1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ GILSON TELES ROCHA

CONTRIBUIÇÕES DA GEOMETRIA NO APRENDIZADO DA MATEMÁTICA

MORRINHOS – CEARÁ

2

2010 GILSON TELES ROCHA

CONTRIBUIÇÕES DA GEOMETRIA NO APRENDIZADO DA MATEMÁTICA

Monografia /TCC apresentada ao curso da faculdade de educação ciências e letras do sertão central (FECLESC) de Quixadá de licenciatura plena em matemática da Universidade Estadual do Ceará como requisito parcial para a obtenção do grau de licenciado em matemática.(ISSO NÃO É FEITO DESTA FORMA – VEJA A DO MARCELINO)

Conceito obtido ___________________ Orientador: Professor Dr. Genário Sobreira Santiago .

3

MORRINHOS – CEARÁ 2010 GILSON TELES ROCHA

CONTRIBUIÇÕES DA GEOMETRIA NO APRENDIZADO DA MATEMÁTICA

Monografia /TCC apresentada ao curso da faculdade de educação ciências e letras do sertão central (FECLESC) de Quixadá de licenciatura plena em matemática da Universidade Estadual do Ceará como requisito parcial para a obtenção do grau de licenciado em matemática.(IDEM ANTERIOR)

Conceito obtido ___________________ Nota obtida: ___________________

BANCA EXAMINADORA:

_____________________________________________ Prof. Dr. Genário Sobreira Santiago Universidade Estadual do Ceará Orientador

______________________________________________ Prof. Ms. Francisco César Aires Universidade Estadual do Ceará

4 Dedicatória .

Genário Sobreira. a minha tia Beti. .5 Dedico esta monografia a Deus que me deu a oportunidade maravilhosa. A força dos professores César Aires. pois se não fosse tanta força do Senhor Deus eu teria desistido do curso. a minha esposa Raquel. que contribuíram muito comigo e acreditaram sempre na vitória e na conquista desta batalha. AGRADECIMENTOS A Deus que me deu a oportunidade maravilhosa para perseverar nos estudos.

6 RESUMO Neste trabalho procura-se investigar as dificuldades apresentadas pelos alunos do Ensino Médio com respeito à aprendizagem de Geometria. Como a Geometria faz parte da Matemática. tem-se uma visão de como metodologias aplicadas na construção do conhecimento. Em conseqüência. procurou-se inicialmente descobrir as concepções que os alunos adolescentes formaram em relação a esta última. . interferem no desenvolvimento dos conteúdos da Matemática e de modo especial da Geometria. durante seu percurso escolar e os fatores principais que permearam este processo.

......1...................3 A IMPORTÂNCIA DA GEOMETRIA .................1 UMA MEDIDA PARA VIDA .............................................................................................................. POR QUE APRENDER GEOMETRIA? ....................................3..........................................36 ...........................3 PARA MEDIR SUPERFÍCIES ......................2 ÂNGULOS E FIGURAS ........29 CAPÍTULO 2.......1...........................................................................................................2 A DOMINAÇÃO DA FORMA .................28 1....7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ......................2 A GEOMETRIA CONTEXTUALIZADA .........................3.............................17 1..............34 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........1....................................................1 O ESTUDO DAS FORMAS: GEOMETRIA E NATUREZA ...................23 1..... A HISTÓRIA DA GEOMETRIA ..21 1...........................18 1.......1...................08 CAPÍTULO1.....................................................................4 NOVAS FIGURAS ............................................1 O COPO COMO UNIDADE .............................................................18 1..............................................................19 1............................24 1..1....31 2............................................17 1................................................................................................................................31 CONCLUSÃO .............................................. O ENSINO DA GEOMETRIA NAS ÚLTIMAS DÉCADAS ..................

colocam a necessidade de repensarmos as atitudes e estratégias ao aprendizado da Matemática. . A matemática contextualizada vem ao encontro de uma melhor aprendizagem e principalmente compreensão dos conteúdos estudados. já que a Matemática é um bem cultural. constituído a partir das relações do homem com a natureza: ela é dinâmica e viva. as situações cotidianas da sala de aula já não causam tanta surpresa. uma vez que está mais fácil interagir a realidade com o conteúdo a ser ministrado. colaborando assim para uma nova visão dos seus alunos perante esta disciplina. (SILVA. ressaltando a necessidade docente em capacitar-se e profissionalizar-se no campo no qual ele atua. O processo de formação do docente da matemática deve ser cada vez mais contínuo e contextualizado com a realidade de seus alunos.8 INTRODUÇÃO Atualmente existe uma facilidade aparente de se tratar do universo matemático. 1992) O professor é convidado a inteirar-se quanto às inovações no ensino da Educação Matemática. conteúdo e forma integram-se para desenvolver o raciocínio lógico. Dessa forma é urgente recorrer a um ensino de Matemática. fazendo parte da cultura dos povos. a partir do resgate da questão cultural. onde teoria e prática. a criatividade e o espírito critico. A Matemática reveste-se de significado quando utiliza conceitos aplicáveis na vida diária e ainda como suporte para as várias ciências: mesmo a alfabetização não se efetua sem o domínio de conceitos matemáticos elementares. As profundas mudanças sociais e tecnológicas como as que deram origem a uma grande variedade de funções no mercado de trabalho.

9 A sociedade necessita de indivíduos que sejam capazes de dominar as tecnologias inovadoras e produzir outras. Revela-se uma Matemática de raciocínio encadeada. onde os valores combinam-se entre si por meio de operações matemáticas para se chegar a um total. uma série de variáveis influi no ensino da Matemática em sala de aula. assim como o exercício de direitos e deveres políticos. Assim como em uma expressão algébrica. respeitando o outro e exigindo para si mesmo respeito. estruturas abstratas e resultados incontestáveis. ela continua sendo um grande problema. no que diz respeito ao seu aprendizado (essa incapacidade de lidar confortavelmente com as noções fundamentais de número relacionadas ao estudo das formas e do espaço. cooperação e repúdio as injustiças. Os maiores desafios. que estejam sempre preparados para as contínuas mudanças. Cientes dessas dificuldades. mas assustando e afastando tantas outras. provocando atitudes de admiração em algumas pessoas. para muita gente. Para Galileu Galilei(COLOCAR ANOS DE NASCIMENTO E MORTE). civis e sociais. educadores não medem esforços no sentido de explorar a interdisciplinaridade e a possibilidade de contextualização própria da Matemática. no entanto são: o embasamento teórico. . (P2 MATEMÁTICA. a contextualização deve ir ao encontro das dificuldades dos educandos. adotando. a compreensão da linguagem formal e as metodologias aplicadas. Portanto. sanando seus problemas utilizando estratégias que conheceu ou desenvolvendo outras. atitudes de solidariedade. tendo como meta uma sociedade mais igualitária e o bem-estar de seus membros. deve-se valorizar novas estratégias diversificadas que vão de encontro às metodologias conservadoras auxiliando assim a compreensão do aluno. a Matemática era o alfabeto pelo qual Deus escreveu o universo. A criatividade se faz indispensável na atuação docente. de suas medidas e de suas propriedades). 1999). mas. o interesse. no dia a dia. Alia-se a isso o binômio indissociável em didática: “o que ensinar?“ e “para que ensinar?”. Compreender a cidadania como participação social e política.

Todos sentimos.10 As necessidades cotidianas fazem com que os seres humanos desenvolvam uma inteligência essencialmente prática. Mas. precisamos formar cidadãos conscientes. o particular e o geral. percebendo a Matemática como uma linguagem de comunicação de idéias que permite modelar a realidade e interpretá-la. como inúmeros indicadores apontam as pessoas (os aprendizes) não estão conseguindo fazer uma experiência minimamente satisfatória. as atenções se voltam para a solução desta problemática. No entanto. como conseqüência. que permita reconhecer problemas. . Hoje se vive num mundo matematizado. Para que esta transformação aconteça de uma maneira humana. Na Geometria. o teórico e o prático. que há mudanças profundas em toda a sociedade: nas relações trabalhistas. a mudança e a resistência. como: o concreto e o abstrato. no nosso dia-a-dia. portanto. o útil e o inútil. sendo assim. está ligado a todos os homens e deve livremente projetarse para os outros. o prazer e o medo. críticos e inovadores e não apenas de mão-de-obra qualificada. éticas. O grande problema é que. que apresenta aspectos conflitivos entre muitos elementos contrastantes. sociais. o formal e o informal. interagindo e construindo seu conhecimento tornando a matemática apreciável pelo aluno que passa a relacioná-la com as situações práticas da vida.Sociedade. O homem não está só. buscar e selecionar informações. etc. Assim. e. a sua exploração pode contribuir para uma compreensão de fatos e relações geométricas que vão muito além das simples memorizações e utilização de técnicas para resolver exercícios tipo. justa e democrática. é necessário que as pessoas façam a sua experiência matemática e consigam incorporar este instrumento na vivência cotidiana. na relação Escola. é possível conceber tarefas adequadas a diferentes níveis de desenvolvimento e que requerem um número reduzido de pré-requisitos. uma questão muito delicada são os caminhos a seguir para conduzir de forma equilibrada esse processo. religiosas e. tomar decisões. desenvolver uma ampla capacidade para lidar com situações do dia-a-dia. se por um lado à problemática e as intenções são claras.

há. questões que anseiam por soluções. O quê e o como fazer precisam ser repensados tendo-se em vista para que e o quando fazer educação matemática. Devemos também como educadores tentar desvincular a matemática do estigma de bicho de sete cabeças. mas muitos pais de alunos enunciam o fato de que nunca entenderam matemática. normalmente ligadas à qualidade do ensino.(JOHNSON & RISING. Poucos adultos admitem que foram fracos estudantes de história. o objetivo geral será de: Verificar os motivos das dificuldades em Geometria e testar uma metodologia de trabalho com características diferenciadas para tornar o aprendizado significativo e Analisar se a contextualização dos conteúdos pode contribuir para a aprendizagem da geometria. pois esse problema é que leva a matemática a ser uma das matérias mais problemáticas do histórico escolar. o desinteresse e o baixo rendimento dos alunos em relação ao estudo da Matemática continuam e constituem uma preocupação latente. há regiões ainda inexploradas. econômicas. questões exigindo pesquisas. Tradicionalmente a Matemática situa-se entre as disciplinas que mais reprovam ou provoca evasão escolar. difícil e abstrata. o que costuma acontecer nos três níveis de ensino. sobretudo. O fato de o conhecimento ter passado a ser recurso fundamental na sociedade pós-industrial cria novas dinâmicas sociais. Este é um motivo freqüentemente citado para justificar o mau desempenho dos alunos em Matemática. No campo específico da psicologia da educação.. Apesar das metodologias existentes. . crítica e contextualizada. 1972). políticas e traz também novos desafios educacionais.11 O saber pensar matemático se tornará possível quando a matemática for trabalhada de forma criativa. Muitas pessoas têm orgulho em manifestar ignorância em matemática. A matemática carrega o estigma de ser considerada uma disciplina chata. Portanto.

nas séries iniciais. também. surgida na Antigüidade por necessidades da vida cotidiana.12 O presente trabalho de pesquisa tem seu fundamento nos seguintes objetivos específicos: a) Investigarmos e analisarmos as causas que refletem desinteresse e desmotivação em Geometria. Como as demais ciências. Assim. e colocados nas séries iniciais. assegurando a diferença sem a sustentar. os seus métodos e como esta disciplina ajuda o ser humano a compreender-se mais e a compreender melhor o meio em que vive (DEVELAY. A lacuna criada pela dificuldade de abstração do aprendiz das Matemáticas. vinculados a uma Geometria elementar. A Geometria. o interculturalismo implica reconhecer as diferenças e. É chegar a entender quais as questões que ela propõe a respeito do mundo. converteu-se em um imenso sistema de variadas e extensas disciplinas. o desenvolvimento de recursos didáticos. fazer com que seja origem de inovações e situações de enriquecimento recíproco pela troca. b) Propormos metodologias diferenciadas para o ensino de Geometria no Ensino Médio e. na forma de intervenção. (VIEIRA. reflete as leis sociais e serve de poderoso instrumento para o conhecimento do mundo e domínio da natureza. o modelo intercultural implica uma dialética em constante contradição. ressaltam-se as seguintes premissas: Os processos de construção de significados. foram internalizados e se servem de âncora . como conseqüência. d) Identificarmos o uso de recursos didáticos incluindo-se alguns materiais específicos no processo ensino-aprendizagem da geometria de forma contextualizada. 1995) Aprender uma disciplina é encontrar seu sentido. 1996) Logo. considerando-se os objetivos deste trabalho. Desse modo. permanece no Ensino Médio. c) Verificarmos se o conteúdo aplicado está sendo trabalhado de acordo com o cotidiano e a realidade do aluno.

uma metodologia de estudo compatível e voltada para uma aprendizagem contínua. o caráter dedutivo da geometria fica muitas . nem se aumenta seu grau de concentração. É importante lembrar que a matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio. áreas e volumes. fatos e procedimentos sobre figuras tridimensionais e bidimensionais. Não se ensina o aluno a estudar. O aprendiz adolescente não apresenta. contribuir para a indisciplina no ensino médio. portanto. o que pode acarretar um melhor ou pior desempenho por parte do aluno aprendiz. O interesse está diretamente relacionado a fatores psicológicos oriundos das séries iniciais do ensino Fundamental. Esses processos são complexos e demorados. tomar decisões. Como espaço entende-se o lugar onde se ministram as aulas. que permite reconhecer problemas. No amplo universo de conceitos. perímetros. Se o aluno está “sintonizado”. e. buscar e selecionar informações. o que coloca a necessidade de um trabalho didático organizado. o que vai. observando os aspectos relevantes que têm causado dificuldades nos alunos no ensino-aprendizagem de matemática. A falta da compreensão da linguagem formal indica um nível de instrução que fica além do desejado. O espaço para se fazer e estudar Matemática contribui de forma significativa para o seu aprendizado. As necessidades cotidianas fazem com que os seres humanos desenvolvam uma inteligência essencialmente prática. O ensino elementar da Matemática é deficiente. de sua sensibilidade estética e de sua imaginação. desenvolver uma ampla capacidade para lidar com situações do dia-a-dia. em longo prazo.13 para a aquisição de novos significados. em Matemática. os recursos didáticos utilizados e o número de alunos em classe. semelhança e congruência. salvo raras exceções. quando o estudante é desafiado a refletir e discutir com o grupo o seu conhecimento. composição e decomposição. Isso só vem para confirmar que. Daí ser interessante citar algumas formas de trabalhar problemas do cotidiano escolar. o seu desenvolvimento é muito mais satisfatório. então aprende depressa e o assunto é fascinante.

2001) Os professores sabem que muitos alunos do ensino médio quase não têm projeto e que é difícil propor-lhes um. Qualidade e quantidade são pratos opostos na balança da . Tendo origem no Egito e na antiga Babilônia. “Na educação. É importante também que os alunos compreendam cálculos simples. foi apenas com os gregos que tais fatos e regras passaram a ser deduzidos de apenas alguns deles. devemos despertar o aluno. para satisfação pessoal. etc. adequando os cálculos aos diferentes contextos matemáticos. o que não gera motivação. A idéia desse percurso de construção dos conhecimentos geométricos estará presente no desenvolvimento desta disciplina. domine os algoritmos. escolheu um conjunto axiomas e dele derivou o influente corpo de teoremas conhecido como geometria euclidiana. É preciso trabalhar com a realidade da escolarização em massa. Euclides. Mas lamentavelmente. por exemplo. em especial daqueles que fundamentam os assuntos geralmente apresentados aos alunos do ensino médio. focalizando o estudo das transformações geométricas e o estudo de argumentação e prova de fatos geométricos da geometria euclidiana. Para tanto. O começo da aprendizagem deve ser a conscientização no aluno adolescente da crescente complexidade da rede de informações disponíveis para o ser humano e da necessidade de utilizar determinados conhecimentos para a sua vida profissional. com destaque para regras empíricas. mas viáveis. utilizando ferramentas que proporcionem a criatividade utilizando técnicas variadas de cálculos e estimativa. para que leia textos que tenham desafios. que tem como finalidade ampliar os conhecimentos dos professores mestrandos relativamente à Geometria. A forma de apresentação de uma resolução de problema não pode ser apresentada de maneira isolada e sim no conjunto de idéias que possam enriquecer e transformar essas idéias numa forma que ajude o aluno a desenvolver o seu raciocínio lógico. estamos vendo um crescente reconhecimento da importância das relações interculturais. O aluno tem na mente que o aprender é para passar de ano ou saber.14 vezes pouco explicitado até mesmo nos cursos de licenciatura. atividades de pesquisas. ainda há relutância no reconhecimento das relações interculturais” (D’AMBROSIO.

O encontro de novas atitudes. cada vez mais. o aumento do nível de atividade pela motivação. Os problemas de matemática devem envolver muito mais aspectos do que a simples aplicação de operação. quando se pretende suscitar nos alunos o desejo de saber e a decisão de aprender. a fim de que os resultados negativos sejam utilizados como informações para melhorar a aprendizagem e não como aprovação e ataque à competência percebida. A Geometria é componente importante na construção da cidadania. tanto para os alunos como para os professores. será observado igualmente no nível de persistência do comportamento.15 educação. para que possa selecionar aqueles que serão úteis em sua vida diária. mais informativas do que avaliativas. que aumenta os processos neurológicos da memória. Sem chegar aos efeitos de uma motivação intensa que alcança a emoção. isto é. Com atividades apropriadas. A Geometria se move quase exclusivamente no campo dos conceitos abstratos e de suas interrelações. deve estar voltada para o desenvolvimento integral do ser humano. destacando-as das demais propriedades dos objetos. “Os cansativos exercícios com algoritmos devem dar lugar às explorações matemáticas e resolução de problemas”. tornando-o apto a analisar e criticar o grande volume de informações que recebe. A emoção produz alterações hormonais e o disparo de estruturas biológicas. . pode-se desenvolver a capacidade e a confiança dos alunos em seus conhecimentos matemáticos. dos quais os cidadãos devem se apropriar. reforçando o acontecimento central. o esforço. A educação. o matemático emprega apenas raciocínios e cálculos. na medida em que a sociedade se utiliza. Para demonstrar suas afirmações. O uso de práticas que favoreçam o aprendizado passam pela motivação um aluno motivado memoriza mais os conteúdos e a motivação por sua vez está ligada à emoção. A abstração geométrica revela-se no tratamento de relações quantitativas e de formas espaciais. de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos. como sabe.

conhecer os interesses dos educandos. através de situações-problema que instiguem a curiosidade. a aprender como organizar e tratar dados. construções. a comunicação tem grande importância e deve ser estimulada. a trabalhar com representações gráficas. . entre ela e seu cotidiano e das conexões que ele estabelece entre os diferentes temas matemáticos. figuras). levando-se o aluno a "falar" e a "escrever" sobre Geometria. tabelas. Cabe a ele preparar os alunos para atividades. Nesse processo. destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações (esquemas. O significado da Matemática para o aluno resulta das conexões que ele estabelece entre ela e as demais disciplinas. saber diagnosticar o nível de conhecimentos e as habilidades de seus alunos. No ensino da Geometria.16 Sem dúvida. desenhos. visando estimular o desenvolvimento da capacidade do raciocínio lógico. outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos geométricos. estar alerta para situações novas que possam surgir no dia-a-dia da escola. num processo de elaboração do conhecimento matemático. enfim que levem os alunos a pensar e cheguem às suas próprias respostas. o sucesso de um trabalho baseado na resolução de problemas depende do professor.

Partilhar terras férteis às margens dos rios. Dos gregos anteriores a Euclides. Na Grécia. Mas. obra que data do século V a. 1. São etapas fundamentais no desenvolvimento da Geometria. os homens criavam. A HISTÓRIA DA GEOMETRIA Uma estranha construção feita pelos antigos persas para estudar o movimento dos astros. as bases da Geometria. Uma grande erva com desenhos geométricos e o busto do grande Euclides. construir casas. E o resumo feito por Proclo ao comentar os "Elementos" de Euclides. Arquimedes e Apolônio. Um velho esquadro e. CAPÍTULO 1. porém. sob ele. Um compasso antigo. Documentos sobre as antigas civilizações egípcia e babilônica comprovam bons conhecimentos do assunto.C. UMA MEDIDA PARA VIDA As origens da Geometria (do grego medir a terra) parecem coincidir com as necessidades do dia-a-dia. E realizavam operações mentais que depois seriam concretizadas nas figuras geométricas.17 CAPÍTULO 1. ao sabor da experiência. a demonstração figurada do teorema de Pitágoras. muito antes da compilação dos conhecimentos existentes. consta apenas o fragmento de um trabalho de Hipócrates. . observar e prever os movimentos dos astros são algumas das muitas atividades humanas que sempre dependeram de operações geométricas. geralmente ligados à astrologia.. é que o gênio de grandes matemáticos lhes deu forma definitiva.

os campos primitivos tinham forma retangular. Pitágoras deu nome a um importante teorema sobre o triângulo-retângulo.C.18 refere-se a Tales de Mileto como o introdutor da Geometria na Grécia. passo. 1. Assim. constituía uma espécie de seita filosófica. Embora de bagagem intelectual . útil até hoje. os "Elementos" de Euclides representam a introdução de um método consistente que contribui há mais de vinte séculos para o progresso das ciências.2 ÂNGULOS E FIGURAS Tanto entre os sumérios como entre os egípcios. três conceitos fundamentais como o ponto. braça. que inaugurou um novo conceito de demonstração matemática. que parte dos conceitos e proposições admitidos sem demonstração (postulados ou axiomas) para construir de maneira lógica tudo o mais.1.1. Também os edifícios possuíam plantas regulares. que envolvia em mistério seus conhecimentos. Mas enquanto a escola pitagórica do século VI a. o que obrigava os arquitetos a construírem muitos ângulos retos. apesar da existência de geometrias não euclidianas baseadas em postulados diferentes (e contraditórios) dos de Euclides. quando na Mesopotâmia e no Egito começaram a ser construídos os primeiros templos. a reta e o círculo e cinco postulados a eles referentes servem de base para toda a Geometria euclidiana. cúbito.C. que foram as primeiras medidas oficiais de comprimento. ou cordas com nós. por importação do Egito. Trata-se do sistema axiomático. Por volta de 3500 a.1 O CORPO COMO UNIDADE As primeiras unidades de medida referiam-se direta ou indiretamente ao corpo humano: palmo. 1. Adotaram a longitude das partes do corpo de um único homem (geralmente o rei) e com essas medidas construíram réguas de madeira e metal. pé. seus projetistas tiveram de encontrar unidades mais uniformes e precisas.

colocadas de modo a formar os lados de um triângulo-retângulo. Esses números exprimem então a área dessas figuras. Em seguida prendiam e esticavam cordas que funcionavam à maneira de compassos: dois arcos de circunferência se cortam e determinam dois pontos que. algum sacerdote deve ter notado que. Já para descobrir a área do triângulo. para conhecer o total de mosaicos. Assim nasceu a fórmula da área do retângulo: multiplicar a base pela altura. em que o vértice do ângulo reto já está determinado de antemão. basta tomar um quadrado ou um retângulo e dividi-lo em quadradinhos iguais. a perpendicular a uma reta. O processo anterior não resolve este problema. Os antigos geômetras. bastava contar os de uma fileira e repetir esse número tantas vezes quantas fileiras houvesse. 1. por um ponto dado. . os antigos fiscais seguiram um raciocínio extremamente geométrico. o solucionavam por meio de três cordas. que já na antiguidade foram padronizados na forma de esquadros. Certo dia. O teorema de Pitágoras explica porque: em todo triângulo-retângulo. isto é. segundo a linha diagonal.1. formando os ângulos retos. Essas cordas tinham comprimentos equivalentes a 3. a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa (lado oposto ao ângulo reto). O problema mais comum para um construtor é traçar. Por meio de duas estacas cravadas na terra assinalavam um segmento de reta. E 32+42=52.3 PARA MEDIR SUPERFÍCIES Os sacerdotes encarregados de arrecadar os impostos sobre a terra provavelmente começaram a calcular a extensão dos campos por meio de um simples golpe de vista. 9+16=25. Para acompanhá-lo. 4 e 5 unidades respectivamente. aqueles homens já resolviam o problema como um desenhista de hoje. secionam perpendicularmente a outra reta. unidos.19 reduzida. ao observar trabalhadores pavimentando com mosaicos quadrados uma superfície retangular. Qualquer trio de números inteiros ou não que respeitem tal relação definem triângulos-retângulos. Cortando o quadrado em duas partes iguais. Suponhamos que o quadrado tenha 9 "casas" e o retângulo 12.

quando o terreno não era plano ou possuía bordos curvos. é a metade da área do quadrado. Esse método . sendo este uma superfície. Terreno Plano Figura 1. muitos terrenos seguem o contorno de um morro ou o curso de um rio. grandes ou pequenos.em uso até hoje . puderam comprova que cabia um pouco mais de seis . cujas áreas somadas davam à área total.1 De fato.1. longa ou curta. E construções há que requerem uma parede curva. Por circunferência entende-se a linha da periferia do círculo.produzia pequenos erros. naturalmente. era necessário usar uma corda.20 aparecem dois triângulos iguais. um novo problema se apresenta: como determinar o comprimento de uma circunferência e a área de um círculo. os primeiros cartógrafos e agrimensores apelavam para o artifício conhecido como triangulação: começando num ângulo qualquer. traçavam linhas a todos os demais ângulos visíveis do campo. O comprimento dessa corda conhecido hoje como raio tinha algo a ver com o comprimento da circunferência. Assim. Retirando a corda da estaca e colocando-a sobre a circunferência para ver quantas vezes cabia nela. Já os antigos geômetras observavam que. Quando deparavam com uma superfície irregular da terra (nem quadrada. cuja área. nem triangular). para demarcar círculos. e assim este ficava completamente dividido em porções triangulares. que era a estaca cravada no solo como centro da Figura 1. e girá-la em torno de um ponto fixo.

as primeiras universidades eram fundadas na Grécia. Qualquer que fosse o tamanho da corda.14 vezes)..1416. da Babilônia. E a área do círculo? A história da Geometria explica-a de modo simples e interessante. Verificar o cálculo da área do círculo. 1. significando circunferência. já determinado com uma aproximação de várias dezenas de casas decimais. basta calcular a área de um quadrado construído sobre o raio e multiplicar a respectiva área por 3. Assim fez. Concluiu então que. O número 3. e comprovou que o quadrado estava contido no círculo mais de 3 vezes e menos de 4.21 vezes e um quarto.28.28 vezes maior que o de seu raio. um escriba egípcio chamado Ahmes matutava diante do desenho de um círculo no qual havia traçado o respectivo raio. Assim tiraram algumas conclusões: a) O comprimento de uma circunferência é sempre cerca de 6.1. para desenvolvê-los e aplicá-los à matemática.14 é básico na Geometria e na Matemática. da Etúrria. Seu propósito era encontrar a área da figura. Hoje.C. para saber a área de um círculo. Conta à tradição que Ahmes solucionou o problema facilmente: antes.4 NOVAS FIGURAS Por volta de 500 a.C. o resultado era o mesmo.. Que quadrado escolher? Um qualquer? Parecia razoável tomar o que tivesse como lado o próprio raio da figura. e mesmo da Índia. três vezes e um sétimo (atualmente dizemos 3. pensou em determinar a área de um quadrado e calcular quantas vezes essa área caberia na área do círculo. basta averiguar o comprimento do raio e multiplicá-lo por 6. b) Para conhecer o comprimento de uma circunferência.14. Tales e seu discípulo Pitágoras coligiu todo o conhecimento do Egito. . Os gregos tornaram-no um pouco menos inexato: 3. o símbolo π ("pi") representa esse número irracional. Seu nome só tem uns duzentos anos e foi tirado da primeira sílaba da palavra peripheria. ou aproximadamente. Cerca de 2000 anos a.

Surgiam novas construções geométricas. a Geometria sempre foi uma ciência aplicada. No primeiro caso. O conhecimento do Universo aumentava com rapidez e a escola pitagórica chegou a afirmar que a Terra era esférica. Um compasso logo substituiu a corda e a estaca para traçar círculos. empregada para resolver problemas práticos. Bastava medir a distância entre os dois observadores para conhecer a distância do barco até a costa. desde os tempos da antiga Grécia. para calcular. porque os dois ângulos agudos mediam 45º cada um. e suas áreas e perímetros eram agora fáceis de calcular. à distância de um barco até a costa. O que não é de estranhar. e. Isto feito. Dos problemas que os gregos conseguiram solucionar. dois merecem referência: o cálculo da distância de um objeto a um observador e o cálculo da altura de uma construção. Atualmente até rotas de navios e aviões são traçadas por intermédio de avançados métodos de Geometria. do grego polygon. por exemplo.22 navegação e religião. A curiosidade crescia e os livros sobre Geometria eram muito procurados. recorria se a um curioso artifício. que significa "muitos ângulos". e não plana. portanto os catetos eram iguais. Dois observadores se postavam de maneira que um deles pudesse ver o barco sob um ângulo de 90º com relação à linha da costa e o outro sob um ângulo de 45º. ou seja. Distância de dois observadores até o barco . incorporados ao equipamento de radar e outros aparelhos. Uma dessas figuras foi chamada polígono. e o novo instrumento foi incorporado ao arsenal dos geômetras. a nave e os dois observadores ficavam exatamente nos vértices de um triângulo isósceles.

utilizando como método o estudo contextualizado da geometria. Esse trabalho consiste em orientar o professor para mudar sua prática pedagógica.23 A importância da Geometria Figura 1. mecanicamente. Assim.2 A GEOMETRIA CONTEXTUALIZADA A Geometria pode ter um papel decisivo no ensino e na aprendizagem da Matemática. fatos que rodeiam a vida do aluno. sua sombra e a linha que une os extremos de ambos é isóscele.2 O cálculo da altura de uma construção. Para isso o professor deve estar ciente que o aluno não é uma máquina de pensar. Para isso. pois permite resolver problemas do cotidiano e interfere fortemente na estruturação do pensamento. Compete ao . há uma urgência em reverter à situação. Basta medir a sombra para conhecer a altura. 1. de um monumento ou de uma árvore é também muito simples: crava-se verticalmente uma estaca na terra e espera-se o instante em que a extensão de sua sombra seja igual à sua altura. seguir passos. é necessário que o professor traga para a sala de aula os fatos que ocorrem fora da escola. Por isso é contra-senso impor ao aluno atividades de fora para dentro. uma vez que o aluno constrói conhecimentos a partir do mundo interior e assim. cabendo ao professor dar o primeiro passo. Mas. ou seja. pode e deve desenvolver seu próprio raciocínio naturalmente e adquirir habilidades para pensar com independência. A geometria deverá estar contextualizada nestes fatos. levando à construção do conhecimento. a geometria assume papel de verdadeiro estabelecedor de estratégias pedagógicas. o ensino da geometria deverá ser interativo e o aluno não poderá ficar passivo. As pesquisas revelam que a maior dificuldade encontrada pelos alunos está em relacionar a aplicação de conceitos à resolução de problemas. Diante deste fato. O triângulo formado pela estaca. arquivar na memória e. O aluno deverá ver a escola como um lugar para solucionar problemas de sua vida diária.

Eufrates. formação precária dos professores. terão condições para educar os jovens dando-lhes segurança não só para enfrentar o futuro como para construí-lo de forma responsável e com determinação. Este trabalho implica. horizontalidade e paralelismo. metria = medir). estão presentes quando o homem sai das cavernas e enfrenta a necessidade de construir a sua morada. a agricultura. falta de profissional qualificado e até mesmo falta de condições de trabalho adequado. o que abriu caminho para a Geometria. imediatamente. assim. e manifesta-se na . De certa maneira. a pecuária e o artesanato caracterizam esta diversidade cultural. A utilização de formas geométricas com grande riqueza e variedade aparecem nas cerâmicas. Indo). tem-se contato com diferentes culturas. porém seus desenhos e figuras sugerem uma preocupação com relações espaciais. O desenvolvimento de habilidade em engenharia com a utilização de uma Geometria prática corresponde às antigas civilizações de beira-rio (Nilo. O homem neolítico pode ter tido pouco lazer e pouca necessidade de medir terras. Tigre. situações rotineiras para que o aluno sinta que a aprendizagem requer esforço pessoal que vem somente do seu interior. Heródoto e Aristóteles não quiseram se arriscar a propor origens mais antigas do que a civilização egípcia.24 professor propiciar situações de aprendizagem através de experimentos.3 A IMPORTÂNCIA DA GEOMETRIA As origens da Geometria remontam à necessidade de “medir a terra” (geo = terra. Conceitos de verticalidade. entre outros. 1. A forma encontra-se presente nas criações do homem para aproveitar ou conviver com as peculiaridades de cada região. cestarias (objetos de decoração e utensílios) e pinturas (criação de desenhos) de diversas culturas. Porém há problemas a serem enfrentados: falta de informação e habilidade por parte dos professores. Percorrendo a história da humanidade. um aumento da motivação dos educadores que.

convidando pessoas a conhecerem sua história e geometria. Esta metodologia. bancos. Este estudo resgataria as raízes étnicas e culturais. tem por objetivo representar pontos e acidentes da terra e a relação que se estabelece entre esses pontos e acidentes e os homens. casas comerciais e tantas outras fazem parte de uma extensa listagem de obras arquitetônicas que marcam no espaço o tempo que foram construídas. A habilidade cartográfica acompanha a evolução do pensamento humano em Matemática. teatros. permite uma livre interpretação. chamada por uns de Modelagem Matemática. A Geometria colabora na elaboração de mapas. empresas. etc. shoppings. particularmente em Geometria. escolas. 1994). divisão. Nas obras de Arquitetura pode-se observar muita Geometria. O aprendiz envolvido neste processo sente-se enraizado e aumenta a sua auto-estima. Segundo Hans Freudenthal (um importante matemático do séc. de criar espaços organizados para abrigar diferentes atividades humanas. que captam imagens de satélites. uma aprendizagem através do erro. longitude. Se a Geometria é entendida como estudo da forma. Conceitos como latitude. O exame e o estudo das obras e dos seus autores constituem um excelente recurso para o despertar do pensamento geométrico. razão e proporção. A confecção de plantas ou mapas é uma atividade geométrica que envolve contextos matemáticos. um resgate da cultura na qual o aprendiz encontra-se inserido. como em qualquer cultura. escalas. uma observação de padrões e posterior generalização e. ruas. de ontem e de agora. O mapa. projetando um luminoso porvir. relações de área e perímetro.25 maneira de trabalhar com a terra. museus.(LIÇÕES CURITIBANAS. Explorar a diversidade cultural do nosso país influi no fazer Geometria. São muitas vezes confeccionados por computadores. Clubes. As manifestações artísticas tendo a Geometria como tema motivante também fazem parte do cotidiano. cada região tem um vasto campo a ser estudado. números múltiplos. XX) o ensino da Geometria é fundamental nos quatro primeiros anos de escolaridade na medida em que . A Arquitetura é a arte de construir. ainda. fusos horários são maneiras de representar o espaço tridimensional. como semelhança. igrejas. hoje. de produzir utensílios e ornamentos.

Assim. Neste contexto. favorecendo a relação entre a matemática e o mundo real. quando se deslocam de um ponto para outro ou quando verificam que um dado objeto está mais próximo de si e outro mais distante. a criança precisa de participar em acontecimentos e não ser apenas uma espectadora. Conjuntamente com a visualização. Para desenvolver os seus conceitos de número e de espaço não basta olhar somente para os objetos. o qual é imprescindível para escrever. localizar objetos e localizar-se a si próprio e aos outros. as atividades que suscitam este tipo de atitudes desenvolvem na criança a capacidade de orientação espacial. entre outros.26 está naturalmente integrada no desenvolvimento da criança. a utilização de materiais e de instrumentos na construção e desenho de modelos geométricos que permitirão muitas descobertas e desenvolverão as capacidades de relacioná-las. seguir uma determinada direção. o desenho e a comparação. para aprender eficazmente. pode-se dizer que a Geometria está presente na vida das crianças a partir do momento em que estas começam a ver. esta não deve constituir a incidência . utilizar tanto objetos do cotidiano como materiais físicos e específicos da didática da Geometria. sentir e movimentar-se no espaço que ocupam. para isso. Desta forma. precisa de tocar-lhes. explorar e experimentar podendo. ao sentido estético da criança. a facilidade em usar a linguagem geométrica seja importante. na transformação e construção de materiais e no diálogo questionado. pode-se dizer que as linhas orientadoras do seu ensino devem basear-se na observação dos objetos. A atividade física é uma das bases do conhecimento e. respondendo à sua natural e progressiva procura de equilíbrio e de harmonia. A Geometria permite o desenvolvimento da orientação espacial. Embora. as crianças precisam de investigar. as primeiras experiências que as crianças vivem são de natureza geométrica. Para aprender Geometria. Segundo vários estudos. classificar e transformar. são estes os objetivos fundamentais da Geometria: • A exploração do espaço e das formas com a intenção de fazer apelo à criatividade. manipulá-los e reuni-los. por exemplo.

de conhecimento das figuras e das suas propriedades básicas. de abordagem intuitiva e experimental do conhecimento do espaço e de desenvolvimento das formas mais elementares de raciocínio geométrico. acerca do ensino e aprendizagem da Geometria) descreve bem esta hierarquia. . começam a organizar seqüências de proposições para deduzir uma propriedade a partir da outra. até níveis mais complexos em que são capazes de compreender os sistemas axiomáticos. O Modelo de Van Hiele (elaborado pelo casal Peter e Dina Van Hiele. a capacidade de análise. na medida em que distingue diversos níveis que vão desde a possibilidade dos alunos reconhecerem figuras diferenciadas pelo seu aspecto físico. No ensino básico. As definições emergem como organizadores lógicos e não como uma lista de propriedades. A Geometria é uma área propícia ao desenvolvimento do pensamento matemático. os alunos desenvolvem. como fazer conjecturas e validá-las. em meados dos séculos XX. são também capazes de desenvolver argumentações e de provar conjecturas. numa primeira fase. procedendo depois à sua particularização através da análise das propriedades relevantes de cada uma. Podem ainda não ser capazes de explicitar relações entre as diferentes famílias de figuras. prolongada. pois o seu processo de desenvolvimento deve gerar-se em torno da exploração e da experiência. Num nível mais complexo de raciocínio dedutivo. mas conseguem fazê-lo de um modo experimental. requerendo que se percorra uma fase inicial. à realização de investigações e de outras atividades que envolvem aspectos essenciais da natureza da matemática. podendo deduzir propriedades das figuras e reconhecer classes das mesmas.27 principal do programa de Geometria. ligado ao conhecimento das propriedades fundamentais das figuras e das relações entre elas. desenhando. medindo e modelando. Através destes níveis. os alunos relacionam e classificam as figuras de um modo lógico. os alunos aprendem a conhecer globalmente as formas. O desenvolvimento das idéias geométricas progride uma hierarquia de níveis. os primeiros níveis são fundamentais. Durante este processo. Primeiro. O desenvolvimento curricular e o processo de ensino-aprendizagem da Geometria devem decorrer respeitando estes níveis.

Isto porque a Geometria está presente em vários campos da nossa sociedade atual. através . na topografia. Todos estes aspectos são de total importância. importante na nossa vida cotidiana porque é através dele que nos orientamos.28 Conjuntamente com a visualização espacial. A Geometria não só se apresenta como um elo de ligação entre as diversas áreas da matemática. já que é da maioria deles que depende a nossa vida em sociedade. como desenvolve também o raciocínio matemático na medida em que permite aos alunos descobrir como se resolve problemas. descobrir propriedades das figuras e aplicá-las em diversas situações são processos importantes do pensamento geométrico. Os professores que privam os seus alunos da aprendizagem da Geometria estão a provocar danos irreversíveis no seu futuro matemático e no desenvolvimento das suas competências matemáticas. estimamos forças e distâncias. No entanto. já que aborda inúmeros conceitos das mesmas o que facilitará então o seu ensino. fazemos medições indiretas e apreciamos a ordem e a estética da natureza e da arte. por exemplo. para dar e receber informações relativas sobre o modo de se chegar a um determinado lugar. modificar e antecipar transformações relativamente aos objetos. como: na produção industrial. no design. Estabelecer e comunicar relações espaciais entre os objetos. no estudo dos elementos da natureza e na nossa comunicação com os outros. esta área proporciona meios de percepcionar o mundo físico e de interpretar. o ensino da Geometria não poderá consistir numa mera transmissão de conteúdos (por parte do professor) e respectiva memorização (por parte dos alunos). Um aluno nunca será bem sucedido se não tiver consolidado os fundamentos básicos da Matemática. nas artes plásticas. fazer estimativas relativamente à forma e à medida. na arquitetura. O conhecimento básico das formas geométricas é ainda. entre os quais se destacam muitos conceitos geométricos. mas sim numa experiência geométrica informal em que os alunos descobrem.

A natureza exibe uma criação de formas e relações matemáticas sob os mais variados aspectos: triângulos.29 da exploração. na estrela-do-mar e até em plantas microscópicas. No disco do Sol.3 a) Flor b) Poliedro Convexo . círculos. especialmente o céu. registros. e inspirado nele registrou. Ver figura 1. revelam simetrias admiráveis que deslumbram o espírito. comparações e discussões e onde ao professor cabe um papel de orientador e facilitador da aprendizagem. helicóides. no arco-íris. polígonos estrelados. etc.3. A simples observação das formas regulares e perfeitas que muitos corpos apresentam. no diamante. dependendo do seu grau cultural. hexágonos. paralelepípedos. 1. cubos. As figuras criadas pela natureza revelam desde motivos geométricos simples até formas mais arrojadas e complexas. Há infinita variedade de formas geométricas espalhadas pela natureza. aquilo que examinava.1 O ESTUDO DAS FORMAS: GEOMETRIA E NATUREZA O homem difere e destaca-se dentre todos os outros animais pela inteligência que possui. como as flores e as folhas e incontáveis animais. espirais. quadrados. cilindros. Num determinado estágio de seu desenvolvimento ele passou a observar a natureza. esferas. visualização. na borboleta. cones.

as formas também estão ao nosso redor. as superfícies. modificando o espaço.4. Entretanto. Gradualmente deve ter surgido da massa de experiências caóticas. O número foi criado para que o homem pudesse dominar o movimento das quantidades da natureza. Essa percepção de uma propriedade abstrata que certos grupos têm em comum levou à idéia de número. levado pela curiosidade. a realização de que há analogias. e as relações entre todas essas formas geométricas como mostra a Figura 1. procurando relacionar geometria (forma) com a aritmética (número). construindo objetos e deslocando-os. as linhas.2 A DOMINAÇÃO DA FORMA A princípio. grandeza e forma podiam estar relacionadas com contrastes mais do que com semelhanças. necessidade e curiosidade aliam-se à percepção das semelhanças. suas formas. compreendeu muitas coisas. as noções primitivas de número. A compreensão do espaço.30 O homem transformou elementos da natureza para a sua sobrevivência e nessa caminhada.3. sua ocupação e medida. Portanto. suas propriedades e medidas. fazendo parte do nosso mundo e estão em permanente mudança. Formas geométricas bi e tridimensionais . regularidades e medidas. criando suas ferramentas e técnicas. 1. Aprender a manejar as formas é a essência da Geometria.

na arquitetura das casas e edifícios. Como consequência. Está presente no dia-a-dia como nas embalagens dos produtos. seria inadequado. têm-se componentes com suas formas nas quais dominam a irregularidade e o caos.31 Destaca-se que há muitas áreas da Matemática em que a introdução de um procedimento e uma terminologia geométrica simplifica muito. tanto a compreensão como a apresentação de um determinado conceito ou desenvolvimento. se ganha instrumento poderoso de raciocínio indutivo e criativo. A linguagem da Geometria é muito mais simples e elegante do que a da álgebra e da análise. O ENSINO DA GEOMETRIA NAS ÚLTIMAS DÉCADAS A Geometria é descrita como um corpo de conhecimentos fundamental para a compreensão do mundo e participação ativa do homem na sociedade. Na constituição do mundo. na planta de terrenos. tentar simplificá-las empregando formas usuais da clássica geometria euclidiana. nos campos de futebol e quadras de esportes. nas coreografias das danças e até na grafia das . Às vezes é possível levar a cabo linhas de raciocínio rigorosas em termos geométricos sem traduzi-las para a álgebra e a análise. no artesanato e na tecelagem. pois facilita a resolução de problemas de diversas áreas do conhecimento e desenvolve o raciocínio visual. da natureza em geral. As imagens geométricas sugeridas frequentemente levam a resultados e estudos adicionais. CAPÍTULO 2.

por exemplo. bastaria o argumento de que sem estudar Geometria as pessoas não desenvolvem o pensar geométrico ou o raciocínio visual e. PASSOS (2000) E PEREIRA (2001) apontam que a Geometria é pouco estudada nas escolas. LORENZATO (1995) diz que esta tem função essencial na formação dos indivíduos.. na localização e na trajetória de objetos e na melhor ocupação de espaços. Sem conhecer Geometria a leitura interpretativa do mundo torna-se incompleta.1. pois possibilita uma interpretação mais completa do mundo.32 letras. o formalismo. sendo a intuição. PAVANELLO (1989) em sua dissertação de mestrado faz uma análise histórica do ensino da Matemática no Brasil e no mundo. a comunicação das idéias fica reduzida e a visão da matemática torna-se distorcida. desde antes de Cristo. pesquisadores brasileiros como PAVANELLO (1989).. precisamos observar o espaço tridimensional como. mas é preciso conseguir enxergá-la. a Geometria desempenha um papel fundamental no ensino porque ativa as estruturas mentais na passagem de dados concretos e experimentais para os processos de abstração e generalização. Segundo FAINGUELERNT (1995). LORENZATO (1995). apesar de sua reconhecida importância. 2. para justificar a necessidade de se ter a Geometria na escola. POR QUE APRENDER GEOMETRIA? Na verdade. uma comunicação mais abrangente de idéias e uma visão mais equilibrada da Matemática. Sobre a importância da Geometria. Mesmo não querendo. PIROLA (2000). objetivando responder a razão pela qual o ensino da Geometria vem gradualmente desaparecendo do currículo das escolas brasileiras. "A Geometria está por toda parte". lidamos em nosso cotidiano com as idéias de paralelismo. a abstração e a dedução constituintes de sua essência. é tema integrador entre as diversas partes da Matemática. . Entretanto. Em inúmeras ocasiões. também não poderão se utilizar da Geometria como fator altamente facilitador para a compreensão e resolução de questões de outras áreas de conhecimento humano. sem essa habilidade. elas dificilmente conseguirão resolver as situações de vida que forem geometrizadas.

semelhança. facilitando a comunicação da idéia matemática. área. conceitos. enunciados. na comunicação oral. ' A Geometria é a mais eficiente conexão didático-pedagógica que a Matemática possui: ela se interliga com a Aritmética e com a Álgebra porque os objetos e relações dela correspondem aos das outras. porque sem ela eu não teria sido capaz de formular a teoria da relatividade”. propriedades e questões aritméticas ou algébricas podem ser classificados pela Geometria. cotidianamente estamos envolvidos com a Geometria. em especial. A imagem desempenha importante papel na aprendizagem e é por isso que a reapresentação de tabelas. valor posicional. volume). séries. A Geometria pode esclarecer situações abstratas. congruência. simetria: seja pelo visual (formas). sequências. medições.) como na Leitura e Escrita. ele escreveu "Atribuo especial importância à visão que tenho da Geometria. na profissão. sempre recebe uma interpretação mais fácil com o apoio geométrico. pois inúmeras situações escolares requerem percepção espacial. científicos e. proporcionalidade. tanto em matemática (por exemplo: algoritmos. medição (comprimento.33 perpendicularismo. que realiza uma verdadeira tradução para o aprendiz. A Geometria é um excelente apoio às outras disciplinas: como interpretar um mapa. fórmulas. assim sendo. . sem o auxílio da Geometria? E um gráfico estatístico? Como compreender conceitos de medida sem idéias geométricas? A história das civilizações está repleta de exemplos ilustrando o papel fundamental que a Geometria (que é carregada de imagens) teve na conquista de conhecimentos artísticos. seja pelo uso no lazer.. em 1921. Einstein tinha o hábito de geometrizar suas idéias: dizia que facilitava a comunicação delas e a evolução de seu pensamento. etc. matemáticos.. Pesquisas psicológicas indicam que a aprendizagem geométrica é necessária ao desenvolvimento da criança.

leva o aluno a investigar. é rica em possibilidades para fazer explorações.34 CONCLUSÃO FAÇA SUA PRÓPRIA CONCLUSÃO SEM COPIAR A DE OUTRO AUTOR! A geometria é um instrumento que permite a percepção e a visualização do espaço. representações e construções. têm muitas aplicações no mundo real. é importante também para desenvolver habilidades em outras áreas do conhecimento. descrever e perceber propriedades. pré-requisitos estes importantes no desenvolvimento da atitude .

que a geometria é estabelecida como teoria dedutiva. tanto em matemática (por exemplo: algoritmos. Segundo Sérgio Lorenzato(NÃO SE USA REFERÊNCIAS NA CONCLUSÂO. da Babilônia à China. (Lorenzato. nº 4. Platão interessa-se .C.35 científica e na elaboração de uma linguagem escrita clara e sucinta. isso veio a ser denominado de geometria (medida da terra). contudo. A geometria tem origem provável na agrimensura ou medição de terrenos. POIS ELA É SUA!). Apesar disso. Segundo Garbi. (2007) (NÃO SE USA REFERÊNCIAS NA CONCLUSÂO. valor posicional. já que as descobertas feitas pelos próprios olhos e mãos são mais surpreendentes e convincentes. é tratada com indiferença por muitos professores. O antigo Egito é um dos primórdios da geometria como ciência. pois inúmeras situações escolares requerem percepção espacial. Mas é. Ela é uma das melhores oportunidades para aprender a matematizar a realidade. Estes procuraram encontrar demonstrações que pudessem representar o espaço. pois associa conceitos matemáticos com a representação necessária para visualizar e manusear. séries. seqüências. a geometria era uma ciência empírica. baseados nos conhecimentos anteriores. condição essencial para se entender a matemática. uma coleção de regras práticas para obter resultados aproximados. entre os quais podemos citar o papiro de Rhind e o papiro de Moscou. é certo que civilizações antigas possuíam conhecimentos de natureza geométrica. estes conhecimentos foram utilizados nas construções das pirâmides e templos Babilônios e Egípcios. com os gregos.. o nível de conhecimentos egípcios já era bastante elevado”. os papiros.. Em tempos remotos. Mesmo tendo presente toda a grandeza da geometria como auxilio no desenvolvimento cognitivo e motor do nosso aluno. POIS ELA É SUA!) “Pesquisas psicológicas indicam que a aprendizagem geométrica é necessária ao desenvolvimento da criança.) como na leitura e escrita”. sem dúvida. medições. Mais tarde. O inicio dessa teorização parece se dar com Tales de Mileto e continuar com Pitágoras. “alguns documentos que chegam até nós mostram que no começo do segundo milênio a.. 1º semestre de 1998) A geometria permite este trabalho com material concreto. envolvendo vários conceitos aprendidos. passando pelas civilizações Hindus. Muitos dos conhecimentos que temos hoje se baseiam em tais documentos.

evidenciando a necessidade de demonstrações rigorosas dedutivas. Mais recentemente. Anteriormente. foi de fundamental importância para o desenvolvimento da geometria dedutiva. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TEM QUE SER TOTALMENTE REFEITA AUTORES QUE FORAM CITADOS. ou seja. Somente no século XIX é que a geometria passa pela maior reestruturação desde seus estudos iniciais na Grécia antiga. onde estão registrados os princípios da geometria e o futuro desenvolvimento da mesma. novas teorias foram descobertas e apresentadas à sociedade. Existem tantos outros nomes que poderíamos citar. A seguir. vamos buscar nos textos oficiais como é tratada a geometria plana. como exemplo podemos citar a teoria da relatividade de Albert Einstein. de igual importância para o estudo da matemática na Grécia antiga que é onde encontramos o manancial para o estudo da geometria. A criação da geometria não euclidiana foi um marco na história da matemática. O trabalho de Euclides. novos conceitos. em especial pela geometria. servindo de base para toda a geometria chamada euclidiana. Euclides produziu a memorável obra denominada “Elementos”. para contextualizar. Esta obra contribui a mais de vinte séculos para o progresso das ciências. a geometria dos fractais. todos os raciocínios realizados eram com base no postulado grego. por se configurar em um tratado teórico sobre as práticas geométricas efetivadas social e historicamente. portanto. Com a evolução da geometria euclidiana para a geometria não euclidiana. Por volta do Século III antes de Cristo. MAS QUE NÃO FORAM REFERNCIADOS: P2 MATEMÁTICA JOHNSON & RISING(1972) DEVELAY (1996) LIÇÕES CURITIBANAS (1994) LORENZATO(1995) .36 muito pela matemática. ingressamos no estudo da geometria das formas irregulares.

Helen. Curitiba: Humana Editorial. Dissertação (Mestrado em Educação). WALLON . (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) BOLSTAD. OLIVEIRA. 2001. Revista Profissão Mestre.. PNL na Educação . Yves de La. A15. 1992.(NÃO FOI CITADO NO TEXTO) AUSUBEL. Educação Matemática. PIAGET. HANESIAN. São Paulo: Summus. 30. Ana Rita Silva. Instabilidade de adolescente é determinada pelo cérebro. 1999. DANTAS. 1999. São Paulo: Summus. “A persistência do senso comum no professor de ciências do 1° grau”. Etnomatemática. David P. 2001. TAILLE. Jornal O Estado de S.. 1998. 1987. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) BANDLER. Usando sua Mente.ed. 1991. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) D’AMBRÓSIO.37 FAINGUELERNT (1995) PAVANELO (1989) PIROLA(2000) PASSOS (2000) PEREIRA (2201) ALMEIDA. São Paulo: Papirus. Ubiratan. Internet. n. 8. Use a Programação Neurolingüística em Sala de Aula. Psicologia Educacional. São Paulo: Ática. Richard. Joseph D. Richard. Shannon. Niterói: Universidade Federal Fluminense. Revista O Golfinho. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) . (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) BRANCO. Rio de Janeiro: Interamericana.. VYGOTSKY. p. junho. abril.____.Teorias Psicogenéticas em Discussão. 1980. 15 de ago.. Marta K. Don A.Ensinando com a linguagem do cérebro. Heloysa. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) BLACKERBY. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) BROWNLEE. Filinto dos Anjos do S. São Paulo: Papirus. A emoção na sala de aula. NOVAK. 1999. domingo. Paulo.

São Paulo: Martins Fontes. Pedagogia Diferenciada. 1996. Tendências atuais de Educação Matemática. 2. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) PAIS. 2001. R. J. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) SILVA. Democracia e Educação. 2000. 1959. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) OLIVEIRA.Londrina. Curitiba: PMC/SME. 1991. Educ. Selma Garrido. Guidelines for Teaching Mathematics. São Paulo: Cortez. Aprendizado e desenvolvimento: um processo histórico. p. Mentalidade. S. Educação Sociedade & Culturas: nº. Como Pensamos. Belo Horizonte: Autêntica. 1994. Secretaria Municipal da Educação. I. D. Henrique. 2000.A. RISING. O Papel do Estágio na Formação do Professor. Tomaz T. São Paulo: Pioneira. Trad. L.1995. jun. Philippe. M. VIEIRA. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) ROJAS. 127 –147. unopar Cient. 1991. Luís Carlos. Ed. São Paulo: Editora Nacional. G. Prefeitura Municipal de Curitiba..R. JOHNSON. Pensamento e Linguagem. 1992. VYGOTSKY. 1. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) MÜLLER. 1. 1993. n. Vygotsky. 133-144. v.38 DEWEY. Didática da Matemática. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) GADOTTI. ed. PARANÁ. São Paulo: Scipione. Porto Alegre: Artmed. Ciênc. Marta Kohl. Lições Curitibanas: 4ª série. O que Produz e o que Reproduz em Educação. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) PERRENOUD.. Scipione. 1994. 1972. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) PIMENTA. Godofredo Rangel e Anísio Teixeira. São Paulo: Mandarim. (NÃO FOI CITADO NO TEXTO) . 1987. Escola e Pedagogia Intercultural.. _____. Belmont (Califórnia): Wadsworth. Porto Alegre: Artmed. Hum. O Homem Moderno .A luta contra o vazio. Convite à Leitura de Paulo Freire: São Paulo.

39 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful