ESTADO DO MARANHÃO
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
Colégio Militar 2 de Julho - Unidades I e Anexo
FILO PLATELMINTOS
Professora: Thaís Brito
Caxias - MA
2024
INTRODUÇÃO
Os Platelmintos, também conhecidos
como vermes achatados, são em sua
maior parte animais de vida livre.
Porém, há espécies que parasitam
seres humanos, causando
verminoses que são transmitidas
devido a condições ruins de
saneamento básico. Os principais
exemplos de Platelmintos são as
planárias, os esquistossomos e as
tênias.
Fonte: Google imagens
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Características gerais dos Platelmintos
Os Platelmintos são animais invertebrados, sem esqueleto, com o copo bem
alongado e mole. Além disso, todos os vermes desse grupo têm o corpo
achatado dorsoventralmente. E é justamente dessa característica que deriva seu
nome: Platyelminthes (Platy – achatado, elminthes – vermes).
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Simetria dos Platelmintos
Como o corpo desses animais é alongado e eles possuem grande
movimentação, sua simetria é bilateral. Ou seja, podemos dividir o corpo desses
vermes em duas partes longitudinalmente (ao comprido do corpo) e obteremos
duas partes iguais.
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Desenvolvimento embrionário dos Platelmintos
Platelmintos são um grupo de animais
que incluem minhocas, lombrigas de
terra e outros vermes achatados.
Eles são triblásticos, o que significa que
possuem três folhetos embrionários
durante o desenvolvimento embrionário.
Além disso, Platelmintos são
acelomados, o que significa que não
possuem uma cavidade interna (celoma)
que abriga seus órgãos internos,
diferentemente da maioria dos outros
animais.
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Revestimento externo do organismo
Externamente o organismo dos platelmintos é revestido por uma epiderme
derivada do folheto embrionário mais externo, a ectoderme. Em algumas
espécies desse grupo, encontramos a formação de cílios na epiderme,
como é o caso das planárias. Esses cílios estão presentes especialmente
na região ventral do animal e têm função locomotora.
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Sistema digestório
A maioria dos platelmintos possui sistema digestório.
Porém, o sistema digestório desses animais é
incompleto. Isso quer dizer que possuem apenas boca,
sem ânus. Sendo assim, a ingestão ocorre pela boca,
assim como a liberação de resíduos da alimentação.
Nos platelmintos, esse sistema será revestido
internamente por um epitélio derivado do folheto
embrionário mais interno do animal: a endoderme.
Dentro do grupo, há diversas adaptações do sistema
digestório de acordo com os hábitos dos animais. As
planárias, por exemplo, têm uma faringe que se
prolonga para fora do animal. Na ponta dessa faringe
está a boca que o animal usa para “sugar” alimentos do
meio. Fonte: Googl imagens
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Os platelmintos são animais que tradicionalmente são divididos em três
classes,
Classe Turbelaria
Composta por vermes de vida livre, conhecidos popularmente como planárias.
São vermes achatados que habitam ambientes aquáticos ou terrestres úmidos.
Classe Trematoda
Nesta classe de platelmintos estão os vermes que possuem ventosa na boca e
são endoparasitas. Como exemplo dessa classe temos os esquistossomos, que
causam a esquistossomose em seres humanos.
Classe Cestoda
Neste grupo encontramos vermes cujos corpos são metamerizados e não
possuem sistema digestório. Por tal motivo, são todos endoparasitas. Como
exemplo clássico de cestoda temos as tênias, que causam teníase e cisticercose
nos seres humanos.
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Há animais desse grupo, como os da classe Cestoda, que não possuem sistema
digestório por conta de especificidades do seu modo de vida: são endoparasitas.
O grupo dos trematodas também possui adaptações no sistema digestório:
ventosas na boca e no ventre. Essas ventosas são utilizadas para aderir no
aparelho digestivo de seus hospedeiros.
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Sistema nervoso dos Platelmintos
Nesse grupo há dois gânglios principais na
região frontal do animal. Partindo desses dois
gânglios seguem em direção ao corpo dois
cordões nervosos localizados na região
ventral desses animais. A partir desses dois
cordões há a formação de inúmeras
ramificações que enervam as diferentes
partes do corpo desses animais.
Na região frontal das planárias podemos
encontrar duas manchas escuras – os ocelos.
Os ocelos são estruturas sensoriais capazes
de perceber a ausência ou presença de luz.
Além disso, as planárias possuem, próximas
aos ocelos, células quimiorreceptoras que
auxiliam na localização do alimento. Fonte: Google imagens
Sistema respiratório e circulatório
Os platelmintos também não possuem sistema digestório. Sendo assim, as
trocas gasosas nos platelmintos de vida livre (que são aeróbios) são
realizadas através da própria epiderme. Já os platelmintos parasitas são, em
sua maioria, endoparasitas. Sendo assim, são animais que realizam
respiração anaeróbia.
Os platelmintos não possuem um sistema específico para fazer o transporte de
substâncias dentro de seus corpos. Sendo assim, o transporte de substâncias
se dá por difusão e osmose, de célula a célula. Além disso, em algumas
espécies, o sistema digestório pode ser extremamente ramificado, facilitando a
chegada de substâncias em várias partes do corpo.
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Estrutura do Sistema Excretor
Os platelmintos, incluindo as planárias, têm um
sistema excretor chamado de sistema
protonefridial.
Este sistema é composto por uma rede de tubos
finos que se ramificam por todo o corpo do animal.
Esses tubos possuem células especializadas
chamadas de células-chama, que atuam como
pequenas "bombas" para filtrar e eliminar os
resíduos.
Os tubos do sistema protonefridial convergem em
uma ou mais aberturas na superfície do corpo,
chamadas de poros excretores, por onde os
resíduos são eliminados. Fonte: Google imagens
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Musculatura dos Platelmintos
Têm uma musculatura relativamente simples, composta por fibras musculares
lisas.
Possuem músculos longitudinais, circulares e dorsoventrais, que permitem
sua locomoção.
A musculatura é menos desenvolvida do que em outros invertebrados.
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Alimentação e Nutrição dos Poríferos
Reprodução Sexuada:
A maioria dos platelmintos, como as tênias e os
vermes-da-esquistossomose, se reproduz
sexuadamente.
Eles possuem órgãos reprodutivos masculinos e
femininos, facilitando o acasalamento.
Durante a reprodução sexuada, os platelmintos
produzem ovos que irão se desenvolver em
novos indivíduos.
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Reprodução Assexuada:
Algumas planárias podem se reproduzir por divisão celular, um processo
chamado de reprodução assexuada.
Nesse caso, o animal simplesmente se divide em duas ou mais partes, e cada
parte se regenera em um novo indivíduo completo.
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Os vermes-da-esquistossomose são platelmintos
parasitas que causam a doença conhecida como
esquistossomose. Eles vivem no interior de vasos
sanguíneos, principalmente do fígado e dos
intestinos, de seres humanos e outros animais, se
reproduzem dentro do corpo do hospedeiro,
liberando ovos que podem se alojar em diversos
órgãos, causando graves problemas de saúde.
Esses ovos podem sair do corpo do hospedeiro
pelas fezes ou urina, contaminando a água.
Quando em contato com a água contaminada, as
larvas dos vermes-da-esquistossomose podem
infectar um hospedeiro intermediário, como certos
tipos de caramujos. Após um período de
desenvolvimento no caramujo, as larvas são
liberadas na água e podem infectar novos
Fonte: Google imagens
hospedeiros humanos.
Sintomas:
Febre
Dor abdominal
Diarreia
Tosse
Dor de cabeça
Fadiga
Prevenção:
Tratamento adequado de água para eliminar as
larvas dos vermes
Melhoria do saneamento básico e higiene pessoal
Educação em saúde e conscientização sobre a
doença e seus riscos
Controle dos hospedeiros intermediários, como
caramujos, que podem hospedar as larvas dos
vermes Fonte: Google imagens
As tênias são platelmintos parasitas que vivem
no intestino de outros animais, incluindo seres
humanos.
Possuem um corpo segmentado, chamado de
estróbilo, que pode chegar a vários metros de
comprimento.
Cada segmento do estróbilo contém órgãos
reprodutivos, o que permite que a tênia
produza uma grande quantidade de ovos.
Os ovos são eliminados pelas fezes e podem
contaminar o ambiente.
Quando ingeridos por um novo hospedeiro, os
ovos eclodem e liberam larvas que se
desenvolvem em novas tênias adultas.
As tênias podem causar problemas de saúde,
como dores abdominais, perda de peso e Fonte: Google imagens
obstrução intestinal. 18
Sintomas:
Fadiga e fraqueza
Perda de peso
Náuseas e vômitos
Dor abdominal
Diarreia ou constipação
Perda de apetite
Dor de cabeça
Dor muscular
Prevenção:
Lavar as mãos regularmente
Lavar frutas e verduras
Cozinhar completamente a carne e os ovos
Evitar o contato com pessoas infectadas
Não andar descalço em áreas contaminadas
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REFERÊNCIA
Canto, Eduardo Leite doCiências naturais : aprendendo com o cotidiano :manual do
professor. 7º ano / Eduardo Leite do Canto, LauraCelloto Canto. — 6. ed. — São Paulo :
Moderna, 2018. CDD-372.35.
Canto, E. L. (2018). Ciências Naturais: Aprendendo com o Cotidiano - 7º ano. São
Paulo: Moderna.
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