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Animais Peçonhentos

Animais Peçonhentos

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um pouco de toxicologia sobre os animais peçonhentos
um pouco de toxicologia sobre os animais peçonhentos

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Published by: vilmar konageski jr on May 24, 2008
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An imai s Peç onhen tos

Grupo: Luciana Dagostini; Rosane; Marise Paier e Vilmar Konageski Jr.
Química Licenciatura – Regime Especial – 1° Semestre 2008 – Professora Maria de Lurdes

O que são Animais Peçonhentos

Animais peçonhentos são aqueles que produzem substância tóxica e apresentam um aparelho especializado para inoculação desta substância que é o veneno, possuem glândulas que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente.

Animais mais freqüentes
 Aranhas  Serpentes  Escorpiões  Lagartas

SE RPENTE S

São quatro os tipos (gêneros) de serpentes peçonhentas no Brasil: Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, , cotiara, caiçaca), Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu-pico-de-jaca) e Micrurus (corais-verdadeiras). As jararacas respondem por quase 90% dos acidentes ofídicos registrados, sendo encontradas em todo o país. Apesar de comuns, as corais verdadeiras são causa rara de acidentes pois os hábitos dessas serpentes não propiciam a ocorrência de acidentes. As surucucus são serpentes que habitam matas fechadas sendo portanto encontradas principalmente na Amazônia e, mais raramente, na Mata Atlântica. Já as cascavéis preferem ambientes secos e abertos, não sendo comuns nas áreas onde as surucucus predominam.

Jararaca

Nas picadas de jararaca, além da carade-bobo e urina escura (vermelha e turva), podem aparecer bolhas no local e sangramento das gengivas; o sangue não coagula e fica uma cicatriz, devido à necrose no local da picada.

Cascavel

A cascavel é uma serpente inconfundível pela presença do chocalho ou gizo na extremidade da cauda, coloração geral é olivácea. Habita campos abertos de cerrados, áreas pedregosas, secas e quentes. Contrariamente à crença popular, o número de segmentos que compõe o chocalho não determina a idade da serpente, mas sim o número de trocas de peles realizadas. Sendo assim, se uma cascavel tem 10 anéis no chocalho, não quer dizer que ela tenha 10 anos de idade. Cada vez que o animal muda de pele, o que ocorre de 2 a 4 vezes por ano, ele acrescenta um novo anel no chocalho. Alimenta-se de roedores e pequenas aves em geral.

Surucucu-pico-de-jacaLachesis muta rhombeata (Wied, 1825). Família Viperidae. Nome popular: surucucu-pico-de-jaca, surucucu

Surucucu
Constituem serpentes de grande porte, como o nome indígena representa surucucu grande serpente.  Apresentam cabeça triangular, fosseta loreal e cauda com escamas arrepiadas e presa inoculadora de veneno. Com duas subespécies, é a maior serpente peçonhenta das Américas.  Poucos relatos de acidente onde o animal causador foi trazido para identificação. Existem semelhanças nos quadros clínicos entre os acidentes laquético e botrópico, com possibilidade de confusão diagnóstica entre eles.

Micrurus corallinus - espécie de coral verdadeira.

Corais verdadeiras

Este grupo é formado pelas corais verdadeiras. É importante lembrar que as corais não possuem fosseta loreal. Em virtude de apresentarem dentes pequenos e fixos, seus inoculadores de veneno, e habitarem, preferencialmente, buracos, os acidentes são raros, porém mais graves do que os causados pelos demais ofídios, devido a sua potencial evolução para o bloqueio neuromuscular, paralisia respiratória e até mesmo óbito. A prevalência de acidentes por Micrurus é baixíssima, representando menos de 0,5% do total de acidentes ofídicos.

Cobra devora sapo e ainda usa o veneno dele Serpente comum em ilhas japonesas armazena toxinas do anfíbio em suas glândulas. Peçonha do sapo fica no sangue do réptil e vira defesa contra predador.

Uma cobra asiática desenvolveu o que poderíamos chamar de "veneno terceirizado": no lugar de produzir sua própria peçonha, ela aproveita a existente nos sapos que devora e a utiliza contra seus próprios inimigos quando necessário. O truque foi flagrado por pesquisadores americanos e japoneses que estudam a Rhabdophis tigrinus, espécie comum em várias ilhas do Japão. g1.globo.com

ES COR PIÕES

No mundo todo, existem aproximadamente 1.400 espécies de escorpiões até hoje descritas, sendo que no Brasil há cerca de 75 espécies amplamente distribuídas pelo país. Esses animais podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais. No Brasil o gênero Tityus é o mais rico em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical. As principais espécies são: Tityus serrulatus, responsável por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. As diversas espécies do gênero Tityus apresentam um tamanho de cerca de 6 a 7 cm.

O VENENO  O veneno do escorpião compreende uma variedade de substâncias, nem todas completamente investigadas. O veneno de um único escorpião pode incluir diversas neurotoxinas, histimina, seratonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outros compostos não identificados. O veneno pode conter, ainda, sais diversos, muco, peptídeos, nucleotídeos e aminoácidos.  O pesquisador brasileiro Marcus Vinicius Gomezem sua tese de doutorado purificou, do veneno do escorpião brasileiro, Tityus serrulatus, uma neurotoxina que denominou tityustoxina.

Tityus serrulatus
 Também

chamado escorpião amarelo, podendo atingir até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais.

Tityus bahiensis
 Apresenta

colorido geral marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada. É o escorpião que causa os acidentes mais freqüentes no Estado de São Paulo.

Tityus trivittatus
 Apresenta

colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho. Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

ARA NH AS

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno. No Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus . Os acidentes causados por Lycosa (aranhade-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são destituídos de maior importância.

Phoneutria
 São

as chamadas armadeiras, devido ao fato de, quando ameaçadas, tomarem a postura de se “armar”, levantando as patas dianteiras e eriçando os espinhos. É extremamente agressiva.

Loxosceles
 Conhecida

como aranha marrom, é encontrada com facilidade nas residências, atrás de quadros, armários, no meio de livros, caixas de papelão e outros objetos pouco remexidos.

Latrodectus
O

gênero Latrodectus (“viúva negra”) – cuja espécie mais comum no Brasil é a Latrodectus curacaviensis -, ao contrário do que se verifica em outros países, é agente raro de acidente em nosso país.

Lycosa
 As

aranhas do gênero Lycosa, chamadas de aranhas de jardins, são comumente encontradas nas residências; também causam acidentes leves, sem necessidade de tratamento específico.

Caranguejeiras
 As

aranhas caranguejeiras, apesar de seu aspecto assustador (podendo chegar a medir 20 cm de diâmetro), causam acidentes leves. A picada pode ser muito dolorosa, porém seu veneno é pouco ativo para os seres humanos, somente seus pêlos podem causar irritação em algumas pessoas.

O VENENO
 Segundo

o pesquisador Marcelo Cairrão Araújo Rodrigues em sua tese, “As peçonhas de artrópodos são ricas fontes de neurotoxinas, verdadeiras ferramentas moleculares com ação seletiva e específica sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) de mamíferos, e de grande relevância clínico-científica.

LAGARTAS
As lagartas venenosas são a fase larval das borboletas ou mariposas. Possuem pelos ou espículos simples ou arborecentes por onde secretam veneno (que são substâncias alergenas) que causa coceira, provoca queimaduras e dor.

DINÂMIC A D O ENVEN ENAME NTO

O envenenamento ocorre quando, por intermédio da inoculação da substância tóxica, seja por intermédio de dentes ocos, espinhos ocos ou órgãos inoculadores; assim o veneno encontra um meio de entrar no organismo da vítima onde irá percorrer certos caminhos de acordo com suas características, primeiramente físico-quimicas, se ele irá se espalhar pela corrente sangüínea ou se irá ficar depositado no local da ferida onde foi inoculado.

DINÂMIC A D O ENV ENENA MENTO- 2
 Pode

ser dividido em três partes:  1° Momento do acidente
 2°

Socorro Recuperação

 3°

BIBLIOGRAFIA acessos em 22/04/2008
   

 

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0 ,,MUL2965-5603,00.html http://www.geocities.com/~esabio/escorpiao/veneno. htm http://www.saude.rj.gov.br/animaispeconhentos/esco rpcaracteristicas.html http://www.google.com.br/search?q=subst%C3%A2n cia+pe%C3%A7onha+cobra&hl=ptBR&start=10&sa=N http://www.universia.com.br/html/materia/materia_ce id.html Apresentação disponível no site: www.scribd.com

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