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Gestão de Conforto Ambiental

em Edificações Sustentáveis
Unidade I
Conforto Térmico

Prof. D.Sc. Ludmila Rodrigues de Morais


Sustentabilidade
• É um conceito sistêmico que segundo o relatório de
Brundtland (1987), visa “suprir as necessidades de
gerações presentes sem afetar a habitabilidade das
gerações futuras de suprir as suas”, e estrutura-se me 3
pilares:
– Racionalização de recursos – econômico

– Coleta de resíduos – ambiental

– Qualidade de vida – social


O que é construção sustentável?
• Impacto do mundo construído no mundo natural

• Relacionamento do homem com o meio


ambiente

• Possibilidade de esgotamento dos recursos


naturais – preservação da vida no planeta
CONFORTO AMBIENTAL x SUSTENTABILIDADE
• Insolação • Insolação
• Ventos dominantes • Ventos dominantes
• Características do entorno • Características do entorno
• Estudo de implantação • Estudo de implantação
• Espessura das paredes • Espessura das paredes
• Aberturas para ventilação • Aberturas para ventilação
• Materiais • Materiais
• Etc. • Etc.
• Aspectos econômicos
• Aspectos sociais
• Aspectos culturais
Arquitetura Sustentável
• Deve ser uma síntese entre projeto, meio ambiente
e tecnologia, considerando os aspectos
econômicos, culturais e sociais.
Tópicos Abordados
• Contexto histórico
• Conceitos fundamentais
• Mecanismos de trocas térmicas
• Comportamento térmico do organismo
humano
• Macroclima, mesoclima e microclima
• Ventilação
1.CONTEXTO HISTÓRICO
• Vitrúvio
– Arquitetura - espaço habitável que deveria equilibrar 3 aspectos:
• Estruturais (solidez);
• Funcionais (utilidade) ;
• Formais (beleza).

• Arquitetura Contemporânea
– Arquitetura - Espaço habitável que deveria equilibrar 4 aspectos:
• Estruturais;
• Funcionais;
• Formais;
• Preocupação com o conforto térmico e eficiência energética dos
edifícios.
• Arquitetura Vernacular
– Geralmente aproveitavam as características desejáveis
do clima, evitando as indesejáveis. Ex.:

– Roma antiga
• Imperador Ulpiano criou o HELIOCAMINUS (lei que garantia ao
povo romano o direito ao sol);

• Calidarium - sistema para aquecimento de água;

• Ipocausto – sistema de aquecimento de ambientes (túneis


subterrâneos onde uma fornalha aquecia o ar, que aquecia os
ambientes);
Calidarium e Hipocausto

Roma: Túneis subterrâneos – aquecimento dos ambientes.


Integração da arquitetura e o sol
• Conforto térmico
– Preocupação básica desde os povo mais remotos.
• Ex: Pueblos, Povos de Roma, Norte da China
(Honnan), Povos de Mesa Verde, Cidades
Islâmicas (Iraque, Marrocos), Povos indígenas
brasileiras, aldeias de pescadores e arquitetura
portuguesa no Brasil.
Os Pueblos

Abrigo pueblos – Novo


México EUA- clima quente
e seco - aglomerações que
lembram formigueiros
gigantes com implantação
junto a encosta pelo lado
Norte reduz a insolação de
verão e os ventos de
inverno.
Pueblo Bonito (ruínas)
Pueblo Bonito (ruínas)
Mesa Verde - deserto do Colorado
• Construções protegidas do sol pelas encostas de pedra:
– Reduz a incidência direta dos raios solares no verão quente e seco.

– No inverno, a baixa inclinação do sol permite a incidência dos raios


solares. O calor armazenado durante o dia é devolvido durante o
período noturno, garantindo o conforto térmico.
Cidade de Mesa Verde - Colorado
• Período Gótico - até a idade das pedras:
– Arquiteto e artesão trabalhavam juntos;

– Concepção e construção simultâneas.

• Renascimento
– Invenção da perspectiva por Bruneleschi :
• Desvinculou o trabalho simultâneo entre arquiteto e artesão.

– Resultado: o arquiteto se afastou do rico vocabulário de


soluções arquitetônicas.
– Norte da China
• Edificações subterrâneas – clima severo com grande amplitude térmica:
– Clima mais ameno abaixo da superfície do solo;

– Vista da cidade de cima – pátios internos


Cidades Islâmicas
Aldeias Indígenas
Aldeias Pescadores
Aldeias Pescadores
Casas portuguesas com alpendre
• Revolução Industrial
– Utilização de novos materiais – aço, concreto armado (do Egito ao
século XIX até a Segunda Guerra Mundial persistiu a construção
com alvenaria de pedra no mundo ocidental);

– As grande mudança na Arquitetura devido as enormes


transformações industriais, econômicas e técnicas.
• Arquitetura Moderna (Internacional)
– Estilo Internacional – revolucionaram os conceitos de
arquitetura entre as duas grandes guerras com Le
Corbusier:
• Esqueleto estrutural;

• Terraço jardim;

• Pilotis;

• MODULOR – relaciona as proporções entre o homem e os


espaço arquitetônico projetado;

• Conforto Ambiental – arquitetos não tinham mais esta


preocupação.
• Aplicação de conceitos de
Le Corbusier

Ministério da Educação e Saúde/RJ. Lúcio Costa e


equipe. Fonte: (Bruand, 1999).
• Mies Van der Hohe – cria cortinas de vidro para edifícios de escritórios:
– Símbolo do poder eram verdadeiros edifícios-estufa, sofisticado e com grandes estruturas de
aço e concreto sem considerar os aspectos climáticos e culturais do local – ARQUITETURA
PROSTITUÍDA.
– Não adequação do edifício ao clima
• Grande utilização de ventilação e iluminação artificial

– Com a crise energética na década de 70 e o aumento


da população nos grandes centros urbanos na
década de 80 trouxe como alternativa a construção
de usinas geradoras de energia:
• Alto custo para a implantação;

• Grande impacto ambiental


• Impactos ambientais
– Inundação
– Poluição
– Deslocamento de população.

• ALTERNATIVA:
– Aumentar a eficiência no uso de energia.

• ARQUITETO E ENGENHEIRO
Cabe a concepção do projeto que possibilite a execução de edifícios
mais eficientes, garantindo o conforto dos usuários e o uso racional de
energia.
• Arquitetura Contemporânea
– Preocupação com a melhoria da qualidade das
edificações, inclusive com o aspecto de conforto
ambiental;

– Edifícios eficientes:
• Conforto ao usuário;

• Uso racional de energia


– Adequação da arquitetura ao clima da região com a utilização
adequada da orientação e dos materiais de construção.
Exposição internacional de Sevilha –
Expo92
A primeira vez em que se aplicou, em larga escala, o condicionamento natural
dos espaços abertos.
Estratégias:
O edifício não deve incorporar
grandes superfícies
envidraçadas orientadas para as
fachadas com maior exposição
ao sol.

Aberturas reduzidas nas


orientações menos favoráveis;

Sombreamento proporcionado
pelos edifícios. Sombra proporcionada pelas pérgulas
vegetais de cultivo hidropônico.
Utilização de vegetação para
barrar entrada de sol.
Shangai Bank (Norman Foster) elementos
Refletores dentro e fora do edifício.
Instituto do Mundo Árabe (Jean Nouvel) forma de Luz distribuída pelos diversos andares=
diafragma na fachada mais importante que lembra tapeçaria maior qualidade do ambiente visual, menor
árabe - controlada eletronicamente a iluminação e a consumo de energia para iluminação
proteção contra o sol) artificial.
Pavilhão Britânico
Arquiteto:
Nicholas Grimshaw

- Proposta de máxima adequação ao lugar;


- Fachadas diferenciadas obedecendo as
orientações solares.
- Redução de ¼ de energia que seria
utilizada com ar condicionado.

- Materiais com alta capacidade térmica.


- Parede construída com tanques de
água para armazenar o calor.
• Fachadas diferenciada
– Utiliza diferentes dispositivos de resfriamento segundo a orientação. O edifício
funciona como um grande envelope que tem como objetivo criar condições
mais favoráveis de conforto higrotérmico.

– Fachada principal
• Fechamento de vidro de 18m de altura pelo qual desliza um véu d’água que
introduz resfriamento evaporativo ao ambiente. A água é bombeada num fluxo
contínuo acionado por coletores solares (localizados na cobertura e que, ao
mesmo tempo, fornecem sombra).
• Sistema de sombreamento da cobertura - superfícies curvas como brises
perpendiculares à orientação norte –sul e placas de células fotovoltaicas que
fornecem energia.

– Fachada Oeste
• Materiais com alta capacidade térmica.
• Parede construída com tanques de água para armazenar o calor ganho.

– Fachada Leste
• Água em movimento/parede de água. Resfriamento evaporativo, parede vertical
de vidro com lamina de água.
Acondicionamento dos espaços abertos

Praça Europa – dispositivos de resfriamento evaporativo.


Cascata de água.

Nuvem de água produzida através


de 1340 micronizadores instalados
numa esfera 22m de diâmetro.
Evapora 10 m3 / hora de água.
Técnicas Bioclimáticas:
A obstrução da radiação direta;
Controle da radiação solar com
coberturas (direta+difusa) e com
confinamento (refletida): Praça
bioclimática.
Nos espaços abertos é desejável o
estabelecimento de velocidades do ar no
plano de ocupação superiores às
toleráveis em outros espaços, assim fica
assegurada a efetividade da transpiração
Lâminas de água com chafariz
(evaporação rápida) e fica favorecido o
intercâmbio convectivo ao aumentar o
coeficiente de transferência pele/ar.
PALANQUE
Cobertura de PVC branco (13% de
Transmissividade).
Barreiras úmidas em todo seu
perímetro – formados por uma
combinação de cortinas d’água e
micronizadores.
Cinco unidades de tratamento de ar,
cada uma delas consta seção de
esfriamento sensível e seção de
esfriamento evaporativo.
Nuvem de água produzida por meio
de 1340 micronizadores instalados
numa esfera 22m de diâmetro.
Evapora 10 m3/h de água.
Coberturas duplas e simples
com regadora controlada
(terminal ferroviário e palanque).
Lâmina de água.
Tanques e cascatas. Cascata de
400m de comprimento e 6m de
altura. 12 torres frias de 30 m.
de altura situadas na avenida
11. Possuem na parte superior
um elemento captador de brisas
e proporcionam uma alta
potência frigorífica.
Determinação de sombras projetadas
pela cobertura: (pérgolas com jardineiras).
Pavimentos resfriados.
Esfriamento do ar através de dutos
enterrados.
– Tanques e lâminas d’água com e sem
pulverizadores de jato.
Esfriamento evaporativo com unidades
de tratamento de ar convencionais.
Esfriamento evaporativo por meio de
evaporação de gotas in situ por
convecção natural (micronizadores em
árvores ou sob pérgulas)
Esfriamento evaporativo por meio de
evaporação de gotas in (torres situ por
convecção forçada: frias, barreiras
úmidas)
Hospital Rede Sarah – Salvador/BA
2.CONCEITOS BÁSICOS
• Conforto Ambiental
– sensação de bem estar do homem em relação com seu meio ambiente;

– melhores condições de vida e de saúde para o organismo em funcionamento;

– ausência de fadiga e de estresse de natureza física, térmica, visual, sonora e


emocional.

• Conforto Térmico na Arquitetura


– quando as trocas de calor entre o homem e o meio ambiente se realizam sem
maior esforço sem que haja sensação incômoda de frio ou calor, o indivíduo
encontra-se em sensação de conforto térmico; sua capacidade de trabalho é
então máxima e suas condições de saúde são, asseguradas.
Fatores e Elementos Climáticos
• Fatores climáticos – determinam as condições do
clima. Divide-se em:
– Fatores climáticos globais – determinantes mais gerais
ou macro, como a:
• radiação solar

• latitude

• “longitude”

• altitude

• massas de ar, de água e de terra


• Radiação solar
– Energia transmitida pelo sol sob a forma de ondas
magnéticas, que atingem a Terra após serem
parcialmente absorvidas pela atmosfera.

– Sua intensidade depende da densidade e da pureza do


ar, e sua maior influência é sobre a temperatura do globo.

– A direção da radiação é função da posição do sol na


abóbada celeste segundo as épocas do ano (a detalhar
no estudo das cartas solares).
• Latitude
– Determina a posição de um ponto na superfície terrestre em relação à
linha do Equador (ângulo de 0º a 90º, ao norte e ao sul do Equador);

– Quanto menor a latitude de um local, mais próxima do Equador, maior a


incidência do sol, maiores as temperaturas.

– Orientação norte e sul – é obtida medindo-se o ângulo entre o plano


equatorial e a reta que passa pelo ponto considerado
• “Longitude”
– Determina a posição de um ponto em relação ao Meridiano de
Greenwich (de 0º a 180º, a leste e a oeste do Meridiano), referem-se
mais à localização do que ao clima.

– Orientação leste ou oeste


• Referencial Meridiano de Greenwich (passa pelo observatório de mesmo
nome nas cercanias de Londres)

• Os meridianos consecutivos se “distanciam” em 15º, pois:


360 = 15º graus

24h = 1horas
• Características do clima de Goiânia/GO
– Latitude: (-) 16º41’sul

– Longitude: (-) 49º17’ oeste

• Altitude de 749m
– Refere-se à posição de um ponto em relação ao nível do mar.

– Exerce forte influência sobre a temperatura: quanto maior a altitude,


menor a temperatura do ar, mesmo em regiões de latitudes baixas.
• Massas de ar
– Atuam sobre o globo e resultam da diferença de
pressão e de temperatura na atmosfera.

– Seu movimento relaciona-se também com o


movimento de rotação da terra.

• Vento
– Influenciam as características de cada região.
Fatores climáticos locais – aqueles que
condicionam o clima local, como a:
• Topografia;

• Vegetação;

• Superfície do solo natural ou construída;

• Massas edificadas.
• Elementos climáticos
– Tem a propriedade de definir o clima, de fornecer as
características e os valores relativos a cada tipo de
clima (temperatura, umidade do ar, precipitações e
movimentos do ar específicos a aquele local).

– Obs.:
• Todos os fatores e elementos atuam em conjunto e cada um
deles é resultado da conjugação dos demais.

• Esta divisão tem finalidade metodológica e didática.


• A proporção entre as massas de terra e água também influenciam o
clima. A água absorve muito mais energia térmica do que a terra. A
camada de ar úmido que para sobre os oceanos tem a capacidade
de receber e reter calor. O hemisfério Norte, por exemplo, possui
menores massa de ar (maior continentalidade), portanto, invernos
mais frios que o hemisfério sul.
• Principais variáveis que determinam as condições
de conforto térmico de um projeto arquitetônico:

Variáveis climáticas: Outras variáveis:


Temperatura; Sexo;
Umidade; Idade;
Velocidade do ar; Biotipo;
Radiação solar incidente. Nível de atividade
física;
Temperatura das superfícies Vestimenta;
(características térmicas dos materiais,
Hábitos alimentares.
tais como: cor externa, espessura,
densidade,...);
• O conhecimento do clima, as exigências humanas de
conforto térmico, associados as características térmicas dos
materiais e premissas genéricas do partido arquitetônico
– Permite projetar edifícios e espaços urbanos que atenda as
exigências de conforto térmico.

• Racionalização do uso de energia


– Adequação da arquitetura ao clima
• Reduz ou evita o sistema de ar condicionado artificial – tanto para
aquecer quanto para refrigerar.
• Consciente intervenção arquitetônica -
aproveitar o que o clima apresenta de agradável
para amenizar seus aspectos negativos:
– Conhecimento do clima;

– Dados relativos ao meio ambiente externo;

– Mecanismo de trocas de calor;

– Comportamento térmico dos materiais;


• Edifício
– Resposta térmica ambiental conveniente
• Não quer dizer acréscimo obrigatório de custos na construção –
pode haver redução do custo de utilização e manutenção, além
de proporcionar condições ambientais internas agradáveis aos
ocupantes.
3.TROCAS TÉRMICAS
• Mecanismo de Trocas Térmicas
– Comportamento térmico das construções –
base conceitual de trocas térmicas;

– Melhor entendimento do clima;

– Homem e meio ambiente;


• Trocas térmicas
– Corpos com diferentes temperatura – o corpo mais
“quente” perde calor para o mais “frio” → calor
produzido – Calor Sensível

– Troca térmica com mudança de estado de agregação


(sem mudança de temperatura)

só a água: líquido para vapor


vapor para líquido

Calor envolvido – Calor Latente
Trocas térmicas entre o corpo e o meio
• Trocas Térmicas Úmidas
– Trocas térmicas que envolvem mudança de
estado:
• Evaporação;

• Condensação.
Qual o local mais úmido, os próximos à lagos
(ou mares) ou floresta? Por que?
• A árvore evapora mais água do que um lago para o meio
ambiente – retira umidade do solo e é evaporado pelas folha;

• Ar – contém apenas uma certa quantidade de vapor d’água


(igual ou inferior ao peso do vapor saturante);

• Grau higronométrico – relação entre peso e vapor d’água


contido no ar, a uma certa temperatura, e o peso de vapor
saturante do ar a mesma temperatura.
4.COMPORTAMENTO
TÉRMICO DO ORGANISMO
HUMANO E CONFORTO
• Homem – animal homeotérmico
– mantém temperatura interna sensivelmente constante

(37º – 36,1 a 37ºC)

– Estado de enfermidade
• 32ºC – limite inferior

• 42ºC – limite superior


• Metabolismo Humano
– Energia Térmica (fenômenos térmicos)
• Advém de reações químicas internas:
combinação do carbono (alimento)
+
oxigênio (respiração)

Processo de produção de energia interna a partir de


elementos combustíveis orgânicos

Adquire energia
• Organismo humano
– Passa diariamente por diferentes processos:
• catabolismo – fase de fadiga fisiológica;

• esforço físico, muscular – trabalho de força (processo


metabólico normal)

• termo-higronométrica – relativa ao calor ou ao frio (trabalho


excessivo do aparelho termo regulador)

• nervosa – visual ou sonora

• anabolismo – uma fase de repouso


Atividades físicas e metabolismo respectivo
• Mecanismo Termorregulador
– Mantém a temperatura do organismo humano constante em ambientes
com condições termo-higronométricas;

– Para se equilibrar necessita de esforço extra – queda de potencialidade


de trabalho.
• baixo rendimento
– 20% - trabalho

– 80% - transforma em calor (dissipado pelo organismo → manter equilíbrio)

• Sensação de Conforto Térmico


– Perde o calor produzido pelo metabolismo para o meio ambiente, sem
recorrer a nenhum mecanismo de termorregulação.
• Pele
– Principal órgão termorregulador;

– Realizam as trocas térmicas;

– Regulada pelo fluxo sangüíneo que a percorre

(mais intenso → mais elevada a temperatura);

– Vasodilatação ou vasoconstrição;

– Transpiração – outro mecanismo de termorregulação.


• RESUMO – Mecanismo da trocas térmicas entre corpo e ambiente
músculos – se contraem ao efetuar trabalho mecânica

produz calor (de acordo com o trabalho desenvolvido)

– Calor: é dissipado através dos mecanismos de trocas térmicas entre o


corpo e o ambiente

– Trocas secas → condução, convecção, radiação – calor sensível


(diferença temperatura corpo/meio)

– Trocas úmidas → evaporação – calor latente (mudança estado agregação


– suor)

– O organismo perde calor para o ambiente através do calor sensível e do


calor latente)
• Vestimenta
– Barreira para as trocas térmicas por convecção

(camada – dificulta as trocas por convecção e radiação);

– Clima seco – vestimenta adequada → mantém a umidade do organismo


pela transpiração;

– Funciona como isolante térmico – mantém a camada de ar mais ou menos


aquecida → isolante

– Adequar em função:
• da temperatura do ambiente;

• movimento do ar;

• calor produzido pelo organismo;

• umidade do ar (alguns casos);

• atividade exercida (alguns casos).


– reduz:
• ganho de calor relativo à radiação solar direta;

• perdas em condições de baixo teor de umidade;

• efeito refrigerador do suor;

• sensibilidade do corpo às variação de temperatura e velocidade do ar;

• resistência térmica – tipo de tecido, fibra e ajuste ao corpo (medida pelas trocas
secas);

• unidade “clo” = 0,155 m² ºC/W.

Resistência térmica de algumas


vestimentas
Resistência térmica x Conforto
5.MACROCLIMA,
MESOCLIMA E MICROCLIMA
• MACROCLIMA

– Quantificadas em estações meteorológicas;


– Descreve características de uma região em termos de sol,
nuvens, temperatura, ventos, umidade e precipitações;
– Brasil – dados climáticos mais difundidos → normais
climáticas publicadas pelo Instituto Nacional de
Meteorologia.
• Radiação Solar
Principal fonte de energia do planeta

Calor e Luz
• Movimento de Translação
– Terra – trajetória elíptica em plano inclinado em relação
ao Equador
23º27’ – ângulo que define a posição dos trópicos

quantidade de sol distintas ao longo do ano
(CARACTERIZA AS ESTAÇÕES)
Trópicos
Paralelos de latitude – 23º27’ norte (câncer) e 23º27’ sul (capricórnio),
que representam os dois limites do movimento aparente do sol em
sua trajetória ao redor da Terra.
Determinam os solstícios (21 de junho, 22 dezembro);

Equador
Paralelo a latitude 0º, em que o sol corta este plano nos equinócios
(21 de março, 23 de setembro);
Hemisfério Norte
a = Solstício
Verão
b/c = Equinócio
c = Solstício
Inverno

Hemisfério Sul
a = Solstício
Inverno
b/c = Equinócio
c = Solstício
Verão
• Equinócios
– Dia que da passagem do sol pelo plano do Equador, ou seja o sol
percorre a linha do Equador;

– Dia em que os raios do sol, ao meio dia, estão a 90º acima do


horizonte no Equador formando um ângulo de 90º com o eixo da Terra

– O dia e a noite são iguais em tempo, ou seja, tem a mesma duração.


O sol nasce às 6:00h e se põe às 18:00h
– Equinócio é uma palavra derivada que significa: noite igual;

– Dia que nenhum dos pólos se encontra inclinado em direção ao sol;


• Devido a isto, os raios do sol, iluminam a metade do globo bissectando todos os
paralelos;

– Nos pólos a situação é ligeiramente diversa, o sol nasce no horizonte


leste e faz um círculo no horizonte em 24 horas;

– Um dia após o equinócio vernal (equinócio da primavera), o sol sobe


um pouco mais alta e cai acima do horizonte no pólo norte, mas
desaparece do horizonte no pólo sul;
• Solstícios
– São os dias do ano em que a Terra se encontra de tal modo situado,
que a inclinação (cerca de 23º27’) do eixo polar está virado para o sol.

– Solstício de inverno (hemisfério sul)

• O Círculo Polar Antártico está sob a região que não é atingida pelo
sol;

• Trópico de Capricórnio – dias são mais curtos (inverno Hemisfério


Sul);

• Trópico de Câncer – dias mais longos (verão Hemisfério Norte).


• Carta Solar
– Comportamento do sol (trajetória solar) – determina a
posição do sol de acordo como horário e período do
ano (através da altura solar e do azimute)
Carta solar - 16°sul – Goiânia
• Programas:
– SunPath (UFSC)
• Trajetória Solar.
(Disponível em http://www.labeee.ufsc.br/software/sunpath.html)

– Analysis Sol-Ar (UFSC)


• Carta solar (trajetória solar e transferidor) e rosa
dos ventos de várias capitais do Brasil.
(Disponível em http://www.labeee.ufsc.br/software/analysisSOLAR.htm)

(observar as diferentes cartas solares de acordo com a latitude das


cidades)
• Posição do Sol
Definida pelos ângulos de
altitude solar e azimute


variam pela hora do dia e
período do ano
• Radiação Solar Direta
– Sua intensidade depende da altitude solar (γ) e o ângulo
de incidência em relação à superfície receptora (θ)

– Quanto menor a altitude solar


mais longo o trajeto da radiação através da atmosfera


menor radiação superfície terrestre

devido a dissipação atmosférica
(absorção da radiação solar pelo ozônio, vapores e partículas
contidas na atmosfera)
• Radiação Solar e Luz Natural

– Quantificáveis – mas varia de um instante para outro;

– Simplifica três modelos padrões para representar alguns tipos de céu


• céu limpo – claro
• céu parcialmente nublado – anisotrópico
• céu nublado – isotrópico

• Luz Direta
– ilumina uma superfície normal com 60.000 a 100.000 lux → valor
intenso para usar diretamente na área de trabalho;
– introduz menor quantidade de calor por lúmen para o interior de um
edifício que as maiores das lâmpadas.

• Luz Difusa
– Varia entre 5.000 e 20.000 lux (céu encoberto).
– Céu Limpo
• radiação direta predominante (sol)
• radiação difusa – mais intensa ao
redor do sol e próxima ao
horizonte
• Luz → céu e atmosfera – claros
• Luminância – varia em relação ao
zênite, ao horizonte e à posição
do sol
– Céu Nublado
• turvamento da abóbada celeste

o céu não está visível
• radiação solar e luminância –
distribuição mais uniforme

– Céu parcialmente nublado


• mais próximo da realidade
• Curiosidades
– Sol poente avermelhado
• apenas a luz nesta freqüência consegue atravessar a camada
atmosférica;

– Cor azul do céu limpo


• somente o comprimento de onda da luz azul no espectro sofrem
refração nas pequenas partículas existentes na atmosfera;

– Céu nublado
• vapor de água suspenso no ar que reflete e refrata todos
comprimentos de onda em todas as direções, resultando em luz
difusa de cor branca na abóbada celeste.
• Temperatura
– Variável climática – mais conhecida e mais
fácil de medir;

– Varia na superfície da terra devido:


• o fluxo de grandes massas de ar;

• a diferente recepção da radiação solar de local


para local;
– Se a velocidade do ar é pequena
• o aumento da temperatura se dá pelos ganhos térmicos
solares no local;
• a radiação solar atinge a superfície terrestre de forma
distinta, de acordo com o tipo de:
– solo
– vegetação
– topografia
– altitude do local

– Se a velocidade do ar for alta


• a influência dos fatores locais na temperatura do ar é
bem menor.
– Dados climáticos
Fornecem valores médios – temperatura média,
mínima e máxima para cada período do ano

Proporciona ao arquiteto dados necessários
para a identificação dos períodos de maior
desconforto

Importante intervenção a nível de projeto
Para uma mesma temperatura a sensação
de conforto térmico varia de acordo com a
velocidade do vento e umidade do ar.
• Vento
– Região climática – pode existir variações
significativas de direção e de velocidade do
movimento do ar devido a diferenças de
temperatura entre as massas de ar

provoca o deslocamento da área de maior
pressão (ar mais frio e pesado)

área de menor pressão (ar quente e leve)
– Velocidade e direção dos ventos
• medidos a 10 metros de altura nas estações
meteorológicas;
• regiões abertas – longe de obstáculos urbanos (ar
sofre com a rugosidade da superfície);

– Ventos predominante de Goiânia:


• Norte – outubro a fevereiro
• Leste – março a setembro

– Projetista – conhecer a velocidade e as direções


dos ventos (rosa dos ventos)
Exemplo de Rosa dos ventos
Brasília

Frequência de ocorrência Velocidade predominante


• Umidade
– Pressão de vapor – variável climática mais estável ao
longo do dia;
– Resulta:
• evaporação da água de mares, rios, lagos e da terra;
• evapotranspiração dos vegetais;
– Quanto maior a temperatura do ar:
• menor densidade;
• maior quantidade de água poderá conter;
– “Se o conteúdo de água evaporada é o maior
possível para aquela temperatura – Ar Saturado”

Qualquer quantidade de vapor se condensará na
forma de névoa, orvalho ou chuva.
– Umidade relativa do ar (UR)– percentual de vapor de
água contido no ar, menor que o máximo possível
para aquela temperatura;
• UR aumenta com a diminuição da temperatura
• UR diminui com o aumento da temperatura

– Locais úmidos – clima mais ameno


– Locais seco – grande amplitude térmica diária
– Suor – a alta umidade relativa dificulta transpiração,
aumentando a sensação de desconforto térmico

– Os dados de temperatura, umidade e ventos


devem ser trabalhados em conjunto
• possibilita o aproveitamento adequado das aberturas
• MESOCLIMA E MICROCLIMA

Mais próximo ao nível da edificação: o litoral, o


campo, as florestas, os vales, as cidades e as
regiões montanhosas;
• Mesoclima – recebe a influência de variáveis nas
condições climáticas locais:

– Vegetação

– Topografia

– Tipo de solo

– Presença de obstáculos naturais ou artificiais.


• Microclima – mais próximo da edificação

Pode ser concebido e alterado pelo arquiteto



O conhecimento do clima nesta escala é
fundamental para o desenvolvimento do projeto

As particularidades climáticas observadas no


local podem induzir a soluções arquitetônicas
adequadas.
• Radiação Solar
– Pode ser interceptada pelos elementos da vegetação
e da topografia local;
– Vegetação
• Com folhas caducas proporcionam sombra verão e
passagem do sol no inverno):
• Locais arborizados – vegetação intercepta entre 60 a 90%
da radiação solar (reduz temperatura do solo);
• Vegetação absorve parte da radiação solar para seu
metabolismo – FOTOSSÍNTESE;
• Movimento do ar entre as folhas – retira grande parte do
calor absorvido do sol (“sombra fresca”);
A RADIAÇÃO SOLAR contribui de forma
significativa para o ganho de calor em uma
edificação.
– Escala da edificação – transferência de calor pode ser
dividida em 5 partes principais:

• radiação solar direta (onda curta);

• radiação solar difusa (onda curta);

• radiação solar refletida pelo solo e pelo entorno (onda curta);

• radiação térmica emitida pelo solo aquecido e pelo céu (onda longa);

• radiação térmica emitida pelo edifício (onda longa);


– 1 e 2 – variáveis macroclimáticas;
– 3 – depende da característica da superfície refletora (albedo), maior
albedo – maior capacidade da superfície refletir a radiação. Ex.: grama –
albedo 0,2 (20% da radiação incidente é refletida);
– 4 e 5 – superfície recebe radiação solar, e emite radiação térmica – ondas
longas.
• Temperatura
– Sol – aquece a terra e retém calor por muito mais tempo
que uma habitação convencional → Inércia Térmica

– Terra ganha ou perde calor se submetida a temperatura


mais alta e mais baixa respectivamente;

– Calor armazenado durante o dia pode ser útil a noite em


locais com grande amplitude térmica diária;

Arquiteto - deve tirar vantagem das propriedades de


inércia térmica para amenizar as temperaturas no
interior da edificação.
• Vento
– Alteram com a presença de vegetação, edifícios ou outros
anteparos naturais ou artificiais do local;
– Topografia – canaliza os ventos (desviar ou trazer para a
edificação);
– A rugosidade da superfície influencia no movimento do ar;
– Velocidade do vento aumenta com a altitude (em geral)
– Cidade – obstáculos:
• Baixa velocidade dos ventos
• Maior turbulência e direcionalidade variável
– Campo → velocidade maior;
– Tamanho do obstáculo – influencia no gradiente vertical.
• Umidade
– Pode ser modificada mais próxima da
edificação
⇓ ⇓
presença de água vegetação
⇓ ⇓
refresca edificação umidece o ar
- evapotranspiração
- bom clima seco
– Gramado
• reflete menor quantidade de radiação;
• absorve calor para seu metabolismo
(evapotranspiração – dissipação do calor por
convecção).

– Arquiteto – deve observar o comportamento da


variável climática no local do projeto ao longo do
ano
• identifica época de maior desconforto
• Importante na intervenção a nível de projeto
6.VENTILAÇÃO
QUAL A FUNÇÃO DA VENTILAÇÃO?
– Proporciona renovação de ar no ambiente e controle
térmico do ambiente
• Renovação do ar - higiene geral (qualidade do ar)

• Resfriamento da construção – conforto térmico no verão (clima


temperado e quente úmido)

• Resfriamento do usuário através da convecção (fisiológico)

• Dissipação do calor

• Desconcentração de vapores, fumaça, poeira e poluentes


– Climas quentes e úmidos (variação de temperatura dentro da faixa de conforto

– Velocidade X distribuição do ar (depende da função e layout dos espaços


arquitetônicos
Como ele se forma?
Devido a distribuição desigual de calor resultante de
variações latitudinais e longitudinais de insolação; pois o
aquecimento diferenciado nas superfícies terrestre em
diferentes áreas do globo associado às diferenças de
pressão à superfície da Terra originam o vento.
• Fluxo de ar
– Laminar
– Turbulento

• Origem do vento
– Circulação vertical – provocada pela diferença de pressão
nas diversas áreas do globo terrestre;

– Circulação horizontal – produto da circulação vertical e do


movimento de giro da Terra: força de Coliolis.
Leonardo da Vinci (1452-1519) mostra o que poderá
ter sido a primeira representação, com alguma
realidade física, do escoamento em torno de um
obstáculo claramente associável a um edifício alto e
isolado.
Uma construção para ser habitável, não pode ser
estanque ao ar. (Blessmann)

• Ventilação
– Renovação do ar de um local, por meios naturais e/ou
artificiais.

• Ventilação natural
– Ventilação por meios naturais que não requerem sistema
mecânico.

• Meios ou sistemas naturais de ventilação


– Aqueles nos quais a ventilação se produz
exclusivamente por forças de origem básica ou
gravimétrica.
• Ventilação sanitária
– Substituição do ar de um local em quantidade e em
condições de velocidade, temperatura umidade e pureza,
adequadas à vida e a atividade humana.

• Renovação do ar
– Áreas molhadas – ventilação permanente controlada e
insolação obrigatória
– Cozinha e banheiros – desejável que sejam ventiladas de
dentro para fora.

• Bem estar
– Sensação agradável originada pela adequação as
condições climáticas ambientais (ou pelo acomodamento
das mesmas).
• Comodidade ou conforto térmico
– Resultado da conjugação da temperatura, da umidade,
da velocidade do ar e da radiação térmica do ambiente,
que produzem nas pessoas situadas no mesmo,
sensação ou estado de bem-estar térmico.

• Vento predominante
– Aplicado a um lugar, e aquele que sopra com maior
intensidade.
O vento, resulta
da diferença de
pressão entre
dois lugares na
superfície ou por
diferença de
temperatura,
como visto
anteriormente.
• Vento – se desloca do lugar de maior pressão para o de
pressão mais baixa
– Quanto maior a diferença de pressão maior será a velocidade.
– Barlavento ou Montante (incidência do vento)
• Fachada positiva (sobre-pressão)

– Sotavento ou jusante (“escape do vento”)


• Fachada negativa (sub-pressão)
• Rugosidade
– Variação da altura nas edificações.

Velocidade maior em cima – ausência de obstáculos


• Gradiente de Vento
– Efeito da rugosidade dos ambientes naturais e
construídos;
– Gradiente do vento em função do sítio.
A forma dos corpos (edifícios) irão influenciar a face a sotavento,
e conseqüentemente sua “esteira” ou “sombra de vento”.
Ao aproximarmos do solo, percebe-se uma alteração neste
comportamento, que decresce em relação ao solo, criando
assim um gradiente de velocidade. Esse gradiente é
influenciado diretamente pela rugosidade da malha urbana.
• Depende: deslocamento de ar através do edifício
aberturas (umas funcionam como entrada e outras
como saída);
• Aberturas dimensionadas e posicionadas de
acordo com o fluxo de ar adequado, para funcionarem
como entrada e saída dos ventos;
• Fluxo entra e sai de acordo no edifício,
dependendo da:
– diferença de pressão entre os ambientes internos e
externos (causada pelo vento ou pela diferença da
intensidade do ar interno e externo, ou ambas);
– resistência ao fluxo de ar, proporcionadas pelas
aberturas e/ou pelas obstruções interna;
– forma do edifício e suas implicações relativa a incidência
do vento.
• Ele é um fluido como a água e como tal, possui certas
características;
• Sua origem tem a ver com a temperatura. O ar aquecido
se expande, torna-se mais leve, menos denso e sobe,
criando uma corrente de convecção. O ar frio é mais
denso, mais pesado e tende a ocupar os espaços deixados
vazios; esse deslocamento produz o movimento do ar,
devido às diferenças de densidade;
• Onde há aquecimento do ar, origina-se uma área
de baixa pressão, sendo de alta pressão a área
onde o ar está mais frio;
• O ar se movimenta através de diferentes zonas
de pressão, soprando sempre da área de alta
pressão para a de baixa pressão – entrada e
saída dos ventos.
• Mecanismos de ventilação natural dos
edifícios
– Força dos ventos – movimentação do ar
através dos ventos → Ação dos Ventos
– Diferença de intensidade → Efeito Chaminé
Efeito
chaminé
Ação dos
ventos
Efeitos do entorno das edificações
• Fluxo de ar interno
– Mais eficiente – área entrada menor
• Entrada maior – o ar ocupará maior espaço e a velocidade será
menor
• Bernoulli – com o estreitamente da saída aumenta a velocidade
• Entrada menor – velocidade maior e espaço mínimo

Exemplos de fluxo de ar através de ambientes internos vazios (em planta).


Fonte: Olgyay
Exemplos de fluxo de ar
através de aberturas
localizadas em
fachadas opostas (em
corte)
Fonte: Olgyay
Exemplos de fluxo de ar
através de ambientes
internos parcialmente
divididos (em planta)
Fonte: Olgyay
Fonte: Arquitectura y Clima.Manual de diseño bioclimático para arquitetos y urbanistas.Victor Olgyay .Pg 107(211)
Fonte: Arquitectura y Clima.Manual de diseño bioclimático para arquitetos y urbanistas.Victor Olgyay .Pg 108(215)
Efeito da
vegetação
Se colocado nessa
posição obtemos um
padrão semelhantes

Barreira alta

Barreira alta
Edifício orientado á 90°
em direção as brisas
sem vegetação Barreira mediana alta
Barreira mediana alta

Exemplos de influência favorável à ventilação


que a vegetação pode proporcionar
Fonte: Olgyay
Alteração do modelo de circulação de ar
através do paisagismo