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Modelo Defesa Preliminar Cpp

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MODELO DEFESA PRELIMINAR – LESÃO CORPORAL, AMEAÇA E DESOBEDIÊNCIA – LEI MARIA DA PENHA EXCELENTISSIMO(A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO

DA VARA CRIMINAL DA..... AÇÃO PENAL .......

PARTE, devidamente qualificado nos autos da Ação Penal supra mencionada, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado adiante firmado, já devidamente qualificado nos autos, vem respeitosamente perante Vossa Excelência apresentar resposta, na forma do art. 396 e seguintes do CPP, em conformidade com alteração da Lei 11.719/08, e, deduzir para Vossa Excelência as causas e circunstâncias que justificam o descabimento da persecução penal, para o que aduz as seguintes razões: BREVE RELATO DOS FATOS 1. Fora o acusado denunciado e encontra-se processado por este ínclito juízo em virtude da ocorrência dos fatos que segundo entendimento do Ministério Público, subsumem-se à norma penal incriminadora inserta no art. 129, §9º e art. 147, do Código Penal c/c art. 7º, inciso I, da Lei 11.340/06; art. 129, "caput" e art. 147 c/c art. 61, II, h, e art. 330, todos do Código Penal. 2. Segundo se recolhe da peça acusatória, o acusado no dia .... (hora ignorada), agrediu fisicamente com socos a vítima ...., sua ex-companheira, que também vieram a atingir o filho do casal, ...., de 04 anos de idade. Consta ainda que a vítima ...., após entrar em contato com a Policia Militar desta comarca, o acusado desobedeceu à ordem legal de prisão por eles expressa, resistindo à prisão e passou a ameaçar a vida da vitima e de seu filho, afirmando que após sair da cadeia ia matá-los. PRELIMINARMENTE

7. ainda que roborada o respectivo auto pela confissão extrajudicial do réu ou pelo depoimento da vítima e de testemunhas. o Ministério Público não deve buscar uma punição a qualquer custo. a falta do resultado de exame de corpo e delito (lesão corporal) no decorrer da instrução. 167) revela-se legítimo. as vítimas. acarretando consequente cerceamento ao exercício da ampla defesa. então não estará cumprida a condição. Neste diapasão. não bastando a tal desiderato simples consulta à ficha hospitalar. 158 do CPP que: "Quando a infração deixar vestígios. 4. direto ou indireto. Desta feita. em que pese o referido departamento contar com peritos oficiais. mas por outro lado não há exame de corpo de delito. não se viabilize a realização do exame direto. constata-se que não houve pericia alguma.INEXISTÊNCIA DE MATERIALIDADE . logo após a ocorrência do fato alegado. O exame de corpo de delito indireto. é imperioso levantar em tese. posto que. não podendo supri-lo a confissão do acusado". 9. por não mais subsistirem vestígios sensíveis do fato delituoso. É neste prisma que a jurisprudência se firma: "Em tema de lesão corporal. Nota-se que. A rigor. foram encaminhadas ao DPJ desta comarca.AUSÊNCIA DE CORPO DE DELITO 3. traz prejuízos a defesa. indispensável à comprovação da materialidade do crime é a realização de exame de corpo de delito. Fiúza Campos – RT 504/408) . No entanto. segundo consta na peça informativa do inquérito policial.688/91). para averiguar se o crime seria de lesões corporais ou contravenção penal de vias de fato (art. será indispensável o exame de corpo de delito. 5. oportunidade que deveria ser feito o exame de corpo de delito. 8. art. 21 do Decreto Lei nº 3. desprestigiando princípios vetores do Estado Democrático de Direito." (TAMG – AC – Rel. fundado em prova testemunhal idônea e/ou em outros meios de prova consistentes (CPP. Dispõe o Art. dúvida razoável em relação às supostas lesões corporais. por simples análise dos autos. 6. desde que. se por ventura houve agressão e havendo vestígio como afirmado na peça acusatória.

vez que ausente a prova de materialidade. A palavras lançadas pelo acusado. Este entendimento se baseia na necessidade da palavra. Desta feita. porém. é indispensável para a comprovação da materialidade do crime de lesão corporal a realização de exame de corpo de delito. Assim sendo. deve o exame de corpo de delito ser feito antes da denúncia. mas isso não é imprescindível. A Jurisprudência tem entendido que a pessoa embriagada. impõe-se a absolvição quanto ao delito de lesões corporais. Editora Revista dos Tribunais. que o mesmo encontrava-se completamente embriagado na ocorrência dos fatos alegados. e nesse caso. ninguém reputa sérias as palavras proferidas por alguém neste estado. 147) e Desobediência (art." (grifei) 11. não pode ser sujeito ativo do crime de ameaça. 13. sendo o laudo juntado antes da sentença. se o processo for instaurado sem o exame. escrito ou gesto ter a potencialidade de incutir temor na vítima. sendo bastante que a acusação encontre apoio em outros elementos indiciários. e conseqüentemente da ampla defesa. deverá ser ele necessariamente realizado. foram dirigidas ao calor da emoção no momento em que estava sendo algemado na frente de várias pessoas. 14. com observância do princípio constitucional do contraditório.10. 331). ambos do Código penal. . como ensina Ada Pellegrini Grinover e demais colaboradores. sendo insuficiente o dolo eventual. Devidamente comprovado por unanimidade dos depoimentos das testemunhas de acusação. A figura típica dos crimes de Ameaça (art. conjugada com o seu estado de embriagues. esta prova pericial deve ser juntada aos autos antes da sentença. Por certo uma pessoa completamente embriagada não sabe o que diz. a priori. requer o dolo direto (específico). CRIME DE AMEAÇA e DESOBEDIÊNCIA – Ausência de Dolo Específico 12. in 'AS NULIDADES NO PROCESSO PENAL". Entretanto. página 147: "De regra. face ao princípio da verdade real e lealdade processual. 15. vítima e acusado.

AO SER ABORDADO POR GUARDAS MUNICIPAIS. DO CÓDIGO PENAL. que encerra um fim em si mesma.O DOLO OD ART. PUBL.EMENTA OFICIAL: .DÚVIDAS ACERCA DA PRESENÇA DO DOLO ESPECÍFICO . proferida em estado de completa embriaguez. Relator: Juiz Fernando Habibe. (APJ 2000011067874-5. INOCORRÊNCIA .DESACATO .516. TRJE. É penalmente irrelevante. . DJ 3.DIANTE DO SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ DO INCREPADO.SUPOSTO ESTADO DE EMBRIAGUEZ . in verbis: "Ementa: DESACATO E AMEAÇA . PROFERE EXPRESSÕES OFENSIVAS. 11ª Câmara. EM 14/02/02. em recurso de apelação. DE RIGOR O 'NON LIQUET'". Apelado: MPDFT. . a ameaça meramente verbal. Inexistência de crime. Embriaguez. processo nº 1451959/8.ABSOLVIÇÃO MANTIDA. Neste sentido decidiu a Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Este foi o posicionamento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. porque carente da seriedade e idoneidade necessárias para intimidar. DE VIR A SOFRER MAL INJUSTO E GRAVE. INEXISTÊNCIA. unânime. Relator Wilson Barreira. . P. EXIGE CERTEZA NA DEMONSTRAÇÃO DA SÉRIA AMEAÇA CAPAZ DE INFUNDIR VERDADEIRO RECEIO NA VÍTIMA. BEM COMO OS AMEAÇA POR PALAVRAS E GESTOS ABSOLVIÇÃO: .AMEAÇA . deve ser capaz de intimidar a vítima. 183)" 17. A ameaça. o dolo específico. É DE RIGOR A ABSOLVIÇÃO PELA ACUSAÇÃO DE DESACATO.HIPÓTESE. O estado de embriaguez retira daquele que ameaça.AGENTE EMBRIAGADO QUE.NÃO CARACTERIZAÇÃO . Ameaça Verbal. 147. .ESTADO DE EMBRIAGUEZ AMEAÇA SÉRIA E IDÔNEA. Decisão: Dado provimento ao Recurso para julgar improcedente a acusação e absolver o réu. INEXISTENTES ELEMENTOS SEGUROS NESTE SENTIDO. 18. Ausente nos autos prova do dolo específico do réu. em 25/10/2004. portanto. abaixo transcrita: "CRIME DE AMEAÇA. ACÓRDÃO Nº 148.16. não há como se impor o Decreto condenatório. Apelante: André Santos Silva. QUE RETIRA A CAPACIDADE DE COMPREENDER E AFASTA O DOLO ESPECÍFICO.

figura como vitima apenas a pessoa física. 22. vieram a atingir a vitima. Subsume-se do conjunto fático que o acusado e sua ex companheira teriam discutido e que das supostas agressões. do CPP). 24. DA LESÃO CORPORAL COMETIDA CONTRA O MENOR 23. em virtude da observância do princípio do in dubio pro reo. é condição obrigatória que o sujeito passivo apresente condições de tomar consciência do mal. tendo em vista que não houve dolo em praticar o delito contra seu filho. Em tese subsidiária. em dúvida quanto a configuração dos crimes que lhes. capaz. devidamente constatado por laudo pericial. os incapazes. Outrossim. extrai-se da analise do conjunto fático que. Se por ventura houver imputação ao crime de lesão corporal a criança. VI. É cediço na doutrina e jurisprudência pátria que. 129. não merece prosperar. de entender o mal prometido (nesse sentido: RT 446/418). deve ser desclassificado para o crime de lesão culposa. 25. . conforme narrado pelo parquet. 386. 21. imputado ao acusado por ter dirigido o suposto crime em face do menor. Como ameaça apenada em função de sua potencialidade intimidativa. certa e determinada. requer dolo. Impositiva a absolvição (art. excluídos portanto. de fato. em nenhum momento houve intenção de agredir a criança. É cediço que o crime de lesão corporal imputado ao "caput" do art.19. CRIME DE AMEAÇA FEITA CONTRA MENOR CONTRA MENOR 20. 26. face ao crime de ameaça.

tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito. que o ora Acusado atende a todos os citados requisitos exigidos. requer a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art. 29.. por ventura aplicada. h. pelo contrário. 61. não se extrai a intenção de macular a sua integridade física. Nesse passo. em pedido subsidiário. II. já que preenche todos os requisitos exigidos pelo artigo 44 e seguintes do Código Penal Brasileiro. a saber: A pena privativa de liberdade não ultrapassa 04 (quatro) anos (tendo em vista a natureza do delito. do Código Penal. O acusado é primário. Em restando desabrigadas as teses oras esposadas. confiante no discernimento afinado e . em face da segunda vitima . "caput" c/c art.27. 129. É forçoso reconhecer. Não reincidente em crime doloso. filho do acusado. as circunstâncias do mesmo. para o art. preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. DA CONCLUSÃO Postas tais considerações e por entendê-las prevalecentes sobre as razões que justificaram o pedido de condenação despendido pelo preclaro órgão de execução do Ministério Público. Desta feita. a Substituição da Pena Privativa de Liberdade. Nota-se que pela narração dos fatos a conduta dirigida a vitima menor. não restam dúvidas de que o acusado. o acusado. 28. acaso condenado a pena privativa de liberdade. estas foram de forma culposa. se por ventura restar devidamente comprovado as lesões na referida criança. requer. por uma ou mais Penas Restritivas de Direitos. DO DIREITO QUE POSSUI O ACUSADO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE APLICADA PELA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. §6º. desde já. como dito. 129.. 30. bem como a condição do acusado). 31.

no justo descortino de Vossa Excelência. Protesta por todos os meios de provas admitidos em direito. do Código Penal.. Juízo: . 129. seja substituído por penas restritivas de direito. "caput" c/c art. para o art. 129. 12 de fevereiro de 2009 . Outrossim. ultrapassadas as teses supra elencadas. Rol de testemunhas que deverão ser intimadas por este H.. posto ausente a prova de materialidade do crime de lesões corporais. haja vista que o acusado preenche os requisitos dispostos no artigo 44 e incisos do Código Penal Brasileiro. em pedido supletivo. Pede deferimento. à guisa das teses ora esposadas. Linhares-ES. II... §6º. h.688/91. requer ainda. a desclassificação do crime imputado ao acusado pelas acusações contidas no art. 21 do Decreto Lei nº 3. para o delito do art. Por fim. 129. acaso condenado. a defesa requer a ABSOLVIÇÃO do réu. em face da segunda vitima . tendo direito subjetivo à Substituição da Pena Corporal por ventura aplicada por uma ou mais Penas Restritivas de Direito. Supletivamente. requer a desclassificação do delito inserto no art... 61.

quando retornou para casa e foi dormir.306 do CTB. DOS FATOS Na peça acusatória.503/97. o Denunciado. Para esclarecer tal inverdade. o álcool exercia influência sob a conduta do denunciado a ponto de ocorrer a possibilidade de envolver-se em acidente. passo a expor o fato como realmente ocorreu. o Representante do Ministério Público imputa-lhe a prática do crime previsto no art. à presença de Vossa Excelência.RÉU SOLTO FULANO DE TAL. na noite do dia anterior ao ocorrido esteve bebendo na companhia de amigos e parentes em comemoração de evento. . tendo sido detectado concentração de álcool por litro de sangue superior a seis decigramas conforme comprovante de teste de bafômetro realizado naquela mesma data. 2. conduzindo seu veículo (marca/modelo/ano/origem). mediante os seguintes fatos e fundamentos a seguir aduzidos: 1. em face da denuncia formulada pelo Representante do Ministério Público como incurso no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. apresentar DEFESA PRELIMINAR com base no rito estabelecido pela Lei 11. VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ______________. Ocorre que. DOS FUNDAMENTOS 2. FULANO queria falar com ele. respeitosamente. tendo sido preso em flagrante após constatação de que estava dirigindo sob a influência de álcool. na altura do km __ da Rodovia ________ município de _______/SP.EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ª. endereço). as 3h45. Primeiramente cabe esclarecer que o denunciado. Lei 9. ESTADO DE SÃO PAULO. DA INFRINGÊNCIA DO ILÍCITO PENAL Consta na inaugural acusatória que o indiciado. mandato incluso.719//08. existe real ofensa a verdade quando se deduz que. __ de setembro. Nesse mesmo dia. no dia __ de setembro do ano de 2008. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas. sob a influência de álcool.1. envolveu-se num acidente de trânsito sem vítimas. ____________ (qualificação completa. sob o fundamento de que. como de fato ocorreu. por volta de 1h50. com base no teste de alcoolemia.719/2008 que introduziu alteração ao artigo 396 e 396-A do Código de Processo Penal. vem. ficando no local até aproximadamente as 6h do dia seguinte. por meio de sua advogada infra assinada. por volta das 14hs foi acordado por sua mãe comunicandoo que seu amigo.CONTROLE: . RG/CPF. PROCESSO Nº . com redação alterada pela Lei 11.

3) Tentando entender o ocorrido. assim.php?id=26091. dizendo que iria ligar pra polícia e fazer ocorrência. Cabe ressalva que. saiu do carro e há aproximadamente uns 25 metros estava o veículo autor do acidente. qualquer risco a coletividade. sugeriu o Indiciado que no máximo poderiam dividir o valor da franquia para que realizassem o conserto dos dois veículos já que não dera causa ao infortúnio. aproximadamente 18 (dezoito) horas após ter ingerido bebida alcoólica. voz de prisão. com a batida foi lançado pra frente batendo a cabeça no párabrisa. Informe concedido em 27 de junho de 2008 no site http://www.com. nada aconteceu além de prejuízo material e a formação de saliência na testa do amigo. o PM realizou o teste do bafômetro tendo confirmado a presença de tal substancia em nível acima do permitido. e também morais. Alguns segundos depois. sem nada entender.baguete.705/08. assim. por volta das 23h00 para que pudesse realizar um trabalho e que lhe pagaria o frete. Nada concordou. A oferta foi aceita pois. se não fosse sua experiência profissional teria saído da pista ocasionando acidentes de grandes proporções. Colhidos os documentos e diante da confissão do Indiciado que havia ingerido álcool mas havia aproximadamente vinte e quatro horas. em comentário a recém editada “lei seca”. Felizmente. Para se ter idéia do impacto sofrido pelo veículo traseiro. não oferecendo. Foram todos pra delegacia local – 1º. em razão de pista molhada. de acordo com a Dra. três rapazes e duas moças. ou seja. coordenadora do departamento de Medicina da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). onde o Indiciado ficou preso. que alterou vários dispositivos do CTB. inclusive com resultado trágico por parte de seu amigo que. estava embriagado. Como recebeu a informação que o carro do outro condutor tinha seguro. Dirigiu-se em sua direção e viu que as pessoas saiam do carro. conversaram amigavelmente. além de ganhar alguns trocados. dando. Notou que o rapaz que veio tirar satisfação não era o mesmo que estava ao volante. Enquanto a polícia não chegava ao local.. cujo original será acostado aos autos em Ação de reparação de Dano Civil que estará movendo para ressarcir-se dos prejuízos materiais. sofridos (docs. uma dose de uísque pode ficar por até 24 horas circulando pelo corpo do motorista. junta fotos do dano material. Saíram de casa por volta das 00h20min. sofreu um abalo forte na traseira do seu veículo que.O amigo veio pedir-lhe que o levasse até a praia.Júlia Grevi. Em determinado momento avistou em seu retrovisor há uma distância de aproximadamente uns cem metros dois carros vindo na pista da esquerda. . com pouquíssimo movimento. 11. ao todo cinco. Alegou ao Indiciado que o carro estava parado na pista e que ele teria que pagar o prejuízo. Embora o Indiciado seja motorista profissional e a pista seja bem sinalizada e de ótima rolagem.. poderia participar do evento e empreender-se nessa jornada. na maior parte do tempo trafegava prudentemente pela pista da direita e em velocidade média de 65 km/h. A estrada estava vazia. o condutor que se dizia estar ao volante no momento do acidente se antecipou e contou ao agente que o carro do Indiciado estava parado na pista da direita ou em reduzida velocidade e que ele – Indiciado.DP de São Vicente. Chegando os policiais.br/noticiasDetalhes.

mesmo com taxa de alcoolemia acima da permitida. não teria como controlar seu veículo. de escolher o melhor momento para a mudança de pista. hábito de beber. outros. neurológicas e psíquicas do examinado. antes de ser interceptado. idade. se assim o fosse. 2. c) Em razão do diminuto fluxo da pista.29. Apenas o resultado da dosagem do álcool pode induzir conclusão equivocada. atestando se dirigia ou não embriagado. ou seja. é necessário também o nexo causal entre ingestão da substância e o resultado abstrato que é exposição da coletividade a risco. em velocidade compatível com as condições da pista e. CTB).O amigo do Indiciado. Da mesma forma foi instruído o Indiciado que nada dissesse senão na presença de um advogado. É necessário para que o elemento penal do tipo se consuma. Há necessidade. em razão dos seguintes motivos: a) Teria por obrigação guardar distância do carro á frente de forma que conseguisse ter controle do seu veículo em caso de freagem brusca (art. que dependerão de peso. Ao contrário do Indiciado. não teria reflexos para controlar o veículo em razão do impacto sofrido pelo veículo do “suposto” condutor. apresentam embriaguez e dirigem anormalmente. DA EXCLUDENTE DE ILICITUDE Conforme acima exposto. definido no art. estado emotivo. ter ou não se alimentado etc. 306 do CTB. Anderson. é de ação penal pública incondicionada. principalmente. Alguns. dado o caráter coletivo do bem jurídico tutelado (incolumidade pública). tinha ele tempo e condições. . As pessoas têm diferentes tolerâncias ao álcool e nelas a mesma taxa produzirá efeitos diversos. pra não dizer “quase deserta”. conduzem veículo normalmente. mas tão somente danos materiais. não existe motivo para a troca de pista repentinamente para dar passagem a outro veículo.II. inc. bem como a inexistência de vítima determinada. em direção perigosa e dirigindo com imprudência seria a “suposta” vitima. dirigir na pista da direita. Embora o teste do etilômetro tenha detectado concentração de álcool acima do permitido. em razão da colisão dos veículos não restaram vítimas. a afetação do modo de dirigir do sujeito . não teria uma conduta típica de prudência ao volante. que será influenciado pelo álcool. O crime de embriaguez ao volante. tendo realizado uma ligação para sua advogada. Para que seja consumado o tipo penal não basta a comprovação da ingestão de bebida alcoólica acima do permitido. quem conclusivamente estaria sob o efeito do álcool. também. em razão do tempo decorrido entre a ultima ingestão da substância e o fator do acusado ter dormido e se alimentado. com taxa inferior. b) Não poderia dar passagem a veiculo que vinha atrás sem antes ter plena certeza de que a pista a ser adentrada estivesse livre para realização da mudança de faixa com segurança. saúde.2. seguramente não estava mais sob a influência do álcool. o instruiu que não depusesse na delegacia sem a sua presença. do exame clínico em que o médico avaliará as manifestações físicas.anormal. Além do requisito biológico exige-se também o requisito psicológico do sujeito.

alternando sua vida da casa para o trabalho e vice-versa. reside no local há muito anos. mudar de atividade que já desenvolvia há muitos anos. por meio de interpretação sistemática vê-se que o espírito da norma é o de considerar praticado o crime de embriaguez ao volante somente quando o condutor está sob a influência de substância alcoólica ou similar. no caso de outra substância. não foi localizado junto ao processo comprovante do teste de alcoolemia do “suposto condutor”. embora não se tenha comprovado a culpa do Indiciado pela lesão constante do tipo. também. considerasse a existência de crime de embriaguez ao volante só pela presença de determinada quantidade no sangue e. Comungando do mesmo pensamento. Para atestar sua idoneidade moral. pag. a conduta delituosa constante do artigo 306 do CTB. inclusive. DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto. requer a Vossa Excelência: . não se constatou concentração de álcool acima do permitido. inclusive. conforme depoimento. salvo engano. 2. em conseqüência.sem vitima. tendo trabalhado como motorista em empresa até o evento do recolhimento de sua carteira de habilitação. e) Por fim. é muito conhecido por muitos das imediações que nada podem se opor a sua conduta. É honesto. e muito caseiro. trabalhador. que o Indiciado não provocou o acidente .55 in fine): “Desta forma. Aliás. no tocante a álcool. com idoneidade. a testemunha que estava presente junto ao Indiciado no momento do acidente. que dirigia com segurança e sem qualquer exposição de risco a coletividade. tão severa que ocasionou sua dispensa do trabalho ao qual era motorista e da qual necessitava da habilitação para dirigir.3. que. Fica configurado. o mesmo já teve uma condenação severa no momento da apreensão de sua carteira de habilitação pelo agente de policia. sob a forma culposa. Condenou-o.testemunha. assim. dentre ela. destipificando. o nobre e renomado jurista Damásio E. experiência e referência de mercado. Seria impróprio que o legislador. Não tem por hábito sair aos finais de semana. setembro/08. a sua mantença e a de sua família tendo em vista a dificuldade que terá para encontrar novo emprego e. salvo em razões especiais ou para eventual trabalho como bico.d) Não se justifica de forma lícita que o condutor do veículo que colidiu não tenha se apresentado como real condutor ao invés de tomar a sua frente um terceiro que seguramente não estava na direção. exigisse a influência. in Revista Jurídica Consulex nº 280. arrola as testemunhas abaixo que poderão ser citadas para prestarem depoimento. qualificado como 2ª. 1) FULANO DE TAL Endereço: RG/CPF 2) SICRANO Endereço: RG/CPF 3.” Além do mais.de Jesus corrobora (“Embriaguez ao Volante”. DA PRODUÇÃO DE PROVAS O indiciado é pessoa de reputação ilibada.

034 .2. b) Na remota hipótese do não acolhimento da excludente de ilicitude. 04 de dezembro de 2008. tendo em vista que. São Paulo. embora o etilômetro tenha detectado concentração de álcool superior ao permitido. seja o Denunciado. e d) A intimação das testemunhas arroladas no item 2. ABSOLVIDO.3 e qualificadas futuramente através de aditamento. não se consuma o tipo em razão do Indiciado não exercer “direção perigosa” ou estar sob efeito de bebida alcoólica. c) Sendo ABSOLVIDO. em razão da excludente de ilicitude conforme comentado no item 2. ao final. que seja expedido mandado ao DETRAN para que sua carteira de habilitação seja devolvida. Pede deferimento. MARIA GORETE GUERRA OAB/SP 212.a) Seja o Acusado ABSOLVIDO SUMARIAMENTE. nos termos do artigo 386 do Código de Processo Penal. Termos em que.

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