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Direito Internacional do Ambiente

As manifestações da degradação mundial do


ambiente

Maputo, 27 de Fevereiro de 2019


Introdução

 No início da humanização da terra, o homem


exercia um impacto relativamente moderado
sobre a natureza. Este impacto não colocava
em causa, de forma substancial, o equilíbrio
ecológico ou a existência dos recursos
naturais para as gerações futuras.

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Introdução

 Todavia, à medida que o tempo foi


decorrendo, e com a evolução da ciência,
novos meios de transformação do ambiente
foram testados e confirmados, aumentando,
desta forma, a capacidade de exploração de
recursos naturais e, consequentemente,
causando as primeiras alterações climáticas
por causas não naturais.

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Introdução

 Com a Revolução Industrial, o homem passou a


desencadear uma devastação cega de diversos
recursos naturais, a um ritmo bastante assustador. A
revolução industrial estabeleceu a utilização da
técnica para alcançar maiores cotas de crescimento
económico, sem se importar com o custo ambiental.
 Portanto, a partir deste período, a relação homem-
natureza começa a ser caracterizada por
instabilidade, onde o crescimento económico parece
não coabitar com a preservação do meio ambiente.
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As manifestações da degradação
mundial do ambiente

A seguir, algumas das manifestações da


degradação do meio ambiente:

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1. Aquecimento global

Devido a emissão excessiva de gases para a


atmosfera, principalmente o dióxido de carbono
e metano, a temperatura da terra tem vindo a
subir nas últimas décadas, passando a
constituir uma das maiores preocupações da
comunidade internacional.

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1. Aquecimento global

Estes gases, com efeito estufa, gerados por


consequência da acção humana, tem estado a
causar o aumento da espessura da camada
fina da atmosfera, fazendo com que esta
retenha cada vez maiores quantidades de
radiação infravermelha, o que contribui para o
aumento da temperatura da atmosfera e dos
oceanos.

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1. Aquecimento global

Como prova da consciência da gravidade do


problema e para aliviar os impactos causados
pelo aquecimento global, celebrou-se em 1997
o Protocolo de Kyoto que teve como
objectivo fazer com que os países
desenvolvidos assumissem o compromisso de
reduzir a emissão de gases que agravam o
efeito estufa.

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2. Degelo e Subida das águas do Mar

Uma das consequências do aquecimento


global é precisamente o degelo que se verifica
nos principais glaciares da terra, existentes,
principalmente, nos pólos Norte e Sul. Como
consequência, a subida das águas do mar se
tem se tornado uma realidade, intensificando o
fenómeno da erosão, a perda de áreas
terrestres ao longo da costa e a salitração de
áreas agrícolas.
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2. Degelo e Subida das águas do Mar

Desde 1978, a área do gelo marinho permanente do


Árctico reduz 9% anualmente; a diminuição da sua
espessura varia de 15 a 40% nos últimos 30 anos. Por
sua vez, o oceano árctico perde, em média, por ano,
uma área de gelo equivalente a superfície da Holanda.

Estudos apontam que o nível do mar poderá subir até


seis metros até 2100, caso a temperatura continue a
subir ao ritmo actual na sequência do degelo dos
glaciares existentes.
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3. Destruição da camada de ozono

A camada do ozono tem a função de impedir


ou diminuir a incidência de raios ultravioletas
na superfície terrestre, raios estes que podem
provocar nos seres humanos queimaduras e
câncer de pele. Ademais, a probabilidade de
surgimento de doenças infecciosas aumenta
com a incidência da radiação.

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3. Destruição da camada de ozono

A destruição da camada de ozono tem como causa a


poluição atmosférica através de diversas fontes;
 Dióxido de carbono (CO2), resultante da combustão
de carvão, petróleo e gás natural;
 Metano (CH4), proveniente das lixeiras a céu aberto
e dos arrozais;
 Óxido Nitroso (N20), Perfluorcarbonetos (PFC),
Hexafluoreto de Enxofre (SF6), todos resultantes de
algumas actividades industriais;
 Clorofluorcarbonetos (CFC), presentes em alguns

12 sprays e frigoríficos antigos.


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3. Destruição da camada de ozono

As normas internacionais de Direito Ambiental vêm


contribuindo de forma considerável para a recuperação
da camada de ozono ao determinar, por exemplo, a
substituição de Clorofluorcarboneto por gases
inofensivos à estratosfera do planeta. A Convenção
de Viena para a Protecção da Camada de Ozono
(1985) e o Protocolo de Montreal (1989) são
exemplos de relevantes normas internacionais de
protecção da camada de ozono.

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4. A destruição da biodiversidade

Diversidade biológica significa a variabilidade de


organismos vivos de todas as origens,
compreendendo, dentre outros, os ecossistemas
terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e
os complexos ecológicos de que fazem parte.

Os principais processos responsáveis pela perda da


biodiversidade são:

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4. A destruição da biodiversidade

 Perda e fragmentação dos habitats (por ex:


deflorestação);
 Introdução de espécies e doenças exóticas;
 Exploração excessiva de espécies de plantas e
animais (caça e pesca);
 Uso de híbridos e monoculturas na agro-indústria;
 Contaminação do solo, água, e atmosfera por
poluentes e;
 Mudanças climáticas.

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5. A escassez da água no planeta

De toda água existente no planeta, apenas 3%


constitui a água doce , sendo que 97% é
salgada, imprópria para a maior parte dos usos
humanos.

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5. A escassez da água no planeta

O desenvolvimento económico mundial iniciado com a


Revolução Industrial inglesa aumentou
consideravelmente a demanda de água. A sua
utilização tornou-se indispensável para a actividade
industrial e para a agricultura irrigada. Com o
crescimento das cidades, o acesso à água torna-se
mais difícil.

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5. A escassez da água no planeta

Os corpos d’água são contaminados por esgotos


domésticos, lixo, fertilizantes, pesticidas e efluentes
industriais que contêm benzeno, óleos, ácidos e metais
pesados.

De acordo com a ONU, enfrentar a escassez de água


é “o problema do século XXI”. A principal dificuldade
consiste em encontrar maneiras mais efectivas de
conservar, utilizar e proteger os recursos hídricos
globalmente.
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6. Catástrofes naturais

Como resultado de todos problemas ambientais já


referidos, a natureza tem vindo a reagir violentamente,
traduzindo-se no elevado número de catástrofes
naturais registados nas últimas décadas. Como
catástrofes naturais temos os tufões, ciclones,
furacões, terramotos, maremotos, inundações,
desabamentos de terras, incêndios florestais e secas
prolongadas.

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6. Catástrofes naturais

Tais catástrofes ocorrem, na maior parte dos


casos, de forma súbita, não dando espaço
hipóteses para muitas pessoas procurarem
áreas seguras e salvarem seus bens
preciosos.

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F I M

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