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Absorve Transferência de Acusação

Este documento é um escrito apresentado pelo advogado defensor Luis José Martín Casanova Reynoso em um processo penal contra seu cliente Alejandro Urbano Yauri pelo suposto crime de uso de documento privado falso. O advogado oferece uma prova testemunhal, solicita a exclusão de provas obtidas de maneira ilegítima pela SUNAT, e pede que se absolva o traslado da acusação fiscal.
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Absorve Transferência de Acusação

Este documento é um escrito apresentado pelo advogado defensor Luis José Martín Casanova Reynoso em um processo penal contra seu cliente Alejandro Urbano Yauri pelo suposto crime de uso de documento privado falso. O advogado oferece uma prova testemunhal, solicita a exclusão de provas obtidas de maneira ilegítima pela SUNAT, e pede que se absolva o traslado da acusação fiscal.
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EXPEDIENTE : 04915-2015

ESPECIALISTA: ROCÍO DEL PILAR GOYZUETA B.


CADERNO PRINCIPAL
ESCRITO N° :3
SUMILLA ABSOLVE TRANSFERÊNCIA DE
ACUSAÇÃO

SENHOR JUIZ DO PRIMEIRO JUIZADO DE INVESTIGAÇÃO


PREPARATÓRIA DE TRUJILLO:

CASANOVA REYNOSO LUIS JOSÉ MARTIN, advogado do Sr.


ALEJANDRO URBANO YAURI, no processo penal que lhe
sigue pelo presunto delito contra a fé pública na modalidade de
uso de documento privado falso, em agravo do Estado; a V.
Com o devido respeito, eu me apresento e digo:

Que, dentro do prazo que estabelece o Artigo 350° do Código


Processo Penal, procedo a absolver o traslado da Acusação Fiscal mediante
RESOLUÇÃO Nº NOVE de data 09 de maio de 2017 e notificada em 15 de maio
do mesmo ano, conforme o seguinte:

1. OFERECE PROVAS PARA O JULGAMENTO:


TESTIMONIAL:
Que com o fim de comprovar que no dia em que ocorreram os fatos,
o acusado Alejandro Urbano Yaurino foi quem se aproximou das cabines de controle da
SUNAT localizadas em Mocupe e no Km. 587 da Panamericana Norte, Trujillo, para
que controlem e carimbe as Guias de Remissão, ofereço a declaração testemunhal do Sr.
David Michael Ruíz Noriega, de ocupação gerador de carga, com domicílio na Rua
Río Ilave Nº 275, Pueblo Joven Luis Alberto Sánchez, Chiclayo.

2. SOLICITA APLICAÇÃO DA REGRA DE


EXCLUSÃO DE PROVAS:
Conforme obra na Carpeta Fiscal (Folhas 1 a 5) a SUNAT,
interpõe denúncia penal perante a Procuradoria Provincial Especializada em Penal, contra
de meu patrocinado e os que resultarem responsáveis, pela comissão do Delito Contra a
fe Pública na modalidade de uso de documento privado falso, para o qual oferece como
meios de prova, entre outros, a GUIA DE REMISSÃO-REMETENTE Nº 001-955
da EMPRESA DE SERVIÇOS GERAIS AGRONOR SAC, o GUIA DE
REMISSÃO-TRANSPORTADORA nº 004-1000 da EMPRESA DE TRANSPORTES
UNIVERSO de LINA PALOMARES REQUE, assim como a cópia da Certidão de
Depósito de Detracción Nº 181520401438195.
A regulação de tudo o que diz respeito ao transporte de bens, o
encontramos en el Capítulo V de la Resolución de Superintendencia Nº 007-99/SUNAT,
Reglamento de Comprobantes de Pago.
Assim, de acordo com o item 1.7 do artigo 19º da norma mencionada,
GUÍA DE REMISIÓN-REMITENTE, tiene como destinatarios: i) En el Original:
DESTINATARIO; ii) En la Primera Copia: REMITENTE y; iii) En la Segunda Copia:
SUNAT.
Por outro lado, de acordo com o item 2.6 do mesmo artigo, o GUIA DE
REMISSÃO-TRANSPORTADORA, tem como destinatários: i) No original:
{"REMITENTE":"REMITENTE","TRANSPORTISTA":"TRANSPORTISTA"}
DESTINATARIO y; iv) En la tercera copia: SUNAT.
Em relação à faculdade fiscalizadora da SUNAT, o artigo 22º
do Regulamento de Comprovantes de pagamento, prescreve no último parágrafo que “Quem
transporta os bens tem a obrigação de entregar à SUNAT a cópia que
corresponda a esta”; isto é, a segunda cópia da Guia de Remissão-Remetente e/ou a
terceira cópia da Guia de Remissão-Transportador.
De ordinário, de acordo com o último parágrafo do artigo 23º do
texto regulamentar, “A cópia SUNAT das guias de remissão emitidas pelo
o remetente e/ou o transportador deverão ser mantidos em um arquivo organizado
cronologicamente.
Quanto à cópia da Certidão de Depósito de Detracção,
este documento comprova o depósito feito pelo adquirente do produto, em uma conta
especial habilitada pelo Banco da Nação, em nome do fornecedor.
Corolário do que foi mencionado, os documentos anteriormente citados,

pertenecem ao contribuinte, seja remetente ou transportador.


Assim, consta na Pasta Fiscal correspondente, à folha 52
ao 56, a declaração de Ronald Aureo Pariona Preciado, fiscalizador de controle móvel de
a SUNAT, que no dia e hora dos fatos, interveio no veículo dirigido por mim
patrocinado, no qual se transportavam sacos de arroz.
À pergunta três formulada pela Fiscal Responsável Dra.
Carmen Varas Valderrama, o fiscalizador relata que meu patrocinado apresentou a CÓPIA
DESTINATÁRIO da GUIA DE REMISSÃO-REMETENTE Nº 001-955, a cópia
DESTINATARIO de la GUÍA DE REMISIÓN-TRANSPORTISTA Nº 004-1000 y la
Constância de Depósito de Detracções Nº 181520401438195, cópia ADQUIRENTE.
Em seu relato, o Sr. Parion menciona que chamou seu coordenador.
Efraín Morales e supervisor Geraldo Vargas, comentando o caso dos selos de
controle móvel da Intendência de Lambayeque presumidamente fraudulentos, que
apareciam nos documentos apresentados pelo Sr. Urbano, determinando que não
contava com a documentação pertinente, comunicando-lhe imediatamente a referido Sr.
QUE O REMETENTE DA CARGA havia incorrido na INFRAÇÃO
TIPIFICADA NO ART. 174 NÚMERO 81, DO SEU CÓDIGO
TRIBUTÁRIO, INDICANDO-LHE QUE NESTES CASOS SE PROCEDIA AO
COMISSÃO DE BENS.
Narra o Sr. Pariona que meu patrocinado o Sr. Urbano, não realizou
observação alguma ao ato cuja cópia lhe foi entregue e ficando à sua disposição a
documentação que apresentou, mas que apenas levou a ata, por isso ao perceber que
isso, entrou em contato com seu supervisor para informar que o Sr. Urbano não levou a
documentação que apresentou, quem lhe indicou que esses documentos fossem enviados para a
sede da SUNAT-Quintanas para as ações pertinentes.
Como é notório, a forma como tem agido o fiscalizador de
controle móvel Sr. Parionay seu supervisor Sr. Geraldo Vargas; ambos trabalhadores da
A SUNAT, violou direitos fundamentais consagrados em nossa Constituição,
com o único propósito de obter meios probatórios não suscetíveis de serem valorados
durante a presente atividade processual, assim como a prova que dela decorra.
Concretamente, nos referimos ao direito que toda pessoa tem
ao segredo e à inviolabilidade de suas comunicações e documentos privados, consagrado

1
Artigo 174º.- INFRAÇÕES RELACIONADAS COM A OBRIGAÇÃO DE EMITIR, OUTORGAR E EXIGIR
COMPROVANTES DE PAGAMENTO E/OU OUTROS DOCUMENTOS
Constituem infrações relacionadas à obrigação de emitir, conceder e exigir comprovantes de pagamento:
8. Remitir bens sem o comprovante de pagamento, guia de remessa e/ou outro documento previsto pela
normas para sustentar a remissão.
no numeral 10 do artigo 2º da nossa Constituição Política, que em seu último
O parágrafo indica: “Os livros, comprovantes e documentos contábeis e administrativos estão sujeitos
a inspeção ou fiscalização da autoridade competente, de acordo com a lei.
AS AÇÕES TOMADAS A RESPEITO NÃO PODEM INCLUIR SUA
SUBTRAÇÃO OU APREENSÃO, SALVO POR ORDEM JUDICIAL.
Por sua vez, o artigo VIII.1 do Título Preliminar do novo
O Código Processual Penal abrange o Princípio da Legitimidade da Prova ao estabelecer que
todo meio de prova só poderá ser avaliado se tiver sido obtido e incorporado ao
processo por um procedimento constitucionalmente legítimo.
As provas obtidas direta ou indiretamente com violação do
o conteúdo essencial dos direitos fundamentais da pessoa carece de efeito legal.
Consequentemente, sendo provas proibidas à luz de
Constituição e a lei, em razão de sua origem ilegítima, deverão ser excluídas do presente
processo.

Pelo exposto:
Senhor Juiz, tenha-se por absolvido o traslado conferido e proceda
conforme corresponda.

Trujillo, 29 de mayo del 2017

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