MODELO DEFESA PRELIMINAR – LESÃO CORPORAL, AMEAÇA E DESOBEDIÊNCIA – LEI MARIA DA PENHA EXCELENTISSIMO(A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO

DA VARA CRIMINAL DA..... AÇÃO PENAL .......

PARTE, devidamente qualificado nos autos da Ação Penal supra mencionada, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado adiante firmado, já devidamente qualificado nos autos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência apresentar resposta, na forma do art. 396 e seguintes do CPP, em conformidade com alteração da Lei 11.719/08, e, deduzir para Vossa Excelência as causas e circunstâncias que justificam o descabimento da persecução penal, para o que aduz as seguintes razões: BREVE RELATO DOS FATOS 1. Fora o acusado denunciado e encontra-se processado por este ínclito juízo em virtude da ocorrência dos fatos que segundo entendimento do Ministério Público, subsumem-se à norma penal incriminadora inserta no art. 129, §9º e art. 147, do Código Penal c/c art. 7º, inciso I, da Lei 11.340/06; art. 129, "caput" e art. 147 c/c art. 61, II, h, e art. 330, todos do Código Penal. 2. Segundo se recolhe da peça acusatória, o acusado no dia .... (hora ignorada), agrediu fisicamente com socos a vítima ...., sua ex-companheira, que também vieram a atingir o filho do casal, ...., de 04 anos de idade. Consta ainda que a vítima ...., após entrar em contato com a Policia Militar desta comarca, o acusado desobedeceu à ordem legal de prisão por eles expressa, resistindo à prisão e passou a ameaçar a vida da vitima e de seu filho, afirmando que após sair da cadeia ia matá-los. PRELIMINARMENTE

Nota-se que. Dispõe o Art.AUSÊNCIA DE CORPO DE DELITO 3. desde que. 9. segundo consta na peça informativa do inquérito policial. desprestigiando princípios vetores do Estado Democrático de Direito. direto ou indireto. logo após a ocorrência do fato alegado. é imperioso levantar em tese. indispensável à comprovação da materialidade do crime é a realização de exame de corpo de delito. No entanto. A rigor. foram encaminhadas ao DPJ desta comarca. 21 do Decreto Lei nº 3. É neste prisma que a jurisprudência se firma: "Em tema de lesão corporal. dúvida razoável em relação às supostas lesões corporais. não bastando a tal desiderato simples consulta à ficha hospitalar. fundado em prova testemunhal idônea e/ou em outros meios de prova consistentes (CPP. em que pese o referido departamento contar com peritos oficiais. art. O exame de corpo de delito indireto. traz prejuízos a defesa. por simples análise dos autos. ainda que roborada o respectivo auto pela confissão extrajudicial do réu ou pelo depoimento da vítima e de testemunhas. oportunidade que deveria ser feito o exame de corpo de delito. se por ventura houve agressão e havendo vestígio como afirmado na peça acusatória. por não mais subsistirem vestígios sensíveis do fato delituoso. 158 do CPP que: "Quando a infração deixar vestígios. 167) revela-se legítimo. Fiúza Campos – RT 504/408) .INEXISTÊNCIA DE MATERIALIDADE . Desta feita. não se viabilize a realização do exame direto. as vítimas. constata-se que não houve pericia alguma. 5." (TAMG – AC – Rel. 7. a falta do resultado de exame de corpo e delito (lesão corporal) no decorrer da instrução. para averiguar se o crime seria de lesões corporais ou contravenção penal de vias de fato (art. não podendo supri-lo a confissão do acusado". mas por outro lado não há exame de corpo de delito. Neste diapasão. então não estará cumprida a condição. 6. o Ministério Público não deve buscar uma punição a qualquer custo.688/91). posto que. 8. acarretando consequente cerceamento ao exercício da ampla defesa. 4. será indispensável o exame de corpo de delito.

Devidamente comprovado por unanimidade dos depoimentos das testemunhas de acusação. que o mesmo encontrava-se completamente embriagado na ocorrência dos fatos alegados. com observância do princípio constitucional do contraditório. A Jurisprudência tem entendido que a pessoa embriagada. face ao princípio da verdade real e lealdade processual. ninguém reputa sérias as palavras proferidas por alguém neste estado. sendo o laudo juntado antes da sentença. 15. A palavras lançadas pelo acusado. mas isso não é imprescindível. impõe-se a absolvição quanto ao delito de lesões corporais." (grifei) 11. deve o exame de corpo de delito ser feito antes da denúncia. esta prova pericial deve ser juntada aos autos antes da sentença. CRIME DE AMEAÇA e DESOBEDIÊNCIA – Ausência de Dolo Específico 12. . conjugada com o seu estado de embriagues. Entretanto. escrito ou gesto ter a potencialidade de incutir temor na vítima. A figura típica dos crimes de Ameaça (art. 331). se o processo for instaurado sem o exame. como ensina Ada Pellegrini Grinover e demais colaboradores. foram dirigidas ao calor da emoção no momento em que estava sendo algemado na frente de várias pessoas. 147) e Desobediência (art. e conseqüentemente da ampla defesa. Assim sendo. sendo bastante que a acusação encontre apoio em outros elementos indiciários. 14. não pode ser sujeito ativo do crime de ameaça. Editora Revista dos Tribunais. a priori.10. é indispensável para a comprovação da materialidade do crime de lesão corporal a realização de exame de corpo de delito. Desta feita. in 'AS NULIDADES NO PROCESSO PENAL". Este entendimento se baseia na necessidade da palavra. e nesse caso. 13. sendo insuficiente o dolo eventual. deverá ser ele necessariamente realizado. porém. requer o dolo direto (específico). Por certo uma pessoa completamente embriagada não sabe o que diz. página 147: "De regra. vítima e acusado. ambos do Código penal. vez que ausente a prova de materialidade.

em 25/10/2004.DESACATO . DE RIGOR O 'NON LIQUET'". Embriaguez. AO SER ABORDADO POR GUARDAS MUNICIPAIS.HIPÓTESE.DÚVIDAS ACERCA DA PRESENÇA DO DOLO ESPECÍFICO . PUBL. INEXISTÊNCIA. É DE RIGOR A ABSOLVIÇÃO PELA ACUSAÇÃO DE DESACATO. a ameaça meramente verbal. 18.DIANTE DO SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ DO INCREPADO. o dolo específico. TRJE. O estado de embriaguez retira daquele que ameaça.NÃO CARACTERIZAÇÃO . Relator Wilson Barreira. DJ 3. unânime. Este foi o posicionamento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. porque carente da seriedade e idoneidade necessárias para intimidar. ACÓRDÃO Nº 148.16. DO CÓDIGO PENAL.AMEAÇA . (APJ 2000011067874-5. Apelado: MPDFT. INOCORRÊNCIA . abaixo transcrita: "CRIME DE AMEAÇA.EMENTA OFICIAL: . .516. em recurso de apelação. A ameaça. Inexistência de crime. 183)" 17. Decisão: Dado provimento ao Recurso para julgar improcedente a acusação e absolver o réu.ABSOLVIÇÃO MANTIDA. Ameaça Verbal.SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ .ESTADO DE EMBRIAGUEZ AMEAÇA SÉRIA E IDÔNEA. Relator: Juiz Fernando Habibe. DE VIR A SOFRER MAL INJUSTO E GRAVE. portanto. É penalmente irrelevante. processo nº 1451959/8. EXIGE CERTEZA NA DEMONSTRAÇÃO DA SÉRIA AMEAÇA CAPAZ DE INFUNDIR VERDADEIRO RECEIO NA VÍTIMA. que encerra um fim em si mesma. P.AGENTE EMBRIAGADO QUE.O DOLO OD ART. 11ª Câmara. . Neste sentido decidiu a Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. proferida em estado de completa embriaguez. INEXISTENTES ELEMENTOS SEGUROS NESTE SENTIDO. . EM 14/02/02. . QUE RETIRA A CAPACIDADE DE COMPREENDER E AFASTA O DOLO ESPECÍFICO. Apelante: André Santos Silva. in verbis: "Ementa: DESACATO E AMEAÇA . PROFERE EXPRESSÕES OFENSIVAS. 147. deve ser capaz de intimidar a vítima. Ausente nos autos prova do dolo específico do réu. não há como se impor o Decreto condenatório. BEM COMO OS AMEAÇA POR PALAVRAS E GESTOS ABSOLVIÇÃO: .

VI. 22. de fato. imputado ao acusado por ter dirigido o suposto crime em face do menor. CRIME DE AMEAÇA FEITA CONTRA MENOR CONTRA MENOR 20. Como ameaça apenada em função de sua potencialidade intimidativa. em nenhum momento houve intenção de agredir a criança. é condição obrigatória que o sujeito passivo apresente condições de tomar consciência do mal. É cediço na doutrina e jurisprudência pátria que. DA LESÃO CORPORAL COMETIDA CONTRA O MENOR 23. É cediço que o crime de lesão corporal imputado ao "caput" do art. extrai-se da analise do conjunto fático que. 26. não merece prosperar. do CPP). em virtude da observância do princípio do in dubio pro reo. Impositiva a absolvição (art. devidamente constatado por laudo pericial. face ao crime de ameaça. 24. Em tese subsidiária. em dúvida quanto a configuração dos crimes que lhes. capaz. certa e determinada. requer dolo. vieram a atingir a vitima. excluídos portanto. figura como vitima apenas a pessoa física. os incapazes. 21. 25. Outrossim. Subsume-se do conjunto fático que o acusado e sua ex companheira teriam discutido e que das supostas agressões. 386. tendo em vista que não houve dolo em praticar o delito contra seu filho. conforme narrado pelo parquet. de entender o mal prometido (nesse sentido: RT 446/418). . 129. Se por ventura houver imputação ao crime de lesão corporal a criança.19. deve ser desclassificado para o crime de lesão culposa.

em face da segunda vitima . Nota-se que pela narração dos fatos a conduta dirigida a vitima menor. 30. Nesse passo. acaso condenado a pena privativa de liberdade. em pedido subsidiário. que o ora Acusado atende a todos os citados requisitos exigidos. por ventura aplicada. estas foram de forma culposa.. Desta feita.. filho do acusado. por uma ou mais Penas Restritivas de Direitos. 31. como dito. preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. §6º. para o art. bem como a condição do acusado). do Código Penal. requer a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art. a saber: A pena privativa de liberdade não ultrapassa 04 (quatro) anos (tendo em vista a natureza do delito. "caput" c/c art. DO DIREITO QUE POSSUI O ACUSADO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APLICADA PELA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. 129. desde já. confiante no discernimento afinado e .27. h. DA CONCLUSÃO Postas tais considerações e por entendê-las prevalecentes sobre as razões que justificaram o pedido de condenação despendido pelo preclaro órgão de execução do Ministério Público. Não reincidente em crime doloso. 29. não se extrai a intenção de macular a sua integridade física. tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito. O acusado é primário. já que preenche todos os requisitos exigidos pelo artigo 44 e seguintes do Código Penal Brasileiro. pelo contrário. 129. se por ventura restar devidamente comprovado as lesões na referida criança. Em restando desabrigadas as teses oras esposadas. não restam dúvidas de que o acusado. 28. II. requer. a Substituição da Pena Privativa de Liberdade. É forçoso reconhecer. as circunstâncias do mesmo. 61. o acusado.

§6º. Outrossim.. para o delito do art. 129. 61. em face da segunda vitima .. posto ausente a prova de materialidade do crime de lesões corporais. a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art. h.688/91. 129.. II. 129. Por fim. Rol de testemunhas que deverão ser intimadas por este H. seja substituído por penas restritivas de direito. Linhares-ES. Protesta por todos os meios de provas admitidos em direito. haja vista que o acusado preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. acaso condenado. Juízo: . à guisa das teses ora esposadas. requer a desclassificação do delito inserto no art. 21 do Decreto Lei nº 3. "caput" c/c art. 12 de fevereiro de 2009 . requer ainda. em pedido supletivo... Pede deferimento. ultrapassadas as teses supra elencadas. Supletivamente. a defesa requer a ABSOLVIÇÃO do réu. para o art. do Código Penal.no justo descortino de Vossa Excelência. tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito..

____________ (qualificação completa. como de fato ocorreu.RÉU SOLTO FULANO DE TAL.1. apresentar DEFESA PRELIMINAR com base no rito estabelecido pela Lei 11. por meio de sua advogada infra assinada. VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ______________. o Denunciado. mandato incluso. . Nesse mesmo dia. __ de setembro. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas. na altura do km __ da Rodovia ________ município de _______/SP. Ocorre que.719/2008 que introduziu alteração ao artigo 396 e 396-A do Código de Processo Penal. ficando no local até aproximadamente as 6h do dia seguinte. PROCESSO Nº . sob o fundamento de que. Primeiramente cabe esclarecer que o denunciado. mediante os seguintes fatos e fundamentos a seguir aduzidos: 1. passo a expor o fato como realmente ocorreu. ESTADO DE SÃO PAULO. DA INFRINGÊNCIA DO ILÍCITO PENAL Consta na inaugural acusatória que o indiciado.503/97.EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ª. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas. com base no teste de alcoolemia.719//08. por volta de 1h50. existe real ofensa a verdade quando se deduz que. tendo sido detectado concentração de álcool por litro de sangue superior a seis decigramas conforme comprovante de teste de bafômetro realizado naquela mesma data. endereço). o álcool exercia influência sob a conduta do denunciado a ponto de ocorrer a possibilidade de envolver-se em acidente. conduzindo seu veículo (marca/modelo/ano/origem). DOS FUNDAMENTOS 2. à presença de Vossa Excelência. Para esclarecer tal inverdade. 2.CONTROLE: . sob a influência de álcool. as 3h45. na noite do dia anterior ao ocorrido esteve bebendo na companhia de amigos e parentes em comemoração de evento. vem.306 do CTB. no dia __ de setembro do ano de 2008. tendo sido preso em flagrante após constatação de que estava dirigindo sob a influência de álcool. em face da denuncia formulada pelo Representante do Ministério Público como incurso no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. RG/CPF. o Representante do Ministério Público imputa-lhe a prática do crime previsto no art. por volta das 14hs foi acordado por sua mãe comunicandoo que seu amigo. respeitosamente. FULANO queria falar com ele. DOS FATOS Na peça acusatória. Lei 9. quando retornou para casa e foi dormir. com redação alterada pela Lei 11.

Como recebeu a informação que o carro do outro condutor tinha seguro. em razão de pista molhada. dizendo que iria ligar pra polícia e fazer ocorrência. Saíram de casa por volta das 00h20min. assim. com pouquíssimo movimento. assim. 11. sugeriu o Indiciado que no máximo poderiam dividir o valor da franquia para que realizassem o conserto dos dois veículos já que não dera causa ao infortúnio. Enquanto a polícia não chegava ao local.3) Tentando entender o ocorrido. Notou que o rapaz que veio tirar satisfação não era o mesmo que estava ao volante. onde o Indiciado ficou preso. Colhidos os documentos e diante da confissão do Indiciado que havia ingerido álcool mas havia aproximadamente vinte e quatro horas. o condutor que se dizia estar ao volante no momento do acidente se antecipou e contou ao agente que o carro do Indiciado estava parado na pista da direita ou em reduzida velocidade e que ele – Indiciado. Informe concedido em 27 de junho de 2008 no site http://www. conversaram amigavelmente. Embora o Indiciado seja motorista profissional e a pista seja bem sinalizada e de ótima rolagem. Felizmente. três rapazes e duas moças.. na maior parte do tempo trafegava prudentemente pela pista da direita e em velocidade média de 65 km/h. . por volta das 23h00 para que pudesse realizar um trabalho e que lhe pagaria o frete. Dirigiu-se em sua direção e viu que as pessoas saiam do carro. uma dose de uísque pode ficar por até 24 horas circulando pelo corpo do motorista. sofridos (docs. em comentário a recém editada “lei seca”. nada aconteceu além de prejuízo material e a formação de saliência na testa do amigo. estava embriagado. A oferta foi aceita pois. e também morais. se não fosse sua experiência profissional teria saído da pista ocasionando acidentes de grandes proporções. de acordo com a Dra. sofreu um abalo forte na traseira do seu veículo que. coordenadora do departamento de Medicina da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). poderia participar do evento e empreender-se nessa jornada. com a batida foi lançado pra frente batendo a cabeça no párabrisa.br/noticiasDetalhes.705/08.baguete. aproximadamente 18 (dezoito) horas após ter ingerido bebida alcoólica. o PM realizou o teste do bafômetro tendo confirmado a presença de tal substancia em nível acima do permitido. saiu do carro e há aproximadamente uns 25 metros estava o veículo autor do acidente. A estrada estava vazia. junta fotos do dano material. ou seja.com.Júlia Grevi. Nada concordou.DP de São Vicente. Foram todos pra delegacia local – 1º.O amigo veio pedir-lhe que o levasse até a praia. Em determinado momento avistou em seu retrovisor há uma distância de aproximadamente uns cem metros dois carros vindo na pista da esquerda. Alegou ao Indiciado que o carro estava parado na pista e que ele teria que pagar o prejuízo.. cujo original será acostado aos autos em Ação de reparação de Dano Civil que estará movendo para ressarcir-se dos prejuízos materiais. Cabe ressalva que. que alterou vários dispositivos do CTB. ao todo cinco. Para se ter idéia do impacto sofrido pelo veículo traseiro. além de ganhar alguns trocados. inclusive com resultado trágico por parte de seu amigo que. Alguns segundos depois. voz de prisão. sem nada entender. não oferecendo. qualquer risco a coletividade. dando.php?id=26091. Chegando os policiais.

c) Em razão do diminuto fluxo da pista. O crime de embriaguez ao volante. Da mesma forma foi instruído o Indiciado que nada dissesse senão na presença de um advogado. principalmente. não teria uma conduta típica de prudência ao volante. b) Não poderia dar passagem a veiculo que vinha atrás sem antes ter plena certeza de que a pista a ser adentrada estivesse livre para realização da mudança de faixa com segurança. Há necessidade. mesmo com taxa de alcoolemia acima da permitida. tinha ele tempo e condições. pra não dizer “quase deserta”. mas tão somente danos materiais. se assim o fosse. também. Alguns. 2. em direção perigosa e dirigindo com imprudência seria a “suposta” vitima. antes de ser interceptado. neurológicas e psíquicas do examinado.2. Para que seja consumado o tipo penal não basta a comprovação da ingestão de bebida alcoólica acima do permitido. em razão dos seguintes motivos: a) Teria por obrigação guardar distância do carro á frente de forma que conseguisse ter controle do seu veículo em caso de freagem brusca (art. CTB). outros. é de ação penal pública incondicionada. com taxa inferior. As pessoas têm diferentes tolerâncias ao álcool e nelas a mesma taxa produzirá efeitos diversos. Além do requisito biológico exige-se também o requisito psicológico do sujeito. em velocidade compatível com as condições da pista e. saúde. seguramente não estava mais sob a influência do álcool.O amigo do Indiciado. hábito de beber. ter ou não se alimentado etc. a afetação do modo de dirigir do sujeito . idade. do exame clínico em que o médico avaliará as manifestações físicas. É necessário para que o elemento penal do tipo se consuma. em razão da colisão dos veículos não restaram vítimas. atestando se dirigia ou não embriagado. não teria como controlar seu veículo. ou seja. Apenas o resultado da dosagem do álcool pode induzir conclusão equivocada. tendo realizado uma ligação para sua advogada. inc. bem como a inexistência de vítima determinada. não teria reflexos para controlar o veículo em razão do impacto sofrido pelo veículo do “suposto” condutor. quem conclusivamente estaria sob o efeito do álcool.anormal.II. de escolher o melhor momento para a mudança de pista. em razão do tempo decorrido entre a ultima ingestão da substância e o fator do acusado ter dormido e se alimentado. é necessário também o nexo causal entre ingestão da substância e o resultado abstrato que é exposição da coletividade a risco. dado o caráter coletivo do bem jurídico tutelado (incolumidade pública). DA EXCLUDENTE DE ILICITUDE Conforme acima exposto. não existe motivo para a troca de pista repentinamente para dar passagem a outro veículo. definido no art.29. conduzem veículo normalmente. . que dependerão de peso. Ao contrário do Indiciado. 306 do CTB. Embora o teste do etilômetro tenha detectado concentração de álcool acima do permitido. que será influenciado pelo álcool. dirigir na pista da direita. estado emotivo. Anderson. apresentam embriaguez e dirigem anormalmente. o instruiu que não depusesse na delegacia sem a sua presença.

alternando sua vida da casa para o trabalho e vice-versa. que. Fica configurado. Seria impróprio que o legislador. que dirigia com segurança e sem qualquer exposição de risco a coletividade. inclusive. exigisse a influência. Não tem por hábito sair aos finais de semana.testemunha.sem vitima.de Jesus corrobora (“Embriaguez ao Volante”. Condenou-o. experiência e referência de mercado. requer a Vossa Excelência: . assim. e) Por fim. a conduta delituosa constante do artigo 306 do CTB. no tocante a álcool. considerasse a existência de crime de embriaguez ao volante só pela presença de determinada quantidade no sangue e. Para atestar sua idoneidade moral. destipificando. pag. qualificado como 2ª. não foi localizado junto ao processo comprovante do teste de alcoolemia do “suposto condutor”. trabalhador. mudar de atividade que já desenvolvia há muitos anos. tendo trabalhado como motorista em empresa até o evento do recolhimento de sua carteira de habilitação. também. setembro/08. Aliás.d) Não se justifica de forma lícita que o condutor do veículo que colidiu não tenha se apresentado como real condutor ao invés de tomar a sua frente um terceiro que seguramente não estava na direção. em conseqüência. o nobre e renomado jurista Damásio E. É honesto. o mesmo já teve uma condenação severa no momento da apreensão de sua carteira de habilitação pelo agente de policia. Comungando do mesmo pensamento. com idoneidade. no caso de outra substância. dentre ela. é muito conhecido por muitos das imediações que nada podem se opor a sua conduta. a testemunha que estava presente junto ao Indiciado no momento do acidente. reside no local há muito anos. salvo em razões especiais ou para eventual trabalho como bico.” Além do mais.3. 2. embora não se tenha comprovado a culpa do Indiciado pela lesão constante do tipo. DA PRODUÇÃO DE PROVAS O indiciado é pessoa de reputação ilibada. não se constatou concentração de álcool acima do permitido. a sua mantença e a de sua família tendo em vista a dificuldade que terá para encontrar novo emprego e. tão severa que ocasionou sua dispensa do trabalho ao qual era motorista e da qual necessitava da habilitação para dirigir. sob a forma culposa. 1) FULANO DE TAL Endereço: RG/CPF 2) SICRANO Endereço: RG/CPF 3.55 in fine): “Desta forma. por meio de interpretação sistemática vê-se que o espírito da norma é o de considerar praticado o crime de embriaguez ao volante somente quando o condutor está sob a influência de substância alcoólica ou similar. que o Indiciado não provocou o acidente . e muito caseiro. inclusive. conforme depoimento. in Revista Jurídica Consulex nº 280. DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto. arrola as testemunhas abaixo que poderão ser citadas para prestarem depoimento. salvo engano.

034 . e d) A intimação das testemunhas arroladas no item 2. b) Na remota hipótese do não acolhimento da excludente de ilicitude. não se consuma o tipo em razão do Indiciado não exercer “direção perigosa” ou estar sob efeito de bebida alcoólica. embora o etilômetro tenha detectado concentração de álcool superior ao permitido.2. São Paulo. Pede deferimento. Termos em que. em razão da excludente de ilicitude conforme comentado no item 2. nos termos do artigo 386 do Código de Processo Penal.a) Seja o Acusado ABSOLVIDO SUMARIAMENTE. seja o Denunciado. ABSOLVIDO. MARIA GORETE GUERRA OAB/SP 212. c) Sendo ABSOLVIDO.3 e qualificadas futuramente através de aditamento. ao final. 04 de dezembro de 2008. que seja expedido mandado ao DETRAN para que sua carteira de habilitação seja devolvida. tendo em vista que.

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