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HISTÓRIA M.

17

A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA DO AUTOR

PALAVRA
Slides
Abertura:
O alto preço de um Novo Mundo

Capítulo 1:
Os povos indígenas do Brasil

Capítulo 2:
Navegar era preciso

Capítulo 3:
As capitanias hereditárias e o governo-geral

Capítulo 4: A América portuguesa


e o antigo sistema colonial

Resolução dos exercícios

Multimídia

Trecho de filme:
Hans Staden

Mapa animado:
Viagens marítimas entre os séculos XV e XVI

X SAIR
XO alto preço de um Novo Mundo
SAIR

FRANCESCO VENTURI/CORBIS- LATINSTOCK


ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Capítulo 1
Os povos indígenas
do Brasil

X SAIR
Diferentes grupos indígenas

Século XV: 5 a 6 massacres, mortes por doenças


milhões de índios contagiosas, suicídios, perda de
terras e guerras tribais

1.150 diferentes
línguas reduzidos a cerca de 180
e dialetos

Tronco linguístico
Tupi e tronco
Macro-Jê

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Diferentes
grupos indígenas

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Características comuns

MUSEU CASTRO MAIA/DIV. ICONOGRAFIA


 Valor de uso da terra
 Critérios de divisão
do trabalho
 Transmissão de saberes
pela oralidade

Mulher Camacã Mongoió

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Características comuns

INSTITUTO BANCO SANTOS


Meridionalis Americae Pars Petrus Plancius, c. 1592-1610

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Sociedades de caçadores,
coletores e agricultores

STUDIO R
Índias do povo uaurá descascando e lavando mandioca. Parque indígena do Xingu, MT, 2005.

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Organização social

Inexistência de poder político que


estabelecesse regras e punições.
Tribo

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL, RIO DE JANEIRO


Xamãs Clãs

Cena de batalha entre grupos


indígenas retratada por Jean
de Léry, no século XVI

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Os tupis-guaranis
 Primeiro povo a manter contato com os portugueses.

 Encontrados ao longo do litoral sul-americano


e em algumas áreas do interior do subcontinente

 Século XVI: primeiros cronistas se depararam com


esses grupos.

 Aldeias com cerca de 500 a 750 habitantes

 Prestígio aos guerreiros mais valorosos e aos pajés

 Crença na vida futura e na reencarnação dos


antepassados em uma criança

 Temor aos espíritos do mal e à alma dos mortos

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Os relatos dos viajantes: Hans Staden
Clique na imagem abaixo para ver o trecho do filme.

Duração: 4min17s

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


Consequências da chegada dos portugueses
 Uso de indígenas como mão de obra escrava
 Epidemias

ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Índios guaranis
da aldeia Morro da
Saudade, em São Paulo
(SP). Pesquisadores
apontam que a busca
por trabalho, saúde,
educação e a perda
de terras levam ao
deslocamento de índios
para a cidade.

1 Os povos indígenas do Brasil X SAIR


ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Capítulo 2
Navegar era preciso

X SAIR
Viagens marítimas entre os séculos XV e XVI
Clique na imagem abaixo para ver o mapa animado.

2 Navegar era preciso X SAIR


A divisão do mundo entre portugueses
e espanhóis
 Território desprezado
pelo governo
português

 Chegada à América
não provoca o mesmo
entusiasmo da viagem
às Índias.

2 Navegar era preciso X SAIR


WAGNER SANTOS/KINO
Caesalpinia echinata:
o pau-brasil
 Primeiro empreendimento
de exploração

 Extração feita mediante


concessão da Coroa a
particulares

 Escambo utilizado para


 assegurar o trabalho
indígena na extração.

Pau-brasil

2 Navegar era preciso X SAIR


MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES, RIO DE JANE IRO
Sob a égide do
espírito missionário
 Religião:
base ideológica da
conquista e da
colonização da América

 Cristianização:
ligada às necessidades
do desenvolvimento
mercantil e aos
interesses políticos.

Primeira missa no Brasil,


de Victor Meirelles

2 Navegar era preciso X SAIR


ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Capítulo 3
As capitanias hereditárias
e o governo-geral

X SAIR
A ocupação do território brasileiro

Comércio de pau-brasil atrai navios de outros países.

Franceses iniciam incursões à costa da colônia,


justificadas com o direito de posse.

1516 e 1527: Portugal envia ao


Brasil as expedições armadas.

Insucesso: início da ocupação do litoral

Perda do monopólio do comércio das especiarias


no Oriente para holandeses e espanhóis

1530: a expedição de Martim Afonso de Sousa

3 As capitanias hereditárias e o governo-geral X SAIR


A criação das
capitanias hereditárias

 1532: fundação do primeiro


núcleo colonial e implantação
do cultivo de cana-de-açúcar

 1534: instituição do sistema


de capitanias hereditárias

 Capitães donatários:
pequena nobreza, burocratas
e comerciantes ligados à Coroa.

3 As capitanias hereditárias e o governo-geral X SAIR


O governo-geral

Incentivo à implantação de engenhos

Reuniões dos indígenas


em povoados e vilas

1548: Estabelecimento de feiras regulares


centralização da
administração Combate ao comércio ilegal de pau-brasil
colonial
Organização e garantia
de rendas à Coroa

Reforço da presença da
Coroa na colonização

Modelo consolida o clientelismo,


prática comum até hoje na política brasileira

3 As capitanias hereditárias e o governo-geral X SAIR


Os “homens bons” das Câmaras Municipais

A partir da fundação da vila de São Vicente, os núcleos


de povoamento pontilharam o território brasileiro.

Bases da administração Poder da elite


metropolitana colonial

Diversos órgãos Câmara Municipal


político-administrativos

“Homens bons”

3 As capitanias hereditárias e o governo-geral X SAIR


ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Capítulo 4
A América portuguesa
e o antigo sistema colonial

X SAIR
A economia colonial

Prática mercantilista + Pacto colonial

Cana-de-açúcar Demanda do
mercado
internacional

Latifúndio Mão de obra escrava

Exploração de metais e pedras preciosas

Cultura de produtos tropicais

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


Exportações do Brasil colonial
(Em milhões) Exportações (em libras esterlinas)

Outros
(pau-brasil,
couro, tabaco,
algodão etc.)

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


O açúcar e o doce sabor da riqueza

Grandes propriedades rurais


Sistema de
Trabalho escravo
plantation
Escala agroindustrial

Engenhos de açúcar

Açúcares mascavo, semirrefinado e aguardentes

Capital obtido por meio de empréstimos

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


Os engenhos de açúcar

Engenhos: conjunto de construções interligadas

Moenda Casa das Fornalhas Casa de


caldeiras purgar

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


Os engenhos de açúcar

FUNDAÇÃO GILBERTO FREYRE


Planta do Engenho Noruega (Cícero Dias, século XX)

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


O trabalho escravo

Escravos: “pés e mãos dos senhores de engenho”

Opção pela escravização dos negros africanos

Dificuldade na obtenção Tráfico


de mão de obra negreiro
indígena

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


Outras atividades
econômicas na colônia

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


A pecuária
 Originada no chamado gado de quintal
 Grande importância para o conjunto da economia interna colonial
 Século XVIII: proibição da criação de gado em faixa de 80 km
 Desbravamento do “grande sertão”

MUSEUS CASTRO MAYA/IBPC, RIO DE JANEIRO


Engenho de carne-seca, aquarela de Jean-Baptiste Debret, início do século XIX

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


As drogas do sertão

Explorados a partir do
Base econômica da Amazônia
século XVIII

Pau-cravo Castanha-do-pará

Baunilha

O interesse português pelas drogas do sertão surge no momento


em que o comércio do Oriente entra em decadência.

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


As drogas do sertão

FERNANDO FAVORETTO/CID
Guaraná Cacau Urucum

4 A América portuguesa e o antigo sistema colonial X SAIR


ROSA GAUDITANO/STUDIO R
Navegando no módulo

X SAIR
COLONIZAÇÃO DA
AMÉRICA PORTUGUESA
por meio de

ANTIGO SISTEMA
COLONIAL

implementa promove submete

METRÓPOLE ACUMULAÇÃO COLÔNIA


DE CAPITAIS

desenvolve EXTRAÇÃO PLANTATION


organiza (PAU-BRASIL) (PRODUÇÃO
MERCANTILISMO promove
CAPITANIAS DE AÇÚCAR)
fundamenta baseada em
HEREDITÁRIAS caracterizada por
EXPANSÃO TRABALHO GRANDE
MARÍTIMA INDÍGENA PROPRIEDADE

fomenta MONOCULTURA
substituídas por TRÁFICO TRABALHO
DISPUTAS emprega
NEGREIRO ESCRAVO
COLONIAIS GOVERNO-GERAL
CÂMARAS
MUNICIPAIS

Navegando no módulo X SAIR


ROSA GAUDIANO/STUDIO R
SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Adaptação e consultoria: Professor Diogo Martins de Santana
Revisão: Lara Milani (coord.), Adriana B. dos Santos, Alexandre Sansone, Amanda Ramos, Anderson Félix,
André Annes Araujo, Aparecida Maffei, David Medeiros, Greice Furini, Maria Fernanda Neves, Renata Tavares
Diagramação: Adailton Brito de Souza, Gustavo Sanches, Keila Grandis, Marlene Moreno, Valdei Prazeres,
Vicente Valenti
Cartografia: Alessandro Passos da Costa, Anderson de Andrade Pimentel

Imagens:© Hans Staden/ Instituto Português de Artes Cinematográficas e Audiovisuais/ Luís Alberto Pereira

VÍDEOS
Palavra do autor
Produção: Estúdio Moderna Produções
Edição: 3D LOGIC

MULTIMÍDIA
Consultoria: Professor Diogo Martins de Santana
Revisão técnica: Professora Thaís Rocha da Silva
Produção: Cricket Design
Locução: Núcleo de Criação
checagem: Fernanda Batista dos Santos

© 2009, Grupo Santillana/Sistema UNO


Uso permitido apenas em escolas filiadas ao Sistema UNO
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação
pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida, de qualquer forma,
em qualquer mídia, seja eletrônica, química, mecânica, óptica,

FIM
de gravação ou de fotocópia, fora do âmbito das escolas do Sistema UNO.
A violação dos direitos mencionados constitui delito contra a propriedade
intelectual e os direitos de edição.
GRUPO SANTILLANA
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo − SP – Brasil – CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel.: (11) 2790-1500
Fax: (11) 2790-1501
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X SAIR
HISTÓRIA M.17
A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PORTUGUESA

X SAIR X SAIR
1 Segundo dados históricos, no final do século XV, havia de cinco a seis
milhões de índios no território que hoje compõe o nosso país. Essa grande
população indígena dividia-se em vários grupos; cultivava, ao todo, cerca de
1.150 diferentes línguas e dialetos; e possuía costumes diversificados, tanto
entre si como em relação aos colonizadores (no caso, os portugueses,
principalmente). O processo de colonização ocasionou, por um lado, o trágico
extermínio de milhões de indivíduos e a extinção de numerosas culturas. Mas
impulsionou, por outro, o processo conhecido como miscigenação, que integra
etnias, línguas e costumes distintos.

Assinale qual alternativa melhor demonstra esse amálgama cultural resultante


do processo de miscigenação entre os índios e os colonizadores portugueses
no Brasil.

a) A utilização do atabaque, instrumento de percussão largamente empregado


pelos indígenas em rituais sagrados, persiste até os nossos dias, porém, sofreu
a perda do caráter religioso.
b) Os colonizadores portugueses, quando entraram em contato com os índios
brasileiros, contaminaram-se e contraíram algumas doenças que antes
desconheciam, como a gripe, o sarampo e a varíola.
c) O hábito da maquiagem, ainda praticado em nossa época, demonstra que
permanecem vivos os rituais das pinturas corporais utilizados pelos indígenas
em épocas de guerra.

ENEM – HISTÓRIA M.17 X SAIR


d) Pitanga, caju, sucuri, jararaca são alguns exemplos de palavras absorvidas
pela língua portuguesa e originárias da família linguística tupi-guarani.
e) Apenas uma pequena parte da nossa dieta atual é originária das
culinárias indígenas, podendo-se citar, como exemplos, a tapioca e o
pão de trigo.
RESPOSTA: D
A alternativa aponta a contribuição cultural indígena para a
miscigenada sociedade brasileira, que nesse caso se dá por meio
da língua.

ENEM – HISTÓRIA M.17 X SAIR


2 A burguesia mercantil portuguesa não produzia condições de lucro na produção
(...), sua rentabilidade realizava-se na circulação de mercadorias, ou seja, na
diferença entre por quanto comprava e por quanto vendia.

SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. O Brasil colônia. Em: LINHARES, Maria Yedda (Org.).
História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1996. p. 27.

A respeito da afirmação acima, referente às primeiras décadas do século XVI,


pode-se dizer que:

a) A perda do monopólio de Portugal sobre o comércio das especiarias do


Oriente foi um dos motivos que fez o Império português modificar depois o modo
de ocupação das terras brasileiras.
b) O cultivo da cana-de-açúcar no Brasil se deve à experiência portuguesa nas
ilhas Madeira, Açores e Cabo Verde.
c) O comércio europeu com a Coroa portuguesa gerou o capital necessário para
a colonização do Brasil.
d) O Brasil oferecia boas condições de comercialização, garantidas pela extração
indígena do pau-brasil.
e) A expectativa de encontrar metais preciosos no Brasil foi frustrada,
retardando a colonização em 30 anos.

ENEM – HISTÓRIA M.17 X SAIR


RESPOSTA: A
Portugal foi pioneiro no comércio marítimo de especiarias com o
Oriente, fato que rendeu ao país o monopólio desse comércio no início
do XVI. A entrada de outros países europeus nas grandes navegações,
contudo, fez com que a Coroa portuguesa mudasse de política em
relação à ocupação de seu território americano, que se restringia até
então à instalação de feitorias no litoral. Era preciso ocupar
efetivamente o território. A plantação em larga escala de
cana-de-açúcar foi a solução encontrada, tendo em vista o alto valor
desse produto no mercado europeu.

ENEM – HISTÓRIA M.17 X SAIR


QUESTÕES ENEM
Elaboração: Tadeu Arantes
Revisão técnica: Julio Pimentel e Mirtes Timpanaro
Revisão: Lara Milani (coord.), Alexandre Sansone, André Annes Araujo, Débora Baroudi, Fabio Pagotto, Flávia
Yacubian, Greice Furini, Luiza Delamare, Maria Fernanda Neves, Renata Tavares, Valéria C. Borsanelli
Diagramação: Adailton Brito de Souza, Gustavo Sanches, Keila Grandis, Marlene Moreno, Valdei Prazeres,
Vicente Valenti

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