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Apostila de Inv Florestal 1

Apostila de Inv Florestal 1

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DO PARÁ









ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL











PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
Professor da Disciplina Inventário Florestal
UFRA






















Belém – Pará
2008
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 2
SUMÁRIO














































ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 3








APRESENTAÇÃO





No que pese, a Disciplina “Inventário Florestal” ser uma das mais importantes na
formação do profissional da Engenharia Florestal ainda, muitos poucos livros ou outros tipos de
material didático encontram-se disponíveis para o uso dos alunos do curso de Engenharia
Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Por essa razão, é que compilamos
alguns tópicos importantes dessa disciplina, de modo a facilitar a aprendizagem dos nossos
alunos.

Assim, as anotações aqui apresentadas não tem a pretensão de ser um livro didático,
apresentado segundo as normas e formas para tal, mas tão somente a compilação de anotações que
julgamos importantes e necessárias para uma melhor preparação dos nossos alunos que se iniciam
nos estudos de levantamentos das florestas nativas e plantadas.

Deste modo, cabe lembrar aos usuários que o conteúdo apresentado é incompleto, sendo
necessários outros materiais didáticos complementares como livros, boletins técnicos, mapas e
outras ferramentas e informações que possibilitem uma visão mais completa sobre o tema
abordado, além da participação das aulas teóricas e práticas da disciplina.
















ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 4


1. INTRODUÇÃO



O planejamento de uma exploração e o manejo florestal sustentável de uma floresta
tropical ou mesmo de uma floresta plantada, não é possivel fazê-lo sem resultados confiáveis de
um Inventário Florestal. A obtenção e a análise de dados de campo, são os pré-requisitos para
facilitar as tomas de decisões políticas, tanto para a utilização quanto para a proteção do meio
ambiente.

A crescente necessidade de informações confiáveis sobre as florestas a serem manejadas,
são cada vez maiores para atender as exigências legais na elaboração e execução dos Planos de
Manejo Florestal Sustentável (PMFS) para as florestas tropicais. Por essa razão, aumenta ainda
mais a importância do Inventário Florestal, pois este, precisará fornecer resultados que subsidiem
os Silvicultores no estabelecimento, na manutenção ou mesmo no aumento da produção para as
industrias; na elaboração dos PMFS; na determinação e qualificação dos estoques das espécies
madeireiras e produtos não madeireiros; e também, permitir um planejamento da colheita que
garanta o mínimo de impactos na floresta remanescente.

“Inventário” pode-se, então, dizer que é o levantamento minucioso dos elementos de um
todo; rol, lista, relação. Assim, o termo Inventário é utilizado simplesmente como “levantamento”,
que é associado com o objetivo a ser alcançado, os quais são estabelecidos de acordo com a
utilização da área. Deste modo, no caso das florestas, por exemplo, o termo é associado
principalmente a determinação ou a estimativa de variáveis de interesse como peso, área basal,
volume, qualidade do fuste, estado fitossanitário e etc. Assim, é muito comum encontrarmos nas
mais diferentes literaturas que abordam o tema, referidos como: Inventário Florestal, Inventário
Diagnóstico, Inventário Florístico, Inventário Madeireiro, Inventário Sócio-econômico,
Inventário a 100% ou Censo, Inventário Temporário, Inventário Contínuo, Inventário de
reconhecimento, Inventário Semi-detalhado, Inventário Pré-exploratório, Inventário Comercial,
Inventário Nacional, Inventário Regional, Inventário de área restritas, etc.

Assim, de um modo geral conceitua-se “Inventário Florestal”, como sendo uma
atividade que visa obter informações qualitativas e quantitativas dos recursos naturais e ou sócio-
econômicos, existentes em uma área pré-estabelecida, qual denominamos de população, com o
objetivo de bem administrá-la e servir de base para bem planejar sua utilização racional, e ou sua
recuperação ambiental, se for o caso.

“Inventários Florestais de Reconhecimento”, no sentido de “Exploratory Sampling”,
trata-se de um Inventário, sem repetições periódicas, normalmente é executado em grandes áreas
de matas não exploradas ou, eventualmente, em florestas já exploradas seletivamente com uma
amostragem de baixa intensidade. Inventários, assim, classificados têm por objetivo,
normalmente, identificar e delimitar áreas de grande potencial madeireiro, caracterizar em termos
preliminares a composição florística da floresta, em pelo menos daquelas árvores com DAP
maiores que um diâmetro mínimo de interesse, previamente determinado, permitir a
determinação da distribuição diamétrica da floresta, eventualmente, quantificar e qualificar a
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 5
regeneração natural ocorrentes na classe diametral inferiores ao diâmetro mínimo considerado no
levantamento, entre outros.

“Inventário Comercial” também conhecido como “Inventário Florestal Semi-
detalhado”, é realizado com base no Inventário Florestal de Reconhecimento, com um nível de
maior intensidade amostral, sendo suas principais características estimar com maior precisão o
volume comercial que se espera retirar da floresta, por espécies ou grupos de espécies, levando-se
em conta, se possível, a incidência de defeitos internos, fustes ocos, caracterizar a acessibilidade e
outros parâmetros que incidem sobre o custo das operações de extração das toras e, permitir a
definição de áreas e o planejamento das atividades de exploração.

“Inventário Florestal de Pré-exploração Florestal”, também denominado de
“Inventário à 100% ou Censo” consiste na medição de todas as árvores de uma população, cujos
diâmetros sejam maiores ou iguais a um valor previamente estabelecido, onde deverá ser
executado um Plano de Manejo Florestal Sustentável, para possibilitar a elaboração do Mapa
logístico, sobre o qual deverá ser realizado todo o macro e micro planejamento da exploração
florestal.

Quanto à abrangência os Inventários Florestais podem ser “Inventário Florestal
Nacional” e “Inventário Florestal Regional”.

“Inventário Florestal Nacional”, abrangem todo o território de um País, visando
fornecer bases para a definição de Políticas Públicas, dentro do Sistema Nacional de Gestão dos
Recursos Naturais de um País, isto é, para a administração florestal e para a elaboração de Planos
de Desenvolvimento e uso dos Recursos florestais, bem como, caracterizar toda a biodiversidade
do País.

O Inventário Florestal Nacional do Brasil, está sendo Projetado com o nome de “Novo
Inventário Florestal Nacional”, sendo que sua execução compreenderá cinco grandes
componentes de atividades a serem executadas a cada cinco anos.

1. Mapeamento da vegetação;

2. Levantamento e interpretação das unidades de amostra de paisagem (UAP);

3. Coordenação Geral do IFN;

4. Coleta de Dados em Campo e;

5. Controle de Qualidade







ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 6






Figura. Componentes do Inventário Florestal Nacional



ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 7




A previsão da realização do IFN será mediante uma estrutura institucional a seguir
apresentada:

Figura . Estrutura ou arranjo institucional do IFN.




ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 8
1.1 CLASSIFICAÇÃO DOS INVENTÁRIOS FLORESTAIS

Os Inventários Florestais classificam-se:

1. quanto ao objetivo geral.
a) Inventário Florestal Tático;
b) Inventário Florestal Estratégico.

2. quanto à abrangência das informações.
a) Inventário Florestal Nacional;
b) Inventário Florestal Regional; e
c) Inventário Florestal de área restrita.

3. quanto à maneira de obtenção dos dados de campo.
a) Inventário por enumeração total (completa) ou censo;
b) Inventário Florestal por Amostragem ou Amostral;
c) Inventário Florestal por fontes secundarias (Tabela de Produção, RADAM
BRASIL, etc.

4. quanto à abordagem da população no tempo.
a) Inventário Florestal de uma ocasião ou temporário;
b) Inventário Florestal de múltiplas ocasiões ou contínuo;
b.1) por Amostragem independente.
b.2) por Amostragem com repetição total.
b.3) por Amostragem dupla.
b.4) por Amostragem com repetição parcial.

5. quanto ao grau de detalhamento dos resultados.
a) Inventário Florestal Exploratório;
b) Inventário Florestal de reconhecimento;
c) Inventário Florestal Detalhado (erro máximo admissível de 10%, para
exploração e manejo).


1.2 QUESTÕES TÉCNICAS

Durante a fase de planejamento de um Inventário Florestal, algumas questões técnicas precisam
ser previamente definidas, entre elas temos:

1. Para atender o objetivo geral a ser alcançado, que tipo de Inventário Florestal será
realizado?

Inventário Florestal Tático: São realizados para atender demandas técnicas de uma empresa ou
propriedade rural ou florestal.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 9
Inventário Florestal Estratégico: São Inventários Florestais realizados para servir de instrumento de
planejamento e administração dos recursos naturais, quanto aos impactos ambientais causados pela
implementação de um determinado empreendimento.

2. Qual o objetivo geral do Inventário Florestal pretendido?

Quantificação do potencial madeireiro da área a ser inventariada?
Quantificação do potencial madeireiro e não madeireiro da área a ser inventariada?
Quantificação e qualificação do potencial de riqueza florística da área a ser
inventariada?
Quantificação do potencial faunístico da área a ser inventariada?
Realizar Interpretação Ambiental da área?

3. Quais informações serão coletadas?

Regeneração natural (definir o diâmetro mínimo de medição, plântulas, mudas, vara e varetas).
Potencial madeireiro ( definir o diâmetro mínimo de corte, espécies comerciais de interesse da
empresa, qualidade de fuste e tipo de uso).
Levantar dados de palmeira, cipós e outros produtos não madeireiros.
Dados de amostra de solo.
Dados de fauna.
Informações sócio-econômicas da área a ser inventariada.
Etc...

4. Qual o tamanho da área a ser inventariada (População)?

Mapa (em escala apropriada).
Planimetría da área.
Posição geográfica da área.

5. Qual o uso do solo da área da população a ser inventariada?

Mapa devidamente planimetrado constando as áreas de diferentes usos da propriedade (Floresta,
pasto, agricultura, área de preservação permanente, se houver, áreas desmatadas, áreas com infra-
estrutura, etc...)

6. Qual a acessibilidade da área?

Mapa com as vias de acesso (rios, estradas, caminhos, igarapés, etc.), e tipo de relevo. Descrição dos
meios de transporte para se chegar até a população e da infra-estrutura existente para apoio durante
o levantamento de campo.

7. Qual a precisão requerida e sob qual probabilidade serão obtidas as estimativas da
população?

a) 5%, 10% ou 15% de erro máximo admissível para a estimativa da média da população;
b) 90%, 95% ou 99% de nível de probabilidade?
c) Realização do censo (Inventário a 100%)


ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 10
8. Quantas unidades de amostra serão necessárias para atender a precisão requerida?

Para quantificar o número de unidades de amostra a serem levantadas durante o Inventário Florestal,
necessárias para a tender a uma determinada precisão pré estabelecida, precisamos conhecer
previamente a Variância (s
2
) ou o Coeficiente de Variação (CV%) da área a ser inventariada. Para
isso, temos a considerar duas situações:

a) Realizar um Inventário Florestal Piloto na População.

Esse Inventário Florestal, consiste em realizar um levantamento com um número reduzido de
unidades de amostra da população. Com base nessas unidades de amostra, calcula-se a
Variância e/ou o Coeficiente de Variação da população, com a qual poderemos aplicar a
fórmula para determinar o “n”, número de unidades de amostra definitivo que atenda a
precisão estabelecida previamente;

b) Obter o valor da Variância de Inventários Florestais já realizados em áreas próximas a
área que desejamos inventariar, ou dos relatórios de vegetação do Projeto RADAM
BRASIL.

9. Qual a forma e o tamanho das unidades de amostra que serão utilizadas?

A forma e o tamanho das unidades de amostra, inicialmente, dependem do método de Amostragem que
deverá ser utilizado no Inventário Florestal, isto é, se Área fixa ou de Área variável, pois essa escolha,
também, depende de outros fatores tais como: a maior ou menor acessibilidade da área, a maior ou
menor homogeneidade do povoamento e principalmente do tamanho da população a ser inventariada.

Quanto a forma, a unidade de amostra de forma circular apesar de ter a vantagem de apresentar
menor perímetro para uma determinada área, na prática de campo é pouco utilizada em florestas
tropicais, mas com grande aplicabilidade em inventários de florestas plantadas. Assim, a unidade de
amostra de forma retangular normalmente é indicada para uso em inventários florestais realizados em
florestas nativas, no entanto a sua largura deve ser limitada para um máximo de 20 metros, sendo
melhor indicada 10 metros. A largura maior que 20 metros, apresenta as mesmas desvantagens
apresentadas pela forma circular com relação a determinação dos limites de bordadura da unidade de
amostra.

10. Qual o Processo de Amostragem a ser adotado no Inventário Florestal?

No caso de você ter decidido que o Inventário Florestal a ser realizado será do tipo Amostral, haverá
então a necessidade de decidir qual o Processo de Amostragem será adotado. Pois, tendo-se uma
população de tamanho (N), precisamos determinar seus parâmetros com o menor custo e com a precisão
desejada. Assim, é necessário se obter uma amostra, que será constituída do conjunto das unidades de
amostra, que seja capaz de representar a população.

Deste modo, a amostragem classificam-se:

1. Amostragem segundo a periodicidade.
a) Uma ocasião;
b) Múltiplas ocasiões.

2. Amostragem segundo a estrutura.
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 11
a) Aleatória;
b) Sistemática;
c) Mista (Aleatória e Sistemática).

3. Amostragem segundo os Processos.

a) Processo de Amostragem Aleatória Simples;
b) Processo de Amostragem Estratificada;
c) Processo de Amostragem Sistemática;
c.1) Amostragem Sistemática em estágio Único.
c.2) Amostragem Sistemática em dois estágio.
d) Processo de Amostragem em Dois estágios;
e) Processo de Amostragem em Conglomerado;
f) Processo de Amostragem em Múltiplos Inícios Aleatórios.

A escolha de um desses Processos de Amostragem depende de vários fatores, tais como:
Tamanho da área, maior ou menor homogeneidade da área, acessibilidade, relevo, existência de
infra estrutura na área a ser inventariada, recursos financeiros disponíveis, entre outros.

10. Qual o apoio logístico?

a) Mapas de vegetação, relevo e hidrografia em escala adequada disponível;
b) Definir o tempo disponível para a realização do Inventário;
c) Definir o número de equipes de campo, que serão necessárias para realizar o inventário
dentro do tempo disponível;
d) Definir a composição de cada equipe em função dos dados a serem medidos no campo;
e) Determinar a duração do levantamento de campo;
f) Identificar e contratar os meios de transporte a serem utilizadas pelas equipes de campo;
g) Identificar e disponibilizar a infra estrutura de apoio para as equipes de levantamento de
campo;
h) Especificar detalhadamente todo o material de escritório, de campo e alimentação das
equipes de campo;
i) Elaborar e executar o cronograma Físico- Financeiro incluindo todas as atividades de
campo, escritório e impressão de relatórios e mapas.


1.3 APLICAÇÃO

Com o apoio de outros materiais didáticos e com base nas explicações e comentários feitas
em sala de aula, responda as seguintes questões:

1. Descreva sobre a importância do Inventário Florestal como instrumento de
tomada de decisão sobre investimentos no setor florestal público e privado?

2. Conceitue e comente sobre as diferentes denominações atribuídas a
Inventário Florestal.

3. Como os Inventários Florestais classificam-se?

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 12
4. Qual a diferença entre os Inventários Florestais classificados como Táticos e
Estratégicos?

5. Os Inventários Florestais classificados segundo a abordagem da população
no tempo, em Múltiplas ocasiões ou contínuos podem ser realizados através
de quais Sistemas de Amostragem

6. Durante a fase de Planejamento de um Inventário Florestal, algumas
questões técnicas necessitam ser previamente definidas. Comente sobre a
questão “Quantas unidades de amostra serão necessárias para atender a
precisão requerida”?


2. INVENTÁRIO FLORESTAL POR AMOSTRAGEM

Freqüentemente, a população a ser inventariada é de grandes dimensões, assim,
impossibilita uma abordagem exaustiva ou os 100% de todos os indivíduos da população, o que
demandaria muito tempo e alto custo para sua realização.

A amostragem proporciona a obtenção dos dados requeridos a um custo e tempo menor
e consiste em observar uma parte da população, para se obter as informações representativas do
todo. Para isso, é necessário garantir que a amostra seja efetivamente representativa da população.

Então, quando o interesse é LEVANTAR INFORMAÇÕES PARA ELEBORAÇÃO DE
Planos de Manejo Florestal Sustentável na Amazônia, em que por lei é obrigatório a realização do
Inventário Florestal a 100% das árvores acima de 45 cm de DAP, a amostragem é utilizada com o
objetivo de obter informações a respeito da parte da população que não será abrangida pela fase
da enumeração completa, isto é, Inventário a 100% ou censo.

2.1 MÉTODO DE AMOSTRAGEM

Método de amostragem significa a abordagem da população referente a uma única
unidade de amostra, ou seja, a parcela ou outro tipo de unidade amostral a ser empregada no
inventário florestal. Esta abordagem da população pode ser feita por meio de métodos de área fixa
e métodos de área variável como utilizado pelo princípio de Bitterlich.

No método de amostragem de Área Fixa a seleção dos indivíduos é feita proporcional à
área da unidade de amostra e, conseqüentemente, à freqüência dos indivíduos que nela ocorrem.
Assim, tudo que é cálculado numa unidade amostral de área fixa é extrapolado para a unidade de
área, hectare, segundo um fator denominado de “Fator de Proporcionalidade” dado por: F= A/a,
sendo A a área de 1 ha (10.000m
2
) e, a a área da unidade amostral.

Assim, o Inventário Florestal deve explicitar o método de amostragem utilizado, se Área
Fixa ou Variável e, em qualquer que seja o método indicar a forma (circular, quadrada ou
retangular, conglomerados) e o tamanho da unidade de amostra.


ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 13
2.1.1 Unidade de amostra

O número de árvores medidas durante o levantamento de campo é diretamente
proporcional a área da Unidade de Amostra (UA). Assim, tudo que é coletado, medido e
cálculado em uma UA de área fixa é extrapolado para a unidade de área – hectare (ha), segundo
um fator denominado de “Fator de Proporcionalidade” ou “Fator de conversão para hectare”.

Pode-se utilizar as UA de área fixa de várias formas ( circulares, quadradas, retangulares
ou composição destas em grupos ou conglomerados.

2.1.1.1 Unidades de amostra circulares

São UA eficientes, pois para uma mesma área apresenta um menor perímetro. Porém,
são poucas vezes utilizadas em Inventários Florestais realizados em florestas tropicais devido as
dificuldades encontradas durante os levantamentos de campo para controlar a bordadura, isto é, os
limites da UA.



2
.R A t =

4
.
2
D
A
t
=





Por outro lado, essas UAs são, freqüentemente, usadas em Inventários Florestais de
Florestas Plantadas, pois requerem parcelas menores que em florestas tropicais. Também, o
responsável pela equipe de campo, tem que ter o controle do raio da parcela. Por esse motivo,
raios maiores que 15 m de comprimento deixam de ter o controle da equipe de campo, passando a
apresentar as mesmas dificuldades de controle da bordadura quando essas unidades circulares são
utilizadas em florestas nativas. Assim, a área máxima dessas parcelas devem ser de
aproximadamente 700 m
2
(
2 2
700 15 . m A ~ = t ). Em média a área de parcelas circulares deve ficar
entre 400 à 600 m
2
(R=12,62 m, isto é, 500m
2
).


2.1.1.2 Unidades de amostra quadradas.

Unidades de Amostra (UA) quadradas são muito utilizadas em Inventários de Florestas
Plantadas e, algumas poucas vezes em floresta nativas.

Para o caso do uso de UAs quadradas em Inventários Florestais de áreas plantadas,
normalmente o tamanho mais recomendado é de 400 ou 900m
2
, isto é, 20 m ou 30 m de lado. No
caso do uso em florestas naturais, o tamanho recomendado é de 900 m
2
à 10.000 m
2
, com
comprimento dos lados variando de 30 à 100 metros.
R
A
conta
conta
omitir
alternar
omitir
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 14







2.1.1.3 Unidades de amostra retangulares.

Unidades de amostra que geralmente são utilizadas em Inventários Florestais
realizados em Florestas tropicais que tem grande variação na formação florestal, assim captar
o máximo de variabilidade da população florestal.

Muitos são os tamanhos utilizados para essa forma de UA. Os mais comumente usados
são: 1.000 m
2
, 2.500 m
2
, 5.000 m
2
ou ainda 10.000 m
2
.

Assim, as respectivas formas são: 10 x 100 m, 10 x 250 m, 20 x 250 m, 20 x 500 m ou o
transecto de 10 x 1000 m.

Quando há o interesse de quantificar e qualificar a regeneração natural, esta é coletada
em sub e/ou sub-subamostra ou compartimentos.















2.1.1.4 Unidades de amostra em Conglomerados.


Reuni-se um grupo de subunidades para compor uma unidade principal denominada
conglomerado ou “Cluster”.






L
L
A
A= L
2

C
L
A1 A2 A1
13
L1
l
1
. 3
. 2
. 1
l l A
L l A
C l A
=
=
=

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 15










h b subunidade . =
) . ( 4 h b do conglomera =
= d distância do ponto à subunidade
= P Ponto amostral


2.1..1.5 Fator de proporcionalidade.

O Fator de Proporcionalidade, também chamado de Fator de conversão para a unidade
de área hectare é o valor que expressa quantas vezes as variáveis volume (V), área basal (G), nº de
árvores de uma unidade amostral representam em um hectare. É dado por:

a
A
Fp =
= Fp Fator de proporcionalidade
= A Área de um hectare (10.000 m
2
)
= a Área de uma Unidade de Amostra (m
2
)

Exemplo: 25
400
000 . 10
2
2
= =
m
m
Fp . Assim, uma árvore incluída em uma UA de 400m
2
estará
representando 25 árvores por hectare.

2.1.1.6 Estimativa do número de árvores por hectare.

Basta multiplicar o número de árvores contidas na UA pelo Fator de Proporcionalidade
(Fp).







2.1.1.7 Estimativa da área basal.

b
h
P
d
Nº árv./ha = nº árv./UA x Fp
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 16
A área basal é determinada pela soma do produto das área transversais das árvores
contidas em uma UA pelo Fator de Proporcionalidade.




2.1.1.8 Estimativa do volume por hectare.

Basta multiplicar a soma do volume das árvores inseridas na UA pelo Fator de
Proporcionalidade. Outra forma é multiplicar o Fator de Proporcionalidade pelo volume de cada
árvore individualmente, convertendo para a unidade hectare e depois somar. Neste segundo caso,
o Fator de Proporcionalidade deve ser determinado em função do tamanho da UA ou subunidade
que a árvore foi medida.

ou


2.1.1.9 Aplicação

Supondo que um Inventário Florestal foi realizado em uma área de floresta tropical,
utilizando o Método de amostragem de área fixa, com unidades de amostra de forma retangular de
0,25 ha, onde foram medidas as árvores com cm DAP 45 > , enquanto que as árvores menores que
45 cm e maiores ou iguais que 10 cm foram medidas em subunidades de 0,1 ha.

Para exemplificar a aplicação do cálculo do volume por hectare e por unidade de
amostra, tomamos os dados de uma UA, apresentado abaixo:

10x250m : DAP≥45cm
10x100m :10cm≤DAP<45cm
Espécie CAP(cm)
Hc
(m) Qf Sanidade DAP(m) Fp Vi(m
3
) V/ha
Envira caninjó 34 9 2 1 0,108225 10 0,064439936 0,644399365
Caxinguba 45 11 2 1 0,14324 10 0,135201636 1,352016363
Embaúba 70 9 2 1 0,222817 10 0,278377219 2,78377219
Matá-matá preto 35 12 1 1 0,111409 10 0,087582089 0,875820895
Ingá miúdo 51 10 1 1 0,162338 10 0,160482301 1,604823013
Jarana 48 11 3 3 0,152789 10 0,154090495 1,540904947
Mangabarana 38 8 1 1 0,120958 10 0,072931995 0,729319954
Ripeiro 37 10 1 1 0,117775 10 0,083758392 0,837583924
Ripeiro 57 8 2 1 0,181437 10 0,165854558 1,658545582
Matá-matá 150 18 1 1 0,477465 4 2,371018148 9,484072591
Abiu 179 25 1 1 0,569775 4 4,503149423 18,01259769
Fava barriguda 123 10 1 1 0,391521 10 0,95530679 9,553067903
Total 49,0769244
CAP(cm) = Circunferência à Altura do Peito
Hc(m) = Altura Comercial
Qf =Qualidade do Fuste
¯
=
- =
n
i
i
Fp g G
1

p F V ha V
n
i
i ¯
=
- =
1
/
Fp Várv ha V
i
- = . /

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 17
Sanidade = Classe de Sanidade
DAP(m) = Diâmetro à Altura do Peito, em metros
Fp = Fator de Proporcionalidade
Vi(m3) = Volume individual de cada árvore cálculado pela equação de volume
V/ha = Volume por hectare

Equação de Volume utilizada para o cálculo do Volume das árvores.

LogV = -0,0571 + 2,026275 * log(DAP
m
) + 0,862432 * log(H
m
)

F = 7.630,78
R
2
= 0,983
Sy.x = 0,067
CV% = 12,27
DMP% = +1,069
IF = 0,54527
DAP, em metros
H, em metros
Os dados coletados no campo e vistos na Ficha de Campo foram a Espécie, CAP (cm), H
(m), QF e a Classe de Sanidade. Os demais dados vista na Ficha de campo foram determinados no
escritório.

Assim, os valores dos DAPs em metros foram obtidos por:

14159 , 3 / ) 100 / ) ( ( cm CAP DAP =

O Fator de proporcionalidade (Fp) utilizado para as árvores com cm DAP 45 > que
foram medidas na área de 0,25 ha (2.500 m
2
) foi cálculado por:

4
500 . 2
000 . 10
2
2
= = =
m
m
a
A
Fp

O Fator de proporcionalidade (Fp) utilizado para as árvores com cm DAP cm 45 10 s s
que foram medidas na área de 0,1 ha (1.000 m
2
) foi cálculado por:

10
000 . 1
000 . 10
2
2
= = =
m
m
a
A
Fp

Os volumes individuais das árvores foram calculados pelo uso da equação de volume.
Para exemplificar, o volume da primeira árvore da Fica de campo foi obtido por:
DAP = 0.10 8225 m e Hc = 9 m

V = 10^(-0,0571 + 2,026275 * Log(0,108225) + 0,862432 * Log(9))

V = 0,0644399 m
3
Os valores dos volumes por hectare foram calculados pela multiplicação dos volumes
individuais pelos respectivos Fatores de proporcionalidades. Deste modo, temos:

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 18

V/ha = Vi(m
3
) * Fp

Para a primeira árvore da Ficha de campo, tem-se:

V/ha = 0,0644399 m
3
* 10 = 0,644399 m
3

Para as demais árvores a determinação dos Fp podem ser calculados pelo Exel
utilizando-se a seguinte equação:



O volume por hectare (m³/ha) por unidade de amostra foi cálculado pela somatória dos
volumes individuais por hectare.

V
i
/ha = =
¯
=
n
i
ha Vi
1
/ 49,0769244 m
3


De modo geral, podemos então considerar a equação a ser utilizada no Exel da seguinte
forma:
Suponhamos que uma unidade de amostra atenda três níveis de amostragens, tais como:

10 x 10m, (100 m²), para árvores com 10cm < DAP ≤ 30cm;
10 x 100m, (1000 m²), para árvores com 30cm < DAP ≤ 50cm; e
10 x 250m, (2500 m²), para árvores com DAP > 50cm.

Assim, temos: F
p
= A/a

F
p1
= (10.000 m² / 100 m²) = 100

F
p2
= (10.000 m² / 1000 m²) = 10


F
p3
= (10.000 m² / 2500 m²) = 4

Logo,








2.2 PROCESSO DE AMOSTRAGEM
SE(DAP<0.45;”10”;”5”)
SE(DAP<0,30;100;SE(DAP<0,50;10;4)
)
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 19

O Processo de Amostragem referem-se à abordagem da população sobre o conjunto de
unidades de amostra, podendo ser de forma aleatória, sistemática ou mista. Em outras palavras,
Processo de Amostragem é a forma com que as unidades de amostra serão distribuídas dentro de
uma população visando gerar estimativas da variável de interesse.

Muitos são os Processos de Amostragem utilizados em Inventários Florestais, dentre
eles os mais aplicados são:

(a) Amostragem Aleatória Simples;
(b) Amostragem estratificada;
(c) Amostragem Sistemática;
(d) Amostragem em Dois Estágios;
(e) Amostragem em Conglomerados;
(f) Amostragem com múltiplos Inícios Aleatórios, entre outros.

Cada Processo de Amostragem tem suas características e recomendações de aplicação
específicas. Por isso a caracterização da área a ser inventariada, deve apresentar uma justificativa
técnica que levou a escolha do Processo de Amostragem utilizado.

2.2.1 Intensidade de amostragem

A intensidade de amostragem ou fração amostral, é a razão entre o número de unidades
de amostra (n) e o número total de unidades de amostra possíveis na população (N), ou seja:
f=n/N.

Também, pode ser expressa pela razão entre a área amostrada (a) e a área total da
população (A), ou seja: f=a/A.

A intensidade de amostragem normalmente é determinada em função da variabilidade da
população, isto é, do erro de amostragem admitido e da probabilidade de confiança fixada.

Por outro lado, a precisão de um inventário florestal amostral, é indicada pelo erro de
amostragem expresso pelo erro padrão de estimativa da média ( x S ).

Do exposto, o Inventário amostral deve atender a uma intensidade de amostragem que
garanta um Erro de Amostragem máximo admissível de 10% da média para um nível de 95% de
probabilidade, para as seguintes variáveis:
(a) Área basal dos indivíduos com 10 cm s DAP < 25 cm;

(b) Área basal dos indivíduos com 25 cm s DAP < 55 cm;

(c) Volume e Área basal dos indivíduos com 10 cm s DAP < 55 cm.

2.2.2 Aplicação

A empresa Pica Pau é detentora de uma área de floresta tropical de 500 ha, na qual
pretende realizar um Inventário florestal com o objetivo de quantificar o volume existente nessa
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 20
área. Por se tratar de um Inventário Florestal de cunho Tático, a empresa coloca como condição
para a realização do Inventário, que o Erro Padrão da Média (s x ) seja de no máximo de ±10%
do volume médio das unidades de amostra à um nível de 5% de probabilidade.

Para isso, foi realizado um Inventário Piloto na área a ser Inventariada, onde foram
levantadas 28 unidades de amostra de ¼ ha cada. Volumes em m
3
.ha
-1
foram calculados para cada
uma das UA’s.

Pergunta-se: Quantas UA’s serão necessárias para atender a exigência de precisão da
empresa?
Unidades de Amostra
UA
Volume
(m
3
.ha
-1
)
Unidades de Amostra
UA
Volume
(m
3
.ha
-1
)
1 132,456 15 156,256
2 149,256 16 235,345
3 98,126 17 154,256
4 198,165 18 84,629
5 45,178 19 79,298
6 102,489 20 124,135
7 223,145 21 149,284
8 189,254 22 158,468
9 178,546 23 115,837
10 87,187 24 148,562
11 96,583 25 127,917
12 198,572 26 205,268
13 246,167 27 187,569
14 236,145 28 152,597
- Total 4.260,69

SOLUÇÃO:

Primeiro foi calculado o volume por hectare para cada uma das 28 UA levantadas no
campo durante a realização do Inventário Piloto, cujos resultados são apresentados na tabela
acima. Um total de 4.974,379 m
3
foi medido, resultando uma média das unidades de amostra de:
¯
=
=
n
i
i
n ha V X
1
/ ) / (

ha m
m
X / 656 , 152
28
379 , 274 . 4
3
3
= =
Agora vamos calcular o valor da Variância ( s
2
) das 28 UA, dado por:

2 3
2
28
1
2 2
2
) / ( 231 , 727 . 2
1 28
) 656 , 152 ( * 28 5 , 146 . 726
1
.
ha m
n
X n X
S
n
i
i
=
÷
÷
=
÷
÷
=
¯
=
=



ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 21
Agora vamos calcular o valor do desvio padrão ( s ) das 28 UA, dado por:


ha m S / . 2228 , 52 231 , 727 . 2
3
= =

Então, o Erro Padrão da Média ( x S ) é dado por:

1 3
. . 8692 , 9
2915 , 5
2228 , 52
÷
= = = ha m
n
S
x S

O erro padrão da média ( x S ) de ± 9,8692 m
3
.ha
-1
encontra-se dentro da faixa dos
±10% esperados da média das unidades de amostra que foi de 152,6564 m
3
.ha
-1
, isto é, 15,26564
m
3
.ha
-1
, porém isso não responde ainda a condição colocada pela empresa Pica Pau, se o nível de
5% de probabilidade é satisfeito.

Se o Erro Padrão da Média esperado é ±10% da média da amostra, a determinação do
número de unidades de amostra requeridas é obtido através do rearranjo da fórmula do x S como
segue:

n
S
x S = ou
x S
S
n =

Agora necessitamos de um valor “t”, em função do nível de probabilidade de t para a
fórmula:

x S
S t
n
.
05 , 0
=

Substituindo-se os valores na fórmula tem-se:

t
0,05
= 2,06 valor obtido na tabela t com (28-1=27 graus de liberdade) e nível de 5% de
probabilidade.

S = 52,2228 m
3
. ha
-1
Desvio Padrão das amostras.

x S = (0,1 * X ) = ( 0,1 * 52,2228) = 15,2656 m
3
. ha
-1
Erro padrão da média
para 10% da média das amostras.

Então,

047 , 7
2656 , 15
2228 , 52 * . 06 , 2
.
05 , 0
= = =
x S
S t
n

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 22
66 , 49
) 047 , 7 (
047 , 7
2
=
=
=
n
n
n


Após a análise dos dados das unidades de amostra do Inventário Piloto concluímos que
50 UA’s na área de 500 ha são necessárias para atender a precisão requerida pela empresa Pica
Pau, isto é, que o Erro Padrão esteja com ±10% da média das amostras, com um nível de
probabilidade de 5%.

2.2.4 Exercício proposto

Calcule o número de parcelas necessárias para termos o Erro Padrão de ±10% da média
das unidades de amostra à 1% e 20%, respectivamente, de nível de probabilidade.


2.3 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES

O princípio básico de uma Amostragem Aleatória Simples ou Amostragem Inteiramente
casualizada é similar ao do Delineamento Completamente ao Acaso, isto é, qualquer uma da “n”
unidades de amostra possíveis dentro da população deve ter a mesma probabilidade de ser
sorteada, ou seja, de fazer parte da amostra. Assim, a definição de cada unidade amostral deve ser
totalmente independente da escolha de qualquer outra unidade de amostra.

Por essa razão, esse Processo de Amostragem, deve ter seu emprego indicado para áreas
(populações a serem inventariadas) as mais homogêneas possíveis não havendo a formação de
diferentes grupos (estratos). No caso de florestas tropicais, apesar de ocorrer uma alta diversidade
de espécies por hectare, normalmente a variável analisada é o volume por hectare que
freqüentemente apresenta pouca variação.

Assim, poderíamos indicar o uso desse Processo de Amostragem para áreas que
apresentem, entre outras as seguintes características:

a) Áreas que sejam relativamente pequenas, ( até 500 ha, no contexto da
Amazônia);
b) Áreas com tipologia florestal uniforme, (a mais homogênea possível);
c) Áreas com relevo plano ou suave ondulado;
d) Áreas que apresentem fácil acessibilidade;
e) Existência de infra-estrutura de estradas, rios que possibilite o acesso fácil
ao interior da área.

2.3.1 Aplicação

Com o objetivo de estimar o volume de madeira existente a empresa Pica Pau, ao
inventariar uma área de 500 ha, localizada a margem esquerda do rio Tocantins, no Município de
Cametá no Estado do Pará, a qual apresentava igarapés que possibilitava o acesso ao interior da
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 23
população, lançou mão do Processo de Amostragem Aleatória Simples, aleatorizando 20 unidades
de amostra de ¼ ha na área inventariada, uma vez que a tipologia da área era floresta densa e
ocorria de forma uniforme na população.

O Volume por hectare de cada uma das 22 UA encontram-se na tabela abaixo.
Sabendo-se que a Empresa Pica Pau só admite um Erro de Amostragem máximo de 10%
a um nível de 95% de probabilidade, pergunta-se: As 22 UA levantadas no campo atendem as
exigências da empresa?




























Tamanho da área (População) em hectares = 500 ha
Tamanho da unidade de amostra em hectares = ¼ ha
Número de unidades amostradas = 22 UA
Variável X de interesse = Volume total por hectare (m
3
.ha
-1
)
Processo de Amostragem utilizado: Processo de Amostragem Aleatória Simples
Método de Amostragem: Área Fixa de 10 x 250 m.

Notando como X a variável de interesse que estamos analisando para uma determinada
amostra (n), obtida da população que se quer inventariar. Na primeira unidade de amostra ou
parcela o valor determinado no campo corresponderá a X
1
, o da segunda parcela a X
2
, e assim
sucessivamente até a n-ésima unidade de amostra, a qual é notada por X
n
.

Assim, tomando-se como variável de interesse o Volume por hectare obtido em cada
parcela, então temos os diferentes valores dos X
i
como é visto na tabela abaixo:

X
1
= 132,456 m
3
/ha
X
2
= 149,256 m
3
/ha
.
RIO TOCANTINS
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 24
.
.
X
(n=26)
= 152,597 m
3
/ha

Além da identificação da variável de interesse X , também, é preciso conhecer algumas
outras notações constantes nas fórmulas utilizadas para o cálculo das estimativas, tais como:

N = número total de unidades de amostra da população;

n = número de unidades amostradas;

f = fração de amostragem.

Sendo o tamanho da população a ser inventariada de 500 ha e o tamanho da uma unidade
de amostra utilizada ser de ¼ ha, logo o valor de N é igual a (Ap / Aua), onde Ap é a área da
população enquanto que Aau é a área da unidade de amostra, assim temos:

000 . 2
4
1
500
= = =
ha
ha
Aua
Ap
N


Como já referido anteriormente, e conforme ilustra a figura acima, o número de
unidades amostradas – n é igual a 22, e a fração de amostragem é obtida por:

008 , 0
2000
16
= = =
N
n
f


Porém, antes de começarmos os cálculos das estimativas é necessário saber quais
fórmulas serão utilizadas, isto é, aquelas utilizadas para populações finitas ou aqulas utilizadas
para populações infinitas. Para tanto, precisamos conhecer a natureza da população que esta sendo
inventariada.

Uma população é dita finita quando o fator de correção (fc) for menor que 0,98,
enquanto que a população é dita infinita se o fator de correção fc for maior ou igual a 0,98.
Assim, temos:

98 , 0
992 , 0
008 , 0 1
1
>
=
÷ =
|
.
|

\
| ÷
= ÷ =
f c
f c
f c
N
n N
f f c


Portanto, a população é INFINITA.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 25
Então, para os cálculos das estimativas será considerado que a população é infinita, o
erro máximo admissível é de 10%, o nível de probabilidade é de 95% e os dados da variável
volume por hectare das 22 UA são vistos na tabela abaixo:


UA m
3
.ha
-1
UA m
3
.ha
-1

1 132.456 12 84.629
2 149.256 13 79.2987
3 98.126 14 124.135
4 198.165 15 149.284
5 45.178 16 158.468
6 102.489 17 115.837
7 223.145 18 148.562
8 189.254 19 127.917
9 178.546 20 205.268
10 87.187 21 187.569
11 96.583 22 152.597


Com o apoio do software Excel é facilmente obtido as seguintes somatórias:

¯
=
=
=
22
1
3
9497 , 033 . 3
n
i
i
m X

¯
=
=
=
22
1
2
5946 , 396 . 464
n
i
i
X

Como visto anteriormente, temos:

N = 2.000;

n = 22;

f = 0,008

Média aritmética dos volumes:

3
22
1
9068 , 137
22
9497 , 033 . 3
m
n
X
X
n
i
i
= = =
¯
=
=


Variância dos volumes:

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 26
2 3
2
22
1
22
1
2
2
2
) / ( 2039 , 190 . 2
1 22
22
) 9497 , 033 . 3 (
5946 , 396 . 464
1
) (
ha m
n
n
X
X
S
n
i
n
i
i
i
x
=
÷
÷
=
÷
÷
=
¯
¯
=
=
=
=


Desvio Padrão dos volumes:

3 2
7996 , 46 2039 , 190 . 2 m S S
x x
= = =

Coeficiente de Variação:

% 93 , 33 100 .
9068 , 137
7996 , 46
100 .
3
3
= = =
m
m
X
S
CV
x


Variância da Média:

2 1 3
2
2
) . ( 5547 , 99
22
2039 , 190 . 2
÷
= = = ha m
n
S
S
x
X


Erro Padrão da Média:

3
3
9777 , 9
22
7996 , 46
m
m
n
S
S
X
X
= = ± =

Erro de Amostragem:
- Absoluto

3 3
75 , 20 9777 , 9 . 080 , 2 . m m S t E
X
a
= ± = ± =

- Relativo

% 046 , 15 100 .
9068 , 137
9777 , 9 . 080 , 2
100 .
.
3
3
= ± = ± =
m
m
X
S t
E
X
r


Intervalo de Confiança para a Média:

| | P S t x X S t x IC
X X
= + s s ÷ ) . ( ) . (
| | % 95 ) 9777 , 9 . 08 , 2 ( 9068 , 137 ) 9777 , 9 . 08 , 2 ( 9068 , 137
3 3 3 3
= + s s ÷ m m X m m IC
| | % 95 / 660 , 158 / 153 , 117
3 3
= s s ha m X ha m IC

Total da População:

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 27
X N X .
ˆ
=
ha m X / 9068 , 137 . 000 . 2
ˆ
3
=
3
6 , 813 . 275
ˆ
m X =

Intervalo de Confiança para o Total da População:

| | P S t N X X S t N X IC
X X
= + s s ÷ ) . (
ˆ
) . (
ˆ

| | % 95 ) 9777 , 9 . 08 , 2 ( 000 . 2 6 , 813 . 275 ) 9777 , 9 . 08 , 2 ( 000 . 2 6 , 813 . 275
3 3 3 3
= + s s ÷ m m X m m IC
| | % 95 83 , 320 . 317 37 , 306 . 234
3 3
= s s m X m IC

Como podemos verificar, o valor do Erro de Amostragem relativo ) (
r
E obtido para o
presente Inventário Florestal foi de 15,046%, portanto superior ao Limite de erro máximo
admissível pela empresa Pica Pau, que era da 10%. Isso mostra que, as 22 UA levantadas no
campo não foram suficientes para atender a precisão requerida pela empresa. Assim, a questão
agora é saber, qual a intensidade de amostragem é necessária para atender essa precisão? Para
isso, temos:

Intensidade de Amostragem:

Para se determinar a intensidade amostral é necessário conhecer previamente a Variância
ou Coeficiente de Variação da área, isto é, a variabilidade da população a ser inventariada. Para
isso, podemos obter essas estimativas através de inventários florestais realizados nas
proximidades da área que apresentem características similares a área que queremos inventariar, ou
através dos relatórios de Vegetação do Projeto RADAM BRASIL, que levantou toda a Amazônia,
e dispões dessas informações, ou de inventário anteriormente realizado na área, ou a partir de
estimativas aproximadas com base na experiência do Engenheiro Florestal responsável pelo
Planejamento do Inventário, ou ainda, pela realização de um Inventário Piloto na área que
queremos inventariar.

Entende-se aqui por Inventário Piloto, um Inventário Florestal realizado na área com um
número reduzido de unidades de amostra, exatamente para se poder estimar os valores da
Variância ou do Coeficiente de Variação, necessários para a determinação da intensidade de
amostragem que garanta o erro máximo admissível à um determinado nível de probabilidade.
Assim, o levantamento das 22 UA realizadas na área, será considerado como Inventário Piloto,
onde foram obtidas as estimativas:

Variância dos volumes:
2 1 3 2
) . .( 2039 , 190 . 2
÷
= ha m S
X


Coeficiente de Variação: % 93 , 33 = CV

Como referido, anteriormente, a intensidade de amostragem pode ser obtida em função
da Variância ou do Coeficiente de Variação, como também, em função da natureza da população,
isto é, se finita ou infinita.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 28
Para populações finitas:

a) Em função da Variância:
2 2 2
2 2
. .
. .
X
X
S t E N
S t N
n
+
= , onde ) . ( X LE E - = , sendo LE o
Limite de Erro admitido no Inventário Florestal, N o número total de unidades de
amostra da população, e t valor tabelado visto na tabela t com (n-1) graus de
liberdade e o nível de significância;
b) Em função do Coeficiente de Variação:
2 2 2
2 2
%) .( %) .(
%) .( .
CV t LE N
CV t N
n
+
= , onde LE% é o
Limite de Erro admitido no Inventário Florestal expresso em porcentagem,
normalmente 10%.


Para populações infinitas:

a) Em função da Variância:
2
2 2
. .
E
S t
n
X
= ;
b) Em função do Coeficiente de Variação:
2
2 2
%) (
%) .(
LE
CV t
n =
Como foi visto anteriormente, a população inventariada é INFINITA, portanto a
intensidade de amostragem deve ser calculada utilizando-se a fórmula correspondente, com o
LE%=10%, assim temos:

UA
E
S t
n
X
50 82 , 49
) 9068 , 137 * 1 , 0 (
2039 , 190 . 2 ) 08 , 2 ( .
2
2
2
2 2
~ = = =

ou

UA
LE
CV t
n 50 807 , 49
%) 10 (
) 93 , 33 .( ) 08 , 2 (
%) (
%) .(
2
2 2
2
2 2
~ = = =

A intensidade de amostragem determinada foi de 50UA que serão necessárias para
atender as exigências da empresa contratante, isto é, que o Inventário Florestal apresentasse um
Limite de Erro de 10% a um nível de 95% de Probabilidade. Deste modo, será necessário voltar
ao campo para levantar mais 28 UA para completar as 50UA necessárias.


2.4 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ACIDENTAL ESTRATIFICADA

Quando em uma população, a variável de interesse de distribui de forma bastante
heterogênea, sua variância será elevada, de forma que quanto maior a variabilidade da população
maior será sua variância. Deste modo, um Inventário florestal realizado em uma área bastante
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 29
heterogênea, será necessário um número bastante grande de unidades de amostra para que este
possa atender uma precisão aceitável de suas estimativas, como por exemplo de 10% de erro
máximo admissível ao nível de 95% de probabilidade.

Nestes casos, pode-se dividir as populações heterogêneas em sub-populações
homogêneas, estratos, de forma a reduzir a variabilidade da variável de interesse, diminuindo,
assim, a intensidade de amostragem e o conseqüente custos do levantamento de campo.

A divisão da população em estratos deve ser feita levando-se em consideração que os
mesmos não podem ser superpostos e, que a somatória da área de cada estrato seja igual a área da
população. Assim, as unidades de amostra podem ser escolhidas aleatoriamente em cada estrato,
neste caso diz-se que o processo de amostragem é ALEATÓRIA ESTRATIFICADA.

A estratificação deve ser feita, em função da variável de interesse do Inventário
Florestal desejado, assim em casos de florestas plantadas, a variável de interesse normalmente
recai entre a espécie, a idade, a procedência, condições topográficas, o estágio de
desenvolvimento da floresta, classes de densidade ou diâmetro, índice de sitio ou altura média das
árvores dominantes entre outras, e a característica de interesse sendo o volume, o peso, área basal
etc.

Por outro lado, para as florestas nativas, em particular as florestas tropicais da
Amazônia, a variável de interesse para a estratificação normalmente recaem sobre regiões
administrativas e tipologias (Floresta densa, média, aberta, cipoálica), capoeira etc.

A estratificação por regiões (unidades administrativas) normalmente visa obter
informações por áreas de interesse, ou apenas para melhor organizar o trabalho de campo,
facilitando o seu planejamento e operacionalidade na coleta de dados de campo, enquanto que a
estratificação por tipologia leva em consideração o objetivo de obter informações específicas para
cada tipo florestal.

Assim, a indicação de uso desse Processo de Amostragem em Inventários Florestais,
deve-se observar os seguinte aspectos:

- Dentro de cada estrato a área deve apresentar-se o mais homogêneo possível;
- Em cada estrato as unidades de amostra devem ter a mesma probabilidade de serem
sorteadas;
- As unidades de amostra devem ser independentes;
- Quando a área a ser inventariada for heterogênea (exemplo: diferentes tipologias), e
que seja possível subdividi-la em áreas menores homogêneas (estratos);
- A área de cada estrato tem que ser conhecida;
- Os estratos devem apresentar, preferencialmente, relevo plano ou suavemente
ondulado com fácil acessibilidade e infra estrutura que possa servir de apoio durante o
levantamento de campo.

2.4.1 Notação das fórmulas utilizadas no Processo de Amostragem Estratificada.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 30
Para os cálculos das estimativas é necessário conhecer:

L = número de estratos;
h = índice de estratos;
N
h
= número potencial de unidades dos estratos, h;
n
h
= número de unidades amostradas no estrato, h;
N = número total potencial de unidades da população;

¯
=
=
L
h
h
N N
1

n = número total de unidades amostradas na população;

hL h h h
L
h
h
n n n n n n + + + + = =
¯
=
.....
3 2 1
1

W
h
= proporção do estrato, h, na população;

A
A
N
N
W
h h
h
= =
A
h
= área do estrato, h;
A = área total da população,
¯
=
=
L
h
h
A A
1

f
n
= fração amostral do estrato, h;
f = fração amostral da população = (n/N);
X
ih
= variável de interesse na amostragem estratificada.

2.4.2 Aplicação.

Uma área de 3.000 hectares de floresta tropical foi estratificada em três estratos, segundo
as tipologias de ocorrência na área a saber:

Estrato I: 800 ha de floresta densa;
Estrato II: 1.200 ha de floresta aberta; e
Estrato III: 1.000 ha de floresta mista.
Foi realizado um Inventário Piloto, onde foram levantadas oito unidades de amostra no
Estrato I, doze unidades de amostra no Estrato II e 10 unidades de amostra no Estrato III (Ver
croqui). A variável de interesse (X
ih
), volume por hectare, foi calculado em cada uma das unidades
de amostra de 10 x 2.500 m em cada Estrato, conforme é encontrado na tabela abaixo:







Croqui da área:


- -
-

-

-
-

-

-


-

-

-

-


- -
I
II
III
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 31


















Área da População = 3.000 ha

UA = ¼ ha

Área do Estrato I = 800 ha 200 . 3
1
= ¬
h
N 8
1
=
h
n
Área do Estrato II = 1.200 ha 800 . 4
2
= ¬
h
N 12
2
=
h
n
Área do Estrato III = 1.000 ha 000 . 4
3
= ¬
h
N 10
3
=
h
n

000 . 12 000 . 4 800 . 4 200 . 3
1
= + + = =
¯
=
L
h
h
N N

30 10 12 8
3 2 1
1
= + + = + + = =
¯
=
h h h
L
h
h
n n n n n

Sendo a área da população de 3.000 ha, esta pode ser subdividida em 12.000 UA
possíveis de ¼ ha, isto é, de 10 x 250 m, o mesmo acontecendo com a área de cada estrato,
determinando-se 3.200, 4.800 e 4.000 respectivamente.




Volume dos estratos (m
3
.ha
-1
) por unidade de amostra, com respectivos somatórios
¯
=
nh
i
ih
X
1
, soma dos quadrados
¯
=
nh
i
h
Xi
1
2
e média dos estratos
h
Y .

Unidades Estrato I Estrato II Estrato III
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 32
de Amostra ( m
3
.ha
-1
) ( m
3
.ha
-1
) ( m
3
.ha
-1
)
1 328 184 240
2 284 162 250
3 312 143 247
4 275 173 252
5 297 168 232
6 308 159 238
7 303 175 249
n
h1
=8 288 192 247
9 187 254
n
h3
=10 172 236
11 168
n
h2
=12 171
¯ ih
X
2.395,0 2.054,0 2.445,0
¯
2
ih
X
719.035,0 353.490,0 598.303,0
h
X
299,37 171,17 244,5


- Cálculo das estimativas:

Média aritmética de cada estrato:

Estrato I -
1 3
3
1
1
1
. 37 , 299
8
395 . 2
÷ =
= = =
¯
ha m
m
n
X
X
h
nh
i
ih
h


Estrato II-
1 3
3
2
1
2
. 17 , 171
12
054 . 2
÷ =
= = =
¯
ha m
m
n
X
X
h
nh
i
ih
h


Estrato III -
1 3
3
3
1
3
. 50 , 244
10
445 . 2
÷ =
= = =
¯
ha m
m
n
X
X
h
nh
i
ih
h


Variância de cada estrato:

Estrato I -
2 1 3
2
1
1
2
1 1
2
2
1
) . ( 69 , 293
1 8
) 37 , 299 ( * 8 0 , 035 . 719
1
÷ =
=
÷
÷
=
÷
- ÷
=
¯
ha m
n
X n X
S
h
nh
i
h h ih
h


ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 33
Estrato II -
2 1 3
2
2
1
2
1 2
2
2
2
) . ( 73 , 172
1 12
) 17 , 171 ( * 12 0 , 490 . 353
1
÷ =
=
÷
÷
=
÷
- ÷
=
¯
ha m
n
X n X
S
h
nh
i
h h ih
h


Estrato III -
2 1 3
2
3
1
2
3 3
2
2
3
) . ( 61 , 55
1 10
) 50 , 244 ( * 10 0 , 303 . 598
1
÷ =
=
÷
÷
=
÷
- ÷
=
¯
ha m
n
X n X
S
h
nh
i
h h ih
h


Pesos de cada estrato:

Estrato I - 2667 , 0
000 . 12
200 . 3
1
1
= = =
N
N
W
h
h


Estrato II - 4000 , 0
000 . 12
800 . 4
2
2
= = =
N
N
W
h
h


Estrato III - 3333 , 0
000 . 12
000 . 4
3
3
= = =
N
N
W
h
h


Cálculo da Média Estratificada:

Tabela dos dados necessários para o cálculo da Média Estratificada.
ESTRATO N
h
W
h

h
X ) . (
1 3 ÷
ha m
h h
X W -
I 3.200 0,2667 299,37 79,842
II 4.800 0,4 171,17 68,468
III 4.000 0,3333 244,50 81,492
¯

12.000 1,0000 - 229,802


¯
=
÷
= - =
L
h
h h est
ha m X W X
1
1 3
.) (
. 802 , 229

Cálculo da Variância da Média Estratificada:

É necessário Verificar o tipo de população que estamos trabalhando, se Finita ou
Infinita, para escolher a fórmula para calcular a Variância da Média Estratificada.

Tipo de População:

a) FINITA = (1-f ) < 0,98 ¬ Entra o fator de correção na fórmula.

b) INFINITA = (1-f ) > 0,98 ¬ Não entra o fator de correção na fórmula.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 34
Então, 0025 , 0 5 , 2
000 . 12
30
3
= = = =
÷
E
N
n
f






Tabela para o cálculo da Variância da Média Estratificada para População Infinita é dada
por:

ESTRATO N
h
W
h

2
h
W
2
h
S h
n
2 2
h h
S W -
h
h h
n
S W
2 2
-

I 3.200 0,2667 0,0711 293,69 8 20,8813 2,6107
II 4.800 0,4 0,16 172,73 12 27,6368 2,3031
III 4.000 0,3333 0,1111 55,61 10 6,1783 0,6178
¯

12.000 1,0000 - - 30 - 5,5311


2 1
1
2 2
.) (
2
) . 3 ( 5311 , 5
÷
=
=
-
=
¯
ha m
n
S W
v
L
h
h
h h
est X para populações infinitas.

No caso em que a população for FINITA, a fórmula utilizada para calcular a Variância
da Média Estratificada é:

¯ ¯
= =
-
÷
-
=
L
h
h h
L
h
h
h h
est X
N
S W
n
S W
v
1
2
1
2 2
.) (
2


Para aplicar essa fórmula é necessário incluir na tabela acima as colunas correspondentes
aos elementos, correspondente ao fator de correção para populações finitas que constitui o 2º
termo da fórmula.


Cálculo do Erro Padrão da Média Estratificada:


1 3
.) (
2
) (
. 3518 , 2 5311 , 5
÷
= = = ha m v v est X
est X


Cálculo do Coeficiente de Variação:

% 78 , 0 100 .
802 , 299
3518 , 2
100 .
.) (
.) (
= = =
est
est X
X
v
CV

(1-f)=0,9975, portanto maior que 0,98, assim diz-se que a população é INFINITA
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 35
Cálculo do Erro de Amostragem:

-Absoluto

1 3 3
.) (
. 7036 , 4 3518 , 2 00 , 2 .
÷
± = - ± = ± = ha m m v t E
est X
a


-Relativo

% 05 , 2 100 .
802 , 229
3518 , 2 080 , 2
100 .
.
3
3
.) (
± =
-
± = ± =
m
m
X
S t
E
est
X
r


Cálculo do Intervalo de Confiança para a Média Estratificada:

| |
.) (
.) (
est X
est
v t X IC - ±
o


Observa-se na equação que expressa o Intervalo de Confiança que precisamos conhecer
o valor de t ao nível de probabilidade na tabela t. Para isso é necessário conhecer o valor do grau
de liberdade (gl). Assim, precisamos primeiro calcular esse valor empregando a fórmula a seguir:


¯
¯
¯
¯
=
=
=
=
÷
|
.
|

\
|
=
÷
-

-
=
L
h
h
h h
L
h
h h
L
h
h
h h
L
h
h h
n
S g
S g
n
S g
S g
gl
1
2
1
2
1
4 2
2
1
2
1
.
.
1



onde:
h
h h h
h
n
n N N
g
) ( ÷
=
Para facilitar a aplicação da fórmula acima, usaremos a tabela calculada pelo software
Excel, como segue:

ESTRA
TO
N
h
n
h

) (
h h
n N ÷

) (
h h h
n N N ÷
h
h h h
h
n
n N N
g
) ( ÷
=
2
h
S
2
h h
S g -
I 3.200 8 3.192 10.214.400,0 1.276.800,00 293.69 3,7498E+8
II 4.800 12 4.788 22.982.400,0 1.915.200,00 172,73 3,3081E+8
III 4.000 10 3.990 15.960.000,0 1.596.000,00 55,61 0,8875E+8
¯

12.000 30 - - - - A=7,94549E+8

Continuação…
ESTRATO
2
h
g
2 2
) (
h
S ) (
4 2
h h
S g -
)
1
(
4 2
÷
-
h
h h
n
S g

I 1,6302182 E+12 86.253,816 1,406 E+17 2,00857 E+16
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 36
II 3,667991 E+12 29.835,652 1,09436 E+17 9,948727 E+15
III 3,825936 E+12 3.092,472 7,87717 E+15 8,75233 E+14
¯

- - - B =3,0909675 E+16

21 42 , 20
16 0909675 , 3
) 8 94549 , 7 (
2 2
~ =
+
+
= =
E
E
B
A
gl

O valor do grau de liberdade (gl =21) está entre o menor gl entre os estratos e a somatória dos gl
dos estratos: (gl
1
= 8-1=7; gl
2
= 12-1=11; gl
3
=10-1=9 e a Somatória igual a 27). Portanto, sendo o valor
igual a 21 encontra-se entre [ 7 - 27 ], isto é, [ n
L
-
¯
÷1
h
n ]

Agora entrando-se na tabela t com gl =21 e 05 , 0 = o , temos: t = 2,07 00 , 2 ~ .

Assim, então podemos determinar o Intervalo de Confiança para a Média Estratificada.

| | 3518 , 2 00 , 2 802 , 229 : - ± IC

Limite Superior:
1 3
. 5 , 234 7036 , 4 802 , 229
÷
= + = ha m LS

Limite Inferior:
1 3
. 1 , 225 7036 , 4 802 , 229
÷
= ÷ ha m

| |
1 3 1 3
. 5 , 234 . 1 , 225 :
÷ ÷
s s ha m ha m IC u




Cálculo do total por estrato


h h h
X N X .
ˆ
=

3 1 3
1
0 , 496 . 183 . 37 , 229 800
ˆ
m ha m ha X
h
= - =
÷
;

; 0 , 404 . 205 . 17 , 171 200 . 1
ˆ
3 1 3
2
m ha m ha X
h
= - =
÷


; 0 , 500 . 244 . 50 , 244 000 . 1
ˆ
3 1 3
3
m ha m ha X
h
= - =
÷



Cálculo do total da população:


.) (
1
ˆ ˆ
est
L
h
h
X N X X - = =
¯
=

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 37
3 3 3 3
0 , 400 . 633 0 , 500 . 244 0 , 404 . 205 496 . 183
ˆ
m m m m X = + + =


Cálculo do Intervalo de Confiança para o total da População:

Observe que o valor da média está calculado em m
3
/ha, logo o valor de3 N=3.000 ha. O
valor de N=12.000 seria utilizado no caso da média estivesse sido calculada em m
3
/ 0,25
ha.Assim, temos:

| | P v t N X v t N X IC
est est
= + s s ÷ ) . (
ˆ
) . .(
ˆ
:
.) ( .) (
u

| | % 95 . 5 , 243 000 . 3 . 1 , 225 000 . 3 :
1 3 1 3
= - s s -
÷ ÷
ha m ha ha m ha IC u

| | % 95 0 , 500 . 703 0 , 300 . 675 :
3 3
= s s m m IC u

Cálculo da grandeza da amostra da População:

Para determinar a grandeza da amostra para estimar os parâmetros da população
inventariada é necessário estabelecer a priore o Limite de erro admissível (LE), o nível de
probabilidade o , o tipo de natureza da população e o tipo de alocação das UA, isto é, se
Proporcional ou se Ótima.

Assim, considerando que LE= 5%; 05 , 0 = o ; e População INFINITA, temos:

2 3 2 2
.) (
2
) ( 02 , 132 ) 802 , 229 05 , 0 ( ) ( m X LE E
est
= - = - = ;

n = número total de unidades de amostra dentro da população;

n
h
= número de unidades de amostra dentro de cada estrato h;

W
h
= Peso de cada estrato h.
a) Modelo Matemático para Alocação Proporcional


N
S W
E
S W t
n
L
h
h h
L
h
h h
¯
¯
=
=
+
=
1
2
2
1
2 2
.
. .
, Para populações FINITAS,
B E
A t
n
+
=
2
2
.




2
1
2 2
. .
E
S W t
n
L
h
h h ¯
=
= , Para populações INFINITAS,
2
2
.
E
A t
n =
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 38

Para facilitar os cálculos utilizando o software Excel, monta-se a seguinte tabela:


ESTRATO N
h
W
h
S
h
2
W
h
. S
h
2
(W
h
. S
h
2
)/N
I
II
III
.
.
L
¯

A B


b) Modelo Matemático para Alocação Ótima.


N
S W
E
S W t
n
L
h
h h
L
h
h h
¯
¯
=
=
+
|
.
|

\
|
=
1
2
2
2
1
2
.
. .
, Para populações FINITAS,
B E
A t
n
+
=
2
2 2
.



2
2
1
2
. .
E
S W t
n
L
h
h h
|
.
|

\
|
=
¯
=
, Para populações FINITAS,
2
2 2
.
E
A t
n =

Para facilitar os cálculos utilizando o software Excel, monta-se a seguinte tabela:

ESTRATO N
h
W
h
S
h
2
S
h
W
h
. S
h
W
h
. S
h
2
(W
h
. S
h
2
)/N
I
II
III
.
.
L
¯

A B


Deste modo, podemos então calcular a grandeza da amostra tanto para populações
Finitas ou Infinitas, quanto pela alocação Proporcional ou Alocação Ótima.


ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 39
Cálculo da grandeza da amostra da População Infinita pela Alocação
Proporcional:


ESTRATO N
h
W
h
S
h
2
W
h
. S
h
2

I 3.200 0,2667 293,69 78,327
II 4.800 0,4 172,73 69,092
III 4.000 0,3333 55,61 18,535
¯

12.000 1,0000 - A=165,954

Logo,

6 386 , 5
02 , 132
954 , 165 ) 07 , 2 ( .
2
2
2
~ =
-
= =
E
A t
n

2 6 , 1 6 2667 , 0 .
1 1
~ = - = = n W n
h h


3 4 , 2 6 4 , 0 .
2 2
~ = - = = n W n
h h


2 99 , 1 6 3333 , 0 .
3 3
~ = - = = n W n
h h


Como podemos observar, para um erro máximo aceitável de 5% ao nível de 95% de
probabilidade em uma população Infinita, através da Alocação Proporcional precisaríamos de 7
unidades de amostra na população, sendo 2 nos estratos I e III, e 3 no estrato II.

Como foram inicialmente levantadas 30 unidades de amostra na população, sendo 8, 12
e 10 nos estratos I, II e III, respectivamente, podemos dizer que tanto a população quanto cada um
dos estratos apresentam uma grandeza de amostragem suficientes para garantir a precisão
requerida pela empresa.

Cálculo da grandeza da amostra da População Infinita pela Alocação Ótima:

Tabela:

ESTRATO N
h
W
h
S
h
2
S
h
W
h
. S
h

I 3.200 0,2667 293,69 17,137 4,570
II 4.800 0,4 172,73 13,143 5,257
III 4.000 0,3333 55,61 7,457 2,485
¯

12.000 1,0000 - - A=12,313

5 9207 , 4
02 , 132
) 313 , 12 ( ) 07 , 2 ( .
2 2
2
2 2
~ =
-
= =
E
A t
n

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 40
2 33 , 1 5 2667 , 0 .
1 1
~ = - = = n W n
h h


2 5 4 , 0 .
2 2
= - = = n W n
h h


2 66 , 1 5 3333 , 0 .
3 3
~ = - = = n W n
h h


Como podemos observar, para um erro máximo aceitável de 5% ao nível de 95% de
probabilidade em uma população Infinita, através da Alocação Ótima, precisaríamos de 6
unidades de amostra na população, sendo 2 em cada um dos 3 estratos.

Como foram inicialmente levantadas 30 unidades de amostra na população, sendo 8, 12
e 10 nos estratos I, II e III, respectivamente, podemos dizer que tanto a população quanto cada um
dos estratos apresentam uma grandeza de amostragem suficientes para garantir a precisão
requerida pela empresa.
















4.4.3 Exercício proposto

A Empresa PICA PAU S/A, proprietária de uma área de floresta de 2500 hectares,
contratou um Engenheiro Florestal para Planejar e Executar o Inventário do potencial madeireiro
de sua propriedade.

O Engº Ftal. Contratado, planejou o Inventário Florestal a partir de um Inventário Piloto
realizado na área com as seguintes definições:

a) A área dos 2500ha foi estratificada em quatro estratos a saber:

ESTRATO I – Uma área de 300ha de floresta densa;
ESTRATO II – Área de 800ha de floresta Média;
ESTRATO III – A área de 1000ha de floresta Aberta, e
ESTRATO IV – Os 400ha restantes de floresta mista com grande ocorrência de cipós.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 41
b) Durante a realização do Inventário Piloto foram levantadas uma Amostra constituída de 29
Unidades de amostra, assim distribuídas entre os estratos:

No ESTRATO I foram levantadas 6 Unidades de amostra;
No ESTRATO II foram inventariadas 8 Unidades de amostra;
No ESTRATO III foram inventariadas 10 Unidades de amostra; e
No ESTRATO IV foram inventariadas 5 Unidades de amostra.

c) O tamanho da Unidade de amostra utilizada foi de 10x250m para as árvores com DAP≥
45cm, e as árvores cujos diâmetros encontravam-se entre 10 e 45cm foram inventariadas em sub-
amostra de 10 x 100m.

Analise os dados do Inventário Piloto e verifique se esse poderá ser considerado como
definitivo, sabendo-se que a Empresa contratante exige que os resultados apresentados tenham um
erro máximo admissível de 10% a uma probabilidade de 95%.

Calcule o volume em m
3
.ha
-1
para cada unidade de amostra, utilizando tabela de
volume de dupla entrada desenvolvida para a área em questão, para obter o volume de cada
árvore amostrada.

H DAPm V log * 862432 , 0 log * 026275 , 2 057105 , 0 log + + ÷ =

As fichas de campo das Unidades de Amostra para cada Estrato encontram-se a seguir:

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
UA ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
1 1 Envira caninjó 34 9 2 1
1 1 Caxinguba 45 11 2 1
1 1 Embaúba 70 9 2 1
1 1 Matá-matá preto 35 12 1 1
1 1 Ingá miúdo 51 10 1 1
1 1 Jarana 48 11 3 3
1 1 Mangabarana 38 8 1 1
1 1 Ripeiro 37 10 1 1
1 1 Ripeiro 57 8 2 1
1 1 Matá-matá 150 18 1 1
1 1 Abiu 179 25 1 1
1 1 Fava barriguda 123 10 1 1


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
UA ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
2 1 Fava amargosa 76 7 1 1
2 1 Abiu casca fina 60 7 2 3
2 1 Laranjinha 65 7 1 1
2 1 Ingá miúdo 83 9 1 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 42
2 1 Uxirana 42 10 1 1
2 1 Mururé 40 9 2 1
2 1 Ripeiro 105 10 1 1
2 1 Aquariquarana 51 10 2 2
2 1 Fava corcolobia 39 8 2 1
2 1 Taxi preto 57 8 2 2
2 1 Caferana 51 7 1 1
2 1 Invira preta 155 8 2 1
2 1 Fava amargosa 134 7 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
UA ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
3 1 Acapú 30 8 1 3
3 1 Embaúbarana 161 10 2 1
3 1 Aquariquarana 39 9 2 1
3 1 Ripeiro 99 14 2 1
3 1 Embaúba branca 135 12 1 1
3 1 Mangabarana 126 16 1 1
3 1 Mata matá branco 107 10 1 1
3 1 Fava corcolobia 141 11 2 3
3 1 Abiu 38 10 3 3
3 1 Açoita cavalo 131 13 1 1
3 1 Laranjinha 141 20 1 1
3 1 Abiu mangabarana 48 22 1 1


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
UA ESTRATO espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
4 1 Paricarana 87 10 2 1
4 1 Ripeiro 39 6 1 1
4 1 Virola 47 11 2 1
4 1 Abiu casca seca 47 10 2 1
4 1 Abiu arrupiado 51 11 1 1
4 1 Ananim 102 14 1 1
4 1 Uxirana 45 9 1 1
4 1 Abiu vermelho 60 11 2 1
4 1 Ripeiro 80 15 1 1
4 1 Louro abacate 136 22 1 1
4 1 Maçaranduba 139 15 1 1


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
UA ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
5 1 Matá matá branco 280 11 1 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 43
5 1 Ripeiro 49 9 1 1
5 1 Abiu preto 32 9 3 3
5 1 Ripeiro 46 14 1 1
5 1 Abiurana 70 7 1 1
5 1 Piquiarana 182 15 1 1
5 1 Ripeiro 106 9 1 1
5 1 Taxi preto 250 15 2 2
5 1 Acapú 121 12 1 1
5 1 Louro abacate 115 18 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
6 1 cupiúba 193 15 1 1
6 1 cajuí 128 13 1 1
6 1 Acapu 133 16 2 1
6 1 Mapatirana 53 16 2 1
6 1 Mamorana da terra-firme 115 15 3 2
6 1 timborana 370 18 1 1
6 1 tinborana 210 14 1 1
6 1 Quariguarana 68 14 1 1
6 1 Mapatirana 160 16 1 1
6 1 Cupuí 35 12 1 1
6 1 Angelim rajado 42 13 1 1
6 1 cupiúba 43 12 2 2
6 1 Quarubarana 40 12 1 1
6 1 Abiu 96 13 1 1


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
1 2 Abiu 57 20 2 1
1 2 Quariguarana 62 9 2 2
1 2 Axixa 60 20 1 1
1 2 Abiu 38 20 2 2
1 2 Quariguarana 40 18 2 1
1 2 Cupuí 142 8 2 1
1 2 Quariguarana 53 15 1 1
1 2 virola 166 15 1 1
1 2 Breu 60 30 2 2
1 2 crioteca da terra-firme 57 15 2 1
1 2 Mapatirana 60 20 2 1
1 2 Inga 185 25 1 1
1 2 Maçaranduba 90 25 1 2
1 2 Matamatá 47 29 2 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 44
1 2 Quariguarana 41 20 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
2 2 Mapatirana 75 20 2 1
2 2 Mapatirana 70 20 2 1
2 2 Quariguarana 35 8 2 1
2 2 Mapatirana 91 25 1 2
2 2 Matamatá 75 8 1 1
2 2 Embaúba 135 12 1 1
2 2 Mapatirana 41 20 2 2
2 2 Quariguarana 36 25 1 1
2 2 Embaúba 146 20 1 2
2 2 Quariguarana 132 25 1 1
2 2 Quariguarana 150 30 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
3 2 Matamatá 195 50 1 1
3 2 Acapu 180 40 1 1
3 2 Mapatirana 190 30 1 2
3 2 Matamatá 60 25 1 1
3 2 Pau branco 83 30 1 1
3 2 Quariguarana 35 8 1 1
3 2 Angelim rajado 60 15 1 1
3 2 Pau branco 45 20 1 2
3 2 Quariguarana 50 18 2 1
3 2 Envira 100 30 2 1
3 2 Acapu 75 10 2 1
3 2 Pau branco 35 7 1 1
3 2 Envira 60 30 1 1
3 2 Abiu 40 8 2 2
3 2 Quariguarana 55 30 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
4 2 Abiu 135 15 1 1
4 2 Matamatá 76 20 1 1
4 2 Abiu 39 9 1 1
4 2 Quariguarana 150 12 1 1
4 2 Matamatá 60 25 2 1
4 2 Quariguarana 35 20 2 1
4 2 Quariguarana 36 25 1 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 45
4 2 Matamatá 50 20 1 1
4 2 Acapu 105 25 2 2
4 2 Acapu 45 20 2 1
4 2 Quariguarana 134 12 1 1
4 2 Quariguarana 35 20 1 1
4 2 Quariguarana 32 15 1 1
4 2 Quariguarana 32 10 1 2
4 2 Quariguarana 33 12 1 1
4 2 Quariguarana 35 20 1 1
4 2 Abarema 70 15 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
5 2 Quariguarana 37 10 1 1
5 2 Pau branco 48 18 1 1
5 2 Abiu 48 25 1 1
5 2 Quariguarana 107 25 1 1
5 2 Quariguarana 50 20 1 1
5 2 Quariguarana 53 25 1 1
5 2 Quariquarana 36 12 1 1
5 2 Quariquarana 50 18 1 1
5 2 Quariguarana 37 10 1 1
5 2 Pau branco 48 18 1 1
5 2 Abiu 48 25 1 1
5 2 Quariguarana 107 25 1 1
5 2 Quariguarana 53 15 1 1
5 2 virola 66 15 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) Qf Sanidade
6 2 Breu 60 30 2 1
6 2 crioteca da terra-firme 57 15 2 1
6 2 Mapatirana 60 20 2 1
6 2 Inga 85 25 1 2
6 2 Maçaranduba 90 25 1 1
6 2 Matamatá 47 29 2 1
6 2 Quariguarana 53 25 1 1
6 2 Mapatirana 190 30 1 2
6 2 cajuí 128 35 1 1
6 2 Acapu 133 30 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 46
7 2 Matamatá 35 12 2 1
7 2 Matamatá 149 12 1 2
7 2 Aguariquara 37 11 2 1
7 2 Mururé 42 10 2 1
7 2 Axixá 56 12 2 2
7 2 Pau-jacará 54 14 2 1
7 2 Abiú 55 16 1 1
7 2 Torém 177 14 1 1
7 2 Torém 84 13 1 1
7 2 Axixá 146 12 2 1
7 2 Torém 98 15 1 1
7 2 Torém 36 10 2 1
7 2 Torém 148 12 2 1
7 2 Breu-branco 146 16 3 3

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
8 2 Casca-seca 47 12 3 1
8 2 Marupá 55 15 3 2
8 2 Pau de colher 44 14 2 1
8 2 Amapá amargosa 96 15 1 1
8 2 Macucu de sangue 89 13 1 3
8 2 Ingá vermelho 86 13 2 1
8 2 Murta 158 11 2 1
8 2 Canela de jacamibú 35 12 2 1
8 2 Casca-seca 44 17 2 1
8 2 Inga vermelho 43 11 2 2
8 2 Acapú 96 14 2 1
8 2 Abiu seco 149 12 2 1
8 2 Casca-seca 43 11 2 1
8 2 Matamatá preto 112 14 1 1
8 2 Abiu 38 15 2 1
8 2 Matamatá branco 163 14 1 2
8 2 Macucu de sangue 40 14 1 1
8 2 Quariquara 50 16 1 1
8 2 Louro vermelho 94 16 1 1
8 2 Macucu de sangue 78 13 1 3
8 2 Ingá vermelho 156 13 1 2
8 2 Murta 158 15 2 1
8 2 Canela de jacamibú 35 12 2 1
8 2 Casca-seca 44 12 2 1
8 2 Inga vermelho 43 11 2 2

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 47
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
1 3 Abiu rosadinho 111 10 2 1
1 3 Canela de jacamibú 66 14 1 1
1 3 Abiu 69 16 2 2
1 3 Matajiboia 100 10 3 1
1 3 Quariquara 60 14 1 1
1 3 Pente de macaco 137 15 1 1
1 3 Licania macrophilla 98 11 2 1
1 3 Matamatá preto 88 13 2 1
1 3 Muiracatara 151 15 1 1
1 3 Sucupira babana 234 14 2 1
1 3 Matamatá branco 54 22 2 3
1 3 Abiu escamosa 52 13 1 3
1 3 Piquiarana 148 12 1 1
1 3 Abiu vermelho 65 12 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
2 3 Mata-matá jiboia 189 13 2 2
2 3 Abiu vermelho 81 16 2 2
2 3 Quariquara 36 11 2 3
2 3 Breu vermelho 79 11 1 1
2 3 Breu branco 61 11 1 1
2 3 Casca-seca 70 13 3 2
2 3 Louro abacate 64 12 1 1
2 3 Murta 76 16 1 2
2 3 Matamatá preto 92 18 1 1
2 3 Fava amargosa 129 13 1 2
2 3 Breu branco 35 12 1 2
2 3 Canela de jacemim 64 15 1 1
2 3 Breu branco 43 14 2 2
2 3 Matamatá vermelho 131 14 1 1
2 3 Breu vermelho 95 12 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
3 3 Breu branco 48 12 1 1
3 3 Gema de ovo 61 13 2 1
3 3 Matamatá branco 91 14 1 1
3 3 Xixá 146 10 1 1
3 3 Cacau preto 58 15 2 2
3 3 Matamatá jiboia 184 13 1 2
3 3 Abiu rosadinho 205 17 2 1
3 3 Tauarí 105 13 1 2
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 48
3 3 Rhimoria guanensis 59 12 1 2
3 3 Angelim rajado 35 14 1 1
3 3 Liania macrophila 56 14 2 2
3 3 Matamatá branco 34 12 1 2
3 3 Louro abacate 44 15 1 2

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
4 3 Torem 43 12 3 2
4 3 Couepia guanensis 82 15 3 1
4 3 Matamatá preto 142 14 1 1
4 3 Taxi 35 10 1 2
4 3 Breu branco 39 12 1 1
4 3 Timborana 213 13 2 2
4 3 Abiu vermelho 72 10 2 2
4 3 Breu branco 65 13 3 3
4 3 Louro vermelho 118 12 1 1
4 3 Maruré 40 10 2 2
4 3 Torem 40 14 2 1
4 3 Torem 96 12 1 2
4 3 Torem 105 13 2 1
4 3 Macucu de sangue 48 14 2 1
4 3 Breu vermelho 66 15 2 2
4 3 Torem 94 12 2 1
4 3 Abiu 37 12 1 3
4 3 Casca seca 107 15 2 2
4 3 Torem 99 16 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
5 3 quariquarana 38 12 2 1
5 3 Matamatá branco 115 13 2 2
5 3 Matamatá preto 112 14 2 2
5 3 Matamatá preto 64 10 2 1
5 3 Mururé 64 12 2 1
5 3 Abil vermelho 45 13 2 3
5 3 Mata mata vermelho 80 15 2 1
5 3 Jarana 101 13 1 2
5 3 Matamatá 84 16 2 2
5 3 Abiu vermelho 35 10 3 2
5 3 Breu branco 60 14 3 3
5 3 Matamatá branco 53 12 1 1
5 3 Matamatá vermelho 173 17 1 1
5 3 casca preciosa 69 14 1 2
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 49
5 3 Jarana 42 15 1 1
5 3 Breu Barrote 99 12 1 1
5 3 Uxirana 61 10 1 1
5 3 Maçaranduba 64 9 2 2
5 3 Torem 109 10 1 2
5 3 Matá matá 35 14 1 1
5 3 Mata mata 95 19 1 2
5 3 Torem 45 15 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
6 3 Louro amarelo 61 14 1 1
6 3 Goiabão 45 10 1 1
6 3 Louro preto 47 12 1 2
6 3 Abiu vermelho 79 13 1 1
6 3 Casca seca 79 15 1 3
6 3 Goiabão 151 13 1 2
6 3 Breu 58 16 2 1
6 3 Quaruba 60 10 1 2
6 3 Mururé 83 14 2 2
6 3 Breu vermelho 42 12 1 2
6 3 Quarabarana 121 17 1 2
6 3 Mamorana de terra firme 47 14 1 1
6 3 Tatajuba 121 15 1 1
6 3 Acapu 38 12 3 1
6 3 Abiu 233 10 2 3
6 3 Ananí 44 9 1 2


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
7 3 Tauarí 173 14 1 1
7 3 Casca seca 62 16 1 1
7 3 Louro 35 12 2 2
7 3 Canela de jacamim 51 13 1 1
7 3 Guariuba 74 14 2 1
7 3 Abiu vermelho 74 18 2 3
7 3 Mandiqueira 300 16 1 1
7 3 Glicidendron amazonica 65 13 1 3
7 3 Canela de jacamim 42 14 1 2
7 3 Piquia 320 12 1 1
7 3 Mata mata branco 102 17 1 1
7 3 Amapá 55 14 1 1
7 3 Abiu vermelho 72 16 2 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 50
7 3 Mata mata branco 40 12 1 1
7 3 Mamorana 75 10 1 1
7 3 Louro preto 36 9 1 1
7 3 Breu vermelho 41 15 2 2
7 3 Guariuba 49 14 2 1
7 3 Canela de jacamim 65 13 1 3
7 3 Guariuba 42 14 1 2
7 3 Abiu vermelho 320 12 1 1
7 3 Mandiqueira 102 17 1 1
7 3 Glicidendron amazonica 55 14 1 1
7 3 Canela de jacamim 142 13 2 1

0x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
8 3 Amapá 89 15 1 2
8 3 Ingá vermelho 112 14 1 1
8 3 Virola 38 18 2 1
8 3 Canela jacamim 46 16 2 2
8 3 Louro amarelo 83 13 1 2
8 3 Quaruba 54 14 1 1
8 3 Acapurana 105 12 1 2
8 3 Mata mata 44 17 1 2
8 3 Breu branco 42 16 1 1
8 3 Ingá vermelho 61 12 2 2
8 3 Quaruba 60 12 2 1
8 3 Taxirana 58 14 3 1
8 3 Envica preta 64 18 1 2
8 3 Abiu seco 60 19 2 2
8 3 Louro amarelo 44 16 3 2
8 3 Fimborana 290 15 2 1
8 3 Mata mata branco 134 13 1 1
8 3 Envira preta 71 18 1 1
8 3 Torim 111 14 1 1
8 3 Mamorana 53 16 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
9 3 Breu 31 8 1 1
9 3 Matamata Branco 54 12 1 1
9 3 Ripeiro 43 14 2 1
9 3 Matamata Branco 99 13 1 1
9 3 Cedro Manso 33 12 1 1
9 3 Matamata Branco 150 12 1 2
9 3 Ripeiro 33 12 2 1
9 3 Aquariquarana 39 12 2 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 51
9 3 Amapatirana 101 13 1 1
9 3 Ripeiro 66 14 1 1
9 3 Aquariquarana 133 10 1 1
9 3 Matamata Branco 99 15 1 1
9 3 Fava folha-fina 145 14 1 1
9 3 Uxirana 35 16 2 2
9 3 Guajará bolacha 69 12 2 2
9 3 Matamata Branco 58 10 1 1
9 3 Ripeiro 168 16 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
10 3 Guajará ferro 180 16 2 1
10 3 Fava folha-fina 57 12 1 1
10 3 Matamata Branco 103 12 1 1
10 3 Tachi Branco 74 15 2 1
10 3 Fava folha-fina 40 15 2 1
10 3 Uxirana 32 11 3 1
10 3 Guajará bolacha 220 16 1 1
10 3 Matamata Branco 137 15 1 1
10 3 Ripeiro 110 16 1 1
10 3 Piquiarana 286 14 1 1
10 3 Axixa 136 15 2 1
10 3 Tachi Branco 268 17 2 1
10 3 Ripeiro 110 14 1 1
10 3 Matamata Branco 123 16 1 1
10 3 Matamata Branco 133 16 1 1
10 3 Embaubarana 73 16 2 1
10 3 Embaubarana 100 17 1 1
10 3 Embaubarana 80 16 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
1 4 Araracanga 45 18 2 1
1 4 Ingá 60 13 3 1
1 4 Piquiarana 41 4 3 1
1 4 Macucu 41 20 2 1
1 4 Macucu 42 12 2 1
1 4 Matamata Branco 115 24 1 1
1 4 Matamata Branco 145 19 1 1
1 4 Amapatirana 92 17 2 1
1 4 Axixa 141 20 1 1
1 4 Matamata Branco 128 12 2 1
1 4 Quaruba cedro 114 22 1 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 52
1 4 Breu sucupira 110 18 2 1
1 4 Ripeiro 111 17 2 1
1 4 Uxirana 127 21 1 1
1 4 Carapanaúba 142 20 3 1
1 4 Ingá 73 12 2 1
1 4 Macucu 44 14 2 1
1 4 Pente de macaco 41 9 2 1
1 4 Aquariquarana 75 12 2 1
1 4 Ucuúba da mata 36 16 1 1
1 4 Breu Branco 80 5 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade
2 4 Aquariquarana 45 9 2 1
2 4 Macucu 42 13 2 1
2 4 Quaruba cedro 63 14 2 1
2 4 Ingá 80 14 3 1
2 4 Tachi Preto 110 14 1 1
2 4 Guajará bolacha 200 25 1 1
2 4 Paricá 185 14 2 1
2 4 Acapu 200 15 2 1
2 4 Embaubarana 90 17 1 1
2 4 Amapá 110 16 1 1
2 4 Tauari 250 26 1 1
2 4 Breu 31 8 1 1
2 4 Matamata Branco 54 12 1 1
2 4 Ripeiro 43 14 2 1
2 4 Matamata Branco 99 10 1 1


10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) H(m) Qf Sanidade
3 4 cupiúba 193 17 1 1
3 4 cajuí 128 12 1 1
3 4 Acapu 133 13 2 1
3 4 Mapatirana 123 13 2 1
3 4 Mamorana da terra-firme 115 14 3 2
3 4 timborana 370 15 1 1
3 4 tinborana 210 14 1 1
3 4 Quariguarana 180 18 1 1
3 4 Mapatirana 160 16 1 1
3 4 Cupuí 35 12 1 1
3 4 Angelim rajado 42 13 1 1
3 4 cupiúba 43 12 2 2
3 4 Quarubarana 40 12 1 1
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 53
3 4 Abiu 96 10 1 1
3 4 Abiu 57 12 2 1
3 4 Quariguarana 62 9 2 2
3 4 Axixa 60 14 1 1
3 4 Abiu 38 13 2 1
3 4 Quariguarana 40 15 2 1
3 4 Tachi Branco 74 17 2 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) H(m) Qf Sanidade
4 4 Fava folha-fina 40 15 2 1
4 4 Uxirana 32 11 3 1
4 4 Guajará bolacha 220 11 1 1
4 4 Matamata Branco 137 14 1 1
4 4 Ripeiro 110 16 1 1
4 4 Cedro Manso 33 7 1 1
4 4 Matamata Branco 150 12 2 3
4 4 Ripeiro 33 12 2 1
4 4 Aquariquarana 39 12 2 1
4 4 Amapatirana 101 15 1 1
4 4 Ripeiro 66 14 1 1
4 4 Aquariquarana 33 6 1 1
4 4 Matamata Branco 99 19 1 1
4 4 Guajará ferro 180 16 2 1
4 4 Fava folha-fina 57 12 1 1
4 4 Matamata Branco 103 19 1 1
4 4 Uxirana 32 11 3 1
4 4 Guajará bolacha 220 16 1 1
4 4 Matamata Branco 137 15 1 1
4 4 Ripeiro 110 16 1 1
4 4 Piquiarana 286 14 1 1
4 4 Axixa 136 15 2 1
4 4 Tachi Branco 268 17 2 1
4 4 Ripeiro 110 14 1 1

10x200m DAP≥45cm
10x100m 10cm≤DAP<45cm
U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) H(m) Qf Sanidade
5 4 Abiu preto 40 17 2 1
5 4 Ripeiro 32 15 2 1
5 4 Abiurana 220 11 3 1
5 4 Piquiarana 137 11 1 2
5 4 Amapatirana 110 8 1 1
5 4 Ripeiro 54 12 1 3
5 4 Aquariquarana 43 14 1 1
5 4 Matamata Branco 99 10 1 2
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 54
5 4 Guajará ferro 33 7 2 1
5 4 Abiu 150 12 1 1
5 4 Quariguarana 33 12 1 1
5 4 Axixa 39 15 2 2
5 4 Abiu 101 14 2 1
5 4 Quariguarana 66 12 2 2





2.5 PROCESSO DE AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA

A sistematização tem como objetivo garantir a cobertura de toda a população, em toda a
sua extensão pela amostragem, e obter um modelo sistemático simples e uniforme.

A sistematização das unidades de amostra na área a ser inventariada, proporciona
algumas vantagens quando comparada com a distribuição das unidades de amostra de forma
aleatória na área.

Assim, podemos dizer que a sistematização propicia uma boa estimativa da média e
conseqüentemente do total da variável de interesse do Inventário Florestal, isto por que a
distribuição das unidades de amostra se dá de maneira uniforme em toda a área; dada a maior
facilidade de localizar e controlar as unidades de amostra na área faz com que seu levantamento
de campo ocorra com maior rapidez e, por conseguinte menor custo operacional; e também,
facilita o planejamento e deslocamento da equipe de campo entre as unidades de amostra.

Por outro lado, a sistematização de um número de unidades de amostra grande, digo n
30 > , sob o ponto de vista estatístico pode-se dizer que essa distribuição tende a uma distribuição
aleatória, portanto é possível utilizar as fórmulas do Processo de Amostragem Aleatória Simples
para a estimativa do Erro de Amostragem, e ao mesmo tempo em que se mantém as vantagens da
sistematização das UA no campo e as facilidades de cálculo das estimativas.

O Processo de Amostragem Sistemática estabelece a aleatoriedade de apenas a 1ª
unidade amostral, uma vez que, em seguida a distribuição das unidades de amostra no campo são
feitas segundo um padrão sistemático de distribuição espacial.

Dada as vantagens, principalmente as operacionais de campo, esse Processo de
Amostragem tem sido amplamente empregado em Inventários Florestais, tanto de áreas de
florestas plantadas quanto de florestas nativas. Assim, seu uso se justifica, principalmente, quando
pretendemos realizar o Mapeamento da população, determinar padrões de dispersão das espécies
dentro da população e, também, é muito empregado para realizar levantamentos de grandes áreas.

No Processo de Amostragem Sistemática, a área, tamanho da população, não precisa ser
conhecido a priore, uma vez que as unidades de amostra são selecionadas seqüencialmente, após
ser localizada a 1ª unidade de amostra de forma aleatória.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 55
Assim, as unidades de amostra se localizam dentro da população segundo intervalos
regulares. No caso de se estabelecer um intervalo de amostragem (K), então haverá K amostras (n
= conjunto das unidades de amostra) possíveis.

























Se uma população florestal é constituída por N unidades de amostra possíveis, e n for o
tamanho da amostra, o número de amostras possíveis (K) será dado por:


n
N
K =

2.5.1 Processo de Amostragem Sistemática em Estágio Único

Nessa modalidade de amostragem a amostra é selecionada, mediante uma única etapa ou
fase de amostragem. Pode ser realizada através de faixas ou parcelas.

Amostragem Sistemática em faixas.

A área florestal é dividida em N possíveis faixas de igual largura, da qual é tomada uma
amostra constituída de n faixas, com K faixas de intervalo.

A amostragem sistemática em faixas é então realizada da seguinte maneira:















ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 56
- Sorteio da primeira faixa entre as N faixas possíveis na população;

Para realizar esse sorteio é preciso, inicialmente, dividir a população nas N faixas
possíveis e numerá-las de 1 a N. Assim, selecionar um número aleatoriamente entre 1 e N. Esse
número sorteado corresponderá a faixa inicial, ou seja a 1ª faixa.

- Determinar o intervalo de amostragem K;

n
N
K =

- Determinar as demais faixas;

As demais faixas são automaticamente selecionadas em intervalos constantes de K
unidades.














Inicialmente a população foi dividida em 21 faixas de igual largura, entre as quais foi
selecionada uma faixa aleatoriamente, sendo assim, a faixa de número 4 considerada como a faixa
inicial. Definida uma amostra n = 7, logo podemos calcular o intervalo K.

3
7
21
= = =
n
N
K ;

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21




Deste modo, as 7 faixas que constituem a amostra n, são: 4; 7; 10; 13; 16; 19; e 01:


Amostragem Sistemática com parcelas.

3 5 7
9 12
1
2
4
6 8
10
11
N
1ª Faixa
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 57
Na amostragem sistemática com parcelas ou pontos amostrais, as unidades de amostra
(UA), são dispostas, segundo o intervalo regular de amostragem K em duas direções
perpendiculares, linhas (M) e colunas (N).

O sorteio da 1ª unidade de amostra ou parcela, é feita pela escolha arbitrária de um
vértice do gride da área, normalmente o canto inferior esquerdo da população, onde marca-se
quatro (4) linhas por quatro (4) colunas (K.K = 16 ). A partir desse quadrado é então definida a 1ª
UA sorteando um número entre 1 e 16. As próximas UAs são selecionadas esquematicamente,
estendendo o intervalo K em ambas as direções.

















Fazendo o sorteio de uma unidade de amostra entre 1 e 16, suponhamos que a unidade
de amostra nº 11 foi a sorteada, portanto essa é a unidade de amostra inicial, a partir da qual serão
alocadas as outras unidades.

Considerando que a amostra n é constituída de 25 UA, e o número possível de unidades
de amostra na população N é de 124, então podemos calcular o valor do intervalo K.
5 96 , 4
25
124
~ = = =
n
N
K












05
06
07
09
14
15
01
02
03
04
08
10
11
12 13
16






ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 58


2.5.2 Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios

As unidades de amostra (UA) são selecionadas em duas etapas ou estágios de
amostragem, cada um deles com um intervalo K de amostragem entre as UAs. O intervalo entre
Linhas (K
1
) é maior do que o intervalo entre as UAs na Linha (K
2
).

O 1º estágio é a orientação das Linhas e o 2º é o intervalo (K
2
).

Notação: A = área total da população a ser inventariada, em ha;
A
a
= área amostrada em ha;
f = intensidade de amostragem;
a
A
f
a
=
a = área da subunidade, em m
2
;
n = número de subunidades de amostra ou parcelas (UA);
a
A
n
a
=

2.5.3 Cálculo das estatísticas
PARA ESTÁGIO ÚNICO PARA DOIS ESTÁGIOS
- Média
n
X
X
n
i
i ¯
=
=
1

- Média
j
n
j
nj
i
j
n m
Xi
X
.
1 1
¯¯
= =
=
- Variância da Média

) 1 (
) 1 .(
) .(
1
2 2
2
f
n n
X n X
S
n
i
i
X
÷
÷
÷
=
¯
=

- Variância da Média
( )
( )
( ) f
m n n
X X
X Xi Xi
S
m
j
nj
i
m
j
nj
i
m
j
j n j
j i j j
X
÷
÷
+
÷ ÷
~
¯¯ ¯¯
¯
= = = =
=
+
1
2
.
1 1 1 1
1
2 2
1
) 1 (
2
2
¯
=
=
m
j
j
n n
1
, número total de unidades amostradas.
n
j
= número de parcelas por linha ou faixa.
m = número de linhas ou faixas.
- Erro Padrão

2
X X
S S =
- Erro de Amostragem
 Absoluto:
X
a
S t E . ± =
 Relativo: 100 .
.
X
S t
E
X
r
± =
- Intervalo de Confiança para a Média

| | P S t x X S t x IC
X X
= + s s ÷ ) . ( ) . (
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 59
- Total da População

x N X .
ˆ
=
- Intervalo de Confiança para o Total

| | P S t N X X S t N X IC
X X
= + s s ÷ . .
ˆ
. .
ˆ





2.5.3 Aplicação do Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios.


A empresa florestal Pica Pau, realizou um inventário em uma área de floresta na
Amazônia com 30.000 ha, empregando o Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios,
onde foram utilizadas unidades de amostra ou parcelas. Para atender um Limite de Erro de
Amostragem máximo de 10% da média estimada, a 95% de probabilidade, a empresa responsável
pela execução do inventário, primeiro realizou o inventário piloto na população, onde foram
estabelecidas 10 linhas de amostragem com 8 unidades de amostra (parcelas) em cada, com área
de 1 ha (20 x 500 m). Após as medições dos diâmetros à altura do peito (DAP), a empresa
calculou os volumes por árvore, utilizando a equação abaixo, e posteriormente o volume por
hectare que estam apresentados na tabela A abaixo:


Equação

Coeficientes

F



Sy/x

CV
%
DMP
%
IF

SIMPLES ENTRADA
logV= bo + b1 log d + b2(1/d)
b0= 1,140984
2967,33 0,957 0,106 19,43 2,986 0,86303 b1= 1,854200
b2=-0,094200

Tabela A: Dados de volume das unidades de amostra em m
3
.ha
-1

Unidade de
amostra
LINHAS DE AMOSTRAGEM
j=1 j =2 j=3 4 5 6 7 8 9 j=10
i=1 183.9 171.2 145.4 208.4 155.5 171.4 231.4 198.7 174.1 110.4
2 200.3 180.4 158.3 231.8 168.4 160.1 202.8 184.3 152.1 150.4
3 173.8 164.1 130.8 228.3 131.2 130.4 254.6 130.8 198.4 99.8
4 204.5 181.7 131.4 214.8 138.3 128.3 268.2 209.3 131.4 170.4
5 198.4 168.4 151.8 210.7 145.8 141.7 221.4 170.4 121.4 160.1
6 187.8 177.8 145.7 207.6 151.9 138.2 230.4 150.6 171.5 152.9
7 236.1 187.5 154.3 189.3 189.5 145.8 186.7 145.7 198.2 124.3
nj=8 198.4 179.2 125.9 201.7 152.6 135.8 243.1 186.7 157+8 149.5
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 60










Tabela B: Apresenta a Soma e a Soma de quadrados (SQ) dos volumes por unidade de amostra

UA j=1 j=2 j=3 j=4 j=5 j=6 j=7 j=8 j=9 m=10 Soma
i=1 183.9 171.2 145.4 208.4 155.5 171.4 231.4 198.7 174.1 110.4
i=2 200.3 180.4 158.3 231.8 168.4 160.1 202.8 184.3 152.1 150.4
i=3 173.8 164.1 130.8 228.3 131.2 130.4 254.6 130.8 198.4 99.8
i=4 204.5 181.7 131.4 214.8 138.3 128.3 268.2 209.3 131.4 170.4
i=5 198.4 168.4 151.8 210.7 145.8 141.7 221.4 170.4 121.4 160.1
i=6 187.8 177.8 145.7 207.6 151.9 138.2 230.4 150.6 171.5 152.9
i=7 236.1 187.5 154.3 189.3 189.5 145.8 186.7 145.7 198.2 124.3
i=8 198.4 179.2 125.9 201.7 152.6 135.8 243.1 186.7 157.8 149.5
Soma 1583.2 1410.3 1143.6 1692.6 1233.2 1151.7 1838.6 1376.5 1304.9 1117.8 13852.4
S.Q 315703.16 249037.59 164505.68 359431.36 192407.4 167352.43 427482.82 242165.21 218408.03 160615.68 2497109.3


Tabela C

UA j=1 j=2 j=3 j=4 j=5 j=6 j=7 j=8 j=9 j=10 Soma
i=1 36835.17 30884.48 23016.82 48307.12 26186.2 27441.14 46927.92 36620.41 26480.61 16604.16
i=2 34812.14 29603.64 20705.64 52919.94 22094.08 20877.04 51632.88 24106.44 30176.64 15009.92
i=3 35542.1 29816.97 17187.12 49038.84 18144.96 16730.32 68283.72 27376.44 26069.76 17005.92
i=4 40572.8 30598.28 19946.52 45258.36 20164.14 18180.11 59379.48 35664.72 15951.96 27281.04
i=5 37259.52 29941.52 22117.26 43741.32 22147.02 19582.94 51010.56 25662.24 20820.1 24479.29
i=6 44339.58 33337.5 22481.51 39298.68 28785.05 20149.56 43015.68 21942.42 33991.3 19005.47
i=7 46842.24 33600 19426.37 38181.81 28917.7 19799.64 45386.77 27202.19 31275.96 18582.85
Soma 276203.55

217782.39

144881.24

316746.07

166439.15

142760.75

365637.01

198574.86

184766.33

137968.65

2151760



Tabela D

UA j=1 j=2 j=3 j=4 j=5 j=6 j=7 j=8 j=9 j=10 Soma
i=1 183.9 171.2 145.4 208.4 155.5 171.4 231.4 198.7 174.1 110.4
nj=8 198.4 179.2 125.9 201.7 152.6 135.8 243.1 186.7 157.8 149.5
X^2(1j
) 33819.21 29309.44 21141.16 43430.56 24180.25 29377.96 53545.96 39481.69 30310.81 12188.16 316785.2
X^2(nj
) 39362.56 32112.64 15850.81 40682.89 23286.76 18441.64 59097.61 34856.89 24900.84 22350.25 310942.89
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 61
¯

627728.09

- Média

n m
Xi
X
n
j
nj
i
j
.
1 1
¯¯
= =
=


1 3
. 155 , 173
8 * 10
4 , 852 . 13
÷
= = ha m X


002667 , 0 3 667 , 2
000 . 30
80
= ÷ = = = E
A
Aa
f

98 , 0 9973 , 0 ) 002667 , 0 1 ( ) 1 ( > = ÷ = ÷ f Portanto, POPULAÇÃO INFINITA.

- Variância


) 1 . (
) ..(
1
2 2
2
÷
÷
=
¯
=
n
X n X
Sx
n
i
i


2 1 3
2
2
) . ( 7972 , 246 . 1
) 1 80 (
) 155 , 173 ( * 80 3 , 109 . 2497
÷
=
÷
÷
= ha m x S


- Valor de t

t
0,05;79
= 1,99



- Valor de n

17 467 , 16
82654 , 299
4416 , 937 . 4
) 155 , 173 * 1 , 0 (
) 99 , 1 ( * 7972 , 246 . 1 .
2
2
2
2 2
~ = = = =
E
t x S
n unidades de amostra



ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 62
- Valor de K

375
80
000 . 30
.
= = =
m n
N
K


No Inventário Piloto foram amostrados 80 UA com um intervalo de amostragem de 375
metros entre as UA, então esse Inventário Piloto foi convertido em Inventário definitivo, uma vez
que seriam necessários apenas 17 UA para atender a precisão requerida.


- Variância da Média
( )
( )
( ) f
m n n
X X
X Xi Xi
S
m
j
nj
i
m
j
nj
i
m
j
j n j
j i j j
X
÷
÷
+
÷ ÷
~
¯¯ ¯¯
¯
= = = =
=
+
1
2
.
1 1 1 1
1
2 2
1
) 1 (
2
2


Para calcular a Variância da Média do Processo de Amostragem Sistemática em Dois
Estágios, o 2º termo da fórmula acima foi obtida pela Tabela C, onde os valores das células dessa
tabela foram determinadas pelo uso do Exel, aplicando-se os seguintes produtos entre os dados
das colunas da Tabela B, como ilustrado abaixo para a primeira coluna da Tabela. Para as demais
colunas é só repetir o processo ou no caso do uso do EXEL é arrastar para as demais colunas.

UA Produto Células
i = 1 183,9 x 200,3 36.835,17
i = 2 200,3 x 173,8 34.812,14
i = 3 173,8 x 204,5 35.542,1
i = 4 204,5 x 198,4 40.572,8
i = 5 198,4 x 187,8 37.259,52
i = 6 187,8 x 236,1 44.339,58
i = 7 236,1 x 198,4 46.842,24
Soma 276203.55


Então, temos a aplicação da fórmula da Variância da Média, sem o uso do fator de
correção (1-f) para populações FINITAS, pois como já visto a nossa população inventariada é
INFINITA.

2 1 3 2
) . ( 622 , 5
600 . 5
255 , 485 . 31
) 10 80 .( 80
2
09 , 728 . 627
0 , 760 . 151 . 2 3 , 109 . 497 . 2
÷
= =
÷
÷ ÷
= ha m x S

- Erro Padrão

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 63
1 3 2
. 371 , 2 622 , 5
÷
= = = ha m x S x S

- Erro de Amostragem

 Absoluto:
1 3
. . 718 , 4 ) 371 , 2 ).( 99 , 1 ( .
÷
± ~ ± ~ ± = ha m S t E
X
a


 Relativo: % 72 , 2 100 .
155 , 173
718 , 4
100 .
.
± ~ ± ~ ± =
X
S t
E
X
r



- Intervalo de Confiança para a Média

| | P S t x X S t x IC
X X
= + s s ÷ ) . ( ) . (

| | % 95 . 718 , 4 . 155 , 173 . 718 , 4 . 155 , 173
1 3 1 3 1 3 1 3
= + s s ÷
÷ ÷ ÷ ÷
ha m ha m X ha m ha m IC
| | % 95 87 , 177 43 , 168
1 3 1 3
= s s
÷ ÷
ha m X ha m IC

- Total da População


3 1 3
0 , 650 . 194 . 5 . 155 , 173 . 000 . 30 .
ˆ
m ha m ha x N X = = =
÷


- Intervalo de Confiança para o Total

| | P S t N X X S t N X IC
X X
= + s s ÷ . .
ˆ
. .
ˆ


| | % 95 . 718 , 4 . 000 . 30 0 , 650 . 194 . 5 . 718 , 4 . 000 . 30 0 , 650 . 194 . 5
1 3 3 1 3 3
= + s s ÷
÷ ÷
ha m ha m X ha m ha m IC
| | % 95 0 , 190 . 336 . 5 0 , 110 . 053 . 5
3 3
= s s m X m IC



2.6 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ALEATÓRIA EM DUAS ETAPAS
(Two – stage random sampling)


O Processo de Amostragem Aleatória em Duas Etapas, também denominado
simplesmente por Processo de Amostragem em Dois Estágios, constitui-se na fase inicial da
Amostragem em Múltiplos Estágios, onde a abordagem da população é feita por amostra em
diversos estágios.

Este Processo de Amostragem admite tanto o método de área fixa quanto de área variável,
podendo ser usado preferencialmente em áreas florestais em que a acessibilidade não seja muito
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 64
difícil, de modo que os custos de penetração das equipes de campo, no interior da floresta, não seja
muito oneroso.

Nesse Processo a área da população florestal a ser inventariada é dividida em um
determinado número de unidades primárias denominadas de Blocos de 1º estágio ou área geográfica
de 1º estágio, notadas por “N”, sorteando-se de um número pré-determinado dessas áreas de 1º
estágio.

Unidade de 1º estágio que podem variar arbitrariamente de magnitude (tamanho), deverá
ser proporcional, de acordo com o tamanho da área (população florestal) a ser inventariada. Assim,
para áreas consideradas pequenas, digamos de até 200 ha, poderíamos considerar 20 unidades
primárias de 10 ha cada; para áreas superiores a 200 ha até 1.000 ha, poderíamos adotar 50 ha para
o tamanho de cada Bloco de 1º estágio; para áreas acima de 1.000 ha até 10.000 ha, o tamanho de
100 ha cada seria indicado; e para áreas superiores a 10.000 ha o tamanho das áreas dos blocos de
1º estágio poderá ser também maiores que 100 ha, desde que seja mantida uma certa
proporcionalidade com o tamanho da população. Inventários florestais já realizados na Amazônia
pela UFPR utilizaram o tamanho de 100 ha para as Unidades primárias de 1º estágio.

Uma vez definido o tamanho e, conseqüentemente, as áreas geográficas de 1º estágio, o 2º
estágio consiste no sorteio de um determinado número de Unidades de amostra tiradas ao acaso
entre as “M” unidades constantes em cada um dos Blocos de 1º estágio.

O número de unidades de amostra do 2º estágio depende de sua variabilidade, maior
dispersão nas informações, maior número de unidades de amostra serão necessárias para manter o
Erro Padrão da Média ( x S ) dentro de limites toleráveis.

Como a abordagem da população é feita pela amostragem em duas etapas, então, há
evidências de dois componentes de variação. A 1ª é devido a variação que ocorre entre as
unidades de amostra dentro do 2º estágio e a outra é devida a variação entre as médias dos Blocos
de 1º estágio. Assim, para a obtenção da variância (
2
S ), é necessário realizar uma Análise de
Variância – ANOVA.


Suponhamos a figura ilustrativa abaixo:


















5
1 2 3 4
6 7 8
9 10 11 12
13 14 15
16
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 65
















Nessa figura é ilustrada uma população florestal com área de 2.000 ha, sendo esta
dividida em N=20 Unidades Primárias ou Blocos de 1º estágio de 100 ha cada.

A figura seguinte ilustra a população a ser inventariada com as Unidades Primárias
sorteadas e dentro destas as Unidades de 2º estágio aleatorizadas:































1 2 4
6 7
9 10 12
13 15
16
17 18 19
ÁREA
GEOGRÁFICA DE
2º ESTÁGIO
ÁREA
GEOGRÁFICA DE
1º ESTÁGIO
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 66

Notação utilizada:

Para o cálculo das estimativas é necessário adotar algumas notações:

N = Número total de Unidades Primárias da População;
n = Número de Unidades Primárias amostradas dentro da População;
M = Número total de Unidades Secundárias por Unidade Primária;
m = Número de Unidades Secundárias amostradas por Unidade Primária;
X
ij
= Variável de interesse na amostragem em Dois Estágios.


1º PASSO: Dividir a População florestal a ser inventariada em “N” áreas geográficas de
1º estágio possíveis;

Ex. do Gráfico: N= 20

2º PASSO: Efetuar o sorteio de “n” áreas geográficas de 1º estágio amostrada;

Ex. do Gráfico: n = 6

3º PASSO: Dividir as áreas geográficas de 1º estágio em “M” áreas geográficas de 2º
estágio.

Ex. do Gráfico:











M = 66

4º PASSO: Sorteio de “m” unidades de 2º estágio







1
66
1
66
m = 5
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 67








O valor de “m “ depende da variabilidade da variável de interesse medida dentro do
Bloco de 1º estágio.

O objetivo da Análise de Variância – ANOVA é calcular os seguintes componentes de
variação:

a) Variação dentro (Blocos de 1º estágio)
b) Variação entre (Blocos de 1º estágio)

Assim, o valor de “ n “ (número de Blocos de 1º estágio ) está em função da variação
Entre Blocos. O valor de “ m “ ( número de unidades secundarias ) está em função da variação
Dentro dos Blocos.

INTENSIDADE AMOSTRAL

O número de Unidades Amostrais no Processo de Amostragem em Dois Estágios é
definido a partir de duas equações, devido à existência de duas variáveis na expressão da
variância da média “ n ” e “ m “, sendo que a segunda equação é a dos custos.

Essas duas equações referem-se ao cálculo da Intensidade amostral das unidades
primárias e secundárias.

Unidades Secundárias ( m )

2
2
2
1
.
e
d
S
S
C
C
m =

Essa equação para obtenção do valor de “ m” “ é derivado da função de custos que é
dada abaixo:

n C n C C C . .
2 1 0
+ + =

Onde:
C = Custo total do Inventário;
C
0
= Custo de Administração;
C
1
= Custo de localização das Unidades de amostra (transporte );
C
2
= Custo de medição;
n = Número de Unidades de amostra primária;
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 68
m = Número de Unidades de amostra secundárias;
S
d
2
= Variância dentro dos Blocos; e
S
e
2
= Variância entre os Blocos.












Unidades Primárias ( n )

2
2
2 2
E
m
S
S t
n
d
e
|
|
.
|

\
|
+
= para Populações Infinitas;

|
|
.
|

\
|
+ +
|
|
.
|

\
|
+
=
M
S
S t
N
E
m
S
S t
n
d
e
d
e
2
2 2 2
2
2 2
.
1
para Populações Finitas.
Sendo:

( )
2
2 1
2
1 2
.
.
1
.
1
d e
S
n m
f f
S
n
f
E
÷
+
÷
= ;
N
n
f =
1
;
M
m
f =
2


A população pode ser:

1. Finita nos dois estágios;
2. Finita no 1º estágio e Infinita no 2º estágio;
3. Finita no 2º estágio e Infinita no 1º estágio;
4. Infinita nos dois estágios.


Análise de Variância – ANOVA para o Processo de Amostragem em Dois Estágios:

Fonte de
Variação
gl SQ QM F
Entre n-1 SQe QMe (Qme / QMd )
Dentro n (m – 1 ) SQd QMd
Total n m - 1 SQtotal -

 Soma de Quadrado Total

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 69

¯¯
= =
÷ =
n
i
m
j
j otal
Fc Xi SQt
1 1
2

Fc = Fator de Correção

2
1 1
.m n
X
Fc
n
i
m
j
ij
|
|
.
|

\
|
=
¯¯
= =




m n N . =

Onde:
n = número de Blocos, unidades de 1º estágio;
m = número de unidade secundaria, dentro de cada Bloco.

 Soma de Quadrado entre Blocos ( SQe )

Fc
m
X
SQe
n
i
m
j
ij
÷
|
|
.
|

\
|
=
¯ ¯
= =
2
1 1


 Soma de Quadrado dentro dos Blocos ( SQd )

SQe SQ SQd
total
÷ =

 Média da População por Subunidade.


m n
X
X
n
i
m
j
ij
.
1 1
¯¯
= =
=

 Média das Subunidades por Unidade Primária.


m
X
X
m
j
ij ¯
=
=
1


 Variância por Subunidade ( População).


( )
m
QM m QM
S S S
d e
d e x
1
2 2 2
÷ +
= + =

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 70

Sendo:
1 ÷
=
n
SQ
QM
e
e
; assim:
m
QM QM
S
d e
e
÷
=
2
; e

( )
2
1
d
d
d
S
m n
SQ
QM =
÷
= , obtidos do quadro da ANOVA.




 Variância da Média (
2
x S )


m n
S
M
m M
n
S
N
n N
x S
d e
.
. .
2 2
2

÷
+

÷
=

 Erro Padrão ( x S )


2
x x
S S =

 Erro de Amostragem

 Absoluto:


x a
S t E . ± =

 Relativo:
100 .
X
E
E
a
r
± =

 Intervalo de Confiança ( IC )


 IC para a Média

( ) ( ) | | P S t x X S t x IC
x x
= + s s ÷ . .

 Total da População

X M N X . .
ˆ
=


 IC para o Total da População
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 71

( ) ( ) | | P S t M N X X S t M N X IC
x x
= + s s ÷ . .
ˆ
. .
ˆ













2.6.1 - APLICAÇÃO DO PROCESSO DE AMOSTRAGEM EM DUAS ETAPAS



Uma Empresa florestal realizou um Inventário em uma floresta na Amazônia com área
de 100.000 ha, empregando o Processo de Amostragem em Dois Estágios. Na população foram
estabelecidos aleatoriamente 15 Unidades Primárias com área de 100 ha cada uma. Nessas
unidades primárias foram instaladas, também casualmente, 4 unidades secundarias com área de 1
ha, com dimensões de 20 x 500 m. Após as medições de diâmetro (DAP) e altura, a empresa
processou os dados do Inventário Florestal e obteve os seguintes volumes comerciais para
laminação, apresentados na tabela abaixo:






Subunidades Unida de Amos tral - Uni dade Pri ária
(Unid.Secund)
(m³/ha) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
1 21.4 23 26.4 25.8 26.7 34.3 27.5 39.8 51.1 27.2 56.3 25.2 44.3 47.4 37.6
2 35.2 22.9 22.7 17.4 29.2 33 45 25.3 37.8 26.5 38.2 23.8 40 43.5 27.9
3 25.3 24.3 30.1 18.2 40.8 28.6 41.7 27.8 46.9 44 35.1 29 38.7 59 23.8
4 18.4 26.4 29.7 35.1 38.2 41 38.4 40.6 43.4 33.8 45.2 37.9 37.8 29 32.1
Fonte dos Dados: Inventários Florestais: planejamento e execução. Carlos Roberto Sanquetta,
Luciano Farinha Watzlawick, Ana Paula Dalla Corte, Lucila de Almeida V.Fernandes –Curitiba:
Multi-Graphic Gráfica e Editora, 2006;270p.






ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 72






Tabela de dados de campo com as somatórias necessárias para aplicação das fórmulas para o cálculo das estimativas.

Subunidades UNIDA DE AMOS TRAL
(Unid.Secund)
(m³/ha) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 n=15 Soma
1 21.4 23 26.4 25.8 26.7 34.3 27.5 39.8 51.1 27.2 56.3 25.2 44.3 47.4 37.6
2 35.2 22.9 22.7 17.0 29.2 33 45 25.3 37.8 26.5 38.2 23.8 40 43.5 27.9
3 25.3 24.3 30.1 18.2 40.8 28.6 41.7 27.8 46.9 44 35.1 29 38.7 59 23.8
m=4 18.4 26.4 29.7 35.1 38.2 41 38.4 40.6 43.4 33.8 45.2 37.9 37.8 29 32.1
Soma 100.3 96.6 108.9 96.1 134.9 136.9 152.6 133.5 179.2 131.5 174.8 115.9 160.8 178.9 121.4 2022.3
SQ 2675.65 2340.9 3000.4 2517,89 4689 4764 5995 4645 8123 4521 7904 3479 6489 8461 3789 73394,31
Som²/m 2515.02 2332.9 2964.8 2308,80 4550 4685 5822 4456 8028 4323 7639 3358 6464 8001 3684 71131.8125
Média 25.075 24.15 27.225 24.025 33.73 34.23 38.15 33.38 44.8 32.88 43.7 28.98 40.2 44.73 30.35


¯¯
= =
=
n
i
m
j
ij
X
1 1
3 , 022 . 2
¯¯
= =
=
n
i
m
j
ij
X
1 1
2
31 , 394 . 73 8125 , 131 . 71
2
1 1
=
|
|
.
|

\
|
¯ ¯
= =
m
X
n
i
m
j
ij


1 3 1
. 35 , 30 ;......... 152 , 24 ; 075 , 25
÷ =
= =
¯
ha m
m
X
Média
m
j
ij


m = 4

n = 15

E% = 10% e 05 , 0 = o


Com a Tabela de dados de campo, foram calculadas as somatórias necessárias a
aplicação das fórmulas e da ANOVA, bem como foram obtidas as médias das subunidades
por Unidade Primária.

1. MÉDIA DA POPULAÇÃO ( X )


1 3
1 1
. 705 , 33
4 15
3 , 022 . 2
.
÷
= =
= = =
¯¯
ha m
x m n
X
X
n
i
m
j
ij


2. MÉDIAS DAS SUBUNIDADES POR UNIDADE PRIMÁRIA (
i
X )

Os resultados das médias estão apresentados na Tabela de dados, as quais foram
calculadas por:

¯
=
=
m
j
j i
m Xi X
1
/

3. ANÁLISE DE VARIÂNCIA – ANOVA

 Soma de Quadrado Total (SQ
total
)

Fc = Fator de Correção

( )
622 , 161 . 68
4 15
3 , 022 . 2
.
2
2
1 1
= =
|
|
.
|

\
|
=
¯¯
= =
x m n
X
Fc
n
i
m
j
ij



6885 , 232 . 5 622 , 161 . 68 31 , 394 . 73
1 1
2
= ÷ = ÷ =
¯¯
= =
n
i
m
j
j otal
Fc Xi SQt


 Soma de Quadrado entre Blocos ( SQ
e
)
19 , 970 . 2 622 , 161 . 68 8125 , 131 . 71
2
1 1
= ÷ = ÷
|
|
.
|

\
|
=
¯ ¯
= =
Fc
m
X
SQe
n
i
m
j
ij


Soma de Quadrado dentro dos Blocos ( SQ
d
)

4985 , 262 . 2 19 , 970 . 2 6885 , 232 . 5 = ÷ = ÷ = SQe SQ SQd
total



ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
75

Análise de Variância – ANOVA para o Processo de Amostragem em Dois
Estágios:

Fonte de
Variação
gl SQ QM F
Entre n-1 SQe QMe (Qme / QMd )
Dentro n (m – 1 ) SQd QMd
Total n m - 1 SQtotal -


Fonte de
Variação
gl SQ QM F
Entre 14 2.970,19 212,157 4,219
Dentro 45 2.262,4985 50,278
Total 59 5.232,6885 -


Variância entre Blocos ( )
2
e
S

( )
2
1 3 2
. 470 , 40
4
278 , 50 157 , 212
÷
=
÷
=
÷
= ha m
m
QM QM
S
d e
e


Variância dentro dos Blocos ( )
2
d
S

( )
2
1 3 2
. 278 , 50
÷
= = ha m QM S
d d


Variância total da população ( )
2
x
S

( )
2
1 3 2 2 2
. 747 , 90 278 , 50 470 , 40
÷
= + = + = ha m S S S
d e x



3. INTENSIDADE AMOSTRAL

 Unidades Secundárias ( m )


Para efetuar o cálculo do número de Unidades Secundárias ( m ) utilizou-se uma
razão de custos ( C
1
/

C
2
) igual a 0,45.

0 , 1 748 , 0
470 , 40
278 , 50
. 45 , 0 .
2
2
2
1
~ = = =
e
d
S
S
C
C
m

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
76
Esse resultado mostra que o número ótimo de subunidades por unidade primária é
1,0, porém, como foram levantadas 4 subunidades por unidade primária no Inventário
piloto, decidiu-se calcular o número de unidades primárias com 4 unidades secundárias.
Isso mostra, o quanto é homogêneo, pouca variação dentro dos blocos.


 Unidades Primárias ( n )

a) O valor de E

( ) X LEx E =
Onde:
LE = 10% = 0,1
1 3
. 705 , 33
÷
= ha m X

( )
1 3
3705 , 3 705 , 33 1 , 0
÷
= = ha m x E

b) A população é Finita ou Infinita ?

População Finita: ( ) f ÷ 1 > 0,98
População Infinita: ( ) 98 , 0 1 > ÷ f

Valor de f para Unidades primárias:

015 , 0
000 . 1
15
= = =
N
n
f

Logo: ( 1 – 0,015 ) > 0,98, portanto a população é Infinita.

Assim, o valor de “n” é calculado utilizando-se a fórmula para Populações
INFINITAS:


2
2
2 2
E
m
S
S t
n
d
e
|
|
.
|

\
|
+
= para Populações Infinitas;

O valor de “t” é obtido na Tabela t em função do grau de liberdade ( n – 1 ) e do
nível de probabilidade, 95%. Assim, tem-se que t
0,05;14
= 2,145, então:

( )
( )
Unidades n 22 48 , 21
3705 , 3
4
278 , 50
470 , 40 . 145 , 2
2
2
~ =
|
.
|

\
|
+
=
ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
77

Os cálculos do número de unidades de4 amostras primárias indicam que seria
necessários 22 Unidades primárias com 1 unidade secundária em cada, representariam bem
a população inventariada. Como no Inventário Piloto foram amostrados apenas 15
Unidades Primárias, há a necessidade de voltar ao campo e levantar mais 7 unidades
Primárias para garantir a precisão esperada inicialmente de 10% de Erro máximo
admissível.


4. ERRO DE AMOSTRAGEM DO ATUAL INVENTÁRIO PILOTO


 Cálculo da Variância da Média ( )
2
X
S

O valor de ( f-1 ) para as Unidades Primárias é 0,985 como já foi visto
anteriormente. Já para as Unidades secundárias, o valor de ( f – 1 ) é igual a 0,96. Sendo
assim as unidades secundarias representam uma população finita e, portanto, o fator de
correção para as Unidades secundárias não pode ser desprezado da fórmula.


04 , 0
100
4
= = =
M
m
f

( 1 – f ) = 0,96 portanto < 0,98 (População FINITA ).

Assim, temos:

m n
S
M
m M
n
S
N
n N
x S
d e
.
. .
2 2
2

÷
+

÷
=

÷
N
n N
= Fator de correção para População Finita.


( )( )
( )
2
1 3
2 2
2
. 502 , 3
4 . 15
278 , 50
.
100
4 100
15
470 , 40
.
.
÷
=

÷
+ =

÷
+ = ha m
m n
S
M
m M
n
S
x S
d e



 Cálculo do Erro Padrão ( x S )


1 3 2
. 871 , 1 502 , 3
÷
= = = ha m S S
x x


ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
78
 Erro de Amostragem

 Absoluto:


1 3
. 014 , 4 871 , 1 . 145 , 2 .
÷
± = ± = ± = ha m S t E
x a


 Relativo:
% 91 , 11 100 .
705 , 33
014 , 4
100 . ± = ± = ± =
X
E
E
a
r


É possível observar que o Erro relativo (11,91%) foi superior ao limite de erro
inicialmente admitido ( 10% ), isso ocorreu devido a Intensidade amostral realizada, que
não foi satisfatória.

 Intervalo de Confiança ( IC )


 IC para a Média

( ) ( ) | | P S t x X S t x IC
x x
= + s s ÷ . .
| | % 95 014 , 4 705 , 33 014 , 4 705 , 33 = + s s ÷ X IC
| | % 95 . 719 , 37 . 691 , 29
1 3 1 3
= s s
÷ ÷
ha m X ha m IC

 Total da População

( )( )
3
500 . 370 . 3 705 , 33 . 100 000 . 1 . .
ˆ
m X M N X = = =

 IC para o Total da População

( ) ( ) | | P S t M N X X S t M N X IC
x x
= + s s ÷ . .
ˆ
. .
ˆ

| | % 95 400 . 401 500 . 370 . 3 400 . 401 500 . 370 . 3 = + s s ÷ X IC
| | % 95 900 . 771 . 3 100 . 969 . 2
3 3
= s s m X m IC











ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS
79

2.6.2 - EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO PROPOSTO DO PROCESSO DE
AMOSTRAGEM EM DUAS ETAPAS


A Empresa PICA-PAU S/A, foi contratada para planejar, executar e analisar um
Inventário Florestal em uma área de 10.000 hectares, localizada no município de Cametá no
estado do Pará.
Foi planejado que o Processo de Amostragem em Dois Estágios seria utilizado. Para
tanto, a área foi dividida inicialmente em 50 Unidades Primárias ou Blocos de 200 ha cada.
Cada Unidade Primária ou Bloco, por sua vez, foi então dividida em uma segunda etapa,
em áreas menores de 1 ha, perfazendo assim, 200 unidades secundárias possíveis em cada
Bloco.
O Inventário Piloto realizado na área constou da seleção aleatória de 13 Unidades
Primárias, dentro das quais foram selecionadas, também, casualmente 5 unidades
secundárias.
Considerando que o Erro máximo aceitável para a média é de 10% a um nível de
probabilidade de 95%, pergunta-se: A análise dos dados de volume (m
3
.ha
-1
) apresentados
na Tabela abaixo, os quais foram obtidos do Inventário Piloto atende a precisão desejada
pela Empresa ? A população é finita ou infinita ? No caso do Inventário Piloto não atender
a precisão desejada, qual o número de Unidades primárias e secundárias necessárias para
atender a precisão.


Tabela de dados do Inventário Piloto

Unidade UNIDA DES PRIMÁ RIAS - BLOCO S
SECUND
m
3
/ha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
1 182.5 165.6 213.5 124.3 198.6 145.3 100.5 87.9 189.6 203.5 126.3 159.7 187.3
2 147.3 154.9 198.6 153.6 158.9 125.3 102.8 89.2 192.1 198.6 154.2 147.9 159.9
3 158.8 179.3 158.9 148.5 178.3 129.7 135.2 98.2 174.2 181.7 125.9 137.9 168.1
4 185.9 125.3 187.2 147.6 189.2 138.4 140.8 74.6 156.8 187.6 135.8 168.4 176.8
m=5 169.4 129.7 176.1 152.8 186.9 151.3 115.8 59.8 168.1 179.3 154.7 151.4 188.2


N = 50
n = 13
M = 200
m = 5

LE = 10%
p=0,05

Tabela de dados de campo com as somatórias necessárias para aplicação das fórmulas para o cálculo das estimativas



1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
Soma
1 182.5 165.6 213.5 124.3 198.6 145.3 100.5 87.9 189.6 203.5 126.3 159.7 187.3

2 147.3 154.9 198.6 153.6 158.9 125.3 102.8 89.2 192.1 198.6 154.2 147.9 159.9
3 158.8 179.3 158.9 148.5 178.3 129.7 135.2 98.2 174.2 181.7 125.9 137.9 168.1
4 185.9 125.3 187.2 147.6 189.2 138.4 140.8 74.6 156.8 187.6 135.8 168.4 176.8

m=5 169.4 129.7 176.1 152.8 186.9 151.3 115.8 59.8 168.1 179.3 154.7 151.4 188.2

Soma 843.9 754.8 934.3 726.8 911.9 690 595.1 409.7 880.8 950.7 696.9 765.3 880.3
10040.5
SQ 143476.15 116088.04 176328.47 106229.3 167210.31 95680.5 72181.41 34467.49 156040.06 181211.35 97953.87 117675.43 155584.39
1620126.79
Som²/m 178041.8 142430.76 218229.12 132059.56 207890.4025 119025 88536 41963.52 193952.16 225957.62 121417.4 146421.02 193732.02
2009656.403
Média 168.78 150.96 186.86 145.36 182.38 138 119.02 81.94 176.16 190.14 139.38 153.06 176.06
Fonte: Dados Hipotéticos


¯¯
= =
=
n
i
m
j
ij
X
1 1
5 , 10040
¯¯
= =
=
n
i
m
j
ij
X
1 1
2
79 , 126 . 620 . 1 403 , 656 . 009 . 2
2
1 1
=
|
|
.
|

\
|
¯ ¯
= =
m
X
n
i
m
j
ij


1 3 1
. .. 06 , 176 ......... 86 , 186 ;.. 96 , 150 ;.. 78 , 168
÷ =
= =
¯
ha m
m
X
Média
m
j
ij


m = 5

n = 13

E% = 10% e 05 , 0 = o
2.7 – PROCESSO DE AMOSTRAGEM EM CONGLOMERADOS
(Cluster Sampling)


É uma variação de qualquer plano de amostragem, em particular a Amostragem
em Duas Etapas ou Dois Estágios, onde o 2º estágio é organizado de forma sistemática
dentro do 1º estágio.

É um processo

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS

2

SUMÁRIO

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

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3

APRESENTAÇÃO

No que pese, a Disciplina “Inventário Florestal” ser uma das mais importantes na formação do profissional da Engenharia Florestal ainda, muitos poucos livros ou outros tipos de material didático encontram-se disponíveis para o uso dos alunos do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Por essa razão, é que compilamos alguns tópicos importantes dessa disciplina, de modo a facilitar a aprendizagem dos nossos alunos. Assim, as anotações aqui apresentadas não tem a pretensão de ser um livro didático, apresentado segundo as normas e formas para tal, mas tão somente a compilação de anotações que julgamos importantes e necessárias para uma melhor preparação dos nossos alunos que se iniciam nos estudos de levantamentos das florestas nativas e plantadas. Deste modo, cabe lembrar aos usuários que o conteúdo apresentado é incompleto, sendo necessários outros materiais didáticos complementares como livros, boletins técnicos, mapas e outras ferramentas e informações que possibilitem uma visão mais completa sobre o tema abordado, além da participação das aulas teóricas e práticas da disciplina.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

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4

1. INTRODUÇÃO

O planejamento de uma exploração e o manejo florestal sustentável de uma floresta tropical ou mesmo de uma floresta plantada, não é possivel fazê-lo sem resultados confiáveis de um Inventário Florestal. A obtenção e a análise de dados de campo, são os pré-requisitos para facilitar as tomas de decisões políticas, tanto para a utilização quanto para a proteção do meio ambiente. A crescente necessidade de informações confiáveis sobre as florestas a serem manejadas, são cada vez maiores para atender as exigências legais na elaboração e execução dos Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) para as florestas tropicais. Por essa razão, aumenta ainda mais a importância do Inventário Florestal, pois este, precisará fornecer resultados que subsidiem os Silvicultores no estabelecimento, na manutenção ou mesmo no aumento da produção para as industrias; na elaboração dos PMFS; na determinação e qualificação dos estoques das espécies madeireiras e produtos não madeireiros; e também, permitir um planejamento da colheita que garanta o mínimo de impactos na floresta remanescente. “Inventário” pode-se, então, dizer que é o levantamento minucioso dos elementos de um todo; rol, lista, relação. Assim, o termo Inventário é utilizado simplesmente como “levantamento”, que é associado com o objetivo a ser alcançado, os quais são estabelecidos de acordo com a utilização da área. Deste modo, no caso das florestas, por exemplo, o termo é associado principalmente a determinação ou a estimativa de variáveis de interesse como peso, área basal, volume, qualidade do fuste, estado fitossanitário e etc. Assim, é muito comum encontrarmos nas mais diferentes literaturas que abordam o tema, referidos como: Inventário Florestal, Inventário Diagnóstico, Inventário Florístico, Inventário Madeireiro, Inventário Sócio-econômico, Inventário a 100% ou Censo, Inventário Temporário, Inventário Contínuo, Inventário de reconhecimento, Inventário Semi-detalhado, Inventário Pré-exploratório, Inventário Comercial, Inventário Nacional, Inventário Regional, Inventário de área restritas, etc. Assim, de um modo geral conceitua-se “Inventário Florestal”, como sendo uma atividade que visa obter informações qualitativas e quantitativas dos recursos naturais e ou sócioeconômicos, existentes em uma área pré-estabelecida, qual denominamos de população, com o objetivo de bem administrá-la e servir de base para bem planejar sua utilização racional, e ou sua recuperação ambiental, se for o caso. “Inventários Florestais de Reconhecimento”, no sentido de “Exploratory Sampling”, trata-se de um Inventário, sem repetições periódicas, normalmente é executado em grandes áreas de matas não exploradas ou, eventualmente, em florestas já exploradas seletivamente com uma amostragem de baixa intensidade. Inventários, assim, classificados têm por objetivo, normalmente, identificar e delimitar áreas de grande potencial madeireiro, caracterizar em termos preliminares a composição florística da floresta, em pelo menos daquelas árvores com DAP maiores que um diâmetro mínimo de interesse, previamente determinado, permitir a determinação da distribuição diamétrica da floresta, eventualmente, quantificar e qualificar a

dentro do Sistema Nacional de Gestão dos Recursos Naturais de um País. entre outros. isto é. “Inventário Comercial” também conhecido como “Inventário Florestal Semidetalhado”. permitir a definição de áreas e o planejamento das atividades de exploração. também denominado de “Inventário à 100% ou Censo” consiste na medição de todas as árvores de uma população. é realizado com base no Inventário Florestal de Reconhecimento. para a administração florestal e para a elaboração de Planos de Desenvolvimento e uso dos Recursos florestais. levando-se em conta. Quanto à abrangência os Inventários Florestais podem ser “Inventário Florestal Nacional” e “Inventário Florestal Regional”. 1. “Inventário Florestal Nacional”. cujos diâmetros sejam maiores ou iguais a um valor previamente estabelecido. sobre o qual deverá ser realizado todo o macro e micro planejamento da exploração florestal. sendo que sua execução compreenderá cinco grandes componentes de atividades a serem executadas a cada cinco anos. onde deverá ser executado um Plano de Manejo Florestal Sustentável. 4. sendo suas principais características estimar com maior precisão o volume comercial que se espera retirar da floresta. Coordenação Geral do IFN. por espécies ou grupos de espécies. Coleta de Dados em Campo e. está sendo Projetado com o nome de “Novo Inventário Florestal Nacional”.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 5 regeneração natural ocorrentes na classe diametral inferiores ao diâmetro mínimo considerado no levantamento. a incidência de defeitos internos. 5. caracterizar toda a biodiversidade do País. 3. abrangem todo o território de um País. fustes ocos. Mapeamento da vegetação. caracterizar a acessibilidade e outros parâmetros que incidem sobre o custo das operações de extração das toras e. para possibilitar a elaboração do Mapa logístico. visando fornecer bases para a definição de Políticas Públicas. Controle de Qualidade . com um nível de maior intensidade amostral. Levantamento e interpretação das unidades de amostra de paisagem (UAP). bem como. O Inventário Florestal Nacional do Brasil. 2. se possível. “Inventário Florestal de Pré-exploração Florestal”.

Componentes do Inventário Florestal Nacional .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 6 Figura.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 7 A previsão da realização do IFN será mediante uma estrutura institucional a seguir apresentada: Figura . . Estrutura ou arranjo institucional do IFN.

etc. b) Inventário Florestal Estratégico. c) Inventário Florestal Detalhado (erro máximo admissível de 10%. b) Inventário Florestal Regional. quanto à abrangência das informações. b) Inventário Florestal de reconhecimento. b) Inventário Florestal por Amostragem ou Amostral. 1. b. algumas questões técnicas precisam ser previamente definidas.3) por Amostragem dupla. b) Inventário Florestal de múltiplas ocasiões ou contínuo. a) Inventário Florestal Nacional. a) Inventário por enumeração total (completa) ou censo. para exploração e manejo). quanto à maneira de obtenção dos dados de campo. a) Inventário Florestal Exploratório. c) Inventário Florestal por fontes secundarias (Tabela de Produção. 3. Para atender o objetivo geral a ser alcançado. RADAM BRASIL. que tipo de Inventário Florestal será realizado? Inventário Florestal Tático: São realizados para atender demandas técnicas de uma empresa ou propriedade rural ou florestal. a) Inventário Florestal Tático.1) por Amostragem independente.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 8 1.2 QUESTÕES TÉCNICAS Durante a fase de planejamento de um Inventário Florestal. . b. entre elas temos: 1. quanto à abordagem da população no tempo. b. a) Inventário Florestal de uma ocasião ou temporário.1 CLASSIFICAÇÃO DOS INVENTÁRIOS FLORESTAIS Os Inventários Florestais classificam-se: 1. 5.2) por Amostragem com repetição total. quanto ao objetivo geral. b. e c) Inventário Florestal de área restrita. quanto ao grau de detalhamento dos resultados.4) por Amostragem com repetição parcial. 2. 4.

e tipo de relevo.. se houver. plântulas. Quais informações serão coletadas? Regeneração natural (definir o diâmetro mínimo de medição. Qual a acessibilidade da área? Mapa com as vias de acesso (rios. etc. 4. área de preservação permanente. b) 90%. caminhos.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 9 Inventário Florestal Estratégico: São Inventários Florestais realizados para servir de instrumento de planejamento e administração dos recursos naturais. Qual o uso do solo da área da população a ser inventariada? Mapa devidamente planimetrado constando as áreas de diferentes usos da propriedade (Floresta.) 6. 5. 2. vara e varetas). agricultura. igarapés. Posição geográfica da área. mudas.). Qual a precisão requerida e sob qual probabilidade serão obtidas as estimativas da população? a) 5%. espécies comerciais de interesse da empresa. qualidade de fuste e tipo de uso). áreas desmatadas... etc. 10% ou 15% de erro máximo admissível para a estimativa da média da população. Dados de fauna. Descrição dos meios de transporte para se chegar até a população e da infra-estrutura existente para apoio durante o levantamento de campo. Informações sócio-econômicas da área a ser inventariada. 7. quanto aos impactos ambientais causados pela implementação de um determinado empreendimento. pasto. estradas. Levantar dados de palmeira. Planimetría da área. Potencial madeireiro ( definir o diâmetro mínimo de corte. Dados de amostra de solo. áreas com infraestrutura. cipós e outros produtos não madeireiros. 95% ou 99% de nível de probabilidade? c) Realização do censo (Inventário a 100%) .. Etc. Qual o objetivo geral do Inventário Florestal pretendido? Quantificação do potencial madeireiro da área a ser inventariada? Quantificação do potencial madeireiro e não madeireiro da área a ser inventariada? Quantificação e qualificação do potencial de riqueza florística da área a ser inventariada? Quantificação do potencial faunístico da área a ser inventariada? Realizar Interpretação Ambiental da área? 3. Qual o tamanho da área a ser inventariada (População)? Mapa (em escala apropriada).

9. 2. Esse Inventário Florestal. Com base nessas unidades de amostra. Pois. se Área fixa ou de Área variável. a) Uma ocasião. a maior ou menor homogeneidade do povoamento e principalmente do tamanho da população a ser inventariada. Amostragem segundo a periodicidade. tendo-se uma população de tamanho (N). b) Múltiplas ocasiões. dependem do método de Amostragem que deverá ser utilizado no Inventário Florestal.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 10 8. precisamos determinar seus parâmetros com o menor custo e com a precisão desejada. apresenta as mesmas desvantagens apresentadas pela forma circular com relação a determinação dos limites de bordadura da unidade de amostra. 10. na prática de campo é pouco utilizada em florestas tropicais. sendo melhor indicada 10 metros. com a qual poderemos aplicar a fórmula para determinar o “n”. a unidade de amostra de forma circular apesar de ter a vantagem de apresentar menor perímetro para uma determinada área. A largura maior que 20 metros. . inicialmente. Qual a forma e o tamanho das unidades de amostra que serão utilizadas? A forma e o tamanho das unidades de amostra. número de unidades de amostra definitivo que atenda a precisão estabelecida previamente. também. a unidade de amostra de forma retangular normalmente é indicada para uso em inventários florestais realizados em florestas nativas. calcula-se a Variância e/ou o Coeficiente de Variação da população. é necessário se obter uma amostra. depende de outros fatores tais como: a maior ou menor acessibilidade da área. Assim. Amostragem segundo a estrutura. ou dos relatórios de vegetação do Projeto RADAM BRASIL. Para isso. Qual o Processo de Amostragem a ser adotado no Inventário Florestal? No caso de você ter decidido que o Inventário Florestal a ser realizado será do tipo Amostral. isto é. Assim. haverá então a necessidade de decidir qual o Processo de Amostragem será adotado. b) Obter o valor da Variância de Inventários Florestais já realizados em áreas próximas a área que desejamos inventariar. que seja capaz de representar a população. temos a considerar duas situações: a) Realizar um Inventário Florestal Piloto na População. consiste em realizar um levantamento com um número reduzido de unidades de amostra da população. Quantas unidades de amostra serão necessárias para atender a precisão requerida? Para quantificar o número de unidades de amostra a serem levantadas durante o Inventário Florestal. Quanto a forma. no entanto a sua largura deve ser limitada para um máximo de 20 metros. necessárias para a tender a uma determinada precisão pré estabelecida. que será constituída do conjunto das unidades de amostra. precisamos conhecer previamente a Variância (s2 ) ou o Coeficiente de Variação (CV%) da área a ser inventariada. mas com grande aplicabilidade em inventários de florestas plantadas. pois essa escolha. a amostragem classificam-se: 1. Deste modo.

d) Processo de Amostragem em Dois estágios.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 11 a) Aleatória. 1. c. Amostragem segundo os Processos. recursos financeiros disponíveis. relevo e hidrografia em escala adequada disponível. maior ou menor homogeneidade da área. existência de infra estrutura na área a ser inventariada. h) Especificar detalhadamente todo o material de escritório. g) Identificar e disponibilizar a infra estrutura de apoio para as equipes de levantamento de campo. tais como: Tamanho da área.Financeiro incluindo todas as atividades de campo. c) Mista (Aleatória e Sistemática). Qual o apoio logístico? a) Mapas de vegetação. i) Elaborar e executar o cronograma Físico. . relevo. 3. 10. c) Processo de Amostragem Sistemática. a) Processo de Amostragem Aleatória Simples. f) Processo de Amostragem em Múltiplos Inícios Aleatórios.3 APLICAÇÃO Com o apoio de outros materiais didáticos e com base nas explicações e comentários feitas em sala de aula. b) Definir o tempo disponível para a realização do Inventário. c. d) Definir a composição de cada equipe em função dos dados a serem medidos no campo. Como os Inventários Florestais classificam-se? 2.2) Amostragem Sistemática em dois estágio. acessibilidade. Descreva sobre a importância do Inventário Florestal como instrumento de tomada de decisão sobre investimentos no setor florestal público e privado? Conceitue e comente sobre as diferentes denominações atribuídas a Inventário Florestal. c) Definir o número de equipes de campo. e) Processo de Amostragem em Conglomerado. A escolha de um desses Processos de Amostragem depende de vários fatores. escritório e impressão de relatórios e mapas. de campo e alimentação das equipes de campo. que serão necessárias para realizar o inventário dentro do tempo disponível. f) Identificar e contratar os meios de transporte a serem utilizadas pelas equipes de campo.1) Amostragem Sistemática em estágio Único. e) Determinar a duração do levantamento de campo. b) Sistemática. entre outros. b) Processo de Amostragem Estratificada. 3. responda as seguintes questões: 1.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 12 4. à freqüência dos indivíduos que nela ocorrem. No método de amostragem de Área Fixa a seleção dos indivíduos é feita proporcional à área da unidade de amostra e.1 MÉTODO DE AMOSTRAGEM Método de amostragem significa a abordagem da população referente a uma única unidade de amostra. o que demandaria muito tempo e alto custo para sua realização. o Inventário Florestal deve explicitar o método de amostragem utilizado. 6. 2. INVENTÁRIO FLORESTAL POR AMOSTRAGEM Freqüentemente. 2. a população a ser inventariada é de grandes dimensões. a a área da unidade amostral. a parcela ou outro tipo de unidade amostral a ser empregada no inventário florestal. para se obter as informações representativas do todo. a amostragem é utilizada com o objetivo de obter informações a respeito da parte da população que não será abrangida pela fase da enumeração completa. é necessário garantir que a amostra seja efetivamente representativa da população. A amostragem proporciona a obtenção dos dados requeridos a um custo e tempo menor e consiste em observar uma parte da população. Assim. Qual a diferença entre os Inventários Florestais classificados como Táticos e Estratégicos? Os Inventários Florestais classificados segundo a abordagem da população no tempo. em qualquer que seja o método indicar a forma (circular. quando o interesse é LEVANTAR INFORMAÇÕES PARA ELEBORAÇÃO DE Planos de Manejo Florestal Sustentável na Amazônia. tudo que é cálculado numa unidade amostral de área fixa é extrapolado para a unidade de área. quadrada ou retangular. . algumas questões técnicas necessitam ser previamente definidas. hectare. Esta abordagem da população pode ser feita por meio de métodos de área fixa e métodos de área variável como utilizado pelo princípio de Bitterlich. em Múltiplas ocasiões ou contínuos podem ser realizados através de quais Sistemas de Amostragem Durante a fase de Planejamento de um Inventário Florestal. assim. se Área Fixa ou Variável e. segundo um fator denominado de “Fator de Proporcionalidade” dado por: F= A/a. Assim. Para isso.000m2) e. Inventário a 100% ou censo. conseqüentemente. sendo A a área de 1 ha (10. ou seja. impossibilita uma abordagem exaustiva ou os 100% de todos os indivíduos da população. em que por lei é obrigatório a realização do Inventário Florestal a 100% das árvores acima de 45 cm de DAP. conglomerados) e o tamanho da unidade de amostra. Comente sobre a questão “Quantas unidades de amostra serão necessárias para atender a precisão requerida”? 5. isto é. Então.

Pode-se utilizar as UA de área fixa de várias formas ( circulares. o tamanho recomendado é de 900 m2 à 10.1. A   . pois para uma mesma área apresenta um menor perímetro. passando a apresentar as mesmas dificuldades de controle da bordadura quando essas unidades circulares são utilizadas em florestas nativas. a área máxima dessas parcelas devem ser de aproximadamente 700 m2 ( A   . No caso do uso em florestas naturais. Assim. os limites da UA.D 4 2 alternar conta omitir Por outro lado. quadradas.62 m. . Por esse motivo. segundo um fator denominado de “Fator de Proporcionalidade” ou “Fator de conversão para hectare”. isto é.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 13 2.1. isto é.1. medido e cálculado em uma UA de área fixa é extrapolado para a unidade de área – hectare (ha). Porém. 20 m ou 30 m de lado. essas UAs são. 2. 500m2).2 Unidades de amostra quadradas. Assim. Em média a área de parcelas circulares deve ficar entre 400 à 600 m2 (R=12. isto é. pois requerem parcelas menores que em florestas tropicais.152  700m2 ). Para o caso do uso de UAs quadradas em Inventários Florestais de áreas plantadas. com comprimento dos lados variando de 30 à 100 metros.R 2 conta omitir A R A  . freqüentemente.1. o responsável pela equipe de campo. tem que ter o controle do raio da parcela.1 Unidade de amostra O número de árvores medidas durante o levantamento de campo é diretamente proporcional a área da Unidade de Amostra (UA).1. algumas poucas vezes em floresta nativas. usadas em Inventários Florestais de Florestas Plantadas.000 m2. Unidades de Amostra (UA) quadradas são muito utilizadas em Inventários de Florestas Plantadas e. Também.1 Unidades de amostra circulares São UA eficientes. retangulares ou composição destas em grupos ou conglomerados. são poucas vezes utilizadas em Inventários Florestais realizados em florestas tropicais devido as dificuldades encontradas durante os levantamentos de campo para controlar a bordadura. normalmente o tamanho mais recomendado é de 400 ou 900m2 . raios maiores que 15 m de comprimento deixam de ter o controle da equipe de campo. 2. tudo que é coletado.

assim captar o máximo de variabilidade da população florestal.L A3  l .000 m2.1. Reuni-se um grupo de subunidades para compor uma unidade principal denominada conglomerado ou “Cluster”.1.1.000 m2 ou ainda 10. L1 l A1 13 L A2 A1 C A1  l .4 Unidades de amostra em Conglomerados.1. Unidades de amostra que geralmente são utilizadas em Inventários Florestais realizados em Florestas tropicais que tem grande variação na formação florestal.C A2  l .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 14 L L A A= L2 2. . 20 x 250 m. Muitos são os tamanhos utilizados para essa forma de UA. as respectivas formas são: 10 x 100 m. 10 x 250 m.l1 2.500 m2. 5. esta é coletada em sub e/ou sub-subamostra ou compartimentos. Quando há o interesse de quantificar e qualificar a regeneração natural. Os mais comumente usados são: 1.000 m2. 2.3 Unidades de amostra retangulares. Assim. 20 x 500 m ou o transecto de 10 x 1000 m.

uma árvore incluída em uma UA de 400m2 estará 2 400 m representando 25 árvores por hectare.1.000 m2  25 . É dado por: A a Fp  Fator de proporcionalidade A  Área de um hectare (10. Basta multiplicar o número de árvores contidas na UA pelo Fator de Proporcionalidade (Fp). Nº árv./ha = nº árv. nº de árvores de uma unidade amostral representam em um hectare.1. área basal (G).1.6 Estimativa do número de árvores por hectare.1.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 15 b P d h subunidade  b. também chamado de Fator de conversão para a unidade de área hectare é o valor que expressa quantas vezes as variáveis volume (V). O Fator de Proporcionalidade.h) d  distância do ponto à subunidade P  Ponto amostral 2.000 m2) a  Área de uma Unidade de Amostra (m2) Fp  10 . Assim.h conglomerado  4(b.7 Estimativa da área basal.1.5 Fator de proporcionalidade.1../UA x Fp 2. . Exemplo: Fp  2.

120958 0.604823013 1.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 16 A área basal é determinada pela soma do produto das área transversais das árvores contidas em uma UA pelo Fator de Proporcionalidade.072931995 0.569775 0.644399365 1.95530679 3 V/ha 0.1. G g i 1 n i  Fp 2.8 Estimativa do volume por hectare.117775 0. Basta multiplicar a soma do volume das árvores inseridas na UA pelo Fator de Proporcionalidade.222817 0.729319954 0.837583924 1.087582089 0.154090495 0.484072591 18. utilizando o Método de amostragem de área fixa. V / ha   Vi  F p i 1 n ou Vi / ha  Várv.503149423 0.1.658545582 9.162338 0.064439936 0.111409 0.278377219 0.083758392 0.371018148 4.  Fp 2. enquanto que as árvores menores que 45 cm e maiores ou iguais que 10 cm foram medidas em subunidades de 0.25 ha.165854558 2. Neste segundo caso.181437 0.553067903 49.875820895 1. o Fator de Proporcionalidade deve ser determinado em função do tamanho da UA ou subunidade que a árvore foi medida. Outra forma é multiplicar o Fator de Proporcionalidade pelo volume de cada árvore individualmente.352016363 2.1. tomamos os dados de uma UA.9 Aplicação Supondo que um Inventário Florestal foi realizado em uma área de floresta tropical.160482301 0.0769244 . apresentado abaixo: 10x250m : DAP≥45cm 10x100m :10cm≤DAP<45cm Hc Espécie CAP(cm) (m) Qf Sanidade Envira caninjó 34 9 2 1 Caxinguba 45 11 2 1 Embaúba 70 9 2 1 Matá-matá preto 35 12 1 1 Ingá miúdo 51 10 1 1 Jarana 48 11 3 3 Mangabarana 38 8 1 1 Ripeiro 37 10 1 1 Ripeiro 57 8 2 1 Matá-matá 150 18 1 1 Abiu 179 25 1 1 Fava barriguda 123 10 1 1 Total CAP(cm) = Circunferência à Altura do Peito Hc(m) = Altura Comercial Qf =Qualidade do Fuste DAP(m) 0.108225 0. Para exemplificar a aplicação do cálculo do volume por hectare e por unidade de amostra.01259769 9.78377219 0.14324 0.152789 0. onde foram medidas as árvores com DAP  45cm .391521 Fp 10 10 10 10 10 10 10 10 10 4 4 10 Vi(m ) 0. convertendo para a unidade hectare e depois somar.477465 0.135201636 0.540904947 0. com unidades de amostra de forma retangular de 0.1 ha.1.

630.500 m 2 DAP  45cm que O Fator de proporcionalidade (Fp) utilizado para as árvores com 10cm  DAP  45cm que foram medidas na área de 0.25 ha (2. o volume da primeira árvore da Fica de campo foi obtido por: DAP = 0.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 17 Sanidade = Classe de Sanidade DAP(m) = Diâmetro à Altura do Peito. em metros Os dados coletados no campo e vistos na Ficha de Campo foram a Espécie. temos: .983 Sy. CAP (cm).14159 O Fator de proporcionalidade (Fp) utilizado para as árvores com foram medidas na área de 0.0644399 m3 Os valores dos volumes por hectare foram calculados pela multiplicação dos volumes individuais pelos respectivos Fatores de proporcionalidades.026275 * log(DAPm) + 0.27 DMP% = +1. H (m). Os demais dados vista na Ficha de campo foram determinados no escritório. os valores dos DAPs em metros foram obtidos por: DAP  (CAP(cm) / 100) / 3.78 R2 = 0.862432 * log(Hm) F = 7. LogV = -0.x = 0. Para exemplificar. QF e a Classe de Sanidade. Deste modo.000 m 2 Fp   4 a 2. Assim.108225) + 0.0571 + 2.069 IF = 0. em metros H. em metros Fp = Fator de Proporcionalidade Vi(m3) = Volume individual de cada árvore cálculado pela equação de volume V/ha = Volume por hectare Equação de Volume utilizada para o cálculo do Volume das árvores.862432 * Log(9)) V = 0.000 m 2 Os volumes individuais das árvores foram calculados pelo uso da equação de volume.0571 + 2.1 ha (1.067 CV% = 12.000 m2) foi cálculado por: Fp  A 10 .026275 * Log(0.10 8225 m e Hc = 9 m V = 10^(-0.54527 DAP.000 m 2   10 a 1.500 m2) foi cálculado por: A 10 .

30.4) ) 2. tem-se: V/ha = 0.000 m² / 1000 m²) = 10 Fp3 = (10.000 m² / 100 m²) = 100 Fp2 = (10.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 18 V/ha = Vi(m3) * Fp Para a primeira árvore da Ficha de campo.644399 m3 Para as demais árvores a determinação dos Fp podem ser calculados pelo Exel utilizando-se a seguinte equação: SE(DAP<0. para árvores com 30cm < DAP ≤ 50cm.000 m² / 2500 m²) = 4 Logo.SE(DAP<0.2 PROCESSO DE AMOSTRAGEM .10.50.0644399 m3 * 10 = 0. temos: Fp = A/a Fp1 = (10.100.45. Vi /ha = Vi / ha  49. tais como: 10 x 10m. (100 m²). para árvores com 10cm < DAP ≤ 30cm.”5”) O volume por hectare (m³/ha) por unidade de amostra foi cálculado pela somatória dos volumes individuais por hectare. podemos então considerar a equação a ser utilizada no Exel da seguinte forma: Suponhamos que uma unidade de amostra atenda três níveis de amostragens. para árvores com DAP > 50cm.0769244 m3 i 1 n De modo geral. e 10 x 250m. (1000 m²). (2500 m²). Assim.”10”. 10 x 100m. SE(DAP<0.

isto é. Do exposto. é a razão entre o número de unidades de amostra (n) e o número total de unidades de amostra possíveis na população (N). Também. do erro de amostragem admitido e da probabilidade de confiança fixada. na qual pretende realizar um Inventário florestal com o objetivo de quantificar o volume existente nessa . a precisão de um inventário florestal amostral.2 Aplicação A empresa Pica Pau é detentora de uma área de floresta tropical de 500 ha.1 Intensidade de amostragem A intensidade de amostragem ou fração amostral.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 19 O Processo de Amostragem referem-se à abordagem da população sobre o conjunto de unidades de amostra. Amostragem com múltiplos Inícios Aleatórios. pode ser expressa pela razão entre a área amostrada (a) e a área total da população (A). deve apresentar uma justificativa técnica que levou a escolha do Processo de Amostragem utilizado.2. A intensidade de amostragem normalmente é determinada em função da variabilidade da população. ou seja: f=n/N. Em outras palavras. podendo ser de forma aleatória. Amostragem em Dois Estágios. Por isso a caracterização da área a ser inventariada. Amostragem Sistemática. Cada Processo de Amostragem tem suas características e recomendações de aplicação específicas. ou seja: f=a/A. Muitos são os Processos de Amostragem utilizados em Inventários Florestais. dentre eles os mais aplicados são: (a) (b) (c) (d) (e) (f) Amostragem Aleatória Simples. Amostragem estratificada. entre outros.2. (c) Volume e Área basal dos indivíduos com 10 cm  DAP < 55 cm. para as seguintes variáveis: (a) Área basal dos indivíduos com 10 cm  DAP < 25 cm. Por outro lado. Amostragem em Conglomerados. sistemática ou mista. Processo de Amostragem é a forma com que as unidades de amostra serão distribuídas dentro de uma população visando gerar estimativas da variável de interesse. o Inventário amostral deve atender a uma intensidade de amostragem que garanta um Erro de Amostragem máximo admissível de 10% da média para um nível de 95% de probabilidade. (b) Área basal dos indivíduos com 25 cm  DAP < 55 cm. 2. é indicada pelo erro de amostragem expresso pelo erro padrão de estimativa da média ( Sx ). 2.

5  28 * (152.256 1 15 149.583 127.572 205.135 6 20 223. Um total de 4.178 79.284 7 21 189.ha ) (m3. a empresa coloca como condição para a realização do Inventário.489 124. que o Erro Padrão da Média (s x ) seja de no máximo de  10% do volume médio das unidades de amostra à um nível de 5% de probabilidade.126 154.274 .187 148. X 2  n 1 726.379 m3 foi medido.656) 2  2.597 14 28 Total 4.345 2 16 98.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 20 área.ha-1) UA UA 132.165 84.629 4 18 45.727. Para isso.145 152.146.256 3 17 198.69 SOLUÇÃO: Primeiro foi calculado o volume por hectare para cada uma das 28 UA levantadas no campo durante a realização do Inventário Piloto.974.379 m3  152 . Volumes em m3.298 5 19 102.456 156. resultando uma média das unidades de amostra de: X  (Vi / ha) / n i 1 n 4.ha-1 foram calculados para cada uma das UA’s.254 158. cujos resultados são apresentados na tabela acima.268 12 26 246.656 m3 / ha 28 2 Agora vamos calcular o valor da Variância ( s X  n  28 ) das 28 UA. foi realizado um Inventário Piloto na área a ser Inventariada. onde foram levantadas 28 unidades de amostra de ¼ ha cada.917 11 25 198. dado por: S2  X i 1 2 i  n.468 8 22 178.145 149. Pergunta-se: Quantas UA’s serão necessárias para atender a exigência de precisão da empresa? Unidades de Amostra Volume Unidades de Amostra Volume 3 -1 (m .837 9 23 87.256 235.260. Por se tratar de um Inventário Florestal de cunho Tático.546 115.231(m 3 / ha) 2 28  1 .569 13 27 236.562 10 24 96.167 187.

06 .S Sx Substituindo-se os valores na fórmula tem-se: t0. = (0.6564 m3. ha-1 Desvio Padrão das amostras.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 21 Agora vamos calcular o valor do desvio padrão ( s ) das 28 UA. Se o Erro Padrão da Média esperado é  10% da média da amostra.2656 m3.06 valor obtido na tabela t com (28-1=27 graus de liberdade) e nível de 5% de probabilidade.ha-1.m 3 / ha Então.2228   9. a determinação do número de unidades de amostra requeridas é obtido através do rearranjo da fórmula do Sx como segue: Sx  S n ou n S Sx Agora necessitamos de um valor “t”. isto é.2656 . porém isso não responde ainda a condição colocada pela empresa Pica Pau.ha-1.ha-1 encontra-se dentro da faixa dos  10% esperados da média das unidades de amostra que foi de 152.26564 m3.m3 . n t 0 .8692 .231  52.S Sx  2.1 * X ) = ( 0.2228 m3. 05 .2915 n O erro padrão da média ( Sx ) de  9.2228  7. em função do nível de probabilidade de t para a fórmula: n t0. se o nível de 5% de probabilidade é satisfeito. dado por: S  2.727. ha-1 Erro padrão da média Sx para 10% da média das amostras.8692 m3. S = 52.05 = 2. o Erro Padrão da Média ( Sx ) é dado por: Sx  S 52 .2228) = 15. 15. * 52 .2228.047 15 .1 * 52. 05 . Então.ha 1 5.

a qual apresentava igarapés que possibilitava o acesso ao interior da . Assim.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 22 n  7. localizada a margem esquerda do rio Tocantins. que o Erro Padrão esteja com  10% da média das amostras. Por essa razão.047 ) 2 n  49 . No caso de florestas tropicais.3. de fazer parte da amostra. isto é. 2. Áreas com relevo plano ou suave ondulado.1 Aplicação Com o objetivo de estimar o volume de madeira existente a empresa Pica Pau. Áreas que apresentem fácil acessibilidade.3 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES O princípio básico de uma Amostragem Aleatória Simples ou Amostragem Inteiramente casualizada é similar ao do Delineamento Completamente ao Acaso. a definição de cada unidade amostral deve ser totalmente independente da escolha de qualquer outra unidade de amostra. 2. rios que possibilite o acesso fácil ao interior da área. deve ter seu emprego indicado para áreas (populações a serem inventariadas) as mais homogêneas possíveis não havendo a formação de diferentes grupos (estratos). de nível de probabilidade. qualquer uma da “n” unidades de amostra possíveis dentro da população deve ter a mesma probabilidade de ser sorteada. (a mais homogênea possível). 2.4 Exercício proposto Calcule o número de parcelas necessárias para termos o Erro Padrão de  10% da média das unidades de amostra à 1% e 20%.66 Após a análise dos dados das unidades de amostra do Inventário Piloto concluímos que 50 UA’s na área de 500 ha são necessárias para atender a precisão requerida pela empresa Pica Pau. entre outras as seguintes características: a) b) c) d) e) Áreas que sejam relativamente pequenas. Assim. Áreas com tipologia florestal uniforme. poderíamos indicar o uso desse Processo de Amostragem para áreas que apresentem.2. normalmente a variável analisada é o volume por hectare que freqüentemente apresenta pouca variação. no Município de Cametá no Estado do Pará. ao inventariar uma área de 500 ha. ou seja. esse Processo de Amostragem. com um nível de probabilidade de 5%. Existência de infra-estrutura de estradas.047 n  (7. respectivamente. isto é. apesar de ocorrer uma alta diversidade de espécies por hectare. no contexto da Amazônia). ( até 500 ha.

o da segunda parcela a X2. pergunta-se: As 22 UA levantadas no campo atendem as exigências da empresa? RIO TOCANTINS Tamanho da área (População) em hectares = 500 ha Tamanho da unidade de amostra em hectares = ¼ ha Número de unidades amostradas = 22 UA Variável X de interesse = Volume total por hectare (m3.256 m3/ha . obtida da população que se quer inventariar.456 m3/ha = 149. O Volume por hectare de cada uma das 22 UA encontram-se na tabela abaixo. Assim. lançou mão do Processo de Amostragem Aleatória Simples. Na primeira unidade de amostra ou parcela o valor determinado no campo corresponderá a X1. e assim sucessivamente até a n-ésima unidade de amostra. Sabendo-se que a Empresa Pica Pau só admite um Erro de Amostragem máximo de 10% a um nível de 95% de probabilidade. então temos os diferentes valores dos Xi como é visto na tabela abaixo: X1 X2 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 23 população. uma vez que a tipologia da área era floresta densa e ocorria de forma uniforme na população. Notando como X a variável de interesse que estamos analisando para uma determinada amostra (n). aleatorizando 20 unidades de amostra de ¼ ha na área inventariada. a qual é notada por Xn. tomando-se como variável de interesse o Volume por hectare obtido em cada parcela. = 132.ha-1 ) Processo de Amostragem utilizado: Processo de Amostragem Aleatória Simples Método de Amostragem: Área Fixa de 10 x 250 m.

992 fc  0. onde Ap é a área da população enquanto que Aau é a área da unidade de amostra. precisamos conhecer a natureza da população que esta sendo inventariada. e a fração de amostragem é obtida por: f  n 16   0.000 1 ha Aua 4 Como já referido anteriormente. antes de começarmos os cálculos das estimativas é necessário saber quais fórmulas serão utilizadas. X(n=26) = 152. . Para tanto. Assim. temos:  N n fc  1  f     N  fc  1  0. e conforme ilustra a figura acima. o número de unidades amostradas – n é igual a 22. assim temos: N  Ap 500ha   2.008 N 2000 Porém. aquelas utilizadas para populações finitas ou aqulas utilizadas para populações infinitas.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 24 . Sendo o tamanho da população a ser inventariada de 500 ha e o tamanho da uma unidade de amostra utilizada ser de ¼ ha. a população é INFINITA.98. . n = número de unidades amostradas.98 Portanto.597 m3/ha Além da identificação da variável de interesse X . Uma população é dita finita quando o fator de correção (fc) for menor que 0. enquanto que a população é dita infinita se o fator de correção fc for maior ou igual a 0.008 fc  0. tais como: N = número total de unidades de amostra da população. logo o valor de N é igual a (Ap / Aua).98. isto é. é preciso conhecer algumas outras notações constantes nas fórmulas utilizadas para o cálculo das estimativas. f = fração de amostragem. também.

ha-1 84.187 96.9068m3 22 Variância dos volumes: .597 UA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 UA 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Com o apoio do software Excel é facilmente obtido as seguintes somatórias: n  22 i 1 X i  3.ha-1 132.562 127.135 149. temos: N = 2. o erro máximo admissível é de 10%.2987 124.5946 Como visto anteriormente.456 149.9497  137. f = 0.917 205.583 m3.256 98.268 187.569 152.145 189.165 45.284 158.468 115. n = 22.254 178.033 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 25 Então.396 .489 223.546 87.178 102. para os cálculos das estimativas será considerado que a população é infinita. o nível de probabilidade é de 95% e os dados da variável volume por hectare das 22 UA são vistos na tabela abaixo: m3.837 148.000.033.629 79.126 198.9497 m3 n  22 i 1 X 2 i  464 .008 Média aritmética dos volumes: n  22 X  X i 1 i n  3.

190.75m3  Relativo Er   t.153 m3 / ha  X  158 .5946  22   2.7996 m3   9.190 .9068 m  (2.9777 m3 n 22 Erro de Amostragem:  Absoluto Ea  t.9.9068 m3 Intervalo de Confiança para a Média: IC 137 .9.033.9.2039  46.2039   99 .5547 (m3 .9068 m3  (2.S X )  P IC 117 .ha 1 ) 2 n 22 2 Erro Padrão da Média: SX   SX 46 .9777 m3 .S X  2.9777m3  20.7996m3 2 Coeficiente de Variação: CV  Sx 46 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 26 n  22 Sx  2  Xi  2 i 1 (  X i )2 i 1 n  22 n n 1 (3.08 .080 .9777 m3 )  95 % 3 3  IC x  (t.08 .S X X .660 m3 / ha  95 %      Total da População: .93 % X 137 .100   2.7996 m3 .9068 m3 Variância da Média: SX  2 Sx 2.190.9777 m )  X  137 .396.100  33.046 % 137 .S X )  X  x  (t.9.100  15.2039(m3 / ha) 2 22  1 Desvio Padrão dos volumes: S x  S x  2.080.9497) 2 464.100  .

000 (2.137 . Isso mostra que.9777 m3 )  95 % 3 3  ˆ ˆ IC X  N (t. .X ˆ X  2. Assim. necessários para a determinação da intensidade de amostragem que garanta o erro máximo admissível à um determinado nível de probabilidade. isto é.813 .08 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 27 ˆ X  N.813 . um Inventário Florestal realizado na área com um número reduzido de unidades de amostra. ou a partir de estimativas aproximadas com base na experiência do Engenheiro Florestal responsável pelo Planejamento do Inventário.190 . isto é. que levantou toda a Amazônia.6m  2.306 . anteriormente. pela realização de um Inventário Piloto na área que queremos inventariar.320 . a questão agora é saber. exatamente para se poder estimar os valores da Variância ou do Coeficiente de Variação.9068 m3 / ha ˆ X  275 . Para isso.9777 m )  X  275 . ou de inventário anteriormente realizado na área.9. Entende-se aqui por Inventário Piloto.046%.9. o levantamento das 22 UA realizadas na área.2039 .6m3 Intervalo de Confiança para o Total da População: IC 275 . como também. em função da natureza da população. onde foram obtidas as estimativas: Variância dos volumes: S X  2. Assim. portanto superior ao Limite de erro máximo admissível pela empresa Pica Pau.000 . que era da 10%. qual a intensidade de amostragem é necessária para atender essa precisão? Para isso. ou ainda.83 m  95 % 3 3      Como podemos verificar.93% Como referido. as 22 UA levantadas no campo não foram suficientes para atender a precisão requerida pela empresa. o valor do Erro de Amostragem relativo ( Er ) obtido para o presente Inventário Florestal foi de 15. se finita ou infinita.ha 1 ) 2 2 Coeficiente de Variação: CV  33.000 (2.( m3 .813 . ou através dos relatórios de Vegetação do Projeto RADAM BRASIL. podemos obter essas estimativas através de inventários florestais realizados nas proximidades da área que apresentem características similares a área que queremos inventariar.S X )  P IC 234 . a variabilidade da população a ser inventariada. e dispões dessas informações.37 m  X  317 .08 . a intensidade de amostragem pode ser obtida em função da Variância ou do Coeficiente de Variação. será considerado como Inventário Piloto. temos: Intensidade de Amostragem: Para se determinar a intensidade amostral é necessário conhecer previamente a Variância ou Coeficiente de Variação da área.S X )  X  X  N (t.6m3  2.

t 2 .(CV %)2 (2. portanto a intensidade de amostragem deve ser calculada utilizando-se a fórmula correspondente. Deste modo. será necessário voltar ao campo para levantar mais 28 UA para completar as 50UA necessárias.(CV %)2 b) Em função do Coeficiente de Variação: n  . 2 Para populações infinitas: a) Em função da Variância: n  . um Inventário florestal realizado em uma área bastante . sendo LE o 2 N .S X Limite de Erro admitido no Inventário Florestal.190.(CV %)2 ( LE%)2 Como foi visto anteriormente.08) 2 2. Deste modo.t 2 .S X (2. N o número total de unidades de amostra da população.(33. e t valor tabelado visto na tabela t com (n-1) graus de liberdade e o nível de significância.(LE%)2  t 2 . onde LE% é o N .08)2 . a população inventariada é INFINITA. E2 2 t 2 .  X ) . de forma que quanto maior a variabilidade da população maior será sua variância.807  50UA ( LE%)2 (10%)2 A intensidade de amostragem determinada foi de 50UA que serão necessárias para atender as exigências da empresa contratante. onde E  ( LE .S X a) Em função da Variância: n  . a variável de interesse de distribui de forma bastante heterogênea. com o LE%=10%.1 *137.t 2 .93)2   49.4 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ACIDENTAL ESTRATIFICADA Quando em uma população. N .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 28 Para populações finitas: N .S X .82  50UA E2 (0. 2.9068) 2 2 n t 2 .2039   49. assim temos: b) Em função do Coeficiente de Variação: n  n ou t 2 . isto é. normalmente 10%.E 2  t 2 . sua variância será elevada.(CV %)2 Limite de Erro admitido no Inventário Florestal expresso em porcentagem. que o Inventário Florestal apresentasse um Limite de Erro de 10% a um nível de 95% de Probabilidade.

pode-se dividir as populações heterogêneas em sub-populações homogêneas. como por exemplo de 10% de erro máximo admissível ao nível de 95% de probabilidade. de forma a reduzir a variabilidade da variável de interesse. neste caso diz-se que o processo de amostragem é ALEATÓRIA ESTRATIFICADA. preferencialmente. Assim.  Os estratos devem apresentar. as unidades de amostra podem ser escolhidas aleatoriamente em cada estrato. assim. em função da variável de interesse do Inventário Florestal desejado. enquanto que a estratificação por tipologia leva em consideração o objetivo de obter informações específicas para cada tipo florestal. facilitando o seu planejamento e operacionalidade na coleta de dados de campo. Nestes casos. será necessário um número bastante grande de unidades de amostra para que este possa atender uma precisão aceitável de suas estimativas.  As unidades de amostra devem ser independentes. o estágio de desenvolvimento da floresta.  Quando a área a ser inventariada for heterogênea (exemplo: diferentes tipologias). diminuindo. a variável de interesse normalmente recai entre a espécie. cipoálica). a indicação de uso desse Processo de Amostragem em Inventários Florestais.  Em cada estrato as unidades de amostra devem ter a mesma probabilidade de serem sorteadas. condições topográficas. a idade. a procedência. o peso. classes de densidade ou diâmetro. a intensidade de amostragem e o conseqüente custos do levantamento de campo. A estratificação por regiões (unidades administrativas) normalmente visa obter informações por áreas de interesse. e que seja possível subdividi-la em áreas menores homogêneas (estratos).ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 29 heterogênea. A divisão da população em estratos deve ser feita levando-se em consideração que os mesmos não podem ser superpostos e.1 Notação das fórmulas utilizadas no Processo de Amostragem Estratificada.4. assim em casos de florestas plantadas. média. Por outro lado. 2. índice de sitio ou altura média das árvores dominantes entre outras. ou apenas para melhor organizar o trabalho de campo. em particular as florestas tropicais da Amazônia. para as florestas nativas. a variável de interesse para a estratificação normalmente recaem sobre regiões administrativas e tipologias (Floresta densa. A estratificação deve ser feita. deve-se observar os seguinte aspectos:  Dentro de cada estrato a área deve apresentar-se o mais homogêneo possível. . e a característica de interesse sendo o volume. aberta. relevo plano ou suavemente ondulado com fácil acessibilidade e infra estrutura que possa servir de apoio durante o levantamento de campo. estratos. Assim.  A área de cada estrato tem que ser conhecida. capoeira etc. área basal etc. que a somatória da área de cada estrato seja igual a área da população.

f = fração amostral da população = (n/N). Xih = variável de interesse na amostragem estratificada..  nhL h 1 L Wh = proporção do estrato.2 Aplicação. na população. nh = número de unidades amostradas no estrato. Nh = número potencial de unidades dos estratos.000 ha de floresta mista. n   nh  nh1  nh 2  nh 3  . h.. Uma área de 3. Estrato II: 1. e Estrato III: 1. h. A variável de interesse (Xih).. h. N = número total potencial de unidades da população.500 m em cada Estrato. 2.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 30 Para os cálculos das estimativas é necessário conhecer: L = número de estratos. Wh  A = área total da população.4.. conforme é encontrado na tabela abaixo: Croqui da área:  II     I      III   . h = índice de estratos. N   Nh h 1 L n = número total de unidades amostradas na população. N h Ah  N A Ah = área do estrato. segundo as tipologias de ocorrência na área a saber: Estrato I: 800 ha de floresta densa. A   Ah h 1 L fn = fração amostral do estrato. foi calculado em cada uma das unidades de amostra de 10 x 2. Foi realizado um Inventário Piloto. doze unidades de amostra no Estrato II e 10 unidades de amostra no Estrato III (Ver croqui).200 ha de floresta aberta. volume por hectare. h. onde foram levantadas oito unidades de amostra no Estrato I.000 hectares de floresta tropical foi estratificada em três estratos. h.

000 ha UA = ¼ ha Área do Estrato I = 800 ha Área do Estrato II = 1.800  N h 3  4.200.000 ha L  N h1  3.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 31 Área da População = 3. esta pode ser subdividida em 12. 4.000  12 . isto é.000 ha. determinando-se 3.200  N h 2  4. Estrato II Estrato III Estrato I .800  4.200 ha Área do Estrato III = 1.000 respectivamente. Volume dos estratos (m3.000 h 1 n   nh  nh1  nh 2  nh 3  8  12  10  30 h 1 L Sendo a área da população de 3. o mesmo acontecendo com a área de cada estrato. com respectivos somatórios X i 1 nh ih .000 nh1  8 nh 2  12 nh 3  10 N   N h  3.000 UA possíveis de ¼ ha.ha-1) por unidade de amostra.800 e 4. de 10 x 250 m. soma dos quadrados Unidades  Xi i 1 nh 2 h e média dos estratos Yh .200  4.

5 X 2 ih Xh  Cálculo das estimativas: Média aritmética de cada estrato: Estrato I - X h1  X i 1 nh ih nh1  2.ha1 8 Estrato II- X h2  X i 1 nh ih nh 2  2.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 32 de Amostra 1 2 3 4 5 6 7 nh1=8 9 nh3=10 11 nh2=12  X ih ( m3.035.035.445m3  244.395.0 299.303.17m3.0 598.0 353.69(m3.ha 1 12 Estrato III - X h3  X i 1 nh ih nh3  2.0  8 * (299.50m3.37 ( m3.490.ha1 10 Variância de cada estrato: Estrato I - S 2 h1  X i 1 nh 2 ih  nh1  X h1 2 nh1  1 719.37m3.37) 2   293.ha-1) 240 250 247 252 232 238 249 247 254 236 2.0 719.445.054.054m3  171.0 171.ha1 )2 8 1 .ha-1) 184 162 143 173 168 159 175 192 187 172 168 171 2.17 ( m3.395m3  299.0 244.ha-1) 328 284 312 275 297 308 303 288 2.

4000 N 12.73(m3.0  12 * (171.000 Nh2 4. para escolher a fórmula para calcular a Variância da Média Estratificada.Sh 2 2  X i 1 nh nh 2 ih  nh 2  X h1 2 nh 2  1  353.2667 0.ha 1 ) I II III 3.000 N h3 4.2667 N 12.3333 N 12.492 229.842 68.4 0.800 4.ha 1 h 1 L Cálculo da Variância da Média Estratificada: É necessário Verificar o tipo de população que estamos trabalhando.468 81.Sh32  X i 1 2 ih  nh3  X h3 2 nh3  1  598.37 171.ha 1 ) 2 10  1 Pesos de cada estrato: Estrato I Wh1  Wh 2  Wh3  N h1 3.200 4. se Finita ou Infinita.17) 2  172.200   0. b) INFINITA = (1-f )  0.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 33 Estrato II . Tipo de População: a) FINITA = (1-f ) < 0.802 m3 .0  10 * (244.ha 1 ) 2 12  1 Estrato III .98  Não entra o fator de correção na fórmula.800   0.000 Estrato II - Estrato III - Cálculo da Média Estratificada: Tabela dos dados necessários para o cálculo da Média Estratificada.303.17 244.000   0.0000 299.000 12.50 79.490.802  X ( est. ESTRATO Nh Wh Wh  X h X h (m3 .3333 1.50) 2  55.)  Wh  X h  229 .61(m3.000 0. .98  Entra o fator de correção na fórmula.

) L W  Sh W S  h  h h nh N h 1 h 1 L 2 2 2 Para aplicar essa fórmula é necessário incluir na tabela acima as colunas correspondentes aos elementos.5311  2. portanto maior que 0.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 34 Então.) W  Sh  h  5.5311 2 2 v 2 ( Xest.)  5.) X ( est.5311(m3.100  2.000 Wh 0.) .200 4.5E  3  0.61 - 8 12 10 30 20.9975.0711 0.3333 1. Cálculo do Erro Padrão da Média Estratificada: v( Xest)  v 2 ( Xest. correspondente ao fator de correção para populações finitas que constitui o 2º termo da fórmula.78% 299.1783 - Wh  Sh nh 2. f  n 30   2.0000 Wh 2 Sh 2 nh Wh  Sh 2 2  0.ha1 Cálculo do Coeficiente de Variação: CV  v( Xest.000 (1-f)=0.6368 6.98.6107 2.802 . a fórmula utilizada para calcular a Variância da Média Estratificada é: v 2 ( Xest.0025 N 12.8813 27.1111 - 293.3031 0.000 12.4 0.100  0.2667 0.3518m3 . assim diz-se que a população é INFINITA Tabela para o cálculo da Variância da Média Estratificada para População Infinita é dada por: ESTRATO I II III Nh 3.ha 1 ) 2 nh h 1 L 2 2 para populações infinitas.69 172.6178 5.800 4.3518 .73 55.16 0. No caso em que a população for FINITA.

73 55.00 1.7498E+8 3.788 3.00857 E+16 .960.100  2.253.982.3081E+8 0.400.S X Cálculo do Intervalo de Confiança para a Média Estratificada: IC X (est.915.192 4.v( Xest.000.7036m3.69 172.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 35 Cálculo do Erro de Amostragem: Absoluto Ea  t.000 10 12. como segue: 2 onde: g h  ESTRA TO Nh nh ( N h  nh ) N h ( N h  nh ) 3.200. Assim.3518m3  4.0 15.816 2 ( g h  Sh ) 2 4 ( g h  Sh ) nh  1 2 4 I 1.276.Sh       h 1  gl   hL 1 2 4 2 L g S g .802m3 t.05% X ( est.)  2.3518m3 Er   .990 10.100   .596.0 22.00 293.S  hn  1h  nh h1 h 1 h 1 h h N h ( N h  nh ) nh Para facilitar a aplicação da fórmula acima. precisamos primeiro calcular esse valor empregando a fórmula a seguir: L  L 2 2 g h  Sh    g h .800. Para isso é necessário conhecer o valor do grau de liberdade (gl).61 - - - 3.406 E+17 2.200 8 4.800 12 4. usaremos a tabela calculada pelo software Excel.00 1.000.ha1 Relativo 2.) 229.)   Observa-se na equação que expressa o Intervalo de Confiança que precisamos conhecer o valor de t ao nível de probabilidade na tabela t.6302182 E+12 1.400.00  2.)  t  v( Xest.214.94549E+8 Continuação… ESTRATO gh 2 ( Sh ) 2 86.000 30 1.8875E+8 A=7.0 gh  N h ( N h  nh ) nh Sh 2 g h  Sh 2  I II III 3.080  2.

Cálculo do total da população: ˆ ˆ X   X h  N  X ( est.0m3 .200ha 171.ha 1 IC : 225 .ha1  183. sendo o valor igual a 21 encontra-se entre [ 7 .75233 E+14 B =3. Assim.7036  225 .1m3 .5m3 . isto é.496.092. ˆ X h2  1. Portanto. [ nL nh 1 ]  Agora entrando-se na tabela t com gl =21 e   0.500. X h ˆ X h1  800ha  229.00 .07  2.ha1  205.825936 E+12 - 29.09436 E+17 7. IC : 229 .802  4.0m3.835.7036  234 .3518  Limite Superior: LS  229 . gl3=10-1=9 e a Somatória igual a 27).948727 E+15 8.ha 1 Limite Inferior: 229 .ha 1    234 .27 ].ha1  244.667991 E+12 3.) h 1 L .37m3.802  2. temos: t = 2.94549 E  8) 2   20 .5m3 .652 3.802  4. ˆ X h3  1.000ha  244.87717 E+15 - 9.0m3 .404.0909675 E  16 O valor do grau de liberdade (gl =21) está entre o menor gl entre os estratos e a somatória dos gl dos estratos: (gl1= 8-1=7.ha 1   Cálculo do total por estrato ˆ X h  Nh .05 .1m3 .42  21 B 3.0909675 E+16 gl  A2 (7. então podemos determinar o Intervalo de Confiança para a Média Estratificada.17m3.00  2.50m3. gl2 = 12-1=11.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 36  II III 3.472 - 1.

ha 1    3.Wh .802)2  132.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 37 ˆ X  183 .(t. o nível de probabilidade  .0m3  633 . e População INFINITA.300 .000 ha  243 .A E2 .02(m3 )2 .A E2  B N n t 2 .5m3 .1m3 .Assim.05 .) )2  (0. logo o valor de3 N=3. Para populações INFINITAS. Assim.500 .   0.Wh .ha 1  95 % IC : 675 . considerando que LE= 5%.v(est. se Proporcional ou se Ótima.000 ha  225 . nh = número de unidades de amostra dentro de cada estrato h. n  t 2. o tipo de natureza da população e o tipo de alocação das UA.0m3    703 .000 seria utilizado no caso da média estivesse sido calculada em m3 / 0.S h 1 h .0m3 Cálculo do Intervalo de Confiança para o total da População: Observe que o valor da média está calculado em m3/ha. temos: E 2  ( LE  X (est. a) Modelo Matemático para Alocação Proporcional t 2 . Para populações FINITAS.25 ha. n  2 h t 2. n = número total de unidades de amostra dentro da população.000 ha.S h h 1 L L 2 n E2  W .05  229.0m3  95 %       Cálculo da grandeza da amostra da População: Para determinar a grandeza da amostra para estimar os parâmetros da população inventariada é necessário estabelecer a priore o Limite de erro admissível (LE).400 .) )  P IC : 3. isto é. Wh = Peso de cada estrato h.404 .) )    X  N (t.500 . temos: ˆ ˆ IC : X  N.S h h 1 L 2 E2 .496 m3  205 . O valor de N=12.0m3  244 .v(est.

n  t . A2 E2 Para facilitar os cálculos utilizando o software Excel. quanto pela alocação Proporcional ou Alocação Ótima. L Wh Sh2 Sh Wh . . L Nh Wh  A B b) Modelo Matemático para Alocação Ótima. monta-se a seguinte tabela: Sh2 Wh . Para populações FINITAS.Sh   n   h 1 2 E 2 2 . A n   h 1L E2  B 2 Wh . . . Sh2 (Wh . Para populações FINITAS. Wh . Sh Wh . Wh . Sh2)/N ESTRATO I II III .  L  t .S h  2 2  . Sh2 (Wh . n  t 2 . podemos então calcular a grandeza da amostra tanto para populações Finitas ou Infinitas. monta-se a seguinte tabela: ESTRATO Nh I II III .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 38 Para facilitar os cálculos utilizando o software Excel. Sh2)/N  A B Deste modo.S h  E 2  h 1 N 2 2  L  t .

000 Wh 0.200 4.69 172.2667 0.000 Wh 0.4 0.73 55. Sh 4.99  2 Como podemos observar.n  0.2667  6  1.4 0.69 172.954 ESTRATO I II III  Nh 3. n t 2 .313 ) 2   4.3333 1.200 4.0000 Logo.257 2. e 3 no estrato II.07 ) 2  165 .954   5.3333  6  1.9207  5 E2 132 . Cálculo da grandeza da amostra da População Infinita pela Alocação Ótima: Tabela: ESTRATO I II III Nh 3.800 4.000 12.02 nh1  Wh1. 12 e 10 nos estratos I. sendo 2 nos estratos I e III.313  n t 2 .4  6  2.61 Sh 17. para um erro máximo aceitável de 5% ao nível de 95% de probabilidade em uma população Infinita.4  3 nh 3  Wh 3 .137 13. através da Alocação Proporcional precisaríamos de 7 unidades de amostra na população. A (2.2667 0. Como foram inicialmente levantadas 30 unidades de amostra na população.386  6 E2 132 .485 A=12.0000 Sh2 293.800 4. sendo 8.570 5.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 39 Cálculo da grandeza da amostra da População Infinita pela Alocação Proporcional: Sh2 293. A2 (2. podemos dizer que tanto a população quanto cada um dos estratos apresentam uma grandeza de amostragem suficientes para garantir a precisão requerida pela empresa. Sh2 78.092 18.02 .n  0.000 12.61 Wh . respectivamente.457 Wh .73 55.143 7.535 A=165.3333 1.n  0.6  2 nh 2  Wh 2 .327 69.07 ) 2  (12 . II e III.

Como foram inicialmente levantadas 30 unidades de amostra na população. respectivamente.4  5  2 nh 3  Wh 3 . contratou um Engenheiro Florestal para Planejar e Executar o Inventário do potencial madeireiro de sua propriedade.n  0.2667  5  1. e ESTRATO IV – Os 400ha restantes de floresta mista com grande ocorrência de cipós. para um erro máximo aceitável de 5% ao nível de 95% de probabilidade em uma população Infinita.66  2 Como podemos observar. sendo 8. Contratado.3 Exercício proposto A Empresa PICA PAU S/A.n  0. O Engº Ftal.3333  5  1. 12 e 10 nos estratos I.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 40 nh1  Wh1. ESTRATO II – Área de 800ha de floresta Média. precisaríamos de 6 unidades de amostra na população. 4. planejou o Inventário Florestal a partir de um Inventário Piloto realizado na área com as seguintes definições: a) A área dos 2500ha foi estratificada em quatro estratos a saber: ESTRATO I – Uma área de 300ha de floresta densa. podemos dizer que tanto a população quanto cada um dos estratos apresentam uma grandeza de amostragem suficientes para garantir a precisão requerida pela empresa.33  2 nh 2  Wh 2 . II e III. proprietária de uma área de floresta de 2500 hectares. ESTRATO III – A área de 1000ha de floresta Aberta.4.n  0. . sendo 2 em cada um dos 3 estratos. através da Alocação Ótima.

Analise os dados do Inventário Piloto e verifique se esse poderá ser considerado como definitivo.862432* log H As fichas de campo das Unidades de Amostra para cada Estrato encontram-se a seguir: 10x200m 10x100m UA 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Espécie Envira caninjó Caxinguba Embaúba Matá-matá preto Ingá miúdo Jarana Mangabarana Ripeiro Ripeiro Matá-matá Abiu Fava barriguda CAP(cm) Hc(m) 34 9 45 11 70 9 35 12 51 10 48 11 38 8 37 10 57 8 150 18 179 25 123 10 Qf 2 2 2 1 1 3 1 1 2 1 1 1 Sanidade 1 1 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 10x200m 10x100m UA 2 2 2 2 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 1 1 1 1 Espécie Fava amargosa Abiu casca fina Laranjinha Ingá miúdo CAP(cm) Hc(m) 76 7 60 7 65 7 83 9 Qf 1 2 1 1 Sanidade 1 3 1 1 . assim distribuídas entre os estratos: No ESTRATO I foram levantadas 6 Unidades de amostra. c) O tamanho da Unidade de amostra utilizada foi de 10x250m para as árvores com DAP≥ 45cm.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 41 b) Durante a realização do Inventário Piloto foram levantadas uma Amostra constituída de 29 Unidades de amostra. e No ESTRATO IV foram inventariadas 5 Unidades de amostra.ha-1 para cada unidade de amostra. utilizando tabela de volume de dupla entrada desenvolvida para a área em questão. Calcule o volume em m3. para obter o volume de cada árvore amostrada.057105  2. No ESTRATO II foram inventariadas 8 Unidades de amostra. sabendo-se que a Empresa contratante exige que os resultados apresentados tenham um erro máximo admissível de 10% a uma probabilidade de 95%. e as árvores cujos diâmetros encontravam-se entre 10 e 45cm foram inventariadas em subamostra de 10 x 100m.026275* log DAPm  0. log V  0. No ESTRATO III foram inventariadas 10 Unidades de amostra.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 42 2 2 2 2 2 2 2 2 2 10x200m 10x100m UA 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Uxirana Mururé Ripeiro Aquariquarana Fava corcolobia Taxi preto Caferana Invira preta Fava amargosa 42 40 105 51 39 57 51 155 134 10 9 10 10 8 8 7 8 7 1 2 1 2 2 2 1 2 1 1 1 1 2 1 2 1 1 1 Espécie Acapú Embaúbarana Aquariquarana Ripeiro Embaúba branca Mangabarana Mata matá branco Fava corcolobia Abiu Açoita cavalo Laranjinha Abiu mangabarana CAP(cm) Hc(m) 30 8 161 10 39 9 99 14 135 12 126 16 107 10 141 11 38 10 131 13 141 20 48 22 Qf 1 2 2 2 1 1 1 2 3 1 1 1 Sanidade 3 1 1 1 1 1 1 3 3 1 1 1 10x200m 10x100m UA 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 espécie Paricarana Ripeiro Virola Abiu casca seca Abiu arrupiado Ananim Uxirana Abiu vermelho Ripeiro Louro abacate Maçaranduba CAP(cm) Hc(m) 87 10 39 6 47 11 47 10 51 11 102 14 45 9 60 11 80 15 136 22 139 15 Qf 2 1 2 2 1 1 1 2 1 1 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10x200m 10x100m UA 5 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 1 Espécie Matá matá branco CAP(cm) Hc(m) 280 11 Qf 1 Sanidade 1 .

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 43 5 5 5 5 5 5 5 5 5 10x200m 10x100m U.A 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO Espécie 2 Abiu 2 Quariguarana 2 Axixa 2 Abiu 2 Quariguarana 2 Cupuí 2 Quariguarana 2 virola 2 Breu 2 crioteca da terra-firme 2 Mapatirana 2 Inga 2 Maçaranduba 2 Matamatá CAP(cm) Hc(m) 57 20 62 9 60 20 38 20 40 18 142 8 53 15 166 15 60 30 57 15 60 20 185 25 90 25 47 29 Qf 2 2 1 2 2 2 1 1 2 2 2 1 1 2 Sanidade 1 2 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 2 1 .A 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Ripeiro Abiu preto Ripeiro Abiurana Piquiarana Ripeiro Taxi preto Acapú Louro abacate 49 32 46 70 182 106 250 121 115 9 9 14 7 15 9 15 12 18 1 3 1 1 1 1 2 1 1 1 3 1 1 1 1 2 1 1 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO Espécie CAP(cm) Hc(m) 1 cupiúba 193 15 1 cajuí 128 13 1 Acapu 133 16 1 Mapatirana 53 16 1 Mamorana da terra-firme 115 15 1 timborana 370 18 1 tinborana 210 14 1 Quariguarana 68 14 1 Mapatirana 160 16 1 Cupuí 35 12 1 Angelim rajado 42 13 1 cupiúba 43 12 1 Quarubarana 40 12 1 Abiu 96 13 Qf 1 1 2 2 3 1 1 1 1 1 1 2 1 1 Sanidade 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 2 1 1 10x200m 10x100m U.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 44 1 10x200m 10x100m U.A 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 10x200m 10x100m U.A 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Quariguarana 41 20 1 1 Espécie Mapatirana Mapatirana Quariguarana Mapatirana Matamatá Embaúba Mapatirana Quariguarana Embaúba Quariguarana Quariguarana CAP(cm) Hc(m) 75 20 70 20 35 8 91 25 75 8 135 12 41 20 36 25 146 20 132 25 150 30 Qf 2 2 2 1 1 1 2 1 1 1 1 Sanidade 1 1 1 2 1 1 2 1 2 1 1 Espécie Matamatá Acapu Mapatirana Matamatá Pau branco Quariguarana Angelim rajado Pau branco Quariguarana Envira Acapu Pau branco Envira Abiu Quariguarana CAP(cm) Hc(m) 195 50 180 40 190 30 60 25 83 30 35 8 60 15 45 20 50 18 100 30 75 10 35 7 60 30 40 8 55 30 Qf 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 1 1 2 1 Sanidade 1 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 2 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 Espécie Abiu Matamatá Abiu Quariguarana Matamatá Quariguarana Quariguarana CAP(cm) Hc(m) 135 15 76 20 39 9 150 12 60 25 35 20 36 25 Qf 1 1 1 1 2 2 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 .

A ESTRATO CAP(cm) Hc(m) 60 30 57 15 60 20 85 25 90 25 47 29 53 25 190 30 128 35 133 30 Qf 2 2 2 1 1 2 1 1 1 2 Sanidade 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 Espécie CAP (cm) Hc(m) QF* Sanidade .A ESTRATO 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 5 2 Espécie Quariguarana Pau branco Abiu Quariguarana Quariguarana Quariguarana Quariquarana Quariquarana Quariguarana Pau branco Abiu Quariguarana Quariguarana virola CAP(cm) Hc(m) 37 10 48 18 48 25 107 25 50 20 53 25 36 12 50 18 37 10 48 18 48 25 107 25 53 15 66 15 Qf 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 45 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Matamatá Acapu Acapu Quariguarana Quariguarana Quariguarana Quariguarana Quariguarana Quariguarana Abarema 50 105 45 134 35 32 32 33 35 70 20 25 20 12 20 15 10 12 20 15 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO Espécie 6 2 Breu 6 2 crioteca da terra-firme 6 2 Mapatirana 6 2 Inga 6 2 Maçaranduba 6 2 Matamatá 6 2 Quariguarana 6 2 Mapatirana 6 2 cajuí 6 2 Acapu 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 46 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Matamatá Matamatá Aguariquara Mururé Axixá Pau-jacará Abiú Torém Torém Axixá Torém Torém Torém Breu-branco 35 149 37 42 56 54 55 177 84 146 98 36 148 146 12 12 11 10 12 14 16 14 13 12 15 10 12 16 2 1 2 2 2 2 1 1 1 2 1 2 2 3 1 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 3 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 8 2 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm Espécie Casca-seca Marupá Pau de colher Amapá amargosa Macucu de sangue Ingá vermelho Murta Canela de jacamibú Casca-seca Inga vermelho Acapú Abiu seco Casca-seca Matamatá preto Abiu Matamatá branco Macucu de sangue Quariquara Louro vermelho Macucu de sangue Ingá vermelho Murta Canela de jacamibú Casca-seca Inga vermelho CAP (cm) Hc(m) 47 12 55 15 44 14 96 15 89 13 86 13 158 11 35 12 44 17 43 11 96 14 149 12 43 11 112 14 38 15 163 14 40 14 50 16 94 16 78 13 156 13 158 15 35 12 44 12 43 11 QF* 3 3 2 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 Sanidade 1 2 1 1 3 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 2 1 1 1 3 2 1 1 1 2 .

A ESTRATO 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 ESTRATO 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Espécie Abiu rosadinho Canela de jacamibú Abiu Matajiboia Quariquara Pente de macaco Licania macrophilla Matamatá preto Muiracatara Sucupira babana Matamatá branco Abiu escamosa Piquiarana Abiu vermelho CAP (cm) Hc(m) 111 10 66 14 69 16 100 10 60 14 137 15 98 11 88 13 151 15 234 14 54 22 52 13 148 12 65 12 QF* 2 1 2 3 1 1 2 2 1 2 2 1 1 2 Sanidade 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 3 3 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 47 U.A ESTRATO 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Espécie Mata-matá jiboia Abiu vermelho Quariquara Breu vermelho Breu branco Casca-seca Louro abacate Murta Matamatá preto Fava amargosa Breu branco Canela de jacemim Breu branco Matamatá vermelho Breu vermelho CAP (cm) Hc(m) 189 13 81 16 36 11 79 11 61 11 70 13 64 12 76 16 92 18 129 13 35 12 64 15 43 14 131 14 95 12 QF* 2 2 2 1 1 3 1 1 1 1 1 1 2 1 1 Sanidade 2 2 3 1 1 2 1 2 1 2 2 1 2 1 1 Espécie Breu branco Gema de ovo Matamatá branco Xixá Cacau preto Matamatá jiboia Abiu rosadinho Tauarí CAP (cm) Hc(m) 48 12 61 13 91 14 146 10 58 15 184 13 205 17 105 13 QF* 1 2 1 1 2 1 2 1 Sanidade 1 1 1 1 2 2 1 2 .

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 48 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Rhimoria guanensis Angelim rajado Liania macrophila Matamatá branco Louro abacate 59 35 56 34 44 12 14 14 12 15 1 1 2 1 1 2 1 2 2 2 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 5 3 Espécie Torem Couepia guanensis Matamatá preto Taxi Breu branco Timborana Abiu vermelho Breu branco Louro vermelho Maruré Torem Torem Torem Macucu de sangue Breu vermelho Torem Abiu Casca seca Torem CAP (cm) Hc(m) 43 12 82 15 142 14 35 10 39 12 213 13 72 10 65 13 118 12 40 10 40 14 96 12 105 13 48 14 66 15 94 12 37 12 107 15 99 16 QF* 3 3 1 1 1 2 2 3 1 2 2 1 2 2 2 2 1 2 1 Sanidade 2 1 1 2 1 2 2 3 1 2 1 2 1 1 2 1 3 2 1 Espécie quariquarana Matamatá branco Matamatá preto Matamatá preto Mururé Abil vermelho Mata mata vermelho Jarana Matamatá Abiu vermelho Breu branco Matamatá branco Matamatá vermelho casca preciosa CAP (cm) Hc(m) 38 12 115 13 112 14 64 10 64 12 45 13 80 15 101 13 84 16 35 10 60 14 53 12 173 17 69 14 QF* 2 2 2 2 2 2 2 1 2 3 3 1 1 1 Sanidade 1 2 2 1 1 3 1 2 2 2 3 1 1 2 .

A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) 6 3 Louro amarelo 61 14 6 3 Goiabão 45 10 6 3 Louro preto 47 12 6 3 Abiu vermelho 79 13 6 3 Casca seca 79 15 6 3 Goiabão 151 13 6 3 Breu 58 16 6 3 Quaruba 60 10 6 3 Mururé 83 14 6 3 Breu vermelho 42 12 6 3 Quarabarana 121 17 6 3 Mamorana de terra firme 47 14 6 3 Tatajuba 121 15 6 3 Acapu 38 12 6 3 Abiu 233 10 6 3 Ananí 44 9 QF* 1 1 1 1 1 1 2 1 2 1 1 1 1 3 2 1 Sanidade 1 1 2 1 3 2 1 2 2 2 2 1 1 1 3 2 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO Espécie CAP (cm) Hc(m) 7 3 Tauarí 173 14 7 3 Casca seca 62 16 7 3 Louro 35 12 7 3 Canela de jacamim 51 13 7 3 Guariuba 74 14 7 3 Abiu vermelho 74 18 7 3 Mandiqueira 300 16 7 3 Glicidendron amazonica 65 13 7 3 Canela de jacamim 42 14 7 3 Piquia 320 12 7 3 Mata mata branco 102 17 7 3 Amapá 55 14 7 3 Abiu vermelho 72 16 QF* 1 1 2 1 2 2 1 1 1 1 1 1 2 Sanidade 1 1 2 1 1 3 1 3 2 1 1 1 1 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 49 5 5 5 5 5 5 5 5 3 3 3 3 3 3 3 3 Jarana Breu Barrote Uxirana Maçaranduba Torem Matá matá Mata mata Torem 42 99 61 64 109 35 95 45 15 12 10 9 10 14 19 15 1 1 1 2 1 1 1 2 1 1 1 2 2 1 2 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.

A ESTRATO 9 3 9 3 9 3 9 3 9 3 9 3 9 3 9 3 Espécie Breu Matamata Branco Ripeiro Matamata Branco Cedro Manso Matamata Branco Ripeiro Aquariquarana CAP (cm) Hc(m) 31 8 54 12 43 14 99 13 33 12 150 12 33 12 39 12 QF* 1 1 2 1 1 1 2 2 Sanidade 1 1 1 1 1 2 1 1 .A 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 DAP≥45cm 10cm≤DAP<45cm ESTRATO 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Mata mata branco Mamorana Louro preto Breu vermelho Guariuba Canela de jacamim Guariuba Abiu vermelho Mandiqueira Glicidendron amazonica Canela de jacamim 40 75 36 41 49 65 42 320 102 55 142 12 10 9 15 14 13 14 12 17 14 13 1 1 1 2 2 1 1 1 1 1 2 1 1 1 2 1 3 2 1 1 1 1 Espécie Amapá Ingá vermelho Virola Canela jacamim Louro amarelo Quaruba Acapurana Mata mata Breu branco Ingá vermelho Quaruba Taxirana Envica preta Abiu seco Louro amarelo Fimborana Mata mata branco Envira preta Torim Mamorana CAP (cm) Hc(m) 89 15 112 14 38 18 46 16 83 13 54 14 105 12 44 17 42 16 61 12 60 12 58 14 64 18 60 19 44 16 290 15 134 13 71 18 111 14 53 16 QF* 1 1 2 2 1 1 1 1 1 2 2 3 1 2 3 2 1 1 1 2 Sanidade 2 1 1 2 2 1 2 2 1 2 1 1 2 2 2 1 1 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 50 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 0x200m 10x100m U.

A ESTRATO 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10 3 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 1 4 Espécie Guajará ferro Fava folha-fina Matamata Branco Tachi Branco Fava folha-fina Uxirana Guajará bolacha Matamata Branco Ripeiro Piquiarana Axixa Tachi Branco Ripeiro Matamata Branco Matamata Branco Embaubarana Embaubarana Embaubarana CAP (cm) Hc(m) 180 16 57 12 103 12 74 15 40 15 32 11 220 16 137 15 110 16 286 14 136 15 268 17 110 14 123 16 133 16 73 16 100 17 80 16 QF* 2 1 1 2 2 3 1 1 1 1 2 2 1 1 1 2 1 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Espécie Araracanga Ingá Piquiarana Macucu Macucu Matamata Branco Matamata Branco Amapatirana Axixa Matamata Branco Quaruba cedro CAP (cm) Hc(m) 45 18 60 13 41 4 41 20 42 12 115 24 145 19 92 17 141 20 128 12 114 22 QF* 2 3 3 2 2 1 1 2 1 2 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 51 9 9 9 9 9 9 9 9 9 3 3 3 3 3 3 3 3 3 Amapatirana Ripeiro Aquariquarana Matamata Branco Fava folha-fina Uxirana Guajará bolacha Matamata Branco Ripeiro 101 66 133 99 145 35 69 58 168 13 14 10 15 14 16 12 10 16 1 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 52 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 Breu sucupira Ripeiro Uxirana Carapanaúba Ingá Macucu Pente de macaco Aquariquarana Ucuúba da mata Breu Branco 110 111 127 142 73 44 41 75 36 80 18 17 21 20 12 14 9 12 16 5 2 2 1 3 2 2 2 2 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 2 4 Espécie Aquariquarana Macucu Quaruba cedro Ingá Tachi Preto Guajará bolacha Paricá Acapu Embaubarana Amapá Tauari Breu Matamata Branco Ripeiro Matamata Branco CAP (cm) Hc(m) 45 9 42 13 63 14 80 14 110 14 200 25 185 14 200 15 90 17 110 16 250 26 31 8 54 12 43 14 99 10 QF* 2 2 2 3 1 1 2 2 1 1 1 1 1 2 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO Espécie CAP(cm) 3 4 cupiúba 193 3 4 cajuí 128 3 4 Acapu 133 3 4 Mapatirana 123 3 4 Mamorana da terra-firme 115 3 4 timborana 370 3 4 tinborana 210 3 4 Quariguarana 180 3 4 Mapatirana 160 3 4 Cupuí 35 3 4 Angelim rajado 42 3 4 cupiúba 43 3 4 Quarubarana 40 H(m) 17 12 13 13 14 15 14 18 16 12 13 12 12 Qf 1 1 2 2 3 1 1 1 1 1 1 2 1 Sanidade 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 2 1 .

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 53 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 Abiu Abiu Quariguarana Axixa Abiu Quariguarana Tachi Branco 96 57 62 60 38 40 74 10 12 9 14 13 15 17 1 2 2 1 2 2 2 1 1 2 1 1 1 1 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.A ESTRATO 5 4 5 4 5 4 5 4 5 4 5 4 5 4 5 4 Espécie Fava folha-fina Uxirana Guajará bolacha Matamata Branco Ripeiro Cedro Manso Matamata Branco Ripeiro Aquariquarana Amapatirana Ripeiro Aquariquarana Matamata Branco Guajará ferro Fava folha-fina Matamata Branco Uxirana Guajará bolacha Matamata Branco Ripeiro Piquiarana Axixa Tachi Branco Ripeiro CAP(cm) 40 32 220 137 110 33 150 33 39 101 66 33 99 180 57 103 32 220 137 110 286 136 268 110 H(m) 15 11 11 14 16 7 12 12 12 15 14 6 19 16 12 19 11 16 15 16 14 15 17 14 Qf 2 3 1 1 1 1 2 2 2 1 1 1 1 2 1 1 3 1 1 1 1 2 2 1 Sanidade 1 1 1 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Espécie Abiu preto Ripeiro Abiurana Piquiarana Amapatirana Ripeiro Aquariquarana Matamata Branco CAP(cm) 40 32 220 137 110 54 43 99 H(m) 17 15 11 11 8 12 14 10 Qf 2 2 3 1 1 1 1 1 Sanidade 1 1 1 2 1 3 1 2 .A ESTRATO 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 10x200m DAP≥45cm 10x100m 10cm≤DAP<45cm U.

Por outro lado. tamanho da população. é muito empregado para realizar levantamentos de grandes áreas. quando pretendemos realizar o Mapeamento da população. principalmente. . sob o ponto de vista estatístico pode-se dizer que essa distribuição tende a uma distribuição aleatória. Assim. não precisa ser conhecido a priore. dada a maior facilidade de localizar e controlar as unidades de amostra na área faz com que seu levantamento de campo ocorra com maior rapidez e.5 PROCESSO DE AMOSTRAGEM SISTEMÁTICA A sistematização tem como objetivo garantir a cobertura de toda a população. seu uso se justifica. e ao mesmo tempo em que se mantém as vantagens da sistematização das UA no campo e as facilidades de cálculo das estimativas. a sistematização de um número de unidades de amostra grande. uma vez que. A sistematização das unidades de amostra na área a ser inventariada. facilita o planejamento e deslocamento da equipe de campo entre as unidades de amostra. a área. também. esse Processo de Amostragem tem sido amplamente empregado em Inventários Florestais. em seguida a distribuição das unidades de amostra no campo são feitas segundo um padrão sistemático de distribuição espacial. digo n  30 . portanto é possível utilizar as fórmulas do Processo de Amostragem Aleatória Simples para a estimativa do Erro de Amostragem.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 54 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 4 Guajará ferro Abiu Quariguarana Axixa Abiu Quariguarana 33 150 33 39 101 66 7 12 12 15 14 12 2 1 1 2 2 2 1 1 1 2 1 2 2. em toda a sua extensão pela amostragem. uma vez que as unidades de amostra são selecionadas seqüencialmente. após ser localizada a 1ª unidade de amostra de forma aleatória. podemos dizer que a sistematização propicia uma boa estimativa da média e conseqüentemente do total da variável de interesse do Inventário Florestal. Dada as vantagens. e também. proporciona algumas vantagens quando comparada com a distribuição das unidades de amostra de forma aleatória na área. principalmente as operacionais de campo. No Processo de Amostragem Sistemática. Assim. determinar padrões de dispersão das espécies dentro da população e. por conseguinte menor custo operacional. tanto de áreas de florestas plantadas quanto de florestas nativas. O Processo de Amostragem Sistemática estabelece a aleatoriedade de apenas a 1ª unidade amostral. isto por que a distribuição das unidades de amostra se dá de maneira uniforme em toda a área. e obter um modelo sistemático simples e uniforme.

o número de amostras possíveis (K) será dado por: K N n 2. No caso de se estabelecer um intervalo de amostragem (K). Se uma população florestal é constituída por N unidades de amostra possíveis. Pode ser realizada através de faixas ou parcelas. A amostragem sistemática em faixas é então realizada da seguinte maneira: .1 Processo de Amostragem Sistemática em Estágio Único Nessa modalidade de amostragem a amostra é selecionada. e n for o tamanho da amostra. Amostragem Sistemática em faixas. A área florestal é dividida em N possíveis faixas de igual largura. mediante uma única etapa ou fase de amostragem.5. da qual é tomada uma amostra constituída de n faixas. então haverá K amostras (n = conjunto das unidades de amostra) possíveis. as unidades de amostra se localizam dentro da população segundo intervalos regulares.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 55 Assim. com K faixas de intervalo.

são: 4. selecionar um número aleatoriamente entre 1 e N. Para realizar esse sorteio é preciso. sendo assim. ou seja a 1ª faixa. dividir a população nas N faixas possíveis e numerá-las de 1 a N. As demais faixas são automaticamente selecionadas em intervalos constantes de K unidades. Assim. 16. 13. 10. n 7 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 01 02 03 04 05 06 1ª Faixa Deste modo. 7. . as 7 faixas que constituem a amostra n. logo podemos calcular o intervalo K. K N n  Determinar as demais faixas. inicialmente. 19. entre as quais foi selecionada uma faixa aleatoriamente. K N 21   3. Definida uma amostra n = 7.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 56  Sorteio da primeira faixa entre as N faixas possíveis na população.  Determinar o intervalo de amostragem K. 1 2 3 4 5 6 8 9 10 11 12 N 7 Inicialmente a população foi dividida em 21 faixas de igual largura. a faixa de número 4 considerada como a faixa inicial. Esse número sorteado corresponderá a faixa inicial. e 01: Amostragem Sistemática com parcelas.

linhas (M) e colunas (N). Considerando que a amostra n é constituída de 25 UA. A partir desse quadrado é então definida a 1ª UA sorteando um número entre 1 e 16. 04 05 12 13 03 06 11 14 02 07 10 15 01 08 09 16 Fazendo o sorteio de uma unidade de amostra entre 1 e 16.96  5 n 25 . normalmente o canto inferior esquerdo da população.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 57 Na amostragem sistemática com parcelas ou pontos amostrais. a partir da qual serão alocadas as outras unidades. As próximas UAs são selecionadas esquematicamente. O sorteio da 1ª unidade de amostra ou parcela. as unidades de amostra (UA). segundo o intervalo regular de amostragem K em duas direções perpendiculares.K = 16 ). suponhamos que a unidade de amostra nº 11 foi a sorteada. é feita pela escolha arbitrária de um vértice do gride da área. estendendo o intervalo K em ambas as direções. e o número possível de unidades de amostra na população N é de 124. N 124 K   4. são dispostas. onde marca-se quatro (4) linhas por quatro (4) colunas (K. portanto essa é a unidade de amostra inicial. então podemos calcular o valor do intervalo K.

n j n  Variância da Média  Variância da Média SX  2  X i  n.100 X  Intervalo de Confiança para a Média  Relativo: Er   t.(n  1) (1  f ) S 2  X m  Xi j 1 i 1 m nj 2 j   Xi j . X (i 1) j  j 1 i 1 m nj  X m j 1 2 1j  Xn j 2  1  f  nn  m  2 n   n j .( X )2 2 i 1 n n.5.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 58 2. em ha. cada um deles com um intervalo K de amostragem entre as UAs.  Erro Padrão SX  SX 2  Erro de Amostragem  Absoluto: Ea  t.S X )  P   . A f = intensidade de amostragem.2 Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios As unidades de amostra (UA) são selecionadas em duas etapas ou estágios de amostragem. m = número de linhas ou faixas. Notação: A = área total da população a ser inventariada.S X IC x  (t.3 Cálculo das estatísticas PARA ESTÁGIO ÚNICO  Média X  Aa a PARA DOIS ESTÁGIOS  Média X   Xi i 1 n  Xi j 1 i 1 n nj j m.S X . número total de unidades amostradas. O intervalo entre Linhas (K1) é maior do que o intervalo entre as UAs na Linha (K2). j 1 nj= número de parcelas por linha ou faixa. n = número de subunidades de amostra ou parcelas (UA). O 1º estágio é a orientação das Linhas e o 2º é o intervalo (K2). f  a a a = área da subunidade. Aa = área amostrada em ha.5. n  2.S X )  X  x  (t. em m2.

86303 Tabela A: Dados de volume das unidades de amostra em m3.S X  P   2.4 121.3 214.4 150.4 131.854200 2967.7 243.4 150.4 171.3 130.986 0. onde foram estabelecidas 10 linhas de amostragem com 8 unidades de amostra (parcelas) em cada.3 170.7 9 174.4 187.1 181. e posteriormente o volume por hectare que estam apresentados na tabela A abaixo: Equação Coeficientes F R² Sy/x CV % DMP % IF SIMPLES ENTRADA b0= 1.8 209.106 19.4 164.33 0. a 95% de probabilidade.x  Intervalo de Confiança para o Total ˆ ˆ IC X  N.8 187. a empresa calculou os volumes por árvore.4 177.7 184.2 j=3 145.6 189.6 268.8 204.8 170.9 200.5.6 6 171.4 j =2 171.3 125.ha-1 LINHAS DE AMOSTRAGEM Unidade de amostra j=1 183.5 179.8 131. com área de 1 ha (20 x 500 m).8 145.1 198.5 198.3 201.8 236.1 8 198. Após as medições dos diâmetros à altura do peito (DAP).1 198.3 149.4 186.3 145.7 168. realizou um inventário em uma área de floresta na Amazônia com 30.4 99.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 59  Total da População ˆ X  N .4 158.8 210.957 b2=-0. A empresa florestal Pica Pau.S X  X  X  N.2 138.6 145.1 152.9 4 208.094200 0.8 254.7 186. primeiro realizou o inventário piloto na população.3 141.7 138.4 160.7 154.4 160.1 130.2 157+8 j=10 110.5 168.43 2.3 173. Para atender um Limite de Erro de Amostragem máximo de 10% da média estimada.4 231.4 151. utilizando a equação abaixo.1 152.5 152.4 230. onde foram utilizadas unidades de amostra ou parcelas.2 221.8 228.5 198.8 151.140984 logV= bo + b1 log d + b2(1/d) b1= 1.3 Aplicação do Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios.7 5 155.4 128. a empresa responsável pela execução do inventário. empregando o Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios.5 i=1 2 3 4 5 6 7 nj=8 .000 ha.3 130.7 207.9 189.t.4 131.t.2 145.9 124.8 135.2 180.4 202.8 7 231.

85 2151760 Soma 52919.65 Tabela D UA i=1 nj=8 X^2(1j ) X^2(nj ) j=1 183.1 152.56 24180.1 198.6 208.05 38181.96 18441.44 35664.4 128.4 135.4 131.47 18582.7 184.8 151.7 186.8 209.96 45258.48 29603.2 1151.12 19946.64 j=3 145.7 217782.3 Tabela C UA i=1 i=2 i=3 i=4 i=5 i=6 i=7 Soma j=1 36835.8 236.4 202.8 170.4 150.82 20705.2 180.8 204.94 20149.08 49038.3 130.7 1376.8 29377.81 24900.68 2497109.64 j=7 46927.4 121.16 249037.26 22481.8 37259.1 157.17 34812.3 130.14 20877.76 15951.2 145.6 189.4 230.28 29941.2 138.56 j=2 171.84 j=10 110.51 19426.37 j=4 48307.84 18144.64 26069.96 59097.52 44339.12 j=5 26186.7 39481.16 15850.96 j=10 16604.5 174.3 145.5 198.61 j=8 198.7 315703.4 150.3 170.3 173.25 310942.3 141.41 24106.8 231.4 158.56 19799.6 145.42 27202.4 125.92 51632.89 23286.9 189.2 Soma 43430.5 179.55 j=2 30884.69 34856.1 181.94 22094.89 j=9 174.9 21141.82 242165.4 201.6 1233.8 1304.04 24479.24 21942.4 187.8 228.81 28917.75 365637.7 168.64 29816.7 152.33 137968.3 149.1 53545.5 152.8 145.3 155.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 60 Tabela B: Apresenta a Soma e a Soma de quadrados (SQ) dos volumes por unidade de amostra UA i=1 i=2 i=3 i=4 i=5 i=6 i=7 i=8 Soma S.8 131.6 j=6 171.68 45386.5 33600 j=3 23016.2 157.2 j=6 27441.1 40572.2 221.4 1583.59 164505.4 149.92 27281.4 167352.81 j=4 208.6 135.25 40682.36 20164.72 59379.3 145.2 179.76 22350.77 j=8 36620.15142760.9 110.04 16730.64 j=7 231.9 198.4 33819.24 276203.43 427482.03 160615.5 168.1 198.4 99.4 201.39 144881.16 15009.4 243.6 268.5 198.36 192407.07 166439.48 51010.4 151.4 171.5 171.9 1143.4 164.56 43015.4 177.4 186.7 207.7 186.44 32112.61 30176.3 31275.4 131.8 13852.4 160.1 130.68 359431.58 46842.21 218408.7 138.96 20820.97 30598.52 33337.9 200.16 316785.5 12188.01 198574.8 187.4 160.7 j=5 155.32 18180.44 27376.Q j=1 j=2 j=3 j=4 j=5 j=6 j=7 j=8 j=9 m=10 Soma 183.19 j=9 26480.89 .9 124.92 17005.6 198.52 22117.7 243.8 1692.5 1117.24 316746.11 19582.4 231.2 1410.8 30310.88 68283.29 19005.3 125.2 29309.64 17187.8 254.3 214.14 43741.8 210.68 28785.02 39298.2 171.32 22147.21 39362.7 154.1 33991.14 35542.1 1838.86 184766.72 25662.1 152.

1*173.t 2 1.05.n X  13.ha1 )2 (80  1)  Valor de t t0.000 (1  f )  (1  0.155m3 .109.7972(m3.002667)  0.246.(X ) 2 (n.7972 * (1.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 61   Média X  627728.82654 .667E  3  0.002667 A 30.09  Xi j 1 i 1 n nj j m..155)2  1.98 Portanto.99)2 4.852.155)2 299.9973  0.467  17 unidades de amostra E2 (0.  Variância Sx 2  X i 1 n 2 i  n.937.3  80 * (173.79= 1.ha 1 10 * 8 f  Aa 80   2.  1) Sx 2  2497.246.4416 n    16.99  Valor de n Sx 2 . POPULAÇÃO INFINITA.4  173.

sem o uso do fator de correção (1-f) para populações FINITAS.485.ha 1 ) 2 5.4 198.835.8 187. o 2º termo da fórmula acima foi obtida pela Tabela C.8 x 204.17 34.3 x 173.24 276203.8 37.1 40.55 Então. 2. como ilustrado abaixo para a primeira coluna da Tabela.109.151.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 62  Valor de K K N 30.339.842.812. aplicando-se os seguintes produtos entre os dados das colunas da Tabela B.1 x 198. Para as demais colunas é só repetir o processo ou no caso do uso do EXEL é arrastar para as demais colunas.58 46.760.259.255 2   5. UA i=1 i=2 i=3 i=4 i=5 i=6 i=7 Soma Produto 183.542.4 x 187.622(m3 .000   375 n.3  2. uma vez que seriam necessários apenas 17 UA para atender a precisão requerida.9 x 200.497.1 236.09 31.m 80 No Inventário Piloto foram amostrados 80 UA com um intervalo de amostragem de 375 metros entre as UA. pois como já visto a nossa população inventariada é INFINITA. onde os valores das células dessa tabela foram determinadas pelo uso do Exel. então esse Inventário Piloto foi convertido em Inventário definitivo.(80  10) 627.600 Sx 2   Erro Padrão .52 44. temos a aplicação da fórmula da Variância da Média.3 200.728.14 35.8 173.4 Células 36.0  80.  Variância da Média SX  2  Xi j 1 i 1 m nj 2 j   Xi j .572.5 204.5 x 198.8 x 236. X (i 1) j  j 1 i 1 m nj  X m j 1 2 1j  Xn j 2  1  f  nn  m  2 Para calcular a Variância da Média do Processo de Amostragem Sistemática em Dois Estágios.

053 .622  2.S X X .m3.000 ha. podendo ser usado preferencialmente em áreas florestais em que a acessibilidade não seja muito . também denominado simplesmente por Processo de Amostragem em Dois Estágios.ha 1  X  173 .x  30. onde a abordagem da população é feita por amostra em diversos estágios.650.6 PROCESSO DE AMOSTRAGEM ALEATÓRIA EM DUAS ETAPAS (Two – stage random sampling) O Processo de Amostragem Aleatória em Duas Etapas.ha1 t.0m3  30 .371m3.S X  (1.0m  95 % 3 3       2.t.173.0m  X  5.87 m3ha 1  95 %        Total da População ˆ X  N.371)  4.S X )  P IC 173 .ha 1  95 % IC 168 .650 .155 m3 .4.ha 1  X  5.72 % 173 .718 m3 .t.194 . Este Processo de Amostragem admite tanto o método de área fixa quanto de área variável.ha1  5. constitui-se na fase inicial da Amostragem em Múltiplos Estágios.155m3.190 .000 ha.43 m3ha 1  X  177 .718 .S X  X  X  N.110 .99).4.100   4.S X )  X  x  (t.0m3  Intervalo de Confiança para o Total ˆ ˆ IC X  N.S X  P IC 5.100  2.194 .ha 1  95 % IC 5.000ha.ha 1  4.0m3  30 .(2.718 m3 .718.155 m3 .718 m3 .155  Relativo: E r    Intervalo de Confiança para a Média IC x  (t.ha1  Erro de Amostragem  Absoluto: Ea  t.336 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 63 Sx  Sx 2  5.650 .ha 1  4.718 m3 .194.

sorteando-se de um número pré-determinado dessas áreas de 1º estágio. maior número de unidades de amostra serão necessárias para manter o Erro Padrão da Média ( Sx ) dentro de limites toleráveis. para áreas consideradas pequenas. não seja muito oneroso. Suponhamos a figura ilustrativa abaixo: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 . é necessário realizar uma Análise de Variância – ANOVA. Assim. Unidade de 1º estágio que podem variar arbitrariamente de magnitude (tamanho). desde que seja mantida uma certa proporcionalidade com o tamanho da população. para a obtenção da variância ( S 2 ). notadas por “N”.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 64 difícil.000 ha. de modo que os custos de penetração das equipes de campo. então. e para áreas superiores a 10. Como a abordagem da população é feita pela amostragem em duas etapas.000 ha o tamanho das áreas dos blocos de 1º estágio poderá ser também maiores que 100 ha. para áreas superiores a 200 ha até 1. O número de unidades de amostra do 2º estágio depende de sua variabilidade. Assim. no interior da floresta. Uma vez definido o tamanho e. Nesse Processo a área da população florestal a ser inventariada é dividida em um determinado número de unidades primárias denominadas de Blocos de 1º estágio ou área geográfica de 1º estágio. de acordo com o tamanho da área (população florestal) a ser inventariada. digamos de até 200 ha. Inventários florestais já realizados na Amazônia pela UFPR utilizaram o tamanho de 100 ha para as Unidades primárias de 1º estágio. as áreas geográficas de 1º estágio. deverá ser proporcional. o tamanho de 100 ha cada seria indicado.000 ha até 10. conseqüentemente. o 2º estágio consiste no sorteio de um determinado número de Unidades de amostra tiradas ao acaso entre as “M” unidades constantes em cada um dos Blocos de 1º estágio. para áreas acima de 1. poderíamos considerar 20 unidades primárias de 10 ha cada. poderíamos adotar 50 ha para o tamanho de cada Bloco de 1º estágio. há evidências de dois componentes de variação. A 1ª é devido a variação que ocorre entre as unidades de amostra dentro do 2º estágio e a outra é devida a variação entre as médias dos Blocos de 1º estágio.000 ha. maior dispersão nas informações.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 65 Nessa figura é ilustrada uma população florestal com área de 2.000 ha. A figura seguinte ilustra a população a ser inventariada com as Unidades Primárias sorteadas e dentro destas as Unidades de 2º estágio aleatorizadas: 1 2 4 6 7 9 10 12 13 15 16 17 18 19 ÁREA GEOGRÁFICA DE 1º ESTÁGIO ÁREA GEOGRÁFICA DE 2º ESTÁGIO . sendo esta dividida em N=20 Unidades Primárias ou Blocos de 1º estágio de 100 ha cada.

1º PASSO: Dividir a População florestal a ser inventariada em “N” áreas geográficas de 1º estágio possíveis. Variável de interesse na amostragem em Dois Estágios. do Gráfico: n = 6 3º PASSO: Dividir as áreas geográficas de 1º estágio em “M” áreas geográficas de 2º estágio. Ex. Número de Unidades Secundárias amostradas por Unidade Primária. Ex.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 66 Notação utilizada: Para o cálculo das estimativas é necessário adotar algumas notações: N= n = M= m= Xij = Número total de Unidades Primárias da População. Número total de Unidades Secundárias por Unidade Primária. Número de Unidades Primárias amostradas dentro da População. do Gráfico: 1 66 M = 66 4º PASSO: Sorteio de “m” unidades de 2º estágio 1 66 m=5 . do Gráfico: N= 20 2º PASSO: Efetuar o sorteio de “n” áreas geográficas de 1º estágio amostrada. Ex.

n = Número de Unidades de amostra primária. INTENSIDADE AMOSTRAL O número de Unidades Amostrais no Processo de Amostragem em Dois Estágios é definido a partir de duas equações. C1 = Custo de localização das Unidades de amostra (transporte ). C2 = Custo de medição. .n  C2 . devido à existência de duas variáveis na expressão da variância da média “ n ” e “ m “. o valor de “ n “ (número de Blocos de 1º estágio ) está em função da variação Entre Blocos. O objetivo da Análise de Variância – ANOVA é calcular os seguintes componentes de variação: a) Variação dentro (Blocos de 1º estágio) b) Variação entre (Blocos de 1º estágio) Assim.n Onde: C = Custo total do Inventário. C2 Se 2 Essa equação para obtenção do valor de “ m” “ é derivado da função de custos que é dada abaixo: C  C0  C1. O valor de “ m “ ( número de unidades secundarias ) está em função da variação Dentro dos Blocos.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 67 O valor de “m “ depende da variabilidade da variável de interesse medida dentro do Bloco de 1º estágio. C0 = Custo de Administração. sendo que a segunda equação é a dos custos. Unidades Secundárias ( m ) m C1 S 2 d . Essas duas equações referem-se ao cálculo da Intensidade amostral das unidades primárias e secundárias.

Sd2 = Variância dentro dos Blocos. Finita no 2º estágio e Infinita no 1º estágio. n m. Finita nos dois estágios.n f1  n . e Se2 = Variância entre os Blocos.Se  1 . Unidades Primárias ( n ) 2  2 S  Se  d t  m  n E2 2     para Populações Infinitas. Infinita nos dois estágios. Finita no 1º estágio e Infinita no 2º estágio. N f2  m M A população pode ser: 1.t 2  S e  d N  M  Sendo: E2      para Populações Finitas. 1  f1 2 f 1  f 2  2 . 2. 4.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 68 m = Número de Unidades de amostra secundárias. Análise de Variância – ANOVA para o Processo de Amostragem em Dois Estágios: Fonte de Variação Entre Dentro Total gl n-1 n (m – 1 ) nm-1 SQ SQe SQd SQtotal QM QMe QMd F (Qme / QMd )  Soma de Quadrado Total .  2 S 2 t 2  Se  d   m    n 2 1  2 S E 2  .Sd . 3.

dentro de cada Bloco. S x  Se  S d  2 2 2 QM e  m  1QM d m . X   X i 1 j 1 n m ij n. m = número de unidade secundaria.m Onde: n = número de Blocos. unidades de 1º estágio.  Soma de Quadrado entre Blocos ( SQe )  m     X ij    i 1  j 1   Fc SQe  m n 2  Soma de Quadrado dentro dos Blocos ( SQd ) SQd  SQtotal  SQe  Média da População por Subunidade.m     2 N  n. X  X j 1 m ij m  Variância por Subunidade ( População).m  Média das Subunidades por Unidade Primária.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 69 SQt otal   Xi i 1 j 1 n m 2 j  Fc Fc = Fator de Correção  n m    X ij  i 1 j 1 Fc   n.

 N  n  M  n.M .S x   P    Total da População ˆ X  N .100 X  Intervalo de Confiança ( IC )  IC para a Média IC x  t.S x   X  x  t.e QM d  SQd 2  S d . obtidos do quadro da ANOVA. nm  1  Variância da Média ( Sx 2 )  N  n  Se  M  m  Sd Sx 2   .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 70 Sendo: QM e  SQe QM e  QM d 2 .   .m 2 2  Erro Padrão ( Sx ) Sx  Sx 2  Erro de Amostragem  Absoluto: Ea  t . assim: Se  n 1 m .S x  Relativo: Er   Ea . X  IC para o Total da População .

4 40 43.5 44 33. apresentados na tabela abaixo: Subunidades (Unid. Na população foram estabelecidos aleatoriamente 15 Unidades Primárias com área de 100 ha cada uma.1 45.5 39.1 37.270p.8 11 56.8 46.2 41 38.1 18.6 41.Uni dade Pri ária 9 51.M t.8 32.8 29 15 37.6 27.1 . empregando o Processo de Amostragem em Dois Estágios. Lucila de Almeida V.4 25.8 28.APLICAÇÃO DO PROCESSO DE AMOSTRAGEM EM DUAS ETAPAS Uma Empresa florestal realizou um Inventário em uma floresta na Amazônia com área de 100. com dimensões de 20 x 500 m.8 38.Sx   X  X  N.3 30.3 40.1 5 6 7 8 26.7 35.3 47. a empresa processou os dados do Inventário Florestal e obteve os seguintes volumes comerciais para laminação.2 18.4 10 27.6.9 13 14 44.3 24. Luciano Farinha Watzlawick.4 23 26.2 22. Após as medições de diâmetro (DAP) e altura.7 27. 2006.3 38.2 26.8 29 37.9 22.4 40.M t. também casualmente.2 23.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 71 ˆ ˆ IC X  N.8 35. Carlos Roberto Sanquetta.Secund) (m³/ha) Unida de Amos tral .1 1 2 3 4 1 2 3 4 21.2 12 25.2 33 45 25.4 29.2 35.4 25. 4 unidades secundarias com área de 1 ha.7 34.4 26.7 17. .5 38.Fernandes –Curitiba: Multi-Graphic Gráfica e Editora.9 43.8 29.9 23.7 59 37.Sx   P   2. Nessas unidades primárias foram instaladas. Ana Paula Dalla Corte.6 Fonte dos Dados: Inventários Florestais: planejamento e execução.3 27.000 ha.

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL

PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS

72

Tabela de dados de campo com as somatórias necessárias para aplicação das fórmulas para o cálculo das estimativas. Subunidades UNIDA DE AMOS TRAL (Unid.Secund) (m³/ha) 1 2 3 4 5 6 7 21.4 23 26.4 25.8 26.7 34.3 27.5 1 35.2 22.9 22.7 17.0 29.2 33 45 2 25.3 24.3 30.1 18.2 40.8 28.6 41.7 3 18.4 26.4 29.7 35.1 38.2 41 38.4 m=4 Soma 100.3 96.6 108.9 96.1 134.9 136.9 152.6 SQ 2675.65 2340.9 3000.4 2517,89 4689 4764 5995 Som²/m 2515.02 2332.9 2964.8 2308,80 4550 4685 5822 Média 25.075 24.15 27.225 24.025 33.73 34.23 38.15

8 39.8 25.3 27.8 40.6 133.5 4645 4456 33.38

9 51.1 37.8 46.9 43.4 179.2 8123 8028 44.8

10 27.2 26.5 44 33.8 131.5 4521 4323 32.88
2

11 12 56.3 25.2 38.2 23.8 35.1 29 45.2 37.9 174.8 115.9 7904 3479 7639 3358 43.7 28.98

13 44.3 40 38.7 37.8 160.8 6489 6464 40.2

14 47.4 43.5 59 29 178.9 8461 8001 44.73

n=15 Soma 37.6 27.9 23.8 32.1 121.4 2022.3 3789 73394,31 3684 71131.8125 30.35

 X ij  2.022 ,3
i 1 j 1

n

m

 X
i 1 j 1

n

m

2 ij

 73 .394 ,31

 m     X ij    i 1  j 1   71.131,8125 m
n

Média 

X
j 1

m

ij

m

 25 ,075 ;24 ,152 ;......... 30 ,35 m 3 .ha 1

m=4 n = 15 E% = 10% e   0,05

Com a Tabela de dados de campo, foram calculadas as somatórias necessárias a aplicação das fórmulas e da ANOVA, bem como foram obtidas as médias das subunidades por Unidade Primária. 1. MÉDIA DA POPULAÇÃO ( X )

X 

 X
i 1 j 1

n

m

ij

n.m

2.022 ,3  33,705 m 3 .ha 1 15 x 4

2. MÉDIAS DAS SUBUNIDADES POR UNIDADE PRIMÁRIA ( X i ) Os resultados das médias estão apresentados na Tabela de dados, as quais foram calculadas por:
Xi 

 Xi
j 1

m

j

/m

3. ANÁLISE DE VARIÂNCIA – ANOVA  Soma de Quadrado Total (SQtotal) Fc = Fator de Correção
 n m   X ij  i 1 j 1 Fc   n.m   2    2.022,3  68.161,622 15 x 4
2

SQt otal    Xi j  Fc  73 .394 ,31  68 .161,622  5.232 ,6885
2 i 1 j 1

n

m

 Soma de Quadrado entre Blocos ( SQe )
 m     X ij    i 1  j 1   Fc  71.131,8125  68.161,622  2.970,19 SQe  m
n 2

Soma de Quadrado dentro dos Blocos ( SQd )
SQd  SQtotal  SQe  5.232 ,6885  2.970 ,19  2.262 ,4985

ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS

75

Análise de Variância – ANOVA para o Processo de Amostragem em Dois Estágios: Fonte de Variação Entre Dentro Total gl n-1 n (m – 1 ) nm-1 SQ SQe SQd SQtotal QM QMe QMd F (Qme / QMd )

Fonte de Variação Entre Dentro Total

gl 14 45 59

SQ 2.970,19 2.262,4985 5.232,6885

QM 212,157 50,278 -

F 4,219

Variância entre Blocos Se
Se 
2

 
2

QM e  QM d 212,157  50,278   40,470 m3 .ha 1 m 4

2

Variância dentro dos Blocos Sd

 
2

Sd  QM d  50,278 m3.ha1
2

2

Variância total da população S x
2 2 2

 
2

S x  Se  Sd  40,470  50,278  90,747 m3.ha1

2

3. INTENSIDADE AMOSTRAL  Unidades Secundárias ( m ) Para efetuar o cálculo do número de Unidades Secundárias ( m ) utilizou-se uma razão de custos ( C1 / C2 ) igual a 0,45.

C1 S 2 d 50,278 m . 2  0,45.  0,748  1,0 C2 Se 40,470

o quanto é homogêneo.1 X  33.145.015 ) > 0.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 76 Esse resultado mostra que o número ótimo de subunidades por unidade primária é 1. o valor de “n” é calculado utilizando-se a fórmula para Populações INFINITAS: 2  2 S  Se  d t  m  n E2 2     para Populações Infinitas. Assim. decidiu-se calcular o número de unidades primárias com 4 unidades secundárias.705 m3 .470  50.98 População Infinita: 1  f   0.1x33. tem-se que t0.3705 4 2   21.14 = 2.ha 1 E  0.705   3.98 Valor de f para Unidades primárias: f  n 15   0.0.000 Logo: ( 1 – 0.48  22Unidades . Assim.1452 .98. 95%.015 N 1. porém.3705 m3ha 1 b) A população é Finita ou Infinita ? População Finita: 1  f  > 0. Isso mostra. pouca variação dentro dos blocos. então: 2. O valor de “t” é obtido na Tabela t em função do grau de liberdade ( n – 1 ) e do nível de probabilidade. como foram levantadas 4 subunidades por unidade primária no Inventário piloto. 40.05.  Unidades Primárias ( n ) a) O valor de E E  LEx X  Onde: LE = 10% = 0. portanto a população é Infinita.278    n  3.

Sendo assim as unidades secundarias representam uma população finita e.871m 3 . temos:  N  n  Se  M  m Sd Sx   .502  1.96 portanto < 0. há a necessidade de voltar ao campo e levantar mais 7 unidades Primárias para garantir a precisão esperada inicialmente de 10% de Erro máximo admissível.98 (População FINITA ).m  N    2 2 2 N  n  N  = Fator de correção para População Finita.470 100  4  50.985 como já foi visto anteriormente. f  m 4   0.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 77 Os cálculos do número de unidades de4 amostras primárias indicam que seria necessários 22 Unidades primárias com 1 unidade secundária em cada. Já para as Unidades secundárias. 4. portanto. representariam bem a população inventariada.  M    2 2   2  Cálculo do Erro Padrão ( Sx ) Sx  Sx 2  3. o valor de ( f – 1 ) é igual a 0. Como no Inventário Piloto foram amostrados apenas 15 Unidades Primárias.m  15   100 .ha 1 .ha n . Assim. ERRO DE AMOSTRAGEM DO ATUAL INVENTÁRIO PILOTO  Cálculo da Variância da Média S X   2 O valor de ( f-1 ) para as Unidades Primárias é 0.278  M  m Sd 3 1  .96. o fator de correção para as Unidades secundárias não pode ser desprezado da fórmula. n. n   M . n.04 M 100 ( 1 – f ) = 0.   Sx 2  Se 40.502 m . 154  3.

000 100 33.014  X  33.100  11.100 m  X  3.  IC para o Total da População IC 3.705 É possível observar que o Erro relativo (11.969 .Sx   X  X  N.014  95 %  IC x  t. X  1.705  4.S x   X  x  t.100   .900 m 3  ˆ ˆ IC X  N.705   3.370 .370 .705  4.370 .771 .M t.1.145 .871  4.  Intervalo de Confiança ( IC )  IC para a Média IC 29 .014 E r   a .500  401 .S x   P      Total da População ˆ X  N . que não foi satisfatória.ha 1  X  37 .500 m3 .ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 78  Erro de Amostragem  Absoluto: E a  t.ha 1  Relativo: E 4.M .91%) foi superior ao limite de erro inicialmente admitido ( 10% ).691 m3 . isso ocorreu devido a Intensidade amostral realizada.400  X  3.014 m 3 .M t.ha 1  95 %  IC 33.S x  2.400  95 % IC 2.Sx   P    3   95 %  .500  401 .91 % X 33.719 m3 .

3 158. em áreas menores de 1 ha.8 185.8 115.3 129.7 147.5 147.5 147.4 13 187.3 PRIMÁ RIAS 7 100. Tabela de dados do Inventário Piloto Unidade SECUND m3/ha UNIDA DES 1 182. Para tanto.9 89.5 198. O Inventário Piloto realizado na área constou da seleção aleatória de 13 Unidades Primárias.8 168.1 4 124.6 181.6 158.4 2 165.9 178. os quais foram obtidos do Inventário Piloto atende a precisão desejada pela Empresa ? A população é finita ou infinita ? No caso do Inventário Piloto não atender a precisão desejada.9 6 145.4 151.2 176.3 11 126. Foi planejado que o Processo de Amostragem em Dois Estágios seria utilizado.6 158.2 74.3 125. foi contratada para planejar. Cada Unidade Primária ou Bloco.5 102.2 1 2 3 4 m=5 N = 50 n = 13 M = 200 m=5 LE = 10% p=0.6 59. a área foi dividida inicialmente em 50 Unidades Primárias ou Blocos de 200 ha cada.7 12 159.2 186.7 138.7 3 213.3 189.7 187.8 5 198.2 156. por sua vez.8 188.4 151.3 129.8 154.8 8 87.6 148.1 BLOCO S 10 203.2 .9 135.6 179.ANOTAÇÕES DE INVENTÁRIO FLORESTAL PAULO LUIZ CONTENTE DE BARROS 79 2.000 hectares. localizada no município de Cametá no estado do Pará. também.2 140. foi então dividida em uma segunda etapa. perfazendo assim.9 169.1 174.2 125.3 159. qual o número de Unidades primárias e secundárias necessárias para atender a precisão. Considerando que o Erro máximo aceitável para a média é de 10% a um nível de probabilidade de 95%.9 137.9 187.8 135.6 192.6 152.9 179.5 198.9 168.8 9 189.EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO PROPOSTO DO PROCESSO DE AMOSTRAGEM EM DUAS ETAPAS A Empresa PICA-PAU S/A.1 176.3 153.9 168. executar e analisar um Inventário Florestal em uma área de 10.3 154. casualmente 5 unidades secundárias.05 .3 125. pergunta-se: A análise dos dados de volume (m3. 200 unidades secundárias possíveis em cada Bloco.6. dentro das quais foram selecionadas.2 98.6 154.ha-1) apresentados na Tabela abaixo.

35 97953.43 155584..06 181211.8 5 198.5 Soma 1620126.4025 119025 88536 41963.4 151.3 167210.3 4 124.36 182.2 176.4 146421.9 6 145.2 156.5 147.7 138.16 190.1 934.1 176.3 153.56 207890.39 Som²/m 178041.9 179..403 m n 2 Média  X j 1 ij m  168 .8 142430.3 129.5 102.2 880.8 595.79  m     X ij    i 1  j 1   2.9 12 159.15 116088.8 168.ha 1 m=5 n = 13 E% = 10% e   0.9 911.3 158.3 189.2 74.8 188.3 159. 176 .31 95680.126 .5 72181..m 3 .5 198.78.3 154.6 158.52 193952.9 168..5 198.9 2 165.06 ..150 .49 156040.02 2009656..6 154.7 147.62 121417.1 880.86 145.8 3 213.6 158.7 696.2 98.06 176.05 .02 193732.76 218229..3 129.Tabela de dados de campo com as somatórias necessárias para aplicação das fórmulas para o cálculo das estimativas 1 2 3 4 m=5 10040.6 181.8 10 203.4 151.86 .8 409.9 178.02 81.9 187.6 152...1 8 87.6 59.9 169.38 138 119.38 153.96 186..9 168.9 135.16 225957.96 .3 125.2 186.6 179.3 13 187.4 843.8 154.79 SQ 143476.7 11 126.3 690 7 100.656.2 140.403 Média 168.620 .06 1 182.78 150.7 754.8 185.9 89.12 132059.14 139.2 125.009.87 117675.7 9 189.8 726.4 765.47 106229.8 135.6 148..1 174.9 137.04 176328..8 115.3 Soma Fonte: Dados Hipotéticos  X i 1 j 1 n m ij  10040 .3 950.5 m  X i 1 j 1 n m 2 ij  1.5 147.7 187.41 34467.3 125.94 176.186 .6 192..

onde o 2º estágio é organizado de forma sistemática dentro do 1º estágio.7 – PROCESSO DE AMOSTRAGEM EM CONGLOMERADOS (Cluster Sampling) É uma variação de qualquer plano de amostragem. em particular a Amostragem em Duas Etapas ou Dois Estágios. É um processo .2.

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