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IMPACTOS AMBIENTAIS E

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS
DEGRADADAS

Prof. Dr. Roberto Andreani


Junior
EROSÃO E DESERTIFICAÇÃO DO SOLO
Processo de formação do solo é lento (200 a 1.000 anos para formar
2,5 cm de solo).
Erosão resultante de impactos ambientais causados pelo
desmatamento e práticas agrícolas inadequadas ambientalmente.
Erosão Forma mais comum  perda da camada superficial do
solo pela ação da água ou do vento (Tipos de erosão 2/3 
erosão hídrica e 1/3  erosão eólica) ou por deterioração química
ou física.

Perda desta camada gera redução da fertilidade pois:


Conforme o solo fica mais denso e fino, fica menos penetrável as
raízes se tornando muito superficial a elas.
Reduz-se a capacidade do solo de reter água e disponibilizá-la
para as plantas.
Os nutrientes para as plantas são lavados com as partículas de
solo erodidas.
EROSÃO DO
SOLO
EROSÃO HÍDRICA
A água pode criar ravinas (pequenos
sulcos que podem ainda ser
remediados) e voçorocas (canais mais
profundos que podem ser cortados por
fluxos de água maiores e difíceis de
serem remediados) e ainda causar a
destruição das margens dos rios e
movimentos de massa (deslizamentos
de terra).
Fatores que afetam a Erosão hídrica
– Chuva
– Infiltração
– Declividade e comprimento de rampa
– Natureza do solo
– Cobertura vegetal
EROSÃO EÓLICA
Ventos Criam buracos e dunas.
A erosão eólica ocorre, geralmente, em regiões planas,
áridas e semi-áridas, onde a vegetação é ESCASSA e
sopram ventos fortes. Ocorre no norte da África, Ásia,
Austrália e Brasil. No Brasil, ocorre no RS, BA e NE. Causa
o empobrecimento do solo e morte das plantas,
prejudica estradas de ferro e rodovias, provoca
problemas respiratórios em homens e animais.
FATORES QUE AFETAM A EROSÃO EÓLICA
– Clima  precipitação, vento, temperatura, umidade do
ar.
– Solo  textura, estrutura, densidade e matéria
orgânica.
– Cobertura vegetal  altura e densidade.

CONTROLE DA EROSÃO EÓLICA


– Aumentar a estabilidade do solo e a rugosidade da
superfície.
– Manter a vegetação ou resíduos culturais na superfície
do solo.
– Interpor barreiras perpendiculares à direção dominante
dos ventos.
DETERIORAÇÃO QUÍMICA
Pode ser por:

a)Perda nos nutrientes do solo.


(principalmente NPK) ou MO, por lavagem ou por
esgotamento pelas culturas.

b) Acidificação fertilizantes ácidos ou drenagem


em alguns tipos de solos.

c)Poluição do solo (lixo acumulado, pesticidas e


fertilizantes em excesso e derramamento de óleo).
d) Salinização –
Que pode ser causada por:

Manejo inadequado da água de irrigação ou alta


concentração de sais na água ou falta de atenção a
drenagem, levando a salinização dos solos
principalmente em regiões quentes onde as altas taxas
de evaporação estimulam o processo.

Invasão da água do mar ou águas subterrâneas salinas


em reserva de água de boa qualidade.

Atividades humanas que elevam a evaporação em


solos com material salino ou com lençol freático salino.
SALINIZAÇÃO DO
SOLO
DETERIORAÇÃO FÍSICA
a)Compactação do solo máquinas pesadas,
pisoteio do gado, encrustamento (causado pela
chuva). Dificuldade na penetração da água
ocorrendo erosão hídrica e dificuldade na
emergência das mudas.
b) Elevação do lençol freático até as raízes das
plantas causada pela excessiva entrada de água
em relação a capacidade de drenagem do solo.
Típico de áreas irrigadas ou de enchentes.
c)Subsidência  rebaixamento da
superfície da terra de solos orgânicos que
pode ser causada por drenagem ou
oxidação.
CAUSAS DA DEGRADAÇÃO DOS SOLOS
1)Desmatamento para agricultura,
pastagens, florestas comerciais, construção
de estradas e desenvolvimento urbano.
2) Super-pastoreio (destrói a cobertura do
solo, causa compactação e acelera a invasão de
espécies arbustivas indesejáveis).
3)Atividades agrícolas pousio reduzido, uso de solos
frágeis, uso do fogo, irrigação inadequada, transposição
de rios para fins de irrigação, práticas que exportam
nutrientes do solo.
4)Super exploração da vegetação para uso
doméstico (combustível e cercas), onde a
vegetação remanescente não fornece mais
proteção contra a erosão do solo.
Vegetação nativa protege o solo da exposição
excessiva do sol, renova e preserva os nutrientes.

Problemas  queima da vegetação e aragem


excessiva do solo erosão.

Em 1990, práticas agrícolas inadequadas


contribuíram para a degradação de 562 milhões
de hectares (38% dos 1,5 bilhões de hectares de
terras agricultáveis no mundo todo). A partir daí
as perdas continuaram ano a ano, com 5 a 6
milhões de hectares apresentando degradação
severa todos os anos.
Terras cultivadas
1)Degradação por mecanização do solo  compactação.

2)Cultivo sucessivo sem pousio esgotamento dos


nutrientes do solo.

3) Defensivos matam organismos benéficos do solo.

4)Drenagem inadequada do solo encharcamento


devido a subida do lençol freático.

Minimizar Aumento do teor de MO, práticas biológicas


(adubação verde, cobertura morta, consórcio, SAFs e
rotação de culturas).
ADUBAÇÃO VERDE
COBERTURA MORTA

CONSÓRCIO
SAF
DESERTIFICAÇÃO
É a degradação ambiental em
áreas áridas, semi-áridas e
sub úmidas secas, resultante
principalmente do impacto
humano adverso.
CAUSAS
 Uso intensivo dos solos tanto na agricultura moderna quanto
na tradicional (monoculturas comerciais como a cana-de-
açúcar, soja e trigo no Brasil);

 Utilização de técnicas agropecuárias impróprias;

 Cultivo em terras inapropriadas tais como pendentes,


ecossistemas e matas remanescentes, áreas legalmente
protegidas, etc.;

 Exploração descontrolada de ecossistemas frágeis;


CAUSAS
 Pecuária extensiva e super- pastoreio;

 Desmatamento em áreas com vegetação nativa, áreas de


preservação, margens de rios, etc.;

 Práticas inapropriadas de irrigação, particularmente sem o


uso de drenagem;

 Mineração;

 Queimadas;
CAUSAS

 Uso excessivo de agrotóxicos;

 Poluição;

 Secas.
DESERTIFICAÇÃO NO MUNDO

Deserto na Líbia Processo de desertificação


no Haití
DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL

Cabrobó-PE Gilbues-PI

Uruçuí-PE
DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL

CASO CURIOSO!!!

A desertificação vem acontecendo


no sudoeste do estado do Rio
Grande do Sul
DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL
A área afetada por esse processo fica próxima à cidade
de Alegrete (RS). Atualmente, tal lugar possui um aspecto
similar às paisagens de desertos áridos, compostos por solos
arenosos e formação de dunas. Por causa das características
apresentadas, acredita-se que o fenômeno é um processo de
desertificação climática, ou seja, natural.
DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL
Entretanto, essa ideia é errônea, uma vez que nessa região as chuvas
são bem distribuídas durante o ano.

Além disso, os índices pluviométricos anuais giram em torno de 1.000


mm, algo que não ocorre em áreas desérticas. Na realidade, o que está
acontecendo é um processo de desertificação ecológica, isso quer dizer,
provocado pelo homem em suas atividades rurais (criação de gado,
agricultura monocultora).

A partir da retirada da cobertura vegetal para tais finalidades, o solo


ficou descoberto. Assim, as areias contidas no mesmo vão sendo
dispersas pela ação dos ventos que sopram abundantemente no local,
proporcionando a intensificação do processo e ocasionando uma
profunda transformação na paisagem.
MEDIDAS DE CONTROLE, MINIMIZAÇÃO E
COMBATE

Grainger (1986) afirma que a desertificação é causada pelo


homem e que o mesmo pode combatê-la, caso ainda não tenha
atingido certo grau de irreversibilidade e para isso deve dispor
de meios técnicos e financeiros.
O processo de desertificação pode ser controlado,
evitado, e até mesmo revertido, desde que haja o envolvimento
dos governos.
MEDIDAS DE CONTROLE, MINIMIZAÇÃO E
COMBATE

Como exemplo, estudos mostram que em mais


de ¼ do território chinês há desertificação (coberto por dunas e
cascalho), por ter um clima seco, séculos de plantio
descontrolado e décadas de demanda excessiva por água e solo
pela maior população do mundo e rápido crescimento da
economia. Para a minimização deste problema o governo
chinês estima que 530 mil quilômetros quadrados possam ser
recuperados por meio do reflorestamento, proteção e
regeneração natural, mas isso pode levar 300 anos para serem
recuperados totalmente.