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RELAÇÕES INTERPESSOAIS

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

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Publicado porJORGE BARBOSA
PARA PSICOLOGIA - 12º ANO
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Published by: JORGE BARBOSA on Jan 21, 2009
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07/17/2013

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Relações Interpessoais

JB

Introdução

Provavelmente não existirá área do comportamento humano em que as cognições e os afectos se entrelacem de maneira mais complexa do que na atracção interpessoal, isto é, no afecto, no amor e no desejo sexual.

O Afecto - Atracção Física
Para a maioria de nós, existe algo de não democrático na possibilidade de que a aparência física de uma pessoa determine quanto os outros possam gostar dela.

O Afecto - Atracção Física
Quando questionadas em abstracto, a maior parte das pessoas não considera a atracção física como muito importante no seu afecto pelos outros. No entanto, as investigações sobre o comportamento mostram que a beleza física desempenha um papel muito importante na recolha de afecto dos outros.

O Afecto - Atracção Física
Um dos motivos para a importância da atracção física é que a nossa posição social e a nossa autoestima aumentam quando somos vistos na companhia de pessoas fisicamente atraentes. Quer os homens quer as mulheres são avaliados mais favoravelmente quando estão com um parceiro romântico ou amigo atraente do que quando estão com alguém não atraente.

O Afecto - Atracção Física
No entanto, quer os homens quer as mulheres são julgados menos favoravelmente, quando são vistos com um estranho que é fisicamente mais atraente do que eles. Aparentemente, sofrem com a comparação com uma pessoa desconhecida mais atraente.

O Afecto - Atracção Física
Felizmente, existe esperança para aqueles de entre nós que não são bonitos: A atracção física diminui de importância quando se escolhe um parceiro permanente Há ainda outros factores com importância, como vamos já ver.

O Afecto Proximidade
A proximidade é também um factor que favorece o afecto interpessoal Estudos realizados em residências universitárias indicam que: os companheiros de quarto tinham duas vezes mais probabilidade de se tornarem amigos, relativamente aos vizinho de andar; e os vizinhos de andar mais do que os outros

O Afecto Proximidade
Há estudos que mostram que a proximidade aumenta a intensidade da reacção inicial: Numa relação agradável, quanto mais perto se sentam duas pessoas mais aumenta a estima entre elas; Numa relação desagradável, quanto mais perto se sentam duas pessoas menos apreço é dado ao outro (ou à outra).

O Afecto Proximidade
A maioria dos encontros iniciais varia entre o neutro e o agradável; Portanto, na maioria dos encontros iniciais, o resultado da manutenção da proximidade é a amizade.

O Afecto Proximidade
Aqueles que acreditam em milagres no que se refere a questões do coração, podem acreditar que existe um parceiro perfeito para cada um de nós, à espera de ser descoberto algures no mundo; Se isso for verdade, maior milagre será a frequência com que o destino conspira para colocar essa pessoa a pouca distância.

O Afecto Familiaridade
Um dos motivos pelos quais a proximidade cria afectos é que ela aumenta a familiaridade. As investigações mostram que a familiaridade gera afeição. Por exemplo, ratos que ouvem repetidamente música de Mozart, acabam por se afeiçoar a essa música; e humanos que ouvem repetidamente determinadas sílabas sem sentido passam a preferir essa sílabas com mais frequência.

O Afecto Familiaridade
Numa investigação, mostraram-se fotografias de rostos e depois perguntou-se quanto achavam os sujeitos que iriam gostar da pessoa de cada rosto. Verificou-se que, quanto mais tivessem visto um determinado rosto, mais os sujeitos diziam que gostavam dele e mais achavam que iam gostar da pessoa.

O Afecto Familiaridade
Numa engenhosa demonstração do efeito familiaridade-gera-afectos, os investigadores utilizaram fotografias de alunas universitárias; Para cada uma das fotografias, realizaram uma fotografia em imagem espelhada (invertida) Mostraram as fotografias originais e invertidas às próprias alunas fotografadas, às amigas e aos namorados

O Afecto Familiaridade
As alunas fotografadas preferiram as fotografias em espelho; As amigas e namorados preferiram as fotografias originais. O motivo é claro. Conclusão: quem não for bonito ou sentir que a sua admiração por alguém não é recíproca, o melhor que tem a fazer é manter-se por perto...

O Afecto Semelhança
Existe um velho ditado que diz que os opostos se atraem, e os namorados gostam de afirmar as suas diferenças: “eu adoro passeios de barco, mas ele prefere montanhismo”. O que esses namorados esquecem é que muito provavelmente ambos gostam de actividades ao ar livre, são da mesma nacionalidade, da mesma religião, da mesma classe social e do mesmo nível de instrução

O Afecto Semelhança
Estudos de Feingold (1988) mostram curiosamente que os casais são também semelhantes em atracção física. A semelhança produz afecto, possivelmente porque as pessoas valorizam as suas próprias opiniões e preferências e porque gostam de estar com outras que validam, ou valorizam mesmo, as suas escolhas. A semelhança aumenta a auto-estima.

O AMOR

Amor
O amor é mais do que um grande afecto. è possível gostar muito de uma pessoa que não amamos (por quem não temos atracção sexual) é possível amar alguém de quem não gostávamos particularmente.

Amor - Amor Romântico
O amor romântico tem sido descrito como essencialmente apaixonado: um estado emocional desordenado, no qual sentimentos de ternura e de sexualidade, exaltação e dor, ansiedade e alívio, altruísmo e ciúme coexistem numa confusão de sentimentos.

Amor - Amor Romântico
Segundo alguns estudos: os homens tendem a apaixonar-se mais frequentemente; as mulheres tendem a acabar com as relações de amor mais facilmente do que os homens.

Amor - Teoria Triangular de Sternberg

Agressividade

Agressividade Reacção emocional
As emoções provocam não só reacções gerais, mas também tendências específicas de acção A agressividade pode ser considerada como uma tendência típica da emoção para a acção, tal como rir quando estamos alegres ou chorar quando estamos tristes.

Agressividade - como Impulso
Segundo a teoria psicanalítica de Freud, muitas das nossas acções são determinadas por pulsões, especialmente por pulsões sexuais. Quando a expressão dessas pulsões é frustrada, é induzido um impulso agressivo.

Agressividade - como Impulso
Teóricos psicanalíticos ampliaram essa hipótese de frustração-agressão. Propõem que, sempre que o esforço de uma pessoa para atingir algum objectivo é bloqueado, é induzido um impulso agressivo. O impulso agressivo visa destruir o obstáculo (pessoa ou objecto) causador da frustração (Dollard, 1939)

Agressividade - como Impulso
A proposta de Dollard e Miller tem dois aspectos essenciais: a causa habitual da agressão é a frustração; a agressão tem as propriedades de um impulso básico, sendo uma forma de energia que persiste até que o seu objectivo esteja satisfeito.

Agressividade - como Impulso
Autores como Lorenz e Goodall consideram o impulso para a agressividade como um impulso biológico básico, como a fome, por exemplo. Um factor biológico muito estudado é a influência do nível de testosterona na agressividade. Estes estudos não explicam a agressividade feminina de forma satisfatória, nem a masculina porque muitas vezes a correlação entre nível de testosterona e agressividade é fraca.

Agressividade - como Resposta Aprendida
A teoria da aprendizagem social preocupa-se com a interacção social humana, mas tem origem em estudos behavioristas sobre aprendizagem animal. Dedica-se ao estudo dos padrões de comportamento que as pessoas desenvolvem, em resposta a acontecimentos no seu ambiente.

Agressividade - como Resposta Aprendida
Alguns comportamentos sociais podem ser recompensados; Outros podem produzir resultados desfavoráveis. Através do processo de reforço diferencial, as pessoas, com o tempo, seleccionam os padrões de comportamento mais bem sucedidos.

Agressividade - como Resposta Aprendida
Papel dos processos Cognitivos: como as pessoas podem representar mentalmente as situações, também são capazes de prever as consequências prováveis das suas acções; Papel da aprendizagem vicariante (observação): muitos padrões de comportamento são adquiridos a partir das observações das acções dos outros e das suas consequências

Agressividade - como Resposta Aprendida
A teoria da aprendizagem social de Bandura (1986; 1973) evidencia o papel dos modelos na transmissão quer dos comportamentos específicos quer das respostas emocionais. Segundo esta teoria, a agressividade não é um impulso desencadeado pela frustração. A agressividade seria semelhante a qualquer outra resposta aprendida.

Agressividade - como Resposta Aprendida
Imitação da Agressão: A melhor confirmação da teoria de Bandura é o facto de se provar que a agressividade, como qualquer outra resposta, pode ser aprendida através da imitação. Os estudos de Eron (1987) comprovam que a observação de modelos de agressão ao vivo ou em filme aumenta a probabilidade de agressividade no observador (crianças de J. Inf)

Agressividade - como Resposta Aprendida
Reforço da Agressão:
Outra evidência para a teoria da aprendizagem social é que a agressividade depende das contingências de reforço, tal como outras respostas aprendidas. Vários estudos comprovam que as crianças têm mais tendência para respostas agressivas que aprenderam pela observação de modelos agressivos, quando são reforçadas por tais acções, ou quando observam

modelos agressivos a serem reforçados.

Agressividade
Provavelmente, nenhuma das teorias sobre agressividade é completamente satisfatória. Em todo o caso, todas merecem que lhes prestemos a devida atenção. Cada uma das teorias pode ser comprovada com exemplos e situações distintas.

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