando em partida a frio (com o motor frio).
Figura 3 – Filtro de óleo
Crédito: Alex459/Shutterstock.
Após lubrificar o motor, o óleo lubrificante retorna ao cárter por ação da gravidade.
1.5 BUJÃO DO CÁRTER
Dispositivo instalado no cárter com a finalidade de permitir a remoção do óleo lubrificante usado
que se encontra no cárter. Sistema roscado com leve imantação, capaz de reter partículas ferrosas
que se encontram em movimento no sistema de lubrificação.
1.6 ÓLEO LUBRIFICANTE
Este assunto será tratado em disciplina específica, em mais detalhes. Contudo, de forma
simplificada, óleos lubrificantes são fluidos, normalmente líquidos que auxiliam no escorregamento
entre duas ou mais partes sólidas móveis. São utilizados para reduzir o atrito entre partes móveis
que se encostam. Exemplo: pistão e camisa.
Apresentam as seguintes funções: evitar o desgaste, absorver impactos, proteger contra a
corrosão, resistir à própria degradação, reduzir o atrito, auxiliar na vedação da câmara de combustão,
auxiliar no arrefecimento do motor, reduzir o gasto de energia na partia a frio e controlar a formação
de borra.
Para isso, são inseridos elementos químicos, como antiespumantes e antioxidantes, além de
detergentes, dispersantes, modificadores de fricção, antidesgaste, melhoradores de índice de
viscosidade e de fluidez.
São classificados quanto à viscosidade pela SAE e quanto à qualidade pela API e ACEA (muito
menos utilizada). Ao ler no rótulo de um óleo, a classificação SAE 15W-40 significa que ele apresenta
viscosidade a frio 15 e, quando quente, uma viscosidade 40. As viscosidades dos óleos nunca devem
ser modificadas; deve-se sempre obedecer às recomendações do fabricante.
No rótulo de um óleo, a classificação API SN significa que ele é voltado para motores Otto
(motores Diesel apresentam classificação API CH, CI, CJ, CK), e que esse óleo tem maior resistência
à formação de depósitos e borra em pistões que o SM. Também apresenta maior capacidade de
vedação, com baixo índice de emissões.
TEMA 2 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
O sistema de alimentação de combustível fará a alimentação do combustível na pressão com
vazão adequada para o adequado funcionamento do motor. O volume de combustível deve ser
adequado à operação do motor e ao volume de ar, que também está sendo consumido, através de
modificação do tempo de abertura do eletroinjetor e modificação da pressão de operação do
sistema.
2.1 BOMBA DE COMBUSTÍVEL
Equipamento elétrico (em veículos antigos era mecânico, conectado à árvore de manivelas),
instalado dentro (mais comum) ou fora do tanque de combustível, com a função de prover o
combustível em pressão e volume adequados aos eletroinjetores.
Bombas elétricas comumente trabalham com pressões de 1 a 12 kgf/cm² no sistema, e vazões
da ordem de 3 a 10 litros por minuto. Na bomba, encontra-se o regulador de pressão, que mantém a
pressão estável, assim como o marcador de nível de combustível.
Figura 4 – Bomba de combustível
Crédito: Bespaliy/Shutterstock.
2.2 TANQUE DE COMBUSTÍVEL
Feito normalmente em polipropileno ou metal, a função é armazenar o combustível sem que
haja qualquer tipo de contaminação, com temperatura adequada. Em seu interior, são instalados
quebra-ondas para reduzir o movimento do combustível e sua consequente volatilização.
Atualmente, os tanques de combustível apresentam geometria complexa, o que auxilia no quesito de
redução de volatilização.
2.3 MANGUEIRAS DE COMBUSTÍVEL
Normalmente, são feitas em material metálico ou tecalon (para sistema de injeção eletrônica) ou
de lona trançada ou plástico (para motores com carburador). Sua função é conduzir o combustível
adequadamente até o motor, com o mínimo de aquecimento.
2.4 TUBO DISTRIBUIDOR DE COMBUSTÍVEL
Normalmente, são feitos em polímero ou aço. Sua função é abrigar, fixar e conectar-se aos
eletroinjetores, para garantir a passagem de combustível, além de ser um mini reservatório de
pressão.
Figura 5 – Tubo distribuidor de combustível
Crédito: sima/Shutterstock.
2.5 ELETROINJETORES
Feitos em ligas de aço, polímeros e ligas de alumínio, os eletroinjetores apresentam a finalidade
de aspergir o combustível no momento adequado, sob uma fina névoa dentro da câmara de
combustão do motor (motores de injeção direta) ou antes de válvula de admissão (no coletor de
admissão ou no cabeçote), para que haja melhor combustão – maior eficiência, menor consumo e
menor nível de emissões. Dentro dos injetores, há uma bobina que é acionada por um pulso elétrico
enviado pela central de controle do motor. Em motores com injeção direta de combustível há
variação da tensão de abertura e do tempo de abertura do eletroinjetor. Não requer manutenção;
porém, ao utilizar óleos lubrificantes inadequados e combustíveis de baixa qualidade (principalmente
gasolina), há obstrução em sua estrutura, de forma que é necessário promover sua limpeza ou
substituição.
Figura 6 – Eletroinjetores
Crédito: Elias Aleixo; Stason4ik/Shutterstock; ER_09/Shutterstock.
TEMA 3 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO DE AR
O sistema de alimentação de ar é responsável por suprir o ar necessário ao funcionamento do
motor com a pressão e vazão adequadas, conforme as diferenças de rotação do motor.
Esse sistema consiste basicamente em um conjunto de tubulações que fazem a captação do ar
próximo à região frontal do veículo, de modo captar um ar de menor temperatura. Após captado, o ar
passa por um sistema purificador. O sistema, composto de uma caixa plástica que abriga um filtro de
ar, inclui um sistema de filtragem por decantação anterior ao filtro, sempre através de sifonamento, e
em seguida o filtro.
O filtro de ar tem a função de limpar partículas de maior tamanho de diversos tipos de
contaminantes sólidos que possam danificar o motor ou prejudicar o seu correto funcionamento.
Os filtros normalmente são construídos de fibras celulósicas, funcionando como uma peneira
muito fina. Os elementos de filtragem são dispostos de forma corrugada, para aumentar a área de
filtragem e o prazo de vida do filtro.
Depois que o ar está limpo, segue para o motor, através de tubulações plásticas, onde então será
sensoreado, com a medição quantitativa da temperatura, da umidade relativa e da pressão do ar que
entra no motor através da passagem pelo corpo de borboleta.
Com base nas informações do ar que entra no motor, o corpo de borboleta consegue mensurar a
solicitação de carga do motor e, então, dosar a quantidade de combustível que entra no motor,
buscando sempre a estequiometria (em motores ciclo Otto). Em motores ciclo Diesel, sempre haverá
tendência de excesso de ar na operação, pela característica do combustível.
Assim como em outros modelos de filtros aplicados no veículo, com o tempo, o filtro de ar fica
saturado de elementos e partículas, de modo que necessita ser substituído.
Figura 7 – Filtro de ar
Crédito: New good ideas/Shutterstock; mirageart/Shutterstock.
TEMA 4 – SISTEMA DE SOBREALIMENTAÇÃO DE AR
O sistema de sobrealimentação de ar é responsável por suprir o ar necessário ao funcionamento
do motor em pressões e vazões maiores do que as necessárias em comparação ao motor
naturalmente aspirado.
Assim como no sistema naturalmente aspirado, esse sistema consiste de um conjunto de
tubulações que captam o ar próximo à região frontal do veículo, passando por um sistema
purificador onde há um filtro de ar e um sistema de filtragem por decantação anterior ao filtro,
através de sifonamento.
Depois que o ar é limpo, segue para o sistema de sobrealimentação, onde será pressurizado
antes de ser enviado ao motor. Após pressurização, a temperatura do ar aumenta e, em veículos com
esse tipo de componente, o ar é encaminhado a um radiador ar – ar, chamado coloquialmente de
intercooler ou aftercooler, dependendo do fabricante. A função desse componente é reduzir a
temperatura do ar que fora comprimido.
Após a redução da temperatura, o ar é encaminhado ao motor, através de tubulações plásticas,
onde então será sensoreado, com a medição quantitativa de temperatura, umidade relativa e pressão
do ar que entra no motor através da passagem pelo corpo de borboleta.
Com base nas informações do ar que entra no motor, o corpo de borboleta consegue mensurar a
solicitação de carga do motor e, então, dosar a quantidade de combustível que irá entrar no motor.
Motores sobrealimentados trabalham mais com indução forçada do ar, o que aumenta o
rendimento do motor.
4.1 TURBOCOMPRESSORES
Composto por uma estrutura dividida em três partes, o turbocompressor usa a energia dos
gases de escape para movimentar um compressor de ar, que induzirá o ar para dentro de motor.
Há uma carcaça central onde fica alojada o eixo que conecta o rotor da turbina e o rotor do
compressor. Quanto mais a turbina gira, maior será o giro do compressor. É mais eficiente em
potência, pois com o moto em marcha lenta a rotação de trabalho não é atingida.
Trabalham com velocidades entre 80.000 a 250.00 rotações por minuto.
Figura 8 – Turbocompressores
Crédito: Philip Lange/Shutterstock; Evannovostro/Shutterstock; Petr Smagin/Shutterstock.
4.2 SUPERCARREGADORES
Diferente do turbocompressor, o supercarregador trabalha conectado à árvore de manivelas.
Diferente do turbocompressor, o supercarregador já opera, desde o funcionamento da marcha lenta
do motor, com pressão operacional total de trabalho. É mais eficiente em arrancadas. Pode ser
conectado por engrenagem ou correias à árvore de manivelas.
Figura 9 – Supercarregadores
Crédito: AI Mueller/Shutterstock.
TEMA 5 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO
O sistema de arrefecimento tem a função de manter a estabilidade térmica do motor. Por isso,
recebe a nomenclatura de arrefecer, e não refrigerar.
Os motores de combustão encontram seu melhor desempenho térmico quando operam na faixa
de 90 a 110 °C, dependendo do tipo de combustível e das características operacionais do próprio
motor.
Para que o motor fique dentro desse parâmetro operacional, garantindo menor nível de emissões
tóxicas e baixo consumo, são necessários elementos que, quando o motor estiver frio, auxiliem-no a
esquentar o mais rapidamente possível; quando estiver demasiadamente quente, devem auxiliá-lo a
arrefecer.
Figura 10 – Sistema de arrefecimento
Crédito: udaix/Shutterstock.
O elemento que permite o trânsito da temperatura é o líquido de arrefecimento. Ele se encontra
em contato com as camisas do bloco de cilindros, assim como as câmaras de combustão no
cabeçote. Quando o motor entra em funcionamento, devido à sequência de ininterruptas
combustões, há o aquecimento das peças metálicas, as quais, em contato com o líquido de
arrefecimento, transmitem sua temperatura a ele.
Assim, como o passar dos ciclos, o líquido de arrefecimento também esquenta, elevando sua
temperatura. O líquido deve ser encaminhado, através de uma bomba de água, por tubulações de
borracha ou metálicas, até o radiador.
No radiador, o líquido de arrefecimento faz a troca de temperatura para o ar atmosférico. No
radiador há também um eletro-ventilador – caso a temperatura do motor suba muito, ele ligará
automaticamente, por intermédio de um termostato, sugando o ar externo ao motor para que passe
pelas aletas de dissipação térmica do radiador, reduzindo assim a temperatura do líquido de
arrefecimento.
5.1 VÁLVULA TERMOSTÁTICA
Entre a bomba e o radiador, na tubulação de entrada do líquido de arrefecimento do motor,
encontra-se a válvula termostática. Esse dispositivo permite regular a passagem do líquido de
arrefecimento. Quando o motor está frio, a válvula encontra-se fechada, pois não há porquê circular
líquido de arrefecimento frio. Quando o líquido está quente, ela se abre e permite a circulação do
líquido de arrefecimento do motor para o radiador, e do radiador para o motor.
Figura 11 – Válvula termostática
Crédito: Levchenko Hanna/Shutterstock.
5.2 RESERVATÓRIO DE EXPANSÃO
Feito com polímeros, sua função é abrigar um volume excedente de fluido de arrefecimento, com
maior volume de fluido quando o motor está aquecido, e retorná-lo ao motor quando o fluido esfria.
Figura 12 – Reservatório de expansão
Crédito: CPL1980/Shutterstock.
O sistema de arrefecimento trabalha com pressão de até 1,4 kgf/cm², o que faz com que o ponto
de fervura do líquido também seja mais elevado.
5.3 BOMBA D´ÁGUA
Peça feita em alumínio, com seu rotor em plástico ou ferro fundido. Sua função é gerar vazão e
pressão no fluido hidráulico do sistema de arrefecimento, distribuindo-o ao motor, para equalização
térmica operacional.
Figura 13 – Bomba d’água
Crédito: ZhdanHenn/Shutterstock.
5.4 MANGUEIRAS
Feitas de borracha com trama interna em algodão ou nylon, sua função é conduzir o fluido de
arrefecimento ao motor e do motor ao radiador. Têm vida útil, devendo ser trocadas quando
apresentarem estrias ou rachaduras.
Figura 14 – Mangueira
Crédito: Sharomka/Shutterstock.
5.5 ABRAÇADEIRAS
Elementos de fixação feitos em metal, com o objetivo de unir as mangueiras flexíveis aos
elementos fixos do motor e aos elementos fixos do sistema de arrefecimento, garantindo suporte de
operação do sistema, sem que haja abertura, e consequentemente vazamento de fluido de
arrefecimento, mesmo com pressões mais elevadas de trabalho.
5.6 LÍQUIDO DE ARREFECIMENTO
Fluido composto de água desmineralizada e deionizada com aditivo de etileno e glicol, com as
funções de auxiliar na troca térmica de temperatura gerada pelo motor, resguardando o seu
adequado funcionamento, dentro de sua faixa de trabalho operacional.
Apresenta a função de inibir a corrosão no sistema, além de aumentar os pontos de ebulição e o
congelamento do líquido de arrefecimento.
Assim como o óleo lubrificante, deve ser substituído, em média a cada um ou dois anos
(dependendo do fabricante).
Figura 15 – Líquido de arrefecimento
Crédito: Piotr Velixar/Shutterstock.
5.7 RADIADOR
Feito em aço, polímeros e alumínio, sua função é refrigerar o fluido de arrefecimento, por meio
da passagem de ar entre as aletas das serpentinas do radiador, acelerando o processo de convecção
do líquido e devolvendo-o a uma temperatura em média 15 a 30% inferior àquela em que chegou.
Figura 16 – Radiador
Crédito: ibnu alias/Shutterstock.
FINALIZANDO
Nesta aula, estudamos a importância dos sistemas auxiliares de funcionamento do motor.
Todos os sistemas que compõem o motor são importantes para o seu funcionamento. São
interdependentes, ou seja, caso um sistema apresente algum tipo de dano, os outros também irão
apresentar danos. Portanto, a manutenção de todos os componentes, assim como de sistemas
auxiliares, é indispensável para o seu correto funcionamento.