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Apostila de I.E I - Revisada 1

Apostila de I.E I - Revisada 1

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1. ATERRAMENTOS ELÉTRICOS

1.1 - Objetivos Principais:

• Obter uma resistência de aterramento a mais baixa possível, para correntes de falta à

terra.

52

• Manter os potenciais produzidos pelas correntes de falta dentro de limites de
segurança de modo a não causar fibrilação do coração humano, proporcionando
segurança às pessoas, animais e equipamentos.
• Fazer com que os equipamentos de proteção sejam mais sensíveis e se consiga
isolar rapidamente as falhas a terra.
• Proporcionar um caminho de escoamento para a terra de descargas elétricas
atmosféricas.
• Usar a terra como retorno de corrente no sistema MRT. (Massa em relação à Terra)
• Escoar as cargas estáticas geradas nas carcaças dos equipamentos.
• Dar continuidade permanente a um circuito elétrico.

1.2 - Resistividade do solo (ρρρρ):

Fatores que influenciam:
• Tipo de solo, mistura dos diversos tipos de solo.
• Teor de umidade.
• Temperatura.
• Compactação e pressão.
• Composição química dos sais dissolvidos na água retida no solo.
• Concentração dos sais retidos no solo.
É impossível identificar um solo, quanto à sua resistividade, apenas por um único valor.

2. SISTEMAS DE ATERRAMENTO:

Os tipos principais são:

• Uma simples haste cravada no solo.
• Hastes alinhadas.
• Hastes em triângulo.
• Hastes em quadrado.
• Hastes em círculos.
• Placas de material condutoras enterradas no solo.
• Fios ou cabos enterrados no solo, formando diversas configurações, tais como:
- estendido em vala comum;
- em cruz;
- em estrela;
- quadriculados, formando uma malha de terra.

O tipo de sistema de aterramento a ser adotado depende da importância do sistema de
energia elétrico envolvido, do local e do custo. O sistema mais eficiente é,
evidentemente, a malha de terra.

2.1 - Hastes de aterramento

Deve ter as seguintes características:

53

• Ser bom condutor de eletricidade
• Ser um material praticamente inerte às ações dos ácidos e sais dissolvidos no solo.
• Deve sofrer a menor ação possível da corrosão galvânica.
• Ter resistência mecânica compatível com a cravação e movimento do solo.
• Serem cobreadas para melhor desempenho.

Tipo Copperweld – Tipo Encamisado por Extrusão - Tipo Cadweld

2.2 - Classificação dos sistemas de baixa tensão em relação à alimentação e das massas
em relação a terra.

Esta classificação é feita por letras como se segue:

Primeira Letra: Especifica a situação da alimentação em relação à terra.
T – A alimentação tem um ponto diretamente aterrado.
I – Isolação de todas as partes vivas da fonte de alimentação em relação à terra ou
aterramento de um ponto através de uma impedância elevada.

Segunda Letra: Especifica a situação das massas (carcaças) das cargas ou equipamentos
em relação à terra.
T – Massas aterradas com terra própria, isto é, independentemente da fonte.
N – Massas ligadas ao ponto aterrado da fonte.
I – Massa isolada, isto é, não aterrada.

Outras Letras: Forma de ligação do aterramento da massa do equipamento, usando o
sistema de aterramento da fonte.
S – Separado, isto é, o aterramento da massa é feito com um fio (PE) separado do neutro.
C – Comum, isto é, o aterramento da massa do equipamento é feito usando neutro (PEN).

54

Exemplos:

Sistema de aterramento tipo TN-S

Sistema de aterramento tipo TN-C

Massa

Equipamento Elétrico

Aterramento da Alimentação

F

F

F

N

PE

Massa

Equipamento Elétrico

Aterramento da Alimentação

F

F

F

PEN

55

Sistema de aterramento tipo TN-C-S

Sistema de aterramento TT

PEN

PE

N

Terra Próprio

Massa

Equipamento Elétrico

Aterramento da Alimentação

F

F

F

Massa

Equipamento Elétrico

Aterramento da Alimentação

F

F

F

N

56

Sistema de aterramento IT

2.3 - Projeto de um sistema de aterramento.

O objetivo é aterrar todos os pontos, massas, equipamentos ao sistema de aterramento que
se pretende dimensionar.

2.4 - Para projetar adequadamente o sistema de aterramento deve-se seguir as
seguintes etapas
:

1°) Definir o local de aterramento;
2°) Providenciar varias medições no local;
3°) Fazer a estratificação do solo nas suas respectivas camadas;
4°) Definir o tipo de sistema de aterramento desejado;
5°) Calcular a resistividade aparente do solo para o respectivo sistema de aterramento;
6°) Dimensionar os sistema de aterramento, levando em conta a sensibilidade dos relés e os
limites de segurança pessoal, isto é, da fibrilação ventricular do coração.

3. MEDIDA DE RESISTÊNCIA DE TERRA.

Como o valor da resistência de terra varia ao longo do ano, deve-se programar
adequadamente medições ao longo do tempo para manter um histórico do perfil do seu
comportamento.

1° Método: Bateria de acumuladores e cano d’água.

Massa

Equipamento Elétrico

Aterramento da Alimentação

F

F

F

Impedância
considerável

Terra Próprio

57

V = ( R + Rt ) . I Rt = (V/I) – R

2° Método: Dos três Pontos

Para uma instalação predial, a norma P-NB-615 estabelece a seguinte fórmula para o
Número de Descidas no Aterramento de um Pára – Raio:

N = (A + 100) / 300 N = h / 20 N = (p + 10) / 60

Onde:

A

solo

Rt

Resistência de Terra

Eletrodo de Terra

Cano de água

Bateria

R

V

R....Resistência limitadora de corrente (conhecido ou medido)

V3

V1

V2

I1

I2

I3

A

B

C

5m

5m

5m

I - V1/I1 = R1 = RA + RB
II- V2/I2 = R2 = RA + RC
III- V3/I3 = R3 = RB + RC

I + II = R1 + R2 = 2. RA + RB +RC

R1 + R2 = 2.RA + R3

RA = (R1 + R2 - R3) / 2

58

N........Número de descidas (inteiro).
h.........Altura da edificação (m).
A ........Área da edificação (m²).
p..........Perímetro da edificação (m).
Usar o critério que levar ao maior número.

3.1- Diminui-se a resistência de terra através de:

• Aumentar o número de eletrodos e interligá-los;
• Aumentar a profundidade dos eletrodos já enterrados;
• Aumentar a espessura dos eletrodos;
• Submeter o solo sob tratamento químico (com os seguintes produtos: Bentonita-
material argiloso; Earthron – material líquido de lignosulfato mais um agente
geleificador e sais inorgânicos; Gel – mistura de diversos sais, Sulfato de Magnésio
ou de Cobre ou Cloreto de Sódio (sal de cozinha);
• Umedecer continuadamente o terreno.

5 ≤≤≤≤ R do Eletrodo de Terra ≤≤≤≤ 25

3.2- Tensão de Passo: È a diferença de potencial existente entre os dois pés à distância de
1m.

3.3- Tensão de Toque: É a diferença de potencial entre um ponto de uma estrutura
metálica, situado ao alcance das mãos de uma pessoa e, um ponto no chão, situado a 1m da
base da estrutura.

4. DIMENSIONAMENTO DO CONDUTOR DA MALHA DE TERRA

Considerando os esforços mecânicos e térmicos suportáveis, além de suportar esforços de
compressão e cisalhamento, utiliza-se, no mínimo, o condutor 35 mm².

Trabalho n° 5 :

1. Pesquisar sobre o Método de Medição de Aterramento “Megger Earth Tester”.
2. Pesquisar sobre o Método de Medição de Aterramento “Wenner”.
3. Pesquisar sobre o Método de Medição de Aterramento “Lee”.
4. Determinar o número de descidas numa instalação de um pára-raio em um edifício
de altura 35 m, de dimensões 15m x 24m.

5. DESCARGAS ELÉTRICAS ATMOSFÉRICAS

5.1 - Raio: É uma gigantesca faísca elétrica, dissipada rapidamente sobre a Terra, causando
efeitos danosos.
5.2 - Relâmpago: É a luz gerada pela arco elétrico do raio.
5.3 - Trovoada: É o ruído (estrondo) produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito
aquecimento causado pela descarga.
A descarga elétrica atmosférica se dá devido ao rompimento da rigidez dielétrica do ar.

59

O Brasil é o campeão de descargas elétricas atmosféricas, são cerca de 100 milhões de raios
anuais.
Nosso país propicia a formação de cúmulos nimbos (nuvens negras no formato de um
cogumelo atômico), que concentra grande quantidade de energia armazenada.
A primeira descarga elétrica que ocorre vêm da nuvem para a terra, chamada de descarga
piloto (líder) numa velocidade de 1500 Km/s, logo após, da terra para a nuvem sobe a
descarga principal (retorno) com velocidade de 30000 Km/s, com correntes elevadíssimas,
da ordem de 2000 a 200000 A, porém podem ocorrer outras descargas chamadas de
descargas múltiplas, da ordem de 1000 A.

DESCARGAS DIRETAS DE RAIOS

0,1 % excede 200.000 A
0,7 % excede 100.000 A
6,0 % excede 60.000 A
50,0 % excede 15.000 A

A tensão de passo e a tensão de toque podem provocar a morte de pessoas e animais ao
ocorrer uma descarga elétrica atmosférica nas proximidades.
A duração de uma descarga elétrica atmosférica é da ordem de 200µs. Uma nuvem
normalmente encontra-se entre 300 a 5000 m de altura e a diferença de potencial entre a
terra e a nuvem chega a cerca de 10 KV a 1GV.

5.4 - O Pára-Raios de Franklin consiste na interconexão dos seguintes elementos:
- Captor: que pode ser de uma só ponta ou varias pontas metálicas em forma de
“bouquet”.
- Conector: para prender o cabo de descida ao captor.
- Haste de sustentação: para elevar o captor na altura desejada.
- Espaçador: para manter o cabo de descida afastado da estrutura metálica ou haste
de sustentação.
- Braçadeira: para fixar o espaçador à haste de sustentação.
- Cabo de descida: para interligar o captor ao sistema de aterramento.

Bitola mínima do cabo de descida

Material

Bitola (mm²)

Cobre

16

Alumínio

25

Aço

50
- Isolador: pode ser de dois tipos: modelo industrial de classe de tensão de 10 KV ou
tipo roldana usado na estrutura do espaçador.
- Aterramento: para produzir a conexão com a terra.
- Tubo protetor: de material não condutor, para evitar atos de vandalismo e evitar
tensão de toque direto com o cabo de descida.
- Cobertura de conexão: de material emborrachado, para proteger a conexão da
corrosão. Zona de proteção de um pára – raio Tipo Franklin:

60

6. PRINCÍPIO BÁSICO DE UMA PROTEÇÃO: “É preferível não ter pára – raios do
que tê-los mal dimensionado ou mal instalados”.

7. GAIOLA DE FARADAY: Baseia-se na utilização de condutores de captura em forma
de anel, formando malhas ou gaiolas ao redor das estruturas a serem protegidas, é uma
eficiente forma de proteção e bastante utilizada.

8. PÁRA – RAIOS RADIOATIVOS

Sua ação ativa (dinâmica) é produzida pelos elementos radioativos que bombardeiam o ar,
ionizando-o. Esta ação radioativa ocorre permanentemente durante toda a vida útil do pára-
raio.

Os pára raios radioativos foram abolidos no Brasil em razão de sua zona de proteção não
ser assim tão maior que o Franklin e devido aos riscos de instalação, manutenção e
armazenamento dos materiais radioativos (Rádio 266).

No Brasil existe a norma NBR – 5419 “ Proteção de Estruturas Contra Descargas
Atmosféricas” da ABNT, referência [27], para consulta.

CURSO AVANÇADO SOBRE ATERRAMENTOS ELÉTRICOS

Cap1 - Aterramentos Elétricos.

1- Objetivos:

1°. Proporcionar segurança a pessoas e animais; atua somente com falha de isolação do equipamento.
2°. Ligar a instalação elétrica a Terra, tornando-a num condutor de corrente de
desequilíbrio; atua constantemente no circuito.
3°. Fazer fluir para o solo a corrente de descarga atmosférica; atua somente no período de duração da
descarga.
4°. Buscar um ponto de referência para circuitos eletrônicos; atua permanentemente como potencial
referência.
5°. Fazer o solo ser um condutor de retorno da corrente elétrica; atua constantemente no circuito.

1.1- Resumo – 3 Grandes Objetivos:

H

R

R ≈√3 . H

61

1°. Proporcionar segurança a pessoas e animais e dar proteção aos equipamentos.
2°. Buscar uma referência de potencial elétrico.
3°. Dar continuidade permanente a um circuito.

1.2- Grandezas Físicas envolvidas no aterramento

- ρ...Resistividade Elétrica do Solo;
- R...Resistência de Aterramento;
- Tensão de Passo e de Toque;
- Potencial de Transferência;
- Indutância de Aterramento.

A Resistividade Elétrica do Solo está relacionada com tipo de solo (argiloso, arenoso
etc..), porém uma única medida da resistividade não caracteriza o tipo de solo.
Tensão de Passo.... DDP. entre dois pontos de contato no solo, separados pela distância
de1m. Na linha monofilar a tensão de passo é a grandeza mais importante.
Tensão de Toque.....DDP. entre a tomada de terra a 1m do pé da pessoa em contato com a
estrutura condutora qualquer.Resistência de Aterramento está relacionada com a
dificuldade de condução da corrente pelo solo e no Método de Wenner para solo
homogêneo pode ser determinada por:
ρ = 2.π. a .R
Potencial de Transferência.....Ação de um condutor enterrado no solo em interferir em
outros aterramentos, na distribuição de potenciais e espalhamento da corrente elétrica pelo
solo.
A Indutância de Aterramento terá maior importância quando se tratar de aterramentos de
descargas elétricas atmosféricas, cujo efeito indutivo pode ser considerável.

1.3- No projeto de aterramento elétrico temos as seguintes etapas:
-Escolha do local do aterramento;
-Medição da resistividade;
-Adequação dos resultados da medição a um modelo;
-Processo de cálculo: resistência, indutância, potenciais, etc.;
-Construção do aterramento;
-Medições finais.
Simplesmente fincar haste de terra no solo, não assegura um bom aterramento pois não
garante a verticalidade da haste nem tampouco o bom contato entre a haste e o solo.
Devemos, com um trado, fazer um buraco e ai colocar a haste ou um condutor (cabo
flexível) que pode substituir a haste e aos poucos ir preenchendo o buraco e compactando o
solo para maior aderência com o condutor e no caso da haste assegurando sua verticalidade,
e ainda assegurando, no uso da Bentonita para tratamento do solo, maior qualidade do
aterramento.

Cap.2 – Modelo Físico do Solo – Resistividade em Solo Heterogêneo

O Método de Wenner mostra que a corrente espalha para o solo com penetração máxima
igual à distância entre os eletrodos de entrada e saída da corrente.
Espalhamento da corrente elétrica pelo solo homogêneo:

O Objetivo e as Características do aterramento a ser projetado
definem a escala e prioridade da importância das Grandezas
Físicas.

62

I

r Ex

J(z) P
J(z=0) S

1 superfície z

I I
O

0,58

d d

0,35

0,009 z
0 2d/3 d 2d z

A corrente penetra numa distância praticamente igual à que separa os eletrodos de entrada e
saída de corrente, se queremos profundidades maiores devemos aumentar a distância entre
os eletrodos.
Método de Wenner: ρρρρ = 2.ππππ.a . V/I
ρ ρa (Resistividade aparente)

a(m) a(m)

Modelo Físico do Solo – Resistividade em Solo Heterogêneo:

Estrutura do solo = camadas horizontais

1ª camada E1 ρ1

2ª camada E2 ρ2

3ª camada ρ3

V =ρρρρI/2ππππ.{ ∫∫∫∫ J0(mr)e-mz

dm + ∫∫∫∫ A(m)J0(mr)e-mz

dm + ∫∫∫∫ B(m)J0(mr)e-mz

dm}

Solo Homogêneo

Solo Heterogêneo

J = I/S = I/2πr²

E = ρJ = ρI/2πr²

Vp = E.r = ρI/2πr

42% de I já se dissipou para o solo

65% de I já se dissipou
para o solo

Modelo Físico para solo
heterogêneo de 2 camadas

Para obter o Modelo Físico de Estratificação do Solo passamos pelas
Equações de Poisson, Técnica de Separação de Variáveis, Função de Bessel,
condições de contorno e varias considerações.

63

Solo homogêneo parcelas adicionais de heterogeneidade

ρa ρ2>ρ1 (K>0)

ρ2 - ρ1

K =
ρ1 ρ2 + ρ1

ρ2<ρ1 (K<0)

0 a

Se estabelecermos uma relação entre a Resistividade Aparente e o Modelo do Solo em
Camadas Horizontais, é possível a aplicação do Método de Wenner para solos
heterogêneos.

O Método Gráfico de YOKOGAWA propicia levantar os dados de Estratificação do Solo.

Com uma Curva Experimental, obtida com trechos crescentes e decrescentes, superpomos
às Curvas Padrão e Auxiliar do Método Gráfico de YOKOGAWA, fazendo comparações e
ajustes, conseguimos levantar os dados que levam à estratificação do solo, porém, podemos
incorrer a alguns erros de ordem prática. Estes erros podem ser analisados pelo Programa
Computacional AFERE
, que compara a curva (ρρρρa x a) teórica com a curva (ρρρρa x a)
experimental
(considerada exata).

Cap. 3 – Resistência e Potenciais de Aterramentos Elétricos

Conceito de Resistência: R = ρρρρL/S

Para Solo Homogêneo:

- A resistência pode ser dividida em pequenas camadas condutoras, onde a corrente
circula de uma para a outra através de seções transversais.
- A corrente enfrenta resistências cada vez menores, podendo a última ser desprezada.

R aterramento (solo homogêneo) = R eletrodo (metal) + R contato (compactação do solo = f (construção)) + R solo

0 haste

R Total = R contato + R solo

L.F. ρhaste<<<ρsolo

64

R2hastes próximas > ½.Rhaste única R2hastes próximas = ½.Rhaste única + Rmútua

- A Geometria do Aterramento influi decisivamente na Resistência de Aterramento;
- Maior liberdade no espalhamento da corrente no solo contribui para a diminuição da
Resistência de Aterramento.

Elementos que Alteram a Resistência de Aterramento:
- Resistividade do solo

- Geometria do aterramento influem no espalhamento da corrente no volume de solo.
- Dimensões dos eletrodos

Solos Heterogêneos:

As resistividade e espessuras das camadas do solo alteram a distribuição da corrente.

Métodos para Cálculo da Resistência e Potencias de Aterramento:

- Eqüipotencialidade.
- Distribuição Uniforme de Corrente.

Cálculo da Resistência de Aterramento para Haste Vertical (solo homogêneo) usando
Método da Distribuição Uniforme de Corrente – Solução Analítica.

L>>>a R1haste = ρρρρ/2ππππL[Ln(4L/a)-1] L...comprimento da haste e a..raio da haste

R1cabo = ρρρρ/ππππL[Ln(2L/√√√√2ah)-1] h...profund. do cabo em relação ao solo L...compr. do cabo a ...raio do cabo

L>>>a L>>>h

A solução analítica é limitada.
Quando se deseja calcular a resistência para qualquer que seja o aterramento a solução
numérica é a mais indicada.

Resistência de Aterramento com Método da Eqüipotencialidade com Solução
Numérica:

Haste cilíndrica Vertical: Método da imagem – R1haste =ρ/4π∑Ii

Analise de Resultados – solo homogêneo:
Haste cilíndrica vertical:

-

Não é solução aumentarmos o raio da haste para diminuirmos a resistência de aterramento;
- Na prática a resistência de aterramento varia com o comprimento da haste e em função da heterogeneidade do solo, esta
análise é prejudicada.

Cabo cilíndrico horizontal:

-

O aumento da profundidade h dentro de certos limites diminuiu a resistência de aterramento;
- O aumento no comprimento L do cabo tem seus limites e para descargas elétricas atmosféricas tem seu efeito indutivo mais

acentuado.

Associação de hastes verticais: h

- d = L Limite de até ≈ 10 hastes verticais.

L

Análise de Resultados – solo heterogêneo:

L

65

Vsup.(1haste)

ρ2>ρ1
ρ2=ρ1(solo homogêneo)

ρ2<ρ1

d

- Os potenciais de superfície decrescem mais rapidamente quanto mais rápido nos
afastamos do aterramento.
Haste Vertical: Já nos primeiro metros apresenta um decréscimo rápido nos potenciais de superfície, podendo gerar tensões de

passo perigosas.
Cabo cilíndrico: Decréscimo do potencial é mais suave até sua extremidade, a partir daí o potencial decresce rapidamente

podendo causar tensões de passo perigosas e mais acentuadamente é o decréscimo do potencial na direção transversal do cabo.
Anel Horizontal: Na superfície acima do mesmo a queda do potencial é suave e a partir daí cai acentuadamente podendo

aparecer tensões de passo perigosas.

A Proteção é Maior em Relação à Tensão de Passo:

- Direção na superfície do solo bem paralela ao cabo horizontal, acima do mesmo,
protege basicamente nesta direção;
- Área da superfície do solo logo acima do anel horizontal.

Cap. 4 - Aterramento em Descargas Elétricas Atmosféricas

I 2 a 200 KA

t

1 a 5 µs 20 a 100µs

Efeitos da Descarga Elétrica Atmosférica:

- Corrente elétrica elevada I produz um campo elétrico E elevado, o que provoca a
ionização do solo diminuindo a resistência de aterramento, surgindo a chamada

Resistência Dinâmica.

Rdinâmica

R1haste

t

A variação do potencial no solo é diretamente proporcional
ao produto da corrente injetada no solo pela resistividade
da 1ª camada de solo.

Elevados valores de Correntes com Pequenas Variações Temporais são
as Características de uma Descarga Elétrica Atmosférica

66

- Não são todos os aterramentos que permitem a ionização do solo.
- Se as dimensões do aterramento forem tais que a descarga se divide de tal forma a
não produzir campos elétricos acima da rigidez dielétrica, não haverá ionização do
solo.

- Quando existe a ionização do solo a resistência de aterramento decresce durante a
descarga atmosférica ( Rdinâmica).

Efeitos Indutivos: Indutâncias calculadas levando-se em conta apenas os condutores
enterrados:

- Para diminuirmos a indutância devemos dividir a corrente em um maior número
possível de ramos e pegarmos o ponto de tomada de terra no centro da malha.
- Na tentativa de gradearmos as malhas podemos diminuir a indutância.
- Nos aterramentos horizontais o efeito indutivo provoca:
* Aumento no potencial de tomada de terra;
* Desbalanceamento de corrente ao longo do condutor;
* Diminuição no comprimento efetivo dos condutores enterrados.

A ligação de 2 aterramentos de pára raios distantes um do outro pode levar a uma
diminuição na resistência total dos aterramentos, porém, o efeito indutivo do cabo de
interligação dos aterramentos fará com que haja bloqueio de um deles enquanto o outro
estiver submetido a uma descarga elétrica atmosférica, assim, os aterramentos efetivamente
estarão isolados.

Cap. 5 – Medições de Resistividade do Solo e Resistência de Aterramento
Método de Wenner

I V I
a a a

haste de corrente eletrodos ou hastes de tensão haste de corrente

Aparelhos de Medição:

V e I – Voltímetro e Amperímetro- Fonte com transformador ou grupo motor gerador.
V/I – Terrômetro analógico ou digital com três ou quatro pontas.

ρρρρa = 2ππππaV/I

67

Rede de energia elétrica ou grupo motor gerador


A

I V I
a a a

haste de corrente eletrodos ou hastes de tensão haste de corrente

ρa

a (m)

V/I

ρa = 2πaV/I

------------------

---------------------

----------------------

--------------------

--------------------

----------------------

--------------------

---------------------

----------------------

a

Rede de energia elétrica ou grupo motor gerador


A

I Vx I
x

Ra=? haste auxiliar (posição remota)

Vx

Patamar

V

0

X

As curvas dos potenciais de superfície devem ter um patamar bem definido. Se isto não
ocorrer, devemos colocar a haste auxiliar mais longe.

A distância que isola 2 aterramentos depende:

- das dimensões de ambos;
- estratificação do solo

Haste de
aterramento que
desejamos medir

Ra = Vpatamar/I

Estratificação

68

Regras relativas ao patamar:

1°- Fincar a haste auxiliar e levantar a curva Vx x X ;
2°- Encontrando o patamar temos Ra = Vpatamar/I
3°- Não encontrando o patamar, colocar a haste auxiliar mais longe e levantar nova curva,
repetir o processo até encontrar o patamar.
4°- No levantamento de Vx x X as distâncias não precisam ser precisas, podendo até ser
obtidas por passos, o importante é obter o patamar.
5°- A direção e o sentido de X é da haste de aterramento que desejamos medir para a haste
auxiliar.
6°- A Tomada de Terra, na área do Aterramento que desejamos medir, deve ser sempre na
sua extremidade mais próxima da haste auxiliar.
7°- Se a curva começar com valores pequenos, não confundir com o patamar, ela deve
crescer até atingir o patamar.

Método da haste remota, com uso do Terrômetro de três pontas:

I

x

Ra=? haste auxiliar (posição remota)

Rx

Patamar

R

0

X

Haste de
aterramento que
desejamos medir

69

Método dos três Pontos:

Os resultados obtidos neste método são aproximados, porém pode dar uma boa idéia de
como a os valores de resistência das hastes do aterramento estão se comportando com o
passar do tempo (manutenção).

Cap.6 – Ligação ao Terra

Normalização:

- Fio Terra: Ligação elétrica entre ao aterramento e aquilo que queremos aterrar;
- Ponto T: Tomada de terra;
- Ponto A: Ponto de aterramento na peça a ser aterrada.

DDPs indesejáveis podem surgir em decorrência de:
- Geometria do Aterramento (cabos horizontais, hastes verticais, etc.);
- Disposição física do fio Terra;
- Comprimento do fio Terra.

Origens das DDPs indesejáveis:

Caso 1 – Espalhamento da corrente pelo solo;
Caso 2 – Indutância própria do fio Terra;
Caso 3 - Indução eletromagnética.

Exemplos do caso 1:

- Aterramento de um chuveiro metálico
Errado: Levar a tomada de terra para longe do aparelho, por exemplo um jardim
distante.

V3

V1

V2

I1

I2

I3

A

B

C

5m

5m

5m

I - V1/I1 = R1 = RA + RB
II- V2/I2 = R2 = RA + RC
III- V3/I3 = R3 = RB + RC

I + II = R1 + R2 = 2. RA + RB +RC

R1 + R2 = 2.RA + R3

RA = (R1 + R2 - R3) / 2

70

Certo: Levar a tomada de terra para uma malha de terra no próprio contra piso do
banheiro e isolá-la com uma camada impermeabilizante no próprio baldrame.

- Poste de energia elétrica
Errado: Aterramento com haste única distante do pé do poste.
Certo: Aterramento com anéis e hastes próximas e concêntricas ao pé do poste.

- Edifício
Errado: Concentrar o aterramento em pequenas regiões.
Certo: Espalhar o aterramento por toda a região que se quer proteger (fazer um anel no
contra piso de cada andar e interligá-los, levando-os ao anel horizontal aterrado na base
do edifício).

- Indústria
Errado: Aterramento localizado levado pelo fio Terra aos aparelhos como se fosse um
fio Fase.
Correto: Diluir o aterramento ao longo de um anel em torno da construção e ligando as
tomadas de terra ao longo do anel.

Exemplos do caso 2:

- Pára raios com fio terra muito extenso

- Torre em cima de edifícios
Errado: Aterrar um equipamento de um dos andares, ligando-o ao cabo de descida do
pára raio.
Certo: Descida dos anéis dos contra pisos dos andares e do pára raio separados, ligados
lá em baixo na base do edifício.

Exemplo do caso 3 – I (fio terra)

ddp (outro fio)

Acoplamento Magnético (tensões induzidas indesejáveis)

ou

ddp (fioterra)

i (outro fio) 60 Hz + harmônicos - transitória

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Estudadas pela Área da Compatibilidade Eletromagnética nos projetos industriais
(avanço da eletrônica de potência e informática).

Observação importante: Nos Aterramentos Elétricos nem sempre a Resistência de
Aterramento é a grandeza mais importante, identificar as Características e Objetivos
do Aterramento permitem determinar as Grandezas Físicas prioritárias.

TRABALHO nº 6

1. Vivemos dentro de um capacitor gigante, onde as placas são a superfícies da Terra, com
carga - Q e a ionosfera, uma camada condutora na atmosfera, a uma altitude h = 60 km,
carregada com carga + Q. Sabendo que nas proximidades do solo junto à superfície da
Terra, o módulo do campo elétrico médio é de 100 V/m e considerando h << raio da Terra(
6400 km). Determine a capacitância deste capacitor gigante e a energia elétrica
armazenada.
Considere 1/(4πε) = 9,0 × 109

Nm² /C².

2. Em 1752, o norte-americano Benjamin Franklin, estudioso de fenômenos elétricos,
relacionou-os aos fenômenos atmosféricos, realizando a experiência descrita seguir.
Durante uma tempestade, Franklin soltou uma pipa em cuja ponta de metal estava amarrada
a extremidade de um longo fio de seda; da outra extremidade do fio, próximo de Franklin,
pendia uma chave de metal. Ocorreu, então, o seguinte fenômeno: quando a pipa captou a
eletricidade atmosférica, o toque de Franklin na chave, com os nós dos dedos, produziu
faíscas elétricas.
Esse fenômeno ocorre sempre que em um condutor:
a) as cargas se movimentam, dando origem a uma corrente elétrica constante na sua
superfície;
b) as cargas se acumulam nas suas regiões pontiagudas, originando um campo elétrico
muito intenso e uma conseqüente fuga de cargas;
c) as cargas se distribuem uniformemente sobre sua superfície externa, fazendo com que em
pontos exteriores o campo elétrico seja igual ao gerado por uma carga pontual de mesmo
valor;
d) as cargas positivas se afastam das negativas, dando origem a um campo elétrico no seu
interior;
e) as cargas se distribuem uniformemente sobre sua superfície externa, tornando nulo o
campo elétrico em seu interior.

3. Durante uma tempestade, um raio atinge um ônibus que trafega por uma rodovia.

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Pode-se afirmar que os passageiros:
a) não sofrerão dano físico em decorrência deste fato, pois os pneus de borracha asseguram
o isolamento elétrico do ônibus.
b) serão atingidos pela descarga elétrica, em virtude da carroceria metálica ser boa
condutora de eletricidade.
c) serão parcialmente atingidos, pois a descarga será homogeneamente distribuída na
superfície interna do ônibus.
d) não sofrerão dano físico em decorrência deste fato, pois a carroceria metálica do ônibus
atua como blindagem.
e) não serão atingidos, pois os ônibus interurbanos são obrigados a portar um pára-raios em
sua carroceria.

4. Um raio entre uma nuvem e o solo ocorre devido ao acúmulo de carga elétrica na base da
nuvem, induzindo uma carga de sinal contrário na região do solo abaixo da nuvem. A base
da nuvem está a uma altura de 2 km e sua área é de 200 km². Considere uma área idêntica
no solo abaixo da nuvem. A descarga elétrica de um único raio ocorre em 10-3

s e apresenta

uma corrente de 50 kA.
Considerando ε = 9 x 10-12

F/m, responda:
a) Qual é a carga armazenada na base da nuvem no instante anterior ao raio?
b) Qual é a capacitância do sistema nuvem-solo nesse instante?
c) Qual é a diferença de potencial entre a nuvem e o solo imediatamente antes do raio?

5. Os relâmpagos e os trovões são conseqüências de descargas elétricas entre nuvens ou
entre nuvens e o solo. A respeito desses fenômenos, considere as afirmações que seguem.
I. Nuvens eletricamente positivas podem induzir cargas elétricas negativas no solo.
II. O trovão é uma conseqüência da expansão do ar aquecido.
III. Numa descarga elétrica, a corrente elétrica é invisível sendo a relâmpago conseqüência
da ionização do ar.
Dentre as afirmações,
a) somente I é correta.
b) somente II é correta.
c) somente III é correta.
d) somente I e II são corretas.
e) I, II e III são corretas.

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