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O MAÇOM E SUA BENEVOLÊNCIA

Jodelse Dias Duarte1


M∴ M∴

O M∴ é um homem livre: de credo, raça, discernimento e de moral


ilibada; é, pois, alguém que procura o conhecimento, a sublimação.
“A M∴não pode conspirar, pois sua busca se baseia
no valor tradicional, em um sentimento de
plenitude que conduz à tolerância e à lei do amor”
(BAYARD, A Espiritualidade da Maçonaria,
2004, p248).

Existem em nossa Loja, IIr∴que se filiam e apóiam partidos políticos


e se engajam religiosamente com fervor. Não é cabível, em Loja, que se tente
conhecer este cunho do Ir∴; isto é eterno divisor, e nada contribui ao
engrandecimento moral por todos almejado.
O homem M∴é um ser que inquieta os profanos. A sua procura
incessante pela tradição, pelo carma, pela preservação dos valores que considera
sagrados, pela crescente pureza de sua natureza espiritual, e, pelo seu
humanismo o faz e o torna alguém estranho aos ímpares.
Os M∴são solidários entre si. Mas sua benevolência é maior entre os
não iniciados. Eis que então, seu caráter é moldado, após a iniciação, na corrente
da filantropia: fi-lo; não busco reconhecimento, só a minha paz, e regozijo com os
IIr∴ o obscurantismo de minha benevolência, pois assim o fazendo faço-o pela
Ordem, e é a Ordem que obtém os louros de meu feito.
Esse trabalho não é isolado  todo esforço é realizado em grupo, e a
Loja é o grupo, pois o M∴o faz sem se preocupar com próprio interesse, com seu
nome, com seu orgulho; à M∴todos IIr∴se convergem, sem renunciar à sua
crença, independente qual ela seja.
Ora pois, ser M∴impõe deveres. Se não estamos aptos a cumprir
nossos deveres, renunciando pois ao juramento de nossa iniciação, é preferível
que o iniciado não esqueça esse juramento e ao afastar-se da Ordem, lembre-se
que a vivida só é bem vivida em Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

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Loja Maçônica Paz e Fraternidade Nº 48 – Oriente de Valença – Bahia - Filiada à GLEB