MODELO DEFESA PRELIMINAR – LESÃO CORPORAL, AMEAÇA E DESOBEDIÊNCIA – LEI MARIA DA PENHA EXCELENTISSIMO(A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO

DA VARA CRIMINAL DA..... AÇÃO PENAL .......

PARTE, devidamente qualificado nos autos da Ação Penal supra mencionada, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado adiante firmado, já devidamente qualificado nos autos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência apresentar resposta, na forma do art. 396 e seguintes do CPP, em conformidade com alteração da Lei 11.719/08, e, deduzir para Vossa Excelência as causas e circunstâncias que justificam o descabimento da persecução penal, para o que aduz as seguintes razões: BREVE RELATO DOS FATOS 1. Fora o acusado denunciado e encontra-se processado por este ínclito juízo em virtude da ocorrência dos fatos que segundo entendimento do Ministério Público, subsumem-se à norma penal incriminadora inserta no art. 129, §9º e art. 147, do Código Penal c/c art. 7º, inciso I, da Lei 11.340/06; art. 129, "caput" e art. 147 c/c art. 61, II, h, e art. 330, todos do Código Penal. 2. Segundo se recolhe da peça acusatória, o acusado no dia .... (hora ignorada), agrediu fisicamente com socos a vítima ...., sua ex-companheira, que também vieram a atingir o filho do casal, ...., de 04 anos de idade. Consta ainda que a vítima ...., após entrar em contato com a Policia Militar desta comarca, o acusado desobedeceu à ordem legal de prisão por eles expressa, resistindo à prisão e passou a ameaçar a vida da vitima e de seu filho, afirmando que após sair da cadeia ia matá-los. PRELIMINARMENTE

É neste prisma que a jurisprudência se firma: "Em tema de lesão corporal. Fiúza Campos – RT 504/408) . se por ventura houve agressão e havendo vestígio como afirmado na peça acusatória. 7.INEXISTÊNCIA DE MATERIALIDADE . em que pese o referido departamento contar com peritos oficiais. 9. o Ministério Público não deve buscar uma punição a qualquer custo. 167) revela-se legítimo. 8. acarretando consequente cerceamento ao exercício da ampla defesa. Desta feita. 6.AUSÊNCIA DE CORPO DE DELITO 3. A rigor. No entanto. oportunidade que deveria ser feito o exame de corpo de delito. por não mais subsistirem vestígios sensíveis do fato delituoso. ainda que roborada o respectivo auto pela confissão extrajudicial do réu ou pelo depoimento da vítima e de testemunhas. posto que. então não estará cumprida a condição. indispensável à comprovação da materialidade do crime é a realização de exame de corpo de delito. para averiguar se o crime seria de lesões corporais ou contravenção penal de vias de fato (art. Nota-se que. traz prejuízos a defesa. 158 do CPP que: "Quando a infração deixar vestígios. Neste diapasão. foram encaminhadas ao DPJ desta comarca." (TAMG – AC – Rel. 4. constata-se que não houve pericia alguma. as vítimas. será indispensável o exame de corpo de delito. por simples análise dos autos.688/91). mas por outro lado não há exame de corpo de delito. a falta do resultado de exame de corpo e delito (lesão corporal) no decorrer da instrução. Dispõe o Art. logo após a ocorrência do fato alegado. segundo consta na peça informativa do inquérito policial. dúvida razoável em relação às supostas lesões corporais. não se viabilize a realização do exame direto. direto ou indireto. 5. desprestigiando princípios vetores do Estado Democrático de Direito. não podendo supri-lo a confissão do acusado". é imperioso levantar em tese. fundado em prova testemunhal idônea e/ou em outros meios de prova consistentes (CPP. art. O exame de corpo de delito indireto. desde que. não bastando a tal desiderato simples consulta à ficha hospitalar. 21 do Decreto Lei nº 3.

" (grifei) 11. ninguém reputa sérias as palavras proferidas por alguém neste estado. deve o exame de corpo de delito ser feito antes da denúncia. .10. a priori. in 'AS NULIDADES NO PROCESSO PENAL". é indispensável para a comprovação da materialidade do crime de lesão corporal a realização de exame de corpo de delito. foram dirigidas ao calor da emoção no momento em que estava sendo algemado na frente de várias pessoas. conjugada com o seu estado de embriagues. 14. Assim sendo. como ensina Ada Pellegrini Grinover e demais colaboradores. A figura típica dos crimes de Ameaça (art. A Jurisprudência tem entendido que a pessoa embriagada. 331). sendo bastante que a acusação encontre apoio em outros elementos indiciários. que o mesmo encontrava-se completamente embriagado na ocorrência dos fatos alegados. vez que ausente a prova de materialidade. 15. e conseqüentemente da ampla defesa. CRIME DE AMEAÇA e DESOBEDIÊNCIA – Ausência de Dolo Específico 12. vítima e acusado. sendo insuficiente o dolo eventual. ambos do Código penal. deverá ser ele necessariamente realizado. impõe-se a absolvição quanto ao delito de lesões corporais. escrito ou gesto ter a potencialidade de incutir temor na vítima. Devidamente comprovado por unanimidade dos depoimentos das testemunhas de acusação. A palavras lançadas pelo acusado. página 147: "De regra. face ao princípio da verdade real e lealdade processual. Desta feita. e nesse caso. não pode ser sujeito ativo do crime de ameaça. com observância do princípio constitucional do contraditório. Este entendimento se baseia na necessidade da palavra. se o processo for instaurado sem o exame. sendo o laudo juntado antes da sentença. mas isso não é imprescindível. porém. Entretanto. Por certo uma pessoa completamente embriagada não sabe o que diz. requer o dolo direto (específico). 13. 147) e Desobediência (art. esta prova pericial deve ser juntada aos autos antes da sentença. Editora Revista dos Tribunais.

EM 14/02/02. Embriaguez. 147. INEXISTENTES ELEMENTOS SEGUROS NESTE SENTIDO.HIPÓTESE. o dolo específico.O DOLO OD ART. . TRJE. INEXISTÊNCIA. É DE RIGOR A ABSOLVIÇÃO PELA ACUSAÇÃO DE DESACATO.DÚVIDAS ACERCA DA PRESENÇA DO DOLO ESPECÍFICO .DIANTE DO SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ DO INCREPADO. . processo nº 1451959/8. INOCORRÊNCIA . A ameaça. Relator: Juiz Fernando Habibe. DE RIGOR O 'NON LIQUET'". unânime. AO SER ABORDADO POR GUARDAS MUNICIPAIS.516. É penalmente irrelevante. proferida em estado de completa embriaguez. Decisão: Dado provimento ao Recurso para julgar improcedente a acusação e absolver o réu.ESTADO DE EMBRIAGUEZ AMEAÇA SÉRIA E IDÔNEA. Apelado: MPDFT. . não há como se impor o Decreto condenatório. 183)" 17.AGENTE EMBRIAGADO QUE. 11ª Câmara.ABSOLVIÇÃO MANTIDA. DE VIR A SOFRER MAL INJUSTO E GRAVE. in verbis: "Ementa: DESACATO E AMEAÇA . em recurso de apelação. . Relator Wilson Barreira. (APJ 2000011067874-5.DESACATO . O estado de embriaguez retira daquele que ameaça. em 25/10/2004. Apelante: André Santos Silva.16. Inexistência de crime. EXIGE CERTEZA NA DEMONSTRAÇÃO DA SÉRIA AMEAÇA CAPAZ DE INFUNDIR VERDADEIRO RECEIO NA VÍTIMA. PUBL. portanto. deve ser capaz de intimidar a vítima. QUE RETIRA A CAPACIDADE DE COMPREENDER E AFASTA O DOLO ESPECÍFICO. Ausente nos autos prova do dolo específico do réu. P.EMENTA OFICIAL: . Ameaça Verbal. DJ 3. DO CÓDIGO PENAL. ACÓRDÃO Nº 148. porque carente da seriedade e idoneidade necessárias para intimidar.SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ . abaixo transcrita: "CRIME DE AMEAÇA. 18. BEM COMO OS AMEAÇA POR PALAVRAS E GESTOS ABSOLVIÇÃO: .NÃO CARACTERIZAÇÃO . Este foi o posicionamento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. a ameaça meramente verbal. Neste sentido decidiu a Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PROFERE EXPRESSÕES OFENSIVAS.AMEAÇA . que encerra um fim em si mesma.

21. em virtude da observância do princípio do in dubio pro reo. 26. 25. requer dolo. Como ameaça apenada em função de sua potencialidade intimidativa. 129. CRIME DE AMEAÇA FEITA CONTRA MENOR CONTRA MENOR 20. Impositiva a absolvição (art. de fato. face ao crime de ameaça. capaz.19. em dúvida quanto a configuração dos crimes que lhes. Em tese subsidiária. 24. É cediço que o crime de lesão corporal imputado ao "caput" do art. tendo em vista que não houve dolo em praticar o delito contra seu filho. 386. VI. do CPP). os incapazes. extrai-se da analise do conjunto fático que. excluídos portanto. 22. É cediço na doutrina e jurisprudência pátria que. conforme narrado pelo parquet. em nenhum momento houve intenção de agredir a criança. devidamente constatado por laudo pericial. Subsume-se do conjunto fático que o acusado e sua ex companheira teriam discutido e que das supostas agressões. certa e determinada. de entender o mal prometido (nesse sentido: RT 446/418). vieram a atingir a vitima. é condição obrigatória que o sujeito passivo apresente condições de tomar consciência do mal. . DA LESÃO CORPORAL COMETIDA CONTRA O MENOR 23. figura como vitima apenas a pessoa física. Se por ventura houver imputação ao crime de lesão corporal a criança. Outrossim. imputado ao acusado por ter dirigido o suposto crime em face do menor. não merece prosperar. deve ser desclassificado para o crime de lesão culposa.

a saber: A pena privativa de liberdade não ultrapassa 04 (quatro) anos (tendo em vista a natureza do delito. requer. Em restando desabrigadas as teses oras esposadas. as circunstâncias do mesmo. 61. 28. 30. "caput" c/c art. não restam dúvidas de que o acusado. acaso condenado a pena privativa de liberdade. tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito. em face da segunda vitima . DA CONCLUSÃO Postas tais considerações e por entendê-las prevalecentes sobre as razões que justificaram o pedido de condenação despendido pelo preclaro órgão de execução do Ministério Público. §6º. por uma ou mais Penas Restritivas de Direitos. não se extrai a intenção de macular a sua integridade física. preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. h. 29. já que preenche todos os requisitos exigidos pelo artigo 44 e seguintes do Código Penal Brasileiro.. para o art. por ventura aplicada. confiante no discernimento afinado e . 129. 31. DO DIREITO QUE POSSUI O ACUSADO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APLICADA PELA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS.27. bem como a condição do acusado). que o ora Acusado atende a todos os citados requisitos exigidos. se por ventura restar devidamente comprovado as lesões na referida criança. estas foram de forma culposa. filho do acusado. requer a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art. do Código Penal. desde já. em pedido subsidiário. Não reincidente em crime doloso. 129. Desta feita. o acusado. Nesse passo. Nota-se que pela narração dos fatos a conduta dirigida a vitima menor. pelo contrário. É forçoso reconhecer.. II. a Substituição da Pena Privativa de Liberdade. O acusado é primário. como dito.

h. posto ausente a prova de materialidade do crime de lesões corporais. à guisa das teses ora esposadas. "caput" c/c art. seja substituído por penas restritivas de direito.. haja vista que o acusado preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. em pedido supletivo. para o delito do art... acaso condenado. 129. tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito. em face da segunda vitima . Linhares-ES. 129. requer a desclassificação do delito inserto no art.688/91. 21 do Decreto Lei nº 3. 61.. II. §6º.no justo descortino de Vossa Excelência. Juízo: . ultrapassadas as teses supra elencadas. 129. Protesta por todos os meios de provas admitidos em direito. a defesa requer a ABSOLVIÇÃO do réu. Por fim. requer ainda. Supletivamente. Pede deferimento. 12 de fevereiro de 2009 . a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art... Outrossim. Rol de testemunhas que deverão ser intimadas por este H. para o art. do Código Penal.

1. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas. com redação alterada pela Lei 11. com base no teste de alcoolemia. por volta das 14hs foi acordado por sua mãe comunicandoo que seu amigo. por volta de 1h50. por meio de sua advogada infra assinada. sob o fundamento de que. mandato incluso. as 3h45. existe real ofensa a verdade quando se deduz que. o Representante do Ministério Público imputa-lhe a prática do crime previsto no art. PROCESSO Nº . respeitosamente. __ de setembro. Ocorre que. o Denunciado. ficando no local até aproximadamente as 6h do dia seguinte. RG/CPF. Nesse mesmo dia. DOS FATOS Na peça acusatória.EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ª. vem. tendo sido detectado concentração de álcool por litro de sangue superior a seis decigramas conforme comprovante de teste de bafômetro realizado naquela mesma data. endereço).503/97. Para esclarecer tal inverdade. passo a expor o fato como realmente ocorreu. mediante os seguintes fatos e fundamentos a seguir aduzidos: 1. 2. DA INFRINGÊNCIA DO ILÍCITO PENAL Consta na inaugural acusatória que o indiciado. o álcool exercia influência sob a conduta do denunciado a ponto de ocorrer a possibilidade de envolver-se em acidente. . FULANO queria falar com ele.719//08.CONTROLE: . na altura do km __ da Rodovia ________ município de _______/SP. sob a influência de álcool. Primeiramente cabe esclarecer que o denunciado. Lei 9. ESTADO DE SÃO PAULO. apresentar DEFESA PRELIMINAR com base no rito estabelecido pela Lei 11. tendo sido preso em flagrante após constatação de que estava dirigindo sob a influência de álcool. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas.306 do CTB. conduzindo seu veículo (marca/modelo/ano/origem). em face da denuncia formulada pelo Representante do Ministério Público como incurso no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. quando retornou para casa e foi dormir. VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ______________.719/2008 que introduziu alteração ao artigo 396 e 396-A do Código de Processo Penal. ____________ (qualificação completa. no dia __ de setembro do ano de 2008. à presença de Vossa Excelência.RÉU SOLTO FULANO DE TAL. DOS FUNDAMENTOS 2. na noite do dia anterior ao ocorrido esteve bebendo na companhia de amigos e parentes em comemoração de evento. como de fato ocorreu.

o PM realizou o teste do bafômetro tendo confirmado a presença de tal substancia em nível acima do permitido. aproximadamente 18 (dezoito) horas após ter ingerido bebida alcoólica. ao todo cinco. 11. se não fosse sua experiência profissional teria saído da pista ocasionando acidentes de grandes proporções.Júlia Grevi. por volta das 23h00 para que pudesse realizar um trabalho e que lhe pagaria o frete. coordenadora do departamento de Medicina da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET).com. Alguns segundos depois. onde o Indiciado ficou preso. Alegou ao Indiciado que o carro estava parado na pista e que ele teria que pagar o prejuízo. Foram todos pra delegacia local – 1º. . Chegando os policiais. em comentário a recém editada “lei seca”. três rapazes e duas moças. em razão de pista molhada. que alterou vários dispositivos do CTB. de acordo com a Dra. o condutor que se dizia estar ao volante no momento do acidente se antecipou e contou ao agente que o carro do Indiciado estava parado na pista da direita ou em reduzida velocidade e que ele – Indiciado. sofreu um abalo forte na traseira do seu veículo que. assim. inclusive com resultado trágico por parte de seu amigo que. voz de prisão. Dirigiu-se em sua direção e viu que as pessoas saiam do carro.O amigo veio pedir-lhe que o levasse até a praia. Para se ter idéia do impacto sofrido pelo veículo traseiro. uma dose de uísque pode ficar por até 24 horas circulando pelo corpo do motorista. Cabe ressalva que. Nada concordou. cujo original será acostado aos autos em Ação de reparação de Dano Civil que estará movendo para ressarcir-se dos prejuízos materiais.DP de São Vicente. na maior parte do tempo trafegava prudentemente pela pista da direita e em velocidade média de 65 km/h. assim.. Como recebeu a informação que o carro do outro condutor tinha seguro.3) Tentando entender o ocorrido. Informe concedido em 27 de junho de 2008 no site http://www. Embora o Indiciado seja motorista profissional e a pista seja bem sinalizada e de ótima rolagem. Colhidos os documentos e diante da confissão do Indiciado que havia ingerido álcool mas havia aproximadamente vinte e quatro horas.br/noticiasDetalhes. saiu do carro e há aproximadamente uns 25 metros estava o veículo autor do acidente. estava embriagado. além de ganhar alguns trocados. conversaram amigavelmente. não oferecendo. sugeriu o Indiciado que no máximo poderiam dividir o valor da franquia para que realizassem o conserto dos dois veículos já que não dera causa ao infortúnio..php?id=26091. dando. qualquer risco a coletividade. junta fotos do dano material. ou seja. Saíram de casa por volta das 00h20min. A estrada estava vazia. Enquanto a polícia não chegava ao local. com pouquíssimo movimento. Em determinado momento avistou em seu retrovisor há uma distância de aproximadamente uns cem metros dois carros vindo na pista da esquerda. poderia participar do evento e empreender-se nessa jornada. sem nada entender. Felizmente. sofridos (docs. nada aconteceu além de prejuízo material e a formação de saliência na testa do amigo. com a batida foi lançado pra frente batendo a cabeça no párabrisa.baguete.705/08. Notou que o rapaz que veio tirar satisfação não era o mesmo que estava ao volante. A oferta foi aceita pois. e também morais. dizendo que iria ligar pra polícia e fazer ocorrência.

em direção perigosa e dirigindo com imprudência seria a “suposta” vitima. Ao contrário do Indiciado. com taxa inferior. Embora o teste do etilômetro tenha detectado concentração de álcool acima do permitido. conduzem veículo normalmente. DA EXCLUDENTE DE ILICITUDE Conforme acima exposto. em velocidade compatível com as condições da pista e. mesmo com taxa de alcoolemia acima da permitida. estado emotivo. atestando se dirigia ou não embriagado. se assim o fosse. antes de ser interceptado. tendo realizado uma ligação para sua advogada. Apenas o resultado da dosagem do álcool pode induzir conclusão equivocada.anormal. Alguns. quem conclusivamente estaria sob o efeito do álcool. pra não dizer “quase deserta”. tinha ele tempo e condições. também. saúde. é necessário também o nexo causal entre ingestão da substância e o resultado abstrato que é exposição da coletividade a risco. ter ou não se alimentado etc. CTB). idade. definido no art. mas tão somente danos materiais. não teria reflexos para controlar o veículo em razão do impacto sofrido pelo veículo do “suposto” condutor. Anderson. seguramente não estava mais sob a influência do álcool. Da mesma forma foi instruído o Indiciado que nada dissesse senão na presença de um advogado.2.29. que será influenciado pelo álcool. apresentam embriaguez e dirigem anormalmente. ou seja. outros. dirigir na pista da direita. bem como a inexistência de vítima determinada. de escolher o melhor momento para a mudança de pista. que dependerão de peso. b) Não poderia dar passagem a veiculo que vinha atrás sem antes ter plena certeza de que a pista a ser adentrada estivesse livre para realização da mudança de faixa com segurança. Há necessidade. 306 do CTB. não existe motivo para a troca de pista repentinamente para dar passagem a outro veículo. As pessoas têm diferentes tolerâncias ao álcool e nelas a mesma taxa produzirá efeitos diversos.O amigo do Indiciado. Para que seja consumado o tipo penal não basta a comprovação da ingestão de bebida alcoólica acima do permitido. em razão do tempo decorrido entre a ultima ingestão da substância e o fator do acusado ter dormido e se alimentado. neurológicas e psíquicas do examinado. dado o caráter coletivo do bem jurídico tutelado (incolumidade pública). . Além do requisito biológico exige-se também o requisito psicológico do sujeito. não teria uma conduta típica de prudência ao volante. hábito de beber. c) Em razão do diminuto fluxo da pista. em razão da colisão dos veículos não restaram vítimas. inc. o instruiu que não depusesse na delegacia sem a sua presença. a afetação do modo de dirigir do sujeito . É necessário para que o elemento penal do tipo se consuma.II. não teria como controlar seu veículo. do exame clínico em que o médico avaliará as manifestações físicas. 2. principalmente. é de ação penal pública incondicionada. O crime de embriaguez ao volante. em razão dos seguintes motivos: a) Teria por obrigação guardar distância do carro á frente de forma que conseguisse ter controle do seu veículo em caso de freagem brusca (art.

qualificado como 2ª. conforme depoimento. a testemunha que estava presente junto ao Indiciado no momento do acidente.de Jesus corrobora (“Embriaguez ao Volante”. Condenou-o. Fica configurado. por meio de interpretação sistemática vê-se que o espírito da norma é o de considerar praticado o crime de embriaguez ao volante somente quando o condutor está sob a influência de substância alcoólica ou similar. tão severa que ocasionou sua dispensa do trabalho ao qual era motorista e da qual necessitava da habilitação para dirigir. 2. É honesto. DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto. a sua mantença e a de sua família tendo em vista a dificuldade que terá para encontrar novo emprego e. mudar de atividade que já desenvolvia há muitos anos. requer a Vossa Excelência: . não se constatou concentração de álcool acima do permitido. sob a forma culposa. Comungando do mesmo pensamento. dentre ela. tendo trabalhado como motorista em empresa até o evento do recolhimento de sua carteira de habilitação. no caso de outra substância.d) Não se justifica de forma lícita que o condutor do veículo que colidiu não tenha se apresentado como real condutor ao invés de tomar a sua frente um terceiro que seguramente não estava na direção. DA PRODUÇÃO DE PROVAS O indiciado é pessoa de reputação ilibada. e) Por fim. setembro/08. inclusive. em conseqüência. embora não se tenha comprovado a culpa do Indiciado pela lesão constante do tipo.testemunha. a conduta delituosa constante do artigo 306 do CTB. considerasse a existência de crime de embriaguez ao volante só pela presença de determinada quantidade no sangue e. salvo engano. que o Indiciado não provocou o acidente . Para atestar sua idoneidade moral. exigisse a influência. destipificando. que.sem vitima. arrola as testemunhas abaixo que poderão ser citadas para prestarem depoimento.55 in fine): “Desta forma. reside no local há muito anos. o nobre e renomado jurista Damásio E. o mesmo já teve uma condenação severa no momento da apreensão de sua carteira de habilitação pelo agente de policia. alternando sua vida da casa para o trabalho e vice-versa. inclusive. que dirigia com segurança e sem qualquer exposição de risco a coletividade. não foi localizado junto ao processo comprovante do teste de alcoolemia do “suposto condutor”. Não tem por hábito sair aos finais de semana. salvo em razões especiais ou para eventual trabalho como bico. e muito caseiro. trabalhador. com idoneidade. assim. in Revista Jurídica Consulex nº 280. experiência e referência de mercado. no tocante a álcool.” Além do mais. é muito conhecido por muitos das imediações que nada podem se opor a sua conduta.3. pag. também. 1) FULANO DE TAL Endereço: RG/CPF 2) SICRANO Endereço: RG/CPF 3. Aliás. Seria impróprio que o legislador.

embora o etilômetro tenha detectado concentração de álcool superior ao permitido. nos termos do artigo 386 do Código de Processo Penal. que seja expedido mandado ao DETRAN para que sua carteira de habilitação seja devolvida. Pede deferimento. tendo em vista que.3 e qualificadas futuramente através de aditamento.034 . não se consuma o tipo em razão do Indiciado não exercer “direção perigosa” ou estar sob efeito de bebida alcoólica. b) Na remota hipótese do não acolhimento da excludente de ilicitude. c) Sendo ABSOLVIDO. e d) A intimação das testemunhas arroladas no item 2. Termos em que.2. ABSOLVIDO.a) Seja o Acusado ABSOLVIDO SUMARIAMENTE. MARIA GORETE GUERRA OAB/SP 212. São Paulo. em razão da excludente de ilicitude conforme comentado no item 2. ao final. seja o Denunciado. 04 de dezembro de 2008.

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