Brochura de Física -2
Eletricidade e Magnetismo
Elaborado por: dr. Dombole:(Física Aplicada: Energias Renováveis) E-mail: miradombole@gmail.com
Introdução
A Disciplina de Física II é um curso elementar para estudantes de engenharias.
A Física é uma ciência fundamental que exerce profunda influência sobre
outras áreas da ciência, pelo que não é somente o estudante do curso de
engenharias que precisa ter uma compreensão completa das ideias fundamentais
da eletricidade e do magnetismo, mas todos aqueles que se interessam pelos
estudos das ciências. Os temas principais podem ser cobertos adequadamente
num semestre de 16 semanas. Foram formulados problemas em número superior ao
que uma classe pode abordar. Os problemas estão divididos em categorias:
exercícios de aplicação direta e relacionados diretamente com o essencial do
assunto tratado, exercícios de aplicação no ensino-aprendizagem da física do
ensino secundário e problemas e questões adicionais para estudantes
adiantados.
Eletricidade e Magnetismo
O electromagnetismo de hoje foi desenvolvido por muitos pesquisadores, dentre
os quais Michael Faraday1 (1791-1867) foi que obteve maior destaque. Coube a
James Clerk Maxwell (1831-1879) a importância de formular as leis de
electromagnetismo com são na forma como hoje são conhecidas, comummente
chamadas Equações de Maxwell2.
O electromagnetismo abrange a electricidade, o magnetismo, os campos
eléctricos, os campos magnéticos e as ondas electromagnéticas. Teoricamente,
nos circuitos, a enfâse está na voltagem, entre um par de terminais, e na
corrente, através de um condutor, mas, no electromagnetismo, a enfâse esta no
espaço entre condutores e nos campos eléctricos e magnéticos neste espaço.
A iniciação no campo do electromagnetismo é essencial para a compreensão dos
guias de onda, ondas no espaço e as interacções entre partículas-campo. O
electromagnetismo proporciona, também, uma visão básica do circuito, tais
como: capacitores, indutores e resistores.
1A nova ciencia do Electromagnetismo foi desenvolvida por Michael Faraday, um experimentador
realmente afortunado, de grande talento para visualizacao e intuicao de fisica , cuja colecao de
cadernos de laboratorios nao contem nenhuma equacao Matematematica(Halliday e Resnick, Fisica 3,
pp1).
2As equacoes de Maxwell sao usadas para estudar propriedades electricas e magneticas de novos
materiais e para projectar dispositivos electronicos de crescente complexidade e sofisticacao.
(Halliday e Resnick, Fisica 3, pp2).
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Capítulo I: Carga Eléctrica e Lei de Coulomb
1. Carga Eléctrica e Lei de Coulomb
1.1. Carga Eléctrica
A carga eléctrica é uma propriedade associada a determinadas partículas
elementares, tais como: o protão e o electrão. Ela exprime a capacidade de
uma partícula interagir com outras que tem essa mesma propriedade. Entre duas
partículas existem dois tipos de interacção: a gravitacional, devido à sua
massa e que observamos mais frequentemente; e a eléctrica, devido à sua carga
eléctrica. A primeira manifesta-se de maneira bem maisfraca que a segunda.
Arbitrariamente, chamou-se a carga do electrão de negativa e,
consequentemente, a do protão de positiva, já que seus comportamentos eram
opostos.
1.1.1. Mas o que é carga eléctrica?
A carga electrica é Grandeza física fundamental que mede a quantidade de
eletricidade presente em um sistema macroscópico ou em um sistema atômico ou
subatômico.
Tabela 1: Algumas propriedades de tres particulas
Particulas Simbolo3 Carga4 Massa5 Momento angular6
Electrao −
−1 1 ½
Protao +1 1.836,15 ½
Neutrao 0 1.838,68 ½
1.1.2. Propriedades da carga
Duas propriedades muito importantes da carga elétrica são a sua quantização e
a suaconservação:
Quantização da carga
Qualquer carga q que se possa observar e medir directamente pode escrever-se:
= onde = 0, ± 1, ± 2, ± 3, …,
Onde , a unidade de carga elementar, tem como valor experimental determinado
3
Cada particula tem uma antiparticula com a mesma massa e o mesmo momento angular, porem carga oposta. As
particulas estao indicadas pelo simbolos + (electrao positivo ou positrao), (antiprotao) e (antineutrao)
4
Em unidades de carga elementar .
5
Em unidades de massa do electrao me.
6
O momento angular intrinseco ou spin, em unidades h/2 .
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= 1,60217733 ∗ 10−19
Quando uma grandeza fisica, como a carga, existe apenas em ´´pacotes´´
discretos, em lugar de quantidades continuamente variaveis, dizemos que essa
grandeza é quantizada.
1.1.3. Unidade da carga
A A unidade de carga no SI é Coulomb (C), que se define como a
quantidade de carga que passa atraves da seccao recta de um condutor em 1
segundo quando nele flui uma corrente continua de 1 ampere. Ou seja,
=
Onde (em Coulombs) é a carga transferida por uma corrente i (em amperes)
durante o intervalo (em segundos).
1.1.4. Conservação da carga
Em qualquer processo, a carga total inicial é igual à carga final.No caso dos
fenómenos em que existe transferência de eletrões entre os átomos, isso é
claroque tenha que ser assim. No caso da criação de novas partículas não
teria que ser assim,mas de fato em todos os processos observados nos raios
cósmicos, e nos aceleradores departículas, existe sempre conservação da carga;
se uma nova partícula for criada, comcarga negativa, será criada uma outra
partícula com carga positiva.
Um exemplo interessante de conservacao de carga surge quando se aproximam um
electrao (carga =− ) e um positrao (carga =+ )um do outro. As duas
particulas podem simplesmente desaparecer, convertendo toda sua energia de
repouso em nergia radiante. A energia radiante pode surgir na forma de dois
raios gamas emitidos em sentidos opostos, com energia total 2 2
, assim,
−
+ +
→ +
A carga total é nula, tanto antes quanto depois do evento, e a carga
conserva-se.
Certas particulas sem carga, com o meson neutro , podem decair
electromagneticamente em dois raios gama:
0
→ +
1.1.5. Caracteristicas fundamentais da carga
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As caracteristicas fundamentais de carga elétrica, que se verificam experi-
mentalmente sao: (a)Elétroes repelem elétroes; (b) Prótoes repelem
prótoes;(c)Elétroes atraem prótoes e vice versa.
Figura 2: Dois bastões carregados
com cargas de sinaisopostos se
Figura 1: Dois bastões de atraem.
vidro carregados
positivamente se repelem.
Cargas com mesmo sinal repelem-se e cargas
de sinais contrarios atraem-se.
1.1.6. Eletrização dos corpos
A eletrização acontece por três processos básicos: atrito, contato e indução:
Electrização por atrito
Ao atritar dois corpos, pode haver transferência de elétrons de um para outro.
O doador de elétrons inicialmente neutro, ficará então com uma pre-dominância
de cargas positivas o receptor com predominância de cargas
negativas.Tomando-se as devidas precauções, duas substâncias diferentes
se eletrizam, quando atritadas.
Electrização por contacto
Dados dois corpos, A e B, sendo A positivamente eletrizado e B um corpo
neutro. Quando se colocam esses corpos em contato, as cargas positivas do
corpo A atraem as cargas negativas de B. Os corpos, obviamente, devem ser
condutores para que isso aconteça. Ao se separar os corpos, percebe-se que o
corpo B perdeu elétroes, logo ele ficou positivamente eletrizado. Esse
processo é chamado eletrização por contato. Na eletrização por contato, os
corpos ficam com a mesma distribuição superficial de cargas elétricas. Isso
significa que, se os corpos forem idênticos, terão a mesma carga elétrica.
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Convém observar, aqui, um dos princípios mais importantes da ele-trostática:
Em um sistema eletricamente isolado, a soma algébrica das cargas positivas e
negativas é constante.
Isso é uma outra forma de se dizer que a carga elétrica não pode ser criada
do nada. Assim, dois corpos podem trocar carga elétrica entre si, mas nenhum
deles “fabrica” carga elétrica. Veja a ilustração na figura , a seguir:
Figura 3: Esquema do antes e depois do contato
de dois corpos.
Electrização por indução
Na figura 4, representamos um corpo A, carregado negativamente, e um
condutor B, inicialmente neutro e muito distante de A. Aproximemos
os corpos, mas sem colocá-los em contato (figura 5). A presença do corpo
eletrizado A provocará uma separação de cargas no condutor B (que continua
neutro). Essa separação é chamada indução
Figura 4: Um corpo A carregado negativamente e um condutor B
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Figura 5: Corpo A carregado negativamente e corpo B após indução
Se ligarmos o condutor B à Terra (figura 6), as cargas negativas, re-pelidas
pelo corpo A escoam-se para a Terra e o corpo B fica carregado positivamente.
Se desfizermos a ligação com a Terra e, em seguida, afas-tarmos, novamente,
os corpos, as cargas negativas em B são redistribuí-das de forma que as
cargas negativas em excesso ficam homogeamente distribuídas (figura 7).
Figura 6: Corpo A carregado negativamente e corpo B após contato com a terra
Figura 7: Corpo A carregado negativamente e corpo B depois de retirado do fio
de aterramento.
De modo geral, durante a indução, sempre haverá uma força de atração entre o
corpo eletrizado (indutor) e o corpo neutro (induzido.
Indução em Isolantes
Quando um corpo eletrizado A se aproxima de um corpo B, feito de
material isolante (Figura 8), os elétrons não se movimentam como nos con-
dutores, mas há, em cada molécula, uma pequena separação entre as cargas
positivas e negativas (Figura 9), denominada polarização. Verifica-se que,
também nesse caso, o efeito resultante é de uma atração entre os corpos
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Figura 8: Esquema de um corpo carregado negativamente e um isolante neutro
Figura 9:Esquema de um corpo carregado negativamente e um isolante
neutro quando polarizado
Um exemplo dessa situação ocorre na experiência de se passar, no
cabelo, um pente de plástico, que, esse em seguida, torna-se capaz de atrair
pequenos pedaços de papel. Pelo atrito com o cabelo, o pente fica eletrizado
e, assim, é capaz de atrair o papel, embora este esteja neutro.Foi esse tipo
de observação que originou o estudo da eletricidade. Na Grécia antiga,
aproximadamente em 600 a.C, o filósofo grego Tales observou que o âmbar, após
ser atritado com outros materiais, era capaz de atrairpequenos pedaços de
palha ou fios de linha. A palavra grega para âmbar é eléktron. Por essa razão,
no século XVI, o inglês William Gilbert (1544-1603) introduziu o nome
eletricidade para designar o estudo desses fenômenos.
1.2. Lei de Coulomb
Força entre cargas pontuais
No século XVIII Benjamin Franklin descobriu que as cargas elétricas colocadas
na superfície de um objeto metálico podem produzir forças elétricas elevadas
nos corpos no exteriordo objeto, mas não produzem nenhuma força nos corpos
colocados no interior.No século anterior Isaac Newton já tinha demonstrado de
forma analítica que a forçagravítica produzida por uma casca oca é nula no
seu interior. Esse resultado é consequênciada forma como a força gravítica
entre partículas diminui em função do quadrado dadistância.Concluiu então
Franklin que a força elétrica entre partículas com carga deveria ser
tambémproporcional ao inverso do quadrado da distância entre as partículas.
No entanto, umadiferença importante entre as forças elétrica e gravítica é
que a força gravítica é sempreatrativa, enquanto que a força elétrica pode
ser atrativa ou repulsiva.Vários anos após o trabalho de Franklin, Charles
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Coulomb fez experiências para estudarcom precisão o módulo da força
eletrostática entre duas cargas pontuais7.
Figura 10: Duas cargas pontuais, separadas por uma distânciar.
Lei de Coulomb
Entre 1785 e 1791, Charles Augustin de Coulomb, pesquisou
as interações entre cargas elétricas. Ele utilizou um equipamento chamado
balança de torção. Balança de torção é um equipamento, construído por
Coulomb e podia fazer medições da força de atração ou repulsão
entre duas esferas eletricamente carregadas.A balança consiste de uma haste
suspensa por um fio tendo em cada uma das extremidades uma esfera. Uma
terceira esfera presa em uma haste e também eletrizada é aproximada das
outras duas. Devido a força elétrica que ocorre pela interação entre as
esferas carregadas, a haste gira e provoca uma torção no fio. Quando
medimos o ângulo de giro, Coulomb conseguia determinar a força entre as
esferas.Coulomb repetiu diversas vezes o experimento e acabou concluindo que
a força elétrica é inversamente proporcional ao quadrado da
distância entre as duas esferas. Ele também concluiu que a força
elétrica era proporcional ao produto das cargas elétricas das duas
esferas.Com isso, ele determinou a equação da força elétrica
exercida pela interação entre duas esferas carregadas.
= = 8,99 × 109 2
/ 2
‹
(Contante electrostatica)
= = 8,854 × 10−12 2
/ . 2
(Permissividade do vacuo)
Vale ressaltar que nossa confiança na Lei de Coulomb não repousa apenas
nessas experiências, visto que a balança de torção não garantiria que o
expoente na equação seria exatamente igual a 2 ou digamos a 2,02. Uma
experiência indireta em 1971 mostrou que o expoente está compreendido,
aproximadamente, entre os limites 2.7±3.1×10−16.
Uma carga pontual é uma distribuição de cargas numa pequena região do espaço.
7
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Figura 11: Balança de Torção de Coulomb
Lei de Coulomb: Forma vetorial
Ate aqui, consideramos apenas o modulo da força entre duas cargas,
determinada de acordo com a lei de Coulomb.
A força sendo vetor, tambem tem propriedades direcionais. No caso da lei de
Coulomb, o sentido é daterminado pelo sinal relativo das duas cargas
életricas.
Conforme a figura 12, suponhamos que tenhamos duas cargas pontuais q1 e q2
separadas pela distancia r12 . Por enquanto, supomos que as duas crgas tenham
o mesmo sinal, de forma que se repelam uma á outra. Consideremos que a força
sobre a particula 1 exercida pela 2, queescreveremos em forma usual como F12.
O vetor posicao que localiza a particula 1 em rela á 2 é r12; ou seja, se se
definissemos a origem de nosso sistema de coordenadas na posicao da particula
2, entao r12 seria o vetor posicao a 1.
Se as duas cargas tiverem o mesmo sinal, entao a força será repulsiva e, como
a figura 12ª, F12 deverá ser paralela r12e de mesmo sentido que esse vetor. Se
as cargs tiverem sinais opostos, com a figura 12b, entao a força F12 será
atrativa e antiparalela a r12.
Figura 12:(a) Duas cargas pontuais q1 e q2 de mesmo sinal exercem uma sobre a
outra forças repulsivas de mesmo e sentidos opostos. O vetor r12 localiza q1 em
relacao a q2, e o vetor unitário 12 aponta no sentido r12 . Observe que F12
´paralela a r12. (b) Agora, as duas cargas tem sinais opostos e a força é
atrativa. Observe que F12 é antiparalela.
Em qualquer caso , poderemos representar a força como
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1
=
1 2
12
4 0 12
2 12
Aqui, 12 representa o módulo do vetor 12 , e 12 indica o vetor unitario do
sentido de r12. Ou seja
=
12
12
12
Outra caracteristica é evidente na figura 12. De acordo coa terceira lei de
Newton, a força exercida sobre a particula 2 pelq 1, F21 , é oposta a F12.
Aquela força pode, entao, expressar-se exactamente na mesma forma:
1
=
1 2
21
4 0 21
2 21
21 é um vetor unitario que aponta da particula 1 para 2; ou seja, seria o
vetor unitario no sentido da particula 2 se a origem das coordenadas
coincidisse com a particula 1.
A forma vetorial da lei de Coloumb é util porque traz em si a informaçao
vetorial sobre a F e se a força é atrativa ou repulsiva.
2.3.Princípio de Superposição
Quando duas cargas interagem, surge um par conjugado de forças.
Sendo assim, quando várias cargas interagem um conjunto de forças atua sobre
a carga de prova e, consequentemente o deslocamento dessa carga terá
a intensidade e a direção da força resultante desse conjunto.
Figura 13: Representação esquemática do Princípio da Superposição e sua
resolução vetorial
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O princípio da superposição diz que a força resultante em uma partícula que
está submetida a ação de um número N de outras partículas é o
somatório das forças que surgem entre cada uma das partículas do
conjunto, sobre a partícula que está sendo analisada.
Supondo-se, que uma carga de prova positiva q0 tenha sido colocada na pre-
sença de várias outras cargas. Assim, qual será a força resultante que atua
em q0? O que será feito, aqui, é um processo similar ao que é feito na
mecânica com a força gravitacional, isto é, adicionar, vetorialmente, as
forças que atuam, separadamente, entre dois corpos, para obter a força
resultante.
Figura 14: Forças elétricas sobre uma carga de prova q0devido
a uma distribuição de cargas (qi)
No caso de N partículas carregadas, temos que a força resultante sobre q0
será, então, a soma vetorial de todas , como a seguir:
= + + +…+ = =
0
01 02 03 0 0 2
=1 =1
Onde ri é a distância entre a carga de prova q0 e a discreta
carga qi, e éum vetor unitário. Nesse caso,
A força resultante sobre q0 deve-se a uma distribuição discreta de cargas .
Ficha prática 1: Carga Eléctrica e Lei de Coulomb
1. O que é uma carga elétria?
2. Demonstre que quando um electrao(carga =− ) e um
=+ )se aproximamum do outro há conservacao de carga.
positrao (carga
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3. Um pêndulo eletrostático neutro é atraído tanto por um corpo eletrizado
ne-gativamente como por um corpo eletrizado positivamente. Por quê?
4. Na eletrização por atrito, ambos os corpos adquirem cargas elétricas.
Entretanto, quando se eletriza um canudo com papel, só conseguimos
atrair um pêndulo com o canudo. Por que o papel não atrai o pêndulo?
Explique.
5. Suponha que você tenha duas placas condutoras apoiadas em
suportes isolantes e um corpo eletricamente carregado. Descreva
uma forma de carregar eletricamente ambas as placas ao mesmo
tempo por indução, sem ligação à Terra.
6. Duas pequenas esferas hipoteticamente eletrizadas com cargas de
4Ce 5C respectivamentee) separadas de 3m.Determinea força de
repulsão eletrostática entre elas. Admita o meio como sendo o vácuo.
7. Duas partículas de cargas q1 e q2, de sinais opostos, separadas pela
dis-tância d, atraem-se como força de intensidade F=0,180 N. Qual será
a in-tensidade da força de atração entre essas partículas se: (a) a
distancia dentre elas tornar-se três vezes maior? (b) o valor de cada
partícula reduzir--se à metade, mantendo-se inalterada a distância
inicial d.
8. Na figura estão representadas três partículas 1, 2 e 3 de cargas de
mesmo valor q1 = q2 = q3 = 2,5 x 10-6C, ocupando os vértices de um
triân-gulo equilátero de 2,0 m de lado. Sabendo-se que as
cargas q1 e q2são negativas e q3 é positiva, determine o módulo da
força elétrica resultante que atua sobre cada partícula.
Figura 15:Três partículas no vértice de um
triângulo equilátero
9. Dado o arranjo de cargas da Figuraabaixo,onde q1=+1,5*10-3C,q2=-0,5*10-3C,
q3=0,2*10-3C e AC=1,2m, BC=0,6m, determine a força resultante
sobre a carga q3.
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Figura 16:Três partículas no vértice de um triangulam retângulo.
10.Duas cargas puntiformes, +q e –q, estão situadas no vácuo,
separadas por uma distância 2d. Com que força atuam sobre uma terceira
carga q`, situada sobre a mediana do segmento que liga as duas cargas,
a uma dis-tancia D do ponto médio desse segmento?
11. Em cada um dos vértices de uma caixa cúbica de aresta lm,
foram cargas elétricas de módulo q, cujos sinais estão indicados na
figura.
Figura 17:Cargas no vértice de um cubo.
Sendo K a constante eletrostática do meio, calcule o módulo da força
elé-trica que atua sobre uma carga, pontual de módulo 2q, colocada
no centro da caixa cúbica.
12. Uma carga Q está distribuída, uniformemente, sobre um anel
circular ver-tical de raio e de espessura desprezível conforme
mostrado na figura. Qual e a força exercida sobre uma carga
puntiforme q situada sobre o eixo horizontal que passa pelo centro
do anel, a uma distancia D do seu plano?
Figura 18: Anel circular vertical de
raio e de espessura desprezível
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13. Três cargas pontuais estão ligadas por fios que formam um triângulo
retângulo, comomostra a figura. (a) Calcule a tensão no fio que liga as
cargas de7.4 nCe9.3 nC. (b) Se acarga de5.6 nCfosse retirada, a tensão
calculada na alíneaaaumentava ou diminuía?
Capítulo 2: Campo Elétrico, Lei de Gauss
2. Campo Elétrico
Qualquer região onde uma carga elétrica experimenta uma força
contém um campo elétrico. A força ocorre devido à presença de
outras cargas naquela região. Se colocarmos uma carga perto de um bastão
carregado, uma força eletrostática atuará sobre a carga. Dizemos, então, que
existe um campo elétrico nessa região.
A verificação experimental da existência de um campo elétrico, em um
ponto qualquer, pode ser efetuada facilmente, colocando-se, nesse
ponto, um corpo eletrizado, isto é, uma carga de prova. Se, sobre
essa carga, atuar alguma força (de origem elétrica), existe, no ponto
considera-do, um campo elétrico.
“Diz-se que num dado ponto existe um campo elétrico quando uma força de
origem elétrica se exerce sobre um corpo eletrizado colocado nesse ponto”.
Sendo a força uma grandeza vetorial, o campo elétrico, também, o é, e
tem, portanto, intensidade, direção e sentido. A intensidade do campo, em um
dado ponto, é representada pela letra E, e definida como a relação entre a
força F, que atua sobre a carga de prova colocada no ponto em questão, e a
quantidade de carga, q, da carga de prova.Para uma carga de prova tão pequena
quanto possível:
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= lim
0→0
Sendo assim, intensidade de um campo elétrico é a força por
unidade de carga.
Determine o módulo da intensidade E do campo elétrico tal que um
elétron, colocado no campo, esteja sujeito a uma força igual ao seu próprio
peso.
㠰 9,1 × 10−31 㠰 9,8
= = = = 5,6 × 10−11 /
2
0 1,6 × 10 −19
Linhas de Forças de um campo elétrico
É possível saber que existe um campo elétrico numa região do espaço
quando uma carga de prova colocada nesse ponto detecta a existência
de uma força.
Uma linha de força é definida como uma curva tangente em cada ponto à
direção do campo neste ponto. Assim, da uma linha de força, é
possível determinar a direção do campo em cada um dos seus pontos, bastando
traçar a tangente à curva, e podemos obter o sentido do campo, indicando uma
orientação sobre cada linha.
Figura 19: Nas cargas pontuais, as linhas de campo se estendem até o infinito
(cargas positivas), ou se originam no infinito (cargas negativas)
Figura 20: Nesse caso as linhas de campo, mostram a repulsão das duas
cargas. Nas áreas em branco o campo elétrico é nulo.
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Figura 21: As cargas de sinais opostos se atraem, portanto as
linhas de campo partem da carga positiva para a carga negativa.
O Campo electrico de uma cargas pontuais
Para uma carga de prova q0, a uma distância r de uma carga pontual q., o
módulo da força que atua sobre q0 é dado pela lei de Coulomb:
1
=
0
4 0
2
A intensidade do campo elétrico, no ponto em que se encontra a carga de prova,
é dada por:
= =
0 4 0
2
- A direção do campo elétrico é radial, em relação à carga q, apontando no
sentido desta, se q é negativa, e no sentido oposto, se q é positiva, dado
positiva.
- Para se obter o campo elétrico produzido por várias cargas puntiformes em
um dado ponto, é necessário fazer as seguintes ações:
a) calcular o campo produzido por uma carga nesse ponto, como se apenas essa
carga existisse;
b) somar, vetorialmente, os campos produzidos por cada carga, que
foram calculadas separadamente, e encontramos o campo resultante:
= 1 + 2 + 3 +…= = 1,2,3,4, …
Assim,
1
=
4 0 =1
2
Essa soma é uma soma vetorial, efetuada sobre os campos de cada
carga individual. Esse e o chamado principio da superposição. O que acontece
é que, em um dado ponto, os campos devido às contribuiçõesseparadas de cada
distribuição de carga simplesmente se somam vetorialmente, ou se superpõem,
independentemente. Se a distribuição de cargas é contínua, o campo
produzido em um ponto P pode ser calculado dividindo-se a carga total em
elementos infinitesimais de carga dq. Calcula-se, então, o campo dE, no ponto
P, produzido por todos esses elementos, tratados como cargas puntiformes.
Assim, o módulo de dE é dado por
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1
=
4 0
2
Onder é a distância do elemento de carga dq ao ponto P. O campo resultante,
nesse ponto, é calculado somando-se as contribuições de todos os elementos de
carga, ou seja,
Campo de um dipolo
Consideremos uma carga positiva e uma negativa, de igual magnitude q,
separados por uma distância d, uma configuração que é denominada dipolo
eléctrico. Desejamos calcular o campo eléctrico E num ponto P, situado à
distância x ao longo da mediatriz da linha que une as cargas.
Figura 22:Carga positiva e negativa de igual magnitude forma um dipolo
eléctrico. O campo E em qualquer ponto é o vector soma dos campos gerados
pelas cargas individuais. No ponto P sobre o eixo x, o campo tem apenas
componente z.
As cargas positiva e negativa geram um campos eléctricos E+ e E-, determinados
pelas direcções e sentidos das forças que cada uma das cargas exerceria,
isoladamente, sobre uma carga de prova positiva situada no ponto P é
determinado, segundo a equação, pelo vector soma:
= + + −
Segundo o conceito do campo eléctrico E, as magnitudes dos campos de cada
carga são das por:
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+ = =
+ −
‹ ‹
+
Como os campos E+ e E- têm o mesmo módulo e fazem o mesmo ângulo com
direcção z, com mostra a figura , a componente x do campo total é
+ − − = 0. Deste modo, o campo total E tem apenas uma componente z,
de módulo
= + + − =2 +
Observando a figura, vemos que o ângulo é determinado por
= 2
2 +
Deste modo, obtemos
=2 = (2) 2
+
‹
+ 2 +
Ou
=
‹
+
A equação fornece o módulo eléctrico em P devido ao dipolo. O campo é
proporcional ao produto de qd, que envolve as magnitudes das cargas do dipolo
e a distância entre elas. Esta propriedade essencial de um dipolo eléctrico é
denominada momento de um dipolo eléctrico p, e é definida como
1.3. Campo devido a uma distribuição continua de carga
O objectivo agora é calcular o campo eléctrico em um ponto devido a um
fio longo, de carga positiva uniformemente distribuída em toda sua extensão.
Quer-se determinar a intensidade e a direção do campo elétrico em um ponto
P, como mostra a figura, situado a uma distância r do fio. O raio da seção
do fio é considerado como bastante pequeno para que se possa considerar o
fio como uma linha recta geométrica.
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Figura 23: Campo elétrico em um ponto devido a um fio longo
Dividindo-se o fio em pequenos segmentos de comprimentos dx, cada um dos
quais pode ser considerado como uma carga pontual dq. A intensidade de campo
resultante, em um ponto qualquer, é obtida somando-se, vectorialmente, os
campos originados por todas essas cargas pontuais. Em que um ponto P o
elemento dq origina um elemento de campo de módulo
= =
‹ ‹ +
Como a integração é vetorial, obtém-se cada componente do campo
separadamente por:
=−
=−
Sendo assim as componentes x e y, no ponto P, são dadas por
=+
= =
=−
=+
= =
=−
Sendo a carga por unidade de comprimento do fio, a carga de um elemento do
comprimento dx será
=
‹
Se for feita uma mudança de variável, a integração será simplificada, seja
usar, em vez de x. Da figura 23, tira-se
= , = 2
, =
Substituindo-se, obtém-se
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1 λ θ=π
Ex = 2
cosθdθ
4πε0 y θ=0
1 λ θ=π 2
Ex = cosθdθ
4πε0 r θ=0
Considerando-se que o fio infinitamente longo, os limites de integração serão:
θ =− π 2 e θ = +π 2 e , e isso faz como que :
Ex=0,
1 λ
=
2πε0 y
1.3.1. Uma Carga Pontiforme em um Campo Elétrico
Supondo-se uma carga pontiforme em um campo eléctrico uniforme e sujeita a um
campo E, pode-se calcular a uma força sobre a partícula carregada
por F = Eq. Essa força produz uma aceleração,
onde m é massa da partícula. Esse tipo de campo pode ser produzido, por
exemplo entre duas placas metálicas paralelas, isoladas uma da outra bem
longe das bordas das placas. Se a distancia entre as placas é pequena em
relação às dimensões das mesmas, o campo produzido entre elas será
praticamente uniforme, exceto nos pontos próximos das bordas.
1.4. Fluxo Elétrico
Fluxo de um campo vetorial
Antes apresentarmos a lei de Gauss, devemos entender o conceito de fluxo (Φ) ,
que é umapropriedade de qualquer campo vetorial. A palavra “fluxo” vem do
latin fluxu, que significa “fluir”, e é apropriado para descrever o fluxo de
um determinado campo vetorial como a medida do fluxo ou penetração dos
vetores de campo.
A figura a baixo mostra o fluxo do campo de um fluido incompreensível que,
por simplicidade, supomos ser estacionário e uniforme. Imagine um quadro de
arrame de área A imerso na corrente do fluido. A figura (1a), é perpendicular
à direcção de escoamento.
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O módulo do fluxo Φ do campo da velocidade que atravessa a área A na figura
1a é definido como a taxa volumar de escoamento do fluido (por exemplo, m3/s),
isto é:
Φ =
sendo v o módulo da velocidade na posição do quadrado. De certa forma, o
fluxo pode ser considerado como medida da taxa de escoamento do fluido
através do quadrado. Todavia, em termos do conceito do campo (e com o
propósito de apresentar a lei de Gauss, é interessante considerá-lo como a do
numero de linhas de campo que atravessam o quadrado.
Na figura 1b, o quadrado foi girado e o seu plano não é perpendicular à
direcção da velocidade. Observe que o número de linhas do campo de velocidade
que atravessam o quadrado, nesse caso, é menor do que na figura 1a. A área
projetada do quadrado é , examinando a figura 1b vemos que o numero de
linhas de campo que atravessam o quadrado inclinado de área A é idêntico ao
do quadrado menor de área , perpendicular à corrente do fluido da
figura 1b é
Φ =
Qualquer superfície arbitrária pode ser representada por elementos
infinitesimais de área de área , que são aproximadamente planos. O vetor
tem o mesmo sentido normal que sai do seu elemento infinitesimal. O campo
nesse elemento é v, e o fluxo total será a soma das contribuições desses
elementos, ou seja, a integral sobre toda superfície:
Φ=
1.4.1fluxo do campo elétrico
O fluxo do campo elétrico é dado como
= 㐶
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O fluxo Φ pode ser considerado como a grandeza expressa que expressa o
número de linhas do campo elétrico que atravessam uma superfície. O índice E,
na grandeza , Indica que estamo9s nos referindo a fluxo elétrico.
Podemos definir o fluxo total do campo elétrico na superfície como
= 㐶
A definição exata de fluxo elétrico é dada pelo limite 㐶, quando Δ → 0,
o que significa substituir o somatório sobre a superfície pela integral de
superfície, ou seja:
= 㐶
A integral superficial significa o limite da soma das suas grandezas
escalares ∗ 㐶 de todos elementos infetíssimas de área 㐶 que compõe a
superfície. O círculo no sinal de integral indica que a superfície de
integração é fechada.
O fluxo pode ser calculado para qualquer superfície, tanto fechada como
aberta.
1.4.2. Variação do fluxo elétrico
2.Lei de Gauss
Agora que já definimos o fluxo do vetor do campo elétrico que atravessa uma
superfície fechada, estamos prontos para enunciar a lei de Gauss.
Vamos imaginar que temos um conjunto de cargas positivas e negativas, que
estabelecem um campo elétrico E numa certa região do espaço. Imaginemos uma
superfície fechada dentro desse espaço, chamada superfície Gaussiana, que
pode ou não envolver cargas.
A lei de Gauss, que relaciona atravessa essa superfície com carga total q
envolvida por ela, pode ser dirimida como
=
Ou
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㐶=
O módulo do campo elétrico é proporcional ao número de linhas de campo que
passam por elemento de área perpendicular ao campo. A integral da equação
acima, determina essencialmente, o número de linhas de campo que atravessam a
superfície. É perfeitamente razoável que o número de linhas de campo que
atravessam uma superfície seja proporcional à carga envolvida por ela.
Figura 24: As linhas de força representam o campo elétrico nas proximidades
de duas cargas iguais e de sinais contrários. Estão indicadas as secções
recatas de quatro superfícies gaussianas fechadas.
A figura 24 mostra as linhas de força (e, portanto, o campo elétrico) de um
dipolo. Afigura mostra as secções retas de quatro superfícies Gaussianas
fechadas.
2.2. Lei de Gauss e Lei de Coulomb
A lei de Coulomb pode ser deduzida a partir da lei de Gauss e de certas
considerações simétricas. Por isso vamos aplicar a lei de Gauss a uma carga
puntiforme positiva q.
Embora a lei de gauss seja válida para qualquer tipo de superfície, vamos
escolher uma superfície esférica de raio r, com uma carga ocupando o seu
centro. A vantagem dessa escolha é que, por simetria, E deve ser
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perpendicular à superfície, logo o angulo entre E e dA será nulo em toda
superfície.
A construção de uma superfície Gaussiana que tire vantagens de tal simetria é
de importância fundamental na aplicação da lei de Gauss.
Consequentemente,
㐶= 0 =
Como E é constante em todos pontos da esfera, pode ser explicado na integral,
ficando
0 =
A integral é simplesmente a área total de esfera, ‹ . Logo,
0 4 2
=
Ou
1
=
4 0
2
2.3. Aplicação da lei de Gauss
A lei de Gauss pode se usada para calcular E se a simetria da distribuição de
cargas for considerável.
Linha infinita de cargas
A figura mostra uma secção de uma linha de cargas com densidade linear de
carga (ou carga por unidade do comprimento) constante = . Queremos
determinar o campo elétrico à distância dessa linha.
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Figura 25: Uma superfície gaussiana, em forma de Cilindro fechado, envolve
uma linha infinita de cargas
A superfície Gaussiana escolhida é um cilindro circular de raio r e
comprimento h, fechado em cada extremidade por uma superfície plana normal ao
eixo. O módulo E do campo elétrico é constante sobre toda a superfície
cilíndrica e perpendicular a ela. O fluxo E através dessa superfície será
(2 ℎ), sendo a área da superfície.
A carga q envolvida pela superfície gaussiana da figura 25 é ℎ , logo pela
lei de Gauss, temos,
0 =
0 2 ℎ = ℎ
=
2 0
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Lamina Infinita de cargas
A figura abaixo mostra uma lamina não condutora, fina e infinita, com
densidade superficial de cargas (carga por unidade de área) constante.
Vamos calcular o campo elétrico em pontos situados na vizinhança.
Tomemos uma superfície gaussiana conveniente um cilindro fechado, com secção
transversal de área A, que atravessa a lamina conforme a figura. Pela
simetria concluímos que E é normal ao plano das extremidades do cilindro e
aponta para fora.
Figura 26: Uma superfície gaussiana, com a forma de um pequeno cilindro
fechado, intercepta uma pequena região de uma lamina de cargas positivas. O
campo é perpendicular à lamina, por isso só as extremidades da superfície
gaussiana contribuem para o fluxo.
Como E não atravessa a superfície cilíndrica, não há fluxo através dessa
superfície. Vamos admitir que as extremidades do cilindro sejam equidistantes
da lamina, e pela simetria o modulo do campo é o mesmo em ambas as
extremidades. Por tanto, o fluxo através de cada uma dessas superfícies é
positivo e igual e ,
Pela lei de Gauss
0 =
0 + =
Onde é a carga envolvida pela superfície. Resolvendo, obtemos para E
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=
2 0
Uma casca Esfera Carregada
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