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  • 5. CONHECIMENTOS DA CULTURA CORPORAL
  • 1º AO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - 1º CICLO
  • 4º e 5º ano do Ensino Fundamental - 2º ciclo
  • 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
  • 1º ao 3º ano do Ensino Médio

ENSINO FUNDAMENTAL

Educação Física
Ensino Fundamental Ensino Médio

GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO Eduardo Henrique Accioly Campos VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO Nilton da Mota Silveira Filho SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE Margareth Costa Zaponi SECRETÁRIO EXECUTIVO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Paulo Dutra SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO Aída Maria Monteiro da Silva GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE ED. INFANTIL E ENS. FUNDAMENTAL Zélia Granja Porto GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DO ENSINO MÉDIO Cantaluce Mércia Ferreira Paiva de Barros Lima GERENTE GERAL DO PROGRAMA DE CORREÇÃO DE FLUXO ESCOLAR Ana Coelho Viera Selva GERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS EM DIREITOS HUMANOS, DIVERSIDADE E CIDADANIA Marta lima GERENTE DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Albanize Cardoso da Silva GERENTE DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS Maria Epifânia de França Galvão GERENTE DE NORMATIZAÇÃO DO ENSINO Vicência Barbosa de Andrade Torres

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO FÍSICA EQUIPE DE ELABORAÇÃO PROFESSORES ASSESSORES Ana Rita Lorenzini – UPE/ESEF – Ethnós e FAAPE- ASCES Marcelo Tavares – UPE/ESEF - Ethnós e UFPE/CAp - Gepefe/Lepel (Coordenador) Marcílio Souza Junior – UPE/ESEF - Ethnós EQUIPE DA SEDE Carolina Gondim – SEDE/GAB Janine Castro – GRE Recife Sul Joseane Lima – GRE Recife Norte Lúcia Santos – GRE Metro Norte Mariluce Silva – SEDE/ GEDE Rosinete Salviano – SEDE/GEIF Deuzimar Barroso – SEDE/GEIF PROFESSORAS ESPECIALISTAS – SEDE-PE Gina Guimarães Hilda Sayone Alves Rita Cláudia Ferreira PROFESSORES FORMADORES – SEDE-PE Dayse França Fábio Cunha de Souza Patrícia Santana Natécia Carvalho Jair Neres da Silva Adelina Monteiro Kadja Tenório Anielle Fernanda de Assis OUTROS FORMADORES Lucas Amaral Rodolfo Pio da Silva Layz Hemeliana Marcela Silva Charles Rosemberg Paula Souza PROFESSORES DA REDE – SE-PE

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...........................................................................................................................................30 1º ao 3º ano do ensino fundamental ..............................................23 Luta...60 5 ...........................................................2º ciclo ..................................................................................................................................................................13 4 – Características e objetivo geral para organização dos saberes escolares...............................................................58 10 – Referências .........................................................................................56 8 – Avaliação ....................................................................................................................................................22 Dança..............................17 5 – Conhecimentos da Cultura Corporal ............................57 9 – Considerações finais ..........................................31 4º e 5º ano do ensino fundamental ...................11 3 – Concepção de Educação Física na perspectiva crítico-superadora.............7 2 – Princípios norteadores para elaboração das orientações teórico metodológicas (OTM)..............................................................................ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS SUMÁRIO 1 – Apresentação ....24 Jogo ........................22 Ginástica .......................................................................................41 1º ao 3º ano do ensino médio ...........49 7 – Procedimentos didático-pedagógicos...............28 6 – Unidades didáticas em Educação Física...................................................................................................................................................................................27 Esporte ....37 6º ao 9º ano do ensino fundamental....................1º ciclo ...............

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Historicamente. para uma reunião na Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. tais como: Contribuição ao debate do currículo em Educação Física: uma proposta para a escola pública (1989). Para tanto. para compomos a comissão de Educação Física desta Secretaria. livros. Dr. a origem da Universidade está vinculada à pesquisa. mas também 7 . ao longo do tempo. Política de ensino e escolarização básica . em Pernambuco. Ana Rita Lorenzini. Marcelo Tavares (coordenador).ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 1. e. com a parceria da Universidade de Pernambuco (UPE). composta pelos (as) professores (as): Dr. após esse convite.Coleção Professor Paulo Freire (1998) e Base Curricular Comum para as Redes Públicas de Ensino de Pernambuco .Coleção Professor Carlos Maciel (1992). tendo em vista as produções acumuladas por este componente curricular no cenário das políticas educacionais do Estado de Pernambuco e no cenário nacional. o grupo de pesquisa Estudos Etnográficos em Educação Física e Esportes – ETHNÓS e o Colégio de Aplicação (CAp). dissertações e teses que versam acerca da Educação Física. inicialmente. em parceria com o Programa de Formação Continuada da ESEF-UPE. foram feitos estudos de publicações em periódicos. Subsídios para a organização da prática pedagógica nas escolas: Educação Física . que contribuem para o reconhecimento do acúmulo da área da Educação Física. da Secretaria de Educação do Estado. A instituição desta assessoria constituiu um encaminhamento para a construção de uma proposta de Formação Continuada voltada para a qualificação da prática pedagógica dos professores de Educação Física que fazem parte do currículo da escola de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEDE) do Estado de Pernambuco. como também levantamento e análise de documentos oriundos de políticas governamentais de nosso Estado. a fim de participarmos da construção de uma proposta de ação que venha contribuir para a qualificação da prática pedagógica dos referidos profissionais. A partir deste contexto político.Educação Física (2006). A partir desse momento. de institucionalizarmos uma assessoria. APRESENTAÇÃO Esta construção foi subsidiada a partir do processo histórico da Educação Física em Pernambuco. fomos convidados. da Universidade Federal de Pernambuco. essa vinculação foi se fortalecendo. tomamos a decisão. Marcílio Souza Júnior e a Esp.

EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL

dividindo atribuições com o ensino. No entanto, a atualidade exige novas formas de articular esse tripé. Inspirando-nos em André (1995), a idéia central é investir na formação continuada na ação docente, pois, além de acreditarmos, temos experiências que no agir pedagógico se constrói um saber que precisa ser conhecido pelas políticas e estudos. Pensamos assim que ações de políticas públicas e de procedimentos investigativos precisam não apenas se voltar para a prática pedagógica do “chão da escola”, fazendo produções sobre a escola, mas reconhecerem o potencial produtor dos sujeitos e campos de investigação, fazendo produções com a escola e para a escola. Nesse processo de ação-reflexão-ação, o(a)s professore(a)s compreendem que para a materialização de uma prática pedagógica de qualidade requer a vivência da articulação teoria-prática, ou seja, as idas e vindas ao locus das experiências da cotidianidade (a sala de aula), no qual possibilita ao(a)s professore(a)s refletirem, sistematizarem e avaliarem, sistematicamente, a sua própria prática. Para Nóvoa (1995) a formação dos professores não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexibilidade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir a pessoa e dar um estatuto ao saber da experiência (...) A formação vai e vem, avança e recua, construindo-se num processo de relação ao saber e ao conhecimento que se encontra no cerne da identidade pessoal (p.25). Portanto, é imprescindível para a formação do (a)s professor (a)s investir na práxis como um processo de produção do saber e de possibilitar uma atenção em especial às vidas desse (a)s docentes. Compreendemos que a teoria fornece-nos indicadores e condições para a leitura, mas o que o professor acumula como o saber de referência está atrelado à sua experiência no contexto escolar e à sua identidade. Então, devolver à experiência o lugar que merece na aprendizagem dos conhecimentos necessários à existência (pessoal, social e profissional) passa pela constatação de que o sujeito constrói o seu saber ativamente ao longo do seu percurso de vida.
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ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS

Ninguém se contenta em receber o saber, como se ele fosse trazido do exterior pelos que detém os seus segredos formais. A noção de experiência mobiliza uma pedagogia interativa e dialógica (DOMINICÉ apud NÓVOA, 1995, p. 25). Assim sendo, não se trata apenas de mobilizar a experiência dos professores em uma dimensão pedagógica, mas também em um quadro conceitual de produção do conhecimento. Por isso, é importante que a Secretaria de Educação de Pernambuco (SE/PE) compartilhe de uma formação participada que compreenda a totalidade do sujeito, em um processo interativo e dinâmico, através da troca de experiências e da partilha de conhecimentos, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formado. A demanda, tanto na forma quanto no conteúdo, gerada na parceria entre UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO E A AÇÃO GOVERNAMENTAL, abriu a possibilidade de colocarmos em prática os princípios, as concepção, as teorias em um processo de Ação-Reflexão-Ação, agindo de forma circular através do ensino-pesquisa-extensão. Vemos, com este trabalho, que é possível estabelecermos uma relação de reciprocidade entre a IES e a SEDE-PE, tanto difundindo a produção acadêmico-científica e prestando serviços especializados da IES para a sociedade, quanto ter nesta, nossa fonte inspiradora, nosso locus de investigação, nosso campo de justificação da produção acadêmica. Esta forma de relação propicia pensarmos e materializarmos a extensão como uma interação entre Universidade e Sociedade, tendo como meta favorecer ao segmento social em foco a construir sua capacidade sustentável e sua auto-gestão, pelo menos no âmbito específico de atuação dessa ação extensionista, quanto atribuir qualidade social ao ensino, como forma de socialização da produção acadêmica da IES, consequentemente uma contribuição à formação continuada dos professores nesse programa de trabalho e, ainda, articular a relevância social e o rigor científico diante dos procedimentos de pesquisa na coleta, análise e socialização de dados resultantes da investigação. Enfim, nos propomos a produzir e socializar conhecimento, com e para os professores de Educação Física da rede estadual de Pernambuco, reconhecendo o seu agir pedagógico por dentro do currículo da escola de Educação Básica e, tomando como referência, seu processo de formação
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EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL

continuada, por via da responsabilidade social da Universidade perante indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão. Tomando como referência a atual política educacional do Governo, “esperamos que este material contribua de forma crítica, contextualizada e reflexiva para a ação pedagógica e a docência dos que fazem a escola pública no Estado de Pernambuco”, entendendo-o como um documento elaborado com a participação dos (as) professores(as) a partir de sua vivência na prática docente e pedagógica, como também no processo de formação continuada em serviço da própria Rede (PERNAMBUCO, 2008). Este documento é fruto da sistematização dos estudos, discussões e produções realizadas pela Comissão de Educação Física, instituída pela Secretaria de Educação de Pernambuco (SE-PE), desde maio de 2008. A referida comissão é composta por membros da SE-PE e por professores da Universidade de Pernambuco/ Escola Superior de Educação Física (UPE/ESEF), convidados a subsidiarem as ações e assumirem o processo de elaboração da Orientação Teórico Metodológica da Educação Física. Esta sistematização resultou de reuniões da Comissão em vários Seminários1 com os representantes dos níveis de ensino da Secretária de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (SEDE), os técnicos das Gerências Regionais de Educação (GRE´s) técnicos e professores de Educação Física representantes das GRE´s.

1 Reuniões (Gestão Central da SEDE; Equipe de Educação Física; Ethnós); Seminários Iniciais de Diagnose (Gestão Central da SEDE, Equipe de Educação Física, Técnicos das Gerências Regionais de Ensino (GRE's), Técnicos em Educação Física das GRE's, Professores de Educação Física e Representante do Sindicato dos Professores; I Seminário – Hotel Canários – presença de Aída, representante do Sintepe etc – 12/06/2008; II Seminário – Hotel Canários – Comissão de EF e técnicos da gres etc – 19/06/2008; Problematização da prática curricular da Educação Física na perspectiva da Cultura Corporal a partir do Texto Subsídio. Seminários de Elaborações Preliminares (III Seminário - Hotel Canários Comissão de EF e técnicos da gres, professores com experiências êxitos etc - 28/10/2008); IV Seminário - Hotel Canarius Boa viagem - técnicos da gres e gerentes - 03/12/2008; V Seminário - Escola Silva Jardim - Escolas de tempo integral - 17/04/2009; VI Seminário - ESEF- técnicos da gres e gerentes - 30/04/2009; VII Seminário - Hotel Canários técnicos da gres e chefes da UDEs- 30/07/2009. Elaboração das Unidades Didáticas - Orientações teóricometodológicas para Educação Física. Seminários Regionais 2009 (I Seminário Regional - Gravatá - dois grupos de professores (+ - 600) - 9 a 11/09; II Seminário regional – pólos de Recife, Garanhuns e Petrolina – totalidade dos professores – Maio 2010). Seminários de Socialização da Produção (VIII Seminário - Hotel Canários - técnicos da gres 01/12/2009). Apresentação das Unidades Didáticas - Orientações teórico-metodológicas – Matriz Curricular para Educação Física e relatório do questionário do contra-turno.

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materializa esse projeto de formação humana. acreditamos que. O currículo escolar visa. devendo levar em consideração as intencionalidades do presente Governo para o setor educacional. na realidade nacional. fundamentamo-nos tanto na atual política educacional do Estado. PRINCÍPIOS NORTEADORES PARA ELABORAÇÃO DAS ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS Tomamos como princípios norteadores para essa elaboração as compreensões de formação humana. do rol de disciplinas. ainda que estejam sufocados pelas limitações materiais da escola. compreendido para além da listagem de matérias. da dinâmica curricular e da realidade dos alunos. Assim. contribuir para que o aluno vivencie e realize a constatação. reconhecendo. Para isso. pautamos essa elaboração numa formação humana para cidadania. sedentos pelo saber. por perceber que essa permanece na essência de todos os documentos governamentais analisados. respeitando e vivendo a diversidade. Assim. é possível trabalharmos junto com o docente na intenção de avaliar sua prática pedagógica e repensar o processo educacional. a solidariedade e a gestão democrática. inquietos por conhecerem e suprirem o que não lhes foi propiciado no período de sua formação profissional (COLETIVO DE AUTORES.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 2. portanto. de currículo na escola. O currículo. precisando ser entendido como percurso do aluno no seu processo de apreensão do conhecimento selecionado e organizado pela escola. pelos baixos salários. por via de um processo de formação continuada em serviço. pela desvalorização de sua própria profissão e de seu trabalho. como também nos fundamentos da perspectiva CríticoSuperadora em Educação Física. qualificando cada vez mais sua contribuição com um projeto educacional e social mais justo para a maioria da população. estão sempre esperançosos em transformar sua prática. ou seja. 1992). compreensão e explicação da realidade social complexa e contraditória. através de "um movimento próprio da escola que constrói 11 . interpretação. A perspectiva Crítico-Superadora em Educação Física reconhece que muitos professores. O currículo escolar é materializado na escola através da dinâmica curricular. por entender que esse componente curricular constituirá uma Rede Pública de Ensino.

modelos de gestão. são citados alguns princípios curriculares no trato com o conhecimento perante a realidade do aluno na prática pedagógica da Educação Física: 1º Relevância social do conteúdo: Fundamentado em Libâneo (1985) o qual afirma que "não basta que os conteúdos sejam apenas ensinados. sistema de avaliação etc. regimentos. constituída por três pólos: o trato com o conhecimento.. 5º Espiralidade da incorporação das referências do pensamento: Ampliação das referências do pensamento a respeito do conhecimento tratado. organização e sistematização lógica e metodológica do saber escolar fundamentado numa direção científica do conhecimento universal. registros. ainda que bem ensinados é preciso que se liguem de forma indissociável a sua significação humana e social". 6º Provisoriedade do conhecimento: Este rompe com a idéia do dono do saber. dando uma visão de totalidade. estrutura de poder. Respectivamente.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL uma base material capaz de realizar o projeto de escolarização do homem. o segundo. pois desenvolve o conhecimento a partir da noção de historicidade.." (COLETIVO DE AUTORES. particularmente a sua condição de classe social". os autores da Crítico-Superadora expõem que o conteúdo "deverá estar vinculado à explicação da realidade social concreta e oferecer subsídios para a compreensão dos determinantes sóciohistóricos do aluno. "para que o aluno se perceba como sujeito histórico". 3º Adequação às possibilidades sócio-cognoscitivas do aluno: Inicialmente deve-se estabelecer o confronto entre o conhecimento escolar e o conhecimento do senso comum.. 4º Simultaneidade dos conteúdos enquanto dados da realidade: O trato simultâneo dos conteúdos.. instigando "o aluno a ultrapassar o senso comum e construir formas mais elaboradas de pensamento". mas uma relação de continuidade em que. "a organização do tempo e do espaço pedagógico necessário para aprender".. A partir dessa perspectiva. o primeiro significa a seleção. 1985). progressivamente. e o terceiro "representa o sistema de normas. a organização escolar e a normatização escolar". se passa da experiência imediata ao conhecimento sistematizado" (LIBÂNEO. 12 . 1992). Não se trata de "oposição entre cultura erudita e cultura popular. 2º Contemporaneidade do conteúdo: Os conteúdos devem oferecer aos alunos o que de mais moderno existe com relação aquele conhecimento. padrões.

habilidades. 1992). pois "é preciso que o aluno entenda que o homem não nasceu pulando. objetivos. p. e que geralmente se agrupam as crianças a partir de padrões normais de desenvolvimento. entendendo o conhecimento de forma linear e etapista. Todas essas atividades corporais foram construídas em determinadas épocas históricas.. organizando de forma pré-concebida conteúdos. 1992). jogando etc. mostrando que "a produção humana é histórica. produções humanas que subsidiam as aulas de Educação Física no interior da escola de Educação Básica. A partir desse pressuposto. 55). levanta-se a imprescindível presença da historicidade no ensino.CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO FÍSICA – PERSPECTIVA CRÍTICOSUPERADORA É importante entendermos que as práticas corporais são. historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas" (COLETIVO DE AUTORES.. a Educação Física "busca desenvolver uma reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história. exteriorizadas pela expressão corporal. como respostas a determinados estímulos. principalmente de ordem cognitiva. da perspectiva tradicional. Porém. em que o conhecimento vai se organizar de forma circular e contínua. estruturando-se 13 . desafios ou necessidades humanas". Assim. Numa perspectiva crítica. Assim "o conhecimento é tratado de forma a ser retraçado desde sua origem. 2005. disciplinas a serem oferecidos aos alunos como forma universal e natural dos saberes escolares. é possível conceber e realizar essa organização dos saberes escolares de outra maneira..ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 3 . oferecendo-lhe assim um corpo de conhecimento específico para esse componente curricular... social e historicamente.. que normalmente se dá pela estruturação seriada anual. abandona-se a idéia da organização dos saberes escolares por etapas. Partindo desta perspectiva.". inesgotável e provisória" (COLETIVO DE AUTORES. estabelecendo um ritmo fixo para as aprendizagens e seguindo uma lógica formal para a estruturação do pensamento (SOUZA JÚNIOR...

56). procurando assumir uma forma. compreensão. esta deve chegar de maneira propositiva a confrontar-se com as características coletivas e individuais dos alunos. 2005. onde as referências do pensamento do aluno vão se ampliando de acordo com momentos desde a constatação. habilidades e disciplinas pode partir do professor. permitindo uma heterogeneidade e diversidade nos ritmos e formas de aprendizagens e buscando construir uma lógica dialética para a estruturação do pensamento (SOUZA JÚNIOR. é possível reorganizar os tempos e espaços escolares no intuito de agrupar as crianças principalmente por idade. p. objetivos. 14 . indo até a explicação dos dados da realidade. despreocupando-se com o enquadramento hierárquico dos saberes. mas não pode encerrar-se nela mesma.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL de forma ciclada no agrupamento de anos. passando pela interpretação. Uma intencionalidade pedagógica para com os conteúdos. ou seja.

racionalidade compartimentalizada etapismo modelagem Parcialidade linear retilíneo padrão individual elaborado previamente uniformização busca a homogeneidade anual Lógica do pensamento Sistema de ensino . mas não pode encerrar-se nele mesmo. habilidades. Ritmo e forma de aprendizagem Estabelecendo um ritmo fixo para as aprendizagens e um padrão de forma Seguindo uma lógica formal para a estruturação do pensamento. objetivos. objetivos. Permitindo uma heterogeneidade e diversidade nos ritmos e formas de aprendizagens e Buscando construir uma lógica dialética para a estruturação do pensamento. CICLO Procura reorganizar os tempos e espaços escolares no intuito de agrupar as crianças principalmente por idade Despreocupando-se com o enquadramento hierárquico dos saberes. dialeticidade dinâmica circularidade ampliação Recuperação do fluxo de totalidade circular espiral referência coletiva elaborada na interação reconhece a heterogeneidade bianual ou trianual Organização dos saberes escolares Organizando de forma pré-concebida conteúdos. principalmente de ordem cognitiva. disciplinas a serem oferecidos aos alunos como forma universal e natural dos saberes escolares. esta deve chegar de maneira propositiva a confrontar-se com as características coletivas e individuais dos alunos. Uma intencionalidade pedagógica para com os conteúdos. habilidades e disciplinas podem partir do professor.funcionalidade Organização do pensamento Seqüência das aprendizagens Composição dos grupos sala Tempo de escolarização 15 .ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS SÉRIE Organização e agrupamento dos tempos e espaços escolares Procura agrupar as crianças a partir de padrões normais de desenvolvimento.

interpretação. Assim. para a construção coletiva de um Programa de Ensino de um componente curricular e no planejamento anual da escola e do professor. faz-se necessário pensarmos uma seqüência dos conteúdos. tomando por base a perspectiva crítico-superadora na Educação Física e a legislação educacional. Assim. estruturados pelo professor ou pela escola. que tome como referência características de progressão dos alunos nas aprendizagens que supere a visão tradicional de construção linear e etapista do conhecimento e apontem para compreensão que na perspectiva da organização ciclada. 16 . assumindo uma forma de organização. porém. fornecendo-lhe meios para progredir nos estudos. antecipadamente. a partir da qual os alunos se enquadrariam. formas e referências de conhecimento. em especial professores e alunos tanto individual como coletivamente. ou de um contexto para outro. mesmo numa perspectiva crítica. como ponto de partida e chegada. compreensão e explicação. organização e conscientização dos seus pensamentos nos níveis da constatação. numa relação dinâmica e contraditória. levando-o à evolução. na qual as referências do pensamento deste vão se ampliando de acordo com momentos de aprendizagens. É importante também observar que tal construção deve respeitar uma avaliação do perfil dos alunos. por via de uma formação comum indispensável para o exercício da cidadania. em um trabalho de apropriação e produção do conhecimento. que se constrói na interação entre os sujeitos educacionais. a seqüência de conteúdo deve ser compreendida como intencionalidade. Logo. principalmente diante do reconhecimento das funções dos distintos níveis da Educação Básica e de suas características pedagógicas.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL A partir destes pressupostos. baseando-se numa hierarquia que sempre vai do simples para o complexo. entende-se que a educação básica objetiva o desenvolvimento do educando. entendemos que os alunos vivenciam diferentes ritmos e tempos de aprendizagens e que há uma variação de aluno para aluno. muito menos fixando etapas de desenvolvimento dos saberes. ou ainda diante um tipo de conhecimento. Essa seqüência não deve ser compreendida como idealização de um modelo. Essa precisa ser entendida. e não pela construção de especialidades de conhecimento. Entretanto. num percurso de idas e vindas e de diferenciação de fontes. compreendemos que os níveis de aprendizagens dos alunos não se dão de maneira padronizada e tão pouco homogênea.

N. etc” (DANILOV. é decidir quando ela arrasta o desenvolvimento e lhes abre caminho (L.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Neste documento. deve seguir o sistema equivalente ao ano em que se localiza a turma. 1º Ciclo: Organização da identidade dos dados da realidade (creche ao 3° ano do fundamental): O aluno. tendo em vista que o sistema de ensino do estado de Pernambuco é misto. podemos dizer que os ciclos de aprendizagem são um processo de organização do pensamento sobre o conhecimento. A. 2 Identificamos que “. 4. ou seja.Leontiev. partindo da condição dos aprendizes na interação social2.S.N.A. generalizações e regularidades. ao organizar o planejamento. nessa idade. já que possui os ciclos implantados do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e as séries ainda presentes do 6º ao 9º ano e 1° ao 3° ano do ensino médio. L. com a finalidade de atribuir níveis sucessivos. promovendo a passagem espiralada ao tratar o conteúdo em progressão contínua.s. p.. Jogo. Esporte..V. V. etc. relacionando-os ao cotidiano. mediante a formação de representações. Menchinskaia e outros).. subsidiado em autores interacionistas. percebe os dados da realidade de forma misturada. Tem obtido interessantes resultados no problema da formação das necessidades do conhecimento nos alunos. assim como considerar o quadro de ciclo de aprendizagem para o trato com o conhecimento. associações. Ilin.26). cabe ao aluno identificar os conhecimentos: Ginástica.Galperin. Então. Zankov. Iu. Vigotski. encontra-se na fase sincrética. G. Zchúkina.La. CARACTERÍSTICAS E OBJETIVOS PARA ORGANIZAÇÃO DOS SABERES ESCOLARES Tomando por base o Coletivo de Autores (1992). diferenças. Dança. Sharov. Desta forma. trataremos a idéia de ciclo de aprendizagem como uma possibilidade de organização do pensamento do aluno e não como um sistema de educação. o professor. Luta. a escola deve organizar esses dados para que o aluno possa formar sistemas e relacionar apresentando semelhanças. contextualizando-os. P. V.I. 17 . Neste ciclo. 1975. categorizações e classificações. tem adquirido base outro princípio. sem pontos fixos. segundo o qual a aprendizagem é mais frutífera quando tem lugar em ciclos não concluídos do desenvolvimento mental.

com extrapolação do conhecimento para a comunidade escolar.sincréticas quando não há confrontos. confrontando a realidade com seu pensamento. 4 O termo generalização vem sendo utilizado para designar os múltiplos aspectos do processo assimilativo e gradual do conhecimento pelos escolares. Esporte contextualizando-os. distinguiu três tipos de generalizações: . coincidentes.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL refletindo sobre definições. quando o aluno revela a consciência sobre a própria atividade mental. oficinas. Neste ciclo. priorizando a formação de generalizações4 acerca dos conteúdos específicos de cada tema da Cultura Corporal. associações suficientes em virtude da impressão causal do aluno. Luta. Começa a estabelecer nexos e relações complexas. Jogo. a interpretação. relações. 3 Para Davydov (1982). os dados afins. iniciando os primeiros passos da generalização mediante noções espontâneas. seminários e festivais. Diz Davydov(1982) que Vygotsky.conceitos científicos quando o aluno evidencia o estabelecimento de dependências entre conceitos formando sistemas. cabe ao aluno sistematizar os conhecimentos: Ginástica. atitudes. imaginações. descartando o que é necessário. reorganizando o conhecimento tratado em aulas. observável pela visão na forma de imagem. com extrapolação do conhecimento para a comunidade escolar. procedimentos e habilidades. potencializando as compreensões da realidade. Começa a reorganizar a identificação da realidade através do pensamento teórico. relacionando-os ao cotidiano. 3º Ciclo: Ampliação da sistematização do conhecimento (7° ao 9° ano do fundamental): O aluno amplia o referencial dos conceitos no seu pensamento. de seu potencial de abstração. reorganizando o conhecimento tratado em aulas. 18 . oficinas. Dança. . . percebida. constando os dados da realidade com formação de representações3 em cada tema da Cultura Corporal. procedimentos e habilidades. organizando representações. emitindo um juízo de valor. refletindo sobre conceitos. de dados da realidade. toma consciência da sua atividade mental e toma consciência da atividade teórica.complexas quando o aluno associa objetos conforme sua experiência sensorial direta seguindo conexões de fatos. considerando o social e estabelecendo generalizações. sendo a via principal da formação de conceitos. definições que antecedem os conceitos. quando adquire uma relação especial com o objeto estudado. atitudes. da imagem do objeto sendo uma forma de conhecimento que permite ver os objetos. 2º Ciclo: Iniciação à sistematização do conhecimento (4° ao 6° ano do fundamental): O aluno conscientiza-se de sua atividade mental. a representação refere-se a um objeto no estado concreto. A representação se conserva como a forma sensorial. seminários e festivais.

Este diz que a atividade do pensamento é um processo de análise e síntese. 4º Ciclo: Aprofundamento da sistematização do conhecimento (ensino médio): O aluno reflete sobre o objeto. oficinas. extrapolando o conhecimento para a comunidade escolar. das quais resultam as regularidades destes processos e das suas interlocuções mútuas referentes às leis intrínsecas do pensamento. da Dança. seminários e festivais.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Neste ciclo. do Jogo. da Ginástica. reorganizando o conhecimento tratado em aulas. seminários e festivais priorizando o pensamento teórico e a propriedade de teoria de cada tema da Cultura Corporal. extrapolando o conhecimento para a comunidade escolar em oficinas. percebe. cabe ao aluno ampliar a sistematização do conhecimento: da Ginástica. contextualizando-os. do Jogo. Passa a lidar com os conhecimentos científicos adquirindo condições para ser produtor de conhecimento quando submetido às atividades de pesquisa. 19 . refletindo sobre o sentido e o significado. os conhecimentos da Cultura Corporal acerca do Esporte. da Dança. de forma sistematizada. compreende e explica que existem propriedades comuns e regulares nos objetos. sobre valores éticos e sociais. 5 Davydov (1982) reporta-se aos estudos de Rubienstein. da Luta e do Esporte. de abstração e generalização. da Luta. analisando o projeto social em construção e explicando as regularidades científicas 5 de cada tema tratado. Neste ciclo cabe ao aluno aprofundar. relacionando-os ao cotidiano.

SQ – Salto Qualititativo 6 O referido quadro foi inspirado na organização dos ciclos de aprendizagens do Coletivo de Autores (1992). exprimir a intencionalidade e a funcionalidade Reconhece a relação entre as particularidades e as generalidades. através do pensamento teórico A 12 a 13 2º segmento 6ª Série 7º ano SQ 13 a 14 7ª Série 8º ano Aprofundamento da sistematização Ampliação da sistematização C A SQ 14 a 15 8ª Série 9º ano 15 a 16 1º ano 1º ano C Ensino Médio Aprofundamento da sistematização do conhecimento. da teoria Reorganizar a identificação da realidade. é momento e situação de síntese de aprendizagem Reconhecer a relação entre o que é comum entre os distintos fenômenos e o que é próprio de cada um Único 16 a 17 3 2º ano 2º ano A SQ 17 a 18 3º ano 3º ano C – Característica.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL Quadro 1: ORGANIZAÇÃO DOS SABERES NO TEMPO DE ESCOLARIZAÇÃO: construindo unidades didáticas6 Níveis Etapas Idade (anos) Tempo de permanência (anos) Denominação nas Escolas da Rede a partir de até 2008 2007 Característica da Progressão Organização da identidade dos dados da realidade averiguar. pois tratam da estruturação do sistema educacional da rede no primeiro segmento do ensino fundamental. as diversidades e as regularidades do conhecimento. 20 . sendo o 1º ciclo o agrupamento do 1º ao 3º ano e o 2º ciclo o 4º e 5º ano.5 a 3 Creche 3a4 4a5 Pré-escolar 5a6 6a7 7a8 1º segmento 8a9 9 a 10 10 a 11 11 a 12 5 Alfabetização 1º ano 1ª Série 2ª Série 3ª Série 4ª Série 5ª Série 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano 6º ano 2 2 C Identificação da realidade A Percebe os dados da realidade de forma dispersa SQ Formar sistemas e relacionar semelhanças e diferenças iniciação à sistematização Educação Fundamental C Iniciação à sistematização do conhecimento Esclarecer o sentido. o entendimento das propriedades gerais e regulares dos fenômenos Toma consciência do referencial dos conceitos no seu pensamento. captar a intenção. A – Ação do aluno. traduzir pra si a idéia. de seu potencial de abstração. Desenvolver explanações e traduzir para outro a idéia. identificar e explorar o conhecimento já existente Educação Infantil 1. considerando o social. verificar. a função Conscientiza-se de sua atividade mental. Aqui vale a ressalva de que os ciclos implantados pela SE/PE não equivalem a essa lógica de organização do pensamento. confrontando a realidade com seu pensamento e começa a estabelecer relações complexas. no qual as semelhanças e diferenças se estabelecem continuamente Iniciar o estabelecimento de generalizações Ampliação da sistematização do conhecimento Conter.

O festival consiste em um tempo ampliado de aula destinado à socialização e avaliação do conteúdo. A oficina consiste na construção coletiva das práticas corporais que ultrapassam o tempo de uma hora aula. conteúdo. envolvendo professor e alunos em horário regular de 40 ou 50 minutos. com vivências e intervenções sobre um fenômeno que tem sua legitimidade com a construção da reflexão pedagógica. festival. 21 . Aula. composta por objetivo.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Na escolarização. A aula é uma unidade de tempo voltada ao fim formativo.a aprendizagem. o universo em questão. que necessita da sistematização do conhecimento. Possibilita novas oportunidades. oficina. O festival é o tempo pedagógico regulado e aberto a diferentes opções. o planejamento de aula em tempo ampliado pode ser compreendido com os estudos de TAFFAREL et al (2000). com a intenção de confrontar o conhecimento. metodologia. Consiste em uma forma de organização. vivenciando valores em prol do valor primordial da formação humana tratada em oficinas . seminário constituem uma forma de planejar e de implementar a Educação Física. É uma construção coletiva atravessada pelo trato do conhecimento. mediante análise dos objetivos propostos e síntese que visa a uma concretização dos objetivos finais diante da elevação da qualidade do conteúdo sistematizado. aprofundando nexos e relações entre conteúdos específicos ou num mesmo conteúdo. questionamento e verbalização sobre as dimensões da realidade. ocorrendo um confronto entre o saber abordado e os sujeitos que tratam o conteúdo. O seminário socializa o conhecimento. qualificando o rendimento escolar dos aprendizes. satisfazendo a necessidade de ação e curiosidade. por negociações e organização prévia. com fim formativo. síntese avaliativa. pela organização e normatização escolar. organizadas de tal forma que possibilita trabalhar o princípio da simultaneidade dos conteúdos escolares. espaços e materiais. por novas experiências na apropriação do conhecimento ou nas habilidades de atuar com colegas menos experientes. sendo caracterizadas pela saída da rotina regular de trabalho. com observação. identificando e/ou compreendendo a Educação Física Escolar enquanto uma disciplina de conteúdo.

percebendo-as como recurso valioso para a integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais e étnicos. bem com reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer. 5. cooperação. Participar de atividades corporais.1 OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA Refletir sobre a cultura corporal. compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são produzidos. sobretudo enfatizando a liberdade de expressão de movimentos – a emancipação – negando a dominação e submissão do homem pelo homem.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 4. De acordo com o Coletivo de Autores (1992). CONHECIMENTOS DA CULTURA CORPORAL O CONHECIMENTO GINÁSTICA A ginástica (arte de exercitar o corpo nu). Conhecer. respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura corporal do Brasil e do mundo. interesse. criatividade e criticidade. em que as experiências corporais criadas e vivenciadas historicamente pela humanidade possam ser sistematizadas de forma a articular as ações com todo o significado cultural que essa manifestação da cultura corporal possui. distribuição em confronto com a apropriação. na escola. reconhecendo-as como uma necessidade do ser humano e um direito do cidadão. Tais atitudes apenas serão possíveis a partir de uma 22 . em busca de uma melhor qualidade de vida. reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros. Conhecer. com ou sem o uso de aparelhos. confrontando a disputa. estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros. substituindo o individualismo. sexuais ou sociais. um programa de ginástica deve promover no aluno atitudes de curiosidade. sem discriminar por características pessoais. beleza e desempenho que existem nos diferentes grupos sociais. físicas. na medida em que desenvolve uma prática pedagógica sobre valores como solidariedade. precisa ser entendida como uma forma de exercitação. analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito. valorizar. organizar e interferir no espaço de forma autônoma. Conhecer a diversidade de padrão de saúde. contribuindo para os interesses das camadas populares.

à raça. como a mímica. deve oferecer outras formas de expressão corporal rítmica. seja desprezado o seu aspecto técnico. Busca-se. a pantomima e as brincadeiras cantadas. Durante a Educação Básica são imprescindíveis formas de ginástica que promovam: diferentes possibilidades de saltar. é imprescindível um trabalho em que esteja presente o caráter expressivo e espontâneo do movimento sem que. equilibrar. no trabalho com a dança e seus fundamentos (ritmo. promoção de exibições públicas das movimentações apreendidas e criadas. nesse contexto. trepar e girar. a partir do conhecimento do próprio corpo e das relações 23 . com isso. A escola. dos costumes. em que o corpo é o instrumento de comunicação. o desenvolvimento da técnica deve ocorrer de forma dialogada com o desenvolvimento do pensamento abstrato. de emoções e da afetividade em várias esferas da vida. tais como: as da religiosidade. balancear. dos hábitos. passando pelos temas formais. à sexualidade etc. Laban (1990) aborda a importância de se tratar a Dança. compreensão das formas técnicas das diferentes manifestações de ginástica (rítmica.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS abordagem problematizadora em que os seus fundamentos (saltar. pois somente dessa forma o aluno irá compreender o significado e as exigências expressivas contidas nas suas movimentações específicas. espaço e energia). promoção do sucesso de todos no que se refere à classe. aeróbica). do resgate da cultura brasileira para chegar às manifestações presentes em outras partes do mundo. olímpica. trepar e balancear) sejam abordados em sua globalidade e historicidade e em que o sentido/significado das práticas seja compreendido. diferentes soluções aos problemas oriundos desses fundamentos. que se inicia a partir da interpretação espontânea.. do trabalho. O CONHECIMENTO DANÇA Segundo o Coletivo de Autores (1992). equilibrar. rolar/girar. identificação de sensações afetivas e sinestésicas. Portanto. necessariamente. uma abordagem de totalidade na compreensão por parte dos alunos acerca do universo simbólico da dança. da saúde e da guerra. Para o trato do conhecimento da dança na escola. à religião. primeiramente. a dança pode ser considerada como uma linguagem social que permite a representação de sentimentos. partindo. o qual caracteriza as várias formas de suas manifestações. ao gênero.

espaço e fluxo). É importante também o trato com as danças de interpretações de temas figurados. vegetal e mineral. transformando-a. fenômenos do mundo animal. estados afetivos. Marques (2003) aponta a necessidade de uma prática pedagógica em Dança que supere a perspectiva de um movimentar-se destituído dos aspectos históricos e contextuais nos quais a prática da Dança está inserida. Durante a Educação Básica.sem armas. A autora reconhece a importância da sistematização dos fundamentos ou fatores de movimento. O CONHECIMENTO LUTA De acordo com o Dicionário da EDUCAÇÃO FÍSICA. Através da relação entre esses fatores.” (BRASIL/MEC/PCN. 48). imobilização ou exclusão de um determinado espaço na combinação de ações de ataque e defesa. a luta se refere ao combate corpo-a-corpo . Por sua vez. tanto no que se refere aos aspectos da cultura nacional. As danças. 2000. a partir de uma perspectiva de ser humano concreto. sensações corporais. “são disputas em que os oponentes devem ser subjugados mediante técnicas e estratégias de desequilíbrio. levando em conta a sua inserção num contexto determinado. tempo. a necessidade de tratar a dança. nessa discussão. As lutas. p. políticas e econômicas da atualidade. o mundo do trabalho. é imprescindível a abordagem de danças de livre interpretação de músicas diferentes para que o aluno possa identificar as relações espaços-temporais e reconhecer as relações pessoais entre os parceiros e os espectadores. o mundo da escola e as problemáticas sociais. que tem o papel de intervir em sua cultura. como as ações do cotidiano. com interpretação técnica. religiosidade. Durante o processo de escolarização. quanto aos da cultura internacional. mas introduz. contusão.que é imprescindível para que ela ocorra . 24 .EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL que podem ser estabelecidas entre os fatores de movimentos (peso. a Educação Física deve priorizar as danças em que as técnicas sejam aprimoradas a partir do que já foi historicamente criado pelo ser humano e a partir da criação dos próprios alunos e da compreensão que eles adquiriram de sua própria corporeidade. libertando-se da técnica exagerada que permeou grande parte da concepção de dança na era moderna e que influenciou nossa forma de pensar e ensinar a dança na atualidade. o autor acredita que a criança poderá expressar seus movimentos de forma mais prazerosa. também representam um conteúdo essencial para os alunos. entre duas pessoas.

qualquer prática da cultura corporal se tornaria simplesmente uma técnica sem valor social. deve estar presente na formação das nossas crianças e adolescentes em sua educação básica. o tema luta. Ao tratarmos. considerando aqui os valores éticos que. políticas. afetivas. sem os quais. relacionada ao campo das lutas. 214). pois. a partir desses referenciais. religiosas. Podemos citar como exemplos de lutas a serem trabalhadas na escola desde as brincadeiras de cabo-de-guerra e braço-de-ferro até as de movimentações e regras mais complexas. Sendo uma forma de expressão corporal que representa vários aspectos da vida do homem.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Essas possuem uma regulamentação específica. de maneira a priorizar as origens do negro.. como a capoeira. desperta-se a identidade social e cultural dos discentes e buscase o respeito às diferenças e o desenvolvimento de habilidades técnicas e táticas para que eles compreendam o sentido/significado implícito em cada uma de suas ações. o desenvolvimento da prática será vivenciado e valorizado em função do contexto em que ocorre e também das intenções dos praticantes. Negar esse conhecimento é excluir aspectos fundamentais dos agrupamentos humanos e suas culturas. econômicas etc. é negar a especificidade das práticas corporais construídas no ínterim do processo de formação das sociedades (p. Segundo Cordeiro e Pires (2005): a compreensão da realidade. faz-se necessário o resgate da cultura brasileira. no que se refere a sua história. como conhecimento tratado pela educação física. na escola. a escola poderá proporcionar aos alunos uma leitura crítica de atividades como o vale tudo e outras diferentes competições. a luta precisa ser compreendida desde a busca pela sobrevivência. 25 . Dessa forma. Assim. do branco e do índio. o judô. a até uma forma de linguagem transmitida ao ser humano ao longo dos tempos. passando pelas esferas sociais. com o objetivo de evitar e punir atitudes violentas e irregulares. que desrespeitam princípios filosóficos sobre os quais estão apoiadas as práticas corporais agonísticas que culturalmente se diferenciam. o caratê etc.

os aspectos de organização da identificação e da categorização dos movimentos de combate corpo-a-corpo. a priori. de forma explícita. a partir da compreensão do sentido/significado de cada uma de suas formas. A luta.um conjunto de gestos que representa a voz do oprimido em busca da libertação. Cordeiro e Pires (2005) afirmam que essa prática representa uma manifestação do povo brasileiro de origem negra e que historicamente vem sofrendo várias formas de preconceito e discriminação em nossa sociedade. Por fim. assim como os outros temas da cultura corporal. a medida que os discentes venham a perceber o espírito libertário de sua prática que é um misto de contrários: luta/jogo. melhor jogador se apresentará e maior conhecedor do mundo se tornará (p.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL Citamos. caracterizando-se como uma recriação do mundo vivido. o que vai determinar um bom jogador é sua capacidade. no momento do jogo. afetividade/agressividade. Nesse mesmo sentido. de resolver as ‘questões’ colocadas: questões de movimento. culmina em movimentos de luta pela emancipação do negro no Brasil escravocrata. como exemplo. Isso porque na roda de capoeira não há. questões que desafiam o raciocínio. a esperteza corporal dos capoeiristas que quanto mais conhecimento de si e de suas possibilidades e limites tiver mais dono de si será. a musicalidade. 210). sagrado/profano. os gestos e os rituais. em primeiro lugar. segundo o Coletivo de Autores (1992). que. a capoeira. chegando até a ampliação dessa sistematização. 26 . Expressa. precisa ser abordada levando em consideração. os autores sugerem quatro temáticas centrais: a Historicidade. Depois. Em relação à sistematização do conhecimento da capoeira nas aulas de Educação Física. abordando a iniciação da sistematização desses movimentos. de maneira que sejam compreendidas as técnicas mais aprimoradas e sejam criadas outras formas de combate. um lócus privilegiado para a inversão dos valores sociais excludentes. nenhuma vantagem dos jogadores. Os autores apontam para a importância de abordá-la de forma histórica.

É importante. promove o desenvolvimento físico/motor. a solidariedade e a cooperação de estratégias. troca de informações e pontos de vista. a lealdade. pensamos que o jogo. o jogo é uma invenção do homem. de tabuleiro. ao tempo. nesse trabalho. Os jogos. ao ritmo. a interação entre os participantes. durante o processo de escolarização. às capacidades e habilidades físico/motoras. 27 . Possibilita. as brincadeiras regionais. Fundamentando-nos em Tavares e Souza Júnior (2006). de rua e as brincadeiras infantis de um modo geral. Jogos e brincadeiras são sinônimos em diversas línguas. procure contemplar a memória lúdica da comunidade em que os alunos e as alunas vivem. Para tanto. Oferecem tanto aos alunos quanto ao professor a possibilidade de viver conflitos e de buscar solução para eles. os jogos de salão. assim como estimulam a negociação. Oferece situações de aprendizagem ricas e interessantes.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS O CONHECIMENTO JOGO De acordo com o Coletivo de Autores (1992). Ele deve ser abordado como conhecimento que os alunos precisam apropriar-se e produzir. propõe-se que o seu tratamento leve em conta a sua classificação em três categorias. como aquele que usa tabuleiros e pequenas peças para representação dos jogadores e que tem regras pré-determinadas. Podemos encontrar. que são interligadas histórica e teoricamente: o jogo de salão. permitindo o confronto de percepções de esquemas. bem como para compreensão das possibilidades e necessidades. ainda. conhecimentos de jogos de outras regiões brasileiras e até de outros países. nas aulas de Educação Física. No contexto do jogo. também. imaginariamente. descontração e premiação. além de proporcionar-lhes. no entanto. dentre as manifestações de jogos a serem abordadas. modificações de conceitos e conhecimentos diversos. um ato em que as suas intencionalidades e curiosidades resultam num processo criativo para modificar. ao espaço físico. a realidade e o presente. nem ser considerado somente entretenimento. meninos e meninas são estimulados também a experimentar as convenções socialmente organizadas e a criar e recriar variações e alternativas a essas convenções. comparações. o desenvolvimento da capacidade de solucionar problemas relacionados à sociedade. que o professor. aos limites e às regras. não deve visar apenas ao rendimento técnico. de mesa. para a tomada de decisão coletiva como fator de integração social e socialização. contribuem para a formação da personalidade. graças ao seu valor formativo e educativo.

e o jogo esportivo. mas que os levem. não pode ser afastado das condições a ela inerentes. o esporte precisa ser encarado como o “esporte da escola” e não como o “esporte na escola”. O esporte precisa ser vivenciado de forma crítica. segundo o Coletivo de Autores (1992). 2006). luta esportiva.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL o jogo popular. Este último encontra-se carregado de estigmas. a compreender os jogos em sua forma atual e até mesmo oficial. sentidos e significados da sociedade de uma forma geral. regulamentação rígida e racionalização dos meios e das técnicas. o esporte subordina-se aos códigos e significados que lhe imprime a sociedade capitalista e. esporte adaptado. especialmente no momento em que lhe atribui valores educativos para justificar a sua inserção no currículo escolar. 28 . por isso. princípio da sobrepujança. 2005 e SOUZA JÚNIOR. Vale acrescentar que todos os jogos devem sofrer alterações pedagógicas para propiciar um percurso de apropriação e produção por parte dos alunos. de maneira que suas normas e suas condições de adaptação à realidade social e cultural da comunidade que o pratica. como aquele que apresenta definições. dança esportiva e até mesmo jogos que não são esportes. 2003. ao mesmo tempo. 2006b). Acrescente-se que o conhecimento acerca do fenômeno esportivo não deve ser ignorado ou negado. traduzindo-se em uma dimensão complexa de fenômenos que envolvem códigos. Sendo uma produção histórica e cultural. o cria e o recria sejam sempre questionadas. as técnicas e as táticas devem ser apreendidas em um processo metodológico de vivência de pequenos e grandes jogos (TAVARES. também. poderia haver ginástica esportiva. como aquele em que seus elementos podem ser alterados/decididos pelos próprios jogadores e que possuem regras flexíveis. No que se refere ao conhecimento a ser tratado no currículo escolar. padronizações e institucionalizações. portanto. no qual as regras são determinadas com rigorosidade. Dessa mesma forma. normas de comparação. Este último refere-se a práticas corporais que são. levando o sujeito a adaptar-se aos valores sociais (ASSIS DE OLIVEIRA. O CONHECIMENTO ESPORTE O esporte é uma prática social que institucionaliza os aspectos lúdicos da cultura corporal. jogo e esporte. como: exigência de máximo rendimento. jogos esportivos e não como afirmam alguns. as regras. A história.

os talentos são uma pequena minoria entre os alunos o professor que tiver tal objetivo corre o risco de negligenciar os demais. aos sistemas táticos e às regras oficiais. estaríamos contribuindo para a formação de uma minoria de habilidosos em uma modalidade ou até mesmo numa posição/função esportiva. como a escola não é um local de formação de especialidades e. Judô. Essas reflexões são fundamentais para a apreensão dos principais conceitos. procurando descobrir melhores maneiras de fazer o gesto.O esporte. ao mesmo tempo que colaboraríamos para a formação de uma maioria de meros consumidores contemplativos do mundo esportivo (SOUZA JÚNIOR. o seu conhecimento. sem. Natação. Handebol. deve abarcar desde práticas corporais que possuem regras simples até aquelas que possuem regras institucionalizadas. contudo. Ela deve ser trabalhada como uma dinâmica que usa as condições disponíveis para um melhor desenvolvimento das ações e da busca dos resultados. como as que estão presentes nas suas modalidades Basquetebol. Abordar a ginástica em cada período histórico e problematizar suas escolas e métodos significa trazer para a atualidade aspectos que muitas vezes nos remetem a reflexões importantes quanto à prática desse tema hoje. a tática deve ser apropriada pelos alunos por via de incentivos na resolução de problemas. Dessa maneira. 2006b). de formação generalista. Futebol. -. enquanto um dos conteúdos a ser abordado nas aulas de Educação Física. sim. 29 . permitindo a realização das ações mesmo que individualmente. de suas relações com o contexto em que estamos inseridos e para buscarmos o projeto de sociedade que almejamos.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Dessa forma. nas aulas de Educação Física. limitar-se aos gestos técnicos. criadas e recriadas e ter o seu formato oficial questionado. Defende-se aqui uma concepção e uma prática esportiva em que seus princípios não sejam procurados de forma a tentar buscar a superação de uma concepção voltada à aptidão física que. Atletismo. Voleibol etc. não deve se justificar pela descoberta e fomento do talento. vem caracterizando esse tema. Segundo Assis de Oliveira (2005). pois. Acrescente-se que elas podem também ser apropriadas. E as regras devem ser consideradas como modelagem para o bom andamento das ações coletivas. historicamente.

corporal) em aulas. 179). festivais/feiras. 30 . escrita. Optamos pelas aprendizagens organizadas em ciclos de aprendizagens possibilitando aos alunos um processo de elaboração do pensamento sobre o conhecimento. 2004. as unidades didáticas da Educação física serão organizadas em 05 (cinco) eixos temáticos baseados nos temas da Cultura Corporal que deverão ser organizados nas 04 (quatro) Unidades da escola (tempo pedagógico do ano) de acordo com a realidade de cada instituição de Ensino. A partir desta compreensão. seminários. Buscamos tematizar o conhecimento da Cultura Corporal no âmbito da Educação Física enquanto um conhecimento específico. estruturadas e articuladas para a consecução de um objetivo educativo em relação a um conteúdo concreto” (ZABALA. sínteses entre procedimentos e os conhecimentos presentes na escola. As Unidades Didáticas tratam-se de uma ação de apoio ao trabalho pedagógico do/a professor/a e se organizam a partir do desdobramento de metas. mediante a participação (verbal. p. oficinas. UNIDADES DIDÁTICAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA Entendemos que a unidade didática é um “conjunto ordenado de atividades.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 6. diante de eixos organizadores das atividades (temáticas de conhecimentos específicos de um componente curricular) elaboradas na forma de objetivos como referências básicas possibilitadoras da construção de aprendizagens significativas dos estudantes.

lateralidade direita. como dança e com quem dança. 31 . ações corporais) seu estudo na dança e o que ele pode expressar. girar. relacionando semelhanças e diferenças entre os mesmos. saltitar e nos fundamentos (saltar. médio e baixo. o conteúdo apreendido. identificando a presença da luta em locais destinados ao lazer e a saúde refletindo sobre peso e altura nas ações corporais. escrita. organização corporal. • Utilização de jogos/brincadeiras para recriar seqüências ginásticas. vivenciada de forma corporal. frente e trás). LUTA • Resgate do conhecimento do aluno sobre a luta através da sua vivência.1º CICLO ENSINO FUNDAMENTAL: 1º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA • Resgate do conhecimento do aluno sobre a ginástica com a vivência e identificação das diferentes possibilidades de ação corporal gímnica no andar. balançar) refletido sobre noções de cuidados com o corpo e com a saúde.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 1º AO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL . ONDE SE DANÇA (nas dimensões dos planos alto. no correr. sentidos. equilibrar. explorando sobre O QUE DANÇA: o corpo (articulações. • Expressão de idéias. intenções na dança. membros. • Promoção de jogos/brincadeiras que propiciem a identificação dos fundamentos básicos da luta: ataque. ENSINO FUNDAMENTAL: 1º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das experiências rítmicas dos alunos através de suas brincadeiras de roda. superfícies. esquerda. oral. trepar. • Discussão sobre a diferença entre lutar e brigar. • Exercitação combinando os fundamentos em seqüências ginásticas com ou em materiais. na comunidade escolar. elegendo uma delas para socializar. defesa e controle.

• Vivências dos diversos esportes. • Identificação dos fundamentos. associando semelhanças e diferenças que impliquem no reconhecimento das ações dos esportes individuais e coletivos. • Socialização. como respeito mútuo e a integração a partir da prática dos jogos. com ênfase na ludicidade. oportunizando as diferentes possibilidades de ação corporal. 32 . • Vivência dos fundamentos ginásticos. na lateral.Andar: para frente. identificando • a sua organização em modalidades individuais e coletivas e refletindo acerca de valores. ENSINO FUNDAMENTAL: 1º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Resgate do conhecimento do aluno sobre o esporte. oportunizando as diferentes possibilidades de ação corporal. inerentes a sua realidade. cooperação. possibilitando. agachado.Correr: para frente. • Utilização de diversos materiais esportivos. . formação de valores.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO FUNDAMENTAL: 1º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Resgate do conhecimento do aluno sobre os jogos. para traz. explorando os ritmos (lento moderado e rápido). em diferentes ritmos. ENSINO FUNDAMENTAL: 2º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA. em diferentes ritmos. tais como: respeito mútuo. • Participação em eventos esportivos inseridos no projeto político pedagógico da escola. desafiando possibilidades de ação: . na lateral. • Vivência de diversos jogos populares na perspectiva de possibilitar aos alunos à identificação daqueles jogos que são inerentes a realidade do aluno. • Utilização de jogos populares durante a realização de Festivais para a socialização da comunidade escolar como o conteúdo apreendido. integração e socialização e sua utilização para e nos espaços de lazer da comunidade. para traz.

para traz. de acordo com a realidade cultural de cada região) nos ciclos festivos de Pernambuco (Carnaval. Junino e Natalino). invertendo o corpo. .Saltar: de cima para baixo. Defesa . verticais e horizontais. desequilibrando o outro. fantasias. puxar. no solo. livrar-se do outro. • Identificação e diferenciação dos ritmos e das características das danças (passos. a partir da relevância social do conteúdo para a nossa região. São João.Pesquisas sobre as possibilidades de exercitação da Ginástica. em superfícies móveis. com piruetas.Girar: com rolamentos. agarrar.Saltitar: para frente. sem deslocamento.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS . LUTA • Vivência de várias possibilidades de ação dos fundamentos da luta: Ataque – empurrar. refletindo sobre a importância da Dança no tempo de Lazer da população.equilibrar-se. existentes em espaços culturais. sobre obstáculos. variações rítmicas. esquivar-se.Balancear-se: com materiais ou com colegas. . São João e Natalino). . personagens.Equilibrar: em superfície estreita. a ludicidade). enquanto forma de reconhecimento da cultura local. pedalando bicicleta. de baixo para cima. 33 . Exploração das possibilidades de ações do corpo na dança relacionando os ritmos dos ciclos festivos de Pernambuco (Carnavalesco. refletindo sobre o direito Ao Lazer (a diversão.Trepar: em materiais inclinados. a brincadeira. . brincadeiras e motivações na dança. em brinquedos e materiais. . balancear partes do corpo. locais de realização. Natal). • Identificação e vivência das danças dos ciclos festivos de Pernambuco (Carnaval. ENSINO FUNDAMENTAL: 2º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das experiências rítmicas dos ciclos festivos de Pernambuco. com estrelas. .

ENSINO FUNDAMENTAL: 2º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Categorização dos esportes coletivos relacionando-os ao cotidiano. prender. explorando as diversas possibilidades de jogá-los. através da prática dos esportes. do desenvolvimento de noções de espaço-tempo. adaptando-os a sua realidade. envolvendo as atitudes de cooperação. visando dominar o outro. • Vivência dos fundamentos e regras básicas da luta identificando diferentes posições do corpo e a concepção de postura nas ações relacionando-as aos cuidados necessários para não se machucar e não machucar o outro. • Participação em eventos esportivos inseridos no projeto político pedagógico da escola. ENSINO FUNDAMENTAL: 2º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Vivência dos jogos populares para explorar e criar novas possibilidades de jogadas a partir da sua realidade.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL Controle – imobilizar. • Participação nas práticas dos jogos. gingar. • Criação de novas possibilidades de vivenciar os esportes coletivos a partir da cultura local. • Vivência dos esportes coletivos. com atitudes de cooperação. • Vivência na prática dos jogos populares para o desenvolvimento das noções de espaço-tempo e da lateralidade. segurar. de solidariedade e de respeito. • Discussão sobre a luta e a convivência social enfatizando a não violência e o respeito ao outro. • Viabilização. • Participação nas práticas esportivas. solidariedade e respeito. 34 . com ênfase na ludicidade.

locais de realização. variações rítmicas gerais e entre os folguedos. • Elaboração de pequenas seqüências coreográficas. em pequenos grupos. em diferentes ritmos. contextualizando-a. identificando o significando de cada fundamento. idéias. a partir das motivações das danças e de análises sobre O QUE DANÇA E ONDE SE DANÇA (o corpo e o espaço da dança). • Vivência dos fundamentos ginásticos. pulsos. a partir dos estudos realizados: • Expressão de diversos sentidos. relacionando o conteúdo a cultura popular e às funções vitais. saltitar. apresentando uma seqüência ginástica para comunidade escolar. pescoço. personagens. • Relação entre as semelhanças e diferenças na dança Frevo. ENSINO FUNDAMENTAL: 3º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. Caboclinho. fantasias. dos saberes e práticas sobre o ciclo carnavalesco. atribuindo-lhe valores e significados. 35 . intenções na dança vivenciada de forma corporal. mas que pode ser estudado fora de suas festas oficiais. organizando representações. partindo da realidade cultural da região. • Compreender o estudo das manifestações populares. entre outras manifestações populares do período quanto a: Passos. origens e evolução das danças. tornozelos). identificando as batidas do coração sentidas em diferentes partes do corpo (têmporas. refletindo sobre as possibilidades das ações gímnicas. relacionando-os as atividades circenses. no correr. brincadeiras e motivações. coração. como saberes construídos em determinado tempo e espaço. • Exercitação dos fundamentos ginásticos. relacionando-a ao cotidiano. relacionandoas com o esforço utilizado na prática de diferentes possibilidades de ação corporal gímnicas no andar. oral e escrita. Maracatu Nação e Rural. Afoxé.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ENSINO FUNDAMENTAL: 3º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Vivência da ginástica através de jogos e brincadeiras gímnicas. • Representação de diversos temas figurados.

identificando as modificações corporais das funções vitais ocorridas durante as experiências práticas de diferentes possibilidades de ação corporal. relacionando-os à cultura corporal das crianças. defesa e controle) e seus benefícios para a saúde. estabelecendo relações com as práticas sociais de sua comunidade (lazer. com ênfase na ludicidade. como também identificando as semelhanças e as diferenças entre eles. ENSINO FUNDAMENTAL: 3º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO: ESPORTE • Vivência dos esportes individuais.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL LUTA • Vivência dos fundamentos e regras básicas da luta a partir da historicidade. • Compreensão do caráter competitivo dos jogos populares. • Pesquisa sobre os esportes. defesa e controle na luta. identificando a vitória e a derrota como parte integrante da vivência desses jogos. ENSINO FUNDAMENTAL: 3º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Vivência dos jogos populares. • Identificação das características das diversas modalidades dos esportes individuais. • Vivência dos jogos populares. procurando identificar as modificações corporais das funções vitais que ocorrem durante as experiências práticas das diferentes possibilidades de ação corporal. • Participação em eventos esportivos inseridos no projeto político pedagógico da escola. procurando relacioná-los ao cotidiano das crianças. como parte integrante de sua vivência social. • Compreensão da relação existente entre as ações da luta (ataque. • Identificação de semelhanças e diferenças presentes na luta. enfatizando ataque. • Categorização dos esportes individuais relacionando-os ao cotidiano. • Realização dos diferentes tipos de jogos. a diversão. possibilitando a formação de suas representações e respeitando as possibilidades e os limites pessoais e coletivos. 36 . • Identificação do caráter competitivo do esporte compreendendo a vitória e a derrota. • Promoção de jogos e brincadeiras. a brincadeira. elaborando uma definição de luta a partir das vivências. a ludicidade).

ENSINO FUNDAMENTAL: 4º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. • Representação de temas / coreografias. locais de realização. a partir do resgate do conhecimento já existente e historicizado. adivinhações. • Socialização de seqüências ginásticas na comunidade escolar resgatando a cultura do local. reorganizando-os em seqüências ginásticas. com ou sem ritmo musical. quantidades.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 4º e 5º ano do Ensino Fundamental . Côco. relacionando semelhanças e diferenças entre danças Forró. dos saberes e práticas sobre o ciclo junino. quanto a: Passos. • Elaboração de pequenas seqüências coreográficas. oral. personagens. 37 . nos materiais utilizados. Ciranda. • Reflexão sobre a importância da alimentação saudável . horários e sua relação com a Educação Física. escrita. balanceios. variações musicais. Quadrilha e demais manifestações populares. confrontando semelhanças e diferenças nas manifestações. intenções nas danças vivenciadas de forma corporal. • Vivenciar os ritmos e danças do ciclo festivo de Pernambuco. a partir das danças estudadas. a partir das motivações de cada aula. Xaxado. elaborando pequenas seqüências coreográficas.tipos de alimento. resgatando as origens. brincadeiras. dos saberes e práticas sobre o ciclo junino. • Expressão de sentidos. nos fundamentos. • Organização do conhecimento da Ginástica Acrobática. partindo da realidade cultural da região. em pequenos grupos.2º ciclo ENSINO FUNDAMENTAL: 4º ANO . idéias. • Compreensão das motivações. equilíbrios. motivações da dança. giros.UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA • Exercitação dos fundamentos: saltos. origens e evolução histórica dos festejos juninos. identificando semelhanças e diferenças entre os mesmos. fantasias.

regras e formas de organização estratégicas. • Prática dos esportes coletivos. em forma de exposições. construções de maquetes e feiras de conhecimentos culturais 38 . relacionando as diversas etnias que compõem o povo brasileiro. • Pesquisa sobre as diferenças e semelhanças entre as diferentes lutas. refletindo sobre a existência dos mesmos na sua própria cultura. • Vivência dos esportes coletivos que proporcione a avaliação da autoorganização individuais e coletivas para alcançar os objetivos da prática esportiva. • Socialização dos resultados das pesquisas na comunidade escolar e extra–escolar. defesa e controle especifico das modalidades. identificando ataque. ENSINO FUNDAMENTAL: 4º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO: ESPORTE • Aproximação da história do esporte para entendê-lo como prática historicamente construída. ENSINO FUNDAMENTAL: 4º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Vivência dos jogos populares. articulando com seu cotidiano e vivências comunitárias. • Resgate dos novos jogos populares presentes na cultura da comunidade. aplicando os seus fundamentos básicos. aproximando da história e de seus aspectos sociais. procurando recriar e reinventar novos jogos inerentes à cultura corporal. • Realização e socialização de pesquisa sobre os jogos populares. murais .EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL LUTA • Vivência de modalidades da luta.

dos valores e processos refletindo sobre o sentido/significado. conceituando-as e relacionando-as ao Lazer. juninas e natalinas. confrontando semelhanças e diferenças nas manifestações.Pastoril. Bumba-meu-Boi. personagens. brincadeiras. • Compreensão das motivações. • Elaboração de seqüências coreográficas. oral e escrita. contextualizando-a. à Educação. • Organização de Festival. fantasias. ao Trabalho. • Representação dos temas / coreografias a partir das motivações de cada dança. intenções na dança vivenciada de forma corporal. estabelecendo analogias e generalizações. idéias. quanto a: Passos. • Estabelecimento de semelhanças e diferenças entre as manifestações populares natalinas . motivações da dança. locais de realização. ENSINO FUNDAMENTAL: 5º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. variações musicais. à Saúde. • Identificação das formas técnicas das Ginásticas Artística. 39 . em pequenos grupos. vivenciando seus fundamentos diante das possibilidades individuais e coletivas. • Expressão de diversos sentidos. Reisado. as origens da Ginástica. origens e evolução histórica entre as festas carnavalescas. LUTA • Vivência dos fundamentos e regras básicas de algumas formas de luta. onde se vivencie os fundamentos de alguns tipos de luta escolhidas pelos grupos com regras adaptadas. a partir das danças estudadas. Cavalo Marinho. dos saberes e práticas sobre as manifestações populares natalinas.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ENSINO FUNDAMENTAL: 5º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA • Reorganização do conhecimento da Ginástica Acrobática e da Ginástica Artística. relacionando-a ao cotidiano. entre outras. partindo da realidade cultural da região.

EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO FUNDAMENTAL: 5º ANO| UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Reorganização do conhecimento dos jogos populares. a origem e a evolução dos jogos populares. regras e formas de organização estratégicas. relacionando-os e entendendo a sua importância para o Lazer. à Educação. à Saúde. ENSINO FUNDAMENTAL: 5º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Prática dos esportes individuais. • Vivência dos esportes individuais que proporcione a avaliação da autoorganização individuais e coletivas para alcançar os objetivos da prática esportiva. produção de textos e feiras de conhecimentos culturais. aplicando os seus fundamentos básicos. ao Trabalho. construções de maquetes. • Socialização dos resultados das pesquisas na comunidade escolar e extra–escolar em forma de exposições. 40 . • Elaboração de texto que reflitam a origem e a evolução do esporte. na perspectiva de oportunizar a participação de todos. • Elaboração e discussão de textos que reflitam a vivência. articulando com seu cotidiano e vivências comunitárias. estabelecendo generalização. • Socialização das experiências através do Festival Jogos Populares. murais.

variações rítmicas gerais e entre os folguedos. • Pesquisar. apresentando-os. brincadeiras e motivações. onde (espaço) e como (fluência) se dança as manifestações coreográficas estudadas.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental ENSINO FUNDAMENTAL: 6º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA • Organização do conhecimento da Ginástica Rítmica. buscando informações sobre o mundo da Ginástica. à saúde e ao lazer. fantasias. ENSINO FUNDAMENTAL: 6º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. relacionando-a com o esforço utilizado na prática da Ginástica trabalhada em diferentes ritmos aeróbicos. em grupos. dos saberes e práticas sobre danças das regiões Norte. • Identificação do cálculo de aferição da frequência cardíaca em repouso e na exercitação gímnica. quanto à Passos. • Elaboração de textos quanto à historicidade das danças. locais de realização. • Elaboração de seqüências coreográficas. para apreciação da comunidade escolar. origens e evolução das danças. • Análise das semelhanças e diferenças entre danças das regiões Norte. relacionando-as a vida. personagens. Nordeste e Centro-Oeste do país. partindo da realidade cultural da região. organizando uma sequências gímnica. utilizando uma entrevista com: um colega mais experiente. com elementos da ginástica Acrobática e Rítmica a ser apresentada na comunidade escolar. a partir das danças estudadas. • Compreensão e diferenciação do que (o corpo). um praticante de Ginástica Rítmica. Nordeste e Centro-Oeste do país. um artista circense. confrontando fundamentos e materiais. um professor da escola. • Vivência das diferentes fundamentos da Ginástica Rítmica e das ações próprias com aparelhos móveis. estabelecendo semelhanças e diferenças. assim como refletir sobre a ingestão de alimentos e o gasto de calorias. 41 . relacionando-o ao trabalho educativo. • Vivência com diferentes fundamentos ginásticos identificando as acrobacias e pirâmides humanas na Ginástica Acrobática.

42 . conhecidos e praticados por eles. ao trabalho dos profissionais que atuam no âmbito do Esporte. como também refletindo essas vivências sobre o sentido/significado para estabelecer analogias e generalizações. • Vivência do Esporte Atletismo nas diferentes provas. • Realização de pesquisa escolar. à Saúde. vivenciando-as diante das possibilidades individuais e coletivas. ou até mesmo. procurando criar e recriar regras que oportunizem a participação de todos. vivenciandoas de modo a respeitar as possibilidades individuais e coletivas. ENSINO FUNDAMENTAL: 6º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Iniciação na prática dos jogos esportivos. • Generalização dos fundamentos da luta nas diferentes modalidades e confronto entre estes fundamentos e outras ações corporais existentes no Jogo. alterando as regras e ampliando seu sentido e significado a partir da realidade daqueles que praticam. parentes. compreendendo seus aspectos em comum e as especificidades. ao tempo livre. pessoas da comunidade. da Educação. relacionada à vida saudável. utilizando técnicas e táticas. • Vivência das diferentes modalidades do Atletismo. na Dança. • Organização do Esporte Atletismo.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL LUTA • Identificação na luta como uma das possibilidades de prática regular. na Ginástica. conceituando-os e relacionando-os ao Lazer. na busca de informações sobre os jogos esportivos. ENSINO FUNDAMENTAL: 6º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Organização do conhecimento do Esporte enquanto fenômeno social. • Interpretação das diversas técnicas e táticas para os jogos esportivos e de salão. a fim de socializar os resultados com a comunidade escolar. aplicando questionários tanto com um colega mais experiente como um professor da escola. à Educação. ao Trabalho. no Esporte.

através da participação em eventos esportivos. ENSINO FUNDAMENTAL: 7º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Compreensão da realidade da ginástica na sociedade. reorganizando o conhecimento situado historicamente. locais de realização. fantasias. estabelecendo analogias e generalizações. variações rítmicas gerais e entre os folguedos. Acrobática e Rítmica. quanto à Passos. • Compreensão e diferenciação do que (o corpo). • Compreensão e execução das formas técnicas do movimento das Ginásticas: Artística. partindo da realidade cultural da região. onde (espaço) e como (fluência) se dança as manifestações coreográficas estudadas. identificando o conceito das modalidades já vivenciadas. a partir das danças estudadas. inseridos no projeto político pedagógico da escola. • Elaboração de oficinas sobre danças folclóricas. • Elaboração de textos quanto à historicidade das danças. no Esporte. relacionando-a ao cotidiano. com ênfase nos elementos técnicos tático. dos valores e processos refletindo sobre o sentido/significado. na prática esportiva Atletismo.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS • Socialização das experiências apreendidas. 43 . • Análise das semelhanças e diferenças entre danças das regiões Sul e Sudeste do país. • Generalização dos fundamentos da ginástica nas diferentes modalidades e confronto entre os fundamentos ginásticos e outras ações corporais existentes no Jogo. brincadeiras e motivações. personagens. origens e evolução das danças. na Luta. em grupos. partindo das experiências adquiridas em aulas. para apreciação da comunidade escolar. vivenciando seus fundamentos diante das possibilidades individuais e coletivas. dos saberes e práticas sobre danças das regiões Sul e Sudeste do país. na Dança. apresentando-os. apresentando-as. as origens da Ginástica. ENSINO FUNDAMENTAL: 7º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. contextualizando-a. • Elaboração de seqüências coreográficas.

ampliando seu sentido e significado. através das vivências. situando-o. compreendendo suas especificidades e generalidades. praia. • Vivência do Esporte Futebol e/ou futsal. praças). • Estudo do sistema aeróbico. na busca de uma reorganização desse conhecimento. contextualizando e ampliando as generalizações. alterando as regras e ampliando seu sentido e significado a partir da realidade daqueles que praticam. estudo da capacidade anaeróbica identificando sua intensidade na prática de jogos esportivos. com ênfase na organização e na arbitragem. utilizando técnicas e táticas. tanto historicamente como socialmente. durante a prática de jogos que proporcionem um equilíbrio entre o consumo de oxigênio e o gasto de energia. inseridos no projeto político pedagógico da escola. campos comunitários. considerando a realidade dos jovens tanto individualmente como coletivamente. através da participação em eventos esportivos. fazer uma análise comparativa com os outros temas da Cultura Corporal. • Compreensão histórica do fenômeno Jogo.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL LUTA • A partir das experiências vivenciadas nas aulas. na prática esportiva do Futebol e/ou Futsal. 44 . através de pesquisas escolares. bem como. ENSINO FUNDAMENTAL: 7º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Compreensão dos diferentes jogos esportivos. • Conhecimento das regras oficiais de diversas modalidades de lutas. • Socialização das experiências apreendidas. • Vivência do Esporte Futebol e/ou futsal em diferentes espaços (escola. ENSINO FUNDAMENTAL: 7º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Compreensão do fenômeno esporte. vivenciando-as de modo a respeitar as possibilidades individuais e coletivas. com a caracterização da capacidade aeróbica. • Organização do Esporte Futebol e/ou futsal.

onde e como dançam.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ENSINO FUNDAMENTAL: 8º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Contextualização histórica da Ginástica. suingueira. em grupos. artistas. • Expressar através das danças de massa a vivência de temas sociais (papel do homem. entre outras e a Dança de Rua. para apreciação da comunidade escolar. • Organização de torneios com objetivo de integração e a vivência do conhecimento sistematizado. • Conhecimento das características das luxações e das distensões musculares mais comuns durante a prática das lutas e dos procedimentos emergenciais. • Elaboração de sequências coreográficas. Funk. • Estabelecimento de relações entre o conhecimento da comunidade não escolar e do conhecimento adquirido na escola. a partir das danças de massa estudadas. • Compreensão quanto à historicidade.). vivenciando o Método Sueco. • Análise das diferenças e semelhanças quanto às danças de massa brasileira – Axé. personagens. LUTA • Contextualização histórica das lutas através de textos filmes e documentários. • Ampliação do conhecimento sobre as modalidades das ginásticas já vivenciadas. relacionando-os as modalidades ginásticas da atualidade. 45 . organizando seqüências gímnicas e apresentado em forma de festival a comunidade escolar e não escolar. mulher. a partir de uma pesquisa anterior sobre o que. danças teatrais/eruditas e de massa. etc. ENSINO FUNDAMENTAL: 8º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS: DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. dos saberes e práticas sobre danças de massa. as semelhanças e diferenças entre as danças populares. • Vivência e análise das técnicas das danças de massa. Francês e Calistênico.

praia. utilizando técnicas e táticas especificas. alterando as regras e ampliando seu sentido e significado a partir da realidade daqueles que praticam. relacionando-os com outros na atualidade. com ênfase na organização e na arbitragem. 46 . através da participação em eventos esportivos. • Compreensão dos sistemas de jogo. inerentes aos jogos esportivos e de salão. estabelecendo relações entre o conhecimento oriundo da comunidade próxima a escola com o conhecimento sistematizado na escola. • Vivência do Esporte Handebol. • Vivências do esporte Handebol em diferentes espaços (escola. elaborando textos quanto à origem e evolução dessas modalidades apresentando-os. na prática esportiva do Handebol. • Vivência dos diferentes jogos esportivos e de salão. • Compreensão dos conceitos. compreendendo suas especificidades e generalidades. das características e das regras dos jogos de salão. alterando as regras e ampliando seu sentido e significado a partir da realidade daqueles que praticam.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO FUNDAMENTAL: 8º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO JOGO • Contextualização histórica e social dos jogos de salão e de já vivenciados. ENSINO FUNDAMENTAL: 8º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Compreensão da historicidade das diversas modalidades esportivas individuais a partir de pesquisas e vivências corporais. através dos recursos áudio visuais. relacionando-as com as possibilidades individuais e coletivas e refletindo acerca dos elementos éticos que envolvem o julgamento de valores durante a arbitragem. inseridos no projeto político pedagógico da escola. campos comunitários. • Organização do Esporte Handebol. praças). • Socialização das experiências apreendidas.

• Elaboração de produções (oficinas e coreografias) que contemplem os diversos tipos de dança estudada. • Vivência das danças teatrais (como o Balé Moderno. organizando coletivamente seqüências gímnicas. das atitudes. de forma escrita e/ou falada. os conceitos. workshops e seminários para a comunidade escolar. as atitudes. Jazz. • Experimentar em aula habilidades de ensino junto aos colegas menos experientes. LUTA • Ampliação do conhecimento luta tratando historicamente o desenvolvimento das práticas mediante vivências e no processo de pesquisa sobre o conteúdo. • Ampliação do conhecimento sobre as diferentes lutas e seus fundamentos básicos (ataque. dos saberes e práticas sobre danças teatrais. extrapolando-as para a comunidade escolar. • Socialização. Sapateado. luta e controle). mediante vivências e no processo de pesquisa sobre o conteúdo. Balé entre outras) identificando motivações.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO FUNDAMENTAL: 9º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Ampliação do conhecimento Ginástica. sem aparelhos. • Ampliação do conhecimento sobre a Ginástica Aeróbica. • Socialização. de forma escrita e/ou falada. organizando festivais. origens das danças e passos característicos. trabalhando o conteúdo aprendido. os processos e habilidades trabalhadas sobre os diferentes tipos de lutas. dos processos e das habilidades trabalhadas na unidade sobre Ginástica Aeróbica ENSINO FUNDAMENTAL: 9º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Resgate das origens. 47 . • Conhecimento das origens históricas das danças teatrais estudadas. dos conceitos. tratando historicamente o desenvolvimento das práticas gímnicas.

• Explicação da história do jogo esportivo e de salão. • Participação dos alunos. considerando a experiência dos mesmos em lidar com a maioria das regras dos jogos esportivos. possam extrapolar para a comunidade escolar através de seminários. enfatizando o trabalho sistemático técnico-tático-regras que possibilitem um trabalho coletivo. como árbitro no festival da escola. festivais. • Realização de festivais de jogos esportivos e de salão. • Organização do Esporte Basquete. • Socialização dos jogos esportivos e de salão durante as aulas. • Ampliação do conhecimento técnico-tático dos esportes. ENSINO FUNDAMENTAL: 9º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO: ESPORTE • Compreensão da historicidade das diversas modalidades esportivas coletivas a partir de pesquisas e vivências corporais. 48 .ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS ENSINO FUNDAMENTAL: 9º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Vivência dos jogos esportivos e de salão. compreendendo-os através de recursos áudio. através da participação em eventos esportivos. à luz da realidade dos que praticam. compreendendo suas especificidades e generalidades. no qual os mais experientes possam ajudar aos menos experientes. respeitando os limites e as possibilidades individuais para o sucesso do coletivo. • Vivência do Esporte Basquete. • Socialização das experiências apreendidas.visuais. na prática esportiva do Basquete. alterando as regras e ampliando seu sentido e significado a partir da realidade daqueles que praticam. elaborando textos quanto à origem e evolução dessas modalidades apresentando-os. com ênfase na organização e na arbitragem. relacionando-as com as possibilidades individuais e coletivas e refletindo acerca dos elementos éticos que envolvem o julgamento de valores durante a arbitragem. inclusas no PPP e PDE da escola. praia). utilizando técnicas e táticas especificas. estabelecendo generalizações. sob a orientação dos alunos mais experientes. campos comunitários. • Vivências do esporte Basquete em diferentes espaços (escola. com o apoio da comunidade escolar. os quais ao serem subsidiados das linguagens corporal-escrita-oral. oficinas etc. inseridos no projeto político pedagógico da escola..

ENSINO MÉDIO: 1º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Compreensão das origens das Danças de Salão. • Elaboração de sequências coreográficas. exercitando-se nas Ginásticas Aeróbicas (coreografadas com aparelhos). evidenciando as regularidades subjacentes à prática. • Identificação da exercitação no âmbito das Ginásticas Localizadas. de trabalho competitivo e de formação básica na Disciplina Educação Física Escolar. • Realização de pesquisa escolar coletando dados sobre a ginástica passando a configurar os sentidos de saúde. de lazer. • Produção de conceito e caracterização da atividade aeróbica buscando equilíbrio entre o consumo de oxigênio e o gasto energético. partindo da realidade cultural da região. para apreciação da comunidade escolar. motivações. estudo sobre a obesidade e os hábitos alimentares visualizando a importância da exercitação gímnica e demais práticas corporais. apresentando-os. Samba de Gafieira) quanto a: Passos. Salsa. personagens. assim como. identificando-se perante as zonas de treinamento corporal. a partir das danças estudadas. • Compreensão e diferenciação do que (o corpo). origem histórica e evolução das danças. locais de realização. em grupos. 49 . para o bem estar humano. Forró Estilizado. onde (espaço) e como (fluência) se dança as manifestações coreográficas estudadas. vestimentas.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1º ao 3º ano do Ensino Médio ENSINO MÉDIO: 1º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Explicação da Ginástica enquanto conhecimento da Cultura Corporal historicamente acumulada. variações rítmicas. • Análise das semelhanças e diferenças entre danças de salão nacionais (como Forró. • Compreensão da Ginástica relacionada à SAÚDE. • Elaboração de textos quanto à historicidade das danças. com aferição da frequência cardíaca no processo de exercitação gímnica. confrontando-a com as atividades das Ginásticas Aeróbicas.

• Ampliação do conhecimento técnico-tático dos esportes. como elemento de exercitação. ENSINO MÉDIO: 1º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO: ESPORTE • Compreensão da historicidade das diversas modalidades esportivas coletivas a partir de pesquisas e vivências corporais. compreendendo –os através de recursos áudio. 50 . na perspectiva de revelar suas contribuições para a qualidade da saúde. • Produção de conceito e caracterização da luta buscando equilíbrio entre o consumo de oxigênio e o gasto energético. para o bem estar humano.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS • Elaboração. organização de oficinas sobre danças de salão. • Compreensão da luta relacionada à saúde. LUTA • Explicação da luta enquanto conhecimento da Cultura Corporal historicamente acumulada. de salão e esportivo. • Reflexão sobre a importância da interação e da vivência entre os gêneros. de eventos culturais que contemplem diversos tipos de dança estudadas. do lazer e do trabalho. refletindo as possibilidades do conteúdo no tempo de Lazer. visualizando dentre eles a exercitação do corpo nas lutas e outras práticas corporais. • Realização de pesquisa escolar e vivência sistemática dos jogos populares. assim como. masculino e feminino. evidenciando as regularidades subjacentes à prática e ao bom usufruto do tempo livre. elaborando textos quanto à origem e evolução dessas modalidades apresentando-os. estudo sobre obesidade e hábitos de vida saudável. na prática das aulas de Educação Física. historicamente acumulado. identificando-se perante as zonas de treinamento corporal. ENSINO MÉDIO: 1º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Explicação do jogo esportivo enquanto conhecimento da Cultura Corporal. identificando diferenças da constituição corporal e a interferência na realização das ações corporais.visuais. apresentando-as.

Bolero. praças). • Vivência do Esporte Voleibol. vestimentas. na prática esportiva do Voleibol. compreendendo suas regularidades. apresentando uma nova síntese para a comunidade escolar. atitudes que constituem a ginástica nas aulas de Educação Física Escolar e em outros espaços e tempos da prática corporal. Aeróbica. personagens. entre outras) quanto a: Passos. ENSINO MÉDIO: 2º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Análise das semelhanças e diferenças entre danças de salão internacionais (como Tango. origem histórica e evolução das danças. campos comunitários. aprofundando técnicas e táticas especificas relacionando-as com as possibilidades individuais e coletivas e refletindo acerca dos elementos éticos que envolvem o julgamento de valores durante a arbitragem. locais de realização. partindo da realidade cultural da região. variações rítmicas. motivações. visando à compreensão e explicação da Ginástica de forma contextualizada. • Reconhecimento das regularidades subjacentes as modalidades: Artística. aprofundando sentido e significado de suas regras a partir da realidade daqueles que praticam. Acrobática. reorganizar o conteúdo. Rítmica. valores. • Organização do Esporte Voleibol. particularizando o estudo da Ginástica Localizada confrontando a resistência orgânica geral com a resistência muscular localizada. 51 . através da organização e arbitragem de eventos esportivos na comunidade valorizando-o enquanto possibilidade de prática para o usufruto do tempo livre. • Socialização das experiências apreendidas. praia. Localizada.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL • Vivências do esporte Voleibol em diferentes espaços (escola. ENSINO MÉDIO: 2º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO GINÁSTICA • Reflexão sobre conceitos. hábitos. • Produção de texto escrito.

• Elaboração. onde (espaço) e como (fluência) se dança as manifestações coreográficas estudadas. em grupos. de massa e eruditas. particularizando o estudo da luta. atitudes que constituem a luta nas aulas de Educação Física escolar e em outros espaços e tipos da prática corporal. • Socialização de relatos sobre as construções das danças populares e eruditas e sua historicidade. • Discussão sobre as concepções que agrupam as danças populares e eruditas. • Reconhecimento das regularidades subjacentes às modalidades capoeira. • Elaboração de sequências coreográficas. organização de oficinas sobre danças de salão.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS • Elaboração de textos quanto à historicidade das danças. • Pesquisa sobre os tipos de dança populares. confrontando a resistência orgânica geral e a resistência muscular localizado. • Produção de texto escrito visando à compreensão e a explicação da luta de forma contextualizada. de massa e eruditas. apresentando-as. reorganizando o conteúdo e apresentando uma nova síntese para comunidade escolar. karatê. teatrais. para apreciação da comunidade escolar. teatrais. entendendo o significado de cada grupo pesquisado. • Discussão sobre as concepções entre as danças populares. • Pesquisa sobre os tipos de danças populares e eruditas. de lazer. de eventos culturais que contemplem diversos tipos de dança estudadas. • Compreensão e diferenciação do que (o corpo). 52 . entendendo o significado de cada grupo pesquisado. hábitos. LUTA • Reflexão sobre conceitos valores. judô. apresentando-os. a partir das danças estudadas. socializando os relatos das construções. • Realização de pesquisa escolar. coletando dados sobre o conteúdo dança. buscando configurar os sentidos de saúde. de trabalho e competitivo a partir da formação básica na Disciplina Educação Física Escolar.

colaborando no treinamento das equipes dos ciclos iniciais. respeitando as particularidades e as generalizações. atitudes que constituem a prática dos jogos esportivos durante as aulas e em outros espaços e tempos da prática corporal. valores. em outros espaços e tempos da prática corporal. nas modalidades esportivas individuais através da elaboração de projetos a serem vivenciados na escola e na comunidade. atitudes saudáveis que constituem os esportes nas aulas de Educação Física Escolar e. reorganizando o conteúdo e apresentando uma nova síntese. • Produção de texto escrito. quando na criação de novas regras e estratégias durante as aulas. 53 . • Estudo do tipo de modalidade esportiva individual benéfica para a prevenção e redução do nível de gordura corporal. bem como compreender a relação entre aptidão física e condicionamento físico. analisando de forma critica a influência da mídia/ marketing e as consequências do Dopping e da violência na sua relação com a sociedade. • Vivência de novos jogos esportivos. • Reconhecimento das regularidades subjacentes as modalidades esportivas individuais. • Confronto e vivência de jogos diversos tanto aqueles da origem da cultura local como aqueles de outras culturas. hábitos.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO: 2º ANO | UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO: JOGO • Reflexão sobre conceitos. ENSINO MÉDIO: 2º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO: ESPORTE • Explicar as modalidades esportivas individuais. hábitos. através da elaboração de projetos a serem vivenciados na comunidade. • Socialização das experiências apreendidas. visando à compreensão e explicação dos jogos de forma contextualizada. valores. • Reflexão sobre conceitos.

EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO: 3º ANO | UNIDADE: I EIXO TEMÁTICO: GINÁSTICA • Compreensão das possibilidades e necessidades advindas do sistema anátomo-funcional. • Elaboração de coreografias. para apreciação da comunidade escolar. no âmbito da cultura corporal. organização de oficinas sobre danças de populares. curativos. de lazer. visando a compreensão e explicação da Ginástica de forma contextualizada. de salão e eruditas dos diferentes elementos coreográficos (cenários. assim como. preventivos. apresentando-as. • Escolha de formas de danças populares. em grupos. em diferentes espaços e tempos sociais. de lazer e laborais da Educação Física na sociedade. apresentando-os. • Elaboração de textos quanto à historicidade das danças. de salão e teatrais. um texto escrito. na Ginástica Calistênica. • Compreensão da Educação Física Escolar enquanto disciplina de vivências e de intervenções sociais. coletando e analisando dados sobre o conteúdo ginástica. terapêuticos. produzindo. vestes). de trabalho competitivo e de formação básica na Disciplina Educação Física Escolar. ENSINO MÉDIO: 3º ANO | UNIDADE: II EIXOS TEMÁTICOS DANÇA E LUTA DANÇA • Diferenciação dentro das danças populares. de eventos culturais que contemplem diversos tipos de dança estudadas. • Conhecimento sobre o diabetes. que ampliem as referências acerca das possibilidades e fins educativos. assim como elementos e instrumentos para construção coreográfica em grupos. Reflexão sobre doenças crônicos-degenerativas. 54 . passando a configurar os sentidos de saúde. refletir sobre o teor das calorias e da perda calórica proporcionadas pelas atividades gínmicas. Aeróbica e Localizada e nas exercitações gímnicas da população pernambucana. • Elaboração. em grupos. a partir das danças estudadas. orientadas nos exercícios corporais do tipo ginástico. enquanto doença e suas relações com as práticas corporais. no sentido de aprofundamento das vivencias e estudos. de salão e teatrais. • Aprofundamento do conhecimento mediante a pesquisa escolar.

como forma de troca de experiências. • Construção com sentido e significado das coreografias dos próprios movimentos. • Aprofundamento. LUTA • Compreensão de como a população local se utiliza das diversas formas de lutas para sua exercitação. uma vez por ano. como contribuição teórico-metodológica para subsidiar a discussão coletiva dos alunos durante a participação de seminários interativos. • Elaboração de mini-textos didáticos sobre os diversos jogos vividos ao longo da escolaridade. com coreografias do popular ao erudito. as quais têm indicação terapêutica nos exercícios físicos. através de pesquisa. de lazer. • Análise dos diversos tipos de dança decodificando o que representa sua expressão corporal.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS • Realização de pesquisa escolar coletando dados sobre o conteúdo dança. envolvendo a participação de todos. ENSINO MÉDIO: 3º ANO . onde expressem sua subjetividade e ritmo. • Conhecimento sobre alguns tipos de doenças. buscando configurar os sentidos de saúde. tendo a luta como uma das possibilidades. • Organização de eventos (mostra e festivais de dança). resgatando/reconstruir as vivências e as intervenções sociais. no contexto vivenciado e entre outras instituições. • Identificação nos diversos tipos de dança o movimento de libertação dos sujeitos aculturados e expressão em suas subjetividades. • Organização pelos alunos dos festivais esportivos.UNIDADE: III EIXO TEMÁTICO JOGO • Revisão e aprofundamento dos conhecimentos de jogos vividos ao longo da escolaridade. no âmbito da cultura corporal. do conhecimento luta visando a sua compreensão e explicação contextualizada em diferentes espaços sociais. 55 . de trabalho e competitivo a partir da formação básica na Disciplina Educação Física Escolar. • Organização de uma mostra de dança. • Discussão sobre a relação da mídia com as expressões culturais da dança.

essa tarefa e projeto estariam incompletos. como também os diversos pilares dos seus saberes escolares. históricos e sociológicos.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO: 3º ANO | UNIDADE: IV EIXO TEMÁTICO ESPORTE • Explicar as modalidades esportivas coletiva. A Educação Física precisa se valer de todas as responsabilidades atribuídas aos demais componentes curriculares na tarefa de formação para a cidadania e que sem ela. Consideramos necessário superar a idéia de que a Educação Física é uma mera atividade sem corpo de conhecimentos próprios. analisar seus aspectos legais. nas modalidades esportivas coletivas através da elaboração de projetos a serem vivenciados na escola e na comunidade. colaborando no treinamento das equipes dos ciclos iniciais. • Reconhecimento das regularidades subjacentes as modalidades esportivas coletivas. caracterizandose como secundário no projeto de formação humana dos jovens na escolarização e até mesmo como apêndice do processo educacional. analisando de forma critica a influência da mídia/ marketing e as consequências do Dopping e da violência na sua relação com a sociedade. atitudes saudáveis que constituem os esportes coletivos nas aulas de Educação Física Escolar e em outros espaços e tempos da prática corporal. alguns elementos se tornam importantes nesse processo. hábitos. • Discussão sobre tipos de drogas mais utilizadas no Esporte e os principais efeitos colaterais das drogas artificiais no rendimento esportivo. configurando-se como observações necessárias que o professor deve fazer ao organizar suas aulas. • Socialização das experiências apreendidas. 7. procurando estudar os sujeitos educacionais nela envolvidos. pedagógicos. • Reflexão sobre conceitos. 56 . PROCEDIMENTOS DIDÁTICO-METODOLÓGICOS Não existe um procedimento único e tão pouco uma receita milagrosa para a estruturação das aulas. reconhecer a funcionalidade da instituição escola. valores. Buscamos reconhecer as características e as funções da Educação Física durante a escolarização das crianças e dos jovens. No entanto.

1992). tomar decisões para orientar a melhoria do processo ensino-aprendizagem. a avaliação não deve ser vista como um fim em si mesmo. Assim.394/96 aponta que a avaliação deve ser contínua. Neste sentido. Assim sendo. 8. A aula de Educação Física precisa ser compreendida como espaço intencionalmente organizado para possibilitar a direção da apreensão. a saúde. a função da avaliação não é detectar déficits.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL tais como: a ludicidade. a luta. o jogo. a avaliação deve estar relacionada com os objetivos do plano escolar. buscando as melhores formas de organização e execução. como um meio de diagnosticar o quanto o aluno se aproximou ou se distanciou do objetivo para que o professor possa tomar as decisões e reorganizar o ensino a fim de levar o aluno a uma aprendizagem significativa. com a sociedade na qual estamos inseridos e a que queremos construir. Portanto. a apropriação e a produção do conhecimento em torno de três fases: a) Apresentação e discussão com os alunos dos conteúdos e objetivos. 57 . Neste sentido. mas sobretudo. mas sim. quando são perpassados. respaldada em um projeto social progressista e humanizador. interpretar. e até mesmo em uma mesma sessão de tempo de aula. Neste caso.AVALIAÇÃO Atualmente. pelo aluno. a dança e o esporte). a ecologia e o trabalho. do conhecimento específico desse componente curricular e dos diversos aspectos das suas práticas na realidade social (COLETIVO DE AUTORES. cumulativa e que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos. a ênfase deve ser dada não ao ensinar e sim ao aprender. no decorrer do processo de ensino-aprendizagem. é possível pensar as aulas em algumas fases. analisar. pautado em um modelo pedagógico voltado para inclusão e para transformação da sociedade. é importante que o professor procure sistematizar a vivência. (LUCKESI. 1999). Pilares esses que enriquecem a prática pedagógica. pelos conhecimentos da cultura corporal (A ginástica. a LDB 9. que necessariamente não acontecem em uma mesma ordem. b) Apreensão/produção do conhecimento e c) Conclusão e avaliação a partir do realizado e levantamento de possibilidades para as aulas seguintes.

agilidade). Como os demais componentes curriculares do Estado de Pernambuco. meio e fim de um planejamento. A avaliação precisa agir sob a ótica do fazer coletivo. 9. E ir a busca de uma variedade de eventos avaliativos. nas últimas três décadas. Seus instrumentos devem ser bem elaborados como estímulo e desafio ao interesse dos alunos. organização. a partir dos conteúdos definidos pela Secretaria de Educação do referido Estado. Tendo em vista que a Educação Física é um componente curricular com um corpo de conhecimento próprio. um conteúdo e uma forma. etc. um sentido. superando-os através do esforço crítico. e análise de condutas esportivas. criativo e coletivo dos alunos. levando em conta as condutas sociais. em períodos predeterminados. em Educação Física. frequência e rendimento atlético/físico. velocidade. em parceria com a ESEF/UPE. a Educação Física deve organizar seus instrumentos de avaliação de acordo com os critérios avaliativos da Instrução Normativa Nº 04/2008. professore(a)s formadores e demais professore(a)s 58 . professoras especialistas. Deve-se abandonar a idéia de que a avaliação se reduz as partes. dentre outras ações. os métodos de avaliação na Educação Física têm seguido um caminho quantitativo: medir (peso e a altura. habilidades e atitudes.comparar. CONSIDERAÇÕES FINAIS Visando garantir um processo de Formação Continuada. analisando sempre os critérios de seleção. índice de massa corpórea. devem estar envolvida com aspectos de conhecimentos. Tradicionalmente.ORIENTAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS Nesta perspectiva. a construção das Orientações Teórico Metodológicas. é fruto de uma construção coletiva dos assessores. portanto. transmissão e avaliação de conteúdos e de metodologias. Precisamos sim avaliar de acordo com os objetivos e critérios propostos. tem-se estudado que a avaliação deve estar relacionada ao conhecimento. para que a apropriação do conhecimento seja oportunizada de maneira significativa. que tem uma finalidade. onde se use fichários cumulativos que divulgam os resultados sistematicamente. não cabe mais avaliar apenas por participação. classificar. no início. Este documento. No entanto. vem realizando. a SE–PE. com uma perspectiva de buscar constantemente a identificação de conflitos.

pois a Rede Estadual de Pernambuco está organizada por ciclo no primeiro segmento do ensino fundamental e por seriação no segundo segmento do ensino fundamental e no ensino médio. levando o aluno a passar gradualmente das operações objetivas ao plano mental elevando os níveis do pensamento teórico. desvelando suas origens. Essa construção coletiva foi respaldada a partir da reflexão crítica dos professores sobre a Prática Pedagógica. inacabado. contextualizando-os e relacionando-os ao cotidiano de vida. vislumbramos que a Educação Física Escolar evidencia o conhecimento científico ao reportar-se aos conceitos fundamentais dos seus temas. a fim de possibilitar uma melhor organização do programa de ensino e do planejamento do professor. compreendemos a formação continuada como ato de reflexão. no sentido de sujeitos reflexivos e produtores desse processo. contribuindo para a formação crítica do cidadão. relacionando-os e explicando seu significado central. quando os estudos dos conceitos levam os alunos a descobrir os nexos gerais. de reciclagem.EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO FUNDAMENTAL da rede . Aqui. o entendimento do ciclo não trata da opção por um sistema de educação. contribuindo na elaboração das Unidades Didáticas. de nós professores. entendendo-o como um documento. Assim. a ser concretizado na prática pedagógica dos professores de Educação Física. contextualizada e reflexiva para a prática pedagógica e para a ação docente dos que fazem a Escola Pública no Estado de Pernambuco. Em síntese. sim. sua natureza. corroborando para qualificar a apropriação do conhecimento pelos alunos.SE-PE. dos seus fenômenos culturais. que participaram dos Seminários de Formação Continuada. 59 . a qual ocorre em uma dinâmica de reflexão na ação e reflexão sobre a ação que é contínuo. Esperamos que este material contribua de forma crítica. A Orientação Teórico Metodológica (OTM) está fundamentada na perspectiva Crítico Superadora que faz a opção da organização do conhecimento por ciclo. sobre a intervenção da prática pedagógica. Não acreditamos em uma formação continuada no sentido de capacitação. e. a totalidade dos conceitos. Os ciclos aqui tratam da organização do pensamento do aluno sobre o conhecimento a ser sistematizado na forma de Unidades Didáticas. considerando a realidade da Escola.

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