Aula 16 – Resumo Arquitetura animal – Parte II Após divisões meióticas dos gametas, dá início à fusão dos pró-núcleos

masculino e feminino. A união dos dois pró-núcleos haplóides resulta em um ovo ou zigoto, primeira célula de um animal diplóide. Esta única célula dará origem a todo o corpo do animal. A fecundação estimula o ovo a sofrer um processo de divisão celular denominado clivagem. A clivagem divide o ovo em um número progressivamente maior de células menores, cada uma com o mesmo número de cromosssomos. Todo ovo pode sofrer o processo de divisão de blastômetros. Este tipo de divisão é denominado clivagem total ou holoblástica. Apenas uma pequena porção do ovo sofre clivagem. O resto do ovo permanece como uma massa única que tem a função de nutrir o embrião. Essa massa é denominada vitelo. As células do embrião se restringem apenas uma pequena área em forma de disco no pólo do animal: esta blástula é denominada discoblástula. Na clivagem holoblástica, os blastômetros continuam sofrendo o processo de clivagem. Com isso originam novos blastômetros. A partir deste momento é que começam a ocorrer as principais diferenças entre os grupos de metazoários. As divisões podem ocorrer de duas maneiras: Na primeira, ocorre no meio do embrião e denomina-se clivagem radial. Visualizando o embrião por cima, os blastômetros se posicionam formando uma estrutura semelhante a uma cruz. Na segunda, a clivagem transversal não é equatorial, se originando apenas nas partes mais superiores, originando os micrômeros superiores e os macrômeros inferiores. Eles após originados, se encaixam nos vãos entre os macrômeros inferiores. Tal tipo de clivagem é denominado clivagem espiral. A visualização pelo pólo é de uma espiral de blastômeros. Os primeiros embriologistas observaram que existia uma relação direta entre clivagem determinada e clivagem espiral, e entre clivagem indeterminada e clivagem radial. Tem sido encontradas formas de clivagem intermediárias entre os tipos radial e espiral. Os protostomados têm clivagem espiral e desenvolvimento determinado. Os deuterostomados apresentam clivagem radial e desenvolvimento inteterminado. Após uma série de clivagens, geralmente o embrião se torna oco, com uma cavidade interna, preenchida por líquidos denominada blastocele. Se a blástula for realmente oca, ela é denominada celoblástula; se for maciça, sem cavidade, é denominada esteroblástula. A fase denominada gastrulação é aquela em que surge o segundo folheto do embrião. O embrião agora com dois folhetos, o ectoderma e o endoderma é denominado gástrula. Ela ocorre através de uma invaginação, com algumas células do ectoderma migrando para dentro, em direção a blastocele. A abertura é chamada de blastóporo e a parte interna é chamada arquênteron. A gastrulação por invaginação só ocorrem em animais que possuem uma blástula oca, a celoblástula. O destino do blastóporo vai se diferenciar nas duas principais linhagens animais: Nos Protostomados, o blastóporo originará a futura boca e a clivagem é em espiral e determinada Nos Deuterostomados, o blastóporo se fechará e o ânus surgirá próximo da região onde antes de localizava o blastóporo. As demais formas de gastrulação como a involução, a ingressão e a delaminação, são restritas apenas a grupos como alguns vertebrados e certos cnidários hidróides.A gastrulação por ingressão ocorre apenas em blástulas ocas, as celoblástulas. Dessa forma, as células do ectoderma se dividem, produzindo novas células internamente, as quais se soltam no interior das blastocele formando o

Muitos animais apresentam um terceiro folheto embrionário chamado Mesoderma que está relacionado ao surgimento de uma nova cavidade corpórea. formam um conjunto de três “pacotes” de celoma (envolvidos pelo mesoderma) conforme pode ser visualizado. embora tenha surgido secundariamente na ontogenia. Elas. durante o desenvolvimento embrionário do protostomados. após se desprenderem. em corte sagital.Este migra para o interior do blastocele onde divide-se em duas células ( teloblastos ) que vão originar nos dois lados do corpo do animal. mesocele e metacele. Todo mesoderma se origina de um único blastômero( mesentoblasto). as células que originarão o mesoderma não estão definidas na fase de blástula. • • • • • • • • • • . quando o endoderma já forma o tubo digestivo primitivo ou arquênteron. que permanece na vida adulta do animal(pseudocelomados ) e c) durante o crescimento. quando a blástula é constituída de apenas 64 células. A definição se dá apenas após a gastrulação.originando uma nova cavidade. no processo de enterocelia. b) a massa de células preenche apenas parcialmente a blastocele.. Nos deuterostômios. Aula 17 – Origem do Mesoderma • • Nos protostômios( triploblásticos em que a clivagem é determinada ) .Alguns animais são pseudometaméricos . A grande diversidade adaptativa e de formas dos grupos celomados indica que esta cavidade tem um papel extremamente importante na história evolutiva dos animais. a qual é totalmente revestida pelo mesoderma. Celoma é a cavidade principal do corpo dos animais celomados. um novo folheto embrionário ( o mesoderma ). Origem da metameria ou segmentação : Ocorre em animais triploblásticos onde se origina no mesoderma e está intimamente relacionada com o surgimento do mesoderma e do celoma e pode ser definida formalmente como: repetição seriada de partes do corpo. incluindo representantes dos órgãos e sistemas. chamada celoma que substituirá a blastocele. onde este é formado a partir de bolsas do tubo digestivo. o celoma se origina através de uma fissão da massa de mesoderma em crescimento. a massa de mesoderma se fende internamente. já que em seus segmentos não está incluída a maioria de órgãos e sistemas . ESQUIZOCELIA : É o modo de formação do celoma onde.novo folheto. O mesoderma ocupa uma posição intermediária entre o ectoderma e o endoderma. ENTEROCELIA : É O processo de origem embrionária do celoma. o ectoderma. Com o crescimento desta massa podem ocorrer 3 situações distintas quando o animal atinge a forma adulta : a) ela preenche todo o espaço antes ocupado pela blastocele. a partir de evaginações do tubo digestivo primitivo. A metameria nos adultos dos deuterostômios mais primitivos difere daquela dos protostômios pelo número restrito de segmentos. Nos deuterostômios. Os animais triploblásticos que apresentam esta cavidade são denominados celomados e estão entre os grupos animais mais conhecidos e diversos entre todos os protostômios. originado um animal praticamente maciço( acelomados ). as bolsas que originam o mesoderma. dividem-se em três porções denominadas protocele. o destino dos blastômeros é estabelecido muito cedo em sua embriogenia. O celoma torna-se a principal cavidade do corpo do animal adulto. o celoma.

um aumento na variedade de alimentos a serem consumidos. C) Espaço para transporte de alimentos. Como o celoma é uma cavidade. freqüente ocorrência de espécies móveis. este pode funcionar como um sistema circulatório Pela ação da musculatura e através da. gases e resíduos metabólicos : Como o celoma é preenchido por um líquido. o mesoderma celular preenche os espaços internos do corpo. o celoma e a metameria aparecem ao longo do desenvolvimento embrionário dos metazoários triploblásticos. podendo acelerar o transporte e a distribuição de oxigênio e de nutrientes para todas as células. Isto permite. a fissão das duas massas mesodérmicas se dá na forma de pequenos “pacotes”. o aumento do volume do corpo não é proporcional ao aumento da demanda metabólica das células. animais com esqueletos complexos e a maioria apresenta afinidade com grupos de celomados atuais. B) Aumento do tamanho do corpo sem o incremento proporcional do volume de células : O problema geométrico em que a superfície corpórea aumenta proporcionalmente menos do que o VOLUME CORPÓREO. O mesoderma. ainda. D) Alterações genéticas. tem grande infl uência no metabolismo animal. Algumas possíveis vantagens de um corpo composto por uma repetição de partes semelhantes: . devido ao aumento de organismos fotossintetizantes. A coordenação destas mesmas musculaturas agindo de forma antagônica através do esqueleto hidrostático pode levar à locomoção. Aula 18 – Celoma. denominados segmentos ou metâmeros larvais . o esqueleto hidrostático. VANTAGENS ADAPTATIVAS DO CELOMA: O Celoma como principal cavidade do corpo teria as seguintes funções : A) Espaço para o tubo digestivo e para a sua livre movimentação : Uma cavidade espaçosa dentro do corpo permite que o tubo digestivo possa ser mais longo do que em um animal sem cavidade. permitem que animais de grande porte possam se sustentar. o líquido celomático se movimenta. Metameria e diversidade animal Fatores da explosão Cambriana: A) Um incremento ainda maior nos níveis de oxigênio livre na atmosfera. muitos animais metamerizados. como a competição e a predação. diversificação animal. B) Mudanças no fundo marinho propiciando o surgimento de fundos rasos. principalmente em um animal de grande porte. Neste. deformação do corpo. onde a fotossíntese seria possível próxima ao fundo. no qual os espaços internos são ocupados por células mesodérmicas. nos quais o mesoderma se origina da célula mesentoblástica . • Características do animais da fauna cambriana: Metazoários grandes. como duplicação de genes e grupos de genes. D) Esqueleto hidrostático: A contração alternada e o antagonismo muscular agindo sobre um esqueleto líquido.• • Nos protostômios. os quais permanecem por toda a vida do animal. VANTAGENS ADAPTATIVAS DA METAMERIA: A Metameria parece estar associada ao crescimento animal. Eles irão formar de 3 a 12 segmentos. como no caso de um animal acelomado. denominado líquido celomático. conseqüentemente. as plataformas continentais. C) A elevação da diversidade da vida levaria ao aumento das interações entre as espécies. causando uma maior pressão seletiva e.

onde todos os segmentos estariam na mesma fase do movimento (todos juntos). Por esta teoria. é sugerido que se a divisão do corpo fosse incompleta. Aula 19 – Origem Evolutiva do Celoma e da Metameria • TEORIA GONOCÉLICA OU DO PSEUDOMETAMERISMO : Esta teoria supõe que o ancestral dos celomados seria um animal com um plano corpóreo acelomado. principalmente. tendo se originado independentemente pelo menos duas vezes. o ancestral provável dos celomados seria um acelomado semelhante aos platelmintos e o primeiro celomado. Por esta teoria. ondas de contração correm ao longo do corpo com uma certa defasagem de tempo. permitindo um aumento do tamanho do corpo sem um incremento proporcional de material genético. não requerendo uma quantidade muito maior de material genético. entretanto. sem separação das partes. um anelídeo marinho cavador. nos protostomados e nos deuterostomados sejam caracteres homoplásticos. nas vantagens adaptativas do celoma para a escavação no sedimento. C) Locomoção : A metameria também permitiu o processo de locomoção por esqueletos hidrostáticos. que apresentam gônadas em série ao longo do corpo. o que requer uma coordenação muito complexa. B) Controle neural da locomoção: Coordenar o corpo grande e longo de um animal metamerizado não requer necessariamente um centro nervoso muito mais complexo do que aquele de um animal não metamerizado de menor tamanho. como as planárias. baseando-se principalmente na ontogenia dos protostômios celomados. Por esta teoria. não pode ser descartada. através da independência de movimentos das diversas partes do corpo. ela poderia originar um animal com dois metâmeros. e de alguns nemertinos que apresentam gônadas gigantes e na estrutura dos anelídeos(celomados).Cada metâmero é praticamente uma cópia dos demais. Ela se baseia na organização do corpo de alguns platelmintos. Na locomoção SINCRÔNICA. onde o celoma e a metameria surgem como bolsas do tubo digestivo. • • • • Aula 20 – Diversidade do Reino Animália . cada metâmero deve iniciar o movimento ao mesmo tempo. cujos gametas se formam na parede do celoma: TEORIA ENTEROCÉLICA OU DO CICLOMERISMO: Baseia-se na ontogenia dos deuterostômios(Celomados atuais ).A) Crescimento embrionário e morfogênese:A metameria teria sido vantajosa para a morfogênese animal. TEORIA ESQUIZOCÉLICA OU LOCOMOTÓRIA: Propõe que o celoma teria se originado a partir de fendas no mesênquima de um animal acelomado. assim a informação para a produção de cada metâmero é muito semelhante. os ancestrais prováveis dos celomados seriam animais diploblásticos semelhante aos cnidários atuais. Esta teoria baseia-se. A “ordem” para que o corpo se locomova pode ser efetuada através de movimentos METACRÔNICOS. isto é. não encontra base ontogenética. onde o animal pode fazer duas ou mais atividades ao mesmo tempo. semelhante aos PLATELMINTOS e NEMERTINOS atuais. Teoria da Fissão: Ela se baseia na reprodução assexuada. Esta teoria. que ocorre em diversos grupos animais. A hipótese de que o celoma e a metameria.

• • • • • • • • .000 spécies atuais.moluscos e Artrópodes( insetos. com uma grande quantidade de líquidos extracelulares. Os cnidários se caracterizam por um tubo digestivo. Como o fluxo de alimento agora se dá em um único sentido. Localizada entre eles há uma camada gelatinosa denominada mesogléia. externo. com uma única abertura. Os principais grupos animais atuais:A)Os poríferos:As esponjas formam este filo . os animais com dois folhetos embrionários apresentam a condição diploblástica.São três condições protostomadas: Acelomados : O mesoderma preenche totalmente o espaço entre o ectoderma e o endoderma. B) OS DIPLOBLÁSTICOS: Os metazoários diploblásticos apresentam os dois primeiros folhetos embrionários: o ectoderma. como visto. suas células não estão totalmente conectadas umas às outras. nestes planos. Assim. localizado entre o ectoderma e o endoderma. durante o desenvolvimento embrionário de alguns triploblásticos.São os anelídeos ( minhocas ).com aproximadamente 9. Em outros triploblásticos. e por apresentarem células urticantes muito especializadas. com as três últimas apresentando algum tipo de cavidade corpórea. o celoma se origina de forma enterocélica. os nematocistos. sendo denominados deuterostômios ou deuterostomados. a esquizocelomada e a enterocelomada. muito embora em alguns casos este tecido de preenchimento possa ser frouxo. Ctenóforos : São formas marinhas planctônicas de aparência gelatinosa. crustáceos e aracnídeos ). Nos animais triploblásticos. ou seja. podem ocorrer ainda quatro outras condições: a acelomada.Os celomados que durante a embriologia tiveram o blastóporo originando o ânus são denominados deuterostômios. o blastóporo origina somente o ânus. sendo que agrande maioria é representada por formas marinhas. São os protocordados e Cordados. denominado CASTROCELE. a pseudocelomada. sendo denominados protostômios ou protostomados.São os vermes como a solitária ( PLATELMINTOS) Pseudocelomados : Apresentam um trato digestivo completo com boca e ânus. o blastóporo origina a boca e o ânus. pode ocorrer uma especialização regional da parede do tubo e. A maioria deles são também animais metamerizados.O celoma se origina dividido em pacotes e os metâmeros são triméricos. e o endoderma.• • • • A origem dos metazoários começa com apenas uma célula. não possuem qualquer tipo de célula urticante. Neles.São os Nematoda ( lombrigas ) e Rotíferos. que funciona como boca e ânus. está relacionada ao número de folhetos embrionários e com a presença de cavidades do corpo. o mesoderma. A partir da divisão da célula ovo e de sua posterior diferenciação nos diversos tecidos é que se originam os diferentes PLANOS CORPÓREOS dos animais. como a maioria das medusas Contudo. através de bolsas (alças) que se destacam do tubo digestivo. A variação. isto é. denominada ovo ou zigoto. interno. Condição Deuterostomada : Enterocelomados . enquanto os com três têm a condição triploblástica. e quase sempre sésseis. as esponjas são animais de hábitos aquáticos.Podem ser: Cnidários : São móveis como as medusas ou sésseis como os corais. nem todas as partes do tubo digestivo estão envolvidas em todo o processo digestivo. C) Os Triploblásticos : Surge um novo folheto embrionário. políquetas. portanto. Esquizocelomados: O celoma origina-se a partir de uma fissão interna na massa mesodérmica.

Esta relação é representada por um número denominado NÚMERO DE REYNOLDS(U X d/ v) . C)Sessibilidade : Estes podem gastar energia para mover o meio aquático através deles. São formados pelo endurecimento da parede externa do corpo. Se isto ocorrer de uma maneira coordenada. pequenas alterações da forma levaram à habilidade de o animal se mover em relação ao meio.Ex: Baratas.Ex: Minhocas e Anêmonas. surgiu de forma independente (portanto homoplástica) em uma grande gama de grupos animais. a viscosidade é considerada pouco importante durante o movimento. denominado locomoção. B)Locomoção Ativa : É a forma de locomoção mais conhecida por nós. 3) Esqueletos Rígidos Externos : São os esqueletos que envolvem o corpo. também .Podem ser: 1) Esqueletos Moles : São os animais que apresentam corpos moles podem utilizar-se do fato de a água ser praticamente incompressível para se manter eretos ou mesmo alterar a sua forma.Substituem íons pesados como Magnésio e Sulfato por mais leves como Cloro e Sódio. Locomoção e Viscosidade : Podemos estabelecer uma relação entre a viscosidade do meio e o movimento de um animal. Flutuação : Como a maior parte do corpo de um animal é de proteínas e de carboidratos. diminui muito a taxa de afundamento( gastrópodes) e a Diluição do corpo ( Ctenóporos e Salpas ). quando ele é alto. B)Armazenagem de Óleos e Gorduras: Como as gorduras e óleos têm uma densidade menor do que a da água. funcionando não apenas na sustentação e na locomoção. As estruturas que primariamente têm a função de manter o corpo suspenso podem eventualmente. estes tendem a afundar lentamente na água. predominam as forças inerciais. que no caso funciona como um objeto que se move com uma determinada velocidade. A função do esqueleto. neste caso. é de sustentação. Tal deslocamento. podemos classificar a locomoção em três tipos: A)Locomoção Passiva : A locomoção passiva é aquela que ocorre quando o meio se move carregando o animal.Não se movem e podem ser as Cracas. A) Redução do Conteúdo de Elementos Pesados: A redução desta conchas pesadas de cálcio . predominam as forças viscosas. isto é. mas também na proteção do corpo. siris e caracóis.Ex: animais planctônicos. alterar sua forma. nas formas que flutuam. É a situação oposta da locomoção passiva. Principais características e estratégias para locomoção e sustentação: Esqueletos: A manutenção da forma do animal em um meio menos denso se dá através de estruturas denominadas esqueletos. mantendo o animal suspenso no meio. pode levar o animal a se deslocar. muitos animais planctônicos utilizam-se destes produtos para armazenagem energética. Quando o Número de Reynolds é muito baixo. e ocorre quando o animal gasta energia para se mover através do meio ambiente. locomoção e flutuabilidade • • • Sustentação : É a capacidade de manter a forma em um meio pouco denso. Para poder explorar continuamente a coluna de água e dela se utilizar para se locomoverem esses animais apresentam algumas adaptações para diminuir ou anular a taxa de afundamento. • • • • • • • • • • • 2) Esqueletos Rígidos Internos : É o esqueleto dos animais vertebrados em geral além de animais que os apresentam como uma forma de pequenas espículas internas ( lulas e esponjas ). Esqueleto e Locomoção : A maioria dos esqueletos citados tem a dupla função de sustentação e de locomoção De acordo com a mobilidade do animal em relação ao meio ambiente.Aula 21 – Suporte.. Locomoção : A partir desta capacidade de sustentação. o que além de ser uma forma de reserva de alimento.

O deslocamento ocorre em nível celular e acarreta uma deformação na estrutura corpórea do animal. pelo princípio da ação e reação. Os esqueletos rígidos podem ser externos ou internos. A contração da musculatura da parede do corpo da lula leva à expulsão da água e. quando comparados àqueles com esqueleto externo devido à densidade do ar.Dependendo do Sistema Locomotor envolvido podemos dividir a locomoção animal em dois tipos : A) Locomoção Ciliar e Flagelar : No cílio. a deformação se dá por ondas curtas que correm ao longo dele.Os principais tipos de Sustentação e Locomoção em Esqueletos Moles são : 1) Esqueletos Hidrostáticos de Suporte : Um esqueleto hidráulico que se mantém ereto como em anêmonas. denominadas ondas retrógradas. O rastejamento se dá por ondas de contração que podem correr no sentido do movimento. C)Câmaras de Ar : Alguns animais apresentam câmaras de ar ou outros gases. As principais formas de locomoção com esqueletos rígidos são: . No flagelo. O princípio do funcionamento dos músculos é o da contração.Ex: Quetognatos. 3)Escavação : o animal se deforma afilando-se para penetrar no sedimento e depois procurando se ancorar através da dilatação do corpo. nas formas estruturalmente mais simples. bacalhaus e tubarões ). a um movimento em saltos no sentido contrário. Aula 23 – Suporte e locomoção em Esqueletos Rígidos • A locomoção utilizando esqueletos rígidos se baseia no mesmo princípio do antagonismo muscular visto nos esqueletos moles. o movimento é de ondas longas que fazem com que ele bata vigorosamente estendido e se recupere lentamente curvado. Geralmente.( antagonismo das musculaturas agindo sobre um líquido).Ex : Planárias e Ctenóforos. portanto. 2)Rastejamento : Baseado no antagonismo de diferentes músculos sobre uma cavidade líquida.néctônicos ( peixes como raias.Ex: Medusas. sendo que os internos permitem aos animais adquirir um maior tamanho em ambientes aéreos. ou no sentido contrário ao do movimento. modificações na forma do corpo que levem a um aumento da superfície fazem com que a viscosidade ‘ajude’ o animal a diminuir sua taxa de afundamento. denominadas ondas diretas. a locomoção é efetuada pela própria superfície do corpo através de cílios ou flagelos que se deformam devido à pressão sobre os líquidos internos. por outro lado. baseados na incompressibilidade da água. D)Alteração da Superfície de Resistência ao Afundamento : Como a viscosidade está relacionada com a superfície do corpo.Ex: Poliquetas e Molusco bivalves.Náutilos e Peixes ósseos ( bexigas natatórias ). 4) Propulsão a Jato : Utilização da cavidade hidráulica que está ligada ao meio aquático por um sifão.Assim eles podem flutuar e se manter em suspensão na água.. apenas superficial. Aula 22 – Suporte e locomoção em esqueletos Moles • • • • • • • Os princípios de suporte e de locomoção nos esqueletos moles são hidráulicos. O resultado é que no primeiro caso o movimento é perpendicular ao cílio e no segundo o movimento é ao longo do flagelo. os quais funcionariam como uma verdadeira bóia para estes animais. B) Locomoção Muscular : A locomoção muscular também se baseia no princípio Hidráulico em que microfibrilas se deslocam simultaneamente. não sendo.• • permite uma redução na taxa de afundamento. briozoários e moluscos bivalves.Ex: Minhocas e Gastrópodes. como no caso da lula.Ex: animais planctônicos.

2) A microfagia é o hábito daqueles animais que se alimentam de partículas pequenas.Ex: siris. como . 1) Natação : Aula 24 – Mecanismos de captura de alimento • O processo de captura de alimento é vital para os metazoários. o tubo digestivo evoluiu no sentido de um aumento da eficiência metabólica.Ex: Raptoriais ou perseguidores. 2) Marcha : É o tipo de locomoção normalmente chamado andar. grilos e pulgas. pode ocorrer em ondas retrógradas que correm ao longo do corpo ou por movimentos sinusoidais. 5 ) Vôo : É Realizado por uma força de ascensão( empuxo) equivalente ao peso do animal e outra para a frente( impulsão)maior ou equivalente ao arrasto sofrido por ele.tocaieiros. vivas ou mortas. São classificados em suspensívoros e depositívoros( capturam alimentos depositados nos diversos ambientes em que vivem e podem ser seletivos ou não-seletivos das partículas que digerem). Para a evolução da marcha. normalmente comem organismos sésseis ).rastreadores e pastadores( herbívoros no ambiente aéreo e onívros no aquático.Pode ser : Passivo ( animais planadores ) ou ativos ( animais que usam força para alçar um vôo ). semelhantes ao que acontece com os esqueletos hidráulicos. pois é através da oxidação do alimento capturado que é produzida energia e novos materiais são incorporados.onívoros.( nos vertebrados ). 3) Rastejamento: típico de serpentes. protistas. permitindo uma grande variedade de movimentos.A força para os movimentos é dada principalmente por apêndices rígidos e articulados. A marcha surgiu como uma derivação da natação por apêndices. A macrofagia ocorre quando o tamanho relativo do alimento é grande Nesse caso.São sésseis ou lentos ou poupadores de energia 3) Simbiose : Um animal utiliza recursos obtidos por outro organismo normalmente dando algo em troca. mais afilados e alongados.lacraias. O surgimento da marcha está associado a uma fusão de segmentos e à redução no número de apêndices na maioria dos casos. vegetais ou mesmo animais. houve um grande aumento na complexidade muscular envolvendo sistemas de alavanca.saprófagos e parasitas. onde estes são geralmente em menor número. onde o animal exerce sobre um substrato força suficiente para imprimir uma velocidade de decolagem ao seu corpo.• • • • • A natação pode ser feita ou por apêndices natatórios( esqueletos rígidos externos ) ou por movimentos sinusoidais( esqueletos rígidos internos como peixes e outros vertebrados).Este movimento é melhor realizado por animais com apêndices articulados:Ex: Cangurus. passando de uma digestão apenas intracelular. conforme o local e a estratégia utilizada para se alimentar. camarões. Na evolução dos metazoários.oportunistas(meduas). • • • Aula 25 – Digestão • Os diferentes mecanismos de captura de alimento levam à obtenção de tipos de alimentos diferenciados. 4) Saltação : O animal desloca seu corpo por meio de uma rápida contração muscular. os animais são classificados em: 1) Predadores :O seu alimento apresenta alguma mobilidade e seus sistemas sensoriais são muito desenvolvidos para perceberem e localizarem as presas.

são necessárias a produção e a secreção de enzimas. Digestão Extracelular : A digestão extracelular permitiu que os animais pudessem utilizar uma gama mais variada de tamanhos de alimentos. quando comparados ao meio aéreo. da oxidação no processo de respiração celular. Aula 26 – Trocas Gasosas • • • • • • O oxigênio é extremamente tóxico para os organismos. o oxigênio apresenta uma solubilidade e uma capacidade de difusão entre as moléculas de água extremamente baixas. Enquanto. Em formas de tamanho pequeno. por exemplo. Nos vertebrados.Permite um aumento do corpo sem aumentar o volume.• • em poríferos. com o meio passando uma única vez pelas estruturas respiratórias.Ex:Animais vermiformes. é requerida uma digestão mecânica prévia. Quando o corpo é maior. ele raramente ultrapassa 1%. exceto. A utilização de alimentos misturados com sedimento e de baixo valor nutricional fez com que os depositívoros desenvolvessem uma relação simbiótica com micoorganismos. Trocas Gasosas nas águas : Devido à baixa quantidade de oxigênio e sua pequena difusão no ambiente aquático. duas estratégias se destacam: A) Achatamento : Aumento da Superfície de forma proporcional ao volume. a digestão intracelular é de grande importância nos animais com cavidades digestivas simples. em ambientes aquáticos. amilases e lípases no tubo digestivo. no ambiente aéreo. a superfície externa do corpo é suficiente para a demanda de oxigênio das células internas. aumentando a eficiência da fermentação. pois estes podem regurgitar o alimento e mastigá-los novamente para quebrar mecanicamente a celulose.Podem ser em forma de árvores ou foliares e apresentar outras funções como alimentação. esse tipo de digestão requer uma série de modificações no tubo digestivo. Como as partículas alimentares são maiores. No meio aquático. a evolução de tamanhos corpóreos se deu no sentido de um aumento da superfície em relação ao volume.Também típica de animais suspensívoros. o fluxo geralmente é unidirecional. com o ar entrando e saindo dos pulmões. . Por outro lado. o aparecimento de câmaras de fermentação facilita tal processo.O custo energético é maior no meio aquático. é claro. como cnidários e platelmintes. com os ruminantes apresentando a complexidade máxima. Também. na água. a circulação da água também influi nesta distribuição. mas que se utilizam de partículas pequenas e nutritivas como no caso de muitos suspensívoros. Estas duas formas podem ocorrer conjuntamente em cnidários e platelmintos que apresentam tubos digestivos com uma única abertura. como proteases. raramente participa de processos bioquímicos dentro da célula. para uma digestão extracelular.Além disso. Por isso. sendo responsável por boa parte das trocas gasosas nestes organismos.O oxigênio corresponde praticamente a 21% do ar atmosférico. embora estes também apresentem digestão extracelular. Como o oxigênio não é armazenado pelas células ele se torna o maior limitante para a respiração celular. B)Brânquias : Aumento da Superfície através de evaginações( dobras externas da parede do corpo). devido a sua capacidade oxidativa.Ex: Todos os grupos aquáticos em geral. Por isso. Esta relação simbiótica é mais comum em animais pastadores que se utilizam de alimentos ricos em celuloses. Outra diferença é quanto à densidade do meio. Ocorrem também em animais providos de tratos digestivos completos com especialização regional. tendo de passar de célula a célula em um curto intervalo de tempo. Digestão Intracelular : Típica de esponjas. o fluxo pode ser bidirecional.

seja ele do ambiente aquático ou aéreo. Eles têm a capacidade de armazenar oxigênio no sangue até duas vezes mais que qualquer vertebrado de ambiente aéreo. mas se abrem em fendas laterais. Nos demais grupos.• • • • • • • As brânquias. Naqueles animais com células e tecidos muito próximos do meio externo não encontramos um sistema circulatório(esponjas) Animais de pequeno tamanho. Aula 27 – Transporte e Sistema Circulatório • • • • A circulação pode ser definida como o processo em que diversas substâncias são transportadas através do corpo de um animal. quando ele está parado. mantendo uma respiração aérea. que não têm esta capacidade de engolfar água. que não os vertebrados. conforme a troca oxigênio : A)Pulmões : Sistema Circulatório baseado em Líquidos.As invaginações aéreas são de dois tipos.A forma permanece a mesma . os pulmões são geralmente homoplásticos. C) Pseudotraquéias :Aqui o oxigênio é trocado com a hemolinfa que a distribui como ocorre com os pulmões. Trocas Gasosas no Ar : Com a maior abundância e difusão do oxigênio no ambiente aéreo. diversas cavidades internas preenchidas por líquidos podem se prestar a este papel. como no caso de alguns animais aquáticos. também não requerem sistemas circulatórios(platelminthos). se mantêm em constante movimento. ou de célula a célula. B) Traquéias : Sistema em que há troca de oxigênio diretamente com as células e Tecidos. enquanto nos pulmões e nas pseudotraquéias de isópodes o oxigênio é transferido para o sistema circulatório (um líquido). sólidos e líquidos dissolvidos O processo de circulação pode ser efetuado de forma simples pela própria água do ambiente. são comuns em vertebrados aquáticos. é possível um pequeno aumento em tamanho sem qualquer aumento da superfície respiratória. em comparação ao ambiente aquático. nos quais ficam dissolvidos e são transportados os diferentes metabólicos. pois são tubos que levam o oxigênio direto aos tecidos. sendo denominadas sistemas circulatórios. mas o tamanho é maior. A) Cavidade Gastrovascular : É uma extensão do meio externo ( água ) que atinge todos os tecidos internos do corpo em cnidários e ctenóforos. pois têm contato com quase todos os tecidos do corpo e são . A água entra pela boca e sai pelas brânquias. As brânquias das garoupas são estruturas foliáceas organizadas em série e mantidas protegidas por um opérculo. Sistemas Circulatórios : O transporte de substâncias dentro do corpo do animal. embora alguns já apresentem uma respiração aérea. que o distribui pelos tecidos. são homólogos em todos os vertebrados e funcionam mesmo naqueles que retornaram ao ambiente aquático. Então ele engole água para respirar! Os cações e tubarões. As adaptações fisiológicas dos animais que usam oxigênio atmosférico e mergulham estão mais associadas à capacidade de armazenagem de oxigênio no sangue (sistema circulatório). Neles. As traquéias dos insetos diferem dos pulmões. como os pulmões em livro de aranhas e os pulmões de gastrópodes. as brânquias não são cobertas por opérculos. Desta forma. é geralmente efetuado por líquidos. onde a distância entre suas células e o meio externo é muito pequena. B)Cavidades Corpóreas : As cavidades corpóreas como o celoma (nos animais celomados) ou a blastocele (nos animais ditos pseudocelomados) funcionam muitas vezes como sistemas circulatórios . como nos animais menores. Entre estas substâncias estão gases. em um fluxo unidirecional mantido pela natação do animal ou pelo engolfamento da água. também.

devido a seu grande volume. nos diferentes grupos animais. As diferenças entre eles estão na estrutura da porfi rina. Como sistema. conseqüentemente. C) Sistemas Vasculares: Com o aumento do metabolismo animal. na necessidade de um fluxo mais rápido de oxigênio para os tecidos. ou sangue. . polvos e lulas e nos deuterostômios em todos os vertebrados.Nos protostômios são comuns em anelídeos.Ex: comum em moluscos gastrópodes e bivalves. Alguns animais apresentam pigmentos respiratórios no líquido celomático. podendo transportar uma maior quantidade deste por volume de sangue. não sendo exclusivos do sistema vascular. ele necessita que haja vasos em todas as extensões dos tecidos corpóreos. ocorrem também esqueletos mistos.Uma maior eficiência no metabolismo ocorre quando o líquido de transporte. Os pigmentos respiratórios podem ocorrer dissolvidos no sangue ou dentro de células ou corpúsculos. no metal que se liga ao oxigênio e no tamanho das moléculas. e a barreira à difusão que as estruturas respiratórias podem oferecer às trocas gasosas. Sistemas Vasculares Abertos : Abrem-se em cavidades maiores. elas podem rapidamente transportar substâncias por todo o corpo. Estas câmaras são normalmente denominadas corações ou mais corretamente CORAÇÕES em câmara. podemos definir excreção como a eliminação de resíduos metabólicos. onde a solubilidade de oxigênio é extremamente baixa (<1%). Como processo. A afinidade maior ou menor dos pigmentos pelo oxigênio pode ser observada A afi nidade maior ou menor dos pigmentos pelo oxigênio pode ser observada de fatores. hemeritrina e clorocruorina . onde um sistema vascular fechado está presente paralelamente a um sistema aberto em cavidades. moléculas que se ligam ao oxigênio.A principal vantagem é a de não ser necessário vasos que cheguem a todos os tecidos. hemocianina. Aula 28 – Excreção e Regulação Osmótica/Iônica • A excreção pode ser apresentada como um processo biológico ou como um sistema. podemos defini-la como o conjunto de estruturas responsáveis pela eliminação dos resíduos derivados do metabolismo celular. se torna pouco eficiente em duas situações: quando os organismos são muito grandes e alongados e quando seu corpo é dividido em compartimentos. a mistura ou não. encontramos câmaras providas de poderosos músculos que recebem o sangue e funcionam como bombas. incluindo o ambiente onde vive o animal. São conhecidos quatro pigmentos respiratórios nos animais: hemoglobina. já a desvantagem é a de não permitir que o sangue corra pelo corpo a grandes velocidades. dentro do corpo de sangues oxigenados e desoxigenados. corre através de sistemas vasculares. fazendo com que este fluxo seja sempre mais rápido e eficiente. enviando-o para todas as partes do corpo.Porém. O sistema de cavidades. Em sistemas mais complexos. surgiram.Ex: equinodermos. Sistemas Vasculares Mistos : Entre os deuterostômios. Sistemas Vasculares Fechados : O sangue sempre corre dentro dos vasos.• • • • • • • • preenchidas com líquido. houve um crescimento proporcional na demanda energética e. as quais banham a maior parte dos tecidos. Pigmentos Respiratórios : Como o sangue é basicamente composto de água. Quando devidamente movimentadas. Estas moléculas aumentam em mais de 20 vezes a eficiência do transporte. como acontece com muitos celomados metaméricos. mas apenas um grande principal.

alimentares e urinários chegam ao exterior por meio de uma única abertura chamada cloaca. que desembocam entre as porções média e posterior do intestino. primariamente. Geralmente. Uma bexiga urinária surgiu apenas nos tetrápodes. denominado ducto arquinéfrico. denominado ureter. Estruturas excretórias e de regulação osmótica secundárias: As estruturas excretórias secundárias. eles conseguem filtrar grandes volumes de fluidos.As principais estruturas primárias nos animais são: A)Protonefrídio : São tubos cuja extremidade interna ao corpo é fechada e provida de um flagelo ou de vários cílios. celomoduto e brânquia. ainda. ou seja.) e adquiriram a função excretória secundariamente. pelo controle da concentração interna de solutos e pela manutenção de volume corpóreo. elas adquirem secundariamente a função de estruturas excretórias. os denominados sistemas excretórios são responsáveis pela eliminação de resíduos nitrogenados. muitas vezes denominados solenócitos e células-flama ou células-chama. trocas gasosas etc.Ocorrem nos celomados. A) Celomoduto : São estruturas de origem mesodérmica e não ectodérmica como os proto e metanefrídios. podemos encontrar diversos tipos de estruturas excretórias. reabsorvendo mais de 90% desse volume e excretando cerca de 1% como urina. A eliminação de excretas se dá diretamente através da cavidade gastrovascular (cnidários) ou do SISTEMA HEMAL E AQÜÍFERO (equinodermos) ou. de sais. respectivamente. Elas apresentam vacúolos contráteis. a partir de tecidos internos e crescem para fora. Apresenta função reprodutiva. algumas com esta função e outras que apresentavam primariamente uma outra função (reprodução. B) Brânquia : Por serem estruturas muito delgadas. a urina é coletada em cada rim por um ducto. O processo de excreção envolve a eliminação de resíduos metabólicos. ou seja. Nos demais animais. C)Túbulo de Malpighi: Em insetos e em alguns aracnídeos. não apresentam qualquer estrutura excretória.e apenas os mamíferos a mantiveram. pela própria superfície corporal. sendo formada por um tubo que liga. Funcionando pelo princípio de filtração-reabsorção.• • • • • • • • • • • • Estruturas Excretórias e de Regulação Osmótica : Alguns metazoários.Nos outros vertebrados os órgãos reprodutores. o sistema excretório é do tipo secretor e consiste de túbulos de origem ectodérmica. Nos vertebrados. como os cnidários e os equinodermos. têm origem endodérmica. São provavelmente originados de protonefrídios que se abriram internamente. que são tóxicos. nefróstoma. de metabólitos e de substâncias estranhas ao sangue. enquanto os celomodutos (glândulas . Nos vertebrados AMNIOTAS adultos. Estas duas últimas funções também são denominadas regulação osmótica.Ocorrem em animais acelomados e pseudocelomados(sem cavidade celomática). o celoma dos anelídeos com o meio externo para expulsão de gametas. D)Rim : As estruturas excretórias são similares em todos os vertebrados e são denominadas rins. Sua função é a remoção do excesso de água. A abertura externa é denominada nefridióporo e a abertura interna. a urina passa do rim para um ducto de origem mesodérmica. Vacúolos : As esponjas (poríferos) de água doce apresentam mecanismos de controle da concentração interna de solutos em nível celular. são uma invaginação corpórea cujo papel primário é eliminar resíduos e controlar a concentração de solutos. que se origina da base do ducto arquinéfrico. Estruturas excretórias e de regulação osmótica primárias: São aquelas que têm uma origem ectodérmica. B) Metanefrídio: São tubos que ligam o meio interno do corpo ao meio externo. Em crustáceos.

denominados osmorreguladores. uma urina hipotônica em relação aos líquidos internos do animal. C) Esqueletos hidrostáticos: As formas cuja permeabilidade da parede do corpo ainda é um problema. Entretanto.Neles este ácido sai junto com as fezes não urinando.são isosmóticos. C)Ácido Úrico : Muito mais complexo do que os demais excretas nitrogenados. tendo ainda uma toxicidade muito baixa. isto é. mantêm o esqueleto . evitando a perda excessiva de íons. o animal requer algum mecanismo de controle. Mecanismos de regulação osmótica: As estratégias de regulação que conseguem manter uma concentração osmótica adequada são melhor estudadas em animais de água salobra ou doce. como alguns anelídeos ou pseudocelomados. então.Quando ele vive em água doce ele é hiperosmótico em relação ao meio e quando vive em ambiente muito salgado ele é hiposmótico em relação ao meio. REGULAÇÃO OSMÓTICA: É a capacidade que os animais possuem. devido ao nitrogênio estar relativamente livre. principalmente os resultantes da degradação de proteínas como o nitrogênio. em maior ou menor grau. ela é extremamente tóxica e solúvel em água.Quando animais marinhos estão em equilíbrio osmótico com o meio. Nos casos em que a condição é permanente como nas porções mais internas dos estuários. de manter a concentração interna de solutos e um volume interno adequado. É o produto de excreção dos gastrópodes terrestres mas principalmente de animais que apresentam OVOS CLEIDÓICOS como insetos. Entretanto. Produtos da Excreção : A excreção envolve a eliminação de resíduos metabólicos. não há pressão osmótica em nenhum dos sentidos.É mais comum em animais aquáticos e alguns aéreos como minhocas e lacraias( animais que vivem em ambiente úmido em geral ). Estes animais produzem. As secundárias. na água doce ou nas lagunas hipersalinas. Sua formação requer diversos átomos de carbono e oxigênio. adquirem depois a função excretora ou osmorregulatória. que têm uma função original diferente como. requer pouquíssima água na sua excreção. a uréia representa um custo maior na sua produção e desperdiça alguns átomos de carbono e alguma energia na sua eliminação É um produto de excreção bem adaptado aos animais do meio aéreo. o nitrogênio pode ser eliminado de diferentes formas. Esta estratégia é comum em crustáceos.. em condrictes e alguns metazoários desprovidos de exoesqueletos. nos quais o acesso à água não chega a ser um grande problema(anfíbios e muitos mamíferos em geral). B) Alongamento e incremento no número de nefrídios ou celomodutos: Esta é a adaptação mais comum entre metazoários. e são. em actinopterígios . B)Uréia : Por ser uma molécula mais complexa. ela depende do meio onde os animais vivem. em geral. aves e “répteis”.• • • • • • • • • • • verdes ou antenais) funcionam na eliminação de excretas nitrogenados. Eis os três principais excretas nitrogenados: A)Amônia : É o resíduo mais facilmente produzido após a degradação das proteínas. que são hiperosmóticos em relação ao meio.Ocorre também em tubarões e raias marinhas. muitos metazoários aquáticos apresentam uma superfície impermeabilizada que impede a entrada de água doce ou salobra quando eles são hiperosmóticos. Obviamente.São elas : A) Impermeabilização: Como boa parte da absorção de água se dá pela superfície corpórea. as brânquias acumulam funções de excreção e regulação osmótica. o ácido úrico é uma molécula de uma purina. Conforme o ambiente onde os animais vivem. trocas gasosas ou reprodução. por exemplo. Controle da concentração osmótica:Quando os animais suportam condições periódicas de mudanças do meio eles são osmoconformadores. neles representa uma estratégia de regulação osmótica. as concentrações sendo iguais dentro e fora do seu corpo. o que signifi ca um desperdício ainda maior de energia na sua eliminação.

a entrada de água de fora para dentro do corpo.A transmissão é feita através de: A) Redes Nervosas : consistem em uma série de neurônios que formam um emaranhado semelhante a uma rede de pesca. por pressão osmótica. portanto. múltiplas comunicações e os sinais são transmitidos em vários sentidos. por sua vez. celomodutos ou brânquias. B) Condução epitelial: É a condução do sinal elétrico nervoso sendo feita pelas próprias células epiteliais. Em vertebrados aquáticos.. com cargas negativas do lado externo e positivas do lado interno. A) Sistema Nervoso em Cesto : Ocorre em alguns platelmintos mais simples. nos quais o sistema nervoso é chamado em cesto. Neles. Nos animais que apresentam um sistema nervoso verdadeiro. Este tipo de transmissão.especializadas. isto é.Aqui já surge um centro de integração( Gânglio) que é responsável por . Com a excitação. Todos os metazoários de água salobra ou água doce são hiperosmóticos em relação ao meio. O neurônio. ou nas brânquias. TRANSMISSÃO COM NEURÔNIO: É muito mais eficiente e rápida do que as outras células não-especializadas já que estas possuem uma única função. devido à semelhança com um cesto de vime. ocorre uma inversão destas cargas fazendo com que um sinal seja transmitido de forma extremamente rápida ao longo da célula. sendo todos interligados.1) apresenta uma polarização. A célula nervosa ou neurônio (Figura 29.Ex: Cnidários em geral. isto se dá pela excreção de água através de uma urina muito diluída e da reabsorção ativa de sais pelas brânquias. por não haver uma especialização.• • hidrostático com sua musculatura em constante contração Com isso. os cordões correm ao longo do corpo e formam anéis ao seu redor. Sistemas nervosos ventrais: Derivaram de um sitema nervoso em cesto típico dos platelminthos. A informação pode ser recebida do meio ou enviada para outros tecidos. A transmissão ocorre através de uma região denominada sinapse. como actinopterígios.Ex: anêmonas e urocordados planctônicos. Ela ocorre nos metanefrídios e celomodutos de todas as formas de água doce. Estes neurônios fazem. a informação é transmitida por impulsos elétricos. A evolução destes sistemas está associada ao surgimento da bilateralidade e da capacidade de locomoção. B) Sistemas Polarizados : Aqui os sinais são transmitidos de forma mais direcionada. Assim. os líquidos das cavidades internas ficam sob uma pressão maior que o meio externo.Ex: Esponjas. não existe uma única POLARIDADE ou um único sentido de transmissão de sinais elétricos. como músculos. TRANSMISSÃO SEM NEURÔNIOS: É efetuada por células comuns e. D) Reabsorção ativa: Se se dá ao longo dos nefrídios. ela geralmente é dispersa e muito lenta em comparação com aquela efetuada por neurônios. para que eles possam dar respostas aos estímulos do meio. tendo de eliminar água e reabsorver sais. Aula 29 – Sistema Nervoso • • • • • • • • • O sistema nervoso pode ser definido como uma série de células especializadas capazes de conduzir a informação de forma rápida através de sua excitação. vai transmitir seu sinal para um outro neurônio ou para um tecido. tem de enfrentar uma pressão hidrostática. A) Sistema Neuróide : É A forma mais simples de condução de informação feitas células a células não. embora já apresentando células especializadas ainda apresenta posição superficial no corpo. Neles. os neurônios se agrupam em cordões nervosos que correm no sentido do corpo.Ex: proto e deutorostômios em geral. como nos crustáceos.

Devido ao fato de eles serem metaméricos. geralmente. denominado retardo sináptico. Descentralizados: Como muitos deuterostomados mantiveram um hábito de vida mais simples com forma sésseis ou com capacidade locomotória restrita. sendo denominados gânglios segmentares.Assim tornaram-se essenciais e sofreram um processo de internalização que nos vertebrados foi acompanhado por uma proteção esquelética do sistema nervoso( Coluna vertebral que protege a medula e a caixa craniana(cérebro). houve um grande aumento na massa de neurônios e nas sinapses no gânglio cerebral. mais lenta. como a maioria dos protocordados e urocordados. descrito anteriormente. os vários cordões nervosos do tipo cesto são reduzidos a apenas quatro ou dois cordões ventrais. ela continua andando. Sistemas nervosos dorsais: A grande diferença está no fato de os cordões que se mantiveram dorsais e não ventrais. embora rápida. Uma tendência nos protostomados foi a fusão dos gânglios segmentares da região posterior do corpo. Essa tendência levou à divisão do gânglio cerebral em partes diferentes com funções diferentes. principalmente no caso dos vertebrados. quando você tira a cabeça de uma barata. com uma internalização e um aumento na espessura dos cordões restantes. os cordões nervosos ventrais se fusionam e formam um único cordão aparente. sofre uma redução na sua velocidade quando encontra sinapses. Por isso.Ocorre em minhocas e alguns artrópodes como as baratas. Neste sentido. nos permite dividir estes sistemas nervosos mais complexos em dois grupos: a) o sistema nervoso central. No caso deles. é fundamental. constituído pelos nervos que inervam todos os tecidos e os receptores sensoriais Com o aumento da capacidade de locomoção e do surgimento de comportamentos mais complexos. como os anelídeos e os artrópodes. Quanto maior o gânglio cerebral.Ocorrem em platelmintos mais derivados como as planárias. este centro é denominado gânglio cerebral. composto de um gânglio cerebral pequeno e de um cordão nervoso ventral não muito desenvolvidos. sua origem é comprovadamente dupla. o cérebro dos insetos é dividido em três partes. Em cordões: Nos cordados ocorre um desenvolvimento maior no sistema nervoso central. nas conexões entre os cordões transversais (“degraus”) e os cordões principais formam-se gânglios locais. a função motora é realizada pelos gânglios ventrais do tórax . Células nervosas gigantes: A transmissão de sinais através de neurônios. além de um centro integrador (o gânglio cerebral). pois são nas sinapses que o sinal pode ser desviado para o sistema nervoso periférico e atingir a estrutura necessária. b) o sistema nervoso periférico. mais complexo é o comportamento do animal. O alto grau de especializações dos nervos levou a uma maior importância destes e a comportamentos mais complexos. Como se pode observar em um corte histológico. . Assim. A comunicação entre um neurônio e outro é química sendo. em alguns grupos. Os cordões nervosos se tornam muito mais espessos e a velocidade de transmissão é a maior de todos os metazoários. C) Sistema Nervoso em Escalas : é o mais comum nos protostomados segmentados. mas a evolução foi semelhante a dos protostômios. selecionar as respostas adequadas e responder aos estímulos através da via motora. Por exemplo. A presença de vias rápidas (os cordões) e de um sistema ganglionar local. além dos equinodermos o sistema nervoso manteve-se descentralizado. Eles. portanto. como um músculo. Por exemplo. B) Sistema Nervoso em Cordões : Aqui houve uma redução ainda maior no número de cordões associada ao seu maior desenvolvimento. Por ser o principal gânglio do animal. o sistema nervoso ainda é muito simples.• • • • • • • • • • • receber aos estímulos sensoriais. ocorrem em um par por segmento. que inervam estruturas diferentes.. por exemplo. uma via nervosa muito longa sofre uma série de “atrasos” em cada sinapse que passa.

Cada tubo se orienta em uma das três dimensões do meio. lida com uma pequena variedade de informações que chega a ele. veremos as modalidades sensoriais mais importantes: A) Mecanorreceptores: é uma modalidade sensorial simples. Este tipo de informação tridimensional permite. a aceleração em qualquer direção faz com que o líquido corra pelos tubos e faça os cílios das células mecanorreceptoras se curvarem. RECEPTORES SENSORIAIS: Uma vez que as informações recebidas do ambiente pelo animal são transmitidas pelo sistema nervoso através de sinais elétricos. Em alguns casos. O hábito de vida – Um animal séssil. Estes são denominados canais semicirculares e consistem em um sistema de tubos (em vez de uma câmara) cheios de líquido e com um epitélio ciliado interno. . O processo de invaginação ou evaginação de células sensoriais é comum nos animais. Aula 30 – Sistema Sensorial • • • • • • • • O sistema sensorial é o responsável pela recepção de informações do ambiente e sua transdução em um sinal elétrico a ser transmitido pelo sistema nervoso. seja este um contato direto uma transmissão de ondas de vibração ou mesmo o fluxo de água sobre estas células. MODALIDADES SENSORIAIS: As diferentes modalidades sensoriais apresentam receptores específicos. de uma modalidade para a outra. ser utilizado para mais de uma modalidade sensorial. O tato é o contato físico entre o animal e algo no ambiente. o equilíbrio. Em geral. o tipo de informação é diferente. A georrecepção é uma modalidade que derivou. ou os próprios neurônios que são modificados na sua porção em contato com o meio ambiente. Os receptores sensoriais podem ser células especializadas para esta função. os receptores terão de transformar em sinais elétricos as diferentes formas de energia das informações recebidas do meio. também a de posição relativa do corpo no ambiente. tanto em protostômios como em deuterostômios surgem centros secundários. embora estas possam estar mais concentradas em regiões específicas do corpo. provavelmente. em que a deformação de uma célula sensorial fornece ao gânglio cerebral a informação de um contato mecânico. Assim. ao passo que um animal móvel recebe um número de informações muito grande em um curto espaço de tempo. ou seja. O mesmo princípio acima pode explicar a origem de sistemas mais complexos como os órgãos de equilíbrio de vertebrados aéreos localizados no ouvido interno. os receptores de tato devem transformar a energia mecânica do contato físico em energia elétrica. eventualmente. A seguir. denominados gânglios periféricos. Assim. da invaginação de um epitélio mecanorreceptor (tato ou vibração). A mecanorrecepção pode se dar na percepção de tato. A vibração é uma modalidade sensorial extremamente comum no meio aquático.• Além dos centros integradores principais (gânglios cerebrais ou cérebros). é denominada transdução. audição ou mesmo posição do corpo e equilíbrio em função do tipo de epitélio e de seu grau de invaginação. o mesmo receptor ou célula sensorial pode. onde muitas vezes o contato físico não é necessário pois as ondas de vibração se transmitem de forma muito rápida e com grande intensidade neste ambiente. as células receptoras de tato não são muito distinguíveis das demais células epiteliais. Esta transformação de energia. além da percepção de aceleração. Este tipo de recepção é o que chamamos de terminações nervosas livres. vibração. permitindo que estas cubram uma área grande sem comprometer uma grande superfície do animal. A distribuição e o tipo de receptores vão variar em função de: Onde vive o animal – Dependendo do ambiente. que são responsáveis por respostas mais locais. por exemplo.

e fornecem informações simples como a presença ou não de luz e sua intensidade. esta transformação é enviada ao cérebro que interpreta o sinal em função da posição das células excitadas e da intensidade desta excitação. Estes fotorreceptores dispersos na superfície encontram-se em quase todos os metazoários. onde a visão é restrita. Eletricidade: A eletrorrecepção é comum em alguns vertebrados aquáticos como raias e cações. O olho composto difere do olho em câmara por apresentar uma série de unidades independentes (pequenos olhos alongados) denominadas omatídeos e ocorre em artrópodes como crustáceos e insetos. D) Quimiorrecepção: É a modalidade sensorial mais difundida entre os metazoários aquáticos. principalmente os marinhos. Esses animais emitem sinais elétricos através de órgãos semelhantes a pilhas. como os equinodermos e as artrópodes. Embora seja uma forma de reprodução muito simples. como as esponjas. podemos efetuar ainda uma outra distinção entre a quimiorrecepção. sendo muito desenvolvidas em aves migratórias embora possa ocorrer também em algumas abelhas. muito semelhante ao conteúdo celular e extracelular dos metazoários.• • • • • • • • B) Propriocepção: É uma modalidade sensorial que fornece informações ao centro integrador (cérebro ou gânglio cerebral) do estado de contração e distensão dos músculos do corpo(diferentes partes do esqueleto animal). Uma condição básica para que haja reprodução assexuada é a existência. a quimiorrecepção não é tão fundamental para os animais aéreos quanto para os animais aquáticos. raramente é característica obrigatória dos metazoários. Estas células funcionam como um filme fotográfico. Esta percepção se dá pela presença de placas metálicas magnetizadas. Geomagnetismo: A percepção do campo magnético da Terra permite que o animal literalmente “navegue” utilizando uma bússola interna.Ocorrem em artrópodes e vertebrados C)FOTORRECEPÇÃO : A forma mais simples de recepção de luz ocorre através de células epiteliais que apresentam substâncias que sofrem uma alteração química (isomeria) quando excitadas por um fóton de luz. Aula 31 – Reprodução • REPRODUÇÃO ASSEXUADA: ocorre em grande variedade de grupos animais. desde formas estruturalmente simples. estes animais estão constantemente trocando substâncias com o meio. Quando ela é efetuada pela percepção de substâncias em suspensão no meio aéreo.Além de olhos com lentes pode ocorrer olhos compostos nesta modalidade. Devido às características do ambiente aéreo. e o poraquê (ou peixe-elétrico). E) Outras modalidades sensoriais: Temperatura: A termorrecepção é muito desenvolvida. Neste caso. Pressão: A percepção de variações na pressão é utilizada por diversos metazoários aquáticos. principalmente formas planctônicas como medusas. Na forma de sinal elétrico. os quais são utilizados como se fossem um radar. Isto se deve ao ambiente químico da água do mar. principalmente em animais homeotérmicos como as aves e os mamíferos. na água doce. no meio marinho. ctenóforos e crustáceos copépodes. recebe a denominação gustação. permitindo que tais animais não apenas se localizem mas também localizem presas ou obstáculos em ambientes de águas turvas. Por estarem em equilíbrio osmótico. no animal. . quando ocorre por dissolução de substâncias em meio líquido. este controle é fundamental à sua sobrevivência por permitir que eles “saibam” das condições térmicas do meio externo e por possibilitar o equilíbrio da temperatura interna. Neles. que se alinha com o pólo norte magnético. é denominada olfato. até formas bem complexas.Ocorrem em formas aquáticas e terrestres de regiões desprovidas ou de pouca luz.

formar estruturas complexas denominadas gônadas. podem ser eliminados através do complemento gênico do outro indivíduo. Esses animais são denominados . o animal pode manter a composição de seu genoma mais constante ao longo do tempo. o animal (e não apenas uma célula) divide-se em duas partes. a divisão do corpo ou a produção de novas partes deve ocorrer independentemente de haver lesão ou fragmentação do corpo. ocorre encontro de gametas de indivíduos diferentes. causada por algum agente externo. esses óvulos não são fecundados e esses começam a se dividir. O fato de diversos grupos de animais apresentarem potencial regeneração não significa que todos possam reproduzir-se assexuadamente. REPRODUÇÃO SEXUADA: A reprodução sexuada é característica de alguns grupos de protistas indicando que seu surgimento precede a própria origem dos metazoários. são produzidas células gaméticas femininas (os óvulos). exceto os gametas são diplóides (2n). a partenogênese é considerada indevidamente como uma forma de reprodução sexuada. por exemplo. O padrão geral encontrado nos metazoários é o de animal cujas células somáticas. ovários. sendo que. B) Brotamento: Ocorre quando um novo indivíduo “brota” (semelhante a um broto de planta) do corpo de um indivíduo parental. portanto. Muitas vezes. que no entanto. dois indivíduos. material genético diferenciado com uma recombinação gênica. provavelmente derivada da reprodução sexuada.Ex: animais de corpo mole em geral(cnidários . originando um indivíduo novo a partir do material genético de um único indivíduo. pelo menos. Entre as principais vantagens da reprodução sexuada temos: A) Variabilidade genética: Na formação do zigoto. sendo geralmente alternada com a reprodução sexuada. É uma forma mais complexa de reprodução assexuada. em muitos casos.Ex: rotíferos e crustáceos de água doce. sendo. são vantagens do ponto de vista evolutivo. o que permite que a espécie sobreviva em ambiente que pode mudar ao longo do tempo. portanto. Os gametas são produzidos por tecidos germinativos que podem. apresentando. As gônadas masculinas são denominadas testículos e as femininas.• • • de potencial de regeneração de partes do corpo. ao mesmo tempo ou em diferentes fases da vida. Com essa variabilidade genética maio a espécie pode se adaptar a condições ambientais diversificadas. Cada parte pode originar novo indivíduo. ou mesmo variar quanto ao espaço. como em alguns anelídeos cnidários e esponjas. Por que reproduzir-se sexuadamente?: A reprodução sexuada envolve uma série de problemas para o organismo como. entretanto. não são observáveis para os indivíduos: as vantagens da reprodução assexuada só são válidas para a espécie e. ocorrendo nos mais diversos grupos de animais. Dessa forma. no caso dos metazoários. todos os tecidos do corpo. durante a formação dos gametas. sua ocorrência em todos os grupos de metazoários indica que esta deve apresentar algumas vantagens. A reprodução sexuada está associada a uma maior sésseis ou a colonizadores de novos ambientes. C) Partenogênese: É a forma mais complexa de reprodução assexuada. isto é. através de uma fissão do corpo. é necessário que um indivíduo origine. Na PARTENOGÊNESE. como na reprodução sexuada. muito similar ao que ocorre na divisão celular. • Tipos de reprodução assexuada: A) Fissão ou cissiparidade: é a forma mais primitiva de reprodução assexuada. • • • • • • • • Gonocorismo e hermafroditismo: Em muitos grupos animais pode acontecer que um mesmo indivíduo produza gametas masculinos e femininos. estrelas-do-mar). principalmente nos de corpo mole. a necessidade de produção de gametas e a de os gametas de indivíduos diferentes se encontrarem Entretanto. B) Para que haja reprodução assexuada. B) Eliminação de genes deletérios: Outra conseqüência da recombinação gênica é que genes deletérios (inviáveis) que eventualmente tenham surgido devido a mutações. As principais diferenças entre potencial de regeneração e capacidade de reprodução assexuada são: A) Na reprodução assexuada.Aumenta a probabilidade de ocorrência de um genoma mais adaptável às intempéries do ambiente.

Na determinação maternal do sexo. Ambiental. . o zigoto formado não tem sexo definido até que entre em contato com o ambiente. gametas masculinos e femininos apresentam o mesmo complemento cromossômico. enquanto que aqueles que apresentam sexos separados (indivíduos machos ou fêmeas) são denominados gonocoristas. os gametas masculinos produzem complementos cromossômicos diferentes. Nesse caso.Os hermafroditas podem ser simultâneos ou circusntanciais Determinação de sexo: Genética -É a forma mais conhecida de determinar o sexo.• hermafroditas. Entretanto. os gametas masculinos e femininos são sempre iguais quanto ao número de cromossomos. entretanto podem ser encontradas variações quanto ao tamanho dos ovócitos (gametas femininos).Neste caso. como no caso anterior. o qual vai selecionar o sexo mais adequado para aquele local e momento. Maternal.

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