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Esta cartilha foi elaborada para esclarecer as dúvidas mais comuns e fornecer algumas dicas que podem auxiliar nos cuidados com a mamãe e com o bebê, tendo em vista este momento tão importante, que é o nascimento. A equipe do QualiVida da Intermédica está à sua disposição para apoiá-la neste momento. Conte conosco sempre que precisar.

Índice

Futura Mamãe Prepare-se para o Parto

04

O Pré-natal

05

Atividade Física

05

Cuidados com o Vestuário

06

Uso de Drogas

06

Não Fume!

06

As Alterações Emocionais

07

Procure se Distrair!

08

Use Protetor Solar!

08

Cuidados com a Higiene Oral

08

Prepare sua Mama!

09

Alimente-se Bem!

10

Cuidados com os Órgãos Genitais

11

Cuidados com a Postura

11

Cuidados com as Pernas e os Pés

11

Prepare-se para o Parto

12

Quando Procurar a Maternidade

13

Sinais de Trabalho de Parto

13

Sinais de Alerta

14

Parto

15

O Parto Normal

16

Vantagens do Parto Normal

17

Pós-parto

18

Cuidados com o Bebê

20

O

Banho

22

Higiene Bucal

23

A Limpeza do Nariz

23

A Limpeza do Ouvido

23

 

As Unhas

23

A

Troca de Fraldas

24

As Cólicas

24

O

Coto Umbilical

25

Exames Importantes

26

Calendário Básico de Vacinação

27

Massagem e Exercícios para o Bebê

28

Cuidados com a Amamentação

32

Como Amamentar

34

A Ordenha

36

Preparo do Frasco para Coletar o Leite

37

Armazenamento do Leite

37

Aquecimento e Descongelamento do Leite

37

Oferecer o Leite

37

Problemas Frequentes Relacionados à Amamentação

38

Depressão pós-parto

40

FUTURA MAMÃE, PREPARE-SE PARA O PARTO

PARABÉNS, MAMÃE!

Você vai trazer uma nova vida ao mundo! E nós da Intermédica pretendemos lhe ajudar desde o início da gestação, pois logo, logo vão surgir modificações físicas e emocionais que exigirão alguns cuidados. Por isso, temos algumas dicas para você!

O Pré-natal

É um acompanhamento realizado pelo médico obstetra

para avaliar e monitorar as condições de saúde das

gestantes, por meio de exames clínicos, laboratoriais

e de imagem. Esse acompanhamento deve se iniciar

tão logo se confirme a gestação e se estender até o parto. As consultas com o obstetra permitem realizar diagnósticos e tratamentos precoces, bem como minimizar os riscos gestacionais, além de proporcionar uma gestação tranquila e sem complicações. Desta forma, siga sempre as orientações passadas pelo seu médico. Não perca tempo, marque suas consultas e compareça, sempre respeitando o intervalo entre elas solicitado pelo profissional que a acompanha. Aproveite essa oportunidade para esclarecer possíveis dúvidas.

Atividade Física

Gravidez não é doença, mas você deve ir com calma no que se refere às atividades físicas durante a gestação. Não exagere, evite corridas prolongadas e exercícios abdominais que comprimam a barriga. Não faça exercícios aeróbicos que forcem as articulações, elas ficam bastante amolecidas durante a gestação favorecendo quedas, entorses, etc. Mas não seja sedentária, procure caminhar pelo menos meia hora por dia, num ritmo agradável. É importante também a realização de exercícios de alongamentos que aumentem a flexibilidade e a força de alguns músculos envolvidos no processo gestacional e no parto. Além, é claro, de utilizar vestuário, calçados e equipamentos adequados a cada modalidade de atividade. Lembre-se: toda atividade física deve ser orientada por um profissional.

Não Fume!

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos para a gestante e aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil. Tais fatos se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Estes riscos são: abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, gravidez tubária, deslocamento prematuro da placenta, placenta prévia e episódios de sangramento. Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a gestante fumante apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento. A gestante e a criança também estão expostos a esses riscos quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva), absorvendo substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim como a mãe que fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite que é ingerido pela criança.

Cuidados com o Vestuário

Procure usar roupas confortáveis, calcinhas de algodão que não apertem a barriga. O uso de sutiã ajuda na sustentação das mamas e gera um maior conforto para a gestante. Os sapatos devem ser preferencialmente de saltos baixos, confortáveis e proporcionar estabilidade, pois na gestação o risco de quedas é maior devido à mudança do centro de gravidade do corpo.

Uso de Drogas

Algumas substâncias, quando ingeridas pela gestante, podem passar para o bebê através da placenta. Por isso, não faça uso de nenhuma medicação ou substância sem o conhecimento e aprovação do seu médico. Além disso, quando se consultar com outro médico de qualquer especialidade, informe-o que você é gestante ou se está amamentando.

As Alterações Emocionais

As mudanças hormonais são grandes responsáveis pelas imensas alterações no humor.

É comum a mulher se tornar muito emotiva, irritável e reagir exageradamente aos

menores acontecimentos. Acentuam-se as oscilações do humor e surgem emoções conflitantes. Assim, ao lado da sensação de triunfo, euforia e alegria, há, em contraposição, sentimentos negativos, dúvidas, medos, insegurança, depressão e choro com perda do controle do humor. Em geral, a adaptação a uma nova situação demora algum tempo. No entanto, durante a gestação, as modificações são tantas e se sucedem tão rapidamente que, muitas vezes, o desejado ajuste não chega a ocorrer. Por isso, a

gestante passa a ver o mundo e a ser vista de modo diferente do que estava habituada. Uma preocupação comum é a de não ter formas atraentes. Todavia, seria melhor que

a gestante não considerasse as mudanças do seu corpo com sentimentos negativos,

mas sim como sinal de fertilidade, de potência, de vigor, de reafirmação da vida, um

momento de glória. Quando encarada assim, a gravidez promove na mulher a sensação de ser uma pessoa excepcional. Até o final do primeiro trimestre, é comum a mulher viver uma ambivalência: estar ou não grávida; querer ou não a gestação.

No segundo trimestre, à medida que a barriga cresce e os movimentos do bebê são

percebidos, as dúvidas deixam de existir e a certeza da gravidez se estabelece, trazendo tranquilidade e harmonia. No terceiro trimestre, com a ansiedade aumentada devido

à proximidade do parto, o desconforto e o cansaço físico tornam a gestante mais

impaciente, insone e incomodada, querendo se livrar de todos esses inconvenientes. Está claro que ignorar ou negar medos e outros sentimentos negativos não fará com que eles desapareçam. Reprimidos, tais sentimentos podem voltar à tona a qualquer momento, quando menos se espera ou quando menos se está preparada para enfrentá-los, transformando-se em problemas maiores. Tudo isso poderá ser evitado se todos os sentimentos forem colocados para fora à medida que surgirem. Por isso, a comunicação com pais, familiares e amigos é importante. O contato com outras grávidas é extremamente salutar, pois a troca de experiência e a identidade de sentimentos podem ajudar a resolver alguns conflitos, a promover a compreensão e

levar à aceitação. Todavia, as alterações emocionais não se limitam às gestantes. Toda

a família participa da expectativa pela chegada de um novo membro, como também

pelas mudanças de papéis sociais que tal fato implica. Muitas vezes os novos papéis são perturbadores, requerendo compreensão e auxílio, para que não influenciem a própria gestante, cujos problemas emocionais tendem a se volumar. A insegurança e vulnerabilidade das pessoas frente à situação são comuns. No entanto, o importante é que a gestante e os demais envolvidos compreendam a legitimidade dos sentimentos desencadeados e, caso as tensões não sejam suportáveis, podem contar com o auxílio profissional de um psicoterapeuta experiente.

Procure se Distrair! Combata o estresse, tenha calma, procure fazer coisas que lhe proporcione sensação
Procure se Distrair! Combata o estresse, tenha calma, procure fazer coisas que lhe proporcione sensação
Procure se Distrair!
Combata o estresse, tenha calma,
procure fazer coisas que lhe
proporcione sensação de prazer,
como por exemplo: ler um livro,
assistir filmes e documentários,
realizar passeios, praticar técnicas
de relaxamento, dentre outras.

Use Protetor Solar!

Evite tomar sol no período compreendido entre 10 e 16 horas. Use protetor solar diariamente, pois, devido às ações dos hormônios, poderão surgir manchas principalmente no rosto, nos seios e na barriga. O ideal é utilizar protetor com filtro solar com fator de proteção maior ou igual a 15.

Cuidados com a Higiene Oral

No período da gestação há maior facilidade para o aparecimento de cáries e gengivites. Portanto, escove os dentes e use fio dental todas as vezes que ingerir algum alimento e consulte regularmente seu dentista.

Prepare sua Mama!

Durante o período gestacional, as mamas crescem e se preparam para produzir leite. As aréolas (parte escura das mamas) ficam maiores e com vasos aparentes e há uma maior sensibilidade. Podem aparecer estrias e ocorrer dor e rachaduras nos mamilos (bico do peito). Os cuidados com as mamas devem iniciar durante a gravidez e consistem, basicamente, em preparar a pele da mama, tornando-a mais fortalecida para evitar os traumas mamilares (rachaduras e fissuras dos bicos). Para isso, a gestante deve:

• Usar sutiã de alças firmes e largas, de preferência de algodão, que promova boa sustentação, que deve ser usado permanentemente (inclusive à noite);

• Tomar banho de sol nas mamas pela manhã (até as 10h) ou à tarde (após as 16h)

por um período de 5 a 10 minutos diários sempre que possível. É importante continuar com o banho de sol durante a amamentação, principalmente nos primeiros dias após o

parto, para evitar rachaduras e feridas no bico do seio;

• Fazer massagem no bico do seio, principalmente se tiver o bico plano ou invertido.

Para isso, com os dois polegares sobre a aréola, puxe levemente para os lados e para cima e para baixo. Depois puxe o bico levemente, fazendo movimentos giratórios, como se estivesse girando um botão.

• Caso o bico do seu seio seja plano, use sutiã de alças largas com orifício central. Para isso, faça um corte em forma de círculo no sutiã, deforma que a aréola fique descoberta. e faça os exercícios descritos acima;

• Evitar usar sabão, creme, ou pomadas nos mamilos. Quando utilizados, deverão ser restringidos à pele que recobre a mama e não nos mamilos.

Alimente-se bem!

Não coma por dois, isso só a engordará muito, o que não é saudável. Vale ressaltar que o excesso de peso durante esse período pode desencadear diabetes gestacional, elevação da pressão arterial, dores nas costas e nas pernas, cansaço, além de aumentar as complicações no momento do parto, isso sem falar na dificuldade de voltar ao peso normal. Enfim, compromete muito a saúde da mãe e do filho. Sua alimentação deverá ser equilibrada, coma de tudo, variando ao máximo os alimentos. Evite gorduras, principalmente as de origem animal. Faça várias refeições por dia (de 5 a 6 refeições), mas coma pouco, a cada 3 horas, ingira muito líquido e uma dieta rica em fibras, pois irá ajudar no funcionamento intestinal. O intestino tende a ficar mais preguiçoso durante a gestação. Prefira alimentos naturais, legumes e verduras com o mínimo de tempero; coma de 3 a 5 frutas por dia e tome bastante líquido. À noite, as refeições deverão ser mais leves e bem antes da hora de deitar, para evitar o refluxo gástrico, que causa sensação de azia (queimação). Os enjoos são bastante comuns no início da gestação e eles se devem principalmente às intensas modificações hormonais, às quais, aos poucos, o organismo se adapta. Observe quais são suas preferências e, na medida do possível, atenda-as, desde que não sejam absurdas. Em caso de dúvidas, converse com seu médico ou procure um nutricionista.

Cuidados com os Órgãos Genitais

Durante a gestação, os genitais tornam-se inchados e escuros, há um aumento da secreção vaginal natural da mulher, que normalmente é incolor

e sem odor desagradável. É importante observar o aspecto dos genitais, isso

pode ser feito com a ajuda de um espelho. Caso a gestante perceba que há irritação, coceira, ardor, manchas, caroços e/ou mau cheiro nos órgãos genitais, ela deve procurar o seu obstetra. Deve-se também procurar esse profissional caso haja dor ou ardor ao urinar e/ou dor durante as relações sexuais. A higienização dos genitais é muito importante e pode evitar problemas, como infecções. Para isso, a mulher, após urinar, deve utilizar o

papel higiênico da frente para trás, ou seja, a limpeza deverá ser realizada da vagina para o ânus. Os genitais devem ser preferencialmente lavados com sabonete neutro após a evacuação.

Cuidados com a postura

Suas costas merecem atenção especial. Procure manter a coluna reta ao andar ou sentar. Ao se levantar, apóie-se, transferindo o peso do corpo para os braços, ombros e pernas e não para a coluna, nem para a barriga. Pratique exercícios adequados.

Cuidados com as pernas e os pés

Consulte o médico se você deve usar meias elásticas. Procure descansar ao longo do dia com os pés elevados, além disso, procure adaptar sua cama ou colchão de forma que seus pés permaneçam

elevados num ângulo de 30 graus em relação ao seu corpo. Isso ajuda

a melhorar o retorno venoso e reduzir o inchaço.

PREPARE-SE PARA O PARTO

Foram nove meses de espera, ansiedade e preparativos. O bebê que criou expectativas em toda a família, mostrou suas habilidades nos chutes e cambalhotas e fez o maior sucesso na telinha da ultra-sonografia, finalmente está chegando. A inquietação da mãe neste momento é normal, mas quanto mais relaxada e confiante estiver, melhor será o parto. Preste muita atenção nos sinais que marcam o início do trabalho de parto e não confunda as contrações das últimas semanas com as contrações do parto. Mamãe prepare-se, pois seu pequeno bebê está chegando!

Quando procurar a Maternidade

No final da gestação, é comum existir uma grande preocupação relacionada com o momento adequado para a ida ao hospital. A hospitalização antecipada não é conveniente, porque uma espera demorada, longe dos familiares, pode aumentar a ansiedade, criando dificuldades. Por outro lado, deixar para a última hora, com o risco de o bebê nascer no trajeto, também não é uma decisão acertada. O conveniente é saber reconhecer os principais sinais indicadores de que o trabalho de parto começou e poder identificar os sinais de perigo.

Sinais de Trabalho de Parto

Perda do tampão: quando a fase de dilatação tem início, a substância gelatinosa

e viscosa (espécie de “catarro”) que recobria a abertura do útero se desprende e é

eliminada, acompanhada ou não de pequena quantidade de sangue. Isto é apenas um primeiro aviso e não significa que a gestante deva ir imediatamente para a maternidade, pois este fato pode ocorrer vários dias antes do parto. Todavia, se existirem contrações, elas precisam ter o ritmo cuidadosamente observado, pois o trabalho de parto pode ter começado.

Contrações uterinas: nas últimas semanas de gravidez, podem aparecer contrações de intensidade variável e intervalos irregulares. Quando o trabalho de parto tem início, elas se tornam rítmicas e mais fortes, duram cerca de um minuto

e são separadas por intervalos longos, mas que aos poucos diminuem. A gestante

pode permanecer em casa ocupando-se com pequenos afazeres ou caminhando um pouco e massageando com movimentos circulares a parte posterior da bacia (região do cóccix), atividades que facilitam a dilatação do colo do útero e tornam as contrações mais eficazes e menos dolorosas.

QUANDO O INTERVALO ENTRE AS CONTRAÇÕES FOR DE 10 MINUTOS, A GESTANTE DEVE IR PARA A MATERNIDADE.

Rompimento da bolsa: devido à pressão exercida durante as contrações, a membrana que envolve o bebê pode se romper, soltando o líquido que o protegia. Nessa ocasião, geralmente a mulher se surpreende por estar molhada, como se estivesse urinando sem querer. Deve deitar-se imediatamente durante alguns minutos para evitar que o cordão umbilical seja arrastado pelo líquido cujas características deverão ser observadas. Normalmente ele é claro, esbranquiçado, assemelha-se à água de coco e tem cheiro de esperma, diferenças que permitem a constatação de que não se trata de uma perda involuntária de urina. A cor clara indica que o bebê está passando bem. Mesmo assim, não é necessário aguardar as contrações.

APÓS O ROMPIMENTO DA BOLSA, A GESTANTE DEVE IR PARA A MATERNIDADE!

Sinais de alerta

• Líquido amniótico de cor esverdeada, indicativo de que o bebê está sofrendo e precisa nascer logo;

• Sangramento intenso (semelhante ao que ocorre no segundo dia

da menstruação) é a placenta que pode estar obstruindo a passagem ou se descolando. São eventualidades raras, mas que necessitam de

intervenção imediata;

• Contração forte e permanente, o que acarreta dificuldade na passagem do oxigênio para o bebê;

• Data provável do parto ultrapassada em mais de 10 dias. Neste caso, a placenta começa a envelhecer, perdendo progressivamente sua capacidade de manter a vida do bebê;

EM QUALQUER UMA DESTAS SITUAÇÕES, A GESTANTE DEVE DIRIGIR-SE IMEDIATAMENTE PARA A MATERNIDADE.

Parto

Após o reconhecimento pelos sinais de que o trabalho de parto teve início, a

parturiente deverá ser conduzida à maternidade, onde será examinada para

confirmação diagnóstica. O toque vaginal, a contagem dos batimentos cardíacos

do bebê e a observação das contrações permitem saber se o parto vai ser normal

ou cirúrgico. Na admissão, além do preenchimento de dados de identificação, são

anotados o histórico da gestante e a evolução da gestação. Para facilitar, é importante

que a parturiente leve consigo documentos de identificação pessoal, carteirinha do

convênio e cartão do pré-natal. Para nascer, o bebê terá que sair do útero e percorrer

o canal vaginal até a vulva, atravessando toda a bacia, de cima para baixo. Este

percurso é feito no parto normal quando todas as condições forem favoráveis, desde

a posição do bebê até o tamanho da bacia óssea da mãe. Caso existam condições

para o parto normal, caberá ao médico anotar as medidas que reduzam ao máximo os

riscos para a mãe e para a criança.

O Parto Normal

O parto normal é aquele em que, concluída a gestação, o organismo da

mulher processa espontaneamente a expulsão do bebê e do conteúdo uterino (placenta e membranas). É considerado parto normal quando há condições de

expulsão pelas vias naturais, a duração do trabalho de parto não ultrapassa

o limite previsível de 10-12 horas para o primeiro filho e de 3-6 horas para

os sucessivos. O parto normal decorre em três fases: dilatação, expulsão e

dequitação. A dilatação abrange toda a progressiva abertura do canal do colo do útero, que aumenta em cerca de cem vezes o diâmetro da sua passagem.

O período expulsivo começa convencionalmente com a dilatação máxima

do canal cervical e termina depois que todo o corpo do bebê já está fora do corpo da mãe. A dequitação, ou período placentário, marca o descolamento da placenta e termina ao cessar o sangramento dos vasos que a ligavam ao útero.

Vantagens do Parto Normal

• Permite à natureza seguir seu rumo, deixando o bebê nascer no tempo certo.

• A maioria das mulheres pode ter, sem contraindicações.

• Favorece a expulsão dos líquidos pulmonares do bebê, havendo menos risco de desconforto pulmonar após o parto.

• Caso haja dor, a mulher pode fazer uso de raquianestesia com menos anestésico, que pode ser feita perto do parto para aliviar a dor no momento do nascimento.

• O parto é monitorado por profissionais durante todo o tempo para avaliar como está o bebê. Se qualquer problema acontecer, o médico poderá indicar uma cesárea. Neste momento a paciente é avisada, esclarecida e a cesária realizada.

• O parto normal tem menos complicações, ou seja, há menos riscos de infecções e necessita de menor intervenção do médico.

• A permanência no hospital é breve, geralmente de 24 horas.

• A mãe retorna rapidamente às atividades normais, porque não há dor após o parto. Anda normalmente, come normalmente. Pode sentir algumas cólicas devido à contração e diminuição do útero.

• A episiotomia (incisão realizada entre a vagina e o ânus para ampliar o canal de parto, caso seja necessário) pode doer, mas analgésicos comuns resolvem bem.

• O útero volta mais rápido ao tamanho normal, evitando hemorragias.

• A mãe pode abraçar e amamentar o filho logo ao nascer.

Pós-parto

Após o parto a mulher é conduzida ao quarto, onde serão verificados seus parâmetros vitais (temperatura, pulso e pressão arterial). O sangramento (lóquios) é cuidadosamente observado; a paciente permanecerá em repouso nas 6 primeiras horas, se o parto for normal, e por no mínimo 12 horas se for cirúrgico.

É comum neste período haver intenso tremor (tremedeira) como

consequência do “stress do parto” aliado a recuperação da anestesia. Não há o que temer. Normalmente, o uso de cobertores aquece a

parturiente e produz uma sensação reconfortante e o tremor cessa logo a seguir.

Se o parto for cirúrgico, com anestesia raquidiana, o período de descanso será de 12 a 24 horas, sem travesseiro. Vencido este prazo, é recomendável a deambulação, para melhorar a circulação e prevenir tromboses, acúmulo de gases, dentre outros problemas. Ao se levantar, é normal a mulher sentir tonturas, porque o centro de gravidade do corpo deslocou-se novamente.

Se existirem pontos na região do períneo, a região deverá ser mantida

sempre limpa, lavada com água corrente e sabonete neutro após todas as evacuações e micções. Além disso, o absorvente (sempre

externo) deverá ser trocado após a higiene perineal.

O banho diário deve ser completo, sendo permitido lavar os cabelos, mesmo se o parto foi cesárea. Neste caso, enxugar bem o local do pontos e proceder conforme a orientação médica. Os pontos da cesárea serão retirados de 7 a 10 dias após o parto.

O sangramento pode permanecer intenso nos primeiros dias e vai

diminuindo até cessar, levando tempo bastante variável. É muito importante observar a quantidade e o cheiro desse sangramento.

Caso haja aumento do volume e odor fétido, a mulher deve retornar ao Hospital para ser avaliada.

Quando nasce o primeiro filho, é normal

a mãe se sentir um pouco insegura,

tendo dúvidas de como lidar com o bebê. No entanto, não há reais motivos para isso, pois as situações que irá enfrentar são corriqueiras e a própria natureza quase sempre se encarrega de indicar soluções práticas, até que aos poucos a mãe vai adquirindo experiência e se tornando capaz de proporcionar a

segurança desejada. Em média, ao nascer, o bebê mede de 47 a 54 cm e pesa de 2800 a 4000 gramas.

É natural a perda de 10% do peso na primeira semana. As pernas são curtas e

tortas, a cabeça é grande em relação ao resto do corpo, o rosto é inchado e os olhos permanecem quase sempre fechados, pois a luz intensa o incomoda. A pele é avermelhada e recoberta por uma camada oleosa, que o protege contra infecções. A pele pode apresentar uma cor amarelada (icterícia), que normalmente desaparece em

pouco tempo. Cabe ao médico avaliar a intensidade e a origem da coloração, pois às vezes ela persiste e a criança pode necessitar de cuidados especiais. Por ocasião do nascimento, tanto a bolsa escrotal dos meninos quanto a vulva das meninas estão inchadas. Nas meninas, pode ocorrer um corrimento sanguinolento, provocado pelos hormônios maternos.

O bebê passa a maior parte do tempo dormindo e chora toda vez que acorda como

que pretendendo receber cuidados especiais e, é lógico, querendo mamar.

O choro é a única forma que o bebê tem para se comunicar com o mundo. Então ele

chora por qualquer motivo: por fome, cansaço ou cólica, por estar sujo ou molhado, com frio ou calor, quando quer companhia, carinho e afago, quando algo o incomoda ou quando deseja o aconchego e a segurança proporcionados pelo colo da mãe. O bebê também chora se percebe nervosismo, pressão, angústia ou insegurança da mãe, exteriorizando sua insatisfação em relação às oscilações do humor materno.

Aos poucos, à medida que vai adquirindo prática, a mãe aprende a distinguir os diferentes tipos de choro e a interpretar corretamente o significado de cada um deles, passando a se preocupar menos e a providenciar os cuidados de que o bebê está precisando na ocasião.

É necessário que, após o nascimento, a criança receba um controle periódico do

pediatra. Esse profissional deverá ser informado caso haja quaisquer alterações no

deverá ser informado caso haja quaisquer alterações no corpo ou no comportamento do bebê, tais como
deverá ser informado caso haja quaisquer alterações no corpo ou no comportamento do bebê, tais como

corpo ou no comportamento do bebê, tais como choro contínuo, vômitos, diarreia, sono agitado, prisão de ventre, agitação, febre, etc.

As ocasiões mais propícias para se notar o aparecimento de eventuais alterações são aquelas em que necessita de cuidados higiênicos, ou seja, banho e troca de fralda.

A volta para casa é um momento de adaptação para toda a família. A movimentação

no lar irá fazer com que o bebê perceba as diferenças entre dia e noite. Aos poucos, ele irá regular seus períodos de sono, adaptando-se aos hábitos familiares. Enquanto estiver acordado, o bebê deve ser cuidado com muito carinho, tranquilidade, gestos delicados, sem afobação nem movimentos repentinos.

Os bebês reconhecerão a mãe até mesmo pela simples proximidade, pelo cheiro, pela voz e até mesmo pelo ritmo dos batimentos cardíacos a que se acostumaram durante os nove meses em que permaneceram no útero.

O contato físico é para eles uma necessidade primária que precisa ser satisfeita,

podendo ser contemplada durante a amamentação, nos banhos, nas trocas de fralda ou enquanto estiverem no colo. Toques com as mãos, mesmo os ocasionais, são

importantes para o desenvolvimento, proporcionando diversos efeitos benéficos e servindo para acalmar, relaxar tensões e propiciar prazer e bem-estar.

O Banho

Inicialmente, os banhos devem ser rápidos, no período mais quente do dia, entre 10 e 14 horas, e o ambiente deve estar em uma temperatura agradável.

1 - Prepare o ambiente: feche portas e janelas para evitar correntes de ar.

2 - Reúna todo material que será utilizado: banheira, sabonete neutro,

toalha, fralda, roupinhas, algodão, álcool absoluto, gaze e cotonete.

Deixe-os ao seu alcance.

3 - Coloque água morna na banheira – pode ser água direto do chuveiro

aquecido – a temperatura pode ser testada com as costas das mãos ou com o cotovelo da pessoa que for dar o banho. Caso prefira aquecer a água, coloque primeiramente na banheira água fria e acrescente água

quente aos poucos, temperando-a.

4 - Se o bebê tiver evacuado, limpe a região das nádegas e genitália antes do banho.

5 - Coloque o bebê na banheira – primeiro os pezinhos, para testar a

tolerância da temperatura, e a seguir coloque-o assentado, recostado com

o apoio de um de seus braços, segurando o braço dele com o polegar e o

indicador. Com a mão livre, molhe o rostinho. A seguir, ensaboe o corpinho

e depois enxague. Lave a cabeça por último, retire o bebê logo a seguir.

6 - Enrole-o na toalha e seque inicialmente a superfície da cabeça, a seguir , o corpo, preocupando-se em secar cuidadosamente todas as dobrinhas e os dedinhos dos pés e das mãos.

7 - Coloque a fralda e a roupinha no bebê.

8 - Após o banho, lave a banheira com sabão e seque-a.

Atenção:

Evite dar banho logo após as mamadas, porém, se o bebê estiver muito agitado, provavelmente com fome, permita que ele mame um pouco antes, terminando a mamada após o banho.

Higiene Bucal

Deve ser realizada após cada mamada, principalmente à noite, com uma gaze enrolada no dedo mindinho, umedecida em água filtrada. Deve-se percorrer toda a boquinha do bebê, incluindo a região das bochechas e gengivas.

A Limpeza do Nariz

Só deve ser feita quando for necessário, ou seja, caso seja visualizada alguma secreção. A retirada da mesma pode ser realizada com o auxílio de um cotonete. Com o cotonete, deve-se tentar pescar a secreção, tomando cuidado para não introduzi-lo profundamente dentro da narina do bebê.

A Limpeza do Ouvido

Com um cotonete embebido em água morna, limpe toda a região externa da orelha do bebê. O cotonete não deve ser introduzido dentro do ouvido, mesmo se este apresentar acúmulo de cera. Somente o pediatra deverá retirar esse acúmulo.

As Unhas

Devem ser aparadas sempre que estiverem grandes, para evitar que o bebê se arranhe. Realize o corte das unhas em ambiente claro, com uma tesoura pequena. Aproveite os momentos de sono para realizar o corte, pois o bebê estará relaxado e não vai oferecer resistência.

A Troca de Fraldas

A fralda deve ser trocada toda vez que o bebê urinar e/ou evacuar. Toda a região recoberta pela fralda deve ser limpa com um chumaço de algodão embebido em água morna. Todos os resíduos de urina e fezes devem ser removidos. Se for menina, limpe da frente para trás, ou seja, da vagina para o ânus. Se for menino, limpe bem a bolsa escrotal e retraia um pouco o prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) para a limpeza do pênis. A limpeza correta após as micções e evacuações previne o aparecimento de assaduras.

Atenção:

• As primeiras fezes do bebê são escuras e pegajosas, é o mecônio, e

será eliminado em 2 a 3 dias. Isso é normal, portanto, não se assuste!

• Evite usar lenços umedecidos ou outras substâncias químicas no

primeiro mês de vida, a fim de evitar alergias e irritações na pele do bebê.

• Caso queira utilizar um creme protetor contra assaduras, consulte o pediatra.

As Cólicas

Ocorrem com frequência entre os três primeiros meses de vida do bebê. Acontecem com grande parte deles, mas não com todos. Normalmente, são causadas por acúmulo de gases no intestino e por certa falta de coordenação do funcionamento intestinal nos primeiros meses de vida. Para tentar evitar que as cólicas ocorram, é importante que o bebê seja colocado para arrotar logo após as mamadas. Além disso, podem ser realizadas massagens na região abdominal do bebê.

Atenção:

Só dê medicamentos ou chás se forem prescritos pelo pediatra.

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O Coto Umbilical

O coto umbilical é o cordão umbilical que antes garantia a alimentação dentro do

útero. O coto umbilical é uma estrutura gelatinosa que não dói, não incomoda o bebê e pode ser manipulado sem medo. Ele só vai se desprender quando chegar a hora certa.

É necessário fazer a limpeza do coto umbilical após o banho e a cada troca de fralda. Umedeça um cotonete em álcool absoluto e passe na base do coto umbilical. Se houver presença de secreção, retire-as com o cotonete.

1 - Observe se há presença de mau cheiro ou vermelhidão na região umbilical do bebê. Caso o bebê apresente esses sinais, deverá ser avaliado pelo pediatra.

2 - Umedeça a gaze com álcool absoluto e enrole-a ao redor do coto. Posicione-o para cima e firme-o com a própria fralda.

3 - Após a queda, aplique na cicatriz um cotonete embebido em álcool absoluto até a completa cicatrização.

Atenção:

• É contraindicado o uso de faixa no umbigo, pois dificulta a respiração do bebê.

• Nunca use moeda, qualquer tipo de folha ou substância desconhecida no coto, pois podem provocar infecções.

• Nunca use moeda, qualquer tipo de folha ou substância desconhecida no coto, pois podem provocar

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Exames Importantes

Teste do Pezinho

O exame deve ser realizado entre o 3º e o 7º dia de vida do bebê. Trata-se

de um exame simples, porém muito importante, capaz de diagnosticar fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística. Se essas doenças não forem tratadas precocemente podem causar sérios danos à saúde, inclusive retardo intelectual grave e irreversível.

Teste da Orelhinha

O exame, rápido e indolor, deve ser feito preferencialmente até o 30º dia de

vida do bebê. O teste é realizado nos dois ouvidos, com o bebê dormindo,

em sono natural e não tem contraindicações. O “teste da orelhinha” permite

o diagnóstico precoce de alterações auditivas e, com isso, a indicação do tratamento adequado. O diagnóstico e a intervenção precoce proporcionam maior chance de sucesso no tratamento e no restabelecimento da audição.

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sucesso no tratamento e no restabelecimento da audição. 26   Calendário Básico de Vacinação (Ministério da
sucesso no tratamento e no restabelecimento da audição. 26   Calendário Básico de Vacinação (Ministério da
 

Calendário Básico de Vacinação (Ministério da Saúde)

 

IDADE

VACINAS

DOSES

DOENÇAS EVITADAS

 

BCG - ID

dose única

Formas graves de tuberculose

Ao nascer

Vacina contra hepatite B

1ª dose

Hepatite B

 

1 mês

Vacina contra hepatite B

2ª dose

Hepatite B

 

Vacina tetravalente (DTP + Hib)

1ª dose

Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

2

meses

VOP (vacina oral contra pólio)

1ª dose

Poliomielite (paralisia infantil)

 

VORH (vacina oral de Rotavírus humano)

1ª dose

Diarreia por Rotavírus

 

Vacina tetravalente (DTP + Hib)

2ª dose

Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

4

meses

VOP (vacina oral contra pólio)

2ª dose

Poliomielite (paralisia infantil)

 

VORH (vacina oral de Rotavírus humano)

2ª dose

Diarreia por Rotavírus

6

meses

Vacina tetravalente (DTP + Hib)

3ª dose

Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b

 

VOP (vacina oral contra pólio)

3ª dose

Poliomielite (paralisia infantil)

Vacina contra hepatite B

3ª dose

Hepatite B

9

meses

Vacina contra febre amarela

dose inicial

Febre amarela

12

meses

SRC (tríplice viral)

dose única

Sarampo, rubéola e caxumba

 

VOP

reforço

Poliomielite (paralisia infantil)

15

meses

(vacina oral contra pólio)

 

DTP (tríplice bacteriana)

1º reforço

Difteria, tétano e coqueluche

 

DTP (tríplice bacteriana)

2º reforço

Difteria, tétano e coqueluche

4 - 6 anos

SRC (tríplice viral)

reforço

Sarampo, rubéola e caxumba

10 anos

Vacina contra febre amarela

reforço

Febre amarela

Essas vacinas estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde do SUS.

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Massagem e exercícios para o bebê

Essa informação é assinada por F. Leboyer, médico francês que divulgou o tipo de parto que tem seu nome e a técnica de massagem que batizou de “Shantala”, em homenagem à moça com quem aprendeu os movimentos utilizados há séculos pelas mães indianas.

A descrição técnica apresentada a seguir foi baseada nas observações de Leboyer, porém

com algumas simplificações e adaptações. As mães indianas praticam a massagem sentadas no chão, porém esta posição é bastante desconfortável. Por isso, é preferível que a mãe utilize um móvel compatível

com sua altura, que seja firme, seguro, forrado com uma toalha e impermeável.

A técnica Shantala é particularmente indicada para o primeiro ano de vida, mas nada

impede que as crianças com mais idade se beneficiem, pois as massagens em geral são formas de comunicação e oportunidades para manter ou estreitar o relacionamento entre mãe e filho, proporcionando a ele segurança, conforto, estímulo muscular, circulatório e tátil, relaxamento físico e carinho.

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Deverá ser feita antes da alimentação, em qualquer ambiente com temperatura amena

e livre de correntes de ar. Durante o primeiro mês de vida, a massagem é limitada a algumas carícias, realizadas como um toque de pluma. A partir do segundo mês, as sessões podem durar de vinte a trinta minutos, com movimentos suaves, executados

lentamente, sem nenhuma pressa. Para reduzir o atrito, convém untar as mãos com óleo. A intensidade, frequência e duração da massagem e dos exercícios poderão ser aumentadas aos poucos, mas sempre dosadas, levando em consideração a aceitação pelo bebê. Caso ele mostre desagrado, qualquer movimento poderá ser suprimido. Nada

é obrigatório. Se houver febre, diarreia ou outra alteração significativa, a massagem

deverá ser adiada até que o bebê se recupere totalmente. Ao final de cada sessão, é conveniente um banho morno, o que completará o relaxamento do bebê.

Primeira fase: MASSAGEM

PEITO O bebê deverá estar deitado de costas e despido, a mãe deve posicionar-se de frente, com os pés do bebê voltados para ela:

Apoiar levemente as mãos no centro do peito do bebê e deslizá-las lateralmente, separando-as, como se estivesse alisando levemente as páginas de um livro aberto. Voltar ao ponto de partida e reiniciar. Deslizar uma das mãos diagonalmente, partindo de um lado da cintura em direção ao ombro oposto. Repetir simetricamente com a outra mão. Manter ritmo uniforme.

BRAÇOS Bebê deitado de um lado, mãe aos seus pés:

Formar um bracelete com os dedos indicador e polegar e fazer movimentos circulares, de rosca, ao longo de todo o braço do bebê, segurando-o pela mãozinha para mantê-lo estendido. Realizar o movimento partindo da mão em direção ao ombro. Virar do lado oposto para massagear o outro braço.

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ABDôMEN Mãe e bebê na mesma posição de massagem do peito:

Elevar e manter as pernas do bebê estendidas na posição vertical, segurando-as pelos tornozelos. Deslizar o antebraço livre desde a base do tórax até o púbis, com movimentos uniformes, sempre no mesmo sentindo. Massagear a barriga com movimentos circulares uniformes, sempre no sentido dos ponteiros do relógio. Flexionar as duas pernas do bebê sobre o abdômen, pressionando-o delicadamente.

PERNAS Mãe e bebê na mesma posição de massagem do peito:

Formar dois braceletes com as mãos e deslizá-las do pé até o alto da coxa, fazendo movimentos de rosca, cada mão em sentido uniforme. Em seguida, massagear a planta do pé, inicialmente com o polegar, depois com a palma da mão. Uma perna, depois a outra.

COSTAS Deitar o bebê de bruços, a mãe ao seu lado com as mãos espalmadas e paralelas, apoiadas sobre as costas do bebê:

• Deslizar as mãos de tal forma que, enquanto uma vai para frente, a outra volta na direção oposta. Começar na altura dos ombros, progredir em direção aos quadris e depois retornar, repetidas vezes, como ondas que se sucedem.

• Na mesma posição, firmar com uma das mãos o bebê pelas nádegas e deslizar a

outra mão espalmada desde a nuca até os quadris. Voltar à posição inicial e reiniciar o

deslizamento.

• Na mesma posição, elevar ligeiramente as pernas, segurando-as pelos tornozelos e

deslizar a outra mão partindo dos calcanhares para a nuca. Repetir, sempre iniciando o movimento nos calcanhares.

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Segunda fase: EXERCÍCIOS

BRAÇOS Mãe e bebê na mesma posição da massagem do peito. Segurar os punhos, abrir os braços e fazer movimentos para cruzá-los sobre o peito, alternando o braço que fica por cima.

BRAÇOS E PERNAS Mesma posição: cruzar um dos braços com a perna oposta, alternando-os.

PERNAS Mesma posição: flexionar as coxas sobre o ventre e, segurando pelos pés, cruzar uma sobre a outra, alterando-as.

Terceira fase: FACE

TESTA Partindo do meio da testa, deslizar as pontas dos dedos para fora e contornar os olhos, de modo a voltar ao ponto de partida. Reiniciar várias vezes.

NARIz Deslizar os dedos polegares de cima para baixo, um de cada lado do nariz. Prosseguir pelas asas do nariz e subir acompanhando o septo nasal.

BOChEChAS Deslizar os dedos simetricamente, do septo nasal às orelhas e depois descer até o queixo. Repetir.

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CUIDADOS COM A AMAMENTAÇÃO

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O leite materno é um alimento completo, pois contém

vitaminas, minerais, gorduras, açúcares, proteínas, enfim, todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento do seu bebê. Tais substâncias protegem o bebê contra doenças, como: diarreia (que pode causar

desidratação, desnutrição e morte), pneumonias, infecção de ouvido, alergias e muitas outras doenças. Essas substâncias de defesa não são encontradas em nenhum outro tipo de leite. O leite materno está sempre pronto

a qualquer hora, na temperatura certa e não precisa

ser comprado. Dessa forma, é adequado, completo, equilibrado e suficiente para o seu filho. Ele é o alimento

ideal, não sendo necessário oferecer água, chá e nenhum outro alimento até os seis meses de idade.

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Como Amamentar

• É importante que a amamentação aconteça em um ambiente tranquilo, e que a mãe e o bebê estejam em posição confortável.

• O bebê deve estar alinhado, a cabeça e a coluna no mesmo eixo, em linha reta.

• Encoste o bico do peito na boca do bebê para ele virar a cabeça e pegar o peito

(reflexo da busca). Ele sozinho sabe como fazer isto. Leve o bebê ao peito e não o peito ao bebê.

• Segure o peito com o polegar acima da aréola e o indicador e a palma da mão abaixo. Isto facilita a “pega” adequada.

• A criança deve abocanhar, ou seja, colocar a maior parte da aréola (área mais escura e arredondada do peito) dentro da boca e não somente o mamilo. O bebê abocanhando a maior parte da aréola suga mais leite e evita rachaduras.

• Geralmente, o bebê solta sozinho o peito.

• Se for preciso interromper a mamada, a mãe deve colocar a ponta do dedinho no canto da boca do bebê para que ele solte o peito sem machucar.

• Após as mamadas, o bebê deve ser colocado para arrotar. Para isso, a mãe, o

pai ou outro familiar deve levantá-lo e apoiar a cabeça no seu ombro e fazer uma leve massagem nas costas.

Atenção:

Quando o peito estiver muito cheio, antes de amamentar, a mãe deve fazer uma ordenha manual para amaciar a aréola. (Ver tópico sobre Ordenha).

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Posicionamento na Hora da Mamada:

tópico sobre Ordenha). 34 Posicionamento na Hora da Mamada: Maneira Tradicional: A mãe fica sentada e

Maneira Tradicional: A mãe fica sentada e apóia

a

se colocar um travesseiro ou uma almofada sob o corpo da criança, mantendo-a ainda apoiada no braço.

cabeça do bebê sobre a dobra do cotovelo. Pode-

Invertendo o Bebê: Posição bastante indicada em caso de cesarianas, quando os seios estão fissurados ou o bebê não consegue abocanhar toda a aréola.

O corpo dele é encaixado sob o braço da mãe, que permanece sentada.

é encaixado sob o braço da mãe, que permanece sentada. Deitada na Cama: Mãe e bebê

Deitada na Cama: Mãe e bebê deitam frente a frente. Com a cabeça apoiada no travesseiro, ela oferece o peito do lado que está deitada. O bebê pode ficar com a cabeça apoiada no antebraço da mãe, todo envolvido por ela, ou deitado na cama, com as costas apoiadas por ela na hora da “pega”. Nessa posição, a mulher precisa estar acompanhada para não correr o risco de dormir.

por ela na hora da “pega”. Nessa posição, a mulher precisa estar acompanhada para não correr

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A Ordenha

A ordenha deve ser realizada sempre que a mama estiver muito cheia ou “empedrada” e para retirar o leite para armazenamento.

Como Fazer:

• Lave as mãos com água e sabão. É importante estar com as mãos bem limpas e unhas curtas.

• Esterilize o frasco ou copo onde o leite será despejado.

• Prenda os cabelos e use uma touca de banho ou pano amarrado.

• Proteja a boca e o nariz com pano ou fralda.

• Escolha um local limpo e tranquilo.

• O recipiente que vai guardar o leite deverá ser preparado com antecedência.

• Fique em uma posição confortável e segure o recipiente com uma das mãos.

• Massageie o peito com a ponta de dois dedos, iniciando na região mais

próxima da aréola indo até a mais distante do peito, apoiando o peito com a

outra mão.

• Massageie por mais tempo as áreas mais doloridas.

• Apoie a ponta dos dedos (polegar e indicador) acima e abaixo da aréola, comprimindo o peito contra o tórax.

• Comprima com movimentos rítmicos, como se tentasse aproximar as pontas dos dedos, sem deslizar na pele.

• Despreze os primeiros jatos e guarde o restante no recipiente.

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Preparo do Frasco para Coletar o Leite

• Os vidros com tampa de plástico são bons para guardar o leite (exemplo - frascos de maionese, café solúvel, etc).

• Lave-os bem com uma escovinha e detergente neutro.

• Retire o protetor de papelão de dentro da tampa e lave-os muito bem.

• Ferva a tampa e o vidro por 20 minutos.

• Retire-os da panela com o auxílio de um pegador. Cuidado para não colocar a mão dentro do frasco ou da tampa.

• Estenda um pano bem limpo em cima da pia. Coloque o vidro e a tampa virados com a boca para baixo e deixe-os secar naturalmente.

• Depois de seco, o vidro estará pronto para coletar o leite ordenhado.

• Não complete todo o frasco com seu leite: deixe dois dedos de ar antes da rosca

para que não estoure ao congelar. Feche bem o frasco para colocá-lo no congelador.

• Coloque etiqueta com a data e horário da ordenha. Ao retirar do congelador, selecione aquela com a data mais antiga.

Armazenamento do Leite

O leite ordenhado pode ser refrigerado com segurança por até 24 horas ou congelado no freezer por até 15 dias.

Aquecimento e Descongelamento do Leite

• O leite deve ser descongelado ou aquecido em banho-maria, com fogo desligado. Agite o frasco lentamente algumas vezes para misturar seus componentes.

• Aqueça apenas a quantidade que o bebê for mamar.

Oferecer o Leite

• Ofereça o leite ao bebê com colher, copo ou xícara e lembre sempre de jogar fora o

que sobrou. O leite retirado que não for submetido à refrigeração só deve ser usado até seis horas após a coleta.

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Problemas Frequentes Relacionados à Amamentação

FISSURA OU RAChADURA

Ocorre quando o posicionamento ou a “pega” estão errados.

Como evitar:

• Mantenha os peitos enxutos.

• Evite que os peitos fiquem muito cheios ou doloridos.

• Posicione o bebê corretamente.

Como tratar rachaduras:

Amamentar não deve doer. Porém, é importante que a mãe continue a amamentar, corrigindo possíveis problemas de “pega” e posição. Fazendo essas correções, a dor desaparece. Se aparecerem rachaduras, a mãe deve:

• Posicionar melhor o bebê no peito e corrigir a “pega”.

• Começar a dar o peito pela mama sadia e depois passar para a mama com rachaduras.

• Expor as mamas aos raios do sol.

• Ordenhar manualmente o excesso de leite para evitar que o leite fique empedrado.

Atenção:

Rachadura pode levar ao ingurgitamento (leite empedrado) e este, à mastite.

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LEITE EMPEDRADO OU PEITO INGURGITADO, MASTITE E ABSCESSO

Uma forma de evitar que o leite fique empedrado é colocar o bebê para mamar sob livre demanda, sempre que ele quiser. Se as mamas estiverem muito cheias, retire o excesso e ofereça o peito com maior frequência. O melhor tratamento é a ordenha do peito. Ingurgitamento geralmente ocorre nos dois peitos e nas duas primeiras semanas após o parto. Mastite geralmente acomete só um peito e após duas semanas do parto. Quando não tratado adequadamente, pode evoluir para abscesso. A mastite não contraindica a amamentação.

Atenção:

Se não melhorar em 24 horas, a mama ficar avermelhada e ocorrer febre ou muita dor, a mãe deve procurar o médico para evitar complicações.

LEITE SECANDO

Isso pode ocorrer quando se introduz mamadeira, chuca, bico ou chupeta. A melhor maneira de evitar que o leite seque é dar o peito logo após o nascimento e todas as vezes que o bebê quiser.

Atenção:

Não existe leite fraco. O leite materno tem todas as substâncias na quantidade certa que o bebê precisa para crescer e se desenvolver sadio. O leite do início da mamada é mais “ralo”, pois contém mais água, menos gordura e grande quantidade de fatores de defesa. Contém também mais vitaminas e sais minerais. O leite do fim da mamada é mais grosso, pois tem mais gordura e engorda o bebê. O bebê precisa do leite do começo e do fim da mamada.

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DEPRESSãO PÓS-PARTO

Dependendo da estrutura emocional, até mesmo durante os dias de permanência na maternidade, pode ter início uma crise psicológica denominada “depressão pós-parto”. O afastamento do convívio familiar, a rotina hospitalar, o esgotamento físico e a separação do bebê são os principais fatores que podem causar angústia, apesar do ambiente de comemoração por parte de todos e da euforia da própria mãe. Além disso, as atenções recebidas pela mulher durante a gestação voltam-se agora para o bebê. De outro lado, o amor materno nem sempre se estabelece instantaneamente após a gestação (por exemplo, o bebê pode não possuir as características sonhadas). Além do mais, outros fatores ligados ao psiquismo podem dificultar a adaptação às novas condições. Com isso, aparecem sintomas como irritabilidade, mudanças bruscas de humor, indisposição, doenças psicossomáticas, tristeza profunda, desinteresse pelas atividades do dia a dia, sensação de incapacidade de cuidar do bebê e desinteresse por ele, chegando ao extremo de pensamentos suicidas e homicidas em relação ao bebê.

A depressão pós-parto acomete entre 10% e 20% das mulheres,

podendo começar na primeira semana após o parto e perdurar até dois anos. Há fatores de risco que vêm sendo estudados e demonstram uma alta correlação com a depressão pós-parto. Entre eles, temos mulheres com sintomas depressivos durante ou antes da gestação, com histórico de transtornos afetivos, com histórico de TPM, que passaram por problemas de infertilidade, que

sofreram dificuldades na gestação e foram submetidas à cesariana, primigestas, vítimas de carência social, mães solteiras, mulheres que perderam pessoas importantes, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez, etc. O diagnóstico precoce

é fundamental e, para isso, é necessário um acompanhamento em

todo o ciclo gravídico-puerperal, sendo a melhor forma de evitar, atenuar ou reduzir a duração da depressão pós-parto.

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