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Conceito de Topografia

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1.

Conceito de Topografia

1.1. O que é topografia

A palavra topografia deriva das palavras gregas “topos” (lugar) e “graphen” (descrever)”, o que significa descrição do lugar, visando a determinação e a representação da forma (contorno, ângulos e relevo), dimensão (distâncias e área), etc. A seguir são apresentadas algumas de suas definições: “A Topografia tem por objetivo o estudo dos instrumentos e métodos utilizados para obter a representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana” DOUBEK (1989)

“A Topografia tem por finalidade determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a curvatura resultante da esfericidade terrestre” ESPARTEL (1987).

1.2. Para que serve a Topografia

O objetivo principal da topografia é efetuar o levantamento (executar medições de ângulos, distâncias e desníveis) que permita representar uma porção da superfície terrestre. Às operações efetuadas em campo, com o objetivo de coletar dados para a posterior representação, denomina-se de levantamento topográfico. Logo, a topografia serve para dar suporte as obras de engenharia, agronomia e arquitetura, pois estas são executadas sobre parte da superfície terrestre. Este suporte é feito a partir de estudos e projetos previamente elaborados, cabendo a topografia dar a base para que estes projetos sejam executados com maior precisão e locados corretamente na área onde serão executados. A topografia auxilia projetos e obras na construção civil (como prédios, pontes, rodovias, barragens e ferrovias), no urbanismo (como plano diretor, sistema viário, eletrificação, saneamento, loteamentos, rede telefônica), na agricultura (como projetos de culturas, drenagens, irrigações, cadastro de culturas) e na silvicultura (como reflorestamento e reservas florestais).

3. Além disto. Ele consiste no reconhecimento da área a ser levantada: Partindo-se de um ponto tomado como origem (0=PP). 1988). Na determinação direta das distâncias devemos ter o cuidado de manter sempre a trena na horizontal. Para tanto é necessário um sólido conhecimento sobre instrumentação. para a visibilidade entre eles. da trena e de balizas. etc. ou na necessidade procede-se abertura de picadas na mata. volumes. caminhando sobre as divisas ou o mais próximo possível delas. A medição das distâncias horizontais. Quando da não possibilidade de coincidir o alinhamento da poligonal com a divisa do terreno. percorre-se a área. podem ser diretas. estas grandezas poderão ser representadas de forma gráfica através de mapas ou plantas. coordenadas. métodos de cálculo e estimativa de precisão (KAHMEN. Como se usa (inclusive recursos) Na Topografia trabalha-se com medidas (lineares e angulares) realizadas sobre a superfície da Terra e a partir destas medidas são calculados áreas. técnicas de medição. os quais deverão se intervisíveis na ordem que seguem. O método de caminhamento é o método de levantamento mais utilizado para qualquer tipo de área e relevo. evitando-se tomar medidas inclinadas e evitando-se também a catenária. procedemos a partir dos vértices da poligonal a amarração desta divisas. materializando os vértices da poligonal com piquetes. 2 . Ele faz uso do teodolito. indiretas ou eletrônicas.2 1. FAIG.

altura do prisma e outros). 5.1.1.1 .2 .5 .Anotações de caderneta de campo: Na caderneta de campo deverão constar os seguintes itens: 5.Trabalho de escritório: 5.5.1.5 . 5. 5.5. 5.1.2.Croqui.6 .5. 5. 5.Ângulo e distância das amarrações.3 A determinação indireta das distâncias é feita através de taqueometria e a eletrônica através de distanciômetros eletrônicos e prismas.5.5. Nas estações totais todos os dados são armazenados na memória interna (ângulos.1.1.Distancias horizontais. descrição dos pontos.4 .4 . 5.Cálculo: Compreende o cálculo da planilha através do uso de computadores ou com o auxílio de calculadoras científicas.1. 3 . 5.Número da estação.Azimute ou Rumo inicial.5. bem como o cálculo das amarrações para a obtenção das coordenadas de todos os pontos e posterior representação gráfica. desníveis.2 .3 .Ângulo horizontal na estação.1 .Amarração de detalhes naturais e artificiais: Poderá ser feita por qualquer processo de levantamento planimétrico já descrito.1. distâncias horizontais. sendo o mais utilizado a irradiação. altura do instrumento.

2.4 5. 4 .Representação gráfica: Poderá ser realizada em computadores com programas de CAD. ou manualmente em par de eixos cartesianos na escala adequada.2 .

05 Corr. X -0.01 Σ X. Y 59.0001 Proj.Y) da planilha.797 Σ = -0.03 -0.01 -119.11 Σ = 0.X 3601.92 Sen.797 Σ Y.0002 -0.01 Σ = .25 40.07 0.95 = 0.99 59. X 60.97 Proj.00 60.8985 m2 A representação gráfica se faz em um par de eixos cartesianos.99 179.97 0.9999 Cos 0.0.Proj.11 / 239.2005 -9611.96 119.00 Σ X 59.06 0.9999 0.04 100.99 -40.10 0.3973 0.1997 Σ = 9605. Ext.02 0.01 -119.99 119.04 -19.05 -0.7996 -3597.97 -20. X 59.5958 1. 243°25’10” 251°32’50” 270°01’00” 315°01’00” Azimute 45°01’20” 108°26’30” 179°59’20” 270°00’20” 45°01’20” Dist.Proj.09 40.09 Kx = 0.93 119.00 Coord.01 Coord.00 0.97 0.3163 -0.00045842883934 Ky = 0. 243°26’10” 251°33’50” 270°01’00” 315°01’00” corr -1’ -1’ Ang.00108252144225 Corr.10 119.04 -0.7074 0.Y 3601.4004 1. Y 0.9486 0.1997 Σ = -9605. Y 60.97 Σ Y 60. através das coordenadas (X.13 [Σ ] = 120.04 Proj.02 60. Ext.09 = 0.13 ÁREA = 4802.00 59.03 -0. (m) 84.01 0. 5 .01 -40.95 Proj. 0.5 Planilha Topográfica: Est 0=PP 01 02 03 0=PP Ang.85 63. Y 0. X 0.04 40.95 239.11 [Σ ] = 239.13 / 120.7068 -0.92 Σ = 0.7996 6002.

que são linhas formadas pela sucessão de pontos notáveis mais altos. criteriosamente levantados no local. marcados e cotados no desenho. chamadas de vertentes das águas. com curvas de nível. procurando visualizar. 2 . Na confecção da planta planialtimétrica. permite que se chegue a algumas conclusões a respeito das curvas de nível: 1 .6 Altimetria: Topologia: Para possibilitar o traçado da planta planialtimétrica. 3 . A construção das curvas de nível é feita através de pontos cotados. em um processo gráfico. A Caderneta de campo. deve descrever o aspecto geral do terreno. caracteriza a forma de sua superfície topográfica. além das anotações correspondentes ao levantamento dos pontos.Linhas de cumeada. 2 . A união de pontos notáveis de mesma categoria.As curvas de nível não se cruzam. a seguir o relevo do terreno.As curvas de nível. nos terrenos naturais. Ao longo das linhas de talvegue reúnem-se as águas das vertentes. A experiência conseguida por constantes observações. Finalmente. de espigão ou divisórias de águas. unem-se criteriosamente os pontos de mesma cota cheia (inteira). e indicação de linhas notáveis. Em seguida são determinadas as cotas cheias entre cada par de pontos.Linhas notáveis intermediárias. caindo uma parte em cada uma das superfícies laterais. são formadas pela sucessão de pontos notáveis mais baixos. em relação as suas proximidades. As águas das chuvas que caem sobre uma linha de cumeada se dividem. sem nome próprio. 3 . Esses pontos notáveis são os pontos onde o terreno apresenta uma mudança acentuada de declividade em relação as suas proximidades. deve-se marcar inicialmente os pontos cotados conhecidos. dando a cada curva um aspecto compatível com as formas naturais do terreno. delineando as linhas notáveis.Linhas de talvegue. formando os cursos d’água. o levantamento de obter dados que permitam marcar no desenho um número de pontos cotados capaz de caracterizar o relevo da superfície topográfica através das curvas de nível que melhor o represente. os vales e os espigões. da origem as linhas notáveis que se classificam em: 1 . 6 .Uma curva de nível não tangência a si mesma. tendem a um certo paralelismo e são isentas de ângulos vivos e curvas bruscas .

6 . Métodos para a determinação do desnível entre dois pontos. 1 . 4 – GPS (Sistema de Posição Global) 7 .As curvas de nível formam linhas fechadas em torno das elevações e depressões. 7 .Nivelamento Geométrico.Nivelamento Barométrico.As curvas de nível são contínuas e não se interrompem bruscamente.As curvas de nível tendem a ser paralelas as linhas de fundo de vale. 2 .As curvas de nível cortam perpendicularmente as linhas de água. 5 . 3 .Nivelamento Trigonométrico.7 4 .

o processo consiste na diferença de leituras feitas sobre as miras graduadas. Nivelamento Geométrico: Como considerado anteriormente. Topográfico .S.B. determina-se a altitude ou cota do segundo. É de grande precisão. baseados no datum altimétrico de Imbituba . O método das visadas iguais é o mais utilizado. Esses pontos são denominados de RN (Referência de Nível). Os pontos de altitudes conhecidas são encontrados no I.G.erro < 6mm.E. não necessitando de visibilidade entre os pontos. O nivelamento trigonométrico é baseado na resolução de triângulos retângulos . 2a Ordem . com precisão inferior ao nivelamento geométrico.SC. utilizando níveis de luneta.Visadas extremas.G. empregando-se o nível de luneta afastado igualmente de ambas as miras sobre os pontos dos quais se deseja definir o desnível.Visadas eqüidistantes.8 GPS O nivelamento geométrico é baseado na diferença de leituras feitas em miras graduadas. no nivelamento e contra nivelamento: 1a Ordem .Visadas iguais. O nivelamento barométrico é baseado no decréscimo da precisão com a altitude.erro < 4mm. O nivelamento geométrico é classificado segundo o seu erro de fechamento. Conhecendo-se a altitude ou cota do primeiro ponto. sendo muito utilizado em levantamentos de 1a ordem com erros em milímetros. 3 . as operações de campo podem ser feitas utilizando um dos métodos a seguir: 1 . tendo como vantagem a independência das observações. 8 . sendo de apenas alguns metros. 4 .erro < 3cm Dependendo do tipo de levantamento e do tipo de terreno. 2 .Visadas recíprocas. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e na D. (Diretoria de Serviço Geográfico).

Se dois pontos dos quais se deseja conhecer o desnível. Assim: ∆ H = Σ (R -V) Se tivermos a altitude ou cota de um dos pontos. sem considerar a sua extrema simplicidade. refração atmosférica e colimação vertical. e do nível a mira a vante. portanto não os descreveremos aqui. com uma tolerância de erro aproximadamente de 2 metros. ficam eliminados na diferença de leituras.9 Assim: ∆ H = R .Nivelamento trigonométrico de curto alcance. ao somarmos o desnível entre os mesmos com esta. 9 . estão muito afastados. haverá a necessidade de mudar o nível várias vezes até obtermos o desnível. Os demais métodos de nivelamento geométrico citados anteriormente. não são usuais. teremos a cota ou altitude do outro ponto.V A maior vantagem do processo. é obtida contando-se os passos da mira a ré ao nível. Nivelamento Trigonométrico: O nivelamento trigonométrico pode ser dividido em: 1 . é de que os erros provocados pela curvatura da terra. A igualdade das distâncias do nível de luneta para as miras.

10 .I). e poligonais com distanciômetros eletrônicos.tg α + hi . bem como a distância entre eles.10 2 . ficando o de longo alcance. S = leitura estadimétrica no retículo inferior. hi = altura do teodolito.M ou ∆ H = D.K.tg (90° . determinando assim. com carretéis fechados ou abertos. D = distância entre os pontos. O segundo caso não será descrito aqui. São graduadas em múltiplos e submúltiplos do metro. M = leitura estadimétrica no retículo médio. O nivelamento trigonométrico de curto alcance.cos2 α ∆ H = D. O nivelamento trigonométrico baseia-se na resolução de triângulos retângulos. K = constante do aparelho igual a 100.z) ou D = (S .K.Nivelamento trigonométrico de longo alcance.z) + hi .M onde: α = ângulo vertical ao horizonte. Assim: D = (S -I). S = leitura estadimétrica no retículo superior. com comprimento variando de 20m a 50m. não só o desnível entre os pontos.cos2 (90° . Trenas: São instrumentos utilizados para medição direta de distâncias. São fabricadas em fiberglass (fibra de vidro) ou aço. ∆ H = desnível entre os pontos. para triangulações fundamentais ou secundárias. é normalmente usado em levantamentos topográficos por caminhamento. z = ângulo zenital.

Tem por finalidade a materialização de um ponto topográfico. ficando a mesma cravada a uma distância de 50cm do referido piquete. sendo cravado no solo. Tem por finalidade. com comprimento de 20cm a 25cm . onde é colocado o nome ou número do piquete a que esta estaca se refere. ficando apenas 1cm ou 2cm para fora. 11 . com um chanfro na parte superior.11 Piquetes: São estacas de madeira com secção transversal quadrada de 4cm X 4cm. com o chanfro voltado para o mesmo. possibilitar a identificação e localização do piquete. sem possíveis movimentos laterais. Estaca Testemunha: São estacas de madeira com secção transversal de 4cm X 4cm e com 50cm de comprimento. apontados em uma das extremidades.

Servem para materializar a vertical nos pontos topográficos (piquetes). com 2m de comprimento. graduadas em metros e centímetros. Servem para as leituras estadimétricas na determinação dos desníveis e distâncias indiretas. e tipo francês (Azimutes).12 Balizas: São hastes metálicas ou de madeira de secção transversal circular ou oitavada. pintadas de branco e vermelho alternadamente em faixas de 50cm. Bússolas: Dentro de uma grande variedade de tipos. respectivamente. 12 . Divide-se em tipo americano (Rumos). com 4m de comprimento. Tem por finalidade a orientação do alinhamento em relação ao Norte Magnético Estádias: São construídas em forma de paralelepípedos em alumínio ou madeira. são constituídas basicamente de uma agulha magnética e um círculo graduado em limbo fixo ou móvel. nos tipos de encaixar e telescópica.

3 .Níveis automáticos.13 Níveis: São aparelhos óticos destinados a determinação de desníveis entre pontos os topográficos. ou entre um líquido e um gás. Dividem-se em: 1 .Níveis baseados na horizontalidade de uma superfície líquida em repouso Níveis de cantoneira: São níveis de bolha esféricos destinados a proporcionar a verticalização das estádias e/ou balizas. 2 .Níveis baseados na diferença de densidade entre dois líquidos. baseados no equilíbrio dos corpos suspensos. 13 . etc. de amarrações.

bem como a determinação direta de distâncias (distanciometro eletrônico) e indireta (taqueometria). Divide-se em: 14 .14 Teodolito: São goniômetros apropriados para a determinação numérica dos ângulos verticais e horizontais. estas horizontais e verticais (distâncias reduzidas e desníveis).

Teodolito de leitura direta de ângulos. 5 . funcionando ainda nas mesmas bases com que o italiano Ignazio Porro o criou. pelo fato de não haver uma distinção clara entre representar um local ou seu relevo.Teodolito eletrônico. posteriormente.4. 4 . Como foi criado A topografia surgiu de forma simultânea à cartografia. locais de caça e. devido à necessidade do homem de demarcar caminhos. vulgarmente conhecido como “aparelho topográfico”.Estação Total (teodolito com distaciômetro eletrônico integrado) É certo que equipamentos como o Teodolito. O que se pode notar nas projeções cartográficas em relevo dos povos antigos (cartografia em relevo) que. além de representar 15 .Teodolito auto-redutor. no já longínquo ano de 1835.Teodolito prismático. 3 . 2 . 1. No início elas estavam bastante ligadas. ainda hoje são diariamente utilizados. demarcação de propriedades.15 1 .

16 regiões e rotas como um mapa (cartografia).2.1. por exemplo. Topografia e Trigonometria 2.1. estes eram utilizados. romanos e babilônicos. 2. também tentava retratar o relevo do local (topografia). Como se usa 2.3. As antigas civilizações. Torricelli inventou o barômetro. Descoberta 2. 7º ano (6ª série) 16 . nas pirâmides. Os conceitos trigonométricos mais usados na escola 3.2. por exemplo. já faziam uso de diversos instrumentos que eram bem rudimentares. Além de ser utilizado para alinhar direções em áreas planas até objetos distantes e depois transferir as linhas para o solo marcando linhas retas. gregos. como por exemplo.1. Para que serve 2. em especial. ainda podia ser usada para marcar ângulos necessários nas construções.1. O que é trigononetria 2.2. com a invenção da luneta astronômica por Kepler (1611).1. Conceitos trigonométricos mais utilizados na topografia 3.1.1. No entanto. suspensa por uma corrente e que tem pendentes em cada ponta do “X” uma corda com um pequeno peso. árabes. é um instrumento manual com uma base em forma de “X”. A “groma egípcia”. que é um instrumento ótico que medi com precisão ângulos horizontais e ângulos verticais. quando a construção de limbos graduados cederam lugar a construção dos primeiros teodolitos. 6º ano (5ª série) 3.1. o inglês John Harrison inventou o cronômetro e. os instrumentos topográficos foram desenvolvidos mesmo. chineses. Aplicações trigonométricas e a topografia 3.1. no século XVII. para traçar rotas comerciais e demarcação de propriedades. destacando-se os egípcios.

4. 8º ano (7ª série) 3.2. 9º ano (8ª série) 3. volumes 1 e 2. 17 . 7º ano (6ª série) 3.1.17 3.2.2.2.1. Aplicação trigonométrica com recursos da topografia 3. 6º ano (5ª série) 3. de Alberto de Campos Borges. 8º ano (7ª série) 3.2.3. 9º ano (8ª série) Referências Bibliográficas: Topografia.3.4.1.2.

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