Coleta de Sementes de

Espécies Florestais
A história do Seu Valdir das Sementes: uma experiência
de manejo de produtos florestais não madeireiros

Noemi Vianna Martins Leão
Alessandra Doce Dias de Freitas
Sérgio Heitor Sousa Felipe

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Amazônia Oriental
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Embrapa
Brasília, DF
2015

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Embrapa Amazônia Oriental
Leão, Noemi Vianna Martins.
Coleta de sementes de espécies florestais : a história do Seu Valdir das sementes : uma
experiência de manejo de produtos florestais não madeireiros / Noemi Vianna Martins
Leão, Alessandra Doce Dias de Freitas, Sérgio Heitor Sousa Felipe. Brasília, DF: Embrapa,
2015.
39 p. : il. color. ; 15 cm x 21 cm.
ISBN 978-85-7035-418-1
1. Semente. 2. Mudas. 3. Desmatamento – Amazônia. 4. Desenvolvimento sustentável.
5. Essência florestal - Amazônia. 6. Produto florestal não madeireiro. I. Freitas, Alessandra
Doce Dias de. II. Felipe, Sérgio Heitor Sousa. III. Título. IV. Título: A história do Seu
Valdir das sementes. V. Título: Uma experiência de manejo de produtos florestais não
madeireiros.
CDD 634.9562 21. ed.
© Embrapa 2015

Belém. . professora da Universidade Federal do Pará. Altamira. Belém. mestrando em Agronomia na Universidade Federal Rural da Amazônia.Autores Noemi Vianna Martins Leão Engenheira-florestal. Alessandra Doce Dias de Freitas Engenheira-florestal. mestre em Botânica Tropical. PA. PA. PA. pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental. mestre em Ciências Florestais. Sérgio Heitor Sousa Felipe Engenheiro-agrônomo.

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recuperação ou recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL). assim como a crescente demanda para recuperação das áreas desflorestadas. envolvidos nesse segmento. por meio de uma linguagem acessível a agricultores familiares. Ressalta-se a necessidade de manutenção dos recursos florestais. objetivando incentivar. por meio do Laboratório de Sementes Florestais. transformando a paisagem florestal em um grande mosaico de diferentes usos da terra. para diferentes atores sociais. As pesquisas tiveram início em 1979 e.Apresentação A o longo dos últimos anos. Em razão da elevada biodiversidade e reconhecida importância que o Bioma Amazônico apresenta no cenário nacional e internacional. a região amazônica vem sofrendo um intenso e desordenado processo de antropização. em que as sementes passam a ser o insumo primordial para produção de mudas que atendam os diferentes projetos desses segmentos. técnicos. técnicos e todos que fazem uso dos recursos florestais diretamente e indiretamente. para produzir mudas de essências florestais nativas. faz-se necessário. a colheita de sementes e manejo pós-colheita são técnicas essenciais para alcançar padrões de qualidade para cada espécie arbórea nativa. Esta publicação é uma das contribuições da Embrapa Amazônia Oriental. foi iniciada a oferta de cursos em manejo e colheita de sementes. visando à conservação da biodiversidade e exploração sustentável. assentados rurais e agricultores familiares. comunidades tradicionais. posteriormente. seja para criação de pastos e agricultura seja para exploração madeireira indiscriminada. em quantidade e qualidade. entre outros. Todavia. Adriano Venturieri Chefe-Geral da Embrapa Amazônia Oriental . assentados. ampliar conhecimento e apoiar ações de manejo e restauração florestal. A cartilha Coleta de Sementes de Espécies Florestais é resultado de diferentes pesquisas e de cursos realizados pela Embrapa Amazônia Oriental. o manejo adequado da floresta e a recuperação das áreas desflorestadas. povos indígenas. como estudantes. em 1995.

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Seu Valdir produzia mais mudas. A cada ano. cresceu em meio às florestas naturais na Amazônia. . Ele gosta de árvores.7 Coleta de Sementes de Espécies Florestais A história do Seu Valdir das Sementes: uma experiência de manejo de produtos florestais não madeireiros S eu Valdir é um técnico agrícola que trabalha há mais de 30 anos com sementes e mudas na Embrapa. Foi morar em Belterra e lá começou a coletar sementes e produzir mudas de diferentes espécies.

Somb Fotos: N oemi V ianna. ligando o município ao grande centro da região.8 A té que um dia a pequena cidadezinha cresceu e se transformou em um município. . mostrando a cada membro da comunidade o que podemos tirar delas em vez de derrubá-las: ra 1. b) Floração de pau-preto. depois chegou a luz elétrica e o telefone. Os anos foram passando e a agricultura “invadiu” as áreas de floresta da Bela Terra. Foi aí que Seu Valdir explicou a todos a importância das árvores que estavam sendo derrubadas. com prefeitura e tudo! Antes eles só tinham energia durante algumas horas no dia. b) a) Figura 2. veio o asfalto. Em seguida. Figura 1. Seu Valdir e seus colegas decidiram fazer alguma coisa para ajudar a natureza. Fotos: N oemi V ianna. Áreas desmatadas. a) Árvore de pau-preto.

a) Árvore de ingá. Frutos 3 ianna oemi V Fotos: N a) b) 4. Vianna Noemi gismo 5. a) Mogno-brasileiro. Med a) icinal .9 2. a) Árvore de ipê-amarelo. . a) Árvore de andiroba. b) Frutos de ingá. Paisa b) Figura 5. . Fotos: Figura 4. oemi V Fotos: N ira b) Figura 3. a) b) Fotos: Noemi Vianna. b) Floração de ipê-amarelo. Made ianna. b) Sementes de andiroba. b) Fruto de mogno. a) Figura 6.

Figura 10.10 E Figura 7. Ipê-amarelo. Tauari. Anani. mogno. como tauari. ipê-amarelo e várias outras. eles se organizaram e decidiram ensinar os parceiros/colonos a colher sementes e produzir mudas de espécies da mata. Figura 8. anani. Figura 9. m vez de ficarem tristes e reclamando da situação. Fotos: Noemi Vianna. . Mogno-brasileiro.

já que eles não podem parar o desmatamento. Árvores de castanha-do-pará ocorrendo de forma espalhada. com tanta riqueza na mata como escolher as espécies para plantar e como chegar na copa das árvores? Aí eles pensaram: Que tal a gente plantar as espécies que têm sido mais derrubadas? A turma do Seu Valdir achou a ideia genial! Afinal. Figura 11. pensaram em elaborar um roteiro para as aulas. então precisamos saber quais espécies temos lá e como as árvores ocorrem na mata. Se temos a floresta. Algumas são muito frequentes (maçaranduba) e outras são raras (sumaúma). 11 . Figura 12. Decidiram selecionar as mais importantes. então vão ensinar a plantar! Seu Valdir e seus amigos começaram a fazer a lista e observaram que existem muitas espécies na mata. A partir daí. Árvores de andiroba ocorrendo de forma agrupada. Viram que algumas são agrupadas (andiroba) e outras se espalham (castanha).P oxa. pois não conseguiriam trabalhar com todas.

E aí. . devagar e m sempre. Figura 14. como é que se chega à copa de árvores tão altas? Figura 15. Seu Valdir lembra que é comum em nossa região o uso de pec peconha para subir em açaizeiros e árvores pequenas. Seu Valdir. mas muito mais seguro. Foto: Noemi Vianna. o ttalabarte e um capacete você vai lá em cima. desde que a árvore não tenha espinhos e não seja muito grossa. Mas esse equipamento eq não deve ser usado para as árvores grandes e muito mu altas da Amazônia. Ca Calma. Foto: Noemi Vianna. a cadeirinha. Paricá. Com as cordas.12 S eu Valdir sabe que um bom lote tem que ter sementes de várias árvores para representar melhor a variação genética de cada espécie e ter mais resistência às pragas e doenças. O blocante ao tronco é parecido com a peconha. pois você usa o talabarte para “ “abraçar” as árvores e sobe amarrado ao cinturão de co couro que você deverá usar. pessoal! Podemos usar vários outros métodos com e equipamentos apropriados para as diferentes espécies de nossa floresta. Figura 13. Parapará. Andiroba. Com muita calma. Foto: Maurício Shimizu.

Mais uma vez Seu Valdir tinha resposta pronta! Ora.Fotos: Noemi Vianna. Alpinismo. mas com necessidade de treinamento para escalada. podemos usar o alpinismo ou método das cordas das montanhas para a floresta. que é um método muito seguro. o custo do equipamento é um pouco alto. Figura 17. Blocante ao tronco. Além disso. . E para árvores grossas e muito altas? Fotos: Noemi Vianna. 13 Figura 16.

Linha de nailon. Corda. chumbo e baladeira. leite e resinas. de casca fina ou que tenham óleos. Figura 21. Cordelete e fita tubular. Fotos: Noemi Vianna. Freio oito. Figura 24. Mosquetão sem trava e com trava. Figura 26. Figura 23. Cadeirinha. Figura 19. Figura 25. É indicado para árvores altas. Ascender. Capacete. Os equipamentos necessários para o alpinismo são: Figura 18. . Figura 20. Figura 22. A vantagem é que não causa feridas nas árvores e permite fácil acesso à copa.14 V ocê vai precisar ter um bom conhecimento de alguns tipos de nós. Luvas.

Os principais equipamentos para a coleta com esporas são: Figura 28. que é muito usado em herbários. Somente após verificar se todos estão em perfeitas condições deverão ser guardados na mochila e a equipe poderá ir coletar as sementes. Nesse método. Com experiência para coletar material botânico. Talabarte.15 É importante que antes de qualquer coleta os materiais sejam conferidos um a um. Cinto de segurança. Figura 27. É possível atingir a copa de árvores altas. resinas e óleos. . o coletor deve ter bom preparo físico e ótimo treinamento. Fotos: Noemi Vianna. E também não é um método permitido em árvores com espinhos. Seu Valdir lembra que esse método não deve ser usado para espécies com látex. Materiais separados para que sejam conferidos. Espora + perneira. que impedem a aproximação do escalador. Seu Valdir lembra-se do equipamento de esporas com cinto de segurança. Figura 29. Figura 30. Espora. Foto: Noemi Vianna. Figura 31. desde que o escalador saiba usar um talabarte (cinturão) extra para ultrapassar os galhos laterais (bifurcações).

Espora com cinto de segurança. Fotos: Noemi Vianna. 16 Figura 32. porém fácil de subir quando se consegue chegar até a árvore matriz/mãe para colher os frutos e sementes.Fotos: Noemi Vianna. pouco usado em razão de seu custo e de difícil manuseio dentro da floresta. . Escada com cinto de segurança. Seu Valdir lembrou ainda do método da escada. Figura 33.

17 . especialmente os frutos e sementes grandes e pesados. Seu Valdir respondeu imediatamente: durante todos os meses do ano! Lembrou-se de uma pesquisa da Embrapa com 25 espécies madeireiras que mostra que elas se reproduzem em todos os meses do ano. Vejam a seguir os meses em que essas espécies produzem flores e frutos. é possível coletar sementes no chão da floresta.Em alguns casos. Aí veio uma dúvida geral: qual a época para coletar sementes? Com sabedoria.

FT.frutificação.18 Mapa Fenológico Jan Fev Copaíba Cedro Mogno Paricá Tachi-branco Andiroba Samauma Castanha-do-Pará Jatobá FL.floração. Fonte: Leão e Carvalho (2001). Mar Abr Mai Jun .

19 Jul Ago Set Out Nov Dez .

Figura 34. como a andiroba. b) Semente de andiroba. a) Fruto de parapará.20 S Fotos: Noemi Vianna. b) a) Fotos: Noemi Vianna. eu Valdir lembrou que sementes grandes. como o parapará. a) b) Figura 35. escolhem a época seca para “voar” e podem chegar a áreas bem distantes. b) Semente de parapará. . geralmente caem em época chuvosa e sementes com “asas”. a) Fruto de andiroba.

Seu Valdir recomenda que seja anotada a localização de cada árvore dentro da área. Uma área de coleta de sementes (ACS) deve ser localizada em floresta natural com riqueza de espécies e demarcada em parcelas pequenas que facilitem a localização de cada árvore e o deslocamento dos coletores. . Nessa atividade. além do diâmetro e da altura das árvores. ficaria da seguinte forma: Figura 36. Pode ser adotado o seguinte modelo esquemático de acordo com o tamanho da propriedade. Para uma ACS com 100 ha. é preciso fazer um inventário da floresta e conhecer a qualidade de cada espécie. Divisão da área em pequenas parcelas para localização das árvores.21 P ara preparar um mapa fenológico.

. e depende de cada tipo de fruto. 22 Figura 37. o Seu Valdir e os colegas desenham os mapas de distribuição das árvores selecionadas para serem as “mães” ou “matrizes” das quais serão coletadas as sementes e os frutos.  Já tenham produzido sementes. deve ser usada água e a retirada é manual.C om os dados do inventário em mãos. Foto: Noemi Vianna. que conhece bem a floresta e recomenda que as árvores selecionadas/escolhidas devem ter as seguintes características:  Copa grande.  Tronco reto. Fruto de amapá-amargoso. que é a retirada das sementes dos frutos.  Valor ecológico. Se for fruto carnoso. Um grande amigo do Seu Valdir é o Seu Lira. Peneiras de diferentes tamanhos podem auxiliar.  Valor para venda. Logo após a colheita dos frutos e sementes deve ser feita a extração.

Figura 39. 23 Foto: Noemi Vianna. Figura 38. Fruto de amapá-amargoso aberto para retirada das sementes. Beneficiamento de sementes de amapá-amargoso com água e auxílio de peneira. .Foto: Noemi Vianna.

. pois evita contaminações). Foto: Noemi Vianna. Figura 41. pau-de-balsa e mogno. E. utilizando papel limpo (método correto. Abertura espontânea de frutos de ipê-amarelo durante a secagem. se for fruto seco.Foto: Noemi Vianna. Pré-secagem das sementes de amapá-amargoso após beneficiamento. 24 Figura 40. vocês podem colocá-los para secar à sombra em um local ventilado para facilitar a extração de sementes como ipê-amarelo.

25 Figura 42. Abertura espontânea de frutos de cedro-vermelho.Fotos: Elizabeth Shimizu. .

Foto: Noemi Vianna. 26 Foto: Noemi Vianna. . Figura 43. Abertura espontânea de fruto de mogno-brasileiro. Exposição de sementes de mogno-brasileiro após a abertura. Figura 44.

Figura 46. Figura 45. Sementes de mogno-brasileiro. 27 Foto: Noemi Vianna.Foto: Noemi Vianna. Processo de extração de sementes de mogno-brasileiro. .

Figura 48. machado. Mas há frutos que não se abrem naturalmente. Figura 47. tesoura. Foto: Noemi Vianna. . Extração de sementes de cumarú utilizando marreta. serra. Para abri-los. devem ser usados utensílios como martelo. Utensílios que podem ser utilizados para abrir frutos que não se abrem naturalmente.28 Fotos: Noemi Vianna. entre outros. marreta.

Sementes de acapu após extração. 29 Foto: Elizabeth Shimizu. Frutos de acapu. Figura 50. .Foto: Elizabeth Shimizu. Figura 49.

No caso das espécies com asas. o beneficiamento consiste no uso de tesoura para cortar as asas das sementes. Beneficiamento de jacarandá-do-pará. Estas devem ser semeadas logo após a extração dos frutos. Figura 51.30 P ara a secagem ou diminuição da água das sementes. uxi) que não aceitam secagem. . como jacarandá-do-pará. Foto: Noemi Vianna. Seu Valdir recomenda cuidados especiais com as grandes (andiroba. pois perdem o poder germinativo. jarana.

. 31 Figura 52. Semente de jacarandá-do-pará com asa.Foto: Noemi Vianna. sem asa e nua.

32 O Foto: Noemi Vianna. s anos foram passando e a comunidade resolveu ir muito além de produzir mudas para reflorestamento e começou a fazer biojoias usando parte das sementes coletadas. . Então. morototó e paxiuba. Figura 53. Colar de açaí. a comunidade começou a ter uma fonte de renda extra. pois as biojoias eram tão bonitas que conseguiam vendê-las com facilidade.

Foto: Noemi Vianna. Pulseira de fava-arara-tucupi e açaí. casca de coco e saboneteira. Figura 54. .33 Figura 55. Colar de morototó. Foto: Noemi Vianna.

do Seu Lira e de seus amigos da Bela T Terra.34 E ntão. as florestas devem ser preservadas. o Seu Valdir finalizou dizendo para todos que a semente tem muito valor e é um produto da floresta que não é madeira. Na sabedoria do Seu Valdir. então não elimina a árvore. preservando a floresta. pode podendo-se usar os produtos florestais não ma madeireiros para manter as florestas vivas para se sempre. .

Foto: Elizabeth Shimizu. 35 .

CORNELIUS. (Embrapa Amazônia Oriental. de. A. v. UGARTEGUERRA. V. PA: Embrapa Amazônia Oriental. E. V. A. J.. LEÃO.). M.. p. CARVALHO. OHASHI. L.. J. C. de. Forests Trees and Livelihoods. São Paulo: Empresa das Artes. A. Fenologia reprodutiva de 25 espécies arbóreas da Amazônia. V. I. S. NASCIMENTO. 2011. YARED. LEÃO.. C. Smallholder production of agroforestry germplasm: esperiences and lessons from Brazil.. M. Árvores da Amazônia. A silvicultura na Amazônia Oriental: contribuições do projeto Embrapa/DFID. P. (Ed.). G. 232 p. D. Belém. GHILARDI JÚNIOR. il.. Literatura recomendada AGUIAR. OHASHI. J.. 2001. FREITAS. Abingdon.... J.. REIS. CARVALHO. N. 2010. PA: Embrapa Amazônia Oriental. MESÉN. M. R. (Ed. M. A. P. D. H. O. de. VIEIRA. 201216. de. 2005.. T. M. M. COSTA. J. M. PA: Embrapa Amazônia Oriental. 1993.. V. SILVA. n. CARVALHO. PA: Embrapa Amazônia Oriental. S.. Brasília. J. do C. C. Comitê Técnico de Sementes Florestais. K. il. Ilha de Germoplasma de Tucuruí: uma reserva da biodiversidade para o futuro. J. S. OLIVEIRA. il. DF: Eletronorte. M. J.. Documentos. N. M. M. p. R. LOPES. Colheita de sementes e produção de mudas de espécies florestais nativas. da. M. P. J. F. WIGHTMAN. 47 p. S. PIÑA-RODRIGUES. Belém. DF: ABRATES. 3. J.. I.). T. F. N. S.. SOUZA. A. 2001. B. O. M. N. Costa Rica. FIGLIOLIA. LEÃO. N. G. 2005. N. TAVARES. N. de. In: SILVA. Belém. S. S.. J. MELO. 374). (Coord. A silvicultura na Amazônia Oriental: contribuições do projeto Embrapa-DFID. A. Mexico and Peru. GALVÃO FILHO. 459 p.. M. SHIMIZU. LEÃO. E. Diretrizes para instalação e medição de parcelas permanentes em florestas naturais da Amazônia Brasileira. F.. C. 243 p. Brasília. SILVA. 19. B. de. D. M. R. SILVA. de. SILVA. de. O. SILVA. P.. . D. O. M. J. CARVALHO. M. G. Sementes florestais tropicais. 2006. P.. C. S... 117-128. A. J.. YARED. Belém. N. E. 350 p. do. . 68 p.36 Referência LEÃO.

) Ducke Apocynaceae Anani Symphonia globulifera L. Grose Bignoniaceae Mogno-brasileiro Swietenia macrophylla King. Fabaceae Ipê-amarelo Handroanthus serratifolius (A. Meliaceae Copaíba Copaifera duckei Dwyer Fabaceae Cumarú Dipteryx odorata Willd.G. Meliaceae Castanha-do-pará Bertholletia excelsa Ducke Lecythidaceae Cedro-vermelho Cedrela odorata L.C. Malvaceae Tachi-branco Tachigali vulgaris L.37 Apêndice Nome Popular Nome Científico Família Amapá-amargoso Parahancornia amapa (Hub. Lecythidaceae Parapará Jacaranda copaia (Aubl.) D. Meliaceae Sumaúma Ceiba pentandra Gaert. Gentry) S. H. amazonicum (Huber ex Ducke) Barneby Fabaceae . Don Bignoniaceae Paricá Schizolobium parahyba var. Clusiaceae Andiroba Carapa guianensis Aubl. Silva & H. Fabaceae Ingá-cipó Inga edulis Mart. Fabaceae Jacarandá-do-pará Dalbergia spruceana Benth Fabaceae Jatobá Hymenaea courbaril L. Lima Fabaceae Tauari Couratari guianensis Aubl.

seriedade. o Valdir foi transferido para Belém. sendo lotado na Área Técnica Florestal. José Valdir. Distrito de Belém. denominada Embrapa Amazônia Oriental. Iniciou a formação agrícola ao cursar o ensino médio. assim como a necessidade de plantar mais árvores de espécies florestais nativas. transferida para Castanhal. e transformada no atual Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) – Campus Castanhal. em Belém. A partir de 1979. ingressou no curso técnico na mesma instituição. M. no Ginásio Agrícola Manoel Barata. Posteriormente. onde continuou atuando na mesma área de pesquisa. Após a inauguração do Laboratório de Sementes Florestais. atuando em Belterra. após concluir o curso de técnico agrícola. em Outeiro. Durante toda a sua vida profissional. Em janeiro de 1976. PA. PA. onde desempenhou com dedicação. em junho de 1996. nascido em 24 de fevereiro de 1951 e natural de Outeiro. no ano de 1974. ingressou na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Condurú Agroflorestal Ltda. trabalhou na empresa J. Município de Cametá. Essa é uma justa homenagem ao colega José Valdir Cortinhas Siqueira. PA. da Embrapa Amazônia Oriental.. durante mais de 30 anos de vida profissional. que passara a se chamar Colégio Agrícola Manoel Barata. passou a trabalhar no IBDF/Prodepef/Polo Amazônia. honradez e consciência preservacionista suas atividades profissionais. onde permaneceu até novembro de 1979. filho de Manoel Rosa Siqueira e Remédios Cortinhas Siqueira. atuando em manejo de sementes florestais nativas e diferentes métodos de plantios na região do Baixo-Amazonas. dos métodos de colheita e da produção de mudas. PA. PA. enquanto esteve na Embrapa. na sede da Embrapa. assim como plantio para recuperação de áreas nas margens do Rio Cupijó. . para que todos percebessem a importância das árvores.38 Seu Valdir D edicamos esta obra a José Valdir Cortinhas Siqueira. José Valdir destacou-se pelo empenho em ensinar a diferentes estagiários e alunos dos cursos oferecidos pelo Laboratório (comunidades indígenas e tradicionais e agricultores familiares) os conhecimentos práticos e teóricos acumulados durante mais de três décadas de trabalho. desenvolvendo atividades de produção de mudas de espécies florestais. sempre atuando nas pesquisas sobre sementes florestais. na Unidade do Pará. que atuou em diferentes ações do Laboratório de Sementes Florestais.

Fotos: Noemi Vianna. 39 .

Impressão e acabamento Gráfica e Editora Boos .

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