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Biela-manivela - Estudo dos movimentos (Luzimário Oliveira)

Biela-manivela - Estudo dos movimentos (Luzimário Oliveira)

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará

Mecanismos – Tecnologia em Mecatrônica Industrial

BIELA-MANIVELA: ESTUDO DOS MOVIMENTOS ALUNO: Luzimário Alves de Oliveira luzimario_17@yahoo.com.br ORIENTADOR: . Paulo Thiago Lima do Nascimento. paulothiagolimanascimento@hotmail.com Resumo: O mecanismo de transformação de movimento biela-manivela é um mecanismo emblemático da engenharia mecânica provavelmente dos mais utilizados devido à sua simplicidade e versatilidade. Usualmente associado à máquina a vapor de pistões, é ainda hoje muito utilizado em motores de combustão interna, compressores e outras máquinas. Este mecanismo é amplamente utilizado como forma de transformação de movimento de rotação em movimento linear (como, por exemplo, no compressor alternativo) ou vice-versa (como por exemplo, no motor de combustão interna). Os dois pontos mortos, nas posições extremas do pistão, são ultrapassados com a instalação de um volante de inércia, no eixo da manivela. Palavras-chave: Mecanismo, biela-manivela, motores, pistões. 1. INTRODUÇÃO O sistema biela-manivela é um mecanismo a qual transforma movimento circular em um movimento de translação, ou vice-versa. Esse mecanismo é largamente usado e sua maior aplicação é em motores de combustão interna, onde o movimento linear dos pistões pela explosão do combustível é transmitido para a haste que gira em um movimento circular sobre o eixo de manivela. Esse mecanismo é o ponto de partida para os sistemas que utilizam o movimento de rotação de um eixo ou de uma árvore para obter movimentos lineares alternativos ou angulares. Sendo esse constituído por a manivela, a biela, o cursor e o bloco por onde ocorrerá a transformação do movimento. Este mecanismo apenas admite movimentos planos. A manivela descreve somente o movimento plano de rotação, a corrediça descreve apenas movimento de translação retilínea e a biela tem um movimento plano geral ou misto (translação e rotação), isto é, os pontos desta ligação têm, simultaneamente, as características dos movimentos de translação e de rotação.

Figura 1 – Mecanismo Biela-Manivela onde: (1) o bloco, (2) manivela, (3) biela e (4) cursor.

Formalmente, a consideração de um comprimento infinito para a ligação movida de um mecanismo de quatro barras, faz com que o par que une a ligação intermédia à ligação movida tenha um movimento retilíneo de vai-vem. Na prática, a ligação movida toma a designação de corrediça (ou pistão), sendo constrangida por guias (ou cilindro) - de forma a mover-se segundo uma linha reta - e a ligação com movimento rotativo é designada por manivela. A ligação intermédia toma o nome de biela.

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são feitos com as equações que se seguem. para ωt = cte = θ. baseadas na figura 2: Figura 2 – Estudo do movimento Obtemos melhor disposição com o desenvolvimento em série: A precisão é progressiva ao elegermos cada termo. sendo geralmente satisfatória a utilização dos dois primeiros: E. Se a manivela se move com velocidade angular ω constante. DESENVOLVIMENTO 2.1. Análise da Posição Suponhamos que a manivela tem raio R e a biela tem um comprimento L (L>2R).2. Análise do Deslocamento No estudo dos movimentos. 2. os cálculos freqüentemente necessários para a determinação de velocidades. A manivela gira com velocidade angular ω constante.2. A posição do pistão relativo ao centro da roda é: Se situarmos a origem na posição do pistão para θ=90°. a posição do pistão em função do tempo é: 2 . e o pistão oscila. acelerações e deslocamentos.

Substituindo θ = ωt. e vale x= +R O valor mínimo é obtido para ωt = π. os quais são: • O valor máximo é obtido para ωt = 0. é representada a posição x do pistão em função do tempo (azul) e o MHS (vermelho) • • O valor máximo é obtido para ωt = 0. e vale x= -R Figura 3 – Gráfico da função posição em relação ao tempo 2. Análise da Velocidade Derivando a posição x com relação ao tempo obtemos a velocidade 3 . e vale: • O valor mínimo é obtido para ωt = π. temos: Onde encontraremos dois valores para máximos e mínimos da função. Na figura 3.3.

Figura 5 – Gráfico da aceleração em função do tempo 3.Na figura 4. na figura 5. Figura 4 – Gráfico da velocidade em função do tempo 2.4. CONCLUSÃO 4 . Análise da Aceleração Derivando a velocidade v em relação ao tempo obtemos a aceleração Abaixo. é representado a aceleração em função do tempo (cor azul) e o MHS (cor vermelha). é representado a velocidade v do pistão em função do tempo (cor azul) e o MHS (cor vermelha).

é possível visualizar o movimento da mesma em um ciclo. Am. R. Ángel Franco. REFERÊNCIAS BACON. MAYER. Mecânica Aplicada: Análise Descritiva de Mecanismos.ehu.2006.18-19 GARCÍA. (10) 1942. 2003. J. Movimiento de un pistón. comprovando assim o comportamento periódico do mecanismo. Apostila de Mecanismo. Autor Desconhecido. H.C.es/sbweb/fisica/ oscilaciones/biela/biela. J. Através dos gráficos obtidos do movimento confirma-se que o comportamento das curvas da velocidade e da posição é semelhante à de uma senóide. 145-147 CLARO. Pimenta. pp. Mecanismos “B”: Mecanismo Biela Manivela. Phys. Balanceamento de máquinas alternativas.sc. 5 . 2006. velocidade e aceleração de um pistão no sistema biela-manivela. The motion of a piston.. Universid de Buenos Aires. Ficando registrada sua eficiência e potência para a indústria e a vida dos cidadãos que fazem uso deste sistema. Disponível em: <http://www. Construindo o gráfico variando de 0° a 360º.htm> Autor Desconhecido.No decorrer deste trabalho foi apresentado um estudo sobre o deslocamento. Omar E. p.

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